quinta-feira, 18 de maio de 2023

Legislativas antecipadas/Presidente do Partido Luz elege áreas de saúde e educação como prioridade caso vença eleições de 04 de Junho

Bissau, 18 Mai 23 (ANG) – O Presidente do Partido Luz da Guiné-Bissau (PLGB), afirmou hoje de que independentemente dos resultados que o seu partido obter nas eleições legislativas vai priorizar as áreas sociais ,nomeadamente saúde, educação, economia e aumento da produção agrícola bem como da segurança e soberania.

Lesmes Mutna Monteiro que falava em declarações exclusivas à ANG sobre perspetivas do seu partido para as eleições do dia 04 de Junho do ano corrente, disse que elegeram o sector social como prioridade porque na sua opinião para desenvolver a Guiné-Bissau  deve centralizar na educação.

“Todos os países avançados no mundo são os que tem alto índice do desenvolvimento humano e a Guiné-Bissau está entre os 10 piores países e no último relatório denominado MICS-06 com todos os indicadores negativos em termos de taxa de analfabetismo, pobreza entre outros”, salientou.

O político disse que, de acordo com o referido documento, houve o aumento da taxa de abandono escolar por parte das crianças principalmente das raparigas, e que foram registadas mais mutilação genital feminina e mais casamento infantil.

O líder do Partido Luz  defende a criação de uma bolsa de excelência para melhores alunos de cada ano lectivo do nível do 12º ano.

“Isso pode ser feito através de uma parceria com os Bancos onde o Estado através do Ministério das Finanças vai servir como garantia do critério que pode ser de quem reprovar perde a bolsa só para incentivar mais esforço e incentivar os que estão atrás a trabalhar duro”, salientou.

Monteiro disse que, depois da formação, esses quadros podem começar a pagar aos bancos pouco-à-pouco e diz que são potenciais mão de obra para o Estado que pode vir a cobrir a outra parte da divida junto aos bancos.

“Temos que começar a incutir na mente, essencialmente, das crianças, os nossos valores por exemplo de não deitar lixo na rua, respeitar o meio ambiente, reconhecer os mais velhos e se crescerem com esses valores vamos ter homens moralmente preparados para dirigir esta Nação, num futuro proximo”,disse.

O político falou da mecanização da agricultura para obter o autossuficiência alimentar, tendo pedido aos jovens para fazer da campanha eleitoral uma festa da democracia evitando discursos tribais, posições extremistas, nem falar em etnias ou religião, mas sim mostrando  a visão para alavancar a Guiné-Bissau.

O Presidente do PLGB reconheceu que a prioridade passa igualmente por levar o seu partido ao parlamento, frisando que,  se chegarem lá vão pedir a criminalização de todos os discursos que tem como base a divisão dos guineenses através da etnia, religião e na propagação de ódio, bem como o uso excessivo de recursos financeiros na Campanha Eleitoral que muitas das vezes  são provenientes do cofre de Estado ou de atividades ilícitas.

Sobre espectativas para eleições, Monteiro disse que apesar do seu partido só ter cinco meses de criação, não será desculpa para não fazerem o seu trabalho para poder obter mesmo se fôr com uma representação na Assembleia Nacional Popular(ANP).

Disse que estão muito motivado nessa andanças que diz serem uma aprendizagem, tendo desejado que o processo corra bem e sem incidentes capazes de pôr em risco a paz e estabilidade nacional.

Falando da implantação das estruturas do Partido a nível nacional, Lesmes Monteiro salientou que vão concorrer em 17 dos 29 círculos eleitorais do país, 02 na diáspora e 15 no território nacional.

“Na capital Bissau vamos concorrer em todos os círculos eleitorais, e a nível da região escolhemos os mais prioritários e onde achamos que com um bom trabalho podemos obter deputados casos da província Sul no circulo 02 e 03”, disse.

Na província Norte, concretamente na região de Oio, segundo Monteiro, vão   concorrer  nos círculos  05 e 07, acrescentando que em Biombo vão concorrer igualmente nos círculos 09 e 10 e em Cacheu  em todos os círculos ou seja 19, 20 e 21.

“O Partido luz está em torno dos 16 mil militantes, o que consideramos de positivo tendo em conta o tempo do partido e não podemos fazer mais por causa de meios, porque não queremos dispersar as forças que podem vir a enfraquecer a nossa estratégia”, disse.

O Politico disse compreender a frustração dos jovens que acham que a solução é emigrar principalmente para Europa, mas aconselhou-os de que o país ainda é viável   e pode, num futuro próximo, ser alternativa com jovens a participar na tomada de decisão.

“O nosso partido tem, se calhar, o candidato mais jovem ao cargo do deputado com apenas 21 anos de idade o que demonstra que a Guiné-Bissau está também a ser um modelo da democracia a nível da África e do Mundo”, afirmou.

Disse que além disso têm 40 por cento das mulheres na  lista de candidatos à deputados e querem que isso aconteça noutras formações politicas “,desejou.

Para Lesmes Monteiro a juventude guineense está com falta de quase tudo, desde escola, trabalho e nem têm oportunidade de o fazer por isso a grande maioria deles acha que a solução está na Europa, o que muitas das vezes não é o caso .ANG/MSC/ÂC//SG

Legislativas antecipadas/Presidente do PRID defende a industrialização para uma  economia emergente do país

Bissau, 18 Mai 23(ANG) – O Presidente do Partido Republicano para Independência e Desenvolvimento(PRID) disse que a sua maior aposta é na industrialização do país para se ter uma economia competitiva e justa.

Em declarações à ANG, António Afonso Té disse que o programa do PRID tem cinco pilares, sendo o primeiro a consolidação das instituições, que garante a Constituição da República, de uma sociedade baseada no trabalho e no mérito, e o segundo, forjar uma sociedade civil ativa, responsável e engajada.

O terceiro pilar, de acordo com Afonso Té, é a aposta na  industrialização para ter uma economia competitiva e justa e o quarto pilar é o fornecimento a população de serviços sociais à altura das suas espectativas e necessidades e último, fazer  dos jovens e mulheres uma verdadeira vantagem para o futuro.

“Tudo isso pode ser possível apenas com o apoio da população, votando no PRID, ai vamos instalar políticas públicas em cada setor, o que deve ser feito em cada um dos pilares” frisou.

Té disse que todos concluíram que o comércio é bom, mas a industrialização é melhor, porque faz  transformar os produtos locais, ao invés de continuar a importar mais de 90 por cento de tudo o que se consome no país, sendo o caju o único produt de exportação.

Apelou a Sociedade civil guineense para pautar para a mudança de mentalidade, de comportamento, hábitos e atitude dos guineenses, acrescentando que se deve  poupar para melhor organizar.

Lembrou que outrora a Guiné-Bissau fazia a exportação de arroz  para Alemanha, Espanha  e Portugal, e diz que também chegou de oferecer alimentos e dinheiro a Cabo Verde porque existia  fome lá, tendo questionado do  porquê que o país é agora  incapaz de o fazer.

Afonso Té afirmou que o problema da Guiné-Bissau está na liderança e diz que tem que ser resolvido o mais rápido possível, acrescenta que não deve ser  uma liderança abrupta, mas sim capaz de transformar o país.

Criticou aos que exigem patriotismo, mas que ao  mesmos  compram e constroem  casas no estrangeiro, enquanto que não há bons escolas e hospitais no país.

O líder do PRID recomenda  a todos para deixarem que as eleições  sejam realizadas na data marcada e apelou para que todos se abdicassem  das ameaças  e se dedicarem aos esforços para convencer o eleitorado a votar nos seus programas. ANG/JD/ÂC//SG


Legislativas antecipadas
/LGDH diz registar com bastante inquietação mais uma intervenção “deplorável” das Forças de Ordem contra o líder do PAIGC

Bissau,18 Mai 23(ANG) – A Liga Guineense dos Direitos Humanos(LGDH), diz em comunicado registar com bastante inquietação, mais uma intervenção que qualifica de “deplorável, antidemocrática e antirepublicana”, das Forças de segurança, contra o líder do PAIGC e da coligação PAI Terra Ranka, Domingos Simões Pereira.

Domingos Simões Pereira e uma multidão de apoiantes que o foram receber no aeroporto de Bissau, no seu regresso ao país, na terça-feira, foi impedido por forças da ordem da passar, na Chapa de Bissau, com destino a sede do PAIGC e da Coligação PAI-Terra Ranka.

Mesmo em direção à sua residência a comitiva foi de novo impedida, em QG, de prosseguir a sua caminhada por outro grupo das Forças da Ordem.

No comunicado à que a ANG teve acesso hoje, a LGDH sustenta que, em democracia, as liberdades de reunião, manifestação, circulação e de expressão tanto dos candidatos como dos cidadãos constituem a essência de qualquer processo eleitoral.

Diz que  as restrições “arbitrárias e infundadas”, representam um desvirtuamento do pleito eleitoral e, consequentemente, uma deturpação da vontade popular.

A organização de defesa dos Direitos Humanos convida ao governo envidar todos os esforços necessários, para garantir um ambiente favorável a participação ativa dos cidadãos, dos partidos e coligações, dando tratamento igual à todos os concorrentes, independentemente de serem da oposição ou do arco do poder.

A LGDH exige das Forças de Segurança, uma postura republicana, garantindo a segurança e a ordem pública antes, durante e depois das eleições, assegurando a participação livre e igual de todos os atores.

Instou ainda as Forças de Ordem a adequarem as suas atuações aos ditames da lei, e não às vontades dos indivíduos, frisando que caso contrário, estão a pôr em crise os princípios da imparcialidade, transparência e neutralidade a que estão adstritas sobretudo no processo eleitoral. ANG/ÂC//SG

 

Legislativas antecipadas/ Partidos e Supremo Tribunal "ignoraram" lei da paridade

Bissau,18 Mai 23(ANG) - A lei da paridade foi aprovada pela Assembleia Nacional Popular (ANP) em 2018 e prevê uma participação mínima de 36% das mulheres nos lugares de tomada de decisão, a nível nacional.

Isabel de Almeida

No entanto, no próximo Parlamento do pais, não deverá chegar a 13 o número de mulheres eleitas na décima legislatura, a última.

A denúncia é da Liga Guineense dos Direitos Humanos, na pessoa de seu vice-presidente,Buybacar Turé, e surge depois de uma análise às listas dos candidatos a deputado, submetidas pelos principais partidos do país e aprovadas pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ) guineense.

Bubacar Turé apresenta dois factos: "Primeiro, o número das mulheres em posições elegíveis na lista dos principais partidos é muito fraco. O segundo facto é que, quer os partidos políticos como o próprio Supremo Tribunal de Justiça ignoraram pura e simplesmente a lei da paridade e, por conseguinte, as listas não obedeceram aos critérios de 36% fixados pela lei e, curiosamente, os partidos não foram questionados nem sancionados".

Perante isto, o vice-presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos deixa um alerta: "Nós corremos o risco de ter o pior Parlamento das últimas duas legislaturas no que concerne à igualdade do género".

Turé considera que a lei da paridade foi "uma fraude legislativa para tentar enganar os parceiros internacionais e procurar alguma simpatia das mulheres na altura" e afirma que "hoje ficou claro que não é nada mais do que uma letra morta".

Na nona legislatura, foram eleitas 14 mulheres, mais uma do que na décima, interrompida em maio do ano passado pela dissolução da ANP. No próximo Parlamento, o número de mulheres a serem eleitas deverá baixar ainda mais.

Para Isabel Almeida, coordenadora da organização feminina MIGUILAN, o retrocesso "deve-se fundamentalmente às dificuldades de continuar a sensibilização e monitoria". A responsável lembra que o país ficou "sem a atividade parlamentar, porque a Assembleia [Nacional Popular] foi dissolvida e isso impossibilitou a implementação de toda uma agenda que estava prevista, justamente, visando acautelar esta situação nas presentes eleições".

Já o jurista Cabi Sanhá responsabiliza o Supremo Tribunal de Justiça pela situação, afirmando que a instituição, "que devia ser o escudo, para defender as leis, acabou por demonstrar que está ao serviço do poder político".

"Como é que o Supremo, perante uma lei aprovada pela Assembleia Nacional Popular, não se coibiu de fazer valer essa lei?", questiona.

A coordenadora da MIGUILAN, Isabel Almeida, garante que as organizações da sociedade civil vão continuar a seguir e a pressionar as entidades decisórias para o cumprimento da lei da paridade, mas pede às mulheres que estão nos partidos políticos, "sobretudo aquelas que estão nos órgãos de decisão, os órgãos da direção", que façam "o seu papel, estejam atentas e acompanhem o calendário e o exercício político" nos seus movimentos.

"Façam sempre a pressão para influenciar no sentido do cumprimento da leis e da promoção das mulheres", apela.

Nas eleições legislativas de 4 de junho há 11 mulheres em posições de elegibilidade, na lista da Coligação Plataforma de Aliança Inclusiva, liderada pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), na lista do Movimento para Alternância Democrática (MADEM-G15) e na do Partido da Renovação Social (PRS).ANG/DW África

 


     Cereais
/Rússia e Ucrânia chegam a acordo para prolongar exportação

Bissau, 18 Mai 23 (ANG) - O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, anunciou o prolongamento por dois meses do acordo de exportação de cereais a partir da Ucrânia, conseguindo o acordo da Rússia para continuar a retirar esta matéria prima essencial através dos portos ucranianos no Mar Negro.

O acordo para a exportação dos cereais foi novamente prolongado por mais dois meses, através da mediação do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, assim como a intervenção de António Guterres, secretário-geral da Nações Unidas. O Presidente turco, que vai enfrentar a segunda volta das eleições presidenciais daqui a uma semana, agradeceu tanto a Vladimir Putin como a Volodymyr Zelensky a disponibilidade em negociar uma causa que é "benéfica para todas as partes".

"Estes acordos contribuem para a segurança alimentar a nível global, já que os produtos russos e ucranianos alimentam o Mundo", assegurou António Guterres.

O secretário-geral da ONU defendeu que deverá ser encontrado no futuro um acordo a longo-prazo, mas que a Rússia terá encontra "disparidades" na implementação destas negociações que deverão "ser corrigidas o mais brevemente possível".

Desde o início da guerra, este acordo já permitiu retirar da Ucrânia mais de 30 milhões de toneladas de cereais, embora periodicamente seja ameaçado já que tem sido negociado com prazos muito curtos, entre 60 a 120 dias de cada vez.

Na semana passada, em negociações que decorreram em Istambul, as autoridades russas disseram que o acordo não estava a ser cumprido à letra já que a exportação de amoníaco continua bloqueada a nível internacional. Esta é um produto importante para a economia russa, já que se trata de um importante componente dos fertilizantes utilizados na agricultura.

A alternativa de exportação dos cereais ucranianos por terra, em vez do Mar Negro, tem causado protestos por parte dos países europeus que fazem fronteira com a Ucrânia, com os agricultores em países como a Roménia ou a Polónia a queixarem-se da concorrência desleal dos seus vizinhos.ANNG/RFI

 

  Angola/Catumbela acolhe 15ª reunião dos Ministros do Trabalho da CPLP

Bissau, 18 Mai 23 (ANG) - Os ministros do Trabalho e Assuntos Sociais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa-CPLP- estão reunidos na cidade de Catumbela, na província de Benguela.

A 15ª reunião dos ministros da CPLP decorre sob o lema: “Por uma Justiça Social
e Trabalho Digno para Todos”.

Nos próximos dois dias, os ministros do Trabalho e Assuntos Sociais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa -CPLP- estão reunidos na cidade de Catumbela, na província de Benguela, em Angola.

Na sessão de abertura, a ministra angolana da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Teresa Dias, defendeu a urgência em adoptar estratégias capazes de responder aos anseios da comunidade lusófona nas questões laborais.

De acordo com a nota informativa da CPLP, as delegações vão debater o Plano de Acção 2021-2025 para o Combate ao Trabalho Infantil, sobre a participação dos Estados-Membros na 111.ª Sessão da Conferência Internacional do Trabalho, sobre o novo Plano de Inspeção do Trabalho nos Estados- Membros da CPLP para 2023-2030.

Os dirigentes políticos vão analisar a situação da Convenção Multilateral da Segurança Social da CPLP, o Plano de Ação de Tibar e o Grupo de Trabalho sobre a criação de um Conselho Económico e Social da CPLP.

A  15ª reunião dos Ministros do Trabalho e Assuntos Sociais da CPLP vai ser precedida pelas Reunião de Pontos Focais para o Combate ao Trabalho Infantil e Reunião de Pontos Focais para a Inspeção do Trabalho, no dia 16 de Maio, e pela Reunião de Pontos Focais do Trabalho e Assuntos Sociais, a 17 de Maio de 2023.

A abertura do escritório da OIT em Angola consta, igualmente, da agenda de trabalhos.

A 15ª reunião dos ministros da CPLP decorre sob o lema: “Por uma Justiça Social e Trabalho Digno para Todos”. ANG/RFI

 

 

Banguecoque/Junta militar bloqueia ajuda humanitária externa a zonas atingidas por ciclone – ONU

Bissau,18 Mai 23(ANG) – A ONU denunciou hoje que a junta militar de Myanmar (antiga Birmânia) está a impedir o envio de ajuda humanitária internacional para as zonas atingidas pela passagem no domingo do ciclone Mocha, que poderá ter deixado centenas de mortos.

A falta de acesso, denunciada também pela oposição aos militares, entre outros, torna difícil saber com precisão a situação no terreno e o número de vítimas mortais, que as autoridades disseram ser de pelo menos 60.

Uma das áreas de maior preocupação é o estado de Rakhine (oeste), uma região onde centenas de milhares de membros da minoria muçulmana rohingya – não reconhecida pelas autoridades e perseguida pelo exército – vivem há anos em precários campos de refugiados.

“O acesso sem restrições às comunidades afectadas é necessário para fornecer assistência humanitária imediata que salve vidas. A restrição da junta militar às viagens e acesso às áreas afectadas é um acto bárbaro”, disse nas redes sociais o autoproclamado Governo de Unidade Nacional, oposição ao regime que tomou o poder por meio de um golpe em Fevereiro de 2021.

O porta-voz no Sudeste Asiático do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Pierre Peron, confirmou à agência de notícias EFE que as autoridades mantêm restrições à entrada de ajuda internacional.

“Há cenas de devastação generalizada”, em Sittwe e outras cidades do oeste de Myanmar, disse a representação da ONU, que referiu estar preparada “para avaliar toda a extensão da situação humanitária, assim que for concedido acesso”.

A organização não-governamental Médicos Sem Fronteiras (MSF) disse à EFE que as dificuldades geográficas e de segurança para aceder aos campos de deslocados, que já existiam, “agravaram-se” após o ciclone.

“Realmente precisamos de atenção urgente para facilitar o acesso à população afectada”, afirmou um porta-voz dos MSF, expressando preocupação com a falta de água potável e a situação da saúde pública após a catástrofe.

A Embaixada dos EUA em Myanmar enfatizou na rede social Twitter que “é essencial que as organizações humanitárias possam aceder e ajudar as comunidades mais necessitadas”, anunciando um fundo adicional para ajuda de emergência.

Com ventos de até 195 quilómetros por hora, o Mocha deixou 24 mortos em Khaung Doke Kar e 17 em Bu Ma, perto de Sittwe, disseram as autoridades locais e residentes à agência francesa AFP.

“Haverá mais mortes, porque mais de 100 pessoas estão desaparecidas”, avisou Karlo, um chefe de Bu Ma.

A oposição ao regime militar estima que o ciclone teria causado a morte de pelo menos 455 pessoas, 431 das quais em Rakhine.

Em 2008, o ciclone Nargis devastou o delta do Irrawaddy em Myanmar e matou 138 mil pessoas. ANG/Inforpress/Lusa

 

         Tchad/Confrontos entre pastores e agricultores fazem 11 mortos

Bissau, 18 Mai 23 (ANG) - Pelo menos 11 aldeões foram mortos quarta-feira por ladrões de gado no sul do Tchad, palco de frequentes ataques mortíferos e conflitos sangrentos entre pastores e agricultores, anunciou hoje o exército, afirmando ter matado sete atacantes.

Esta nova tragédia ocorreu no mesmo dia em que N'Djamena anunciou que o seu exército tinha levado a cabo uma operação sem precedentes na República Centro-Africana, em conjunto com soldados deste país vizinho, para perseguir, matar e capturar ladrões de gado chadianos que tinham massacrado 17 aldeões dez dias antes.

Na quarta-feira, "bandidos armados (...) vieram atacar a aldeia de Mankade na sub-prefeitura de Laramanaye para roubar gado e mataram 11 aldeões", disse o ministro da Defesa Daoud Yaya Ibrahim à AFP por telefone. "As forças da ordem perseguiram-nos, mataram sete bandidos e oito foram feitos prisioneiros", acrescentou o general.

O ataque ocorreu no extremo sul do Chade, a cerca de 60 km da fronteira com a República Centro-Africana.

O sub-prefeito de Laramanaye, Djimet Blama Souck, assegurou à AFP que os bandidos tinham matado 12 aldeões, incluindo mulheres e crianças.

Em 08 de Maio, um ataque semelhante nesta província de Logone Oriental provocou a morte de 17 pessoas numa aldeia e o exército garantiu que os "bandidos" eram chadianos da República Centro-Africana.

Na quarta-feira, o ministro Yaya Ibrahim disse à AFP que o exército tinha perseguido os atacantes em território centro-africano no final da semana passada e matado "uma dúzia de bandidos" numa operação militar sem precedentes com soldados desse país.

Na quinta-feira, o general garantiu que a operação tinha terminado na véspera, com um balanço de "dezenas de ladrões mortos", e que todos os soldados chadianos tinham regressado ao Chade, com 30 prisioneiros e 130 bois roubados.

É impossível verificar de forma independente o registo das operações do exército nestas zonas.

Esta foi a primeira vez que estes dois países vizinhos da África Central se defrontam e se acusam mutuamente de albergar e apoiar movimentos rebeldes nas suas fronteiras.

Na quarta-feira, o ministro Yaya Ibrahim tinha desmentido à AFP as afirmações de vários meios de comunicação social centro-africanos segundo as quais a operação visava os grupos rebeldes chadianos na República Centro-Africana.

"Há quinze dias, duas delegações de funcionários chadianos e centro-africanos reuniram-se na fronteira "para preparar uma acção militar conjunta", disse à AFP Fidèle Gouandjika, ministro especial e conselheiro do Presidente Faustin Archange Touadéra, em Bangui, na quinta-feira.

Touadéra e o seu homólogo chadiano, Mahamat Idriss Déby Itno, "tomaram esta decisão em conjunto para erradicar os bandidos dos dois lados da fronteira", acrescentou.

Além destas pilhagens sangrentas, os confrontos inter-comunitários muito mortíferos entre pastores nómadas muçulmanos e agricultores sedentários, na sua maioria cristãos ou animistas, são muito frequentes nesta zona fértil situada nas fronteiras do Tchad, dos Camarões e da República Centro-Africana. ANG/Angop

 

Japão/Líderes do G7 reúnem-se em Hiroxima com guerra na Ucrânia como maior preocupação

Bissau,18 Mai 23 (ANG) – Os líderes do G7 vão reunir-se em Hiroxima, no oeste do Japão, a partir de sexta-feira, para endurecer a posição em relação à Rússia e adotar uma linha comum em relação à China.

A Ucrânia é o tema em destaque na cimeira de três dias, realizada numa cidade que simboliza os efeitos de uma guerra por ter sido destruída por uma bomba atómica norte-americana em 1945.

O primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, cujo país exerce a presidência rotativa do G7, admitiu haver “o receio de que a situação na Ucrânia se agrave” e de que a guerra seja prolongada.

“É neste contexto que o G7 se deve reunir novamente e mostrar força e solidariedade para com a Ucrânia”, afirmou Kishida numa entrevista à televisão japonesa NHK, na quarta-feira.

O grupo dos sete países mais industrializados reúne Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, bem como a União Europeia (UE).

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, deverá discursar na cimeira por videoconferência, poucos dias depois de ter visitado os quatro países europeus do G7, além do Vaticano.

“A Ucrânia impulsionou este sentido de propósito comum” para o G7, disse à agência norte-americana AP Matthew P. Goodman, do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais.

A China é outro tema em foco em Hiroxima, dada a preocupação do G7 com a crescente assertividade do gigante asiático na região e a tensão com Taiwan, a ilha que Pequim ameaça tomar pela força se declarar a independência.

Os líderes do G7 deverão ser cautelosos em relação a Pequim, segundo a agência francesa AFP, mostrando unidade em relação a Taiwan, mas tentando evitar o aumento das tensões.

Não se trata de “um G7 anti-China”, disse fonte da Presidência francesa à AFP, com Paris na expectativa de “uma mensagem positiva” de cooperação.

Preocupada com a segurança económica, a cimeira de Hiroxima deverá abordar também a influência chinesa nas cadeias de abastecimento cruciais.

“Procuramos uma abordagem multidimensional das nossas relações económicas com a China”, declarou, na segunda-feira, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Mas “esta abordagem caracteriza-se pela redução dos riscos e não pela dissociação”, afirmou, citada pela AFP.

Fumio Kishida deverá chamar a atenção para os riscos da proliferação nuclear durante a reunião em Hiroxima, local do primeiro bombardeamento atómico do mundo.

O programa nuclear da vizinha Coreia do Norte constitui uma preocupação regional e global, bem como as ameaças da Rússia de utilizar armas nucleares na Ucrânia.

Também a China está a expandir rapidamente o arsenal nuclear, passando das atuais 400 ogivas para 1.500 em 2035, segundo estimativas do Pentágono (Departamento de Defesa dos Estados Unidos).

As preocupações com a economia global, a subida dos preços, a crise do limite de endividamento nos Estados Unidos e as alterações climáticas estarão também entre as preocupações dos líderes.

O G7 convidou para Hiroxima líderes de países como Brasil, Índia, Indonésia, Coreia do Sul, Austrália, Ilhas Cook e Vietname, bem como a ONU.

À margem da cimeira, deverá ocorrer um encontro entre os líderes dos Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul.

Face à crise do endividamento dos Estados Unidos, o Presidente Joe Biden vai regressar a Washington no domingo.

A decisão levou ao cancelamento da cimeira sobre segurança da aliança Quad, em que iria participar com os líderes da Austrália, Índia e Japão na próxima semana, na cidade australiana de Sydney. ANG/Lusa

 


quarta-feira, 17 de maio de 2023

CPLP/Secretários-gerais dos parlamentos da comunidade iniciam em Bissau trabalhos da XXIII reunião

Bissau, 17 Mai 23 (ANG) – Os Secretários-gerais dos parlamentos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa(CPLP) iniciaram esta, quarta,feira, em Bissau, os trabalhos da XXIII reunião que deverá assinalar o fim do mandato da Guiné-Bissau sob o lema, “Reforma da Administração Parlamentar, avanços, obstáculos e perspetivas”.

O ato de abertura dos trabalhos de três dias foi presidido por Cipriano Cassamá, presidente da ANP e da Assembleia Parlamentar da CPLP.

 “As trocas de experiências, sendo contributos mútuos indispensáveis à transmissão de conhecimentos, na dinâmica de relação entre países amigos e parceiros, afiguram-se também como instrumentos primordiais de absorção na comunidade dos países falantes da língua”, destacou.

A Guiné-Bissau assumiu a presidência dos Secretários-gerais dos parlamentos da CPLP à 06 de Maio de 2022, na pessoa de José Carlos Fonseca.

 “Foi uma presidência muito dificil, que decorreu em tempos em que o parlamento se encontrou dissolvido. Apesar dos constrangimentos enfrentados foi possível cumprir com a maioria das ações programadas no plano de atividade aprovado para o mandato, graças também a imprescindível colaboração dos parlamentos membros”, revelou José Carlos Fonseca.

Aquele responsável disse  que, infelizmente, não conseguiram realizar o XVII encontro de técnicos de informática, previsto para o corrente mês de Maio, por razões ligadas às restrições financeiras do parlamento guineense.

“No entanto, apesar de terminar o nosso mandato nesta reunião, reiteramos a nossa disponibilidade de organizar essa atividade, nos próximos meses,assim que reunidas as condições”, declarou José carlos Fonseca.

Durante os três dias do encontro dos Secretários-Gerais dos Parlamentos da CPLP serão abordados os  temas, “As fronteiras entre a Administração Parlamentar e a Administração Pública”, “O papel dos Secretários-Gerais na difinição e execução das ações de desenvolvimento e modernização dos Parlamentos, e os “Desafios da igualdade de género na Administração Parlamentar: caso dos Parlamentos na CPLP”.

A Assembleia Nacional Popular(parlamento guineense) foi dissolvida em Maio de 2022, por decreto presidencial.  ANG/LLA/ÂC//SG

 

Legislativas antecipadas/Domingos Simões Pereira diz que vai  enfrentar barreiras que encontrar nos proximos dias da campanha eleitoral

Bissau, 17 Mai 23 (ANG) – O líder da Coligação Plataforma de Aliança Inclusiva (PAI Terra Ranka), integrada pelo PCD, UM, PSD e MDG diz que vai  enfrentar barreiras que encontrar nos próximos dias da campanha eleitoral em curso para as eleições  legislativas de 04 de junho.

Domingos Simões Pereira falava, terça-feira, perante a multidão que o recebeu  no seu regresso ao país, desde o aeroporto de Bissau  até a sua residencia no bairro de Luanda, em Bissau.

Simões Pereira fez esta declaração devido ao impedimento por forças da ordem da passagem da multidão que o acompanha, em viaturas e a pé,  na Chapa de Bissau, e o destino era chegar a sede do PAIGC da Coligação PAI-Terra Ranka.

Mesmo em direção à sua residência a comitiva foi impedida, em QG, de prosseguir a sua caminhada por outro grupo daas Forças da Ordem.

O lider do PAIGC e da Coligação PAI Terra Ranka qualificou  de “inaceitável” e de “pouca vergonha “ o sucedido por o pais se encontrar em campanha eleitoral e, segundo diz, “não em estado de sítio”.

“Portanto é absolutamente inaceitável, por isso peço as pessoas para repensarem as estratégias para poder continuar a contrariar o PAIGC”, criticou.

Domingos Simões Pereira disse que  a Coligação PAI-Terra Ranka aceitou e respeitou todas as normas.

“A campanha para as eleições legislativas  iniciou no passado sábado, dia 13 de Maio e vários líderes entraram com os seus equipamentos de propaganda eleitoral e hoje a entrada do líder do PAIGC e da Coligação PAI – Terra Ranka que deveria ser um momento de exaltação, de afirmação democrática, tranquilo e de convivência direta com o eleitorado, o atual regime decidiu transformá-lo num incidente”, acusou.

Perante esta situação, Simões Pereira  disse que atingiu um ponto de rotura, porque tem a responsabilidade de responder as aspiração da  multidão  que o acompanha, sublinhando que não quer a violência, mas que  tem que ser a única forma de fazer valer os seus direitos e liberdades .

Advertiu que seja última vez que isso  acontece, porque não vai permitir que os seus direitos  e liberdades continuassem a ser postas em causa, caso contrário sentirá culpado perante a massa popular que o acompanha.

“Estamos em eleições legislativas em que  os partidos politicos  são convocados para pariticipar e quem é titular de um órgão de soberania não tem nada a ver com estas eleições”, salientou o líder da Coligação PAI-Terra Ranka.

Disse que, tem a margem dele para poder ser árbitro de acalmar o ambiente político, mas decidiu fazer parte do jogo e quando é assim significa que quer confronto.

Milhares de apoiantes da Coligação PAI – Terra  Ranka proferiam dizeres tais como “queremos escola”, “estamos cansados” , “a castanha de caju não está a ser comprada ao preço de referência de 375 francos fixado pelo governo” durante passeata de receção de Domingos Simões Pereira, que acabava de regressar de uma viagem ao estrangeiro, no quarto dia de campanha eleitoral para eleições legislativas antecipadas previstas para 04 de Junho.

ANG/LPG/ÂC//SG

Legislativas antecipadas/Coordenador Nacional da campanha do Madem G15 pede populares  de Biombo para mudarem o sentido de voto

Bissau ,16 de Mai 23 (ANG) – O Coordenador nacional da campanha eleiroral  do Movimento para Alternância Democrática (Madem-G15) para eleições legislativas antecipadas de 04 de Junho pediu, terça-feira, aos populares da região de Biombo, norte do país, para mudarem o sentido de voto, dando desta vez a confiança a sua formação politica.

Marciano Silva Barbeiro falava , em Quinhamel, aos régulos e anciãos da zona, numa alusão  ao PAIGC, e diz que  Biombo votou sempre no sentido que todos conhecem e que o seu partido está a pedir votos naquela zona pela segunda vez.

“Por isso pedimos que votem em nós para vermos se estas dificuldades enumeradas pelos homens grandes vão ser ultrapassadas e é isto que queremos pedir aos homens grandes aqui. S votarem no Madem G-15 vamos cumprir com todas as promesas feitas e por isso no dia 04 de Junho contamos com vocês, mulheres e filhos”,disse.

Em nome da Juventude do Madem G-15 falou Braima Camará Júnior que disse estar confiante que as promesas feitas pelo seu partido serão cumpridas , uma vez que a vitória é certa, porque  as estruturas do partido estão bem implementadas, em todo o território nacional, em particular na região de Biombo.

“E pelo que estamos a ver, o nosso partido pela primeira vez vai eleger o seu primeiro-ministro porque vale a pena formar esta dupla entre o atual Chefe de Estado e Braima Camará, uma vez que já mostraram mesmo na vida privada de que são capazes e com condições de serem bons servidores do povo “,disse.

Questionado se acredita mesmo que as promessas feitas por seu líder podem ser cumpridas se forem o Governo, Camará, visivelmente emocionado, salientou que não é por acaso que estão ao lado do Madem  e diz acreditar que desta vez  a Guiné-Bissau vai ser resgatado do buraco onde se encontra, para se demonstrar  ao povo que mais vale tarde do que nunca.

“Estamos muito confiantes e com a força de todos, principalmente da juventude. Vamos ganhar estas eleições com  maioria qualificada, para poder concretizar as reformas profundas no país rumo ao desenvolvimento “,disse.

Nsunda Có, um dos simpatizantes do partido disse que a sua confiança em Braima Camará é total porque o conhece e ele não fala só por falar, mas sim cumpre as suas promessas e que, por isso, pediu que seja dada um  voto de confiança ao coordenador do Madem-G-15, para resolverem juntos o problema de Biombo e da Guiné-Bissau .

A Região de Biombo conta com dois Circulos elitoral 09 e 10 e elege no total 06 deputados, Nas últimas eleições o PAIGC obteve 04 mandatos, Madem G-15 01 e APU 01 mandatos cada, realidade que o Madem-G-15 pretende inverter  elegendo pelo menos 04 deputados na zona. ANG/MSC/ÂC//SG

Legislativas antecipadas/Líder do Madem-G-15 promete desenvolver a Guiné-Bissau caso vença legislativas de 04 de Junho

Bissau, 17  Mai 23 (ANG) – O coordenador nacional do Movimento para Alternância Democratica (Madem-G-15), prometeu esta terça-feira, que caso o partido fôr eleito no dia 04 de Junho vai desenvolver a Guiné-Bissau, em particular a região de Biombo.

Braima Camará fez a promessa, em Quinhamel, no encontro com Régulos e Anciões dessa localidade.

“Tenho a consciência dessas dificuldades do povo, mas tenho solução para construir o país, em particular a região de Biombo com um projecto já em manga de construir a estrada desde o Aeroporto Osvaldo Vieira até Pikil”, prometeu.

Camará disse que nunca governou na Guiné-Bissau, mas preparou para o fazer e diz que enquanto  Sissoco Embalo estiver como Chefe de Estado, pode garantir aos homens grandes de Biombo que vão mudar aquela zona, construindo escolas, hospitais, furos de água, e diz que é por isso que o Madem tem como cabeça de lista para deputado o filho desta região.

“O vosso sofrimento é a razão da minha luta, sei qual é a vossa dificuldade, mas devem mudar de rumo deixando de votar em quem vos engana há mais de 40 anos”, disse.

Camará disse que, se dentro de dois anos do seu  mandato,  não alcatroar a estrada de Biombo nunca mais viajará para Biombo.

Bá Quecuto como é também conhecido salientou que caso a região de Biombo  confiar na sua pessoa, vai garantir não só a construção de escolas, hospitais, mas também garantir a segurança à população local.

Enalteceu que nenhum filho da Guiné-Bissau vai estar acima da lei no seu mandato e que se alguém tomar o que é do Estado mesmo sendo ele  será preso.

Em nome dos Régulos e homens grandes, Agostinho Lopes Ié disse que os populares de Biombo estão muito  cansados, mas que não sabe o motivo de tanta dificuldade que enfrentam, salientando que aquela zona é  sagrada e não querem ser lembrados só no momento das eleições.

“Estamos com falta de quase tudo, deste falta dos diques nas bolanhas, falta de escolas, postos de saúde, o que lamentamos mais é o facto de muitas  mulheres grávidas terem perdido a vida devido a falta de assistência médica ou pela má condição das estradas.Se é assim , não vale a pena votar “,disse.

Lopes Ié salientou que apesar do Biombo ser a região mais perto de Bissau é a mais esquecida e diz que só nos momentos das eleições  é recordada, tendo pedido ao Braima Camará para fazer a diferença, caso vença as eleições, frisando que já é o momento dos filhos da terra levantarem para juntos desenvolverem o país.

Este ancião questionou o porquê de juntar a campanha para eleições legislativas com a da comercialização da castanha de caju, o que, segundo diz, é a preocupação maior uma vez que a fome está a ameaçar seriamente não só a população da região de Biombo, mas sim de toda a Guiné-Bissau.

ANG/MSC/ÂC//SG

  Singapura/ Executa segunda pessoa por tráfico de drogas em três semanas

Bissau, 17 Mai 23 (ANG) – Singapura executou hoje, por enforcamento, um homem condenado à morte por traficar cerca de 1,5 quilos de marijuana, disseram as autoridades, que levaram a cabo a segunda execução em três semanas.

"A sentença de morte de um singapuriano de 36 anos foi executada hoje no complexo prisional de Changi", confirmou à agência de notícias France-Presse (AFP) um porta-voz do serviço penitenciário de Singapura.

O homem tinha sido condenado em 2019, disse à AFP Kokila Annamalai, porta-voz da organização não-governamental Transformative Justice Collective, que defende a abolição da pena de morte em Singapura.

A agência responsável pelo combate ao consumo e tráfico de drogas na cidade-estado disse num outro comunicado que a identidade do homem não seria divulgada para respeitar o desejo de privacidade da família.

“O indivíduo beneficiou de todas as garantias previstas na lei e teve acesso a advogado durante todo o processo”, assegurou a agência.

A justiça de Singapura rejeitou na terça-feira um apelo de última hora para reconsiderar o caso e suspender a execução, disse Kokila Annamalai.

Em 26 de abril, Singapura executou, por enforcamento, Tangaraju Suppiah, condenado à morte por traficar um quilo de marijuana.

O alto-comissário para os direitos humanos da ONU, Volker Turk, tinha pedido às autoridades do país do Sudeste Asiático que travassem a execução de Tangaraju, de origem tâmil.

A ONU assumiu ter dúvidas de que o processo contra Tangaraju tenha decorrido com as garantias necessárias.

Singapura executou no ano passado 11 pessoas, de acordo com um relatório divulgado na terça-feira pela organização não-governamental (ONG) Amnistia Internacional (AI), todas devido a crimes relacionados com droga.

Treze condenados à morte foram enforcados em Singapura desde que a cidade-estado retomou as execuções em março de 2022, após um hiato de mais de dois anos causado pela pandemia.

Singapura tem uma das políticas antidroga mais severas do mundo. Os condenados por tráfico são punidos com a pena capital, por enforcamento, a partir de 15 gramas de heroína ou 500 gramas de marijuana. ANG/Lusa