quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Agências de Notícias Africanas


Federação apela mudanças no funcionamento para salvaguarda das instituições

Bissau, 03 Dez 19 (ANG) – A Federação Atlântica das Agências de Notícias Africanas (FAAPA) apelou as direcções das Agências de Notícias filiais à desfazerem do modelo  tradicional e introduzirem novo sistema de funcionamento económico mais viável para sua sobrevivência como órgãos da comunicação social.

A revelação é do Director Geral da Agência de Notícias da Guiné(ANG), sobre o balanço da sua participação na 5ª Assembleia Geral da FAAPA, realizada entre os dias 29 e 30 de Novembro findo em Rabat/Marrocos.

Salvador Gomes disse que a Assembleia Geral da FAAPA foi antecedida de  realização de um seminário de formação para participantes cujo lema foi “O Modelo Histórico e Único das Agências de Notícias Morreu ,Inventem o vosso Futuro”,.

Explicou que o apelo serve para cada Agência de Notícias descobrir que tipo de modelo deve   adoptar para o seu funcionamento e subsistência, acrescentando que, com a evolução de novas  tecnologias , o modelo até então usado por muitas agências de notícias deixou de ser viável.

“É preciso ser mais criativo, é preciso inovar e diversificar  os produtos a oferecer(texto, som e video), manter a credibilidade e a confiança dos subscritores”, salientou.

Salvador Gomes disse que ficou assente  que as Agências de Notícias devem acompanhar a evolução  tecnológica e ter recursos humanos a altura de produzir textos que interessam aos seus clientes.

 “Os tratamentos factuais que as Agências dão as suas notícias, já estão a ser postos em causa. Já há quem defenda que é preciso fazer mais inclusive produzir informações que mudam a vida nas comunidades. Portanto informações credíveis e de qualidade(confirmadas e verificadas)”, disse.

 Afirmou que o modelo económico da Agência de Notícias da Guiné não pode estar longe das inovações que tem que fazer para sua rentabilidade económica através de  diversificação de produtos a oferecer, à semelhança de outras agências de notícias que tiveram o mesmo percurso que a ANG mas que hoje se desenvolveram em vários aspectos.

Questionado como é que a ANG pode entrar nessa senda, Gomes frisou que tem etapas que deve cumprir, uma vez que ainda se encontra na fase de relançamento porque depois do conflito militar de 1998, devido ao facto de a sede onde funcionava no aquartelamento da Marinha for completamente destruída.

 “Depois do conflito político militar de 7 de Junho de 1998,  fez-se um projecto para o relançamento  da ANG que não se realizou infelizmente. Por isso, a ANG ainda se encontra numa fase de relançamento, ainda sem correspondentes regionais que constituem a “força” de uma agência de notícias.

Salvador Gomes disse que, com o novo Secretário de Estado da Comunicação Social está em perspectiva a elaboração de um novo Plano Estratégico para o desenvolvimento dos órgãos da comunicação social público e então a ANG vai estar contemplada.

Falando de pagamento de quotas anual  na FAAPA no valor de 1000 dólares, Gomes disse que apesar de a ANG estar em dívida, por não ter conseguido pagar nenhuma vez, isto não está a comprometer, por enquanto, a sua participação em acções de formação promovidas em Marrocos, por esta organização  que reúne cerca de 30 agências de notícias  africanas.
Salientou  contudo que está-se a fazer diligências  para que um dia se possa pagar.

A FAAPA foi criada em Outubro de 2014 e representa uma extensão das publicações  de cerca de 30 agências filiadas.

A ANG é membro fundador desta organização sediada em Rabat, Marrocos que, para além de proporcionar estabelecimento de acordos de parcerias entre as agências filiadas, promove, anualmente, acções de  formação para  jornalistas e técnicos de agências de países membros.

Nesse quadro a ANG assinou na última Assembleia Geral um acordo de parceria com a Inforpress, Agência de Notícias de Cabo Verde.

Dos países da CPLP, são membros da FAAPA, para além da ANG e Inforpress, a Agência STP Press, de São Tomés e Príncipe e Angop, de Angola.ANG/MSC/ÂC//SG

Mudanças climáticas


           “Década atual deve ser a mais quente já registrada”, diz  ONU
Bissau, 04 dez 19 (ANG) - A atual década (2010-2019) está destinada a ser a mais quente já registrada na história, adverte a Organização Meteorológica Mundial (OMM) em um relatório anual publicado nesta terça-feira (3).
O documento salienta a aceleração das consequências das mudanças climáticas.
No relatório apresentado no início da Conferência sobre o Clima da ONU (COP25), a OMM indicou que as temperaturas globais superaram nos primeiros 10 meses do ano em 1,1 ºC a média da era pré-industrial (1850-1900). A organização prevê ainda que  2019 será o “segundo ou terceiro ano mais quente”, desde 1850, quando os registros sistemáticos começaram a ser feitos.

Cada uma das últimas quatro décadas foi mais quente que a anterior. Além disso, as emissões provocadas pelo homem devido, por exemplo, aos combustíveis fósseis, a construção de infraestruturas, o aumento dos cultivos e o transporte provavelmente contribuirão para um novo recorde de concentração de dióxido de carbono, o que aumentará o aquecimento, afirmou a OMM.
 Os oceanos, que absorvem parte dos gases do efeito estufa, continuam registrando temperaturas recordes e uma acidificarão maior, o que ameaça os ecossistemas marinhos dos quais bilhões de pessoas dependem para alimentação ou trabalho.

 Em outubro, o nível do mar também alcançou um recorde, alimentado sobretudo pelas 329 bilhões de toneladas de gelo derretido na Groenlândia em um ano.

Milhões de pessoas já sofrem as consequências da mudança climática, o que evidencia que esta não é apenas uma ameaça para as futuras gerações, mas também para as atuais.
No primeiro semestre de 2019 mais de 10 milhões de pessoas foram deslocadas dentro de seus países, segundo o Observatório de Situações de Deslocamento Interno. Deste total, sete milhões o fizeram por causas relacionadas com fenômenos meteorológicos extremos como tempestades, inundações e secas, um número que pode alcançar 22 milhões para o conjunto do ano.
Em 2019 foram registradas secas na América Central e Austrália, ondas de calor na Europa e Japão, assim como supertempestades no sudeste da África e incêndios devastadores no Brasil e na Califórnia (EUA).
"Mais uma vez, em 2019, os riscos ligados ao tempo e ao clima afetaram duramente", disse o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas. "As ondas de calor e as inundações que antes aconteciam uma vez por século estão se tornando eventos regulares", advertiu.
Taalas destacou que a pluviometria mais irregular, somada ao crescimento demográfico, representará "desafios consideráveis em termos de segurança alimentar para os países mais vulneráveis". Em 2018, a tendência decrescente da fome no mundo foi revertida, com mais de 820 milhões de pessoas afetadas.
Ao ritmo atual, a temperatura poderia aumentar até 4 ºC ou 5 ºC no fim do século. Mesmo se os países respeitarem seus compromissos atuais de redução das emissões, o aumento poderia superar 3 ºC, enquanto o Acordo de Paris prevê limitar o aquecimento a menos de 2 ºC e, de modo ideal, a 1,5 ºC.
A COP25, que começou na segunda-feira (2) em Madri, tem o objetivo de estimular a luta contra o aquecimento global. "Os Estados não têm desculpas para bloquear os avanços nem recuar quando a ciência mostra que é urgente atuar", reagiu Kat Kramer, da ONG Christian Aid. ANG/RFI/AFP

Universidade Lusófona


Pró-Reitor nega acusação de perseguição aos membros do sindicato dos professores daquela instituição  

Bissau, 04 dez 19 (ANG) – O Pró-Reitor da Universidade Lusófona da Guiné (ULG) nega  ameaças de despedimento e clima de intimidação contra docentes que criaram sindicato dos professores para negociar a melhoria de condições, daquela instituição do ensino superior no país, como noticiou o jornal português “O Público”.

Nilton Soares de Sousa confrontado hoje pelo repórter da ANG  relativamente a reportagem publicada no referido jornal português, segundo as quais a ULG funciona sem condições mínimas, desde falta de cadeiras,ventilação, mesas e de internet, concorda com alguns aspectos reportados pelo jornal, mas  disse que a Direcção daquela instituição está a trabalhar para superar algumas escassez mencionadas.

Disse que a falha de internet, tem a ver com má qualidade do serviço que a empresa fornece aos seus clientes e neste caso particular a ULG não é o único com o  problema da falha da rede de internet na Guiné-Bissau, explicando que isso se verifica em quase todas as instituições e que mesmo assim cumprem  com a sua obrigação.

Sobre a insuficiência de ventilação, o Pró-Reitor da ULG disse também que  se deve ao péssimo serviço de energia eléctrica que o país oferece.

“Hà uma variação enorme do fornecimento da energia eléctrica e isso não permite o normal funcionamento dos aparelhos de ar condicionados, devido ao péssimo serviço de luz eléctrica que o país oferece as instituições que precisam de ventilação constante. A queda de corrente eléctrica provocou em muitas ocasiões, curto circuito, que danificou o nosso painel de distribuição da corrente”, explicou.

Aquele responsável afirmou que no momento, a ULG  funciona sem ventilação mas  que não é só a ULG que enfrenta esse  problema.

Reconheceu a insuficiência de cadeiras, mas alega que tal se deve a superlotação  dos estudantes, informando que a questão vai ser superada com regularização da situação dos alunos relativamente as inscrições e pagamento das dividas que os mesmos contraíram com a instituição.

“A ULG dispõe de 4.000 alunos e  pouco menos de 90 por cento deles é que se inscrevera. Há  muitos que ficaram anos e anos sem efectuar nenhum pagamento trimestral mas  que continuam a frequentar as aulas”, revelou, acrescentando que já publicaram circular onde informaram aos estudantes sobre as formas como devem regularizar as  suas situações.

Avisa que o estudante que tiver dívidas acumuladas de 270.000 FCFA até 360.000 poderá regularizar a sua situação pagando a inscrição do semestre do presente ano em duas prestações.

Disse que  aquele que tiver dívidas acima dos 360.000 FCFA será  suspenso das aulas e deverá tratar  da sua dívida  com o Administrador.

Nilton Soares de Sousa afirmou que isto vai permitir a ULG  reorganizar as salas.

Disse que existem alunos que não cumprirem com as suas obrigações em termos de pagamento de propinas, mas  que continuam a frequentar aulas e que esta situação  não é bom para  uma instituição cujo  funcionamento depende do pagamento dos estudantes.

Quanto a falta de livros na biblioteca, disse que, de facto, a maior parte dos conteúdos bibliográficos estão disponíveis na internet, mesmo assim reconheceu a escassez e prometeu  melhorar a situação.

Em relação a recusa de atribuição do horário de aulas aos membros do sindicato, Nilton de Sousa nega essas acusações e justificou a situação com a ausência sistemática de alguns docentes nas aulas, e alega  que muitos   não tinham condições , em função da suas formações para continuar a leccionar e que  outros estavam a dar aulas nas disciplinas que não dominam, e por isso contratou-se professores com diploma de  mestrados.

“Isso não tem nada a ver  com criação do sindicato ou de ser sindicalista”, afirmou.

E no que diz respeito a assinatura de contrato com os docentes, o Pró-Reitor da ULG disse que entregou ao sindicato uma proposta para  celebração de contrato e do valor fixo de salário mensal a ser pago aos professores  mas  que o sindicato é que não apresentou a referida proposta aos seus associados.
ANG/LPG/ÂC//SG

Crimes financeiros


  Megaoperação prende 228 pessoas por lavagem de dinheiro em 31 países
Bissau, 04 dez 19 (ANG) - Policiais de 31 países prenderam 228 pessoas e identificaram mais de 3,8 mil "mulas financeiras", em uma gigantesca operação contra a lavagem de dinheiro, anunciou nesta quarta-feira (4) a agência europeia de polícia, Europol.
A operação, executada de setembro a novembro, resultou na abertura de mais de 1 mil investigações criminais e permitiu evitar "uma perda total de € 12,9 milhões" (US$ 14,2 milhões), afirmou a Europol em um comunicado.
"Mais de 650 bancos, 17 associações de bancos e outras instituições financeiras contribuíram para a declaração de 7.520 transações fraudulentas de mulas financeiras ", explicou a agência policial.
As "mulas financeiras" participam, muitas vezes sem saber, de atividades de lavagem de dinheiro, recebendo e transferindo quantias obtidas ilegalmente, indicou a Europol. A operação, que contou com a colaboração da unidade europeia de cooperação Eurojust e a Federação Bancária Europeia (FBE), permitiu identificar 3.833 dessas mulas e 386 recrutadores, dos quais 228 foram detidos.
As mulas também podem ter de enfrentar a Justiça. "Embora as mulas ajam sem perceber, estão cometendo um crime", adverte a Europol. "A polícia vai recorrer primeiro à pessoa cujo nome está na conta bancária e as consequências legais podem ser graves", afirmou a agência.
Os recrutadores, particularmente ativos nas redes sociais, convencem as vítimas "a abrir contas bancárias sob o pretexto de enviar ou receber fundos”. Os anúncios on-line propõem técnicas "para enriquecer rapidamente", amplamente usadas para atrair estudantes e jovens.
Os casos de "golpes românticos" também aumentaram este ano, à medida que os criminosos recrutam cada vez mais mulas nos portais de namoro online. A operação teve desmembramentos em países como Alemanha, Bélgica, Espanha, Suíça, Reino Unidos, Estados Unidos e Austrália.
Segundo a Europol, de acordo com a lei em vigor em cada país, as mulas podem "estar sujeitas a longas penas de prisão e adquirir antecedentes criminais que podem afetar seriamente o resto de suas vidas como, por exemplo, impedi-las de obter um empréstimo ou abrir uma conta bancária".
Para sensibilizar o público sobre este tipo de fraude, a Europol lançou nesta quarta-feira (4) uma campanha intitulada "Não seja mula".ANG/RFI/AFP



Universidade Lusófona


Porta-voz do sindicato  dos professores  confirma falta de condições naquela instituição

Bissau,04 dez 19 (ANG) –O porta-voz do sindicato dos professores da Universidade Lusófona da Guiné (SINDEF) confirmou hoje a falta de condições naquale estabelecimento de ensino superior.

Em declarações à Agência de Notícias da Guiné( ANG), Nérico Pereira Mendes disse que a ULG se depara com insuficiência de cadeiras,mesas,ventilação, falhas de internet e que não dispõe de uma sala  para os professores, a fim de  poderem preparar melhor os conteúdos a serem leccionados.

O sindicalista, para além de concordar com a reportagem publicada pelo jornal português “O Público”, no dia 02 de dezembro, na qual foi revelada  a falta de meios materiais na ULG, disse que na biblioteca da instituição a maioria dos livros não tem conteúdos leccionados pelos docentes.

Indicou ainda a insuficiência de equipamentos nos laboratórios dos cursos da Ciências do Mar e Ambiente e de Enfermagem Superior.

Nérico Pereira Mendes diz haver tentativa de coação dos professores  da parte da direcção da ULG para assinarem contratos de prestação de serviço, uma situação que diz ter sido mantida inalterado.

O sindicalista disse que a situação está a melhorar aos poucos, porque agora é permitida fazer críticas sobre as más condições da Universidade e quanto a insuficiência de cadeiras disse que a situação continua na mesma, ou seja os alunos continuam a movimentar-se de um lado para outro a procura da cadeira para assistir aulas e a internet  não é compatível ,porque para pesquisar uma matéria a pessoa fica mais de hora e isso não é normal para uma instituição de ensino superior.

“A direcção recusou atribuir o horário à todos os membros sindicais porque estes recusaram assinar a proposta salarial apresentada pela ULG, por não estar em conformidade com a carga horária”, disse.

Pediu aos colegas para acompanharem o sindicato nas suas accões por forma a contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos docentes, e do ensino.

Por sua vez, o Secretário-Geral da Associação Académica da Universidade Lusófona da Guiné, instado a falar  da insuficiência das cadeiras relaciona essa insuficiência a situação de ingresso de novos estudantes, mas disse que  a situação está a ser resolvida paulatinamente pela direcção daquela instituição académica.

Ducamar Mancabo reconheceu a falta  de livros na biblioteca e a procura de conteúdos pelos estudantes na internet, apesar da sua fraca qualidade.

 “O estudante que faz pesquisa paga 250 FCFA por hora e mais de  uma hora se paga 500 FCFA e o dinheiro é revertido na aquisição da internet para este computador, enquanto se resolve a questão de fraca capacidade de internet”, revelou.

Sobre a falha de internet Ducamar Mancabo confirmou a sua  insuficiência, mas isso, conforme ele, tem a ver com a conjuntura do país ou seja “não é só naquela universidade que isso acontece”.

“Dos doze cursos disponíveis na ULG, somente dois deles têm laboratórios, nomeadamente da Ciência do Mar e Ambiente e a Enfermagem Superior apesar de não dispor de equipamentos desejáveis”, disse o estudante.
ANG/LPG/ÂC//SG

NATO


                             Divisões marcam cimeira de Londres
Bissau, 04 dez 19 (ANG) - A cimeira da NATO, em Londres, reúne terça e quarta-feira, líderes de 30 países, num contexto de tensão entre os países membros.
O encontro coincide com os 70 anos da Aliança Atlântica . 
Um aniversário em plena crise. Afinal, para que serve hoje a NATO? As dúvidas sobre a organização, criada em 1949 para proteger cerca de mil milhões de pessoas, foram, no fundo, lançadas pelo Presidente francês, em Novembro, numa entrevista que provocou um electrochoque entre os países-membros. Emmanuel Macron disse, na altura, que a NATO estava num estado de morte cerebral e hoje insistiu que mantinha as afirmações.
Nessa entrevista à The Economist, Emmanuel Macron criticou a falta de coordenação entre os membros da NATO depois de a Turquia - sem os ter avisado - ter invadido o norte da Síria para eliminar os curdos sírios, que tinham sido aliados do Ocidente na luta contra o Estado Islâmico.
 Na mesma entrevista, Macron perguntava o que faria a NATO se a Síria respondesse à agressão turca no seu território, lembrando que o Artigo 5.º defende que “um ataque a um é um ataque a todos”.
Em resposta, na semana passada, o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse que é Macron quem está em “morte cerebral”.
Por sua vez, esta manhã, ao lado do secretário-geral da Aliança, Jens Stoltenberg, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que Emmanuel Macron foi “muito insultuoso” quando apontou que a NATO estava em “morte cerebral”.
Donald Trump também criticou a intenção francesa de taxar os gigantes tecnológicos americanos como a Google, Apple, Facebook e Amazon, e ameaçou aplicar taxas alfandegárias adicionais, que podem atingir os 100 %, sobre queijos, champanhe e outras iguarias ou produtos franceses equivalentes a 2,4 mil milhões de dólares. ANG/RFI

Desporto/Futebol


FC de Pelundo vence Sport Bissau e Benfica e lidera o campeonato nacional da 1ª Liga
~
Bissau, 04 Dez 19 (ANG) – O FC. de Pelundo assumiu a liderança provisória do campeonato nacional de futebol “Guinenss-Liga”, depois de ter recebido e derrotado em casa no último fim-de-semana, a sua congénere de Sport Bissau e Benfica por 2-0, logo na abertura da 1ª jornada da competição 2019/20.

A contar para a mesma jornada, o FC. de Canchungo que venceu o Sporting Clube de Bafatá por duas bolas a uma e Os Balantas de Mansoa, que derrotaram o Portos de Bissau igualmente por duas bolas à uma, partilham a segunda posição com os mesmos pontos.

Os restantes encontros produziram os seguintes resultados:  Fc. de Cuntum – 1/ Nuno Tristão de Bula – 0, Atletico de Bissorã – 0/ Flamengo de Pefine – 0,  Sonaco – 0/ UDIB – 0, e para o fecho da primeira jornada, o Sporting Clube da Guiné-Bissau, empatou em casa  1-1 com o Desportivo de Gabú.

Para a 2ª jornada estão agendados os seguintes encontros:CF.Balantas de Mansoa/FC.Sonaco, Nuno Tristão de Bula/Portos de Bissau, Desportivo de Gabú/FC. de Cuntum, Flamengo de Pefine/FC. de Pelundo, FC. de Canchungo/Sporting Clube da Guiné-Bissau, Sport Bissau e Benfica/Atletico de Bissorã, a jornada encerra com o encontro União Desportiva Internacional de Bissau (UDIB)/ com Sporting Clube de Bafatá.ANG/LLA/ÂC //SG

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Trânsito


“Sessenta e três  pessoas morreram nas estradas  no primeiro semestre  do ano em curso”, diz Director da Polícia Trânsito  

Bissau, 03 Dez 19 (ANG)- A Direcção Nacional de Polícia de Trânsito revelou que 63 pessoas morreram nas estradas do país em 376  casos de acidentes de viação ocorridos no primeiro semestre do ano em curso, tendo causado 137 feridos graves e 245 ligeiros.

Director Nacional de Polícia Trânsito
A informação é do Director Nacional da Polícia de Trânsito, Jorge da Silva em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné esta terça-feira, concernente ao balanço de acidentes de viação dos primeiros seis meses de 2019.

Jorge da Silva disse que os dados que tornou público são  apenas os que conseguem registar e admite que podem existir outras situações que lhes escaparam.

“No ano 2018 , os casos de acidentes de viação registado pela direcção da Polícia de Trânsito era de 714, dos quais se registaram 120 mortos, 159 feridos graves e 297 feridos ligeiros”, disse aquele responsável.

Segundo o Director Nacional de Polícia de Trânsito, as principais causas de acidentes verificadas nas estradas são o não respeito as regras de trânsito por parte dos condutores, condução sob efeito de álcool, uso de telemóveis na condução, aprendizagem clandestina de condução, entre outras.

“Apesar de existirem escolas de condução , onde as pessoas, além de apreenderem a conduzir, também podem conhecer as regras de trânsito e ter ainda  conhecimentos sobre a mecânica, de modo a estarem aptos para dar o primeiro socorro ao carro, caso for necessário,  infelizmente muitos se optam por apreender de forma clandestina, e isso é muito ariscado”, disse.

Acrescentou que  apreender a dirigir o carro fora da escola de condução para depois adquirir a carta por via clandestina é da responsabilidade das autoridades competentes, e que a Polícia de Trânsito cabe apenas exercer a fiscalização as irregularidades dos condutores nas estradas.

Questionado sobre as acusações das associações de Motoristas contra os Polícias Trânsito, segundo as quais, a Polícia lhes tiram dinheiro com multas ilegais, motivo de várias greves já promovidos pelos motoristas, respondeu que têm a missão de fiscalizar os condutores mas que os seus  actos podem ser fiscalizados e denunciados por condutores, se estes actores não obedecerem as normas.

“Eu só conheço a minha pessoa, por isso, não posso dizer que os Polícias trânsito em geral são honestos. Mas, caso haja  irregularidades cometidas por parte dos polícias, só cabe aos condutores fazerem  denuncias junto dos superiores hierárquicos ou se dirigirem à autoridades judiciais”, disse.

Sublinhou que a fiscalização das irregularidades nas estradas é uma situação que pode ser feita  por parte de Polícia Trânsito e também  por parte dos condutores, de modo a contribuírem para que tudo funciona na base das leis e normas.

Este ano houve constantes greves das associações de condutores por alegadas  irregularidades cometidas por parte de Polícias de Trânsito. ANG/AALS/ÂC//SG

Presidenciais 2019

Domingos Simões Pereira é o número 1 e Sissoco Embalo na segunda posição no boletim de voto

Bissau,03 Dez 19(ANG) – O candidato Domingos Simões Pereira vai ficar na primeira posição e Umaro Sissoco Embalo na segunda no boletim de voto na segunda volta das eleições presidenciais marcadas para o dia 29 de Dezembro.

Presidente da CNE
Assim ditou o sorteio realizado hoje pela Comissão Nacional de Eleições(CNE).

No final do acto, o Presidente da Comissão Nacional de Eleições José Pedro Sambú anunciou que depois da realização do sorteio, o próximo passo será a produção de boletins de votos.

Aquele responsável disse que na próxima semana ou seja a partir do dia 13, irá iniciar a campanha eleitoral e que terminará no dia 27 do corrente mês.

“Reafirmo que a CNE está determinada e empenhada para que tudo corra bem nesta segunda fase do processo eleitoral”, disse.

O Presidente da CNE promete ainda trabalhar para a redução do número de abstenções registadas na primeira volta do escrutínio.

“Pensamos que as abstenções têm a ver com as situações de extravio de cartões de eleitor. Muitos perderam os seus cartões e não pediram a emissão de  segunda via. Portanto  penso que isso está na base da elevada a taxa de abstenções”, explicou José Pedro Sambú.
A segunda volta das presidenciais que terá lugar no dia 29 de Dezembro, será disputada entre o candidato Domingos Simões Pereira, do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde e o Umaro Sissoco Embalo do Movimento para Alternância Democrática Madem G 15. ANG/ÂC//SG

Comércio internacional


                  Trump sobretaxa aço e alumínio de Brasil e Argentina
Bissau, 03 dez 19 (ANG) - Os Estados Unidos (EUA) imporão tarifas alfandegárias sobre as importações de aço e alumínio procedentes de Brasil e Argentina, anunciou  segunda-feira (2) o presidente Donald Trump.
A medida é uma retaliação à recente desvalorização do real e do peso argentino.
"Brasil e Argentina desvalorizaram fortemente suas moedas, o que não é bom para nossos agricultores", tuitou Trump. "Portanto, com vigência imediata, restabelecerei as tarifas de todo aço e alumínio enviados aos Estados Unidos por esses países".
Trump anunciou a retaliação em dois tuítes. Na segunda mensagem, ele atacou as decisões de política cambial tomadas pelos dois países sul-americanos, dizendo que Brasil e Argentina "estão tirando vantagem do dólar forte nos EUA". Ele também criticou o FED, o banco central americano, por não agir contra as vantagens que as exportações brasileiras e argentinas automaticamente adquirem quando o dólar se encontra valorizado.
Em agosto de 2018, Trump flexibilizou a cobrança de sobretaxas no aço e alumínio provenientes do Brasil, da Argentina e Coreia do Sul. Desde então, as empresas americanas que compravam esses produtos do Brasil não precisavam pagar a sobretaxa adicional de 25%, no caso do aço, e de 10% sobre o preço original do alumínio, desde que comprovassem falta dessas matérias-primas no mercado interno.
As sobretaxas no aço e alumínio fizeram parte das primeiras medidas da guerra comercial de Trump. O republicano visava sobretudo a China, mas acabou atingindo a maior parte dos países que exportam para os EUA. Na sequência, Washington negociou as condições comerciais de importação com cada país. ANG/RFI

Capacitação


Universidade de Alicante de Espanha promove acções de formação às mulheres das organizações juvenis   

Bissau, 03  Dez. 19 (ANG) - A Universidade de Alicante de Espanha através de Rede Nacional das Associações Juvenis (RENAJ), e em parceria com a Organização Dunia Musso promovem durante sete dias acções de formações às mulheres de diferentes organizações juvenis do país.

Em declarações à ANG, Modesta Salazar, da Universidade de Alicante de Espanha afirmou que a formação se realiza no quadro da parceria com a ONG Dunia Musso, que em dialecto mandinga significa “mulher do mundo”, uma organização formada pelas mulheres bascos navarros de Espanha e africana, na pessoa de Fátima Djara Sane da Guiné-Bissau.

Salazar declarou que a organização trabalhou dois anos em Espanha na formação de profissionais de saúde, salientando que, querem formar a população da Guiné-Bissau, constituida maioritariamente por mulheres, para sensibilizá-las sobre as práticas nefastas à sua saúde, entre as quais a mutilação genital feminina.

Por sua vez, Fátima Djara Sane, presidente da organização Dunia Musso, explica que o projecto começou no mês de Agosto de 2019 com a intervenção nos temas ligados a mulher e a saúde, abrangendo 150 mulheres de diferentes organizações em todo país.

"Pensamos que, as mulheres vão ficar sensibilizadas com esta formação que estamos a promover, porque através das dúvidas que colocam, dá para perceber que estão a assimilar  conhecimentos que elas mesmas vão poder transmitir nas suas comunidades”, explicou.

Acrescentou que a formação terá efeito multiplicador porque as participantes estão a receber bem as informações.

Teresa Na Sum, uma das beneficiadas da formação, disse estar satisfeita com a mensagem que recebeu, porque conseguiu aprender sobre muitas coisas que não sabia relacionadas a saúde reprodutiva e a violação de direito da mulher.

"Hoje aprendi como estão certas coisas na prática e como posso evitá-las sem cair em perigo. Também vou transmitir a mensagem na minha comunidade para que as mulheres que não tiveram a oportunidade de estar nesta formação, poderem ter essas informações," disse Na Sum.

Modesta Salazar disse que escolheu a Guiné-Bissau para trabalhar  porque já tinha tralhado no projecto de reabilitação do hospital de São Domingos, na região de Cacheu norte do país, durante 2 anos e também porque conheceu Fátima Sane, que é uma mulher que trabalha para apoderamento das mulheres da Guiné-Bissau.

A formação vai decorrer durante 7 dias com mulheres de diferentes organizações, Bairros de Bissau e estudantes de diferentes Universidades públicas e privadas da Guiné.ANG/MI/ÂC//SG  
         
          

Saúde pública/HIV


   Contaminação diminui no mundo, menos na Ásia central e no leste europeu
Bissau, 03 dez 19 8ANG) - Segundo dados divulgados pela Unaids, uma baixa global de 40% nas contaminações foi registrada no mundo desde o final dos anos 1990 e além disso, cerca de 700 mil pessoas morreram vítimas da doença, o que representa um terço a menos que em 2010.
 
No entanto, em regiões como o leste europeu ou na Ásia central o número de pessoas contaminadas não para de crescer. Nos últimos seis anos, 30% de novos casos foram confirmados nessa parte do planeta.
Segundo o professor Michel Kazatchkine, enviado especial das Nações Unidas sobre questões de HIV-Aids na região, esses dados são fruto de um contexto econômico, já que a epidemia nessa zona do globo começou na década de 1990, período de grande crise, marcada por um alto índice de usuários de drogas intravenosas. “Sabemos que as pessoas que se injetam drogas têm 22 vezes mais chances de se infectarem com o HIV que o restante da população”, avalia o especialista.
Além disso, continua a professor, o vírus se propagou em países nos quais os sistemas de saúde eram – e muitos ainda continuam – deficientes. “Os médicos não estavam preparados. Para eles, a Aids era uma doença do Oeste ou da África”, resume.
“As autoridades locais não tinham verba e tanto o governo como a sociedade reagiam com discriminação diante do vírus, o que fez com que as pessoas contaminadas, principalmente nos grupos mais atingidos, tivessem pouco acesso ao diagnóstico e aos tratamentos. Todos esses fatores reunidos explicam porque a epidemia ainda não foi controlada”, conclui.
As autoridades insistem na necessidade de prevenção, com campanhas de comunicação e sensibilização e principalmente o uso do preservativo. Mas os especialistas incentivam cada vez mais a adoção do protocolo de PrEP(Profilaxia Pré-exposição), um tratamento preventivo considerado eficaz em mais 95% dos casos.

No entanto, como lembra o professor François Dabis, diretor da Agência francesa de pesquisa sobre a Aids, esse método ainda é pouco aplicado. “A PrEP existe na maior parte dos países e é integrado na maioria dos programas de prevenção, mas ainda é pouquíssimo utilizada”, avalia o especialista.
“Na África, por exemplo, pouca gente tem acesso. Não faz muito tempo que os profissionais da saúde começaram a ser formados para preconizar esse protocolo”.  ANG/RFI

Sociedade





Bissau,03 Dez 19(ANG) - A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH), realiza entre os dias 6 a 8 de dezembro, em Bissau, o seu IV Congresso Ordinário para legitimar os órgãos sociais da organização não-governamental da Guiné-Bissau.

De acordo com as informações divulgadas na sua página oficial no Facebook, a LGDH anunciou que decorrem em todo território nacional, conferências regionais no quadro dos preparativos para o IV Congresso Ordinário.

A organização informa que as conferências regionais servem de fóruns para a legitimação dos órgãos sociais da organização, nas regiões e escolha de delegados ao congresso.

A LGDH fez lembrar que estas conferências regionais, visam igualmente  discutir a situação de direitos humanos nas regiões e a adopção de novas estratégias para a defesa de direitos humanos nas comunidades mais vulneráveis, onde a presença das instituições de Estados é inexistente ou quase nula.

Segundo a Rádio Jovem que cita  uma fonte não identificada  da organização, ainda só o presidente cessante, Augusto Mário da Silva, se manifestou a intenção de continuar a dirigir a LGDH, para mais um mandato de quatro anos.

O advogado guineense de 42 anos, natural de Bissau, Mário da Silva assumiu a liderança da LGDH em maio de 2015, substituindo Luís Vaz Martins, que esteve na direção da Liga durante  oito anos. ANG/Rádio Jovem

Mudanças climáticas


                           Guterres pede “entendimento comum”
Bissau, 03 dez 19 (ANG) – A  Conferência das Nações Unidas sobre o Clima, COP25 arrancou  segunda-feira, em Madrid , e os  196 países reunidos na capital espanhola devem tomar decisões para acelerar a luta contra a crise climática, num momento em que os fenómenos meteorológicos extremos se multiplicam.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu “a todas as partes a ultrapassarem as suas actuais divisões e a encontrarem um entendimento comum” para lutar contra as alterações climáticas.
Quem também participou na COP25 foi o primeiro-ministro da Guiné-Bissau. Aristides Gomes salientou o plano nacional de investimento para a energia sustentável e começou por lembrar a vulnerabilidade da Guiné-Bissau.
Aristides Gomes marcou presença numa mesa redonda sobre os planos nacionais para aumentar a ambição das metas de combate ao aquecimento global do planeta.
António Costa, o primeiro-ministro Portugal, por seu lado anunciou a realização em Junho do próximo ano de uma conferência mundial, coorganizada com o Quénia, sobre oceanos e sublinhou que em 2020 Lisboa vai ser a capital verde da Europa.
Inicialmente a COP25 estava prevista para Santiago do Chile, mas a contestação nas ruas contra o Governo do presidente Sebastian Piñera levou ao cancelamento da agenda.
Sebastian Piñera justificou a decisão “num sábio princípio de bom senso”, sublinhando que “um presidente tem sempre que colocar os seus próprios compatriotas acima de qualquer outra consideração”.
A contestação social levou milhões de chilenos às ruas e ficou marcada pela brutal repressão das forças de segurança, com o exército na rua para esmagar os protestos. Dezenas de pessoas morreram.
O cancelamento da COP25 em Santiago do Chile é visto por muitos analistas como uma forma de afastar do terreno os meios de comunicação social internacionais, que cobririam a cimeira do clima.
Para a moçambicana Dipti Bhatnagar, coordenadora dos programas de justiça climática e energia da organização Amigos da Terra Internacional, e membro da organização moçambicana Justiça Ambiental, a população chilena “está a enfrentar muita repressão do seu Governo”. A COP mudou de Santiago para Madrid, mas “não esquecemos o povo chileno” sublinhou Dipti Bhatnagar, que acrescenta que o local da Conferência das Nações Unidas sobre o Clima foi alterado para que os “olhos do mundo” não estivessem focados nas manifestações.ANG/RFI