Finanças/Guiné-Bissau pode receber mais três milhões de dólares, de Acordo de Facilidade de Crédito com o FMI
Bissau, 23 Fev 26 (ANG) - A Guiné-Bissau
poderá receber um desembolso de aproximadamente 3,3 milhões de dólares, por
parte do Fundo Monetário Internacional(FMI), após um acordo alcançado entre as
partes a nível técnico sobre políticas económicas que poderão apoiar a 9ª e a 10ª
Revisões do Acordo de Facilidade de Crédito Alargada (ECF).
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| Vista do Ministério das Finanças |
Segundo o Jornal Nô Pintcha que cita o
comunicado do FMI, divulgado no termo de uma missão ao país, que decorreu de 3
à 13 de Fevereiro corrente, o referido acordo está sujeito à aprovação da
Administração e do Conselho Executivo da instituição e depende da implementação
das ações "prévias acordadas".
O mesmo comunicado indica que, na
sequência do acordo alcançado em Outubro de 2025 para a Nona Revisão, a
implementação do programa em algumas áreas foi adiada devido ao golpe militar
de Novembro último.
"Apesar do referido desenvolvimento
e do aumento das restrições financeiras, o Governo de Transição demonstrou um
forte compromisso com os objetivos do programa apoiado pelo ECF", refere o
FMI.
Ainda no comunicado, o FMI revela que foi alcançado um acordo para prorrogar o programa
apoiado pela ECF por cinco meses, até 29 de Dezembro de 2026, visando
consolidar as políticas económicas e apoiar a implementação do orçamento de
2026, considerado fundamental . para manter a sustentabilidade da dívida.
O Chefe da Missão de FMI para Guiné-Bissau,
Niko Hobdari, discutiu no país, nesse
período, com as autoridades guineenses as políticas macroeconómicas no contexto
da 9ª e 10ª revisões do acordo ECF.
Niko Hobdari declarou que a conclusão
das revisões pelo Conselho Executivo do FMI permitirá o desembolso de cerca de
3,3 milhões de dólares, elevando o total de financiamento ao abrigo do acordo
para quase 51,6 milhões de dólares.
Segundo o Chefe da Missão, o crescimento
económico em 2025 está estimado em 5,5%, apoiado pela forte produção de caju e
pela evolução favorável dos termos de troca, sendo que a inflação média
diminuiu para 0,9%, refletindo os preços mais baixos dos alimentos.
“Apesar de a dívida pública ter diminuído
para 74,3% do PIB, o FMI acredita que a consolidação orçamental sustentada e políticas
de endividamento prudentes são fundamentais para manter a dívida pública numa trajetória
de declínio firme, a médio prazo”, refere o comunicado. ANG/MI/ÂC//SG

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