sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

        Literatura/ Poetas da CPLP lançaram Antologia poética “ Chão do Mar”

Bissau, 27 Fev 26 (ANG) - Poetas da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP) lançaram a antologia poética Chão do Mar, uma obra que reúne 35 vozes da lusofonia contemporânea e afirma a poesia como território comum da língua portuguesa.

De acordo com a informação divulgada na página de Facebook da ONG Casa das Letras e Artes–Vasco Cabral, o evento foi organizado pelo escritor Francisco Conduto de Pina.

A antologia integra autores de sete países da CPLP - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, num total de 160 poemas que atravessam geografias, memórias e diferentes sensibilidades estéticas.

Informou que a diversidade temática e estilística presente na obra evidencia a vitalidade da criação poética no espaço lusófono e reforça o papel da língua portuguesa como instrumento de encontro e diálogo entre culturas.

A sessão de apresentação esteve a cargo da escritora angolana Ana Paula Tavares, distinguida com o Prémio Camões em 2025, cuja intervenção conferiu à cerimónia um profundo simbolismo.

Adiantou que, com a sua reconhecida autoridade literária, destacou a importância de projetos coletivos que promovem a circulação de vozes e consolidam pontes culturais dentro da comunidade de língua portuguesa,  sublinhando ainda que a poesia continua a ser um espaço de resistência, memória e reinvenção identitária.

O ambiente da sessão foi marcado por momentos de leitura e reflexão, num diálogo entre autores e público que reforçou o espírito do festival literário.

A Casa das Letras e Artes–Vasco Cabral, disse que o lançamento de Chão do Mar confirmou-se, assim, como um dos momentos altos desta edição do Correntes d’Escritas, consolidando-se como um gesto de celebração da palavra poética e da pluralidade que caracteriza o universo lusófono.

Mais do que uma simples coletânea, Chão do Mar afirma-se como um manifesto literário de convergência um chão comum onde o mar da língua portuguesa une margens, histórias e futuros possíveis. ANG/JD/ÂC

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