Conflito Médio Oriente/Primeiro-Ministro
diz que Governo vai acionar
medidas para evitar “maiores impactos” na população
Bissau, 05 Mar 26(ANG) - O Primeiro‑ministro de Transição Ilídio Vieira Té, anunciou , quarta‑feira, que o Executivo está a acionar todos os mecanismos ao seu alcance para evitar maiores impactos sobre a população, decorrentes da subida dos preços dos combustíveis e seus derivados e dos produtos de primeira necessidade, em consequência do conflito no médio Oriente que envolve os Estados Unidos da América, Israel e o Irão.
“Neste momento, regista‑se um aumento de 10 cêntimos no preço dos combustíveis em Portugal, mas, na Guiné‑Bissau, os preços mantêm‑se. É preciso fazer tudo o que for necessário para minimizar os impactos na vida da população”, afirmou.Ilídio Vieira Té falava aos jornalistas à margem da
Jornada de Divulgação das Contas Externas de 2024, promovida pelo Banco Central
dos Estados da África Ocidental (BCEAO), realizada num dos hotéis da capital,
Bissau.
Segundo o Chefe do Governo, o atual conflito está a
preocupar a comunidade internacional, razão pela qual o Executivo, em
concertação com os operadores do setor dos combustíveis, considerado um dos
mais sensíveis, está a estudar mecanismos que permitam encontrar soluções
adequadas para proteger o mercado interno.
Questionado sobre a existência de reservas suficientes
de combustível no país, o Primeiro‑ministro disse que as autoridades nacionais
estão a trabalhar com os operadores do setor para avaliar se o país dispõe de
stock capaz de cobrir um período de dois a três meses.
Anunciou ainda que nesta quinta‑feira, chegará ao país uma nova remessa de
combustível destinada a reforçar as reservas nacionais, o que poderá permitir
ao Governo ganhar margem para procurar soluções sustentáveis.
Instado a pronunciar‑se sobre a campanha de
comercialização da castanha de caju, Ilídio Vieira Té reconheceu que o país
atravessa um momento de indefinição, devido às incertezas quanto às
consequências do atual conflito internacional.
Ainda assim, garantiu que a abertura da campanha será
realizada em breve, seguindo‑se uma avaliação contínua da evolução da situação,
com vista a criação de alternativas de comercialização noutros mercados
interessados neste produto estratégico nacional.
“Vamos realizar uma reunião de concertação social, onde serão abordadas as questões dos combustíveis e dos produtos de primeira necessidade, com o objetivo de encontrar soluções. O Governo está preocupado com a situação atual e vai trabalhar arduamente para evitar aumentos repentinos de preços, que podem gerar pânico na população guineense”, sublinhou. ANG/O Democrata

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