Regiões/Inspector de Educação da Região de Bafatá pede ao Ministério da Educação acompanhamento da colocação dos docentes nas regiões
Bafatá, 11 Mar 26 (ANG) - O Inspector e Coordenador de
Educação da Região de Bafatá, leste do país, pediu esta quarta-feira ao
Director-geral dos Recursos Humanos, do Ministério da Educação Nacional que
encontrasse uma forma de acompanhar a colocação de professores nas regiões do
país.
Adama Seide
falava ao Correspondente da Agência de
Notícias da Guiné para região de Bafatá sobre a
insuficiência de professores que se verifica actualmente nas regiões do país.
“A falta de professores afecta as
actividades, por isso é importante mudar a estratégia de colocação dos docentes,
até porque existem vários concorrentes
que desejam ingressar no sistema educativo, e muitos desses concorrentes são
nativos da região: Se forem colocados nas suas zonas de nascença, certamente não
vão abandonar o trabalho e nem fugir”, disse Adama Seide.
Acrescentou que é preciso acompanhar no terreno o processo de
colocação dos professores para se confirmar e controlar os docentes que já
estão a trabalhar após terem sido colocados.
“Até
preciso momento, alguns professores apresentaram as suas guias na
delegacia regional da educação de Bafatá, mas não se apresentaram aos serviços
dos recursos humanos para levantar os seus documentos orientadores e nem se apresentaram
nas escolas onde foram colocados”, revelou Adama Seide.
Por
outro lado, aquele responsável disse que, normalmente, neste período se verificam
o aumento de casos de abandono escolar, por motivo da circuncisão e de recolha
da castanha do caju.
Seide
acrescentou quem essas situações influência negativamente
a aprendizagem de crianças do primeiro ciclo das escolas públicas da região de
Bafatá.
“Para contornar esta tendência é necessário estabelecer
uma estreita colaboração dos pais e encarregados de educação ou a adopção de medidas por parte das escolas para
responsabilizar os autores pelo abandono
escolar”, sugeriu.
Adama Seide contou que, apesar de vários esforços
conjunto das organizações da sociedade civil, em colaboração com os serviços da
educação de região de Bafatá, na sensibilização das comunidades sobre as consequências da circuncisão e da
retirada de crianças da escola no período de campanha de comercialização da
castanha de caju, ainda não se verifica a mudança de mentalidade desejada. ANG/WP/AALS/ÂC//SG

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