Comunicação Social/”Sem segurança não pode haver um jornalismo comprometido com a verdade”, diz Indira Correia Baldé
Bissau, 22 Abr 26(ANG) – A Presidente do Sindicato de Jornalistas e Técnicos de Comunicação Social (SINJOTECS) disse que, sem segurança, não pode haver um jornalismo comprometido com a verdade, que diz ser elemento essencial para o desenvolvimento do país.
Indira Correia Baldé, falava , terça-feira, na abertura do Seminário de Validação e Reforço de Capacidades sobre o Modelo de Política de Segurança para Jornalistas na Guiné-Bissau, realizado num dos hotéis de Bissau.
“Sem uma segurança adequada, não podemos fazer jornalismo livre e independente. Sem segurança, não podemos corresponder às nossas missões enquanto jornalistas e enquanto parte do desenvolvimento da Guiné-Bissau”, sustentou a presidente do SINJOTECS.
Para o coordenador do projeto da Fundação dos Media para a África Ocidental, Delali Dessouassi, a elaboração da Política se Segurança Para Jornalistas, não é apenas um exercício técnico, mas sim um passo prático para garantir a segurança dos jornalistas no país.
“É um passo prático e necessário para garantir que as organizações de comunicação social estejam mais bem equipadas para salvaguardar a segurança física e psicológica dos jornalistas”, salientou Dessouassi.
Por sua vez, Carlos Abaitua Zarza, adido de Cooperação para a Justiça e Segurança da União Europeia, lembrou que o papel do jornalista é dar voz à verdade e informar com rigor, pilares fundamentais de qualquer democracia.
“O vosso papel na sociedade é essencial, Informar com rigor, investigar com integridade e dar voz à verdade são pilares fundamentais de qualquer democracia”, sublinhou o adido de Cooperação da UE.
O presidente interino do Conselho Nacional da Comunicação Social, Domingos Meta Câmara, disse que os jornalistas enfrentam riscos físicos e psicológicos que exigem medidas preventivas e protocolos de resposta.
“O jornalismo é um dos pilares da democracia. No seu dia-a-dia laboral, os jornalistas enfrentam riscos físicos e psicológicos que exigem medidas preventivas e protocolos de resposta. Estes dois aspetos pressupõem que sejamos responsáveis”, alertou o presidente.
O encontro, com duração de três dias, conta com a participação de 70 jornalistas de diferentes órgãos de comunicação social, e visa a promoção e protecção da democracia, salvaguarda da liberdade de opinião e de expressão e o combate a desinformação e a má informação. ANG/ÂC//SG

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