França/Vacina considerada mais promissora contra o Ebola será desenvolvida em Singapura
Bissau, 30 Jul 26 (ANG) - A vacina descrita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como "a mais promissora" contra o Ebola, cuja epidemia continua a atingir a República Democrática do Congo (RDC), será desenvolvida por um laboratório em Singapura.
O anúncio foi feito pela Hilleman Laboratories nesta
quinta-feira (30).
Mais de
1,3 mil pessoas morreram no país desde o início do surto, causado pelo
vírus Bundibugyo, para o qual não existe vacina aprovada nem tratamento
específico.
Várias especialistas
e organizações de saúde se uniram para desenvolverrapidamente vacinas
contra essa cepa, que antes era rara.
A Organização Mundial da Saúde (OMS)
considera a "rVSV Bundibugyo", uma vacina de dose única, a candidata
"mais promissora”.
A plataforma de desenvolvimento –
um termo que se refere a uma tecnologia reutilizável para o desenvolvimento de
múltiplas vacinas, adaptando o alvo a cada vez – é a mesma da vacina Ervebo,
aprovada contra a cepa Zaire do Ebola, que é muito mais prevalente do
que a Bundibugyo.
A Hilleman Laboratories
anunciou nesta quinta-feira que avançará no desenvolvimento
de sua vacina candidata para que ela seja testada em
humanos em ensaios clínicos. A empresa é uma joint venture entre
a gigante farmacêutica americana MSD e a instituição de caridade britânica
Wellcome Trust.
A MSD, que desenvolveu e produziu a
vacina Ervebo, "atuará como consultora técnica" e contribuirá com
"sua experiência na plataforma rVSV", segundo um comunicado da
empresa.
Se os ensaios iniciais forem
bem-sucedidos e a vacina for autorizada, a Hilleman Laboratories e a Coalizão
para Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI), que se comprometeu a
financiar o desenvolvimento, esperam "garantir um fornecimento rápido
e acessível de doses em países afetados pela epidemia e em países de baixa e
média renda".
Embora a vacina Ervebo precise ser
conservada em temperaturas muito baixas, especialistas esperam que a nova
vacina possa ser armazenada por vários meses em refrigeradores comuns, o
que a tornaria menos custosa e mais fácil de distribuir.
Em Maio, a OMS avaliou que levaria de
sete a nove meses para que os testes em humanos começassem. Na semana
passada, o primeiro voluntário recebeu a primeira dose de outra vacina contra o
vírus Bundibugyo, desenvolvida pela Universidade de Oxford, que utiliza a mesma
tecnologia da vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca. ANG/RFI/ AFP

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