Cuba/Governo acusa EUA de bloquearem serviços básicos à população com sanções
Bissau, 21 Ago 26(ANG) - O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez, acusou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, de ter como "propósito deliberado" impedir o governo de "garantir serviços básicos à população", na sequência de novas sanções de Washington.
Os Estados Unidos sancionaram na quinta-feira três autoridades cubanas e nove entidades estatais ligadas à mineração, comércio externo e metalurgia, incluindo o Ministério da Construção, no âmbito da sua campanha de pressão por mudanças políticas e económicas na ilha.
"Em
particular, as sanções obstruem o transporte de contentores com alimentos,
medicamentos e equipamento médico, adquiridos principalmente por micro,
pequenas e médias empresas (MPME) privadas cubanas", enfatizou o ministro
cubano na rede social X.
Rodríguez
classificou estas sanções como uma "obsessão falhada" contra
Cuba.
As
novas sanções juntam-se às dirigidas contra o atual Presidente cubano, Miguel
Díaz-Canel, e às acusações criminais contra o ex-presidente Raúl Castro, no âmbito
da campanha do Presidente Donald Trump para estrangular o regime comunista já
em crise.
No
início de agosto, Rubio avisou Cuba de que não haveria "válvula de
escape" para a pressão de Washington por mudanças radicais na ilha e que o
país não poderia ganhar tempo à espera do fim do segundo mandato de
Trump.
A
pressão de Washington, incluindo o embargo petrolífero iniciado em janeiro e a
nova vaga de sanções secundárias desde maio, que visam sectores-chave da
economia, agravaram a situação precária da nação caribenha.
Os
meios de comunicação social estatais cubanos divulgaram na quinta-feira que as
136.214 mortes registadas em 2025 representam mais do dobro dos 68.064
nascimentos, refletindo a tendência de envelhecimento da população, onde as
pessoas com 60 anos ou mais representam 26,7% do total nacional.
A
baixa taxa de natalidade reflete-se na taxa de fecundidade total, que se mantém
nos 1,29 filhos por mulher pelo segundo ano consecutivo, a taxa mais baixa
desde 1958.
A
taxa bruta de reprodução é de 0,62 filhos por mulher, muito abaixo dos 2,1 que
marcam o nível de substituição geracional.
De
acordo com os dados divulgados, a população efetiva da ilha era de 9.434.593
pessoas no final do ano passado, sendo que destas, 74,7% (7.044.773) residem em
cidades e aglomerados urbanos.
Os
restantes 2.389.820 habitantes da ilha vivem em zonas rurais, segundo dados do
Centro de Estudos Populacionais e de Desenvolvimento (CEPDE) do Gabinete
Nacional de Estatística e Informação (ONEI), citados num artigo da publicação
`online` Cubadebate.
Havana
apresenta a maior taxa de declínio populacional e o município de Plaza de la
Revolución, na capital, apresenta a maior taxa de envelhecimento populacional
da ilha, com 38,2% dos seus residentes com 60 anos ou mais. ANG/Inforpress/Lusa
.jpeg)
Sem comentários:
Enviar um comentário