EUA/Trump reitera reconhecimento da soberania de Marrocos sobre Saara Ocidental
Bissau,03
Ago 26(ANG) - O Presidente norte-americano reiterou hoje o reconhecimento da
soberania de Marrocos sobre o Saara Ocidental e o apoio à proposta de “uma
autonomia séria, credível e realista” como única base para uma solução “justa e
duradoura”.
As
palavras de Trump surgem depois de uma crise migratória sem precedentes entres
Marrocos e Espanha, após a entrada de cerca de 50 mil migrantes no enclave
espanhol de Ceuta, situação sobre a qual Marrocos mantém, até ao momento, um
silêncio total e que, de acordo com fontes espanholas, causou pelo menos 67
mortos.
“Qualquer
outra via prolonga o ‘statu quo’ e é inaceitável. Este conflito deve terminar
agora e os Estados Unidos vão continuar a impulsionar progressos para este
objetivo”, prosseguiu o chefe de Estado norte-americano.
Trump
sublinhou a “parceria valiosa” dos EUA com Marrocos, na sequência do “papel
crucial” nos Acordos de Abraão: “Para tal, trabalhamos também em conjunto para
garantir a segurança da região do Sahel”.
“A
tecnologia e a inovação norte-americanas, de confiança, vão continuar a ser
parceiras [de Marrocos]”, garantiu Donald Trump, acrescentando que “em todos os
setores estratégicos, nomeadamente a energia, a inteligência artificial, os
minerais críticos e a defesa”.
Rabat
e Washington vivem uma aproximação diplomática desde que, em 2020, Marrocos
normalizou as relações com Israel em troca do reconhecimento, por parte dos
Estados Unidos, da soberania sobre o Saara Ocidental.
Mohamed
VI comemorou na quinta-feira o 27.º aniversário da entronização com uma
cerimónia tradicional realizada a poucos quilómetros de Fnideq (Castillejos em
castelhano), na fronteira com Ceuta, onde nesse mesmo dia se desencadeou uma
crise sem precedentes com a passagem de 60 mil migrantes em situação irregular
para o enclave espanhol.
Trump,
que mantém uma relação tensa com Espanha, acusou na sexta-feira Madrid de
“facilitar a imigração ilegal em massa para a Europa”, na sequência da crise em
Ceuta.
O
primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, condenou o que considerou "um
ataque" e “uma violação da integridade territorial de Espanha”, enquanto o
ministro do Interior espanhol, Fernando Grande-Marlaska, salientou hoje que, em
24 horas, a crise migratória foi contida. ANG/Inforpress/Lusa

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