Ambiente/“Alterações climáticas constituem um dos maiores desafios do mundo atual”, diz ministra da Mulher
Bissau 15 Out. (ANG) – A ministra da Mulher e Solidariedade Social disse hoje que as alterações climáticas constituem um dos maiores desafios do tempo moderno.
Yassénia Ibraim falava na
abertura da cerimónia de encerramento
dos projetos Ação Climáticas Femininas na África Ocidental (ACF-AO) e Reforço da
Igualdade de Género através da Agroecologia na África Ocidental (EGALE-AO),
organizada pela ONG TiniNguena.
Na ocasião, a governante salientou
que os efeitos das alterações climáticas fazem sentir de forma crescente nas comunidades
afetando sistemas de produção e não só.
“Na Guiné-Bissau, onde uma
parte significativa da população depende diretamente da agricultura, da pesca
e de outras atividades ligadas aos recursos naturais, os impactos climáticos
representam uma preocupação particular e as mulheres sobretudo as que vivem nas
zonas rurais ,encontram-se entre os grupos mais expostos à estes fenómenos ”,
disse.
Segundo a ministra da Mulher
e Solidariedade Social, é precisamente
neste contexto que a ação climática feminista e a agro-ecologia assumem uma
importância estratégica, devendo promover a participação das mulheres nas
decisões ambientais, a valorização dos conhecimentos de práticas de produção sustentáveis.
Aquela responsável reconheceu o papel da Tininguena na promoção do
desenvolvimento sustentável, na valorização das comunidades e proteção do ambiente na Guiné-Bissau.
Yassénia Ibraim disse
esperar que o encontro permita identificar os principais resultados alcançados,
sistematizar as lições aprendidas, reconhecer as dificuldades encontradas e
formular recomendações concretas para a continuidade das ações de promoção da
agro-ecologia, da participação das mulheres e da justiça climática.
Reiterou a disponibilidade
para continuar a trabalhar com a ONG Tininguena, as organizações parceiras em
prol da igualdade de oportunidades, da proteção social e do empoderamento das
mulheres e raparigas na Guiné-Bissau.
Por seu turno, Director Executivo
da ONG Tiniguena, Miguel de Barros salientou que a probabilidade das mulheres
rurais terem uma autonomia económica produtiva e política é mais reduzida em
comparação com os homens.
Explicou que, em cada dez
raparigas que frequentam escolas, sete não conseguem terminar o ensino por
causa da falta de segurança das mães em relação a suas próprias terras.
Segundo Barros, isso faz com
que as famílias lideradas pelas mulheres nas zonas rurais ficassem mais pobres do que as que estão sendo
lideradas pelos homens.
“Por isso, quando estamos a
discutir o problema da segurança da mulher é fundamental fazê-lo dentro da sua
própria condição de produção, da sua relação com a terra, informações que tem
sobre mudanças do clima e dos seus direitos, mas também das oportunidades que
tem para melhorar as condições de vida”, explicou.
O EGALE-AO tem mais 25 mil
beneficiários diretos e 18 mil são mulheres, e cerca de 900 mil beneficiários a nível regional.
O Pojeto foi desenvolvido
nas regiões de Bolama/Bijagós,Quinará,Bafatá e Oio, durante cinco anos. ANG/MSC/ÂC//SG

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