Arabia Saudita/Piloto e copiloto feridos no voo desviado para Arábia Saudita
Bissau,01
Out Set 26 (ANG) – O comandante e o copiloto de um avião da Flydubai com
destino a Telavive, que aterrou de emergência na Arábia Saudita, ficaram
feridos, segundo o aeroporto, enquanto a imprensa israelita reporta uma
discussão violenta entre os dois.
O
aeroporto de Tabuk (noroeste) “recebeu, às 08:44 locais (04:44 em Cabo Verde),
um pedido de socorro do voo FZ1073, a solicitar uma aterragem de emergência”,
informou na rede social X a Cluster2, empresa que opera o aeroporto.
Segundo
a Cluster2, o aparelho aterrou sem incidentes” uma hora depois. Feridos, os dois
pilotos foram levados ao hospital para receber os cuidados necessários.
“O
voo FZ 1073, que ligava o Aeroporto Internacional do Dubai ao Aeroporto
Internacional Ben Gurion, em 30 de Setembro, registou um incidente durante a
viagem.
O
aparelho aterrou em segurança no aeroporto de Tabuk e todos os passageiros
estão a salvo”, indicou um porta-voz da companhia aérea de baixo custo dos
Emirados Árabes Unidos, num comunicado.
Vários
meios de comunicação social israelitas noticiaram uma altercação entre o piloto
e o copiloto do avião, durante a qual foi ativado o sinal de emergência da
aeronave.
Meios
de comunicação social israelitas, citando fontes anónimas, noticiaram que
passageiros do voo intervieram para separar os pilotos durante a
altercação.
Foi divulgada
uma fotografia que mostra um dos passageiros com a t-shirt coberta de sangue.
O
canal de televisão israelita 12 afirmou que as autoridades estão a investigar
uma eventual tentativa de suicídio de um dos pilotos, que terá tentado provocar
a queda do avião, tendo sido impedido pelo outro piloto.
Não
foi possível verificar de imediato estas informações divulgadas pela imprensa.
Contactadas pela agência noticiosa France-Presse (AFP), as Forças Armadas
israelitas indicaram estar a fazer averiguações.
Cerca
de duas horas e meia após a partida de Dubai, o avião desceu abruptamente de
33.000 pés (10.058 metros) de altitude para 17.000 pés (5.180 metros) no espaço
de um minuto, antes de fazer um círculo errático perto da fronteira com a
Jordânia e, por fim, aterrar em Tabuk cerca de uma hora depois, de acordo com o
FlightRadar24.
“A
tripulação foi interrogada no âmbito da investigação”, indicou um responsável
regional citado pela agência noticiosa norte-americana France-Presse (AFP), que
adiantou desconhecer se algum deles ficou detido.
Também
citado pela AP, um outro responsável israelita afirmou que Telavive acredita
que o incidente pode ter sido uma tentativa de ataque contra Israel, mas a
investigação ainda está em curso.
Uma
terceira autoridade, também segundo a AP, confirmou que Israel tinha mobilizado
aviões de combate, temendo um sequestro de um avião que transportava dezenas de
cidadãos israelitas.
As
três autoridades falaram sob condição de anonimato, uma vez que o incidente
ainda se encontra sob investigação.
O
primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, alertou nos últimos dias para
ameaças de segurança não especificadas e cada vez mais graves à medida que se
aproxima a data das eleições legislativas de Outubro no país.
O
gabinete de Netanyahu afirmou que a situação estava sob controlo e que Israel
estava a trabalhar para trazer os passageiros de volta a casa.
Aterragens
de emergência por motivos pessoais são raras, mas não inéditas. Em 2022, dois
pilotos da Air France foram suspensos após se terem envolvido numa luta no
‘cockpit’ durante um voo entre Genebra e Paris, embora o avião não tenha tido
de ser desviado e tenha aterrado conforme previsto.
Os
passageiros relataram por telefone ao canal israelita Ch 12 que ouviram gritos
vindos dos que estavam sentados nas fileiras da frente do avião, que tinham
ouvido a discussão entre os pilotos, e que o avião fez uma descida acentuada
antes de aterrar na Arábia Saudita.
Israel
não regista casos de sequestro de aeronaves há décadas, mas mantém um dos
sistemas de segurança aeroportuária mais rigorosos do mundo.
Os
voos comerciais têm operado entre Israel e os Emirados Árabes Unidos desde que
os países normalizaram as suas relações em 2020. ANG/Inforpress/Lusa

Sem comentários:
Enviar um comentário