Forças
Armadas /Polícia
Militar detém homem suspeito de disfarçar de Capitão do exército
Bissau,
16 Out 26 (ANG) – O Batalhão da Polícia
Militar deteve, na quinta-feira, um homem suspeito de se fazer passar por
capitão das Forças Armadas.
Segundo a
página oficial das Forças Armadas na Facebook, o chefe da Repartição de
Mobilização e Recrutamento, Abulai Baldé, disse que existem dúvidas sobre a
legitimidade da condição militar do suspeito, identificado como José Francisco
Ferreira.
Segundo Baldé, o indivíduo estaria a utilizar o cartão militar de outra
pessoa para facilitar a circulação em instituições públicas e nas vias de
trânsito.
Baldé
advertiu que a utilização indevida da identidade militar prejudica a imagem das
Forças Armadas, sublinhando que a patente de capitão representa uma
responsabilidade e um símbolo de confiança institucional.
O chefe de
Operações do Batalhão da Polícia Militar, Sifna Nhaga confirmou que o suspeito
havia prestado juramento militar no passado, mas que se encontrava afastado das
fileiras das Forças Armadas, há vários anos.
Relativamente
à patente de capitão que ostentava, Nhaga disse que não existe fundamento legal
que comprove a sua atribuição ao indivíduo.
Sfna Nhaga acrescentou
que as investigações vão prosseguir para
esclarecer as circunstâncias das alegadas ameaças aos funcionários do
Ministério da Educação Nacional, que terão sido feitas com recurso a uma
pistola inicialmente considerada semelhante a uma arma de fogo verdadeira, mas que
durante a abordagem policial, verificou-se que se tratava de uma pistola de
brinquedo.
Em
declarações à imprensa militar, José Francisco Ferreira admitiu ter ingressado
nas Forças Armadas em 1990 e confirmou que foi posteriormente desmobilizado.
Justificou a utilização do cartão militar com a intenção de facilitar o acesso
a determinados locais.
Sobre o
desentendimento com os funcionários do Ministério da Educação Nacional, o
suspeito alegou que a situação começou quando um dos trabalhadores terá
ameaçado danificar a sua viatura. Segundo a sua versão, foi nesse contexto que
exibiu a pistola de brinquedo para intimidar os presentes.
Segundo a
imprensa militar, o caso volta a colocar em evidência a necessidade de reforçar
os mecanismos de controlo e identificação de indivíduos que utilizam,
indevidamente, documentos, uniformes ou patentes militares.
A Polícia
Militar disse que continuará a realizar diligências para esclarecer os
contornos do incidente e apurar eventuais responsabilidades, nos termos da
legislação em vigor. ANG/LPG/ÂC//SG

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