Estados Unidos/ Democratas vitoriosos em eleições intercalares
Bissau, 04 Nov 26 (ANG) – Os democratas conseguiram
obter a maioria tanto no Senado como na Câmara dos representantes, na sequência
das eleições intercalares de 3 de Novembro nos Estados Unidos. Um sério revés
para o Presidente Donald Trump, que admitiu a derrota no escrutínio, a dois
anos do fim do seu mandato.
Os democratas
poderiam alcançar 55 assentos no Senado, num total de 100, na Câmara dos
Representantes, segundo projecções do New York Times, o partido democrata
poderia chegar aos 77 deputados !
As denúncias sobre o custo de vida são
uma das razões do descontentamento do eleitorado americano que se expressou
nesta terça-feira nas urnas.
Por norma as eleições intercalares vão,
efectivamente, no sentido contrário às autoridades do momento.
Michigan, Iowa, Ohio, Texas, Carolina do
Norte, Carolina do Sul, Novo Hampshire, nestes Estados chave a maioria foi
democrata, muitos deles eram republicanos há décadas, caso do Texas ou do
Kansas.
O escrutínio trouxe os hofotes a vitória
de figuras de povos nativos, mulheres negras ou ainda personalidades de
minorias sexuais.
Sem sermos exaustivos podemos citar
Abdul El-Sayed, que se tornou no Michigan, no primeiro senador muçulmano do
país, este democrata que é filho de imigrantes egípcios.
Keisha Lance Bottoms, por seu lado, foi
eleita governadora da Geórgia, a primeira mulher negra a ocupar este cargo à
escala do país.
Deb Haaland foi eleita governadora do
Novo México, uma figura emblemática do povo Laguna Pueblo, a primeira indígena
a alcançar esta façanha.
Chris Pappas foi eleito senador no Novo
Hampshire, ele que é o primeiro homossexual declarado a entrar na câmara alta.
Gina Hinojosa, tornou-se na primeira
hispânica governadora do Texas !
E isto enquanto Byron Donalds se tornou
no primeiro governador negro da Flórida. Por seu lado Hakeem Jeffries está prestes a tornar-se no primeiro
afro-americano e descendente de cabo-verdianos a assumir o cargo de Presidente
da Câmara dos Representantes.
Foram cerca de 250 milhões de eleitores
que votaram nesta terça-feira num escrutínio visto quase como um referendo à
política de Donald Trump.ANG/RFI

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