quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Moçambique/Intempéries no sul de Moçambique vitimaram mais de cem pessoas

Bissau, 21 jan 26 (ANG) -As chuvas cuja época iniciou em Outubro e se prolonga até aproximadamente Março ou Abril estão a fazer estragos e a causar mortos em Moçambique, diz o porta-voz do governo, Inocêncio Impissa, em declarações à imprensa no aeroporto de Xai-Xai, na província de Gaza, no sul do país, uma das zonas afectadas pelas intempéries.

“Desde o início da época chuvosa que iniciou em Outubro de 2025 até esta parte, o cumulativo do número de óbitos elevou-se para 106, ou seja, desde que começaram a cair estas chuvas, e começamos a ter problemas de enchimento e transbordo de caudais, registamos 11 óbitos”, indicou o representante do executivo.

Cerca de 600 mil pessoas foram afectadas e aproximadamente 6.500 casas estão parcialmente inundadas e destruídas. Ainda de acordo dados governamentais, cerca de 40% da província de Gaza está submersa e vários distritos de Maputo estão inundados, além da total destruição de, pelo menos, 152 quilómetros de estradas nacionais.

O governante avançou igualmente que o executivo ressente-se da falta de meios suficientes para o resgate das famílias sitiadas em vários pontos das províncias de Maputo e Gaza, no sul de Moçambique.

“Contamos com 14 embarcações, 6 helicópteros e 4 aeronaves. No entanto, o apelo do governo de Moçambique, continua a ser para que mais meios de apoio possam ser canalizados”, disse Inocêncio Impissa.

Face às previsões de mais chuvas para as regiões centro e sul de Moçambique, o INGD reitera os apelos a população para que abandonem as zonas de risco de inundações.

A médio e longo prazo, numa altura em que uma organização da sociedade civil, o Observatório do Meio Rural, tece alertas para o risco de “fome aguda e desemprego nos próximos meses, no sul do país, devido às consequências das intempéries, dados governamentais indicam que 165.841 hectares de área agrícola foram afectados, dos quais 73.695 hectares são dados como perdidos, impactando mais de 111 mil agricultores. ANG/RFI

 

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