quarta-feira, 22 de abril de 2026

Economia/PM diz que o país saiu reforçado de “ganhos significativos” das reuniões do  Banco Mundial e  FMI em Washington

Bissau, 22 Abr 26 (ANG) – O Primeiro-ministro de Transição disse,  terça-feira, que o país saiu reforçado de ganhos significativos ao nível de credibilidade internacional, disciplina económico e alinhamento estratégico com parceiros de desenvolvimento, das reuniões do  Banco Mundial (BM) e  Fundo Monetário Internacional (FMI), realizadas, na semana passada, em Washington, nos Estados Unidos de América.

Ilídio Vieira Té fez estas declarações em  conferência de imprensa, sobre o balanço da sua participação, na mais recente reunião com os parceiros do Banco Mundial e  FMI.

Sustentou que num contexto internacional marcado por crise geopolíticas, inflação global e aumento dos preços dos combustíveis e alimentos, a Guiné-Bissau afirma-se como um “parceiro sério, previsível e comprometido com reformas estruturais nas instituições públicas do país”.

“O país cumpriu integralmente o programa acordado com o FMI até Março de 2026 - todas as metas quantitativas e estruturais, incluindo os 23 ações prévias definidas no quadro do acordo”, disse Té, acrescentando que esse desempenho permitiu com que o aís possa reforçar  a disciplina orçamental,  melhorar a gestão da dívida e reduzir as taxas de juro no mercado interno.

De acordo com Vieira Té, em consequência dessa performance, o Banco Mundial  (BM)  anunciou  a retoma dos desembolsos financeiros, após um período de suspensão em 2025, permitindo assim a reativação de projetos estruturantes, em áreas prioritárias, nomeadamente agricultura , energia, saúde, água, saneamento, proteção social e emprego jovem.

“Sobre o assunto, o Governo comprometeu-se a elevar a taxa mínima de execução dos projetos para 20 por cento, reforçando por outro lado, os mecanismos de transparência e gestão”, disse o PM.

Olhando para o plano económico interno, o governante aponta sinais positivos, com uma previsão de crescimento de cera de cinco por cento, em 2026 e uma produção de caju estimado em 280 mil toneladas, acompanhada de medidas para assegurar o preço justo aos produtores e combater as distorções no mercado.

O PM e ministro das Finanças reafirmou, por outro lado, o compromisso com a boa governação, o combate a corrupção,   reforço da disciplina fiscal e a modernização da administração financeira do Estado.

No que diz respeito ao agravamento da crise internacional no Médio Oriente, com o impacto negativo no aumento dos preços do petróleo no mercado, o Chefe de Executivo assegurou estar a preparar mecanismos de resposta de emergência, para proteger as receitas do Estado.

“Posso afirmar com responsabilidade que, actualmente, a Guiné-Bissau recuperou a cerceabilidade internacional, e os parceiros de desenvolvimento, depositaram confiança no nosso Governo, e o país caminha rumo a estabilidade e  crescimento”, disse Ilídio Vieira Té. ANG/LLA/ÂC//SG

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