sexta-feira, 19 de janeiro de 2024


Política
/Governo aprova  projeto de decreto relativo à exportação da castanha de caju da campanha 2022

Bissau, 19 Jan 24 (ANG) – O Governo aprovou, em Conselho de Ministros  com alterações, o projeto de decreto relativo à exportação do remanescente da castanha de caju da campanha 2022.



Em consequência, a plenária governamental institui uma comissão interministerial que integra o Ministro da Economia, Plano e Integração Regional, Ministro de Interior e da Ordem Pública, Ministra de Agricultura e Desenvolvimento Rural e o Ministro do Comércio e Indústria, para, até ao dia 23 de Janeiro corrente, determinar e comunicar ao Primeiro-ministro, o volume total do remanescente da castanha de caju da campanha de 2022.

A informação consta no comunicado de Conselho de Ministros, que indica que o Conselho de Ministros deu anuência para a concessão do direito de uso privativo, sobre aproximadamente 93 hectares de terreno, sito no Ilhéu de Inhoré (Canhabaque), setor de Bobaque, Região de Bolama/ Bijagós à Empresa An-Madjo Ceiba Luxury.

Ainda o coletivo governamental recomendou que se tenha em consideração, na celebração do contrato de investimento com a Empresa  An-Madjo Ceiba Luxury, a melhoria das infraestruturas da Região de Bolama/Bijagós e de condições sociais para a população local.

Para próxima sessão, o Conselho de Ministros prevê a aprovação dos  planos de ação dos diferentes ministérios .

No capítulo de nomeações, por despacho de Primeiro-ministro, foi feita a  movimentação do pessoal dirigente da Administração Pública conforme se segue:.

No Ministério de Administração Territorial e Poder Local, são nomeados Pansau Kondé – Secretário-geral, Abdulai Injai- Diretor-geral da Administração do Território, Manuela Maria Gomes Monteiro Lima da Costa - Diretora-geral do Poder Local, Undjon Mingo – Diretor-geral da Descentralização Administrativa, Gabriel Gibril Baldé-Diretor-geral do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral e José Anastácio Medina Lobato- Presidente da Câmara Municipal de Bissau.

No Ministério do Interior e da Ordem Pública, Roberto Indi Té foi nomeado Secretário-geral, Celso Simão de Carvalho Inspector Geral, Lino Leal da Silva-Diretor-geral de Migração e Fronteiras e Ana Camará- Diretora-geral de Logística e Património.

No Ministério das Pescas são nomeados, Amadú Djaló-Diretor-geral da Pesca Industrial, Cipriano Fernandes-Diretor-geral da Pesca Artesanal, Virgínia Pires Correia-Diretora-geral de Formação e Apoio ao Desenvolvimento, Iça Bari- Diretor-geral do Instituto Nacional de Investigação, Pesquisa e Oceanografia (INIPO) e Carlos Nelson Sanó-Diretor-geral do Instituto Nacional da Investigação de Fiscalização das Atividades de Pesca (IN-FISCAP).

No Ministério da Comunicação Social,foi nomeado Amadu Djamanca-Diretor geral da Televisão da Guiné-Bissau.

Em consequência destas nomeações, o Conselho dos Ministros deu por finda a comissão de serviço, nas mesmas funções dos titulares anteriores.

ANG/MI/SG 

 

CAN 2023/"Antes de exigirem a demissão, deviam lembrar quem levou a Guiné-Bissau quatro vezes ao CAN”, defende Baciro Candé

Bissau,19 Jan 24(ANG) – O selecionador nacional, Baciro Candé defende que antes de pedir a sua demissão deve-se lembrar quem levou a Guiné-Bissau, quatro vezes, ao CAN.

Candé respondia se tinha ou não condições para se manter no cargo numa altura que está debaixo de críticas dos adeptos, depois da derrota de quinta-feira diante da Guiné-Equatorial, por 2-4, a segunda no grupo A, que deixou a Guiné-Bissau praticamente fora do CAN.

"Antes de exigirem a saída do selecionador, deviam saber que a Guiné-Bissau está na fase final e de certeza que quem fez a Guiné-Bissau chegar quatro vezes à fase final foi o mister Candé», disse .

"As críticas são boas e fazem remediar as coisas, mas não estou arrependido e continuo a trabalhar. Tudo que souber fazer, fá-lo-ei para o bem da seleção da Guiné-Bissau, como sempre fiz», juntou, lamentando a derrota diante da congénere da Guiné-Equatorial.

«Tivemos três ou quatro ocasiões, mas não conseguimos marcar, e o adversário foi à nossa baliza aos 28 minutos e fez golo. O futebol tem das suas, às vezes pensa-se numa coisa, mas sai outra», afirmou, deixando reparos à arbitragem por causa de penálti sobre Franculino Djú que acabou por ser revertido pelo VAR.

«Podíamos ter feito 2-1 com aquele penálti marcado, depois anulado, mas pronto, não vamos por aí, continuámos a jogar, sofremos os terceiro e quarto golos», lamentou. «O objetivo inicial era ganhar e passar [a fase de grupos], não conseguimos, mas ainda não acabou, falta-nos um jogo para fechar a fase», rematou Baciro Candé.

A selecção nacional da Guiné-Bissau, os Djurtus, perdeu por quatro bolas a duas, no início da tarde de quinta-feira, diante da Guiné Equatorial e torna-se na primeira selecção eliminada do CAN-2023 que está decorrer no Costa de Marfim.

Numa partida da segunda jornada do grupo A do CAN 2023, o Hat-trick de Emilio Nsue aos (21), (51) (61) e o golo de Josete Miranda (46) deram a vitória a Guiné Equatorial, enquanto os golos do Orozco (37) e do Zé Turbo (90+3), reduziram para duas bolas a quatro para Guiné-Bissau.

Com esta derrota, a seleção nacional da Guiné-Bissau ficou como a última classificada, sem pontos somados, durante as duas jornadas disputadas, o que, matematicamente, coloca os DJURTUS fora da competição, enquanto Guiné Equatorial, com esta vitória, passa a contar com 4 pontos no grupo A.

Refere-se que na terceira e última jornada os Djurtus vão defrontar a seleção da Nigéria na próxima segunda-feira, 22/01/2024, ao passo que a selecção da Guiné-Equatorial vai medir forças com a selecção do Costa de Marfim a começar às 17 horas de Bissau. ANG/A Bola

 

Política/Manifestação contra dissolução do Parlamento não teve lugar esta quinta-feira como estava previsto

Bissau,19 Jan 24(ANG) - A coligação PAI-Terra Ranka, que tem convocado o povo a sair às ruas de Bissau, afirma que a manifestação prevista para esta quinta-feira, dia 18 do corrente mês, não aconteceu devido à ação da polícia.

A coligação vencedora das eleições legislativas de Junho passado denuncia  que a polícia fez cordões à volta da cidade de Bissau, impedindo a saída dos possíveis manifestantes dos respectivos bairros.

Segundo a RFI, nas primeiras horas desta quinta-feira foi visível a presença de agentes da polícia nos cruzamentos e pontos de acesso ao centro da capital. A quantidade de polícias foi inferior à manifestação de dia 8 de Janeiro, em que as forças de ordem usaram granadas de gás lacrimogéneo para dispersar manifestantes.

Segundo o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que lidera a coligação PAI-Terra Ranka, que pelo menos quatro dirigentes do partido teriam sido detidos pela polícia, quando tentavam aglomerar pessoas para iniciar a manifestação.

Os dirigentes, alegadamente detidos durante algumas horas, estariam já em liberdade. O Ministério do Interior proibiu a realização de qualquer manifestação pública com a alegação de estarem em curso operações de busca e apreensão de armas de fogo, que poderão estar em mãos alheias.ANG/RFI

                                                                          

quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

Finanças pública/Carmelita Djú espera que o lançamento da terceira fase do programa Pro-Palop possa expandir  ganhos obtidos na 1ª e 2ª fase

Bissau, 18 Jan 24 (ANG) – A Juiza Conselheira do Tribunal de Contas Carmelita Djú disse esperar que a terceira fase do Programa Pro Palop-TL inciada hoje, possa expandir os ganhos obtidos na 1ª e 2ª fase já realizadas.

Djú falava hoje em representação do Presidente de Tribunal de Contas, Amadu Tidjane Baldé na cerimónia do lançamento da terceira fase do Programa Governação Económica-Reforço dos Sistemas de Gestão das Finanças Pública e da Fiscalização Orçamental, nos cinco Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, denominado Pro PALOP-TL.

Carmelita Djú saudou  o representante da União Europeia (UE) Artis Bertulis, pela busca de reforço e consolidação da Governação Económica, e do Sistema da Gestão das Finanças Públicas e da Fiscalização Orçamental dos PALOP e Timor-Leste, através do financiamento de mais uma fase do programa.

Constituindo os recursos humanos elementos fundamentais para o sucesso de qualquer órgão, Djú exaltou a iniciativa por apetrechar competência e aptidão necessárias para enfrentar os desafios e controlos quotidianos de finanças públicas.

Na mesma cerimónia que assinala a abertura da terceira fase do lançamento do programa Pro Palop-TL,  foram entregues  certificados de mérito aos 23 Pôs-graduado no dominio de Gestão das Finanças Públicas e outros setores.

E em nome dos formandos, Nacaliam Indi disse que os conhecimentos adquiridos durante os estudos no estrangeiro, serão aplicados para ajudar na gestão das finanças públicas.

Agradeceu ao ProPalop-TL pela oportunidade, desejando que a terceira fase  alcance sucessos desejados.

O Programa Pro Palop-TL é financiado pela União Europeia  no valor de 8.324.925 dólares  e  pelo PNUD em 100.000 dólares , para o período 2024/2026.ANG/LLA/ÂC//SG

 

Direitos Humanos/Relatório da LGDH denuncia  “autoritarismo” e  “apetência pela ditadaura” na Guiné-Bissau

Bissau,18 Jan 24(ANG) – A Liga Guineense dos Direitos Humanos(LGDH),  apresentou hoje um relatório sobre a situação dos Direitos Humanos na Guiné-Bissau, entre os anos 2020 à 2022, em que se conclui que o país é um Estado de direito afundado”, onde a  situação social é deplorável e os Direitos humanos  violados constantemente.

O Relatório de 178 páginas, foi apresentado por Abubacar Turé, novo Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH), uma das mais prestigiadas organizações da sociedade civil no país.

No documento, a LGDH denuncia ainda o “autoritarismo” e a “apetência pela ditadura” na Guiné-Bissau,  e refere que a democracia no país está em “estádio avançado de desmantelamento”.

“Contrariamente ao preceituado na Constituição da República da Guiné-Bissau, o exercício da magistratura suprema do Presidente Embaló foi e continua a ser caracterizado por intervenções ofensivas”, refere o documento.

Salienta que, os alvos principais das suas investidas foram e continuam a ser os jornalistas, os ativistas dos direitos humanos, os opositores políticos e as vozes discordantes do regime.

“O que a LGDH demonstra neste estudo que teve apoio financeiro do Instituto Camões e ajuda à elaboração da Associação para a Cooperação  entre os Povos(ACEP), são as “enormes dificuldades em lidar com a pluralismo e o exercício da oposição”, demonstradas pelo regime de Úmaro Sissoco Embaló, que amiúde, recorre à “mecanismos ilegais e de intimidação contra os seus adversários políticos”.

O Relatório indica que, “no exercício de diferentes poderes de Estado”, a Guiné-Bissau atingiu nos últimos dois anos, “um dos pontos mais baixos”, da sua história no que se refere a decência no desempenho da Presidência da República.

Embora nem o  Relatório, nem o Abucacar Turé acusem unicamente o Presidente guineense, Úmaro Sissoco Embalo de ser o causador de todos os males do país hoje, a verdade é que ao ler os 178 páginas deste documento, é o nome do chefe de Estado que se destaca   nos atropelos documentados sobre o Estado de Direito.

O Relatório refere que é “frustrante” constatar o recuo nos esforços de combate ao tráfico de drogas, traduzido na cumplicidade de algumas instituições de segurança e do sistema judiciário com as redes criminosas de tráfico.

O Relatório da LGDH conclui também que o perigo coletivo de uma Guiné-Bissau de progresso,  paz,  democracia, do Estado de Direito, de Igualdade de Oportunidades entre homens e mulheres, sonhado por Amílcar Cabral e combatentes da liberdade da pátria, continua a ser traído por alguns guineenses, cujas prioridades se resumem à satisfação de seus interesses e de grupos.ANG/ÂC//SG

Diplomacia/Presidente da República condecora Embaixador de Portugal com Medalha de Ordem Nacional de Merito, Cooperação e Desenvolvimento

Bissau, 18 Jan 24 (ANG) – O Presidente da República condecorou hoje o Embaixador de Portugal no país com a Medalha de Ordem Nacional de Merito, Cooperação e Desenvolvimento.


Em declarações à imprensa após ter recebido a condecoração, José Rui Velez Caroço disse que, como servidor do Estado Português que pugna pelo reforço das fraternais relações entre Portugal e Guiné-Biassau, interpreta esta a condecoração como digno e prestigiado simbolo dos profundos laços de amizade que unem a Guiné-Bissau e Portugal.

“É com muita honra e grato que recebo esta alta distinção que vossa excelência, que generosa e amavelmente, decidiu superiormente me atribuir”, agradeceu o diplomata.

Caroço referiu que, tendo chegado ao país em 2020, recorda o importante e bem sucedida  visita oficial que logo naquele ano o Presidente da Guiné-Bissau realizou à Portugal, assim como a mais recente visita de Estado que fez em Outubro último, tal como  a memorável visita que o Presidente Macelo Rebelo de Sousa fez a Guibé-Bissau em 2021 e o Primeiro-minsitro António Costa, em 2022.

Disse que “Importa conjugar os esforços e trabalhar juntos na promoção dos valores fundamentais e pugnando por uma ordem internacional mais justa para todos, não alienando, nem deixando ninguém para trás ou de fora”.

Referindo-se a cooperação entre Bissau e Lisboa, o diplomata português destacou  que os dois países tês feito a vontade dos povos cooperando na saúde com sucesso, na pandemia da Covid-19, na educação, na economia, nos dominio da defesa e militar, setores da segurança, formação, cultura e desporto, bem como no comércio, obras públicas, infraestruturas, transportes, agricultura, turismo, ensino entre outros, tudo em prol do desejado progresso, crescimento sustentado e melhoria de vida das suas populações.

"Neste contexto, permita-me senhor Presidente uma palavra de profunda apreço e reconhecimento para com a comunidade portuguesa e luso-guineense que aqui vive e trabalha, perfeitamente integrada e amando, este belo país, quotidianamente ajudando-o a fazer o prosperar, bem como, a cada vez mais importante e significativa diáspora guineense em Portugal”, disse. ANG/MI/ÂC//SG

Política/Coordenador de MADEM-G15 defende reativação da Comissão Permanente da ANP

Bissau, 18 Jan 24 (ANG) - O Coordenador do Movimento para Alternância Demcrática (MADEM-G15),Braima Camará defendeu, na quarta-feira, a reabertura da Assembleia Nacional Popular para que a Comissão Permanente possa fazer o seu trabalho, enquanto vigora a dissolução do parlamento.

Para além de ser dissolvida a o4 de Dezembro passado as portas da sede da ANP foram encerradas para impedimento de qualquer atividade na instituição.

Braima Camará defende que a Comissão Permanente de Assembleia Nacional Popular (ANP) deve funcionar para fazer os seus trabalhos, no que concerne a fiscalização da governação  e pressão sobre a data de realização das próximas eleições legislativas.

Camará discursava no encontro  com os jovens do MADEM-G15 no âmbito do processo de  reorganização do partido em curso visando a  melhoria da sua situação interna.

“O diálogo é sempre necessário na  procura de uma solução viável de modo a promover o progresso comum. Porque, na realidade um dos objetivos de criação do MADEM-G15 é de trazer a paz  e estabilidade na Guiné-Bissau”, contou aquele responsável.

Camará disse  que viu  uma junventude solitária no país, triste, uma juventude relacionada a “parente  pobre”  e muito preocupada, e diz que isso  não é normal , “porque  os  jovens são forças de promoção do bem comum no mundo”.

“A força de qualquer organização mundial  reside na juventude, por isso mercem ser preparados para estarem à altura dos possíveis desafios. Sabemos que, atualmente, a Guiné-Bissau se depara com uma situação em que é indispensável a coesão interna, tolerância e unidade nacional”, considerou Braima Camará.

O Coordenador de MAEM-G15 sustentou que o fundamental não é ter fama ou bens materiais, uma vez que isso pode desaparecer a qualquer momento, tendo acrescentado que, a única coisa que possa contribuir  na vida de uma pessoa  é a humildade, verdade e tolerância, com a finalidade de promover o progresso comum  e deixar o seu legado para sempre.

Camará manifesta a disponibilidade total  de dialogar com qualquer partido político, na busca de entendimento para a promoção do desenvolvimento da Guiné-Bissau, de modo a garantir o bem-estar do povo.

Aquele responsável político disse ainda que, a Guiné-Bissau não pode ficar na situação de incerteza política e governativa, porque, diz, a “incerteza política não  mobiliza os investidores”.

Braima Camará revelou que alguns jovens do partido que derige estão a reclamar que não são nomeados no atual governo.

Em resposata contou que disse-lhes que, na verdade, o Madem G-15 não pode nomear ninguém uma vez que não ganhou as últimas eleições legislativas realizadas na Guiné-Bissau. ANG/AALS/ÂC//SG

China / Autoridades enviam microrganismo para o espaço para estudar possibilidade de vida em Marte

Bissau, 18 Jan 24(ANG) – A China enviou hoje para o espaço um microrganismo terrestre primitivo para estudar a sua capacidade de sobrevivência em condições semelhantes às de Marte e ajudar a resolver o mistério da possível existência de vida extraterrestre.

O microrganismo, que pertence ao grupo das arqueobactérias e se encontra em ambientes pobres em oxigénio, como os fundos marinhos, os arrozais e os estômagos dos ruminantes, foi transportado nas últimas horas pela nave de carga Tianzhou-7 para a estação espacial chinesa, onde vai ser submetido a uma experiência que o exporá a radiações cósmicas, microgravidade e temperaturas extremas.

O professor Liu Zhu, do Departamento de Ciências do Sistema Terrestre da Universidade de Tsinghua, explicou que a experiência tem como objetivo testar se este microrganismo, uma das formas de vida mais antigas da Terra e grande produtor de metano na atmosfera, pode viver num ambiente semelhante ao de Marte, noticiou hoje a televisão estatal CCTV.

De acordo com o especialista, esta experiência pode fornecer uma nova perspectiva para explorar a possível existência de vida noutros planetas, especialmente em Marte, onde a sonda norte-americana Curiosity detectou várias vezes sinais de metano de origem desconhecida.

Os cientistas especularam que este metano poderia ser o resultado do metabolismo de algum tipo de organismo extraterrestre, e que a arqueobactéria produtora de metano poderia ser uma das potenciais formas de vida em Marte ou na lua Titã de Saturno.

No entanto, as técnicas atuais não permitem a detecção de sinais de vida extraterrestre em Marte ou noutros planetas, devido ao seu elevado custo e baixa precisão.

Liu propôs uma experiência de verificação inversa, ou seja, enviar o microrganismo para o espaço e testar se consegue adaptar-se e produzir metano.

“Se conseguir sobreviver e crescer num tal ambiente, então poderá provar que a vida primitiva na Terra pode existir e prosperar num ambiente extraterrestre. Isto também nos daria uma grande pista de que o metano encontrado em Marte poderia ter uma origem biológica e que essa vida poderia ser homóloga à vida na Terra”, disse.

A estação espacial de Tiangong, que vai funcionar durante cerca de dez anos, tornar-se-á provavelmente a única estação espacial do mundo a partir de 2024, se a Estação Espacial Internacional, uma iniciativa liderada pelos Estados Unidos à qual a China está impedida de aceder devido aos laços militares do seu programa espacial, for retirada, como previsto, este ano.

A China investiu fortemente no seu programa espacial e alcançou êxitos como a aterragem da sonda Chang’e 4 no lado mais distante da Lua – a primeira vez que tal foi conseguido – e a colocação de uma sonda em Marte, tornando-se o terceiro país a fazê-lo, depois dos Estados Unidos e da antiga União Soviética.

ANG/Inforpress/Lusa

CAN 2023/“Estamos preparados para vencer a Guiné Equatorial”, diz Baciro Candé

Bissau,18 Jan 24(ANG) - O selecionador Nacional da Guiné-Bissau, Baciro Candé, assegurou, quarta-feira, na conferência de imprensa de antevisão do jogo, que Djurtus estão preparados para ganhar o embate contra Guiné-Equatorial.

O jogo contra a Guiné-Equatorial será decisivo para a continuidade ou não dos Djurtus na Taça das Nações Africanas, que está a decorrer na Costa do Marfim.


 
“Perdemos o primeiro jogo e agora vamos ao segundo e sabemos, de antemão, que o único resultado favorável para a Guiné-Bissau, neste momento, é a vitória e vamos trabalhar para isso
, disse Baciro Candé, que  admitiu que será um embate difícil tendo em conta o empenho e o resultado que a seleção adversária tem tido até aqui.

Candé explicou que a equipa tem trabalhado muito para pontuar contra a Guiné-Equatorial.

A seleção nacional de futebol está à procura da primeira vitória na história de sua participação na Taça das Nações Africanas.

O encontro decisivo vom a Guiné-Equatorial terá lugar esta quinta-feira. ANG/O Golo GB

 

CAN-2023/Ex capitão dos “Djurtus”  confiante na vitória frente a seleção da Guiné-Equatorial

Bissau, 18 Jan 24 (ANG) – O antigo capitão da seleção nacional  “ Djurtus”,Bocundji Cá, disse, quarta-feira, que está confiante na vitória frente a Guiné-Equatorial.

Citado pela TV Bantaba Bocundji proferiu estas afirmações na Costa de Marfim onde esta a assistir a Taça das Nações Africanas, à convide da Confederação Africana de Futebol(CAF) na companhia de outras antigas  estrelas de diferentes países africanos igualmente convidadas pela CAF.

Cá disse que marcou presença  para motivar os jogadores, que diz terem melhores qualidades que o os do adversário.

“Hoje não importa jogar bem. O essencial é ganhar uma vez que é uma autêntica final para os Djurtus, ou seja o jogo de “vida ou morte” que vai fazer parar todo o país, na espectativa de conseguir a primeira vitória depois de três participações inglórias. E como cada um defende a sua Nação, nós também estamos aqui para o fazer”, disse.

A Guiné-Bissau perdeu o jogo inaugural contra o anfitrião,a  Costa de Marfim por duas bolas sem resposta, e hoje jogará a sua derradeira cartada contra a congénere da Guiné-Equatorial que empatou o primeiro jogo contra a Nigéria, o último adversário dos Djurtus na fase de grupos.ANG/MSC/ÂC//SG

 

Cooperação/”Instabilidade política na Guiné-Bissau pode afastar  investimentos estrangeiros”, diz Embaixador da China

Bissau,18 Jan 24(ANG) -  O  Embaixador da República Popular da China  admite  que a instabilidade política na Guiné-Bissau pode afastar o investimento estrangeiro, em particular o setor privado chinês.

Em entrevista exclusiva à Rádio Nacional e ao jornal  O Democrata, Guo Ce acrescentou  que tem havido estabilidade na Guiné-Bissau  nos últimos anos, mas que a instabilidade política poderá dificultar a atração de empresas chinesas que necessitam, acima de tudo, de um clima favorável para o investimento.

O diplomata chinês traçou  um quadro favorável na perspectiva de exportação da castanha de caju produzida na Guiné-Bissau para a China, a partir deste ano, na sequência de  uma visita empresarial chinesa ao país, que deve acontecer entre os meses de Junho e Julho deste ano.

De acordo com os dados estatísticos revelados pelo diplomata chinês, os investimentos  público/privado da China na Guiné-Bissau já ultrapassam 20 milhões de dólares, e  Guo Ce revelou que  várias empresas chinesas   dispõem de planos para investirem na Guiné-Bissau, em vários domínios.

O Embaixador da China Popular declarou que esses planos foram prejudicados devido aos acontecimentos de 01 de Dezembro último.

Para Guo Ce, a cooperação bilateral China/Guiné-Bissau tem registado dinamismo nos últimos treze anos, a título de exemplo o diplomata citou  a iniciativa de "Futuro Compartilhado" que conta com a adesão da Guiné-Bissau.

Nesta entrevista, o diplomata falou também dos investimentos públicos chineses na Guiné-Bissau, designadamemte, a Construção do Porto de Pesca Artesanal de Alto Bandim, em Bissau, que gerou centenas de empregos para o jovens e mulheres.

Sobre apoios à Comunicação Social nacional, o Embaixador Guo Ce garante a continuidade dos mesmos, sobretudo nos domínios da formação e de intercâmbios, tendo reconhecido o contributo dos jornalistas guineenses na disseminação das ações da China na Guiné-Bissau.

Para o ano em curso, Guo Ce  anunciou  vários apoios para a Guiné-Bissau, nomeadamente, nas áreas de saúde, infraestruturas, educação, entre outras.

Os incidentes de 01 de Dezembro considerado  “tentativa de Golpe de Estado”, pelo Presidente da República, originou a dissolução do parlamento e consequente queda do Governo, resultante das legislativas antecipadas de Junho passado, ganhas pela Coligação PAI-Terra Ranca, coordenada pelo PAIGC.

A Coligação vencedora das eleições com maioria absoluta protesta a decisão presidencial com manifestações pacíficas, agora proibidas pelas autoridades policiais. ANG/RDN/O Democrata


Economia
/Preços das moedas para quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

MOEDA

COMPRAR

OFERTA

Euro

655.957

655.957

dólares americanos

598.500

605.500

Yen japonês

4.045

4.105

Libra esterlina

761.000

768.000

Franco suíço

693.500

699.500

Dólar canadense

442.750

449.750

Yuan chinês

82.750

84.500

Dirham dos Emirados Árabes Unidos

162.500

165.250

  Fonte: BCEAO

Moçambique/Primeiras-damas debatem igualdade de género no continente

Bissau, 18 Jan 24(ANG) - Várias primeiras-damas do continente africano são esperadas sexta-feira, em Maputo, para debater a Igualdade de Género em África.

Vão também debater o acesso a cuidados de saúde, educação das mulheres, foi hoje anunciado, segundo a Lusa.

"Eliminar a disparidade de género em África não é um ato de caridade para as raparigas e mulheres, mas um ato de justiça e de bom senso que beneficiará a todos nós", afirmou a primeira-dama moçambicana, Isaura Nyusi.

Isaura Nyusi que promove a Conferência Internacional sobre Igualdade de Género em África alusiva ao lançamento da campanha "NósSomosIguais" e réplica do movimento "Desperdício Zero".

A conferência de sexta-feira conta com a presença confirmada das primeiras-damas do Botswana, Malawi, Nigéria, Quénia e Zimbabwé.

Nyusi defendeu ainda que alcançar a igualdade de género é fundamental para impulsionar o progresso social e económico para todos e construir o mundo que queremos.

Acrescentou que aquela campanha é liderada pela Organização das Primeiras Damas Africanas para o Desenvolvimento (OPDAD) que reúne ainda parceiros e aliados, para promover a igualdade de género "e colmatar a disparidade de género em todo o continente".

"Salientando uma verdade essencial: nós somos iguais e sempre fomos", afirmou a primeira-dama moçambicana.

A campanha, a lançar na conferência internacional de Maputo sexta-feira, está assente em quatro pilares: Acesso a cuidados de saúde, a educação, a oportunidades económicas e na liberdade em relação à violência baseada no género.

Isaura Nyusi justificou a escolha do mês de Janeiro para o lançamento desta campanha "unificadora" e réplica do movimento global "Desperdício Zero", que "visa a adopção de um estilo de vida sustentável", para "reduzir a pegada ambiental".

Segundo ela, construir "um futuro mais limpo e verde", por assinalar-se a 24 deste mês o dia internacional da Educação.

"A educação, além de ser um dos pilares chave, é a ferramenta essencial não somente para a emancipação da mulher em todas as esferas, mas também para a transmissão de conhecimentos e habilidades para o manuseio de resíduos sólidos tanto nas zonas urbanas assim como nas zonas rurais", afirmou Isaura Nyusi. ANG/Angop

Rwanda/ Governo devolve dinheiro se o Reino Unido não deportar migrantes

Bissau, 18 Jan 24 (ANG) - O Presidente do Rwanda, Paul Kagame, prometeu que, se o Reino Unido não avançar com um plano de deportação de migrantes, o país africano "devolverá o dinheiro" que recebeu e que, segundo o Governo britânico, ascende a 280 milhões de euros.


"Só será utilizado se os migrantes vierem", disse Paul Kagame à BBC, à margem do Fórum Económico Mundial, que está a decorrer em Davos (Suíça).

Londres espera gastar mais 50 milhões de libras (cerca de 58,2 milhões de euros) no próximo ano financeiro, embora até agora não tenha partido um único voo.

Kagame, que não esclareceu quanto dinheiro estaria disposto a devolver, nem como iria gerir esse regresso, também se dissociou dos problemas internos do Reino Unido relativamente ao processamento deste programa, tanto políticos como jurídicos.

"É um problema do Reino Unido, não é um problema do Rwanda", afirmou.

A iniciativa remonta ao tempo de Boris Johnson em Downing Street, mas não foi implementada, na sequência de uma suspensão "in extremis" ordenada, em Junho, pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) e de uma rejeição final pelo Supremo Tribunal do Reino Unido, em meados de Novembro.

O Governo de Rishi Sunak tentou ultrapassar as dúvidas jurídicas assinando um novo tratado com o Ruanda, com base no qual está a elaborar uma nova lei que pretende agora fazer aprovar no parlamento.

No entanto, o novo projeto de lei exacerbou as divisões internas no Partido Conservador e, na terça-feira, dois altos funcionários do Partido Conservador demitiram-se para se juntarem aos críticos conservadores, que agora contam com cerca de 60 nomes.

A ala mais conservadora considera que o texto não garante que as deportações sejam efetuadas, enquanto os moderados receiam que um eventual endurecimento da lei possa conduzir a violações do direito internacional.

As organizações de defesa dos direitos humanos, incluindo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), manifestaram a sua preocupação com a iniciativa e instaram as autoridades britânicas a recuar e a assumir as suas próprias obrigações em matéria de asilo. ANG/Angop

 


  
Etiópia
/União Africana pede moderação no acordo Etiópia-Somalilândia

Bissau, 18 Jan 24 (ANG) - O órgão de resolução de conflitos da União Africana (UA) reuniu-se , quarta-feira,  em plena escalada de tensões entre a Etiópia e a Somália sobre um acordo costeiro.

A UA apela à “contenção” entre as partes. O bloco regional da África Oriental, IGAD, vai estar reunido esta quinta-feira, 18 de Janeiro, no Uganda para discutir as tensões entre a Etiópia e a Somália.

O governo da Somália excluiu qualquer mediação com a Etiópia, Addis Ababa anulou um acordo concluído com a região separatista da Somalilândia, que Mogadíscio julgou "ilegal".

A Etiópia, sem acesso ao Mar Vermelho, assinou um acordo marítimo com a região separatista da Somália, a Somalilândia, no dia 1 de Janeiro. A medida foi rejeitada por Mogadíscio que evoca uma violação do direito internacional. O Conselho de Paz e Segurança da União Africana ouviu os representantes da Etiópia e da Somália, em Adis Abeba, e instou a prosseguirem um “diálogo significativo”.

Num comunicado, o Conselho de Paz e Segurança da União Africana expressou "uma profunda preocupação com a tensão em curso e com o seu potencial impacto adverso na paz, segurança e estabilidade da região".

O Conselho pediu à Etiópia e à Somália "para exercerem contenção, acalmarem a escalada de violência e privilegiarem um diálogo para encontrar uma resolução pacífica".

No quadro de um memorando de entendimento, a Somalilândia concordou em arrendar 20 quilómetros da costa durante 50 anos à Etiópia, mostrando vontade de criar uma base naval e um porto comercial.

A Somalilândia é um antigo protectorado britânico voltado para o Golfo de Aden que declarou independência à Somália em 1991, sem nunca ser reconhecido pela comunidade internacional.

A Somália prometeu defender o seu território por "todos os meios legais" depois do acordo marítimo entre a Etiópia e a Somalilândia, apelando às Nações Unidas e à União Africana para reuniões urgentes.

O Conselho de Segurança da UA “reafirmou inequivocamente o seu forte compromisso” com a preservação da integridade territorial de todos os Estados-membros.

Os atores internacionais; Estados Unidos, União Europeia, China e a Liga Árabe apelaram ao respeito da soberania da Somália. O bloco regional da África Oriental, IGAD, vai estar reunido esta quinta-feira, 18 de Janeiro, no Uganda para discutir as tensões entre a Etiópia e a Somália.

A Somalilândia conta com uma população de cerca de 4,5 milhões de pessoas, procura a criação de um Estado formal há mais de três décadas, mas continua a não ser reconhecida a nível mundial.

A Etiópia, o segundo país mais populoso de África e uma das maiores nações sem litoral do mundo, ficou isolada da costa depois da Eritreia ter declarado independência em 1993, depois de três décadas de guerra. Adis Abeba manteve o acesso ao porto na Eritreia até os dois países entrarem em guerra em 1998. Desde então, a Etiópia tem enviado a maior parte do seu comércio através do Jibuti.ANG/RFI

quarta-feira, 17 de janeiro de 2024


Comunicação social
/ Ministra diz que situação económica impede avanço de muitos projetos do setor

Bissau, 17 Jan 24 (ANG) – A ministra da Comunicação Social disse que os  problemas económicos e financeiros com que o país se confronta, dificultam a concretização de muitos projetos do setor.

Disse  que todos os anteriores titulares do cargo queriam fazer o máximo para ver a nova geração a trabalhar em melhores condições com um salário digno.

Maria da Conceição Évora falava no âmbito da visita que efectuou hoje à Rádiodifusão  Nacional (RDN)  e a Televisão da Guiné-Bissau (TGB), na sequência de visita à Agência de Notícias da Guiné(ANG) e ao jornal Nô Pintcha realizadas na terça-feira.

A governante disse achar que os problemas de comunicação social são crónicos que,  paulatinamente,  poderão ser melhorados, em termos de funcionamento  assim como as  condições de vida dos próprios profissionais.

"O salário que um jornalista licenciado recebe está um pouco baixo, sei que já foi feito um reajuste anos atrás, aos poucos vamos ver, ao nível do Governo, o que é possível fazer para melhorar esta condição. Também são profissionais  que trabalham para além do horário estipulado na função pública”, salientou.

Mária da Conceição Évora sublinhou que os homens da imprensa labutam sem sábados, domingos e feriados, mesmo debaixo da chuva, sol e vento para que o povo esteja informado e formado ao mesmo tempo.

“Há que dar um atenção especial para comunicacão social da Guiné-Bissau, pelo que vou ver, em conjunto com outros departamentos do governo, as formas de minimizar as dificuldades que constatei nos órgãos públicos de comunicação social”, prometeu.

Disse que os seus antecessores prometeram fazer algo, porque são seus desejos e a vontade política de querer  resolver as coisas, mas  e que tudo não depende deles, mas sim do Ministério das Finanças.

A ministra da Comunicação Social prometeu que depois da esta visita aos órgãos públicos vai produzir um relatório para informar ao primeiro-ministro o estado atual dos referidos órgãos e o seu funcionamento, e a partir daí ver quais os caminhos a precorrer  para sairem do estado em que se encontram.

Disse que vai apelar para que haja um olhar especial para o sector.

Por outro lado pede as direções dos órgãos visitados para serem mais agressivos no bom sentido em termos de estabelecimento de parcerias , para colmatar parte dos problemas com que se debatem.

Maria da Conceição Évora, jornalista de profissão, prometeu  prosseguir com  visitas aos órgãos de comunicação social privados, nomeadamente rádios e jornais. ANG/MI/ÂC//SG