segunda-feira, 9 de março de 2026


Dia Internacional da Mulher-Regiões
/ Coordenadora Nacional da WANEP-GB admite haver  retrocesso na aplicação da lei da paridade no país

Mansabá, 09 Mar 26 (ANG) – A coordenadora nacional da Rede da África Ocidental para a Construção da Paz na Guiné-Bissau (WANEP-GB), Denise Cabral dos Santos, disse estar preocupado  com o que considera ser um retrocesso na aplicação da lei da paridade no país, evidenciada com a fraca representação feminina nos órgãos de decisão.

Denise Cabral falava domingo, na secção de Cutia, setor de Mansabá, região de Oio,   nas celebrações do Dia Internacional da Mulher, organizadas pela estrutura regional da Carta21, na região de Oio, em parceria com a WANEP-GB.

Na ocasião, a responsável lamentou o facto de as mulheres não terem conseguido alcançar, pelo menos 36 por cento de representação no parlamento guineense e nos órgãos de decisão política.

 Denise dos Santos destacou que a presença feminina no parlamento tem registado uma tendência de queda.

Segundo explicou, nas eleições legislativas de 2019, após aprovação da Lei de Paridade, as mulheres representavam cerca de 14 por cento dos deputados eleitos, enquanto que em 2023 essa percentagem desceu para cerca de 10 por cento. Acrescentou  que a situação se agravou pelo facto de a maioria dos partidos políticos não ter apresentado mulheres como cabeças de lista.

Apesar das limitações no campo político, Denise Cabral dos Santos        destacou o papel determinante das mulheres no setor económico e social, sobretudo no setor informal, em que  muitas desenvolvem atividades comerciais que contribuem para sustentar as famílias e garantir a educação dos filhos.

“Se a mulher já desempenha um papel importante na sociedade, não há razão para que não possa ocupar cargos na administração do Estado”, afirmou.

Defendeu  maior participação feminina na liderança política e institucional, como forma de promover o acesso à saúde, educação, justiça e ao desenvolvimento.

Considerou  que o Dia Internacional da Mulher deve servir, sobretudo, como um momento de reflexão e análise sobre os desafios enfrentados pelas mulheres e os caminhos a seguir, e não apenas como uma data festiva.

Por sua vez, o coordenador regional da Carta21 na região de  Oio, Siaca Cissé, denunciou a sub-representação das mulheres e raparigas nos espaços de decisão e apelou ao reforço da sua participação em cargos de liderança.

Cissé afirmou que, apesar de alguns progressos registados, a paridade ainda está longe de ser alcançada, defendendo medidas concretas que garantam a presença ativa das mulheres nos processos de tomada de decisão.

Sob o lema “Investir nas mulheres e meninas para uma sociedade mais justa e pacífica para todos”, Siaca Cissé sublinhou que investir nas mulheres não significa apenas apoio financeiro, mas também criar oportunidades, garantir educação para as raparigas, apoiar o empreendedorismo feminino e combater práticas que limitam o seu potencial.

Segundo disse, nas comunidades da região de Oio, as mulheres desempenham um papel central na economia informal, na educação dos filhos e na mediação de conflitos, mas continuam, muitas vezes, afastadas dos cargos de liderança.

Siaca Cissé reafirmou  o compromisso da Carta21 com a promoção da paz,  diálogo e da inclusão, defendendo que uma paz duradoura só será possível com a participação ativa das mulheres.

“A paz não se constrói apenas evitando conflitos, mas também criando oportunidades e promovendo o respeito mútuo”, concluiu Siaca Cissé.

ANG/AD/LPG/ÂC//SG

Dia Internacional da Mulher/Primeiro-ministro de Transição destaca o papel decisivo das mulheres na sociedade guineense

Bissau, 09 Mar 26 (ANG) – O Primeiro-ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, destacou, em mensagem por ocasião do dia 8 de Março, o papel decisivo das mulheres na sociedade guineense, particularmente na educação dos filhos, no cuidado com a saúde familiar, na produção alimentar e no fortalecimento das comunidades.

O chefe do Governo sublinhou igualmente a coragem e a determinação demonstradas pelas mulheres durante a Luta de Libertação Nacional, salientando que a sua participação foi essencial para a conquista da independência e para a construção do Estado guineense.

Para Ilídio Vieira Té, a efeméride constitui um momento de reflexão sobre a importância da mulher na sociedade e uma oportunidade para reafirmar o compromisso com a igualdade de oportunidades, a justiça social e o desenvolvimento sustentável.

O governante reconheceu, contudo, que ainda persistem vários desafios, entre os quais os casamentos precoces, a mutilação genital feminina, a desigualdade económica e a sub-representação das mulheres na esfera política.

“A verdadeira liberdade e independência da mulher guineense só serão plenamente alcançadas quando existir uma participação equitativa em todas as áreas da sociedade, sustentada por políticas públicas eficazes e por um compromisso coletivo de toda a nação”, disse Té.

Ilídio Vieira Té saudou todas as mulheres da Guiné-Bissau, agradeceu o esforço diário, a resiliência e a contribuição  que prestam para a construção de um país mais justo, mais forte e mais unido.

O chefe do Governo reafirmou ainda o compromisso de continuar a promover iniciativas que reforcem o empoderamento feminino, a igualdade de género e a proteção dos direitos das mulheres, para que todos os cidadãos possam viver num país onde a dignidade e as oportunidades sejam iguais p
ara todos. ANG/LPG/ÂC//SG

Política/Grupo de Reflexão apela aos veteranos do PAIGC para liderarem Plataforma de diálogo e reconciliação interna no partido

Bissau, 09 Mar 26(ANG) - O Grupo de Reflexão, constituído por  dirigentes, membros do Comité Central e do Bureau Político do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), apelou ao reforço do diálogo interno no partido.

O Grupo instou ainda os veteranos a assumirem a iniciativa de uma Plataforma de Diálogo e Reconciliação, com vista ao fortalecimento da unidade no seio do partido libertador.

O apelo foi lançado no sábado,  numa conferência de imprensa realizada numa unidade hoteleira de Bissau, dirigida  pelo porta‑voz do grupo, Carlos Pinto Pereira (Caía).

No encontro estiveram presentes João Bernardo Vieira, ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades; Carlos Nelson Sano, ministro da Administração Pública e Poder Local; Mário Musante, ministro da Energia; e o presidente do Conselho de Administração do Instituto Marítimo Portuário (IMP), Igualdino Afonso Té.

Na ocasião, Pinto Pereira disse que o PAIGC não deve continuar a ser enfraquecido por políticas de segregação, expulsão ou afastamento de militantes e dirigentes, sublinhando que este tipo de práticas não representa uma solução para o partido.

Segundo Carlos Pinto Pereira, a criação de um espaço de diálogo interno permitirá promover a união entre os militantes e facilitar a reintegração de antigos dirigentes, tornando o partido mais forte, coeso e capaz de conduzir os destinos do país.

O grupo exortou ainda a direção do PAIGC a iniciar, com a maior brevidade possível, os trabalhos preparatórios para a realização do congresso, de modo a prevenir eventuais anomalias no processo interno.

“Qualquer tentativa de criar irregularidades no seio do partido antes das eleições encontrará uma oposição firme por parte dos seus membros”, alertou o grupo, pela voz do seu porta‑voz.

Para o Grupo de Reflexão, o congresso deve ser organizado o mais rapidamente possível, tendo em conta que as autoridades já agendaram as eleições gerais para o mês de dezembro.

“Temos eleições em Dezembro e não podemos esperar até Novembro para realizar o congresso, até porque subsiste a questão dos prazos para o depósito das candidaturas”, advertiu.

O também ministro da Justiça e dos Direitos Humanos no governo de transição defendeu que o congresso do PAIGC, inicialmente previsto para novembro, seja antecipado, de forma a evitar que o partido fique impedido de participar nas eleições gerais deste ano.

Por sua vez, João Bernardo Vieira, antigo porta‑voz do PAIGC, e ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, afirmou que o compromisso do grupo não é com pessoas, mas com os princípios e valores do partido. Acrescentou que não permitirão que o PAIGC “morra”, assegurando que continuarão a lutar pela renovação dos órgãos do partido. ANG/O Democrata

          
      Finanças
/ DGCI tem novo DG na pessoa de Edalberto Gomes Cuíno

Bissau, 09 Mar 26(ANG) - O Governo através do Ministério das Finanças exonerou, sexta-feira, Uffé Vieira das funções de Diretor-geral das Contribuições e Impostos (DGCI) e para essas funções nomeou Edalberto Gomes Cuíno.

De acordo com a TV Voz de Povo, a medida consta do despacho n.º 15/GMF/2026, assinado pelo Primeiro-ministro e Ministro das Finanças, Ilídio Vieira Té, e é justificada com alegada necessidade de  reorganização dos serviços da Direção-Geral das Contribuições e Impostos.

Segundo o documento oficial, a decisão produz efeitos imediatos a partir da data da assinatura, 6 de Março de 2026.

Edalberto Gomes Cuino, desempenhava até então as funções de Diretor dos Serviços das Pequenas e Medias Empresas. .ANG/TV Voz de Povo

 

 

Cultura/Guiné-Bissau participa de 15 a 21 de Outubro no Festival de Culinária dos países da África Ocidental

Bissau, 09 Mar 26 (ANG) – A Guiné-Bissau  participa de 15 à 21 de Outubro do ano em curso em Banjul/Gâmbia no Festival de Culinária da África Ocidental

A informação foi avançada pela  página d Facebook do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Cooperação Internacional e das Comunidades(MNECIC), à  que a ANG teve acesso hoje.

Essa comunicação ministerial dá conta de que  o Embaixador da Guiné-Bissau na República da Gâmbia, Luís Camará de Barros reuniu,  no passado fim de semana, com a Direção do Instituto do Turismo e Hotelaria da Gâmbia (GTHI) e com a Comissão Organizadora do West África Food Festival (WAFFEST).

O encontro terá servido  para se  traçar as diretrizes da participação da Guiné-Bissau naquele que é considerado o maior certame culinário da região da CEDEAO, previsto para decorrer em Banjul entre os dias 15 e 21 de Outubro de 2026.

“Durante a sessão, o Diretor-geral do GTHI, Momodou Lamin Singhateh, formalizou a intenção de endereçar um convite oficial ao Ministro do Turismo da Guiné-Bissau, Augusto Kabi,para que o governante, lidere uma delegação do país composta pelos melhores chefes (Cozinheiro ou Cozinheira profissional) guineenses, seleccionados pelo Ministério, para apresentarem o património gastronómico nacional durante a competição e as exibições culturais”, refere essa página da Facebook do MNECIC

Segundo o comunicado, o festival afirma-se como uma plataforma estratégica de diplomacia cultural, reunindo chefes de renome, decisores políticos e especialistas do setor para celebrar a diversidade da África Ocidental.

Além das competições, o evento promove o desenvolvimento profissional através de workshops e seminários técnicos, focados na inovação e na preservação de pratos  tradicionais e contemporâneas.

A Gâmbia assume a organização deste ano com a responsabilidade acrescida de ser a atual detentora do título de campeã do WAFFEST.

Na última edição, a equipa gambiana conquistou o primeiro lugar após uma disputada prova de pratos de arroz, superando as delegações da Nigéria e do Gana, o que eleva a expectativa para o nível técnico das competições em 2026.

As atividades centrais terão lugar nas instalações do Instituto de Turismo e Hotelaria da Gâmbia, em Kanifing.

“O evento é visto como uma oportunidade única para a Guiné-Bissau reafirmar o seu potencial turístico e fortalecer os laços bilaterais com os vizinhos da sub-região através da "diplomacia do prato”, refere o Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades.ANG/MSC/ÂC//SG

 

 

Dia da Mulher/”Paridade de género é condição essencial para boa governança”, diz Procurador-geral da República

Bissau, 09 mar 26 (ANG) — O Procurador-geral da República, Amadu Tidjane Baldé, afirmou que a paridade de género não deve ser encarada como um simples slogan, mas sim como uma condição fundamental para garantir uma boa governança no Ministério Público.

Segundo uma Nota divulgada pela Procuradoria-Geral da República por ocasião do Dia Internacional da Mulher, assinalado domingo, a instituição reafirma o seu compromisso com a promoção da igualdade de oportunidades, a formação contínua das funcionárias e a proteção contra todas as formas de discriminação.

Para Amadu Tidjane Baldé ,  a promoção de mulheres para cargos de liderança,  ampliação de programas de mentoria e  avaliação transparente dos progressos representam não apenas metas de equidade, mas também instrumentos importantes para tornar o Ministério Público mais eficiente, inclusivo e respeitado.

Na mesma nota, Baldé destacou que a diversidade de experiências e perspetivas trazidas pelas mulheres contribuem, de forma significativa, para o fortalecimento institucional, dirigindo-se às magistradas, técnicas de justiça, oficiais, assistentes e demais trabalhadoras do Ministério Público.

Sublinhou que o 8 de Março é um momento de reconhecimento do trabalho desenvolvido com profissionalismo e determinação.

Aquele responsável disse ainda que o processo de modernização do Ministério Público que inclui a celeridade processual, o atendimento humanizado e a gestão transparente depende, em grande parte, da liderança técnica e ética exercida pelas mulheres, tanto dentro como fora dos tribunais.

Amadu Tidjane Baldé considerou um privilégio celebrar a força,  resiliência e as conquistas das funcionárias da instituição, frisando que a sua contribuição é essencial para o funcionamento e o desenvolvimento do Ministério Público.

No documento, reiterou o compromisso da instituição de criar um ambiente de trabalho mais justo e igualitário, com oportunidades iguais de participação e influência nas decisões que moldam o futuro do órgão.

O Procurador-geral agradeceu o serviço prestado pelas mulheres ao Estado e à Justiça, e reafirmou que a construção de um Ministério Público mais forte deve basear-se na diversidade, mérito e igualdade de oportunidades. ANG/MI/ÂC//SG

 

Desporto-futebol/Sporting CGB derrota o Arados FC de Nhacra e regressa às vitórias na “Liga Orange”

Bissau, 09 Mar 26(ANG) - O Sporting Clube da Guiné‑Bissau regressou às vitórias após dois jogos sem ganhar, ao derrotar no sábado,  o Arados FC de Nhacra por 2-0, no encerramento da 7ª jornada do campeonato nacional da primeira divisão guineense de futebol.

A partida foi disputada no Estádio Lino Correia, onde os Leões mostraram superioridade e garantiram três pontos importantes na competição.

Com esta vitória, o Sporting CGB sobe ao quarto lugar da tabela classificativa, somando 12 pontos. Já o Arados FC de Nhacra permanece no 14.º posto, com 4 pontos.

Eis os resultados da 7.ª jornada:

UDIB 0-1 Portos de Bissau

FC Cumura 2-0 Balantas de Mansoa

FC Pelundo 2-2 Tigres de São Domingos

Flamengo de Pefine 0-1 CDR Gabú

Hafia FC de Bafatá 1-4 FC Canchungo

Massaf de Cacine 0-0 Sport Bissau e Benfica

FC Cuntum 2-3 Cupelum FC

Sporting Clube da Guiné-Bissau 2-0 Arados FC de Nhacra. ANG/CFM

 

Portugal/António Seguro assume a presidência  em meio ao polémico uso de base militar pelos EUA

Bissau, 09 Mar 26 (ANG) - O socialista António José Seguro assume nesta segunda-feira (9) o cargo de Presidente da República Portuguesa, após a cerimónia de posse na Assembleia.

Seguro, que teve uma vitória esmagadora no segundo turno das eleições, foi o candidato mais votado na história do país.

A posse do novo chefe de Estado acontece em meio à polémica autorização dada por Portugal para os EUA usarem a Base das Lajes, nos Açores, para escala de seus aviões militares envolvidos na guerra no Oriente Médio.

Em seu discurso de vitória, António José Seguro reiterou que será um presidente “livre e sem amarras” partidárias e que a prioridade em seu primeiro ano de mandato deverá ser a saúde e um pacto para o setor. O sucessor de Marcelo Rebelo de Souza, chamado de “Presidente dos afetos”, que construiu uma marca política singular nos últimos dez anos, sobe a rampa do Palácio de Belém em um contexto internacional conturbado.

Atento às tensões geopolíticas, Seguro fará da defesa outra prioridade do início de seu mandato.O novo presidente é, sobretudo, apoiador de uma visão europeia da política de Defesa, e deve se posicionar a favor da manutenção das alianças na OTAN e na União Europeia.

 

A princípio, o novo chefe de Estado português deve manter a linha da continuidade da política externa do país, sem rupturas com o histórico aliado norte-americano. Mas isso não significa que António Seguro simpatiza com as ações do presidente dos EUA, Donald Trump, pelo contrário. Ainda durante sua campanha, o então candidato presidencial ressaltou que “com certeza não foi por amor à liberdade e à democracia que Trump fez a intervenção na Venezuela.” Na época, Seguro também disse que deveria haver “soluções pacíficas para o Irã.”

O ex-eurodeputado social-democrata e amigo próximo do novo presidente, Carlos Coelho, afirmou que, no entanto, “nunca vamos ouvir Seguro dizer o mesmo que Pedro Sánchez”. O chefe do governo espanhol, que tem criticado abertamente a atuação dos EUA no conflito do Oriente Médio, não autorizou o uso de estruturas na Espanha para ataques ao Irã.

Na semana passada, Sánchez desmentiu as declarações da Casa Branca nas quais a Espanha teria concordado em cooperar militarmente com os EUA, e negou que aviões norte-americanos tenham sido detectados nas bases militares espanholas de Rota e Morón de la Frontera, no sul do país.

Houve protestos recentes nos Açores, mais precisamente na ilha Terceira, onde fica a Base das Lajes. Os manifestantes fizeram um apelo para que Portugal rejeite o uso da base em qualquer operação militar que contribua para intensificar o conflito no Irã.

Há uma incoerência na posição de Lisboa por causa da existência de voos anteriores à autorização formal do governo. Segundo o jornal Expresso, os EUA realizaram sete voos de reabastecimento nos Açores antes do sinal verde das autoridades portuguesas.

O acordo “condicional” de Portugal só foi dado após os primeiros ataques dos EUA contra o Irã, assim como a declaração do primeiro-ministro português, Luís Montenegro, que assegurou que o uso da Base das Lajes “não resultou de qualquer violação do direito internacional”.

Enquanto isso, 15 aeronaves KC-Pegasus 46 com capacidade de abastecer aviões militares em pleno vôo, estão estacionadas na Base das Lajes e têm saído para missões diárias.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores de Portugal, o eventual uso da Base das Lajes na guerra em curso está sujeita a três requisitos: só pode ser utilizada em resposta a um ataque, em um quadro de defesa ou retaliação; a ação tem que ser necessária e proporcional; e só pode visar alvos militares. Para especialistas em direito internacional, é impossível verificar todas estas condições. ANG/RFI

República Popular da China/Chefe da diplomacia  diz que guerra "nunca devia ter eclodido" e pede cessar-fogo

Bissau, 09 Mar 26 (ANG) - O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, afirmou hoje que a guerra no Irão "nunca deveria ter eclodido" e pediu o "cessar imediato das operações militares para evitar uma escalada e a expansão da guerra".

"A China, mantendo uma postura objectiva e imparcial, esclareceu repetidamente os seus princípios, que podem ser resumidos numa única frase: um cessar-fogo", afirmou o chefe da diplomacia chinesa em relação ao conflito, que começou no passado dia 28 de Fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel sobre Teerão e várias cidades e locais no Irão, resultando, logo no primeiro dia, na morte do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, assim como de vários elementos da cúpula militar e política da República Islâmica.

As declarações de Wang foram feitas durante a conferência de imprensa anual do ministro dos Negócios Estrangeiros, realizada no âmbito da sessão da Assembleia Popular Nacional (APN, Legislativo), o principal evento político do país a cada ano.

O ministro defendeu que "esta é uma guerra que nunca deveria ter eclodido e que não beneficia nenhuma das partes", e sublinhou que "a história do Médio Oriente tem demonstrado repetidamente ao mundo que a força não é a solução para os problemas".

Wang afirmou que "o respeito pela soberania nacional é a pedra angular da ordem internacional actual" e que "a soberania, a segurança e a integridade territorial do Irão e de outros países da região do Golfo devem ser respeitadas e invioláveis".

"O abuso da força é inaceitável", acrescentou o ministro, que indicou ainda que "o mundo não pode voltar à lei da selva".

Wang advertiu ainda que "planear revoluções coloridas e mudanças de regime é impopular" e acrescentou que "todas as partes devem voltar à mesa de negociações o mais rápido possível".

Nos últimos dias, Pequim reiterou a preocupação com a deterioração da situação e instou as partes a evitar uma maior escalada.

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Mao Ning, afirmou esta semana que a China "se opõe firmemente a qualquer acção que viole a soberania, a segurança e a integridade territorial de outros países" e pediu às partes envolvidas que "evitem agravar as tensões e o conflito".

A China, principal parceiro comercial de Teerão e seu maior comprador de petróleo, já condenou no domingo passado a morte de Khamenei por "violar a soberania" do Irão.

ANG/Inforpress/Lusa

 

China/Xi pede às principais economias provinciais que ganhem experiência na solução de novos problemas

Bissau, 09 Mar 26(ANG) - O presidente chinês, Xi Jinping, pediu  quinta-feira às principais economias provinciais que redobrem os esforços para ganhar experiência durante a análise de novas situações e com a solução de novos problemas.

Xi, também secretário-geral do Comité Central do Partido Comunista da China (PCCh) e presidente da Comissão Militar Central, fez essas declarações ao participar de uma deliberação com seus colegas deputados da delegação da Província de Jiangsu, na quarta sessão da 14ª Assembleia Popular Nacional (APN), o órgão legislativo nacional da China.

“Para cumprir as metas de desenvolvimento do período do 15º Plano Quinquenal (2026-2030), a China deve navegar em um ambiente mais complexo e resolver contradições mais profundas”, disse.

Após ouvir as apresentações de vários deputados da APN, Xi expôs os requisitos para que Jiangsu, uma potência económica no leste da China, avance no desenvolvimento económico e social ao longo dos próximos cinco anos.

Com bases sólidas, a província deve liderar o desenvolvimento de novas forças produtivas de qualidade, o que é crucial para impulsionar o desenvolvimento de alta qualidade e aumentar a competitividade económica, disse Xi.

Xi exortou a província a promoção de um  desenvolvimento integrado na educação, tecnologia e talentos, e mais esforços  para fazer avanços em inovação original e tecnologias essenciais em áreas-chave.

De acorso com Jinping Jiangsu deve abrir novos caminhos na atualização de indústrias tradicionais, no reforço das indústrias emergentes e na elaboração de planos prospectivos para as indústrias futuras.

Recomendou  novos progressos e maior aprofundamento da reforma e na remoção das barreiras institucionais que impedem o desenvolvimento de novas forças produtivas de qualidade.

Defendeu que Jiangsu, perante o  papel que as principais economias provinciais desempenham na sustentação da estabilidade económica nacional, deve continuar a fortalecer sua resiliência económica e se integrar de forma abrangente no mercado nacional unificado, através da expansão de sua abertura de alto padrão e ampliação do acesso aos mercados globais.

Considerando  que a modernização chinesa é a modernização da prosperidade comum para todos, Xi  disse que Jiangsu deve tomar a iniciativa para enfrentar tarefas como a promoção de emprego de alta qualidade e em quantidade suficiente, o aumento da renda dos residentes urbanos e rurais e a melhoria nos serviços públicos básicos e na segurança social, como partes dos esforços para explorar meios eficazes de alcançar a prosperidade comum para todos.


Xi reiterou que a governança eficaz do Partido oferece uma garantia mais forte para o desenvolvimento económico e social, razão pela qual pede
  esforços  para organizar e realizar a campanha educacional em todo o Partido sobre o estabelecimento e a prática da visão correta do que significa desempenhar bem.

Ainda  pediu esforços para fortalecer a confiança pública por meio de medidas concretas em auto governança plena e rigorosa do Partido.

Cai Qi, membro do Comité Permanente do Birô Político do Comitê Central do PCCh e diretor do Gabinete Geral do Comitê Central do PCCh, participou do evento.ANG/Xinhua

Bélgica/ Von der Leyen alerta para “conflito regional no Médio Oriente com
consequências não intencionais”

|Bissau, 09 Mar 26(ANG) – A presidente da Comissão Europeia alertou hoje para o “conflito regional com consequências não intencionais” no Médio Oriente, com a guerra iniciada por Israel e Estados Unidos ao Irão, vincando que “não deve haver lágrimas pelo regime iraniano”.

“Estamos agora a assistir a um conflito regional com consequências não intencionais e os efeitos colaterais já são uma realidade hoje - seja na energia e nas finanças, no comércio e nos transportes ou no deslocamento de pessoas”, disse Ursula von der Leyen, intervindo na Conferência Anual dos Embaixadores da União Europeia, em Bruxelas.

No dia em que se registam aumentos acentuados dos preços do gás natural (de 30% para os 69 euros por megawatt-hora) e do petróleo (com o Brent a ultrapassar os 100 euros por barril), a líder do executivo comunitário assinalou que “se podem ouvir diferentes opiniões sobre se o conflito no Irão é uma guerra de escolha ou uma guerra de necessidade”.

“Mas acredito que este debate perde parcialmente o essencial porque a Europa deve concentrar-se na realidade da situação, vendo o mundo tal como ele realmente é hoje. Quero ser clara: não deve haver lágrimas pelo regime iraniano que infligiu morte e impôs repressão ao seu próprio povo […] e que causou devastação e desestabilização em toda a região através dos seus representantes armados com mísseis e drones”, afirmou, sem nunca mencionar os ataques iniciais norte-americanos e israelitas.

ANG/Inforpress/Lusa

 

 

EUA/Novo líder do Irã não vai durar muito sem a aprovação dos EUA, adverte Trump

Bissau, 09 Mar 26 (ANG) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo (8) que o novo líder supremo do Irã "não vai durar muito" se Teerã não obtiver sua aprovação.


Já o ministro das Relações Exteriores iraniano rebateu que a escolha do dirigente cabe “ao povo do país e não a Trump”. As declarações foram feitas após o anúncio da escolha do sucessor do aiatolá Ali Khamenei. 

A imprensa estatal iraniana informou neste domingo que o sucessor do líder supremo do Irã escolido pela Assembleia de Especialistas. O órgão clerical responsável pela eleição chegou a um consenso, mas o nome do novo guia supremo será anunciado em breve. Ali Khamenei foi morto no primeiro dia da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel, em 28 de Fevereiro.

Em entrevista ao canal ABC News neste domingo, o presidente Donald Trump disse que o sucessor de Khamenei precisa obter “aprovação” dos Estados Unidos.

"Se ele não obtiver nossa aprovação, não vai durar muito", ameaçou o presidente americano.

Na quinta-feira, o republicano já havia afirmado que deveria participar da escolha do próximo líder supremo do Irã. Em reação, o chanceler iraniano reiterou neste domingo que “o povo de seu país, e não Trump, deve escolher seu novo líder”. Abbas Araghchi também exigiu em entrevista ao canal NBC um pedido de desculpas do presidente americano pelos assassinatos e pela destruição provocados pela guerra no Oriente Médio.

Araghchi não se pronunciou sobre quem seria o sucessor do líder supremo.

Integrantes da Assembleia de Especialistas sugeriram que o escolhido seria Mojtaba Khamenei, filho do líder morto. O nome dele já vinha sendo mencionado como possível sucessor. Trump antecipou que não aceitaria que o filho de Khamenei assumisse.

Além de Mojtaba Khamenei, considerado uma das personalidades mais influentes do país, Hassan Khomeini, neto do fundador da República Islâmica, o aiatolá Ruhollah Khomeini, também é cogitado.

A demora na divulgação do nome do novo líder supremo iraniano pode estar relacionada a questões de segurança. Na quarta-feira (4), o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, endureceu o tom e afirmou que qualquer novo líder escolhido pelo regime iraniano “será um alvo inequívoco para eliminação”.

Katz acrescentou que tanto ele quanto o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenaram ao Exército que se prepare “para agir por todos os meios necessários” para cumprir essa missão.

O Irã continua enfrentando intensos bombardeios na capital Teerã e em outras cidades, como Isfahan e Yazd, no centro do país.

Uma espessa coluna de fumaça cobria Teerã neste domingo. Israel bombardeou quatro depósitos de petróleo na região da capital iraniana. Esse foi o primeiro ataque relatado contra instalações petrolíferas do país desde o início da guerra. Quatro pessoas morreram, incluindo dois motoristas de caminhões-tanque.

Segundo o balanço mais recente do Ministério da Saúde iraniano, mais de 1.200 pessoas morreram e mais de 10.000 civis ficaram feridos desde o início da guerra. A AFP não tem condições de verificar os números com fontes independentes.

O conflito desestabiliza todo o Oriente Médio e outras regiões, com a ameaça adicional de um impacto global na economia devido aos ataques iranianos a importantes países produtores de petróleo e gás, além da perturbação do abastecimento.

O Exército israelense também bombardeia o Líbano em represália a ataque do Hezbollah aliado do Irã. O balanço atualizado do Ministério da Saúde libanês indica que 394 pessoas, incluindo 83 crianças e 42 mulheres, morreram desde o início da ofensiva de Israel na segunda-feira.

Ao todo, o Exército israelense afirma que efetuou 3.400 ataques desde o início da guerra. Washington informou 3.000 operações.

O regime iraniano responde com o lançamento de mísseis e drones contra Israel e os Estados do Golfo que abrigam interesses americanos.

Ali Mohammad Naini, porta-voz da Guarda Revolucionária, disse que as "Forças Armadas são capazes de prosseguir por pelo menos seis meses de guerra intensa no ritmo atual das operações".

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, também fez um alerta. "Se o inimigo tentar utilizar o território de um país para lançar uma agressão contra o nosso território, seremos obrigados a responder", disse na televisão estatal.

O chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Ali Larijani, afirmou que os Estados Unidos se enganaram ao prever uma resistência de curta duração. "Pensavam que seria como na Venezuela; atacariam, tomariam o controle e acabaria", afirmou.ANG/RFI/AFP

 

China/Xi pede progresso decisivo na Iniciativa China Saudável durante período do 15º Plano Quinquenal

Bissau, 09 Mar 26(ANG) -  O presidente chinês, Xi Jinping, enfatizou na sexta-feira a necessidade de seguir inabalavelmente o caminho do desenvolvimento da saúde com características chinesas para garantir progresso decisivo no avanço da Iniciativa China Saudável durante o período do 15º Plano Quinquenal (2026-2030).

Xi fez as observações ao participar de uma reunião de grupo conjunto durante a quarta sessão do 14º Comitê Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC), o mais alto órgão consultivo político.

A reunião contou com a participação de conselheiros políticos nacionais do Partido Democrático de Camponeses e Trabalhadores da China, da Sociedade Jiusan, do setor de medicina e saúde e do setor de bem
-estar e seguridade social. ANG/Xinhua

sexta-feira, 6 de março de 2026

Conflito Médio Oriente/Primeiro-ministro manifesta preocupação sobre disponibilidade e preços dos produtos da primeira necessidade na reunião de Conselho Nacional de Concertação Social

Bissau, 06 Mar 26(ANG) – O Primeiro-ministro de Transição manifestou hoje  a sua preocupação relativamente a disponibilidade e aos preços dos produtos da primeira necessidade nos mercados do país, com o eclodir do conflito no Médio Oriente.

Segundo uma nota do  Gabinete de Comunicação do  Primeiro-ministro, Ilídio Vieira  Té manifestou essa preocupação na reunião  do Conselho de Concertação Social, realizada no salão Umaro Sissoco Embaló , no gabinete de trabalho do chefe do Governo.

O Chefe do Governo sublinhou que o Executivo acompanha com particular atenção a evolução da crise no Médio Oriente, cujos efeitos poderão repercutir-se nos mercados internacionais, influenciando o preço e a disponibilidade de bens essenciais.

Durante a reunião, foi informado que o país dispõe atualmente de stock de bens da cesta básica suficiente para assegurar o abastecimento nacional durante pelo menos  cinco meses, facto que, refere a Nota, transmite “tranquilidade  à estabilidade dos preços no mercado interno”.

De acordo com o documento, não obstante essa garantia, o Primeiro-ministro alertou as instituições governamentais competentes para a necessidade de vigilância permanente, de modo a evitar qualquer tentativa de especulação de preços, aproveitando-se do contexto internacional marcado por tensões geopolíticas.

De acordo com a Nota, no encontro que contou com a participação de membros do Governo e representantes dos parceiros sociais, foram analisados  a situação económica e social do país, as medidas destinadas a reforçar a estabilidade económica e o abastecimento do mercado nacional.

 “Entre os temas abordados destacaram-se também a preocupação com o controlo do armazenamento de arroz no território nacional, bem como com a disponibilidade de combustíveis e lubrificantes, tendo em conta os riscos associados à evolução do conflito no Médio Oriente e às notícias relativas ao possível encerramento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio internacional de energia”, refere a Nota.

Os participantes sublinharam igualmente a importância de um acompanhamento rigoroso da próxima campanha de comercialização da castanha de caju, cuja relevância para a economia nacional exige uma monitorização permanente por parte do Governo, de forma a garantir o seu normal funcionamento e evitar distorções no mercado.

Outro ponto que terá merecido  especial atenção do Chefe do Governo foi o “crescimento preocupante” do uso de sacos de plástico no país, tendo Vieira Té  considerado  essa situação de “tremendamente nefasta para o meio ambiente”, alertando para os impactos ambientais e sanitários associados à proliferação deste tipo de resíduos.

Na ocasião, o Conselheiro do PM para a área ambiental, Viriato Cassamá, denunciou que, para além dos danos ambientais provocados pelos sacos de plástico, existe igualmente um problema relacionado com a fraca qualidade da água embalada em saquetas de plástico, muitas vezes comercializada sem qualquer controlo mínimo de qualidade.

Segundo Viriato Cassamá, a ausência de fiscalização adequada pode transformar estes produtos em potenciais causadores de problemas graves de saúde pública. O conselheiro recordou que o actual Governo continua a executar as orientações estratégicas definidas pelo Primeiro-ministro Ilídio Vieira Té, visando combater os efeitos perniciosos desta situação através de medidas de controlo, sensibilização e regulamentação do sector.

No domínio social, foi  analisada a situação do sector da Educação, tendo sido reconhecidos progressos resultantes das medidas adoptadas pelo Ministro da Educação, Mamadú Badji.

Durante a reunião foram também discutidos os recentes protestos estudantis registados em alguns liceus da capital, tendo o PM sido informado que investigações administrativas confirmaram situações de má gestão em determinados estabelecimentos de ensino.

A nota refere  que, em consequência dessas constatações, alguns directores foram substituídos, medida considerada necessária para restaurar a normalidade e reforçar a boa governação nas instituições escolares.

“A atuação do Ministro Mamadú Badji foi elogiada pelo Primeiro-ministro e pelos sindicatos do sector, que reconheceram os esforços desenvolvidos para corrigir irregularidades e melhorar o funcionamento do sistema educativo”, lê-se na Nota.

O Ministro Mamadú Badji assegurou ao Chefe do Governo que tem estado presente no terreno, acompanhando de perto os acontecimentos no sector e mantendo um diálogo direto com os estudantes, num ambiente construtivo que permitiu identificar diversas anomalias administrativas e proceder à correções necessárias.

Outro tema relevante abordado na reunião foi o processo de pagamento presencial aos professores, realizado em coordenação entre o Ministério das Finanças e o Ministério da Administração Pública.

“Foi igualmente salientada a necessidade de prosseguir estas operações de pagamento presencial, sobretudo nos sectores da Educação e  Saúde, onde foram detectadas irregularidades no passado”, indica  a nota.

Sobre esse assunto, o Primeiro-ministro  reiterou  aos Ministros da Educação e da Saúde a obrigação de reencaminhar imediatamente para o Tesouro Público todas as receitas cobradas nas respectivas instituições, sublinhando que a utilização desses fundos fora dos mecanismos legais constitui uma violação das normas financeiras do Estado.

“O Chefe do Governo advertiu que medidas drásticas serão tomadas em caso de irregularidades”, disse.

A título de exemplo, Ilídio Vieira Té referiu o caso do Director do Liceu Nacional Kuame Nkrumah, que terá utilizado receitas provenientes do pagamento de propinas e outros serviços para adquirir três autocarros sem conhecimento das autoridades competentes, e, em violação das normas legais em vigor.

Apesar de reconhecer a existência de diversos problemas nos sectores sociais, incluindo dificuldades relacionadas com a manutenção de equipamentos e gestão de materiais, o Primeiro-ministro afirmou que muitos desses problemas podem ser superados através de uma gestão mais rigorosa, transparente e responsável.

Durante a reunião, de acordo com a nota, o Ministro da Saúde, Comodoro Quinhin Nantote, apresentou um balanço dos esforços desenvolvidos pelo Governo para melhorar o funcionamento do sector, destacando a atenção especial que o próprio Primeiro-ministro tem dedicado às questões da saúde pública.

O ministro reconheceu que o sistema de saúde ainda enfrenta dificuldades significativas, sobretudo ao nível de equipamentos e infraestruturas, mas sublinhou que o Governo tem vindo a procurar soluções progressivas dentro das possibilidades existentes.

Os participantes manifestaram também preocupação com o aumento de sinistros rodoviários no país, que têm provocado perdas de vidas humanas e graves consequências sociais.

Foi sublinhada a necessidade de reforçar as campanhas de sensibilização, prevenção e fiscalização rodoviária, com o objetivo de reduzir os acidentes e promover maior responsabilidade no comportamento dos condutores.

Durante o encontro, o Sindicato dos Magistrados levantou questões relacionadas com a utilização do Cofre da Justiça, denunciando alegadas  falhas de transparência na gestão destes recursos.

Em resposta, o Primeiro-ministro declarou ter recebido diversas informações sobre a matéria e anunciou a realização de uma reunião específica com o Ministro da Justiça, o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça e o Procurador-Geral da República, com vista à análise aprofundada da situação para a  adoção de medidas concretas para garantir maior transparência e rigor na gestão dos fundos do sector da Justiça.

No final da reunião, foi reafirmada a importância da Concertação Social como espaço privilegiado de diálogo permanente entre o Governo e os parceiros sociais, por permitir  a discussão  de forma aberta obre os principais desafios do país e identificação de  soluções consensuais para a promoção da estabilidade económica e social. ANG/ÂC//SG