segunda-feira, 1 de março de 2021

  Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Covid-19/Alto Comissariado beneficia de nove ambulâncias para transportes de doentes da pandemia

Bissau, 01 Mar 21 (ANG) – O Alto Comissário para Covid-19, beneficiou de nove ambulâncias, equipados com materiais de emergência de qualidade, tais como ventiladores  e garrafas de oxigênio entre outros, adquiridos com o apoio financeiro do Banco Mundial e da União

Europeia.

No acto da recepção da referida ajuda, presenciado pelo Presidente da República, a Alta Comissária da Covid-19, disse  que as ambulâncias irão servir em todo o país para não só ajudar a salvar  vidas dos doentes da pandemia mas também de grávidas e vitimas de acidentes e de ataques cardíacos, entre outros casos de doenças.

Magda Robalo agradeceu ao Banco Mundial que doou sete ambulâncias bem como a União Europeia que disponibilizou as restantes duas, frisando que, os carros vão reforçar as autoridades sanitárias no combate a pandemia.

“Comprometemo-nos a assegurou que as ambulâncias serão usadas para os fins para que são destinados ou seja salvar  vidas e com uma inovação e numa perspectiva de sustentabilidade”, assegurou.

Aquela responsável disse que irão trabalhar para a efectivação de uma rede de ambulâncias que irão servir em todo o país e ajudar a salvar vidas dos doentes da covid-19 e não só.

Na ocasião, o chefe de Estado guineense Umaro Sissoco Embalo afirmou que a  Guiné-Bissau se encontra numa fase difícil de luta pela sobrevivência, onde a solidariedade e ajuda mútua se destacam para uma dinâmica do desenvolvimento económico   e social que  impõe  exigências e habilidades, cada vez mais complexas, na promoção de parcerias e acordos de cooperação dotados de capacidades e níveis de especialização diversificadas para corresponder aos desafios causados pela Covid-19.

“Efetivamente, os parceiros do desenvolvimento da Guiné-Bissau, têm vindo a cooperar na luta contra a pandemia de covid-19 no país”, enalteceu.

Por isso, considerou a aquisição de ambulâncias financiadas pela União Europeia e Banco Mundial, como uma valiosa contribuição aos esforços do governo no combate a covid.

Nesta perspectiva, Umaro Sissoco Embaló disse registar com satisfação, o peso e o papel da cooperação da UE e de outros parceiros, renovando o  compromisso de trabalhar para o fortalecimento contínuo das relações de amizade e de cooperação.

O Representante da Organização Mundial da Saúde em Bissau, Jean Marie Kipela disse que a aquisição das ambulâncias se enquadra numa estratégia de harmonização de fundos, coordenados pela OMS junto dos parceiros, com o objectivo de apoiar o governo da Guiné-Bissau na luta contra a covid-19.

Afirmou que as ambulâncias ora entregues estão equipadas com materiais de emergência de qualidade, tais como ventiladores e garrafas de oxigênios entre outros, estando ainda adaptadas para transportar  doentes com máxima segurança para os centros de saúde e hospitais.

Jean Marie Kiplela qualificou de vital o apoio para dar resposta as emergências e ao fortalecimento do sistema de saúde, devido ao aumento de casos de covid no país.

Neste sentido, disse que é imperioso o seu bom uso, sobretudo a sua manutenção para garantir a durabilidade dos bens oferecidos.

Para o representante do Banco Mundial na Guiné-Bissau, Amadou Oumar Bá, a referida contribuição representa uma  conjugação com o Governo dos esforços dos parceiros  na luta contra a pandemia de covid-19. 

Amadou Oumar Ba disse que as ambulâncias vão colmatar as dificuldades existentes em matéria de assistência aos doentes de covid e ao mesmo tempo de outros doentes graves.

Razão pela qual exortou as autoridades nacionais a instalação de um sistema de gestão profissional, transparente e eficaz para que as ambulâncias possam prestar bem o serviço para o qual foram adquiridos.

O Representante da Banco Mundial no país anunciou na ocasião a elaboração de um projeto de urgência de covid-19, sob a liderança da Alta Comissária, no valor de cinco milhões de dólares, para apoiar o Plano Nacional de Vacinação de covid-19 preparado pelo executivo guineense e que deverá ser aprovado até  ao mês de Abril deste ano.

A Embaixadora da União Europeia na Guiné-Bissau, Sónia Neto reconheceu o papel desempenho pelo Presidente guineense na luta contra a pandemia, ao colocar a sua magistratura de influência ao serviço  do mais nobre desígnio, o de proporcionar a população  melhores cuidados de saúde, apesar dos grandes desafios e adversidades.

Sónia Neto disse que, no quadro  ao projecto da União Europeia, denominado de “Strim”, executado pela OMS, a entrega destas ambulâncias tornou-se numa realidade, graças a sinergias de diferentes organizações internacionais.

O projecto Strim contribui para a implementação eficaz e atempada do plano de contingência nacional, através de apoio alargado ao pilar de  gestão de casos, fornecimentos de equipamentos, Salva-vidas e oxigênios. ANG/LPG/ÂC//SG

  

 

 

Infraestrutura rodoviária/ Presidente da Republica instrui ministro das Obras Públicas a concluir reabilitação da Rua Boé

Bissau, 01 mar 21 (ANG) – O Presidente da República da Guiné-Bissau instruiu ao ministro das Obras Públicas a prosseguir com obras de reabilitação da Rua Boé, permitindo a ligação com a recém inaugurada Rua Areolino Cruz.

Umaro Sissoco Embaló deu as referidas instruções durante a cerimonia da inauguração da Rua do Professor Areolino Lopes da Cruz, cujas obras de  requalificação foi financiada pelo deputado da nação, eleito  no circulo 24, Hussein Farhat.

O chefe de Estado pediu aos guineenses a seguir o exemplo do deputado e do Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, Biaguê Na Ntam, que financiou a construção de uma escola, pelas suas acções para o bem estar da comunidade.

Sissoco Embaló exortou aos moradores da zona a zelarem pela conservação e o bom uso do jardim construído nas artérias da Rua.

O deputado Hussein, eleito na lista do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC),  disse que o gesto é mais uma contribuição para o bem estar dos guineenses e para o desenvolvimento do país.

“A minha ideia de reabilitar a rua serviu para facilitar o  acesso aos alunos que frequentam os liceus naquela zona”, disse Hussein Farhat.

Aproveitou para exortar ao governo a investir mais nas infraestruturas para satisfazer as necessidades da população.

“Sou  deputado eleito na lista do PAIGC, mas não podemos pôr o partido acima dos interesses superiores do país. Por isso, enquanto eu tiver forças e meios, vou continuar a investir, apoiando a minha terra sem distinção partidária”, garantiu o deputado.

Afirmou que a Guiné-Bissau é um país viável e que, com  união, é possível alcançar o desenvolvimento. Por isso, aconselha as pessoas a deixarem de lado as guerras, que considera desnecessárias, para  apoiar o Chefe de Estado Guineesne para fazer avançar o país.ANG/LPG/ÂC//SG

 

OMC/Nigeriana Ngozi Okonjo-iweala assume hoje liderança da organização

Bissau, 01 Mar 21 (ANG) - A nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala assume
a partir de hoje a liderança da Organização Mundial do Comércio (OMC), tornando-se a primeira mulher e a primeira africana neste cargo.

A OMC anunciou no passado dia 15 de Fevereiro a nomeação de Ngozi Okonjo-Iweala para directora-geral da organização, uma escolha feita por consenso.

"A Dra. Okonjo-Iweala vai tornar-se a primeira mulher e a primeira africana na liderança da OMC. Vai assumir funções no dia 01 de Março e o seu mandato, que pode ser renovado, expira em 31 de Agosto de 2025", referia a mensagem da organização de supervisão do comércio mundial.

Após a nomeação, Okonjo-Iweala, de 66 anos, divulgou um comunicado a defender um relançamento da OMC para a tornar uma instituição "forte" e apoiar a recuperação da economia mundial após a pandemia de covid-19.

"Uma OMC forte é essencial se quisermos recuperar completa e rapidamente dos estragos causados pela pandemia de covid-19. [...] A nossa organização enfrenta muitos desafios, mas se trabalharmos em conjunto, podemos tornar a OMC mais forte, mais ágil e mais adaptada às realidades actuais", declarou Okonjo-Iweala no comunicado.

Dias depois, em declarações à AFP, a nigeriana apontou como objectivos imediatos melhorar o acesso dos países pobres às vacinas contra a covid-19 e resistir às tendências proteccionistas para que o comércio livre possa contribuir para a recuperação económica.

A escolha da nigeriana para liderar a OMC - uma instituição que tem estado quase paralisada - já era esperada após a retirada da candidatura da ministra do Comércio sul-coreana, Yoo Myung-hee, a única que ainda disputava o cargo com Okonjo-Iweala.

Yoo Myung-hee desistiu depois de consultar os Estados Unidos, que eram o seu principal apoio durante a presidência de Donald Trump.

Após vários meses de impasse, a nova administração norte-americana liderada por Joe Biden preferiu levantar os obstáculos à nomeação de Ngozi Okonjo-Iweala.

O processo de escolha do sucessor do brasileiro Roberto Azevedo, que deixou o cargo um ano antes do fim do mandato, estava num impasse desde o Outono passado.

Ngozi Okonjo-Iweala foi por duas vezes ministra das Finanças da Nigéria e chefiou a diplomacia do país durante dois meses. Começou a sua carreira em 1982 no Banco Mundial, onde trabalhou durante 25 anos.

A nova líder da OMC nasceu em 1954 na Nigéria, mas passou grande parte da sua vida nos Estados Unidos, onde estudou em duas prestigiadas universidades, o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e Harvard. ANG/Angop

Um ano de exercício presidencial/ PR promete desenclavamento da Guiné-Bissau

Bissau, 01 Mar 21 (ANG) -  Até ao fim deste ano vários pontos da Guiné-Bissau vão ser desenclavados em termos de circulação de pessoas e bens, anunciou no último fim de semana o Presidente da República.

Umaro Sissoco Embaló falava aos órgãos de comunicação social públicos em jeito de balanço dos 12 meses de  exercício presidencial completados no domingo.

“Senegal está a preparar para nós duas jangadas, a custo zero. Aguardamos outra de Portugal em reparação com custos que rondam cerca de um milhão  Euros. Com estas vamos desenclavar Tchetche(Leste) Farim(Norte) e Enchudé(Sul), disse o chefe de Estado.

Acrescentou que  uma grande jangada em Enchudé vai permitir o escoamento de produtos do Sul, tido como celeiro do país, para Bissau.

Referindo-se as suas intervenções em áreas sob dependência directa do Governo, Umaro Sissoco Emabló sustentou que o sistema  semipresidencialista adoptado pelo país é um “puro presidencialismo escondido”.

“Diz a Constituição que o Presidente da República pode presidir o conselho de ministro quando entender, pode presidir o Conselho de segurança quando entender..  e mais outras possibilidades. Quer dizer que  essas intervenções só dependem da personalidade do Presidente da República”, referiu.

O Chefe de Estado pediu, na ocasião, ao Governo para dialogar com os sindicatos para se evitar a greve de 30 dias convocada pela maior central sindical guineense, a UNTG.

Por outro pede ao executivo para ser firme quanto aos grevistas, no sentido de descontar no vencimento todos os que não trabalharem por estarem em greve.

Umaro Sissoco Embaló admite que a Guiné-Bissau está a subir no concerto das Nações, e promete tudo fazer para, depois da Covid-19, consolidar os ganhos que tem tido até aqui e trabalhar para que “todos os guineenses tenham o orgulho de voltar para o seu país”.

“O país já descolou, falta apenas a  consolidação”, disse o General do Exército e Comandante Supremo das Forças Armadas, que no passado 27 de Fevereiro assinalou o primeiro ano de mandato de cinco anos, conquistado nas presidenciais de 2019. ANG//SG

 

 

Birmânia/Forças da junta militar esmagam manifestações provocando mortes em várias cidades

Bissau, 01 Mar 21 (ANG) – A cidade de Rangun  e várias outras da Birmânia registaram  mais um domingo de  violência , tendo  as forças da junta militar reprimido manifestantes que respondiam ao apelo de um dia de greve geral.

Segundo várias fontes a repressão teria provocado entre 6 e 13 mortos no país.

Pelo menos 6 pessoas confirmadas mortas no domingo pelas forças de segurança que intervieram na capital e outras cidades de Birmânia para dispersar manifestantes apelados para assinalar um dia de greve geral.

Desde o golpe de Estado de há um mês a repressão deste domingo foi considerada a pior durante a qual houve igualmente imensos feridos e presos no seio dos grupos e movimentos pró-democracia.

O país está sacudido por uma onda de manifestações e uma campanha de desobediência civil desde o golpe de estado da junta militar que derrubou Aung San Suu Kyi a 1 de fevereiro.

Face às manifestações pacíficas, as forças da ordem e de segurança intensificaram o uso da força dispersando manifestantes recorrendo ao uso de gás lacrimogéneo, canhões de água, balas de borracha e mesmo balas reais.

O chefe da junta militar, general, Min Aung Hlaing, disse que houve apenas um uso da força mínima contra os manifestantes. Mas o facto é que desde o golpe, já houve pelo menos 11 mortos civis confirmados e 1 polícia.

Esta violência e repressão foi hoje condenada pelo Conselho dos direitos humanos da ONU, e também pelo Observatório dos direitos humanos.

Nos útimos dias, o representante da Birmânia na ONU denunciou  golpe militar na assembleia geral em Nova Iork, assim como os diplomatas dos Estados Unidos, da União europeia e da Organização da cooperação islâmica na sede da organização mundial das Nações Unidas. ANG/RFI

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Um ano de mandato Presidencial/ Umaro Sissoco Embaló pede ao povo para confiar nas autoridades

Bissau, 26 Fev 21 (ANG) -  O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló pediu hoje aos guineenses para confiarem nas autoridades do país.

Umaro Sissoco Embaló falava à imprensa em jeito de balanço do seu primeiro ano de mandato, a completar no sábado, 27 de Fevereiro..

“Peço confiança, paz, estabilidade, tréguas ao país” disse o Chefe de Estado ao dirigir-se ao povo guineense.

O Presidente da República destacou a salvaguarda da soberania  nacional como uma das conquitas do seu primeiro ano de mandato, um compromisso plasmado no ponto 2 do seu Manifesto Eleitoral.

“Em 21 anos, a Guiné-Bissau teve 10 representantes especiais do Secretário Geral das Nações Unidas devido as crises que o país tem tido”, sustentou, acrescentando que por duas vezes a Guiné-Bissau foi assistido por forças de manutenção de paz da Cedeao.

Referiu que não mandou embora a UNIOGBIS, nem a Ecomib mas  que entendeu que chegou a altura de os guineenses assumirem as suas responsabilidade na gerência dos destinos do país, tal como se fazia antes de guerra de 07 de Junho de 1998.

“Estamos a viver em paz, as instituições do Estado estão a funcionar normalmente, isso é muito importante”, disse.

Sissoco Embaló promete prosseguir com o exercício presidencial interventivo, segundo disse, no interesse da Guiné-Bissau e pede ao Governo para se sentar com os sindicatos a fim de se encontrar uma solução para as greves previstas na Função Pública para os próximos dias.

Criticou situações de grupinhos com caracter tribal que diz encontra em instituições judiciais e criticou actuação de alguns jornalistas e avisa que passa a haver regras para o funcionamento das  rádios.

“Todos as que têm licença provisória favor irem regularizar as suas situações com a obtenção de licença definitiva”, avisou.

Sissoco  promete resgatar a cooperação com antigos parceiros da Guiné-Bissau nomeadamente a Suécia, Argélia, Egipto entre outros.

O Chefe de Estado destacou as intervenções da Presidência para a melhoria das condições de trabalhos, no Ministério do Interior e na Polícia Judiciária.

Anunciou que dentro de pouco tempo a cidade de Bissau vai ter câmaras de vigilância em diferentes artérias da capital, para garantir mais segurança aos citadinos.

Disse que o país podia ter nesse primeiro ano de mandato mais realizações mas que não foi possível devido a pandemia da Covid-19, cuja vacina, segundo Embaló, Senegal vai enviar a Guiné-Bissau 10 mil doses.

O chefe de estado elogiou a ministra dos Negócios estrangeiros pelos  trabalhos que tem estado a fazer  e que permitiram a abertura de mais embaixadas em Bissau.

Segundo Sissoco Embaló, está em preparação as possibilidades de a Guiné-Bissau candidatar-se à membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, funções que desempenhara em 1996/97.

Falando das suas intenções antes de assumir a Presidência, Umaro Sissoco Embaló revelou que tencionava criar um governo de Unidade Nacional em que o primeiro-ministro poderia ser Domingos Simões Pereira, seu adversário nas presidenciais de 2019 e líder do PAIGC.

Disse que essa intenção só não se concretizou porque Aristides Gomes, ex-primeiro-ministro e outras personalidades, que não identificou, tomaram posições de raiva. ANG//SG

 

 

Covid.19/Londres sugere à ONU resolução para tornar vacinas mais acessíveis

Bissau, 26 Fev 21 (ANG) – O Reino Unido sugeriu quinta-feira à ONU a votação de uma resolução destinada a tornar as vacinas mais acessíveis, afirmaram fontes diplomáticas citadas pela agência noticiosa AFP.

A resolução é especificamente destinada aos países em conflito e em crise, e apela à solidariedade, equidade e a acordos de cessar-fogo para melhor combater a pandemia de covid-19, segundo os diplomatas.

O resultado do voto, que decorre por escrito num prazo de 24 horas devido às limitações de reuniões presenciais do Conselho de Segurança, será conhecido na sexta-feira.

De acordo com as mesmas fontes, as negociações que se prolongaram por uma semana foram retardadas pela Rússia e China, dois países com relações actualmente tensas com o Reino Unido.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.498.003 mortos no mundo, resultantes de mais de 112,5 milhões de casos de infecção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.185 pessoas dos 801.746 casos de infecção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.ANG/Inforpress/Lusa


Ensino/IPNOVE e Associação Bissau Arte  assinam acordo no domínio de formação em Artes Plásticas

Bissau, 26 Fev 21 (ANG) – O Instituto Politécnico Nova Esperança (IPNOVE) e Associação Bissau Arte  assinaram na quinta-feira um acordo de parceria no domínio de formação em artes plásticas, que começa a vigorar no ano lectivo 2021/2022.

Segundo a Rádio Sol Mansi, no acto de assinatura do referido acordo, o Presidente e IPNOVE Malam Sissé manifestou a sua satisfação com a consumação do acto e disse que será uma mais-valia para o país.

“Com a assinatura deste acordo, os artistas plásticos terão a oportunidade de ter os certificados de modo a poderem ser reconhecidos em outras partes do mundo como conhecedores da matéria”, disse aquele responsável.

Malam Sissé sublinhou que o custo de formação será acessível para facilitar a adesão dos artistas plásticos na formação.

Por sua vez, o Presidente de Associação Bissau Arte, Roberto Mendes defendeu que é da responsabilidade do governo a criação de uma Escola de formação para artistas plásticos.

“Sabemos que artistas plásticos têm sempre um conhecimento natural, mas também não devemos ignorar o mundo científico. Porque, a associação do dom divina e da ciência é que torna o saber mais profundo, por isso, este acordo é de louvar tendo em conta a sua importância para o nosso trabalho”, disse Roberto Mendes.ANG/AALS/ÂC//SG

Khashoggi/Príncipe herdeiro saudita aprovou assassínio de jornalista – relatório dos EUA

Bissau, 26 Fev 21 (ANG) – O príncipe herdeiro e governante de facto da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, aprovou o assassínio em 2018 do jornalista Jamal Khashoggi, segundo um relatório dos serviços secretos dos Estados Unidos passado à imprensa, indicou a EFE.

‘Media’ norte-americanos indicaram que o relatório deve ser divulgado hoje pelo governo e tem por base sobretudo informações recolhidas pela Agência Central de Informação (CIA).

“A divulgação pública (do relatório) marcará um novo capítulo nas relações dos Estados Unidos com a Arábia Saudita e uma diferença clara entre a política do Presidente Joe Biden e a do ex-Presidente Donald Trump”, disse a emissora NBC, indicando ter tido acesso ao texto em 2018.

Na quarta-feira, a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, disse aos jornalistas que o “relatório desclassificado” seria divulgado em breve pela directora nacional de informação, Avril Haines.

Disse também que o Presidente norte-americano devia falar em breve ao telefone com o rei Salman da Arábia Saudita, pai de Mohammed, conhecido como MBS e interlocutor privilegiado da diplomacia de Trump.

Jen Psaki confirmou a intenção de Joe Biden de “recalibrar” a relação com Riade em relação à anterior administração norte-americana, algumas vezes acusada de ter fechado os olhos à questão dos direitos humanos em relação ao seu aliado próximo.

“Isto significa que não ficará em silêncio, dirá alto e bom som quando estiver preocupado com as violações dos direitos humanos, com a falta de liberdade de imprensa e de expressão”, adiantou.

A divulgação do relatório sobre Khashoggi pode ser o primeiro teste da “recalibragem”, segundo a agência France-Presse.

O saudita Jamal Kashoggi, 59 anos, residente nos Estados Unidos e cronista do jornal The Washington Post, foi assassinado no consulado do seu país em Istambul (Turquia), a 2 de Outubro de 2018, por agentes sauditas.

O Senado norte-americano, que teve acesso às conclusões dos serviços de informações, considerou na altura que o príncipe herdeiro era “responsável” pelo assassínio.

Riade inicialmente negou qualquer responsabilidade, mas mais tarde disse que o jornalista foi morto acidentalmente por agentes que tentavam extraditá-lo.

A versão oficial da Arábia Saudita é que esses agentes, ligados a Mohammed bin Salman, agiram por conta própria e que o príncipe não esteve envolvido.

Oito pessoas foram condenadas na Arábia Saudita pela morte de Khashoggi, cinco das quais à pena capital. Mais tarde estas sentenças foram comutadas para 20 anos de prisão. ANG/Inforpress/Lusa

  Governação/Governo aprova moção de confiança ao Presidente da República

Bissau, 26 fev 21 (ANG) - O governo aprovou  quinta-feira uma moção de confiança ao chefe de Estado, pelo o que considera de “elevação patriótica e clarividência política demonstradas” na complexa condução dos destinos do país durante o seu primeiro ano de mandato, a assinalar no sábado, 27.

A informação consta no comunicado de  Conselho de Ministros assinado pelo vice- primeiro ministro, Soares Sambu à que a Agência de Notícias da Guiné teve acesso hoje.

Após ter debatido a questão de  concessão do serviço público de dragagem do porto de Bissau e do seu canal de acesso, compreendendo a sinalização, balização,  dragagem e limpeza dos rios e canais de acesso aos portos da Guiné-Bissau, o elenco governamental  deu a sua anuência,  que por despacho do primeiro-ministro, seja instituída  uma Comissão Interministerial, para promover diligências para o lançamento de concurso público para recrutamento de uma empresa especializada em matéria de dragagens.

A referida comissão deverá integrar  o vice-primeiro ministro, os ministros dos Transportes e Comunicações, da Economia Plano e Integração Regional, das Finanças e do Ambiente e Biodiversidade.

No Comunicado os membros do governo mandatou igualmente Comissão para analisar e fixar os requisitos para a assinatura de eventuais memorandos, Protocolos, Acordos e Contratos, nomeadamente o Contrato de Concessão, no âmbito de Parceria-público Privado. ANG/LPG/ÂC//SG

   Níger/Desacatos marcam período pós-eleitoral  após vitória de Bazoum

Bissau, 26 Fev 21 (ANG) - O período pós-eleitoral no Níger,onde Mohamed Bazoum foi eleito novo chefe de Estado, é marcado por distúrbios e agressões que já resultaram, na morte de duas pessoas.

O domicílio do correspondente da RFI  em Niamey foi vandalizada e parcialmente incendiada por desconhecidos.

De acordo com o ministro do Interior do Níger, Alkache Alhada, os distúrbios e agressões desencadeados logo após o anúncio dos resultados das eleições gerais do Níger, com destaque para o escrutínio presidencial, resultaram na morte de duas pessoas e na detenção de outras 468.

A residência do correspondente da RFI, em Niamey, Moussa Kaka, foi alvo de vandalismo e parcialmente incendiada por um grupo de desconhecidos. Kaka saiu ileso da agressão e confirmou o acto dos vândalos, assim como a destruição dos seus bens, levada a cabo pelos assaltantes.

O ataque ao domicílio de Moussa Kaka, ocorre num contexto de tensão política, resultante da eleição presidencial, cujo escrutínio teve lugar domingo e o proclamado vencedor foi Mohamed Bazoum.

Após o anúncio da vitória eleitoral de Bazoum, na terça-feira, contestada pelo opositor Mahamane Ousmane, distúrbios e agressões tiveram lugar na capital Niamey e noutras cidades do Níger.

Na quarta-feira, várias detenções foram efectuadas pelas autoridades nigerinas, nomeadamente a do antigo chefe do estado-maior das forças armadas,Moumouni Boureima. Boureima é acusado de ser o líder dos desacatos ocorridos, a seguir ao anúncio, pela Comissão Eleitoral Independente o triunfo de Mohamed Bazoum. 

Segundo ainda o Procurador da República do Níger, Maman Sayabou Issa, várias pessoas e outras são objecto de buscas. ANG/RFI

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Greve na Função PúblicaDiretor-geral da Administração Pública diz acreditar  nas  diligências do  governo para   travar segunda vaga de greve  de 30 dias

Bissau,25 Fev 21(ANG) - O Diretor-geral da Administração Pública reiterou esta quinta-feira  o empenho do governo, através do Ministério da Função Pública  para  travar a segunda vaga de greve de 30 dias, decretada pela Central Sindical, União Nacional dos Trabalhadores da Guiné(UNTG), prevista para iniciar na próxima semana, dia 1 de março do ano em curso, devido ao seu impacto nos sectores da educação e saúde pública.

Em declarações à Agência de Notícias da Guiné, Carlos Kenedy de Barros encoraja a ministra para prosseguir as negociações com a  Central Sindical a fim de impossibilitar a segunda vaga de greve de 30 dias.

Quanto a fixação do salario mínimo em 100 mil francos cfas na administração pública  exigida pela Central Sindical, Kenedy de Barros disse que o aumento salarial deve se basear no aumento da produtividade, e diz que actualmente a produção ao nível da função pública é baixa e que o sector privado não tem tido a dinâmica que todos querem.

 “O aumento salarial deve-se basear no aumento da produtividade e de rendimento, aliás eu desde  que cheguei cá optei por uma política de reformas, por ser  a única via para sanear as finanças pública”, afirmou .

Kenedy de Barros acrescentou que os ganhos que se vai obter na reforma, irá permitir a melhoria do fundo de pensão e o salário dos servidores públicos, mas que o problema que se põe é que sem um controlo, o governo vai continuar a pagar funcionários “mortos,  aqueles que estão em Portugal e aqueles que não fazem nada” ou seja continuará a haver  a diferença de “20 mil funcionários” nos dados do  Ministério da Função Pública e os das Finanças .

Barros disse que também não está de acordo  com as condições de  vida dos funcionários, mas que é preciso realizar  reformas  e  promover políticas de mérito, para que, quem trabalha possa ter progressão na carreira e um bom salário.

Informou  que as exigência da Central Sindical sobre a recrutamento e selecção do pessoal, os princípios gerais de emprego público e as nomeações dos directores de serviços e chefes de divisões entre outros foram submetidas ao governo, através do relatório que foi elaborado pela Comissão Adhoc, criada para o efeito, para apreciação dos  Despachos constantes no relatório.

Disse que essa comissão  está a espera da decisão do Conselho de Ministros sobre as recomendações feiras no no referido relatorio.ANG/LPG/ÂC//SG

Venezuela/Expulsão de embaixadora da UE”agrava isolamento do país” -  Portugal

Bissau, 25 Fev 21 (ANG) – A decisão do Governo venezuelano de dar 72 horas à embaixadora da União Europeia (UE) em Caracas para abandonar o país, irá “agravar o isolamento internacional da Venezuela”, afirmou quarta-feira à Lusa o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português.

“Portugal lamenta a decisão das autoridades venezuelanas, que apenas irá agravar o isolamento internacional da Venezuela”, afirmou à Lusa fonte oficial do MNE, após o anúncio de Caracas de que a embaixadora da UE, a diplomata portuguesa Isabel Brilhante Pedrosa, foi declarada ‘persona non grata’.

A UE adicionou na segunda-feira 19 pessoas à lista de sanções que visam personalidades do regime venezuelano, devido ao seu “papel em actos e decisões que minam a democracia e o Estado de Direito” no país.

A decisão prende-se com as eleições legislativas que tiveram lugar em Dezembro de 2020 na Venezuela e que os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE se recusaram a reconhecer como “credíveis, inclusivas e transparentes”.

Com o acrescento destes 19 indivíduos, o pacote de sanções contra a Venezuela visa agora um total de 55 personalidades, que estão proibidas de viajar para a Europa e têm os seus bens congelados no espaço europeu.

Em reacção, o Governo venezuelano notificou hoje a chefe da delegação da UE em Caracas de que foi declarada ‘persona non grata’ e deverá abandonar o país nas próximas 72 horas, anunciou o executivo, que reagiu deste modo à decisão tomada na segunda-feira pelos chefes de diplomacia europeus de alargarem a lista de personalidades ligadas ao regime venezuelano alvo de sanções.

A notificação foi feita pelo ministro venezuelano de Relações Exteriores, Jorge Arreaza, durante um encontro em Caracas.

Jorge Arreaza disse que “hoje, por decisão do Presidente da República”, Nicolás Maduro, o Governo entregou “à senhora Isabel Brilhante, que nos últimos anos foi chefe da delegação da União Europeia na Venezuela, a declaração como ‘persona non grata'”.

O parlamento venezuelano, de maioria “chavista”, aprovou na terça-feira, por unanimidade, uma resolução pedindo ao Governo do Presidente Nicolás Maduro que declarasse ‘persona non grata’ a embaixadora da União Europeia, um pedido formulado pelo presidente do parlamento, Jorge Rodríguez, depois de a UE adicionar 19 pessoas à lista de sanções contra personalidades do Governo venezuelano, uma decisão que Caracas diz ser “errática” e atribui ao “fracasso dos planos intervencionistas” europeus.

Esta é já a segunda vez que a Venezuela declara a representante da União Europeia na Venezuela, a diplomata portuguesa Isabel Brilhante Pedrosa, ‘persona non grata’.

Em 29 de maio de 2020, o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ordenou a sua expulsão, dando-lhe 72 horas para abandonar o país.

A decisão de Nicolás Maduro foi tomada poucas horas depois de Bruxelas ter sancionado mais 11 funcionários de Caracas.

A 02 de Julho, Nicolás Maduro saudou um acordo entre Bruxelas e Caracas para suspender a expulsão da diplomata e instou a UE a mudar a relação com o Estado sul-americano.

Após o anúncio da decisão de Caracas, um porta-voz comunitário disse que a UE exorta as autoridades venezuelanas a “reverter esta decisão”, notando que a mesma prejudica “directamente” os esforços no sentido de, através do diálogo, ser encontrada uma saída para a crise actual.

“A Venezuela só ultrapassará a sua crise actual através da negociação e do diálogo, com o qual a UE está plenamente comprometida, mas que esta decisão prejudica directamente”, complementou o mesmo porta-voz.ANG/Inforpress/Lusa

Um ano de mandato PR/Umaro Sissoco Embaló apostou na ofensiva diplomática para resgatar a boa imagem do país no exterior

Bissau,25 Fev 21(ANG) – Os 12 meses do Presidente da República, Umaro Sissoco Embalo foram marcados com acções de ofensiva diplomática visando o resgate da boa imagem externa da Guiné-Bissau .

Em jeito de retrospectiva sobre os principais feitos, nas vésperas dos seus 12 meses na Presidência
da República, que se assina no dia 27 de Fevereiro,  a Agência de Notícias da Guiné(ANG), destaca a vinda ao país, de sete chefes de Estados durante a vigência de Sissoco Embaló.

Dos chefes de Estados que visitaram o país, tanto no âmbito das celebrações dos 47 anos da independência da Guiné-Bissau à 24 de Setembro de 2020, como no quadro das relações bilaterais, destacam-se os Presidente do Senegal, da Nigéria, Mauritánea, Burkina Faso, Niger, Cabo Verde e Congo Brazzavile.

Os 12 meses da estadia de Umaro Sissoco Embalo na Presidencia foram ainda marcados com várias ações dentre as quais, a chamada de atenção feita pelo Chefe de Estado aos Estados membros da CEDEAO sobre a importância do acompanhamento da evolução sociopolitica e de segurança nos países da sub-região, em particular na República da Guiné  Conacri, tendo em conta a crescente situação de tensão que se vivia  naquele país vizinho.

“É verdade que a situação do Mali é complicada, mas temos outros problemas muito grave na República da Guiné Conacri onde sempre que há manifestações políticas populares acontecem registos de vitimas mortais. Por isso, é importante sanear esta situação”, disse no discurso proferido no âmbito da cimeira extraordinária, por videoconferência, de chefes de Estados e de Governos da  CEDEAO sobre a situação no Mali, realizada no dia 27 de Julho de 2020.

Tendo em conta a pandemia de covid-19, que assola o mundo em particular a Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, prolongou no dia 26 de Julho de 2020, o estado de emergência no país até 24 de agosto do mesmo ano, no âmbito do combate à pandemia provocada pelo novo coronavírus.

Umaro Sissoco Embaló decidira prolongar, pela sétima vez, o estado de emergência, “considerando a evolução da situação epidemiológica no país, traduzida pelo aumento do número de casos confirmados.

O sexto estado de emergência na Guiné-Bissau iniciado desde o passado dia 26 de Junho, terminou no dia 26 de julho.

O chefe de Estado teve também em consideração o facto de o país estar na época das chuvas, altura em que se regista “aumento de morbilidade e mortalidade na população” e aumento significativo de infeções respiratórias e paludismo.

Em meados de Julho de 2020, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) felicitou o Presidente  Umaro Sissoco Embaló, pela aprovação do programa do Governo, liderado por Nuno Nabian.

"Gostaria de aproveitar esta oportunidade para endereçar-lhe as minhas calorosas felicitações pelo grande sucesso que acabou de obter, poucos meses após a sua eleição para a suprema magistratura do seu país", refere a carta assinada pelo chefe de Estado do Níger, Issoufou Mahamdou, que assumia a presidência rotativa da CEDEAO.

Ainda em Julho concretamente no di 08, o Chefe de Estado  garantiu  que nenhum cidadão esta acima da lei, salientando que não haverá imunidade nem privilégios para quem for  indiciada pela Policia Judiciaria(PJ) e Ministério Público (MP), principalmente no âmbito da luta contra a corrupção.

Umaro Sissoco Embalo que falava aos jornalistas no balanço dos 100 dias como o Primeiro magistrado da Nação, disse que mesmo sendo ele a lei deve agir, frisando que já falou com a Directora da PJ de que mesmo na Presidência, se houver alguém que praticou acto de corrupção deve ser chamado para responder e se não acatar, deve ser preso assim que esteja fora dos recintos do Palácio da República .

“Isso vale para o parlamento também ou seja, não há imunidade porque os bandidos devem estar no seu lugar, só assim podemos dignificar o Povo da Guiné-Bissau e já dei  orientação para a mudança do nosso passaporte e quando isso acontecer vamos ter também isenção de vistos com Portugal ,Espanha ,França e outros porque vão compreender que os passaportes estão a ser dados à pessoas que os merecem ter ,não o contrário”,disse.

O Presidente da República prometeu  ainda no mesmo mês de Julho, que iria  haver, brevemente, mudanças nas leis das pescas, e anunciou que, dentro de um mês, qualquer navio que for apanhado na pesca ilegal nas águas territoriais da Guiné-Bissau vai pagar uma multa de 350 milhões de francos cfa.

Umaro Sissoco Embalo, em conferência de imprensa sobre o balanço dos 100 dias na Presidência da República, adiantou  que já falou com o governo à esse respeito , dando exemplo do Senegal onde, segundo disse, qualquer barco apanhado a roubar peixes  paga  uma multa de 400 milhões de francos cfa e  a embarcação é confiscada, enquanto que na Guiné as mesmas infracções são sancionadas com 10 ou 20 milhões de cfa.

Uma visita, de algumas horas, ao Níger teve lugar em Julho, em declarações conjuntas à imprensa, em Niamey, o Presidente Issoufou Mahamadou,na qualidade de  Presidente em exercício da Conferência dos Chefes de Estado e Governo da CEDEAO, afirmou que "é com muita alegria" que recebe o Presidente Embaló que está a fazer "um excelente trabalho na Guiné-Bissau".

 "A CEDEAO sempre tentou apoiar este país irmão, em crise desde 2012, e é com grande satisfação que vejo que estão sendo tomadas medidas para sair definitivamente da crise neste país", disse.

Ao governo, neste mesmo mês, o Presidente de República (PR) dirigiu uma exortação  no sentido de se traduzir o programa de governação em instrumento de promoção de desenvolvimento e de atendimento das necessidades básicas dos guineenses.

A exortação foi feita numa reunião do Conselho de Ministros, presidida  pelo chefe de Estado.

Outra orientação dada ao executivo na ocasião foi a de se realizar um  levantamento exaustivo sobre os salários em vigor nos Institutos Públicos e nos diversos Conselhos de Administração em ordem de harmonização dos mesmos naqueles serviços.

No dia 27 de Agosto, o Presidente Umaro Sissoco Embaló, afirmou que a única Constituição que será aplicada no país é aquela que será proposta pela comissão de revisão constitucional, que o próprio criou.

 O chefe de Estado guineense falava aos jornalistas no ato da entrega das alterações a serem feitas na Constituição da Guiné-Bissau pela Comissão Técnica para a Revisão Constitucional liderada por Carlos Vamain.

"O trabalho da comissão não termina aqui. Vão trabalhar até à realização do referendo constitucional na Guiné-Bissau. Este parecer será enviado aos demais órgãos de soberania, em particular a Assembleia Nacional Popular", relatou.

"Reafirmo, não haverá nenhuma outra comissão a par da comissão que eu criei. A única Constituição que será aplicada na Guiné-Bissau é a que vocês propõem," sublinhou o Presidente.

No final de Agosto, no dia  25 prolongou  o estado de emergência pela oitava vez, por mais 15 dias em todo o território nacional , com  início as 00 horas desse dia e termino as 24 horas do dia 8 de Setembro do ano em curso, sem prejuízos de eventual renovações caso for necessário.

O decreto presidencial nº42/20 sustenta  que a prorrogação do estado de emergência se deve ao facto de  o estado de emergência decretado no dia 25 de Julho de 2020 termina hoje, 25 de Agosto, às 24 horas.

Biague Na Ntan, actual Chefe de Estado-maior General das Forças Armadas, foi empossado, após a sua recondução nas funções, em Agosto, na mesma cerimónia em que o Ch
efe de estado deu posse ao novo Director-geral do SIS, Serviço de Informação e Segurança, na pessoa de Arsénio Lassana Baldé.

Dias antes,  numa reunião do Conselho Superior de Defesa, o Chefe de Estado anunciara que a retoma do serviço militar obrigatório, para acabar com “recrutamento sem critério” de pessoas para as Forças Armadas.

Ainda no dia 20 de Agosto, o Presidente da República , Umaro Sissoco Embaló, anunciou que o país vai retomar brevemente o serviço militar obrigatório (SMO) para acabar com o "recrutamento sem critério" de pessoas para as Forças Armadas.

Disse na ocasião  que o país tem de reintroduzir critérios objetivos para a incorporação de cidadãos nas Forças Armadas.

"Isso é que é o dever de cidadania. Não se pode pegar nas pessoas, um sobrinho ou o filho que não tem trabalho para o colocar nas Forças Armadas. Não. Tem de haver critério nas Forças Armadas para quem quer ser militar tem que ter no mínimo 12.º ano", observou Sissoco Embaló.

Setembro ficou marcado pela celebração da festa de independência, a qual participaram vários chefes de Estados da sub-região. Presentes na cerimónia estiveram Muhammadu Buhari da Nigéria, Macky Sall do Senegal , cujos nomes foram imortalizados com batismo de duas Avenidas da capital Bissau, os presidentes do Togo, Burkina Faso e da Mauritânia.

 O presidente Umaro Sissocó Embaló foi condecorado com Medalha Amílcar Cabral, a mais alta distinção da Guiné-Bissau, e ainda galardoado  com o patente de General de Exercito.

Foram igualmente condecorados, a título póstumos, com  medalhas Amílcar Cabral os antigos Presidentes da República da Guiné-Bissau, João Bernardo Nino Vieira , representado pela viúva Isabel Romano Vieira, Malam Bacai Sanhá representado pela viúva Mariama Sanha, Koumba Yala representado pela viúva Elisabete Yala e José Mário Vaz , presente na cerimónia.

Com medalhas Colinas de Boé foram condecorados os ex-Presidentes de República de Transição, Henrique Pereira Rosa, representado pela viúva, Maria Rosa Robalo Rosa, Manuel Serifo Nhamadjó representado pela filha Aua Nhamadjó, Raimundo Pereira que recebeu pessoalmente a sua condecoração.

O primeiro chefe de Estado da Guiné-Bissau pós independência, Luís Cabral será condecorado com a medalha Amílcar Cabral, numa cerimónia a ser realizada em Portugal, numa data a anunciar através da Embaixada da Guiné-Bissau naquele país.

Em mensagem à Nação por ocasião da comemoração dos 47 anos da independência, cuja cerimónia decorreu no Estádio nacional 24 de Setembro ,em Bissau, Sissoco Embaló sustentou que as eleições acabaram, pelo que  cada guineense deve superar as linhas dos partidos políticos e questionar o que é que eu posso fazer para o país e não o que o pais pode fazer para mim.

 “A reconciliação nacional só pode ser significativa se a
população tiver acesso as necessidades básicas, tais como a educação adequada, cuidados de saúde e segurança alimentar. A minha presidência será dedicada à isso”, prometeu.

Fora do país, no âmbito da 75ª assembleia Geral da ONU, por videoconferência, o Presidente da República defendeu a renovação de compromissos e fortalecimento do multilateralismo para se ter Nações Unidas desejada, capaz de lidar e combater as adversidades globais da actualidade.

“Só assim poderemos avançar com agenda humanitária tendo em contas as vulnerabilidades”, sustentou Umaro Sissoco Embaló no discurso apresentado no dia 25 de setembro na ONU, duas semanas depois de se despedir do contingente das Forças de Interposição da CEDEAO na Africa Ocidental(Ecomib), que se encontra em missão na Guiné-Bissau há oito anos.

.O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló exortou os representantes do poder tradicional guineense no sentido de se abdicarem de assuntos políticos para que possam ajudar ao governo na resolução dos problemas que existem nas comunidades.

A exortação  do Chefe de Estado  foi feita no dia 28 de Outubro durante o encontro que decorreu numa unidade hoteleira, em Bissau, com o poder tradicional, que  serviu para os régulos  manifestarem ao Presidente da República os seus descontentamentos por não terem sidos convidados para participar nas cerimónias da sua tomada de posse e das celebrações de 24 de Setembro, Dia da Independência nacional.

O chefe de Estado disse que um bom régulo é aquele que representa a sua comunidade e não  partidos políticos.

Umaro Sissoco Embaló reconheceu  o erro em não ter convidado aos representantes do poder tradicional para participar nas duas cerimonias.

 A Nigéria e o Senegal vão ajudar a Guiné-Bissau no âmbito de  um programa de emergência e na formação a quadros do setor da defesa, segurança e dos Negócios Estrangeiros.~

"Estive na Nigéria. O Presidente Buhari convidou-me  e ao Presidente senegalês para vermos formas de ajudar a Guiné-Bissau", afirmou Umaro Sissoco Embaló aos jornalistas no dia 19 de Outubro, no aeroporto internacional Osvaldo Vieira, momentos depois de ter aterrado em Bissau.

Umaro Sissoco Embaló viajou no dia 18 de Outubro, para o Senegal e para a Nigéria, tendo mantido  encontros de trabalho com os chefes de Estado nigeriano, Muhammadu Buhari, e senegalês, Macky Sal.

"A Nigéria é um dos acionistas do Banco Africano de Desenvolvimento, o Senegal tem grandes relações no mundo e nós na Guiné-Bissau precisamos de facto de relançar o país, que nos últimos 20 anos passou por situações muito complicadas", disse.

No dia 25 de Novembro reuniu-se com sete novos embaixadores aos quais transmitiu  novas diretrizes da diplomacia guineense com o objetivo de dinamizar o setor e proporcionar ganhos para Guiné-Bissau.

No final do encontro, a ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e das Comunidades, Suzi Barbosa, confirmou  que a reunião com o Presidente da República serviu  para comunicar a nova política externa aos novos embaixadores e demonstrar a expetativa do Chefe de Estado perante o setor.

O Presidente da República Umaro Sissoco Embaló garantiu  que as Forças Armadas jamais serão usadas para desestabilizar o país.

 Sissoco Embaló  discursava durante as celebrações do Dia das Forças Armadas da Guiné-Bissau, que celebra a 16 de Novembro, cuja cerimónia  foi antecedida da transladação dos restos mortais do ex-Presidente João Bernardo Vieira, assassinado há 11 anos ou seja a 02 de março de 2009, do Cemitério Municipal de Bissau para a Fortaleza de Amura – Estado-maior General das Forças Armadas.

Embaló afirmou que as Forças Armadas têm uma missão muito importante, mas também um grande desafio, porque hoje a paz e o desenvolvimento da Guiné-Bissau dependem dos militares, tendo reafirmado o seu compromisso de continuar a assumir a sua missão Constitucional.

As celebrações do dia das FARP ocorreram três dias depois de Sissoco Embaló ter promulgado o decreto do Governo  que determina a atribuição do título póstumo de Herói da Luta Armada de Libertação Nacional ao antigo chefe de Estado, João Bernardo "Nino" Vieira.

A decisão de Umaro Sissoco Embaló foi tomada na sequência de uma reunião de Conselho de Ministros, realizada em 05 de novembro, e "visou o  reconhecimento ao  João Bernardo Vieira como um dos mais destacados combatentes da liberdade da pátria" e que Amílcar Cabral "reconheceu e consagrou como Chefe de guerra, em 1970".

O Presidente da República considerou de “vergonhoso” as condições laborais na Polícia Judiciária há quase 50 anos da independência, e garante que o Primeiro-ministro vai criar condições para que esta instituição judicial possa ter melhores condições.

Umaro Sissoco Embaló que falava à imprensa após um encontro de concertação com o Primeiro-ministro, Ministro do Interior, Procurador-geral da República, Diretora Nacional da Polícia Judiciária, Comandante de Guarda Nacional e Comandante da Polícia da Ordem Pública,  reiterou que o lema principal da sua governação é o combate à “corrupção-coronavírus social”.

“Para nós, a corrupção é pior do que o coronavírus e a nossa geração deve ser a geração que vai combater esse mal na nossa sociedade. Hoje ficou claro de que a Polícia Judiciária tem um papel fundamental neste sentido”
frisou. 

Disse  que ao Primeiro-ministro foi dado  orientações para criar condições a fim de apoiar a PJ, dotando-a de meios.

Em mensagem à Nação por ocasião de  fim de ano dissera que vai negar ser apenas mais um presidente de turno, entregue à sua rotina, à velha tradição de um exercício presidencial “muito próximo de irrelevância”.

“Ganhei a disputa eleitoral. Mas não é para me tornar, simplesmente, mais um presidente de turno, entregue à sua rotina, à velha tradição de um exercício presidencial muito próximo da irrelevância”, disse Umaro Sissoco Embalo na  tradicional mensagem à Nação de  fim de ano.

O Presidente da República disse que ganhou para mudar, para reformar, para retirar a Guiné-Bissau do ponto-morto em que se encontrava há décadas, respeitando os preceitos constitucionais.

 “Posso afirmar, sem qualquer exagero, que os meus dez primeiros meses de mandato já forneceram bastantes provas de que a situação está a mudar e vai continuar a mudar para corresponder as legítimas aspirações dos guineenses”, destacou o Chefe de Estado.ANG/ÂC//SG