quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Ambiente/ Jornalistas da África Ocidental reúnem-se em Abidjan para conhecer projetos de resiliência costeira na Costa do Marfim

Bissau, 05 Ago 26 (ANG) -- O Gabinete de Apoio Regional do Programa de Investimento para a Resiliência das Zonas Costeiras da África Ocidental (WACA BAR), em parceria com a Unidade de Gestão do Projeto WACA Costa do Marfim, organiza, de 9 a 14 de Agosto, uma visita de imprensa destinada a jornalistas e criadores de conteúdos dos países participantes no programa WACA ResIP.

Segundo a  Rede Eco Jornalistas da Guiné-Bissau, a iniciativa tem como objetivo dar a conhecer os investimentos realizados no combate à erosão costeira,  inundações e aos impactos das alterações climáticas, através de soluções baseadas na natureza e  ações voltadas para o reforço dos meios de subsistência das comunidades costeiras.

A rede acrescenta que após  missões semelhantes realizadas no Benin, Togo e Mauritânia, a edição de 2026 decorrerá na Costa do Marfim, com destaque para a zona costeira de Grand-Lahou, onde serão apresentados os principais resultados alcançados pelo projeto WACA ResIP.

Durante a visita, os participantes terão a oportunidade de conhecer as realizações do projeto no terreno, dialogar com beneficiários e autoridades locais e produzir conteúdos que evidenciem os impactos das intervenções nas comunidades costeiras.

A missão pretende ainda reforçar a visibilidade dos investimentos efetuados, valorizar as ações de restauração dos ecossistemas e sensibilizar o público e os decisores para os desafios da resiliência costeira na região.

A Guiné-Bissau estará representado pelo jornalista, Bacar Baldé, membro fundador e coordenador da Rede de Eco-Jornalistas, e por um criador de conteúdos.ANG/MI/ÂC//SG



EUA/Imprensa americana revela detalhes de acordo entre Irã e Omã para reabrir o Estreito de Ormuz

Bissau, 05 Ago 26 (ANG) - Segundo o site de notícias Axios, está em discussão um acordo entre o Irã e Omã com a duração de 60 dias com o objetivo de organizar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.

O presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu na terça-feira (4) que um compromisso pode ser anunciado nas próximas horas.

Citando duas "fontes regionais", o Axios indica que o acordo, embora temporário, pode ser renovado, passado o prazo de 60 dias.

O compromisso prevê que todo navio que entrar no Estreito de Ormuz utilizará uma rota ao norte, em águas iranianas. Já as embarcações que deixaram o local utilizarão uma trajetória ao sul, em águas controladas por Omã. 

"Nenhum pedágio ou taxa seria cobrado durante o período de 60 dias", diz a matéria. Durante este período de 60 dias, enquanto se aguarda um acordo definitivo, a via central do Estreito de Ormuz seria desminada. O Axios indica, no entanto, que o compromisso ainda não está finalizado.

De acordo com o site, além das negociações entre Omã e Irã nos últimos dias, autoridades do Catar, do Paquistão e da Arábia Saudita também participaram dos esforços de mediação.

As fontes entrevistadas pelo Axios indicam que a Casa Branca esteve ativamente envolvida nas negociações, com várias ligações entre o enviado de Trump, Steve Witkoff, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e o chanceler de Omã, Badr al‑Busaidi.

Araghchi teria concordado com o texto no fim de semana, mas ainda precisaria da aprovação do líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, e do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã.

Donald Trump, voltou a insistir, na terça-feira (4) que negociações com o Irã estão ocorrendo, embora o regime islâmico tenha rejeitado suas afirmações nos últimos dias. Segundo o líder republicano, o Estreito de Ormuz deve ser reaberto até quinta-feira (6).

Os comentários foram feitos em uma entrevista concedida durante um programa noturno da emissora Fox News. Trump garante que conversas com representantes iranianos ocorreram "durante todo o dia" de terça-feira e que foram "muito positivas". No entanto,voltou a ameaçar bombardear o Irã “de forma muito dura” caso nenhum compromisso seja firmado.

Segundo o presidente americano, o Irã deseja fechar um acordo. "Tenho tempo", declarou ainda o o chefe da Casa Branca sobre o conflito que já dura mais de cinco meses.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, também confirmou na terça‑feira que houve "progressos" nas negociações com o Irã e Omã. "Ainda não foi concluído nenhum acordo definitivo. Esperamos que isso aconteça muito em breve", afirmou.

As declarações foram reforçadas pelo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, em entrevista ao canal CNBC. Segundo ele, há chances de que um compromisso seja anunciado nas próximas horas "para reabrir o estreito e avançar rumo a uma normalização".

Nos últimos dias, Trump conversou com vários dirigentes no Oriente Médio, entre eles o emir do Catar, xeque Tamim bin Hamad al‑Thani, na terça‑feira. Em comunicado, Doha declarou que os dois líderes abordaram os esforços "para aliviar as tensões" entre Washington e Teerã e "aproximar as duas partes".

No sábado (1°),o presidente norte-americano falou com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, aliado-chave dos Estados Unidos. Por telefone, o dirigente saudita defendeu a necessidade de privilegiar o diálogo para reduzir as tensões e a importância de realizar todos os esforços possíveis para uma trégua. 

Diante da expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz, os preços do petróleo despencaram na terça-feira. Na manhã desta quarta-feira o valor do produto voltou a registar uma leve alta.

O preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em Outubro, avançava 1,34%, cotado a US$ 80,42. Seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate (WTI), para entrega em Setembro, subia 0,70%, sendo comercializado a US$ 76,30.

Mais de cinco meses após o início da guerra, que já custou bilhões de dólares a Washington, o Irã continua capaz de lançar mísseis e drones contra alvos americanos e de seus aliados na região, além de navios comerciais. O Estreito de Ormuz, passagem crucial para o abastecimento mundial de petróleo e gás, foi o estopim para a retomada dos combates em Julho, após um protocolo de acordo assinado em Junho.

Teerã insiste em controlar essa via marítima e ameaça cobrar pedágios pela travessia, algo que não fazia antes da guerra e condição à qual Washington se opõe firmemente. Além da reabertura do Estreito de Ormuz, os objetivos diplomáticos dos Estados Unidos incluem a desnuclearização do Irã, algo que até mesmo Trump reconheceu que pode "levar algum tempo".

ANG/RFI com agências

 

Regiões/Diretor do Parque de Lagoas de Cufada apela proteção da população das áreas repovoadas com cibe

Buba, 05 Ago 26 (ANG) - O Diretor do Parque Natural de Lagoas de Cufada, situado no sector de Buba, região de Quinara, sul do país, apelou , terça-feira, à população da zona para protegerem as  áreas repovoadas com cibes, para não se repetir a tragédia do ano passado, provocado por um incêndio que destruiu todo o trabalho de repovoamento realizado.

De acordo com o Correspondente da ANG na Região de Quinará, Manuel Nanque falava  no encerramento da primeira fase da campanha de repovoamento florestal, iniciada no dia 03 de Agosto findo, nas matas de Indjassane e Buba Tumbo, localidades do setor de Buba, região de Quinara.

Nanque  manifestou a sua satisfação pelo envolvimento das comunidades, dos parceiros locais e de todos os participantes na campanha.

Lamentou, por outro lado, que o campo anteriormente recuperado tenha sido consumido pelas chamas, razão pela qual  apela às populações para assumirem a responsabilidade de proteger o novo espaço reflorestado.

O Diretor disse  que existem mais sementes disponíveis e anunciou que, embora a primeira fase da campanha tenha terminado, os trabalhos de repovoamento vão prosseguir.

O representante das mulheres de Buba Tumbo, Djilan Sissé lamentou a destruição do campo recuperado no passado, e disse . que o novo campo deve ser protegido para garantir que as futuras gerações possam beneficiar da espécie de cibe.

O representante da ONG Pro-Ativo, Bambo Ansumane Turé, destacou a importância da campanha de repovoamento florestal e agradeceu a participação dos jovens, das comunidades e dos parceiros do parque.

Sublinhou que é fundamental a proteção da floresta para garantir que as futuras gerações venham a conhecer espécie de cibes.

Bambo Turé  reafirmou  a disponibilidade da ONG Pro-Ativo de continuar
a apoiar . as ações de conservação no país.

A primeira fase da campanha decorreu durante dois dias e contou com a participação de redes juvenis, forças de segurança, parceiros locais, jornalistas e comunidades residentes de Buba Tumbo e Indjassane. ANG/AALS/ÂC//SG

 

Regiões/FC Canchungo nega ter utilizado indevidamente seu atleta Amed Camará no jogo contra FC Cumuta que lhe valeu o título de campeão

Canchungo, 05 Ago 26 (ANG) – A Direção do FC de Canchungo recusou terça-feira, as informações avançadas nas redes sociais pelo Cupelum FC, sobre a utilização ilegal de um  atleta, na última jornada da “Liga-Orange” contra o FC de Cumura.

Este clube nortenho  também negou a eventual anulação, da época desportiva 2025/26 que ganhou, devido as disputas vigentes na Liga Guineense de Clubes de Futebol LGCF entre Dembo Sissé e Rui da Silva.

Segundo o Correspondente de Agência de Notícias da Guiné (ANG) na região de Cacheu, a reação do FC de Canchungo foi tornada pública em  conferência de imprensa, em que  o Vice-Presidente e igualmente  Porta-voz do Clube, Humberto Tavares disse que o jogador em causa, Amed Camará, já havia cumprido o castigo de um jogo, numa partida à contar, para as meia-final da Taça da Guiné, disputado contra o FC de Tombali, no passado dia 25 de Julho , no Estádio Lino Correia, em Bissau.

Relativamente as disputas que ocorrem na Liga Guineense dos Clubes de Futebol (LGCF), entre o Ex-Presidente afastado, mas que ganhou a causa no tribunal, Dembo Sissé e o  presidente em exercício Rui da Silva, cujo mandato foi anulado por um tribunal, aquele responsável disse que a disputa entre as duas figuras da LGCF não tem nada a ver com a conquista do título, pelo FC de Canchungo dentro do campo.

Humberto Tavares disse que  um dos motivos da realização da referida conferência de imprensa, é  agradecer as pessoas, instituições que de forma direta ou indireta, apoiaram ao Clube de FC de Canchungo nessa luta para a  conquista do título.

“Aproveitamos também esse momento, para pedir a união e o entendimento, entre os filhos, amigos e adeptos do futebol de Canchungo  e da diáspora”, declarou o Vice-Presidente do Clube.

Segundo Tavares, o FC de Canchungo vai contar com o apoio de todos os amantes do futebol guineense, tanto local  como da diáspora, para que possa ganhar o jogo da final da Taça da Guiné, contra a União Desportiva Internacional de Bissau (UDIB), marcado para o próximo dia 16 de Agosto , no Estádio Nacional 24 de Setembro.

O FC de Canchungo sagrou-se campeão na semana passada ao derrotar fora o equipa de Cumura por uma bola a zero. Trata-se do segundo titulo da equipa nortenha, após sagra-se campeão em 2023/24. ANG/AG/LLA/ÂC//SG    

      

Brasil/ Governo acusa EUA de escalada hostil após revogação de visto de embaixadora em Washington

 

Brasília, 05 Ago 26(ANG) – O Governo brasileiro repudiou na terça-feira, a decisão dos Estados Unidos de revogarem o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, classificando como "falsas" as justificações apresentadas.

 

O Palácio do Planalto sustentou ainda que a decisão "faz parte de uma escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil", motivadas por "razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral" historicamente pautada pelo respeito mútuo.

 

“Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente”, informa o comunicado.

 

O Governo brasileiro acrescentou que o processo de concessão do aprovação é confidencial, recordando que os EUA divulgaram publicamente o nome do seu candidato à embaixada em Brasília, Daniel Perez, antes de apresentarem formalmente o pedido ao Brasil.

 

Brasília acrescentou na nota que segue "estritamente o direito internacional" e sublinhou que a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas não estabelece qualquer prazo para a concessão da aprovação, indicando que o pedido norte-americano continua em análise.

 

O Departamento de Estado norte-americano anunciou na terça-feira a revogação do visto da embaixadora do Brasil em Washington e sinalizou que a medida pode ser revertida caso o Brasil conceda o aval diplomático para que o indicado do Presidente Donald Trump assuma a embaixada dos EUA em Brasília.

Daniel Perez foi indicado para o cargo em junho deste ano, sendo que a sua aprovação ainda não foi referendada pelo Congresso norte-americano.

 

A revogação do visto da embaixadora brasileira não significa a expulsão de Maria Luiza Ribeiro Viotti dos Estados Unidos, segundo esclareceu anteriormente o Departamento de Estado.

 

Washington indicou que adotou a medida contra a embaixadora após autoridades brasileiras sinalizarem que apenas concederiam a aprovação de Daniel Perez depois das eleições gerais brasileiras, o que considerou inaceitável.

 

O Departamento de Estado referiu ainda ter agido com reciprocidade por Brasília negar vistos a dois diplomatas norte-americanos há duas semanas, alegando que a visita poderia ser utilizada para descredibilizar o sistema eleitoral brasileiro.

 

Sobre este ponto, o Governo brasileiro acrescentou que os dois funcionários pretendiam visitar o país para "colocar em dúvida a integridade do sistema eleitoral brasileiro", classificando a iniciativa como uma tentativa "inaceitável de interferir no processo político nacional".

 

O Planalto recordou também que continuam em vigor sanções individuais impostas pelos EUA a autoridades brasileiras, incluindo o cancelamento de vistos de juízes do Supremo Tribunal Federal e membros do primeiro escalão do Executivo.

 

Segundo a nota, o Presidente Lula da Silva pediu diretamente ao Presidente Donald Trump, durante a visita a Washington em maio, o levantamento dessas sanções.

 

“A decisão de hoje [terça-feira] não é um fato isolado. Faz parte de uma escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo”, informa Brasília.

“Em linha com sua tradição diplomática, o Governo brasileiro opõe-se à lógica de confrontação e reitera a defesa do diálogo e da negociação em todas as suas relações internacionais”, conclui o comunicado do Palácio do Planalto.

 

A Casa Branca e o Palácio do Planalto vivem tensões diplomáticas desde o ano passado, quando Trump anunciou a imposição das primeiras tarifas alfandegárias ao Brasil. Em julho, Washington aplicou novas sobretaxas a produtos brasileiros.

 

No mês passado, os EUA decidiram também prolongar por um ano o estado de emergência para o Brasil, classificando o Governo brasileiro como uma ameaça "incomum e extraordinária" à segurança nacional, à política externa e à economia norte-americana.

 

Washington classificou ainda recentemente como organizações terroristas globais as duas maiores fações criminosas do país sul-americano, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). ANG/Inforpress/Lusa

 

Regiões /CAFAM pede intervenção urgente do Governo para garantir segurança às pessoas e bens na região de Cacheu

Cacheu, 05 Ago 26 ( ANG) – A Confederação das Associações dos Filhos e Amigos de Manjacos dos setores de Canchungo, Caió e Calequisse (CAFAM) e os chefes das tabancas locais, pediram, em Canchungo, a intervenção urgente do Governo para garantir segurança às pessoas e bens.

O pedido foi feito no final de numa reunião realizada, recentemente,  no sector de Canchungo, região de Cacheu, norte do país,  na sequência de  registo de roubos de gados nas bolanhas e nas matas dos referidos sectores.

O Secretário da CAFAM, Tena João Mendes sustentou o pedido com denuncia de aumento de roubos de gados à mão armada na região de Cacheu, e diz que não só empobrece as populações, mas também provoca vitimas mortais da parte dos donos das vacas, na tentativa de recuperação dos seus animais nas mãos dos ladrões.

Por outro lado,Tena João Mendes denunciou  o que diz ser “mau comportamento” dos agentes da policia e da Direção Setorial de Viação e Transportes Terrestres de Canchungo, em relação à apreensão e cobranças ilícitas de multas aos motoristas, que variam de 10.000 à 23.000 francos CFA.

Por sua vez, o Porta-voz dos Régulos de Costa de Baixo, Hélio Francisco Gomes, pede aos tribunais a celeridade nos processos judiciais relacionados aos  conflitos sobre  posse de terras entre os habitantes da Secção de Djolmete, no setor de Canchungo, Região de Cacheu.  ANG/AG/LPG/ÂC//SG

Regiões/Meninas Líderes lançam projeto denominado” Mindjer I Soluson Di Tchon “

Biombo, 05 Ago 26 (ANG) – A organização “ Meninas Líderes em Defesa do Meio Ambiente”, lançou , segunda-feira, em Ponta Cabral, setor de Quinhamel, região de Biombo, o projeto denominado ”MIDJER I SOLUSON DI TCHON”, com o objetivo de reforçar a resiliência da liderança e protagonismo das mulheres face as mudança climáticas.

Em declarações ao Correspondente da ANG na Região de Biombo, Saudia Pina Mango, Presidente da organização Meninas Líderes em Defesa do Meio Ambiente e Igualmente Coordenadora do projeto, disse que a projecto iniciou os seus trabalhos com formação de mulheres de alguns bairros de Bissau.

“Vimos que há necessidade de dar  formação  às mulheres sobre o ambiente, porque a questão do ambiente é  transversal, e deve interessar a todos como sendo um bem comum”, disse acrescentando “por isso decidimos expandir para outras zonas do país”.

Saudia Pina Mango, disse  que o projecto, criado em 2023, agora   lançado na Região de Biombo, tem a duração de um ano e meio e é financiado pelo AWDF, ÁFRICAN WOMEN'S DEVELOPMENT FUND em 16 milhões de francos CFA, geridos  pela ONG Melda. ANG/MN/MSC/ÂC//SG

    Bélgica/ União Europeia pretende ampliar centros de retorno de imigrantes

 Bissau, 05 Ago 26 (ANG) - Os ministros do Interior da União Europeia concordaram , em reunião de emergência, em aumentar os esforços e investimentos contra a imigração ilegal, incluindo a intensificação de retornos e parcerias com países terceiros. 

A crise no enclave espanhol de Ceuta, no Marrocos, deve acelerar as políticas contra a imigração ilegal na União Europeia.

A decisão veio após reunião de emergência por videoconferência entre os ministros do Interior do bloco.

Em comunicado, a UE confirmou que houve um entendimento comum entre os estados-membros sobre a necessidade de continuar a combater as redes de tráfico de imigrantes, reforçar os retornos, fortalecer as fronteiras externas e construir parcerias com países terceiros.

O comissário europeu para Migrações, o austríaco Magnus Brunner, informou que seis governos da União Europeia estão trabalhando juntos para iniciar discussões com países terceiros sobre a criação de centros de retorno. 

Brunner também afirmou que Bruxelas ofereceu ajuda à Espanha, incluindo assistência financeira emergencial, para reforçar a proteção da fronteira externa em Ceuta.

Ele acrescentou que os eventos no enclave espanhol na semana passada, quando cerca de 60 mil pessoas cruzaram a fronteira do Marrocos, foram alimentados por redes criminosas de contrabando e desinformação nas redes sociais.

Atualmente, a Itália já possui um acordo bilateral com a Albânia em que prevê que imigrantes resgatados no Mediterrâneo possam ser levados para centros em território albanês para processamento de pedidos de asilo. A ideia é que pessoas com pedidos rejeitados possam posteriormente retornar a seus países de origem.

Esses mecanismos, porém, são alvo de críticas de organizações de direitos humanos, que questionam as condições oferecidas aos migrantes  e a protecção de seus direitos fundamentais.

Em Junho deste ano, o Parlamento Europeu e o Conselho Europeu chegaram a um acordo que abre a possibilidade legal para que países da UE criem esses centros desde que haja respeito às regras internacionais, incluindo o princípio de não devolver pessoas para locais onde corram risco. 

Bruxelas também confirmou que negocia um novo acordo de cooperação com o Marrocos.

A estratégia seguiria o modelo de parcerias já firmadas pela União Europeia com países africanos como a Tunísia para combater o tráfico humano e facilitar os retornos. 

“A UE está unida e pronta para apoiar a Espanha e proteger as nossas fronteiras externas da migração ilegal. As fronteiras externas da UE são uma responsabilidade partilhada e a migração exige uma resposta europeia unida”, afirmou o ministro do Interior da Irlanda, país que detém a presidência rotativa do Conselho Europeu. 

O ministro do Interior da Itália, Matteo Piantedosi, defendeu a aplicação de sanções comerciais contra o Marrocos e países que não cooperem com a política do bloco. “Se um país terceiro se recusar a cooperar na readmissão de seus próprios cidadãos, a União deve poder impor condições rigorosas em todos os setores, utilizando todos os mecanismos à sua disposição. Não podemos mais permitir que a diplomacia económica siga um caminho separado da cooperação em segurança e migração”, declarou.

Além dos ministros da União Europeia, a reunião contou também com a presença do serviço de diplomacia do bloco, liderado por Kaja Kallas, e com os outros países que integram o Espaço Schengen: Islândia, Noruega, Suíça e Liechtenstein. 

A pressão por uma resposta mais rígida ganhou força após uma carta assinada por 22 dos 27 líderes da União Europeia. Liderado por Itália e Dinamarca, o grupo criticou a flexibilização das regras migratórias adotadas pelo governo espanhol e afirmou que a medida teria criado um "fator de atração" para a imigração irregular.

 

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez refutou essa hipótese e criticou o bloco europeu por uma resposta “assimétrica” à crise. 

 

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, foi uma das vozes mais duras durante a crise.

Além de defender a exclusão temporária da Espanha do Espaço Schengen, a premiê determinou a retomada dos controles na fronteira entre Itália e Espanha, com verificação de passaportes e vistos dos viajantes.

Segundo as regras do Tratado de Schengen, é permitida a reintrodução temporária de controles fronteiriços em situações consideradas uma ameaça à segurança ou à ordem pública.

A iniciativa italiana, no entanto, foi alvo de críticas de analistas de direito internacional. Eles lembram que Ceuta e Melilla não integram o Espaço Schengen. Na prática, qualquer pessoa que saia desses enclaves em direção ao território continental espanhol já precisa passar por controles migratórios.

Antes mesmo da reunião, em carta enviada a Pedro Sánchez, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu o reforço dos controles nas fronteiras externas do bloco, com maior vigilância e a instalação de barreiras físicas em pontos considerados críticos. 

O número de migrantes mortos na tentativa de chegar a Ceuta na semana passada subiu para 75, segundo informou nesta terça-feira a prefeitura do enclave espanhol, revisando o balanço anterior de 72 vítimas, a maioria afogada no Mar Mediterrâneo. ANG/RFI

 

Brasil/Após rebaixamento diplomático, Argentina evita retaliação e atribui crise ao Brasil

Bissau, 05 Ago 26 (ANG) - A Argentina reagiu ao duro rebaixamento diplomático imposto pelo Brasil tentando inverter a narrativa da crise bilateral.

Ao revelar a comunicação recebida pelo embaixador argentino em Brasília, o governo de Javier Milei classificou a decisão como unilateral, afirmou que não responderá na mesma moeda e acusou o Brasil de "isolar-se" da região por razões ideológicas.

O governo argentino revelou que o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, informou ao embaixador Daniel Raimondi que Brasília reduziu a relação bilateral ao nível de encarregado de negócios e pediu seu retorno a Buenos Aires.

Em nota divulgada pelo ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno, nas redes sociais, o governo de Javier Milei afirmou que manterá seu embaixador em Brasília e acusou o Brasil de "isolar-se do resto da região por questões puramente ideológicas". No texto, o chanceler argentino frisa que a decisão é unilateral.

Para o governo argentino, os ataques de Milei a Lula são meras diferenças políticas pessoais, desconsiderando o peso e a representação dos cargos que ocupam, além da gravidade das ofensas proferidas pelo presidente argentino. A Argentina entende que a decisão de levar os ataques ao campo institucional partiu do Brasil.

“Nos últimos anos, houve numerosos episódios de expressões e apoios políticos cruzados entre políticos dos dois países. Em todos esses casos, sem exceção, a Argentina elegeu não os tornar um incidente diplomático. Nunca respondemos a uma diferença política com uma medida institucional. Esse critério é o que a Argentina sustenta hoje”, diz o texto, indicando que a Argentina não escalará o conflito, mantendo o embaixador no Brasil.

“A política exterior argentina continuará a guiar-se exclusivamente pela defesa do interesse nacional”, indica o chanceler argentino, desconsiderando que os ataques de Milei são dirigidos ao presidente do maior sócio comercial da Argentina, aquele que mais compra produtos argentinos e que mais consome os bens industriais produzidos pelo país.

Enquanto o chanceler argentino se esforça como equilibrista, Javier Milei voltou a atacar o presidente brasileiro.

“Lula é um ladrão, um corrupto, esteve preso e foi tirado da prisão por um argumento administrativo”, repetiu Milei, nesta terça-feira (4), em entrevista ao canal La Casa Streaming.

Quando perguntado se acreditava que esses adjetivos poderiam mudar o rumo das eleições no Brasil, Milei disse esperar que sim.

“Esperemos que sim. Esperemos que o Brasil também se pinte de azul”, disse, referindo-se a uma onda de vitórias de candidatos da extrema direita ou da direita nos últimos anos.

“Pelo bem dos brasileiros, livrar-se dos corruptos ladrões sempre é bom. Livrar-se dos esquerdistas sempre é bom”, acrescentou, novamente em alusão ao presidente Lula.

O presidente Milei também recordou que Lula foi “uma das poucas pessoas que não lhe deu os parabéns pela vitória” em 2023, quando foi eleito.

“Imagino que isso tem a ver com o fato de ter intervindo ativamente para que o outro candidato na eleição ganhasse”, considerou Milei, em referência ao candidato Sergio Massa, apoiado por Lula, mas esquecendo que passou a campanha eleitoral chamando Lula de “comunista e corrupto”.

Assim, pela terceira vez em dez dias, Milei chamou Lula de “ladrão”, “presidiário” e “corrupto”. A primeira delas ocorreu em 25 de julho, durante o lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro, em São Paulo, num episódio sem precedentes de um presidente ofender outro no território do ofendido.

As reiteradas agressões levaram o governo brasileiro a adiar, por tempo indeterminado, a volta do embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, convocado em 26 de Julho para consultas em Brasília.

Bitelli já tinha indicação de Lula para regressar à Argentina nesta semana, mas, após os novos ataques diretos de Milei durante uma entrevista no domingo passado (2), o Itamaraty decidiu que, por enquanto, o Brasil seja representado apenas pelo encarregado de negócios, Eduardo Uziel.

“Diante das reiteradas agressões de Milei, comunicamos que, enquanto permanecer esta situação, o embaixador Júlio Bitelli não voltará. Decidimos que, enquanto isso, a relação seja rebaixada ao nível comercial, com o encarregado de negócios”, dizia a nota do governo brasileiro divulgada à imprensa local por diplomatas argentinos.

Os diplomatas brasileiros na Argentina prevêem que Milei, em modo campanha eleitoral brasileira, não pare de atacar Lula, fazendo com que as relações diplomáticas só voltem a ser de alto nível após as eleições no Brasil, a depender do resultado.

No direito internacional, o rebaixamento da relação bilateral ao nível de “encarregado de negócios” significa reduzir a diplomacia em dois níveis, abaixo dos embaixadores e dos ministros, os únicos a terem representação junto ao chefe de Estado. O encarregado de negócios limita-se ao chanceler devido à falta de peso político e diplomático. ANG/RFI

 

                     RDC/ OMS pede reforço no combate ao ébola

Bissau, 05 Ago 26 (ANG) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu  terça-feira (4) um aumento da ajuda da comunidade internacional em todos os níveis para combater a epidemia de ebola na República Democrática do Congo (RDC).


A doença está se propagando mais rapidamente do que a resposta sanitária. De acordo com um estudo recente divulgado pela revista Science, o surto pode ter começado quatro meses antes de quando foi detectado.

Declarada oficialmente em 15 de Maio — após um atraso de várias semanas —, a epidemia atual é causada pela variante Bundibugyo, para a qual não existe nem vacina nem tratamento no momento.

Pelo menos três imunizantes, um deles descrito pela OMS como o “mais promissor”, estão em desenvolvimento por diferentes laboratórios.

Este é o maior surto de ebola já registrado na RDC. A doença afeta regiões onde a presença do Estado é frágil e a infraestrutura de saúde é extremamente precária. "Infelizmente, a epidemia continua a se espalhar a um ritmo que supera as capacidades de resposta", disse o porta-voz da OMS, Tarik Jasarevic, durante uma coletiva de imprensa em Genebra. 

"Precisamos de mais apoio financeiro, bem como de outros recursos para fortalecer todos os aspectos da resposta: capacidades de tratamento, equipes de investigação em campo, equipes de sepultamento seguro e agentes comunitários de saúde", explicou ele.

No total, foram registados 3.802 casos confirmados e 1.707 mortes na RDC. A doença é transmitida pelo contato com fluidos corporais e causa febre hemorrágica.

Nos últimos dois meses, epidemia em curso se espalhou para cinco províncias (Ituri, Kivu do Norte, Kivu do Sul, Haut-Uélé e Tshopo). No entanto, 87% dos casos foram registados em Ituri.

 

Quando o surto foi declarado oficialmente em 15 de Maio, as autoridades já haviam notado um atraso na detecção da doença. Agora, um relatório de uma investigação científica divulgado pela revista Science levanta a hipótese de que os primeiros casos ocorreram ainda em Janeiro.

Três pesquisadores passaram quase um mês em Mongbwalu. Foi nessa cidade mineira, localizada a cerca de 80 quilómetros de Bunia, que a epidemia surgiu. Os cientistas conduziram uma investigação, e suas conclusões preliminares apontam para prováveis ​​casos que remontam a Janeiro.

A hipótese deles concentra-se em um morador de uma área rural que viajou para Mongbwalu em busca de tratamento médico, levando o vírus consigo; inicialmente, a doença afetou os arredores da cidade. Consequentemente, quando as autoridades identificaram oficialmente o ébola em Maio, uma "epidemia generalizada e em expansão" já estava em curso.

A investigação também levou à descoberta de um caso específico: uma mulher de 50 anos que morreu em 25 de Janeiro após vomitar sangue. Posteriormente, vários membros de sua família e de seu círculo social adoeceram.

Para os autores do relatório, surge uma questão crucial: como a doença passou despercebida por tanto tempo? Vários fatores são citados: uma cultura de sigilo, crenças místicas, a consideração de outras possíveis doenças e sintomas atípicos que não despertaram alertas entre os profissionais de saúde.

Nesta terça-feira, Jean Kaseya, chefe do África CDC (Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças), é esperado em Bunia para se reunir com as equipes de resposta.  ANG/Faapa

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terça-feira, 4 de agosto de 2026


J
ustiça/Ministério Público  pede detenção do Presidente da FFGB Carlos Alberto Mendes Teixeira por alegada violação de medidas de coação

Bissau, 04 Ago 26 (ANG) – O Gabinete de Luta Contra a Corrupção e Delitos Económicos da Procuradoria-Geral da República ordenou a detenção do Presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau(FFGB),  Carlos Alberto Mendes Teixeira, por alegado incumprimento das medidas de coação que lhe haviam sido impostas no âmbito de um processo de investigação por suspeitas de falsificação, administração danosa e abuso de confiança.

De acordo com o mandado emitido em 31 de Julho de 2026, à que a ANG teve acesso hoje, o arguido foi  indiciado por factos suscetíveis de enquadramento nos crimes de falsificação e abuso de confiança, previstos no Código Penal.

Segundo o Ministério Público, durante a fase de inquérito foram aplicadas ao suspeito as medidas de obrigação de permanência e de Termo de Identidade e Residência (TIR), que o impediam de se ausentar do país sem autorização judicial, bem como de abandonar a cidade de Bissau ou alterar a sua residência sem comunicação prévia às autoridades.

O Ministério Público refere que  o Presidente da FFGB viajou no dia 16 de Julho de 2026, num voo da TAP, para assistir a final do Campeonato do Mundo de Futebol, nos Estados Unidos da América, sem autorização das autoridades competentes, violando assim as obrigações impostas.

Perante esta situação, o Ministério Público considerou que as medidas de coação anteriormente aplicadas se revelaram insuficientes para garantir as finalidades do processo, nomeadamente a presença do arguido nos atos processuais e a salvaguarda da investigação.

Em consequência, foi ordenada a detenção de Carlos Alberto Mendes Teixeira e a sua condução às celas de detenção provisória da Polícia Judiciária, onde deverá permanecer à disposição da justiça até novos desenvolvimentos do processo. ANG/LPG/ÂC//SG

Comunicação Social/Embaixador da China promete apoiar a modernização da Agência de Notícias da Guiné

Bissau, 04 Ago 26 (ANG) – O embaixador da República Popular da China na Guiné-Bissau, Yang Renhuo, manifestou disponibilidade para apoiar a modernização da Agência de Notícias da Guiné (ANG).

A promessa foi feita hoje  numa audiência concedida ao novo Diretor-geral da instituição, Bonifácio Malam Sanha, na embaixada.

No encontro, ficou acordado que a direção da ANG apresentará um ao diplomata chinês uma relação das necessidades da ANG para essa modernização em termos de equipamentos e formação, para o reforço das capacidades dos técnicos e jornalistas deste órgão estatal de Comunicação social.  .

Na ocasião, o diplomata chinês elogiou o trabalho desenvolvido pela ANG, destacando a cobertura informativa sobre a cooperação entre a Guiné-Bissau e a China, bem como o acompanhamento das atividades do Governo e da sociedade em geral.

Por sua vez, o Diretor-geral da ANG reafirmou o compromisso da instituição de continuar a seguir as orientações superiores que privilegiam o fortalecimento da cooperação entre a Guiné-Bissau e a República Popular da China.

Bonifácio Malam Sanhá, acompanhado do ex-Diretor-geral da ANG, Salvador Gomes,  agradeceu ao embaixador Renhuo pelo apoio em equipamentos que a China tem prestado à Agência de Notícias da Guiné e defendeu o reforço da cooperação entre a ANG e a Agência de Notícias da China-Xinhua, com maior fluxo de  trocas de informações entre as duas agências.

O responsável manifestou igualmente a intenção de assegurar um acompanhamento regular das atividades desenvolvidas pela Embaixada da Ch
ina na Guiné-Bissau. ANG/LPG/ÂC//SG

Amamentação”Nutrição saudável contribui automaticamente para produção de leite saudável para criança”, diz o nutricionista Jean Jaque

Bissau, 04 Ago 26 (ANG) – O nutricionista guineense Jean Jaque Sanca Malú afirmou esta terça-feira que uma nutrição saudável durante a gravidez e no período de amamentação contribui automaticamente para  produção de leite saudável para a criança.

Sanca Malú falava em entrevista exclusiva à ANG, no âmbito da Semana Mundial de Amamentação (01 à 07 de Agosto).

Referiu  que na Guiné-Bissau o mês de agosto é instituído actualmente como mês de amamentação.

“A Nutrição saudável é fundamental para qualquer indivíduo e muito mais para mulheres em processo de gravidez ou no período de amamentação. Porque, uma mãe que não alimenta bem com certeza não pode ter leite de qualidade. Também é fundamental ressaltar que, após sete meses de gravidez, a mulher deve iniciar o processo de preparação de leite, que consiste em fazer as massagens e limpezas nas mamas”, disse aquele nutricionista.

Acrescentou que existem  três grupos de alimentos saudáveis que são: energéticos (inhambi, arroz, mandioca, milho, entre tantos), construtores; (peixe, ovo, feijão, carne, entre outros) e protectores (legumes e frutas).

Disse ser importante que se coma um pouco destes alimentos em cada refeição para garantir uma boa alimentação.

 “É necessário consumir mais  produtos naturais, porque, os importados, as vezes, carecem de qualidade. O nosso país não dispõe de laboratórios para garantir a qualidade dos produtos importados. Evitar de consumi-los tanto é o melhor que podemos fazer”, disse Jean Jaque.

O nutricionista disse  que uma nutrição saudável durante amamentação é fundamental para garantir a energia da mãe, repor os nutrientes perdidos e manter o bem-estar físico e mental no pós-parto

“A recuperação rápida ajuda o corpo a cicatrizar e voltar ao normal, também dá força extra para cuidar do bebé”, disse.

Jaque Malú disse  que, durante o processo de amamentação exclusiva, a mãe deve manter  uma dieta equilibrada baseada em alimentos naturais, com destaque para frutas, legumes frescos, e beber muita água .

“Não existe uma lista restrita de alimentos mágicos, mas o corpo precisa de comida de verdade para recuperar-se do parto e produzir leite de qualidade”, referiu.

Acrescentou  que os alimentos devem ser bem cozidos, que os legumes e frutas devem ser desinfectados para  garantir uma alimentação saudável e se prevenir das consequências negativas.

“Temos dois órgãos do corpo da mulher que encarregam da produção de leite nomeadamente oxitocina e prolactina. Uma mulher deve alimentar bem antes da gravidez, durante e nos pós-parto com o objectivo de ter uma criança saudável e de garantir a sua boa evolução como pessoa no futuro”, disse.

Por outro lado, Jean Jaque chamou a atenção aos agricultores no sentido de evitarem o uso de insecticidas, em detrimento de   estrumes naturais para garantir melhor qualidade dos produtos cultivados no país.

Recomenda  o uso de tendas sobretudo nesta época da chuva para evitar o paludismo, limpeza das casas e das valetas nos arredores das habitações, destruição de lixos e cuidados especiais às  crianças. ANG/AALS/ÂC//SG