sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Economia/Banco Mundial reitera disponibilidade de continuar a apoiar a Guiné-Bissau

Bissau, 18 Set 26 (ANG) – O Primeiro-ministro de Transição  recebeu hoje, no seu gabinete de trabalho, o Diretor Executivo do Grupo Banco Mundial, Harold Tavares que lhe manifestou a disponibilidade de continuar a apoiar a Guiné-Bissau em diversos domínios.

À saída da audiência, em declarações à imprensa em nome do Governo, o ministro da Economia, Plano e Integração Regional, Mamadu  Djaló disse que a  visita permitiu as partes analisarem os mecanismos do desenvolvimento para  diferentes setores do país.

“O Governo está a trabalhar numa agenda de melhoramento da vida da população, na criação de emprego e naquilo que tem a ver com a transformação estrutural de vida da nossa população”, disse Mamadú Djaló.

Referiu que o país já dispõe de um Plano Nacional do Desenvolvimento, que está em implementação e  que vai de 2026 até 2035, acrescentando que o Governo de Transição concluiu os trabalhos de Recenseamento Geral de População Habitação.

O ministro da economia reiterou que o Governo vai continuar a dialogar com o  Banco Mundial, visando o apoio às políticas de desenvolvimento implementadas pelo sector privado no país.

O Diretor Executivo  do Banco Mundial, Harold Tavares, parabenizou o Governo de Transição pela dinâmica que está a implementar no desenvolvimento de vários setores no país. ANG/LLA/ÂC//SG  

China/ ICGEB disponível para transferir tecnologia biofarmacêutica para África no combate ao HPV e outras doenças

Bissau, 18 Set 26 (ANG) - O director do Centro Regional do ICGEB na China, Yili Yang, manifestou hoje disponibilidade para transferir tecnologia biofarmacêutica para países africanos, apoiando o combate ao HPV e outras doenças.

A garantia foi dada durante uma visita de jornalistas africanos do programa CIPCC às instalações do Centro Internacional de Engenharia Genética e Biotecnologia (ICGEB China RRC), localizadas em Taizhou, na província de Jiangsu.

“Se algum dos vossos países estiver interessado em tecnologias contra o HPV [papilomavírus humano], podemos facilitar a transferência para ajudar a combater a doença”, afirmou Yili Yang, citando parcerias já em curso com o Zimbabwe.

O responsável ressalvou que o processo exige o engajamento dos governos africanos na verificação de padrões de qualidade e harmonização regulatória, adiantando que a expansão será feita de forma gradual, “país por país”.

Entre as oportunidades de cooperação, Yili Yang destacou a área da insulina, apontando que a produção chinesa pode reduzir o custo por injecção para cerca de 1,5 dólares, face aos cinco dólares cobrados por farmacêuticas ocidentais, nomeadamente nos Estados Unidos e na Dinamarca.

O ICGEB desenvolve programas de formação que permitem a investigadores de países membros deslocarem-se à China durante dois a quatro meses para aprender determinadas tecnologias e, em alguns casos, levar conhecimentos e reagentes para os seus países.

O centro possui igualmente programas de investigação, bolsas, reuniões e workshops, além de actividades de transferência e apoio tecnológico na área da biotecnologia.

Entre os trabalhos desenvolvidos está um método e um kit para reagentes de diagnóstico destinados a zonas rurais, que permitem o transporte à temperatura ambiente de produtos que normalmente necessitam de cadeia de frio.

O ICGEB China RRC é uma das três componentes do ICGEB, juntamente com as unidades de Trieste, em Itália, onde está localizada a sede, e de Nova Deli, na Índia, e a componente localizada na Cidade do Cabo, na África do Sul.

A unidade na China foi co-estabelecida pelo RCGEB, pelo China Biotechnology Development Center e pela China Medical City, segundo a explicação apresentada pelo director Yili Yang.

A missão do ICGEB, segundo o responsável, é promover a biotecnologia dos países desenvolvidos para países em desenvolvimento de rendimento baixo e médio, procurando utilizar a biotecnologia para responder a questões de saúde, ambiente e emprego. ANG/Inforpress

 

China/ Empresa agrícola de Jiangsu manifesta interesse em ampliar cooperação com países africanos

Bissau, 18 Set 26(ANG) – A empresa chinesa Jiangsu Jiangzhou Agricultural Science and Technology Development Co., Ltd. manifestou interesse em reforçar a cooperação agrícola com países africanos, incluindo através de investimentos, transferência de tecnologia, mecanização e formação de técnicos do continente.

 

A posição foi expressa pelo presidente da Câmara de Comércio de Jiangsu em Angola e presidente da Jiangsu Jiangzhou Agricultural Science and Technology Development Co., Ltd., Zhu Jinlin, em declaração aos jornalistas africanos participantes na edição de 2026 do China International Press Communication Center (CIPCC).

 

Segundo Zhu Jinlin, a empresa já possui espaços de cooperação na Namíbia, em Zanzibar e no Quénia, e pretende que os governos africanos possam convidá-la a investir nos seus países, bem como facilitar a entrada de outras empresas chinesas interessadas em contribuir para o desenvolvimento local.

 

“Desejamos que o vosso governo possa convidar-nos para investir no vosso país. E também outras empresas chinesas”, afirmou.

 

O responsável considerou que os países africanos podem desempenhar um papel na aproximação entre empresas chinesas e os seus mercados, de forma a reforçar o desenvolvimento.

 

A Jiangsu Jiangzhou Agricultural Science and Technology Development Co., Ltd., fundada em 2014, está vocacionada para o desenvolvimento da agricultura moderna em África e tem como principais áreas de actividade o cultivo de cereais, o processamento de produtos agrícolas e a formação técnica agrícola.

 

Em Angola, a empresa possui dez mil hectares de terra com direitos de propriedade permanentes e desenvolveu uma exploração agrícola moderna de grande escala.

 

A unidade produz anualmente 20 mil toneladas de cereais e subprodutos agrícolas para o mercado angolano.

 

Do total da área, 2.000 hectares foram desenvolvidos para cultivo, contando com um sistema de secagem de cereais com capacidade para 300 toneladas por dia, armazenamento inteligente de nível de dez mil toneladas e instalações de irrigação de precisão.

 

A produção anual ultrapassa 20 mil toneladas de cereais básicos, incluindo milho e soja.A empresa também opera linhas de processamento de farinha e óleo, cujos produtos representam 15 por cento da quota do mercado local, segundo as informações disponibilizadas.

 

Além da produção agrícola, a formação constitui uma das áreas de intervenção da empresa.

 

Através de uma parceria com o Jiangsu Animal Husbandry and Veterinary College, foi criada uma base de formação no exterior, tendo sido realizadas, no total, 27 sessões de formação técnica agrícola.

 

Em 2024, na sequência de uma candidatura conjunta com aquela instituição, aprovada pelo Departamento Provincial de Educação de Jiangsu, foi criada a “Angola Zheng-He College”.

 

A empresa estabeleceu ainda, em parceria com a Heilongjiang Academy of Agricultural Sciences, um centro de demonstração no exterior, através do qual foram introduzidas e divulgadas 14 variedades de culturas adaptadas às condições locais.

 

De acordo com o perfil da empresa, o projecto foi reconhecido como projecto modelo de cooperação agrícola China-Angola.

 

A empresa afirma também ter investido mais de um milhão de yuans em iniciativas de responsabilidade social, abrangendo infra-estruturas, educação, saúde e outras áreas, tendo recebido, em 2021, a Medalha de Contribuição Excepcional de Angola.

 

No continente africano, a Jiangsu Jiangzhou Agricultural Science and Technology Development Co., Ltd. está igualmente a promover projectos de cooperação agrícola na Zâmbia e noutros países, com o objectivo de desenvolver a presença da agricultura chinesa no exterior.

 

Durante a declaração aos jornalistas africanos, Zhu Jinlin explicou que a empresa pretende actuar não apenas na produção, mas também no desenvolvimento tecnológico agrícola, na mecanização e na formação.

 

“Visamos o desenvolvimento tecnológico agrícola, mas também a mecanização agrícola e a formação neste domínio para os amigos africanos, mas também para os chineses”, afirmou. ANG/Inforpress

 

Panamá/El Niño ameaça comércio mundial com nova redução no tráfego do Canal do Panamá por falta de água

Bissau, 18 Set 26 (ANG) - O Canal do Panamá vai reduzir novamente seu tráfego a partir de Outubro, devido à falta de água provocada pelo fenómeno climático El Niño.

A restrição ocorre enquanto essa rota marítima estratégica opera quase no limite de sua capacidade, especialmente por causa das perturbações no Oriente Médio. As consequências económicas podem chegar ao preço das mercadorias.

É um novo terramoto no transporte marítimo mundial. A administração do Canal do Panamá anunciou uma nova redução do tráfego a partir de Outubro. A via que liga o Oceano Atlântico ao Pacífico poderá receber apenas cerca de 30 navios por dia.

A causa é o fenómeno climático El Niño e a falta de água necessária para o funcionamento do canal. Com 80 quilómetros de extensão, essa via marítima permite que os navios passem do Atlântico ao Pacífico sem precisar contornar a América do Sul.

Todos os anos, cerca de 5% do comércio marítimo mundial passa pelo canal, movimentando centenas de bilhões de dólares. Em 2024, mercadorias no valor de US$ 444 bilhões atravessaram o Canal do Panamá.

Sua importância tornou-se ainda mais evidente desde o início da crise no Oriente Médio. O conflito e as perturbações em torno do Estreito de Ormuz e do Canal de Suez levam alguns países asiáticos a aumentar suas compras nos Estados Unidos e, consequentemente, a fazer passar mais navios pelo Canal do Panamá.

Nos últimos meses, o canal operava quase em sua capacidade máxima, com até 40 travessias por dia. Mas a redução de cerca de dez passagens diárias a partir de Outubro é significativa para uma rota pela qual transitam centenas de bilhões de dólares em mercadorias.

O aumento do tráfego ocorre justamente quando o canal enfrenta um problema de grandes proporções: não há água suficiente para permitir a passagem de todos os navios.

O canal funciona graças à água da chuva, armazenada em dois grandes lagos artificiais. Entre Maio e agosto, o volume de água que chegou à bacia foi 44% inferior ao normal.

O resultado foi uma redução progressiva do número de travessias: 36 por dia em agosto, 34 desde o início de Setembro, depois 32 a partir de meados de Setembro e menos de 30, em média, a partir de Outubro.

As consequências são concretas para os armadores. Menos vagas disponíveis significam mais tempo de espera e, sobretudo, travessias mais caras. No fim de agosto, um navio cargueiro pagou US$ 5,3 milhões para obter uma passagem prioritária, um recorde.

Diante da situação, alguns armadores deixam de utilizar o canal e optam por contornar a América do Sul. Outros transportam suas mercadorias por ferrovia, principalmente pelo México.

Em ambos os casos, porém, o transporte se torna mais longo e mais caro. Isso pode acabar afetando o consumidor, já que o aumento dos custos de transporte pode ser repassado aos preços das mercadorias.

Alguns países estão particularmente expostos. Um quarto do comércio exterior do Equador passa pelo Canal do Panamá, contra 22% no caso do Chile e do Peru.

Em uma perspectiva mais ampla, portanto, O El Niño não afeta apenas o Canal do Panamá, mas potencialmente toda a economia mundial.

O fenómeno altera as temperaturas, os ventos e as precipitações em diferentes regiões do planeta, e o episódio atual pode ser particularmente intenso.

Para o Canal do Panamá, isso se traduz concretamente em menos água e, portanto, menos navios. Para o comércio mundial, significa rotas mais longas, custos mais elevados e, potencialmente, aumento dos preços.

É mais uma ilustração de uma economia mundial cada vez mais dependente de um clima que, por sua vez, se torna cada vez menos previsível. ANG/RFI

 

Nigéria/ Investigação aberta após a morte de 37 suspeitos detidos no estado de Níger

Bissau, 18 Set 26 (ANG). – Uma investigação foi aberta no estado de Níger, na região central da Nigéria, após a morte, na quinta-feira, de 37 pessoas suspeitas de envolvimento em atividades ilegais de mineração artesanal enquanto estavam sob custódia da Defesa Civil, anunciou o governador Mohamed Umaru Bago.

De acordo com a Defesa Civil, as vítimas foram presas na terça e quarta-feira durante operações contra a mineração ilegal.

Este último mencionou uma suspeita de surto de doença dentro do centro de detenção, enquanto informações preliminares também indicam superlotação e ventilação inadequada.

O chefe de polícia do estado de Níger ordenou uma investigação para determinar as circunstâncias exatas dessas mortes.

Rico em recursos minerais, particularmente ouro, o estado do Níger atrai muitos garimpeiros artesanais.

Nesse contexto, o combate à mineração ilegal é um dos principais desafios enfrentados pelas autoridades locais. ANG/Faapa

 

Canadá/'Ninguém nos ditará com quem o Canadá pode se relacionar', diz Carney após ameaça de Trump à UE

Bissau,18 Set 26 (ANG) -  A proposta da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, de conceder ao Canadá um status inédito de "membro associado" da União Europeia abriu uma nova frente de tensão entre Bruxelas e Washington.

Enquanto o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, acolheu a iniciativa como uma oportunidade para aprofundar a cooperação entre democracias e reforçar a autonomia estratégica de ambos os lados do Atlântico, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a ideia como "ridícula" e ameaçou retaliar comercialmente o bloco europeu.

O anúncio foi feito na quarta-feira por Ursula Von der leyen durante seu discurso anual sobre o Estado da União, na presença de Carney. Além do novo status de associação, ainda sem contornos definidos, a presidente da Comissão Europeia propôs a participação canadense em um futuro Conselho de Segurança Europeu.

A iniciativa pegou de surpresa vários Estados-membros da UE, segundo diplomatas em Bruxelas, mas foi recebida com entusiasmo pelo governo canadense.

 Em discurso no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, nesta quinta-feira (17), Carney apresentou a aproximação entre Ottawa e Bruxelas como uma resposta às transformações geopolíticas e económicas em curso.

"Uma aliança entre o Canadá e a UE seria um farol para outras democracias; uma aliança definida não pelo que nos opomos, mas pelo que defendemos", afirmou Carney.

O premiê destacou valores compartilhados como liberdade, solidariedade e respeito à soberania, acrescentando que os canadenses apoiam amplamente uma cooperação mais estreita com a Europa.

"Ninguém nos ditará com quem o Canadá pode se relacionar", declarou posteriormente a jornalistas, em uma referência indireta às críticas vindas de Washington.

Mark Carney procurou, no entanto, afastar a ideia de que a proposta europeia representaria a formação de um bloco voltado contra os Estados Unidos.

"Não buscamos poder para dominar os outros. Pelo contrário, buscamos resiliência para que ninguém possa controlar nossos mercados abertos, infringir nossa soberania ou comprometer nossas liberdades", afirmou o primeiro-ministro canadense.

Embora sem mencionar diretamente  Donald Trump, o líder canadense fez uma crítica implícita ao uso crescente de instrumentos económicos como ferramenta de pressão política. "A integração econômica está sendo usada como arma, e as tarifas, como meio de coerção. Os mecanismos financeiros estão sendo usados para coerção.

As cadeias de suprimentos são pontos fracos a serem explorados", disse aos eurodeputados.

Desde o retorno de Trump à Casa Branca, as relações entre Ottawa e Washington se deterioraram. O Canadá foi alvo de tarifas sobre dezenas de bilhões de dólares em comércio bilateral, levando o governo canadense a buscar novos parceiros económicos e estratégicos.

A reação americana à proposta europeia foi imediata. Durante uma viagem à Carolina do Norte, Trump afirmou que poderá impor medidas severas caso considere que a associação do Canadá à UE represente um gesto hostil aos interesses dos Estados Unidos.

"Se ela fizer isso, se eu julgar que seja um ato hostil, imporei tarifas muito altas ou suspenderei o comércio com a Europa sobre muitos produtos", declarou o presidente americano a jornalistas. "Se a intenção for boa, ótimo. Se a intenção for ruim, imporemos tarifas muito altas à Europa", acrescentou, visivelmente preocupado com iniciativas que possam fortalecer alianças económicas e políticas fora da órbita americana.

Trump já havia classificado a proposta de Von der Leyen como "ridícula", aumentando a pressão sobre os europeus.

Bruxelas tentou minimizar o atrito. Questionado sobre as ameaças do presidente americano, o porta-voz da Comissão Europeia para o comércio, Olof Gill, afirmou que o aprofundamento dos laços com o Canadá "não é dirigido contra ninguém".

"Estamos comprometidos em estreitar ainda mais os laços com o Canadá", afirmou.

A França adotou um tom mais cauteloso. O ministro das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, declarou apoiar o fortalecimento das relações entre a UE e o Canadá, mas ressaltou que a proposta precisará ser "debatida, analisada e examinada minuciosamente" antes de uma posição definitiva de Paris.

Para Carney, porém, o debate sobre o formato institucional da associação é secundário. "O que importa é a substância, o que construiremos juntos", afirmou. O primeiro-ministro canadense defendeu uma cooperação aprofundada em setores considerados estratégicos, como minerais críticos, inteligência artificial, base industrial de defesa e segurança energética.

"O Canadá e a Europa devem garantir nossa autonomia estratégica por meio de uma profunda cooperação que abarque todas as capacidades estratégicas", declarou.

A proposta de Ursula von der Leyen surge em um contexto de crescente incerteza sobre o futuro da relação transatlântica. Enquanto a União Europeia procura reduzir dependências externas e reforçar sua posição entre Estados Unidos e China, o Canadá busca diversificar suas parcerias diante das tensões comerciais com seu principal aliado histórico.

Ao defender uma "aliança única" entre Ottawa e Bruxelas, Mark Carney deixou claro que pretende aproximar o Canadá da Europa sem romper com Washington. As ameaças de Trump, porém, mostram que esse reposicionamento geopolítico poderá ter custos diplomáticos e comerciais cada vez mais elevados para os dois lados do Atlântico. ANG/RFI/AFP

 

Comércio/Proprietário do “Restaurante-Bar Zona Verde” deu o “dito por não dito” e pede desculpas ao Director-geral do Turismo

Bissau, 18 Set 26(ANG) – O proprietário do “Restaurante-Bar Zona Verde”, situado no Bairro de Cuntum Madina, em Bissau, pediu desculpas ao Director-geral do Turismo, Paulo Alberto da Silva, pelas acusações feitas à sua pessoa, de ser o responsável pelo encerramento de seu estabelecimento comercial.

“ Mais uma vez, peço  desculpas ao Dr. Paulo Alberto da Silva, porque não era a minha intenção atingi-lo, porque é uma pessoa que conheço muito bem”, disse Cesário Rodrigues em conferência de imprensa realizada hoje.

O proprietário do “Restaurante-Bar Zona Verde”, realizou no passado dia 12 de Setembro, uma conferência de imprensa em que  acusou a Inspecção a e Direcção Geral do  Turismo de terem mandado encerrar, de “forma ilegal” o seu empreendimento comercial.

Cesário Rodrigues disse que, a sua comunicação na referida conferência de imprensa, devia ser direcionada pela antiga Direcção-geral do Turismo, e que deixou rastos de alguns equívocos com operadores turísticos.

“Foi nestas circunstância que acabei por atingir o atual Director-geral de Turismo na pessoa de Paulo Alberto da Silva , uma pessoa simples e humilde”, frisou.

Cesário Rodrigues disse que não tinha qualquer intenção  de atingir o Ministério de Turismo tendo pedido igualmente desculpas à esta instituição e à  todos os seus responsáveis. ANG/ÂC//SG

 

Sociedade /Curto-circuito provoca incêndio e destrói mercadorias em armazém da Construções Lda em  Bissau

Bissau, 18 Set 26 (ANG) - Um incêndio alegadamente provocado por um curto-circuito causou avultados danos materiais num armazém localizado no edifício da empresa Construções Lda, em frente à INACEP, em Bissau.

Segundo informações recolhidas, hoje, pelo repórter da Agência de Notícias da Guiné (ANG) no local, o fogo teve início por volta das 20h00 e continuava ativo durante várias horas devido à grande quantidade de produtos alimentícios e materiais de construções  ali armazenados.

Entre os bens destruídos  encontram-se mais de três mil garrafas de sumo da marca Vandam, uma quantidade equivalente à carga de dois contentores de 20 pés de sumo enlatado da mesma marca e cerca de 1.900 cartões de inseticidas, entre outros produtos.

 Na secção de materiais de construção estavam armazenados luvas, galochas, balanças, mais de 400 caixas de fechaduras de porta, arames, martelos, marretas, redes, prateleiras, disjuntor e tomadas eléctricas.

 Os materiais tinham sido desembarcados há cerca de dez meses.

A ANG sabe que os Bombeiros foram accionados logo após o início do fogo e, ao chegarem ao local, solicitaram o apoio da ASECNA, que enviou uma viatura para reforçar as operações de combate às chamas.

As equipas permaneceram no local durante toda a noite, realizando trabalhos de rescaldo, mas voltaram a ser chamadas ao meio-dia, quando o  incêndio reacendeu.

Pelo menos até as 14H00 o fogo ainda não tinha sido extinto, devido as dificuldades para remover os materiais ali amontoados. ANG/LPG/LLA//SG

 

Política/”Atualização da Constituição da República irá balizar a responsabilidade de cada órgão da soberania”, diz Tanundé Keita

Bissau, 18 Set 26(ANG) – O Coordenador do Movimento “Nô Ribanta Sissoco Kassa”, afirmou que a atualização de alguns pontos da Constituição da República  submetida ao Referendo Popular no passado dia 30 de Agosto, irá balizar a responsabilidade de cada órgão da soberania do país.

Tanundé Keita falava à imprensa, na quinta-feira, na qualidade de um dos Movimentos que apoiou e promoveu uma  campanha à favor do “Voto Sim” no Referendo de 30 de Agosto.

“Fazendo a atualização de alguns pontos da Constituição da República, no meu ponto de vista, irá minimizar as constantes querelas entre os diferentes órgãos de soberania”, disse.

Aquele político afirmou que, por isso esse ato deve ser o ponto de partida para se  encontrar uma solução para o país rumo ao desenvolvimento.

“Muitos analistas dizem que as eleições não são soluções para o país, porque ao fim de tudo, todos os processos eleitorais foram inconclusivos, porque nenhum Governo terminou a legislatura devido as divergências políticas”, frisou.

Keita disse que a recente revisão da Constituição vai favorecer o  entendimento dos atores políticos nas próximas eleições , evitando  problemas institucionais que sempre existiram.

“Foi por causa disso, que nós, enquanto cidadãos do  Movimento, abraçamos essa iniciativa”, disse.

Tanunde Keita afirmou que o Movimento “Nô Ribanta Sissoco Kassa”,  é uma organização pioneira de  salvaguarda das realizações feitas pelo ex. Presidente Umaro Sissoco Embaló durante o seu mandato.

“Por isso, aquando da campanha a favor do “Sim” no Referendo de 30 de Agosto, fomos para o terreno, e batemos portas dos nossos associados, activistas e da população em geral e eles responderam com os votos massivos na vitória do “Sim” em todas as localidades do país.

Perguntado sobre que dificuldades enfrentaram  no terreno para conseguir a maioria dos votos “Sim”, no Referendo, Keita respondeu que o primeiro aspecto que apresentaram aos  eleitores é que o Referendo não pertence a nenhum partido político, mas sim, visa fazer a revisão de uma Constituição
da República que sempre causou problemas.

Afirmou que a nova Constituição da República irá beneficiar a qualquer partido ou candidato presidencial que virá a ganhar as próximas eleições e podem ser do MADEM G15, PAIGC, APU-PDGB, PRS, PTG entre outros.

“Por isso, devíamos ver o Referendo como nacionalistas e não como militantes, simpatizantes ou dirigentes dos partidos políticos”, frisou, acrescentando que,

foi nesta base que sensibilizaram as pessoas para votarem no “Sim” e conseguiram resultados esperados. ANG/ÂC//SG

 

 

 

 

Sociedade /Brigada de Trânsito de Safim apreende viatura com quatro bovinos alegadamente furtados

Bissau, 18 set 18 (ANG) – A Brigada de Trânsito da Policia de Ordem Publica (POP) do sector de Safim,  apreendeu uma viatura que transportava quatro gados bovinos alegadamente furtados.

Segundo fontes do Comissariado da POP a apreensão ocorreu durante uma operação de fiscalização realizada por volta das 2h00 da madrugada de quinta-feira.

De acordo com a POP, o carro teria saído  de Ilondé com os animais.

Após as primeiras diligências, os suspeitos e os bovinos apreendidos  foram encaminhados para a Esquadra do Setor de Safim, onde prosseguem as investigações e os procedimentos legais.ANG/LPG/ÂC//SG

 

Regiões/Governo indemniza famílias afetadas por obras de construção da estrada e chuvas em Biombo

Biombo, 18 Set (ANG) - O Governo procedeu, quinta-feira, ao pagamento de indemnizações às famílias afetadas pelas obras de construção da estrada que liga Quinhamel à Pikil e a  agregados familiares cujas habitações foram danificadas pelas fortes chuvas registadas recentemente na região.

Segundo uma  nota de imprensa do gabinete de assessoria de imprensa do Primeiro-ministro, à que a ANG teve acesso,  mais de 20 beneficiários receberam cheques com valores entre um e cinco milhões de francos CFA, de acordo com a situação e os prejuízos apurados.

Segundo a nota, a iniciativa  do Governo .foi  executada através dos Ministérios das Obras Públicas , Construções e Urbanismo e da Mulher e Solidariedade Social na presença do Primeiro-ministro e ministro das Finanças, Ilídio Vieira Té.

O Governo pretende, com a medida,  compensar as famílias diretamente afetadas pela execução das obras públicas e prestar assistência às vítimas de danos provocados pelas chuvas na Região de Biombo.ANG/MI/ÂC//SG

 

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

 

Comunicação Social/ UNA e ICAIRE assinam memorando para reforçar ética de utilização da Inteligência Artificial(IA) nos media

Bissau, 17 Set 26 ANG - A União das Agências de Notícias dos Estados-Membros da Organização da Cooperação Islâmica (UNA) e o Centro Internacional de Investigação e Ética da Inteligência Artificial (ICAIRE) assinaram,  quarta-feira, em Riade, um memorando de entendimento para o reforço da cooperação para a promoção de uma utilização ética da Inteligência Artificial  no desenvolvimento dos meios de comunicação social.

A assinatura do acordo ocorreu à margem do IV Fórum Mundial da UNESCO sobre a Ética da Inteligência Artificial (GFEAI 2026), que decorre desde 14 de Setembro e termina esta quinta-feira, 17 de Setembro.

Em representação da UNA, assinou o Diretor-geral da organização, Mohammed bin Abd Rabbo Al-Yami, enquanto que da parte do  ICAIRE assinou o seu Diretor-geral. Majed bin Ali Al-Shehri.

Segundo o documento, o memorando visa concretizar objetivos comuns entre o ICAIRE e a UNA, em áreas enquadradas na Estratégia de Médio Prazo da UNESCO para 2022–2029.

Entre as áreas de cooperação previstas estão a promoção da liberdade de expressão e do desenvolvimento dos meios de comunicação social, a difusão de uma cultura de paz e tolerância e o combate aos discursos de ódio e ao extremismo.

O acordo prevê igualmente o reforço da partilha de conhecimentos e das capacidades dos profissionais da comunicação social na era digital, bem como a coordenação de programas de formação para jornalistas e outros profissionais do setor.

A parceria inclui ainda a promoção de uma transformação tecnológica ética e o desenvolvimento de iniciativas conjuntas destinadas a garantir um impacto sustentável da utilização da IA. ANG/MI//SG

Desporto-futebol/Emiliano Té divulga  lista dos 25 convocados com dois reforços no grupo

Bissau, 17 Set 26 (ANG) – O selecionador nacional de futebol, Emiliano Té, divulgou hoje, a lista definitiva dos 25 convocados para a dupla jornada com as seleções da Tanzânia e  Nigéria, para a qualificação para o Campeonato Africano das Nações (CAN-2027), com dois reforços no grupo, nomeadamente Elyadjah Mendy , jogador do Nancy e Dânio Djassi, do Portimonense.

Em conferência de imprensa,  Emiliano Té pediu apoio massivo de todos os adeptos do futebol para motivar a seleção nos dois encontros.

Segundo Té, o jogo com a Tanzânia não será fácil porque as duas seleções nunca  se confrontaram.

Disse que a  Tanzânia, na qualidade de uma das anfitriãs, vai querer mostrar aos seus adeptos que está determinado a vencer essa partida.

Quanto a Nigéria, o selecionador nacional classificou o encontro de difícil e interessante para as duas equipes que alegou que já se conhecem.

“As duas equipes se conhecem bem, por isso, será um jogo muito interessante, que iremos encarrar com muita determinação”, garantiu o técnico.

Eis a lista dos 25 convocados :

Guarda Redes: Manuel Baldé do CD Trofense, Fernando Embadjé do Lugo e Manuel Djaló do Balzam FC.

Defesas: Jefferson Encada, jogador de Estrela da Amadora de Portugal, Mauro Teixeira, do Botev Plovon, Opa Sangaté, do Usi Dunquerque, Vitor Rofino, de Famalicão, Gilberto Batista, do Moreirense, Elyadjah Mendy, do Nancy, Iano Simão da Silva Imbeni de Penafiel e Adramane Cassama do AC Oulo.

Médios: Panutchi Camará-Dundee United, Euciodalcio Gomes (Dalcio) jogador do Apoel Nicosia, Jorge Braima Candé Nogueira (Bura)- Lusitano, Ronaldo Vieira-San José Earthquakes, Mamadi  Camará-Kayserispor, Renato Nhaga- Galatasaray e Alfa Semedo, do Al Fayha.

Atacantes: Mama Samba Baldé (Mama) atacante do Brest, Álvaro Djaló, do Atlhetic Bilbao, Steve Ambri- Omonia, 29M, Dânio Djassi, jogador do Portimonense, Tamble Monteiro, do Rio Ave, Franculino Djú,  do Trabzonspor e Norberto Betuncal (Beto) da Fiorentina.

A primeira mão entre a Guiné-Bissau e Tanzânia será disputada no dia 25 do mês em curso em Tanzânia, e  no próximo encontro, a Guiné-Bissau receberá em Bissau, a sua congénere da Nigéria, no Estádio
Nacional 24 de Setembro.

A Guiné-Bissau integra o grupo “L” da eliminatória com Nigéria, Tanzânia e Madagáscar. ANG/LLA//SG

 


Bélgica/Chefe da UE convida o Canadá a ser 'membro associado' e busca proibir redes sociais para menores de 13 anos

Bissau, 17 Set 26 (ANG) -  A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propôs que o Canadá se torne o primeiro "membro associado" da União Europeia, em seu discurso sobre o Estado da União, proferido na terça-feira (16), na presença do primeiro-ministro canadense, Mark Carney.

Ela também anunciou propostas para proteger crianças e adolescentes no ambiente digital, incluindo a proibição do uso de redes sociais por menores de 13 anos.

Em seu discurso, a presidente da Comissão Europeia apresentou medidas para mitigar os efeitos da crise climática, após um período de calor recorde no continente, além de propostas para garantir a segurança de menores nas redes e ouras questões ligadas à defesa. 

Mas uma ideia se destacou: o convite para o Canadá se tornar o primeiro Estado associado do bloco. O objetivo, ao anunciar uma nova parceria com o país, é colaborar em projetos-chave nas áreas de tecnologia e economia, além de iniciativas relacionadas ao Ártico e ao acesso a matérias-primas.

"Gostaria de trabalhar com o senhor para abrir as portas para que o Canadá seja o primeiro membro associado da UE", declarou Von der Leyen, diante do primeiro-ministro canadense, provocando uma ovação de pé no plenário.

Canadá e UE estreitaram os vínculos nos últimos meses, em resposta à crescente hostilidade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação àqueles que costumavam ser seus aliados tradicionais.

O status de membro associado não está juridicamente definido pelos tratados da UE. No entanto, a Alemanha propôs essa condição para a Ucrânia e sugeriu que ela permitiria a participação em reuniões e cúpulas europeias, embora sem direito a voto.

Carney foi o primeiro chefe de governo estrangeiro a assistir a um discurso sobre o Estado da União do bloco. Ele também deve discursar na quinta-feira diante dos eurodeputados, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo.

Além disso, foi proposto um novo Conselho Europeu de Segurança para tratar de questões de defesa com o Canadá,a Ucrânia, o Reino Unido e a Noruega, visando reforçara segurança no continente diante das ameaças da Rússia.

A proposta prevê reuniões para consultas caso um Estado-Membro solicite, de forma semelhante ao modelo utilizado pela OTAN.

 

Por fim, Von der Leyen anunciou uma medida muito aguardada sobre o acesso de menores às redes sociais. Adolescentes entre 13 e 15 anos só poderão utilizá-las com controle parental e por apenas uma hora por dia.

Além disso, até os 18 anos, as plataformas serão obrigadas a alterar seus sistemas para evitar funções consideradas viciantes.

"Nada de redes sociais antes dos 13 anos" e "nada de contas pessoais antes dos 15 anos", declarou a presidente do Executivo comunitário em discurso no Parlamento.

"Dessa forma, crianças entre 13 e 15 anos terão acesso apenas a minicontas, instaladas e supervisionadas pelos pais, com funções restritas e tempo de uso limitado. E, para os jovens entre 15 e 18 anos, as plataformas serão obrigadas a adotar um design seguro", acrescentou.

Essas medidas, que precisam ser aprovadas no Parlamento Europeu e pelos 27 países da UE, fazem parte de um projeto de lei europeu chamado "EU Kids Act".

Von der Leyen apresentará a proposta na quinta-feira, o que deve abrir um novo braço de ferro com as grandes empresas de tecnologia.

"Chegou a hora de a Europa agir", enfatizou a chefe do Executivo europeu, lembrando que é a UE quem dita suas próprias regras, e não as gigantes da tecnologia.

Algumas informações sobre o teor do documento foram adiantadas pela AFP.

As restrições de idade, válidas em toda a UE, virão acompanhadas de novas exigências para as operadoras, caso queiram manter seus serviços acessíveis a menores de 18 anos. O descumprimento poderá acarretar multas de até 6% do faturamento global das empresas.

Entre essas obrigações, as plataformas deverão eliminar suas funções mais "viciantes" (como a rolagem infinita de conteúdo e recomendações ultra-personalizadas) e verificar sistematicamente a idade dos novos usuários.

O sistema proposto pela Comissão Europeia parece mais flexível do que a proibição total de redes sociais para menores de 16 anos implementada no ano passado na Austrália, medida amplamente contornada pelos adolescentes.

 

Por outro lado, ele se assemelha muito ao novo projecto de lei francês, anunciado na segunda-feira pelo presidente Emmanuel Macron.

O novo texto francês, submetido a Bruxelas para garantir a conformidade com o direito europeu, visa proibir o acesso de menores de 15 anos a redes sociais que apresentem funcionalidades nocivas, prevendo, no entanto, exceções a partir dos 13 anos.

Muitos outros países seguiram o exemplo da Austrália e anunciaram ou implementaram restrições de acesso às redes sociais para jovens, ou até mesmo proibições. Entre eles está o Canadá. ANG/RFI