sexta-feira, 10 de julho de 2026

         Togo/Entrada oficial na categoria de países de renda média-baixa

Bissau, 10 Jul 26 (ANG) – O Togo passou oficialmente a integrar a categoria de países de renda média-baixa, segundo a atualização anual da classificação de renda publicada pelo Grupo Banco Mundial.

O país deixa assim a categoria de economias de baixa renda para se juntar à de países de renda média-baixa, ao lado de vários países da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA), nomeadamente a Costa do Marfim, o Senegal e o Benim.

Essa reclassificação se explica tanto pelo crescimento sustentado registado nos últimos anos quanto por um ajuste demográfico, já que dados anteriores do Banco Mundial superestimavam a população togolesa.

Após a divulgação dos resultados detalhados do censo de 2022, a estimativa da população do país foi revisada para baixo em 11,7%.

O Banco Mundial também especifica que o crescimento do PIB, estimado em 5,9% em 2025 e revisado para cerca de 6% pelo Fundo Monetário Internacional em sua última avaliação no âmbito do Programa de Crédito Ampliado, bem como as flutuações cambiais, contribuíram para essa mudança de categoria.

De acordo com analistas, esse novo status, sem fechar o acesso a linhas de crédito concessionais, abre caminho para um financiamento mais diversificado para o país da África Ocidental.

Estabelecida anualmente pelo centro de dados do Banco Mundial, esta classificação baseia-se no rendimento nacional bruto per capita do ano anterior, calculado pelo método Atlas e expresso em dólares americanos.

O índice divide as economias em quatro grupos: países de baixa renda, países de renda média-baixa, países de renda média-alta e países de alta renda, e servirá como referência global até o final de Junho de 2027. ANG/Faapa

 

Etiópia/ “Acordo de  Skhirat –uma estrutura credível para uma solução política na Líbia”, diz UA

Bissau, 10 Jul 26 (ANG) - O Conselho de Paz e Segurança da União Africana (UA-PSC) destacou que o Acordo de Skhirat constitui uma base e uma estrutura credíveis para alcançar uma solução política duradoura para a crise líbia.


Em comunicado divulgado na quinta-feira, após a reunião de 9 de Junho de 2026 sobre a situação na Líbia, o Conselho reafirmou que este acordo político, assinado em 17 de Dezembro de 2015 em Skhirat, Marrocos, bem como outras iniciativas realizadas sob os auspícios das Nações Unidas, lançam as bases para um processo de reconciliação inclusivo entre as partes líbias.

A UA-PAC apelou, portanto, a todas as partes interessadas líbias para que reafirmem o seu compromisso com estes quadros e acelerem a implementação da Carta para a Paz e a Reconciliação Nacional, uma abordagem considerada essencial para os esforços mais amplos de fortalecimento das instituições, garantia da reunificação e promoção da coesão social.

Além disso, foi enfatizada a necessidade de adotar abordagens abrangentes para abordar eficazmente as causas estruturais profundas dos desafios atuais da Líbia, inclusive por meio de políticas focadas no empoderamento da juventude, na criação de empregos e na diversificação económica, além de medidas destinadas exclusivamente ao combate à radicalização.

O conselho finalmente apelou para um maior apoio às iniciativas de reconciliação a nível comunitário local, como complemento aos processos políticos nacionais, reiterando simultaneamente o seu apelo à preservação da unidade, soberania e integridade territorial da Líbia e expressando a sua solidariedade para com o povo líbio. ANG/Faapa


Ambiente/“Crianças são as que mais sofrem com as alterações climáticas”, diz ministro do Ambiente

Bissau 10 Jul. 26 (ANG) – O ministro do Ambiente e Ação Climática disse hoje que as crianças são as que mais sofrem com os efeitos negativos das alterações climáticas, por não terem  a capacidade de reação que um adulto tem.

Carlos Pinto Pereira falava na abertura do ateliê de Consulta sobre o Mecanismo de Financiamento Climático para Crianças da África Ocidental (CF4C-WA).

 Pinto Pereira acrescentou que os meninos  mais sofrem porque  as alterações climáticas atingem, de forma imediata, escolas, centros de saúde, hospitais, diminuindo de uma forma drástica, a capacidade de defesa das crianças.

“Por isso, as crianças devem ter uma atenção especial quando vamos ordenar as prioridades nacionais relativamente as açoes, quer de mitigação quer de adaptação deve-se ter um cuidado especial para que os projectos que podem atingir de forma directa as crianças, tenham uma atenção especial, sem contudo descuidar do resto”, disse.

Segundo ele, exercícios como estes ateliês servem  para isso, para que se faça uma ordem de prioridades, uma vez que nem tudo pode ser feito ao mesmo tempo.

O governante disse que não interessa ter muitos projetos, mas  ter sim,  projetos que possam ser facilmente financiados e para isso há critérios que devem ser seleccionados.

Pereira disse que é uma obrigação  prever nos projectos, a realização de obras concretas que vão ajudar a fazer face aos impactos negativos das alterações climáticas, colocando nas prioridades além das ações de formações, que tenha um corpo para sua implementação.

Por seu turno, o Representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância Inussa Kabouré salientou que a crise climática é acima de tudo uma crise dos direitos das crianças.

Kabouré disse que na Guiné-Bissau, as alterações climáticas já não constituem ameaça futura, são uma realidade que afeta, diariamente, a saúde, educação , nutrição e bem-estar das crianças.

“As inundações, as secas, subidas dos níveis do mar e as ondas do calor extremo ameaçam a vida e o futuro de cerca de meio milhão de crianças na Guiné-Bissau, de acordo com a avaliação dos riscos climáticos para as crianças 2024”,disse.

Kabouré defendeu  ação urgente, e diz que  que proteger as crianças dos impactos da crise climática, não é apenas uma responsabilidade ambiental, mas sim, um investimento estratégico no capital humano,  desenvolvimento sustentável e no futuro da Guiné-Bissau.

Segundo ele, é por isso que se realiza o  ateliê para se reflectir sobre a forma como os recursos e mecanismos de financiamento climáticos podem responder melhor as necessidades das crianças, que são o segmento mais vulnerável da população.

Inussa Kabouré disse  que a sua organização vai continuar a apoiar a Guiné-Bissau no seu processo de desenvolvimento como tem vindo a fazer a já 50 anos.

A iniciativa CF4C-WA é promovida a nível internacional numa  parceria entre o Banco Oeste Africano de Desenvolvimento, (BOAD) e o Unicef, e visa apoiar os países da África Ocidental na mobilização de financiamento climático sensível ás crianças, através da identificação de prioridades nacionais ,zonas vulneráveis e oportunidades de investimento que contribuam para reforçar a resiliência das crianças, famílias e comunidades mais expostas aos impactos das alterações climáticas.

Durante todo o dia de hoje, os cerca de 30 participantes oriundos de diferentes áreas sociais vão apresentar à iniciativa da CF4C-WA os seus contributos técnicos e institucionais para  a definição das prioridades nacionais e oportunidades de financiamento climático sensível ás crianças na Guiné-Bissau. ANG/MSC/ÂC//SG

Regiões/Mulher de 20 anos corta quase todo o pénis do marido no sector Cossé

Bissau, 10 Jul 26(ANG) - Uma jovem de 20 anos encontra-se detida sob suspeita de ter corta com uma lâmina  quase na totalidade o pénis do próprio marido, de 27 anos, na aldeia de Sintcham Queba, setor de Cossé, região de Bafatá, leste do país.

De acordo com uma fonte policial da esquadra local, ouvida pela Rádio Sol Mansi (RSM), o caso  terá ocorrido na noite de quarta para quinta-feira, momentos após o casal se ter recolhido para dormir, há uma semana de casamento.

"Aquilo que sabemos é que os dois se casaram no último fim de semana. A relação aparentava ser normal, até porque a mãe da mulher é tia do marido.

Contudo, desde a celebração do casamento, a esposa vinha recusando manter relações sexuais com o noivo e, na noite do alegado crime, agiu com uma lâmina que terá escondido previamente", relatou a mesma fonte, que se baseou em testemunhos recolhidos junto de familiares.

Contactado via telefónica pela RSM, o pai da suspeita, Saico Seide, na aldeia de Colobia, setor de Quebo, sul do país, explicou que foi a própria filha que escolheu o marido sem qualquer pressão.

Revelou ainda que, há cerca de três anos, seis jovens, entre os quais a vítima, disputavam a mão da sua filha junto da família, tendo ela acabado por escolher, livremente, o agora agredido.

O marido, identificado como Amido Baldé, foi socorrido e encontra-se internado no hospital do setor de Cossé, apresentando uma ferida saturada com 15 pontos. Segundo a mesma fonte policial, a vítima já se encontra fora de perigo.

A RSM tentou, sem sucesso, obter junto dos técnicos de saúde da unidade hospitalar informações adicionais sobre o estado clínico do paciente.


A suposta agressora, identificada como Aminata Seide, foi detida nas primeiras horas da manhã e permanece sob custódia na esquadra do setor de Cossé. Deverá ser presente ao tribunal setorial de Bambadinca nos próximos dias, enquanto as autoridades prosseguem com outras diligências judiciais. ANG/RSM

 

CEDEAO/Conselho de Mediação e Segurança reforça a paz, segurança e governação democrática regionais

Bissau, 10 Jul 26(ANG) - A 44ª sessão do Conselho de Mediação e Segurança (CMS) da CEDEAO ao nível dos embaixadores, teve  início quinta-feira em Freetown(Serra Leoa), reunindo os Representantes Permanentes dos Estados-Membros da CEDEAO que analisam  a situação política, de paz, de segurança e humanitária na região, em preparação da próxima Cimeira sobre o Futuro da Integração Regional.

De acordo com o gabinete de comunicação da Comissão da CEDEAO em Abuja(Nigéria), no decurso da sessão, o Conselho examinou memorandos estratégicos sobre a situação política na região, o terrorismo e o extremismo violento, a criminalidade organizada transnacional,  segurança marítima,  resposta humanitária,  assistência eleitoral e o ponto de situação da operacionalização da Arquitetura de Alerta Precoce e Resposta da CEDEAO.

O Conselho reafirmou o compromisso da Comunidade com a diplomacia preventiva, a governação democrática, a solidariedade regional através da assistência e das intervenções humanitárias e a promoção da segurança coletiva.

Na cerimónia de abertura, o Comissário para os Assuntos Políticos, Paz e Segurança, o Embaixador Abdel-Fatau Musah sublinhou que a África Ocidental atravessa um momento decisivo, que exige unidade, visão estratégica e uma ação coletiva determinada para responder aos desafios emergentes da região e concretizar a visão da Comunidade em prol da paz, da segurança e da governação democrática.

Na qualidade de Presidente da sessão, o Embaixador Julius F. Sandy reafirmou o papel estratégico do Comité dos Representantes Permanentes na orientação das deliberações do Conselho e manifestou confiança de que as recomendações resultantes da Sessão ao nível dos Embaixadores constituirão uma base sólida para os trabalhos do Conselho Ministerial e da próxima Cimeira.

Informou que, nessa cimeira os Chefes de Estado e de Governo apreciarão o Pacto para o Futuro da Integração Regional, concebido como um roteiro para uma África Ocidental mais integrada, resiliente e próspera.ANG/ÂC//SG

Diplomacia/Guiné-Bissau envia mensagem de solidariedade ao povo da República Bolivariana da Venezuela

Bissau, 10 Jul 26 (ANG) – A ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades da Guiné-Bissau  manifestou, quinta-feira, a sua solidariedade para com o povo da República Bolivariana da Venezuela, através da assinatura do Livro de Condolências na Embaixada da Venezuela, em Bissau.

O gesto foi revelado através de uma  nota publicada na página do Ministério dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação, Internacional e das Comunidade, consultada hoje pela ANG.

Segunda a mesma publicação,  o gesto da ministra Fatumata Jau, simboliza a solidariedade do Estado guineense para com o povo venezuelano na sequência dos sismos de 24 de Junho, que  provocou perdas de vidas à  3,5 mil pessoas, e provocado 16 mil  feridos, 50 mil desaparecidos e avultados danos materiais.

Na mensagem inscrita no Livro de Condolências, a ministra transmitiu, em nome da República da Guiné-Bissau, as mais sentidas condolências às famílias das vítimas, ao Governo e ao povo da Venezuela, reafirmando os laços de amizade entre os dois países e a solidariedade da Guiné-Bissau neste momento de luto.

número de mortos em decorrência do duplo terramoto que atingiu a Venezuela há duas semanas subiu para pelo menos 3.889, enquanto o número de feridos permaneceu em quase 17 mil, segundo um boletim oficial do governo venezuelano divulgado nesta quinta-feira (9). O balanço anterior era de 3.685 vítimas.
ANG/LPG/ÃC//SG

Regiões/Biombo regista 185.764 habitantes no recente Recenseamento Geral da População e Habitação do INE

Biombo, 10 Jul 26 (ANG) – A região de Biombo registou 185,764 (Cento e oitenta e cinco mil e setenta e quatro) habitantes no âmbito do mais recente Recenseamento Geral da População e Habitação da Guiné-Bissau, sendo 48,1% (89293)  do sexo masculino e 51,9 % do sexo feminino (96471).

De acordo com o Despacho do correspondente da ANG na Região de Biombo, õs dados foram fornecidos pela  coordenadora do Recenseamento Geral da População e Habitação da região de Biombo, Maria Helena Alves Marques, em Quinhamel no ato de encerramento dos trabalhos de recenseamento nesta região.

“Os trabalhos preliminares apontam que, a região de Biombo registou 1559 casas não ocupadas, 33907 casas ocupadas, 66656 moradias, estrutura ordinária (Butique, feira, loja ou armazém) 3542, agregado familiar (os que comem no mesmo fogão) 3135, população”, revelou a coordenadora.

A responsável felicitou a equipa  de recenseamento  pelo sucesso alcançado e a população pela  colaboração .

Por sua vez, o representante do Governo Regional de Biombo, Mário Nhanri, manifestou a sua satisfação com o trabalho feito e disse que vai lhes permitir saber o número da população por região, das dificuldades com que se deparam e a forma como pode ser minimizada essas dificuldades no futuro. ANG/MN/AALS/ÂC//SG

Senegal/Conselho Constitucional invalida a lei da revisão constitucional aproava pelo parlamento

Bissau, 10 Jul 26 (ANG) – O Conselho Constitucional do Senegal declarou na quinta-feira, (9), que a lei de revisão constitucional adotada pela Assembleia Nacional em 29 de Junho é contrária à Constituição, após recurso apresentado pelo Presidente da República, Bassirou Diomaye Faye.

Em sua decisão nº 6/C/2026, o Supremo Tribunal considerou que "a lei aprovada pela Assembleia Nacional em 29 de Junho de 2026, sob o número 18/2026, é contrária à Constituição", segundo a Agência de Imprensa Senegalesa (APS).

A decisão será publicada no Diário Oficial da República do Senegal e onde quer que seja necessário.

Na terça-feira, o chefe de Estado encaminhou o assunto ao Conselho Constitucional em regime de urgência, alegando violação do procedimento de adoção desta revisão constitucional.

Após considerar o pedido admissível, o Conselho Constitucional examinou o recurso antes de declarar a lei inválida.

Em sua resposta por escrito, o Presidente da Assembleia Nacional levantou uma objeção de falta de jurisdição, argumentando que não era da competência do Conselho Constitucional analisar a constitucionalidade de um texto que, por si só, possuía status constitucional. Esse argumento, contudo, não foi aceito pelo tribunal.

O projeto de lei constitucional nº 17/2026, apresentado por seis membros do grupo parlamentar Pastef, propunha a revisão de diversas disposições da Constituição, incluindo a criação de um Tribunal Constitucional e a introdução de novas regras institucionais. Aprovado pelos deputados em 29 de Junho sob o nº 18/2026, o projeto não pode entrar em vigor em virtude desta decisão. ANG/Faapa

   

      Síria/ Síria é reintegrada a organização que regula armas químicas

Bissau, 10 Jul 26 (ANG) - A Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) anunciou  quinta-feira (9) a reintegração da Síria, destacando uma "mudança significativa nas circunstâncias" desde a queda de Bashar al-Assad, em 2024, e "medidas concretas" tomadas para desmantelar seu arsenal de substâncias proibidas.

A decisão surge em um contexto de reaproximação diplomática da Síria com potências ocidentais. Um dia antes, os Estados Unidos haviam anunciado que iriam retirar o país de sua lista de nações acusadas ​​de apoiar o terrorismo – uma designação de longa data que restringia investimentos no território sírio.

Em outro episódio recente, o presidente da França, Emmanuel Macron, reuniu-se em Damasco com Ahmed al-Sharaa, chefe de Estado sírio, na primeira visita de um líder ocidental ao país desde que a coalizão islâmica de al-Shara assumiu o poder.

A passagem de Macron pela capital síria, no início da semana, foi marcada por um atentado a bomba próximo ao hotel onde ele estava hospedado. A visita faz parte do esforço da França para estreitar os laços diplomáticos e económicos com o país.

As sanções da Opaq contra a Síria estavam em vigor desde 2021, quando a organização, sediada em Haia, havia tomado a decisão sem precedentes de suspender os direitos de voto do país após constatar que sua força aérea havia utilizado sarin – um agente que ataca o sistema nervoso – e gás cloro contra sua própria população. 

Desde a queda de Assad em 2024, as novas autoridades em Damasco comprometeram-se a cooperar com a Opaq para destruir as armas químicas que o ex-presidente foi repetidamente acusado de utilizar durante a guerra civil de treze anos na Síria.

Essa decisão "marca um novo passo importante nos esforços da Opaq para alcançar a eliminação completa e verificada de todas as armas químicas remanescentes associadas ao antigo governo sírio", disse o Diretor-Geral da organização, Fernando Arias.

O governo pós-Assad autorizou os inspetores da Opaq a estabelecer uma presença permanente no país para documentar locais suspeitos de abrigar armas químicas e entrevistar testemunhas de ataques passados.

Na quarta-feira (8), os Estados Unidos anunciaram que removeriam a Síria de sua lista de países acusados ​​de apoiar o terrorismo. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, informou oficialmente o Congresso sobre essa decisão, que entrará em vigor em 45 dias, a menos que os legisladores decidam inesperadamente bloqueá-la.

"Suspender as sanções desbloqueará o comércio e os investimentos internacionais, dará à Síria a chance de se reconstruir e abrirá um novo capítulo para o povo sírio", defende Rubio.

Em seu comunicado, o secretário de Estado explicou que a decisão foi tomada após receber "garantias formais" de Ahmed al-Sharaa de que "a Síria não apoiará atos de terrorismo internacional no futuro". 

O anúncio foi feito após uma reunião realizada à margem da cúpula da Otan na Turquia entre Donald Trump e Ahmed al-Sharaa, que se tornou presidente da Síria após a queda do regime de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024.

Donald Trump havia começado a suspender a maioria das sanções contra o país um ano antes, depois que a Turquia e a Arábia Saudita o incentivaram a se reunir com Ahmed al-Sharaa. 

A Síria constava na lista dos EUA de países acusados ​​de apoiar o terrorismo desde a criação do documento, em 1979. Após essa decisão, apenas Irã, Coreia do Norte e Cuba permanecem. ANG/RFI/AFP

 

RDC/”Surto de ébola na República Democrática do Congo se propaga em velocidade inédita”, diz agência de saúde

Bissau, 10 Jul 26(ANG) - O surto de ébola, declarado oficialmente em 15 de Maio na República Democrática do Congo (RDC), está se espalhando mais rapidamente do que qualquer outro anterior, afirmou nesta quinta-feira (9) o África CDC – a agência de saúde da União Africana (UA).

Até terça-feira (7), haviam sido registadas 600 mortes em um total de 1.759 casos confirmados na RDC desde o início do surto atual, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS), acrescentando que a situação permanece estável no país vizinho Uganda, também ameaçado.

"Infelizmente, o vírus continua a avançar mais rápido do que a nossa resposta. Ele está se espalhando de forma mais veloz do que os recursos para controlar a situação estão sendo mobilizados", disse Wessam Mankoula, chefe de operações de emergência do África CDC.

No leste da RDC, considerado o epicentro desta epidemia, o número de casos continua a aumentar de forma constante. Neste cenário, estima-se que o volume dobre a cada 28 dias, aproximadamente, segundo Mankoula. 

"Estamos enfrentando o surto de ebola de propagação mais rápida já registrado. Não apenas entre a epidemia do vírus Bundibugyo (causador da doença), mas entre todos os diferentes vírus que causam o ebola", acrescentou o médico durante uma coletiva de imprensa online.

Transmitido pelo contato com fluidos corporais de indivíduos vivos ou falecidos, o ebola causa febre hemorrágica nos pacientes. A doença matou mais de 15 mil na África nos últimos 50 anos. Na República Democrática do Congo, a epidemia mais letal vitimou quase 2.300 pessoas entre 2018 e 2020.

Este é o 17º surto de ébola na RDC, no entanto, não existe vacina nem tratamento específico para a variante Bundibugyo. Um ensaio clínico envolvendo dois tratamentos teve início em 2 de Julho, segundo a OMS.

ANG/RFI/AFP

 

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Cooperação/ Guiné-Bissau beneficia de perdão de divida da República Popular da China no valor de 6.344.060.000 FCFA  

Bissau, 09 Jul 26 (ANG) – A Guiné-Bissau beneficiou hoje de perdão de uma divida contraída com a República Popular da China, no valor de 6.344.060.000(Seis bilhões e trezentos e quarenta e quatro milhões e sessenta mil Francos cfa) FCFA.

Em declarações à imprensa, após a assinatura do acordo para o efeito, o Primeiro-ministro Ilídio vieira Té agradeceu a República Popular da China pelo gesto, e destacou que o perdão da dívida permitiu o abaixamento do nível da dívida externa perante o PIB de 89 para 74 por cento.

“É bom que a população guineense saiba que, anteriormente, a divida externa do país estava estimado em 89 por cento do PIB, mas com este perdão que o país alcançou da China, graças ao esforço deste Governo, a nossa divida externa reduziu-se agora para 74 por cento do PIB”, disse o PM.

Ilídio Té,disse que  o Governo está a trabalhar  para que até 2027 a divida externa do país possa  reduzir até pelo menos 69 por cento do PIB.

Vieira Té disse que o  país pode pedir emprestado mais dinheiro, mas que o maior problema é ter a capacidade de pagar essas dividas, atempadamente, para continuar a merecer a confiança dos parceiros de desenvolvimento.

“Acho que, se continuarmos nesse caminho, o país pode continuar a respirar, e terá a credibilidade de continuar a solicitar empréstimos com objetividade e impactos na vida da população guineense”, disse  Té.

O Embaixador da República Popular da China acreditado na Guiné-Bissau Yang Renhou disse que a assinatura do acordo de perdão da divida que a Guiné-Bissau contraiu com a China, fez-se  no quadro  de implementação de medidas de cooperação com  a África, proposta pelo Presidente Chinês Xi Jinping, durante a Cimeira de Pequim, em 2024.

Renhou acrescentou que o  acto demonstra a amizade profunda, cultivada entre a China e  Guiné-Bissau.

O diplomata chinês disse acreditar que o acordo vai ajudar  a melhorar algumas dificuldades que  a Guiné-Bissau enfrenta.

“A China e  Guiné-Bissau, construíram
histórias de amizade durante longos anos, por isso a China está sempre desposto, a apoiar a pátria de Amílcar Cabral, para alcançar o desenvolvimento”, disse Yang Renhou.ANG/LLA//SG

 


Comunicação Social
/ Estudo destaca avanços e desafios do jornalismo ético e da segurança dos jornalistas na Guiné-Bissau

Bissau, 9 Jul 26 (ANG) – Representantes de organizações da comunicação social, jornalistas e parceiros reuniram-se esta quarta-feira, em Bissau, num fórum de apresentação dos resultados da monitorização sobre o jornalismo ético e a segurança dos jornalistas na Guiné-Bissau, referente ao período entre Julho de 2025 e Junho de 2026.

A iniciativa é promovida pela Fundação dos Media para a África Ocidental (MFWA), em parceria com os Repórteres Sem Fronteiras e a Fundação Hirondelle, com o objetivo de analisar os progressos alcançados, identificar desafios e definir medidas para reforçar a ética e a segurança no exercício da profissão jornalística.

Na abertura do encontro, a coordenadora do projeto da MFWA, Delali Dessouassi, afirmou que o fórum constitui um espaço de debate e reflexão sobre os resultados da monitorização, defendendo que o contributo de todos os intervenientes é essencial para fortalecer o jornalismo ético no país.

Por sua vez, a presidente do Sindicato dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (SINJOTECS), Indira Correia Baldé, considerou que o momento deve servir para avaliar o cumprimento das normas éticas na profissão, sublinhando que "a ética começa em nós".

Um estudo conduzido pela consultora Carmelita Pires, analisou 728 conteúdos publicados por 15 órgãos de comunicação social: rádios, televisões, imprensa escrita, blogues e plataformas digitais.

 A avaliação incidiu sobre a conformidade dos conteúdos com os princípios da ética jornalística.

Os resultados indicam que cerca de 29,9 por cento dos conteúdos abordaram temas relacionados com política e governação, 21,3 por cento -  justiça e direitos humanos, 17,4 por cento - sociedade, 12,8 por cento - segurança e ordem pública, 8,7 por cento - economia e desenvolvimento e 6,5 por cento - educação e saúde.

Segundo o relatório, os meios de comunicação tradicionais apresentam maior estrutura editorial, melhor verificação da informação e menor risco de desinformação, enquanto as plataformas digitais se destacam pela rapidez de divulgação, maior pluralismo informativo e interação com o público, embora revelem maior vulnerabilidade à desinformação.

O estudo recomenda, por isso, o reforço dos mecanismos de cumprimento da ética no ambiente digital.

A avaliação global concluiu que 82,4 por cento dos conteúdos analisados foram classificados entre de muito bom.

A consultora defendeu que os resultados constituem uma base promissora para consolidar um jornalismo mais ético, rigoroso e responsável na Guiné-Bissau.

Durante o debate, os participantes recomendaram a definição de critérios mais rigorosos para o recrutamento de jornalistas, privilegiando candidatos provenientes de universidades e centros de formação em jornalismo, bem como o envio  do estudo aos órgãos de comunicação social para facilitar a implementação das recomendações.

Foi ainda defendido que os profissionais evitem comentários nas redes sociais que possam comprometer a sua imagem pública e reforcem as suas competências, sobretudo na edição de vídeo e no domínio de línguas estrangeiras. ANG/ LPG//SG

Comércio/ Empresa ADG Comercial Sarl anuncia baixa de preços de arroz em todo o território nacional

Bissau,09 Jul 26(ANG) – A Empresa ADG Comercial Sarl anunciou hoje a baixa de preços de arroz tipo “Supreme”, para 21 mil francos CFA por cada saco de 50 quilogramas e 11 mil francos por cada saco de 25 kg à nível nacional.

O anúncio foi feito pelo representante da Empresa ADG Comercial Sarl, Abdouramane Djaló,  numa cerimónia organizada para o efeito, nas instalações da empresa em Bissau..

“A partir de hoje, 09 de Julho de 2026, um saco de arroz de 50 kg, tipo “Supreme”, que custava 22.500 francos CFA, passa a ser vendido a 21 mil francos CFA e o saco de 25 kg passa a custar 11 mil francos CFA, em todo o território nacional, e um  quilograma passa a ser vendido por 450 francos”, disse Djaló.

Aquele responsável acrescentou  que um saco de 50 kg de arroz tipo “nhelem”, que era vendido à 18.750 por saco de 50 gk, passa a custar 17.500 em Bissau e 18.000 francos no interior do país.

Abdouramane Djaló disse que, para satisfazer as necessidades da população, a Empresa ADG Comercial Sarl dispõe actualmente nos seus Armazèns, de um stock de 50 mil toneladas de arroz, dos quais 30 mil tipo “Supreme” e 20 mil toneladas de “nhelem”.

Disse que essa quantidade é suficiente para abastecer o mercado nacional até o final do ano.

Por sua vez, o Director-geral do Comércio Interno, Abdulai Mané, em representação do ministro do Comércio e Indústria, saudou e felicitou a decisão da  Empresa ADG Comercial Sarl.

Mané  sublinhou que, ao convidar o Governo a marcar a presença no acto,  a Empresa ADG Comercial Sarl quer com isso incumbi-lo uma certa responsabilidade, sobretudo na actuação nos mercados do seu serviço de inspeção.

“Por isso, para nós é um motivo de alegria, porque a maior surpresa de uma governação, é a garantia de bem estar do seu povo. Garantia de assistência mínima em termos de produto de maior consumo do país, neste caso, o arroz”, disse Mané.

O Director-geral do Comércio Interno apelou à outras empresas nacionais e estrangeiras que operam no país e que comercializam outros produtos para além de arroz para que, quando o ambiente de negócios é favorável, que façam gestos semelhantes ao  da Empresa ADG Comercial Sarl, de forma a dar a população possibilidades para  assegurar a sua dieta alimentar.

Abdulai Mané disse que, para o Ministério do Comércio através do seu Serviço de Inspecção, a iniciativa de baixar preços constitui um desafio para assegurar  o cumprimento dessa medida para que o objectivo da Empresa seja uma realidade.ANG/ÂC//SG


Regiões/Ministro de Comércio e Indústria apela  aos  comerciantes das regiões de Cacheu e Oio para venderem suas castanhas de caju no Porto de Bissau

Bissau, 09 Jul 26 (ANG) - O ministro de Comércio e Industria lançou esta quinta-feira um apelo aos comerciantes das regiões de Cacheu e Oio no sentido de venderem as suas castanhas de caju no Porto de Bissau.

Jaimantino Có falava no final do encontro de dialogo e de sensibilização dos homens de negócios das duas  regiões da Guiné-Bissau.

Disse  que a iniciativa se enquadra nas orientações dadas pelo l Presidente de República de Transição e o Primeiro-ministro.

O governante evocou também o Decreto número 1/2005,  Capitulo 3, do Artigo 11 no número 2 que determina a exportação das castanhas de Caju por via marítima, a partir dos Portos de Bissau.

Por outro lado, o ministro de Comércio e Indústria exortou os agentes das Forças de Defesa e Segurança o reforço do sistema de combate ao contrabando das castanhas de caju na linha fronteiriça para a República vizinha do Senegal.

Por sua vez, o porta-voz dos comerciantes das regiões de Cacheu e Oio Ricardo Intcheme revelou que,  alguns comerciantes já venderam as suas castanhas e  prometeu  sensibilizar os colegas para  fazer o mesmo.

“As situações de perseguição de que fomos alvos pelos inspectores do comercio durante a campanha de comercialização da Castanha de Caju foi enorme”, lamentou Ricardo Intchame. ANG/AG/AALS//SG

 

 

Senegal/ Bassirou Diomaye Faye apresenta recurso ao Conselho Constitucional sobre revisão constitucional

Bissau, 09 Jul 26 (ANG) – O Presidente da República, Bassirou Diomaye Faye, apresentou na terça-feira um recurso por “violação de procedimento” contra a proposta de lei constitucional adotada pela Assembleia Nacional em 29 de Junho de 2026, informou a APS junto a uma fonte judicial.

“O advogado Cheikh Ahmadou Ndiaye, agindo em nome e por conta do Presidente da República […] declarou-nos que pretende apresentar um recurso de inconstitucionalidade por violação do procedimento de Revisão Constitucional da Lei nº 18/2026 da Assembleia Nacional, de 29 de Junho de 2026”, informa o chefe do Registro do Conselho Constitucional, El Hadji Macky Barro, especificando que o pedido do Chefe de Estado foi apresentado em regime de urgência.

“Além disso, o Presidente da República, em sua carta de transmissão do recurso, nos termos do parágrafo 5 do artigo 17 da lei orgânica relativa ao Conselho Constitucional”, declarou a urgência de seu exame no prazo de oito (8) dias”, informa o recebimento da apresentação do recurso.

Ele acrescenta que o caso foi registado no Registro do Conselho Constitucional no mesmo dia "sob o número 6/C/26".

O Sr. El Hadji Macky Barro indicou que o pedido, assinado em duplicado e com o selo do Presidente da República, é acompanhado por cerca de dez documentos comprovativos.

A Presidência da República anexou duas cópias da Lei nº 18/26, de 29 de Junho de 2026, objeto deste recurso, e duas cópias da Carta nº 0451/PAN/SG, de 30 de Junho de 2026, do Presidente da Assembleia Nacional, que transmite a Lei 18/2026 ao Presidente da República.

Ela também apresentou duas cópias do aviso nº 594, de 19 de Junho de 2026, que o Presidente da República transmitiu ao Presidente da Assembleia Nacional, bem como duas cópias da carta nº 0449/PAN/SG, de 12 de Junho de 2026, do Presidente da Assembleia Nacional, de acordo com o registo do Conselho Constitucional.

O apelo do Palácio é acompanhado também por duas cópias da carta nº 602, de 23 de Junho de 2026, que transmite as alterações do governo ao projeto de lei 17/26 que revisa a Constituição.

Além disso, existem duas cópias do Decreto nº 20/26/1232 que designa o Ministro da Justiça, Guardião dos Selos, como representante do governo para o exame do Projeto de Lei nº 17/2026, que revisa a Constituição, pela Assembleia Nacional.

Os documentos incluem ainda duas cópias das emendas governamentais apresentadas em comissão, duas cópias da carta n.º 394/MJ/CAB de 29 de junho de 2026, que transmite as emendas governamentais ao gabinete da Assembleia Nacional, com as mesmas informações de origem.

O Sr. Cheikh Ahmadou Ndiaye também apresentou duas cópias das emendas nº 1 e nº 2 do governo durante a sessão plenária, e duas cópias do discurso proferido pelo Ministro da Justiça, Guardião dos Selos, durante a sessão plenária de 29 de Junho de 2026.

O Secretário-Geral do Conselho Constitucional menciona ainda o arquivamento de duas cópias da ata de transmissão de imagens e gravações da sessão plenária de 29 de Junho de 2026, estabelecida em 3 de Julho de 2026 pelos oficiais de justiça Pape Fame e Fatou Kiné Ba, em Dakar. ANG/Faapa

 

 

Côte D´Ivoire/Programa WACA fortaleceu resiliência de mais 500 mil pessoas de África Ocidental

Bissau, 09 Jul 26 (ANG) – Mais de 500 mil pessoas que vivem na costa da África Ocidental tiveram sua resiliência reforçada contra os efeitos das mudanças climáticas graças ao programa de Gestão das Áreas Costeiras da África Ocidental (WACA), anunciou Bérengère Prince, Especialista Sénior em Gestão de Recursos Naturais do Banco Mundial, na quarta-feira,  em Abidjan.

Ao discursar na abertura da primeira reunião anual de 2026 do Comité Diretivo Regional da WACA, que reúne representantes dos nove países membros, ela indicou que a primeira fase do programa melhorou a capacidade das populações de se adaptarem à erosão costeira, às inundações relacionadas à elevação do nível do mar e à poluição marinha.

Segundo a Sra. Prince, o programa também ajudou a criar ou consolidar entre 300.000 e 400.000 empregos e possibilitou a restauração de mais de 32.000 hectares de ecossistemas costeiros, incluindo zonas húmidas no Benin, que são essenciais para proteger o litoral contra inundações.

Ela observou que as zonas costeiras representam mais de 50% do produto interno bruto (PIB) da região e concentram uma grande parte da atividade económica e do emprego, daí a necessidade de fortalecer a cooperação regional. Nesse sentido, ela saudou o compromisso da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA), a principal autoridade em gestão integrada da zona costeira, bem como o apoio dos parceiros técnicos.

Presidindo a sessão em nome do Ministro do Meio Ambiente e da Transição Ecológica, Abou Bamba, o Chefe de Gabinete, Parfait Kouadio, indicou que o encontro proporcionou uma oportunidade para avaliar os investimentos realizados em 2025 nos países beneficiários. Ele citou o exemplo da Costa do Marfim, onde uma infraestrutura de estabilização para o banco de areia de Grand-Lahou foi inaugurada em 8 de Junho de 2026, bem como projetos semelhantes no Benim e no Togo.

O Sr. Kouadio anunciou que estão em curso discussões para garantir a sustentabilidade das conquistas, uma vez que a segunda fase do programa se aproxima do fim na Costa do Marfim. Serão apresentadas propostas ao governo para garantir a manutenção da infraestrutura construída.

Jeanne Akakpo, Ministra-Conselheira para Infraestrutura e Meio Ambiente do Benin e Presidente cessante do Comité Diretivo Regional, passou oficialmente o cargo para seu sucessor. Ela expressou sua satisfação com os resultados alcançados e saudou o lançamento do WACA+, uma nova fase que integrará ainda mais a economia azul para fortalecer o combate à erosão costeira e às inundações. ANG/Faapa

    

 

Nigéria/Investigação sobre agência fictícia incluída em previsões orçamentais

Bissau, 09 Jul 26 8ANG) – O presidente nigeriano, Bola Tinubu, ordenou uma investigação sobre as circunstâncias que permitiram que uma agência fictícia se instalasse em instalações governamentais e fosse incluída no orçamento do Estado para um financiamento de quase um milhão de dólares, informou a mídia local, citando a presidência.

A pedido do Chefe de Estado, a Comissão Independente sobre Práticas Corruptas e Crimes Correlatos (ICPC), órgão anticorrupção nigeriano, foi incumbida de investigar o chamado "Conselho Presidencial de Promoção da Intervenção Estrangeira" e apresentar suas conclusões em 30 dias, segundo as mesmas fontes.

Segundo relatos da mídia, essa estrutura, que supostamente fica localizada na Secretaria do Governo Federal em Abuja, deveria receber quase US$ 944.300 em financiamento público este ano, embora não seja reconhecida por nenhuma disposição da legislação nigeriana.

A ICPC também foi incumbida de investigar alegações de uso de cartas de nomeação falsificadas e uma suposta usurpação de uma nomeação presidencial para obter reconhecimento oficial e apoio diplomático, incluindo a facilitação de vistos.

Citado pela mídia, o porta-voz presidencial Bayo Onanuga descreveu Adeniyi Adeyemi Matthew, que se apresentou como diretor dessa estrutura, como um "golpista" com um "histórico de falsas representações fraudulentas".

Ele garantiu que nenhum recurso público foi repassado a essa entidade, ressaltando, porém, que a investigação terá que determinar como essa estrutura pôde ter sido incluída nas previsões orçamentárias do estado.

Segundo as mesmas fontes, Adeniyi Adeyemi Matthew deverá comparecer em juízo no dia 27 de julho em relação a este caso. ANG/Faapa

    

 

Turquia/Dinamarca preparada para defender “cada centímetro” da Gronelândia - primeira-ministra

 

Bissau,09 Jul 26 (ANG)  – A primeira-ministra da Dinamarca reiterou quarta-feira que a Gronelândia “não está à venda”, após novas ameaças do Presidente dos Estados Unidos da América, e disse estar preparada para defender “cada centímetro” da NATO, incluindo a Gronelândia.

À chegada ao segundo dia da cimeira da NATO, que terminou,  quarta-feira, em Ancara, capital da Turquia, a governante dinamarquesa foi questionada pela imprensa sobre o facto de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter voltado a insistir, no primeiro dia da reunião, que a Gronelândia, território autónomo da Dinamarca, deveria ser controlado por Washington, sugerindo novamente que pode retirar "todas as tropas" da Europa.

 

Mette Frederiksen reiterou que a Gronelândia, território semiautónomo da Dinamarca, "não está à venda" e disse esperar que "todos os aliados respeitem o direito do povo gronelandês à autodeterminação".

 

“Somos um povo soberano e precisamos que todos respeitem a nossa integridade territorial”, acrescentou.

 

Interrogada sobre se a Dinamarca está preparada para defender militarmente a Gronelândia caso tal seja necessário, a governante respondeu, "Estamos preparados para defender cada centímetro da NATO, incluindo o nosso território".

 

Mette Frederiksen lembrou que uma das razões pelas quais a Aliança Atlântica foi construída foi porque "se algo acontecer a um de nós, todos devem defender os restantes", tal como está estabelecido no artigo 5.º do Tratado da organização.

A primeira-ministra salientou que o artigo 5.º aplica-se ao flanco leste da NATO, com a guerra que é travada na Ucrânia, serviu para os EUA nos ataques terroristas do 11 de Setembro e servirá para a Gronelândia "se algo acontecer".

 

Sobre se acha que os EUA estão comprometidos com o artigo 5.º, Frederiksen respondeu, "Não ouvi que os EUA não estejam comprometidos".

 

"Eu não seria capaz de assegurar o meu povo sem a NATO e acho que o mesmo serve para os EUA. É por causa da NATO que o nosso povo transatlântico pode estar em segurança e isso vai manter-se no futuro", acrescentou.

 

Frederiksen começou a sua declaração por salientar que o mundo se tornou "mais inseguro" e é necessária uma NATO "mais forte".

A governante considerou prioritário "rearmar a Europa", ter uma "base industrial mais forte na Europa e transatlântica nos EUA" e reforçar o apoio à Ucrânia.

 

“Penso que todos sabemos que são tempos difíceis e, por isso, a nossa união neste mundo é mais importante do que nunca”, salientou.

 

Antes, também à chegada, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, considerou que se está a assistir a uma alteração nas responsabilidades na Aliança, com um reforço por parte de europeus e do Canadá.

 

O governante salientou que esta mudança nos encargos assumidos no âmbito da NATO, com uma redução do investimento por parte dos EUA, também era defendida por Barack Obama e "é apropriado".

 

Sobre os ataques norte-americanos a alvos iranianos, Carney apontou que o Irão tem agido de forma irresponsável e houve uma "resposta apropriada". ANG/Inforpress/Lusa