segunda-feira, 6 de abril de 2026

Líbia/Barco com 105 pessoas naufraga no Mediterrâneo e  70 estão desaparecidas

Bissau, 06 Abr 26 (ANG) - Ao menos 70 pessoas estão desaparecidas após o naufrágio do barco no qual atravessavam o Mar Mediterrâneo central.

A morte de pelo menos dois migrantes já foi confirmada, segundo informaram neste domingo (5) as ONGs Mediterranea Saving Humans e Sea-Watch.

O barco partiu na tarde de sábado (4) de Tajura, no norte da Líbia, em direção à Europa, com aproximadamente 105 mulheres, homens e crianças a bordo. A embarcação virou no início da travessia, e 32 pessoas puderam ser resgatadas, afirmou a Mediterranea Saving Humans.

"Naufrágio trágico na Páscoa. 32 sobreviventes, dois corpos recuperados, mais de 70 desaparecidos", escreveu a ONG na rede social X, especificando que o barco de madeira virou em uma zona de busca e salvamento controlada pelas autoridades líbias.

De acordo com a Sea-Watch, os sobreviventes foram resgatados por dois navios mercantes e desembarcaram na manhã de domingo na ilha italiana de Lampedusa. Um vídeo publicado pela ONG no X, aparentemente filmado a partir da aeronave de vigilância Sea-Bird 2, mostra homens agarrados ao casco do barco virado, à deriva no mar, antes de serem socorridos por um navio mercante.

"Compartilhamos a dor dos sobreviventes, de suas famílias e entes queridos. Este último naufrágio não é um acidente trágico, mas sim a consequência de políticas governamentais europeias que se recusam a abrir rotas seguras e legais", escreveu a organização Mediterranea Saving Humans.

Lampedusa é um importante ponto de chegada de migrantes que atravessam o Mediterrâneo vindos do Norte da África. O trajeto é perigoso e, com frequência, realizado em embarcações precárias, levando à morte de milhares de pessoas todos os anos, principalmente durante a primavera e o verão do hemisfério norte.

Desde o início de 2026, ao menos 683 migrantes morreram ou desapareceram no Mediterrâneo central, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM). De acordo com os últimos dados do Ministério do Interior italiano, 6.175 migrantes chegaram à costa italiana durante o mesmo período. ANG/RFI/AFP

 

Cabo Verde/”Falta de actividade física é responsável por mais de 500 milhões de mortes por ano” - IDJ

 

Bissau, 06 Abr 26(ANG) – A falta de actividade física constitui hoje “uma pandemia a nível mundial”, responsável por mais de 500 milhões de mortes por ano, alertou hoje o coordenador do programa nacional de actividade física “Mexi Mexê”de cabo Verde.

 

Celso Rodrigues, do Instituto cabo-verdiano do Desporto e da Juventude (IDJ), falava à Inforpress à propósito do  seminário “Actividade Física e Saúde”, realizada na cidade da Praia, integrado nas comemorações do Dia Internacional da Actividade Física, assinalado hoje, e do Dia Mundial da Saúde, celebrado a 07 de Abril.

 

O objectivo da iniciativa é reforçar a reflexão sobre a importância da prática regular de exercício físico para o bem-estar da população cabo-verdiana. 

 

O coordenador do programa nacional  de actividade física “Mexi Mexê” do IDJ de Cabo Verde alertou que a falta de actividade física constitui actualmente “uma autêntica pandemia a nível mundial”, com impactos significativos na saúde pública, responsável por mais de 500 milhões de mortes por ano.

 

Segundo o responsável, dados recentes indicam que Cabo Verde não foge à tendência global, apresentando níveis de actividade física “muito aquém do recomendado” pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

Celso Rodrigues explicou que o estilo de vida moderno tem contribuído para a redução do movimento no quotidiano, favorecendo o aparecimento de doenças associadas à falta de física.

“Há um esforço grande de vários governos, mas a tendência clara é aumentar o sedentarismo.  Apesar de todos os esforços, o estilo de vida moderno tem propiciado o sedentarismo e todas as doenças derivadas da falta de movimento”, advertiu.

 

O responsável avançou que o ser humano, de um modo geral, deixou de gastar por dia cerca de 400 quilocalorias (kcal), contabilizado num mês, tem a tendência de acumular cerca de um quilograma e meio por mês. 

 

Por ano, já se aproxima de 20 quilogramas, acrescentou, sublinhando que se não houver atitudes conscientes, haverá um aumento de peso.

 

Sobre o seminário, este conta com dois painéis temáticos que abordam, por um lado, as políticas públicas de promoção da actividade física em Cabo Verde e a sua relação com a saúde e o bem-estar, e, por outro, os desafios e tendências da prática de exercício nas sociedades modernas.

 

Durante o encontro, serão também discutidos temas como nutrição, envelhecimento saudável, novos espaços de prática desportiva e o impacto económico da inactividade física.

 

A iniciativa reúne especialistas de diferentes áreas, promovendo um espaço de partilha de conhecimento, diálogo e construção de soluções com vista a uma sociedade mais activa e saudável.

ANG/Inforpress

 

Médio Oriente/Irã recusa abrir Ormuz, faz novas ameaças aos EUA e anuncia morte de chefe da inteligência

Bissau, 06 Abr 26 (ANG) - O Irã rejeitou nesta segunda-feira (6) a proposta de reabrir o Estreito de Ormuz em troca de um “cessar‑fogo temporário”.

Segundo um alto funcionário ouvido pela Reuters, Teerã avalia que Washington não demonstra disposição para negociar uma trégua permanente.

 A posição iraniana foi divulgada horas depois de ataques aéreos de Israel matarem o chefe da inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), Majid Khademi, fato confirmado pelo próprio corpo militar.

Em comunicado divulgado no canal oficial da IRGC no Telegram, o grupo afirmou que Khademi, comandante-geral e responsável pela organização de inteligência do exército ideológico iraniano, morreu em um ataque conduzido na madrugada desta segunda-feira, atribuindo a ação ao “inimigo americano‑sionista”.

A tensão aumentou após uma sequência de declarações do presidente americano, Donald Trump, que intensificou as ameaças contra Teerã. Em sua plataforma Truth Social, o republicano afirmou que poderá ordenar ataques contra usinas de energia e pontes iranianas caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto, via estratégica pela qual transita cerca de um quinto do petróleo e gás exportado globalmente.

“Abram a porcaria do estreito, seus lunáticos, ou vocês vão viver no inferno – vocês verão!”, escreveu Trump, acrescentando “Glória a Alá”. Inicialmente, o presidente havia fixado um prazo até às 20h de segunda-feira, horário de Washington, para que o Irã retomasse o tráfego no estreito, “antes que eu desencadeie o inferno”.

Durante entrevista à Fox News, porém, afirmou acreditar haver “uma boa chance” de se chegar a um acordo.

Horas depois, Trump voltou atrás e adiou o ultimato para às 20h de terça-feira, publicando apenas “Terça-feira, 20h, horário do leste dos EUA!” em sua plataforma.

Não é a primeira vez que o presidente altera o prazo: no fim de março, já havia prorrogado por dez dias a data-limite que venceria nesta segunda-feira.

Em outra entrevista, desta vez ao Wall Street Journal, afirmou que, sem acordo, “pontes e usinas de energia vão desabar por todo o país”, acrescentando que o Irã levaria “20 anos para se reconstruir, se tiver sorte”.

Trump disse ainda que as negociações não envolvem o possível desenvolvimento de uma arma nuclear pelo Irã, alegando que Teerã teria desistido dessa hipótese. “O importante é que eles não terão armas nucleares. Eles nem estão negociando sobre isso. Já foi concedido”, declarou.

O governo iraniano reagiu acusando Trump de incitar publicamente crimes de guerra. “O presidente dos Estados Unidos, como principal autoridade de seu país, ameaçou cometer crimes de guerra”, afirmou no X o vice-ministro das Relações Exteriores para assuntos jurídicos e internacionais, Kazem Gharibabadi.

Mais cedo, o Judiciário iraniano anunciou a execução de um homem acusado de colaborar com Israel e os Estados Unidos durante os protestos antigovernamentais ocorridos no início do ano. Segundo o site Mizan Online, Ali Fahim foi enforcado após a Suprema Corte confirmar a sentença.

As manifestações começaram no fim de dezembro, motivadas pela alta do custo de vida, e atingiram seu auge nos dias 8 e 9 de janeiro, quando se transformaram em protestos generalizados contra o governo.

Enquanto o estreito permanece sob controle iraniano e com o tráfego de navios de grande porte praticamente interrompido, a Opep+ anunciou que aumentará a produção de petróleo na tentativa de aliviar a pressão sobre o preço do barril nos mercados internacionais.

O bloqueio parcial em Ormuz já vinha provocando volatilidade intensa no setor energético, elevando custos de transporte e ampliando os temores de desabastecimento em países dependentes das rotas do Golfo.

A decisão busca compensar a restrição de oferta provocada pelo impasse no estreito e amenizar os efeitos econômicos do conflito em escalada, embora analistas alertem que o impacto pode ser limitado caso a crise entre Washington e Teerã se agrave. ANG/RFI/Com agências

 

Marrocos/Comissão Económica para a África apela à acção colectiva face aos choques globais

Bissau, 06 Abr 26(ANG) – O Subsecretário-Geral da ONU e Secretário Executivo da Comissão Económica para a África (ECA), Claver Gatete, destacou na sexta-feira, em Tânger(Marrocos), a necessidade de ação coletiva diante dos choques económicos globais.

Em uma coletiva de imprensa realizada ao final da Conferência de Ministros Africanos das Finanças, Planeamento e Desenvolvimento Económico (COM 2026), parte da 58ª sessão da Comissão Económica para a África (ECA), o Sr. Gatete indicou que as discussões se concentraram em vários dos principais desafios que afetam as economias africanas.

Ele citou especificamente as repercussões do conflito no Oriente Médio, com efeitos esperados nos preços dos combustíveis e dos alimentos, bem como no comércio e nas cadeias de suprimentos.

Esses acontecimentos provavelmente terão efeitos significativos nas economias africanas, particularmente devido à dependência do continente em relação às importações de insumos agrícolas e energéticos, explicou ele, observando que essa situação ocorre em um momento crítico, marcado pela época de plantio em vários países africanos.

Diante desses desafios, ele enfatizou a necessidade de fortalecer a coordenação entre as instituições africanas e internacionais, incluindo a Comissão da União Africana, o Banco Africano de Desenvolvimento e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, a fim de elaborar respostas comuns e eficazes.

Além disso, as discussões se concentraram no papel da tecnologia e dos dados na aceleração do crescimento econômico na África, observou ele.

À este respeito, o Sr. Gatete enfatizou a natureza transversal da tecnologia digital, defendendo uma melhor integração das ferramentas tecnológicas e da gestão de dados em todos os setores económicos.

A questão do financiamento sustentável da saúde também ocupou um lugar central nas discussões, acrescentou o funcionário da ONU.

A COM 2026 foi realizada de 28 de Março a 3 de Abril, com o tema “Crescimento por meio da Inovação: Alavancando Dados e Tecnologias de Ponta para a Transformação Económica da África”. ANG/Faapa

    

 

                         EUA/ Onda de demissões no governo Trump

Bissau, 06  Abr 26 (ANG) - Uma nova onda de demissões abala o governo de Donald Trump nos Estados Unidos.


Frequentemente motivada pelo desejo de vingança pessoal do presidente americano, a saída de colaboradores faz parte de uma campanha ideológica mais ampla para remover dos corredores do poder aqueles que não aderem suficientemente ao projeto “MAGA" (Make America Great Again).

Depois de Kristi Noem, Pam Bondi é a segunda figura proeminente do círculo íntimo do presidente a cair. A procuradora-geral, equivalente à ministra da Justiça, foi definitivamente demitida em 2 de abril. Criticada por sua atuação no caso Jeffrey Epstein e incapaz de processar os opositores políticos indicados por Donald Trump, ela se soma a uma longa lista de pessoas demitidas pelo presidente americano.

 

Antes de Trump, seus antecessores também realizaram demissões estratégicas, mas o bilionário levou essa prática ao extremo, instaurando um sistema de clientelismo que visa substituir os funcionários que deixam o cargo por apoiadores alinhados à sua ideologia, observa Gabriel Solans, pesquisador em civilização americana na Universidade Paris Cité.

Eleito pela primeira vez graças à imagem de empresário dinâmico, Donald Trump não causou estranheza ao promover demissões políticas. Neste segundo mandato, entretanto, ele “está muito mais bem preparado”, salienta Gabriel Solans. “Há um desejo de vingar a derrota de 2020, de se vingar totalmente dos democratas e daqueles dentro do governo que possam não atender às suas exigências.”

As represálias começaram muito cedo. Já em janeiro de 2025, Donald Trump mal havia assumido o cargo quando demitiu mais de 10 advogados do Departamento de Justiça (DOJ), por terem trabalhado com o ex-promotor Jack Smith em dois casos criminais contra ele: um relacionado a suspeitas de uso indevido de documentos confidenciais e o outro referente à sua suposta tentativa de reverter a derrota nas eleições de 2020.

Rapidamente, os funcionários do Departamento de Justiça compreenderam que era melhor evitar controvérsias se quisessem se manter no cargo após o retorno de Donald Trump à Casa Branca.

As demissões de advogados continuaram nos meses seguintes, sem que nenhuma razão clara fosse dada, e se estenderam ao FBI, onde dezenas de agentes foram demitidos entre 2025 e 2026. Em fevereiro de 2026, a agência, chefiada por um leal apoiador de Trump, Kash Patel, anunciou a saída de 12 agentes. Todos haviam investigado o caso dos documentos confidenciais, segundo a BBC.

As demissões foram possíveis graças à nomeação, para chefiar essas instituições, de "pessoas subservientes à sua vontade, à sua agenda de vingança contra os democratas, que poderiam levar adiante uma vingança politizando o Departamento de Justiça e o FBI", afirma Gabriel Solans.

Apesar de toda a sua lealdade, Pam Bondi não foi poupada. Atacada por sua gestão dos arquivos Epstein – muitos dos quais foram publicados com erros de redação que revelaram os nomes de diversas vítimas –, a chefe do Departamento de Justiça também acabou despedida. O presidente também não escondeu a irritação com a falta de processos movidos pelo Departamento de Justiça contra aqueles que ele considerava oponentes políticos, revela a CBS.

A chefe do Departamento de Segurança Interna (DHS), Kristi Noem, perdeu seu cargo um mês antes, em 5 de março. A ex-governadora da Dakota do Sul já vinha sendo alvo de críticas internas há algum tempo, segundo o Politico, principalmente em relação à gestão controversa dos fundos do DHS.

Suas declarações sobre Renée Good e Alex Pretti, assassinados por agentes do ICE em Minneapolis, a quem ela chamou de “terroristas”, afetaram profundamente a opinião pública. Uma audiência no Congresso, em 4 de março, sobre sua gestão do Departamento de Segurança Interna selou seu destino político.

 

Com a saída dela, Donald Trump está pagando o preço por seu desejo de consolidar sua autoridade em todos os níveis do governo, sem levar em consideração as qualificações das pessoas que escolhe. Isso ficou evidente no recente ataque de hackers a uma das contas de e-mail de Kash Patel.

As demissões de funcionários considerados não alinhados ao movimento MAGA atingem também as Forças Armadas. Nenhuma razão oficial foi dada para a saída, na sexta-feira (3), do chefe do Estado-Maior do Exército, Randy George, pelo secretário da Defesa, Pete Hegseth.

 

A decisão teria sido motivada pelo desejo de colocar alguém nessa posição "capaz de implementar a visão do presidente Trump" e a do secretário da Defesa, segundo a CBS.

 

O caso de Randy George se destaca porque "a maioria das demissões de oficiais de alta patente ou das recusas de promoção que ocorreram envolveram mulheres ou afroamericanos", observa Tama Varma, pesquisadora da Brookings Institution em Washington, em entrevista à RFI.

As demissões em massa afetaram frequentemente oficiais militares mulheres de alta patente, como a vice-almirante Shoshana Chatfield, a almirante Lisa Franchetti e a comandante da Guarda Costeira Linda L. Fagan, dispensada menos de 24 horas após o retorno de Donald Trump à Casa Branca. Em fevereiro de 2025, o chefe do Estado-Maior Conjunto, Charles Q. Brown, um defensor da diversidade nas Forças Armadas, considerado "progressista demais" por Pete Hegseth, também foi removido do cargo.

Gabriel Solans vê essas demissões como "uma mistura de extrema suspeita em relação a qualquer pessoa que possa não estar implementando a agenda de Donald Trump, que possa representar uma ameaça, e ideologia". A caça ao “wokismo" foi teorizada pela Heritage Foundation, um think tank conservador radical que vem influenciando Donald Trump desde sua derrota em 2020.

Antes da eleição presidencial de 2024, o grupo elaborou um documento de mais de 900 páginas, o "Projeto 2025", que serviria como um guia para o líder do MAGA, uma vez eleito. Seus leitores descobriram que "inúmeras ferramentas executivas podem ser usadas por um presidente conservador corajoso para [...] neutralizar e desmantelar os guerreiros culturais woke que se infiltraram em todas as instituições americanas".

Os autores também propõem explicar "como demitir funcionários federais considerados 'irremovíveis'; como fechar escritórios e departamentos corruptos e ineficientes" e "como silenciar a propaganda woke em todos os níveis de governo".

Todas essas propostas foram implementadas, pelo menos em parte, pela equipe presidencial desde que assumiu o cargo. Mesmo antes do retorno de Donald Trump a Washington, sua equipe já planejava ampliar o número de cargos dos quais um funcionário público poderia ser demitido da noite para o dia, explica Gabriel Solans.

 ”Já existiam listas, compiladas por think tanks, de pessoas consideradas pouco propensas a seguir a agenda de Trump", acrescenta o pesquisador. ANG/RFI

 

Mensagem de Páscoa/Presidente da República e Primeiro-ministro de Transição apelam à paz duradoura para o país

Bissau, 06 Abr 26 (ANG) – O Presidente da República de Transição, por ocasião da celebração da Páscoa, apelou no Domingo  que o espírito da Páscoa renove a fé, fortaleça a esperança e ilumine o caminho da Guiné-Bissau rumo à paz duradoura, estabilidade e progresso para todos.

Em mensagem à comunidade cristã e ao povo guineense em geral, Horta Inta-a apelou à união e esperança e que a data seja marcada pela paz, esperança e renovação espiritual.

Nesta data de “profundo significado para os cristãos”, o Chefe de Estado de Transição pediu ainda à união, solidariedade e ao reforço dos valores de reconciliação entre os guineenses.

Por seu turno, e na sua comunicação alusiva ao Domingo de Páscoa, o Primeiro-ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, fez apelo à paz,  verdade e à reconciliação nacional, e diz  que o sofrimento do povo guineense não deve ser usado para fins de manipulação.

Na mensagem, o chefe do Governo defendeu que o país precisa urgentemente de justiça, estabilidade e confiança nas instituições, num momento que exige responsabilidade e união entre os cidadãos, realçando que a dor do povo não pode ser manipulada.

Vieira Té reforçou ainda que a celebração da Páscoa deve servir como momento de reflexão e de compromisso com a paz.

Ié fez apelo à ações contra a  violência, manipulação, e à  reconciliação nacional na base da união entre os guineenses, para a preservação da  estabilidade do país e construção de um  futuro baseado no diálogo.  ANG/MSC/ÂC//SG

Mensagem da Páscoa/ “Sem uma fé viva e um compromisso integral, nada se pode testemunhar”, diz Bispo de Bissau

Bissau, 06 Abr 26 (ANG) - O Bispo da Diocese de Bissau disse no  Domingo que a primeira condição para que alguém se envolva com a sua palavra para testemunhar, é estar profundamente convencido da verdade e da importância do que testemunha.

Dom José Lampra Cá citado pela RSM, falava na Sé Catedral de Bissau, na homilia da missa pascal, em que  lembrou que foram muitos os mártires que selaram com seu sangue a fé que professavam. "Sem
uma fé viva e um compromisso integral, nada se pode testemunhar para os que os observe”, disse.

A Páscoa é uma das festividades mais importantes do cristianismo, celebrando a ressurreição de Jesus Cristo, três dias após a sua crucificação, simbolizando a vitória da vida eterna sobre a morte.

O sacerdote sublinhou que nesta data, celebram a passagem da morte para a vida, da escravidão para a liberdade, acrescentando que é imprescindível não perder a esperança e que é absolutamente necessário dar passos firmes e corajoso sem adiar o que tem que se fazer.

Dom lampra Cá sublinhou  que não são só os cristãos que desejam um mundo melhor de justiça sustentada e orientado pelos autênticos valores que provam uma sã convivência social.

Citando o evangelho do dia, Lampra Cá afirma que todos os cristãos devem ver e acreditar tal como Pedro, que diz ser testemunho de tudo o que Jesus Cristo fez.

Páscoa é uma festa precedida pela Quaresma e Semana Santa, marcando renovação. É  neste dia que se comemora a morte e ressurreição de Jesus, simbolizando a libertação espiritual. ANG/MSC/ÂC//SG

 

              Energia/Governo anuncia novos preços para combustíveis

Bissau, Abr 26 (ANG) – O Governo de Transição anunciou novos preços de venda de combustíveis no país, através de um despacho conjunto assinados pelos ministros das Finanças e da Energia, em resposta à oscilação dos preços dos derivados do petróleo no mercado internacional.

De acordo com Despacho, datado de 03 de Abril, à que a ANG teve acesso, o preço do gasóleo nas estações de venda passa de 786 para 898 francos CFA por litro, enquanto nas centrais do interior será de 675,99 FCFA/litro.

A gasolina passou de 794cfa para 899 FCFA/litro e a gasolina mistura agora custa 732 FCFA/litro.

No documento, o Executivo referiu que tem acompanhado de forma rigorosa a evolução das cotações internacionais, devido ao seu impato na economia nacional e na vida das populações.

A decisão, acrescenta, surge igualmente da  necessidade de ajustar o  preço em vigor desde 11 de Março de 2026, que deixou de refletir  o custo real dos produtos, nomeadamente o custo CIF(custo, seguro e frete), face às oscilações dos hidrocarbonetos.

A medida , diz o Governo, visa assegurar uma gestão transparente do setor, com o objectivo de garantir o abastecimento regular e a correta distribuição dos combustíveis em todo o território nacional.

A decisão foi tomada após um trabalho técnico e reunião do Conselho de ministros, realizados nos dias 27 de Março e 02 de Abril de 2026, envolvendo ministérios e as instituições competentes. ANG/LPG/ÂC//SG


Sociedade
/Guiné-Bissau precisa mobilizar  mais de sete milhões de dólares para desminagem até 2032

Bissau, 06 Abr 26 (ANG) – A Guiné-Bissau deverá mobilizar mais de sete milhões de dólares para implementar o Programa Nacional de Desminagem Humanitária e Ação Anti-Minas entre 2026 e 2032.

A declaração foi feita pelo diretor do programa, Nautam Mancabu.no âmbito das celebrações do Dia Internacional de Sensibilização sobre as Minas Antipessoal, assinalado a 4 de Abril.

Segundo o responsável, o financiamento será aplicado ao longo de sete anos, com o objetivo de reforçar as operações de desminagem e reduzir os riscos para as populações residentes em zonas afetadas.

Apesar da relevância do programa, Mancabu apontou a inexistência de um plano estratégico nacional claro como um dos principais entraves, destacando ainda a falta de uma estratégia eficaz de mobilização de recursos e de coordenação com parceiros internacionais, fatores que diz  comprometem o cumprimento das metas estabelecidas até 2032.

Para garantir a execução das atividades previstas, diz Mancabu, são necessárias cerca de 7,6 milhões de dólares adicionais.

Atualmente, o país contabiliza nove zonas identificadas como contaminadas, além de 43 tabancas ainda por avaliar, onde existem fortes suspeitas da presença de minas e outros engenhos explosivos.

Entre os principais desafios, o diretor destacou a escassez de meios técnicos, financeiros e de recursos humanos qualificados.

Referiu-se a . um incidente ocorrido em 2021, na zona de Toma, em que  oito crianças foram vítimas de explosivos, sublinhando que a área permanece por desminar devido à falta de recursos.

Nautam Mancabu apelou mais  envolvimento do Governo e dos parceiros internacionais para o  reforço dos meios disponíveis para enfrentar a dimensão do problema.

A Guiné-Bissau assumiu em, 2012, o compromisso de eliminar minas e engenhos explosivos no âmbito do seu programa nacional. No entanto, novos incidentes registados nos últimos anos obrigaram à revisão das estratégias e à adoção de um novo plano de ação.

O país continua a enfrentar os efeitos de minas remanescentes de conflitos passados, nomeadamente da luta de libertação nacional(1963-1973) do conflito de 7 de Junho de 1998, que durou 11 meses e de episódios mais recentes, como o ocorrido na Casamansa, em 2016.

Para as autoridades guineenses, a  persistência deste problema representa um desafio significativo para a segurança das populações e para o desenvolvimento de várias regiões. ANG/RDN

Regiões/Delegacia Regional de Comércio de Biombo incinera cerca de duas toneladas de produtos fora de prazo

Bissau, 06 Abr 26(ANG) - A Delegacia Regional do Comércio da Biombo, norte do país, procedeu, no passado fim de semana, à incineração de cerca de duas toneladas de produtos fora do prazo de validade, apreendidos há mais de um ano.

De acordo com o despacho do Correspondente da ANG na Região de Biombo, a incineração teve lugar na localidade de Bissauzinho, setor de Quinhamel, e visou retirar de circulação bens impróprios para consumo, muitos dos quais  de primeira necessidade.

Na ocasião,  o delegado regional do Comércio de Biombo,  Adriano da Costa, afirmou que a ação reflete o trabalho contínuo das autoridades no combate à comercialização de produtos fora do prazo.

Segundo explicou, esta prática faz parte de um procedimento regular realizado no início de cada campanha, com o objetivo de libertar os armazéns e dar lugar a novos produtos.

De acordo com o responsável, os produtos incinerados foram recolhidos em diferentes pontos da região de Biombo, nomeadamente nos setores de Quinhamel, Prábis e Safim, bem como em alguns bairros de Bissau, como São Paulo, Aeroporto e Quelele.

Adriano da Costa sublinhou ainda que a operação foi realizada com o conhecimento das autoridades regionais e da polícia.

Na ocasião, deixou um apelo aos consumidores para redobrarem a atenção no momento da compra, verificando sempre o prazo de validade dos produtos.

O responsável pediu igualmente a colaboração da população com denúncias de práticas ilegais relacionadas com a comercialização de bens impróprios para consumo.

A ação insere-se nos esforços das autoridades para garantir  a protecção da  saúde pública na Região de Biombo. ANG/MN/ÂC//SG

 

quinta-feira, 2 de abril de 2026

     Cooperação/Governo e CCR-UEMOA reforçam relações institucionais

Bissau, 02 Abr 26 (ANG) – O Director do Gabinete do Primeiro-ministro, Dauda Saw, recebeu na manhã desta quinta-feira,  uma delegação da Câmara Consular Regional da UEMOA (CCR-UEMOA), chefiada por sua presidente, a guineense Helena Nosoliny Embaló.

De acordo com uma nota do Gabinete do Primeiro-ministro enviada à ANG, o encontro se enquadra no reforço das relações institucionais entre o Governo da Guiné-Bissau e os organismos regionais de promoção da integração económica e do desenvolvimento do setor privado.

Segundo a Nota, durante o encontro foram abordadas questões ligadas ao aprofundamento da integração económica regional, à transformação digital,  facilitação do comércio, ao fortalecimento do setor privado, bem como à criação de novas oportunidades para a juventude e para as mulheres guineenses, em consonância com as prioridades do Governo.

Na ocasião, Dauda Saw, transmitiu à delegação a atenção e o interesse que o Governo de Transição atribui à  iniciativas que possam contribuir para a modernização da economia nacional, a promoção do investimento, o apoio às pequenas e médias empresas e o reforço da posição da Guiné-Bissau no espaço comunitário da UEMOA.

A delegação da CCR-UEMOA, liderada pela sua Presidente, Helena Nossoliny Embaló, aproveitou a ocasião para apresentar as principais linhas estratégicas de actuação da instituição, sublinhando a importância da cooperação com a Guiné-Bissau, nos domínios da digitalização económica,  diplomacia económica,  integração regional e do desenvolvimento sustentável do setor privado.

A nota salienta que o encontro decorreu num ambiente de cordialidade e abertura institucional, tendo ficado patente a convergência de visões quanto à necessidade de acelerar mecanismos de cooperação regional capazes de gerar impacto económico concreto e sustentável para o país.

“Com esta receção, o Governo de Transição reafirma a sua disponibilidade para acolher, apoiar e enquadrar iniciativas regionais e internacionais que promovam o crescimento económico, a inclusão produtiva e a valorização das capacidades nacionais”, refere a Nota. ANG/ÂC//SG

França/Deputados franceses negros da esquerda radical recebem mensagens racistas

Bissau, 02 Abr 26 (ANG) - Vários deputados negros do partido de esquerda radical França Insubmissa (LFI) receberam uma carta anônima de conteúdo racista, que retrata “pessoas negras de maneira desumanizada e primitiva”, denunciou a legenda em um comunicado nesta quinta-feira (2).


A carta foi enviada aos parlamentares Nadège Abomangoli, Danièle Obono, Aly Diouara e Carlos Martens Bilongo.

 

O texto menciona, além de seus nomes, os do novo prefeito de Saint-Denis, na região parisiense, Bally Bagayoko, e o do líder do partido, Jean-Luc Mélenchon, e traz a frase “fugitivos do zoológico de Beauval”, segundo um comunicado.

 

A carta ainda traz uma imagem deturpada de uma página da história em quadrinhos Tintin au Congo (Tintin no Congo em tradução livre).

As tirinhas foram publicadas no início dos anos 1930 no jornal belga Le Petit Vingtième, e o álbum foi lançado nos anos 1940.

A obra de Hergé, que vendeu cerca de 10 milhões de exemplares no mundo, reproduz estereótipos colonialistas, ilustrando personagens africanos como infantilizados, submissos ou caricaturados fisicamente, e já foi alvo de ações judiciais na Bélgica.

“Um ataque racista desse tipo é absolutamente inaceitável e exige uma condenação unânime de toda a classe política”, afirma o LFI, que denuncia um contexto de “campanha racista persistente desde a eleição de Bally Bagayoko à prefeitura de Saint-Denis”.

Bally Bagayoko, 52, nascido na região parisiense e filho de malineses, é alvo de uma campanha de ódio propagada pela extrema direita na rede social X, além de comentários polémicos no canal CNews, denunciados por vários parlamentares e associações antirracistas à Arcom, órgão regulador do audiovisual e do digital.

Em entrevista à agência AFP nesta quarta-feira (1°), Bagayoko denunciou “uma sociedade cada vez mais racista” e pediu o fechamento do canal CNews. Diante de um “racismo que está mais afirmado e praticamente sem freios”, o prefeito da segunda maior cidade da Île-de-France (região metropolitana de Paris) considera que “a Arcom deve ser muito mais severa” em relação e que a Justiça deve ser “muito mais firme”. Ele registou queixa, convocou uma grande “mobilização cidadã” contra o racismo e a discriminação para sábado (4), na esplanada da prefeitura de Saint-Denis, ao norte da capital.

 “Os clichês coloniais difundidos por alguns meios de comunicação e responsáveis políticos, que replicam de forma complacente as informações falsas divulgadas pela extrema direita, contribuem diretamente para o clima de ódio e para o assédio do qual nossos eleitos são vítimas”, afirma a LFI, que denuncia a “omissão do governo”.

Para o partido de esquerda radical, essas mensagens não são “atos isolados”, mas “fazem parte de um conjunto de agressões (simbólicas e físicas) e discriminações das quais pessoas negras e racializadas são vítimas diariamente – algo que o governo se recusa a reconhecer e combater”.

O ministro do Interior, Laurent Nuñez, anunciou na terça-feira, na Assembleia Nacional, que o governo “estuda” a possibilidade de abrir “processos criminais” contra os autores dos comentários polémicos na CNews dirigidos a Bagayoko, classificando-os de “ignóbeis” e “absolutamente inaceitáveis”.

ANG/RFICom agências

Médio Oriente/”EUA vão atacar Irão com muita força nas próximas duas semanas”, diz  Trump

Bissau, 02 Abr 26(ANG) - O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou que as forças norte-americanas vão atacar com "muita força" o Irão nas próximas duas a três semanas.

 

A promessa surgiu na quarta-feira, num discurso ao país, após 33 dias do conflito iniciado em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel lançaram uma campanha de bombardeamentos contra território iraniano.

 

"Vamos atacá-los com extrema dureza nas próximas duas a três semanas. Vamos mandá-los de volta à Idade da Pedra, onde pertencem. Entretanto, as negociações continuam", afirmou o Presidente norte-americano.

 

“Se não houver acordo, vamos atacar cada uma das suas centrais elétricas com muita dureza e, provavelmente, em simultâneo”, acrescentou, num discurso dirigido aos norte-americanos a partir da Casa Branca.

 

Trump manifestou-se também convicto de que, assim que a guerra contra o Irão terminar, o estreito de Ormuz “abrir-se-á naturalmente”, porque a República Islâmica precisa da venda de petróleo para se reconstruir e, por isso, os preços do petróleo irão baixar e as bolsas voltarão a registar ganhos.

 

Por outro lado, o inquilino da Casa Branca pediu aos países que dependem do petróleo escoado do Golfo através do estreito de Ormuz que “cuidem” da passagem estratégica, por onde transita 20% do petróleo mundial em condições normais, porque os Estados Unidos “não precisam” desse petróleo e gás.

 

“Vão para o estreito, tomem-no, protejam-no, utilizem-no”, declarou o Presidente norte-americano, que vem a criticar há semanas vários países aliados da NATO e outros países em todo o mundo por não terem auxiliado os Estados Unidos e Israel na campanha militar contra o Irão.

 

Trump reiterou vários argumentos justificativos dos ataques ao Irão produzidos desde o início da campanha em 28 de fevereiro, nomeadamente o de que a República Islâmica estava a tentar “reconstruir o seu programa nuclear num local totalmente diferente”, dos locais bombardeados na operação ‘Midnight Hammer’, em 22 de junho, e que, por isso, tiveram de “acabar com eles” antes de adquirirem a capacidade de atingir os Estados Unidos e a Europa, algo que especialistas internacionais contestam.

 

“O regime procurou reconstruir o seu programa nuclear num local totalmente diferente, deixando claro que não tencionava abandonar a sua intenção de obter armas nucleares. Estava também a construir rapidamente os seus arsenais de mísseis balísticos convencionais e poderia em breve dispor de mísseis capazes de atingir o território norte-americano, a Europa e praticamente qualquer lugar do mundo”, disse Trump.

 

“Que estes terroristas tivessem uma arma nuclear teria sido uma ameaça intolerável”, disse Trump para justificar a operação militar ‘Fúria Épica’, iniciada em conjunto com Israel em 28 de fevereiro e que, após mais de um mês, colocou a economia mundial no limiar de uma crise económica.

 

O Presidente insistiu nas mesmas mensagens que tem vindo a transmitir através das redes sociais, intervenções públicas ou entrevistas nos últimos dias e que não deixam claro quando é que Washington pretende pôr fim à operação e se haverá um destacamento de tropas norte-americanas no Irão, depois de o Pentágono ter enviado milhares de militares para o Médio Oriente.

Trump também não fez qualquer referência ao estado da relação entre os Estados Unidos e a NATO, depois de afirmar no início da semana que essa aliança deve ser questionada, atendendo à falta de apoio dos aliados nesta guerra. ANG/Inforpress/Lusa