sexta-feira, 27 de março de 2026

Comunicação Social Secretário Executivo do CMICS adverte aos novos jornalistas licenciados  que o futuro do sector está nas suas mãos

Bissau, 27 Mar 26 (ANG) – O Secretário Executivo do Consórcio Media, Inovação da Comunicação Social (CMICS) advertiu hoje os 30 jornalistas licenciados  que o futuro da Comunicação Social guineense está nas suas mãos, e lhes pediu para se comprometerem com a verdade, ética e  prestação de serviços à sociedade.

Jorge Camilo Handen, que falava na cerimónia de entrega de  diplomas aos primeiros  39 finalistas do curso de licenciatura em jornalismo, ministrado pelo CMICS em colaboração com a Escola de Artes e Ofícios (AD) , com apoio financeiro das Nações Unidas, através de Fundo da Consolidação da Paz .

Os 39 diplomados, 25 mulheres e 14 homens iniciaram a formação  no ano letivo 2021/2022.

Handen referiu que a formação começou com  96 inscritos, 53 mulheres e 43 homens.

 “Se a ambição de mundo que inspirou os primeiros profissionais da Comunicação Social tornou-se mais complexa diante dos desafios atuais, continua a ser fundamental cultivar, em cada jornalista, um forte compromisso com a sociedade”, salientou Jorge Camilo Handen.

Acrescentou que os novos diplomados irão contribuir, de forma progressiva, para construção de uma sociedade mais justa, democrática e participativa, promovendo um ambiente de diálogo transparente, saudável e competitivo.

Aquele responsável afirmou que o objetivo desta iniciativa é de  dotar profissionais jovens na área de jornalismo de competências e ferramentas essenciais para o exercício da profissão, promovendo uma prática jornalística responsável, isenta e independente.

Handen disse que, inicialmente, o curso era para o nível de Bacharelato que durou um ano e meio, mas que, com a concorrência do mercado foi restruturado e o curso foi aprovado pelo Ministério da Educação para uma licenciatura de quatro  anos.

A madrinha do evento a jornalista Elci Pereira Dias, alertou,  entretanto, que o jornalismo exige compromisso com a verdade, mas também exige constante aprendizado e adaptação.

O padrinho, Alberto Luís Quematcha, pediu aos diplomados para recusarem a indiferença, e  servirem ao povo e não manipular o povo.

Em nome dos licenciados,  Soraia Djara Sambú parabenizou os colegas por terem alcançado seus objectivos e reafirmou as suas determinações de defender os valores e princípios que regem a profissão .

Pediu à todos para defenderem a ética e deontologia profissional,  um jornalismo capaz de contribuir para o fortalecimento da democracia,  Paz e o desenvolvimento sustentável, à semelhança do  lema:” Por um jornalismo livre e independente perante os desafios do presente”.

Os trinta finalistas que receberam diplomas 24 são residentes em Bissau e os seis na diáspora. ANG/JD/ÂC//SG

Comunicação Social/”Preservar o Jornal Nô Pintcha significa preservar a identidade de Guiné-Bissau”, diz ministro Abduramane Turé

Bissau, 27 Mar 26 (ANG) - O ministro da Comunicação Social Abduramhane Turé defendeu  hoje que , a preservação e o fortalecimento do Jornal Nô Pintcha significa preservar uma parte essencial da identidade do país.

Turé discursava a cerimónia comemorativa do 51º aniversário do jornal Nô Pintcha celebrado esta quinta-feira, na sede do semanário estatal, em Bissau, sob o lema “Informar com total isenção e imparcialidade abdicando de conteúdos suscetíveis de gerar conflitos ou violência gratuita”.

Turé disse  que, o NÕ Pintcha  constitui um pilar fundamental na informação, formação e construção da consciência colectiva do povo guineense.

 “Vivemos hoje um momento particularmente sensível e decisivo para o nosso país. Estamos numa fase de transição política que culminará com a realização de eleições gerais no próximo mês de Dezembro. Neste contexto, o papel dos órgãos de Comunicação Social torna-se ainda mais crucial. São eles os guardiões da verdade, os promotores do debate democrático e os facilitadores de uma cidadania consciente e participativa”, disse.

Abduramhane Turé sublinhou que é fundamental que haja união em torno dos objectivos básicos do jornal, de modo a permitir-lhe informar com rigor, isenção e responsabilidade, promover os valores democráticos e contribuir para a estabilidade e o desenvolvimento do país.

Por outro lado, o ministro reafirmou o compromisso do Governo de continuar a apoiar iniciativas que visem o fortalecimento institucional, a modernização e a valorização dos profissionais da Comunicação Social, com particular atenção aos órgãos públicos.

Por sua vez, o Director-Geral do Jornal Nô Pintcha Abulai Djaló afirmou que o momento lhes incumbe, enquanto profissionais de imprensa, a missão de renovar os seus compromissos com a verdade, rigor, isenção e transparência, exercendo, acima de tudo, um jornalismo virado ao desenvolvimento, que o povo guineense tanto almeja.

“Na celebração dos  50 anos do Jornal Nô Pintcha, tínhamos desenvolvidos diferentes actividades, mas este ano, o momento nos convida para uma profunda reflexão sobre o nosso desempenho enquanto fazedores de opinião pública, sobretudo no contexto actual em que o país observa um período de transição”, sublinhou aquele responsável.

Djaló sustentou que o Jornal Nô Pintcha está sempre na linha de frente dos acontecimentos que marcam a actualidade nacional e internacional, narrando os factos com transparência e rigor profissional.

“Apesar das dificuldades financeiras que enfrentamos, mantemos como meta  trabalhar com afinco para angariar os equipamentos necessários à criação de uma gráfica própria para nos proporcionar total autonomia, concernente a periodicidade da impressão em papel”, disse o Director-Geral do Jornal Nô Pintcha.

Abulai Djaló ainda enalteceu  os esforços que estão sendo empreendidos pelo ministro da Comunicação Social  para angariação de  meios com vista a criação de condições laborais nos órgãos públicos de Comunicação Social da Guiné-Bissau.

O Jornal Nô Pintcha é um dos quatro órgãos públicos da Comunicação Social da Nação guineense, e foi criado a 27 de Março  1975 ..ANG/AALS/ÂC//SG

Agricultura/Ministro Amadu Ury Guissé reitera em visita a Região de Cacheu o compromisso do Governo com  desenvolvimento agrícola sustentável

Bissau, 27 Mar 26(ANG) – O ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Amadu Ury Guissé, após realizar visitas as regiões de Biombo, Oio, Bafatá e gabu esteve quinta-feira na região de cacheu onde reiterou o compromisso do Governo de Transição com o desenvolvimento agrícola sustentável e  combate à pobreza no país.

De acordo com uma nota do Ministério de Agricultura e Desenvolvimento Rural, publicada na  página da Facebook da instituição, no âmbito desta visita, Amadú Guissé identificou as dificuldades que os agricultores enfrentam e procedeu a distribuição de materiais agrícolas.

No terreno, o ministro efetuou visitas técnicas às hortas comunitárias de São Vicente e Quitebado, no setor de Bula, onde constatou algumas preocupações, nomeadamente a falta de sementes melhorados, insuficiência de equipamentos agrícolas e de formação técnica. ANG/AC//SG

           Rússia/ Moscovo acolhe 3ª cúpula Rússia-África neste Outono

Bissau, 27 Mar 26 (ANG) - A capital russa sediará a terceira cúpula Rússia-África no outono, anunciou , quinta-feira a Fundação Roscongress, entidade responsável desde 2007 pela organização de grandes eventos económicos e internacionais na Rússia.


A cúpula reunirá chefes de Estado e de governo, bem como representantes de ministérios e instituições de países africanos, organizações regionais e internacionais, além de atores do setor privado, especialistas e membros do mundo académico, conforme especificado.

Os preparativos para este encontro já haviam sido discutidos na segunda Conferência Ministerial Rússia-África, realizada em Dezembro passado no Cairo.

O encontro de Moscou dá continuidade à Cúpula Rússia-África de 2023, durante a qual os líderes participantes adotaram uma declaração que define as principais diretrizes da parceria russo-africana de longo prazo.

Citado no comunicado de imprensa, o conselheiro presidencial Anton Kobiakov indicou que a Cúpula Rússia-África e outros eventos planejados para este outono "visam fortalecer a cooperação abrangente com os países africanos" e definir novas áreas de cooperação tanto em nível bilateral quanto multilateral.

"Os eventos planejados permitirão uma análise aprofundada de todas as relações russo-africanas e a definição de perspectivas de cooperação a longo prazo nas áreas política, de segurança, económica, científica, cultural e humanitária", afirmou.

De acordo com a Roscongress, os principais objetivos da cúpula são o fortalecimento do diálogo político de alto nível, a coordenação de esforços para enfrentar os desafios de segurança contemporâneos e o desenvolvimento de intercâmbios econômicos (particularmente nos setores de investimento, energia, infraestrutura e agricultura).

Espera-se também que a cúpula fomente a expansão dos laços culturais e educacionais, bem como a promoção de iniciativas conjuntas em ciência, tecnologia e inovação. Vários acordos intergovernamentais e interinstitucionais deverão ser assinados durante o evento.

A primeira Cúpula Rússia-África foi realizada em Sochi, em Outubro de 2019, enquanto a segunda ocorreu em São Petersburgo, em Julho de 2023. Esta última resultou na adoção de uma declaração final e de um plano de ação conjunto com vigência até 2026. ANG/Faapa

    

 

EUA/Nicolás Maduro faz segunda aparição em tribunal nos EUA e tem pedido de arquivamento de acusações negado

Bissau, 27 Mar 26 (ANG) - O ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro apareceu sorrindo na quinta-feira (26) em um tribunal de Nova York, onde permaneceu em silêncio durante sua segunda aparição pública desde sua dramática captura pelos Estados Unidos.

Ao longo da audiência, que durou pouco mais de uma hora, o juiz responsável indicou que não atenderia ao pedido da defesa para arquivar as acusações.

Acusado de tráfico de drogas juntamente com a esposa, Cilia Flores, de 69 anos, o ex-líder venezuelano, de 63, demonstrou estar relaxado: sorriu, fez anotações, conversou com seus advogados por meio de um intérprete, observando a imprensa. Ele vestia o uniforme cinza de presidiário.

Retirados antes do amanhecer da prisão no Brooklyn, onde estão detidos desde 3 de Janeiro, Maduro e a esposa chegaram ao Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan, onde algumas dezenas de opositores e apoiadores já aguardavam.

“Estamos buscando desesperadamente qualquer forma de justiça por tudo o que passamos”, disse à AFP o educador venezuelano Carlos Egana, 30 anos, segurando um manequim representando Maduro com expressão sombria. “E o fato disso estar acontecendo, seja aqui nos Estados Unidos ou em qualquer outro lugar, é algo a se comemorar”.

Perto dali, ativistas de pequenas organizações de esquerda exibiam cartazes criticando as políticas de Donald Trump: “Da Venezuela ao Irã, chega de sanções e bombas!”. Pela manhã, uma breve confusão ocorreu entre membros dos dois grupos.

Enquanto isso, em Caracas, centenas de apoiadores do ex-presidente se reuniram na Praça Simón Bolívar, no centro da capital, para demonstrar solidariedade.

Presente ao protesto, o filho do ex-líder, o deputado Nicolás Maduro Guerra, declarou confiar “no sistema jurídico dos Estados Unidos”, embora afirmasse que seu pai deveria gozar de “imunidade” devido ao seu status.

Apesar de Maduro e Cilia Flores terem se declarado inocentes, seus advogados pediram o arquivamento do processo, alegando que as sanções internacionais impostas pelos EUA impedem o Estado venezuelano de pagar os honorários da defesa.

Segundo eles, isso viola um direito garantido pela Sexta Emenda da Constituição americana. A promotoria, por sua vez, sustenta que o casal possui recursos suficientes para custear sua defesa. “Não vou retirar as acusações”, afirmou o juiz Alvin Hellerstein, sem definir uma nova data para a próxima audiência.

Maduro não se pronunciou publicamente desde sua audiência inicial, em 5 de Janeiro no mesmo tribunal, quando ele e a esposa foram formalmente indiciados.

Na ocasião, adotou um tom desafiador, apresentando-se como “presidente em exercício da República da Venezuela”, declarando-se “sequestrado” pelos EUA e afirmando ser um “prisioneiro de guerra.”

Também nesta quinta-feira, em reunião na Casa Branca, Donald Trump disse à imprensa que “outros casos serão levados aos tribunais” contra o ex-chefe de Estado da Venezuela, sem fornecer detalhes.

Desde sua chegada aos EUA, Maduro e a esposa estão detidos no Metropolitan Detention Center (MDC), no Brooklyn, uma prisão federal conhecida por condições insalubres e problemas de gestão. Isolado em sua cela, sem acesso à internet ou a jornais, o ex-presidente — chamado de “o presidente” por alguns detentos — passa o tempo lendo a Bíblia, segundo pessoas próximas.

Enfrentando quatro acusações nos EUA, incluindo narcoterrorismo, Maduro é acusado de proteger e promover uma ampla operação de tráfico de drogas, principalmente por meio de alianças com grupos guerrilheiros e cartéis considerados “terroristas” por Washington. Sua esposa enfrenta três acusações.

Desde a captura do casal o ex-motorista de ônibus que sucedeu Hugo Chávez e governou a Venezuela por 12 anos foi obrigado a ceder o poder à sua vice-presidente Delcy Rodríguez. Desde então, ela tem feito diversas concessões e gestos conciliatórios em direção aos Estados Unidos, enquanto Trump repete que agora é ele quem exerce, de fato, a liderança venezuelana a partir de Washington. ANG/RFI/ AFP

 

EUA/ONU pede responsabilidades aos EUA pelo ataque contra uma escola no Irão

 

Bissau, 27 Mar 26(ANG) - O Alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos condenou hoje veementemente o bombardeamento norte-americano contra uma escola iraniana no dia 28 de fevereiro pedindo responsabilidades. 

 

O ataque que atingiu a escola iraniana fez 165 mortos e ocorreu no primeiro dia da campanha militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

 

O Alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos condenou esta sexta-feira veementemente o bombardeamento norte-americano contra uma escola iraniana no dia 28 de fevereiro pedindo responsabilidades.

 

O ataque que atingiu a escola iraniana fez 165 mortos e ocorreu no primeiro dia da campanha militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

 

"O bombardeamento contra a Escola Primária Shajareh Tayyebeh em Minab causou um profundo horror", disse Volker Turk perante o Conselho de Direitos Humanos da ONU.

 

Volker Turk sublinhou que é obrigação dos autores do ataque conduzir uma investigação rápida, imparcial, transparente e completa.

 

O alto-comissário recordou que a Administração dos Estados Unidos afirmou que o bombardeamento está a ser investigado e apelou para que as conclusões sejam tornadas públicas.

 

"A justiça deve ser feita pelos terríveis danos causados", acrescentou Volker Turk.

Esta sexta-feira, o Conselho de Direitos Humanos da ONU vai realizar uma nova reunião sobre a segurança das crianças no conflito do Médio Oriente na sequência do bombardeamento contra a escola da região iraniana de Minab.

 

A reunião foi pedida pelo Irão, República Popular da China e Cuba e vai concentrar-se na "proteção das crianças e das instituições de ensino em conflitos armados internacionais".

O Governo iraniano acusou os militares norte-americanos de terem atacado a escola.

 

O Presidente norte-americano, Donald Trump, negou inicialmente qualquer envolvimento dos Estados Unidos no bombardeamento que atingiu a escola de Minab e culpou o Irão, antes de indicar que "aceitaria" o resultado de uma investigação. ANG/Inforpress/Lusa

 

Bruxelas/Parlamento Europeu valida novas regras para deportações e centros de migrantes fora da UE

Bissau, 27 Mar 26 (ANG) - O Parlamento Europeu aprovou , quinta-feira (26) um significativo endurecimento da política migratória do bloco e endossou o conceito de “centros de retorno”, locais para onde migrantes seriam enviados fora da União Europeia.

A medida foi exigida pela maioria dos Estados-membros e por eurodeputados de direita e extrema-direita, que celebraram o resultado da votação com aplausos.

Atualmente, apenas cerca de 20% das ordens de expulsão emitidas na União Europeia são realmente executadas, um índice frequentemente criticado por defensores de políticas migratórias mais rígidas.

 Sob pressão para endurecer a legislação, a Comissão Europeia apresentou, há um ano, uma proposta destinada a aumentar o número de deportações.

Na manhã desta quinta‑feira, essa medida foi aprovada por ampla maioria no Parlamento Europeu, com o apoio de eurodeputados da direita, da extrema‑direita e do centro reunidos em sessão plenária em Bruxelas.

“O texto simplesmente garantirá este princípio básico: se você vier para a Europa ilegalmente, tenha certeza de que não ficará”, afirmou o eurodeputado de direita François‑Xavier Bellamy.

A proposta autorizaria os Estados‑membros a criar centros de acolhimento para migrantes em países fora da UE, para enviar — e, possivelmente, deter — pessoas cujos pedidos de asilo foram rejeitados e que enfrentam ordens de deportação. São os chamados “centros de retorno”.

A ideia de criar polos para deter migrantes antes ou depois da análise de seus pedidos de asilo não é nova. A Itália já a testou na Albânia, mas o centro instalado em território albanês permaneceu praticamente vazio durante muito tempo devido a uma série de contestações judiciais.

Em Fevereiro, ele abrigava cerca de 90 pessoas, segundo uma fonte das autoridades italianas.

Um acordo semelhante havia sido firmado entre o Reino Unido e Ruanda, mas Londres acabou abandonando rapidamente o projeto, novamente por causa de obstáculos legais. Os dois países agora travam uma batalha judicial sobre o tema.

Nas últimas semanas, um pequeno grupo de Estados-membros da UE —Dinamarca, Áustria, Grécia, Alemanha e Países Baixos — se formou para estudar esses dois modelos e aprender com seus “erros”, segundo um diplomata. O objetivo é concluir, até o fim do ano, acordos “com países terceiros para avançarmos para a próxima etapa: o estabelecimento desses centros de retorno”, explicou o ministro do Interior alemão, Alexander Dobrindt.

Outros países, incluindo França e Espanha, demonstram ceticismo quanto à eficácia dessas estruturas e permaneceram à margem das discussões.

O texto aprovado também prevê regras e sanções mais rígidas para requerentes de asilo rejeitados que se recusam a deixar o território da UE, incluindo confisco de documentos de identidade, detenção e proibição prolongada de entrada.

Por fim, estabelece o reconhecimento mútuo das decisões tomadas por qualquer Estado-membro. Assim, ordens de expulsão decretadas na França devem ser aplicadas na Espanha e vice‑versa.

Essa votação representa “um retrocesso histórico para os direitos dos refugiados”, alertou Marta Welander, do Comité Internacional de Resgate, expressando preocupação com o aumento das “detenções de pessoas vulneráveis, incluindo crianças”.

Assim como outras medidas migratórias, o texto avançou no Parlamento graças à colaboração reforçada entre deputados de direita e extrema‑direita — uma aliança que gerou reações na Alemanha e foi duramente criticada pelo chanceler Friedrich Merz. ANG/RFI/Com AFP

 

EUA/Trump prolonga até seis de abril ultimato para que o Irão reabra estreito de Ormuz

Bissau,27 Mar 26 (ANG) -  O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou hoje que prolonga até segunda-feira, 06 de Abril, o ultimato para atacar as centrais elétricas do Irão, caso este país não reabra o estreito de Ormuz.

O líder republicano informou, através da sua rede Truth Social, que, "a pedido do Governo iraniano", decidiu prolongar o prazo mais 10 dias, que vencerá a 06 de abril às 20h00 horas de Washington (00h00 GMT de 07 de Abril).

Trump deu na semana passada um ultimato ao Irão para que reabrisse totalmente o estratégico estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial, sob ameaça de se não o fizesse atacar e destruir as suas centrais elétricas.

O prazo original foi fixado para segunda-feira, mas depois foi prolongado até esta sexta-feira, com o argumento de que ambos os países começaram a negociar o fim do conflito.

Hoje, Trump foi questionado pela imprensa se planeava estender novamente o seu ultimato respondeu que isso dependeria do que os seus negociadores lhe aconselhassem: o vice-presidente, JD Vance; o enviado especial Steve Witkoff e o seu genro Jared Kushner.

"Ainda não sei. Não sei. O senhor Witkoff, JD e Jared dir-me-ão se acham que está no bom caminho e, se não estiver no bom caminho, talvez não", afirmou.

Segundo o presidente norte-americano, o Irão está "implorando para chegar a um acordo" e terá deixado passar cerca de dez petroleiros pelo estreito de Ormuz como demonstração de boa vontade.

O Governo norte-americano fez chegar às autoridades iranianas, através da mediação do Paquistão, um plano de 15 pontos para pôr fim à guerra, mas Teerão rejeitou-o.     

Enquanto a Casa Branca fala de negociações, o Pentágono está a preparar diferentes opções de intervenção militar para executar um "golpe final" na guerra do Irão, que poderia incluir a participação de forças terrestres, segundo publica hoje o meio digital Axios.

Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abás Araqchí, diz que as palavras e o comportamento dos Estados Unidos são "um sinal de contradição", pois ao mesmo tempo que pede para negociar, continua a agressão e envia mais forças para a região. ANG/Inforpress/Lusa

 

Cooperação/República Popular da China disponibiliza 22 milhões de francos cfa para a modernização da escola “Amizade Sino-Guineense” em Bafatá

Bissau, 27 Mar 26 ANG – A Embaixada da República Popular da China na Guiné-Bissau disponibilizou 22 milhões de francos cfa para a reforma e modernização da escola “Amizade Sino-Guineense”,  na região de Bafatá, Leste do país.

A referida instituição, que foi edificada pelo governo chinês em 2008, tem um espaço para atender até 1. 573 alunos e foi construída dentro do escopo da colaboração na área da educação entre os dois países e o plano de reestruturação da Escola Amizade Sino-Guineense de Bafatá inclui a construção de seis salas de aulas.

De acordo com a página da Embaixada da China no Facebook consultada pela ANG, a cerimónia de colocação da primeira pedra para a reabilitação do edifício foi realizada quinta-feira e contou com a presença das autoridades locais e tradicionais, assim como por membros da comunidade.

Na ocasião, o Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República Popular da China na Guiné, Yang Renhuo, afirmou que a fundação da Escola Amizade Sino-Guineense é uma evidência concreta dessa colaboração, e demonstração  da amizade histórica entre as nações.

O diplomata chinês reiterou que a China atribui sempre grande importância aos intercâmbios e à cooperação no domínio da educação com a Guiné-Bissau.

O representante chinês lembrou que tanto a China quanto os países africanos estão passando por um momento decisivo de crescimento e renovação, sublinhando que  a expectativa é de  os estudantes se dedicassem  aos estudos, contribuíssem para o desenvolvimento da Guiné-Bissau.

Renhuo diz  esperar que, os alunos estudem com empenho para contribuíssem com a sua inteligência e talento para o desenvolvimento da Guiné-Bissau, e possam conhecer melhor a China e a cultura chinesa e tornar-se herdeiros e promotores da amizade sino-guineense.

O diretor da Escola Amizade Sino-Guineense, Infamará Nanque, reconheceu o suporte do governo chinês, e disse  que possibilitará um aumento de participação dos alunos.

Nanque , agradeceu a rápida resposta da embaixada à solicitação feita pela direção da escola.

O Governador e o Diretor da Escola agradeceram à Embaixada da China pela assistência prestada para a melhoria das condições de ensino da escola.

O projeto de reabilitação do edifício escolar, financiado pela Embaixada da China, tem como objetivo melhorar as condições de ensino e proporcionar melhores garantias para a formação dos alunos. ANG/MI/ÂC//SG

Saúde/China reforça apoio em géneros alimentícios às vítimas de incêndio em Bafatá

Bissau, 27 mar 26(ANG) - A Embaixada da República Popular da China na Guiné-Bissau procedeu, quinta-feira, a entrega de um  donativo alimentar destinado às vítimas do incêndio ocorrido na região de Bafatá ao princípio do mês em curso.

O donativo é constituído de  10 toneladas de arroz e 250 bidões de cinco litros de óleo alimentar, e beneficia  177 vítimas  afetadas pela tragédia.

A cerimónia de entrega do donativo decorreu em frente à residência do governador da região de Bafatá e contou com a presença de representantes das organizações da sociedade civil, autoridades administrativas, poder tradicional, líderes religiosos, bem como responsáveis da direção regional da saúde e familiares das vítimas.

Na ocasião, o embaixador da República Popular da China na Guiné-Bissau, Yang Renhuo, afirmou que a doação simboliza o apoio solidário do seu país às vítimas do incêndio, reiterando o compromisso de cooperação com o povo guineense em momentos difíceis.

Por sua vez, o governador da região de Bafatá, Mustafá Soares Cassamá, agradeceu o gesto da República da China, destacando a importância do apoio num contexto de grande necessidade.

O responsável manifestou ainda profunda tristeza pelo incidente, que afetou numerosas famílias na região.

A entrega dos produtos alimentares coincidiu com a alta médica de seis vítimas do incêndio que ainda se encontravam internadas na unidade hospitalar regional de Bafatá.ANG/RSM

 

quinta-feira, 26 de março de 2026

Transportes Terrestres/Segurança Rodoviária dá sinais de agravamento  com registo de  111 mortos em 2025

Bissau, 26 Mar 26(ANG) - O Presidente da Comissão Instaladora da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, Vençã Gomes Na Luak revelou que, em 2025, foram registadas 111 mortes, 342 feridos graves e 532 feridos ligeiros,  resultantes de acidentes de viação no país.

Em entrevista, quarta-feira à Rádio Jovem, Vençã Gomes Na Luak sublinhou  que  a situação de sinistralidade rodoviária na Guiné-Bissau continua a deteriorar-se, atingindo níveis  preocupantes .

“Dados recentes apontam para um aumento significativo, tanto no número de acidentes como de vítimas, colocando em risco a segurança pública e a integridade física dos cidadãos”, salientou..

Segundo a Rádio Jovem  dados oficiais da instituição, de 2024 revelam que foram registados 715 acidentes, dos quais resultaram 98 mortos, 278 feridos graves e 524 feridos ligeiros.

“Os dados oficiais demonstram uma evolução gritante da sinistralidade rodoviária no país, com aumento do número de vítimas mortais e feridos, o que reforça a necessidade urgente de medidas eficazes para travar esta tendência preocupante”, sublinhou o responsável.

As principais causas apontadas pelo responsável estão relacionadas com o fator humano, com destaque para o excesso de velocidade, o uso do telemóvel durante a condução, realização de manobras perigosas e também problemas estruturais, como o mau estado das estradas, falta de iluminação e de sinalização adequada, bem como deficiências mecânicas nos veículos, incluindo pneus desgastados, travões em más condições e sobrecarga.

Embora o responsável da instituição afirmara que o consumo de álcool seja reconhecido como um fator de risco, a ausência de meios técnicos eficazes de fiscalização dificulta a avaliação precisa do seu impacto nos acidentes rodoviários.


Perante o cenário, Vença Gomes Na Luak apelou aos condutores para o cumprimento rigoroso do Código da Estrada e à adoção de comportamentos responsáveis, defendendo ainda o reforço da fiscalização e a melhoria das infraestruturas rodoviárias como medidas essenciais para reduzir a sinistralidade e proteger vidas na Guiné-Bissau. ANG/Rádio Jovem

 

             China/Cidade de Kinshasa  acolhe Fórum de mídia China-RDC

Bissau, 26 Mar 26 (ANG) - O Fórum  Mídia China-República Democrática do Congo (RDC) decorreu , quarta-feira, em Kinshasa, capital da RDC, sob o tema "Modernização Chinesa e Caminho de Desenvolvimento da RDC.

Segundo a agência Xinhua, a  iniciativa serviu para
a exploração conjunta de novo caminhos de benefício mútuo e cooperação Ganha-Ganha.

 O fórum juntou cerca de 250 políticos, representantes da média e líderes empresariais dos dois países.

Num discurso em vídeo exibido na cerimónia de abertura, Fu Hua, presidente da Agência de Notícias Xinhua(Xinhua), destacou que este ano marca o 70° aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre a China e países africanos, bem como o Ano de Intercâmbios Interpessoais China-África.

Disse que a Xinhua aproveitará o fórum como uma oportunidade para trabalhar com colegas da mídia da RDC, para interpretar melhor o plano elaborado pelos líderes dos dois  países.

Declarou  que este órgão de comunicação social da República Popular da China  pretende contar histórias envolventes da cooperação bilateral, estudar questões prospetivas e estratégicas relacionadas ao desenvolvimento China-África, para além de organizar atividades de intercâmbio, tais como o Fórum de Midia e Think Tank do Sul Global.

“Esses esforços fortalecerão a representação e a voz de ambos os países no sistema de governança multilateral e injetarão uma força espiritual mais vibrante no desenvolvimento estável e sustentável da cooperação China-África”, disse Fu Hua.

O Vice-primeiro-ministro e ministro da Economia Nacional da RDC, Daniel Mukoko Samba disse que as relações de longa data entre a China e a RDC têm-se desenvolvido continuamente com base na cooperação e na amizade.

“A cooperação Africa-China tem fornecido importante apoio ao desenvolvimento do continente africano”, acrescentou.

Mukoko destacou que a mídia desempenha um papel de ponte, ajudando a fortalecer o entendimento mútuo entre os dois povos e a aprofundar a cooperação China-RDC.

Para Patrick Muyaya, ministro da Comunicação e Mídia da RDC e porta-voz do Governo,  o fórum marca um novo passo na cooperação mediática entre a RDC e a China.

Muyaya pediu à ambos os lados que aprofundassem a cooperação institucional, e  explorassem a aplicação de novas tecnologias, a transformação digital e inteligência artificial, na divulgação de notícias.

O dirigente da RDC pediu que sejam realizados  esforços conjuntos para enfrentar o desafio das notícias falsas e impulsionar, continuamente, as relações bilaterais.

O Diretor-geral da Agência de Notícias  do Congo , Bienvenu Bakumanya disse que o fórum significa que a cooperação midiática bilateral está entrando em uma fase de ação substancial.

Ele pediu que os meios de comunicação dos dois países assumissem  a responsabilidade  de  "arquitetos da comunicação", para apresentar ,de forma abrangente, os reais benefícios nos campos social, económico e tecnológico trazidos pela cooperação bilateral entre os dois países. ANG/Xinhua

 

Marrocos/Cidade marroquina de Laâyoune acolhe de 27 a 28 de Março 1º congresso africano de neonatologia

Bissau, 26 Mar 26 (ANG) - A cidade de Laâyoune sediará o 1º Congresso Africano de Neonatologia nos dias 27 e 28 de março, um importante evento científico que reunirá especialistas, pesquisadores e profissionais de todo o continente para discutir questões relacionadas à saúde neonatal.

Iniciado pelo Laboratório de Pesquisa "Infância, Saúde e Desenvolvimento" da Universidade Cadi Ayyad de Marrakech, em Marrocos, em parceria com a Sociedade Marroquina de Pediatria e a Associação Pediátrica de Marrakech, este congresso visa estabelecer uma plataforma sustentável para a troca de conhecimentos e fortalecer a cooperação científica Sul-Sul, reunindo cerca de 200 especialistas marroquinos e africanos de renome internacional, segundo comunicado dos organizadores.

Este evento científico também visa ser um espaço privilegiado para a partilha de experiências, o reforço de capacidades e a criação de redes de contactos entre profissionais de saúde, com o objetivo de abordar os desafios relacionados com a mortalidade neonatal, considerada uma importante prioridade de saúde pública em África.

Entre os participantes, encontram-se presidentes de sociedades científicas de pediatria e neonatologia de diversos países africanos, incluindo Senegal, Mauritânia, Gabão, Mali e Costa do Marfim.

Por meio dessa iniciativa, os organizadores pretendem contribuir para a melhoria das práticas médicas e a promoção da pesquisa em neonatologia em todo o continente. ANG/Faapa

  

EUA/ONU declara escravidão de africanos como 'o crime mais grave contra a humanidade'

Bissau, 26 Mar 26 (ANG) - A Assembleia Geral da ONU declarou na quarta-feira (25) a escravidão do povo africano como "o crime mais grave contra a humanidade", uma reparação defendida por Gana.

O governo ganês lidera essa pauta junto à entidade e espera um pedido de desculpas, além de tentar abrir caminho para um processo de "justiça restaurativa".

O presidente de Gana, John Mahama, principal defensor da União Africana por reparações relacionadas ao tráfico transatlântico de escravizados, compareceu à sede das Nações Unidas para apoiar a votação. Ele classificou a decisão como "histórica".

"Hoje, estamos reunidos aqui solenemente e em solidariedade para proclamar a verdade e continuar o caminho rumo à cura e à justiça restaurativa (...) A adoção desta resolução também serve como uma salvaguarda contra o esquecimento", declarou Mahama durante a Assembleia Geral.

Na terça-feira (24), ele já havia criticado as políticas atuais que estão "normalizando lentamente o apagamento", particularmente nos Estados Unidos, onde "livros sobre o assunto são proibidos em escolas e bibliotecas públicas".

A resolução foi adotada sob aplausos com 123 votos a favor, três contra (Estados Unidos, Israel, Argentina) e 52 abstenções (entre elas o Reino Unido e os Estados-membros da União Europeia).

O texto declarou "o tráfico de africanos escravizados e a escravização racializada de africanos como o crime mais grave contra a humanidade", condenando esta "injustiça desumana e persistente cometida contra a humanidade".

Esta conclusão destaca a dimensão do fenômeno, a sua duração, a sua brutalidade, a sua natureza sistêmica e as suas consequências, ainda hoje visíveis num mundo onde os africanos e os afrodescendentes sofrem com a "discriminação racial e com o neocolonialismo".

"Para justificar o injustificável, os defensores e beneficiários da escravatura construíram uma ideologia racista, transformando o preconceito em pseudociência", insistiu o Secretário-Geral da ONU, António Guterres. E as "feridas" infligidas por esta "ordem mundial perversa" ainda são "profundas".

Portanto, é necessário "expor a mentira da supremacia branca" e "trabalhar pela verdade, justiça e reparações", argumentou Guterres.

A resolução também apela aos Estados para que se envolvam em um processo de justiça que repare os erros do passado, incluindo pedidos formais de desculpas, compensação para os descendentes das vítimas, políticas de combate ao racismo e a restituição de bens culturais e espirituais saqueados.

“Os responsáveis ​​pelo tráfico transatlântico de escravizados são conhecidos — os europeus, os Estados Unidos — e esperamos que todos apresentem pedidos formais de desculpas à África”, e não “pedidos de desculpas tímidas como alguns apresentaram no passado”, declarou o ministro das Relações Exteriores de Gana, Samuel Okudzeto Ablakwa, à AFP na terça-feira, acusando alguns dos responsáveis ​​de “se recusarem a reconhecer os seus crimes”.

Os Estados Unidos justificaram o seu voto contra a resolução alegando que consideraram o texto “altamente problemático”.

“Os EUA não reconhecem o direito legal à reparação por injustiças históricas que não eram ilegais ao abrigo do direito internacional na época em que ocorreram”, explicou o seu representante, Dan Negrea, acusando também o texto de criar uma “competição” entre crimes.

Argumentos semelhantes foram apresentados pelos países da União Europeia e pelo Reino Unido, que, embora tenham enfatizado a monstruosidade da escravidão, se abstiveram na votação.

Com essa resolução, "corre-se o risco de colocar tragédias históricas umas contra as outras, tragédias que não devem ser comparadas, exceto à custa da memória das vítimas", explicou o representante francês, Sylvain Fournel, argumentando também contra o "esquecimento e o apagamento".

Essa crítica de criação de uma hierarquia foi rejeitada e rebatida pelo ministro das Relações Exteriores de Gana.

"Não estamos hierarquizando o sofrimento. Não estamos dizendo que o nosso sofrimento é mais valioso que o seu", resume Samuel Okudzeto.

"O que estamos dizendo é que, quando se observa todas as atrocidades que ocorreram na história da humanidade, nenhuma foi tão sistêmica, tão duradoura, com mais de 300 anos e com consequências tão permanentes", conclui. ANG/RFI/AFP