Festival
Europeu de Cinema/ Embaixador
da União Europeia afirma que evento representa “um momento especial” de
celebração do cinema e do poder da arte de aproximar povos
Bissau, 30 Mar
26 (ANG) – O Embaixador da União Europeia na Guiné-Bissau, Federico Bianchi,
afirmou que o Festival Europeu do Cinema, representa “um momento especial” de
celebração do cinema e do poder da arte de aproximar os povos.
A afirmação
foi feita na cerimónia de abertura do Festival Europeu de Cinema sábado, nas
instalações da Delegação da União Europeia, em Bissau.
O evento foi
organizado em parceria com as embaixadas de Espanha, França e Portugal, bem
como com o Instituto Camões – Centro Cultural Português em Bissau, o Centro
Cultural Franco-Bissau-Guineense e o Instituto Guimarães Rosa e decorre de 28
de Março a 22 de Maio , em mais uma edição do Festival Europeu de Cinema.
“O cinema é
uma das mais belas pontes entre os povos, transcendendo fronteiras e promovendo
o diálogo intercultural”, sublinhou Federico Bianchi, destacando ainda os 50
anos das relações bilaterais entre a União Europeia e a Guiné-Bissau.
Por sua vez,
o realizador Pedro Pinho afirmou que o contacto com a realidade guineense
despertou o seu interesse de explorar, através do cinema, as relações
históricas e culturais entre Portugal e a Guiné-Bissau.
Segundo
disse, o filme, Riso e Faca, procura refletir sobre dinâmicas sociais e
desafios comuns entre diferentes contextos.
Já Rui
Manuel da Costa, um dos particiantes no filme, destacou o impacto do projeto na formação de jovens guineenses,
sublinhando a importância do intercâmbio de experiências com profissionais
estrangeiros.
Defendeu,
por outro lado, uma maior atenção das autoridades nacionais ao setor cultural,
em particular ao cinema.
O Festival Europeu
de Cinema prossegue até Maio, com exibições em Bissau e noutras localidades do
país.
Segundo uma
nota de assessoria de Comunicação da União Europeia, a iniciativa, visa
valorizar a diversidade do cinema europeu, incentivar o intercâmbio cultural e
reforçar os laços entre as cinematografias europeia e guineense.
A nota
refere que no país, o festival decorrerá em várias regiões, com uma programação
que inclui a exibição de clássicos do cinema guineense, com obras de Flora
Gomes e Sana Na N’Hada, acompanhadas de sessões de debate (djumbai) sobre temas
como memória, independência, identidade cultural e transformação social.
Acrescena
que a edição deste ano destaca as
ligações entre a União Europeia e a Guiné-Bissau, com o objetivo de reforçar competências
locais e dinamizar o setor audiovisual.
Entre os
destaques da programação figura o filme “O Riso e a Faca”, do realizador
português Pedro Pinho, rodado em Bissau e apresentado no Festival de Cannes em
2025.
A obra será
exibida em várias regiões do país, com a presença de membros da equipa para
interagir com o público.
O Festival
contará ainda com a participação da realizadora Catarina Laranjeiro, que
apresentará o documentário “Fogo no Lodo (Fagnule)”, filmado na aldeia de Unal,
centrado nas relações entre memória, práticas sociais, agricultura e
espiritualidade. ANG/LPG/ÂC//SG