quinta-feira, 16 de abril de 2026

Desporto-futebol/Primeira eliminatória da Taça da Guiné 2025/2026 agendada para sábado

Bissau, 16 Abr 26(ANG) - A Federação de Futebol da Guiné-Bissau(FFGB), agendou para  sábado  todos os jogos da primeira eliminatória da Taça de Guiné, referente à época 2025/2026.

Esta fase inicial será marcada exclusivamente por duelos entre equipas da segunda divisão, que, além de lutarem para a subida à principal Liga, entram também em campo com o objetivo de garantir um lugar na próxima fase da competição.

Jogos da primeira eliminatória:

Ajuda Sport Clube vs GDR Quelelé

UDR Ondame vs EN Bissau

FC Bubaque vs Fidjus di Bideras

FC Safim vs MEPA GB

FC Quinara vs EN Bolama

Djata FC Fulacunda vs FC Buba

FC Cantanhez vs FC Tombali

FC Bambadinca vs SC Pitche

CDR Farim vs SC Bafatá

ADR Mansabá vs Académico de Ingoré

NTFC Bula vs Binar FC

VFC Cacheu vs Atlético de Bissorã

O FC Pelundo, vencedor da edição 2024/2025, entra apenas na segunda eliminatória da competição. ANG/Fut245

 

Política/Ministério da Administração Pública e OIM defendem necessidade de reforço de cooperação nas áreas de formação profissional

Bissau 16 Abr 26 (ANG) –A Ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social(MAPTSS) e a chefe da missão da  Organização Internacional para as Migrações (OIM), que se encontra de visita ao país,  reafirmaram, quarta-feira, o compromisso de reforçar a cooperação para a  implementação de iniciativas que contribuam para o desenvolvimento socioeconómico e a valorização do capital humano nacional.

A revelação foi feita através de uma  Nota do Gabinete de Comunicação do MAPTSS, à que a ANG teve hoje acesso.

Assucénia Donate de Barros e Aissata Kane analisaram, no âmbito de um encontro de trabalho realizado quarta-feira, em Bissau, os projectos que a OIM pretende desenvolver na Guiné-Bissau, com destaque para as áreas de formação profissional e promoção do emprego para a juventude.

Na ocasião, a ministra, sublinhou a importância da realização de um estudo aprofundado sobre a dinâmica do mercado de trabalho nacional, bem como a definição de políticas estratégicas orientadas para a retenção dos jovens no país.

Donate de Barros ainda manifestou à delegação da OIM a sua preocupação sobre a a crescente migração laboral e a necessidade de haver   respostas estruturadas e sustentáveis para esse fenómeno. ANG/MSC/ÂC//SG

 

 

Saúde/ Ministro da Defesa Nacional inaugura Unidade de Despistagem de doenças infeciosas  no Estado-maior da Força Aérea, em Bissau

Bissau,16 Abr 26 (ANG) – O ministro da Defesa Nacional, Major-general Steve Lássana Massa Ly inaugurou,  quarta-feira, uma Unidade de Despistagem e Monitoramento de Doenças Infeciosas, no Estado-maior da Força Aérea, em Bissau, visando fortalecer a resiliência sanitária no setor da defesa.

A infraestrutura reabilitada e equipada com equipamentos modernos para garantir diagnósticos rápidos e monitoramento eficaz, foi financiada pelo governo da Guiné-Bissau, através do Programa de Investimento Público (PIP).

Na ocasião, Steve   Massa Ly afirmou que a defesa da Nação não é apenas pelo poder das suas armas, mas também pela sua capacidade do controlo da saúde dos seus militares.

“A defesa de uma nação não é apenas pelo poder das suas armas, mas também pela capacidade do Estado de proteger a saúde daqueles que velam pela segurança coletiva. Pois um soldado enfraquecido pela doença não pode cumprir a sua missão,” sublinhou o titular da pasta da Defesa.

Aos   profissionais da saúde militar e civis o ministro exigiu “rigor absoluto”.

“Esta unidade não é um posto de trabalho comum é um posto de combate sanitário.  Não há margem para improvisos e não há espaço para negligência”, advertiu o Major-general  Massa Ly.

O governante disse que o governo está empenhado na modernização do  setor da saúde militar no quadro da nova visão de reestruturação das Forças Armadas.

O Tenente-coronel e coordenadora executiva do Programa de Saúde Militar, Bonina Correia Mango, destacou que o  projeto de Despistagem e Monitoramento de Doenças Infeciosas nos quartéis  nasceu para fortalecer  a resiliência sanitária no sector da Defesa Nacional.

“No contexto militar a saúde é uma componente que reflete diretamente da nossa operacionalidade, um soldado saudável é um soldado pronto para a defesa nacional”, afirmou Tenente-coronel Bonina Correia Mango.

A cerimónia contou com a presença do Vice-Chefe de Estado-maior General das Forças Armadas, Major-general Samuel Fernandes, em representação do Chefe de Estado-maior General das Forças Armadas. ANG/LPG/ÂC//SG

 

Quénia/Vacinação em África evitou cerca de 19,5 milhões de mortes em 24 anos - OMS

 

Bissau, 16 Abr 26(ANG) - Os programas de vacinação em África evitaram cerca de 19,5 milhões de mortes relacionadas com o sarampo desde o ano 2000, segundo dados apresentados hoje pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

O relatório realizado pela OMS e pela Gavi (Aliança para as Vacinas), que abrangeu 24 anos de dados, destacou que o aumento da cobertura não só salvou a vida de milhões de pessoas face ao sarampo, como permitiu proteger mais de 500 milhões de crianças através dos sistemas de imunização sistemática.

 

Só em 2024, a vacinação evitou 1,9 milhões de mortes na região, dos quais 42% são atribuídos diretamente à luta contra o sarampo.

"África alcançou um progresso notável em menos de uma geração, ampliando a imunização e salvando milhões de vidas jovens", assinalou o diretor regional da OMS para África, o doutor Mohamed Janabi.

 

Segundo o especialista, a introdução de uma segunda dose da vacina em 44 países permitiu elevar a cobertura de 5% para 55% entre os anos 2000 e 2024, reduzindo a mortalidade por esta doença em metade no continente.

 

A investigação também indicou que as mortes por meningite caíram 39% e que a vacina contra a malária já foi introduzida em 25 países africanos.

 

Além disso, nações como Cabo Verde, Maurícia e Seychelles alcançaram em 2025 o "padrão de ouro" ao conseguirem a eliminação oficial do sarampo e da rubéola.

 

No entanto, a OMS advertiu que o progresso é desigual e abrandou após a pandemia da covid-19, em que aumentou o número de crianças "dose zero", ou seja aquelas que não receberam nenhuma vacina, das quais 80% se concentram em dez países do continente.

 

Por sua vez, a diretora executiva da Gavi, Sania Nishtar, recordou que a imunização deve ser uma "prioridade política" para garantir que as vacinas cheguem aos contextos mais frágeis e remotos.

 

O rápido crescimento demográfico, a debilidade dos sistemas sanitários e o impacto das alterações climáticas são os principais obstáculos para alcançar o objetivo de 90% de cobertura fixado na Agenda de Imunização 2030.

 

Esta agenda aspira a que a maioria da população conte com a terceira dose da vacina contra a difteria, o tétano e a tosse convulsa; a terceira dose da vacina pneumocócica conjugada; a segunda dose da vacina contra o sarampo e uma dose da vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV). ANG/Inforpress

                Sudão/Três anos de guerra agrava crise humanitária 

Bissau, 16 Abr 26 (ANG) -  três anos, no dia 15 de Abril, teve início a guerra civil no Sudão, considerada pela ONU a pior crise humanitária do mundo.

 O conflito entre o Exército sudanês, liderado pelo general al-Burhan, e as Forças de Apoio Rápido (FAR), grupo paramilitar comandado pelo general Hemedti, já causou o deslocamento de 14 milhões de sudaneses e intensos episódios de violência e crueldade, além de milhares de mortes.

A capital do país, Cartum, está destruída. Prédios, ruas, casas, tudo foi afetado ou atingido pela guerra. E apesar de as forças armadas sudanesas terem recuperado o domínio da cidade há cerca de um ano, a batalha contra as FAR no local durou meses e deixou marcas visíveis.

 

Atualmente, mesmo que cerca de 1,5 milhão de deslocados já tenham retornado a Cartum, segundo a ONU, 90% dos hospitais seguem sem funcionar, o fornecimento de energia elétrica é intermitente e as escolas tentam reabrir de forma lenta. 

 

Al-Bachir Babker, de 41 anos, que retornou duas vezes após uma ausência de três anos, acredita que a cidade vai precisar de vários anos para se recuperar.

 "Fiquei feliz em voltar", disse ele à AFP. "Mas quando fui ao centro da cidade, foi de partir o coração. A rua que leva à universidade onde estudei não é mais a mesma, as paredes estão pretas. Estes lugares não são mais os mesmos", disse ele. 

No entanto, apesar da falsa sensação de calma na capital, a guerra civil continua por todo o país, com repetidos extermínios, estupros, fome e obrigando milhões de sudaneses a fugirem de suas casas.

Insaf Oumar Baraka é uma das poucas sobreviventes do massacre de El-Faster, quando paramilitares das FAR tomaram a cidade, em outubro do ano passado, causando um "banho de sangue". Com lágrimas nos olhos, ela recorda a violência vivida:

 

“Os FAR estupravam, às vezes com dez soldados para cada vítima. Eu cheguei a ver uma mulher ter os seios cortados. É indescritível. Foi na rua. Conheço um pai cujas filhas foram violentadas na frente dele. Disseram a ele: 'não vamos te matar, mas vamos tomar suas mulheres'”, contou.

Há cerca de 15 anos, Mamma Nour criou um abrigo para mães solteiras. Com a guerra, quase todas as mulheres sob seus cuidados foram vítimas das FAR. "Algumas têm pesadelos, outras começam a chorar de repente, gritando, no meio de uma refeição, como se estivessem em surto psicótico", explica ela. "Seus corpos inteiros estão marcados por golpes, mordidas, arranhões. O que elas passaram é desumano."

No campus da Universidade Internacional da África, Mohammed Osman, vice-diretor, caminha por uma vasta área de terra revirada. “Todo esse terreno que vocês veem aqui era uma vala comum”, explica. “Fica logo atrás da faculdade de medicina.

 Encontramos entre 3 mil e 4 mil corpos. Havia crianças enterradas aqui, famílias inteiras.” Durante a ocupação de Cartum pelas FAR, os moradores eram proibidos de enterrar os mortos. Em segredo, enterravam seus entes queridos em mesquitas, escolas e até nos quintais das casas.

O professor Jamal Youssif Ahmed, médico legista de um dos necrotérios de Cartum, trabalha junto com a equipe do doutor Hisham Zenalbdeen Mohamed, diretor de medicina legal na cidade.

 Eles tentam resgatar a dignidade dos corpos, cuidando da identificação, transferência, enterro dos não identificados e realização de autópsias. “É um grande desafio, porque faltam ambulâncias, sacos mortuários e caixões. O número de corpos é colossal”, afirma.

Atualmente, dos cinco necrotérios de Cartum, apenas uma está em funcionamento. “O que mais nos falta são câmaras frigoríficas. Precisamos trabalhar muito rápido: realizamos a autópsia e, em seguida, devolvemos o corpo”, explica Jamal Youssif Ahmed.

As autoridades sudanesas estimam que ainda existam cerca de 15 mil túmulos improvisados espalhados pelas ruas de Cartum.

Com a retomada da capital pelo Exército sudanês, os estados de Cordofão e de Darfur – respectivamente ao sul e a oeste do Sudão – tornaram-se os principais campos de batalha do conflito nos últimos meses. Em Janeiro, o estado do Nilo Azul, na fronteira com a Etiópia, também registou combates. 

Em Março, uma nova linha de frente surgiu na região, quando as FAR e seus aliados da Frente Popular de Libertação do Sudão-Norte, apoiados por Adis Abeba, atacaram a cidade estratégica de Kurmuk. O Exército enviou reforços para Damazin, capital da região. 

Dos 18 estados que compõem o Sudão, cinco estão atualmente sob controle dos paramilitares das Forças de Apoio Rápido (FAR), e outros quatro enfrentam confrontos ativos.

A linha de frente se estende pelos três estados do Cordofão, sendo que o Cordofão do Sul regista o maior número de vítimas civis. Nessa região, cidades mudam de controle diversas vezes.

O uso intensivo de drones pelos paramilitares matou, segundo a ONU, mais de 500 civis entre o início de janeiro e meados de Março. À exceção de algumas localidades de Darfur do Norte, os cinco estados do Darfur estão sob controle das FAR. 

A comunidade internacional se reúne nesta quarta-feira (15) em Berlim e espera arrecadar mais de US$ 1 bilhão para ajudar o país.

"Queremos superar a arrecadação da última conferência em Londres, há um ano, onde foram angariados US$ 1 bilhão (€ 850 milhões)", declarou o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, em entrevista à rádio Deutschlandfunk, acrescentando que ainda estava "recebendo confirmações" de doações. 

"Temos duas grandes guerras no Irã e na Ucrânia, mas esta catástrofe na África não deve ser esquecida", enfatizou o ministro alemão, considerando "lamentável" que "os Estados Unidos não estejam mais tão ativos como nos anos anteriores" nessa questão.

A reunião de Berlim reúne governos, agências humanitárias e organizações da sociedade civil, mas exclui as duas partes envolvidas no conflito: o Exército e as FAR. Reuniões semelhantes em Londres e Pais, nos últimos dois anos, não conseguiram produzir nenhum avanço diplomático.

Para além da destruição generalizada das infraestruturas, a guerra lançou ainda mais a população de cerca de 50 milhões de habitantes na insegurança alimentar e na pobreza. O apelo por doações lançado pela ONU para 2026 está, por enquanto, financiado em apenas 16%.

No ano passado, de acordo com as Nações Unidas, a fome atingiu as populações das capitais do Darfur do Norte, El-Fasher, Cordofão do Sul, Kadugli, com outras 20 áreas em risco.

O Sudão é liderado pelo general Abdel Fattah al-Burhan, que ganhou projeção internacional em 2019, ao derrubar o presidente, Omar al-Bashir, após meses de protestos.

Antigo aliado de Bashir e comandante militar durante o conflito de Darfur (2003–2008), Burhan assumiu a presidência interina e liderou o Conselho Militar de Transição, encarregado de conduzir o país rumo à democracia.

No entanto, em Outubro de 2021, o general deu um golpe, destituindo o primeiro-ministro civil Abdalla Hamdok e interrompendo a transição democrática. Desde então, ele manteve o controle do país, apesar de protestos e de um acordo firmado em Dezembro de 2022 que previa a retomada da transição civil.

Em oposição está Mohamed Hamdan “Hemedti” Dagalo, que chegou à liderança da milícia Janjaweed - que deu origem às Forças de Apoio Rápido (FAR) - e foi acusada de crimes contra a humanidade em Darfur.

Em 2003, o conflito em Darfur teve início quando grupos rebeldes de minorias étnicas se insurgiram contra o governo central de Cartum, dominado por árabes.

Na época, de acordo com a ONU, cerca de 300 mil pessoas foram mortas e 2,7 milhões tiveram de ser deslocadas.

Na ocasião, a milícia Janjaweed, de Hemedti, lutou ao lado das forças de Bashir contra os rebeldes. Sem treinamento militar formal, Hemedti conquistou espaço e, em 2013, assumiu a liderança das Forças de Apoio Rápido (FAR).

Bashir costumava utilizar as FAR para reprimir protestos e conter o descontentamento social que culminou em sua queda.

 À medida que o grupo crescia, surgiram temores de que se tornasse mais poderoso do que as forças de segurança oficiais. Em 2017, o governo oficializou as FAR como força de segurança independente.

Após a queda de Bashir, Hemedti se alinhou ao lado vencedor e assumiu o posto de vice-líder do Conselho Militar de Transição. Nos anos seguintes, o grupo paramilitar fortaleceu alianças internacionais, incluindo contatos na Rússia e no Golfo, e enviou combatentes para apoiar a coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen.

Após o golpe de 2021, Burhan utilizou novamente as FAR para conter protestos, enquanto Hemedti se manteve discreto.

O paramilitar foi então nomeado chefe adjunto do Conselho Soberano, tornando-se efetivamente o número dois do país. Mas o plano de transição democrática e um projeto para integrar as FAR ao Exército sudanês geraram críticas da parte de Hemedti, levando os dois líderes a campos políticos opostos.

Com isso, as FAR deram início a combates para tentar tomar posições estratégicas em Cartum e outras cidades, desafiando o comando do Exército. Isso rapidamente escalou para uma guerra civil aberta. ANG//RFI/ AFP

Macau/Cidades lusófonas têm "muito a aprender com a China" diz líder da UCCLA

Bissau, 16  Abr  26(ANG) – O secretário-geral da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), Luís Campos Ferreira, indicou terça-feira que as cidades lusófonas têm "muito a aprender com a China".

A organização realizou nesse dia uma assembleia-geral em Macau, região chinesa semi-autónoma de língua oficial portuguesa e fundadora da UCCLA.

A República Popular da China deposita em Macau a sua plataforma para os países de língua portuguesa e, neste caso concreto, para as cidades de língua portuguesa. A China é muito útil e tem muito conhecimento a transmitir. Todos nós temos muito a aprender com a China também”, afirmou.

O antigo secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, entre 2013 e 2015, destacou também ser preciso melhorar a cooperação entre cidades lusófonas para além dos campos económicos e culturais.

“O que sentimos é que há uma vontade de colaborar ainda mais, de as cidades partilharem conhecimento umas com as outras, para responder melhor às necessidades dos cidadãos”, afirmou Ferreira. 

O responsável destacou que a comunicação já existe em várias dimensões, “nomeadamente na cultural e na económica”, mas que precisa de ser reforçada.

A reunião aprovou diversas moções de condolências pelas tragédias recentes que afetaram cidades em Portugal, Angola, Cabo Verde e Moçambique, e decidiu que a próxima reunião magna da UCCLA será realizada em Guimarães.

À margem da reunião, realizou-se na terça-feira um fórum empresarial subordinado ao tema “Infraestruturas e Cidades Inteligentes”, destinado a reforçar a dinâmica económica e comercial da instituição. 

Após o encontro, o Governo de Macau organiza uma visita à vizinha Hengqin (ilha da Montanha), zona económica especial gerida em conjunto com as autoridades da província de Guangdong, para explorar oportunidades com empresas do interior da China.

O presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, que participou pela primeira vez numa assembleia da UCCLA, sublinhou à Lusa a importância de projetos comuns e da partilha de experiências entre municípios. 

“É fundamental que os municípios tenham consciência do papel e do potencial que têm. Oeiras tem uma experiência muito positiva em matéria de cooperação descentralizada, com vários milhões de euros já aplicados em projetos, e estamos disponíveis para cooperar”, afirmou.

Isaltino Morais acrescentou que “enquanto alguns municípios têm experiência mais avançada em determinadas áreas", outros ainda estão a "lutar por infraestruturas básicas", mas que "potenciar estas sinergias pode ser muito positivo para a qualidade de vida das populações”.

"Oeiras representa cerca de 10% do PIB [Produto Interno Bruto] português o que nos interessa é tudo o que tenha a ver com desenvolvimento tecnológico, biomedicina, biotecnologias e tecnologias de informação, áreas em que a China tem experiência e capacidade de investimento,” destacou.

A UCCLA é uma organização intermunicipal, sem fins lucrativos, que se dedica ao fomento do intercâmbio e da cooperação entre os seus membros em vários domínios.

Constituída em 1985, tem entre as cidades fundadoras Bissau, Lisboa, Luanda, Macau, Maputo, Praia, Rio de Janeiro e São Tomé/Água Grande. 

Atualmente, congrega 106 membros, entre os quais 24 efetivos, 44 associados, 28 apoiantes e 10 observadores. ANG/Inforpress/Lusa

 

 

                  Camarões/ Papa Leão XIV inicia visita de três dias

Bissau, 16 Abr 26 (ANG) -  O Papa Leão XIV chegou , quarta-feira, a Yaoundé para uma visita de três dias aos Camarões, a primeira parada de uma viagem pela África que o levará a vários países do continente.

Durante esta visita, espera-se que o Papa se encontre com o Presidente camaronês, Paul Biya, e faça um discurso às autoridades e ao corpo diplomático no Palácio da Unidade.

O Papa é esperado nesta quinta-feira em Bamenda, na região de língua inglesa do país, onde fará um discurso e celebrará uma missa no aeroporto da cidade, que foi reformado para a ocasião.

Na sexta-feira, ele viajará para Douala, a capital económica, onde presidirá uma missa em um estádio diante de uma multidão esperada de centenas de milhares de fiéis.

Esta visita está gerando particular entusiasmo neste país da África Central, onde quase 37% dos cerca de 30 milhões de habitantes são católicos, e a Igreja desempenha um papel importante, especialmente nas áreas social, educacional e de saúde.

O chefe supremo da Igreja Católica continuará sua viagem por Angola e Guiné Equatorial até 23 de Abril. ANG/Faapa

 

Coreia do Sul/AIEA alerta para aumento 'muito preocupante' da capacidade nuclear da Coreia do Norte

Bissau, 16 Abr 26 (ANG) - A Coreia do Norte está demonstrando um “aumento muito preocupante” de sua capacidade de produção de armas nucleares, alertou , quarta-feira , o Diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Mariano Grossi.

Segundo a agência de inteligência sul-coreana, Pyongyang estaria operando diversas instalações de enriquecimento de urânio — uma etapa fundamental na produção de ogivas nucleares. Entre elas está a usina nuclear de Yongbyon, que o governo norte-coreano teria desmantelado após negociações e reativado em 2021.

“Durante nossas avaliações periódicas, pudemos confirmar um rápido aumento da atividade em Yongbyon”, afirmou o chefe da AIEA, Rafael Grossi, durante uma coletiva de imprensa em Seul. As avaliações são feitas a distância.

A agência também observou um avanço das operações na unidade de reprocessamento e no reator de água leve da usina, além do comissionamento de outras instalações, explicou Grossi.

“Tudo isso indica um aumento muito sério da capacidade de produção de armas nucleares da Coreia do Norte, estimada em várias dezenas de ogivas.”

A Coreia do Norte, que realizou seu primeiro teste nuclear em 2006, está sujeita a uma série de sanções da ONU devido a seus programas de armamentos. O acesso dos inspetores da AIEA ao país foi suspenso em 2009.

Grossi relatou ainda que a agência observou a construção de “uma nova instalação semelhante ao local de enriquecimento de Yongbyon”, embora “não seja fácil calcular” eventuais aumentos de produção sem uma visita ao local.

No entanto, “com base nas características externas da instalação, acreditamos que haverá um aumento significativo na capacidade de enriquecimento da Coreia do Norte”, disse ele.

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, reiterou no mês passado que o país jamais renunciará ao seu status de potência nuclear e que o desenvolvimento do arsenal atómico é “plenamente justificado”.

Na terça-feira, a mídia estatal norte-coreana noticiou que Kim Jong-un supervisionou testes de mísseis de cruzeiro e mísseis antinavio. O exercício ocorreu no domingo, de acordo com a agência de notícias oficial KCNA, e foi o mais recente de uma série de lançamentos.

Os mísseis seguiram “trajetórias de voo predeterminadas no céu acima do Mar da Coreia Ocidental e atingiram seus alvos com extrema precisão”, informou a KCNA, referindo-se ao Mar Amarelo.

Os testes foram conduzidos a partir do Choe Hyon, um dos dois destroieres norte-coreanos de 5.000 toneladas. Kim Jong-un “expressou grande satisfação com o fortalecimento da capacidade operacional estratégica das forças armadas” do país. O líder também reiterou que o fortalecimento da dissuasão nuclear da Coreia do Norte é a “tarefa prioritária mais importante”.

Desde o mês passado, Kim inspecionou o Choe Hyon e embarcações semelhantes diversas vezes. Muitos analistas acreditam que os lançamentos de mísseis tenham como objetivo demonstrar aos Estados Unidos que um eventual conflito com a Coreia do Norte seria muito diferente da actual guerra no Médio Oriente.  ANG/RFI/AFP

 

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Política/Presidente MNSCPDD defende realização de recenseamento de raiz para eleições gerais de 06 de Dezembro

Bissau, 15 Abr 26 (ANG) – O Presidente do Movimento Nacional da Sociedade Civil para a Paz Democracia e Desenvolvimento(MNSCPDD) defendeu hoje a realização de recenseamento de raiz  para as eleições gerais previstas para 06 de Dezembro próximo .

A posição de Fodé Carambá Sanhá foi manifestada  em declarações à imprensa, no final de um encontro que a direcção do MNSCPDD manteve hoje com o ministro da Administração Territorial e Poder Local, Carlos Nélson Sanó, no qual foram analisados   aspetos ligados aos preparativos do processo eleitoral.

“No nosso ponto de vista, para um processo inclusivo e mais realista, achamos que devíamos optar pela realização de recenseamento de raiz, porque vai nos trazer dados mais realistas e  irá diminuir o nível de abstenção verificado nos anteriores escrutínios”, disse Sanhá.

Aquele responsável disse  que nos
últimos processos de atualização eleitoral, foram constatadas  algumas lacunas, dentre as quais a introdução de dados de pessoas que já faleceram, que diz ser uma das razões das abstenções verificadas nas eleições passadas.

“Por isso, na verdade, o mais ideal seria a realização de um recenseamento de raiz dos eleitores, mas  cabe ao Governo decidir, tendo em conta que já dispõe de dois cenários em cima da mesa, em termos de cumprimento de cronograma eleitoral”, referiu.

O ministro da Administração Territorial e Poder Local, Carlos Nélson  Sanó disse que garantiu à direcção do MNSCPDD  que o Governo está a trabalhar no sentido de cumprimento da data estipulada pelo Presidente da República de Transição para a realização do escrutínio..

O governante disse  que os trabalhos preliminares estão em curso nas instituições competentes, acrescentando que o GTAPE está a preparar as suas propostas com base nas duas opções de recenseamento ou seja de raiz ou atualização dos cadernos eleitorais.

“Nós estamos igualmente a acompanhar a CNE que precisa de regenerar as suas forças para iniciar as suas atividades depois do que aconteceu nas suas instalações”, afirmou o ministro.

Carlos Nelson Sanó destacou que foram feitas revisões nos processos eleitorais, na Lei Constitucional, Lei-quadro dos Partidos Pelíticos, na situação da Comissão Nacional de Eleições (CNE) que agora  deixou de funcionar  sob tutela da Assembleia Nacional Popular  passando a ser tutelada pelo ministério que dirige, tal como o  Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE) .ANG/JD/ÂC//SG


CEDEAO/OOAS reúne Comité Regional de Pilotagem para reforçar responsabilização e impacto do apoio financeiro aos Estados Membros

Bissau, 15 Abr 26(ANG) - A Organização Oeste Africana da Saúde (OOAS/WAHO), promoveu terça-feira,  em Freetown, Serra Leoa, a reunião anual do Comité de Pilotagem sobre o seu apoio financeiro aos Estados Membros da CEDEAO.

De acordo com informação divulgada pelo gabinete de comunicação da Comissão da CEDEAO em Abuja, a reunião reúne Representantes Residentes da CEDEAO,  Deputados do Parlamento da CEDEAO, membros do Comité de Administração e Finanças (CAF), Pontos focais nacionais da OOAS, Diretores e técnicos da OOAS, com o objetivo de analisar o desempenho, reforçar os mecanismos de responsabilização e aumentar o impacto dos investimentos regionais em saúde.

O encontro, com a duração de três dias( 14 a 16) de Abril , prevê a avaliação dos progressos alcançados desde a criação dos Comités de Pilotagem em 2024, identificação de  desafios, partilha de  lições aprendidas e adoção de ações estratégicas para reforçar a coordenação, melhorar a eficiência da implementação e otimizar a utilização dos recursos em prol do fortalecimento dos sistemas de saúde nos Estados Membros da CEDEAO.

Na sua intervenção, o Presidente cessante do Comité de Administração e Finanças, Emmanuel AWE, elogiou a abordagem estruturada e coordenada da OOAS na implementação das intervenções de saúde nos Estados Membros, destacando a sua contribuição determinante para o avanço da agenda regional de saúde.

O novo Presidente, Komba MOMOH, da Serra Leoa, sublinhou a importância de reforçar a coordenação, a aprendizagem entre pares e a responsabilização.

Destacou  os progressos tangíveis alcançados desde 2024, particularmente nas áreas da saúde materno infantil, do desenvolvimento da força de trabalho em saúde e dos sistemas de resposta à emergências.

Ao proferir o discurso de abertura, o Diretor-Geral da OOAS, Dr. Melchior Athanase Joël Codjovi Aïssi, enfatizou a urgência de melhorar a eficiência e de reforçar a mobilização de recursos internos, num contexto de redução do financiamento externo para a saúde.

Referiu que a OOAS disponibilizou cerca de 9,3 milhões de dólares americanos em apoio direto aos Estados Membros em 2025, sublinhando, contudo, a necessidade de uma priorização mais rigorosa e de maior responsabilização para responder às crescentes necessidades.

“Os Comités de Pilotagem tornaram-se um instrumento essencial para reforçar a governação,  transparência e  visibilidade do apoio da OOAS em toda a região”, afirmou.

Codjovi Aissi disse esperar  que os participantes consolidem boas práticas, reforcem os mecanismos de coordenação e definam prioridades operacionais concretas, para maximizar o impacto do apoio da OOAS e contribuir para melhores resultados em saúde no espaço da CEDEAO.ANG/ÂC//SG

Ambiente/Secretário Executivo da AD enaltece papel da Rede Ecojornalistas na preservação do ambiente

Bissau, 15 Abr 26(ASNG) - O Secretário Executivo da ONG Acção para o Desenvolvimento (AD), Jorge Camilo Handen enalteceu o papel da Rede de Ecojornalistas na  preservação do ambiente no país.

Handen falava num  encontro com representantes da Rede, no qual destacou a importância do contributo dos ecojornalistas na sensibilização das comunidades e na divulgação de boas práticas ambientais.

Segundo Jorge Anden, a atuação da Rede pode ser determinante na promoção da consciência cívica, na divulgação das leis ambientais e no apoio à gestão sustentável dos recursos naturais, sobretudo nas zonas rurais.

O responsável reafirmou  a disponibilidade da AD de colaborar com a Rede de Ecojornalistas, visando o reforço das ações conjuntas em prol da proteção do ambiente no país.

Membros da Rede de Ecojornalistas apresentaram esta quarta-feira ao Secretário Executivo da Ação para o Desenvolvimento novas ideias da organização sobre  a produção jornalistica virada à questões de sensibilização e preservação do ambiente .

A delegação da Rede, liderada pelo coordenador  Bacar Baldé é integrada por Amadu Uri Djaló e Mariama Yafa, tendo apresentado a missão da Rede e as perspetivas para dinamizar ações no domínio ambiental, incluindo a criação de um boletim informativo para divulgar iniciativas e sensibilizar a população sobre questões ecológicas.

Na ocasião, a Rede manifestou a disponibilidade de estabelecer uma “caminhada conjunta” com a AD, com vista ao desenvolvimento de iniciativas no domínio da proteção ambiental.

Bacar Baldé sublinhou, na ocasião, a necessidade de reforçar a divulgação das convenções e leis ambientais, visando a promoção de maior consciencialização dos cidadãos sobre a importância desses documentos.ANG/ÂC//SG



Regiões /jornalistas e Kumpuduris de Paz realizam  primeiro encontro  em Mansôa

Oio, 15 Abr 26 (ANG) - Jornalistas de diferentes Rádios Comunitários da Guiné-Bissau e coordenadores do Grupo de Kumpuduris de Paz (GKP) realizaram esta quarta-feira, na Rádio Bemba, situada na vila de Malafu, setor de Mansôa, norte do país, o primeiro encontro conjunto para análise das actividades  do “ Bantanba de Paz”.

Segundo o Correspondente  regional da ANG de Oio, o encontro teve como principal objetivo fazer o balanço das atividades do “Bantaba de Paz”, uma iniciativa  implementada pelos Grupos de Kumpuduris de Paz nas diferentes regiões do país.

 A reunião  serviu igualmente como espaço de partilha de experiências e de análise das dificuldades encontradas no terreno, permitindo  identificar pontos fortes e fracos da iniciativa.

Durante o encontro, os coordenadores dos (GKP) de cada região apresentaram os temas debatidos   nas sessões de Bantaba de Paz, realizadas em diferentes comunidades, e destacaram o envolvimento da população nas sessões de debates.

Segundo alguns  participantes, estas atividades  permitiram  que as  populações expressarem as suas preocupações e apresentassem recomendações às organizações promotoras.

Entre os  temas debatidos nas diferentes localidades destacam-se: o fenómeno do consumo de drogas  conhecido como “Tababa”, a interferência de poderes tradicionais e religiosos na política, o roubo de gado, conflitos de liderança  entre autoridades tradicionais.

O Bantaba de Paz é uma iniciativa promovida pelo Fórum de Paz, WANEP-GB e Voz de Paz, e visa promover a convivência pacífica no país, reforçando o diálogo comunitário como forma de resolução de conflitos existentes nas diferentes comunidades da Guiné-Bissau. ANG/RC/LPG/ÂC//SG