sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Transportes Terrestres/Diretor-geral do Fundo de Conservação Rodoviário diz estar empenhado na modernização de seus serviços para facilitar contribuintes

Bissau, 06 fev 26(ANG) – O Director Geral do Fundo de Conservação Rodoviária(FCR), disse hoje que a instituição está empenhada na modernização dos seus serviços, tendo neste momento a maioria de seus documentos digitalizada.

Tanunde Mohamed Keita falava hoje em entrevista conjunta à ANG, Bombolom FM e Rádio Pindjiguiti .

“Hoje, os utentes do FCR têm uma grande facilidade, porque a maioria dos documentos do Fundo está digitalizada, onde em caso de necessidade qualquer interessado pode entrar no seu servidor de forma a obter qualquer informação ou documentação”, informou.

Acrescentou que,  com essa inovação ultrapassaram as dificuldades de outrora, quando um utente precisar de um documento torna-se difícil de o encontrar o seu paradeiro.

O Director Geral do FCR informou ainda que têm em carteira, em parceria com uma empresa estrangeira, o projecto de modernização das suas portagens.

Disse que, actualmente, estão em curso as obras de modernização em todas as três portagens do FCR, para dotá-las de tecnologias modernas à semelhança do que se verifica nos países vizinhos, nomeadamente Senegal e Guiné Conacri.

Disse que, as referidas obras, visam adaptar as portagens às novas tecnologias que lhes permitem sair de pagamentos manual para digital.

 “Os  nossos utentes têm agora as possibilidades de fazer os seus pagamentos via Orange Money ou Mobile Money, mas não optamos por essa via, porque estendemos que, enquanto instituição do Estado, devemos ter outra performance de pagamento com mais   dignidade”, sublinhou.

Tanunde Keita frisou que, por isso, pretender introduzir os mecanismos de pagamentos através de dispositivos que estão a ser usados por alguns bancos comerciais do país.

Falando de obras de manutenção de estradas, Tanunde keita disse que 2025 foi o ano em que a instituição mais investiu na manutenção das estradas.

A titulo de exemplo, informou que existe um financiamento enquadrado no projecto Lote-1, que engloba os troços Bissorã/Bula/Canchungo e Cacheu, cujas as obras ainda estão em curso devido à alguns estrangulamentos.

Apontou  os troços, Jugudul/Bantandjam/Bafatá e Gabu, cujas as obras estão quase prontas.

Keita acrescenta à essas obras, o Lote -3 que envolve trabalhos de manutenção de estradas de Bissau decorridos entre Outubro e Dezembro de ano passado.

 “Actualmente, em todas as estradas de Bissau onde se encontra o asfalto, nota-se poucos buracos devido a execução dessas obras”, disse Tanunde Keita.ANG/ÂC//SG

 

Cultura/LGDH  apresenta  documentário sobre imigração irregular para desencorajar a prática.

Bissau, 06 Fev 26 (ANG) – A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH), em parceria com a Associação para a Cooperação entre os Povos (ACEP), procedeu, quinta-feira, em Bissau, a exibição de um documentário denominado “Arriscar a Vida a Sonar com um Futuro”, no âmbito da celebração da Quinzena dos Direitos.

Segundo uma nota  à imprensa do gabinete de Comunicação da LGDH à que Agência de Notícias da Guiné (ANG) teve acesso, o documentário retrata  o drama da emigração irregular, incluindo as mortes, os maus-tratos e as violações de direitos humanos ocorridos durante as travessias pelo mediterrâneo.

A iniciativa visa a sensibilização dos jovens  e a sociedade em geral, para as consequências nefastas da emigração irregular, bem como o reforço da necessidade de uma governação assente na criação local de oportunidades de formação, emprego e inclusão social para a juventude.

O mesmo documento revela, citando a ONG espanhola “Caminando Fronteras”, acrescenta que, entre Janeiro e 15 de Dezembro de 2025, cerca de 3.090 emigrantes irregulares perderam a vida, e que entre as vítimas  192 eram mulheres e 437 eram meninos e meninas e adolescentes.

O documentário “Ariscar a Vida a Sonhar com o Futuro”, é uma produção da Associação Para a Cooperação Entre os Povos (ACEP) em parceria com a Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH), financiado pelo Camões (IP) e realizado pelo jornalista guineense Djibril Lero Mandjam.ANG/LLA/ÂC//SG

Regiões/Presidente da Comissão Organizadora do Carnaval em Canchungo garante que os preparativos estão avançados

Cacheu, 06 Fev 26 (ANG) – O Presidente da Comissão Organizadora do Carnaval 2026, no espaço denominado Vensam Catiende, em Canchungo, região de Cacheu, norte do país, disse, quinta-feira, que já estão avançados os preparativos para a maior festa popular da Guiné-Bissau naquela localidade.

De acordo com Correspondente da ANG na região de Cacheu, Faustino José Gomes acrescentou que já se inscreveram 08 grupos para o concurso que será realizado no período da noite do dia 14 de Fevereiro.

Segundo explicou, os grupos escreverem para o concurso nas modalidades de passagem de modelo moderno, tradicional, dança de gumbé e Afro House.

José Gomes disse que  o vencedor vai receber 1.600.000 francos CFA, o segundo lugar vai arrecadar, 1.000.000 francos CFA e o grupo que ficou na ultima posição vai levar para casa 400.000 francos CFA como prémio de consolação.

Gomes apela aos grupos concorrentes e aos assistentes para darem prova de civismo durante o evento, e promete à todos uma organização carnavalesca transparente em todos os aspectos.

O início das festividades de Carnaval neste espaço está agendado para o dia 14 de Fevereiro de 2026, primeiro dia da festa do Entrudo..


O carnaval deste ano cujo o lema é “Nô Cultura i Nõ Balur”,vai decorrer de 14 á 17 do mês em curso.

A ANG apurou através de um elemento da Comissão Nacional  Organizadora do evento que o carnaval infantil, ao nível do Sertor Autónimo de Bissau(SAB), será realizado no dia 13 de Fevereiro , na Avenida Domingos Ramos, e no dia 14 de Fevereiro terá lugar os  desfiles regionais, estando previsto que o desfile nacional tenha lugar  no dia 15, em Bissau, na Avenida Amílcar Cabral. ANG/AG/MSC/ÂC//SG

Timor-Leste/Ramos-Horta defende sede da ONU nos Emirados Árabes Unidos

 

Bissau, 06 Fev 26 (ANG) – O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, defendeu que a sede das Nações Unidas deveria ser nos Emirados Árabes Unidos, onde foi proclamada a Declaração sobre Fraternidade Humana para a Paz Mundial e a Convivência.

 

O também prémio Nobel da Paz discursava quinta-feira durante a Cimeira Mundial de Governos 2026, que decorreu no Dubai, após ter participado em Abu Dhabi nas cerimónias da Fraternidade Humana. 

 

O Documento sobre a Fraternidade Humana para a Paz Mundial e a Convivência Comum foi assinado em fevereiro de 2009 pelo Papa Francisco e pelo Grão Imã de Al-Azhar, Ahmad Al-Tayyeb e representa um marco para a promoção da paz e a convivência entre pessoas de diferentes religiões. 

 

O evento "consolidou o papel único que os Emirados Árabes Unidos passaram a ter: um refúgio de paz, espaço de encontros entre inimigos, senhores da guerra e diferentes fações políticas e tribais", afirmou o Presidente timorense. 

 

José Ramos-Horta disse que talvez seja nos Emirados Árabes Unidos que uma nova ordem mundial, baseada no espírito da Declaração sobre a Fraternidade Humana, "emerja do caos moral da desordem global atual".

 

"Ao imaginarmos esta nova ordem mundial, devemos começar a imaginar também uma nova sede das Nações Unidas mais próxima dos dois terços da humanidade que vivem no sul global, mais próxima geograficamente e com histórias partilhadas de colonização e de lutas pela liberdade e dignidade", salientou o Presidente timorense. 

 

Ramos-Horta considerou que a tolerância, a mediação e a solidariedade humanitária são três princípios "indispensáveis à paz e estabilidade internacional" e que a experiência dos Emirados Árabes Unidos merece destaque. 

 

"Os Emirados Árabes Unidos têm apresentado consistentemente tolerância, não apenas como valor social, mas como quadro prático de convivência num mundo diverso", disse o chefe de Estado. 

 

Por outro lado, afirmou José Ramos-Horta, têm demonstrado que o respeito pela diversidade pode promover a coesão social e a estabilidade, além de se posicionarem como "mediadores credíveis e pragmáticos", apesar de discretos, e da assistência humanitária que têm disponibilizado. 

 

"Tolerância, mediação e ação humanitária estão profundamente interligadas. A tolerância reduz as raízes do conflito, a mediação limita a sua escalada, e a assistência humanitária aborda o custo humano", salientou. 

 

"À medida que os desafios globais se tornam mais complexos, esses exemplos lembram-nos que diálogo, compaixão e engajamento internacional responsável continuam a ser ferramentas essenciais para construir um mundo mais pacífico e humano", acrescentou. ANG/Inforpress/Lusa

 

Reino Unido/ Governo conclui um acordo com a República Democrática do Congo sobre imigração irregular

Bissau, 06 Fev 26 (ANG) – O Reino Unido anunciou na sexta-feira a conclusão de um acordo de cooperação em matéria de imigração com a República Democrática do Congo (RDC), como parte do fortalecimento de seus mecanismos para o retorno de cidadãos em situação irregular.

Segundo o Ministério do Interior britânico, a República Democrática do Congo torna-se assim o terceiro país africano a aceitar o regresso dos seus nacionais que não têm direito a residir no Reino Unido, depois de Angola e da Namíbia.

Ao comentar sobre esses acordos, a Ministra do Interior britânica, Shabana Mahmood, indicou que esses mecanismos agora permitirão a expulsão e o retorno a Angola, Namíbia e República Democrática do Congo de seus migrantes irregulares e pessoas condenadas por crimes graves.

"Se governos estrangeiros se recusarem a aceitar o retorno de seus cidadãos, sofrerão as consequências", alertou a Sra. Mahmood, reafirmando sua determinação em agilizar os procedimentos de deportação de pessoas que residem ilegalmente no Reino Unido.

Entre as medidas anunciadas pelo ministro em dezembro passado estão o fim do tratamento preferencial concedido a diplomatas e personalidades desses países, bem como a eliminação do procedimento acelerado de processamento de vistos para seus nacionais.

Este anúncio surge um dia depois de o Ministério do Interior ter divulgado novos dados que mostram que quase 60.000 imigrantes indocumentados foram deportados desde que o Partido Trabalhista chegou ao poder em julho de 2024.ANG/Faapa

Nigéria/ Oitenta e nove cristãos sequestrados após ataque a três igrejas no norte foram libertados

Bissau, 06 Fev 26 (ANG) -  Os últimos 89 cristãos sequestrados durante o ataque de gangues criminosas contra três igrejas no norte da Nigéria, em Janeiro, foram libertados, em meio a uma onda de sequestros em massa no país, informou a mídia local nesta quinta-feira.

As pessoas libertadas, incluindo crianças, chegaram de ônibus a Kaduna (norte), escoltadas por forças de segurança, antes de serem recebidas pelo governador do estado de Kaduna, de acordo com as mesmas fontes.

Segundo as autoridades locais, 183 pessoas foram inicialmente sequestradas durante o ataque, das quais onze conseguiram escapar, 83 foram libertadas há três dias e as 89 restantes foram resgatadas na noite de terça-feira ou no início da quarta-feira.

O rapto ocorreu no dia 18 de Janeiro, durante a missa dominical, na aldeia de Kurmin Wali, localizada no bairro predominantemente cristão de Kajuru, no estado de Kaduna.

Este sequestro ocorreu após uma série de raptos em massa no final de 2025, particularmente em escolas, evidenciando a deterioração da situação de segurança em diversas regiões do país.

Os sequestros em massa são frequentes na Nigéria. São perpetrados principalmente por gangues criminosas, conhecidas localmente como "bandidos", que operam sem reivindicações ideológicas e exigem resgates.

No final de Novembro, mais de 300 alunos e 12 professores foram sequestrados de uma escola católica no estado de Níger, antes de serem libertados. Em resposta, o presidente nigeriano declarou estado de emergência e ordenou o reforço das forças militares e policiais. Muitas escolas fecharam desde então no norte do país.

A Nigéria, o país mais populoso da África, enfrenta uma insurgência jihadista no nordeste desde 2009, enquanto grupos armados criminosos operam nas regiões noroeste e centro-norte, situação agravada por movimentos terroristas locais. ANG/Faapa

  

Líbano/ Governo apresentará queixa na ONU contra Israel, acusado de pulverizar pesticida em seu território

Bissau, 206 Fev 26 (ANG) - Beirute anunciou na quinta-feira (5) que pretende apresentar uma queixa às Nações Unidas contra Israel, acusado de ter pulverizado substâncias químicas sobre vários vilarejos fronteiriços no sul do Líbano em 1° de Fevereiro.

A força da ONU que atua no país lamenta uma atividade inaceitável e contrária à resolução que prevê o fim dos conflitos entre as duas nações.

Mais de um ano após a conclusão de uma trégua entre Israel e o movimento armado Hezbollah, as áreas fronteiriças do lado libanês continuam vazias, mas a situação ainda continua tensa entre os dois países. Amostras de terra e água coletadas pelo Exército libanês e analisadas em laboratórios especializados mostram uma quantidade elevada de glifosato, herbicida que provoca graves danos à flora e à fauna e é potencialmente cancerígeno.

Em um comunicado, os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente do Líbano informam que algumas amostras apresentam uma concentração de pesticida entre 20 e 30 vezes superior aos níveis normalmente aceitos pelas normas internacionais. A nota afirma que a substância poe “danificar a cobertura vegetal nas áreas atingidas”, com repercussões diretas sobre a produção agrícola, a fertilidade do solo e o equilíbrio ecológico.

As duas pastas denunciam ainda um "ecocídio" e alertam para "os potenciais riscos sanitários e ambientais capazes de afetar a água, o solo e a cadeia alimentar" do Líbano. Já o presidente libanês, Joseph Aoun, aponta "uma violação flagrante da soberania libanesa e um crime ambiental e sanitário". Para ele, o incidente é uma "continuação dos repetidos ataques israelenses contra o Líbano e seu povo". Até o momento, Israel não se pronunciou sobre as acusações. 

Na segunda-feira (2), a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Finul) informou, por meio de um comunicado, ter sido notificada na véspera pelo Exército israelense sobre uma operação destinada a pulverizar "uma substância química não tóxica" perto da fronteira. Israel recomendou que os capacetes azuis se afastassem da região e buscassem abrigo, "forçando-os a cancelar mais de uma dezena de operações", relatou a Finul. 

"Não é a primeira vez que o Exército israelense pulveriza substâncias químicas desconhecidas a partir de aviões sobre o Líbano", denunciou a força da ONU, qualificando a operação israelense como “inaceitável”. “Isso levanta preocupações quanto aos efeitos desse produto químico desconhecido sobre as terras agrícolas locais e seu impacto no retorno de longo prazo dos civis e em seus meios de subsistência”, reitera a nota. 

As lideranças israelenses não escondem o objetivo de criar uma zona tampão na fronteira entre os dois países. Dentro desta mesma lógica, o Exército israelense utilizou, durante a guerra, bombas de fragmentação efósforo branco nessas mesmas regiões.

Os vilarejos atingidos pelas pulverizações estão quase totalmente destruídos e foram abandonados pela população, o que é considerado por Israel como o meio mais eficaz de afastar o Hezbollah da fronteira. 

Segundo especialistas, o uso de potentes herbicidas também tem como meta romper de forma duradoura o vínculo entre o habitante e sua terra. No entanto, a estratégia não impediu muitos moradores de seguir trabalhando nos campos, na tentativa de continuar cultivando o solo. 

Um relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em colaboração com o Ministério da Agricultura e o Conselho Nacional para a Pesquisa Científica do Líbano, apontou recentemente os prejuízos dos ataques israelenses entre Outubro de 2023 e novembro de 2024. O balanço afirma que o setor agrícola libanês sofreu danos diretos em suas plantações, pecuária e pesca estimados em cerca de US$ 118 milhões, além de perdas económicas indiretas de aproximadamente US$ 586 milhões. 

Segundo o documento, a reconstrução e a reabilitação do setor agrícola exigirão um financiamento de cerca de US$ 263 milhões até 2026.ANG/RFI

 

   Senegal/Dacar acolhe 10º Fórum sobre Paz e Segurança de 20 a 21 de Abril

Bissau, 06 Fev 26 (ANG)- A décima edição do Fórum Internacional sobre Paz e Segurança acontecerá nos dias 20 e 21 de abril de 2026 em Dakar, sob o tema: "África enfrentando os desafios da estabilidade, integração e soberania: quais soluções sustentáveis?"

Segundo um comunicado do Ministério da Integração Africana, dos Negócios Estrangeiros e dos Senegaleses no Exterior, esta edição marcará uma nova etapa no pensamento estratégico sobre os desafios da paz, da segurança coletiva e da governação no continente africano.

Considerada uma plataforma africana de referência dedicada a questões de paz e segurança, a 10ª edição celebrará uma década de propostas de soluções africanas e sustentáveis ​​para os desafios de segurança contemporâneos, defendendo a mobilização e o desenvolvimento dos recursos humanos africanos, o incentivo ao diálogo estratégico entre atores públicos e privados e a promoção de soluções africanas, endógenas e sustentáveis ​​em prol da estabilidade, integração e soberania do continente.

Em seu discurso na cerimônia de lançamento dos preparativos na quinta-feira, o presidente do Fórum, General Jean Diémé, pediu o fortalecimento dos mecanismos de segurança coletiva africanos para enfrentar as múltiplas ameaças que o continente enfrenta.

Segundo o General Diémé, os desafios atuais exigem o desenvolvimento de uma indústria de defesa africana e o aumento da eficácia geoestratégica, bem como uma revisão completa dos mecanismos de segurança coletiva, incluindo as forças militares nacionais, as coligações ad hoc e os mecanismos de soberania internacional.

O Fórum Internacional de Dakar sobre Paz e Segurança na África reúne chefes de Estado e de governo, parceiros económicos e industriais e representantes da sociedade civil desde 2014.ANG/Faapa

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Transição Política/Governo autoriza assinatura do contrato com empresa mineira “Russal” para exploração de bauxite em Boé

Bissau, 05 Fev 26 (ANG) - O Governo de Transição deu hoje anuência   para assinatura de um  contrato com a empresa Russal, sucursal da companhia de mineração Russa, visando a construção de infraestruturas para o início da exploração de Bauxite

  de Boé, região de Gabu, leste do país.

A decisão do Executivo foi tomada em Conselho de Ministros, reunido esta quinta-feira , em Bissau, segundo revelações do Porta-voz do Governo, e ministro da Comunicação Social, Abduramane Turé .

O Conselho de Ministros aprovou nessa mas com alterações, o projeto decreto sobre o regime jurídico de Empreendimentos Turísticos de Alojamento e o projeto relativo ao regulamento de Inspecção do Turismo 

No capítulo das nomeações, no Ministério dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Manuel Da Silva Júnior foi nomeado Diretor-geral do  Conselho Nacional de Carregadores e Lucas Na Sanhá, primeiro vogal .

No Ministério das Obras Públicas, Habitação e Urbanismo, Luzia Fernandes foi nomeada Directora-geral de Infraestruturas e Transportes, Armando Bamé Ié nas funções de Director-geral de Geografia e Cadastro e Aguinaldo Garcia Varela, Director geral de Habitação e Urbanismo. ANG/JD/ÂC//SG

 

Desporto/SB Benfica vence Arados de Nhacra por 1-0 num jogo a contar para a segunda jornada da Primeira Liga de futebol guineense

Bissau, 05 Fev 26 (ANG) – O Sport Bissau Benfica, bicampeão nacional da primeira-liga de futebol guineense, recebeu e derrotou em casa, a sua congénere  Arados de Nhacra, por 1-0, numa partida a contar para a abertura da 2ª jornada do campeonato nacional de futebol da 1ª divisão.

As restantes partidas produziram os seguintes resultados: Cupelum-0/Portos de Bissau-1, Futebol Clube de Canchungo-1/Sporting Clube da Guiné-Bissau-2, Clube Recreativo de Gabu-0/União Desportiva Internacional de Bissau (UDIB)-0, Clube de Futebol Os Balantas de Mansoa-1/Futebol Clube de Pelundo-0, Tigres de São Domingos-0/Futebol Clube de Cumura-2, Háfia FC Bafatá-0/Massaf FC de Cacine-1.

Para a 3ª jornada estão previstos os seguintes encontros: Sporting Clube da Guiné-Bissau/Clube Recreativo de Gabu, FC Cumura/Cupelum FC, Massaf FC Cacine/FC Canchungo, Arados de Nhacra/CF Os Balantas de Mansoa, FC Pelundo/Flamengo de Pefine, FC Cuntum/Háfia FC Bafatá, Portos de Bissau/SB Benfica, União Desportiva Internacional de Bissau (UDIB)/Tigres Futebol Clube de Sã
o Domingos.ANG/LLA/ÂC//SG   

Reino Unido/Aliados históricos dos EUA cedem influência à China face a isolacionismo de Trump – analista

 

Bissau, 05 Fev 26 8ANG) - Os líderes do Reino Unido e do Canadá "inclinaram-se perante Pequim", observou hoje o analista Bill Bishop, numa análise aos recentes contactos diplomáticos com a China, que refletem um distanciamento em relação aos Estados Unidos.

 

"Tivemos dois dos mais firmes aliados históricos dos Estados Unidos, dois membros da NATO [...] efetivamente, de certa forma, a inclinarem-se perante Pequim", comentou o analista no seu boletim diário Sinocism.

 

A visita realizada na semana passada pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, à República Popular da China - a primeira de um chefe de Governo britânico desde 2018 - ocorre num momento em que outros líderes ocidentais, como os da França, Finlândia e Canadá, também procuram reforçar os laços com Pequim, numa tendência de diversificação de alianças face à imprevisibilidade da política externa norte-americana.

 

Apesar de Pequim não ter anunciado concessões de relevo à delegação britânica, Starmer regressou ao Reino Unido com a redução das tarifas sobre o whisky britânico de 10% para 5% e com a promessa de novas parcerias comerciais. Uma delegação empresarial de cerca de 50 empresas, incluindo a AstraZeneca, acompanhou o chefe do Governo, tendo sido anunciado um investimento de 15 mil milhões de dólares (12,7 mil milhões de euros) na China até 2030.

 

A visita foi precedida pela aprovação, por parte das autoridades britânicas, de um projeto para uma nova embaixada chinesa em Londres, bloqueado durante vários anos, bem como pelo abandono de um processo judicial por espionagem que envolvia cidadãos chineses.

 

Para Bishop, a estratégia de Pequim não visa substituir os Estados Unidos como aliado principal destes países, mas sim "explorar o espaço deixado por fissuras" nas relações tradicionais com Washington. A visita de Starmer, tal como a do primeiro-ministro canadiano, é interpretada como um sinal de abertura para relações mais pragmáticas com dois membros da NATO e da aliança de informação "Cinco Olhos".

 

"A China continua a ter uma enorme vantagem em cadeias de abastecimento críticas, como as terras raras", lembrou Bishop, referindo-se ao controlo chinês sobre minerais essenciais para a indústria.

 

Um relatório recente do grupo de reflexão European Council on Foreign Relations (ECFR) apontou num sentido semelhante. O documento concluiu que a política externa unilateral e transacional de Donald Trump está a provocar um realinhamento global, com vários países a considerar a China um ator mais previsível e, em certos casos, mais confiável do que os Estados Unidos.

Segundo o ECFR, apenas 16% dos europeus veem hoje os EUA como um aliado confiável. Entre os inquiridos em 21 países, apenas 10% acreditam que os EUA terão mais influência no mundo dentro de 10 anos, enquanto 36% apostam na China. O relatório sublinhou ainda que muitos cidadãos, tanto na Europa como no chamado Sul Global, já não vêem o mundo dividido entre dois blocos rivais, mas sim como um espaço multipolar, onde é possível manter boas relações com ambas as potências.

 

Para Bishop, o objetivo da China não é virar aliados ocidentais contra Washington, mas sim aproveitar as divisões que se alargaram. "Não se trata de os virar contra os Estados Unidos, mas sim de expandir o espaço de influência e negociação", afirmou. ANG/Inforpress/Lusa

 

ONU/Fim de tratado Novo START entre EUA e Rússia traz temores de nova era de proliferação nuclear

Bissau, 05 Fev 26 (ANG) - O mundo entrou em uma nova fase de incerteza nuclear nesta quinta-feira (5), com a expiração oficial do tratado Novo START.

Este era o último acordo de desarmamento nuclear ainda em vigor entre os Estados Unidos e a Rússia, marcando um ponto de virada histórico no controle de armas desde a Guerra Fria e gerando temores de uma nova fase de proliferação.

Pela primeira vez em mais de meio século, as duas potências que detêm mais de 80% das ogivas nucleares do planeta não possuem limites vinculantes para seus arsenais estratégicos.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, descreveu o fim do pacto como um "momento grave para a paz e a segurança internacionais", alertando que a dissolução ocorre em um período muito delicado.

 “Essa dissolução de décadas de conquistas não poderia ocorrer em pior momento — o risco do uso de armas nucleares está em seu nível mais alto em décadas”, alertou António Guterres em um comunicado.

Guterres fez um apelo para que Washington e Moscou retornem à mesa de negociações sem demora para estabelecer um novo quadro sucessor que garanta a estabilidade global.

Firmado originalmente em 2010, o Novo START impunha limites rigorosos de 1.550 ogivas estratégicas implantadas e 800 lançadores e bombardeiros pesados para cada lado, contando com mecanismos de verificação mútua. No entanto, a eficácia do tratado já estava severamente comprometida desde 2023, quando as inspeções foram suspensas em decorrência da ofensiva russa em grande escala na Ucrânia.

Em setembro de 2025, o presidente russo, Vladimir Putin, chegou a propor uma prorrogação de um ano, que foi vista como uma boa ideia pelo presidente americano, Donald Trump, na época, mas os Estados Unidos acabaram por não dar seguimento à proposta.

Na quarta-feira, véspera da expiração, o governo russo declarou formalmente que não se sentia mais vinculado a qualquer obrigação ou declaração recíproca prevista no tratado. Apesar disso, em conversa com o líder chinês Xi Jinping, Putin enfatizou que a Rússia agirá de maneira ponderada e responsável diante da nova situação. O assessor diplomático russo, Yuri Ushakov, afirmou que o país permanece aberto a buscar vias de negociação para assegurar a estabilidade estratégica.

Do lado americano, o secretário de Estado, Marco Rubio, indicou que qualquer novo acordo de controle de armas no século XXI deve obrigatoriamente incluir a China. Segundo Rubio, o arsenal considerável e em rápida expansão de Pequim torna impossível um controle eficaz que envolva apenas russos e americanos.

A comunidade internacional reagiu com forte preocupação ao vácuo jurídico deixado pelo fim do tratado. O papa Leão XIV fez um apelo raro e urgente para que as potências não abandonem os instrumentos de controle sem garantir um acompanhamento efetivo, exortando os líderes a substituírem a lógica do medo e da desconfiança por uma ética compartilhada para evitar uma nova corrida armamentista.

Na Europa, a França atribuiu a responsabilidade pelo retrocesso das normas internacionais à Rússia, alertando para o desaparecimento de qualquer limite sobre os maiores arsenais nucleares do mundo. Enquanto isso, a coalizão de ONGs ICAN pediu que Washington e Moscou respeitem os limites do tratado expirado enquanto negociam um novo quadro regulatório. ANG/RFI

Xinhua/”A República Popular da China, tem-se mantido por muito tempo como importante destino de investimentos globais”, diz relatório 

Bissau, 05 Fev 26 (ANG) -  A China tem se mantido, de forma consistente, um destino importante para investidores globais, oferecendo à multinacionais um vasto mercado, ecossistemas de inovação impulsionados pela tecnologia e forte apoio industrial e à cadeia de suprimentos, refere um relatório publicado terça-feira.

O relatório foi compilado pelo comitê organizador da Feira Internacional de Investimento e Comércio da China, juntamente com outras organizações.

O documento  analisa as novas tendências em investimentos internacionais e delineia os últimos desenvolvimentos nos investimentos bilaterais da China.

 Segundo conclusões do relatório, as vantagens de longa data da China em termos de cadeia de suprimentos, escala de mercado e ambiente político criaram um clima favorável ao investimento, no qual as empresas multinacionais podem obter retornos sólidos e crescimento sustentável.

   Os avanços tecnológicos em áreas como inteligência artificial e 5G, combinados com uma ampla gama de cenários de aplicação e um grande número de talentos de alta qualidade, permitiram à China construir o maior ecossistema de inovação tecnológica do mundo, criando um terreno fértil para a inovação entre as empresas estrangeiras, afirma o relatório.

   Atrair e utilizar o investimento estrangeiro tem sido, há muito, parte integrante da política de abertura da China. De acordo com o relatório, as empresas com investimento estrangeiro trouxeram capital, tecnologias avançadas e conhecimentos de gestão, contribuindo para o crescimento económico da China. ANG/Xinhua


 

 

 

 
 Mau Tempo
/Portugal enfrenta nova tempestade ainda sem recuperar da Kristin

Bissau, 04 Fev 26 (ANG) – Portugal enfrenta hoje a chegada de uma nova tempestade, ainda com populações privadas de eletricidade e a precisar de ajuda, após uma semana de chuva intensa e ventos fortes que causaram dez mortes e deixaram 68 concelhos em calamidade. 


Os autarcas dão conta das necessidades da população em sucessivos apelos para a reconstrução de casas e infraestruturas, que exigem materiais e mão-de-obra qualificada.


A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados, durante reparações, ou intoxicação com origem num gerador.


Os estragos estão ainda a ser contabilizados, desde a destruição total ou parcial de casas, redes de abastecimento de energia e comunicações, num momento em que se teme o agravamento das condições meteorológicas e uma nova subida das águas dos rios, já a transbordar.


O rasto da tempestade afetou fortemente as vias de comunicação, estradas, caminhos-de-ferro, escolas, deixando populações isoladas e pessoas desalojadas.


Os feridos contabilizam-se em centenas.


Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

Escolas encerradas na quarta-feira da semana passada deverão começar hoje a reabrir, mas algumas só abrem portas na segunda-feira.


Mas noutras zonas do país, como no distrito de Castelo Branco, há ainda municípios sem comunicações móveis ou com instabilidade nas redes. Mais de 70% do concelho de Oleiros estava nesta situação na terça-feira, à medida que diminuía o número de pessoas sem energia elétrica.


Em Vila Velha de Ródão, Castelo Branco, também ainda havia freguesias sem comunicações na terça-feira e na sede do concelho apenas um operador tinha reposto o serviço.


Na Marinha Grande, o fornecimento de energia elétrica foi restabelecido em metade do concelho, enquanto as comunicações apenas foram repostas no centro da cidade, de acordo com a informação disponível na terça-feira.


As Forças Armadas foram envolvidas no socorro à população, mas a ajuda demorou a chegar ao terreno e continua a ser solicitada para ajudar a reconstruir telhados levados pelo vento e outras ações para repor a normalidade possível.


O Governo determinou, entretanto, a isenção de portagens, durante uma semana, para facilitar a mobilidade nas zonas mais afetadas pela depressão Kristin, em quatro troços com origem e destino em nós das autoestradas 8, 17, 14 e 19.


A Kristin provocou danos em mais de 50 monumentos nacionais, estimando o Governo que sejam necessários cerca de 20 milhões de euros para intervenções de recuperação.


A quem contava com as verbas do Plano de Recuperação e Resiliência, o presidente da Comissão de Auditoria e Controlo do PRR já avisou que não é possível “contar com o dinheiro” do plano para acudir ao impacto causado pelo mau tempo. 


O país mobiliza-se para enviar ajuda às populações mais afetadas, organizando grupos de voluntários para recolha de bens e limpeza de vias, com muitas estradas cortadas pela queda de árvores ou inundações.


Com as barragens na capacidade máxima, os solos saturados e a previsão de continuação de chuva, esperam-se cheias junto aos rios, nomeadamente o Douro, na Régua, mas também noutros locais.


A Comissão Europeia manifestou solidariedade com Portugal, face aos impactos do mau tempo, defendendo uma resposta articulada, recurso ao fundo de solidariedade e investimento em redes elétricas mais resilientes.


A passagem da depressão Kristin, na madrugada do dia 27 de janeiro, deixou inoperacionais 774 quilómetros (7%) de linhas de muita alta tensão e derrubou 61 postes.


Cerca de 1,7 milhões de clientes ficaram sem energia elétrica, em consequência das condições meteorológicas adversas que se fizeram sentir durante aquela noite, de acordo com a E-Redes, do grupo EDP.


Desde terça-feira, vários distritos do continente e os arquipélagos da Madeira e dos Açores mantém-se sob aviso devido ao vento, chuva, agitação marítima e queda de neve.


A depressão Leonardo começa a atingir Portugal continental com aproximação ao Baixo Alentejo e Algarve, com chuva persistente e rajadas de vento que podem atingir os 75 quilómetros por hora no litoral a sul do Cabo Mondego e 95 quilómetros/hora nas terras altas, de acordo com a previsão do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).


Estima-se que o vento possa ter atingido velocidades superiores a 200 quilómetros por hora, durante a passagem da Kristin por Portugal.


Na base área de Monte Real, foi registada uma rajada de 178 KM/hora. ANG/Inforpress/Lusa