quinta-feira, 2 de abril de 2026

     Cooperação/Governo e CCR-UEMOA reforçam relações institucionais

Bissau, 02 Abr 26 (ANG) – O Director do Gabinete do Primeiro-ministro, Dauda Saw, recebeu na manhã desta quinta-feira,  uma delegação da Câmara Consular Regional da UEMOA (CCR-UEMOA), chefiada por sua presidente, a guineense Helena Nosoliny Embaló.

De acordo com uma nota do Gabinete do Primeiro-ministro enviada à ANG, o encontro se enquadra no reforço das relações institucionais entre o Governo da Guiné-Bissau e os organismos regionais de promoção da integração económica e do desenvolvimento do setor privado.

Segundo a Nota, durante o encontro foram abordadas questões ligadas ao aprofundamento da integração económica regional, à transformação digital,  facilitação do comércio, ao fortalecimento do setor privado, bem como à criação de novas oportunidades para a juventude e para as mulheres guineenses, em consonância com as prioridades do Governo.

Na ocasião, Dauda Saw, transmitiu à delegação a atenção e o interesse que o Governo de Transição atribui à  iniciativas que possam contribuir para a modernização da economia nacional, a promoção do investimento, o apoio às pequenas e médias empresas e o reforço da posição da Guiné-Bissau no espaço comunitário da UEMOA.

A delegação da CCR-UEMOA, liderada pela sua Presidente, Helena Nossoliny Embaló, aproveitou a ocasião para apresentar as principais linhas estratégicas de actuação da instituição, sublinhando a importância da cooperação com a Guiné-Bissau, nos domínios da digitalização económica,  diplomacia económica,  integração regional e do desenvolvimento sustentável do setor privado.

A nota salienta que o encontro decorreu num ambiente de cordialidade e abertura institucional, tendo ficado patente a convergência de visões quanto à necessidade de acelerar mecanismos de cooperação regional capazes de gerar impacto económico concreto e sustentável para o país.

“Com esta receção, o Governo de Transição reafirma a sua disponibilidade para acolher, apoiar e enquadrar iniciativas regionais e internacionais que promovam o crescimento económico, a inclusão produtiva e a valorização das capacidades nacionais”, refere a Nota. ANG/ÂC//SG

França/Deputados franceses negros da esquerda radical recebem mensagens racistas

Bissau, 02 Abr 26 (ANG) - Vários deputados negros do partido de esquerda radical França Insubmissa (LFI) receberam uma carta anônima de conteúdo racista, que retrata “pessoas negras de maneira desumanizada e primitiva”, denunciou a legenda em um comunicado nesta quinta-feira (2).


A carta foi enviada aos parlamentares Nadège Abomangoli, Danièle Obono, Aly Diouara e Carlos Martens Bilongo.

 

O texto menciona, além de seus nomes, os do novo prefeito de Saint-Denis, na região parisiense, Bally Bagayoko, e o do líder do partido, Jean-Luc Mélenchon, e traz a frase “fugitivos do zoológico de Beauval”, segundo um comunicado.

 

A carta ainda traz uma imagem deturpada de uma página da história em quadrinhos Tintin au Congo (Tintin no Congo em tradução livre).

As tirinhas foram publicadas no início dos anos 1930 no jornal belga Le Petit Vingtième, e o álbum foi lançado nos anos 1940.

A obra de Hergé, que vendeu cerca de 10 milhões de exemplares no mundo, reproduz estereótipos colonialistas, ilustrando personagens africanos como infantilizados, submissos ou caricaturados fisicamente, e já foi alvo de ações judiciais na Bélgica.

“Um ataque racista desse tipo é absolutamente inaceitável e exige uma condenação unânime de toda a classe política”, afirma o LFI, que denuncia um contexto de “campanha racista persistente desde a eleição de Bally Bagayoko à prefeitura de Saint-Denis”.

Bally Bagayoko, 52, nascido na região parisiense e filho de malineses, é alvo de uma campanha de ódio propagada pela extrema direita na rede social X, além de comentários polémicos no canal CNews, denunciados por vários parlamentares e associações antirracistas à Arcom, órgão regulador do audiovisual e do digital.

Em entrevista à agência AFP nesta quarta-feira (1°), Bagayoko denunciou “uma sociedade cada vez mais racista” e pediu o fechamento do canal CNews. Diante de um “racismo que está mais afirmado e praticamente sem freios”, o prefeito da segunda maior cidade da Île-de-France (região metropolitana de Paris) considera que “a Arcom deve ser muito mais severa” em relação e que a Justiça deve ser “muito mais firme”. Ele registou queixa, convocou uma grande “mobilização cidadã” contra o racismo e a discriminação para sábado (4), na esplanada da prefeitura de Saint-Denis, ao norte da capital.

 “Os clichês coloniais difundidos por alguns meios de comunicação e responsáveis políticos, que replicam de forma complacente as informações falsas divulgadas pela extrema direita, contribuem diretamente para o clima de ódio e para o assédio do qual nossos eleitos são vítimas”, afirma a LFI, que denuncia a “omissão do governo”.

Para o partido de esquerda radical, essas mensagens não são “atos isolados”, mas “fazem parte de um conjunto de agressões (simbólicas e físicas) e discriminações das quais pessoas negras e racializadas são vítimas diariamente – algo que o governo se recusa a reconhecer e combater”.

O ministro do Interior, Laurent Nuñez, anunciou na terça-feira, na Assembleia Nacional, que o governo “estuda” a possibilidade de abrir “processos criminais” contra os autores dos comentários polémicos na CNews dirigidos a Bagayoko, classificando-os de “ignóbeis” e “absolutamente inaceitáveis”.

ANG/RFICom agências

Médio Oriente/”EUA vão atacar Irão com muita força nas próximas duas semanas”, diz  Trump

Bissau, 02 Abr 26(ANG) - O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou que as forças norte-americanas vão atacar com "muita força" o Irão nas próximas duas a três semanas.

 

A promessa surgiu na quarta-feira, num discurso ao país, após 33 dias do conflito iniciado em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel lançaram uma campanha de bombardeamentos contra território iraniano.

 

"Vamos atacá-los com extrema dureza nas próximas duas a três semanas. Vamos mandá-los de volta à Idade da Pedra, onde pertencem. Entretanto, as negociações continuam", afirmou o Presidente norte-americano.

 

“Se não houver acordo, vamos atacar cada uma das suas centrais elétricas com muita dureza e, provavelmente, em simultâneo”, acrescentou, num discurso dirigido aos norte-americanos a partir da Casa Branca.

 

Trump manifestou-se também convicto de que, assim que a guerra contra o Irão terminar, o estreito de Ormuz “abrir-se-á naturalmente”, porque a República Islâmica precisa da venda de petróleo para se reconstruir e, por isso, os preços do petróleo irão baixar e as bolsas voltarão a registar ganhos.

 

Por outro lado, o inquilino da Casa Branca pediu aos países que dependem do petróleo escoado do Golfo através do estreito de Ormuz que “cuidem” da passagem estratégica, por onde transita 20% do petróleo mundial em condições normais, porque os Estados Unidos “não precisam” desse petróleo e gás.

 

“Vão para o estreito, tomem-no, protejam-no, utilizem-no”, declarou o Presidente norte-americano, que vem a criticar há semanas vários países aliados da NATO e outros países em todo o mundo por não terem auxiliado os Estados Unidos e Israel na campanha militar contra o Irão.

 

Trump reiterou vários argumentos justificativos dos ataques ao Irão produzidos desde o início da campanha em 28 de fevereiro, nomeadamente o de que a República Islâmica estava a tentar “reconstruir o seu programa nuclear num local totalmente diferente”, dos locais bombardeados na operação ‘Midnight Hammer’, em 22 de junho, e que, por isso, tiveram de “acabar com eles” antes de adquirirem a capacidade de atingir os Estados Unidos e a Europa, algo que especialistas internacionais contestam.

 

“O regime procurou reconstruir o seu programa nuclear num local totalmente diferente, deixando claro que não tencionava abandonar a sua intenção de obter armas nucleares. Estava também a construir rapidamente os seus arsenais de mísseis balísticos convencionais e poderia em breve dispor de mísseis capazes de atingir o território norte-americano, a Europa e praticamente qualquer lugar do mundo”, disse Trump.

 

“Que estes terroristas tivessem uma arma nuclear teria sido uma ameaça intolerável”, disse Trump para justificar a operação militar ‘Fúria Épica’, iniciada em conjunto com Israel em 28 de fevereiro e que, após mais de um mês, colocou a economia mundial no limiar de uma crise económica.

 

O Presidente insistiu nas mesmas mensagens que tem vindo a transmitir através das redes sociais, intervenções públicas ou entrevistas nos últimos dias e que não deixam claro quando é que Washington pretende pôr fim à operação e se haverá um destacamento de tropas norte-americanas no Irão, depois de o Pentágono ter enviado milhares de militares para o Médio Oriente.

Trump também não fez qualquer referência ao estado da relação entre os Estados Unidos e a NATO, depois de afirmar no início da semana que essa aliança deve ser questionada, atendendo à falta de apoio dos aliados nesta guerra. ANG/Inforpress/Lusa

 

ONU/Guterres adverte EUA, Israel e Teerão que "já passou da hora" de parar guerra

 

Bissau, 02 Abr 26(ANG) - O secretário-geral da ONU, António Guterres, advertiu hoje os Estados Unidos e Israel que "já passou da hora" de parar a guerra contra o Irão e instou novamente Teerão a cessar os ataques contra países vizinhos.

 

"Precisamos de encontrar uma saída pacífica. A minha mensagem é clara: aos Estados Unidos e a Israel, já passou da hora de parar a guerra que está a causar imenso sofrimento humano e está já a desencadear consequências económicas devastadoras", disse Guterres numa declaração à imprensa na sede da ONU, em Nova Iorque.

 

"Ao Irão: que deixe de atacar os seus vizinhos. O Conselho de Segurança condenou estes ataques e reafirmou a necessidade de respeitar os direitos e liberdades de navegação ao longo de rotas marítimas críticas, incluindo o Estreito de Ormuz", insistiu o líder das Nações Unidas.

 

O antigo primeiro-ministro português sublinhou que os conflitos não terminam sozinhos, mas sim quando os líderes escolhem o diálogo em vez da destruição.

 

"Essa escolha ainda existe. E precisa de ser feita — agora", defendeu.

 

Guterres notou que cada dia que passa, o sofrimento humano associado a esta guerra só aumenta, assim como não para de crescer a escala da devastação, os ataques indiscriminados, os ataques contra civis e infraestruturas civis aumentam e os perigos para o mundo também.

 

O secretário-geral afirmou que se está "à beira de uma guerra mais ampla que engolfaria todo o Médio Oriente, com impactos dramáticos em todo o mundo", frisando que o conflito já se faz sentir em todos os lugares do planeta.

 

Deu como exemplo o impacto do bloqueio do Estreito de Ormuz, que está a ter impacto direto nos mais pobres e vulneráveis.

"Vemos isso no dia-a-dia das pessoas que lutam contra o aumento dos custos dos alimentos e da energia, desde as Filipinas ao Sri Lanka, a Moçambique, a comunidades muito além", disse.

 

"Muitos aspetos do conflito podem ser incertos, mas uma coisa é certa: Se os tambores da guerra continuarem a soar, a escalada só irá piorar a situação. A espiral de morte e destruição tem de parar", apelou.

 

Guterres recordou que estão em curso esforços diplomáticos para encontrar um caminho pacífico para esta guerra, iniciada em 28 de fevereiro com os ataques de Washington e Telavive contra o Irão.

 

O líder da ONU reforçou que esses esforços diplomáticos merecem o espaço e o apoio necessários para serem bem-sucedidos, insistindo que devem estar firmemente ancorados no direito internacional, incluindo na Carta da ONU.

 

"A soberania e a integridade territorial de todos os Estados-membros devem ser respeitadas. Os civis e as infraestruturas civis, incluindo as instalações nucleares, devem ser respeitados e protegidos. E a liberdade de navegação deve ser mantida", declarou.

 

O chefe das Nações Unidas assumiu manter contacto próximo com as partes em conflito e está a enviar para a região o seu enviado pessoal, Jean Arnault, para apoiar os esforços de mediação. ANG/Inforpress/Lusa

 

 

   Israel/ONGs pedem anulação de lei sobre pena de morte visando palestinos

Bissau, 2 Abr 26 (ANG) - Aprovada pelo Knesset, o Parlamento de Israel, por 62 votos a 48, a lei que institui a pena de morte por enforcamento para condenados por terrorismo continua a causar discussões no país.


Partidos da extrema direita da coalizão de governo alegam que a medida poderá evitar novos ataques contra civis, enquanto organizações de direitos civis e grupos da sociedade israelense argumentam que a lei se destina apenas aos palestinos. 

Fora de Israel, a decisão foi criticada pela ONU, União Europeia, por países aliados de Israel, e por organizações de direitos humanos, aumentando ainda mais o isolamento do país na comunidade internacional. 

A aplicação da pena de morte já estava prevista na legislação, por exemplo, como punição a indivíduos envolvidos em situações consideradas de extrema gravidade, como “provocar uma guerra contra Israel para ajudar o inimigo”, “ajudar um inimigo durante uma guerra” e para os “crimes cometidos pelos nazistas”. 

 

Apesar disso, a pena de morte foi aplicada a um civil apenas uma vez, contra o criminoso de guerra nazista Adolf Eichmann, em 1962, em um julgamento que marcou a história de Israel. Eichamann foi capturado pelo Mossad, o serviço secreto israelense, na Argentina e trazido a Israel.

O julgamento em Jerusalém foi transmitido pela TV e se transformou também num momento chave para os sobreviventes do Holocausto em Israel, que enfrentavam dificuldades de lidar com a própria história e de dar o seu testemunho.

Pelo menos oito organizações de direitos civis apresentaram uma petição à Suprema Corte pedindo a anulação da nova lei, em um movimento liderado pela Associação pelos Direitos Civis de Israel (ACRI).

Integrantes da entidade ouvidos pela RFI disseram acreditar na possibilidade de que a Suprema Corte derrube a legislação. Outras fontes consultadas pela reportagem também avaliaram o mesmo.

O argumento da ACRI é que a lei adiciona um novo crime, punível com pena de morte ou prisão perpétua, para aqueles que agiram "com o objetivo de negar a existência do Estado de Israel". Este é um ponto considerado fundamental sob o aspecto legal israelense porque, em tese, é um critério que exclui terroristas judeus que cometam os mesmos atos. 

A petição argumenta também que o Knesset não tem autoridade para legislar sobre a Cisjordânia porque Israel não detém a soberania da região. 

“O gabinete do procurador-geral, o conselho jurídico do Knesset, o Ministério da Justiça, os consultores jurídicos do exército, antigos chefes do Shin Bet (o serviço de segurança interna de Israel) e uma ampla coalização de juristas e organizações da sociedade civil levantaram objeções sérias quanto ao projeto. Todas elas foram ignoradas”, afirmou a ACRI em comunicado. 

Outro argumento é que a lei seria inconstitucional. Israel não tem uma constituição formal, como o Brasil, mas um conjunto de 14 leis básicas com poder análogo ao de uma constituição. Uma das leis básicas é definida como “Dignidade Humana e Liberdade”. Segundo as associações israelenses, a lei viola este princípio constitucional do país. 

Nesta semana, ocorreu em frente ao prédio do Knesset, em Jerusalém, o primeiro protesto contr a nova lei, organizado pelo Movimento Reformista e pelo Conselho Rabínico Reformista de Israel. Em meio à mobilização, duas ativistas israelenses ouvidas pela RFI criticaram duramente a legislação.

 

“É um projeto de destruição do povo palestino. A lei me envergonha, é a assinatura final deste projeto. Ela não se aplica a um cidadão israelense ou a um habitante de Israel, apenas aos palestinos.

O país não entende o significado da palavra ‘lei’ como o resto do mundo”, disse Abigail Szor, 26 anos, ativista dos direitos humanos ligada à esquerda radical.

“Após a aprovação revoltante da lei de execução, muitos de nós sentimos a necessidade de expressar nossa objeção e revolta.

Esperamos que os países que ameaçaram sancionar Israel por causa deste projeto de lei finalmente cumpram suas promessas”, afirmou Sahar Vardi, 35, militante do movimento de esquerda Free Jerusalem. ANG/RFI

 

 

França/Macron rebate comentários de Trump sobre seu casamento: ‘deselegantes’

Bissau, 02 Abr 26 (ANG) - O presidente francês Emmanuel Macron disse nesta quinta-feira (2) que os comentários de Donald Trump sobre ele e a primeira-dama francesa, Brigitte Macron, são “deselegantes”.


Macron também lamentou que o presidente americano diga “todos os dias o contrário” do que disse na véspera. “Ele fala demais e atira para todo lado. Todos precisamos de estabilidade, de calma, de um retorno à paz. Isto não é um espetáculo!”, declarou o presidente francês a jornalistas à margem de uma visita a Seul.

Trump afirmou na quarta-feira (1°) que Brigitte Macron “trata extremamente mal” seu marido, acrescentando que ele “ainda está se recuperando do soco que levou no maxilar”, em alusão a um vídeo de maio de 2025, gravado no Vietnã. Nas imagens, Brigitte Macron coloca as duas mãos no rosto do presidente francês. O gesto foi interpretado como um tapa.

 

Essas falas “são deselegantes e pouco apropriadas. Não merecem resposta”, reiterou o chefe de Estado no primeiro dia de uma visita de Estado à Coreia do Sul. Segundo ele, a "esfera pública mundial" é dominada por "questões bem mais graves, especialmente a guerra", para se perder tempo com esse tipo de assunto.

Ao ser questionado sobre as ameaças recorrentes de Donald Trump de abandonar a Otan, Emmanuel Macron criticou sua forma de comunicação. “Se ele coloca todos os dias em dúvida seu compromisso” dentro da Aliança Atlântica, “ela perde o sentido”, avaliou.

“É uma responsabilidade que as autoridades americanas assumem hoje ao dizer todas as manhãs que farão isto, que não farão aquilo ou outra coisa”, prosseguiu.

Em relação à Otan e ao conflito no Oriente Médio, “é preciso ser sério e, quando se quer ser sério, não se diz todos os dias o contrário do que se disse na véspera”, insistiu Emmanuel Macron. O presidente americano pediu à França e a outros países para intervir militarmente para desbloquear o estreito de Ormuz, no Golfo, fechado de fato pela reação iraniana à ofensiva americano-israelense.

Mas uma operação militar para “liberar” à força o estreito estratégico seria “irrealista”, respondeu o presidente francês.

“Essa nunca foi a opção que escolhemos e consideramos que ela é inviável”, declarou, estimando que tal operação “levaria muito tempo” e envolveria “uma série de riscos”.

Ele voltou a defendera negociação e o cessar-fogo, reiterando que “não é uma ação militar pontual, nem mesmo durante algumas semanas, que permitirá resolver a longo prazo a questão nuclear iraniana”, afirmou. “Se não houver uma negociação diplomática e técnica, a situação pode voltar a se deteriorar em alguns meses ou anos. Apenas por meio de uma negociação aprofundada, de um acordo, será possível garantir um acompanhamento duradouro e preservar a paz e a estabilidade para todos”, concluiu.

ANG/RFICom agências


 

Comunicação Social/Presidente do SINJOTECS diz que a segurança dos jornalista se deteriorou na  Guiné-Bissau nos últimos anos

Bissau, 02 Abr 26 (ANG) – A Presidente do Sindicato Nacional dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (Sinjotecs), disse  hoje que a  segurança dos jornalistas se deteriorou nos últimos anos no país.

Indira Correia Baldé falava na abertura do Workshop de Divulgação do Quadro Nacional Abrangente para a Segurança dos Jornalistas, e afirmou que aconteceram atos que até hoje não se sabe quem foram os autores.

Workshop, segundo a presidente do Sinjotecs vai consistir-se na . divulgação do Quadro Nacional de Segurança para Jornalistas, um documento elaborado com a participação de todas as representações da classe, instituições do Estado da Guiné-Bissau casos da Polícia Judiciaria, da Ordem Pública, Guarda Nacional, Ministério Público e o Supremo Tribunal de Justiça.

“O que queremos é ter um quadro nacional que possa garantir a segurança dos jornalistas guineenses. Este encontro é para delinear uma estratégia adequada para a sua implementação “,disse.

Segundo ela, o documento já foi entregue no Gabinete do Primeiro-ministro e no do Ministro da Comunicação Social, há muito tempo.

Indira Correia Baldé disse que a organização da classe jornalística está agora empenhada em acções de  advocacia para que o documento seja assumido pelo Estado da Guiné-Bissau, uma vez que é indispensável para a segurança dos jornalistas.

Para a líder do Sinjotecs, sem a segurança dos profissionais de comunicação social, não há  informação de qualidade, nem isenta  nem uma informação que interessa ao público.

Correia Baldé diz  que as ameaças aos jornalistas no exercício das suas funções ainda continuam, admite mesmo que pioraram  de Novembro de 2025 à data presente, citando relatórios de organizações nacionais e internacionais.

“O momento serve para todos, desde os profissionais da comunicação social, sociedade até as  autoridades administrativas do país,  pensar que se deve garantir a segurança aos jornalistas, para poder .informar  com segurança”, disse a presidente do Sinjotecs. ANG/MSC/ÂC//SG

Regiões/ Sector de Calequisse acolhe encontro de “Bantaba de Paz” para reforçar a convivência comunitária

Canchungo, 02 Abr 26 (ANG) – O Grupo Kumpudur de Paz denominado “Baetchan Plentche”, do sector de Canchungo, região de Cacheu,   promoveu, quarta-feira um encontro de “Bantaba de Paz” no sector de Calequisse, com o objectivo de reforçar a  a convivência pacifica entre as populações lacais.

Segundo o despacho do Correspondente da ANG na região de Cacheu, no fim da reunião, o  coordenador do encontro , Humberto Tavares considerou de positivo o balanço da reunião, e revelou  que os participantes concordaram em criar um espaço de concertação social entre as populações e as autoridades administrativas locais, com vista a resolução dos problemas identificados no sector.

Entre as principais preocupações levantadas destacam-se o mal estar entre pescadores e a população, devido à escassez de peixe no mercado local, a insegurança de pessoas e bens, os conflitos por posse terra associado a monocultura do caju, o surgimento do transporte público moto-táxi, a delinquência juvenil, a liberdade de expressão e a preservação da cultura tradicional.

O encontro reuniu cerca de 70 participantes e decorreu durante aproximadamente oito horas, com debates centrados  na identificação de soluções para vários problemas que  afetam a comunidade de Calequisse.

Em declarações à o secretário administrativo do setor de Calequisse, Lássana Umuã Mendes apelou ao reforço da colaboração entre as populações e as autoridades locais, como forma de reduzir os conflitos comunitários persistentes.

A iniciativa contou com o financiamento da organização da sociedade civil da Guiné-Bissau, nomeadamente o projecto Fórum de Paz, a Rede da África Ocidental para a Construção da Paz na Guiné-Bissau (Wanep-GB) e a iniciativa para a consolidação da paz- Voz de Paz. ANG/AG/LPG/ÂC//SG

Justiça/ Ministério Público pede prisão preventiva para dois funcionários do INSS

Bissau, 02 Abr 26 (ANG) – A Vara-Crime da Delegacia do Ministério Público do Tribunal Regional de Bissau, requereu,  terça-feira(31) ao Juiz de Instrução Criminal (JIC), a aplicação da medida de coação de prisão preventiva para dois  funcionários do Instituto Nacional de Segurança Social(INSS).

Segundo uma Nota do Gabinete de Imprensa e Relações Públicas do Ministério Público, enviada à ANG, no requerimento apresentado ao JIC, os funcionários em causa,  uma mulher e um homem, com idades compreendidas, entre 38 e 51 anos, respetivamente, são suspeitos da prática de crimes de falsificação de documentos e de peculato.

A Nota salienta que, o Ministério Público sustenta o seu pedido ao JIC, com base em provas recolhidas durante as investigações, segundo as quais, os dois funcionários atuavam desde Abril de 2025, num esquema de introdução no sistema do Instituto Nacional de Segurança Social, de nomes de pessoas como beneficiárias de pensões de velhice e de sobrevivência,   atribuindo-lhes valores mensais que variam entre 387.750,00 à  741.917,00 francos CFA.  ANG/AD/JD/ÂC//SG

 

 


Festival de Cinema Europeu
/ Filme “O Riso e Faca” levado às regiões do interior da Guiné-Bissau

Bissau, 02 Abr 26 (ANG) -  A equipa do filme O Riso e a Faca, liderados pelo realizador Pedro Pinho e pela produtora Filipa Reis, está em digressão por diferentes regiões da Guiné-Bissau,  após o seu lançamento no sábado, 28 de março, na Delegação da União Europeia em Bissau.

Segundo  a informação divulgada na página oficial de Facebook da União Europeia, consultada hoje pela ANG, o filme segue agora ao encontro do público das regiões onde foi gravado, numa iniciativa que reforça a ligação entre a obra e os territórios que lhe deram vida.

No âmbito deste itinerário, o filme vai ser exibido na aldeia de Bujim, secção de Varela, no Sector de São Domingos, no norte do país,  num momento de partilha particularmente simbólico e emocionante.

A equipa estará de regresso à Bissau no dia 3 de Abril, para uma sessão às 19h no Centro Cultural Franco-Bissau-Guineense.

“A itinerância prossegue com uma nova apresentação pública no  sábado(04), às 20h, no Espaço Camões – Centro Cultural Português”, refere a página de facebook da UE.

O Festival Europeu de Cinema 2026 é organizado no país, pela Delegação da União Europeia, em parceria com a Embaixada de Espanha, da França e de  Portugal ambos na Guiné-Bissau, o Camões - Centro de Língua Portuguesa em Bissau, o Centro Culturel Franco-Bissau-Guineense  e o Instituto Guimarães Rosa (Brasil), e vai decorrer de 28 de Março a 22 de Maio de 2026.

De acordo com a mesma publicação, trata-se de uma iniciativa cultural promovida pela União Europeia em todo o mundo, com o objetivo de valorizar a diversidade do cinema europeu, incentivar os intercâmbios culturais e reforçar os laços entre as cinematografias locais e europeias.

Na Guiné-Bissau, o festival estende-se à várias regiões do país, com uma programação  que combina filmes europeus contemporâneos com  obras inéditas e grandes clássicos do património cinematográfico guineense.

 A edição de 2026 destaca igualmente as ligações entre a União Europeia e a Guiné-Bissau, através de coproduções, e integra ações de formação dirigidas a cineastas guineenses, contribuindo para o reforço das competências locais e para o desenvolvimento do setor audiovisual. ANG/LPG/ÂC//SG

quarta-feira, 1 de abril de 2026

   Cooperação/Guiné-Bissau estuda modelo turístico do Senegal para reformar o setor

Bissau, 01 Abr 26 (ANG) – O Governo da Guiné-Bissau está a analisar o modelo de turismo do Senegal com vista à reforma do setor e ao reforço da dinâmica do Ministério do Turismo e Artesanato.

Segundo a Rádio Voz de Povo, a iniciativa insere-se na estratégia do Executivo de fortalecer a capacidade institucional do turismo, através da adoção de boas práticas internacionais, com o objetivo de criar um modelo nacional mais eficiente, capaz de garantir maior segurança, atratividade e crescimento sustentável.

O ministro do Turismo e Artesanato, Augusto Caby acaba de realizar uma visita de trabalho ao Comissariado Especial do Turismo do Senegal.

Augusto Caby manteve um encontro de trabalho com a  Comissária-chefe Seynabou Niang,  centrado na troca de experiências sobre segurança turística e gestão de destinos estratégicos.

Na ocasião, foram apresentados os principais pilares do modelo senegalês, incluindo o controlo regulamentar do setor, a descentralização dos serviços de segurança, a implementação de policiamento de proximidade em zonas turísticas e a articulação com as autoridades judiciais no tratamento de infrações.

As duas partes abordaram ainda perspetivas de alinhamento do sistema, nomeadamente a criação de postos fixos em áreas de grande afluência turística e o reforço dos meios técnicos da polícia especializada.

O ministro do Turismo, Augusto Cabi, manifestou satisfação com a qualidade das informações recolhidas, destacando o modelo senegalês como uma referência para futuras reformas no país. ANG/Rádio Voz do Povo

    Etiópia/Marrocos inicia mandato  no Conselho de Paz na União Africana

Bissau, 01 Abr 26 (ANG) – O Reino de  Marrocos inicia nesta quarta-feira seu mandato como membro do Conselho de Paz e Segurança da União Africana (CPS da UA) para o período de 2026 a 2028, após sua expressiva eleição pelo Conselho Executivo da UA em sua 48ª Sessão Ordinária, realizada nos dias 11 e 12 de fevereiro em Adis Abeba.

Este novo mandato, que constitui a terceira participação de Marrocos no CPS desde o seu regresso à União Africana em 2017, será uma oportunidade para o Reino dar continuidade à sua atuação, guiada pela Visão do Rei Mohammed VI, em prol de uma África estável e unida, firmemente comprometida com o caminho do desenvolvimento sustentável.

De fato, desde seu retorno à União Africana em 2017, o Reino já atuou duas vezes nesse órgão, respectivamente por um mandato de três anos (2022-2025) e um mandato de dois anos (2018-2020), durante os quais Marrocos contribuiu construtivamente para aprimorar os métodos de trabalho e estabelecer boas práticas, em conjunto com os demais Estados-membros do CPS, no âmbito de uma abordagem responsável e inclusiva.

Este novo mandato está, portanto, em consonância com o compromisso contínuo do Reino em fortalecer o papel do Conselho na prevenção, gestão e resolução de conflitos no continente e reflete o reconhecimento das ações tomadas pelo Rei em prol de uma África estável, cuja abordagem para a resolução de conflitos se baseia numa perspectiva racional e no respeito pelo direito internacional, bem como na busca de soluções pacíficas.

Durante este novo mandato, Marrocos dedicará, portanto, especial atenção ao fortalecimento da Arquitetura Africana de Paz e Segurança (APSA), apoiando os esforços para consolidar mecanismos continentais de prevenção de conflitos, diplomacia preventiva e mediação.

O Reino também continuará a promover uma abordagem proativa à prevenção de crises e conflitos, baseada na antecipação de riscos, no alerta precoce e no fortalecimento das capacidades africanas para a gestão e resolução pacífica de disputas.

Este novo mandato no âmbito do órgão permanente de tomada de decisões da União Africana para a prevenção, gestão e resolução de conflitos no continente visa também reconhecer as iniciativas e a abordagem adotadas por Marrocos, graças à liderança do Soberano em matéria de paz e segurança, baseada numa visão abrangente indissociável do desenvolvimento, da mediação e das operações de manutenção da paz. ANG/Faapa

  

França/'A previsibilidade tem valor': Macron reage às acusações de Trump sobre cooperação da França na guerra

Bissau, 01 Abr 26 (ANG) - O presidente francês, Emmanuel Macron, que realiza uma visita oficial ao Japão, reagiu nesta quarta-feira (1º) às acusações do presidente americano, Donald Trump, dirigidas à França e à Otan, depois que Paris proibiu, no sábado (28), o sobrevoo de seu espaço aéreo por aviões americanos carregados de munição destinada às operações no Oriente Médio.

Em sua rede social Truth Social, Trump fez duras críticas aos países europeus que se recusam a se envolver na guerra contra o Irã, mencionando diretamente a França, que vetou o sobrevoo de aeronaves transportando material militar para Israel. Segundo o presidente americano, o governo francês tem ajudado muito pouco, e os Estados Unidos “se lembrarão” dessa decisão.

Durante um evento com empresários e investidores japoneses em Tóquio, Macron respondeu indiretamente às críticas de Trump.

“A previsibilidade tem valor. Estamos aqui e vocês sabem para onde iremos. Isso já é muito nesta época em que vivemos, acreditem em mim. Porque, quando você se depara com pessoas que dizem: ‘Nós vamos muito rápido’, você não sabe onde estarão amanhã.

E, se amanhã tomarem uma decisão que pode te atingir, sem sequer te avisar, isso precisa ser considerado”, declarou o presidente francês.

As ameaças do líder americano à Europa estampam as capas dos principais jornais franceses nesta quarta-feira.

“Incapaz de pôr fim à guerra que iniciou, o republicano culpa os países europeus, que em breve começarão a sofrer com a falta de combustíveis”, afirma o jornal Les Echos. “‘Virem-se sozinhos’: essa foi a mensagem que Trump enviou às nações aliadas aos Estados Unidos que se recusam a se envolver na guerra contra o Irã.”

No centro da disputa está o controle do Estreito de Ormuz, que o Irã mantém sob pressão em resposta aos ataques americanos e israelenses. Cerca de 20 países, entre eles a França, comprometeram-se a integrar a operação destinada a proteger o tráfego dos petroleiros que abastecem a Europa. Mas, como lembra a imprensa francesa, nenhum deles quer assumir riscos enquanto Teerã ameaça retaliar.

Les Echos observa ainda que o último carregamento de combustíveis para aviação deve chegar nesta semana e alerta que a Europa precisa se preparar para um aumento imediato no preço das passagens aéreas.

“Trump está pronto para abandonar o Estreito de Ormuz ao Irã”, afirma o Le Figaro. O jornal destaca que, nos últimos dias, o presidente americano vem multiplicando declarações sobre o fim da guerra, alegando que os objetivos militares já foram atingidos e que teria havido até mesmo uma mudança de rumo no regime iraniano.

Nessa lógica, a responsabilidade pela segurança dos petroleiros passaria a recair sobre os países que dependem do estreito para garantir seu abastecimento energético. Afinal, como reforçou Trump, “os Estados Unidos têm muito petróleo”.

Já o Le Monde concentra-se nas tensões diretas entre Washington, Tel Aviv e Paris. O diário recorda que a França recusou autorizar o sobrevoo de aviões americanos transportando equipamentos militares destinados a Israel, gesto que levou o governo israelense a anunciar que encerrará suas importações de armamento francês.

 Trump também não poupou críticas, acusando Paris de nada fazer para ajudar a desbloquear o Estreito de Ormuz e avisando que Washington “se lembrará” dessa decisão.

 

EUA/ “Trump prepara saída da guerra pressionado pela retaliação e falhas operacionais”, diz analista

Bissau, 01 Abr 26 (ANG) - As bolsas europeias abriram em forte alta nesta quarta-feira (1º), após o presidente dos Estados Unidos ter dito, na véspera, que a retirada das tropas americanas da guerra contra o Irã poderá ocorrer brevemente.

A expectativa é grande para o pronunciamento de Donald Trump, nesta quarta-feira (1), em que o líder americano promete “novas e importantes informações” sobre o conflito no Oriente Médio.

Segundo analistas, a mudança de rumo ocorre porque Washington teria subestimado a capacidade de retaliação do Irã e enfrenta falhas operacionais que expuseram a vulnerabilidade das forças americanas na região.

Em conversa com jornalistas na Casa Branca na terça-feira (31), o republicano afirmou que os Estados Unidos se retirarão da guerra em breve, "em duas ou três semanas", segundo suas palavras, e mesmo sem acordo.  

Donald Trump fará um pronunciamento á nação na noite de quarta-feira às 21h, horário local (quinta-feira, 1h da manhã, horário de Brasília). O presidente irá "fornecer novas informações importantes sobre o Irã", anunciou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. 

 

O jornalista especializado em defesa da RFI, Franck Alexandre, aponta contradições nas declarações de Trump, que evita mostrar que estaria jogando a toalha. As últimas declarações do republicano contrastam fortemente com as do secretário da Defesa, Pete Hegseth, que, por sua vez, afirma não descartar a possibilidade de enviar tropas para solo iraniano.

Com 50.000 soldados, um destacamento terrestre seria limitado. Acima de tudo, os militares americanos parecem ter subestimado a capacidade de retaliação do Irã.  

Autoridades sauditas e americanas confirmaram ao Wall Street Journal que a Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, foi alvo de um míssil iraniano na sexta-feira (27) e que várias aeronaves de reabastecimento da Força Aérea dos EUA foram danificadas.

 "Um equipamento ainda mais valioso, um avião radar AWACS" também. Para Franck Alexandre, o fato de os EUA não terem conseguido protegê-los demonstra uma falta de controle operacional e que "o aventureirismo de Washington está começando a custar caro às suas Forças Armadas". 

  

A autoridade de aviação civil do Kuwait informou que o aeroporto internacional do país foi atacado, nesta quarta-feira (1º), por drones iranianos pertencentes a fações armadas apoiadas por Teerã, que causaram "um grande incêndio" em tanques de combustível. Não houve relatos de vítimas. 

No Bahrein, o Ministério do Interior declarou no portal X que "a Defesa Civil está trabalhando para extinguir um incêndio que começou nas instalações de uma empresa após a agressão iraniana". 

Um navio-tanque da Qatar Energy foi atingido por um míssil em águas territoriais do Catar, disseram as autoridades, responsabilizando o Irã pelo ataque. O Catar foi alvo de três mísseis "lançados do Irã", escreveu o Ministério da Defesa no portal X, observando que dois deles foram interceptados. 

Os houthis no Iêmen, aliados do Irã, reivindicaram nesta quarta-feira a responsabilidade por seu terceiro ataque com mísseis contra Israel, afirmando terem como alvo "locais sensíveis" no sul do país. 

O exército israelense informou ter detectado o lançamento de um míssil vindo do Iêmen. Segundo a mídia israelense, o projétil foi interceptado e não houve relatos de feridos. 

Nos últimos dias, o presidente americano multiplicou as declarações sobre o fim da guerra, alegando que os objectivos foram atingidos e que teria havido até mesmo uma mudança no regime iraniano.

Ao contrário de seu aliado Donald Trump, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que "a campanha não acabou". O exército israelense anunciou ter realizado uma "onda de ataques em larga escala" contra infraestruturas do governo iraniano "em Teerã". 

A televisão estatal iraniana noticiou explosões no norte, leste e centro da capital, referindo-se a "ataques contra Teerã".  

No Líbano, sete pessoas morreram em ataques israelenses contra o movimento pró-Irã Hezbollah no sul de Beirute, informou o Ministério da Saúde libanês. O Exército de Israel havia anunciado o lançamento de dois ataques na região contra líderes do Hezbollah. 

Quatorze pessoas ficaram feridas em Israel, incluindo uma menina de 11 anos que está em estado grave, segundo os serviços de resgate israelenses, após novos ataques com mísseis iranianos contra o país. ANG/ RFI e agências