quinta-feira, 9 de abril de 2026

Médio Oriente/Irã anuncia rotas alternativas no Estreito de Ormuz e avalia criar 'pedágio' com aval de Trump

Bissau, 09 Abr 26 (ANG) - A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã anunciou nesta quinta‑feira (9) que navios que atravessam o Estreito de Ormuz devem utilizar duas rotas alternativas, próximas à costa iraniana, para evitar a presença de possíveis minas no trajeto habitual. 

“Para proteção contra eventuais colisões com minas, em coordenação com a Marinha da Guarda Revolucionária, até nova ordem os navios deverão adotar rotas alternativas para a navegação no Estreito de Ormuz”, informaram meios de comunicação estatais iranianos. 

A imprensa oficial citou um comunicado militar acompanhado de um mapa náutico que indica novos itinerários ao sul e ao norte da ilha de Larak. Para entrar no golfo a partir do mar de Omã, as embarcações devem passar entre a costa iraniana e a ilha de Larak.  

A rota de saída do golfo contorna o sul da ilha e evita o trajeto tradicional, mais próximo da costa de Omã. Passagens recentes indicam o uso desse itinerário alternativo dentro das águas territoriais iranianas. 

Teerã avalia a criação de um mecanismo semelhante a um pedágio para a travessia do Estreito de Ormuz . “Há e haverá uma taxa de passagem”, afirmou ao jornal francês Le Monde uma fonte diplomática iraniana, em reportagem publicada nesta quinta‑feira. 

Segundo o Financial Times, o governo iraniano pretende cobrar US$ 1 (0,86 euro) por barril transportado por Ormuz, com pagamento em criptomoeda. Questionado na quarta‑feira (8) por um jornalista da rede ABC sobre a cobrança, o presidente americano, Donald Trump, disse concordar com a ideia e chegou a sugerir a criação de uma empresa comum para repartir os dividendos com o Irã.

“É algo bonito”, afirmou. Segundo ele, a iniciativa poderia “proteger” o Estreito, em provável referência à China, grande compradora de petróleo iraniano. 

De acordo com o Le Monde, Teerã teria negociado a proposta com o sultanato de Omã. “Mascate informou que manteve conversas com o Irã sobre ‘opções possíveis para garantir uma passagem fluida’ e que as propostas serão analisadas”, declarou Abdullah Baabood, professor omanense especializado em relações internacionais ao Le Monde.  

Segundo ele, isso não significa a “aprovação de uma reformulação permanente do Estreito pelo Irã” e a criação de um pedágio formal e permanente seria inviável. Mas o Irã poderia impor, no curto prazo, uma forma de controle de fato da passagem. 

Entre 1º de março e 7 de abril, foram registrados 307 trânsitos de navios transportando commodities, segundo dados da Kpler, empresa proprietária do site MarineTraffic — queda de cerca de 95% em comparação com períodos de normalidade. 

Em condições habituais, aproximadamente 20% do petróleo bruto e do gás natural liquefeito (GNL) consumidos no mundo passam pelo Estreito, que liga o Golfo Pérsico às principais rotas marítimas globais. Os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo de cessar‑fogo na noite de terça para quarta‑feira que para a reabertura do Estreito

A criação de um pedágio no Estreito de Ormuz seria “inaceitável”, declarou nesta quinta-feira o ministro das Relações Exteriores da França, Jean‑Noël Barrot, ao afirmar que a medida violaria o direito internacional. 

“A liberdade de navegação em águas internacionais é um bem comum da humanidade, que não pode ser submetido a obstáculos ou taxas de passagem”, disse. “Ninguém aceitaria isso, simplesmente porque é ilegal. As águas internacionais são livres para a circulação de navios”, acrescentou o ministro. 

A ministra britânica das Relações Exteriores, Yvette Cooper, também reafirmou a necessidade de livre circulação na passagem em seu discurso anual de política externa, previsto para esta quinta na Mansion House, em Londres. 

“As liberdades fundamentais dos mares não podem ser retiradas unilateralmente nem negociadas. Não pode haver pedágio em uma via marítima internacional”, afirmou a chefe da diplomacia britânica, segundo trechos divulgados por sua assessoria. 

A União Europeia rejeita qualquer ideia de “pedágio” para a travessia do Estreito de Ormuz, onde a liberdade de navegação deve ser mantida, também reagiu um dos porta‑vozes do bloco. “O direito internacional consagra a liberdade de navegação, o que significa exatamente isso: nenhum pagamento nem pedágio, qualquer que seja”, declarou o porta‑voz, Anouar El Anouni.

ANG/RFI/Com agências

Cuba/Pela primeira vez em sua história, ONU importará combustível para distribuir ajuda humanitária

Bissau, 09 Abr 26 (ANG) - Cuba continua a enfrentar uma grave escassez de petróleo devido ao  embargo dos Estados Unidos, em vigor há seis décadas, e que  foi reforçado em Janeiro com a imposição de um bloqueio petrolífero.

Diante desse cenário, a ONU — que não dispõe de insumos energéticos suficientes para distribuir ajuda humanitária no país — prepara-se para importar combustível para Cuba pela primeira vez.

Apesar da recente chegada de quantidades limitadas de combustível, incluindo um carregamento de petróleo enviado pela Rússia, autorizado pelos estados Unidos na semana passada, não alterou a situação. Devido à falta de combustível, uma parte significativa da ajuda humanitária da ONU permanece retida, principalmente no sudeste do país.

 

"Neste momento, temos cerca de 200 contêineres aguardando para sair dos portos", observa Étienne Labande, representante do Programa Mundial de Alimentos (PMA) em Cuba. Ele explica que o material a ser distribuídos inclui "kits de cozinha, painéis solares, sistemas de purificação de água do UNICEF e ajuda alimentar do PMA".

Aproximadamente 20% dos cubanos dependem da ajuda humanitária da ONU, que está angariando fundos para importar combustível para a ilha, algo inédito em sua história em Cuba. "Temos um orçamento de US$ 7,5 milhões, que cobre as necessidades de toda a comunidade humanitária envolvida no plano [da ONU] para Cuba, até dezembro", continuou Étienne Labande.

Assim que os fundos forem arrecadados, levará pelo menos um mês e meio para o combustível chegar. Esta semana, a ONU também está começando a usar transportadoras privadas para transportar parte de sua ajuda humanitária.

O Coordenador Residente das Nações Unidas em Cuba, Francisco Pichon, alertou na segunda-feira para a deterioração da situação humanitária no pa+is agravada pela crise energética e pelos efeitos do furacão Melissa.

“A crise energética tem um impacto humanitário sistémico e crescente, afetando todos os aspectos da vida diária em Cuba: saúde, água e saneamento, sistemas alimentares, educação, transporte e telecomunicações. Além disso, o país está sem combustível suficiente há mais de três meses”, disse Pichon a jornalistas por videoconferência em Nova York.

Ele acrescentou que “as consequências humanitárias, como esperado, continuam a piorar diariamente, apesar dos recentes esforços da Federação Russa para fornecer combustível”.

Entre os números mais preocupantes, segundo a ONU, estão mais de 96.000 procedimentos cirúrgicos adiados, incluindo 11.000 em crianças.

Cerca de 32.000 mulheres grávidas estão em risco devido ao acesso instável a serviços pré-natais, enquanto 3.000 crianças estão com a vacinação atrasada.

Além disso, a população está sofrendo com apagões prolongados e um milhão de pessoas agora dependem de entregas de água por caminhões-pipa.

Quase meio milhão de crianças e adolescentes estão frequentando aulas em dias reduzidos.

Os idosos também estão sofrendo os efeitos da crise, enfatizou Pichon, observando que Cuba tem a população mais idosa da América Latina. "São pessoas que dependem de serviços e precisam de médicos para conseguir chegar aos centros de saúde", explicou. ANG/RFI/AFP

 

 

Política /Primeiro-ministro inaugura depósito de água no bairro de Antula em Bissau

Bissau, 09 Abr 26 (ANG) - O Primeiro-ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, inaugurou hoje um novo depósito de água no bairro de Antula, com capacidade de 250 mil litros, destinado melhorar o abastecimento às populações.  

A cerimónia contou com a presença de membros do Governo, autoridades administrativas e tradicionais e técnicos do sector.

Na ocasião, o chefe do Executivo destacou que a infraestrutura representa mais do que uma simples obra pública. ,  “Trata-se de um sinal concreto do compromisso do Governo em resposta  às necessidades essenciais da população”, disse.

Vieira Té disse que o acesso à água potável é fundamental para a saúde, dignidade e bem-estar das famílias, além de desempenhar um papel crucial na prevenção de doenças e na melhoria das condições de vida.

Disse que  o depósito de Antula é o terceiro inaugurado no âmbito de um programa de reforço do abastecimento de água, depois das localidades de Safim e Bór, estando prevista a extensão da iniciativa para Prábis na região de Biombo.

Reiterou que a iniciativa  evidencia  uma política pública estruturada e não  uma ação isolada.

Ilídio Vieira Té reconheceu os desafios ainda existentes no país, mas reafirmou a aposta do Executivo na criação de  soluções concretas e no reforço dos serviços básicos, nomeadamente água, energia, saúde e educação.

O chefe do Governo apelou  à população local para a preservação da infraestrutura, e disse que a sua durabilidade depende do seu uso responsável e  proteção coletiva.

“O investimento visa melhorar as condições de vida, sobretudo das famílias e das crianças em particlar, promovendo maior saúde e dignidade para os residentes de Antula”, disse Vieira Té. ANG/LPG/ÂC//SG

                    Moda/MG Estilistas lançam coleção “Djambar” em Bissau

Bissau, 09 Abr 26 (ANG) — O coletivo de moda MG Estilistas  apresenta em  Maio, em Bissau, a nova coleção intitulada “Djambar”, uma proposta que celebra a força, elegância e identidade africana, aliando tradição à criatividade e modernidade.

A marca, criada pelos jovens estilistas Ussumane Mané e Idrissa Mané, conhecidos no mundo da moda como Mousser e Gerilson, prevê o desenvolvimento de peças únicas e intemporais que reflitam personalidade e sofisticação.

O projeto Moda MG Estilistas surgiu da ambição dos fundadores de deixar um legado na moda guineense, que lhes custou o abandono da carreira de modelo para se dedicar à criação de vestuário.

Em entrevista à ANG e ao jornal Nô Pintcha, Ussumane Mané explicou que a transição ocorreu de forma natural e que inicialmente criavam roupas para uso próprio  e  que, gradualmente, passaram a ser reconhecidos pelo talento criativo.

“Começámos a produzir peças e a convidar músicos para usá-las nos seus concertos. O primeiro artista a apostar em nós foi Bigg Carlos, que utilizou as nossas criações em videoclipes na Gâmbia”, disse Mané.

O estilista destacou  o papel do artista, o poeta Lit G, no reconhecimento da marca, e diz que este os incentivou a assumirem, definitivamente, a carreira de Estilista.

O projeto MG Estilistas teve início em 2019 e ganhou maior impulso em 2021, com apoio financeiro de um parceiro, que permitiu que os criadores adquirissem máquinas de costura e abrir uma alfaiataria e loja própria.

Em 2022, o coletivo foi distinguido na gala “Nô sta Djunto”, figurando entre os cinco melhores estilistas da Guiné-Bissau. Apesar de ainda não terem representado oficialmente o país em desfiles internacionais, as suas criações já são utilizadas por músicos guineenses na diáspora, nomeadamente na Europa e nos Estados Unidos.

Sobre a nova coleção, Ussumane Mané explicou que a escolha do nome “Djambar” reflete a intenção de valorizar a identidade africana, porque hoje, muitos estilistas criam a moda de acordo com padrão ocidental

“A nossa relação com estilistas mais velhos é muito bom, porque nos vêem como mais novos que somos. Tivemos seus apoios, principalmente de  Fashion Cante e Da Tuga, que já está entre nós e foi alguém que nos levou à moda”,disse  Ansumane Mané. ANG/MI/ÂC//SG    

Juventude/ Coordenadora da WANEP-GB pede reforço de promoção da paz à  organizações da sociedade civil

Bissau, 09 Abr 26 (ANG) - A Coordenadora da Rede Oeste Africana para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (WANEP-GB) pediu , quarta-feira, o reforço de promoção da paz às organizações da Sociedade Civil.

De acordo com a página de Facebook da WANEP, Denise dos Santos Indeque, falava  no lançamento do Projeto "Jovens Firkidja di Paz" na região de Cacheu, norte do país.

Denise Indeque enalteceu a Interpeace e a Voz di Paz pela implementação da iniciativa, destacando a sua relevância no atual contexto do país.

Aquela responsável enfatizou a importância do projeto, principalmente neste momento marcado por níveis preocupantes de violência física e verbal envolvendo jovens, e desejou que haja mais  iniciativas que promovam o diálogo, a coesão social e  prevenção de conflitos.

“Jovens Firkidja de Paz” visa o reforço do papel  dos atores da sociedade civil, particularmente dos jovens, para assegurarem, com eficácia, mudanças positivas e promoção da paz nas comunidades e na esfera pública em geral.

Este projecto foi criado  para um período de 24 meses, devendo atuar em todo o território nacional, na promoção de acções de prevenção e resolução de conflitos sociais, com financiamento da União Europeia e sob implementação da Interface em parceria
com a ONG Voz di Paz.
ANG/JD/ÂC//SG


 

Política /Ministério da Administração Pública e ENA reforçam cooperação para modernização do sector

Bissau, 09 Abr 26 (ANG) - A ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Assucénia de Barros e o Diretor-geral da Escola Nacional de Administração, Quecoi Sani assumiram, quarta-feira, no termo de uma reunião, o compromisso mútuo de reforçar a articulação institucional e acelerar a implementação de ações  que contribuam para uma Administração Pública mais eficaz, inclusiva e orientada para resultados.

Segundo uma Nota do Gabinete de Comunicação do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, à que a ANG teve acesso hoje, durante a reunião, as duas entidades analisaram estratégias conjuntas visando a implementação de programas de formação contínua, requalificação e valorização dos funcionários públicos, com especial enfoque no desenvolvimento de competências técnicas digitais e de gestão.

Segundo a Nota, as partes sublinharam a importância de investir no capital humano, considerado “pilar fundamental” para a melhoria da qualidade dos serviços prestados aos cidadãos.

O encontro permitiu ainda as partes abordar iniciativas ligadas à modernização administrativa, incluindo a introdução de novas metodologias de trabalho, a digitalização de serviços e a promoção de uma cultura organizacional orientada para a eficiência, transparência e inovação.

Na ocasião,  a  ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social Assucénia de Barros  destacou que a formação contínua dos funcionários públicos constitui uma prioridade estratégica do Governo, sendo essencial para responder aos desafios atuais e futuros da Administração Pública.

Por sua vez, o Diretor-geral da Escola Nacional de Administração (ENA) Quecoi Sani reafirmou o compromisso da instituição de apoiar o processo de reforma e modernização do sector da administração pública guineense.

ANG/LPG/ÂC//SG

 

 

                   Regiões/Incêndio destrói 11 hortas de caju em Bissorã

Oio, 09 Abr. 26 (ANG) - Um incêndio, de origem desconhecida, destruiu por completo 11 pomares de caju na secção de Maqué, sector de Bissorã, região de Oio, norte do país, afetando mais de 131 pessoas.

De acordo com o Correspondente da ANG na Região de Oio, o fogo causou prejuízos avultados e afetou diretamente cerca de 131 membros de famílias que dependiam da produção de caju para o seu sustento.

Em declarações ao Correspondente regional da ANG, Mamadu Seide, uma das vítimas, apela as  autoridades governamentais para apoiarem as famílias afectadas.

Por sua vez, Mamadu Camará, lamenta que as vítimas vão enfrentar situações económicas difíceis.

 “Digo isso, por que a maior esperança que tínhamos de obter algum rendimento neste momento ficou complicado nessa altura de campanha de comercialização da castanha de caju, por isso, peço à todos os que têm possibilidade de nos apoiar que o façam, caso contrário vamos ter momentos difíceis com risco de fome “,disse Camará, outra vítima desse incêndio.

Fatu Seide, outra das vítimas, disse igualmente que esta situação é muito lamentável  por que muitos donos das hortas contraíram dividas  de arroz,  antes do início da campanha, junto de  comerciantes.

“Na esperança das dívidas serem liquidadas na campanha  acontece esta tragédia”, lamenta Fatu Seide. ANG/AD/MSC/ÂC//SG  

Médio Oriente/ Irã e Israel ameaçam retomar a guerra já no primeiro dia do cessar-fogo

Bissau, 09 Abr 26 (ANG)Mal anunciada e já comprometida, a trégua entre o Irã e os EUA parece por um fio, com Teerã e Israel ameaçando retomar as hostilidades.

O Paquistão, mediador do cessar‑fogo, pediu às partes que demonstrem “contenção” após ataques mortais de Israel no Líbano e novas ofensivas iranianas contra países do Golfo.

Segundo o primeiro‑ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, violações do cessar‑fogo foram registradas em alguns pontos da zona de conflito, o que mina o espírito do processo de paz.

Representantes das duas partes devem se reunir no sábado em Islamabad para negociar uma solução para a guerra, além da trégua de duas semanas decidida na madrugada de terça para quarta‑feira, pouco antes do fim do ultimato do presidente americano Donald Trump.

O vice‑presidente JD Vance vai liderar a delegação americana. O enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Donald Trump, também estarão presentes.

Mas, apesar da suspensão dos bombardeios americano‑israelenses contra o Irã, após 39 dias de conflito que deixou milhares de mortos, principalmente no Irã e no Líbano, a calma está longe de retornar à região, e persistem incertezas sobre os termos do acordo. 

Ataques simultâneos de Israel no Líbano especialmente em áreas residenciais de Beirute, deixaram 112 mortos e 837 feridos, segundo o balanço mais recente do Ministério da Saúde.

O Exército israelense afirmou ter realizado sua “maior operação coordenada” contra o Hezbollah desde o início da guerra, dizendo ter atingido “centenas” de membros do movimento pró‑iraniano, incluindo um comandante.

 “Vi um ataque, foi muito forte, crianças foram mortas, outras tiveram os braços arrancados”, declarou à AFP Yasser Abdallah, que trabalha em uma loja de eletrodomésticos perto de um dos locais bombardeados na capital libanesa. Esses ataques provocaram numerosas condenações, como da ONU, e de países como o Iraque e a Jordânia.

O Hezbollah afirmou ter “direito de responder”, depois de não ter reivindicado ataques contra Israel desde o anúncio da trégua. Os Guardiões da Revolução iranianos também ameaçaram retaliar após o “massacre brutal” em Beirute.

Segundo a agência iraniana Tasnim, “o Irã vai se retirar do acordo se Israel continuar violando o cessar‑fogo em sua ofensiva contra o Líbano”. O primeiro‑ministro paquistanês havia declarado que o cessar‑fogo se aplicava “em toda parte”, inclusive no Líbano, algo que Trump posteriormente desmentiu.

Outro elemento que fragiliza ainda mais a trégua é a declaração de um alto funcionário da Casa Branca de que um plano iraniano de dez pontos divulgado publicamente não é o documento que serve de base às negociações com os Estados Unidos.

A lista publicada pela República Islâmica menciona “a manutenção do controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz, a aceitação do enriquecimento de urânio, o levantamento de todas as sanções primárias e secundárias”.

Ela também prevê a retirada das forças americanas do Oriente Médio, o fim dos ataques contra o Irã e seus aliados, a liberação de ativos iranianos congelados e uma resolução do Conselho de Segurança da ONU tornando o acordo vinculativo.

Donald Trump declarou estar disposto a “discutir” o “levantamento das sanções” que sufocam a economia iraniana, mas garantiu que não haverá “nenhum enriquecimento de urânio”.

O tom, no entanto, permanece combativo do lado israelense: o cessar‑fogo “não é o fim da campanha” contra o Irã, afirmou o primeiro‑ministro Benjamin Netanyahu, acrescentando que Israel está “pronto para retomar o combate a qualquer momento”.

Seu ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, havia dito mais cedo que não via “como seria possível aproximar as posições dos Estados Unidos e do Irã”.

Depois de uma terça‑feira marcada por ataques e ameaças de aniquilação da “civilização iraniana” feitas por Donald Trump,o anúncio da trégua chegou no meio da noite no Irã. “Ainda sinto dores por causa do medo”, contou à AFP Simin, professora de inglês de 48 anos.

“O choque e a pressão psicológica foram tão intensos que, mesmo agora, não sabemos se devemos nos sentir aliviados com a trégua ou não.”

No Golfo, a prudência prevalece, já que o Irã continuou seus ataques de retaliação ao Kuwait e aos Emirados Árabes Unidos.

Teerã afirmou ter respondido a ataques aéreos realizados após a trégua contra suas próprias instalações petrolíferas. Segundo o Financial Times, um ataque de drone atingiu um importante oleoduto na Arábia Saudita.

No Iraque, a embaixada dos Estados Unidos alertou seus cidadãos após “numerosos ataques de drones” lançados, segundo ela, por “milícias pró‑iranianas” contra instalações diplomáticas e o aeroporto internacional de Bagdá.

Apesar desses incidentes, o anúncio de uma reabertura gradual do Estreito de Ormuz provocou alívio nos mercados globais, levando à queda dos preços do petróleo e à recuperação das bolsas

Dois navios, um grego e outro com bandeira da Libéria, conseguiram atravessar o estreito, mas alguns operadores marítimos ainda preferem não arriscar, enquanto mais de 800 embarcações permanecem imobilizadas no Golfo. ANG/RFI/AFP

 

 

Médio Oriente/Israel ameaça continuar a atacar Hezbollah "onde seja necessário"

Bissau, 09 Abr 26 (ANG) - O primeiro-ministro israelita ameaçou hoje atacar o movimento xiita libanês pró-Irão Hezbollah "onde quer que seja necessário", apesar do cessar-fogo no Irão e das críticas aos ataques de quarta-feira que mataram civis no Líbano.

"Continuaremos a atacar o Hezbollah com força, precisão e determinação", escreveu Benjamin Netanyahu nas redes sociais.

"A nossa mensagem é clara: qualquer pessoa que ataque civis israelitas será atingida. Continuaremos a atacar o Hezbollah onde quer que seja necessário até que tenhamos restaurado completamente a segurança dos residentes do norte de Israel", acrescentou.

Na quarta-feira, Israel declarou que o cessar-fogo acordado entre os Estados Unidos/Israel e o Irão exclui o Líbano, garantindo que "a batalha continua" contra o grupo xiita Hezbollah, aliado de Teerão.

Logo após o anúncio do cessar-fogo, o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif -- principal mediador -, disse que o acordo se estendia a todo o território iraniano e aos seus aliados, incluindo o Líbano.

No entanto, o Exército israelita rejeitou a ideia pouco depois e o Presidente dos Estados Unidos confirmou que o Líbano não fazia parte do acordo, apesar de o Presidente libanês, Joseph Aoun, ter avançado que o seu país está a trabalhar para ser incluído no processo de paz regional.

Israel lançou na quarta-feira uma série de bombardeamentos sem precedentes no Líbano, provocando pelo menos 182 mortos e 890 feridos, tendo o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, marcado para hoje um dia de luto nacional pelas vítimas.ANG/Lusa

 

Médio Oriente/”Ataques israelitas ao Líbano são violação do cessar-fogo”, diz Irão

Bissau, 09 Abr 26 (ANG) - Os ataques israelitas de quarta-feira ao Líbano constituem uma "grave violação" do acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, disse hoje o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Saeed Khatibzadeh, à BBC.

"Não se pode pedir um cessar-fogo, aceitar os termos e condições, aceitar todas as áreas em que se aplica, mencionar especificamente o Líbano e depois ter um aliado que inicia um massacre", disse Khatibzadeh ao programa Today da Radio 4 da BBC.

Os Estados Unidos devem escolher entre a guerra e a paz porque "não se pode ter as duas ao mesmo tempo; são mutuamente exclusivas, isso é muito claro", acrescentou o vice-ministro, descrevendo os ataques israelitas ao Líbano como "uma espécie de genocídio".

O vice-ministro iraniano sublinhou que o Irão apela "a todos no Médio Oriente para que respeitem este acordo", esperando que "os norte-americanos façam o mesmo com os seus aliados".

Pelo menos 254 pessoas morreram e 1.165 ficaram feridas na quarta-feira numa vaga sem precedentes de bombardeamentos israelitas contra diferentes zonas do Líbano, segundo a Defesa Civil libanesa.

Foi o maior ataque desde 02 de março, com mais de 100 ataques aéreos, segundo Israel, contra alvos que considera pertencerem ao grupo xiita libanês Hezbollah, mas que também atingiram zonas residenciais.

A ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, Yvette Cooper, pediu hoje que o Líbano seja incluído no cessar-fogo acordado entre os Estados Unidos e o Irão, alertando que, caso contrário, isso poderia desestabilizar toda a região do Médio Oriente.ANG/Lusa

 

 
Economia/”Só Guiné-Bissau escapa a revisões em baixa do Banco Mundial para o PIB dos PALOP”, indica Banco Mundial

Bissau, 09 Abr 26(ANG) - O Banco Mundial reviu em baixa a previsão de crescimento este ano das economias de todos os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), com exceção da Guiné-Bissau, esperando uma forte subida da inflação nestas economias.

De acordo com o relatório semestral sobre as economias da África subsaariana, quarta-feira divulgado em Washington, à que ANG teve acesso através da página do Facebook, do Ministério da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social, a Guiné-Bissau deverá crescer este ano 5,3%, ligeiramente acima dos 5,2% que o Banco Mundial estimava em Outubro do ano passado.

Em sentido inverso, os economistas do Banco Mundial reviram em baixa todas as outras previsões de crescimento para os PALOP: Angola deverá crescer 2,4% e não 2,6%, como previsto em outubro do ano passado, o mesmo acontecendo com Cabo Verde, que viu a previsão de expansão económica reduzida de 5,2% para 4,8%.

São Tomé e Príncipe deverá crescer 2,9%, e não 4%, como era previsto em outubro, mas onde a revisão é mais significativa é em Moçambique, que deverá registar uma expansão de 0,9%, e não 3%, como era previsto em outubro de 2025.

A Guiné Equatorial deverá registar mais uma recessão, com uma quebra de 3,5% na sua economia, o que compara com uma previsão de crescimento de 0,4% do PIB estimada pelo Banco Mundial em Outubro.

Justificada essencialmente com os efeitos da guerra no Médio Oriente, as novas previsões do Banco Mundial revelam uma significativa subida da inflação nestes países, com Angola a liderar este grupo, registando uma subida dos preços na ordem dos 15%, seguida de São Tomé e Príncipe, onde os preços deverão aumentar 11%.

Em Moçambique, a subida será de 7,5%, na Guiné Equatorial de 6,2%, na Guiné-Bissau de 5,8% e em Cabo Verde a inflação deverá ser de 3,2%, sendo que todos estes valores representam subidas face às previsões de outubro de 2025, com destaque para a Guiné-Bissau, que viu a previsão quase triplicar, de 2% para 5,8%.

Em média, os PALOP deverão crescer 2%, menos de metade da média prevista para a África subsaariana, que deverá registar o mesmo crescimento do ano passado, 4,1%, menos 0,3 pontos percentuais que o previsto em outubro do ano passado.

“Entre os países da região, algumas das maiores economias tiveram as suas previsões revistas em baixa para 2026, nomeadamente, Angola, Quénia, Moçambique, Nigéria, Senegal, África do Sul e Zâmbia”, lê-se no relatório, que dá conta que “cerca de 60% dos países da região (29 de 47) registaram revisões em baixa nas suas previsões de crescimento para 2026”.

As revisões em baixa das previsões de crescimento económico para a região revelam um empobrecimento do rendimento pessoal dos residentes na África subsaariana, com o Banco Mundial a alertar que 15 dos 47 países da região, ou seja, quase um terço, terá “um rendimento ‘per capita’ inferior ao nível de 2014” e em nove destes 15 países, o rendimento per capita é mais de 10% inferior ao de 2014.

“O declínio é particularmente grave em cinco países — Angola, Guiné Equatorial, República do Congo, Sudão do Sul e Sudão — onde o rendimento per capita é mais de 25% inferior ao nível de 2014”, alertam ainda os economistas do Banco Mundial, explicando que são “países altamente dependentes das exportações de petróleo ou afetados por conflitos”.

Em contrapartida, referem, 40% dos países da região (19 de 47) apresentam um rendimento ‘per capita’ pelo menos um quarto superior ao nível de 2014″, e em cinco países, entre os quais Cabo Verde, o rendimento real ‘per capit’a em 2026 é pelo menos 45% superior ao nível de 2014″.

ANO 2026………………PIB…….INFLAÇÃO
ANGOLA………………..2,6………14,7
CABO VERDE…………….5,2……….2,0
GUINÉ-BISSAU…………..5,2……….2,0
GUINÉ EQUATORIAL……….0,4……….2,9
MOÇAMBIQUE…………….3,0 ………4,0
SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE…….4,0……….7,5.ANG/ÂC//SG

 

    Desporto/Cupelum isola-se na liderança da Guinés-Liga após vitória sobre Gabu

Bissau, 09 abr 26(ANG) - O Cupelum FC regressou esta quarta-feira às vitórias no Campeonato Nacional de Futebol da 1ª Divisão (Guines-Liga), ao derrotar o Clube Desportivo e Recreativo de Gabu por 1–0, em jogo da 12.ª jornada.

A partida, realizada no Estádio Lino Correia, em Bissau, terminou com triunfo da equipa da casa graças ao golo de Veslei Denísio Mendes, aos 67 minutos, garantindo três pontos importantes para o conjunto que continua firme na luta pelo título.

Regressado à primeira liga na época passada com o objetivo de alcançar uma boa classificação, o Cupelum FC afirma-se agora como um dos candidatos à conquista da competição. O encontro foi equilibrado e bastante disputado, mas o Cupelum foi mais eficaz no capítulo de finalização.

Depois do golo, a equipa de Gabu tentou chegar ao empate, mas esbarrou na boa organização defensiva do adversário. Com este resultado, o Cupelum chega aos 28 pontos e isola-se na liderança da Guines-Liga.

O Gabu, que vinha de duas vitórias consecutivas, falhou a oportunidade de se aproximar do topo da tabela e permanece com 19 pontos.

Portos de Bissau volta a tropeçar e empata com Flamengo de Pefine.

Nos outros jogos da ronda, destaque para o empate entre Portos de Bissau e Flamengo de Pefine, por 1–1, também no Estádio Lino Correia.

Os Estivadores, que começaram a época com bons resultados, atravessam agora um momento menos positivo. Depois da derrota por 2–0 frente ao Pelundo na jornada anterior, voltaram a não conseguir vencer, desta vez diante da equipa que ocupa o último lugar da tabela.

O empate deixa os Portos de Bissau com 25 pontos, podendo ser ultrapassados pelo FC Canchungo, que defronta o Benfica nesta quinta-feira.

O Flamengo de Pefine, apesar de continuar na última posição, tem mostrado sinais de recuperação, somando pontos nas últimas três jornadas — empate com o Benfica, vitória sobre os Arados de Nhacra e agora empate com os Portos. A equipa soma agora 6 pontos.

Em Mansôa, no campo Corca Sow, o FC Os Balantas venceu os Tigres de São Domingos por 2–0, controlando totalmente a partida.

Depois da derrota em Gabú e do empate diante do Sporting da Guiné-Bissau, a formação de Mansoa regressou aos triunfos, atingindo agora 19 pontos. Já os Tigres somaram a quarta derrota consecutiva e mantêm-se com 7 pontos.

Em Cumura, o FC Cumura empatou 0–0 com o FC Pelundo. Apesar de terem criado várias oportunidades de golo, ambas as equipas falharam no momento de finalizar.

Com o empate, o Cumura chega aos 18 pontos, enquanto o Pelundo soma 12.

 
A jornada havia iniciado na terça-feira com três jogos:

Sporting Clube da Guiné-Bissau 2–0 Massaf FC Cacine: O Sporting regressou às vitórias após quatro jogos sem vencer, chegando aos 16 pontos. O Massaf permanece com 17.

FC Cuntum 2–1 UDIB: Os Cavalos Brancos agravaram a crise da UDIB, uma das equipas apontadas como favoritas ao título. O Cuntum, agora orientado pelo presidente Bucar Sanhá, soma 14 pontos. A UDIB fica com 15.

FC Bafatá 2–0 Arados de Nhacra: O Háfia conquistou a sua segunda vitória consecutiva, chegando aos 17 pontos. O Arados, em momento negativo, mantém-se com 11 pontos.

Sport Bissau e Benfica vs FC Canchungo, quinta-feira às 17h00 — o duelo mais aguardado da ronda. ANG/O Democrata

quarta-feira, 8 de abril de 2026


Juventude
/ONG Voz de Paz e parceiros lançam projeto para reforçar papel dos jovens para uma mudança positiva

Bissau, 08 Abr 26 (ANG) – A ONG Voz de Paz e a Interpeace, em parceria com a União Europeia lançam hoje em Cacheu, norte do país, o projeto  “ JOVENS FIRKIDJA DI PAZ “, com objetivo de reforçar o papel da juventude para uma mudança positiva e  paz sustentável.

De acordo com um Comunicado da União Europeia,  enviado à ANG, trata-se de uma iniciativa que visa capacitar os jovens guineenses para assumirem um papel ativo e construtivo na promoção da paz e coesão social nas suas comunidades.

O projeto, segundo o comunicado, é lançado  no âmbito do programa Nextgen Peacemaker, da União Europeia, alinhando-se com o seu objetivo global de reforçar as capacidades sustentáveis dos países, na prevenção, gestão e transformação de conflitos.

“A iniciativa pretende fortalecer o papel dos atores da sociedade civil na Guiné-Bissau, com enfoque nas jovens mulheres e nos jovens homens, promovendo a sua participação qualificada na prevenção da violência,  mediação de conflitos e na consolidação da paz”, lê-se na nota.

A missiva salienta  que, apesar do seu peso demográfico, a juventude continua amplamente excluída dos processos de decisão política, económica e social, sendo esta exclusão particularmente evidente no caso das jovens mulheres, que enfrentam constrangimentos adicionais de natureza estrutural e sociocultural.

Acrescenta que a crescente complexidade dos conflitos locais, nomeadamente em torno do acesso à terra e aos recursos naturais, evidencia a necessidade de reforçar mecanismos inclusivos, eficazes e sustentáveis de prevenção e resolução de conflitos.

“Nesta perspectiva, o projeto adota uma abordagem integrada, participativa e centrada na juventude, assente em metodologias consolidadas pela Interpeace e pela Voz di Paz”, refere.

O projeto prevê  o reforço das capacidades dos jovens através de formação e mentoria, a criação de espaços estruturados de diálogo para mediação de conflitos, bem como o apoio à iniciativas comunitárias lideradas por jovens, mediante mecanismos de financiamento participativo.

O comunicado ainda refere que, paralelamente, o projeto promoverá ações de sensibilização e campanhas públicas com vista à valorização do papel positivo da juventude, contribuindo para a transformação de percepções e para o reforço da sua legitimidade enquanto agentes de paz e desenvolvimento.

A iniciativa, de acordo com o comunicado, contempla igualmente, o estabelecimento de parcerias estratégicas e sinergias com atores relevantes a nível nacional e internacional, incluindo redes juvenis, organizações da sociedade civil e instituições públicas, com vista a maximizar o impacto, a coordenação e a sustentabilidade das ações desenvolvidas.

“Ao investir no potencial, na liderança e na capacidade de inovação da juventude, o projeto JOVENS FIRKIDJA DI PAZ pretende contribuir, de forma consistente, para o reforço da coesão social, a prevenção de conflitos e  construção de uma paz duradoura na Guiné-Bissau”, salienta a nota.ANG/MSC/ÂC//SG

 

Caju/Governo aprova projecto Regulamento de Fiscalização de Comercialização da castanha de caju

Bissau, 08 Abr 26 (ANG) – O Governo aprovou com alterações, em Conselho de Ministros, o Projeto de Decreto relativo ao Regulamento de Fiscalização e Controlo das Atividades de Comercialização e Exportação da Castanha de Caju e a aplicação do Sistema Integrado de Vigilância e Controlo do caju (SIVEC-CAJU).

A decisão foi tornada pública, terça-feira, após mais uma reunião do  Conselho de Ministros, presidido pelo  Presidente da República de Transição, Horta Inta-a.

Segundo o comunicado apresentado à imprensa pelo ministro da Comunicação Social, Abduramane Turé, o colectivo governamental instituiu uma Comissão Interministerial que integra os Ministérios do Comércio e Indústria, das Finanças, do Interior e da Ordem Pública, da Defesa Nacional e de Administração Territorial e Poder Local, com mandato para adotar medidas adequadas à viabilização e ao sucesso da Campanha de Comercialização e Exportação da Castanha de Caju 2026.

No capítulo de Informações Gerais, o ministro das Obras Públicas, Habitação e Urbanismo, transmitiu aos seus pares as  diligências em curso para o saneamento da situação sócio laboral dos trabalhadores do Fundo de Conservação Rodoviária (FCR), em consequência da nova estrutura de preços de derivados de petróleo e da transferência do Imposto de Circulação de veículos privados para a Direção Geral das Contribuições e Impostos (DGCI).

De igual modo, informou que estão em curso, as obras de requalificação da  praça  de Bissau e do Cais de  Bolama, no âmbito de uma ação conjunta do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (UN-Habitat), dos Ministérios de Administração Territorial e Poder Local e   das Obras Públicas e Urbanismo, visando a implementação do Projeto "Nó Misti Disinvotvimentu Locai (NMDL)

O colectivo ministerial recebeu igualmente informações detalhadas da ministra  da Juventude, Cultura e Desportos, relativas à designação da Guiné-Bissau pela United World Wrestling (UIVIV), como país anfitrião do Torneio Regional de Desenvolvimento de Luta da África Ocidental, a decorrer, em Bissau, nos dias 11 e 12 de Abril corrente, e que contará com a participação do Benim, Burkina Faso, Costa do Marfim, Gana, Guiné Conacri, Senegal e Serra Leoa.

No capítulo de nomeações, o Conselho de Ministros deu anuência a que, por Despacho do Primeiro-ministro se efetue o movimento do Pessoal Dirigente da Administração Pública, através do qual se procedeu a nomeação de  Benjamim António Yalá, como Inspetor Geral do Ministério da Juventude Cultura e Desportos. Em consequência foi dada por finda a comissão do serviço, na mesma função do anterior titular. ANG/MI/ÂC//SG