quinta-feira, 12 de março de 2026

Desporto/Campeonato Nacional da II Liga começa no próximo dia 22

Bissau, 12 Mar 26(ANG) - A Liga Guineense dos Clubes de Futebol marcou para o próximo dia  22  o arranque do Campeonato Nacional da Segunda Divisão, com todos os jogos da primeira jornada agendados no novo formato da competição que será disputada esta temporada (2025/2026), em três séries.

Durante muito tempo pairaram dúvidas sobre a realização da divisão secundária do futebol nacional, mas, finalmente, a prova terá início, conforme anunciou a instituição responsável pela organização.

Segue o calendário completo da primeira jornada:

Série A

Fidjus di Bideras vs UDR Ondame

FC Safim vs EN Bissau

MEPA GB vs Bijagós FC de Bubaque

Ajuda Sport vs GDR Quelelé

Série B

Binar FC vs CDR Farim

NTFC Bula vs Académico de Ingoré

ADR Mansabá vs Atlético de Bissorã

Vitória FC Cacheu vs SC Pitche

Série C

EN Bolama vs FC Tombali

FC Buba vs SC Bafatá

FC Fulacunda vs Estrela de Cantanhez

Lagartos de Bambadinca vs FC Quinara

Segundo o comunicado citado pelo  Portal Desportivo FUT 245, a Liga de Clubes avisou que as credenciais dos jogos deverão ser introduzidas no sistema duas horas antes do início das partidas, a fim de facilitar os procedimentos normais.

Além disso, a entidade alertou que 15 minutos antes do início dos jogos o sistema FIFA Connect será automaticamente bloqueado para os clubes envolvidos, permanecendo acessível apenas aos administradores e gestores das competições. Caso a situação ocorra, a responsabilidade será exclusivamente do clube em causa.

De acordo com o Portal FUT 245, sobem de divisão apenas duas equipas, tal como  habitualmente. ANG/Fut245

 

    Irão/Mojtaba Khamenei garante que o Estreito de Ormuz vai ficar fechado

Bissau, 12 Mar 26 (ANG) - No seu primeiro discurso à nação, o novo Líder Supremo do Irão reiterou que o Estreito de Ormuz “continuará fechado como forma de pressão sobre os Estados Unidos e Israel” e avisou que o país “vingará os mártires e continuará a atacar bases aéreas norte-americanas.

O novo Líder Supremo do Irão dirigiu-se à nação na quinta-feira, 12 de Março,  numa mensagem escrita lida na televisão iraniana e pediu aos países da região que fechem as bases militares norte-americanas em território iraniano.

Mojtaba Khamenei reiterou que o Estreito de Ormuz deve permanecer fechado para pressionar os Estados Unidos e Israel, defendo que o bloqieuio é uma arma contra o inimigo. 

"O bloqueio do Estreito de Ormuz deve certamente continuar a ser utilizado como alavanca contra o inimigo", disse

O Irão decretou o encerramento do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do comércio mundial de petróleo, e ameaçou atacar os navios que o tentem utilizar em retaliação à ofensiva militar lançada contra o país por Israel e os Estados Unidos.

Mojtaba Khamenei garantiu que o Irão “vai vingar o sangue dos seus mártires" e que os ataques contas as bases militares norte-americanas no Médio Oriente vão continuar.

"Uma parte limitada desta vingança já foi implementada, mas até que seja levada avante por completo, continuará a ser uma das nossas prioridades", referiu.

Mojtaba Khamenei sucedeu ao seu pai, Ali Khamenei, como Líder Supremo. Ali Khamenei foi morto no primeiro dia da campanha de bombardeamentos israelita e americana contra o Irão, a 28 de Fevereiro.

A ofensiva conduzida por Israel e pelos Estados Unidos está a alastrar o conflito a toda a região, com possíveis repercussões globais. Ainda assim, Telavive e Washington asseguram que o conflito só terminará quando não houver mais alvos para destruir. O número de vítimas continua a aumentar: há já mais de 1.270 mortos e cerca de 10 mil feridos, além de milhares de deslocados.

A ONG americana Human Rights Activists (HRANA) anunciou que as autoridades iranianas detiveram quase 200 pessoas em todo o país sob acusações relacionadas com a guerra entre os Estados Unidos e Israel. Os detidos são acusados ​​de actividades nas redes sociais, envio de conteúdos para órgãos de imprensa estrangeiros, espionagem e perturbação da ordem pública. ANG/RFI

 

São Tomé e Príncipe/Elsa Pinto avança com pré-candidatura presidencial e apela à mobilização do MLSTP

Bissau, 12 Mar 26 (ANG)  – A antiga ministra dos Negócios Estrangeiros de São Tomé e Príncipe, Elsa Pinto, anunciou a sua pré-candidatura às eleições presidenciais marcadas para Julho, defendendo que o MLSTP deve assumir a responsabilidade histórica de participar no escrutínio.

A dirigente política sublinha a necessidade de melhorar as condições de vida da população e admite que a eleição de uma mulher para a Presidência poderia representar um sinal de renovação democrática no país.

A antiga ministra dos Negócios Estrangeiros de São Tomé e Príncipe Elsa Pinto anunciou esta terça-feira, 10 de Maçro, em São Tomé, a sua pré-candidatura às eleições presidenciais previstas para Julho, defendendo que o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP) não deve abdicar de ter representação na corrida ao mais alto cargo do Estado.

Falando numa conferência de imprensa, Elsa Pinto sustentou que o partido histórico da independência tem responsabilidades políticas e institucionais que não podem ser ignoradas no momento em que o país se prepara para escolher um novo Presidente da República.

Segundo a dirigente, cabe aos órgãos do MLSTP definir o processo interno de escolha e apoio a um candidato. A antiga ministra defendeu que a comissão política deve reunir os potenciais concorrentes e apresentar ao conselho nacional uma proposta que permita assegurar a presença do partido no acto eleitoral.

Elsa Pinto afirmou ainda que aceita submeter a sua disponibilidade à decisão das estruturas partidárias. “Sou pré-candidata e respeitarei a vontade do meu partido”, declarou, sublinhando que a prioridade deve ser garantir a representatividade política do MLSTP nas eleições.

A antiga governante recordou o percurso que construiu em diferentes áreas do executivo; assumiu responsabilidades nos sectores da administração pública, assuntos parlamentares, defesa, justiça e negócios estrangeiros. Garantiu ter uma “vontade profunda de contribuir” para o futuro do país e para a melhoria das condições de vida da população.

A eventual eleição de uma mulher para a chefia do Estado foi destacada por Elsa Pinto como um sinal político relevante. Um cenário poderia representar uma mudança simbólica e prática na forma como o poder é exercido no arquipélago, reforçando o papel da liderança feminina em África e no espaço lusófono.

A dirigente lembrou que organizações internacionais, como as Nações Unidas e a União Africana, têm incentivado a promoção de mulheres em posições de liderança política. Países como a Namíbia ou a Tanzânia, acrescentou, já deram esse passo, pelo que São Tomé e Príncipe poderia igualmente afirmar-se nesse caminho.

Elsa Pinto é a segunda pessoa a manifestar intenção de concorrer às presidenciais. O primeiro anúncio partiu do advogado Miques João, que apresentou a sua candidatura no final de Fevereiro, defendendo um combate firme à corrupção e criticando aquilo que considera ser a degradação dos ideais que marcaram a independência do país.ANG/RFI

 

     Bélgica/Entradas irregulares na UE recuam 52% em janeiro e fevereiro

Bissau, 12 Mar 26 (ANG) - As entradas irregulares de pessoas na UE registaram uma queda homóloga de 52%, para 12.000, nos primeiros dois meses, mantendo-se a tendência de descida já registada em 2025, divulgou hoje a Frontex.

De acordo com a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira, "o número de deteções diminuiu acentuadamente nos dois primeiros meses de 2026, registando uma queda de 52% em comparação com o mesmo período do ano anterior".

 A Frontex referiu terem sido registadas quase 12.000 passagens irregulares, atribuindo o recuo às condições meteorológicas adversas nas principais rotas migratórias para a UE.

A rota de África Ocidental apresentou a maior quebra, de 83%, comparada com os dois primeiros meses de 2025.

As rotas do Mediterrâneo Central, as mais concorridas, representaram 30% do total e, juntamente com a do Mediterrâneo Oriental, tiveram um recuo de 50% cada, enquanto a do Mediterrâneo Ocidental apresentou uma subida de 9%.

A dos Balcãs Ocidentais teve um recuo de 38%.

As travessias irregulares pela fronteira terrestre oriental caíram, por seu lado, 80%, sendo esta a menos utilizada, com 196 travessias. ANG/Lusa

 

                  Moçambique/ Mortes pela inundação sobem para 270

Bissau, 12 mar 26 (ANG) - Tempestades e inundações que atingiram Moçambique no início deste ano causaram 270 mortes, anunciou nesta quarta-feira o primeiro-ministro Benvinda Levi.

A Sra. Levi explicou ao Parlamento que 21.000 casas foram destruídas ou danificadas, juntamente com 302 unidades de saúde, 717 escolas e 53 sistemas de abastecimento de água.

No total, 8.100 quilômetros de estradas foram destruídos e mais de 440.000 hectares de plantações foram inundados, acrescentou ela.

Ela indicou que as ações de socorro e assistência humanitária do governo "foram complementadas por um amplo movimento de solidariedade interna" e pela ajuda de parceiros de cooperação, "o que contribui para reduzir o sofrimento das populações afetadas".

Ela garantiu que a eletricidade havia sido restabelecida em todos os distritos afetados pelas inundações na província de Gaza e que as principais estradas haviam sido reabertas, permitindo a retomada do tráfego ao longo da principal rodovia norte-sul do país.

Nas províncias de Maputo, Gaza e Sofala, onde as salas de aula foram danificadas ou destruídas, o governo instalou escolas temporárias em tendas e forneceu kits aos alunos para facilitar a retomada das atividades educacionais.

Segundo ela, os serviços foram retomados em 205 das 302 unidades de saúde afetadas pelas inundações, enquanto as campanhas de vacinação contra a cólera abrangeram 1,7 milhão de pessoas nas províncias de Niassa, Cabo Delgado, Zambézia e Sofala.

A Sra. Levi afirmou que o governo está finalizando um plano de reconstrução pós-inundação "que visa, a médio prazo, garantir a recuperação da capacidade produtiva, a reconstrução definitiva e resiliente da infraestrutura econômica e social destruída, bem como a restauração dos meios de subsistência da população". ANG/RFI

 

Côte D ´IvoireAutoridades lançam com Gana operação para demarcação de fronteiras

Bissau, 12 Mar 26 (ANG) - Uma operação no âmbito das ações realizadas pela Costa do Marfim e pelo Gana para a delimitação das suas fronteiras terrestres foi recentemente iniciada, com a instalação de cerca de 78 novos marcos num trecho estratégico de 150 km.

Liderada por uma comissão conjunta que utiliza tecnologia de correção por satélite em tempo real, esta operação consiste na demarcação física da fronteira ao nível do trecho que liga as cidades fronteiriças "Nsiakrom/Yaou" e "Newtown/Afforenou", informa a imprensa da Costa do Marfim.

Graças a esse sistema, foi possível realizar a instalação dos 78 novos marcadores com rigor métrico, garantindo assim a confiabilidade do percurso, explica a mesma fonte, destacando que a operação foi um sucesso graças ao envolvimento das populações locais.

Simultaneamente, foram realizadas sessões de sensibilização com autoridades das prefeituras, líderes tradicionais e forças de defesa e segurança de ambos os países. O objetivo era prevenir conflitos territoriais e fortalecer a cooperação transfronteiriça, a fim de tornar essa fronteira um espaço de paz, coesão social e desenvolvimento socioeconômico.

Cabe lembrar que foi criada uma Comissão Técnica Conjunta com a missão de reafirmar a fronteira terrestre e implementar a decisão do Tribunal Internacional do Direito do Mar (TIDM) relativa à fronteira marítima.ANG/Faapa

    


           Regiões/ Jovem de 22 anos morto por apunhalamento em Prábis

Biombo, 12 Mar 26 (ANG) – Um Jovem de 22 anos de idade de nome Vitorino Nanque vulgo (Vicki),  foi morto por apunhalamento na clavícula com garrafa quebrada, pelo seu companheiro, de nome Cláudio Cá vulgo “Parapeito”, na terça-feira, no setor de Prábis, região de Biombo, norte do país.

Segundo o Corresponde da ANG naquela região, tudo começou com uma discussão depois de os dois terminaram o trabalho de limpeza no pomar de caju, onde estavam a falar sobre relacionamento de namorados.

Na  discussão, um afirmou que se um dia seu cunhado tentar violentar sua irmã ele não vai reagir e o agressor Cláudio Cá respondeu que se acontecer com a sua,  irá matar o seu cunhado. E de seguida foi-se urinar num lugar sagrado da tradição, pertencente à  família da vítima.

Segundo testemunhas não identificadas pelo Correspondente da ANG, ao urinar  no referido local sagrado,  a vitima o gritou perguntando porque está a mijar nesse lugar sagrado, e o Vicki mandou-lhe parar . 

A mesma testemunha contou que foi nesse  momento que Parapeito pegou numa garrafa  quebrou-a e partiu para cima de Vicky  e lhe enfiou a garrafa na clavícula , o  que lhe causou hemorragia, e, em consequência, veio a falecer  no Hospital de Cumura.

Em jeito de vingança,  familiares da vítima também atacaram o Parapeito  com catanas tendo o causado “graves” ferimentos no crânio.

Parapeito se encontra hospitalizado sob cuidados médicos, e pessoas que o conhecem dizem que já terá agredido mais de 10 pessoas em Prábis e que desta vez matou.

O  caso está na origem de várias ondas de protestos familiares registadas em Prábis e  levaram as autoridades policiais a intervir, para acalmar os ânimos. MN/JD/ÂC//SG



 

 

Campanha de Caju/CCIAS sugere 500 francos CFA para compra de cada quilograma de castanha de caju junto do produtor

Bissau, 12 mar 26(ANG) – O Representante da Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços(CCIAS9,  disse  que o  Governo deveria ser mais ousado e desafiante para fixar o preço mínimo de castanha de caju em 500 francos cfa por quilograma.

Mamadu Iero Jamanca falava, quarta-feira, à imprensa, após a cerimónia oficial de abertura da campanha de comercialização e exportação da castanha de caju  para o ano em curso, realizada sob o lema “Tolerância Zero ao Contrabando di Nô Cadju”.

“Se no ano passado o preço era 410 francos e todos reconheceram que a campanha correu muito bem, podiam pedir ao Governo para abrir a presente campanha com 500 fcfa”, disse.

Aquele responsável afirmou que, no presente ano, a campanha de caju vai registar uma satisfação por causa de trabalho de casa que começaram a fazer muito cedo no espírito de parceria público /privado.

Jamanca disse ter a certeza de  que, não obstante a proposta estar já publicada oficialmente através de Decreto, vão continuar a  trabalhar junto do Ministério do Comércio para acompanhar e desenvolver pontos no terreno, porque cada ano de campanha é um ano específico, com seus problemas e desafios.

Afirmou que os desafios do presente ano são enormes, mas vão ter em conta lições de ensinamento dos anos que passaram para fazer face aos desafios.

Para  Iero Jamanca, fixar o preço nos 500 fcfa não é   mais do que ensaiar, tendo em conta de que  no ano passado, os 410fcfa adoptado como preço mínimo de  compra de um quilo de castanha junto do produtor correu bem, para o presente ano os 500 francos poderia igualmente correr bem, se todos trabalhassem nesse sentido.

O Governo anunciou quarta-feira a  fixação do valor de 410 fcfa para preço mínimo de compra da castanha de caju junto do produtor, para a campanha de comercialização e  exportação do produto do ano em curso, oficialmente aberta quarta-feira, em Bissau. ANG/MI/ÂC//SG   



Saúde
/Governo reforça Sistema Nacional de Saúde com novos equipamentos

Bissau, 12 mar 26(ANG) – O Governo através do Ministério da Saúde Pública, com apoio de parceiros, adquiriu 13 ambulâncias, sete geradores, cinco viaturas, três clinicas móveis e  diversos equipamentos hospitalares, destinados às áreas sanitárias regionais com objetivo de reforçar o Sistema Nacional de Saúde.

O conjunto de equipamentos foram adquiridos pelo Governo de Transição, com o apoio dos seus parceiros, nomeadamente as Nações Unidas e a Organização Mundial de Saúde(OMS),  para reforçar e melhorar a capacidade de resposta do Sistema Nacional de Saúde.

O acto de entrega dos referidos materiais foi realizado quarta-feira, na presença do Primeiro-ministro de Transição, Ilídi Veira Té.

Na ocasião, o chefe do executivo afirmou que os materiais doados são essenciais e que faziam muita falta nos centros de saúde do país.

O ministro da Saúde Pública, Quinhin Nantote, explicou que não se trata apenas da oferta de materiais, mas também da reabilitação de 16 estruturas de saúde, entre as quais cinco maternidades e 11 centros de saúde.

O governante disse que a entrega de medicamentos, equipamentos biomédicos e meios de transportes foi possível graças  a parceria entre o Governo e as Nações Unidas, para o reforço do Sistema Nacional de Saúde, em consonância com as prioridades do Quadro de Cooperação das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (UNSDCF).

Após a entrega, o representante da OMS na Guiné-Bissau, Walter Kazadi Mulombo, afirmou que a organização também contribuiu com clínicas móveis, um laboratório móvel e equipamentos para o reforço dos serviços de oftalmologia e de saúde materna. ANG/MSC/ÂC//SG

 

quarta-feira, 11 de março de 2026

Campanha de Caju/ANAG sugere criação urgente de fundos para renovação das plantações de caju

Bissau, 11  Mar 26 (ANG) – A Associação Nacional de Agricultores da Guiné-Bissau (ANAG) sugeriu a criação, urgente, de  fundos destinados à renovação  das plantações de caju no país, com o objetivo de garantir maior produtividade e sustentabilidade do setor.

A sugestão foi apresentada por Mamadu Corca Só, representante do presidente da organização,  na cerimónia oficial de abertura da campanha de comercialização e exportação da castanha de caju da Guiné-Bissau para o ano de 2026, realizada sob o lema “Tolerância Zero ao Contrabando di Nô Cadju”.

Na ocasião, o responsável alertou que vários países africanos produtores de caju estão atualmente preocupados com a renovação das suas plantações, tendo em conta que muitos países compradores estão a desenvolver estratégias para alcançar maior autossuficiência no fornecimento de matéria-prima às suas indústrias.

Segundo explicou, a criação de um fundo específico permitiria apoiar os agricultores na substituição de cajueiros envelhecidos por novas plantas mais produtivas, garantindo assim a continuidade e a competitividade do setor no futuro.

Mamadu Corca Só sublinhou que o caju continua a ser a espinha dorsal da economia guineense, constituindo a principal fonte de rendimento para milhares de famílias que dependem diretamente desta atividade para a sua subsistência.

O representante da ANAG destacou ainda que o trabalho diário dos agricultores tem sido fundamental para sustentar uma parte significativa da economia nacional, razão pela qual considera essencial reforçar políticas públicas que apoiem os produtores.

Disse que, a ANAG pretende investir na renovação das plantações e no fortalecimento da cadeia de valor do caju, e diz que  permitirá aumentar a produção, melhorar os rendimentos dos agricultores e garantir maior estabilidade ao que considera ser o principa
l setor agrícola da Guiné-Bissau. ANG/MI/ÂC//SG

Regiões/Inspector de Educação da Região de Bafatá pede ao  Ministério da Educação  acompanhamento da colocação dos docentes nas regiões

 

Bafatá, 11 Mar 26 (ANG) - O Inspector e Coordenador de Educação da Região de Bafatá, leste do país, pediu esta quarta-feira ao Director-geral dos Recursos Humanos, do Ministério da Educação Nacional que encontrasse uma forma de acompanhar a colocação de professores nas regiões do país.

 

Adama Seide falava  ao Correspondente da Agência de Notícias da Guiné para região de Bafatá  sobre a  insuficiência de professores que se verifica  actualmente nas regiões do país.

 

“A falta de professores afecta as actividades, por isso é importante mudar a estratégia de colocação dos docentes, até porque  existem vários concorrentes que desejam ingressar no sistema educativo, e muitos desses concorrentes são nativos da região: Se forem colocados nas suas zonas de nascença, certamente não vão abandonar o trabalho e nem fugir”, disse Adama Seide.

 

Acrescentou que  é preciso acompanhar no terreno o processo de colocação dos professores para se confirmar e controlar os docentes que já estão a trabalhar após terem sido colocados.

 

“Até  preciso momento, alguns professores apresentaram as suas guias na delegacia regional da educação de Bafatá, mas não se apresentaram aos serviços dos recursos humanos para levantar os seus documentos orientadores e nem se apresentaram nas escolas onde foram colocados”, revelou Adama Seide.

 

Por outro lado, aquele responsável disse que, normalmente, neste período se verificam o aumento de casos de abandono escolar, por motivo da circuncisão e de recolha da castanha do caju.


Seide
 acrescentou  quem essas situações influência negativamente a aprendizagem de crianças do primeiro ciclo das escolas públicas da região de Bafatá.

 

“Para contornar esta tendência é necessário estabelecer uma estreita colaboração dos pais e encarregados de educação ou a adopção de  medidas por parte das escolas para responsabilizar os autores pelo  abandono escolar”, sugeriu.

 

Adama Seide contou que, apesar de vários esforços conjunto das organizações da sociedade civil, em colaboração com os serviços da educação de região de Bafatá, na sensibilização das comunidades  sobre as consequências da circuncisão e da retirada de crianças da escola no período de campanha de comercialização da castanha de caju, ainda não se verifica a mudança de mentalidade desejada. ANG/WP/AALS/ÂC//SG

Telecomunicações/Primeiro-ministro enaltece desempenho da ARN, mas lamenta “falhas” de comunicações em algumas localidades do país

Bissau, 11 Mar 26(ANG) – O Primeiro-ministro de Transição enalteceu as qualidades técnicas da Autoridade Reguladora Nacional das Tecnologias de Informação e Comunicação(ARN-TIC), mas lamentou  as “falhas” de comunicações telefónicas e de internet que ainda se registam em algumas localidades do país.

“Com todas as dificuldades, mas reconheço aqui publicamente  que a ARN tem quadros à altura para responder quaisquer desafios que podem advir .Estão à altura”, disse Ilídio Vieira Té, em declarações à imprensa no final do encontro que manteve com os funcionários daquela instituição.

O chefe do Executivo disse reconhecer o mérito da ARN e os esforços que os seus trabalhadores fazem em prol do desenvolvimento e da economia do país.

“Estou de visita aqui para conhecer esta casa, para se inteirar do seu funcionamento. Como sabem, sou o primeiro chefe do Governo a visitar a ARN desde a sua criação e portanto esta instituição está sob a minha alçada”, disse.

 Ilídio Vieira Té disse  que tinha por obrigação inteirar-se do funcionamento da casa e ouvir as preocupações dos funcionários, as suas dificuldades, porque se trata de uma instituição muito sensível que actua em termos de controlo das  telecomunicações e que dá receitas ao Estado.

Perguntado sobre que preocupações constatou, o Primeiro-ministro afirmou que têm a ver com a situação de garantir a melhor rede telefónica e de internet nas zonas rurais.

“Por exemplo, quando se desloca para as zonas de Carantaba, no leste do país, ou aqui mais próximo, nas zonas de Ilondé na região de Biombo, depara-se logo com problemas de rede”, lamentou o chefe do Governo.

Vieira Té disse que são situações que devem ser superadas pela ARN, através de inspecção e fiscalização junto das operadoras de telecomunicações nomeadamente a Orange e Telecel.ANG/ÂC//SG



Diplomacia / Ministro dos Negócios Estrangeiros manifesta ao  enviado Especial do Presidente dos Estados Unidos de América
Chistian Ehrhardt interesse  de fortalecimento de cooperação  bilateral

Bissau, 11 Mar 26 (ANG) - O ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, João Bernardo Vieira, recebeu hoje ,em audiência, o enviado Especial do Presidente dos Estados Unidos de América, o Sub Secretário do Departamento de Estado  para a População, Refugiados e Migração, Chistian Ehrhardt.

A informação foi publicada na página de Facebook, do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, da Guiné-Bissau consultada hoje pela ANG.

A audiência serviu para os dois governantes aprofundarem o diálogo político e o reforço da cooperação bilateral.

Segundo a publicação,  João Bernardo Vieira manifestou ao responsável norte americano a vontade do Governo da Guiné-Bissau de fortalecer as relações de amizade e desenvolvimento, de parcerias estratégicas com os Estados Unidos de América, em domínios de interesse comum.

À saída da audiência com o chefe da diplomacia guineense, o  Enviado Especial do Presidente dos Estados Unidos não prestou declarações aos jornalistas. ANG/LPG/ÂC//SG


Comércio/”Governo continuará empenhado na promoção da transformação local da castanha de caju para criar emprego jovem”,  diz ministro João Bernardo Vieira

Bissau, 11 Mar 26 (ANG) – O ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, disse que o Governo vai continuar empenhado na promoção da transformação local da castanha de caju, com vista a gerar maior valor acrescentado, criar empregos para os jovens e fortalecer a base produtiva do país.

João Bernardo Vieira, em representação do Primeiro-ministro, falava durante a cerimónia oficial de abertura da campanha de comercialização e exportação da castanha de caju da Guiné-Bissau para do ano em curso, realizada sob o lema “Tolerância Zero ao Contrabando di Nô Cadju”.

Bernardo Vieira  disse que, o objetivo do Executivo é garantir uma campanha mais estruturada, equilibrada e justa para todos os intervenientes da cadeia de valor, desde o produtor até ao exportador.

Afirmou que, para o efeito , o Governo anunciou que o preço mínimo de referência para a compra da castanha de caju ao produtor, na campanha de 2026, foi fixado em 410 francos CFA por quilograma.

Destacou que o setor do caju ocupa um lugar central na economia nacional, sublinhando que a castanha representa a principal fonte de rendimento para centenas de milhares de famílias guineenses e contribui de forma significativa para a estabilidade económica e social do país.

Disse que o contexto internacional atual é marcado por profundas transformações económicas e geopolíticas, e que as guerras e tensões em diferentes regiões do mundo têm provocado perturbações nas cadeias globais de abastecimento, volatilidade nos mercados internacionais e aumento dos custos de transporte.

Perante essa situação, afirmou que economias como a da Guiné-Bissau, fortemente dependentes da exportação de produtos agrícolas, precisam reforçar a sua visão estratégica e capacidade de adaptação.

O representante do Governo prestou ainda homenagem aos agricultores guineenses, homens e mulheres que, segundo disse, com coragem e perseverança, trabalham, diariamente, na produção da castanha que sustenta uma parte significativa da economia nacional.

João Bernardo acrescentou que o Governo continuará empenhado na promoção da transformação local da castanha de caju, com vista a gerar maior valor acrescentado, criar empregos para os jovens e fortalecer a base produtiva do país.

De acordo com governante, o preço agora anunciado resultou de um amplo processo de concertação com os diferentes atores do setor e reflete o compromisso do Governo de proteger o rendimento dos produtores e assegurar maior equilíbrio no mercado.

Na mesma cerimónia, foi igualmente anunciado que 11 de Março de 2026 fica oficialmente decretado como a data de abertura da campanha nacional de comercialização e exportação da castanha de caju.

Os parâmetros que regulam o funcionamento da campanha constam da estrutura de custos aprovada em Conselho de Ministros e anexada ao respetivo decreto.

O Governo apela  à colaboração de todos os intervenientes do setor para que a campanha decorra num clima de responsabilidade coletiva, disciplina comercial e respeito pelas regras estabelecidas, de forma a garantir que os benefícios desta  atividade económica cheguem efetivamente às populações.

O executivo reiterou o reconhecimento aos agricultores guineenses, cujo trabalho continua a afirmar a Guiné-Bissau como um dos maiores produtores mundiais de castanha de caju.

Em 2025 foram exportadas  cerca de 210 mil toneladas de castanhas de caju, volume que ultrapassou, em 10 por cento, a  previsão inicial de exportação

ANG/MI/ÂC//SG

Política/Presidente de CNT confere posse aos três membros do Secretariado Executivo da CNE

Bissau, 11 Mar 26 (ANG) - O Presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT) conferiu, terça-feira, posse aos três membros do Secretariado Executivo da Comissão Nacional de Eleições (CNE), nomeadamente Idrissa Djaló como Secretário Executivo, Felisberta Mora Vaz 1ª secretaria e Telma Bigna Embassa secretária adjunta.

De acordo com uma comunicação do Gabinete de Imprensa do Estado-maior General das Forças Armadas,  à que a Agência de Notícias da Guiné(ANG) teve acesso, no ato de juramento os empossados prometeram  dedicar as suas inteligências e energias ao serviço do povo, exercendo as funções  com total fidelidade à Constituição, nos títulos e capítulos referentes aos princípios fundamentais aos direitos, liberdades, garantias e deveres do Poder Judicial e a da Ordem Jurídica.,

A Presidente da CNE, Carmem Isaura Tavares Batista Lobo  manifestou a sua satisfação enquanto entidade máxima da CNE, pelo que considerou de um privilégio assistir a envergadura da nova instituição eleitoral.

Carmem Lobo afirmou  que os novos membros do Secretariado Executivo da CNE vão reforçar a coesão, enquanto órgão colegial, pelo que estarão em condições de triplicar os desafios que lhes foram inerentes, e  tudo fazer para que os mandatos que lhes são conferidos sejam cumpridos integralmente com  dedicação, competência, profissionalismo e responsabilidade acrescida.

Para o Chefe de Estado-maior General das Forças Armadas e Presidente de CNT, General Tomas Djassi, a orgânica da CNE constitui um dos pilares estruturante da arquitetura institucional do sistema democrático incumbida de assegurar a organização, supervisão e transparência do processo eleitoral.

“O secretário executivo desempenha um papel de natureza eminentemente técnica e administrativa, enquanto responsável pelas orientações emanadas dos órgãos competentes da CNE”, disse Djassi   

Sublinhou que a credibilidade das instituições eleitorais e a confiança dos cidadãos no processo democrático depende do rigor, da imparcialidade e da integridade com que as funções administrativas são exercidas e que, por isso, o desempenho das atribuições deve pautar pelos princípios da legalidade, neutralidade institucional, da transparência e  responsabilidade pública.


As próximas eleições gerais estão marcadas para o dia 06 de Dezembro deste ano.ANG/AALS/ÂC//SG


Saúde Pública / Embaixador de Portugal procede entrega de  material de apoio médico ao Hospital Regional de Bafatá

Bissau,11 Mar 26 (ANG) - O Embaixador de Portugal no país, Miguel Silvestre Cruz, procedeu hoje a entrega de material de apoio médico ao Hospital Regional de Bafatá.

A informação consta na página oficial de Facebook da Embaixada de Portugal na Guiné-Bissau, visitada hoje pela ANG.

 De acordo com a mesma fonte, o material foi disponibilizado pela ONGD portuguesa Instituto Marquês de Valle Flôr e também por particulares, por  iniciativa de uma  enfermeira de nome Maria João Martins.

Os referidos materiais são destinados a reforçar a capacidade de resposta daquela unidade hospitalar, particularmente no tratamento dos feridos do incêndio que deflagrou na sequência da explosão de depósito de combustível recentemente ocorrida em Bafatá. ANG/LPG/ÂC//SG



Itália/Diretor da AIEA diz que risco nuclear persiste no Irã e pede volta de negociações

Bissau, 11 Mar 26 (ANG) - Rafael Mariano Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), concedeu uma entrevista à RFI, terça-feira (10),11° dia dos ataques israelo-americanos contra o Irã, em que  expressou profunda preocupação com o futuro do programa nuclear iraniano e confirmou que os ataques não causaram danos significativos às instalações nucleares do país.


Por isso, Grossi espera a rápida retomada das negociações com Teerã.

Grossi alertou que, no que se refere ao programa nuclear iraniano, o problema que preocupava antes da guerra permanece inalterado. “O estoque de urânio enriquecido a 60%, mais de 440 quilos — suficiente para fabricar uma dúzia de armas nucleares — continua intacto”, salientou o diretor-geral da AIEA.

O material nuclear continua estocado nos mesmos locais, principalmente nos túneis do complexo de Isfahan e, em menor medida, em Natanz. Embora não seja possível afirmar que essas áreas sejam totalmente seguras, Grossi ressalta que um eventual ataque direto contra esse estoque, não provocaria um desastre nuclear clássico. A consequência seria “muito limitada, talvez de intoxicação química”, acredita

O que mais preocupa o diretor-geral da agência é o impacto político e estratégico da guerra contra o Irã Grossi insiste que o risco de desenvolvimento de armas nucleares pelo regime iraniano “não desapareceu” e que, por isso, a única saída é retomar o diálogo.

“Teremos que voltar à mesa de negociações e encontrar uma solução duradoura para essa história que já dura mais de 20 anos”, afirmou.

Ele também reagiu a rumores sobre uma possível operação de forças especiais americanas e israelenses para controlar ou confiscar o estoque iraniano. Grossi classificou a ideia como “difícil”, reforçando que a solução não será militar, mas diplomática.

Em relação aos danos às instalações, Grossi explicou que, ao contrário dos ataques de 2025, os bombardeios atuais não têm como alvo principal os sítios nucleares. Desde o início da ofensiva israelo-americana, houve dois ataques em Isfahan e um em Natanz.

Os bombardeios não alterraram substancialmente a situação, já que esses locais vinham sofrendo danos acumulados há meses. Ele também confirmou que não há vazamentos ou sinais de radiação.

Embora inspetores da AIEA não estejam autorizados a visitar as instalações sensíveis desde junho de 2025, Grossi afirmou que manteve algumas inspeções em locais não-alvo e participou pessoalmente de negociações em genebra.

No entanto, essas conversas fracassaram. Mesmo assim, o contato com autoridades iranianas não foi interrompido, ainda que o contexto de guerra impeça qualquer retomada imediata das negociações.

Grossi teme que os ataques radicalizem alguns setores dentro do Irã que passariam a defender abertamente a fabricação de armas nucleares. “Não podemos descartar essa possibilidade”, disse ele, classificando essa hipótese como especialmente alarmante e algo que deve ser evitado a todo custo.

Por isso, insiste na necessidade de retomar o diálogo: “Precisamos evitar esses cenários. E espero que possamos retomar as negociações em breve”. Ele alertou ainda sobre os efeitos, para além da destruição física, que essa guerra já produziu,como os impactos na economia global e nos preços dos combustíveis fósseis que considera extremamente graves.

Quando questionado sobre a declaração de Donald Trump de que a guerra poderia terminar em breve, Grossi manteve uma postura pragmática. Para ele, independentemente do desfecho militar, o Irã continuará sendo “uma grande nação, com grande população e um país industrializado”.

O diretor-geral da AIEA concluiu afirmando que um cessar-fogo é condição indispensável para a retomada do diálogo: “Não consigo imaginar uma negociação começando sob o som das bombas”. ANG/RFI