sexta-feira, 24 de julho de 2026

Revisão Constitucional/CNE apela participação dos cidadãos no referendo de 30 de Agosto

Bissau, 24 Jul 26(ANG) - A Comissão Nacional de Eleições (CNE) apelou aos cidadãos eleitores guineenses para participarem, em massa, no referendo popular convocado para o próximo dia 30 de Agosto .

O apelo foi feito à margem da abertura dos trabalhos de  formação de formadores de educadores cívicos, iniciada , quinta-feira, em Bissau.

Na ocasião, a Secretária executiva adjunta do Secretariado Nacional da CNE Felisberta Vaz destacou a importância da participação dos cidadãos num processo que considera determinante para o futuro do país.

O Presidente de Transição, Horta Inta, anunciou a realização do referendo para o próximo dia 30 de Agosto, com o objetivo de permitir aos cidadãos aprovar ou rejeitar a nova Constituição revista  pelo Conselho Nacional de Transição, órgão parlamentar criado após o golpe de Estado de Novembro de 2025.

Em declarações à imprensa, Felisberta Vaz, afirmou que a instituição está a cumprir rigorosamente o calendário estabelecido para a organização do referendo, assegurando que todos os preparativos decorrem conforme o previsto.

A Comissão Nacional de Eleições informa  que todas as mesas de voto utilizadas nas últimas eleições serão mantidas nos seus locais habituais, com o objetivo de facilitar a participação dos eleitores e garantir melhores condições para o exercício do seu direito e dever cívico. ANG/ÂC//SG

 

Bélgica/UE fecha acordo sobre novas sanções contra a Rússia que visam setor energético e bancário

Bissau, 24 Jul 26 (ANG) - Os países-membros da União Europeia (UE) chegaram, nesta quinta-feira (23), a um acordo político para adotar um 21º pacote de sanções contra a Rússia.

Os setores bancário e energético são os mais visados. O compromisso limita ainda mais as receitas do petróleo de Moscou, que financiam grande parte da guerra da Rússia contra a Ucrânia.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, comemorou o compromisso. "A Ucrânia regista avanços na frente militar e nossas sanções continuam a enfraquecer os alicerces económicos da máquina de guerra russa", escreveu na rede social X. 

O pacote de sanções congela por 12 meses o teto do preço do petróleo em US$ 44,10 por barril (cerca de R$ 223).

A revisão automática desse preço máximo, prevista em um pacote anterior de medidas, teria provocado um aumento significativo. Segundo a representante europeia, o mecanismo adotado no acordo evita que a Rússia "se beneficie dos choques nos mercados" gerados pela disparada dos preços provocada pela guerra entre o Irã e os EUA.

A União Europeia espera, dessa forma, aprofundar o que considera ser uma fragilidade da economia russa, pressionada pelos custos da guerra na Ucrânia. 

Com essas novas sanções, a UE também tem como alvo, pela primeira vez, navios suspeitos de auxiliar a chamada "frota fantasma" russa e acrescenta plataformas de criptomoedas e empresas de comércio de petróleo à sua lista de entidades proibidas de realizar transações. 

As medidas ainda atingem 94 instituições financeiras russas, principalmente bancos, além da Bolsa de Valores de Moscou. Essas entidades estão sujeitas a um regime exclusivo de sanções, incluindo, entre outras medidas, o congelamento de ativos e a proibição de viagens e transações. 

O acordo foi possível após a UE aceitar as exigências da Grécia relativas às medidas que afetam o gás natural liquefeito (GNL) russo. Atenas defendia que a UE permitisse que suas empresas continuassem a transportar GNL, desde que ele fosse destinado a clientes fora da Europa. A proposta desagradava à Comissão Europeia. 

A medida foi reformulada, e o transporte de GNL para países terceiros será autorizado por meio de uma derrogação para contratos firmados antes de 24 de fevereiro de 2022, data da invasão da Ucrânia pela Rússia. Os países europeus vão avaliar essa derrogação todos os anos. 

As importações de gás natural liquefeito russo para a UE, por sua vez, permanecerão proibidas a partir de 1º de Janeiro de 2027. A Grécia domina o mercado europeu de transporte de GNL e é um dos principais atores mundiais do setor, ao lado de países como China, Japão e Estados Unidos. 

Para o governo grego, proibir empresas europeias de fornecer serviços de transporte ao GNL russo prejudicaria apenas as companhias europeias e beneficiaria concorrentes estrangeiras, sem afetar as receitas da Rússia. Os detalhes técnicos desse acordo, alcançado em nível de embaixadores, ainda precisam ser definidos antes do lançamento formal do procedimento, previsto para esta tarde.  ANG/RFI/Com agências

 

Infraestruturas rodoviárias/PM anuncia suspensão temporária de obras de reabilitação de estradas de Bissau devido as chuvas intensas

Bissau, 24 Jul 26(ANG) - O Primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té, anunciou , quinta-feira, a suspensão temporária dos trabalhos de reabilitação das estradas de Bissau, devido à fortes chuvas que se registam no país.

O anúncio foi feito no decurso de uma visita de inspeção às vias em obras, em que o chefe do Governo explicou que a interrupção dos trabalhos visa preservar a qualidade da empreitada e evitar que as chuvas comprometam a execução e a durabilidade das infraestruturas.

Apesar da suspensão temporária das obras, Ilídio Vieira Té garantiu que as ruas cujos trabalhos já foram concluídos serão abertas à circulação de viaturas, com o objetivo de melhorar a mobilidade, reduzir os congestionamentos e minimizar os transtornos enfrentados, diariamente, pelos automobilistas e demais utentes da via pública.

Na ocasião, o Primeiro-ministro apelou à colaboração da população na preservação das infraestruturas, sublinhando que as estradas constituem um património público e que a sua conservação depende também do sentido de responsabilidade dos cidadãos, evitando práticas que possam contribuir para a sua degradação.

No final da visita, Ilídio Vieira Té manifestou satisfação com o andamento das obras de reabilitação das estradas da Praça de Bissau e reafirmou o compromisso do Governo de retomar os trabalhos logo que as condições meteorológicas sejam favoráveis.

Vieira Té disse que a conclusão do projeto de reabilitação
das ruas de acesso ao centro da cidade de Bissau
  continua a ser uma prioridade para melhorar a circulação rodoviária e as condições de mobilidade na capital.ANG/RSM

 

Forças Armadas/CNT aprova diplomas que regulamentam  regalias e obrigações da classe castrense

Bissau, 24 Jul 26 (ANG) – O Conselho Nacional de Transição (CNT), aprovou quinta-feira, por unanimidade, quatro diplomas que regulamentam  as regalias e obrigações da classe castrense guineense.

Segundo o gabinete de Assessoria de Imprensa do EMGFA, os quatro diplomas são: o Projeto-lei da Defesa e das Forças Armadas, Projeto-lei Orgânica da Organização de Bases das Forças Armadas “LOBOFA”, Projeto de Estatuto dos Militares das Forças Armadas e Projeto-lei da Condição Militar.

Tomás Djassi, Chefe do EMGF e presidente do Conselho Nacional de Transição disse  que essas  leis aprovadas serão, de imediato, implementadas e  que representam  o principal pressuposto para a garantia de total distanciamento  da classe castrense aos jogos políticos, e para a manutenção dos direitos  e regalias para o exercício das missões militares.

Na  sessão decorrida entre 21 e 23 deste mês, Tomás Djassi disse que as obrigações das Forças Armadas  para com a defesa territorial são enormes, principalmente no que se refere as zonas costeiras e aérea.

Djassi disse que  é obrigação do Estado  equipar as Forças Armadas (FA), para que possam cumprir, integralmente, as suas obrigações face aos desafios da defesa nacional. ANG/LLA/ÂC//SG    

    

Nigéria/ Governo reforça segurança nacional com recrutamento de mais 28 mil soldados

Bissau, 24 Jul 26 (ANG) – O presidente nigeriano, Bola Tinubu, aprovou o recrutamento de 28.000 soldados adicionais e a expansão do número de divisões militares de oito para doze, como parte de uma série de medidas para fortalecer a segurança nacional, anunciou a presidência nesta quinta-feira.

Em comunicado, o porta-voz presidencial indicou que essa decisão faz parte de um esforço mais amplo para fortalecer a estrutura de segurança do país. Inclui também a aquisição de novos equipamentos militares e melhorias nas condições de vida das tropas.

A Nigéria enfrenta múltiplos desafios de segurança há vários anos, incluindo as atividades de grupos armados no norte do país, incursões de combatentes do Sahel e os abusos de gangues criminosas responsáveis ​​por inúmeros sequestros. ANG/Faapa

    

 

                        França/Países reagem a novas tarifas de Trump

Bissau, 24 Jul 26 (ANG) - As novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a cerca de 60 países, já a partir desta sexta-feira (24), geram reações dos parceiros comerciais dos americanos no mundo.

A China declarou “ser contra qualquer forma de medidas tarifárias unilaterais”, mas a União Europeia não escondeu o alívio pelo fato de a taxa aplicada aos produtos europeus não ser a mais alta.

O anúncio de Washington ocorreu no mesmo dia em que a gigante americana Google foi alvo de uma pesada multa no continente europeu. "A UE saúda o fato de que esse desfecho é consistente com os compromissos dos EUA em relação às tarifas", estabelecidos no acordo comercial firmado no ano passado entre Bruxelas e Washington, disse Olof Gill, porta-voz da Comissão Europeia.

 A UE recebeu uma alíquota tarifária global de 10%, com isenções tarifárias adicionais para certos produtos, como cortiça e diamantes, que se somam a mercadorias já isentas, a exemplo de aeronaves e suas peças de reposição e medicamentos genéricos.

Para Bruxelas, isso cria uma "dinâmica positiva" para as discussões transatlânticas sobre diversos temas, que vão desde matérias-primas estratégicas até inteligência artificial, salientou Olof Gill.

O anúncio de Washington ocorreu poucas horas depois de a UE decidir multar o Google em € 890 milhões por práticas anticompetitivas no setor digital. A decisão contra a gigante de tecnologia americana havia suscitado temores de uma retaliação por parte de Washington, já que o governo de Donald Trump costuma acusar o bloco europeu de atingir injustamente empresas americanas por meio de suas regulamentações digitais.

Cerca de 60 economias enfrentam novas tarifas a partir da meia-noite e um minuto desta sexta-feira (24), em substituição às taxas temporárias implementadas em Fevereiro por Donald Trump. Essas tarifas temporárias haviam sido adotadas após uma decisão da Suprema Corte de anular a maioria das sobretaxas estabelecidas desde o retorno de Trump ao poder.

Agora, uma série de produtos que entram nos Estados Unidos vindos de uma longa lista de países passa a estar sujeita a impostos de importação de 10% ou 12,5%. União Europeia, Reino Unido, México e Canadá, alguns dos parceiros comerciais mais importantes dos Estados Unidos, serão alvo de 10% de sobretaxa.

O Brasil, já taxado em 25 por cento na semana passada, recebeu uma nova rodada de 12, 5 por cento, resultado da investigação do Escritório do Representante do Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) sobre falhas no combate à importação de 3 mil itens acusados de serem feitos com o uso de trabalho forçado.

 

"Na ausência de base legal interna para sustentar sua política comercial protecionista, o USTR optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais", denuncia uma nota oficial do governo brasileiro sobre o assunto.

O governo Lula decidiu que vai usar a Lei da Reciprocidade como forma de pressão, mas não vai deixar a mesa de negociações com o governo de Donald Trump.

Na Ásia, a China declarou que as novas tarifas de 12,5% contra os produtos chineses “não atendem aos interesses de nenhuma das partes". "Somos contra qualquer forma de medidas tarifárias unilaterais", disse Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China.

 Apesar da rivalidade, a China e os Estados Unidos haviam chegado a uma trégua comercial em outubro. No entanto, as disputas persistem: Pequim critica Washington por restrições a tecnologias que podem ser exportadas para empresas chinesas.

As Filipinas, que, como os demais países, também são visadas com o argumento de uso de trabalho forçado, expressaram "profunda preocupação". "Estamos muito preocupados e surpresos com essa nova taxa de 12,5%, que é muito alta", disse George Barcelon, presidente da Câmara de Comércio e Indústria das Filipinas (PCCI), à AFP na sexta-feira. "Isso tornará as indústrias menos competitivas", alertou ele.

A secretária de Comércio das Filipinas, Christina Roque, disse que o país possui uma "política firme contra o trabalho forçado, em conformidade com várias convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT)".

Mesmo antes da entrada em vigor da nova rodada tarifária de 12,5%, Austrália, Japão e Nova Zelândia, aliados dos EUA na Ásia, criticaram duramente as barreiras. Canberra as considera "injustificadas", Wellington as acha "extremamente decepcionantes" e Tóquio as "lamenta".

Em meados de Março, o representante de Comércio dos EUA (USTR), Jamieson Greer, iniciou uma investigação para determinar se os parceiros comerciais dos EUA haviam eliminado completamente de suas cadeias de suprimentos produtos fabricados com mão de obra forçada.

"Buscamos acabar com o comércio desse tipo de produto", explicou Greer à CNN. "Se você permite a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado, cria-se uma concorrência desleal para os seus próprios produtos. Queremos que todos os países tenham o mesmo tipo de proteção", acrescentou.

Segundo Greta Peisch, advogada especializada em comércio internacional, o objetivo é "manter poder de negociação e continuar pressionando para que os países continuem a honrar os acordos comerciais que assinaram e, talvez, negociem outros no futuro". "Há um fio condutor, mesmo que as alíquotas tarifárias variem significativamente e as justificativas para elas mudem com o tempo", acrescentou ela.

"O presidente reconheceu que o mercado dos EUA é um ativo importante que ele pode usar como alavanca junto a esses países para alcançar os objetivos desejados", admitiu uma autoridade americana à imprensa.

A Casa Branca espera que essa nova sobretaxa não tenha o mesmo destino daquela implementada no ano passado. Para garantir a viabilidade jurídica, o USTR baseou-se na mesma legislação utilizada anteriormente para justificar tarifas setoriais específicas – como o aço, o alumínio, o cobre, a madeira e automóveis —, que não haviam sido anuladas pela Suprema Corte. Várias outras investigações também estão em andamento com base nesse mesmo texto, particularmente no que diz respeito a uma possível capacidade industrial excedente. ANG/RFI/AFP

 

Etiópia/ Segurança sanitária: Centro de Controle e Prevenção de Doenças(África CDC) e OIM reforçam cooperação

Bissau, 24 Jul 26 (ANG – Os Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças (África CDC) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) assinaram um novo acordo de cooperação com o objetivo de fortalecer a capacidade da África de prevenir, detectar e responder a ameaças à saúde pública em todo o continente.

O acordo estabelece os termos de colaboração entre as duas organizações de 2026 a 2028, combinando a liderança do Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (África CDC) em saúde pública e a experiência operacional global da OIM para apoiar a saúde de migrantes, pessoas deslocadas e populações móveis, de acordo com um comunicado divulgado na quinta-feira pela agência africana de saúde.

"Juntos, eles ajudarão os Estados-membros da União Africana a fortalecer sua preparação, melhorar a vigilância de doenças, expandir o acesso equitativo aos serviços de saúde e construir sistemas de saúde pública mais robustos", acrescentou a mesma fonte.

Ele explicou ainda que esta parceria surge num momento em que as epidemias, os riscos para a saúde relacionados com as alterações climáticas e os movimentos populacionais estão a transformar cada vez mais o panorama da saúde em África. ANG/Faapa

    

                                     
                                     EUA
/Trump ameaça Irã e houthis

Bissau, 24 Jul 26 (ANG) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o Irã , quinta-feira (23), de ser responsável pelos ataques realizados pelos rebeldes houthis do Iêmen contra dois petroleiros sauditas no mar Vermelho, na quarta-feira (22).

O líder americano ameaçou Teerã e os houthis com uma "grande punição militar". 

De acordo com Trump, em caso de nova ofensiva, os Estados Unidos "responsabilizarão o Irã e uma grande punição militar será infligida ao Irã e, naturalmente, aos houthis", escreveu o presidente americano em sua rede, Truth Social.

Segundo os houthis, os petroleiros, identificados como Encelia e Layla, teriam violado o bloqueio marítimo anunciado pelo grupo na segunda-feira (20), que havia ameaçado atacar qualquer navio que tentasse atravessar a área.


Os ataques marcam uma nova escalada da guerra no Oriente Médio, 15 dias após a retomada dos combates entre Estados Unidos e Irã, que encerrou o cessar-fogo firmado em Abril.

De acordo com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, os houthis "foram longe demais ao atacar a Arábia Saudita e seus navios".

O Irã prometeu nesta quinta-feira continuar suas represálias contra os Estados Unidos enquanto for alvo de ataques. O país também afirmou ter atingido depósitos de munições e tanques de combustível no Kuwait e, na Jordânia, um radar americano do sistema antimísseis THAAD e uma bateria Patriot, destinada a interceptar mísseis balísticos.

 

As Forças Armadas jordanianas informaram que dez mísseis e drones foram lançados em direção ao país nas últimas 24 horas, e nove foram interceptados. Nesta quinta-feira, o Exército do Kuwait informou que o posto fronteiriço de Al-Abdali foi alvo, durante a noite, de ataques realizados "por drones inimigos, que causaram danos materiais, mas não deixaram vítimas", segundo comunicado publicado na rede X.

Já as Forças Armadas americanas afirmam ter atacado alvos militares iranianos para "reduzir ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar marinheiros civis e navios comerciais" que transitam pelo estreito de Ormuz, um dos focos centrais da crise.

A imprensa iraniana ainda relatou bombardeios em Bushehr, cidade onde está localizada a única usina nuclear em operação no país, e em Shalamcheh, próxima à fronteira com o Iraque, onde duas pessoas morreram.

Outros ataques também foram registados em Ahvaz, perto do Golfo Pérsico, em Konarak, próximo ao porto de Chabahar, no golfo de Omã, e em Sirik, nas proximidades do Estreito de Ormuz. Criticando as ações americanas, o chanceler iraniano Abbas Araghchi classificou a postura dos Estados Unidos como "irracional".

"O incêndio que os Estados Unidos estão provocando nos campos de petróleo e gás da região verá suas chamas se espalharem pelo mundo inteiro", advertiu Mohammad Mokhber, assessor do líder supremo iraniano.

A Alemanha anunciou nesta quinta-feira a retirada de dois navios militares posicionados pertodo mar Vermelho.

 O caça-minas Fulda e o navio de apoio logístico Mosel haviam sido enviados a Djibuti para uma possível missão de retirada de minas no Estreito de Ormuz. Com a deterioração da situação regional, as embarcações serão reposicionadas para o Mediterrâneo, informou o Ministério da Defesa alemão.

 O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido também condenou os ataques dos houthis contra os petroleiros sauditas. "Essas ações irresponsáveis colocam vidas em risco, aumentam o perigo de uma catástrofe ambiental e comprometem a estabilidade regional, em grave violação do direito internacional", declarou o Foreign Office na rede social X, acrescentando que o Reino Unido "está ao lado da Arábia Saudita".

A disputa entre Irã e Estados Unidos em torno do estreito de Ormuz, por onde normalmente passa cerca de um quinto do comércio mundial de hidrocarbonetos, desencadeou a retomada dos combates em 7 de Julho.

A República Islâmica pretende cobrar taxas para a passagem de embarcações e autorizar apenas uma rota, próxima ao seu litoral, ameaçando atacar qualquer navio que descumpra as regras.

Os Guardiões da Revolução afirmaram nesta quinta-feira ter interceptado três petroleiros que tentavam atravessar a região.

Em resposta, os Estados Unidos impuseram um bloqueio marítimo ao Irã. O Comando Central dos EUA (Centcom) informou que suas forças desviaram nove navios comerciais e impediram a movimentação de uma embarcação para evitar que entrassem em portos iranianos nesta quarta.ANG/RFI/Com agências

 

 

   
Política
/Domingos Simões Pereira já está em Lisboa para tratamento médico

Bissau, 24 Jul 26 (ANG) - O líder do Partido Africano da Independência de Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, chegou , sexta-feira, a Lisboa, Portugal, para tratamento médico permitido pelo Tribunal Regional Militar de Bissau.

A decisão judicial  suspende a  prisão preventiva à que Domingos Simões Pereira foi submetido por despacho datado de 09 de Julho passado.

Segundo, o Despacho do Tribunal Regional Militar, publicado nas redes sociais, Domingos Simões Pereira encontra-se em liberdade condicional por um período de três meses, por “razões humanitárias e legais”, com a finalidade de fazer o tratamento médico em Portugal, por requerimento dos seus advogados .

O Despacho refere que a  doença do suspeito está comprovada pelo atestado de um  médico do Hospital Principal Militar de Bissau, segundo o qual não  existe possibilidades de Domingos Simões Simões Pereira ser tratado no país.

Segundo despacho, Domingos Simões Pereira está livre para tratamento médico mas durante esse período está proibido de  fazer qualquer actividade político-partidária.

De acordo com o Despacho de Tribunal Regional Militar, no fim do prazo de três meses  será reapreciada a situação processual do líder do PAIGC .ANG/AALS/ÂC//SG

 

 

 

 

Saúde/CEDEAO entrega em Agosto  novo complexo de maternidade e pediatria ao Hospital Regional de Bafatá   

Bissau, 24  Jul (ANG) - A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), procederá oficialmente a entrega do novo Complexo de Maternidade e Pediatria ao Hospital Regional de Bafatá,  no próximo dia 6 de Agosto .

Segundo a página da CEDEAO na Facebook a infraestrutura foi financiada  pelo Fundo Regional da CEDEAO para a Estabilização e o Desenvolvimento (FRSD), no quadro de um projecto, no valor  de  638. 538 dólares.

A CEDEAO refere que o projecto integra um programa mais amplo de Investimento Direto da organização na Guiné-Bissau, avaliado em 1,8 milhões de dólares.

A comunicação online da organização regional diz que esse investimento  reflete o compromisso contínuo da CEDEAO com a melhoria do acesso à serviços de saúde materna e infantil de qualidade, bem como com o reforço dos sistemas de saúde resilientes, inclusivos e sustentáveis em toda a região.

Implementada com o apoio do Governo da Alemanha e de parceiros nacionais, a iniciativa vai contribuir para o desenvolvimento sustentável através da expansão do acesso aos serviços sociais essenciais e da melhoria das condições de vida e do bem-estar das comunidades. ANG/MI/ÂC//SG

 

IVº RGPH4/Banco Mundial diz que Guiné-Bissau acaba de reforçar a sua capacidade de tomar decisões com a realização do novo recenseamento

Bissau 24 Jul 26 (ANG) – A representante residente do Banco Mundial (BM),no país, disse que o recenseamento geral da população cujos resultados preliminares foram divulgados quinta-feira reforça  a capacidade do país de tomar decisões mais justas e eficazes.

“Ao contar a população, conhecer a sua distribuição no território e compreender melhor as suas condições de vida, o país reforça a sua capacidade de tomar decisões mais informadas, mais justas e mais eficazes”, disse Rosa Brito Delgado na cerimónia de apresentação pública dos resultados preliminares do IV Recenseamento Geral da População e Habitação.

Felicitou o Governo da Guiné-Bissau e o INE, pelos resultados atingidos e sublinha  que a realização deste recenseamento demostra o valor da cooperação quando os esforços são alinhados em torno de uma prioridade clara, que é produzir dados de qualidade ao serviço do desenvolvimento.

“O apoio à este  processo se inscreve  no nosso compromisso mais alto de contribuir para o reforço dos sistemas estatístico nacional e para consolidação da capacidade do país de produzir, analisar e utilizar dados fiáveis”, disse.

Brito Delgado acrescentou  que, com dados sólidos, o país ganha uma base mais segura para planear melhor e responder de forma mais eficaz as necessidades da população.

“A partir deste retrato da população e do território que se torna possível planear melhor as escolas, os centros de saúde, infraestruturas, politicas de proteção social, programas de emprego e estratégias do desenvolvimento local”, destacou.

A representante do BM no país declarou que o BM continuará a ser um parceiro empenhado neste percurso e que vai continuar a apoiar os esforços do Governo e do INE, para fortalecer as capacidades estatísticas do país, melhorar a qualidade e acessibilidade dos dados, e promover uma cultura de decisão baseada em evidências. ANG/MSC/ÂC//SG

 

 

 

 

 

 

quinta-feira, 23 de julho de 2026

China/Embaixada em Bissau assinala  99º aniversário da fundação do Exército Popular de Libertação 

Bissau, 23 Jul 26(ANG) – A Embaixada da República Popular da China realizou quarta-feira em Bissau,  uma recepção no âmbito das celebrações  do 99º aniversário da fundação do Exército Popular de Libertação da China.

O evento contou com a presença de mais de 100 convidados, entre os quais  o Chefe do Estado-maior-General das Forças Armadas o Major-General Tomás Djassi, o ministro da Defesa, Major-General Steve Massaly, ex-Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas,  General do Exército Biaguê Na N’Tan.

Ao discursar na cerimónia, o Adido de Defesa da Embaixada da China no país, Yu Qiang recordou a “gloriosa trajectória” do Exército Popular de Libertação da China ao longo dos seus 99 anos de história.

Salientou que a China segue firmemente o caminho do desenvolvimento pacífico e uma política de defesa nacional de caráter defensivo.

Acrescentou que as Forças Armadas chinesas continuarão a reforçar os intercâmbios e a cooperação militar com a Guiné-Bissau, contribuindo ainda mais para a paz e o desenvolvimento mundial.

Por sua vez, o ministro da Defesa guineense, Steve Lassan Massaly felicitou o Exército Popular de Libertação da China pelo seu 99º aniversário e manifestou a vontade de aprofundar, ainda mais, a parceria estratégica entre os dois países, promovendo um desenvolvimento mais sólido e estável das relações entre as duas forças armadas.

A receção incluiu a exibição de vídeos e fotos sobre a construção das Forças Armadas chinesas, tendo decorrido numa atmosfera calorosa e  amigável. ANG/ÀC

 

IVº RGPH4/Guiné-Bissau conta atualmente com  2.191.300 habitantes, segundo  dados preliminares divulgados hoje pelo INE

Bissau, 23 Jul 26 (ANG) O Instituto Nacional de Estatística (INE), revela  que o número total da População da Guiné-Bissau atingiu os 2.191.300, de acordo com os dados preliminares do IVº Recenseamento Geral da População e Habitação (RGPH4), divulgado hoje.

Segundo a INE, a base bruta da população colectada é de 2.246.300 H mas, após  correcções, verificações dos nomes que se repetiram o número da população residente atual do país ficou nos 2.191.300  habitantes.

Desses números 50,7 por cento são mulheres,49,3 por cento homens, a população da zona urbana representa  45,7 por cento e das zonas ruais  54,3 por cento.

No que tange aos alojamentos, edifícios e agregados familiares recenseados, a INE  regista 304.939 agregados familiares,559.303 mil alojamentos e 376.258 mil edifícios recenseados a nível nacional.

Em 1979 a população da Guiné-Bissau era de 780 mil habitantes, em 1991 subiu para 1.044.933 habitantes, no ano 2009 os guineenses eram 1.449.230  habitantes e em 2026 o número subiu  para 2.191.202  habitantes.

No que tem a ver com a divisão por Regiões , o Setor Autónomo de Bissau (SAB),lidera com 568.084  habitantes, seguida pela região de Oio com 334.394H , Bafatá com 304.817 H, Gabu com 299.039 habitantes, Cacheu com 246.114 , Biombo com 183.221,Tombali com 124.026  habitantes, Quinara com 91.149  e por último Bolama/Bijagós com 39.358  habitantes.

Falando no ato,  o ministro da Economia, Plano e Integração Regional, Mamadú Mudjetaba Djaló ,elogiou os trabalhos feitos pela equipa da INE, pelas  diferentes estruturas governamentais e  parceiros nomeadamente Fundo das Nações Unidas para a População e o Banco Mundial.

Segundo o governante, o ato marca uma etapa importante e fundamental para o início de uma nova etapa do processo de desenvolvimento da Guiné-Bissau.

“Os resultados que foram hoje apresentados só foram possíveis acima de tudo porque cada família guineense abriu a porta da sua casa, tendo respondido com confiança ao Estado. Esta confiança representa um compromisso colectivo com o futuro dom nosso país”, disse Djaló.

Para ele, os resultados hoje divulgados são preliminares e correspondem a primeira fotografia atualizada da população, obtida após a conclusão da recolha de dados e das primeiras etapas de consolidação e validação estatística.

O governante disse que ao longo dos próximos meses o Instituto Nacional de Estatística continuará o tratamento, a validação e análise dos dados recolhidos, disponibilizando progressivamente, informações sobre as características demográficas, sociais, económicas e habitacionais da população da Guiné-Bissau.

“Cada nova publicação permitirá conhecer melhor a realidade do país e fortalecer ainda mais a qualidade das decisões que vamos tomar . O IV Recenseamento Geral da População e Habitação deixa igualmente um legado, que vai muito além dos resultados estatísticos”, disse o governante.

Adiantou que,  hoje a Guiné-Bissau, despõe de uma Cartografia Digital moderna e actualizada, bem como duma infraestrutura tecnológica para operações futuras .

Mudjetaba Djaló salientou que estes ativos representam uma transformação estrutural da capacidade institucional do Estado e abre o caminho para uma administração pública mais moderna, eficiente e mais integrada.

No encontro participaram, entre outras individualidades, os representantes do Fundo das Nações Unidas para a População e do Banco Mundial, entidades financiadoras do processo, do corpo diplomático, membros do governo, técnicos que participaram no processo de recenseamento e representantes das  organizações da sociedade civil. ANG/MSC/ÂC//SG



 

 

 

 

ONU/Fraudes digitais e drogas sustentam “economia criminosa multinacional” na Ásia

Bissau, 23 Jul 26 (ANG) – O crime organizado no Sudeste Asiático transformou‑se em "economia multinacional" capaz de desafiar Estados, com perdas anuais superiores a 100 mil milhões de dólares (91 mil milhões de euros) em fraudes, alertou um novo relatório das Nações Unidas.


 

“Estamos a assistir a uma mudança em que grupos que antes atuavam apenas nos seus territórios e especialidades criminais operam agora em múltiplos mercados ilícitos ao mesmo tempo, recorrendo às mesmas cadeias de serviços”, disse a representante regional do Gabinete das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC), Delphine Schantz, num comunicado.

 

O estudo, intitulado ‘Um Ecossistema Criminal Interconectado: Avaliação da Ameaça do Crime Organizado Transnacional no Sudeste Asiático 2026’, descreve como diferentes atividades ilícitas — do tráfico de pessoas à fraude cibernética — estão a ser integradas numa infraestrutura financeira e operacional comum.

 

Segundo o relatório, o crime organizado está a deslocar-se do tráfico de bens físicos para a venda de serviços digitais, como fraudes online e liquidações financeiras em plataformas, difíceis de rastrear.

 

As perdas anuais com esquemas fraudulentos em 2025 foram estimadas entre 88,3 mil milhões e 114,1 mil milhões de dólares (80 a 103 mil milhões de euros), superando o PIB de vários países da região.

 

A expansão levou ao aumento do tráfico de pessoas para atividades criminosas forçadas, com vítimas de, pelo menos, 80 países, identificadas em complexos de fraude na região, com redes de recrutamento que procuram alargar o alcance à Europa e América do Norte.

 

O relatório sublinha que o Triângulo Dourado continua a ser o principal centro de produção de metanfetaminas, quetamina e heroína, com um valor anual estimado entre 75 mil milhões e 109,7 mil milhões de dólares (68 a 99 mil milhões de euros).

 

O texto destaca também o Triângulo Sulu-Celebes, entre Indonésia, Malásia e Filipinas, como novo corredor estratégico para contrabando marítimo, incluindo tecnologia usada em operações de fraude.

 

Entre os mercados emergentes, a investigação da ONU aponta para o risco crescente da convergência entre jogos online e apostas ilegais, que torna os jovens particularmente vulneráveis.

 

“A linha entre jogo digital e jogo de azar está cada vez mais difusa”, alertou Schantz.

 

O relatório identifica ainda tendências tecnológicas como inteligência artificial generativa, ‘deep fakes’ e fraudes automatizadas, incluindo “malvertising“, que explora redes de publicidade legítimas para disseminar malware.

 

“Uma estratégia centrada apenas na disrupção não funciona”, disse Schantz. “É preciso atacar os motores do crime, prevenir e seguir o dinheiro. A apreensão de lucros ilícitos enfraquece estas redes e protege potenciais vítimas”, concluiu.

ANG/Inforpress/Lusa