segunda-feira, 25 de maio de 2026

Sociedade/ INE garante avanços positivos na preparação do 4.º Recenseamento Geral da População na Guiné-Bissau

Bissau, 25 de maio de 26(ANG) – O Presidente do Instituto Nacional de Estatística (INE), Roberto Vieira, assegurou que os preparativos para o 4.º Recenseamento Geral da População e Habitação (RGPH4) decorrem de forma positiva, apesar de alguns constrangimentos relacionados com o pagamento dos agentes recenseadores.

A revelação foi feita hoje em  conferência de imprensa realizada em Bissau, na qual Roberto Vieira esclareceu que o INE não é a entidade responsável pelo processamento direto dos pagamentos aos agentes envolvidos no recenseamento.

Explicou  que, essa tarefa foi confiada a uma empresa de telecomunicações contratada, sem no entanto citar o nome da empresa,  para o efeito.

Segundo o responsável, os pagamentos já começaram a ser efetuados, tendo vários agentes recenseadores recebido os respetivos valores nas suas contas bancárias.

De acordo com o  Presidente do Instituto Nacional de Estatística, as informações recolhidas no setor de Catió, no sul do país, indicam que diversos profissionais já foram remunerados, embora persistam alguns atrasos causados por limitações técnicas e pela lentidão da rede móvel utilizada para o processamento das transferências.

Nesta conferência de imprensa, o Presidente do INE apelou ao espírito de colaboração e civismo da população guineense, sublinhando a importância estratégica do recenseamento para o desenvolvimento nacional.

“O recenseamento vai ajudar no planeamento do desenvolvimento nacional e permitirá ao Estado conhecer melhor a realidade das comunidades”, afirmou Roberto Vieira.

Revelou que, decorrem atualmente os exames de admissão dos agentes que irão trabalhar no terreno durante a operação censitária, prevista para decorrer entre os dias 1 e 21 de junho de 2026 em todo o território nacional.

O 4.º Recenseamento Geral da População e Habitação é considerado uma ferramenta essencial para recolher dados atualizados sobre a população e as condições habitacionais do país, servindo de base para a definição de políticas públicas e para o reforço do planeamento socioeconómico da Guiné-Bissau.

ANG/LPG/ÃC

 

Sociedade/Primeiro-ministro responsabiliza Ministério da Energia por incêndio na Chapa de Bissau

Bissau, 25 Mai 26 (ANG) – O Primeiro-Ministro de Transição, responsabilizou o Ministério da Energia, os Bombeiros Humanitários de Bissau e outros envolvidos pelo incêndio ocorrido no Mercado sito na Subida de Cabana, em Bissau.

Ilídio Vieira Té falava este domingo, após uma visita ao local afetado pelo fogo, classificando o incidente como “triste e lamentável”, apesar de não terem sido registadas perdas humanas.

Segundo Ilídio Vieira Té, o incêndio terá sido provocado por um curto-circuito, agravado pelas más condições das instalações elétricas existentes no Mercado.

“Vimos a situação em que ficaram os cacifos. É algo que podia ser evitado, porque as instalações feitas não respeitam as mínimas condições exigidas”, afirmou.

O governante garantiu que haverá responsabilização, sublinhando que o Estado não pode continuar a assistir as situações semelhantes sem consequências. Recordou ainda o recente caso do posto de combustível clandestino em Bafatá, que provocou mortes e deixou várias pessoas com sequelas permanentes.

Ilídio Vieira Té revelou que, durante a noite de sábado, foi necessário mobilizar diferentes equipas de socorro para combater as chamas, incluindo Bombeiros do Aeroporto e da corporação nacional.

O Primeiro-Ministro prometeu igualmente que o Governo irá analisar formas de apoiar os proprietários dos cacifos destruídos pelo incêndio, cujas mercadorias foram consumidas pelo fogo.

“O Governo vai tomar medidas dentro das suas competências para evitar que atos do género voltem a acontecer”, declarou, acrescentando que, apesar de considerar que “tudo acontece pela vontade de Deus”, o Executivo deve agir para proteger a população.ANG/M
I/ÂC

Regiões/ 45 finalistas dos cursos de “Culinária, Cabeleireiro, Corte e Costura” em Canchungo recebem diplomas de mérito

Canchungo, 25 Mai 26 (ANG) – As 45 finalistas do Centro de Formação Técnico Profissional do sector de Canchungo, região de Cacheu, norte do país, receberam hoje, os seus respeitivos diplomas de mérito, dos cursos de Culinária, Cabeleireiro e Corte e Costura, oferecido pelo Projeto “Sangui Novo de Aldeia de Crianças (SOS) da mesma localidade.

Segundo o correspondente de Agência de Notícias da Guiné (ANG) na região de Cacheu, o Coordenador do referido Projeto Demba Baldé, afirmou que, o Centro que dirige, já formou, vários profissionais competentes, preparados para enfrentar o mercado de trabalho.

Segundo o mesmo, de 2022 à 2025, o Centro que dirige, formou cerca de 363 jovens, nomeadamente 263 meninas e 100 rapazes, acrescentando por outro lado que o mesmo Centro já empregou cerca de 191 raparigas e 96 rapazes, contando sempre com o do seu parceiros Projeto “Sangui Novo de Aldeia das Crianças de (SOS) de Canchungo.

Em representação dos finalistas, Julieta Mateus Gomes, destacou que durante os 09 meses de formação, os estudantes aprenderam o suficiente sobre a Culinária, Informática, Empreendedorismo, Competências de Vida, Corte e Costura, acrescentando que não foi nada fácil, mas o apoio moral mútuo, ajudou bastante na conquista dos seus diplomas.

Dos 45 finalistas que hoje receberam os seus diplomas de mérito, 18 dos quais são Cabeleireiros, 14 são da Culinária e apenas 13 escolheram Corte e Costura.ANG/AG/LLA/ÂC  

Regiões/Conselho de Paz de Tombali recomenda as autoridades  realização de reformas  para enfrentar desafios políticos, sociais e económicos do país

Bissau, 25 Mai 26 (ANG) - O XXVII Conselho de Paz, promovido pelo CTO-Bissau Fórum de Paz na região de Tombali, sul do país encerrou no último fim de semana os seus trabalhos em Cacine coma adopção de  um conjunto de recomendações dirigidas às autoridades nacionais e locais.

O conselho apela a reformas urgentes em diversos setores estratégicos para garantir a estabilidade,  paz social e o desenvolvimento sustentável do país.

Segundo um comunicado sobre esse evento, à que a ANG teve acesso,

O encontro analisou os principais desafios enfrentados pelas comunidades e destacou preocupações relacionadas com a crise política, dificuldades económicas, fragilidade dos serviços públicos e ameaças à convivência social.

No setor da educação, segundo o documento, os delegados defenderam reformas curriculares ajustadas à realidade nacional, a criação de um fundo de estabilização salarial para garantir o pagamento regular dos professores e medidas concretas para combater o abandono escolar, sobretudo entre raparigas.

Também alertaram para o aumento do consumo de drogas nas escolas e pediram políticas preventivas centradas na saúde e proteção social.

Na área da saúde, os participantes nesse encontro  recomendaram a criação de unidades de saúde de base nas tabancas, o
reforço da presença de profissionais no interior do país, a melhoria do combate ao paludismo e maior vigilância sanitária nas fronteiras, perante os alertas regionais sobre o vírus Ébola.

Em relação à economia e desenvolvimento, o Conselho sublinhou a necessidade urgente de reabilitação da estrada de Cacine, sobretudo nos pontos mais frágeis, antes da época das chuvas, a mecanização agrícola, criação de centros comunitários de recolha da castanha de caju e implementação efetiva da descentralização administrativa, incluindo a realização de eleições autárquicas.

No domínio da justiça, os participantes denunciaram a impunidade e as detenções arbitrárias, apelaram a reativação dos tribunais de setor nas regiões com maior índice de criminalidade, ao reforço dos meios básicos para a polícia  e a Guarda Nacional e a institucionalização da mediação comunitária como mecanismo complementar de resolução de conflitos.

Na gestão dos recursos naturais, foi  recomendada maior transparência nos contratos de exploração dos recursos naturais, fiscalização comunitária e medidas de compensação para as populações afetadas, sobretudo nas regiões de Tombali, Cacheu, Oio e no Arquipélago dos Bijagós.

O Conselho abordou ainda os setores da defesa e segurança, pedindo profissionalização das forças armadas, combate ao nepotismo no recrutamento e reforço do policiamento comunitário.

 Na comunicação social, alertou para o risco de restrições à liberdade de imprensa, defendendo a suspensão da nova lei contra informações falsas até à instalação de um parlamento eleito e o reforço do apoio às rádios comunitárias.

No campo da convivência religiosa, os participantes apelaram à promoção do diálogo inter-religioso e à proteção do património religioso.

Na área da arte, cultura e património recomendaram a valorização das línguas nacionais, a criação de um inventário do património cultural e concessão de incentivos ao setor criativo.

Os delegados recomendaram as juventudes partidárias  a criação de políticas públicas voltadas ao emprego jovem, combate ao radicalismo político e proteção das mulheres contra assédio no ambiente partidário.

As recomendações foram aprovadas em Cacine, com o objetivo de contribuir para o fortalecimento da democracia, da coesão social e da paz duradoura na Guiné-Bissau.

O XXVII reunião do Conselho de Paz foi realizada  entre os dias 20 e 24 de Maio , no sector de Cacine, região de Tombali, sul do país e contou com a participação de  representantes dos 11 Grupos de Kumpuduris di Paz, juventudes partidárias e organizações parceiras da sociedade civil.

ANG/LPG/ÂC//SG

Comunicação Social/SINJOTECS e RDDH recomendam a classe a pratica de  um “jornalismo responsável”

Bissau, 25 Mai 26 (ANG) – O Sindicato de Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (SINJOTECS) e a  Rede dos Defensores dos Direitos Humanos (RDDH), recomendaram sábado,  a prática de um Jornalismo responsável  no país.

A recomendação foi feita no âmbito de um seminário de  “Reflexão sobre a Importância do Jornalismo de Investigação no Combate à Corrupção", realizado em Bissau.

 As duas entidades recomendaram ainda o fortalecimento da ética profissional, promoção de formações contínuas para os jornalistas,  criação de mecanismos de proteção das fontes .

Ao discursar na cerimónia de abertura do referido seminário, a Presidente do SINJOTECS Indira Correia Baldé, disse  que o papel de um jornalista é estar sempre no local dos acontecimentos, para melhor apurar os factos.

Indira Balde ainda pede mais concentração dos profissionais da imprensa  na luta contra a corrupção.

Para Baldé  a melhor forma de lutar contra esse flagelo é trazer à luz um trabalho investigativo sobre os atos de corrupção, para que o povo conheça a verdadeira identidade destas pessoas.

“Trazer a luz do dia a verdade que estes indivíduos não querem que sejam reveladas, não é um trabalho fácil para qualquer jornalista, mas muitos trabalhos do género feitos pelos jornalistas de investigação tiveram impactos além fronteiras”, destacou a Presidente do SINJOTECS.

Para o Coordenador Nacional da Rede dos Defensores dos Direitos Humanos (RDDH) Vitorino Indeque, a corrupção é uma das maiores ameaças ao desenvolvimento sustentável.

“A justiça social é a confiança dos cidadãos nas instituições, porque enfraquece o Estado de Direito e perpetua desigualdades. Por isso, o jornalismo de investigação é uma ferramenta poderosa, capaz de expor, denunciar e pressionar por mudanças”, defendeu Indeque.

Acrescentou que  a Guiné-Bissau é um país onde os desafios institucionais são grandes, sendo assim, o jornalismo de investigação torna-se ainda mais essencial, porque  protege o interesse público e contribui para a construção de uma cultura de integridade.

O  seminário teve a duração de um dia, e nele foram debatidos os temas: “Papel do Jornalismo Investigativo na denúncia de práticas Ilícitas e na promoção da prestação de contas”; “Dilemas Éticos, como usar Fontes Anónimas”; Respeito à Privacidade e Impacto Social das Investigações"; "Medidas
e práticas para Defensores dos Direitos Humanos em risco, Manual de Segurança da FrontLine Defender”.ANG/LLA/ÂC//SG  

   

Rússia /Governo confirma que usou míssil com capacidade nuclear para atacar Ucrânia

Bissau, 25  Mai 26(ANG) - A Rússia confirmou hoje ter utilizado mísseis hipersónicos Orechnik para atacar a Ucrânia na última noite, alegando que o alvo dos bombardeamentos foram apenas instalações militares.


O Ministério da Defesa russo confirmou, em comunicado, ter usado mísseis Orechnik, com capacidade nuclear, bem como outros tipos de mísseis em ataques à Ucrânia.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, tinha denunciado já hoje o ataque com mísseis Orechnik na região de Kiev.

Esta terá sido a terceira vez que o míssil, com capacidade de transportar ogivas nucleares ou convencionais, foi utilizado na Ucrânia.

Também hoje, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriy Sibiga, pediu o reforço dos apoios ao país face à agressão russa.

Sibida disse que a Ucrânia precisa de mais capacidades defensivas, incluindo a proteção do espaço aéreo, investimentos na indústria de defesa, mais pressão sobre a Rússia e decisões políticas firmes em relação à adesão da Ucrânia à União Europeia.

A Força Aérea Ucraniana informou que a Rússia utilizou 690 sistemas de ataque, incluindo drones e mísseis de vários tipos, neste bombardeamento. ANG/Inforpress/Lusa


RDC-Ébola/ Duzentas e quatro mortes registadas em 867 novos casos suspeitos

Kinshasa, 24/05/2026 (MAP) – A epidemia de Ebola causou 204 mortes em 867 casos suspeitos na República Democrática do Congo (RDC), de acordo com o último relatório divulgado na noite de sábado pelo Ministério da Saúde.

Segundo dados oficiais, 204 mortes em três províncias da República Democrática do Congo foram registadas até o momento como provavelmente causadas pelo vírus. Um relatório anterior da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado na sexta-feira, indicava 177 mortes em 750 casos suspeitos.

A República Democrática do Congo declarou um surto de Ebola em 15 de Maio, causado pelo vírus Bundibugyo, contra o qual atualmente não existe vacina ou tratamento específico, e que apresenta uma taxa de mortalidade de até 50%. A OMS emitiu um alerta de saúde internacional.

O ébola matou mais de 15.000 pessoas na África nos últimos 50 anos, com taxas de mortalidade variando de 25% a 90%, segundo a OMS. O surto mais mortal, na República Democrática do Congo, resultou em quase 2.300 mortes e 3.500 casos entre 2018 e 2020.

Na sexta-feira, a OMS elevou o nível de risco nacional para o surto de Ebola na RDC para "muito alto", citando a rápida disseminação da doença e uma situação que provavelmente é muito mais abrangente do que apenas os casos confirmados.

A organização enviou 22 especialistas internacionais para o terreno e liberou 3,9 milhões de dólares em financiamento de emergência, enquanto as Nações Unidas destinaram mais 60 milhões de dólares para acelerar a resposta à epidemia na RDC e na região.

No sábado, os ministros da saúde de Uganda, da República Democrática do Congo e do Sudão do Sul adotaram, em Kampala, um plano de ação transfronteiriço com o objetivo de coordenar a resposta a essa epidemia. ANG/Faapa

Marrocos/ Rei Mohammed VI concede indulto a torcedores senegaleses condenados por crimes cometidos durante a CAF/2025

Bissau, 25 Mai 26 (ANG) – O Rei Mohammed VI concedeu, por razões humanitárias, o seu indulto aos torcedores senegaleses condenados por delitos cometidos durante a Copa Africana de Nações, organizada por Marrocos de 21 de Dezembro de 2025 a 18 de Janeiro de 2026, conforme indicado em comunicado do Gabinete Real neste sábado.

Esta decisão faz parte das "relações fraternas de longa data que unem o Reino de Marrocos e a República do Senegal" e surge "por ocasião da chegada do Eid Al Adha", afirmou o comunicado.

Com esta decisão, o Soberano demonstra a profundidade dos laços de amizade, fraternidade e cooperação que unem Marrocos e Senegal, continua a mesma fonte, salientando que este indulto ilustra ainda mais a permanência dos valores fundamentais que sustentam a identidade marroquina, entre os quais se destacam a clemência, a benevolência, a generosidade e o espírito de tolerância.

Por ocasião do Eid Al Adha Al Mubarak, o Rei Mohammed VI apresenta os seus sinceros votos ao seu irmão, o Presidente Bassirou Diomaye Faye, às autoridades e ao povo irmão senegalês, acrescenta o comunicado. ANG/Faapa


                        EUA/Nuclear bloqueia acordo de paz com Irã

Bissau, 25 Mai 26 (ANG) - Estados Unidos e Irã avançaram nas negociações para um acordo destinado a encerrar o conflito e reabrir o estreito de Ormuz, com prazo inicial de 30 dias para medidas na via marítima, mas Teerã ainda não aceitou qualquer compromisso sobre seu programa nuclear.

O possível entendimento inclui etapas graduais, suspensão parcial de sanções e previsão de 60 dias para tratar da questão nuclear, enquanto divergências públicas indicam que pontos centrais seguem em aberto.

Estados Unidos e Irã negociam um protocolo de entendimento que pode levar ao encerramento das hostilidades e à retomada da navegação no estreito de Ormuz, um dos principais corredores energéticos do planeta.

O avanço foi sinalizado por declarações públicas de autoridades norte-americanas e iranianas, ainda que persistam divergências relevantes, sobretudo no que diz respeito ao programa nuclear iraniano, mantido fora do escopo imediato do acordo em discussão.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que "novas informações" sobre a situação no Irã podem ser divulgadas neste domingo, acrescentando que há possibilidade de notícias positivas relacionadas ao estreito de Ormuz nas próximas horas. Ao mesmo tempo, reafirmou a linha tradicional de Washington: Teerã não pode, em hipótese alguma, obter uma arma nuclear.

 

Do lado iraniano, autoridades e veículos ligados ao governo têm sustentado que a questão nuclear não integra o protocolo atualmente em negociação. Segundo a agência iraniana Tasnim, próxima à Guarda Revolucionária, o entendimento em fase final não prevê, até agora, qualquer concessão por parte do Irã sobre seu programa atómico, o que reforça a natureza limitada do acordo preliminar.

Ainda conforme a Tasnim, o documento negociado estabelece a suspensão das hostilidades "em todas as frentes" e inclui um compromisso dos Estados Unidos de flexibilizar as sanções sobre o petróleo iraniano durante o período de negociações. Esse ponto é considerado central para Teerã, cuja economia tem sido fortemente pressionada pelas restrições comerciais impostas por Washington.

 

A agência acrescenta que, apesar do avanço diplomático, o Irã não aceitou "a menor medida" relativa à limitação de seu programa nuclear. O texto preveria prazos distintos: 30 dias para medidas relacionadas ao estreito de Ormuz e 60 dias para negociações específicas sobre a questão nuclear.

Também está em discussão a normalização gradual do tráfego marítimo na região. O estreito de Ormuz, por onde circula uma parcela significativa do petróleo consumido no mundo, encontra-se de fato bloqueado desde o início do conflito, afetando cadeias de abastecimento e pressionando preços internacionais.

De acordo com os termos relatados pela Tasnim, o número de navios autorizados a cruzar o estreito deve retornar ao patamar anterior à guerra dentro de um prazo de 30 dias. A retomada completa da circulação é vista como indicador-chave da eficácia inicial do acordo e como condição para a estabilização dos mercados de energia.

Outro ponto previsto é o fim do bloqueio naval imposto pela Marinha dos Estados Unidos a portos iranianos. A medida também teria prazo de até 30 dias para implementação completa, representando uma mudança sensível no posicionamento militar norte-americano na região.

Além disso, o acordo contempla o desbloqueio de parte dos ativos financeiros iranianos congelados no exterior. Essa liberação ocorreria já na primeira fase do processo e funcionaria como espécie de incentivo econômico para o avanço das negociações.

Apesar dessas indicações, há divergências públicas sobre o conteúdo e o alcance do acordo. O presidente norte-americano,Donald Trump, declarou no sábado que um protocolo para encerrar o conflito no Irã estava "essencialmente negociado" e que incluiria a reabertura do estreito fr Ormuz

.

Trump afirmou, em sua rede Truth Social, que os "últimos detalhes" estavam sendo discutidos e que o anúncio formal ocorreria em breve. Ele não detalhou os termos completos do entendimento, o que contribuiu para incertezas sobre seu conteúdo real.

A interpretação apresentada por fontes iranianas, no entanto, diverge em pontos importantes. A agência Fars informou no domingo que o eventual acordo manteria sob controle iraniano a gestão do estreito de Ormuz e classificou as declarações de Trump como "em desacordo com a realidade".

Segundo fontes ouvidas pela Reuters, o plano em negociação seria estruturado em três fases. A primeira envolveria o encerramento formal do conflito; a segunda, a resolução da crise no estreito de Ormuz; e a terceira, a abertura de um período de 30 dias para discussões mais amplas, possivelmente prorrogáveis.

Esse cronograma indicaria uma estratégia gradual, na qual medidas de segurança e económicas precedem um debate mais complexo sobre o programa nuclear iraniano. A separação dos temas reflete a dificuldade histórica de alcançar consenso nessa área sensível.

Uma fonte iraniana de alto escalão afirmou à Reuters que o país não aceitou transferir seus estoques de urânio altamente enriquecido para fora do território nacional. Segundo ela, esse tema será tratado apenas em eventuais negociações de longo prazo e não integra o acordo preliminar.

"A questão nuclear será abordada durante negociações para um acordo definitivo e, portanto, não faz parte do entendimento atual. Nenhum acordo foi alcançado sobre a exportação dos estoques de urânio altamente enriquecido do Irã", disse a fonte.

A posição europeia tem sido de apoio cauteloso ao avanço diplomático. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leven, afirmou que vê com satisfação os sinais de progresso nas negociações entre Washington e Teerã.

Em mensagem publicada na rede X, ela declarou: "Precisamos de um acordo que realmente permita reduzir o conflito, reabrir o estreito de Ormuz e garantir uma navegação livre e sem entraves. Não se deve permitir que o Irã se torne uma potência nuclear." ANG/RFI/AFP

 

Ébola/Uganda, Sudão do Sul e RDC ativam estratégia conjunta para conter propagação regional

Bissau, 25 Mai 26 (ANG) – Uganda, Sudão do Sul e República Democrática do Congo (RDC) adotaram, no sábado, em Kampala, um plano de ação transfronteiriço para coordenar a resposta à epidemia de Ebola Bundibugyo, que representa um risco crescente de disseminação regional, anunciaram os ministros da saúde dos três países.

Em reunião realizada nos dias 22 e 23 de maio na capital ugandense, autoridades de saúde dos três países aprovaram um programa conjunto de doze pontos, com foco especial na vigilância de fronteiras, alerta precoce e mobilização urgente de recursos logísticos e de saúde.

O encontro reuniu, além de delegações governamentais, representantes da Organização Mundial da Saúde (OMS), do UNICEF, do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), bem como diversos parceiros técnicos e financeiros.

De acordo com o comunicado final, os participantes expressaram preocupação com a evolução da epidemia de Ebola Bundibugyo, declarada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África (África CDC) em 15 de Maio de 2026, visto que transmissões foram confirmadas nas províncias congolesas de Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul, com um aumento de casos suspeitos e confirmados em diversas áreas de fronteira.

Os ministros salientaram que a elevada mobilidade das populações, os corredores comerciais e mineiros, os deslocamentos relacionados com crises humanitárias e a persistente insegurança em certas áreas aumentavam o risco de propagação regional do vírus.

O plano adotado inclui a harmonização dos controles sanitários nos pontos de entrada, o reforço do monitoramento das movimentações transfronteiriças, o desenvolvimento da capacidade laboratorial e o fortalecimento das medidas de prevenção e controle de infecções.

Os três países finalmente apelaram aos doadores, parceiros técnicos e atores do setor privado para que forneçam apoio financeiro, logístico e operacional imediato aos planos nacionais de resposta, reafirmando, ao mesmo tempo, que a solidariedade regional e o fortalecimento sustentável dos sistemas de saúde continuam sendo essenciais diante dessa grande ameaça à saúde pública. ANG/Faapa

Côte D´Ivoire/ Comité Executivo da União Parlamentar Africana reúne 85ª sessão em Dacar nos dias  3 e 4 de Junho

Bissau, 25 Mai 26 (ANG) -  A 85ª sessão do Comité Executivo da União Parlamentar Africana (UPA) será realizada de 3 a 4 de Junho de 2026 em Dakar, sob os auspícios do Presidente do Senado da República Democrática do Congo e Presidente do Comitê Executivo da União, Jean-Michel Sama Lukonde Kyenge.

Segundo um comunicado de imprensa enviado à AIP, são espera
dos mais de 150 delegados das cinco sub-regiões do continente africano nesta reunião estatutária da organização parlamentar africana.

Os participantes irão examinar, em particular, as atividades realizadas durante o período entre sessões, o relatório dos auditores e os temas propostos para debate na 48ª Conferência da União, especialmente no âmbito das Comissões Política, Económica e de Desenvolvimento Sustentável, bem como do Grupo de Parlamentares Mulheres.

Os delegados também irão analisar propostas de alteração dos estatutos da organização, bem como as diversas candidaturas ao cargo de Secretário-Geral.

O Comité Executivo é o órgão responsável por dirigir as atividades da União e assegurar a implementação das decisões, resoluções e recomendações adotadas pela Conferência de Presidentes.

A Conferência de Presidentes continua sendo o órgão supremo da União. Ela é composta pelos presidentes das assembleias parlamentares nacionais dos Estados-Membros ou seus representantes.

A UPA é uma organização parlamentar pan-africana que trabalha para promover a unidade de ação entre as instituições parlamentares africanas. Visa também servir como estrutura para o diálogo e a cooperação parlamentar a serviço da paz, da democracia, da boa governança e do desenvolvimento sustentável no continente.

A organização também tem como objetivo contribuir para a construção gradual de uma verdadeira comunidade jurídica africana, baseada nas realidades políticas, económicas, sociais e culturais do continente, ao mesmo tempo que fortalece as trocas entre parlamentares africanos e seus homólogos do resto do mundo.

A 84ª sessão do comité executivo da União foi realizada nos dias 18 e 19 de novembro de 2025, na República Democrática do Congo, à margem da 47ª conferência da organização.

Fundada em 1976, a União Parlamentar Africana tem sede em Abidjan e conta atualmente com 41 estados-membros.ANG/Faapa

 

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Ambiente/IBAP assinala dia Mundial da Biodiversidade com promoção de palestra envolvendo estudantes universitário

Bissau, 22 Mai 26 (ANG) – O Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP), promoveu hoje uma palestra com os estudantes Universitários sob o lema, “Agir Localmente Para um Impacto Global”., para assinalar o 22 de Maio,  dia Mundial da Biodiversidade.

“Os 22 anos da existência do IBAP foram bastante positivos, porque tivemos uma evolução significativa, contando sempre com o apoio do Governo, no cumprimento da nossa missão”, descreveu Aissa Regala de Barros, em declarações à imprensa.

Acrescentou que  apesar de várias conquistas alcançadas neste setor, o IBAP também enfrenta  problemas  de sustentabilidade financeira. “ Mais de 90 por centos dos funcionários são  cobertos pela Função Pública”, disse.

Outra dificuldade apontada pela Aissa Regala tem a ver com a mudança de geração de funcionários, devido o aproximar do período de aposentação da maioria dos seus funcionários da instituição.

A DG do IBAP referiu que ao nível mundial, a situação  da biodiversidade não está favorável, por isso, a IBAP procura sempre transmitir  mensagens de proteção do ambiente, em cada ano que celebra, o dia Mundial da Biodiversidade.

No que tem a ver com as áreas protegidas, Aissa  disse que apesar de muitas dificuldades enfrentadas neste domínio, o IBAP, até então continua a trabalhar com determinação, para manter a proteção das áreas e espécies ameaçadas.

O IBAP envolveu este ano quatro Universidades de Bissau nas celebrações do dia Mundial  da Biodiversidade. ANG/LLA//SG

         

Sociedade /Primeiro-ministro diz  que a estabilidade e o futuro da Guiné-Bissau dependem da capacidade do país de colocar a juventude no centro das políticas públicas

Bissau, 22  Mai 26(ANG)  – O Primeiro-ministro  disse, esta sexta-feira, que a estabilidade política,  paz social e o desenvolvimento nacional dependem, diretamente, da capacidade do país de colocar  a juventude no centro das políticas públicas, seja na  economia assim como na   governação.

Ilídio Vieira Té falava na abertura oficial do “Diálogo Nacional da Juventude e Governo de Transição”, promovido pela Rede Nacional das Associações Juvenis (RENAJ), e que reúne, em Bissau, cerca de 500 jovens provenientes de diferentes regiões do país.

O chefe do Governo apontou a  mobilização juvenil evidenciada no encontro como prova de que “a juventude guineense não quer ser apenas espectadora da história nacional mas também participante ativa na  construção do futuro da Guiné-Bissau”.

 Vieira Té reconheceu que os jovens continuam a enfrentar enormes desafios estruturais, entre os quais o desemprego, a  falta de oportunidades, as dificuldades de acesso à educação de qualidade e à formação profissional, bem como a limitada participação em instâncias de  decisão.

“Ignorar estas dificuldades representa um risco para o futuro do país. Um país que abandona a sua juventude está, na prática, a comprometer o seu próprio futuro”, advertiu.

O Chefe do Executivo disse ainda  que a estabilidade nacional não poderá ser alcançada apenas através de entendimentos políticos, sublinhando que “a verdadeira estabilidade constrói-se quando os jovens acreditam no país, sentem que têm futuro e encontram oportunidades para trabalhar, estudar, empreender e viver com dignidade.

Té prometeu  analisar, “com seriedade”, as conclusões que vão sair desse diálogo para, progressivamente,  transformá-las em instrumentos de políticas públicas.

Disse  que nenhum Governo conseguirá, sozinho, resolver todos os problemas da juventude, e que, para o efeito, pede  um esforço colectivos, envolvendo famílias, escolas, organizações juvenis, autoridades religiosas e tradicionais, setor privado, parceiros internacionais e a própria juventude.

O também ministro das Finanças  apelou aos jovens para continuarem a defender a paz, o diálogo, a unidade nacional e os valores democráticos, e para que rejeitem  qualquer forma de violência ou divisão política, étnica ou religiosa.

“A juventude deve ser a principal força de reconciliação, modernização e transformação positiva da Guiné-Bissau”, afirmou.

O presidente da RENAJ Abulai Djaura, por sua vez, destacou a importância do Dialogo Nacional da Juventude com o Governo.

“Compreendemos que, independentemente de cada um estar a trabalhar no seu lado, é preciso que as autoridades nacionais interagissem com os jovens, porque existem muitos problemas no país, entre os quais o emprego jovem, promoção de empreendedorismo,  a emigração por várias razões,  e percebemos que é necessário haver uma interação entre gerações”, disse o líder da juventude guineense.

Acrescentou que é por isso que a RENAJ decidiu organizar este encontro, para debater os problemas que a juventude guineense enfrenta.

Abulai Djaura disse esperar que no final do encontro saísse recomendações que vão permitir a continuidade do dialogo entre os jovens e o Governo, assim como com a comunidade internacional, para a resolução dos problemas que afetam a juventude guineense.

Pede realização de concursos públicos para entrada na Administração Pública, a  descentralização da administração, para a redução do êxodo de jovens das regiões para Bissau, local onde há mais oportunidades.

O “Diálogo Nacional da Juventude e Governo de Transição” deve decorrer entre 22 e 23 de Maio e visa a produção de  um documento consolidado de recomendações políticas destinadas a reforçar a participação juvenil na governação e na construção da estabilidade nacional. ANG/LPG//SG

 China/Shenzhen, vila de pescadores, se tornou a capital mundial dos drones

Bissau, 22 Mai 26 (ANG) - Enquanto os drones se tornaram uma ferramenta indispensável na sociedade moderna, a China confirma sua liderança nesse setor.

Shenzhen é o coração dessa indústria emergente, representada na 10ª edição de um congresso mundial que tem início nesta quinta-feira (21). Mais de 1200 empresas de centenas de países participam apresentando seus produtos. 

É difícil acreditar que há menos de 50 anos Shenzhen ainda era uma vila de pescadores perto de Hong Kong. A política de abertura sob a presidência de Deng Xiaoping permitiu transformá‑la em uma das primeiras zonas económicas especiais.

Em um território onde tudo precisava ser construído, a cidade desenvolveu sua própria cadeia de inovação. Durante anos, atraiu capitais e tecnologias do Ocidente e hoje é um ator central na competição estratégica entre grandes potências.

Na quinta-feira, russos em busca de interceptadores de drones se misturavam a empreendedores atentos às mais recentes tecnologias industriais. Aviões e veículos não tripulados de todos os tamanhos, dispositivos de detecção com antenas e sistemas anti interferência dignos de filmes de ficção científica estavam expostos na abertura do Congresso Mundial de Drones.

A supremacia das empresas chinesas se impõe em novos setores, da agricultura às infraestruturas, passando pelos equipamentos militares. Um desses exemplos é a DJI, criada em Shenzhen em 2006, domina o mercado mundial de drones comerciais com uma participação próxima de 80%.

 

 A empresa também representa mais da metade do mercado de softwares de aplicação ligados aos drones. Os drones são um símbolo importante do crescimento de Shenzhen, que se tornou o "Vale do Silício chinês.

 

Os aparelhos que voam em alta altitude dependem de pequenos ímãs potentes e outros componentes cruciais amplamente disponíveis no ecossistema industrial chinês, sem equivalente em eficiência e variedade em outros lugares.

“Quando você precisa de um componente, tem centenas de opções diferentes (na China)”, declarou um expositor, Javier Balaguer, da empresa espanhola de consultoria e serviços Applus+ Laboratories. “Se você tem acesso direto” a esses produtos, “tudo fica muito mais fácil”, disse à AFP esse especialista em drones.

No entanto, a importância que os drones assumiram na guerra na Ucrânia também desperta preocupações. Pequim afirma apoiar o uso civil da tecnologia de drones e ter implementado controles de exportação para evitar a proliferação de armas.

 

 No entanto, o duplo uso de tecnologias comerciais e militares cria uma zona cinzenta difícil de controlar além das fronteiras.

A AFP conversou com três ucranianos, um dos quais destacou que a tecnologia de drones se tornou “uma necessidade diária” desde o início da guerra.

 

“A China domina toda a cadeia de suprimentos”, especialmente a “das peças magnéticas difíceis de encontrar na Ucrânia”, afirmou um deles, que preferiu não se identificar.

 

A AFP encontrou nesta quinta‑feira participantes estrangeiros vindos da União Europeia, do Oriente Médio e do Sudeste Asiático, atraídos pela expertise de Shenzhen em áreas tão diversas quanto manutenção de infraestruturas, vigilância aérea ou monitoramento de corridas automobilísticas.

Os organizadores anunciaram que esperam 150 mil visitantes este ano. Balaguer, da Applus+ Laboratories, disse à AFP que percebeu que a dimensão do evento explodiu nos últimos três anos. Segundo ele, a nova tendência deste ano é a tecnologia antidrones.

A diretora‑geral da empresa chinesa Yinyan General Aviation, Wu Yingjie, explicou que seu trabalho consiste em implantar “contra medidas antidrones” ao longo da fronteira chinesa.

A empresa de Wu está sediada na cidade de Nanning (sudoeste), a menos de 150 quilômetros da fronteira com o Vietnã. As tecnologias de contramedidas são usadas para detecção, reconhecimento e combate a voos não autorizados, acrescentou.

“Foi por causa da guerra na Ucrânia que o mundo descobriu a indústria de contramedidas  antidrones”, afirmou. ANG/RFI / AFP

Cooperação/Japão e UNICEF disponibilizam 720 mil dólares para apoiar crianças afetadas pela crise climática na Guiné-Bissau

Bissau, 22 Mai (ANG) - O Governo do Japão e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) anunciaram um novo programa avaliado em 720 mil dólares americanos, equivalente a mais de 430 milhões de francos CFA, destinado a reforçar o acesso à educação, água, saneamento, higiene e nutrição de emergência, pelas crianças afetadas pela crise climática na Guiné-Bissau.

A iniciativa, segundo um comunicado à imprensa da UNICEF, à que a ANG teve acesso hoje, apresentada em Bissau, vai beneficiar cerca de 184 mil crianças e mais de 238 mil membros das comunidades nas regiões de Bafatá e Oio, ao longo dos próximos 12 meses.

Segundo o UNICEF, a Guiné-Bissau ocupa atualmente a quarta posição mundial no Índice de Risco Climático para Crianças, figurando entre os países onde os menores enfrentam riscos extremamente elevados devido às alterações climáticas.

Segundo o comunicado, fenómenos recentes, como chuvas intensas, inundações e ventos fortes, provocaram danos em escolas, destruíram infraestruturas de água e saneamento e agravaram o risco de malnutrição infantil.

O representante do UNICEF na Guiné-Bissau, Inoussa Kabore, considerou que o apoio do Governo japonês chega num momento decisivo, sublinhando que os choques climáticos agravaram as desigualdades na educação, nutrição e saúde.

Kabore disse que o financiamento permitirá garantir escolas mais seguras, acesso à água potável e serviços nutricionais essenciais para milhares de crianças.

No setor da educação, o programa prevê a reabilitação de seis escolas afetadas pelas inundações, beneficiando cerca de 2.500 alunos.

O comunicado refere que as infraestruturas serão adaptadas para resistir melhor aos impactos climáticos e incluirão instalações sanitárias separadas por sexo, com condições adequadas para higiene menstrual, promovendo maior inclusão e segurança para as raparigas.

Também será promovida formação em gestão de emergências para conselhos escolares, reforçando a capacidade de resposta à futuras crises.

Na componente de água, saneamento e higiene, cerca de 60 comunidades participarão em avaliações participativas para redução do risco de desastres, com identificação de vulnerabilidades e elaboração de mapas comunitários de risco.

O programa inclui ainda a distribuição de kits de higiene de emergência em escolas e comunidades para reforçar a preparação em situações de crise.

No domínio da nutrição, mais de 15 mil crianças, sobretudo menores de cinco anos e em idade escolar, terão acesso a rastreio nutricional, prevenção e tratamento da malnutrição, incluindo desparasitação, suplementação alimentar, aconselhamento e medicamentos essenciais.

Dados apresentados pelo UNICEF indicam que 28 por cento das crianças menores de cinco anos sofrem de atraso no crescimento, enquanto que 53 por cento vivem em situação de pobreza alimentar severa.

Além das intervenções directas, UNICEF apoiará as comunidades na elaboração de planos locais de ação climática, com foco na proteção das fontes de água e na promoção de práticas ecológicas que reduzam a vulnerabilidade a futuros choques ambientais.

O Embaixador do Japão para o Senegal e Guiné-Bissau, Takeshi Akamatsu, disse que o apoio reflete o compromisso do Japão com a proteção das crianças em contextos vulneráveis e com o fortalecimento da resiliência das comunidades.

A contribuição japonesa está alinhada com os  compromissos internacionais assumidos pelo país no âmbito da Cimeira do G7 de Hiroshima, da TICAD 9 e do Quadro de Sendai para a Redução do Risco de Desastres.

ANG/LPG//SG