quinta-feira, 6 de agosto de 2026

 

Diplomacia/”Senegal  assume  mediação da crise eleitoral na Guiné-Bissau”, diz Cheikh Niang

Bissau, 06 Ago 26(ANG) – O ministro da Integração Africana, dos Negócios Estrangeiros e dos Senegaleses no Exterior , Cheikh Niang declarou  que está em Bissau para uma visita oficial, no quadro de amizade e fraternidade existente entre a Guiné-Bissau e Senegal.

Em declarações à imprensa à saída de uma audiência com o Presidente da República de Transição, o governante senegalês disse que outro objetivo da sua visita à Guiné-Bissau se prende com o anúncio oficial ao chefe de Estado guineense das recomendações da última Cimeira da CEDEAO, realizada, recentemente ,em Fretowon na Serra Leoa.

Cheikh Niang revelou que, anunciaram ao Presidente Horta Inta-a  que o Senegal foi designado para mediar a  crise eleitoral na Guiné-Bissau.

“Foi neste âmbito de mediação da crise do processo eleitoral na Guiné-Bissau que fomos recebidos pelo Presidente Horta Inta-a e neste mesmo quadro vamos manter encontro com o Primeiro-ministro Ilídio Vieira Té”, afirmou.

A delegação do governo senegalês  é integrada ainda pelo ministro das Forças Armadas deste país,  Yancuba Djeme e outros elementos do Ministério. Da Integração Africana, dos negócios Estrangeiros e dos senegaleses no Exterior.

Por suas vez, a ministra dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades, Fatumata Jau, destacou que a visita traduz o diálogo permanente entre os estados membros da CEDEAO, e  renova o engajamento do Governo de Transição para que haja estabilidade no país e na sub-região.

Fatumata Jau  reiterou a delegação
senegalesa .o
 empenho das autoridades de transição no cumprimento do calendário estabelecido para as eleições gerais de Dezembro próximo.

 “O objetivo comum entre a Guiné-Bissau e os Estados membros da CEDEAO é de continuar a trabalhar no espírito de confiança e de respeito mútuo pela estabilidade no país e da sub-região”, disse a chefe da diplomacia guineense.ANG/JD/ÂC//SG


Desporto
/Associação Guineense de Mini-futebol promove torneio de captação de talentos para o CAN-2027 em Conacri 

Bissau, 06 Ago 26 (ANG) – A Associação Guineense de Minifutebol (AGMF), vai promover no decurso deste mês  um torneio de  captação de talentos, que irão integrar a seleção que tomará parte no Campeonato Africano da modalidade (CAN), que terá lugar na República da  Guné, de 09 à 24 de Janeiro de 2027.

Em declarações à imprensa, após a reunião das estruturas da organização, o Presidente da Associação Guineense de Minifutebol (AGMF) na Guiné-Bissau Califa Soares Cassamá disse que a Confederação Africana de Minifutebol, por intermédio da Federação Internacional de Futebol (FIFA), incumbiu a associação que dirige, a responsabilidade de organizar o referido torneio da  modalidade no país.

Segundo Cassamá  foi realizado, recentemente, na República da Guiné  um sorteio para o CAN-2027 de Minifutebol, e  a Guiné-Bissau, apesar de ser o único país ausente recebeu um convite  para tomar parte nessa competição.

“E para corresponder  ao desafio à que fomos  lançados intensificamos os trabalhos com a criação de uma comissão que irá trabalhar na organização de um torneio, já no próximo mês de Setembro, para a captação de talentos, e ao mesmo tempo efetuar o lançamento do nosso projeto que é efetivar a funcionalidade da modalidade no país”, disse Soares Cassamá.

Segundo ele, um dos objetivos da AGMF é iniciar a prática da modalidade através das escolas.

Califa Cassamá disse que o projeto será formalizado ao Governo através dos ministérios da Educação e da Juventude Cultura e Desportos.

Sendo uma modalidade nova no país,  Cassamá pede  apoio e a contribuição de todos os amantes do desporto, para o seu funcionamento.

Para o Diretor-técnico nacional da Associação Guineense de Minifutebol (AGMF) Laurindo da Silva, vulgo (Laus), os atletas que serão convocados para integrar a seleção nacional de minifutebol serão da idade compreendida entre 18 e 25 anos .

Questionado  se a associação do Minifutebol  já providenciou campos para a prática da modalidade ,Laus disse  que alguns complexos desportivos do país que apresentam boas condições físicas serão adaptados para a realização dos jogos do torneio.

“A questão dos campos não serão problemas, porque em Bissau já identificamos  dois campos e um deles é o  Complexo Demba Sanó. No interior, os  estádios Saco Vaz de Canchungo e o de Bafatá, todos com relvados sintéticos”, disse Laurindo da Silva.

Segundo o Diretor-técnico da AGMF, os treinadores e árbitros escolhidos para o torneio serão submetidos à uma prévia formação.

 “O início da formação está marcada para o dia 15 deste  mês, e para estruturar bem os trabalhos, será feito um cronograma de formação com a duração de três meses, no Setor Autónomo de Bissau, nas regiões de  Bafatá e Cacheu.

O Minfutebol ou (Futebol 7), é uma disciplina desportiva em expansão no mundo, em particular, nos países africanos destinado à crianças e adultos já reformados. ANG/LLA/ÂC//SG  

      

  

Itália/FAO prevê aumento global no preço dos alimentos devido ao El Niño e às guerras

Bissau, 06 Ago 26 (ANG)- O mundo caminha para uma nova disparada da inflação dos alimentos, impulsionada pelas guerras no Irã e na Ucrânia, somadas ao fenómeno El Niño.

Segundo Maximo Torero, economista‑chefe da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o aumento dos custos se combina à queda na produtividade agrícola. 

 “Eu prevejo que os valores das matérias‑primas começarão a subir ainda mais a partir de agora e que os preços dos alimentos comecem a avançar até o fim do ano. No ano que vem, eles vão aumentar com certeza ainda mais”, declarou Torero à agência de notícias Reuters.

 Segundo ele, a repercussão do aumento no preço das matérias‑primas para o valor final dos alimentos leva cerca de três a seis meses. 

Os preços dos alimentos permaneceram relativamente moderados desde o início deste ano, chegando até a atenuar, em algumas regiões, a alta provocada pelos custos elevados de energia. Esse alívio, porém, tende a ser temporário, avalia o economista‑chefe da FAO.

A combinação de preços mais altos do petróleo bruto, redução no fornecimento de fertilizantes provenientes do Golfo, escassez de diesel em partes do mundo e condições meteorológicas extremas estão alimentando uma pressão de custos que, mais cedo ou mais tarde, devem se refletir nos preços ao consumidor. 

Segundo Torero, o bloqueio pelo Irã do Estreito de Ormuz - crucial para o transporte mundial de petróleo e gás liquefeito - afeta todos os insumos das matérias‑primas agrícolas e dos sistemas de produção agrícola.

Ele ressalta que o petróleo Brent, por exemplo, é utilizado no bombeamento, na armazenagem, na transformação e no transporte de alimentos. Já o gás natural é essencial para a fabricação de fertilizantes.

Além disso, os danos causados pela Ucrânia às infraestruturas de petróleo e gás da Rússia estão reduzindo a capacidade de exportação de diesel e gás natural — dois insumos essenciais para a produção de alimentos.

Segundo o especialista, essa situação pesa sobre todo o planeta, ainda que os países mais ricos disponham de mais recursos para apoiar seus produtores.

"Estamos ouvindo relatos na Europa, nos Estados Unidos, no Brasil e na Ásia", aponta Maximo Torero. "Os lucros reduzidos estão influenciando as decisões de plantio", reitera. 

Mesmo nos Estados Unidos, autossuficientes na maior parte dos insumos essenciais, sem apoio federal os agricultores que cultivam as nove principais culturas podem perder US$ 32 bilhões em 2027, afirmou a Federação Americana de Escritórios Agrícolas.

 No país, os plantios globais de trigo e milho já foram reduzidos desde o início da guerra no Irã, com alguns produtores americanos priorizando a soja, que exige menos fertilizantes.

A Austrália, um dos principais exportadores agrícolas do mundo, indicou recentemente que a produção das culturas de inverno deve cair 21%, em parte devido ao aumento significativo dos preços de combustíveis e fertilizantes, além da incerteza quanto à disponibilidade de insumos essenciais.

Outro fator que deve resultar no aumento do preço dos alimentos é oEl Nino, que neste ano deve ser particularmente intenso, alterando de forma significativa os regimes de precipitação.

A FAO teme que este fenómeno climático contribua para agravar a insegurança alimentar aguda para dezenas de milhões de pessoas no mundo.

Na Índia, a monção já apresenta atraso, e as chuvas devem permanecer abaixo da média neste mês, o que pode prejudicar a produção de arroz e alimentar a alta dos preços globais das commodities agrícolas.

No Brasil, a previsão é que o El Niño resulte em chuvas excessivas no sul, seca no norte e nordeste Norte/Nordeste e em irregularidade climática no Centro‑Oeste, afetando diretamente agricultura, energia, logística e até saúde pública. Além da inflação no preço dos alimentos, o Banco Central pode elevar os juros, encarecendo o crédito agrícola e afetando decisões de investimento no campo. ANG/RFI/ AFP

 

Suíça/FIFA tenta abafar crise reconhecendo erros, mas não convence a imprensa europeia

Bissau, 06 Ago 26 (ANG) - A instituição máxima do futebol mundial reconheceu na quarta-feira (5) que "foram cometidos erros" após o vazamento do controverso projeto de investimentos privados, mas reafirmou seu "apoio total" a Gianni Infantino.

 A permanência do dirigente suíço-italiano na presidência da entidade intriga a imprensa francesa e europeia nesta quinta-feira (6).

"Infantino se agarra ao seu trono na FIFA" é o título de uma matéria no site do jornal Le Monde. O diário informa que, ao término de uma reunião sobre a crise da instituição entre Infantino e um pequeno grupo de diretores da entidade em Rabat, no Marrocos, a Federação Internacional de Futebol publicou um longo comunicado e enviou uma carta ao Conselho da instituição e às 211 federações nacionais membros.

O documento apresenta “sinceras desculpas por esses erros”, compromete-se a não os repetir, mas reitera seu "apoio total" a Infantino. Em uma atmosfera digna de uma obra de George Orwell, a FIFA vai mais longe e ameaça os meios de comunicação internacionais que, há vários dias, denunciam o estilo de governança solitário de seu presidente, reitera o Le Monde.

O comunicado publicado pela FIFA e reproduzido pelo jornal adverte que a entidade “não tolerará mais qualquer ataque à sua integridade, à sua boa governança e ao respeito de seus procedimentos”. O texto diz ainda que a instituição “tomará todas as medidas necessárias para proteger e preservar seu nome e reputação".

Para o jornal Le Parisien, o apoio da instituição não consegue abafar o isolamento de Infantino após o vazamento do projeto de abrir as competições internacionais a investidores privados, duramente criticado pelas federações regionais de futebol.

Para o diário, a crise coloca em evidência uma administração opaca, muito longe das promessas de transparência do dirigente quando assumiu a instituição em 2016.

O jornal Le Figaro afirma que Infantino está "à beira de um precipício". Antes considerado um presidente todo-poderoso, ele passou a ser visto como um pária. No entanto, a hipótese de uma demissão continua em segundo plano.

Por enquanto, Infantino continua sendo o único candidato declarado à reeleição para o comando da FIFA. A votação será realizada em março de 2027, no Marrocos.

O ítalo-suíço de 56 anos precisa da maioria das 211 federações-membro para conquistar um novo e último mandato de quatro anos. Até o momento, algumas federações europeias, como as da Finlândia, do País de Gales, da Sérvia e da Suécia, retiraram oficialmente o apoio a ele.

"Infantino deve sair", afirmou nesta quarta-feira o ex-craque português Luís Figo em uma coluna de opinião no jornal britânico Daily Mail. Figo descreve o dirigente como um "vestígio do passado que não deve fazer parte do futuro". Já o príncipe Ali bin Al-Hussein, presidente da Federação Jordaniana de Futebol, acusou Infantino de "chantagem" na terça-feira.

Fora do mundo do futebol, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, juntou-se nesta quarta-feira ao premiê britânico, Andy Burnham, para criticar duramente o presidente da FIFA.

"Sem dúvida, diante do que aconteceu, já não tenho mais confiança no senhor Infantino", afirmou Carney, cujo país foi um dos anfitriões, juntamente com os Estados Unidos e o México, da Copa do Mundo de 2026.

Para o premiê canadense, o fato de a equipe diretiva da FIFA não ter sido consultada sobre o plano de privatização da instituição "deveria ser fatal" para o mandato de Infantino.

Na semana passada, Burnham afirmou que o dirigente suíço-italiano era "a pessoa errada para dirigir" o órgão máximo do futebol mundial. ANG/RFI

 

 

Saúde/DG de HNSM apela aceleração da admissão de seus quadros estagiários na Administração Pública

Bissau, 06 Ago 26 (ANG) - O Director-geral  do Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM) apela   ao Governo para  acelerar o processo de admissão de seus quadros estagiários na Administração Pública, para evitar sucessivas  revindicações.

Malam Sabali falava em entrevista   à ANG e  Rádio Sol Mansi sobre a  greve de cerca de 400 estagiários do HNSM , iniciada  no dia 03 de Agosto em curso e que deve persistir até o dia 30 do mesmo mês.

Sublinhou que estão a tentar uma negociação com os técnicos que estão em greve, porque não depende da direcção do HNSM  mas sim do Governo a regularização da situação desses quadros na Administração pública guineense.

 “Atualmente, mais de 30 por cento dos técnicos efectivos de HNSM estão fora do país, de modo que carecemos de quadros internos. Por isso o hospital precisa desses estagiários para cobrir as vagas  existentes”, disse Sabali

Disse que estão a funcionar  com dificuldades, devido à essa paralisação de estagiários, de longos anos de exercício no Simão Mendes sem subsídio nem efectivação na Administração Pública.

“Os médicos que estão a trabalhar não são suficientes para cobrir a demanda do hospital”, disse o DG.

Os técnicos estagiários reivindicam as suas admissões como quadro do Ministério da Saúde Pública colocados no HNSM, uma promessa que lhe foram feitas no âmbito das negociações mas que não foi cumprida após o prazo de 30 dias que havia sido dado pelo Governo.


São no total 399 técnicos formados em diferentes serviços hospitalares e entraram em greve no dia 3 de Agosto para um período de 28 dias.

A repórter da ANG constatou que, em consequência dessa greve,  os serviços do HNSM estão a funcionar com dificuldades havendo alguns serviços  a funcionar com dois médicos e outros com um médico, e  sem apoios de serviços auxiliares de enfermagem, análises, e outros conforme necessidades.

ANG/AALS/ÂC//SG

 

 

 

 


Nigéria
/ Governo prevê aumento de salários de militares a partir de Setembro de 2027 para fazer face à insegurança generalizada

Bissau, 06 Ago 26 (ANG) - A Nigéria planeja aumentar os salários de seus militares a partir de Setembro do próximo ano, como um sinal de incentivo para as tropas já engajadas na luta contra a insegurança generalizada no país, anunciou uma fonte oficial nesta terça-feira.

"A Nigéria aumentará o salário de seus militares em 30 a 80 por cento a partir de setembro", disse Bayo Onanuga, assessor de comunicação do presidente nigeriano Bola Tinubu, em um comunicado, de acordo com relatos da mídia.

Segundo a presidência nigeriana, essa medida deverá elevar a folha de pagamento anual das forças armadas nigerianas para cerca de 678 milhões de dólares (924 bilhões de nairas), em comparação com os 660 bilhões de nairas anteriores.

Este aumento salarial, que afetará cerca de 250 mil pessoas, é "um sinal de nossa profunda gratidão" às forças armadas, disse o presidente nigeriano, conforme citado no comunicado.

É importante lembrar que a Nigéria enfrenta uma insurgência liderada por grupos terroristas na região nordeste há mais de 17 anos, além de conflitos entre agricultores e pastores na região centro-norte. ANG/Faapa

 


Suíça
/ONU condena sanções dos EUA contra Cuba e alerta para crise humanitária

 

Bissau, 06 Ago 26(ANG) — Especialistas em direitos humanos das Nações Unidas condenaram hoje as sanções dos Estados Unidos a Cuba, alegando que constituem uma tentativa de alterar a ordem constitucional de um Estado soberano através de "ameaças e coação".

 

"As condições humanitárias estão a deteriorar-se à medida que a crise energética se aprofunda", indicou o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), responsável por coordenar respostas globais de emergência.

 

"O impacto combinado da crise energética resultante das ordens executivas dos Estados Unidos e de outras sanções, juntamente com os furacões e outros desastres naturais, é abrangente e expande-se diariamente" na ilha, referiu o organismo da ONU.

 

Cuba tem sofrido vários desastres naturais sobretudo desde outubro de 2024, quando o furacão Óscar e um colapso da rede elétrica nacional atingiram a ilha ao mesmo tempo.

 

Desde então, o país entrou num ciclo contínuo de emergência com o impacto consecutivo do furacão Rafael, fortes sismos no sul da ilha, e novas tempestades severas que se estenderam ao longo de 2025 e 2026.

 

Em janeiro, Washington impôs um embargo petrolífero à ilha, ameaçando com sanções e tarifas qualquer país que forneça energia a Cuba.

 

A Casa Branca afirma que o regime comunista cubano ameaça a segurança nacional ao acolher bases de espionagem eletrónica da Rússia e ao aprofundar a cooperação militar com a China, acusando ainda Havana de servir de porto seguro para grupos como o Hamas e o Hezbollah.

 

Todo este cenário tem agravado a crise de abastecimento de energia, sobretudo depois de Cuba ter perdido o seu fornecimento da Venezuela no início deste ano, após a operação militar dos EUA em Caracas, que resultou em mais de 100 mortes e no sequestro do Presidente venezuelano Nicolás Maduro e da sua mulher, Cilia Flores.

 

"Todos os serviços básicos, desde a água potável e saneamento à produção de alimentos e ao setor da saúde, estão a ser afetados pela falta de combustível e de eletricidade", explicou o OCHA.

"Mais de 100 mil procedimentos cirúrgicos foram adiados devido à grave escassez de medicamentos e material médico", lamentou o organismo de ajuda às emergências.

 

Segundo referiu, a ONU e os seus parceiros publicaram um Plano de Ação Humanitária para prestar ajuda a dois milhões de pessoas, embora "a crise energética esteja também a limitar a capacidade de entregar a ajuda já prometida".

 

Há "dezenas de contentores com alimentos e material médico que permanecem retidos nos portos devido à falta de combustível", alertou.

 

Por isso, apelou à comunidade internacional para que "facilite a entrega atempada e sem entraves de combustível para fins humanitários e outros auxílios vitais", bem como para que financie o Plano de Ação, que conta atualmente apenas com 21% dos fundos solicitados.

 

A campanha de pressão norte-americana a Cuba entrou numa nova fase na quinta-feira, com o anúncio dos EUA de que iriam impor sanções contra o Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, e outras quatro pessoas - incluindo o seu antecessor, Raúl Castro - bem como cinco entidades cubanas: o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias, os Comités de Defesa da Revolução, a agência de viagens Amistur Cuba S.A., o Instituto Cubano de Amizade com os Povos e a empresa mineira La Victoria.

 

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez, classificou a decisão dos EUA como vil, enquanto Díaz-Canel considerou que estas sanções são uma tentativa de "reforçar as medidas de bloqueio" e criar um "cenário de conflito entre Cuba e os Estados Unidos". ANG/Inforpress/Lusa

 

 

 EUA/ Estados Unidos de América disponibilizam mais de 242 milhões de dólares para combate à epidemia de  Ébola

Bissau,06 Ago 26 (ANG) – Os Estados Unidos anunciaram na quarta-feira a alocação de mais de US$ 242 milhões em financiamento adicional para combater a epidemia de Ébola, que está ressurgindo na República Democrática do Congo (RDC).

"Este financiamento adicional faz parte do compromisso assumido pelo governo dos EUA na Cúpula de Líderes do G7, em 16 de Junho, de fornecer até US$ 500 milhões adicionais para os esforços de resposta ao Ébola", disse o Departamento de Estado em um comunicado.

Segundo a mesma fonte, os anúncios de ajuda do Departamento de Estado para combater a epidemia já ultrapassam US$ 512 milhões em assistência direta, permitindo que as organizações implementadoras expandam as intervenções em curso na África.

"Este montante soma-se aos 350 milhões de dólares destinados à assistência humanitária de emergência na República Democrática do Congo, no Sudão do Sul e no Uganda, como parte da nossa contribuição de 1,8 mil milhões de dólares para o Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, anunciada a 14 de maio", afirmou o comunicado.

Este financiamento adicional permitirá que os Estados Unidos continuem sua colaboração com governos, parceiros do setor privado e atores humanitários para implementar uma resposta robusta e abrangente. ANG/Faapa

 

Recursos Naturais/Ministro Júlio Mamadú Baldé entrega licença de exploração petrolífera à empresa Tender Oil e Gas Ltd

Bissau, 06 Ago 26(ANG) – O ministro dos Recursos Naturais, Júlio Mamadú Baldé, procedeu quarta-feira a entrega formal da licença de exploração petrolífera dos blocos 5C e 6C nas águas territoriais do país à uma delegação da empresa norte americana Tender Oil & Gas Ltd.

De acordo com uma nota à imprensa do Gabinete da Assessoria deste ministério, à que a ANG teve acesso, durante o encontro, o ministro recomendou as  empresas licenciadas a apresentação de resultados concretos, e advertiu que o Governo não tolerará situações de inércia ou incumprimento dos compromissos assumidos.

Na ocasião, segundo a nota, Júlio Baldé criticou a prática de algumas empresas que teriam recebido  licenças de exploração em África, particularmente na Guiné-Bissau, apenas para valorizar os seus ativos nos mercados financeiros, sem desenvolverem qualquer atividade efetiva de prospeção e exploração.

“Muitas companhias receberam licenças e não fizeram nada. A economia do nosso país precisa dos seus recursos. Um recurso natural que permanece no subsolo representa apenas uma potencialidade, não um valor económico. Se não extrairmos os nossos recursos e não os introduzirmos no circuito económico, continuaremos na pobreza. Os recursos naturais devem ser explorados para promover o desenvolvimento do país”,disse.

Referindo-se à Tender Oil & Gas Ltd., que passa a operar nos blocos 5C e 6C, o ministro explicou que se trata de uma área fronteiriça ainda pouco conhecida do ponto de vista geológico, sem cobertura sísmica suficiente e sem informação detalhada sobre as suas estruturas, circunstâncias que exigirão um trabalho de prospeção rigoroso e tecnicamente exigente.

O governante foi igualmente categórico ao destacar a importância da perfuração de poços exploratórios.

Segundo Baldé, não é com um furo a cada vinte anos que se vai descobrir petróleo, realçando que, apenas através da perfuração se pode confirmar a existência de hidrocarbonetos em quantidades comercialmente viáveis.

Informou que o último poço exploratório relevante realizado no offshore da Guiné-Bissau foi o Sinapa-2, em 2004, onde foram identificados indícios da presença de petróleo, mas não em volumes comercialmente exploráveis.

Júlio Baldé manifestou confiança na capacidade da Tender Oil & Gas Ltd, elogiando o seu Presidente do Conselho de Administração, Ovídiu Tender, que descreveu como um empresário comprometido com o desenvolvimento do continente africano.

“Trata-se de um grupo sério e tenho plena confiança de que realizará um trabalho de qualidade e o Governo estará ao seu lado para apoiar a concretização deste projeto”, garantiu.

Dirigindo-se ao conjunto do setor petrolífero, o ministro  frisou que qualquer companhia que não cumpra o programa de trabalho previsto no acordo celebrado com o Governo perderá a sua licença.

“Não se pode dispor de recursos naturais em grande quantidade e continuar a viver na pobreza. O desenvolvimento económico da Guiné-Bissau depende da valorização responsável dos seus recursos naturais”, afirmou.

ANG/MSC/ÂC//SG

 


China/”China continuará a apoiar países africanos no combate à Ébola”, diz porta-voz

Bissau, 06 Ago 26(ANG) -  O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês disse , terça-feira, que a China continuará a prestar assistência aos países africanos e fornecer o apoio necessário para trazer um fim antecipado ao surto de Ébola que afecta a RDC e outros  países africanos.

Segundo a agência Xinhua, Lin Jian respondia a  uma pergunta sobre a terceira equipa de médicos especialistas cineses enviada à Kinshasa, capital da República Democrática do Congo (RDC), no passado dia  01 de Agosto.

Segundo Lin, no início do surto de Ebola na África, a China  enviou múltiplas equipas de especialistas médicos para lá, incluindo a RDC, para combater o surto, o que foi altamente elogiado.

A terceira equipa de especialistas médicos é composta por especialistas em epidemiologia, quarentena de saúde, tratamento clínico e testes laboratoriais de patógenos.

 Com base no trabalho das equipas anteriores, esta terceiro grupo de médicos chineses  continuará a fortalecer os intercâmbios e a coordenação com a RDC e organizações internacionais à luz das necessidades de prevenção e controle epidémicos, de acordo com Lin.

"Com o surto de Ébola ainda se espalhando, a China continuará a mobilizar seus profissionais médicos no continente, a prestar assistência aos países africanos e fornecer o apoio necessário para trazer um fim antecipado ao surto", disse Lin.ANG/Xinhua

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Ambiente/ Jornalistas da África Ocidental reúnem-se em Abidjan para conhecer projetos de resiliência costeira na Costa do Marfim

Bissau, 05 Ago 26 (ANG) -- O Gabinete de Apoio Regional do Programa de Investimento para a Resiliência das Zonas Costeiras da África Ocidental (WACA BAR), em parceria com a Unidade de Gestão do Projeto WACA Costa do Marfim, organiza, de 9 a 14 de Agosto, uma visita de imprensa destinada a jornalistas e criadores de conteúdos dos países participantes no programa WACA ResIP.

Segundo a  Rede Eco Jornalistas da Guiné-Bissau, a iniciativa tem como objetivo dar a conhecer os investimentos realizados no combate à erosão costeira,  inundações e aos impactos das alterações climáticas, através de soluções baseadas na natureza e  ações voltadas para o reforço dos meios de subsistência das comunidades costeiras.

A rede acrescenta que após  missões semelhantes realizadas no Benin, Togo e Mauritânia, a edição de 2026 decorrerá na Costa do Marfim, com destaque para a zona costeira de Grand-Lahou, onde serão apresentados os principais resultados alcançados pelo projeto WACA ResIP.

Durante a visita, os participantes terão a oportunidade de conhecer as realizações do projeto no terreno, dialogar com beneficiários e autoridades locais e produzir conteúdos que evidenciem os impactos das intervenções nas comunidades costeiras.

A missão pretende ainda reforçar a visibilidade dos investimentos efetuados, valorizar as ações de restauração dos ecossistemas e sensibilizar o público e os decisores para os desafios da resiliência costeira na região.

A Guiné-Bissau estará representado pelo jornalista, Bacar Baldé, membro fundador e coordenador da Rede de Eco-Jornalistas, e por um criador de conteúdos.ANG/MI/ÂC//SG



EUA/Imprensa americana revela detalhes de acordo entre Irã e Omã para reabrir o Estreito de Ormuz

Bissau, 05 Ago 26 (ANG) - Segundo o site de notícias Axios, está em discussão um acordo entre o Irã e Omã com a duração de 60 dias com o objetivo de organizar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.

O presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu na terça-feira (4) que um compromisso pode ser anunciado nas próximas horas.

Citando duas "fontes regionais", o Axios indica que o acordo, embora temporário, pode ser renovado, passado o prazo de 60 dias.

O compromisso prevê que todo navio que entrar no Estreito de Ormuz utilizará uma rota ao norte, em águas iranianas. Já as embarcações que deixaram o local utilizarão uma trajetória ao sul, em águas controladas por Omã. 

"Nenhum pedágio ou taxa seria cobrado durante o período de 60 dias", diz a matéria. Durante este período de 60 dias, enquanto se aguarda um acordo definitivo, a via central do Estreito de Ormuz seria desminada. O Axios indica, no entanto, que o compromisso ainda não está finalizado.

De acordo com o site, além das negociações entre Omã e Irã nos últimos dias, autoridades do Catar, do Paquistão e da Arábia Saudita também participaram dos esforços de mediação.

As fontes entrevistadas pelo Axios indicam que a Casa Branca esteve ativamente envolvida nas negociações, com várias ligações entre o enviado de Trump, Steve Witkoff, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e o chanceler de Omã, Badr al‑Busaidi.

Araghchi teria concordado com o texto no fim de semana, mas ainda precisaria da aprovação do líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, e do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã.

Donald Trump, voltou a insistir, na terça-feira (4) que negociações com o Irã estão ocorrendo, embora o regime islâmico tenha rejeitado suas afirmações nos últimos dias. Segundo o líder republicano, o Estreito de Ormuz deve ser reaberto até quinta-feira (6).

Os comentários foram feitos em uma entrevista concedida durante um programa noturno da emissora Fox News. Trump garante que conversas com representantes iranianos ocorreram "durante todo o dia" de terça-feira e que foram "muito positivas". No entanto,voltou a ameaçar bombardear o Irã “de forma muito dura” caso nenhum compromisso seja firmado.

Segundo o presidente americano, o Irã deseja fechar um acordo. "Tenho tempo", declarou ainda o o chefe da Casa Branca sobre o conflito que já dura mais de cinco meses.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, também confirmou na terça‑feira que houve "progressos" nas negociações com o Irã e Omã. "Ainda não foi concluído nenhum acordo definitivo. Esperamos que isso aconteça muito em breve", afirmou.

As declarações foram reforçadas pelo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, em entrevista ao canal CNBC. Segundo ele, há chances de que um compromisso seja anunciado nas próximas horas "para reabrir o estreito e avançar rumo a uma normalização".

Nos últimos dias, Trump conversou com vários dirigentes no Oriente Médio, entre eles o emir do Catar, xeque Tamim bin Hamad al‑Thani, na terça‑feira. Em comunicado, Doha declarou que os dois líderes abordaram os esforços "para aliviar as tensões" entre Washington e Teerã e "aproximar as duas partes".

No sábado (1°),o presidente norte-americano falou com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, aliado-chave dos Estados Unidos. Por telefone, o dirigente saudita defendeu a necessidade de privilegiar o diálogo para reduzir as tensões e a importância de realizar todos os esforços possíveis para uma trégua. 

Diante da expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz, os preços do petróleo despencaram na terça-feira. Na manhã desta quarta-feira o valor do produto voltou a registar uma leve alta.

O preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em Outubro, avançava 1,34%, cotado a US$ 80,42. Seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate (WTI), para entrega em Setembro, subia 0,70%, sendo comercializado a US$ 76,30.

Mais de cinco meses após o início da guerra, que já custou bilhões de dólares a Washington, o Irã continua capaz de lançar mísseis e drones contra alvos americanos e de seus aliados na região, além de navios comerciais. O Estreito de Ormuz, passagem crucial para o abastecimento mundial de petróleo e gás, foi o estopim para a retomada dos combates em Julho, após um protocolo de acordo assinado em Junho.

Teerã insiste em controlar essa via marítima e ameaça cobrar pedágios pela travessia, algo que não fazia antes da guerra e condição à qual Washington se opõe firmemente. Além da reabertura do Estreito de Ormuz, os objetivos diplomáticos dos Estados Unidos incluem a desnuclearização do Irã, algo que até mesmo Trump reconheceu que pode "levar algum tempo".

ANG/RFI com agências

 

Regiões/Diretor do Parque de Lagoas de Cufada apela proteção da população das áreas repovoadas com cibe

Buba, 05 Ago 26 (ANG) - O Diretor do Parque Natural de Lagoas de Cufada, situado no sector de Buba, região de Quinara, sul do país, apelou , terça-feira, à população da zona para protegerem as  áreas repovoadas com cibes, para não se repetir a tragédia do ano passado, provocado por um incêndio que destruiu todo o trabalho de repovoamento realizado.

De acordo com o Correspondente da ANG na Região de Quinará, Manuel Nanque falava  no encerramento da primeira fase da campanha de repovoamento florestal, iniciada no dia 03 de Agosto findo, nas matas de Indjassane e Buba Tumbo, localidades do setor de Buba, região de Quinara.

Nanque  manifestou a sua satisfação pelo envolvimento das comunidades, dos parceiros locais e de todos os participantes na campanha.

Lamentou, por outro lado, que o campo anteriormente recuperado tenha sido consumido pelas chamas, razão pela qual  apela às populações para assumirem a responsabilidade de proteger o novo espaço reflorestado.

O Diretor disse  que existem mais sementes disponíveis e anunciou que, embora a primeira fase da campanha tenha terminado, os trabalhos de repovoamento vão prosseguir.

O representante das mulheres de Buba Tumbo, Djilan Sissé lamentou a destruição do campo recuperado no passado, e disse . que o novo campo deve ser protegido para garantir que as futuras gerações possam beneficiar da espécie de cibe.

O representante da ONG Pro-Ativo, Bambo Ansumane Turé, destacou a importância da campanha de repovoamento florestal e agradeceu a participação dos jovens, das comunidades e dos parceiros do parque.

Sublinhou que é fundamental a proteção da floresta para garantir que as futuras gerações venham a conhecer espécie de cibes.

Bambo Turé  reafirmou  a disponibilidade da ONG Pro-Ativo de continuar
a apoiar . as ações de conservação no país.

A primeira fase da campanha decorreu durante dois dias e contou com a participação de redes juvenis, forças de segurança, parceiros locais, jornalistas e comunidades residentes de Buba Tumbo e Indjassane. ANG/AALS/ÂC//SG