segunda-feira, 1 de junho de 2026


Sociedade
/INE inicia trabalhos de Recenseamento Geral da População e Habitação em todo o território nacional

Bissau, 01 Jun 26 (ANG) – O Instituto Nacional de Estatística (INE), iniciou hoje, os trabalhos, do 4º Recenseamento Geral da População e Habitação, em todo o território nacional, que terá a duração de 21 dias úteis, envolvendo cerca de 3.700 agentes de terreno.

Ao discursar na cerimónia oficial que assinalou o início dos trabalhos, o Primeiro-ministro de Transição e igualmente Ministro das Finanças Ilídio Vieira Té, assegurou que este recenseamento constitui um dos mais relevantes momentos da soberania nacional ,assim como de planeamento estratégico e de modernização do Estado.

Acrescentou  que é através deste recenseamento  que a nação guineense se observa, se conhece e se prepara para responder de forma eficaz, os desafios de desenvolvimento.

Para Vieira Té, nenhum país pode planificar adequadamente o seu futuro sem conhecer, com rigor, a sua realidade demográfica, social e habitacional.

“Nenhum Governo pode construir escolas, hospitais, centros de saúde estradas, sistemas de abastecimentos de água, programa de emprego ou política de habitação, sem se dispor de informações fiáveis sobre o dia a dia da sua população”, disse o PM.

Té aproveitou o momento para apelar a colaboração  da população em geral, no fornecimento de informações necessárias aos técnicos da INE no terreno, para facilitar  os trabalhos.

“Os trabalhos do 4º Recenseamento Geral da População e Habitação que está em curso no país não tem nada a ver  com a política”, declarou o Chefe do Governo  

Disse tratar-se de um  trabalho que irá permitir  que o Governo consegue ter número o número exato da sua população, e conhecer de perto, em que condições vivem os seus cidadãos.

Para o ministro da Economia, Plano e Integração Regional, Mamadú Mudjetaba Djaló, os dados que serão produzidos durante  o processo vão ajudar na orientação das políticas públicas, nomeadamente no domínio da Saúde,  Educação, Emprego, Habitação, Energia e no Desenvolvimento Económico e Social.

“Este momento, é também, o resultado de um vasto processo das reformas, levado a cabo pelo Governo, com o objetivo de fortalecer o sistema estatístico nacional e modernizar o Instituto Nacional da Estatística.

Para  a Representante do Fundo das Nações Unidas para a População (FNUP) acreditado no país, Zalha Assoumana , um recenseamento não é um simples exercício de contagem, mas sim o pilar fundamental da soberania estatística de qualquer nação.

Segundo Assoumana apoiar a Guiné-Bissau nesta caminhada  equivale a reafirmar o compromisso mundial de que cada pessoa conta para  planificar com eficácia. “É imperativo dar visibilidade a cada cidadão, garantindo que ninguém seja deixado para trás”, disse.

De acordo com os dados avançados pelo INE, o 4º Recenseamento Geral da População e Habitação foi financiado pelo Banco Mundial. ANG/LLA//SG

Dia Mundial das Crianças  / Presidente da República exalta papel das Crianças no futuro da Guiné-Bissau

Bissau, 01 Jun 26 (ANG)  – O Presidente da República de Transição Horta Inta-á, dirigiu esta segunda-feira uma mensagem de felicitação à todas as crianças do país, por ocasião do Dia Internacional da Criança, destacando o  papel que a sociedade reserva aos menores na construção do futuro da nação.

O Chefe de Estado afirmou que as crianças  representam a esperança e o compromisso do país com um futuro melhor e sublinhou a importância de garantir os direitos das crianças, nomeadamente de  acesso à educação, saúde, proteção e bem-estar.

Dirigindo-se diretamente às crianças, Horta Inta-á encorajou-as a sonhar alto, a dedicar-se aos estudos e a cultivar valores tais como o respeito, a solidariedade e o amor à pátria.

Segundo o Presidente, a Guiné-Bissau deposita confiança na capacidade das suas crianças para contribuírem para a construção de um país cada vez mais próspero.

“O futuro da nossa Nação está nas vossas mãos e acreditamos plenamente na vossa capacidade de construir um país  melhor”, destacou o Chefe de Estado.

Horta Inta-á  termina a mensagem  com votos de um feliz Dia Internacional da Criança e uma bênção para todas as crianças da Guiné-Bissau. ANG/LPG//SG

 

Côte D´Ivoire/BAD afirma que alcançou resultados recordes em favor de milhões de africanos em 2025

Bissau, 01 Jun 26 (ANG) -  O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) anunciou que registou resultados significativos em desenvolvimento em 2025, beneficiando milhões de africanos, com mais de US$ 11 bilhões em financiamento aprovado e um nível recorde de US$ 7,1 bilhões em desembolsos, de acordo com seu relatório anual publicado na sexta-feira, 29 de maio de 2026, por ocasião das Reuniões Anuais de 2026 em Brazzaville.

Num contexto global marcado pela desaceleração do crescimento económico, pelo aperto das condições financeiras e por desafios relacionados às mudanças climáticas e à dívida, a instituição pan-africana destaca que apoiou quase 200 projetos em 50 países africanos.

Esses investimentos possibilitaram, notavelmente, que 1,5 milhão de pessoas tivessem acesso à eletricidade, que 6,9 ​​milhões de agricultores adotassem tecnologias resilientes às mudanças climáticas e que 8,1 milhões de pessoas se beneficiassem de um melhor acesso à infraestrutura de transporte.

O Banco destaca ainda a melhoria do acesso ao financiamento para milhares de empresários, em particular mulheres e jovens, com o objetivo de estimular a atividade económica e a criação de emprego no continente.

O relatório também observa que a África manteve um crescimento de 4,2% em 2025, tornando várias economias africanas entre as mais dinâmicas do mundo, apesar da turbulência económica internacional.

Esta publicação marca também a abertura de um novo capítulo para a instituição com a eleição do mauritano Sidi Ould Tah como o nono presidente do Grupo AfDB.

O novo líder apresentou um plano estratégico denominado "Quatro Pontos Cardinais", concebido para acelerar a implementação da estratégia decenal do Banco. Este roteiro enfatiza a mobilização de capital africano, o fortalecimento dos sistemas financeiros, a promoção da inclusão económica dos jovens e o desenvolvimento de infraestrutura resiliente e cadeias de valor competitivas.

"O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento não vacilará nesta missão", assegurou o Sr. Ould Tah, reafirmando a ambição de construir uma África próspera e integrada, impulsionada pela sua juventude.

O relatório anual de 2025 apresenta, portanto, uma instituição que pretende consolidar seu papel como principal parceira no desenvolvimento do continente, combinando financiamento, reformas e estruturação de investimentos para servir à transformação económica da África. ANG/Faapa

 

 Brasil/Lula critica EUA e afirma que Brasil não aceita ser tratado como ‘republiqueta’

 

Bissau, 01 jun 26 (ANG) - O Presidente brasileiro, Lula da Silva, afirmou no domingo que o Brasil não aceitará ser tratado como “republiqueta”, após os Estados Unidos classificarem o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas.

Lula pediu respeito pela soberania brasileira e afirmou que o país não aceitará interferências externas, declarando: “não brinquem com a soberania desse país” e “não brinquem com a nossa democracia”.

 

O chefe de Estado criticou ainda o senador e pré-candidato presidencial Flávio Bolsonaro, que se reuniu esta semana, em Washington, com o Presidente dos EUA, Donald Trump, e com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, para tratar da classificação do PCC e do CV.

 

Sem citar diretamente Flávio Bolsonaro, Lula afirmou que há “um candidato a presidente” que “não tem vergonha na cara de trair a (...) pátria” ao pedir “intervenção americana no Brasil”.

O Presidente brasileiro sugeriu que Marco Rubio não participou na reunião de três horas que teve com Trump há três semanas na Casa Branca, porque o secretário de Estado estaria “preparado para ajudar um filho de um bolsonarista”.

 

Lula afirmou que o PCC e o CV são terroristas “para as comunidades brasileiras”, mas “não da forma como o Trump quer”, ao mencionar, como exemplo, Osama bin Laden, ex-líder da Al Quaida morto por tropas dos EUA em 2011.

 

Na sequência, o político brasileiro reafirmou que o combate às fações criminosas será conduzido pelas instituições nacionais “aqui dentro”.

 

“Esse tal de Comando Vermelho, esse tal de PCC, eles são terroristas para as comunidades brasileiras, para a sociedade brasileira, para o povo da periferia desse país”, declarou. 

 

“Eles são terroristas porque incomodam as famílias, eles incomodam o bairro, eles incomodam a cidade, eles roubam tudo que tem direito do povo, o direito do povo ir e vir livremente”, completou.

 

Lula afirmou ter entregado documentos a Trump sobre cooperação bilateral contra o crime organizado e pediu a extradição de brasileiros investigados por contrabando, lavagem de dinheiro e outros crimes, que estariam nos Estados Unidos.

 

“Quer combater o crime organizado? Me entregue os nossos que estão lá nos Estados Unidos”, afirmou Lula, ao citar suspeitos brasileiros que viveriam em Miami e no estado de Delaware.

 

Entre eles, o Presidente brasileiro citou nominalmente o empresário Ricardo Magro, considerado pelas autoridades brasileiras como o maior sonegador de impostos do Brasil, dono de uma refinaria de combustíveis já interditada no Brasil.  

 

“Nós não aceitamos ser tratado como moleque. Nós não aceitamos ser tratado como se fosse uma republiqueta”, afirmou durante o evento de anúncios de investimentos da Petrobras no estado de Sergipe. 

 

O Presidente também defendeu a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional da Segurança Pública no Senado, afirmando que a proposta permitirá ampliar investimentos federais em inteligência e fortalecer o combate ao crime organizado.

A declaração é uma pressão indireta ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, adversário político do Palácio do Planalto, que ainda não deu andamento à tramitação da proposta. 

 

Lula voltou a defender o multilateralismo e afirmou que o Brasil exige respeito de todas as nações, declarando que “não fala grosso” com nenhum país.

ANG/Inforpress/Lusa

 

Médio Oriente/Liga Árabe condena Israel por “brutal agressão” e “contínua invasão ” do Líbano

Bissau, 01 Jun 26 (ANG) - A Liga dos Estados Árabes condenou a "brutal agressão israelita contra o Líbano", após Israel tomar a icónica fortaleza medieval de Beaufort e anunciar a intenção de estender a ocupação do país vizinho. 


O secretário-geral da Liga dos Estados Árabes "condenou veementemente a brutal agressão israelita contra o Líbano, a contínua invasão do território libanês, a destruição de aldeias e sítios arqueológicos no sul do Líbano, e os ataques e deslocações de civis". 

Numa nota divulgada nas redes sociais, no domingo, Ahmed Aboul Gheit denunciou os incidentes como uma "flagrante violação da soberania libanesa", bem como "uma grave violação do Direito Internacional e do Direito Internacional Humanitário". 

O comunicado enfatizou "a necessidade urgente de um fim imediato a esta brutal agressão israelita", argumentando que "representa uma grave ameaça à segurança e à estabilidade na região". 

A Liga "reafirmou a solidariedade" com "o Líbano e o seu povo" e instou o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas a "assumir as suas responsabilidades" e a "compelir Israel a um cessar-fogo". 

A organização recordou uma resolução adotada em 2006, que exige um cessar-fogo permanente entre o movimento xiita libanês Hezbollah e Israel, baseado na criação de uma zona tampão, e a retirada do exército israelita do sul do Líbano. 

O Conselho de Segurança da ONU vai realizar uma reunião de emergência hoje, a pedido da França, depois de o exército israelita ter tomado a fortaleza de Beaufort, na província de Nabatiye, no sudeste do Líbano. 

A reunião vai acontecer imediatamente após outro encontro de emergência solicitado pela Roménia, em consequência da queda de um drone num edifício em Galati, agendada para as 15:00 em Nova Iorque (20:00 em Lisboa), avançou a agência de notícias francesa France-Presse (AFP), citando fontes diplomáticas.

 Os confrontos entre Israel e o Hezbollah continuam quase diariamente, apesar da trégua em vigor desde 17 de abril.

As hostilidades intensificaram-se no início de março, num contexto de crescentes tensões regionais ligadas ao conflito entre os Estados Unidos e Israel e o Irão. 

Por seu lado, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, cujo Governo considera grandes áreas do sul do Líbano como zonas de combate, anunciou na sexta-feira que as forças israelitas atravessaram o rio Litani, situado a cerca de 30 quilómetros a norte da fronteira entre os dois países. 

No domingo, o exército israelita declarou, nas redes sociais, que alargou as operações contra alvos do Hezbollah a norte do Litani e que a ofensiva se estenderia a outras zonas. 

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou que o objetivo é “destruir o poder do Hezbollah” e garantir a segurança das comunidades no norte de Israel e confirmou que as forças israelitas tinham assumido o controlo da fortaleza medieval de Beaufort, no sul do Líbano.

 Em meados de Abril, Israel estabeleceu uma “linha amarela” (semelhante à que utiliza em Gaza) a cerca de 10 quilómetros da fronteira entre os dois países, sendo a área entre as duas linhas ocupada por tropas israelitas com vista a estabelecer a segurança do país. 

Nos últimos dias, as forças armadas lançaram uma invasão para além dessa mesma linha divisória, o que gerou novas críticas internacionais e aumentou a pressão diplomática. ANG/Inforpress/Lusa

 

 África do Sul/ Governo deporta cerca de 600 moçambicanos vítimas de xenofobia

 Bissau, 01 Jun  26(ANG) – As autoridades sul-africanas vão deportar cerca de 600 moçambicanos vítimas de atos xenófobos naquele país, disse hoje à Lusa o porta-voz do Serviço Nacional de Migração (Senami) de Moçambique. 

“São cerca de 600 moçambicanos e só chegam amanhã [terça-feira]. São vítimas de xenofobia”, disse Juca Bata, porta-voz do Senami. 

Segundo o responsável, os transportes com os moçambicanos partem hoje por volta das 14:00 da Cidade do Cabo, África do Sul, e chegam a Maputo, em Moçambique, no período da manhã, através da fronteira de Ressano Garcia, a maior e principal entre os dois países. 

Questionado pela Lusa, Juca Bata disse que as autoridades não têm ainda dados sobre moçambicanos feridos ou mortos na África do Sul. 

Entretanto, no domingo, o líder da comunidade moçambicana na África do Sul avançou que pelo menos quatro moçambicanos morreram e vários outros ficaram feridos durante confrontos com cidadãos sul-africanos em Mossel Bay, na província do Cabo Ocidental. 

“Usaram instrumentos, catanas, os outros foram esfaqueados e os outros também foram atingidos por pedras. É assim que os nossos irmãos moçambicanos perderam a vida no bairro de Mossel Bay”, disse Manuel Chicanhane, líder da comunidade moçambicana no Cabo Ocidental, citado pela Rádio Moçambique. 

De acordo com o líder comunitário, os incidentes começaram durante a noite de quinta-feira e culminaram com ataques a residências de moçambicanos e de outros estrangeiros, levando alguns moradores a reagirem para se defenderem. 

“Quase atingiram todas as casas de moçambicanos naquele bairro. Os estrangeiros começaram a reagir para se defender também. Por isso aconteceram essas mortes”, acrescentou. 

A África do Sul tem registado manifestações e tensões sociais visando migrantes, sendo que, no início do mês, uma marcha contra a imigração culminou em ataques a negócios de estrangeiros na província do Cabo Oriental, no este do país. 

As tensões xenófobas são um problema recorrente na África do Sul. Inúmeras comunidades de imigrantes foram repatriadas pelos próprios países, como Moçambique ou a Nigéria, e a África do Sul foi alvo de críticas internacionais por xenofobia. 

Os relatos surgem depois de, em 05 de Maio, o Presidente moçambicano, Daniel Chapo, ter garantido, na África do Sul, que não há registo de cidadãos nacionais mortos ou feridos em incidentes relacionados com xenofobia naquele país vizinho, criticando a circulação de informações falsas nas redes sociais. 

Os incidentes mais graves dos últimos tempos ocorreram no final de 2019, com 18 estrangeiros mortos, segundo dados da organização Human Rights Watch. 

Moçambique tem cerca de 300.000 cidadãos residentes na África do Sul, com a Presidência a avançar antes, em comunicado, que “milhares” já regressaram ao país face à violência.

ANG/Inforpress/Lusa

 

Marrocos/ Produções cinematográficas africanas postas à prova por plataformas de distribuição digital

Bissau, 01 Jun 26 (ANG) – Os desafios relacionados à ascensão das plataformas de transmissão digital e seu impacto nos modos de produção, distribuição e consumo de obras cinematográficas africanas foram o tema central de um simpósio organizado no domingo em Khouribga,(Marrocos), como parte da 26ª edição do Festival Internacional de Cinema Africano de Khouribga (FICAK).

Realizado sob o tema "Produções cinematográficas africanas postas à prova pelas plataformas de distribuição digital", este encontro reuniu pesquisadores, críticos, diretores, produtores e profissionais do setor de diferentes países africanos e de outros lugares, para discutir as mudanças que a indústria cinematográfica está vivenciando hoje diante da ascensão das plataformas digitais, bem como as mudanças radicais que essas plataformas induzem nos modos de produção, distribuição e consumo da obra cinematográfica.

Em seu discurso no evento, o produtor marroquino Abdelssalam Meftahi enfatizou que a questão das plataformas digitais é um tema complexo e multidimensional, lembrando que o cinema não pode ser reduzido a meras considerações comerciais devido ao seu alcance cultural, simbólico e civilizacional.

A este respeito, ele sublinhou a necessidade de considerar o financiamento de produções cinematográficas como um investimento estratégico na cultura e na memória coletiva.

O Sr. Meftahi também destacou as transformações aceleradas impostas pelas plataformas digitais globais, acreditando que a sustentabilidade das produções cinematográficas nesse ambiente depende agora da inovação contínua, tanto em termos de criação quanto de distribuição.

Ele também acreditava que o cinema africano era chamado a transcender seu status de mero produto cultural ou entretenimento para se estabelecer como um vetor duradouro de memória e influência civilizatória, enfatizando a importância de produzir obras capazes de preservar as histórias, os imaginários e o patrimônio do continente, acompanhando as mudanças trazidas pelos novos modos de distribuição.

Por sua vez, o produtor e crítico burquinense Victor Kabré observou que o surgimento das plataformas digitais transformou profundamente a indústria cinematográfica, abrindo novas perspectivas para os criadores africanos e facilitando o acesso às suas obras por um público mais amplo.

Ele explicou que essa evolução não diz respeito apenas aos mecanismos de produção e distribuição, mas também afeta os modos de recepção das obras, em um contexto marcado por uma transformação contínua dos meios de comunicação e dos usos relacionados à imagem cinematográfica.

A este respeito, ele lembrou que as produções africanas têm sido historicamente construídas na encruzilhada das técnicas cinematográficas modernas e do património cultural do continente, salientando que os novos canais digitais não podem alterar esta especificidade.

Segundo ele, a herança africana permanece fortemente presente nas obras cinematográficas, apesar da evolução dos meios de comunicação e dos modos de consumo de imagens.

O Sr. Kabré também apelou aos cineastas africanos para que apoiem esta dinâmica de transformação, investindo mais nas oportunidades oferecidas pelo ambiente digital, de forma a contribuir para o desenvolvimento das práticas audiovisuais e a renovação das formas de expressão no cinema africano.

O FICAK 2026 continua com a exibição de diversas obras em competição nas categorias de longas e curtas-metragens, representando diferentes cinematografias africanas.

O programa desta 26ª edição inclui ainda oficinas para crianças, bem como uma série de encontros e conferências dedicados aos desafios do cinema africano, em particular em torno dos temas "Escritos africanos e narrativas audiovisuais: entre a roteirização e a visualidade" e "O papel do psiconarrador na escrita de roteiros", entre outros eventos dedicados à reflexão sobre a evolução do cinema africano.ANG/Faapa

    Regiões/ Governo inaugura  Sala de Parto do Centro de Saúde de Bolama

Bissau, 01 Jun 26 (ANG) – O Governo Inaugurou no fim de semana  uma sala de parto do Centro de Saúde de Bolama, tipo B, financiado  pelo Fundo de pequenos projetos do Camões Instituto da Cooperação da língua portuguesa.

Segundo o Despacho do Correspondente da ANG na Região de Bolama/Bijagós, as obras foram executadas pela Fundação Assistência Médica Internacional AMI   com a colaboração  da  Direção Regional de Saúde de Bolama.

A cerimónia inaugural foi presidida pela representante do governador da Região, Luzalinda Ferreira Sá, que agradeceu o apoio de CAMÕES na reabilitação e equipamento da Sala de Parto, do Centro de Saúde de Bolama que doravante tem  novos aparelhos de diagnóstico  da evolução da criança durante a gravidez.

Ferreira Sá disse que   as parcerias de  organizações internacionais são salutares, por conseguirem chegar onde o Estado, muitas vezes, não consegue chegar.

Pediu aos responsáveis, técnicos e as próprias mulheres grávidas para cuidarem dos equipamentos instalados na nova Sala de  Parto do Centro de Saúde de Bolama.

O diretor da região sanitária de Bolama,  Pedro Cuma, advertiu que  a vida  começa na sala do parto, por isso é muito importante que a sala seja bem preparada e equipada com aparelhos sofisticados para poder salvar  vidas, tanto da mãe assim como da criança recém nascida.

O responsável máximo da região sanitária de Bolama exortou aos técnicos de saúde maiores cuidados com essa sala em termos da higiene .

Para o Encarregado de Negócios da Embaixada de Portugal na Guiné-Bissau, André Almeida, a saúde constitui uma das áreas principais da cooperação entre Portugal e  Guiné-Bissau.

Disse que Portugal tem uma experiência que está a ser partilhada com os outros parceiros, incluindo a Guiné-Bissau, e promete a continuidade da cooperação com a Guin é-Bissau nesse domínio.

André Almeida disse que, apesar de todas as áreas de saúde serem importantes,  a sala do parto é onde começa a vida de todos  por isso merece uma atenção especial, para que cada criança tenha boa saúde, desde a barriga, no momento do parto e durante o crescimento.

Almeida acrescentou que proteger a vida humana é o foco da intervenção da cooperação portuguesa na Guiné-Bissau, e garantiu que tanto a cooperação portuguesa assim como Embaixada portuguesa  estão para dar  continuidade desse apoio e focar  no futuro.

 

Referiu que a obra de reabilitação da sala de Parto, foi realizada no quadro do   projeto de reabilitação e melhorias das condições de biossegurança de sala de partos de Centros de saúde de tipo B, financiado com  fundos de pequenos projetos do Instituto Camões.

André Almeida informou que o projeto nasceu na necessidade de reforçar as condições de atendimento materno e neu-natal com as garantias de um espaço mais seguro  e funcional para as mulheres.

Disse que, ao longo da  sua implementação, foram realizadas  intervenções nomeadamente, a reabilitação das instalações elétricas,  recuperação e ativação de casas de banho da maternidade, requalificação da sala de parto com melhoria do teto, parede e piso, bem como a pintura e melhoria dos espaços de atendimentos incluindo consultório de consultas pré-natais.  

ANG/LC/ LPG/ÂC//SG

    
Regiões
/ UAC Bolama entrega 384 diplomas ao 50º grupo de finalistas   

Bolama, 01 Jun 26 (ANG) – A Unidade Amílcar Cabral (UAC) Bolama entregou esta sexta-feira, 384 diplomas à 50º grupo de finalistas do curso de professorado.

De acordo com o despacho do Correspondente da ANG na Região de Bolama/Bijagós, o ato realizado sob o lema “Ensinar é deixar marcas que o tempo não apaga” foi presidido pelo Secretário Regional Administrativo, Quebá Sanhá, que enalteceu o sacrifício dos formandos durante o tempo de duração do curso.

Sanhá pediu aos finalistas para continuarem a correr atrás de conhecimentos.

“a ciência tem estado a evoluir todos os dias por isso não devem ficar de mãos cruzadas a espera de conhecimentos”.

Sanhá, lembrou a todos que ser professor é ser responsável duma sociedade porque o professor  “é pai, mãe, amigo ou amiga e espelho da sociedade”.

Por sua vez, o Diretor-geral da Escola Superior do Ensino  (ESE) Djuldé Camará, em representação do ministro da educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica, reconheceu a contribuição que a UAC, sempre deu para o país nomeadamente na formação de professores.

Disse que este dia simboliza uma verdadeira vitória da coragem e  determinação dos jovens finalista que, apesar de grandes dificuldades, conseguiram atingir os seus objetivos preconizados.

Djuldé Camará disse  que a UAC de Bolama ocupa um lugar singular e estratégico no seio da escola superior da educação.

“Trata-se da única unidade e instituição que funciona em regime do internato e que permita acolher estudantes de diferentes regiões do país particularmente nas zonas insulares e localidades mais afastadas dos centros urbano garantindo-lhes condições de acesso à formação superior e oportunidades reais da transformações das suas vidas”, disse.

Camará, disse que o ESE vai continuar empenhado na promoção progressiva, integração das técnologias digitais nos processos pedagógicos para incentivar os docentes e estudantes para o desenvolvimento das competências digitais compatíveis com as exigências do século 21, e que, por isso, os finalistas devem  preocupar, cada vez, mais  conhecimentos tecnológicos.

O Subdiretor da UAC de Bolama, Lourenço Augusto Essinhé, disse aos finalistas que os diplomas  recebidos marca  o fim duma etapa mas não o fim de formação, frisando que o futuro constrói-se com determinação, pesquisa e estudos.

“Estamos num mundo globalizado, por isso é preciso prepararmos para poder acompanhar a evolução da ciência”, salientou.

Este responsável pediu aos finalistas que utilizassem a educação como um instrumento de socialização,  educação assim como  arma poderosa para o desenvolvimento.

Essinhé, sugeriu ao Diretor-geral da ESE que use a sua influência junto do Ministério da Educação Nacional para que sejam  pagos aos professores da prática pedagógica e os contratados ordenados referentes aos  anos letivos 2023/2024 e  2024/2025.

 Afirmou que a UAC é a única Unidade de formação profissional que funciona sob  regime do internato, sem apoio do Governo e que é sustentada só com o dinheiro de matrículas, que não consegue cobrir as despesas com alimentação  e serviços administrativos.

O sub-diretor recordou que no ano letivo 2023/2024 , 347 finalistas receberam aos seus diplomas mas que até a data presente não conseguiram  a colocação.

Acrescentou que no ano letivo 2024/2025 , mais 384 finalistas se formaram , razão pela que pediu  ao representante do ministro da Educação que estes grupos sejam colocados no sentido de poder encorajar os próximos candidatos ao curso de formação de professores. ANG/SC/JD/ÂC//SG

Regiões/Administrador do Sector de Canchungo inaugura  furo de água potável e quatro reservatórios na tabanca de Catidgi

Calequisse, 01 de Jun 26 (ANG) – O Administrador do Sector de Canchungo, Região de Cacheu, norte do país,  Albino Camepilim Mendes inaugurou no passado fim-de-semana um furo da água potável e quatro reservatórios na localidade de Canancan, situada na tabanca de Catidgi, sector Calequisse.

De acordo com o Correspondente da ANG na Região de Cacheu, na ocasião, Camepilim Mendes contou que as obras destas infraestruturas foram orçadas em  41.500.000fcfa, disponibilizados pelo fundo da Associação dos Filhos e Amigos de Canancan na Guiné-Bissau e na diáspora.

Aquele responsável enalteceu a importância do trabalho daquela comunidade no que tange o abastecimento público da água potável, através das contribuições dos cidadãos, prometendo transmitir as dificuldades das populações nos domínios da educação, saúde e agricultura ao seu superior hierárquico para um eventual apoio.

Por sua vez, o Presidente da Associação dos Filhos e Amigos de Canancan em França, Brassalino Itote, afirmou que esse projeto iniciado há três anos, visa o combate às doenças provocadas pela má qualidade de água nas populações e  facilitação das  mulheres no acesso à água potável nas habitações e nos trabalhos agrícolas.

Itole pede apoio do Estado para diminuir as dificuldades que as populações Catidji enfrentam nos domínios  saúde, educação e no acesso às redes de telecomunicações da TELECEL e Orange Bissau . ANG/AG/AALS/ÂC//SG

1º de Junho/PM renova compromisso do Governo de trabalhar na promoção de paz e segurança no seio das crianças guineenses  

Bissau, 01 Jun 26 (ANG) - O Primeiro-ministro de Transição renovou esta segunda-feira o compromisso do Governo de trabalhar para que todas as crianças guineenses, independentemente da sua origem social, região, religião ou condição económica, possam crescer num ambiente de paz, segurança e igualdade de oportunidades.

Ilídio Vieira Té, em mensagem do Governo, por ocasião da celebração do Dia Internacional da Criança (primeiro de Junho), disse que a  data convida as pessoas à reflectirem sobre o presente e, sobretudo, sobre o futuro da Pátria guineense.

“Num país jovem como a Guiné-Bissau, falar das crianças é falar do destino coletivo do nosso povo. Cada criança que frequenta a escola, que recebe cuidados de saúde, que cresce protegida da violência, da exploração e da pobreza, representa uma vitória para o país e um investimento seguro no nosso desenvolvimento”, disse o chefe do Governo.

Vieira Té sustentou  que as crianças não são apenas os cidadãos de amanhã, mas  também cidadãos de hoje, titulares de direitos que o Estado, as famílias e a sociedade têm a obrigação de proteger e promover.

“Para este Governo, a educação,  saúde,  alimentação,  protecção social e  formação dos mais jovens constituem pilares fundamentais para a construção de uma Guiné-Bissau mais justa, mais moderna e mais desenvolvida”, salientou.

O Chefe do Governo de Transição disse tratar-se de uma  mensagem de esperança para as crianças da Guiné-Bissau, para  preservassem  os valores de respeito,  solidariedade e do amor à Pátria.

“O futuro da Guiné-Bissau será construído pelas vossas mãos, pela vossa inteligência e pela vossa determinação. Portanto, quero que este dia sirva para reforçar a consciência nacional de que proteger uma criança é proteger o futuro da República”, disse aquele governante. ANG/AALS/ÂC//SG

 

 

 

 

Dia Internacional das Crianças/Unesco declara que 273 milhões de crianças estão fora da escola no mundo 

Queba Coma – Correspondente da ANG em Portugal

Lisboa, 01 Jun 26 (ANG) - A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, UNESCO, afirma que o mundo tem 273 milhões de crianças fora da escola citando o  Relatório de Monitoramento Global da Educação, apresentado no mês passado.

A chamada de atenção foi feita no quadro do Dia Internacional das crianças que hoje, segunda-feira, se assinala em todo o planeta.

De acordo com este documento, pelo sétimo ano consecutivo, o número de alunos sem acesso à educação aumenta nomeadamente, por causa do crescimento da população, crises e redução de orçamentos.

“Em todo o mundo, uma em cada seis crianças em idade escolar está excluída da educação, e apenas dois em cada três estudantes terminam a educação secundária”, refere o Relatório.

O documento, ainda revela que o progresso na permanência de crianças na escola desacelerou em quase todas as regiões desde 2015, com destaque para a África Subsaariana, zona onde a Guiné-Bissau faz parte, sobretudo devido ao crescimento populacional. 

No caso da Guiné-Bissau,  durante a sessão de restituição do estudo intitulado “Adaptação e Escalabilidade da Qualidade do Ensino Infantil na Guiné-Bissau” , em Maio  deste ano,  o Coordenador Adjunto do Projeto “Adaptação e Escalabilidade da Qualidade do Ensino Infantil na Guiné-Bissau”, Alfredo Gomes revelou à imprensa que a situação do sistema educativo é ainda mais grave no ensino pré-escolar, onde “apenas 22% das crianças guineenses têm acesso ao pré-escolar”.

Em relação ao Oriente Médio, a UNESCO afirma que as “tensões regionais em curso, atualmente forçaram o fechamento de muitas escolas, deixando milhões de crianças fora das salas de aula e sob maior risco de atraso educacional”

 “Diversas crises e conflitos também comprometeram os avanços. Mais de uma em cada seis crianças vive em áreas afetadas por conflitos, representando milhões a mais fora da escola, além daqueles identificados pelas estatísticas”, lê-se ainda neste Relatório.

Apesar dos desafios, o chamado “Relatório GEM 2026” disse registar conquistas, ou seja, desde 2000 as matrículas na educação primária e secundária aumentaram, em termos gerais, em 30 por cento, e muitos países têm alcançado avanços significativos.  ANG/QC/ÂC//SG