sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026


Ambiente
/"Comunicação Social é parceiro estratégico para um Estado ambientalmente consciente",diz Welena Silva

Bissau, 27 Fev 2026 (ANG) – O Diretor-geral da Autoridade de Avaliação Ambiental Competente (AAAC), Welena Silva, encara  a comunicação social como um parceiro estratégico para a construção de uma sociedade ambientalmente consciente.

Welena Silva que falava no  encerramento do Workshop de Sensibilização e Reforço de Capacidades dos Técnicos da Comunicação Social sobre Avaliação Ambiental e Social, sublinhou  que essa construção  depende, em grande medida, da forma como a informação é transmitida ao público.

Welena  destacou que jornalistas bem informados contribuem para maior transparência e participação pública nas decisões de desenvolvimento.

“A avaliação ambiental e social não constitui apenas um requisito técnico, mas também um instrumento estratégico para garantir que projetos, programas e políticas públicas, privadas ou comunitárias respeitem as pessoas,  comunidades e o ambiente”, disse, acrescentando que esse processo permite identificar riscos e promover benefícios sociais, sem exclusão de quem quer que seja..

Durante o encontro, que decorreu ao longo de dois dias(25 e 26), os participantes partilharam conhecimentos, debateram desafios e reforçaram o compromissos com um modelo de desenvolvimento responsável, inclusivo e sustentável.

O Diretor-geral salientou que as questões ambientais deixaram de ser um tema restrito à especialistas e passaram a ocupar um lugar central no futuro do país.

Welena Silva destacou ainda que a proteção do ambiente,  gestão sustentável dos recursos naturais,  preservação dos ecossistemas e o respeito pelos direitos das comunidades locais são hoje temas fundamentais, sobre os quais a disseminação por jornalistas  desempenha um papel decisivo.

De acordo com o responsável, a imprensa  contribui para a formação de opinião, orientação de decisões, fiscalização das políticas públicas e aproximação dos cidadãos aos grandes desafios nacionais.

O workshop  ainda abordou temas como os fundamentos legais e institucionais da avaliação ambiental e social,  técnicas de comunicação para uma difusão responsável da informação ambiental. Os participantes também analisaram casos práticos e debateram sobre o papel dos media na promoção de uma cultura de responsabilidade ecológica.

No encerramento, Welena Silva agradeceu a participação dos formandos e afirmou que o término da formação marca o início de uma nova fase de responsabilidade, encorajando os participantes a aplicarem na prática os conhecimentos adquiridos, em prol de uma Guiné-Bissau ambientalmente sustentável e socialmente justa.

A Autoridade de Avaliação Ambiental Competente reafirmou o compromisso de continuar a promover formações, sessões de capacitação e iniciativas de cooperação com diferentes setores da sociedade, incluindo os órgãos de comunicação social.

O Diretor-geral concluiu que a proteção do ambiente não é responsabilidade de uma única instituição, mas sim um compromisso nacional que exige conhecimento, responsabilidade e transparência para a construção do país desejado. ANG/MI/ÂC//SG

 

        Literatura/ Poetas da CPLP lançaram Antologia poética “ Chão do Mar”

Bissau, 27 Fev 26 (ANG) - Poetas da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP) lançaram a antologia poética Chão do Mar, uma obra que reúne 35 vozes da lusofonia contemporânea e afirma a poesia como território comum da língua portuguesa.

De acordo com a informação divulgada na página de Facebook da ONG Casa das Letras e Artes–Vasco Cabral, o evento foi organizado pelo escritor Francisco Conduto de Pina.

A antologia integra autores de sete países da CPLP - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, num total de 160 poemas que atravessam geografias, memórias e diferentes sensibilidades estéticas.

Informou que a diversidade temática e estilística presente na obra evidencia a vitalidade da criação poética no espaço lusófono e reforça o papel da língua portuguesa como instrumento de encontro e diálogo entre culturas.

A sessão de apresentação esteve a cargo da escritora angolana Ana Paula Tavares, distinguida com o Prémio Camões em 2025, cuja intervenção conferiu à cerimónia um profundo simbolismo.

Adiantou que, com a sua reconhecida autoridade literária, destacou a importância de projetos coletivos que promovem a circulação de vozes e consolidam pontes culturais dentro da comunidade de língua portuguesa,  sublinhando ainda que a poesia continua a ser um espaço de resistência, memória e reinvenção identitária.

O ambiente da sessão foi marcado por momentos de leitura e reflexão, num diálogo entre autores e público que reforçou o espírito do festival literário.

A Casa das Letras e Artes–Vasco Cabral, disse que o lançamento de Chão do Mar confirmou-se, assim, como um dos momentos altos desta edição do Correntes d’Escritas, consolidando-se como um gesto de celebração da palavra poética e da pluralidade que caracteriza o universo lusófono.

Mais do que uma simples coletânea, Chão do Mar afirma-se como um manifesto literário de convergência um chão comum onde o mar da língua portuguesa une margens, histórias e futuros possíveis. ANG/JD/ÂC

Regiões/Governadora de Gabu ordena encerramento de postos de combustíveis ilegais após tragédia em Bafatá

Gabú, 27 Fev 26 (ANG) - A governadora da região de Gabu, leste do país, anunciou, quarta-feira, o encerramento de todos os postos de venda de combustível que operam em condições precárias naquela localidade.

De acordo com TV Bantabá, a medida  representa o cumprimento de uma decisão do Governo central de cessação das  actividades de postos de abastecimento informais em todo o território nacional, na sequência do acidente com um depósito de combustíveis em Bafatá, que terá causado até quarta-feira nove mortos e  mais de 163 feridos, alguns em estado considerado grave.

Numa reunião com os responsáveis dos postos de abastecimento de combustíveis naquela cidade,  Eliza Maria Tavares Pinto justificou a decisão com a necessidade de reduzir os riscos para a população.

"O que ficou claro neste encontro é que os trabalhos de fiscalização vão prosseguir. vamos inspeccionar todas as unidades e encerrar imediatamente as que não oferecerem condições mínimas de segurança", afirmou.

Segundo ela, mesmo antes do sucedido em Bafatá, sempre viviam sob ameaça constante devido à forma como muitos postos de combustível funcionam naquela zona leste do país.

Lassana Sanhá, em representação dos vendedores de combustíveis locais, garantiu que os operadores irão adequar-se às novas exigências das autoridades

"Comprometemo-nos a cumprir as orientações das autoridades e se, algum posto não tiver capacidade para se regularizar, aceitaremos a aplicação da lei,   seu encerramento", declarou Sanhá.

O Comandante dos Bombeiros de Gabu, Mamadú Aliu Djaló, elogiou a postura do governo regional, explicando que a tragédia em Bafatá sensibilizou todos os guineenses no que tange a  existência de postos de venda de combustíveis sem condições mínimas de segurança .

O incêndio em Bafatá, cujo balanço mais recente aponta para nove mortos e mais de 163 feridos com queimaduras de segundo e terceiro grau, motivou uma revisão das políticas de controlo de combustíveis no país.

ANG/MSC/ÂC//SG

 

França/Relatório expõe racismo estrutural enfrentado por jovens imigrantes e negros

Bissau, 27 Fev 26 (ANG) - Um relatório publicado  quinta-feira (26), na França, revela que um quarto dos jovens imigrantes, descendentes de imigrantes ou nascidos no exterior sofreu discriminação com base na cor da pele, origem ou nacionalidade nos últimos cinco anos, inclusive em instituições do Estado, como escolas e universidades.

Segundo o documento, essas discriminações são “cumulativas e estr
uturais” e devem ser tratadas como prioridade pelo Estado.

De acordo com o relatório Jeunesses et discriminations fondées sur l’origine: répondre à l’impératif d’égalité (Juventude e discriminação com base nas origens: respondendo ao imperativo da igualdade, em tradução livre), elaborado pela Defensória dos Direitos – autoridade administrativa independente que tem entre suas funções combater discriminações e o racismo institucional – as ocorrências aparecem em diferentes momentos da vida: na escola, no ensino superior, no acesso à moradia, ao emprego, à saúde e nas interações com instituições públicas.

A análise se apoia em queixas formais recebidas pela instituição, além de relatos de jovens afetados e de profissionais que os acompanham (educadores, trabalhadores sociais etc.). Também foram utilizados dados estatísticos disponíveis, análises qualitativas de práticas discriminatórias e exemplos de casos reais relatados.

O relatório, de 103 páginas, salienta que as discriminações começam já na infância, pois a escola é permeada por elas, “frequentemente inconscientes e sistémicas”. Elas se manifestam pela falta de mixidade social, escolhas de orientação influenciadas pela origem, estigmatização e até violências físicas.

O documento reconhece que as discriminações na escola, na França, “parecem ser um tabu”. Segundo o relatório, “a escola francesa se inscreve historicamente em uma perspectiva de igualdade herdada da tradição republicana, que exige neutralidade, universalidade e tratamento idêntico para todos os alunos”.

Porém, “o reconhecimento das discriminações confronta essa concepção ideal da escola francesa. (...) Ao limitar a discriminação a atos individuais e isolados, em vez de compreendê-la como parte de um fenómeno sistémico, essa interpretação tende a permanecer focada em estudantes ou em alguns poucos funcionários, apresentados como exceções raras e lamentáveis”, explica o documento.

“Frequentemente me confundiam com outras meninas negras na sala de aula e presumiam que eu tinha laços familiares com outros alunos negros, quando isso não era verdade”, diz o testemunho de uma jovem de 21 anos citado no relatório.

“Uma professora de francês, na décima série, nos disse sem rodeios para não continuarmos os estudos gerais (recomendando os profissionalizantes) porque éramos estrangeiros e nunca teríamos sucesso, mesmo depois de eu lhe dizer que meu sonho era ser piloto e que minha amiga queria ser advogada”, relata outra jovem de 19 anos.

Os atos racistas tiveram um aumento acentuado nas escolas, passando de 870 casos relatados em 2022–2023 para 1.960 em 2023–2024 (+125%), diz o documento.

No ensino superior, as discriminações não diminuem e podem inclusive piorar, devido à estrutura que privilegia a autonomia e tem menos intervenções educacionais. De acordo com o relatório, as políticas de combate às discriminações até existem, mas seu impacto é limitado.

Os jovens enfrentam barreiras já no acesso aos cursos universitários, e as desigualdades persistem no cotidiano, afetando a integração, a construção de uma rede social e as oportunidades.

“Na minha universidade, no segundo ano, alguns dos meus colegas franceses alegaram que não queriam estar no mesmo grupo que eu e outros estudantes negros porque não queriam se misturar connosco, e isso sem qualquer consequência, diante de professores que nos obrigavam a nos virar sozinhos na formação dos grupos”, relata uma jovem de 22 anos.

A importância do diploma para a inserção profissional na França agrava o problema, salienta o relatório. Posteriormente, jovens imigrantes ou descendentes de imigrantes são confrontados com recusas discriminatórias desde a busca por estágios até o mercado de trabalho. Esse acúmulo afeta oportunidades económicas e trajetórias profissionais

As barreiras também são significativas no acesso à habitação, um dos campos onde a discriminação é mais documentada na França.

Ela ocorre em várias fases da locação: na triagem dos candidatos, na escolha dos bairros e nas práticas de agentes imobiliários e proprietários.

“Com perfis económicos estritamente equivalentes (dois funcionários públicos, um percebido como francês e o outro como norte-africano), candidatos de minorias recebem significativamente menos ofertas de visitas ou propostas de aluguel”, diz o relatório.

 “Embora uma candidatura financeiramente sólida possa reduzir a extensão das disparidades, ela não é suficiente para eliminar o tratamento diferenciado”, complementa.

Os casos mais frequentemente relatados dizem respeito a proprietários ou agentes imobiliários que, ao se depararem com um candidato negro ou de origem estrangeira, anunciam repentinamente que o imóvel já está alugado e se recusam a mostrá-lo.

Muitos jovens descrevem mudanças imediatas de atitude durante o encontro presencial: tom mais ríspido, frieza repentina, comentários intrusivos ou condescendentes. Esse tipo de situação acaba levando jovens a adotar estratégias para evitar discriminação durante a análise da candidatura – como não enviar foto, mudar o nome ou ocultar o local de residência.

As mesmas estratégias são frequentemente usadas na elaboração do currículo e no mercado profissional.

O relatório sublinha que essa discriminação tem impactos múltiplos na vida social e profissional destes jovens.

O relatório inclui um capítulo específico sobre saúde: há obstáculos discriminatórios no acesso ao sistema de cuidados.

A taxa de negligência em relação à saúde, que está em ascensão na população em geral, é particularmente alta entre os jovens: 74% dos jovens de 18 a 24 anos relataram ter deixado de procurar atendimento médico nos últimos 12 meses.

No caso dos imigrantes, descendentes de imigrantes e negros, preconceitos e estereótipos influenciam comportamentos e práticas de profissionais de saúde, resultando em desigualdades e deterioração dos cuidados e da saúde, especialmente quando se trata de mulheres.

“Tive muitas experiências desagradáveis com profissionais de saúde. Primeiro, desde muito jovem, com meu clínico geral, que constantemente minimizava minha dor e prescrevia medicamentos genéricos para se livrar de mim.

Finalmente, aos 25 anos, fui diagnosticada com uma doença autoimune no estômago, depois de trocar de clínico e lutar para ser levada a sério”, relata uma jovem de 25 anos.

Embora os jovens sejam o segmento da população que mais reconhece e denuncia a discriminação, são também os que menos conhecem seus direitos de recurso.

 “Para essa faixa etária, marcada por múltiplas fragilidades e vulnerabilidades, a discriminação tende a corroer não apenas suas trajetórias de vida, mas também seu senso de pertencimento, sua confiança nas instituições e na promessa republicana, que são o alicerce de nossa coesão social”, lamenta o documento, que também apresenta recomendações.

Entre elas estão: tornar obrigatórias as formações sobre preconceitos raciais destinadas a professores e profissionais, reavaliar o sistema de alocação escolar para reduzir a segregação, intensificar ações de sensibilização no mercado imobiliário e melhorar a medição e o acompanhamento das denúncias. ANG/RFI

Coreia do Norte/Para Kim Jong‑un, 'boas relações' com EUA dependem de reconhecer Coreia do Norte como potência nuclear

Bissau, 27 Fev 26 (ANG) - O líder norte‑coreano Kim Jong‑un afirmou que Pyongyang poderia “ter boas relações” com os Estados Unidos caso Washington reconheça o país como potência nuclear.

A informação foi divulgada nesta quinta‑feira (26) pela mídia estatal norte-coreana.

Se Washington “respeitar o status atual de potência nuclear do nosso país, conforme estipulado na Constituição e abandonar sua política hostil, não há razão para que não possamos nos dar bem com os Estados Unidos”, declarou Kim Jong‑un, segundo a agência oficial KCNA.

 

Em 2021, Kim designou os EUA como o “maior inimigo” de sua nação durante o congresso do partido, mas o presidente americano Donald Trump vem multiplicando elogios ao líder norte‑coreano. Durante uma viagem pela Ásia no ano passado, Trump afirmou estar “100% aberto” a um encontro com Kim Jong‑un e chegou a admitir que a Coreia do Norte é, “de certa forma, uma potência nuclear”.

Há especulações sobre a possibilidade de uma reunião entre ambos à margem da visita de Trump à China, prevista para abril. Em seu primeiro mandato, o presidente americano se encontrou três vezes com Kim Jong‑un na tentativa de alcançar um acordo de desnuclearização, sem sucesso.

Kim passou a considerar a vizinha Coreia do Sul como seu “pior inimigo”. No fim do 9º congresso do Partido dos Trabalhadores, que terminou na noite de quarta‑feira (25), Kim Jong‑un rejeitou as ofertas de diálogo de Seul, aliada de Washington em segurança.

 

A Coreia do Norte “não tem absolutamente nada a ver com a Coreia do Sul, seu inimigo mais hostil, e excluirá para sempre a Coreia do Sul da categoria de compatriotas”, afirmou Kim, segundo a KCNA. O presidente sul‑coreano Lee Jae Myung trabalha, desde sua posse em junho, para retomar o diálogo bilateral — até agora sem resposta do regime norte‑coreano.

Em janeiro, Pyongyang anunciou ter abatido um drone vindo do sul perto da cidade de Kaesong, próxima da fronteira entre os dois países, e cobrou explicações de Seul. Lee condenou o episódio, alertando que ações desse tipo podem desencadear uma guerra entre países que nunca assinaram um tratado de paz após o conflito de 1950–1953.

A Coreia do Norte, que possui armas nucleares, é alvo de várias séries de sanções por seus programas militares. Pyongyang produz, inclusive, material nuclear suficiente para montar até 20 armas atômicas por ano, segundo estimativas da presidência sul‑coreana divulgadas em Janeiro.

Fontes diplomáticas sul‑coreanas afirmam que o Comitê de Sanções da ONU sobre a Coreia do Norte planejava conceder isenções para projetos de ajuda humanitária — medida que permitiria a Washington e Seul retirar o pretexto usado por Pyongyang para evitar o diálogo, segundo analistas.

Pyongyang alterou sua Constituição em 2024 para definir a Coreia do Sul como um “Estado hostil”, pela primeira vez. O congresso do partido único, que ocorre tradicionalmente a cada cinco anos, começou em 19 de fevereiro. É o evento político mais importante da Coreia do Norte, destinado a reforçar a autoridade do regime.

Kim Jong‑un foi reconduzido por unanimidade ao posto máximo de secretário‑geral do partido, que dirige o país comunista desde os anos 1940. Altos oficiais do Exército prestaram a ele “um juramento de lealdade”, segundo a agência estatal. A influente Kim Yo Jong, irmã de Kim Jong‑un, foi promovida pelo partido durante o congresso quinquenal, tornando‑se diretora de departamento plena — e não mais diretora‑adjunta.ANG/RFI/Agências


FAO/Salinização dos solos obriga regiões costeiras a reinventarem a agricultura

Bissau, 27 Fev 26 (ANG) - A interação entre um clima mais quente e práticas agrícolas prejudiciais está tornando as regiões costeiras cada vez menos férteis.

A salinização dos solos se expande nos cinco continentes e, nas zonas áridas e semiáridas, coloca em risco cultivos tradicionais.   

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), mais de 10% da superfície terrestre é afetada pelo fenómeno. A presença de sal é natural na terra e na água. No entanto, a crise climática e a má gestão humana têm levado a desequilíbrios que abalam a fertilidade destes solos.

Um bilhão de hectares do planeta estão ameaçados nas próximas décadas. As zonas diretamente em contato com o mar são as mais vulneráveis – é onde a água dos lençóis freáticos costuma ser mais explorada para o consumo humano, abrindo espaço para a substituição pela água salgada. Em entrevista à RFI, o hidrologista Claude Hammecker, especialista no estudo dos solos do instituto francês de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD), afirma que as mudanças climáticas pioram este contexto.

“Por um lado, o aumento dos períodos de seca, e consequentemente o aumento da evaporação, contribuirá para agravar a salinização em áreas onde o sal já está presente. Mas quando a evaporação é forçada, devido ao uso de água dos lençóis freáticos para a irrigação, a acumulação de sal aumenta”, sublinha. “Além disso, com a diminuição das chuvas, que naturalmente ‘lavam’ o excesso de sal no solo, teremos um acúmulo ainda maior deste sal”, complementa.

Nas regiões mais áridas, os governos locais recorrem aos lençóis freáticos para compensar a falta de chuva. Mas mesmo onde as precipitações são abundantes, a prática é comum, observa o especialista.

“Eu trabalhei no Brasil, e todas as grandes megalópoles localizadas no litoral brasileiro consomem quantidades enormes de água, bombeando-a diretamente dos aquíferos e contribuindo para o que se chama de ‘beijo de sal’. A água doce é extraída e gradualmente substituída pela do mar, tornando a água cada vez mais salgada”, aponta.

Em seu relatório mais completo sobre o tema, publicado há pouco mais de um ano, a FAO alerta que 16% das águas subterrâneas já são afetadas pelo fenómeno, tornando uma área ainda maior em torno da costa pouco propensa à agricultura.

Outros processos naturais de salinização também podem ocorrer, relacionados a antigos depósitos marinhos transformados em camadas geológicas. Conforme as movimentações da água ou escavações, essas camadas, formadas há milhares de anos, podem emergir à superfície.

Entretanto, este processo pode se acelerar com a degradação do meio ambiente pela ação humana. “Na Tailândia, temos antigos depósitos de sal enterrados profundamente no subsolo e que, à primeira vista, não representavam uma ameaça para a agricultura. Mas eles ressurgiram devido ao desmatamento, que fez com que a água da chuva se infiltrasse muito mais profundamente, subisse à superfície e criasse um lençol freático salgado, que afeta as plantações”, salienta Hammecker.

Entre os países que mais sofrem com a salinização, estão Argentina, China, Estados Unidos, Rússia e Irã. Nos países mediterrâneos, o problema tem se acentuado nos últimos anos, tanto no norte da África, quanto na Europa.

No sul da França, a região de Camargue exemplifica os desafios. Tradicional produtora de sal e de culturas que se desenvolvem bem em solos arenosos e salinizados, como o arroz, Camargue agora sofre os efeitos dos excessos de calor e das secas, mas também da expansão do próprio sal, com o aumento do nível do mar. Os prejuízos dos viticultores se acumulam, e muitos produtores de arroz agora têm preferido se voltar para cereais menos dependentes de irrigação.

A necessidade de mudança causa tensões, observou à RFI o ecólogo Raphaël Mathevet, ligado ao respeitado Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS) da França. O pesquisador tem tentado convencer os agricultores a experimentar culturas resilientes às novas condições, como o melão ou o tomate.

“Temos um choque cultural. Estamos falando de agricultores que vêm desenvolvendo a Camargue há muito tempo graças à irrigação, às escavadeiras e à tecnologia, e que se consideram os próprios criadores desta Camargue que precisa ser protegida hoje”, detalha.”Eles se enxargam como um contraponto aos cientistas” e ativistas que dizem que, ao contrário, devemos aproveitar esta crise para pensar em uma recomposição territorial, repensar o desenvolvimento económico do delta, em outras culturas e em outras formas de atuação.”

Especialistas da Parceria Global para o Solo estimam que, nos países mais afetados pela salinização, as perdas de produtividade podem chegar a 72% para o arroz, 68% para o feijão, 45% para a cana-de-açúcar e 37% para o milho. O impacto é maior nos países em desenvolvimento, menos preparados para lidar com o problema. ANG/RFI


Nações Unidas/ Quase dois milhões de crianças menores de cinco anos de Somália correm o risco de sofrer desnutrição aguda

Bissau, 27 Fev 26 (ANG) – Mais de 1,8 milhão de crianças menores de cinco anos enfrentarão desnutrição aguda na Somália em 2026, sendo que meio milhão delas correm o risco de sofrer de desnutrição grave, alertou a organização das Nações Unidas.

Essa situação ocorre em um momento em que a Somália enfrenta uma crise alimentar agravada pela seca, conflitos e insegurança, informou o serviço de imprensa da ONU, acrescentando que milhares de pessoas foram forçadas a fugir de suas casas em busca de abrigo, comida e serviços essenciais.

A organização multilateral observou ainda que essas necessidades crescentes são atendidas com uma grave falta de recursos financeiros, salientando que, sem financiamento urgente, a assistência alimentar e nutricional de emergência vital fornecida, principalmente pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA) na Somália, ficará limitada às populações mais vulneráveis ​​e "acabará por ser interrompida em breve".

Devido a essas restrições, apenas 640 mil das 6,5 milhões de pessoas que sofrem de fome crítica estão recebendo ajuda, disse a ONU, observando que esse número representa uma queda em relação aos 2,2 milhões de pessoas que recebiam ajuda no mesmo período do ano passado.

Para as Nações Unidas, é essencial ampliar as intervenções para atender às necessidades urgentes de alimentação e nutrição de milhões de somalis, prevenir a fome e fortalecer a resiliência das comunidades para que possam resistir a choques, instabilidade e eventos climáticos extremos. ANG/Faapa


Arábia Saudita/Agência de Notícias Palestina ganha “Prémio de Profissionalismo da Media

Bissau, 27 Fev 26 (ANG)  – A União das Agências de Notícias (UNA) da Organização de Cooperação Islâmica (OCI) concedeu o “Prémio de Profissionalismo da Media” à Agência de Notícias Palestina durante um evento realizado na noite de quarta-feira, 25 de Fevereiro, em Jeddah, Arábia Saudita.

 Este prémio de media visa reconhecer o profissionalismo no cenário mediático dos países membros da organização. Esta iniciativa faz parte dos esforços da UNA para promover a excelência jornalística por meio de mecanismos que apoiam o jornalismo profissional nos estados membros.

Visa também elevar o nível do conteúdo mediático, fortalecer a identidade da media islâmica e apoiar práticas profissionais diante dos desafios digitais, fomentando, ao mesmo tempo, uma competição saudável entre as agências de notícias membros.

O evento foi organizado em conjunto pela UNA, representada pelo seu Diretor-Geral, Mohammed bin Abdurabbih Al-Yami, e pela Liga Mundial Muçulmana (MWL), liderada pelo seu Secretário-Geral, Sheikh Dr. Mohammed bin Abdulkarim Al-Issa. Reuniu representantes das 57 agências de notícias estatais que são membros da organização e convidados, incluindo o Diretor da Agência de Imprensa Togolesa (ATOP), Eyebiyi Kokouvi Adéyêmi.

O evento foi um encontro institucional e religioso de alto nível, com foco em media, cultura islâmica, apoio social a organizações islâmicas e diálogo internacional. Serviu como plataforma para o lançamento de um livro sobre a "Carta de Meca (Makkah Chater)", que aborda a moderação e a tolerância islâmicas.

A UNA, um órgão especializado da OIC, tem sede em Jeddah, na Arábia Saudita. A União funciona como uma plataforma de intercâmbio de informações e um centro de treinamento para profissionais da media no mundo islâmico. Seus principais objetivos incluem a cooperação entre os meios de comunicação para facilitar o compartilhamento de notícias e a colaboração técnica entre agências de notícias nacionais.

Nessa ocasião, o diretor da ATOP iniciou discussões com os líderes da organização a respeito de suporte estratégico, operacional e tecnológico. Esse suporte aprimorará o desempenho da Agência em um cenário mediático profundamente impactado pela rápida transformação digital. ANG/Faapa

 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Literatura/Presidente da C M de Varzim reitera compromisso da autarquia de promoção da leitura e criação literária no espaço lusófono

Bissau 26 Fev 26 (ANG) A Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim/Portugal reiterou, quarta-feira, na abertura da  27.ª edição do Correntes d’Escritas, o compromisso da autarquia que dirige com a promoção da leitura e  criação literária no espaço lusófono.

Segundo uma  nota  enviada à ANG por uma das participantes da Guiné-Bissau no evento, Andreia Silva falava  na abertura do que é considerado por muitos como um dos mais prestigiados encontros literários do espaço lusófono, tendo destacado  o impacto do evento na projeção cultural da cidade da Povoa de Varzim.

Silva enfatizou que a Póvoa de Varzim continua a afirmar-se como espaço privilegiado de encontros entre escritores de diferentes geografias da língua portuguesa .

Disse  que, no  encontro, o espaço da literatura lusófona vai reafirmar o seu papel como território de diálogo, pensamento crítico e celebração da literatura, que, segundo diz, é um momento de memória e de reconhecimento.

Em representação dos autores convidados, refere nota, Raquel Patriarca trouxe à cerimónia um momento de profunda emoção ao evocar nomes marcantes que fizeram parte da história do Correntes d’Escritas e que já não se encontram no mundo dos vivos nomeadamente, Álvaro Laborinho Lúcio, Francisco Guedes, Luísa Amaral, Clara Pinto Correia, João Rui de Sousa, Henrique Abranches, Luís Sepúlveda, Corsino Fortes e Érico Veríssimo.


A escritora destacou que cada um deles contribuiu, à sua maneira, para a riqueza e pluralidade das correntes que compõem este encontro literário.

O ponto alto da cerimónia foi a homenagem ao Professor José Carlos de Vasconcelos, figura central da cultura portuguesa contemporânea, reconhecido pelo seu percurso como escritor, jornalista e defensor incansável da literatura, que contribuiu para a valorização da língua portuguesa e da liberdade de pensamento.

Visivelmente emocionado, o homenageado  agradeceu a distinção e sublinhou a importância de encontros como o Correntes d’Escritas, para manter viva a reflexão cultural e o diálogo entre diferentes gerações, considerando a literatura com uma herança viva.

 A delegação guineense que participa no encontro de 25 a 28 de Fevereiro é chefiado   pelo presidente da União Nacioanal dos Escritores da Guiné-Bissau ,Francisco Conduto de Pina e integrada pela presidente da Casa das Letras e Artes-Vasco Cabral, Suaila Fonseca Cá.

ANG/MSC//SG

Comunicação Social/Ministério de tutela prepara regulamentação das redes sociais com apoio de entidades da Côte D´Ivoire

Bissau, 26 Fev 26 (ANG) – O Governo através do ministério da Comunicação Social (MCS) e  o Presidente da Alta Autoridade Reguladora da República de Côte D`Ivoire René Bourgoin, assinaram quarta-feira, em Bissau, um Memorando de Entendimento, que prevê a  capacitação dos profissionais da Comunicação Social, nos domínios da Legislação, Regulamentação  e Audiovisual.

Da parte do MCS assinou o Memorando o Inspector-geral, Ansumane Cassamá e da Parte da Cotê D´Ivoire assinou o Mestre René Bourgoin.

Em declarações à imprensa ,  Ansumane Cassamá, disse que a visita de René Bourgoin  à Bissau, ocorreu na sequência do convite endereçado pelo actual ministro da Comunicação Social Abduramane Turé, como forma de dar continuidade ao acordo assinado em 2025, entre os ministros do sector da Comunicação Social dos dois países.

De acordo com as suas explicações, o Conselho Nacional da Comunicação Social  tem estatutos que carecem de actualizações .

“É neste sentido, que o mestre René Bourgoin se encontra no país com a sua equipa, para dar o apoio necessário, tendo  em conta, a experiência acumulada, que o Côte d`ivoire tem nesta matéria”, acrescentou Anssumane Cassama.

Para aquele responsável, com este apoio garantido, cabe agora ao Ministério da Comunicação Social, a partir de já, começar a organizar as suas documentações, para a adoção de novas leis, que irão regulamentar o setor.

“É de conhecimento de todos que hoje temos algumas mudanças no sector de comunicação com o aparecimento de  redes sociais, de desinformações, falsos blogues e vários conteúdos de ódio divulgados,. Todos  estes pormenores não representam  bom contributo para o bem estar da sociedade”, disse Cassamá.

Segundo o  Presidente de Alta Autoridade Reguladora de Côte D`Ivoire, René Bourgoin, o ministro da Comunicação Social da Guiné-Bissau Abduramane Turé, defendeu que devem ser feitas reformas importantes no setor, razão pela qual se estabeleceu essa  parceria.

Bourgoin disse que  os desafios são enormes, tanto na comunicação tradicional,  como na comunicação numérica e eletrónica.

“A problemática das redes sociais deve ser analisado com muita preocupação, mesmo sabendo que nela, ainda restam meios de comunicação importantes, mas que devem estar bem regulamentadas, para não serem ameaça à  paz e coesão social”, disse René.   

Para René Bourgoin que é igualmente presidente da Rede de Instâncias Africanas de Regulação da Comunicação(RIARC), a Comunicação Social é um setor estratégico, e não é por acaso que é visto como Quarto Poder. ANG/LLA//SG

 

Regiões/ Director-geral de ensino Básico Bafatá defende envolvimento de todos para a desejada educação de qualidade

Bissau, 26 Fev 26 (ANG) - O Diretor-geral de Ensino Básico e Secundário da região de Bafatá defendeu hoje que é preciso o envolvimento de todos para uma educação justa e de qualidade no país.

Malam Indjai falava no  encontro  de assunção de compromissos para se  combater, em conjunto, as práticas nefastas que contribuem para o insucesso escolar, nomeadamente o abandono escolar a circuncisão, casamento precoce e forcado entre outras.

Citado pelo Correspondente da ANG na Região de Bafatá, Malam Indjai reconheceu que existem  “grandes problemas” que o sector da educação enfrenta  e diz tratar-se de uma situação complexa que requer maior dinâmica na conjugação de esforços individual e colectivo, para não só identificar os problemas mas também apresentar as soluções visando um ensino de qualidade desejado.

Malam Indjai saudou  os esforços dos parceiros em especial PLAN Internacional cujo apoio tem sido fundamental para o desenvolvimento do ensino com melhorias educativas visíveis nas regiões de Bafatá e Gabu.

Destacou a colaboração entre as instituições e comunidades educativas como pilar essencial para o sucesso das iniciativas de processos educativos.

Para o Director Regional da Educação de Bafata, Mamadu Bori Baldé  o encontro serviu para partilha entre a comunidade educativa e parceiros  da situação geral do ensino na Região de Bafatá.

O encontro contou com presenças das autoridades educativas, a comunidade, líderes tradicionais e religiosos. ANG/WP/JD//SG

Administração Territorial/Ministro inicia em Tombali visita às regiões para identificação dos desafios que prestação de serviços públicos aos cidadãos coloca às administrações locais

Bissau, 26 Fev 26 (ANG) - O Ministro de Administração Territorial e Poder Local,  acaba de realizar uma visita a Região de Tombali que o permitiu a avaliação do nível da organização, eficiência dos serviços e a capacidade de resposta às demandas da população.

Segundo uma  Nota Informativa do Ministério da Administração Territorial e Poder Local, à que a ANG teve acesso hoje, e que cita Carlos Nelson Sanó,  a deslocação para Sul do País insere-se na estratégia de proximidade e reforço da acção governativa no terreno, para, de forma direta, se inteirar do funcionamento dos serviços administrativos locais.

“Durante a visita, o Ministro constatou in loco as condições de trabalho das estruturas regionais, avaliou o nível de organização e eficiência dos serviços, bem como analisou a capacidade de resposta às demandas da população”, refere a Nota Informativa.

De acordo com o documento, no decurso da visita, Sanó efectuou uma paragem em Saltinho, concretamente em Cuntabane, onde manteve um encontro com as partes envolvidas em um conflito de liderança tradicional.

O ministro de Administração Territorial lançou um apelo às  partes em conflito, no sentido de promoverem o entendimento, a tolerância e paciência.

Segundo a nota, ainda em Tombali, aquele governante  visitou a empresa produtora de maracujá Mya Prod, onde manifestou a sua satisfação pela dinâmica empreendedora e pelo contributo da iniciativa para o desenvolvimento local e  geração de empregos.

“O roteiro nacional que agora se inicia reafirma o compromisso do Ministério da Administração Territorial e Poder Local com uma governação mais próxima, participativa e orientada para resultados, colocando as comunidades no centro das políticas públicas”, lê-se na Nota Informativa.

Tombali representa o início de um périplo que o ministro Sanó prevê realizar em todas as regiões do país. ANG/AALS//SG

 

 

Guiné/ Recenseamento confirma existência de mais de 17,5 milhões de habitantes

Bissau, 26 Fev 26 (ANG) – A população oficial da Guiné deverá atingir 17.521.167 habitantes em 2025, de acordo com os resultados preliminares do quarto Censo Geral da População e Habitação (RGPH-4), apresentados, quarta-feira, em Conacri pelo primeiro-ministro Amadou Oury Bah.

 Este número representa um aumento expressivo em comparação com o último censo, realizado em 2014, que contabilizou aproximadamente 10,5 milhões de pessoas.

Apresentados pelo Dr. Mankan Doumbouya, Diretor Nacional do Instituto de Estatística, estes resultados retratam uma nação em processo de mudança demográfica, com uma densidade de 71 habitantes por km² e predominância feminina (51,8%).

A característica mais marcante deste RGPH-4 é a idade extremamente jovem da população:

79% dos guineenses têm menos de 35 anos.

A idade mediana é de 17 anos, confirmando a forte pressão demográfica sobre os setores da educação e do emprego.

A população estrangeira permanece estável em 0,7% (116.452 pessoas).

Embora a maioria dos guineenses (61,3%) viva em áreas rurais, a urbanização está se acelerando. Conacri concentra agora mais da metade (50,3%) da população urbana total do país.

A nível regional, observa-se uma forte concentração populacional: Kankan (23,5%) e Conacri (19,4%) representam, juntas, mais de 40% da população nacional. Em contrapartida, a região de Mamou parece ser a menos populosa, com apenas 5,2%.

O "número de identificação único" está no cerne das reformas.

Para o Ministro do Planejamento, Ismaël Nabé, esses dados são a ferramenta da "visão estratégica" do Presidente Mamadi Doumbouya.

O primeiro-ministro Amadou Oury Bah concluiu enfatizando que este censo permitirá a atribuição de um número de identificação pessoal a cada cidadão. Esta reforma, descrita como "fundamental", visa harmonizar o desenvolvimento e garantir um planejamento preciso dos serviços públicos para os próximos anos. ANG/Faapa

 

Serra Leoa/ Chefes de Estado-maior General das Forças Armadas dos países da CEDEAO trabalham sobre futuro da “Força de Reserva”

Bissau, 26 Fev 26 (ANG) -  Uma reunião dos Chefes de Estado-Maior dos países membros da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) decorre desde  terça-feira na capital de Serra Leoa, Freetown, sobre  o futuro da "Força de Prontidão", cuja missão inclui o combate ao terrorismo na sub-região.

Em seu discurso na sessão de abertura desta reunião, o Chefe das Forças de Serra Leoa, General Amara Idara Bangura, destacou a importância e as principais funções atribuídas à "Força de Reserva", observando que nenhum país membro da CEDEAO se opõe ao rápido estabelecimento dessa força.

A este respeito, ele lembrou que o presidente de Serra Leoa, Julius Maada Bio, atual presidente da CEDEAO, conta com o firme apoio de seus pares, de acordo com relatos da imprensa local.

Segundo a mesma fonte, esta reunião de três dias será uma oportunidade para cada país anunciar o número de tropas que contribuirá para a Força de Prontidão. Prevê-se que, inicialmente, cerca de 2.000 militares sejam mobilizados para esta Força.

A ambição dos países membros da CEDEAO seria, portanto, mobilizar, antes do final de 2026, um primeiro contingente operacional para lidar com a ameaça terrorista, em particular com o ressurgimento de grupos terroristas afiliados ao Estado Islâmico no Sahel e à Al-Qaeda, e seu plano de avançar em direção aos países costeiros da África Ocidental.

As discussões iniciais já em curso nesta reunião revelaram a necessidade de os Estados-Membros recorrerem, em primeiro lugar, aos seus próprios recursos para criar esta força de reserva, em vez de esperarem por financiamento externo.

No centro dos debates está também a cooperação com Mali, Níger e Burkina Faso, três países que já rejeitaram a CEDEAO para a criação da Aliança dos Estados do Sahel (AES).

Vários participantes da reunião em Freetown acreditam que, nesta fase, é essencial que as duas organizações sub-regionais trabalhem em estreita colaboração em todas as questões relacionadas à segurança, conclui a mesma fonte. ANG/Faapa