terça-feira, 21 de abril de 2026

Comunicação Social/Ministro Abduramane Turé de visita  à Portugal à convite da empresa gráfica Copivarela

Bissau, 21 Abr 26(ANG) – O ministro da Comunicação Social, Abduramhane Turé se encontra desde o dia 18 do corrente mês, em Lisboa(Portugal), à convite da empresa Copivarela, especializada em fornecimento de equipamentos gráficos de alta qualidade.

Segundo a RDN, que cita  uma nota do Gabinete do ministro da Comunicação Social, a deslocação de Abduramane Turé se enquadra na estratégia do Governo de modernização e capacitação da Imprensa Nacional (INACEP), a única gráfica estatal, visando a  diversificação   das parcerias desta empresa,  e   maior autonomia, eficiência e segurança na produção de documentos , com destaque para boletins de voto e cadernos eleitorais.

Em matéria de parcerias, até aqui a Inacep, empresa pública tutelada pelo Ministério da Comunicação Social tem desenvolvido as suas ações no quadro de cooperação com a empresa portuguesa Casa da Moeda, inclusive para a produção dos boletins de voto e outros assessórios para as eleições gerais de 2025.

A Nota do Gabinete do Ministro citada pela RDN ainda refere que a missão de Abduramane Turé tem outro objectivo relacionado as possibilidades de  aquisição de equipamentos gráficos de última geração. ANG/RDN



segunda-feira, 20 de abril de 2026

Comércio/Presidente da ANIN-GB considera “lento” o arranque da campanha de caju  

Bissau, 20 Abr 26 (ANG) – O Presidente da Associação Nacional  de Intermediários de Negócios da Guiné-Bissau (ANIN-GB), considerou hoje de “lento”, o arranque da campanha de comercialização da castanha de caju do presente ano, devido a atual conjuntura global e a situação económica que o país enfrenta.

Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG), Lassana Sambú destacou que, até ao momento, não foi registado grandes movimentações de transferência bancárias de dinheiro  para a comercialização da castanha de caju, razão pela qual a campanha decorre de forma lenta.

Sambú disse que, para que a campanha tenha sucesso, o Governo deve assegurar um bom ambiente de negócio.

“Neste  momento temos connosco uma carta que será entregue ao Presidente da Câmara de Comércio Indústria, Agricultura e Serviços, na qual se pede  diligências junto do Executivo, por forma a serem adoptados mecanismos que possam melhorar a campanha de comercialização da castanha em curso”, disse Sambú.

Referiu   que o Governo  produzido, recentemente um despacho  que veda a atribuição de licenças de exportação aos operadores que ainda não atingiram cinco anos nesta atividade.

“Preocupado com a decisão, pedimos ao Governo para  reconsiderar essa decisão porque  pode afastar 70 por cento dos operadores que investem os seus dinheiros no processo”, disse o Presidente da Associação de Intermediários de Negócios da Guiné-Bissau.

De acordo com Lassana Sambú o mesmo diploma  veda aos estrangeiros a compra direta ao produtor da castanha, e Sambé diz que  essa medida não permite aos nacionais  trabalharem, para ganhar dinheiro.

Para aquele responsável, os serviços de  Balanço de pesagem  serão abertos já na semana que vem, para se efetuar o escoamento da castanha,  é pertinente que o Governo tome medidas para proibir aos compradores, nesta primeira fase, a prática de rasgar os sacos para verificar a qualidade da castanha.

“Os compradores indianos e vietnamitas usam o jogo de rasgar sacos das castanhas para identificar se, de facto, as castanhas antigas não foram misturadas com  as do presente ano, e esta prática, é admissível somente na época chuvosa”, disse Lassana Sambú.

Questionado sobre se o preço de referência anunciado pelo Governo no início da campanha de caju está a ser respeitado pelos compradores no terreno, em resposta, Sambú confirmou que está a ser cumprido a 100 por cento, o preço anunciado, e diz que quanto ao assunto, não têm queixa.

Relativamente a venda clandestina  da castanha nas fronteiras, Lassana Sambú elogiou os esforços empreendidos pelo Governo no combate a prática, e manifesta a disponibilidade de colaborar com as autoridades competentes, para juntos trabalharem no sentido de desmantelar o contrabando da castanha de caju que tem sido  registado nas linhas fronteiriças do país. ANG/LLA/ÂC//SG   

 

Saúde Público/Ministro Quinhim Nantote diz  que criação de Guiché Único no HNSM garantirá melhor controle e gestão das receitas

Bissau, 20 Abr. 26 (ANG) – O ministro da Saúde Pública disse hoje  que a implementação do guiché de pagamento único no Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM),vai garantir, além da transparência nas cobranças, o melhor controlo e gestão das receitas hospitalares.

Quinhim Nantote que falava no ato de lançamento oficial do Guiché Único de pagamento  no HNSM disse que a iniciativa  representa mais do que a introdução de uma nova ferramenta administrativa, uma vez que simboliza um passo firme no caminho da modernização,  transparência e da melhoria continua dos serviços prestados aos cidadãos.

Segundo Nantote, durante muito tempo, os utentes desta maior estabelecimento hospitalar do país, enfrentaram dificuldades relacionadas com a dispersão dos pontos de pagamento, longas filas, falta de clareza nos processos, o que segundo ele, são situações que comprometem a confiança no sistema.

“Este é apenas o início, o nosso objetivo é expandir soluções semelhantes para outras estruturas de saúde do país, garantindo que todos os guineenses tenham acesso à serviços de saúde dignos, organizados e confiáveis”, disse.

O governante apelou à todos os profissionais do HNSM a abraçarem este novo sistema com o espírito de responsabilidade, garantindo o seu bom funcionamento e contribuindo para a melhoria da qualidade do Sistema Nacional de Saúde.

Aos utentes, assegurou que continuarão a trabalhar para facilitar o acesso aos cuidados de saúde, com mais humanidade, mais eficiência e mais respeito.

O Diretor-geral do HNSM, Malam Sabali reconheceu que as cobranças ilícitas minam a confiança pública, e diz que preços baixos ou gratuitas, que embora solidários, geram défices crónicos, insuficiência de equipamentos e manutenção precária.

Acrescentou que criam  dependência financeira excessiva do Governo e parceiros, e que não bastam para as crescentes necessidades que existem.

“Estes obstáculos comprometem a qualidade dos cuidados que prestamos aos guineenses que precisam de respostas firmes, estruturantes, sustentáveis. É nesse contextos que afirmamos com determinação que estamos no tempo de mudança”, disse.

Sabali salientou que a implementação do Guiché Único vai trazer a transparência, eliminar irregularidades e centralizar todos os fluxos financeiros num só ponto acessível e eficiente.

Por outro lado, segundo ele, lançou-se um novo preçário de actos médicos critérios justos que equilibra a sustentabilidade económica com a protecção dos mais vulneráveis.

“As grávidas,  crianças menores de cinco anos e cidadãos em situação de comprovada vulnerabilidade socioeconómica, avaliada pelo serviço social , beneficiarão de isenção, disse Sabali, garantindo que ninguém fique sem atendimento por falta de meios financeiros.

Malam Sabali disse que, com os recursos gerados, estarão em condições de investir na aquisição de equipamentos modernos, reforçar a manutenção, capacidade e motivar os profissionais, reforçar   parcerias com o Governo e parceiros. ANG/MSC/ÂC//SG


Regiões/ Centro de Saúde de Bissorã beneficia de uma ambulância e motorizada

Bissorã, 20 Abr 26 (ANG) – O Centro de Saúde do sector de Bissorã, região de Oio, norte do país,  beneficiou de uma ambulância e uma motorizada no passado  fim-de-semana.

De acordo com o Correspondente da ANG na Região de Oio, no ato de entrega, o Governador da Região, Braima Camará disse que a oferta dada pelo Banco Mundial vai ser muito útil aos  populares de Bissorã que já são mais de 52 mil habitantes.

Camará, agradeceu o esforço e empenho do Diretor Regional de Saúde da região de Oio para conseguir a ambulância.

Por sua vez, o Diretor Regional de Saúde Enço Severino Da Costa, disse esperar que a ambulância e motorizada sejam usadas devidamente . e pediu a população para colaborar na manutenção desses equipamentos.

Em nome dos populares de Bissorã,  Mussa Djaló agradeceu a todos quanto se empenham para demninuir as dificuldades da população de Bissorã. ANG/AD/JD/ÂC//SG

 

Angola/Papa Leão XIV adverte para injustiça que corrompe corações e para comércio supersticioso

Bissau, 20 Abr 26(ANG) - O Papa Leão XIV apelou hoje, em Saurimo, no Leste de Angola, à fé em Cristo, alertando que “quando a injustiça corrompe os corações, o pão de todos torna-se propriedade de poucos”.

 

“Com efeito, hoje vemos que muitos desejos das pessoas são frustrados pelos violentos, explorados pelos prepotentes e enganados pela riqueza. Quando a injustiça corrompe os corações, o pão de todos torna-se propriedade de poucos”, declarou, na homília que está a proferir na missa que reúne milhares de pessoas na esplanada de Saurimo.

 

Leão XIV, que se referiu ao “comércio supersticioso, no qual Deus se torna um ídolo que se procura apenas quando nos serve e enquanto nos serve”, salientou que Cristo “não rejeita esta procura insincera, mas incentiva a sua conversão”.

 

“Não manda embora a multidão, mas convida todos a examinar o que palpita no nosso coração. Cristo chama-nos à liberdade: não quer servos nem clientes, mas procura irmãos e irmãs a quem se dedicar com todo o seu ser. Para corresponder com fé a este amor, não basta ouvir falar de Jesus: é preciso acolher o sentido das suas palavras. Nem basta sequer ver o que Jesus faz: é preciso seguir e imitar a sua iniciativa”, apelou.

 

A Igreja Católica angolana tem manifestado a sua preocupação com o crescimento de rituais associados a superstições, questão muito presente no Leste de Angola, região onde a evangelização cristã foi mais tardia.

 

 

“Até os mais belos dons do Senhor, que cuida sempre do seu povo, se tornam então uma exigência, um prémio ou uma chantagem, e são mal compreendidos precisamente por quem os recebe.

 

O relato evangélico faz-nos, portanto, compreender que existem motivos errados para procurar Cristo, sobretudo quando é considerado um guru ou um amuleto da sorte”, advertiu.

 

O Papa citou o Evangelho – “Vós procurais-me, não por terdes visto sinais miraculosos, mas porque comestes dos pães e vos saciastes” – para afirmar que Cristo pergunta se é procurado “por gratidão ou por interesse, por cálculo ou por amor”.

 

Leão XIV afirmou que o que o trouxe até aqui, para estar com a população de Saurimo, foi a “Boa Nova, o Evangelho que corre como sangue nas veias”. 

 

“Não viemos ao mundo para morrer. Não nascemos para nos tornarmos escravos nem da corrupção da carne, nem da corrupção da alma: toda a forma de opressão, violência, exploração e mentira nega a ressurreição de Cristo, dom supremo da nossa liberdade.

 

Na verdade, esta libertação do mal e da morte não acontece apenas no fim dos tempos, mas na história de todos os dias”, declarou. ANG/Inforpress/Lusa

 

EUA/Credibilidade da ONU em jogo na eleição para secretário-geral – Annalena Baerbock

Bissau, 20 Abr 26 (ANG) - A presidente da Assembleia-Geral da ONU, Annalena Baerbock, afirmou à Lusa que a selecção do próximo secretário-geral será "uma questão de credibilidade" para a organização, uma vez que em 80 anos de história nunca teve uma mulher na liderança.

Em entrevista à agência Lusa, em Nova Iorque, Annalena Baerbock garantiu que, entre os 193 Estados-membros das Nações Unidas (ONU), há o entendimento de que, passados 80 anos, chegou o "momento certo" da organização multilateral ser chefiada no feminino.

"Estamos num ano histórico porque, após 10 anos, estamos a seleccionar o próximo secretário-geral para o século XXI, e a escolha enviará uma mensagem poderosa sobre quem somos enquanto comunidade internacional e se as Nações Unidas estão a servir todos os seus cidadãos em todo o mundo, dos quais, como todos sabemos, metade são mulheres e raparigas", observou.

"Uma organização que serve todas as pessoas em todo o mundo (...) e que une todos os países como nenhuma outra, precisa de se questionar se realmente serve toda a humanidade se, em 80 anos, nunca houve uma secretária-geral mulher", acrescentou.

Nesse sentido, a ex-ministra dos Negócios Estrangeiros alemã considera que a "questão de quem será seleccionado é também uma questão de credibilidade para as Nações Unidas".

Duas mulheres e dois homens mantêm-se na disputa pelo cargo e serão ouvidos terça e quarta-feira pelos Estados-membros, dando início a um processo que poderá ter um resultado histórico.

Ao longo dos últimos meses, registaram-se fortes apelos para a nomeação de candidatas mulheres à sucessão do português António Guterres, que deixará o cargo no final do ano, após dois mandatos consecutivos.

Contudo, a ex-presidente chilena Michelle Bachelet e a ex-vice-presidente da Costa Rica Rebeca Grynspan são as únicas duas mulheres em competição, que se juntam ao director-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), o argentino Rafael Mariano Grossi, e ao ex-presidente senegalês Macky Sall.

A diplomata argentina e ex-representante especial da ONU para Crianças e Conflitos Armados Virginia Gamba chegou a entrar na corrida através da nomeação das Maldivas. A nação insular acabou por retirar o apoio à candidatura de Gamba, eliminando-a assim do processo eleitoral.

Annalena Baerbock tem a ser cargo o processo de selecção do próximo líder da ONU e garantiu que os Estados-membros deixaram bem claro que "é necessária uma liderança forte nestes tempos fragmentados e desafiantes".

"Estamos no meio de uma grande reforma das Nações Unidas, pelo que ter actuado anteriormente num Governo nacional e ter experiência no sistema da ONU são também critérios" que os Estados-membros definiram como essenciais e querem ver no próximo secretário-geral, disse.

O diálogo interativo com os quatros candidatos ao cargo de secretário-geral da ONU arranca na terça-feira.

Cada candidato terá três horas para apresentar a sua declaração de visão para a organização, responder às perguntas dos Estados-membros e interagir com entidades da sociedade civil.

"Damos a todos os Estados-membros a oportunidade de entrevistar os candidatos durante três horas. Eu própria já participei neste processo como candidata à presidência da Assembleia-Geral. Portanto, é uma entrevista realmente difícil com 193 Estados-membros", explicou à Lusa.

"E, como consta na Carta, ao serviço dos povos do mundo, a sociedade civil tem também a oportunidade de colocar questões aos diferentes candidatos no que diz respeito às suas capacidades de liderança, à sua visão para as Nações Unidas, às suas ideias de reforma, mas também como fortalecer os três pilares das Nações Unidas: a paz e a segurança, o desenvolvimento sustentável e os direitos humanos", acrescentou.

No entanto, são os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU que realmente têm a decisão nas mãos.

É apenas por recomendação do Conselho de Segurança que a Assembleia-Geral da ONU pode eleger o secretário-geral para um período de cinco anos, renovável por mais um mandato.

"Posso garantir que serão diálogos realmente interativos, o que significa que todos os temas serão debatidos, pois este é provavelmente o cargo mais difícil do mundo para o qual os candidatos concorrem, numa altura em que vemos não só a unanimidade sob pressão, mas também a Carta das Nações Unidas sob ataque directo", frisou.

"Mas, no final, a decisão está nas mãos dos Estados-membros, do Conselho de Segurança e, mais tarde, da Assembleia-Geral", recordou ainda Annalena Baerbock. ANG/Inforpress/Lusa

 

Côte D´Ivoire/ Abidjam acolhe em Agosto Conferência Internacional sobre cobertura universal de saúde

Bissau, 20 Abr 26 (ANG) - A capital económica da Costa do Marfim, Abidjan, sediará a Conferência Internacional sobre Cobertura Universal de Saúde (CICSU26) de 24 a 28 de Agosto, um evento que visa avaliar o progresso da África no acesso equitativo à saúde.

O anúncio foi feito em Abidjan durante uma conferência de imprensa realizada pelos organizadores para apresentar os principais pontos do programa deste encontro, que deverá reunir mais de 400 participantes de cerca de trinta países e levar à adoção de um roteiro operacional, segundo informações da Agência de Imprensa da Costa do Marfim (AIP).

Em seu discurso na ocasião, Albert Zé, em nome dos organizadores, destacou a necessidade urgente de fortalecer os sistemas de saúde na África, observando que, apesar dos notáveis ​​progressos, o continente ainda enfrenta sérios desafios, incluindo mortalidade materna e infantil, HIV/AIDS, malária, a progressão de doenças não transmissíveis e as consequências duradouras da pandemia de COVID-19.

E, para dar continuidade nessa direção, esta Conferência pretende se tornar "um catalisador para ações" em torno de dez eixos temáticos, que vão desde o financiamento inovador até a soberania digital e terapêutica.

Por sua vez, o chefe do comitê científico, Tchanga Romeo, enfatizou a necessidade de a África produzir seus próprios modelos de análise de saúde pública.

“A África não pode mais importar modelos de saúde concebidos em outros lugares. Ela precisa produzir seu próprio conhecimento e definir suas próprias prioridades”, afirmou, observando que esta conferência levará à adoção da “Declaração de Abidjan”, que servirá como um roteiro, com compromissos quantificados, indicadores de monitoramento e um cronograma de ações. ANG/Faapa

  

China/Governo critica “interceção forçada” de navios pelos EUA e pede respeito pelo cessar-fogo

 

Bissau,  20 Abr 26(ANG) – O Governo chinês criticou hoje a “interceção forçada” de navios pelos Estados Unidos, após um ataque a um porta-contentores iraniano perto do Estreito de Ormuz, e apelou ao respeito pelo cessar-fogo.

 

Em conferência de imprensa, o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun afirmou que a situação no Estreito de Ormuz é "sensível e complexa" e instou as partes envolvidas a "criar as condições necessárias para que o trânsito volte à normalidade".

 

Segundo o responsável, a região encontra-se numa "fase crítica" de transição entre a guerra e a paz, sendo necessário estabelecer as bases para pôr fim ao conflito o mais rapidamente possível.

 

Guo reiterou ainda a importância do Estreito de Ormuz como via internacional de transporte, sublinhando que garantir a livre circulação "corresponde aos interesses comuns dos países da região e da comunidade internacional".

 

"A China continuará a promover a distensão da situação e a desempenhar um papel construtivo para alcançar uma paz duradoura e a estabilidade no Médio Oriente", acrescentou.

 

O incidente surge depois de o Exército iraniano ter denunciado um ataque dos Estados Unidos a um navio iraniano nas proximidades do estreito, um porta-contentores que seguia da China para o Irão, classificando-o como uma violação do cessar-fogo acordado entre Teerão e Washington.

 

 

O estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial, continua sujeito a bloqueios intermitentes no contexto do conflito, tanto por parte do Irão, que mantém um "controlo rigoroso" da passagem, como dos Estados Unidos, que impuseram um cerco naval para limitar as exportações e importações iranianas.

 

O episódio ocorre à porta de uma segunda ronda de negociações de paz entre Washington e Teerão, nas quais o Irão se tem recusado a participar enquanto os Estados Unidos não levantarem o bloqueio marítimo.

 

Pequim tem condenado repetidamente os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, ao mesmo tempo que sublinha a necessidade de "respeitar a soberania" dos países do Golfo, com os quais mantém estreitas relações políticas, comerciais e energéticas e que têm sido alvo de represálias iranianas. Inforpress/Lusa

 

         Brasil/ Lula da Silva  defende multilateralismo com chanceler alemão

Bissau, 20 Abr 26 (ANG) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no 2º dia de visita à Alemanha, afirmou nesta segunda-feira (20) que o Brasil participa da Feira de Hanôver “com a plenitude de um país que sabe o que é capaz de fazer”, destacando o objetivo de aprofundar a parceria com a Europa, sobretudo com a Alemanha.

Em seu discurso, Lula disse que o Brasil "cansou de ser tratado como um país de terceiro mundo” e criticou o enfraquecimento da ordem global construída após a Segunda Guerra Mundial. “O mundo não pode ser dirigido por mentiras nem pelo unilateralismo”, enfatizou.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (20) em Hanôver que o Brasil pretende assumir protagonismo global na transição energética, durante discurso na Alemanha. Segundo ele, o país reúne condições estruturais para liderar a produção de combustíveis renováveis.

O presidente também destacou uma mudança de postura do país no cenário internacional.

“Nós estamos falando de um país que cansou de ser pequeno. Um país que cansou de ser um país em via de desenvolvimento. Um país que cansou de ser tratado como um país do terceiro mundo. Um país que cansou de ser tratado como invisível.”

Lula acrescentou que o Brasil combina dimensão territorial, estabilidade econômica e credibilidade recente para sustentar essa ambição. “Nós somos uma grande nação, temos 215 milhões de habitantes, temos uma economia razoavelmente estável e conquistamos muita credibilidade nos últimos anos”, afirmou.

O presidente Lula propôs uma comparação direta entre combustíveis brasileiros e europeus ao defender a competitividade energética do país. Segundo ele, a iniciativa envolve inclusive montadoras e autoridades estrangeiras.

"O Brasil é o país que tem a sua matriz energética mais limpa do mundo do ponto de vista da energia elétrica. Quase 90% da nossa energia é renovável. Nós somos grandes produtores de biodiesel e de etanol", disse Lula, que criticou o custo adicional imposto por exigências tecnológicas na indústria automotiva.

“A gente (quer) tentar mostrar que nós não precisamos, a cada ano, pagar 15% a mais no preço do caminhão por conta do mix tecnológico para fazer com que o motor emita menos gás de efeito estufa. Porque o nosso combustível já emite menos”, argumentou.

O presidente brasileiro criticou o cenário internacional atual e afirmou que há um enfraquecimento das regras multilaterais construídas após a Segunda Guerra Mundial. Em discurso, ele alertou para o avanço de uma lógica baseada na força económica e militar nas relações entre países.

“Nesse momento em que o mundo está consagrado, em que o multilateralismo, sabe, está sendo destruído, em que aquilo que era a harmonia constituída depois da Segunda Guerra Mundial, para estabelecer a paz e harmonia entre os países, está sendo jogado fora com a tentativa da introdução do unilateralismo, ou seja, fazendo com que a força tecnológica, a força das armas ou a força do PIB seja o indutor das negociações entre países potentes e países pequenos”, disse.

O presidente defendeu mudanças na governança global e a retomada do equilíbrio nas relações internacionais. “Não é possível que a gente não tenha noção de que nós precisamos mudar essa situação mundial”, afirmou.

Lula também fez uma reflexão sobre o impacto da era digital. “Veja que eu falei humanidade humana. Porque a humanidade está virando algoritmo. A revolução digital está induzindo a humanidade a ter um comportamento, sabe, totalmente diferente daquilo para o qual os seres humanos foram criados, que era para conviver em comunidade e harmonia.”

O presidente criticou ainda mudanças na forma de atenção e debate público. “Em muitos encontros a que eu vou, as pessoas estão no celular, não estão prestando atenção naquilo que você está falando. Ou seja, a era do argumento acabou. A era da verdade se esvaiu.”

Ele ainda alertou para o avanço da desinformação.

“Nós estamos vivendo a era do fake news. A era em que, quanto menos verdade você falar, mais importante você passa a ser.”

Ontem, no primeiro dia da viagem, Lula e o chanceler alemão, Friedrich Merz, participaram da cerimônia de abertura da feira e hoje devem aprofundar a agenda de acordos bilaterais. Haverá consultas governamentais no Palácio de Herrenhausen, com a participação de sete ministros do Brasil e oito da Alemanha. O objetivo é ampliar ainda mais as relações em áreas como comércio, matérias-primas, defesa, digitalização, pesquisa e proteção climática.

No domingo, Merz recebeu o presidente brasileiro com honras militares em frente ao Palácio de Herrenhausen para uma reunião privada. Em seguida, eles participaram da cerimônia de abertura da Feira de Hanôver. Merz disse que, quando o acordo de livre comércio Mercosul-União Europeia entrar em vigor, enviará um sinal "de que queremos essa cooperação com o mínimo de tarifas possível, idealmente sem nenhuma tarifa”.

Lula defendeu uma reforma do Conselho de Segurança da ONU e fez críticas ao presidente americano, Donald Trump. Ele chamou de “loucura” a operação militar dos Estados Unidos no Irã. 

O Brasil chegou a Hanôver com uma estratégia de reposicionamento. A ideia é deixar para trás a imagem de país agrícola e se apresentar como uma potência industrial e tecnológica. O governo trouxe mais de 300 empresas e está apostando forte em áreas como energia renovável, mobilidade elétrica e digitalização. E o Brasil também traz números para sustentar o discurso.

Por exemplo, o país já é um dos líderes na América Latina em mobilidade elétrica e vem expandindo rapidamente a infraestrutura de recarga. Além disso, quase 90% da eletricidade do país já vem de fontes renováveis, o que é um argumento muito forte em um momento em que a Europa tenta acelerar a sua transição energética. Então a mensagem é clara: o Brasil quer ser visto não só como fornecedor de commodities, mas como um parceiro tecnológico relevante em setores estratégicos.

A relação entre os dois países é antiga e ganhou peso nos últimos anos. O Brasil é hoje o principal parceiro comercial da Alemanha na América Latina, e mais de 1.500 empresas alemãs têm operações no país, incluindo gigantes comoBosch, Siemens e Volkswagen.

 

As subsidiárias alemãs geram aproximadamente 10% do PIB industrial brasileiro e criam 250 mil empregos no país. Ao mesmo tempo, a Alemanha é o principal parceiro do Brasil dentro da União Europeia. Só no ano passado, o volume de comércio entre os dois países chegou a cerca de 21 bilhões de euros.

 

E essa relação não é só comercial, ela também é estratégica. A Alemanha vê o Brasil como um parceiro importante em áreas como energia, matérias-primas e descarbonização. Já o Brasil enxerga a Europa como uma forma de diversificar suas alianças em um mundo cada vez mais polarizado. E aqui entra o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia como um fator fundamental.

O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia está marcado para entrar em vigor em primeiro de Maio, ainda que de forma provisória. Isso porque o Parlamento Europeu pediu uma revisão judicial do tratado. Mas, para todos os efeitos, algumas tarifas já vão a zero a partir de Maio, mesmo que essa revisão ainda esteja pendente.

Os alemães que, ao contrário da França, são amplamente favoráveis ao acordo, estão em contagem regressiva. A concorrência atual com a China é cada vez mais forte para os alemães no mercado brasileiro. Para se ter uma ideia, cerca de um terço das máquinas vendidas no Brasil hoje já vêm de fabricantes chineses, que competem principalmente no segmento de preços mais baixos.

As empresas alemãs, por outro lado, ainda têm vantagem em tecnologia e no chamado segmento premium, mas enfrentam dificuldades justamente por causa de custos mais altos. O acordo da UE com o Mercosul vai reduzir tarifas e fortalecer a posição das empresas europeias no Brasil.

Os alemães hoje pagam taxas de importação na indústria que chegam a 35%. Se o acordo acabar bloqueado judicialmente, a tendência é que os concorrentes chineses continuem ganhando espaço. Ou seja, o que está em jogo aqui não é só uma parceria bilateral, mas uma disputa global por influência económica e política. ANG/RFI

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Economia/CFE regista 206 novas empresas no 1º trimestre do ano em curso

Bissau 17 Abr 26 (ANG) – O Director-geral do Centro de Formalização de Empresas (CFE),disse hoje que a instituição registou no Iº trimestre deste ano 206 novas empresas, contra 146 em igual período em 2025.

Úmaro Baldé avançou estes dados numa conferência de imprensa, na qual  apresentou os principais resultados do relatório trimestral de 2026, destacando a evolução da dinâmica empresarial no país.

Segundo explicou, se comparar este período com o último trimestre de  2025, verifica-se um aumento considerável, uma vez que de Outubro à Dezembro do ano passado registaram-se 194 empresas.

 “No ano passado foram registados, no primeiro trimestre, 146 empresas e se compararmos com o registo deste ano vamos ver que houve um aumento de 60 empresas. No que tem a ver com o enceramento, este ano houve três  empresas enceradas. No ano passado  nenhuma foi encerada, "disse.

Em relação as alterações, Baldé disse que foram feitas 15 alterações no Iº trimestre deste  ano  contra 19 de 2025.

Acrescentou que este ano  foram registados  140 empresas nacionais, número igual ao de último trimestre de 2025.

No que tange as empresas estrangeiras, disse que foram inscritas 39 empresas  no 1º trimestre de 2026 contra 44 do último trimestre de 2025, que representa uma  queda de nove empresas.

Em termos de empresas  mistas, nacionais e estrangeiras, referiu que, neste primeiro trimestre, registaram-se 27 empresas.

Comparado com o último trimestre de 2025 que foi  de 10 empresas, nota-se que houve um acréscimo de 17 empresas, sendo que  no Iº Trimestre de 2025,  foram registadas 16 empresas.

Falando da distribuição regional, disse que  Bissau conta com 177 novas empresas, seguido de Biombo com 13, Cacheu com cinco empresas, Oio com quatro, Gabu com quatro, Bafatá com duas, Quinara´ com uma, por último regiões de Tombali e Bolama/Bijagós que não registaram nenhuma empresa neste trimestre de 2026.

Úmaro Baldé frisou que o Sector Autónimo de Bissau se consolida, de forma inequívoca, como o principal centro económico, concentrando a esmagadora maioria das iniciativas empresariais.

Disse que esse desempenho confirma o elevado nível de atratividade económica, mas que também evidência uma acentuada centralização da atividade empresarial, com potenciais impactos negativos no equilíbrio territorial.

O DG do CFE salientou que o I º trimestre confirma uma aceleração da formalização económica, com crescimento na criação de empresas e forte dinamismo do empreendedorismo nacional, destacando no plano empresarial o reforço do investimento, crescimento expressivo das parcerias mistas, indicando maior integração entre capital nacional e internacional.

“Ao nível de empreendedores, destacou-se a expansão, muito significativa, de cartão de empreendedor com cerca de 704 por cento, elevada participação feminina, com papel de destaque na formalização e continuidade de comércio como principal motor de entrada no setor formal “,disse.

No plano setorial, segundo explicou, o comércio mantém a liderança com crescimento de sectores emergentes, casos de energia, serviços e transporte.

“O período evidencia um crescimento robusto e inclusivo, maior protagonismo interno na economia e a evolução para modelos mais integrados e colaborativos”, disse Úmaro Baldé. ANG/MSC/ÂC//SG

 

 


Ambiente
/Ministro Augusto Idrissa Embaló destaca a importância do  engajamento da Rede Ecojornalistas face às mudanças climáticas no país

Bissau, 17 Abr 26(ANG) - O ministro do Ambiente e Biodiversidade destacou a importância do papel  da Rede de Ecojornalistas face às mudanças climáticas  na Guiné-Bissau.

O governante falava hoje à imprensa depois do encontro  que manteve com a Rede de Ecojornalistas da Guiné-Bissau e que visou o reforço da colaboração entre as partes em torno de questões ambientais do país

Na ocasião, Embaló agradeceu a iniciativa, e disse  que  questões ambientais são transversais pelo que  deve haver  o envolvimento de todos.

O ministro reafirmou o compromisso do Governo de fazer uma abordagem preventiva no domínio ambiental, mencionando projetos em curso, nomeadamente no combate à poluição por sacos de plástico.

Augusto Embaló manifestou a abertura do ministério para o estabelecimento de uma parceria sólida com a Rede de Ecojornalistas, com vista a uma atuação mais eficaz na sensibilização pública e  divulgação de políticas e legislação ambiental.

Por sua vez, o coordenador da Rede de Ecojornalistas da Guiné-Bissau, Bacar Baldé anunciou a previsão da Rede de começar a produzir  conteúdos sobre temáticas ambientais.

Informou que, durante a audiência, fez uma apresentação dos principais objetivos da rede , destacando o processo de revitalização em curso.

Entre as áreas de atuação, Baldé apontou a sensibilização das populações sobre a legislação ambiental, o reforço de capacidades dos membros da rede e a realização de grandes reportagens sobre questões ecológicas.

Referiu-se  ainda ás ações já realizadas, tais como reportagens sobre a seca em Pirada,  situação do rio Caianga,  lixos na cidade de Bissau, além de visitas de estudo.

Bacar Baldé  destacou a importância de se criar um boletim informativo sobre questões ambientais, bem como programas radiofónicos e televisivos dedicados ao tema.

A delegação da Rede de Ecojornalistas, integrada também pelos  jornalistas, Amadu Uri Djaló e Mariama Yafa,  apresentou ao ministro . algumas das ações levadas ao cabo no domínio da dinamização e promoção de ações junto de organizações que intervêm na área ambiental. ANG/JD/ÂC//SG

EUA/ Após Irã reabrir Estreito de Ormuz, Trump diz que 'proibiu' Israel de bombardear Líbano

Bissau, 17 Abr 26 (ANG) - O presidente Donald Trump afirmou nesta sexta-feira (17) que os Estados Unidos proibiram Israel de bombardear o Líbano após a implementação do cessar-fogo, pouco antes de  o Irã anunciar a reabertura do Estreito de Ormuz.

"Israel não bombardeará mais o Líbano. Eles estão PROIBIDOS de fazê-lo pelos Estados Unidos. Chega!!!", escreveu o presidente americano em sua própria plataforma, a Truth Social.

Sob a mediação de Trump, Israel e o Líbano concordaram na quinta-feira (16) com um cessar-fogo de 10 dias, em paralelo com a trégua entre os Estados Unidos e o Irã.

O exército libanês, no entanto, declarou na manhã de sexta-feira que Israel havia violado o cessar-fogo, principalmente por meio de bombardeios intermitentes em diversas aldeias no sul do Líbano.

Trump também saudou o anúncio feito pelo Irã de que o Estreito de Ormuz estaria totalmente aberto à navegação durante o cessar-fogo, mas ressaltou que o bloqueio americano aos portos iranianos permaneceria em vigor até que um acordo fosse alcançado.

"O Irã acaba de anunciar que o Estreito de Ormuz está totalmente aberto e pronto para o trânsito irrestrito. Obrigado!", escreveu ele, em uma mensagem escrita inteiramente em letras maiúsculas. “

O bloqueio naval permanecerá totalmente em vigor apenas em relação ao Irã, até que nossa transação com o Irã esteja 100% concluída", completou, também em letras maiúsculas. "O processo deve avançar muito rapidamente, já que a maioria das questões já foi negociada", acrescentou o presidente dos EUA.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, declarou que o Estreito de Ormuz, de alta importância estratégica para o comércio global de hidrocarbonetos, estava totalmente "aberto" enquanto durante a trégua no Oriente Médio.

Ele não especificou se se referia à trégua entre o exército israelense e o Hezbollah, que entrou em vigor na noite de quinta-feira no Líbano por um período de 10 dias, ou ao cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, que teoricamente terminará em 22 de Abril.

A televisão estatal iraniana indicou que embarcações militares permanecem proibidas na região. O trânsito será coordenado pelas autoridades iranianas, frisou Abbas Araqchi.

O Estreito de Ormuz é uma artéria vital para o fornecimento global de energia, por onde transita cerca de um quinto das exportações mundiais de petróleo e gás natural liquefeito.

Os preços do petróleo caíram cerca de 9% após a mensagem do ministro iraniano. Donald Trump mencionou na quinta-feira uma possível reunião entre os Estados Unidos e o Irã no fim de semana, afirmando que Teerã se ofereceu para não desenvolver armas nucleares por mais de 20 anos.

"Veremos o que acontece. Mas acho que estamos muito perto de chegar a um acordo com o Irã", disse ele a repórteres do lado de fora da Casa Branca, antes de esclarecer, horas depois, em um evento em Las Vegas, que a guerra "deveria terminar muito em breve”.

Nesta sexta-feira, ele salientou que nenhum dinheiro "será trocado de qualquer forma" entre os Estados Unidos e o Irã, caso haja um acordo sobre o programa nuclear iraniano. O veículo americano Axios havia noticiado que os americanos estavam considerando desbloquear US$ 20 bilhões em fundos iranianos em troca dos estoques de urânio enriquecido do Irã. ANG/RFI/AFP/ Reuters