segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Política /Governo e Unicef avaliam progressos no combate à violência contra crianças

Bissau, 12 Out 26 (ANG) – O Governo através do Ministério da Mulher, Família e Solidariedade Social e o Fundo das Nações Unidas para a Infância(Unicef),  realizam  entre
12 e 13 de Outubro de 2026, uma auscultação nacional para avaliar os progressos alcançados na implementação dos compromissos assumidos  para pôr fim à violência contra crianças, no âmbito dos Compromissos de Bogotá.

A iniciativa é promovida pelo Ministério da Mulher, Família e Solidariedade Social, através do Instituto da Mulher e Criança (IMC), com  apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O encontro, segundo o programa, prevê análise dos avanços registados, identificação dos principais constrangimentos e definição de r ações prioritárias para acelerar a implementação dos compromissos nacionais de proteção da criança.

O encontro deverá recolher contribuições de crianças e adolescentes, de modo a integrar as suas experiências e propostas nas políticas e nos programas de proteção.

De acordo com os organizadores, as conclusões da iniciativa servirão de base para a identificação de novas prioridades, o reforço da coordenação entre os diferentes intervenientes e para a preparação da participação da Guiné-Bissau na Segunda Conferência Ministerial Global sobre o Fim da Violência contra Crianças, prevista para os dias 18 e 19 de Novembro deste ano, em Manila, Filipinas.

Os compromissos assumidos deverão ser implementados até 2030 e contribuir para a execução da Política Nacional de Proteção Integral da Criança 2021-2032.

O documento apresentado refere que, em Novembro de 2024, durante a Primeira Conferência Ministerial Global sobre o Fim da Violência contra Crianças, realizada em Bogotá, na Colômbia, o Governo da Guiné-Bissau assumiu três compromissos principais, nomeadamente, o reforço dos programas de educação parental, o fortalecimento do sistema nacional de proteção da criança, incluindo a gestão de casos de violência, e prevenção da violência em ambiente escolar.

No quadro da educação parental, o país pretende reforçar as campanhas de sensibilização e promover práticas de disciplina positiva nas famílias.

Entre as metas previstas consta a redução de 40 por cento da violência contra crianças nas regiões de Quinara, Biombo e Oio.

No domínio da proteção infantil, os compromissos incluem o reforço da capacidade dos técnicos dos serviços de proteção, a melhoria da coordenação institucional e o aperfeiçoamento dos mecanismos de receção, encaminhamento e acompanhamento dos casos de violência.

Relativamente ao contexto escolar, está prevista a expansão de programas de sensibilização e prevenção, com promoção da igualdade de género e inclusão de crianças com deficiência, abrangendo pelo menos 75 por cento das escolas do país.

A presidente do Instituto da Mulher e Criança,  Edineusa Lopes defendeu o reforço da coordenação entre as instituições públicas, a sociedade civil e as comunidades para prevenir e combater todas as formas de violência contra as crianças na Guiné-Bissau.

A posição foi expressa  na abertura dos trabalhos de auscultação nacional sobre a implementação dos compromissos assumidos pelo país no quadro das compromissos de Bogotá.

 Edineusa Lopes, em representação da ministra  da Mulher, Família e Solidariedade Social, alertou que a violência  física psicológica  e sexual, bem como a exploração e os maus tratos comprometem o desenvolvimento, a saúde, a educação e o futuro das crianças.

Disse que a situação de pobreza extrema, crises económicas e dificuldades familiares podem aumentar os riscos, incluindo o recurso ao casamento precoce.

Disse que  a proteção das crianças constitui uma responsabilidade coletiva, que exige o envolvimento do Estado, das famílias, das escolas, dos serviços de saúde, das autoridades tradicionais e religiosas, das organizações da sociedade civil e dos parceiros do desenvolvimento.

Edineusa Lopes defendeu que os compromissos assumidos em Bogotá devem traduzir-se em medidas concretas, com recursos adequados, acompanhamento continuo e mecanismos eficazes de prevenção, denúncia e assistência às vitimas.

Segundo a  Representante adjunto do UNICEF,  Sandra Martins,  76 por cento das crianças guineenses com idades entre um e 14 anos são submetidas a forma de disciplina violenta, incluindo castigos físicos severos e agressão psicológica.

Disse que  a violência contra crianças constitui uma grave violação dos direitos humanos e exige uma resposta urgente e conjunta das instituições públicas, da sociedade civil e das comunidades.

Sandra Martins destacou a importância de reforçar a coordenação institucional, capacitar os profissionais, garantir investimentos sustentáveis e ouvir as crianças e os adolescentes na definição de políticas e programas que lhes dizem respeito.

A auscultação reúne representantes do Governo, organizações da sociedade civil, instituições de proteção da criança, redes juvenis, defensores dos direitos das crianças e parceiros internacionais.  ANG/LPG/ÂC//SG

Regiões/Diretor Regional dos Serviços da Educação de Gabu diz  que o novo ano escolar inicia com falta dos professores

Gabu, 12 Out 26 (ANG) – O Diretor Regional dos Serviços da Educação  de Gabu   disse, no passado fim de semana, que o novo ano escolar 2026/27, iniciou com falta de professores em toda a região, e que as aulas iniciaram apenas  nas sedes  setoriais.

Segundo o Correspondente da Agência de Notícias da Guiné (ANG) na Região de Gabu, o início do ano letivo 2026/27 foi marcado pelo levantamento de  escolas privadas que não reúnem condições de funcionamento, e as que não possuem  licenças de funcionamento  emitidas pelo  Ministério da Educação.

O Diretor Regional dos Serviços da Educação de Gabu, Serifo Mané justifica a medida com a necessidade de  promover uma educação de qualidade, para além da necessidade pôr fim a proliferação de escolas privadas em situação de irregularidade na Região de Gabu.

 “O arranque do ano escolar 2026/27 será permitido  somente às escolas cujas sedes se encontram nos setores da região”, disse Mané que acrescentou  que a região conta com  651 professores efetivos,
e que 453 outros aguardam a efetivação.

Aquele responsável disse que a Região de Gabu ainda necessita de mais 300 professores para  cobertura completa das suas necessidades.

ANG/SS/LLA/ÂC//SG

 


Marrocos
/Após crise migratória em Ceuta, rei Mohammed VI  defende “parceria” com Espanha

Bissau, 12 Out 26(ANG) - O rei de Marrocos, Mohammed VI, defendeu sexta-feira, uma "parceria" com Espanha na gestão dos fluxos migratórios, rejeitando qualquer tentativa de "pressão" ou "chantagem", na sequência da crise migratória em Ceuta, no final de Julho, e das críticas espanholas à gestão da migração.

Perante o Parlamento marroquino, na sessão de abertura do novo ano parlamentar, Mohammed VI afirmou que o actual modelo de cooperação migratória “atingiu os seus limites”.

O monarca defendeu uma relação de “parceria” com Espanha, sublinhando que esta deve ser “soberana e um compromisso voluntário, que não pode ser alvo de qualquer pressão, ameaça ou chantagem”.

Ao abordar pela primeira vez a crise migratória de Ceuta, que colocou à prova a relação entre os dois países, o rei rejeitou a acusação de responsáveis políticos espanhóis de que Rabat teria facilitado a entrada de migrantes no enclave espanhol, situado no Norte de África. O monarca denunciou aquilo que qualificou como tentativas de o transformar num “bode expiatório” no contexto de “acertos de contas” políticos em Espanha.

Entre 30 e 31 de Julho, mais de 70 mil migrantes terão entrado em Ceuta, a nado ou a pé, provenientes de Marrocos, num fluxo migratório de dimensão sem precedentes. Desde então, a grande maioria regressou a território marroquino, embora vários milhares tenham permanecido em Ceuta.

Mohammed VI reconheceu que a cooperação com Madrid registou “avanços significativos”, nomeadamente no combate à migração irregular, mas salientou que persistem desafios importantes. Entre estes, apontou a existência de “certas disposições legais desactualizadas”, numa aparente referência a decisões judiciais espanholas que dificultam o repatriamento de migrantes para Marrocos.

Sem avançar mais pormenores, o monarca anunciou que Marrocos irá apresentar aos seus parceiros um documento com “uma visão estratégica, clara e prática”, destinada a promover o co-desenvolvimento, a competitividade económica e a estabilidade regional.

As declarações surgem nas vésperas de uma visita dos reis de Espanha, Felipe VI e Letizia, prevista para 13 de Outubro a Ceuta e, no dia seguinte, a Melilha. A última visita de um chefe de Estado espanhol aos dois enclaves espanhóis no Norte de África foi de Juan Carlos I em 2007, que desencadeou uma crise diplomática com Rabat, que reivindica a soberania sobre os dois territórios. ANG/RFI

 

Tailândia/Diretora-geral do FMI diz que IA poderá transformar 40% dos empregos a nível global

Bissau, 12 Out 26(ANG) - A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou hoje, em Banguecoque, que a inteligência artificial (IA) deverá afetar cerca de 40% dos empregos no mundo, com os jovens entre os mais expostos à disrupção.

 

Ao falar na abertura das Reuniões Anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, que decorrem este ano em Banguecoque, na Tailândia, de 12 a 18 de Outubro, Banga destacou que, “nos países de baixo rendimento e de rendimento médio inferior, a oportunidade para a pequena IA criar empregos e aumentar a produtividade é enorme”.

 

Como exemplo citou casos no seu país natal, a Índia, onde ferramentas de IA ajudam agricultores a escolher melhores sementes, utilizar fertilizantes mais eficazes ou obter informação mais precisa sobre condições de produção, permitindo aumentar rendimentos e produtividade.

 

Banga afirmou que a promoção dessas aplicações práticas constitui uma das prioridades do Banco Mundial e do Conselho Global para o Emprego, um grupo criado para analisar o impacto das transformações económicas e tecnológicas no mercado de trabalho.

 

A diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, afirmou hoje, no mesmo evento, que a IA deverá afetar cerca de 60% dos empregos nas economias avançadas, contra 23% nos países de baixo rendimento, mas com essa diferença apenas porque a tecnologia ainda não se difundiu plenamente por muitas economias de menor rendimento.

Para Banga, nos países em desenvolvimento o desafio imediato não é a “substituição de trabalhadores por algoritmos”, mas antes garantir que a tecnologia chegue a escolas, hospitais, explorações agrícolas e pequenas empresas, permitindo aumentar a produtividade e criar novas oportunidades económicas.

 

“A questão é particularmente relevante numa altura em que muitas economias emergentes enfrentam o rápido crescimento da população jovem e a necessidade de criar milhões de empregos nos próximos anos”, alertou.

 

Nesse contexto, o presidente do Banco Mundial argumentou que a inteligência artificial poderá tornar-se uma ferramenta importante para acelerar o desenvolvimento económico, desde que seja aplicada de forma prática e acessível às necessidades do mundo em desenvolvimento.

 

“A criação de empregos deve estar no centro das estratégias de desenvolvimento, argumentando que o crescimento económico só produz benefícios duradouros quando é acompanhado de oportunidades de trabalho para uma população cada vez mais jovem”, afirmou.

 

Segundo Banga, os governos podem garantir acesso a educação, saúde, água potável e formação profissional durante a infância e juventude, mas a verdadeira integração económica depende da capacidade de encontrar trabalho e contribuir para a sociedade.

“Quando as pessoas crescem, precisam da oportunidade de ter um emprego e de ser uma parte produtiva da sociedade”, disse.

 

Banga sublinhou que a criação de postos de trabalho depende sobretudo do investimento privado e não apenas da ação governamental. “O setor privado gera entre 75% e 85% dos empregos em qualquer país”, afirmou. “Os governos criam as condições, e o setor privado cria os empregos”.

Nesse contexto, defendeu que uma das principais funções dos governos e das instituições de desenvolvimento é reduzir os riscos para que o capital privado possa investir em larga escala.

 

A inteligência artificial surge como uma ferramenta potencialmente importante nesse esforço, mas Banga destacou que as prioridades dos países emergentes diferem das das economias mais avançadas.

 

Ao contrário dos debates centrados na automação de empregos de escritório e nas capacidades dos modelos avançados de IA, Banga argumentou que muitos países em desenvolvimento poderão beneficiar sobretudo da chamada “pequena IA” (‘small AI’), ou seja, soluções tecnológicas mais simples e direcionadas para problemas concretos.

 

“Nos mercados emergentes, a conversa não é sobre grandes modelos de linguagem. Em vez disso, os responsáveis políticos e económicos concentram-se em aplicações práticas da tecnologia capazes de melhorar a produtividade em áreas essenciais, incluindo educação, saúde e agricultura” destacou.

“A oportunidade para criar empregos e produtividade é enorme”, concluiu. ANG/Inforpress/Lusa

 

 


Ciência
/Nobel da Economia distingue investigação que transformou políticas anticrise

Bissau, 12 Out 26(ANG) - Os dois economistas norte-americanos Robert E. Hall e Michael Woodford são os vencedores do Prémio Nobel da Economia de 2026, anunciado esta segunda-feira, 12 de Outubro, em Estocolmo.

Foram distinguidos pelos contributos para os fundamentos microeconómicos da estabilização macroeconómica, que revolucionaram os modelos utilizados pelos bancos centrais e pelos governos para combater as recessões, controlar a inflação e responder a crises económicas.

O Prémio Nobel da Economia de 2026 foi atribuído a Robert E. Hall, da Universidade de Stanford, e Michael Woodford, da Universidade de Columbia, por trabalhos que ajudaram a transformar a compreensão dos ciclos económicos e a tornar mais rigorosas as decisões de política monetária e orçamental.

A Real Academia Sueca das Ciências reconheceu o papel dos dois investigadores na construção de modelos económicos capazes de explicar a forma com as decisões individuais das famílias e das empresas influenciam o comportamento da economia.

A distinção reconhece uma mudança na análise macroeconómica, em vez de procurar explicar a inflação, o crescimento ou o desemprego apenas através de relações estatísticas entre grandes indicadores, os modelos desenvolvidos a partir destes trabalhos passaram a incorporar os mecanismos que orientam as decisões de consumo, poupança ou investimento.

Esta abordagem contribuiu para o desenvolvimento da chamada economia neokeynesiana, que é hoje uma das principais referências teóricas usada para políticas de estabilização económica.

A investigação tornou-se importante num mundo cada vez mais confrontado com crises financeiras, perturbações das cadeias de abastecimento, choques energéticos e pressões inflacionistas. A contribuição dos laureados encontra-se numa questão central da ciência económica, que é a de compreender e corrigir as oscilações da actividade económica sem esquecer a forma como os agentes económicos se comportam.

Durante décadas, muitos modelos macroeconómicos procuraram criar relações estáveis entre variáveis como o consumo, a produção, o emprego e a inflação. A experiência das crises petrolíferas da década de 1970, marcadas pela coexistência de inflação elevada e estagnação económica questionou a capacidade explicativa de algumas das ferramentas.

Robert E. Hall destacou-se pelos estudos sobre o comportamento do consumo e a forma como as famílias ajustam as suas decisões económicas em função das expectativas relativamente ao futuro. Uma das suas contribuições mais influentes consistiu em demonstrar que as variações do consumo são determinadas por informações novas, que não podem ser antecipadas de forma sistemática.

A conclusão veio alterar a interpretação tradicional da relação entre rendimento e consumo. As famílias não decidem quanto gastar apenas com base no dinheiro de que dispõem num determinado momento. Também consideram as perspectivas de rendimento futuro, a segurança financeira e a informação disponível.

Por seu lado, Michael Woodford desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento da teoria monetária moderna, no que diz respeito à compreensão de mecanismos através dos quais as taxas de juro e as expectativas influenciam a inflação e a actividade económica.

Este trabalho ajudou a consolidar modelos nos quais a política monetária actua não apenas através das decisões imediatas dos bancos centrais, mas também pela influência que exerce sobre as expectativas futuras das famílias, empresas e investidores.ANG/RFI

 

Etiópia/União Africana pede combate ao tráfico de migrantes após naufrágio que deixou 139 mortos no Djibuti

Bissau, 12 Out 26 (ANG) - A União Africana (UA) pediu, no domingo (11), que se “combata o tráfico de migrantes”, após a ONU anunciar a morte de pelo menos 139 pessoas no naufrágio de uma embarcação superlotada na costa do Djibuti.

O presidente da Comissão da UA, Mahmoud Ali Youssouf, expressou “profundo pesar” e ressaltou, em comunicado, a urgência de “enfrentar as causas profundas da migração irregular” e de “promover uma migração segura, ordenada e regular”.

Além dos mortos, 84 pessoas estão desaparecidas após o naufrágio da embarcação superlotada que seguia para o Iêmen. A maioria das vítimas era de origem etíope, informou a ONU neste domingo.

Dezenas de milhares de migrantes percorrem todos os anos a chamada “Rota do Leste”, trajeto marítimo que liga o Chifre da África ao Iêmen, passando pelo Djibuti e pelo estreito de Bab el-Mandeb, apesar de ser uma das rotas migratórias mais perigosas do mundo.

Mais de 80 pessoas sobreviveram ao naufrágio, todas de nacionalidade etíope, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), agência da ONU. De acordo com os sobreviventes, a embarcação, que estava lotada, virou na madrugada de 9 de Outubro, perto de Guhere, ao norte da cidade djibutiana de Obock, segundo comunicado da organização.

A embarcação transportava 305 pessoas, informou à AFP o chefe da missão da OIM no Djibuti, Alexandre Coissac. O barco, “pequeno demais para o número de passageiros”, virou a algumas dezenas de metros da costa, acrescentou. “Sobreviventes me disseram que a embarcação começou a virar pela popa assim que eles subiram a bordo”, relatou.

A organização está prestando assistência a 64 sobreviventes em seu centro de apoio a migrantes em Obock, oferecendo, entre outros serviços, cuidados de saúde, alojamento temporário e ajuda alimentar. Enquanto isso, as autoridades do Djibuti prosseguem com as operações de busca.

Apesar da retomada dos combates no Iêmen no início de Setembro, entre os rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, e as forças pró-governo, a OIM registou a chegada de mais de 20 mil pessoas procedentes da Etiópia ao Djibuti desde 10 de Setembro.

“O objetivo continua sendo chegar aos países do Golfo”, explicou Coissac. Ele ressaltou que um grupo de cerca de 150 pessoas que estava na embarcação naufragada já havia sido rejeitado no Iêmen e, mesmo assim, tentou novamente fazer a travessia.

O representante da OIM relatou ter conversado com um sobrevivente originário do Tigré, região no norte da Etiópia, onde os combates foram retomados no mês passado entre a Frente de Libertação do Povo de Tigré (TPLF) e o Exército federal.

 A Eritreia enviou tropas para a região nos últimos dias.

“Essa tragédia nos lembra de forma brutal os perigos aos quais os migrantes estão expostos ao longo dessa rota migratória”, percorrida na esperança de encontrar melhores “oportunidades económicas”, resumiu Coissac.

Segundo a OIM, este é um dos naufrágios mais letais dos últimos anos na costa do Djibuti.

Em 2025, mais de 900 migrantes morreram ou desapareceram na “Rota do Leste”, tornando aquele o ano “mais mortal já registado”, segundo a OIM. O número de pessoas que percorreram esse trajeto aumentou 18% no período, informou a agência da ONU.

Entre 1º de Janeiro e 1º de Outubro de 2026, a organização contabilizou cerca de 178 mil chegadas ao Djibuti provenientes da Etiópia.

“Não podemos continuar a encarar essas mortes como algo normal. Vias de migração seguras e legais salvam vidas. Apelo aos governos e aos doadores para que ajam antes que outra embarcação naufrague”, declarou Amy Pope, diretora-geral da OIM, citada no comunicado. ANG/RFI/AFP

 

Guerra da Ucrânia/Rússia concorda com um dia de cessar-fogo para realização das eleições na Ucrânia

Bissau, 12 Out 26(ANG) - O Kremlin disse hoje que acordará um dia de cessar-fogo à Ucrânia para a realização das eleições e não 60 dias como foi pedido por Volodymyr Zelensky. Nem o Kremlin nem a Ucrânia comentaram sobre o cessar-fogo energético anunciado por Donald Trump.

Sergei Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros russo, disse hoje não acreditar que a Ucrânia merecesse essa "pausa", mas Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin, afirmou algumas horas mais tarde que Vladimir Putin estaria de acordo para um dia de cessar-fogo. 

"Não queremos um cessar-fogo. Queremos uma paz dúravel", disse Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin.

O pedido de Zelensky surgiu depois de Donald Trump ter sugerido que estava na altura da Ucrânia "ter um novo Presidente" na sequência da compra pelos norte-americanos de gasóleo russo. Zelensky disse então que precisaria de dois meses para organizar eleições devido às dificuldades de organização do escrutínio em tempo de guerra.

Já o cessar-fogo energético prometido por Donald Trump após a compra do gasóleo, parece ser um tema desconhecido tanto para a Rússia como para a Ucrânia. O Kremlin recusou confirmar um acordo neste sentido, dizendo apenas que "os contactos continuam". Volodymyr Zelensky disse que não há qualquer cessar-fogo em prática e que se Moscovo quer o fim dos ataques às suas refinarias, terá de parar de atacar as instalações eléctricas da Ucrânia.

Face a este alinhamento de Donald Trump com a Rússia para a compra do petróleo que vai contra as sanções impostas pelos próprios Estados Unidos contra o regime de Putin, Emmanuel Macron disse hoje que "não se deve ceder à ameaça russa". Para o Presidente francês, a única acção legítima dos parceiros da Ucrânia é tentar mediar a paz e acabar com o conflito. ANG/RFI

 

Economia/ Primeiro-ministro participa nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial na Tailândia

Bissau, 12 Out 26 (ANG) – O Primeiro-ministro e ministro das Finanças Ilídio Vieira Té participa nas Reuniões Anuais de 2026 do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Grupo Banco Mundial(BM) que está vai  decorrer de 12 a 18 de Outubro, em Bangkoc, na Tailândia.

Segundo uma nota do Gabinete de Primeiro-ministro enviada à ANG, o encontro reúne mais de 15 mil delegados provenientes de 191 países para debater os principais desafios económicos e financeiros mundiais, com destaque para o endividamento público, as taxas de juro, o crescimento económico, a inflação e as mudanças climáticas.

A nota  salienta que a participação da Guiné-Bissau neste evento constitui uma oportunidade para acompanhar as discussões internacionais sobre políticas económicas e financeiras, num contexto marcado por desafios que afetam as economias mundiais.

Entre os principais temas da agenda estão o aumento do endividamento público, a manutenção de taxas de juro elevadas e a desaceleração do crescimento económico global, considerados desafios que pressionam as economias de diferentes países.

As discussões devem abranger ainda  os efeitos das tensões geopolíticas, das guerras e das disputas comerciais nas cadeias globais de abastecimento, com destaque para a persistência dos preços elevados da energia e dos produtos alimentares.

A inteligência artificial (IA) constitui outro ponto importante da agenda, estando prevista que os participantes analisassem  o seu impacto na economia mundial, sobretudo no processo de transformação digital e no mercado de trabalho, sob o lema “Small AI, Big Jobs”.

A  realização do encontro coincide com um período marcado por fortes chuvas e inundações que afetaram Bangkoc nos últimos dias, reforçando a atenção sobre a transição ecológica e os desafios ambientais.

O encontro de alto nível marca o regresso da cimeira à Tailândia, 35 anos após a   realizada em Bangkoc  em 1991.ANG/MI/ÃC//SG

 

China/”Indicação da candidata da China  para cargo de Diretora-geral da OMS demonstra  firme apoio ao multilateralismo”, diz Mao Ning

Bissau, 12 Out 26(ANG) - A indicação chinesa da Dra. Song Li como candidata ao cargo de diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) demonstra  firme apoio das autoridades chinesas ao multilateralismo e à organização, disse na quinta-feira a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning.

Mao fez essas declarações numa conferência de  imprensa regular, em resposta à uma pergunta sobre o assunto.

“A OMS é uma agência  das Nações Unidas especializada em Saúde e desempenha um papel de liderança e coordenação na governança global da saúde, disse Mao.

Aquela responsável disse que, num momento em que o multilateralismo enfrenta desafios, ainda há muito a ser feito para promover a saúde global, pelo que o papel do chefe da OMS é particularmente importante para conduzir a organização, para  novas mudanças e circunstâncias, rumo a um desenvolvimento estável e sustentável.

“A indicação da Dra. Song pela China reflete sua disposição de trabalhar com todas as partes para, conjuntamente, promover  a construção de uma comunidade global de saúde para todos e demonstrar o firme apoio da China ao multilateralismo e à OMS”, disse Mao.

Disse acreditar que, se a Dra. Song for eleita diretora-geral da OMS, ela ajudará a organização a desempenhar um papel mais ativo na melhoria da saúde e do bem-estar de toda a humanidade.ANG/Xinhua


Regiões
/Funcionários da administração de setor de Prábis rendem homenagem ao Administrador

Biombo, 12 Out (ANG) - O Administrador e o Secretário Administrativo do Setor de Prabis, região de Biombo, Mamadu Turé vulgo Babá e   Paulo Nanque foram , sexta-feira, homenageados pelos funcionários da administração local pelos trabalhos que estão a realizar na zona.

Em declarações ao Correspondente da ANG na Região de Biombo, o Presidente da Comissão Organizadora da cerimónia de homenagem, Brandão Nanque exaltou  os feitos dos dois na administração local começando pela reparação da própria sede, construção de uma escola em Bumimi,  oferta de blocos e cimento para a construção da escola em OUC, apoio para manutenção de um pavilhão de seis turmas na escola  ADPP de Bôr, oferta de  uma viatura para os funcionários do Comité de Estado para facilitar o trabalho de fiscalização e da cobrança  bem como donativo de uma viatura para a Esquadra de Polícia de Prábis.

Brandão Nanque, acrescentou que os homenageados  patrocinaram a maioria das equipas que tomaram parte no campeonato de defeso a nível do sector de Prabis, apoiaram  a  vedação de uma escola pública de nome Unidade Escolar Bambadinca, a vedação do Centro de Saúde de Prábis e que ainda financiaram os trabalhos de reparação da  ambulância  do centro de saúde local.

“Apoiaram a manutenção de uma escola pública em Cumura Papel, ofereceram uma viatura para a Esquadra de Polícia de Sintcham Bobo, ajudaram na construção da residência dos professores da escola pública em Surro, e financiaram a aquisição de  uma Ambulância para o Hospital de Cumura de Padre”, referiu Nanque.

Ao usar de palavra, o Administrador de Setor Mamadu Ture   disse que foi surpreendido com a iniciativa e agradeceu aos funcionários e diz que o mérito de tudo o que fez é também dos trabalhadores.

“Como vocês estão a ver, o nosso setor tem poucos recursos sobretudo em termos de arrecadação de receitas, mas é com este pouco que estamos a realizar ações que estão  a dar que falar ,com apoio dos nossos parceiros e dedicação de todos os funcionários”, disse.

Turé, garantiu que vai continuar na medida do possível a dar o seu apoio em diferentes áreas para o avanço daquele setor. ANG/MSC/ÂC//SG

Dia Nacional da Justiça/ Ministro João Bernardo Vieira reafirma compromisso do Governo com  “justiça mais célere e humana”

Bissau, 12 Out 26 (ANG) – O ministro da Justiça e dos Direitos Humanos reafirmou hoje o compromisso do Governo guineense com uma “justiça mais célere, próxima, digna e humana” e a construção do estabelecimento prisional ONANMDJONA no Ilhéu de Rei, o primeiro de raiz desde a independência do país.

Em mensagem alusiva  ao Dia Nacional da Justiça, 12 de Outubro, João Bernardo Vieira salientou  que o ministério está a modernizar-se, e que  já estão digitalizados  os serviços de registo em todo o território nacional.

“Outro desafio é de avançar com o processo de efetivaçao dos funcionários”, acrescentou.

Bernardo Vieira disse que persistem desafios tais como instalações precárias e morosidade na conclusão dos processos judiciais.

Lamentou o facto de haver até então uma . percepção negativa dos cidadãos relativamente à justiça,   que dizem estar ainda   distante do cidadão comum.

João Bernardo Vieira apelou à colaboração de todos para a edificação de  uma justiça com maior confiança e dignidade  ao serviço do cidadão. ANG/JD/ÂC//SG

     Regiões/Canchungo acolhe Festival de “Pano de Pente” em Novembro

Bissau, 12 Out 26(ANG)  - A cidade de Canchungo, região de Cacheu, no norte do país, , vai acolher, nas primeiras semanas de Novembro, um Festival dedicado ao “Pano de Pente”, sob o lema “Pano de Pente como património cultural originário da etnia Manjaca”.

A iniciativa pretende valorizar esta tradição cultural e dar a conhecer o processo de produção deste tecido tradicional.

O Festival vai reunir tradição e criatividade contemporânea, destacando o “Pano de Pente” como património cultural vivo, através da divulgação das técnicas de tecelagem, das narrativas tradicionais, da transmissão de conhecimentos e do reconhecimento dos tecelões.

Numa conferência de imprensa, realizada no passado fim de semana,  para anunciar o evento, o presidente da Comissão Organizadora, Leandro Mendes, explicou que o festival terá momentos de palestras e debates sobre diferentes temas, incluindo questões de interesse mundial.

Leandro Mendes afirmou ainda que a organização pretende criar um Museu após a realização do festival.

“O espaço deverá preservar materiais antigos utilizados na tecelagem e, ao mesmo tempo, servir como local de aprendizagem para pessoas interessadas em adquirir conhecimentos sobre a produção do Pano de Pente”, salientou.

O “Pano de Pente” é um tecido tradicional produzido artesanalmente na Guiné-Bissau, associado sobretudo às etnias Manjaca e Papel.

A sua produção é feita em teares tradicionais, através da união de várias tiras de algodão, que podem apresentar diferentes cores e padrões. O tecido é utilizado em cerimónias de casamento, batizados, rituais de iniciação, funerais e eventos oficiais, assumindo um importante significado cultural e simbólico.


A 10 de Abril de 2025, o “Pano de Pente” foi registado pela Organização Africana da

Propriedade Intelectual (OAPI) como propriedade exclusiva da Guiné-Bissau,  com proteção de 15 anos para 100 modelos industriais. ANG/RSM

 

     
    Etiópia
/Aumentam os receios de uma guerra aberta contra   a Eritreia

Bissau, 12 Out 26(ANG) - Aumentam os receios de uma guerra aberta entre a Etiópia e a Eritreia, perante a mobilização de tropas eritreias e a escalada verbal entre os dois países vizinhos nos últimos dias.

Acusada por Adis Abeba de “agressão”, que justificaria o exercício da “legítima defesa”, Asmara pediu este sábado, 10 de Outubro, ao Conselho de Segurança da ONU que condenasse a “declaração de guerra deplorável” da Etiópia, advertindo que esta “desestabilizará toda a região”.

A Eritreia sublinha que uma guerra causaria enormes estragos entre as populações dos dois países e pede ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que condene a Etiópia e adopte medidas dissuasoras. Segundo o autor do documento, Osman Saleh, ministro dos Negócios Estrangeiros da Eritreia, a Etiópia procura justificar uma guerra de agressão contra o seu país.

A Eritreia conquistou a independência da Etiópia em 1993, após décadas de luta armada. Os dois países vizinhos enfrentaram-se numa guerra sangrenta entre 1998 e 2000, na sequência de divergências territoriais.

As relações, que tinham melhorado após a chegada ao poder, em 2018, do primeiro-ministro etíope Abiy Ahmed, voltaram a deteriorar-se nos últimos anos, com ambas as partes a acusarem-se mutuamente de tentativas de desestabilização.

Há vários dias que tropas eritreias se encontram no Tigré, onde uma fonte estrangeira dos serviços de segurança estimou o seu número entre 5.000 e 8.000 homens.

Na noite de quarta para quinta-feira, as forças federais etíopes utilizaram drones contra essas tropas em Adigrat, cidade situada a cerca de 40 quilómetros por estrada a sul da fronteira com a Eritreia. As forças eritreias recuaram mais para norte.

A presença de tropas eritreias no Tigré, região fronteiriça com a Eritreia, constitui um “acto de agressão flagrante que justifica o exercício, pela Etiópia, do seu direito inerente à legítima defesa”, denunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros etíope, Gedion Timothewos, numa carta enviada na quinta-feira à representação francesa junto da ONU.ANG/RFI

 

China/Governo insta EUA a construir relação caracterizada por paz, estabilidade e respeito mútuo sobre questões cibernéticas

Bissau, 12 Out 26(ANG)  - A República Popular da China pede aos Estados Unidos a construção de uma  relação caracterizada pela paz, estabilidade e respeito mútuo sobre  questões cibernéticas, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, na sexta-feira.

Mao emitiu estas declarações durante uma coletiva de imprensa regular em resposta a uma pergunta relacionada às observações do Departamento de Justiça dos EUA sobre as chamadas atividades de hacking da China.

"A China se opõe firmemente e combate as atividades de hacking conforme a lei. A China também se opõe firmemente à disseminação de desinformações e a fazer alarde em favor de uma agenda política", disse Mao.

A dirigente chinesa sublinhou  que a segurança cibernética é uma das principais preocupações tanto para a China quanto para os Estados Unidos.

 Mao disse que a China insta o lado norte-americano a abandonar os padrões duplos e a manipulação política, para trabalhar com a China por meio de diálogo e consulta e  em pé de igualdade para enfrentarem, conjuntamente, os riscos de segurança cibernética e construir uma relação caracterizada pela paz, estabilidade e respeito mútuo em questões cibernéticas. ANG/ Xinhua


China
/Autocarros chineses de nova energia impulsionam transporte verde global

Bissau, 12 Out 26(ANG) -  A China exportou 15.256 ônibus de nova energia de médio e grande porte, com pelo menos 7 metros de comprimento, um aumento de 31,95% em relação ao mesmo período do ano anterior, contribuindo para o desenvolvimento do transporte público sustentável em todo o mundo.

A Zhongtong Bus é uma das principais fabricantes de ônibus da China e uma das pioneiras no desenvolvimento e da promoção de veículos de nova energia.

Nos últimos anos, a empresa vem ampliando sua presença internacional, com produtos comercializados em mais de 100 países e regiões da Europa, Oriente Médio, América Latina, Sudeste Asiático, África e Oceania.ANG/ Xinhua


sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Portugal/Presidente Seguro propõe "discussão franca" sobre desafios da CPLP e ação conjunta nos oceanos

 

Bissau, O9 Out 26(ANG) – O Presidente da República portuguesa propôs hoje uma "discussão franca" entre os membros da CPLP sobre os desafios desta comunidade e disse que "gostaria muito de ver uma ação forte e conjunta" nos oceanos.

António José Seguro, que discursava na abertura de um colóquio sobre os 30 anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), no Centro Cultural de Belém, em Lisboa (Portugal), apelou, por outro lado, ao empenho de todos no reforço da promoção da língua portuguesa, "internamente e no palco internacional", com a ambição de a tornar língua oficial das Nações Unidas.

 

No início da sua intervenção, o chefe de Estado afirmou que "o espaço lusófono constitui uma prioridade da política externa portuguesa, que une todos os órgãos de soberania, os vários níveis da administração pública e também a sociedade civil".

 

"Como sinal do meu empenho neste designo coletivo de aprofundar os laços da lusofonia, a CPLP foi a primeira organização internacional que visitei, após a minha tomada de posse. E foi igualmente um país da CPLP o destino da minha primeira visita de Estado, no passado mês de julho, a Cabo Verde", realçou.

 

Sobre os 30 anos da CPLP, o Presidente da República considerou que deve ser reconhecido "um balanço positivo", tendo em conta fatores como o crescimento do número de países membros e dos observadores da comunidade, desde a sua fundação, a projeção da língua portuguesa, a cooperação que se desenvolveu em "praticamente todos os setores" e o peso da "voz da lusofonia na cena internacional".

"Juntos somos mais fortes", defendeu.

Depois, o chefe de Estado falou dos desafios que se colocam à CPLP – numa altura em que a Guiné-Bissau está suspensa da comunidade, na sequência do golpe militar de Novembro do ano passado, e foi substituída por Timor-Leste no exercício da presidência temporária da organização.

 

António José Seguro apelou ao empenho de todos, em primeiro lugar, no reforço da promoção da língua portuguesa, reiterando o objetivo de que seja elevada a língua oficial da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

"[Empenho] no reforço dos valores e dos princípios em que assenta a nossa CPLP e na discussão franca, entre nós, dos desafios com que nos deparamos e das oportunidades que juntos sabemos identificar e promover", acrescentou.

 

Em terceiro lugar, propôs o "reforço da cooperação em áreas estratégicas para a comunidade, como por exemplo os oceanos" e disse que "gostaria muito de ver uma ação forte e conjunta" da CPLP nesta área, bem como uma "aproximação cada vez mais estreita às novas gerações, que terão a responsabilidade de manter viva a nova CPLP".

 

O Presidente da República pediu também empenho conjunto "no papel da CPLP como força de diálogo, paz e estabilidade, num mundo cada vez mais instável e nos diversos palcos que se nos oferecem na cena internacional".

ANG/Inforpress/Lusa