segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Comunicação Social/ 1.ª Convenção Nacional da OJ-GB adiada por falta de consenso sobre regras eleitorais

Bissau, 10 Ago 26 (ANG) – A Comissão Organizadora da 1.ª Convenção Nacional da Ordem dos Jornalistas da Guiné-Bissau(OJ-GB), suspendeu os seus trabalhos por falta de consenso sobre as regras eleitorais, em particular a proposta de fixação de 35 anos como idade mínima para candidatura à Presidência da organização.

A decisão foi tomada no sábado, 8 de Agosto, durante uma reunião realizada numa das salas do Centro Multimédia de Informação e Comunicação Social (CMICS), em Quelelé, Bissau, que contou com a participação de 15 elementos, entre membros efetivos da Ordem e profissionais interessados em inscrever-se como novos membros.

Segundo a ata da reunião, a que ANG teve acesso, o encontrou tinha como objetivo apreciar e discutir o Documento-Matriz para a Convenção, o regulamento eleitoral e outras questões relacionadas com a preparação da 1.ª Convenção Nacional, inicialmente prevista para os dias 28, 29 e 30 de Agosto de 2026.

Durante mais de cinco horas de debate, os participantes analisaram os critérios de inscrição de novos membros, as condições de elegibilidade para os órgãos sociais e outros aspetos considerados necessários para garantir um processo eleitoral transparente, participativo e inclusivo.

Um dos principais pontos de divergência foi a proposta de estabelecer em 35 anos a idade mínima para concorrer à Presidência da Ordem e alguns membros defenderam a medida, argumentando que o cargo exige experiência, responsabilidade, maturidade e idoneidade.

Em sentido contrário, pretendentes a novos membros e outros participantes questionaram a existência de fundamento expresso nos atuais, Estatutos da Ordem para a introdução daquele requisito.

As discussão prolongou-se por várias horas, sem que fosse possível alcançar um entendimento entre as partes.

A reunião teve início às 10h30 e terminou às 15h50, num total de aproximadamente cinco horas e vinte minutos, apesar das várias intervenções, os participantes não conseguiram chegar a consenso sobre todos os pontos considerados essenciais para a realização da Convenção e para a definição das regras eleitorais.

Perante o impasse, foi decidido considerar encerrado o mandato da Comissão Organizadora da 1.ª Convenção Nacional, que deixa, assim, de conduzir o processo nos moldes inicialmente previstos.

A direção cessante da Ordem dos Jornalistas deverá assegurar a continuidade da gestão da organização, sendo reconduzida por um período de um ano, ou seja de 8 de agosto de 2026 a 8 de agosto de 2027.

Durante o período de recondução, a direção deverá trabalhar na inscrição de novos membros, com o objetivo de permitir uma participação mais abrangente dos profissionais do setor, bem como proceder à revisão dos Estatutos da Ordem dos Jornalistas da Guiné-Bissau.ANG/MI/ÂC


Regiões
/”Povoação de Sidja já não dispõe de gados bovinos devido aos roubos”, lamenta Régulo local

Biombo 10 Ago 26 (ANG) – O Régulo da tabanca de Sidja, sector de Ondame, região de Biombo,  afirmou este fim de semana que a sua aldeia já não possui gados bovinos devido aos sucessivos roubos à mão armada.

 Ndokaili Nanque fez estas afirmações numa entrevista ao correspondente da Agência de Notícias da Guiné na região de Biombo, tendo aproveitado para pedir apoio ao Governo que sentido estancar a situação de roubo de gados que tem vindo a aumentar naquela zona.

Nanque explicou que tinham uma ideia de fazer rusgas a noite, mas a comunidade alegou a falta de meios para o fazer.

“A ideia não funcionou porque muitos alegaram não poder sair na rua a noite sem ter materiais para defender, uma vez que os gatunos vêm muito bem preparados com os seus materiais, inclusive armas de fogo “,disse.

 O Régulo de Sidja, recordou que nas eras passadas, ter a vaca é como ter um dinheiro depositado no Banco por isso, segundo ele, uma família não pode ficar sem fazer a cria dos animais na sua tabanca, mas os gatunos não dão tréguas.

Ndokaili, pediu por outro lado, o apoio que diz fizera há muito tempo ao Governo no sentido de ajudar a tabanca com a água potável para facilitar a vida das pessoas que percorrem distâncias para obter este líquido precioso e fundamental para a vida.

ANG/MN/MSC/ÂC

Guerra da Ucránia/Pelo menos 12 mortos em ataques de drones ucranianos no centro da Rússia

Bissau, 10 Ago 26(ANG) – Pelo menos 12 pessoas morreram e 30 ficaram feridas na região do Tartaristão, no centro da Rússia, atacada durante a noite por drones ucranianos, anunciaram hoje as autoridades russas.

“De acordo com as informações disponíveis neste momento, 12 pessoas morreram e outras 39 ficaram feridas na sequência de um ataque com drones inimigos contra Nizhnekamsk”, indicou o governo do Tartaristão num comunicado, posterior às primeiras informações.

Segundo as autoridades, este ataque “massivo” teve como alvo “instalações industriais e civis” nesta cidade, situada a cerca de 1.600 quilómetros (km) da fronteira ucraniana, que alberga, nomeadamente, refinarias de petróleo e uma importante fábrica petroquímica.

Foi declarado um dia de luto no Tartaristão na segunda-feira, por decisão do líder local, Rustam Minnikhanov.

Num comunicado, o Ministério da Defesa russo indicou anteriormente que os sistemas de defesa aérea russos intercetaram e destruíram, durante a noite passada, 456 drones ucranianos, que tiveram como alvo cerca de 15 regiões russas e a Crimeia anexada.

Por seu lado, as autoridades da região de Belgorod, na fronteira com a Ucrânia, relataram a morte de uma mulher num ataque com drones que teve como alvo uma casa na localidade de Novaya Tavolyanka.

Mais de quatro anos após o início da ofensiva russa em grande escala contra a Ucrânia, a diplomacia encontra-se num impasse e os dois países intensificam os seus ataques de longo alcance, causando um número crescente de vítimas civis.ANG/Inforpress/Lusa


Aquecimento global/Europa Ocidental teve recorde de calor em Junho e Julho

Bissau, 10 Ago 26(ANG) - Num cenário de ondas de calor repetidas, seca generalizada e incêndios devastadores, os meses de Junho e Julho foram os mais quentes já registados na história da Europa Ocidental, de acordo com o programa europeu Copernicus.

A Agência France Presse alargou as contas a outras regiões do mundo e conclui que o mês de Julho foi o mais quente de sempre para 900 milhões de pessoas no globo. Também os oceanos atingiram em Julho as temperaturas "mais elevadas já registadas para este mês".

Esta segunda-feira, o Serviço de Alterações Climáticas Copernicus da União Europeia anunciou que a Europa Ocidental "viveu o período de Junho e Julho mais quente já registado", num cenário de ondas de calor repetidas, seca generalizada e incêndios devastadores. A temperatura média combinada no continente nestes dois meses atingiu 21,62°C, superando o recorde de 2022.

Em França, o recorde está 3,8°C acima das temperaturas normais calculadas no período 1991-2020, as quais já eram mais elevadas que as temperaturas pré-industriais (1850-1900). Esta semana, o país prepara-se para a quinta vaga de calor extremo deste ano.

França e Espanha também registaram níveis de seca recorde e viveram incêndios devastadores, como o mega-incêndio de Gironde, no sudoeste francês, que destruiu 42.000 hectares e obrigou à retirada de 220 mil pessoas, e como o maior incêndio da história recente de Espanha que destruiu quase 44.000 hectares perto de Madrid.

A partir dos dados do Copernicus, a Agência France Presse explica que 33 países bateram recordes, não apenas na Europa Ocidental e nomeadamente em França, Espanha e Reino Unido, mas também no Sahel e na América Latina. As regiões no planeta onde se verificou um calor inédito em Julho são habitadas por cerca de 900 milhões de pessoas e se na Europa Ocidental são cerca de 120 milhões, em África são 400 milhões.

No Sahel, dez países atingiram temperaturas inéditas em Julho, da Mauritânia, Níger e Burkina Faso, no oeste,  ao Chade, Sudão, Quénia e Etiópia, no leste. Os países do Sahel estão entre os mais vulneráveis à subida das temperaturas, além de enfrentarem já uma forte pobreza, conflitos armados e insegurança alimentar.

Também na América Central e no norte da América do Sul, as temperaturas inéditas foram influenciadas pelo El Niño que começou em Junho e terá o seu pico no final do ano. Nestas regiões, cerca de 100 milhões de pessoas viveram o mês de Julho mais quente desde que há dados, nomeadamente no México, no norte do Brasil, em El Salvador, Nicarágua e Honduras, o que faz temer um aumento da insegurança alimentar.

Em outras regiões do mundo mais dispersas, onde vivem mais de 250 milhões de pessoas, também foram batidos recordes, como a província chinesa de Sichuan, os Estados de Wyoming e do Colorado, nos Estados Unidos, e as ilhas de Sumatra e de Bornéu, na Indonésia.

Por outro lado, também em Julho, a temperatura da superfície do mar a nível global foi a mais elevada alguma vez registada, atingindo no mês passado 20,96°C e batendo o recorde anterior de 20,89°C medido em 2023.

As temperaturas extremas também amplificaram as secas generalizadas. Na Europa, a precipitação e a humidade do solo foram excepcionalmente baixas para este período em França, Espanha, parte da Alemanha e no Reino Unido, com o caudal dos rios caiu muito abaixo da média ou baixo, o que teve impacto no abastecimento de água, nas regas e na produção de energia em vários países, repercutindo-se particularmente no Sena, no Reno e no Danúbio.

Julho foi ainda “testemunha de uma actividade de incêndios florestais excepcional na Europa ocidental, em termos de área ardida e emissões”, de acordo com Laurence Rouil, directora do Serviço de Monitorização da Atmosfera do Copernicus.ANG/RFI

 

Conflito Médio Oriente/Israel rejeita plano norte-americano para Gaza aceite pelo Hamas

Bissau, 10  Ago 26 (ANG) - O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou domingo que “Israel rejeita” o mais recente roteiro de paz apresentado por Washington, aceite pelo Hamas, e condicionou qualquer retirada israelita a um desarmamento “real” do movimento islâmico.

“Israel rejeita o documento de 15 pontos” apresentado no final de julho pelo “Conselho de Paz” de Donald Trump, afirmou Netanyahu durante uma reunião do executivo.

Netanyahu insistiu que as forças armadas israelitas “não farão qualquer retirada” do território palestiniano enquanto o Hamas não for verdadeiramente desarmado”.ANG/Inforpress/Lusa

 

Sudão/Leão XIV pede corredores humanitários e cessar-fogo imediato no Sudão

Bissau, 10 Ago 26(ANG) - O Papa Leão XIV apelou este domingo, 9 de Agosto, à abertura de corredores humanitários no Sudão e pediu à comunidade internacional que defensa um cessar-fogo imediato.


O chefe da Igreja Católica manifestou preocupação com El Obeid, no Cordofão do Norte, onde a intensificação dos ataques com drones agrava uma crise que já provocou dezenas de milhares de mortos e milhões de deslocados. 

Leão XIV lançou o apelo no Vaticano, no final da oração do Angelus, ao dizer que acompanha "com preocupação" a deterioração da situação no Sudão. O pontífice destacou em particular El Obeid, capital do Cordofão do Norte e um dos principais centros urbanos do país, que nas últimas semanas tem sido alvo de ataques intensos num momento em que a guerra se desloca cada vez mais para a região do Cordofão.

"Renovo o meu apelo às autoridades para garantirem corredores humanitários para a população civil", apelou o Papa, que pediu uma intervenção mais determinada da comunidade internacional. "Exorto a comunidade internacional a apoiar os esforços destinados a estabelecer um cessar-fogo imediato", acrescentou.

A intervenção de Leão XIV acontece perante o agravamento de uma guerra iniciada em Abril de 2023 entre as Forças Armadas Sudanesas, comandadas pelo general Abdel Fattah al-Burhan, e as paramilitares Forças de Apoio Rápido (FSR), lideradas por Mohamed Hamdan Dagalo, conhecido como Hemedti. O confronto entre duas forças militares, que anteriormente partilharam o poder, mergulhou o Sudão numa fragmentação territorial e numa das mais graves emergências humanitárias.

El Obeid adquiriu uma importância  no conflito devido à sua posição estratégica entre Cartum, Darfur e outras zonas do centro e oeste do país. O avanço das Forças de Apoio Rápido e a multiplicação dos ataques na região fizeram aumentar os receios de que a população civil fique cercada entre as forças beligerantes, com acessos cada vez mais limitados a alimentos, medicamentos e assistência humanitária.

A utilização de drones tornou-se, entretanto, uma componente cada vez mais presente da guerra. Segundo dados das Nações Unidas citados nas informações disponíveis, mais de 1.000 civis morreram em ataques deste tipo durante os primeiros cinco meses de 2026. A crescente capacidade das partes para atingir cidades e infra-estruturas longe das linhas tradicionais de combate está a ampliar os riscos para populações que já enfrentam deslocações sucessivas e escassez de bens essenciais.

As Nações Unidas têm advertido  para o perigo de atrocidades em grande escala no Cordofão e para as consequências de novos cercos a centros populacionais. A guerra já obrigou milhões de pessoas a deixar as suas casas e destruiu redes de saúde, abastecimento e distribuição alimentar, dificultando a chegada de ajuda às comunidades mais vulneráveis.ANG/RFI

 

Tailândia/Sobe para oito o número de mortos em ataque com arma de fogo a uma escola

Bissau, 10 Ago 26 (ANG) – O número demortos num ataque com uma arma de fogo numa escola secundária no norte de Banguecoque aumentou para oito, anunciou hoje o Ministério da Saúde da Tailândia, acrescentando que continuam internados 14 jovens. 

Numa nova aatualização do ataque de sexta-feira numa escola com uma arma de fogo por um adolescente, o Ministério da Saúde indica que uma aluna de 12 anos morreu este sábado no hospital devido aos ferimentos graves, aumentando para oito o número de mortos.

Na sexta-feira, um adolescente de 14 anos abriu fogo numa escola secundária no norte de Banguecoque, tendo depois acabado por morrer, mas ainda não é claro se o jovem foi abatido pela polícia ou se tirou a própria vida.ANG/Inforpress/Lusa

 

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

UEMOA/Ateliê Regional de Bissau recomenda  engajamento dos Estados membros na produção de dados estatísticos sectoriais

Bissau, 07 Ago 26(ANG) – Os participantes do Ateliê Regional sobre Utilização e Harmonização das Plataformas Estatísticos no espaço UEMOA recomendam aos Estados Membros da organização a se engajaram mais  na produção de dados estatísticos sectoriais.

“Quando falamos de estatísticas sectoriais isso implica a compilação de dados estatísticos de diferentes sectores como turismo, pesca, agricultura, comércio, transportes entre outros”, afirmou Roberto Vieira, Diretor-geral do Instituto Nacional de Estatística(INE), em declarações à imprensa no final dos trabalhos desse ateliê, que decorreu em Bissau, entre os dias 03 e 07 deste  mês.

Vieira disse que, o país ainda se depara  com problemas no domínio de estatísticas económicas, nomeadamente de Contas Nacionais no que tem a ver com o seu Produto Interno Bruto(PIB).

“Falar do Produto Interno Bruto significa falar da nossa riqueza nacional e que deve ser contabilizado através de  dados estatísticos sectoriais”, disse.

 A título de exemplo, Roberto Vieira, disse que o país dispõe de peixes em abundância mas que as suas capturas não são  contabilizadas
.

Afirmou ainda que existem no país mais de 100 produtos que precisam  ser contabilizados de forma a que país se disponha  de  dados estatísticos reais sobre as  potencialidades económicos do país.

Segundo Vieira , a realização do  seminário em Bissau que contou com a participação do  Director do Centro Estatístico da UEMOA, permitiu a realização de uma  visita à sede do INE onde se constatou todas as realizações feitas, dentre as quais ,o IV Recenseamento Geral da População e Habitação.ANG/ÂC//SG

 

 

 

Gabão/ Funcionalismo público abandona promoção automática e adopta  cultura baseada no desempenho

Bissau, 07 Ago 26 (ANG)  – A Ministra da Função Pública, Laurence Ndong, anunciou na quarta-feira, em Libreville, durante sua aparição no estúdio da Televisão Nacional, uma nova reforma que põe fim à progressão automática na carreira.

O funcionário do governo declarou que "a promoção automática com base na antiguidade acabou". De agora em diante, qualquer progressão de nível ou categoria dependerá da avaliação do desempenho do funcionário.

Ela esclareceu que o sistema de progressão na carreira não está sendo eliminado, mas que está sendo adotada uma nova abordagem baseada no desempenho.

A reforma inclui ainda a digitalização de arquivos, o desenvolvimento de novas descrições de cargos e a criação de um Observatório responsável pelo monitoramento do serviço público.  ANG/Faapa

 

               Nigéria/Libertação de cerca de 308 pessoas sequestradas

Bissau, 07 Ago 26 (ANG) – Cerca de 308 pessoas que foram vítimas de sequestros na Nigéria, incluindo 163 que foram feitas reféns em uma única aldeia este ano, foram finalmente libertadas, anunciou o governo nigeriano.

Nessa ocasião, o presidente da Nigéria, Bola Ahmed Tinubu, por meio de seu porta-voz, comemorou a libertação desses 308 nigerianos que haviam sido sequestrados durante diversos ataques perpetrados nos estados de Níger (centro-oeste) e Kwara (centro), de acordo com relatos da mídia.

O porta-voz da presidência nigeriana, Bayo Onanuga, afirmou que cerca de 163 dos sequestrados eram de Woro (estado de Kwara), perto da fronteira com o Benim, e os outros 145 eram do estado de Níger, observando que as vítimas foram libertadas em um local na floresta do Parque Nacional do Lago Kainji.

A este respeito, ele saudou este resgate massivo, considerado "a maior operação já realizada em um único dia".

Cabe ressaltar que os sequestros para resgate, perpetrados por grupos criminosos, terroristas e gangues conhecidas como "bandidos", são recorrentes na Nigéria, particularmente nas regiões norte e central do país. ANG/Faapa

 

 

Desporto/”As diferentes Federações Desportivas do país merecem o mesmo apoio dado a FFGB para sobreviverem”, diz Cipriano Có

Bissau, 06 Ago 26 (ANG) – O Vice-Presidente da Federação de Andebol para Áreas de Formações e Seleções Cipriano Có, defendeu esta sexta-feira que as diferentes federações desportivas do país merecem o mesmo apoio e tratamento do Governo e da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), para garantir as suas sobrevivências.

Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG), Cipriano Có disse que, há quase um ano, que a atual Direção da Federação de Andebol Nacional gere a instituição com meios próprios .

“Para assegurar as logísticas das viagens realizadas pela Seleção de Andebol nós os dirigentes afetos a esta federação, cotizamos  para garantir o sustento da nossa participação nas competições regionais em que tomamos parte,” disse Cipriano Có.

O Governo, diz Cipriano, devia assumir essas despesas, para encorajar a prática da modalidade no país pelos jovens, e  trabalhar de mãos dadas com as federações, para retirar os jovens dos  vícios de fumar e perda de tempo nas bancadas,

Acrescentou  que o objetivo das seleções desportivas locais nas competições internacionais não deve se limitar a conquista de medalhas.

“Dizendo isso, até parece que não dou o mínimo valor as medalhas conquistadas pelos atletas nas competições. O que eu pretendo realçar e colocar em primeiro lugar é o empenho dos jovens ao desporto, através de forte investimento do Governo no setor, porque torna a juventude de um país mais saudável”, sublinhou Có.

Segundo o Vice-presidente da Federação de Andebol para Áreas de Formações e Seleções, a Federação de Futebol da Guiné-Bissau tem 48 equipas, e tem contado sempre com o apoio do Governo.

De acordo com as suas explicações, o Governo, através do Ministério da Juventude, Cultura e Desportos, chegou de desbloquear
um valor estimado em 100 milhões FCFA, para financiar a FFGB, durante a sua participação nas provas Africanas das Nações, enquanto que a Federação de Andebol, ocupa a segunda posição com 24 equipas a nível nacional, não consegui ter esse apoio.

Indignado com o a situação, Cipriano Có defende que o  Governo, através do Ministério da Juventude, Cultura e Desporto, deveria  apoiar as outras federações com o mesmo montante, para as ambas partilharem e tentar melhorar as condições das suas estruturas.

Aquele responsável recordou que, faz tempo que o campeonato nacional da Andebol não está a decorrer no país, acrescentando que um dos motivos  para esse atraso tem a ver com a falta de apoio e verbas.

“Apesar de não termos o apoio do Governo para realizar as provas nacionais de Andebol , não ficamos  de braços cruzados, porque através de  cotizações que fazemos internamente, conseguimos promover torneios a nível nacional, nomeadamente em Bissau e nas regiões do país”, disse Cipriano Có.

Tirando a FFGB criada em 1974, as restantes federações desportivas do país foram todas criadas em 1988, através de um Decreto Presidencial. ANG/LLA       

 

     

Cooperação/BAD prevê capacitação técnico-profissioal de  560 jovens e mulheres guineenses  

Bissau, 07 Ago 26 (ANG) - O Banco Africano de Desenvolvimento (DAD) prometeu, na quarta –feira, desenvolver uma parceria com o Centro de Formação Profissional Brasil/Guiné-Bissau, “SENAI” para capacitação de 560 jovens e mulheres da Guiné-Bissau em diversas áreas de formação técnico- profissional, com o objetivo de desenvolver pequenas e medias empresas no país..

De acordo com Gabinete de Comunicação do Ministério de Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, a  formação de  jovens guineenses vai ser realizada  no âmbito do acordo de cooperação rubricada pelo Centro de Formação Profissional Brasil/Guiné-Bissau, “SENAI”, e a Fundação Guineense para o Desenvolvimento de de Empresas Industriais, "FUNDEI", que prevê a promoção do .r empreendedorismo juvenil e feminino no país.

“O projeto com duração de 15 meses, renovável, tem , entre outros objetivos, contribuir para o desenvolvimento das capacidades dos jovens e mulheres no empreendedorismo na Guiné-Bissau, com a ênfase na formação profissional, em várias áreas específicas, em particular alvenaria, carpintaria, siderurgia, costura, padaria, mecânica, e eletricidade”, refere.

Segundo a  mesma fonte, a assinatura do acordo foi testemunhada pela Ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Assucénia Donate de Barros, que na sua comunicação pediu o engajamento dos subscritores  do acordo na materialização do projeto.

“A Guiné-Bissau precisa apostar fortemente na formação profissional para dar respostas as demandas do país”. Disse a ministra.

O Centro de Formação Profissional Brasil/Guiné-Bissau, “SENAI” foi instituído no âmbito da cooperação Sul, Sul, entre os Governos da República Federal do Brasil e da Guiné-Bissau. ANG/AALS//SG

 

 

Desporto/Guiné-Bissau volta as competições internacionais de clubes oito anos depois

​Bissau, 07 Ago 26(ANG) - O futebol guineense está de volta às competições internacionais de clubes volvidos oito anos depois.

O sorteio da Confederação Africana de Futebol (CAF), realizado , quinta-feira, no Cairo, Egito, definiu os adversários do FC Canchungo e da UDIB nas eliminatórias de acesso à fase de grupos das competições africanas da época 2026/2027.

O atual campeão nacional, FC Canchungo, vai estrear-se na Liga dos Campeões Africana a principal competição de clubes do continente frente ao Teungueth FC do Senegal.

A  primeira mão será disputada entre os dias 4, 5 e 6 de Setembro de 2026, enquanto o jogo da segunda mão está agendado para os dias 11, 12 e 13 do mesmo mês.

Por sua vez, a União Desportiva Internacional de Bissau (UDIB) vai representar o país na Taça da Confederação da CAF, inserida num lote de 56 clubes africanos que lutam por um lugar na fase de grupos.

Na primeira eliminatória, a UDIB vai defrontar os nigerianos do El-Kanemi Warriors, ​os jogos desta fase preliminar também serão disputados a duas mãos durante o mês de setembro.

Esta fase preliminar é disputada a duas mãos, os vencedores avançam para a segunda eliminatória antes de se definirem as 16 equipas que entram na fase de grupos.

Recorda se que última vez que uma equipa da Guiné-Bissau esteve presente numa competição de clubes da CAF foi em fevereiro de 2018, com a presença do Sport Bissau e Benfica na Liga dos Campeões da CAF.

Na altura, o Benfica de Bissau disputou o jogo preliminar contra os marroquinos do Difaâ El Jadida, e desde então, as equipas guineenses deixaram de inscrever-se nas provas continentais, tornando a edição de 2026/2027 um regresso histórico após 8 anos de ausência.ANG/RSM

 

Educação/ “Situação financeira ameaça realização de exames nacionais ”, avisa os coordenadores dos exames

Bissau, 07 Ago 26 (ANG) - A falta de recursos financeiros poderá comprometer a realização dos Exames Nacionais no país, uma situação que está a gerar preocupação entre os coordenadores das diferentes disciplinas envolvidas no processo.

A preocupação foi manifestada durante uma conferência de imprensa realizada, quinta-feira, no Ministério da Educação Nacional, pelos coordenadores dos Exames Nacionais.

Exames nacionais são realizados em cumprimento das recomendações da  União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA).

O porta-voz dos coordenadores e coordenador nacional da disciplina de História, Abel Sousa Delgado, afirmou que todas as condições técnicas para a realização dos exames já estão reunidas, e que apenas falta a disponibilização de fundos pelo Governo  para  a execução dos trabalhos dos coordenadores.

Abel Sousa Delgado apelou ainda ao Governo para assumir as suas responsabilidades, defendendo que a educação deve ser encarada como um investimento estratégico e de longo prazo.

Segundo o responsável, a ausência de ações concretas poderá comprometer o futuro do sistema educativo nacional.

Os Exames Nacionais estão previstos para decorrer na próxima segunda-feira, 10 de agosto, em escolas-piloto localizadas em Bissau e nas restantes regiões do país. ANG/MI/ÂC//SG


França/Crise climática e seca nos grandes rios ameaçam setores estratégicos da Europa

Bissau, 07 Ago 26 (ANG) - A Europa enfrenta uma seca preocupante, provocada pela crise climática e pelas repetidas ondas de calor deste verão no hemisfério norte.

Com os níveis do Reno, do Danúbio e de outros grandes rios em mínimas históricas, a escassez de água já provoca fortes impactos económicos sobre a geração de energia, o transporte fluvial, a indústria, a agricultura e o abastecimento em diversos países do continente, segundo reportagens dos jornais franceses Les Echos e Libération.

 O tema é destaque de capa do Libération. Segundo a reportagem do jornal progressista, a seca que atinge a Europa Central deixou de ser um fenómeno pontual e está se transformando em uma crise estrutural com impactos em vários setores. A situação mais crítica ocorre ao longo do Danúbio, que percorre dez países europeus. O nível extremamente baixo do rio obrigou a Hungria a reduzir drasticamente a produção da usina nuclear de Paks, responsável por quase metade da eletricidade do país.

A reportagem aponta que a falta de neve nos Alpes durante o inverno, combinada com sucessivas ondas de calor, reduziu o abastecimento dos grandes rios europeus, como o Danúbio e o Reno. Como consequência, a navegação fluvial foi comprometida, embarcações passaram a transportar cargas reduzidas e setores dependentes de água, como a indústria cervejeira tcheca, enfrentam dificuldades crescentes.

Os impactos económicos se propagam em cascata: interrupções no transporte de cargas, pressão sobre o sistema energético, redução da atividade industrial e riscos para a produção agrícola.

A reportagem e o editorial do Libération convergem em um ponto: a resposta à crise não pode ser apenas nacional. Como os grandes rios atravessam vários países, a Europa precisará ampliar a cooperação, planejar o uso da água em escala continental e investir na recuperação da capacidade natural dos ecossistemas de armazenar recursos hídricos. O jornal defende que adaptação, antecipação e coordenação europeia serão fundamentais para enfrentar essa nova realidade climática.

“Agricultura, um verão mortal” é a manchete alarmante do jornal económico Les Echos. O diário relata que a Alemanha enfrenta uma grave crise provocada pela seca histórica que reduziu drasticamente os níveis dos rios Reno e Elba, importantes rotas de transporte do país. Em alguns pontos, os níveis de água atingiram mínimos históricos, dificultando a navegação e ameaçando o abastecimento de indústrias como a química, a siderúrgica e a energética.

O governo alemão avalia medidas emergenciais, como liberar a circulação de caminhões aos domingos e feriados, acelerar a modernização das embarcações para operar em águas rasas e aprofundar canais de navegação. Mais de 280 milhões de toneladas de cargas passam anualmente pelo Reno, e especialistas alertam que um mês de águas baixas pode reduzir a produção industrial alemã em até 1% e impactar o PIB.

O jornal observa ainda que os efeitos da seca atingem outros países da Europa Central, como a Hungria, onde o baixo nível do Danúbio pressiona o sistema energético. Além disso, agricultores franceses alertam para perdas significativas nas colheitas, com algumas cadeias produtivas podendo perder até 50% da produção anual, o que deve pressionar os preços de frutas e hortaliças nos próximos meses. ANG/RFI

 

Espanha/De volta de Ceuta, jovens marroquinos continuam sonhando com a Europa

Bissau, 07 Ago 26 (ANG) - Embora a maioria dos cerca de 70 mil migrantes marroquinos que atravessaram ilegalmente a fronteira do enclave espanhol de Ceuta na semana passada já tenha retornado ao Marrocos, muitos continuam determinados a tentar novamente.

Apesar das cenas de violência registadas durante e após a travessia, parte desses jovens marroquinos ainda sonha com a possibilidade de construir um futuro em território europeu.

Nos bairros populares de Casablanca, não é difícil encontrar jovens que continuam vendo a Europa como a única saída para escapar do desemprego e da falta de perspectivas. Ali, de 22 anos, estava há apenas seis dias entre os milhares de marroquinos que conseguiram entrar em Ceuta. Sentado em um salão de cabeleireiro da medina de Casablanca, ele relembra a travessia.

“Eles nos maltrataram. Ainda estamos sofrendo. Agradeço a Deus por estar vivo. Vi a morte com meus próprios olhos”, conta.

A medina de Casablanca é um bolsão de pobreza no coração da capital económica do Marrocos. "Muitos jovens partiram daqui. Eu não me arrependo, quero continuar tentando. Vou continuar pensando na Europa até ficar velho. Nosso país é bonito, mas a Europa é melhor. Se você ficar aqui, pode trabalhar durante 30 anos e ainda assim não sair do lugar, como um hamster girando na roda", avalia. 

Ao lado dele, Mohammed, de 17 anos, já tentou emigrar ilegalmente cinco vezes em apenas um ano. “Já fui preso duas vezes. Não aguento mais. Psicotrópicos, haxixe, álcool... Aqui se consome todo tipo de droga. Como ainda sou menor de idade, indo para a Europa, ainda posso me salvar”, espera.

A falta de emprego é um dos principais problemas enfrentados pelos jovens marroquinos. Em 2025, a taxa de desemprego entre as pessoas de 15 a 24 anos chegou a 37% no país.

Segundo o Ministério do Interior da Espanha, cerca de72 mil pessoas entraram em Ceuta durante a crise migratória da semana passada. Aproximadamente 70 mil delas já retornaram ao Marrocos.

Pelo menos 79 migrantes morreram, principalmente por afogamento, segundo o último balanço divulgado pelas autoridades de Ceuta. Do lado marroquino da fronteira, Rabat informou a morte de outras 11 pessoas, elevando para ao menos 90 o número de vítimas da crise migratória.

A crise migratória também gera preocupação do lado espanhol. O presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas, alertou nesta quarta-feira (5) que a situação dos menores que permaneceram no enclave após a entrada maciça de migrantes na semana passada se tornou "insustentável".

Segundo ele, os centros de acolhimento para menores operam com uma taxa de ocupação de 2.600 por cento acima da capacidade considerada crítica. Cerca de 1.100 menores estariam atualmente na cidade autónoma em condições precárias.

 

A ONG Save the Children já havia alertado para a superlotação dessas estruturas. A organização afirma que o sistema de proteção de Ceuta acolhe atualmente cerca de mil crianças, apesar de dispor de apenas uma centena de vagas.

Em entrevista à televisão pública espanhola, Juan Jesús Vivas pediu ajuda ao restante do país para administrar a situação.

Pela legislação espanhola, outras regiões devem colaborar no acolhimento de menores provenientes de territórios sob forte pressão migratória. Na prática, porém, a medida enfrenta resistência em algumas comunidades autónomas governadas pelo Partido Popular (PP) e pelo partido de extrema direita Vox.

ANG/RFI

 

 

Venezuela/Oposição e governo interino iniciam negociações sobre reformas institucionais na Venezuela

Bissau, 07 Ago 26 (ANG) - A abertura da mesa de negociações entre o governo interino da Venezuela e a oposição coloca em teste mais uma tentativa de acordo político para o país.

Sob supervisão dos Estados Unidos, as conversas começaram na quinta-feira (6) em Caracas com a promessa de discutir reformas eleitorais, mudanças no Judiciário e garantias de direitos políticos.

O primeiro encontro entre representantes do governo interino e da oposição aconteceu a portas fechadas, sem a presença da imprensa e sem declarações públicas das delegações. Apenas fotógrafos tiveram acesso ao início das conversas no Centro de Convenções de La Carlota, uma instalação militar na capital venezuelana.

Em comunicado conjunto, os negociadores afirmaram que atuarão com base em princípios de respeito à soberania nacional, negociação de boa-fé, proteção dos direitos humanos e garantia dos direitos políticos de todas as forças. As partes presentes também disseram buscar uma "solução política, pacífica, democrática e constitucional" para a crise venezuelana.

A mesa de negociação é liderada por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional e irmão da presidente interina Delcy Rodríguez, e por Dinorah Figuera, dirigente da Assembleia Nacional eleita em 2015, quando a oposição conquistou a maioria parlamentar, resultado posteriormente desconsiderado pelo governo de Maduro.

Segundo Dinorah Figuera, a prioridade das negociações será promover mudanças em instituições consideradas centrais para a restauração democrática, como o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) e o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), além de recuperar direitos civis e políticos dos venezuelanos.

As delegações definiram a metodologia dos trabalhos e um cronograma inicial de reuniões, previstas até o próximo dia 12. A expectativa é que o processo de negociação se estenda até Dezembro.

A principal líder da oposição venezuelana e vencedora do Prémio Nobel da Paz,Maria Corina Machado, ficou fora das negociações. Também não participa Edmundo González, candidato presidencial da oposição em 2024.

 A ausência de María Corina tem gerado críticas dentro da própria oposição.

Observadores políticos apontam que Washington optou por conduzir o diálogo com representantes da antiga Assembleia Nacional de 2015, deixando a principal liderança opositora à margem do processo. Autoridades americanas negam que tenham vetado seu retorno à Venezuela.

Aliado de María Corina, o dirigente Juan Pablo Guanipa afirmou que, diferentemente de negociações anteriores, desta vez existe um "garantidor" para assegurar o cumprimento dos acordos pelo chavismo. Entre as prioridades defendidas por ele estão a libertação de todos os presos políticos, a renovação das instituições do Estado e a definição de um calendário para eleições presidenciais.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou o início das conversas como uma "oportunidade única" para o país.

Segundo Washington, sua estratégia para a Venezuela está dividida em três etapas: estabilização institucional, recuperação económica e reconciliação política. O governo americano acompanha diretamente o processo desde que passou a exercer tutela política sobre o governo interino instalado após a queda de Nicolás Maduro .

 

Analistas, porém, demonstram cautela quanto às perspectivas do diálogo. Embora a renovação do CNE e do TSJ seja vista como um passo importante para futuras eleições, há dúvidas sobre a capacidade das negociações de restabelecer plenamente o Estado de Direito.

 Parte dos comentaristas considera que os Estados Unidos priorizam a recuperação econômica e a estabilidade política antes da realização de um novo processo eleitoral.

Enquanto as negociações começaram em Caracas, familiares de presos políticos realizaram manifestações pedindo que a libertação dos detidos seja tratada como prioridade.

 "Os presos políticos não são moeda de troca", afirmou a irmã de um militar preso durante um protesto em frente ao local das negociações.

Outro grupo mantém há cerca de dois meses uma vigília nas proximidades da embaixada dos Estados Unidos em Caracas, solicitando que representantes americanos intercedam pela libertação de seus familiares.

Esta é mais uma tentativa de diálogo entre governo e oposição após diversas rodadas fracassadas nos últimos anos. As discussões anteriores terminaram sem produzir reformas institucionais duradouras ou eleições consideradas livres pela comunidade internacional.

Desta vez, a negociação ocorre em um cenário político completamente diferente, marcado pela ausência de Nicolás Maduro, pela existência de um governo interino apoiado pelos Estados Unidos e pela expectativa de que reformas no sistema eleitoral e no Judiciário possam abrir caminho para uma futura transição democrática. ANG/RFI