sexta-feira, 17 de abril de 2026

Economia/CFE regista 206 novas empresas no 1º trimestre do ano em curso

Bissau 17 Abr 26 (ANG) – O Director-geral do Centro de Formalização de Empresas (CFE),disse hoje que a instituição registou no Iº trimestre deste ano 206 novas empresas, contra 146 em igual período em 2025.

Úmaro Baldé avançou estes dados numa conferência de imprensa, na qual  apresentou os principais resultados do relatório trimestral de 2026, destacando a evolução da dinâmica empresarial no país.

Segundo explicou, se comparar este período com o último trimestre de  2025, verifica-se um aumento considerável, uma vez que de Outubro à Dezembro do ano passado registaram-se 194 empresas.

 “No ano passado foram registados, no primeiro trimestre, 146 empresas e se compararmos com o registo deste ano vamos ver que houve um aumento de 60 empresas. No que tem a ver com o enceramento, este ano houve três  empresas enceradas. No ano passado  nenhuma foi encerada, "disse.

Em relação as alterações, Baldé disse que foram feitas 15 alterações no Iº trimestre deste  ano  contra 19 de 2025.

Acrescentou que este ano  foram registados  140 empresas nacionais, número igual ao de último trimestre de 2025.

No que tange as empresas estrangeiras, disse que foram inscritas 39 empresas  no 1º trimestre de 2026 contra 44 do último trimestre de 2025, que representa uma  queda de nove empresas.

Em termos de empresas  mistas, nacionais e estrangeiras, referiu que, neste primeiro trimestre, registaram-se 27 empresas.

Comparado com o último trimestre de 2025 que foi  de 10 empresas, nota-se que houve um acréscimo de 17 empresas, sendo que  no Iº Trimestre de 2025,  foram registadas 16 empresas.

Falando da distribuição regional, disse que  Bissau conta com 177 novas empresas, seguido de Biombo com 13, Cacheu com cinco empresas, Oio com quatro, Gabu com quatro, Bafatá com duas, Quinara´ com uma, por último regiões de Tombali e Bolama/Bijagós que não registaram nenhuma empresa neste trimestre de 2026.

Úmaro Baldé frisou que o Sector Autónimo de Bissau se consolida, de forma inequívoca, como o principal centro económico, concentrando a esmagadora maioria das iniciativas empresariais.

Disse que esse desempenho confirma o elevado nível de atratividade económica, mas que também evidência uma acentuada centralização da atividade empresarial, com potenciais impactos negativos no equilíbrio territorial.

O DG do CFE salientou que o I º trimestre confirma uma aceleração da formalização económica, com crescimento na criação de empresas e forte dinamismo do empreendedorismo nacional, destacando no plano empresarial o reforço do investimento, crescimento expressivo das parcerias mistas, indicando maior integração entre capital nacional e internacional.

“Ao nível de empreendedores, destacou-se a expansão, muito significativa, de cartão de empreendedor com cerca de 704 por cento, elevada participação feminina, com papel de destaque na formalização e continuidade de comércio como principal motor de entrada no setor formal “,disse.

No plano setorial, segundo explicou, o comércio mantém a liderança com crescimento de sectores emergentes, casos de energia, serviços e transporte.

“O período evidencia um crescimento robusto e inclusivo, maior protagonismo interno na economia e a evolução para modelos mais integrados e colaborativos”, disse Úmaro Baldé. ANG/MSC/ÂC//SG

 

 


Ambiente
/Ministro Augusto Idrissa Embaló destaca a importância do  engajamento da Rede Ecojornalistas face às mudanças climáticas no país

Bissau, 17 Abr 26(ANG) - O ministro do Ambiente e Biodiversidade destacou a importância do papel  da Rede de Ecojornalistas face às mudanças climáticas  na Guiné-Bissau.

O governante falava hoje à imprensa depois do encontro  que manteve com a Rede de Ecojornalistas da Guiné-Bissau e que visou o reforço da colaboração entre as partes em torno de questões ambientais do país

Na ocasião, Embaló agradeceu a iniciativa, e disse  que  questões ambientais são transversais pelo que  deve haver  o envolvimento de todos.

O ministro reafirmou o compromisso do Governo de fazer uma abordagem preventiva no domínio ambiental, mencionando projetos em curso, nomeadamente no combate à poluição por sacos de plástico.

Augusto Embaló manifestou a abertura do ministério para o estabelecimento de uma parceria sólida com a Rede de Ecojornalistas, com vista a uma atuação mais eficaz na sensibilização pública e  divulgação de políticas e legislação ambiental.

Por sua vez, o coordenador da Rede de Ecojornalistas da Guiné-Bissau, Bacar Baldé anunciou a previsão da Rede de começar a produzir  conteúdos sobre temáticas ambientais.

Informou que, durante a audiência, fez uma apresentação dos principais objetivos da rede , destacando o processo de revitalização em curso.

Entre as áreas de atuação, Baldé apontou a sensibilização das populações sobre a legislação ambiental, o reforço de capacidades dos membros da rede e a realização de grandes reportagens sobre questões ecológicas.

Referiu-se  ainda ás ações já realizadas, tais como reportagens sobre a seca em Pirada,  situação do rio Caianga,  lixos na cidade de Bissau, além de visitas de estudo.

Bacar Baldé  destacou a importância de se criar um boletim informativo sobre questões ambientais, bem como programas radiofónicos e televisivos dedicados ao tema.

A delegação da Rede de Ecojornalistas, integrada também pelos  jornalistas, Amadu Uri Djaló e Mariama Yafa,  apresentou ao ministro . algumas das ações levadas ao cabo no domínio da dinamização e promoção de ações junto de organizações que intervêm na área ambiental. ANG/JD/ÂC//SG

EUA/ Após Irã reabrir Estreito de Ormuz, Trump diz que 'proibiu' Israel de bombardear Líbano

Bissau, 17 Abr 26 (ANG) - O presidente Donald Trump afirmou nesta sexta-feira (17) que os Estados Unidos proibiram Israel de bombardear o Líbano após a implementação do cessar-fogo, pouco antes de  o Irã anunciar a reabertura do Estreito de Ormuz.

"Israel não bombardeará mais o Líbano. Eles estão PROIBIDOS de fazê-lo pelos Estados Unidos. Chega!!!", escreveu o presidente americano em sua própria plataforma, a Truth Social.

Sob a mediação de Trump, Israel e o Líbano concordaram na quinta-feira (16) com um cessar-fogo de 10 dias, em paralelo com a trégua entre os Estados Unidos e o Irã.

O exército libanês, no entanto, declarou na manhã de sexta-feira que Israel havia violado o cessar-fogo, principalmente por meio de bombardeios intermitentes em diversas aldeias no sul do Líbano.

Trump também saudou o anúncio feito pelo Irã de que o Estreito de Ormuz estaria totalmente aberto à navegação durante o cessar-fogo, mas ressaltou que o bloqueio americano aos portos iranianos permaneceria em vigor até que um acordo fosse alcançado.

"O Irã acaba de anunciar que o Estreito de Ormuz está totalmente aberto e pronto para o trânsito irrestrito. Obrigado!", escreveu ele, em uma mensagem escrita inteiramente em letras maiúsculas. “

O bloqueio naval permanecerá totalmente em vigor apenas em relação ao Irã, até que nossa transação com o Irã esteja 100% concluída", completou, também em letras maiúsculas. "O processo deve avançar muito rapidamente, já que a maioria das questões já foi negociada", acrescentou o presidente dos EUA.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, declarou que o Estreito de Ormuz, de alta importância estratégica para o comércio global de hidrocarbonetos, estava totalmente "aberto" enquanto durante a trégua no Oriente Médio.

Ele não especificou se se referia à trégua entre o exército israelense e o Hezbollah, que entrou em vigor na noite de quinta-feira no Líbano por um período de 10 dias, ou ao cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, que teoricamente terminará em 22 de Abril.

A televisão estatal iraniana indicou que embarcações militares permanecem proibidas na região. O trânsito será coordenado pelas autoridades iranianas, frisou Abbas Araqchi.

O Estreito de Ormuz é uma artéria vital para o fornecimento global de energia, por onde transita cerca de um quinto das exportações mundiais de petróleo e gás natural liquefeito.

Os preços do petróleo caíram cerca de 9% após a mensagem do ministro iraniano. Donald Trump mencionou na quinta-feira uma possível reunião entre os Estados Unidos e o Irã no fim de semana, afirmando que Teerã se ofereceu para não desenvolver armas nucleares por mais de 20 anos.

"Veremos o que acontece. Mas acho que estamos muito perto de chegar a um acordo com o Irã", disse ele a repórteres do lado de fora da Casa Branca, antes de esclarecer, horas depois, em um evento em Las Vegas, que a guerra "deveria terminar muito em breve”.

Nesta sexta-feira, ele salientou que nenhum dinheiro "será trocado de qualquer forma" entre os Estados Unidos e o Irã, caso haja um acordo sobre o programa nuclear iraniano. O veículo americano Axios havia noticiado que os americanos estavam considerando desbloquear US$ 20 bilhões em fundos iranianos em troca dos estoques de urânio enriquecido do Irã. ANG/RFI/AFP/ Reuters

 

Colômbia/Conferência  reunirá países dispostos a planejar a saída dos combustíveis fósseis

Bissau, 17 Abr 26 (ANG) - Os países dispostos a avançar rumo a um mundo com menos petróleo encontram-se a partir da próxima semana na cidade de Santa Marta, no Caribe colombiano.

Será a primeira vez que eles se reúnem desde o lançamento de um debate internacional sobre o afastamento dos combustíveis fósseis na COP30, em Belém. 

Há quase três anos, os 195 participantes da COP28, em Dubai, chegaram a um acordo histórico sobre a necessidade de uma transição “para longe” dos fósseis, principais causadores das mudanças climáticas. Mas desde então, na prática, o assunto desapareceu dos principais fóruns internacionais que poderiam encaminhar alternativas para esse tema complexo.

A iniciativa do Brasil em abrir esta conversa em Belém acabou bloqueando a última Conferência do Clima das Nações Unidas. Menos da metade dos países queria ver avanços, e um número semelhante forçava no sentido contrário. A Colômbia, então, anunciou a intenção de promover uma reunião internacional, com o apoio da Holanda.

Todas as economias dependem, em maior ou menor medida, do petróleo, do carvão e do gás. As guerras na Ucrânia e, mais ainda, no Oriente Médio, evidenciam os riscos estruturais dessa dependência – e tornam a transição ainda mais urgente, inclusive do ponto de vista económico.

“O fato de a gente ter essa dificuldade multilateral neste momento dá mais peso a tentativas de começar com os dispostos. A ideia de Santa Marta é começar com aquela coalizão de 24 países que assinaram a Declaração da Colômbia em Belém, e 84 países se disseram dispostos a debater um mapa do caminho, e envolver esses países em compromissos de descarbonização, traçar os seus mapas do caminho nacionais”, explica Cláudio Ângelo, coordenador de Política Internacional do Observatório do Clima (OC).

“A ideia é tentar crescer esse círculo de países até que o barulho feito em torno dessa agenda se torne incontornável e o ruído cresça tanto que não deixe ninguém dormir nem em Moscou, nem em Riad, nem em Washington”, complementa. 

Até agora, 50 países confirmaram presença, entre eles Brasil, México, França, Noruega, Reino Unido e Angola, além da Comissão Europeia e centenas de organizações da sociedade civil e organismos de governo. Em recente coletiva de imprensa, a ministra do Meio Ambiente da Colômbia, Irene Vélez Torres, disse que o encontro de 24 a 29 de abril quer abordar os caminhos para os países buscarem soberania energética, ao mesmo tempo em que se afastam do petróleo, do carvão e do gás.

“Como podemos balancear a dependência de petróleo nas nossas matrizes energéticas, incluindo o consumo, para que elas sejam mais limpas e que possamos organizar a eliminação das fontes fósseis?”, afirmou a ministra. “Outro ponto é sobre o multilateralismo e como vamos criar novas cooperações para essa agenda.”

A produção e o consumo das fontes fósseis são responsáveis por mais de 70% das emissões globais de gases de efeito estufa, que causam o aquecimento global. Países como Tuvalu, arquipélago do Pacífico, esperam que o encontro na Colômbia seja um primeiro passo para que as nações “possam escolher as pessoas em vez dos recursos do petróleo”.

 

“Nós não temos mais tempo para os debates abstratos que acabam apenas em palavras. Em Tuvalu, o oceano está na nossa porta. Já estamos adaptando as nossas zonas costeiras e realocando comunidades mais para dentro, em terra”, declarou Maina Talia, ministro do Meio Ambiente de Tuvalu. “Acho que já tentamos os processos da ONU há tantas COPs: foram 30, que para nós, sempre falharam. A Conferência de Santa Marta, ao afrontar essa questão, traz muita esperança para os países mais impactados pelo aquecimento global.”

A presidência brasileira da COP30 – que exerce o mandato até a realização do próximo evento, em Novembro, na Turquia – vai participar da reunião em Santa Marta. O embaixador André Corrêa do Lago assumiu o compromisso de apresentar um mapa do caminho global para a transição longe dos fósseis ao longo deste ano.

Os brasileiros têm realizado uma série de consultas com países e organismos internacionais para consolidar a proposta.

“Brasil e Colômbia estão liderando do ponto de vista político, e a China liderando do ponto de vista tecnológico e económico. O Sul Global cansou de esperar as soluções que nunca vieram do Norte e está tomando a iniciativa de liderar esse processo, embora alguns dos principais bloqueadores de ambição climática estejam no Sul Global”, salientou Angelo, do OC.

A maioria dos participantes da reunião em Santa Marta ainda não definiu os seus mapas do caminho nacionais para sair dos fósseis, a começar pelo Brasil. Em Dezembro, o presidente Luís Inácio Lula da Silva deu 60 dias para quatro ministérios – Fazenda, Meio Ambiente, Minas e Energia e Casa Civil – chegarem a um projeto, que até agora não apareceu. ANG/RFI

 

 

 

 Camarões/Papa Leão XIV pede para multidão 'não se entregar ao desespero'

Bissau, 17 Abr 26 (ANG) - Uma multidão de cerca de 120 mil pessoas assistiu à missa do papa Leão XIV nesta sexta-feira (17) em Douala, capital económica dos Camarões, segundo o Vaticano.

 Os fiéis esperaram por horas sob um calor escaldante para a celebração da missa, muitos vestindo roupas com a imagem do pontífice.

O governo local menciona um número bastante superior de participantes, de cerca de um milhão de pessoas. "Viva o papa!", cantava a multidão quando o pontífice americano chegou no papamóvel à esplanada do Estádio Japoma. Leão XIV acenou com ramos de oliveira, símbolo da paz, e bandeiras do Vaticano.

Em sua homilia, proferida em francês, o papa conclamou os camaroneses a serem "agentes do futuro" e a "rejeitarem todas as formas de abuso e violência". "Não se entreguem ao desespero ou ao desânimo", disse ele.

Referindo-se ao milagre da multiplicação dos pães narrado nos Evangelhos, o papa afirmou: "Há pão para todos se for dado a todos. Há pão para todos se for tomado, não com mão que arrebata, mas com mão que dá".

Em meio a um forte esquema de segurança, alguns camaroneses passaram a noite no estádio para conseguir um lugar na primeira fila durante a missa. “Ver o papa me deu uma sensação de libertação. Fiquei profundamente comovida com sua mensagem, especialmente com seu apelo à partilha”, confidenciou Edith Fifi, uma esteticista de 25 anos.

Desde sua chegada ao país, na quinta-feira (16), os pronunciamentos do pontífice têm sido marcados por um forte foco social: na quinta-feira, ele denunciou “o mal causado de fora, por aqueles que, em nome do lucro, continuam a se apoderar do continente africano para explorá-lo e saqueá-lo”.

“O mundo está sendo devastado por um punhado de tiranos, mas se mantém unido por uma multidão de irmãos e irmãs em solidariedade!”, reiterou o papa em Bamenda, capital da região noroeste de língua inglesa, assolada por um conflito entre as forças governamentais e grupos separatistas armados.

Diante das autoridades, principalmente de Paul Biya, de 93 anos, que está no poder desde 1982 e foi recentemente reeleito para um oitavo mandato, o pontífice proferiu um discurso firme, apelando para "quebrar as correntes da corrupção”. 

A reeleição de Biya, em outubro, desencadeou protestos, durante os quais 48 pessoas foram mortas pelas forças de segurança, segundo fontes da ONU, quase metade delas na região de Douala.

Após a missa, o papa visitará o Hospital Católico de São Paulo, em Douala, e retornará a Yaoundé, onde discursará para a comunidade académica. Ele concluirá sua visita com uma celebração litúrgica privada na manhã de sábado.

"Nosso país precisa de uma poderosa bênção para que a esperança renasça", declarou o bispo Léopold Bayemi Matjei de Obala, a cerca de uma hora ao norte de Yaoundé.

O pontífice continuará esta intensa viagem por Angola e Guiné Equatorial, até 23 de abril. A etapa inicial foi uma visita histórica á Argélia.

ANG/RFI/ AFP/Reuters

EUA/FMI considera corte na ajuda humanitária "o maior golpe macroeconómico" para África

 

Bissau, 17 Abr 26(ANG) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou hoje que o corte na ajuda dos doadores aos países africanos pode reduzir o financiamento em até sete mil milhões de dólares e é "o maior golpe macroeconómico" que estes países enfrentam.

 

"Os cortes na ajuda infligirão o maior golpe macroeconómico aos países de baixo rendimento e aos países frágeis e em conflito” lê-se numa análise especial distribuída em conjunto com o relatório económico sobre os países da África subsaariana, no âmbito dos Encontros da Primavera, que decorrem esta semana em Washington.

 

Nestes países, “a incerteza acrescida em torno dos cortes, as restrições na capacitação, o espaço orçamental limitado e as dolorosas escolhas políticas significam que as reduções vão traduzir-se em ventos contrários ao crescimento mais acentuados, condições humanitárias agravadas e pressões orçamentais mais intensas do que em choques anteriores". 

 

Na análise, o FMI diz que já houve outras vagas de corte na ajuda externa aos países africanos, mas avisa que "desta vez é diferente", salientando que "mesmo os países com reservas suficientes para compensar os cortes enfrentarão uma deterioração das suas posições orçamentais, € por isso não há vencedores".

 

O valor da ajuda bilateral aos países africanos caiu entre 16% e 28% no ano passado, diz o FMI, citando os dados da OCDE, que colocam a queda num valor entre quatro e sete mil milhões de dólares, ou seja, entre 3,3 e 5,9 mil milhões de euros face aos níveis de 2024, principalmente devido ao encerramento da agência dos Estados Unidos para a ajuda internacional, a USAID.

A Etiópia, a República Democrática do Congo e a Nigéria são os países mais afetados em termos do valor, mas o FMI diz que onde o corte se vai sentir mais é nos países onde o valor, ainda que mais reduzido, significa uma maior percentagem do financiamento internacional.

 

Assim, o FMI refere por exemplo o Sudão do Sul e a República Centro-Africana, que poderão perder ajuda superior ao equivalente a 10% das suas receitas públicas, sendo a ajuda humanitária a mais afetada.

 

A agravar a situação está o facto de as próprias agências internacionais de ajuda humanitária enfrentarem cortes no seu financiamento, acrescenta o FMI.

 

A Programa Alimentar Mundial, o Fundo das Nações Unidas para a Infância e a Organização Mundial da Saúde projetam reduções de 34%, 27% e 39% no financiamento nos próximos anos face aos anos de 2023 e 2024, refere.

 

A diferença face aos cortes em anos anteriores tem a ver com a escala e amplitude, a rapidez, simultaneidade e natureza inesperada, e a limitação das fontes alternativas que possam compensar a redução, sustenta a instituição financeira. 

 

Neste sentido, o FMI alerta ainda que os países africanos planeiam "aumentar o endividamento para compensar parcialmente a ajuda perdida, o que, em alguns casos, pode aumentar os riscos de sustentabilidade da dívida" e outros pretendem aumentar a mobilização de receitas internas, diminuindo ainda mais o rendimento dos cidadãos. 

 

O FMI prevê um crescimento de 4,3% este ano e 4,4% em 2027 para a África subsaariana, num contexto de particular incerteza devido aos efeitos da guerra no Médio Oriente. ANG/Inforpress/Lusa

 

 

Médio Oriente/Líbano acusa Israel de violar cessar-fogo horas após trégua na guerra com Hezbollah

Bissau, 17 Abr (ANG) - O Líbano acusou Israel nesta sexta-feira (17) de violar o cessar-fogo de dez dias iniciado na véspera, após semanas de guerra com o Hezbollah que deixaram mais de 2.000 mortos e cerca de 1 milhão de deslocados.

 O acordo, anunciado por Donald Trump e em vigor desde quinta-feira (16), já dava sinais de fragilidade horas após começar.

 Emmanuel Macron alertou que a trégua “possa já estar sendo enfraquecida”, enquanto moradores retornam a áreas devastadas no sul do país e na periferia de Beirute.

A acusação do Líbano de que Israel violou um cessar-fogo recém-iniciado no sul do país tornou-se o eixo central de uma situação altamente volátil, marcada por desconfiança imediata, denúncias cruzadas eum contexto regional mais amplo de gerra envolvendo também o Irã e os estados Unidos.

O Hezbollah libanês disse nesta sexta-feira (17) estar “com o dedo no gatilho” em caso de violações israelenses.

O cessar-fogo de dez dias entre Israel e o Líbano entrou em vigor à meia-noite desta sexta-feira, após ter sido anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A trégua foi estabelecida depois de mais um dia de confrontos intensos entre o exército israelense e o Hezbollah, grupo xiita libanês apoiado pelo Irã, com combates que se estenderam até os últimos minutos antes do início oficial do acordo.

Poucas horas após a entrada em vigor do cessar-fogo, o exército libanês afirmou que Israel já havia cometido “várias violações do acordo” no sul do país. A denúncia indica que o entendimento começou a se deteriorar quase imediatamente, colocando em dúvida sua efetividade prática.

A preocupação com essa fragilidade foi expressa também no plano internacional. O presidente francês Emmanuel macron declarou sua “preocupação” de que o cessar-fogo entre o Hezbollah e Israel, conforme anunciado na véspera por Donald Trump, “possa já estar sendo enfraquecido pela continuidade de operações militares”.

Macron também fez um apelo direto às partes envolvidas: “Peço segurança para as populações civis dos dois lados da fronteira entre o Líbano e Israel.

 O Hezbollah deve abandonar as armas. Israel deve respeitar a soberania libanesa e encerrar a guerra”.

O alerta francês se soma às tensões já evidentes no terreno. Mesmo com a trégua em vigor, a dinâmica militar não cessou de forma clara.

Até os últimos momentos antes do início do cessar-fogo, o Hezbollah continuava reivindicando ataques contra o norte de Israel e contra o exército israelense em território libanês, o que evidencia o nível de hostilidade persistente entre as partes.

No plano local, o impacto humano da guerra é imediato e visível. Moradores do sul do Líbano e da periferia sul de Beirute começaram a retornar para suas casas devastadas.

Em meio à destruição, alguns expressam alívio e até senso de resistência. “Felizmente, estamos voltando para casa e somos vitoriosos apesar dos bombardeios”, afirmou Mohammad Abou Raya, de 35 anos.

Ele também ressaltou o apego ao território, mesmo diante das perdas materiais: “Mesmo que não encontremos nossas casas, o importante é voltar para nossa terra”.

Na periferia sul de Beirute, uma das áreas mais atingidas pelos bombardeios israelenses, o cenário é de destruição generalizada. Muitos prédios foram reduzidos a escombros, e moradores voltam para avaliar os danos após semanas de deslocamento.

“Íamos todos os dias para um lugar diferente, porque não conseguimos vaga em um abrigo”, relatou Insaf Ezzeddine, que retornava de moto com o marido e a filha.

Ao descrever a situação de sua casa, ela afirmou: “Nossa casa foi muito danificada pelos ataques, mas graças a Deus houve o cessar-fogo e espero que a guerra acabe”.

Apesar do início da trégua, a população civil retorna mesmo diante de alertas das forças israelenses, que pediram que moradores evitassem voltar a áreas ao sul do rio Litani, afirmando manter presença na zona de fronteira.

Essa discrepância entre orientações militares e decisões da população revela tanto a urgência humanitária quanto a fragilidade do controle sobre o território.

O contexto em que o cessar-fogo foi firmado ajuda a explicar sua instabilidade.

O acordo ocorre após cerca de um mês e meio de conflito direto entre Israel e o Hezbollah, que deixou mais de 2.000 mortos no lado libanês, segundo autoridades de saúde. Além disso, aproximadamente um milhão de pessoas — cerca de um quinto da população do país — foram deslocadas, de acordo com dados das Nações Unidas.

Esse conflito, por sua vez, está inserido em uma crise regional mais ampla. O Líbano foi arrastado para a guerra no início de Março, quando o Hezbollah passou a atacar Israel em apoio ao Irã, após uma ofensiva israelense-americana contra território iraniano no fim de Fevereiro.

Nesse cenário, o cessar-fogo também tem uma dimensão diplomática estratégica. A trégua foi uma das condições estabelecidas por Teerã para dar continuidade às negociações com os Estados Unidos, com o objetivo de alcançar um fim duradouro para o conflito regional.

No plano político, as reações ao acordo revelam tanto apoio quanto condicionantes importantes. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, classificou o cessar-fogo como uma oportunidade de “paz histórica”, ao mesmo tempo em que reiterou a exigência de desarmamento do Hezbollah como condição prévia.

Do lado do grupo libanês, a adesão ao acordo também não é incondicional. O deputado Ibrahim Moussaoui afirmou que o Hezbollah respeitaria a trégua “desde que haja uma interrupção total das hostilidades contra nós e que Israel não se aproveite disso para realizar assassinatos”.

Enquanto isso, os esforços diplomáticos continuam. Donald Trump afirmou ter conversado com o presidente do Líbano, Joseph Aoun, e com Benjamin Netanyahu, declarando que Israel e o Líbano haviam concordado com um cessar-fogo de dez dias.

No entanto, segundo as informações disponíveis, o presidente libanês recusou-se a manter diálogo direto com o primeiro-ministro .

Paralelamente, seguem as negociações mais amplas envolvendo Estados Unidos e Irã, com mediação do Paquistão.

Uma primeira rodada de conversas realizada em Islamabad não resultou em acordo, mas novas tratativas estão em preparação. Trump declarou ainda que os dois países estão “muito próximos” de um entendimento e afirmou que Teerã teria aceitado ceder seu urânio enriquecido — informação que não foi confirmada imediatamente pelo governo iraniano.

Diante desse quadro, a acusação do Líbano de violações israelenses ao cessar-fogo não apenas coloca em xeque a eficácia imediata da trégua, como também levanta dúvidas sobre a viabilidade de avanços diplomáticos mais amplos.

 A manutenção ou o colapso desse acordo de dez dias pode ter implicações diretas não só para a população civil afetada, mas também para o equilíbrio estratégico de toda a região. ANG/RFI/AFP

 

Marrocos/ Governo propõe estabelecimento de mecanismos africanos de monitoramento para enfrentar desafios da IA

Bissau, 17 Abr 26 (ANG) – O Ministro das Relações Exteriores de Marrocos, Nasser Bourita, propôs o estabelecimento de mecanismos africanos de monitoramento, alerta e resposta rápida para enfrentar os desafios da Inteligência Artificial (IA), particularmente a manipulação da informação, além de desenvolver sistemas para detectar discursos de ódio e gerenciar crises de informação.

Em discurso por videoconferência na quinta-feira, durante a Reunião Ministerial do Conselho de Paz e Segurança (CPS) da União Africana sobre Inteligência Artificial e suas implicações para a governança, a paz e a segurança na África, o Sr. Bourita indicou que isso também envolve o fortalecimento das capacidades humanas africanas em profissões de IA, bem como o desenvolvimento de estruturas para o engajamento com plataformas digitais e o desenvolvimento de soluções africanas de IA dedicadas à prevenção de conflitos e ao apoio a operações de paz, enfatizando o compromisso de Marrocos com a IA a serviço da paz, da segurança e do desenvolvimento sustentável na África.

Ao abordar as transformações provocadas pela IA, ele chamou a atenção para três grandes preocupações relacionadas à "governança", marcadas pelos desafios impostos pela proliferação de conteúdo manipulado e campanhas de desinformação que podem influenciar os processos democráticos e minar a confiança nas instituições.

Também aborda a "conflitualidade", caracterizada pelo uso crescente da IA ​​na dinâmica de conflitos, particularmente por meio da disseminação de discursos de ódio e da manipulação direcionada de opiniões, exacerbando tensões, e a "manutenção da paz", em um contexto de crescente complexidade dos ambientes operacionais ligados à multiplicação de fontes de informação e ao surgimento de ameaças híbridas.

Além disso, o ministro afirmou que Marrocos está empenhado em fazer da IA ​​uma alavanca estratégica para a soberania, o desenvolvimento e a ação pública, acolhendo com satisfação iniciativas continentais ambiciosas, incluindo a criação de um Grupo Consultivo de IA, e reafirmando o total apoio do Reino às ações africanas destinadas a garantir o acesso equitativo e soberano a esta tecnologia.

Nesse mesmo sentido, o ministro mencionou os progressos do Reino na área da IA, reafirmando, nesta ocasião, o compromisso de Marrocos em apoiar as dinâmicas africanas em IA, com o objetivo de fomentar uma IA africana que seja soberana, responsável e resolutamente focada nos interesses dos povos do continente.


A participação de Marrocos neste evento ocorre após a realização, em 20 de março de 2025, sob a presidência marroquina, da primeira reunião ministerial do Conselho de Paz e Segurança (CPS) dedicada à IA. As recomendações dessa reunião representaram um progresso significativo, nomeadamente através da adoção da Declaração Africana sobre IA, que anunciou a criação de um Fundo Africano dedicado a esta tecnologia.ANG/Faapa

 

Caso Campo Rádio/ MOPHU diz que o espaço em causa no Bairro Militar não está sob sua tutela

Bissau, 17 Abr 26 (ANG) – O Ministério das Obras Publicas, Habitação e Urbanismo (MOPHU) declara que a área em causa no Bairro Militar não está sob sua tutela ou competência direta.

Segundo uma nota de imprensa do Gabinete de Comunicação do MOPHU, à que a ANG teve acesso, trata-se de um território sujeito á jurisdição exclusiva da Câmara Municipal de Bissau (CMB), nos termos da Lei Orgânica dos Municípios e da legislação urbanística vigente.

A nota faz-se saber que o MOPHU não participou, de forma alguma, nem direta ou indirectamente na conceção, aprovação, licenciamento ou execução do processo de loteamento deste terreno, nem nas decisões administrativas que o originaram.

“As competências em matéria de elaboração de planos pormenores urbanos, delimitações de lotes e atribuição de solos edificáveis no perímetro da cidade de Bissau são, por lei, atribuições exclusiva da CMB respeitando o Plano Geral Urbanístico de Bissau”, refere o documento.

O MOPHU considera que houve a veiculação de “informações imprecisas e destituídas de fundamento”, que podem gerar confusão indevida junto da opinião pública.

O MOPHU fez este esclarecimento na sequência de notícias divulgadas por vários órgãos de comunicação social, segundo as quais  o MOPHU está associado ao processo de loteamento no espaço da GUNE TELECOM no Bairro Militar.

Os moradores do Bairro Militar denunciaram no dia 16 de Abril, em conferência de imprensa, a alegada venda de um espaço pertencente à Guiné-Telecom, onde atualmente funcionam dois campos de futebol, muito utilizados pela comunidade.

Em conferência de imprensa, em nome dos moradores Lássana Bangura, presidente da Associação dos Pais e Encarregados da Educação da Guiné-Bissau, considera que a decisão poderá afastar dezenas de crianças da prática desportiva, num bairro onde os espaços de lazer são escassos.

A sua eventual venda representa, segundo os moradores, um golpe duro na dinâmica social do bairro.

Valdumar Tchongo, responsável pela Academia “Valusa”, diz que a medida pode destruir oportunidades para jovens talentos.

A Associação de Moradores e Amigos do Bairro Militar já reagiu com  insatisfação e promete continuar a lutar contra a possível venda do espaço, exigindo transparência e diálogo das autoridades. .ANG/JD/ÂC//SG

 

 

Economia/Governo de Transição prevê  realização de um Fórum económico este ano visando a atração de investimento estrangeiro

Bissau, 17 Abr 26 (ANG) – O Governo, através do Ministério da Economia Plano e Integração Regional prevê a realização, ainda este ano, de um Fórum Económico, para atração de investimento privado e promoção de  mais oportunidades de  negócios em áreas de infraestrutura e energia.

A revelação desta previsão foi feita  na página de Facebook do Ministério da Economia e Integração Regional(MEIR) e indica que resultou da participação das autoridades guineenses do sector da economia nas reuniões de primavera 2026, do FMI e BM, realizadas na semana passada nos estados Unidos de América, cuja delegação guineense foi chefiada pelo  Primeiro-ministro e ministro das Finanças, Ilídio Vieira Té

Segundo essa comunicação do MEIR nestes  encontros o Governo reiterou o  compromisso com a estabilidade macroeconómica, apesar dos choques externos, tendo recebido da parte do  Banco Mundial garantias  de disponibilização de  financiamento e assistência técnica para enfrentar eventuais crises.

A publicação do MEIR destacou como outros resultados da missão  a consolidação das relações com as instituições de Bretton Woods, traduzida pelo anúncio da retoma plena das operações do Banco Mundial, após o levantamento da suspensão de financiamento dos programas em curso nas Guiné-Bissau, e a conclusão positiva da nona e décima avaliação do programa do FMI ao abrigo da Facilidade de Crédito Alargado (ECF).

A agenda da missão a Washington incluiu  reuniões bilaterais centradas na avaliação de projetos em curso e na preparação de novas iniciativas, bem como discussões sobre o futuro Acordo de Parceria País, alinhado com o Plano Nacional de Desenvolvimento 2026-2035.

A Visão Estratégica do Governo para a aplicação dos desembolsos  resultantes dessa cooperação com o banco Mundial e FMI    assenta no desenvolvimento do capital humano , agricultura, infraestruturas e do sector privado.

 “O país reúne condições para se afirmar como destino atrativo de investimento estrangeiro”, refere a publicação do MEIR.  ANG/LPG/ÂC//SG



Caso Campo Rádio/”Pretendemos vender parte do terreno  para satisfazer parte da dívida social que a empresa tem com os trabalhadores”, diz PCA da Guiné Telecom

Bissau, 17 Abr 26(ANG) – O Presidente do Conselho de Administração da Guiné Telecom disse  que estão em curso o processo de venda de parte do terreno do Campo Rádio, sito no Bairro Militar, que constitui o seu património, para satisfazer parte de dívida social que a empresa tem com os trabalhadores.

João António Mendes falava hoje, em conferência de imprensa, de esclarecimento  à opinião pública sobre as ondas de reivindicações dos moradores do Bairro Militar, que alegam estarem a ser desprovidos de um espaço onde os jovens praticam o futebol.

“É de conhecimento público que a empresa Guiné Telecom entrou em falência técnica desde  2014”,disse João António Mendes.

Acrescentou que, em 2019, depois de um estudo realizado com financiamento do Banco Mundial foram  produzidas recomendações  que aconselham ao Governo a proceder a rescisão de contrato com os trabalhadores de forma a evitar a acumulação contínua de dívidas relativas a  salários.

“O Governo chegou a um acordo com a administração da Guiné Telecom e posteriormente com os Sindicatos, tanto da Guiné Telecom como da Guiné Tel visando proceder a rescisão de contratos, através de um processo de despedimentos”, disse.

Segundo aquele responsável, o processo foi levado a cabo a partir de Dezembro de 2019 e  na altura o Executivo não tinha condições financeiras para pagar a totalidade das dívidas que a empresa contraiu com os trabalhadores, nomeadamente uma parte de dívida salarial, segurança social, indemnização de despedimentos de trabalhadores entre outras.

“Iniciamos as negociações em 2019 e tendo em conta as dificuldades financeiras do Governo so se conseguiu o pagamento de uma parte da dívida salarial e o  remanescente da dívida ficou por pagar posteriormente, mas  até hoje o Governo não conseguiu honrar essa promessa”, frisou.

O PCA da Guiné Telecom disse que a situação terá provocado o  agravamento da situação dos trabalhadores, em termos de saúde e  relações familiares, devido a falta de rendimento económico.

“Entretanto, o Conselho de Administração juntamente com  sucessivos Governos tentou buscar várias soluções para a resolução do problema, dentre os quais crédito junto de bancos comerciais, infelizmente não foi possível e entabulamos contactos junto dos Governos para ver a possibilidade de desbloquear outros fundos, mas, também não foi possível”, sublinhou.

Em 2024, de acordo com João António Mendes, a administração da empresa fez uma sugestão ao Governo para lhe deixar vender uma parte do terreno, seu património, para a resolução dos problemas dos trabalhadores, visto que  as suas situações estão a tornar cada vez mais difíceis.

“Foi realizada uma Assembleia Geral da empresa em Março de 2024, em que  o Governo esteve representado e  foi nesse reunião que se tomou a decisão de venda da parte desse terreno ”, afirmou.

Acrescentou  que em  2025, o Governo reunido em Conselho de Ministros deu anuência à Administração da Guiné Telecom para a venda de parte do referido terreno.

Aquela responsável disse que a administração da Guiné-Telecom  decide reservar parte do terreno  para a prática de desporto(futebol) desde  2025.

“E a partir daí a Administração tem toda a liberdade e legitimidade de proceder com as orientações que recebeu. E dai contactou a Câmara Municipal de Bissau (CMB) para lhe apresentar os trabalhos topográficos que pretende fazer dentre os quais a salvaguarda de um espaço para a prática desportiva concretamente futebol 11.

António Mendes disse  que os trabalhos da CMB , em curso, apesar de dificuldades impostas pelos moradores que deitaram lixos no espaço, se encontram na fase de implementação do plano urbanístico.

“Foi daí que surgiram as revindicações dos moradores
 com alegações de que l  o terreno onde os jovens praticam futebol está a ser vendido”, disse o PCA da Guiné-Telecom João António Mendes.ANG/ÂC//SG