quinta-feira, 11 de junho de 2026

Desporto-futebol/ 23.ª jornada da Liga Guineense arranca sexta-feira com duelo entre FC Cuntum e Sport Bissau e Benfica

Bissau, 11 Jun 26(ANG) - A 23.ª jornada do Campeonato Nacional da Primeira Divisão arranca esta sexta-feira, 12 de junho, com o confronto entre o FC Cuntum, conhecido como os Cavalos Brancos de Cuntum, e o bicampeão nacional, Sport Bissau e Benfica, no Estádio Lino Correia, em Bissau.

Para o dia seguinte, 13 de Junho, estão agendadas seis partidas. O segundo classificado, Cupelum FC desloca-se ao terreno do FC Pelundo, que utilizará o Campo Ansumane Queta, em Bula, como recinto alternativo.

O Flamengo de Pefine recebe os Tigres da Fronteira de São Domingos, enquanto a União Desportiva Internacional de Bissau (UDIB), equipa do internacional guineense Zezinho, mede forças com o FC Cumura.

Ainda no sábado, o Hafia FC de Bafatá enfrenta o Desportivo de Gabu, no Estádio Rei Pelé, em Bafatá. Já o Massaf FC de Cacine recebe o Aradas FC de Nhacra.

O líder do campeonato, FC Canchungo, joga em casa diante do Clube de Futebol Os Balantas de Mansoa.

O encerramento da jornada fica reservado para o dérbi de Bissau entre o Sporting Clube da Guiné-Bissau e os Estivadores dos Portos de Bissau.

Todas as partidas estão marcadas para as 16h45, exceto o encontro entre a UDIB e o FC Cumura, que terá início às 19h15.ANG/CFM

 

Economia/Nova emissão de títulos públicos no mercado financeiro regional angaria 22,9 milhões de euros para Tesouro Público guineense

Bissau, 11 Jun 26 (ANG) -  A Guiné-Bissau angariou cerca de 22,9 milhões de euros (15 mil milhões de francos CFA) no mercado financeiro regional da União Monetária da África Ocidental (UMOA) na terça-feira, durante uma nova emissão de títulos públicos.

As intenções de subscrição atingiram 81,3 bilhões de FCFA (quase 124 milhões de euros), representando uma taxa de cobertura de 541,92%, demonstrando um forte interesse dos investidores nesta operação, de acordo com uma nota da UMOA-Titres.

A emissão baseou-se principalmente em títulos do Tesouro (OATs) com vencimento de três anos, que representaram a maior parte da demanda.

Diante dessa forte mobilização, o Tesouro da Guiné-Bissau manteve seu objetivo inicial de financiamento, alocando um montante de 15 bilhões de francos CFA.

Segundo a mesma fonte, os investidores beninenses foram responsáveis ​​pela maior parte dos montantes retidos, com 5,08 bilhões de francos CFA, à frente dos investidores do Togo (5 bilhões de francos CFA), da Costa do Marfim (2 bilhões de francos CFA), do Senegal (1,65 bilhão de francos CFA) e de Burkina Faso (1,2 bilhão de francos CFA). ANG/Faapa

 

França/Copa de 2026 começa sob tensões geopolíticas, críticas a Trump e com recorde de seleções

Bissau, 11 Jun 26 (ANG) - Uma cerimónia grandiosa e repleta de estrelas abre nesta quinta-feira (11) a Copa do Mundo de 2026 e o  jogo de estreia será entre a seleção mexicana e a África do Sul, na Cidade do México, um dos três países organizadores do evento, ao lado do Canadá e dos Estados Unidos.

Esta 23ª edição do evento esportivo mais popular do planeta entra para a história como a maior já realizada, com 48 seleções. No entanto, também é marcada por um contexto conturbado, com tensões geopolíticas e polêmicas, especialmente relacionadas à rígida política migratória do governo americano.

Há meses, o impacto da guerra entre os Estados Unidos e o Irã gerava dúvidas sobre o tratamento que seria dado à selecção iraniana. A equipe está no Grupo G, ao lado de Bélgica, Nova Zelândia e Egito, e tem as três partidas da fase de grupos agendadas em solo americano.

É a primeira vez em quase 100 anos de Copa do Mundo que um país anfitrião recebe uma seleção de um país com o qual mantém um conflito direto. A poucos dias do início do torneio, o governo de Donald Trump autorizou a entrada  da delegação iraniana para disputar partidas em Los Angeles e Seattle.

No entanto, os vistos são válidos por apenas 24 horas. Nesse período, a seleção terá que entrar no país, disputar a partida e sair. As autorizações abrangem apenas os jogadores e alguns membros essenciais da comissão técnica.

Outros integrantes, como membros da equipe médica, treinadores e até o presidente da Federação Iraniana de Futebol, ex-integrante da Guarda Revolucionária, tiveram a entrada negada. Segundo relatos, o presidente da Fifa atuou intensamente nos bastidores para contornar uma das maiores crises da história recente da competição.

Outra polêmica que deve marcar esta edição envolve o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan. Ele havia sido selecionado como um dos três árbitros africanos para o Mundial, mas, após mais de 11 horas de interrogatório ao chegar a Miami, foi deportado. 

De acordo com o próprio árbitro, toda a documentação estava regular, incluindo o visto. Já o governo americano alegou que ele representava um risco à segurança nacional, citando supostas conexões com grupos terroristas. O caso provocou uma onda de indignação global.

Questionado nesta quarta-feira (10) durante entrevista coletiva, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, classificou a decisão como “infeliz”, mas afirmou que a entidade “não pode controlar tudo”.

 Imagens que viralizaram nas redes sociais mostrando inspeções rigorosas nas delegações de Senegal e Uzbequistão em solo americano também geraram críticas. As abordagens foram consideradas como humilhantes. A negativa de vistos para torcedores, além dos preços elevados de ingressos e dos custos de transporte em algumas cidades americanas, contribui para prejudicar a imagem desta edição do torneio.

Uma hora e meia antes da abertura oficial, marcada pelo jogo entre México e África do Sul, no mítico Estádio Azteca, às 13h (horário local), 14h em Brasília, está prevista a realização de um espetáculo musical. Entre as principais atrações estãoa Colombiana Shakira e o nigeriano Burna Boy, que apresentarão ao vivo a música oficial da Copa, Dai Dai. Outros artistas, como Alejandro Fernández, Belinda, Danny Ocean e Los Ángeles Azules, também participarão da cerimónia, interpretando faixas do álbum oficial do torneio.

 A competição terá 104 partidas em 16 cidades: 11 nos Estados Unidos, duas no Canadá e três no México. O país latino-americano se torna o primeiro a sediar o Mundial pela terceira vez, além das edições de 1970 e 1986.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que nada deve comprometer a cerimônia de abertura, apesar da tensão social no país, marcada por uma onda de protestos na capital. Há uma mobilização para garantir que o início do torneio ocorra sem incidentes.

Há consenso entre especialistas de que as seleções favoritas ao título são aquelas mais bem posicionadas no ranking da Fifa. Argentina e França actual campeã e vice, respectivamente, lideram as apostas, ao lado da Espanha, que se destacou nas eliminatórias e ocupa a segunda posição no ranking, atrás apenas da seleção argentina.

Inglaterra e Portugal também aparecem entre as principais candidatas. Alemanha e Brasil surgem logo em seguida na lista de favoritos. A selecção brasileira segue sua preparação para a estreia, no sábado (16), contra o Marrocos.

O técnico Carlo Ancelotti comanda, na manhã desta quinta-feira, um treino no Columbia Park, em Nova Jersey, aberto à imprensa apenas nos primeiros 15 minutos. À tarde, está prevista uma entrevista coletiva com o goleiro Alisson. ANG/RFI

Irã / Governo diz que cessar-fogo ‘perdeu sentido’ após ataques dos EUA e fecha ‘totalmente’ Estreito de Ormuz

Bissau, 11 Jun 26 (ANG) - O cessar-fogo que entrou em vigor entre Teerã e Washington em 8 de abril “praticamente não faz mais sentido”, afirmou a diplomacia iraniana após os novos bombardeios dos EUA na madrugada desta quinta-feira (11).

O país anunciou o fechamento "total" do Estreito de Ormuz "até nova ordem".

“Os ataques ilegais e criminosos perpetrados pelos Estados Unidos nas últimas horas constituem não apenas uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, mas também tiram o sentido do cessar-fogo”, reagiu o Ministério das Relações Exteriores, em comunicado.

 

Apesar das novas tensões, os esforços para alcançar um acordo preliminar entre o Irã e os Estados Unidos se intensificaram. As discussões giram principalmente em torno de um mecanismo para o desbloqueio de recursos iranianos congelados no exterior.

 

Um compromisso político já teria sido alcançado, mas o Irã espera que entre US$ 6 bilhões e US$ 12 bilhões em ativos congelados sejam devolvidos a Teerã. “Washington quer liberar os fundos em parcelas para bens de finalidade humanitária e se recusa a simplesmente devolvê-los ao Irã”, afirmou uma fonte iraniana.

 

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, acusou o país de “brincar de gato e rato” nas negociações. “Se tivermos que negociar com bombas, negociaremos com bombas, e somos muito bons nisso”, ameaçou.

Já Donald Trump acusa Teerãde protelar as negociações para encerrar a guerra no Oriente Médio. “Estávamos realmente prestes a concluir um acordo, mas eles continuam nos enganando, estão zombando de nós”, afirmou o presidente americano à imprensa na quarta-feira (10).

 

O Paquistão, país mediador na guerra entre os Estados Unidos e o Irã, lamentou nesta quinta-feira a “escalada” militar nos últimos dias no Oriente Médio e reiterou seu apelo por uma “solução negociada”.

 

“A diplomacia e o diálogo devem ser os princípios básicos para alcançar uma solução”, declarou à imprensa, em Islamabad, o porta-voz da diplomacia paquistanesa, Tahir Andrabi, após novos bombardeios durante a noite no Golfo.

Os negociadores do Catar haviam chegado a Teerã na véspera para tentar reduzir as divergências entre os EUA e o país.

Os Estados Unidos realizaram, na madrugada desta quinta-feira, novos bombardeios contra o país, que reagiu com ataques a bases militares no Kuwait e no Bahrein.

Segundo o exército americano, a ofensiva no Irã visou “instalações de vigilância militar, sistemas de comunicação e locais de defesa aérea iranianos em todo o país”, sobretudo no sul. Mas áreas próximas à capital também foram atingidas, especialmente em Karaj, Nazarabad e Pishva, segundo a Guarda Revolucionária.

Explosões foram ouvidas na ilha de Qeshm, em Minab, Sirik e no porto de Bandar Abbas, no sul do país. No Irã, pelo menos três pessoas ficaram feridas na região de Teerã após os ataques conduzidos pelos Estados Unidos durante a noite, informou a agência Fars.

A Guarda Revolucionária afirmou ter lançado drones contra bases militares de Ali al-Salem e Ahmad al-Jaber, no Kuwait, e contra a base aérea Sheikh Isa, no Bahrein. A imprensa iraniana também anunciou um ataque ao quartel-general da 5ª Frota americana no Bahrein.

Sirenes de alerta aéreo foram acionadas no Bahrein, segundo o Ministério do Interior.

No Kuwait, o Exército anunciou estar “combatendo alvos aéreos hostis”, e a autoridade de aviação civil fechou o espaço aéreo do emirado e prometeu atacar todos os navios que tentarem atravessar o Estreito de Ormuz.

Ainda nesta quinta-feira, o Kuwait anunciou a reabertura de seu espaço aéreo e a retomada das atividades em seu aeroporto internacional, após a interrupção provocada pelos ataques iranianos. O Irã também afirma ter disparado 12 mísseis balísticos contra a base de Al-Azrak, na Jordânia, usada pelos Estados Unidos.

O Exército jordaniano informou na quinta-feira ter derrubado 20 mísseis iranianos, após a Guarda Revolucionária iraniana divulgar que atacou um centro de comando americano no país.

“Na quinta-feira de madrugada, os sistemas de defesa aérea e a força aérea interceptaram e derrubaram 20 mísseis que tinham sido lançados do Irã em direção a Azraq”, onde está localizada uma base americana, declarou uma autoridade militar citada em comunicado, referindo-se a uma área situada a cerca de 80 km a leste de Amã. “A interceptação resultou na queda de diversos destroços, sem causar vítimas nem danos materiais”, segundo a mesma fonte.

Os três marinheiros indianos dados como desaparecidos após um ataque reivindicado pelo Exército americano na quarta-feira contra um petroleiro de bandeira de Palau, ao largo de Omã, morreram, anunciou o ministro indiano dos Transportes Marítimos, Sarbananda Sonowal, no X.

O exército americano confirmou que um de seus aviões de combate abriu fogo na quarta-feira contra o Setebello, que, segundo os EUA, tentava exportar petróleo iraniano apesar do bloqueio imposto por Washington. O Comando Militar americano para o Oriente Médio (Centcom) informou no X que o disparo teve como alvo “a casa de máquinas” do navio “após a tripulação recusar obedecer às ordens das forças americanas”.

A Índia convocou na quarta-feira à noite o encarregado de negócios americano em Nova Délhi e expressou “forte protesto” em relação ao ataque, indicou à AFP um alto funcionário do governo indiano. Vinte e quatro marinheiros indianos estavam a bordo do petroleiro. O Setebello é o oitavo navio neutralizado desde o início do bloqueio imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos, segundo o Exército americano.

Na segunda-feira (8), equipes de resgate de Omã evacuaram de helicóptero 24 indianos de outro petroleiro registrado em Palau, o Marivex, atingido por tiros americanos quando estava ao largo de Omã. O sultanato fica na entrada do Estreito de Ormuz.

Washington, que também impõe um bloqueio aos portos iranianos, negou qualquer bloqueio do Estreito. “Navios comerciais continuam a transitar pelo Estreito de Ormuz esta noite”, escreveu no X o Comando Militar americano para o Oriente Médio (Centcom).

Nesta quarta-feira, o primeiro-ministro israelita, pediu aos libaneses que se juntem à luta de Israel contra o Hezbollah, afirmando que o país foi “feito refém” pelo grupo pró-iraniano. Após ataques israelenses a Beirute, Irã e Israel realizaram ataques recíprocos no domingo e na segunda-feira, pela primeira vez desde a entrada em vigor do cessar-fogo entre Teerã e Washington em 8 de Abril.

Teerã exige que o Líbano, onde seu aliado Hezbollah enfrenta Israel desde 2 de Março, seja incluído em qualquer acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio, iniciada no fim de Fevereiro por um ataque israelo-americano contra o Irã. Mais de 3.600 pessoas foram mortas no Líbano em ataques israelenses desde o início da guerra.

ANG/RFICom agências

 

 

Médio Oriente/ Amnistia acusa Israel de acelerar "limpeza étnica" na Cisjordânia

Bissau,11 Jun 26(ANG) – A Amnistia Internacional (AI) acusou quarta-feira Israel de desenvolver uma campanha de "limpeza étnica" na Cisjordânia ocupada, através da deslocação forçada de comunidades palestinianas, denunciando a passividade da comunidade internacional.

Num relatório divulgado em Berlim - intitulado "Eliminar tudo o que é palestiniano: a limpeza étnica de Israel contra as comunidades beduínas e pastoris da Cisjordânia" - a organização de defesa dos direitos humanos sustenta que as autoridades israelitas intensificaram nos últimos anos uma estratégia coordenada para consolidar o controlo sobre a Área C da Cisjordânia, que representa mais de 60% do território ocupado.

A secretária-geral da Amnistia, Agnès Callamard, defende que o Governo israelita lidera uma "anexação deliberada" do território, em violação do direito internacional, recorrendo à deslocação forçada de comunidades palestinianas, à expansão dos colonatos e ao apoio a colonos envolvidos em atos de violência.

Segundo o relatório, pelo menos 117 comunidades palestinianas, maioritariamente beduínas e pastoris, enfrentaram deslocações totais ou parciais entre janeiro de 2023 e abril de 2026, enquanto cerca de 5.910 pessoas foram forçadas a abandonar as suas casas durante o mesmo período, de acordo com dados das Nações Unidas.

A organização refere ainda que os colonos israelitas estabeleceram 363 postos avançados na Cisjordânia ocupada até abril deste ano, dos quais 212 foram criados desde 2023, alegadamente com o incentivo ou a tolerância das autoridades israelitas.

A AI acusa igualmente o executivo do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, de incorporar as prioridades do movimento dos colonos na política estatal, apontando para o aumento da construção de habitações em colonatos, a expansão de infraestruturas e o reforço do financiamento público destinado aos assentamentos.

O documento destaca o caso da aldeia palestiniana de Zanuta, no sul da Cisjordânia, cujos habitantes abandonaram a localidade após sucessivos ataques e intimidações atribuídos a colonos israelitas.

A Amnistia Internacional denuncia ainda um aumento acentuado da violência dos colonos contra palestinianos, incluindo agressões físicas, destruição de propriedades, incêndios e ataques a meios de subsistência, alegando que as autoridades israelitas não apenas falham em prevenir esses atos, mas também contribuem para um clima de impunidade.

A organização apela aos Estados com influência sobre Israel, incluindo os Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e países da União Europeia (UE), para suspenderem qualquer forma de cooperação que contribua para a ocupação dos territórios palestinianos e para imporem sanções contra responsáveis israelitas envolvidos nas políticas denunciadas.

A AI defende igualmente o apoio às investigações do Tribunal Penal Internacional sobre alegados crimes cometidos nos Territórios Palestinianos Ocupados.

As conclusões do relatório foram enviadas às autoridades israelitas em Maio.

Numa resposta citada pela organização, o Ministério da Defesa de Israel afirmou que as forças israelitas investigam incidentes de violência atribuídos a colonos e actuam quando necessário para impedir ataques. ANG/Inforpress/Lusa

 

México/Governo monta megaoperação inédita para garantir segurança da Copa contra protestos e narcotráfico

Bissau, 11 Jun 26 (ANG) - O México se prepara para abrir a Copa do Mundo sob um esquema de segurança inédito, criado para conter riscos ligados ao narcotráfico e às manifestações previstas para o dia da estreia.

O plano “Kukulcán” transformou a Cidade do México em um território de circulação controlada, com ruas fechadas, barreiras policiais e tecnologia militarizada.

A operação envolve mais de 11 mil agentes e sistemas antidrones, além de perímetros rígidos ao redor do estádio Azteca. 

O México se prepara para inaugurar a Copa do Mundo de 2026 no estádio Azteca sob um esquema de segurança sem precedentes.

O governo montou o chamado plano “Kukulcán”, um dispositivo que combina forças policiais, tecnologia militar e barreiras físicas para tentar conter duas preocupações centrais: a ameaça de narcoterrorismo e a mobilização de milhares de manifestantes que prometem ocupar as ruas no dia da abertura

. A operação transformou a Cidade do México em um território altamente controlado, com circulação limitada e vigilância reforçada.

No centro histórico da capital, chegar ao Zócalo, uma praça na região central da cidade do México, virou um desafio. Ruas fechadas, desvios improvisados e barreiras policiais criam um labirinto que afeta moradores, turistas e comerciantes.

A prefeitura estima que 3.500 policiais atuarão apenas na área do Fan Fest, espaço que deve receber cerca de 60 mil pessoas por dia para acompanhar os jogos em telões. Para quem trabalha ali, o clima é de tensão.

Dulce Chacón, vendedora desde a infância na região, diz não confiar na capacidade da polícia de proteger os comerciantes. 

“O centro histórico é muito bonito, o problema é que agora está muito caótico e há gente demais. E para mim parece muito inseguro, porque além disso os policiais não vão nos ajudar muito”, afirma.

O plano “Kukulcán” inclui sistemas antidrones, helicópteros, veículos blindados e equipes especializadas em controle de multidões. No total, mais de 11 mil agentes serão mobilizados nas três cidades mexicanas que receberão partidas do Mundial.

A maior parte — cerca de 60% — estará concentrada nos arredores do estádio Azteca, palco da abertura e símbolo histórico do futebol mundial. A dimensão do aparato reflete o peso do evento e a preocupação das autoridades com possíveis ataques de grupos ligados ao narcotráfico, que operam em diversas regiões do país.

A poucos quilómetros do estádio, o controle é rígido. Jeshua Campesino, morador da região e funcionário do Azteca, descreve o trajeto até o trabalho como uma sucessão de barreiras. “Quando você chega a um quilómetro e meio do estádio, começa o perímetro montado pelos agentes de segurança.

Eles exigem que você mostre uma credencial oficial da Fifa ou prove que mora dentro da área. E, depois que você passa esse perímetro, ainda há muitos outros agentes em pontos estratégicos fazendo diferentes verificações lá dentro”, explica.

Esse esquema específico, chamado “Última Milla”, será ativado apenas durante as partidas. Embora o México receba 13 jogos no total, apenas quatro ocorrerão na Cidade do México. Ainda assim, o governo federal decidiu concentrar esforços na capital,onde se espera maior fluxo de torcedores estrangeiros e maior visibilidade internacional.

A operação também busca evitar que protestos interfiram na cerimónia de abertura, já que movimentos sociais e sindicatos anunciaram marchas contra políticas económicas e de segurança do governo.

A preocupação com manifestações não é nova. A Cidade do México tem tradição de grandes protestos, e a proximidade entre o Zócalo, o Palácio Nacional e o estádio Azteca torna o trajeto sensível para autoridades. O governo teme que grupos aproveitem a presença da imprensa internacional para ampliar reivindicações, o que explica o reforço de barreiras e a limitação de circulação em áreas estratégicas. 

O uso de tecnologia militarizada também chama atenção. Sistemas antidrones foram instalados para evitar sobrevoos não autorizados, prática que já preocupou autoridades em outros grandes eventos esportivos. Helicópteros farão patrulhamento constante, e veículos blindados estarão posicionados em pontos estratégicos. ANG/RFI

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           Senegal/Migração irregular para Canárias diminuiu em 2025

Bissau, 11 Jun 26 (ANG) -  O número de cidadãos senegaleses que chegaram às Ilhas Canárias (Espanha) registou uma queda significativa em 2025 em comparação com o ano anterior, segundo o Comité Interministerial de Combate à Migração Irregular (CILMI).

Segundo dados apresentados em um workshop sobre o combate à migração irregular, o número de senegaleses que chegaram ao arquipélago espanhol caiu de 9.554 em 2024 para 4.918 em 2025.

Essa tendência foi acompanhada por uma queda na mortalidade nas rotas migratórias, com 3.090 mortes registadas em 2025, em comparação com 10.457 no ano anterior, indicaram funcionários do Comité, observando que esse desenvolvimento se explica, em particular, pelo fortalecimento dos controles de fronteira e das operações de vigilância marítima.

As operações de combate à migração irregular também resultaram na detenção de 6.662 migrantes durante o ano, incluindo 3.983 estrangeiros. Além disso, 309 suspeitos de tráfico de pessoas foram levados perante os tribunais competentes e 63 embarcações utilizadas na migração irregular foram interceptadas.

Apesar desses resultados, a persistência das tentativas de emigração demonstra que a migração irregular continua sendo um grande desafio, observaram os pesquisadores.

A costa senegalesa é um dos principais pontos de partida para migrantes que tentam chegar às Ilhas Canárias por mar. ANG/Faapa

 

Política/CNT diz que  Guiné-Bissau não manifestou o interesse de  reintegrar na  CPLP

Bissau, 11 Jun 26 (ANG) - O Conselho Nacional de Transição (CNT) afirmou esta quarta-feira que a Guiné-Bissau não manifestou interesse em regressar à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), considerando que a organização deixou de representar os interesses dos seus Estados-membros e passou a servir objetivos geopolíticos de Portugal.

A posição foi divulgada através de um comunicado oficial apresentado em Bissau pelo porta-voz do CNT, Fernando Vaz, em resposta às recentes declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel.

Numa recente declaração à imprensa portuguesa, Paulo Ranger manifesta apoio da CPLP a realização de novas eleições na Guiné-Bissau e  pediu a libertação de Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC.

No comunicado, o órgão legislativo de transição sustenta que a soberania da Guiné-Bissau foi conquistada pelo próprio povo durante a luta de libertação nacional e que, por isso, não necessita da aprovação ou legitimação de organizações internacionais para definir o seu percurso político.

O CNT destacou igualmente que os processos eleitorais realizados no país foram financiados maioritariamente pelo Orçamento Geral do Estado, contrariando a ideia de dependência externa.

A entidade garante que as próximas eleições seguirão o mesmo modelo, sendo organizadas e financiadas pelas autoridades nacionais.

Segundo o comunicado, a capacidade de assegurar os custos eleitorais demonstra a autonomia do Estado guineense e a sua determinação em exercer plenamente as responsabilidades inerentes à sua soberania.

O órgão criticou ainda a decisão da CPLP de suspender a Guiné-Bissau, classificando-a como uma medida contrária aos estatutos da organização e adotada sem o devido consenso entre os Estados-membros.

Em reação às declarações do chefe da diplomacia portuguesa sobre uma eventual reavaliação da suspensão, o CNT diz  que tal posição revela uma postura de ingerência nos assuntos internos do país e uma visão que desrespeita a autodeterminação nacional.

O comunicado acusa também Portugal de procurar influenciar questões políticas e judiciais da Guiné-Bissau, advertindo que qualquer tentativa de interferência externa será rejeitada pelas autoridades de transição.

Na conclusão da nota, o Conselho Nacional de Transição reafirma que o futuro político do país deve ser decidido exclusivamente pelos cidadãos e pelas instituições nacionais, defendendo um caminho baseado na independência, soberania e autodeterminação do povo guineense. ANG/MI/ÂC//SG

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sociedade/Presidente de CMB apela desocupação dos passeios para melhorar mobilidade urbana e segurança dos peões

Bissau, 11 Jun 26 (ANG) - O Presidente de Câmara Municipal de Bissau (CMB) apelou, quarta-feira, aos munícipes que exercem actividades comerciais nos passeios da capital para desocuparem voluntariamente esses espaços, de forma a permitir a circulação normal de peões, melhorar a mobilidade urbana e a imagem da cidade.


Umaro Baldé fez o  apelo durante uma visita relâmpago que efectuou à Avenida Amílcar Cabral, a principal de Bissau, no decurso da qual constatou a “ocupação desordenada” dos passeios por vendedores ambulantes e pequenos comerciantes.

Aquele responsável prometeu uma nova dinâmica na gestão da capital, tendo pedido também a colaboração, compreensão e sentido de responsabilidade aos munícipes.

Baldé sublinhou que os passeios foram construídos para garantir segurança aos peões, incluindo crianças, idosos, estudantes, trabalhadores e pessoas com mobilidade reduzida.

Disse que a sua ocupação indevida  tem dificultado a circulação normal, obrigando assim muitos cidadãos a caminhar pela estrada, aumentando o risco de acidentes e contribuindo para a desorganização urbana.

O Presidente da CMB disse que a nova administração da cidade de Bissau  está determinada a imprimir uma nova dinâmica na gestão da capital, com foco no ordenamento urbano, saneamento, disciplina municipal, segurança dos cidadãos e melhoria da imagem de Bissau.

“Bissau deve voltar a ser uma cidade limpa, organizada, segura e digna da sua condição de capital do país. Para isso, é necessária uma gestão municipal baseada na proximidade com os cidadãos, no diálogo, mas também no cumprimento das normas municipais”, referiu.

Por outro lado, Umaro Baldé garantiu  que a CMB não pretende prejudicar os pequenos comerciantes, mas sim organizar melhor a cidade, criando condições para que a actividade económica decorra em espaços apropriados, sem comprometer a circulação pública nem a segurança rodoviária.

“A recuperação dos passeios faz parte de uma visão mais ampla de governação urbana, que inclui a limpeza das vias públicas, combate à ocupação anárquica dos espaços, melhoria dos mercados, controlo das construções desordenadas e reforço da autoridade municipal”, disse Baldé.

Sustentou que a capital guineense precisa de uma gestão moderna, participativa e responsável, capaz de responder aos desafios do crescimento urbano e de devolver aos munícipes o orgulho de viver numa cidade mais organizada.


Acrescentou que a
 construção de uma nova imagem de Bissau depende tanto da atuação da Câmara bem como do comportamento cívico de cada cidadão. ANG/AALS/ÂC//SG

 

quarta-feira, 10 de junho de 2026

 INACEP/Diretor-geral nega acusações do sindicato e aponta situação financeira como razão das dificuldades  da instituição

Bissau,10 Jun 26 (ANG) - O Diretor-geral da INACEP, Lesmes Mutna Monteiro, refutou hoje as acusações feitas pelo sindicato de base da instituição, afirmando que as declarações dos representantes dos trabalhadores “não correspondem à realidade dos factos”.

Mutna Monteiro falava em conferência de imprensa realizada hoje, em  reação às declarações proferidas , segunda-feira, pelo Sindicato de base da INACEP, que anunciou a entrega ao patronato de um Pré-aviso para observação da greve nos dias 12,15 e 16 de Junho , em protesto contra  sucessivos atrasos de pagamento salariais. 

Entre as principais reivindicações do Sindicato consta o pagamento de três meses de salários em atraso e cinco meses aos funcionários de limpeza.

Lesmes Monteiro destacou que a direção procedeu à manutenção das viaturas de transporte dos funcionários e ao pagamento de algumas dívidas herdadas, sublinhando que a instituição enfrenta uma situação financeira delicada.

Disse  que, desde a sua entrada em funções, foram pagos três meses de salários em atraso, e não apenas um, como tem sido alegado..

Sobre o pedido de averiguação da conta bancária da INACEP solicitado pelo sindicato ao Primeiro-ministro, o responsável explicou que as contas da instituição são co-tituladas pelo Ministério das Finanças, o que significa que nenhuma movimentação pode ser realizada sem a assinatura daquela tutela.

O Diretor-geral referiu que encontrou a instituição com três meses de salários em atraso e uma dívida à Segurança Social acumulada ao longo de cerca de 25 anos, avaliada em aproximadamente 500 milhões de francos CFA. 

Lesmes Monteiro, acrescentou que a dívida fiscal e à Segurança Social ultrapassa atualmente mil milhões de francos CFA, situação que, segundo afirmou, impede a reforma de trabalhadores que já atingiram a idade legal para o efeito.

De acordo com Lesmes Monteiro, a INACEP arrecadou, em Fevereiro, nove milhões de francos CFA, dos quais dois milhões resultaram da produção da instituição e sete milhões provenientes do roteiro de passaportes, enquanto a massa salarial mensal supera os 30 milhões de francos CFA.

Respondendo às suspeitas levantadas pelo sindicato sobre o destino das receitas provenientes do roteiro de passaportes, o Diretor-geral garantiu ter disponibilizado aos representantes dos trabalhadores toda a documentação, assinados por ele, relacionada com as transferências desses valores.

Monteiro manifestou igualmente descontentamento com as críticas do sindicato e justificou a proibição da realização de uma conferência de imprensa nas instalações da INACEP, alegando que várias reuniões entre funcionários e membros do Conselho de Administração decorreram sem conhecimento da direção, afetando o funcionamento normal e à produção da empresa. 

Nesse sentido, propôs que os encontros dos trabalhadores sejam realizados entre as 15 e as 16 horas.

Em relação ao pessoal de limpeza, ao qual o sindicato diz que corre risco de despedimento, Lesmes Monteiro disse que nenhum trabalhador foi despedido, tendo sido proposta a contratação de uma empresa externa que deverá integrar esses trabalhadores . 

Explicou ainda que, os sete trabalhadores em causa não possuem vínculo contratual com a INACEP e que a decisão de contratação de uma empresa para serviços de limpeza fora  tomada após parecer favorável dos serviços jurídicos da instituição. 

Informou que vai produzir  um despacho para a celebração de contratos com efeitos retroativos, mas que priorize os trabalhadores em causa nas futuras admissões.

Lesmes Monteiro  confirmou a redução salarial de alguns trabalhadores em função das respetivas categorias  e revelou que, apesar de a instituição dispor apenas de quatro diretores de serviço, existem 13 pessoas que continuam a auferir salários correspondentes à essas funções.

Quanto às perspetivas futuras, Lesmes Monteiro anunciou a existência de projetos destinados a melhorar as condições financeiras da INACEP, incluindo a regularização dos pagamentos dos Boletins Oficiais e uma parceria com o Ministério da Educação para a produção de certificados escolares, visando reforçar o controlo e a autenticidade desses documentos.

Apesar das divergências com o sindicato, o Diretor-geral da INACEP disse que pretende manter o diálogo com os trabalhadores, e revelou que irá reunir com os representantes sindicais para discutir o pré-aviso de greve que deve iniciar na próxima sexta-feira. ANG/LPG/ÂC//SG


Comunicação Social/Sindicato de Base da Televisão da Guiné-Bissau inicia greve de 72 horas

Bissau, 10 Jun 26 (ANG) – O Sindicato de Base da Televisão da Guiné-Bissau (SBTGB), iniciou hoje uma greve de 72 horas, em reivindicação da melhoria das condições laborais na instituição e pagamento da Taxa Audiovisual.

Segundo uma nota dirigida aos ministérios da Função Pública, da Comunicação Social e à Direção Geral da TGB, à que a Agência de Notícias da Guiné (ANG) teve acesso, o sindicato denuncia a falta de verbas para assegurar atividades laborais essenciais da instituição, começando por falta de  mobilidade das equipas de reportagens, de produção de conteúdos, dificuldades  de funcionamento da estação e de  aquisição de equipamentos.

A mesma nota acrescenta que, a escassez de meios na única estação televisiva do país (TGB), tem afetado significativamente o normal desenvolvimento das atividades daquele órgão, razão pela qual o sindicato  decidiu observar a   paralisação de 72 horas.

De acordo com o documento, no Caderno Reivindicativo os trabalhadores elencaram , o pagamento imediato da Taxa Audiovisual, a regularização de quatro meses de salário em atraso aos trabalhadores contratados, o pagamento de retroativos salariais aos funcionários recentemente efetivados naquele órgão.

“Enquanto trabalhadores da Televisão da Guiné-Bissau (TGB), exigimos ainda a liquidação de nove meses de salário  referentes ao período entre 2000/2003, e o reajuste da tabela salarial para os funcionários
com longos anos de serviço”, lê-se na nota.

Os funcionários da TGB ainda exigem  o pagamento de 16 milhões de fcfa de subsídio de deslocação de jornalistas e operadores de câmara, emprestados ao ex-Diretor-geral, Samuel Fernandes, para pagar dois meses de salário em atraso.

O sindicato alerta ainda através da nota que, caso as suas exigências não sejam atendidas pelo patronato, avançará com um novo pré-aviso de greve, em defesa dos direitos dos trabalhadores e das melhores condições de trabalho naquele órgão público de Comunicação Social.

O pré-aviso para a greve hoje iniciada foi entregue no passado dia 26 de Maio.

ANG/LLA/ÂC//SG   

Sociedade/Governo anuncia nova tabela de preços de venda de pescado a ser praticado por  pescadores e vendedeiras

Bissau, 10 Jun 26 (ANG) – O Governo de Transição anunciou , terça-feira, uma nova tabela de preço de venda de diferentes espécies de peixes, a ser praticado por  pescadores e vendedeiras  no mercado nacional.

De acordo como despacho do gabinete do ministro da Comunicação Social enviado à ANG, o Executivo informa que a espécie denominada de “Bica” tipo G, que custava 4.500 francos CFA, vai passar a custar 3 mil fcfa nas mãos das vendedeiras, e estas passam a comprar essa junto dos pescadores ao preço de  2.610 francos CFA, o quilo.

 “Bica” do tipo – M vai passar a ser vendida por 3.500 mil francos, em vez de 4 mil que custava antes e deve  ser comprada junto ao pescador por 3.040 francos CFA.

Eis o preçário de algumas espécies de peixes  no mercado nacional:

“Sinapa tipo – G vai passar a custar 2.447,5 francos CFA por quilo junto aos pescadores e 2.650 francos nos mercados, a do tipo – M passa a ser adquirida por 2.400 francos por cada quilo nas mãos dos pescadores e 2.447,5 francos nos diferentes mercados.

“Simpote” tipo-G vai custar a partir de agora 2.447,5 junto ao pescador e 2.650 francos CFA nos mercados, e do tipo –M passa a ser vendido por 2 mil francos pelos pescadores e nos mercados vai custar 2300 francos CFA.

 “Carapau” vai passar a custar 1.500 junto dos pescadores e nos mercados 1.750 francos por quilo, “Esquilão” de mar tipo-G vai passar a custar 1.250 francos cfa, o quilo junto aos pescadores e 1.500 francos nos mercados”, refere o  despacho .

O “Esquilão” de mar do tipo –M, vai passar a ser adquirido pelas vendedeiras nas mãos dos pescadores por 1000 francos CFA e vendido nos mercados por 1.250 francos CFA por quilo, peixe tipo “Djafal” vai passar a custar 500 francos por quilo junto ao pescador e 800 francos CFA, por quilo nos mercados, “Bagre” –G vai ser vendido a 1.500fcfa pelos pescadores e nos mercados 1.750 fcfa cada quilo, enquanto que o do tipo –M vai custar 1005 francos CFA e vendida nos mercados por 1.750 francos CFA.

“Sareia” vai passar a custar 1.500 junto aos pescadores e vendidos 1750 francos CFA nos diferentes mercados, “Tainha” –G vai passar a custar 1400fcfa junto aos pescadores e vendido 1.650 francos CFA por quilo nos mercados, enquanto que o do tipo-M, será vendido pelos pescadores por 1.245 francos CFA e nos mercados por 1.250 franco.

 “Peixe Manchado” custa agora 1.400 francos CFA junto aos pescadores e é vendido no mercado  por 1.650 francos CFA.

A nota informa ainda que o  “Garopa” –G passa a ser comprado por 2.447,5 francos CFA por quilo junto aos pescadores e vendido por 2.650 francos CFA nos mercados, e a do tipo –M será adquirido pelo mesmo preço nas mãos dos pescadores e vendida por 2400 francos CFA por quilo nos mercados, enquanto que a “Bentana” de tipo –G vai ser vendido por 2.447,5 francos CFA pelos pescadores e 2.650 francos nos mercados, e a do tipo-M passa a custar 1.750 francos CFA por quilo junto aos pescadores e 2 mil francos cfa nos mercados. ANG/MSC/ÂC//SG

 

Sociedade/REJUPS-GB em campanha de recolha de alimentos para apoiar  utentes do Centro de Reabilitação de Toxicodependentes de Quinhamel

Bissau, 10 Jun 26 (ANG) - A Rede da Juventude, Paz e Segurança da Guiné-Bissau (REJUPS-GB), em parceria com diversas organizações nacionais e internacionais, realiza desde segunda-feira  uma Campanha de Recolha de Alimentos sob o lema "Pequenas doações, grandes transformações", com o objectivo principal de apoiar os utentes do Centro de Reabilitação de Toxicodependentes de Quinhamel.


A informação foi publicada na página de Facebook da Rede Oeste Africana para a Edificação da Paz (WANEP-GB), segundo a qual  a "Campanha de Recolha de Alimentos "Apoiar é Cuidar", é uma iniciativa solidária levada a cabo no âmbito da comemoração da Jornada Mundial de Acção Contra o Consumo, Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas, a assinalar a 26 de Junho em curso.

“A campanha decorre de 08 à 19 de Junho corrente e  mobiliza cidadãos, instituições públicas e privadas, organizações da sociedade civil e parceiros de desenvolvimento para a doação de géneros alimentícios essenciais, contribuindo para a melhoria das condições de alimentação e recuperação dos internados naquele centro”, refere a mesma fonte.

Entre os produtos mais necessários destacam-se o arroz, feijão, óleo alimentar, massa, enlatados, açúcar e leite em pó.

“A toxicodependência continua a constituir um desafio social e de saúde pública na Guiné-Bissau, afectando sobretudo jovens e suas famílias. Neste contexto, apoiar os centros de recuperação representa um gesto concreto de solidariedade e um contributo importante para a reintegração social de pessoas que lutam para reconstruir as suas vidas”, refere.

A REJUPS-GB apela à participação de todos, lembrando que cada contribuição, independentemente do seu valor, pode fazer a diferença na vida de quem enfrenta o difícil processo de recuperação da dependência química.

ANG/AALS/ÂC//SG