quinta-feira, 9 de julho de 2026

Cooperação/ Guiné-Bissau beneficia de perdão de divida da República Popular da China no valor de 6.344.060.000 FCFA  

Bissau, 09 Jul 26 (ANG) – A Guiné-Bissau beneficiou hoje de perdão de uma divida contraída com a República Popular da China, no valor de 6.344.060.000(Seis bilhões e trezentos e quarenta e quatro milhões e sessenta mil Francos cfa) FCFA.

Em declarações à imprensa, após a assinatura do acordo para o efeito, o Primeiro-ministro Ilídio vieira Té agradeceu a República Popular da China pelo gesto, e destacou que o perdão da dívida permitiu o abaixamento do nível da dívida externa perante o PIB de 89 para 74 por cento.

“É bom que a população guineense saiba que, anteriormente, a divida externa do país estava estimado em 89 por cento do PIB, mas com este perdão que o país alcançou da China, graças ao esforço deste Governo, a nossa divida externa reduziu-se agora para 74 por cento do PIB”, disse o PM.

Ilídio Té,disse que  o Governo está a trabalhar  para que até 2027 a divida externa do país possa  reduzir até pelo menos 69 por cento do PIB.

Vieira Té disse que o  país pode pedir emprestado mais dinheiro, mas que o maior problema é ter a capacidade de pagar essas dividas, atempadamente, para continuar a merecer a confiança dos parceiros de desenvolvimento.

“Acho que, se continuarmos nesse caminho, o país pode continuar a respirar, e terá a credibilidade de continuar a solicitar empréstimos com objetividade e impactos na vida da população guineense”, disse  Té.

O Embaixador da República Popular da China acreditado na Guiné-Bissau Yang Renhou disse que a assinatura do acordo de perdão da divida que a Guiné-Bissau contraiu com a China, fez-se  no quadro  de implementação de medidas de cooperação com  a África, proposta pelo Presidente Chinês Xi Jinping, durante a Cimeira de Pequim, em 2024.

Renhou acrescentou que o  acto demonstra a amizade profunda, cultivada entre a China e  Guiné-Bissau.

O diplomata chinês disse acreditar que o acordo vai ajudar  a melhorar algumas dificuldades que  a Guiné-Bissau enfrenta.

“A China e  Guiné-Bissau, construíram
histórias de amizade durante longos anos, por isso a China está sempre desposto, a apoiar a pátria de Amílcar Cabral, para alcançar o desenvolvimento”, disse Yang Renhou.ANG/LLA//SG

 


Comunicação Social
/ Estudo destaca avanços e desafios do jornalismo ético e da segurança dos jornalistas na Guiné-Bissau

Bissau, 9 Jul 26 (ANG) – Representantes de organizações da comunicação social, jornalistas e parceiros reuniram-se esta quarta-feira, em Bissau, num fórum de apresentação dos resultados da monitorização sobre o jornalismo ético e a segurança dos jornalistas na Guiné-Bissau, referente ao período entre Julho de 2025 e Junho de 2026.

A iniciativa é promovida pela Fundação dos Media para a África Ocidental (MFWA), em parceria com os Repórteres Sem Fronteiras e a Fundação Hirondelle, com o objetivo de analisar os progressos alcançados, identificar desafios e definir medidas para reforçar a ética e a segurança no exercício da profissão jornalística.

Na abertura do encontro, a coordenadora do projeto da MFWA, Delali Dessouassi, afirmou que o fórum constitui um espaço de debate e reflexão sobre os resultados da monitorização, defendendo que o contributo de todos os intervenientes é essencial para fortalecer o jornalismo ético no país.

Por sua vez, a presidente do Sindicato dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (SINJOTECS), Indira Correia Baldé, considerou que o momento deve servir para avaliar o cumprimento das normas éticas na profissão, sublinhando que "a ética começa em nós".

Um estudo conduzido pela consultora Carmelita Pires, analisou 728 conteúdos publicados por 15 órgãos de comunicação social: rádios, televisões, imprensa escrita, blogues e plataformas digitais.

 A avaliação incidiu sobre a conformidade dos conteúdos com os princípios da ética jornalística.

Os resultados indicam que cerca de 29,9 por cento dos conteúdos abordaram temas relacionados com política e governação, 21,3 por cento -  justiça e direitos humanos, 17,4 por cento - sociedade, 12,8 por cento - segurança e ordem pública, 8,7 por cento - economia e desenvolvimento e 6,5 por cento - educação e saúde.

Segundo o relatório, os meios de comunicação tradicionais apresentam maior estrutura editorial, melhor verificação da informação e menor risco de desinformação, enquanto as plataformas digitais se destacam pela rapidez de divulgação, maior pluralismo informativo e interação com o público, embora revelem maior vulnerabilidade à desinformação.

O estudo recomenda, por isso, o reforço dos mecanismos de cumprimento da ética no ambiente digital.

A avaliação global concluiu que 82,4 por cento dos conteúdos analisados foram classificados entre de muito bom.

A consultora defendeu que os resultados constituem uma base promissora para consolidar um jornalismo mais ético, rigoroso e responsável na Guiné-Bissau.

Durante o debate, os participantes recomendaram a definição de critérios mais rigorosos para o recrutamento de jornalistas, privilegiando candidatos provenientes de universidades e centros de formação em jornalismo, bem como o envio  do estudo aos órgãos de comunicação social para facilitar a implementação das recomendações.

Foi ainda defendido que os profissionais evitem comentários nas redes sociais que possam comprometer a sua imagem pública e reforcem as suas competências, sobretudo na edição de vídeo e no domínio de línguas estrangeiras. ANG/ LPG//SG

Comércio/ Empresa ADG Comercial Sarl anuncia baixa de preços de arroz em todo o território nacional

Bissau,09 Jul 26(ANG) – A Empresa ADG Comercial Sarl anunciou hoje a baixa de preços de arroz tipo “Supreme”, para 21 mil francos CFA por cada saco de 50 quilogramas e 11 mil francos por cada saco de 25 kg à nível nacional.

O anúncio foi feito pelo representante da Empresa ADG Comercial Sarl, Abdouramane Djaló,  numa cerimónia organizada para o efeito, nas instalações da empresa em Bissau..

“A partir de hoje, 09 de Julho de 2026, um saco de arroz de 50 kg, tipo “Supreme”, que custava 22.500 francos CFA, passa a ser vendido a 21 mil francos CFA e o saco de 25 kg passa a custar 11 mil francos CFA, em todo o território nacional, e um  quilograma passa a ser vendido por 450 francos”, disse Djaló.

Aquele responsável acrescentou  que um saco de 50 kg de arroz tipo “nhelem”, que era vendido à 18.750 por saco de 50 gk, passa a custar 17.500 em Bissau e 18.000 francos no interior do país.

Abdouramane Djaló disse que, para satisfazer as necessidades da população, a Empresa ADG Comercial Sarl dispõe actualmente nos seus Armazèns, de um stock de 50 mil toneladas de arroz, dos quais 30 mil tipo “Supreme” e 20 mil toneladas de “nhelem”.

Disse que essa quantidade é suficiente para abastecer o mercado nacional até o final do ano.

Por sua vez, o Director-geral do Comércio Interno, Abdulai Mané, em representação do ministro do Comércio e Indústria, saudou e felicitou a decisão da  Empresa ADG Comercial Sarl.

Mané  sublinhou que, ao convidar o Governo a marcar a presença no acto,  a Empresa ADG Comercial Sarl quer com isso incumbi-lo uma certa responsabilidade, sobretudo na actuação nos mercados do seu serviço de inspeção.

“Por isso, para nós é um motivo de alegria, porque a maior surpresa de uma governação, é a garantia de bem estar do seu povo. Garantia de assistência mínima em termos de produto de maior consumo do país, neste caso, o arroz”, disse Mané.

O Director-geral do Comércio Interno apelou à outras empresas nacionais e estrangeiras que operam no país e que comercializam outros produtos para além de arroz para que, quando o ambiente de negócios é favorável, que façam gestos semelhantes ao  da Empresa ADG Comercial Sarl, de forma a dar a população possibilidades para  assegurar a sua dieta alimentar.

Abdulai Mané disse que, para o Ministério do Comércio através do seu Serviço de Inspecção, a iniciativa de baixar preços constitui um desafio para assegurar  o cumprimento dessa medida para que o objectivo da Empresa seja uma realidade.ANG/ÂC//SG


Regiões/Ministro de Comércio e Indústria apela  aos  comerciantes das regiões de Cacheu e Oio para venderem suas castanhas de caju no Porto de Bissau

Bissau, 09 Jul 26 (ANG) - O ministro de Comércio e Industria lançou esta quinta-feira um apelo aos comerciantes das regiões de Cacheu e Oio no sentido de venderem as suas castanhas de caju no Porto de Bissau.

Jaimantino Có falava no final do encontro de dialogo e de sensibilização dos homens de negócios das duas  regiões da Guiné-Bissau.

Disse  que a iniciativa se enquadra nas orientações dadas pelo l Presidente de República de Transição e o Primeiro-ministro.

O governante evocou também o Decreto número 1/2005,  Capitulo 3, do Artigo 11 no número 2 que determina a exportação das castanhas de Caju por via marítima, a partir dos Portos de Bissau.

Por outro lado, o ministro de Comércio e Indústria exortou os agentes das Forças de Defesa e Segurança o reforço do sistema de combate ao contrabando das castanhas de caju na linha fronteiriça para a República vizinha do Senegal.

Por sua vez, o porta-voz dos comerciantes das regiões de Cacheu e Oio Ricardo Intcheme revelou que,  alguns comerciantes já venderam as suas castanhas e  prometeu  sensibilizar os colegas para  fazer o mesmo.

“As situações de perseguição de que fomos alvos pelos inspectores do comercio durante a campanha de comercialização da Castanha de Caju foi enorme”, lamentou Ricardo Intchame. ANG/AG/AALS//SG

 

 

Senegal/ Bassirou Diomaye Faye apresenta recurso ao Conselho Constitucional sobre revisão constitucional

Bissau, 09 Jul 26 (ANG) – O Presidente da República, Bassirou Diomaye Faye, apresentou na terça-feira um recurso por “violação de procedimento” contra a proposta de lei constitucional adotada pela Assembleia Nacional em 29 de Junho de 2026, informou a APS junto a uma fonte judicial.

“O advogado Cheikh Ahmadou Ndiaye, agindo em nome e por conta do Presidente da República […] declarou-nos que pretende apresentar um recurso de inconstitucionalidade por violação do procedimento de Revisão Constitucional da Lei nº 18/2026 da Assembleia Nacional, de 29 de Junho de 2026”, informa o chefe do Registro do Conselho Constitucional, El Hadji Macky Barro, especificando que o pedido do Chefe de Estado foi apresentado em regime de urgência.

“Além disso, o Presidente da República, em sua carta de transmissão do recurso, nos termos do parágrafo 5 do artigo 17 da lei orgânica relativa ao Conselho Constitucional”, declarou a urgência de seu exame no prazo de oito (8) dias”, informa o recebimento da apresentação do recurso.

Ele acrescenta que o caso foi registado no Registro do Conselho Constitucional no mesmo dia "sob o número 6/C/26".

O Sr. El Hadji Macky Barro indicou que o pedido, assinado em duplicado e com o selo do Presidente da República, é acompanhado por cerca de dez documentos comprovativos.

A Presidência da República anexou duas cópias da Lei nº 18/26, de 29 de Junho de 2026, objeto deste recurso, e duas cópias da Carta nº 0451/PAN/SG, de 30 de Junho de 2026, do Presidente da Assembleia Nacional, que transmite a Lei 18/2026 ao Presidente da República.

Ela também apresentou duas cópias do aviso nº 594, de 19 de Junho de 2026, que o Presidente da República transmitiu ao Presidente da Assembleia Nacional, bem como duas cópias da carta nº 0449/PAN/SG, de 12 de Junho de 2026, do Presidente da Assembleia Nacional, de acordo com o registo do Conselho Constitucional.

O apelo do Palácio é acompanhado também por duas cópias da carta nº 602, de 23 de Junho de 2026, que transmite as alterações do governo ao projeto de lei 17/26 que revisa a Constituição.

Além disso, existem duas cópias do Decreto nº 20/26/1232 que designa o Ministro da Justiça, Guardião dos Selos, como representante do governo para o exame do Projeto de Lei nº 17/2026, que revisa a Constituição, pela Assembleia Nacional.

Os documentos incluem ainda duas cópias das emendas governamentais apresentadas em comissão, duas cópias da carta n.º 394/MJ/CAB de 29 de junho de 2026, que transmite as emendas governamentais ao gabinete da Assembleia Nacional, com as mesmas informações de origem.

O Sr. Cheikh Ahmadou Ndiaye também apresentou duas cópias das emendas nº 1 e nº 2 do governo durante a sessão plenária, e duas cópias do discurso proferido pelo Ministro da Justiça, Guardião dos Selos, durante a sessão plenária de 29 de Junho de 2026.

O Secretário-Geral do Conselho Constitucional menciona ainda o arquivamento de duas cópias da ata de transmissão de imagens e gravações da sessão plenária de 29 de Junho de 2026, estabelecida em 3 de Julho de 2026 pelos oficiais de justiça Pape Fame e Fatou Kiné Ba, em Dakar. ANG/Faapa

 

 

Côte D´Ivoire/Programa WACA fortaleceu resiliência de mais 500 mil pessoas de África Ocidental

Bissau, 09 Jul 26 (ANG) – Mais de 500 mil pessoas que vivem na costa da África Ocidental tiveram sua resiliência reforçada contra os efeitos das mudanças climáticas graças ao programa de Gestão das Áreas Costeiras da África Ocidental (WACA), anunciou Bérengère Prince, Especialista Sénior em Gestão de Recursos Naturais do Banco Mundial, na quarta-feira,  em Abidjan.

Ao discursar na abertura da primeira reunião anual de 2026 do Comité Diretivo Regional da WACA, que reúne representantes dos nove países membros, ela indicou que a primeira fase do programa melhorou a capacidade das populações de se adaptarem à erosão costeira, às inundações relacionadas à elevação do nível do mar e à poluição marinha.

Segundo a Sra. Prince, o programa também ajudou a criar ou consolidar entre 300.000 e 400.000 empregos e possibilitou a restauração de mais de 32.000 hectares de ecossistemas costeiros, incluindo zonas húmidas no Benin, que são essenciais para proteger o litoral contra inundações.

Ela observou que as zonas costeiras representam mais de 50% do produto interno bruto (PIB) da região e concentram uma grande parte da atividade económica e do emprego, daí a necessidade de fortalecer a cooperação regional. Nesse sentido, ela saudou o compromisso da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA), a principal autoridade em gestão integrada da zona costeira, bem como o apoio dos parceiros técnicos.

Presidindo a sessão em nome do Ministro do Meio Ambiente e da Transição Ecológica, Abou Bamba, o Chefe de Gabinete, Parfait Kouadio, indicou que o encontro proporcionou uma oportunidade para avaliar os investimentos realizados em 2025 nos países beneficiários. Ele citou o exemplo da Costa do Marfim, onde uma infraestrutura de estabilização para o banco de areia de Grand-Lahou foi inaugurada em 8 de Junho de 2026, bem como projetos semelhantes no Benim e no Togo.

O Sr. Kouadio anunciou que estão em curso discussões para garantir a sustentabilidade das conquistas, uma vez que a segunda fase do programa se aproxima do fim na Costa do Marfim. Serão apresentadas propostas ao governo para garantir a manutenção da infraestrutura construída.

Jeanne Akakpo, Ministra-Conselheira para Infraestrutura e Meio Ambiente do Benin e Presidente cessante do Comité Diretivo Regional, passou oficialmente o cargo para seu sucessor. Ela expressou sua satisfação com os resultados alcançados e saudou o lançamento do WACA+, uma nova fase que integrará ainda mais a economia azul para fortalecer o combate à erosão costeira e às inundações. ANG/Faapa

    

 

Nigéria/Investigação sobre agência fictícia incluída em previsões orçamentais

Bissau, 09 Jul 26 8ANG) – O presidente nigeriano, Bola Tinubu, ordenou uma investigação sobre as circunstâncias que permitiram que uma agência fictícia se instalasse em instalações governamentais e fosse incluída no orçamento do Estado para um financiamento de quase um milhão de dólares, informou a mídia local, citando a presidência.

A pedido do Chefe de Estado, a Comissão Independente sobre Práticas Corruptas e Crimes Correlatos (ICPC), órgão anticorrupção nigeriano, foi incumbida de investigar o chamado "Conselho Presidencial de Promoção da Intervenção Estrangeira" e apresentar suas conclusões em 30 dias, segundo as mesmas fontes.

Segundo relatos da mídia, essa estrutura, que supostamente fica localizada na Secretaria do Governo Federal em Abuja, deveria receber quase US$ 944.300 em financiamento público este ano, embora não seja reconhecida por nenhuma disposição da legislação nigeriana.

A ICPC também foi incumbida de investigar alegações de uso de cartas de nomeação falsificadas e uma suposta usurpação de uma nomeação presidencial para obter reconhecimento oficial e apoio diplomático, incluindo a facilitação de vistos.

Citado pela mídia, o porta-voz presidencial Bayo Onanuga descreveu Adeniyi Adeyemi Matthew, que se apresentou como diretor dessa estrutura, como um "golpista" com um "histórico de falsas representações fraudulentas".

Ele garantiu que nenhum recurso público foi repassado a essa entidade, ressaltando, porém, que a investigação terá que determinar como essa estrutura pôde ter sido incluída nas previsões orçamentárias do estado.

Segundo as mesmas fontes, Adeniyi Adeyemi Matthew deverá comparecer em juízo no dia 27 de julho em relação a este caso. ANG/Faapa

    

 

Turquia/Dinamarca preparada para defender “cada centímetro” da Gronelândia - primeira-ministra

 

Bissau,09 Jul 26 (ANG)  – A primeira-ministra da Dinamarca reiterou quarta-feira que a Gronelândia “não está à venda”, após novas ameaças do Presidente dos Estados Unidos da América, e disse estar preparada para defender “cada centímetro” da NATO, incluindo a Gronelândia.

À chegada ao segundo dia da cimeira da NATO, que terminou,  quarta-feira, em Ancara, capital da Turquia, a governante dinamarquesa foi questionada pela imprensa sobre o facto de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter voltado a insistir, no primeiro dia da reunião, que a Gronelândia, território autónomo da Dinamarca, deveria ser controlado por Washington, sugerindo novamente que pode retirar "todas as tropas" da Europa.

 

Mette Frederiksen reiterou que a Gronelândia, território semiautónomo da Dinamarca, "não está à venda" e disse esperar que "todos os aliados respeitem o direito do povo gronelandês à autodeterminação".

 

“Somos um povo soberano e precisamos que todos respeitem a nossa integridade territorial”, acrescentou.

 

Interrogada sobre se a Dinamarca está preparada para defender militarmente a Gronelândia caso tal seja necessário, a governante respondeu, "Estamos preparados para defender cada centímetro da NATO, incluindo o nosso território".

 

Mette Frederiksen lembrou que uma das razões pelas quais a Aliança Atlântica foi construída foi porque "se algo acontecer a um de nós, todos devem defender os restantes", tal como está estabelecido no artigo 5.º do Tratado da organização.

A primeira-ministra salientou que o artigo 5.º aplica-se ao flanco leste da NATO, com a guerra que é travada na Ucrânia, serviu para os EUA nos ataques terroristas do 11 de Setembro e servirá para a Gronelândia "se algo acontecer".

 

Sobre se acha que os EUA estão comprometidos com o artigo 5.º, Frederiksen respondeu, "Não ouvi que os EUA não estejam comprometidos".

 

"Eu não seria capaz de assegurar o meu povo sem a NATO e acho que o mesmo serve para os EUA. É por causa da NATO que o nosso povo transatlântico pode estar em segurança e isso vai manter-se no futuro", acrescentou.

 

Frederiksen começou a sua declaração por salientar que o mundo se tornou "mais inseguro" e é necessária uma NATO "mais forte".

A governante considerou prioritário "rearmar a Europa", ter uma "base industrial mais forte na Europa e transatlântica nos EUA" e reforçar o apoio à Ucrânia.

 

“Penso que todos sabemos que são tempos difíceis e, por isso, a nossa união neste mundo é mais importante do que nunca”, salientou.

 

Antes, também à chegada, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, considerou que se está a assistir a uma alteração nas responsabilidades na Aliança, com um reforço por parte de europeus e do Canadá.

 

O governante salientou que esta mudança nos encargos assumidos no âmbito da NATO, com uma redução do investimento por parte dos EUA, também era defendida por Barack Obama e "é apropriado".

 

Sobre os ataques norte-americanos a alvos iranianos, Carney apontou que o Irão tem agido de forma irresponsável e houve uma "resposta apropriada". ANG/Inforpress/Lusa

 

 

 

Moçambique/Crises ameaçam alimentação de dois milhões de pessoas - relatório

Bissau, 09 Jul 26(ANG) – Quase dois milhões de moçambicanos estão em risco de necessitar de assistência alimentar entre Dezembro e Janeiro, segundo relatório da FEWS NET, que aponta o conflito armado, efeitos das cheias e condições climáticas adversas como fatores de risco.

Na sua mais recente projeção, divulgada hoje, a Famine Early Warning Systems Network (FEWS NET) estima que entre 1,5 e 1,99 milhões de pessoas precisarão de apoio alimentar nesse período devido a reservas alimentares abaixo da média após uma fraca campanha agrícola de 2026 e às perturbações dos meios de subsistência causadas pela insurgência em partes das províncias de Cabo Delgado e Nampula.

A organização, uma rede internacional de alerta precoce para crises alimentares financiada pelo Governo dos Estados Unidos, responsável pela monitorização e projeção de situações de insegurança alimentar e fome em diversos países, identifica o norte e o sul de Moçambique como as áreas de maior preocupação.

Segundo a análise, apesar da atual época de colheitas, as zonas afectadas pela insurgência armada em Cabo Delgado e no norte de Nampula deverão manter-se em situação de "Crise" (IPC Fase 3) pelo menos até Janeiro de 2027, devido à actividade continuada de grupos armados, deslocações populacionais e limitações no acesso a terras agrícolas, mercados e fontes de rendimento.

A FEWS NET recorda que, entre Abril e Junho, grupos armados intensificaram ataques nos distritos de Nangade e Macomia, expandindo posteriormente as operações para Chiúre, Ancuabe e Montepuez, distritos de Cabo Delgado.

Citando dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM), o relatório indica que mais de 23 mil pessoas foram deslocadas até meados de Junho nos distritos de Ancuabe, Montepuez e Chiúre.

No centro e sul do país, a organização prevê uma melhoria temporária na segurança alimentar a partir de Julho, com a passagem de algumas áreas de "Crise" para "Stress" alimentar (IPC Fase 2), graças às colheitas da segunda época agrícola, à assistência pós-cheias e aos rendimentos sazonais.

Ainda assim, alerta que parte desses distritos poderá regressar a uma situação de crise entre Outubro e Janeiro, quando os alimentos produzidos se esgotarem e aumentar a dependência do mercado.

As cheias registadas em Janeiro afectaram mais de 700 mil pessoas e danificaram cerca de 440 mil hectares de terras agrícolas nas províncias de Maputo, Gaza e Sofala. Entre Fevereiro e Março, períodos prolongados de seca e novos episódios de chuva intensa agravaram os prejuízos nas culturas e no gado no país.

No relatório acrescenta-se que a recuperação agrícola permanece lenta devido à degradação dos solos, alagamentos prolongados e acesso limitado a sementes, factores que atrasaram em mais de um mês as plantações e colheitas da segunda época agrícola.

A FEWS NET alerta ainda que o fenómeno El Niño já está em curso e deverá manter-se pelo menos até Janeiro de 2027, prevendo um início tardio e abaixo da média da próxima época chuvosa no sul e centro de Moçambique, além de temperaturas acima do normal, condições que poderão reduzir a produção agrícola e as oportunidades de trabalho sazonal para as famílias mais pobres, situação agravada pelo aumento dos preços dos alimentos.

Segundo a organização, os preços do milho no sul do país estavam em Maio entre 25% e 60% acima da média dos últimos cinco anos, enquanto os preços do arroz se encontravam entre 20% e 40% acima da média.

A inflação anual acelerou para 7,2% em Maio, o valor mais elevado desde Maio de 2023, impulsionada sobretudo pelo aumento dos preços dos combustíveis e dos transportes.

Em Maio, cerca de 180 mil pessoas receberam assistência alimentar humanitária, principalmente em Cabo Delgado e Gaza. Já as operações de resposta às cheias tinham alcançado aproximadamente 300 mil pessoas nas províncias de Maputo, Gaza e Sofala até meados de Junho. ANG/Inforpress/Lusa

 

Togo/BIDC prevê crescimento de 4,9 por cento de África Ocidental em 2027

Bissau, 09 Jul 26 (ANG) – O crescimento económico da África Ocidental deverá atingir 4,9% em 2027, após alcançar 4,8% em 2025 e 4,7% em 2024, de acordo com um relatório do Banco de Investimento e Desenvolvimento da CEDEAO (EBID).

Intitulado "Perspectivas de Desenvolvimento na África Ocidental: Turbulências Distantes, Choques Familiares", o relatório observa que esse progresso foi acompanhado por uma queda acentuada na inflação, uma melhoria nas finanças públicas e um fortalecimento da posição externa da sub-região.

Assim, a inflação média retornou a 16,8% em 2025, uma queda de quase nove pontos percentuais, devido, em particular, à redução dos preços dos alimentos e da energia e à maior estabilidade cambial, especifica o documento.

O déficit orçamentário, por sua vez, caiu de 3,7% do PIB em 2024 para 2,6% em 2025, graças à melhoria na arrecadação de receitas, ao controle dos gastos públicos e à redução dos pagamentos de juros. A dívida pública diminuiu para 49,3% do PIB, enquanto o superávit em conta corrente aumentou de 0,3% para 1,8% do PIB.

O BIDC, no entanto, destaca que a pobreza entre os trabalhadores piorou nos países da África Ocidental, refletindo a falta de inclusão no crescimento observada em 2025. ANG/Faapa

    

 

Economia//Mais de 10 Empresas comercializadoras de água em sacos plásticos são encerradas por falta de condições higiénico-sanitárias

Bissau, 09 Jul 26 (ANG) – Mais de 10 empresas comercializadoras de água em sacos plásticos foram encerradas, quarta-feira, por falta de condições higiénico-sanitárias, no âmbito das operações conjuntas realizadas pelas equipas de fiscalização do Ministério de Recursos Naturais com base na recente instrução do Conselho de Ministros.

A informação consta na página de Facebook do Ministério de Recursos Naturais, segundo a qual, o Ministro dos Recursos Naturais, Júlio Baldé disse que existem várias empresas produtoras e comercializadoras de água em sacos plásticos que funcionem com base nas irregularidades, ou seja sem as mínimas condições de higiene e sem o devido respeito pelos parâmetros que regulam a potabilidade da água.

O Conselho de Ministro  instruiu o Ministro dos Recursos Naturais à adoptar as medidas, em conformidade com o Código da Água, aprovado em 1992, para melhorar as condições de higiene e  incentivar o respeito pelos parâmetros que regulam a potabilidade da água para consumo humano.

“Neste quadro, sob a coordenação do Ministério dos Recursos Naturais, foi instituída uma Comissão Interministerial, que procedeu à inspeção de cerca de 40 unidades que operam neste sector. No final dos trabalhos, a Comissão produziu um relatório sobre o estado físico e sanitário dos referidos estabelecimentos”, refere a Página de Facebook do Ministério de Recursos Naturais.

 A mesma fonte sustentou que, recentemente, foram credenciados agentes fiscais, à semelhança do que já havia sido feito em Bissau, com a missão de visitar os estabelecimentos de empacotamento de água para consumo humano em todo o território nacional.

“No encontro que Júlio Baldé teve no quarta-feira com os produtores e comercializadores de água em sacos de plástico, o governante apelou os mesmos à redobrarem os seus esforços na purificação da água que vendem   enquanto o factor essencial para a salvaguarda da saúde pública e enquanto um bem essencial à vida humana”, refere a nota.  ANG/AALS//SG


Polícia Judiciária/“A criminalidade transnacional continua a representar uma das principais  ameaça à segurança internacional”, diz o Diretor Nacional da PJ

Bissau, 09 Jul 26 (ANG) – O Diretor Nacional da Polícia Judiciária (PJ), disse, qua
rta-feira, na Cimeira de Polícias das Nações Unidas, em Nova Iorque, que “a criminalidade organizada transnacional, continua a representar uma das principais ameaças à segurança internacional e ao desenvolvimento sustentável”.

Segundo uma nota enviada à imprensa pelo gabinete de comunicação da PJ , Domingos Monteiro Correia , destacou na sua intervenção que as redes criminosas atuam cada vez com maior sofisticação, explorando vulnerabilidades institucionais, utilizando tecnologias avançadas e operando para além das fronteiras nacionais.

Para o responsável, o assunto exige respostas coordenadas, integradas e sustentáveis por parte dos Estados Membros.

Correia acrescentou  que países em desenvolvimento com recursos limitados como a Guiné-Bissau, necessitam de uma cooperação internacional mais sólida, que assente na confiança mútua,  troca de informações em tempo real,  assistência técnica especializada e no reforço das capacidades institucionais dos serviços de investigação criminal.

Domingos Correia destacou ainda os esforços empreendidos pela Polícia Judiciária da Guiné-Bissau, nos últimos anos, para modernizar as suas capacidades operacionais e de investigação, com destaque para o fortalecimento da polícia científica, no âmbito de cooperação  policial internacional, a formação especializada dos investigadores criminais e a participação em mecanismos regionais de intercâmbio de informações.

Domingos Monteiro  apelou  o reforço do apoio técnico e financeiro aos países mais vulneráveis, bem como a promoção de uma cultura de partilha de conhecimentos, experiências e boas práticas entre os serviços responsáveis pela aplicação da lei da organização.

No final da sua intervenção, o Diretor Nacional da Polícia Judiciária transmitiu o reconhecimento da Guiné-Bissau às Nações Unidas e aos parceiros internacionais, pelo apoio aos esforços nacionais de modernização institucional e de combate à criminalidade organizada transnacional.

A participação da Polícia Judiciária nesta cimeira, segundo a nota, reafirma o compromisso da Guiné-Bissau com os princípios da cooperação internacional, do Estado de Direito e da segurança colectiva, num contexto marcado por ameaças globais como o tráfico de drogas,  de seres humanos, o branqueamento de capitais, a cibercriminalidade, os crimes ambientais e outras formas de criminalidade organizada. ANG/LLA//SG

CMB/Bissau e Águeda prevêem  revitalização do acordo de geminação estabelecido em 2000

Bissau 09 Jul 26 (ANG) – O Presidente da Câmara Municipal de Bissau (CMB) Umaro Baldé e o seu homólogo  de Águeda,

Jorge Almeida  acordaram  desenvolver um projeto conjunto no setor do saneamento, que permitirá promover a transferência de conhecimentos,  partilha de boas práticas e o fortalecimento da cooperação técnica entre os dois municípios.

O acordo foi alcançado no final de uma reunião  entre os dois, no âmbito da visita que Umaro Balde realiza a Portugal em busca de parcerias orientadas para soluções sustentáveis .

 Umaro Baldé e Jorge Almeida reafirmaram a determinação de transformar a geminação entre Bissau e Águeda numa cooperação dinâmica, permanente e orientada para resultados concretos, inaugurando uma nova etapa nas relações institucionais entre as duas cidades.

Além da receção oficial nos Paços do Concelho, o Presidente Jorge Almeida acompanhou   Umaro Baldé nas  visitas à diversas infraestruturas estratégicas do município, entre as quais o Centro de Artes de Águeda, os Bombeiros Voluntários de Águeda, o Mercado Municipal e outros espaços emblemáticos.

Segundo a CMB, essas deslocações permitiram  à delegação de Bissau conhecer de perto as boas práticas de gestão urbana, organização dos serviços municipais e valorização do espaço público que fazem de Águeda uma referência em inovação e qualidade de vida.

O Presidente da Câmara Municipal de Águeda Jorge Almeida manifestou  total disponibilidade de apoiar, técnica e logisticamente, a Câmara Municipal de Bissau e garantiu que, num futuro próximo, serão mobilizados apoios destinados a reforçar a capacidade de intervenção do município de Bissau na área do saneamento. ANG/MSC//SG

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Gâmbia/Primeiro-ministro entrega dez máquinas de lavar roupas  à Associação dos Guineenses na Gâmbia

Bissau, 08 Jul 26(ANG) - O Primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té procedeu esta manhã à entrega formal de dez máquinas de lavar roupas  à Associação dos Guineenses na Gâmbia.

De acordo com informações  publicadas na página de Facebook da Embaixada da Guiné-Bissau na Gâmbia, consultada pela ANG, o ato responde à uma  solicitação do núcleo feminino da referida Associação, feita no encontro que Vieira Té realizou com a comunidade guineense residente em Gâmbia, no passado domingo.

“Com este lote de equipamentos, as mulheres da Associação pretendem implementar uma lavandaria comunitária, estruturando uma atividade económica geradora de rendimento”, refere a nota.

O projeto visa não só promover a autonomia financeira, mas também contribuir, de forma sustentável, para o bem-estar e a integração socioeconómica das famílias guineenses no país de acolhimento.

"Este gesto traduz o compromisso contínuo do Executivo de escutar e responder, prontamente, as aspirações das nossas comunidades no exterior, capacitando-as com ferramentas que dignifiquem o seu esforço migratório", destacou o Chefe de Executivo guineense.

A iniciativa, segundo a embaixada guineense na Gâmbia, reflete a vertente social da diplomacia guineense, focada na valorização e no empoderamento das comunidades na diáspora como parceiras ativas de desenvolvimento.

Antes de regressar a Bissau, o Primeiro-ministro  Ilídio  Te, ainda pude visitar as  instalações da Chancelaria guineense na Gâmbia, situada em Kotu, com o  propósito de constatar, in loco, o quotidiano laboral e as condições de funcionamento daquela representação diplomática.

Acompanhado pelo Chefe da Missão e por funcionários, o Chefe do Governo realizou uma visita guiada às diversas dependências da embaixada e teve a oportunidade de interagir diretamente com o pessoal diplomático
inteirando-se das dinâmicas de trabalho e dos desafios que enfrentam no cumprimento das suas funções.

"A proximidade e o acompanhamento contínuo das nossas missões no exterior são fundamentais para garantir a eficácia da diplomacia guineense e o apoio de excelência à nossa diáspora", sublinhou uma fonte institucional próxima do Executivo.

“Esta visita se enquadra no esforço contínuo do Governo de reforçar a eficácia da política externa e  dignificar as condições de trabalho nas representações diplomáticas da Guiné-Bissau além-fronteiras”, diz a mesma fonte.

Ilídio Vieira Té terminou hoje uma visita de trabalho na Gâmbia onde participou entre os dias 05 e 08  na Reunião Anual dos Governadores Africanos do Fundo Mundial Internacional e Banco Mundial – Caucus 2026.ANG/ÂC//SG 

 

 

Gâmbia/ Vice President Jallow Bids farewell to Guinea Bissau prime minister

Bissau, 08 jul 26 (ANG) – O Vice Presidente Mohammed B.S. Jallow this morning saw off the prime minister of the Republico f guinea Bisau, His excellency Ilidio Vieira Té, at the Banjul Internacional airport, following the conclusion of his workimg visit to Gambia.

The vice presidente, alongside the honourable sering modou Njei,Minister of Foreign Affeirs, international cooperation and Gambians Abroad, accompanied the prime minister to the ffot of the aircraft. The ptime minister shook hands with the vice presidente before climbing aboard, turning to give a warm smile and wave goodbye.

Prime minister Vieira Té arrived en Banjul on Sunday, 5th july 2026, to attend the African Caucus 2026, further strenthening the longstanding ties of fiendship and cooperation betweem The Gambia and Guinea-Bissau.

ANG/ Embaixada da Guinea Bissau of Gambia


Cooperação
/Primeiro-ministro regressa da Gâmbia  após ter participado na  Reunião Anual do African Caucus 2026

Bissau, 08 Jul 26 (ANG) - O Primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té, regressou  hoje a Bissau, proveniente da  República da Gâmbia, onde participou na Reunião Anual do African Caucus 2026.

O evento que decorreu entre  05 e 08 de Julho  reuniu os ministros das Finanças e Governadores dos Bancos Centrais africanos, e representantes do   Fundo Monetário Internacional (FMI) e  Banco Mundial.

Segundo uma nota à imprensa do Gabinete de  Assessoria de Imprensa do Primeiro-ministro, entre as principais conclusões da reunião destacam-se a adoção de uma posição comum africana, a ser defendida nas próximas assembleias anuais do FMI e  Banco Mundial, visando uma reforma do sistema financeiro global, maior flexibilidade no acesso aos mecanismos de financiamento.

A melhor utilização dos Direitos Especiais de Saque (DES), aumento dos recursos concessionais para os países africanos e maior apoio aos investimentos em infraestruturas, inovação, transição energética e adaptação às alterações climáticas, foram  recomendadas no encontro que  decorreu sob o lema “Reforma da Arquitetura financeira Internacional” .

Os  debates da reunião se centraram na mobilização de recursos para acelerar o desenvolvimento económico sustentável em África, reforçar a resiliência das economias africanas e ampliar o acesso dos países do continente a financiamentos concessionais.

A nota acrescenta que  durante os trabalhos, os participantes reafirmaram igualmente a necessidade de um crescimento económico inclusivo, da promoção do investimento privado, da criação de emprego para a juventude e do fortalecimento da cooperação entre as instituições financeiras internacionais e os países africanos.

A  reunião, de acordo com a nota,  ficou ainda marcada pela assunção da presidência do African Caucus pela República da Gâmbia, que se comprometeu a defender, junto dos parceiros multilaterais, uma agenda africana orientada para o aumento do financiamento ao desenvolvimento e para soluções sustentáveis de alívio da dívida dos países do continente.

A  participação do Primeiro-ministro Ilídio Vieira Té reforçou a presença da Guiné-Bissau em  fóruns internacionais de decisão económica.

Vieira Té aproveitou a sua participação nesse evento para  promover a  estratégia nacional de desenvolvimento e consolidar contactos institucionais destinos a mobilizar parcerias e recursos para a implementação das prioridades nacionais de crescimento económico, modernização das infraestruturas e melhoria das condições de vida da população guineense.

ANG/LPG/ÂC//SG