sexta-feira, 15 de maio de 2026

Ambiente/ Meteorologia prevê para este ano chuva normal com início tardio na zona Norte e Sul  do país

Bissau,15 Mai 26 (ANG) –Os serviços  meteorológicos prevêem para este ano chuva normal com início tardio na zona sul e norte do país, enquanto que   leste terá chuva precoce  e que terminará mais cedo.

Essas previsões climatéricas foram reveladas esta sexta-feira pelo  Presidente do Instituto Nacional da Meteorologia da Guiné-Bissau (INM-GB).Fernando Baial Sambú.

Disse que  algumas zonas  do país terão um período de seca longo e noutro curto, razão pela qual aconselha aos  agrónomos para indicarem  aos camponeses  as variedades de culturas  que devem plantar .

Baial Sambú recomendou a todos para seguirem sempre as  informações meteorológicas, climatológicas e hidrológicas, bem como os aconselhamentos específico sobre usuários e tomadores de decisão, durante toda a estação chuvosa.

Ainda pediu que seja mantida uma interação  com os serviços meteorológicos, e hidrológicos regionais e nacionais  de departamentos de Agricultura para obtenção de  informações específicas e aconselhamento adequado.

Por sua vez, o agrónomo Mário Benício Indafa recomenda aos camponeses o recurso a utilização   de culturas de ciclo curto, nomeadamente a Mandioca, feijão, milho e arroz sequeiro (M`pampam).ANG/JD//SG.


UEMOA/Bissau acolhe 11ª Edição da revisão técnica das reformas políticas e projetos comunitários da organização


Bissau, 15 Mai 26(ANG) – O Governo guineense e Comissários de diferentes sectores da União Económica e Monetária Oeste Africana(UEMOA), estão reunidos
 em Bissau, no quadro da 11ª Edição da Revisão Anual das Reformas, Políticas, Programas e Projectos Comunitários da organização sub-regional.

Ao presidir a abertura do evento, esta sexta-feira, o Primeiro-ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, disse que o acto é de particular importância porque oferece a oportunidade de examinar e partilhar as conclusões da revisão técnica das reformas, políticas, programas e projectos comunitários da UEMOA, realizados no ano fiscal 2025.

“Esta reunião reflecte o empenho dos nossos Estados-Membros de continuar o diálogo e a consulta sobre os mecanismos de cooperação económica e institucional no seio da nossa comunidade”, salientou.

Vieira Té disse que o evento proporciona também um fórum valioso para discutir os desafios comuns que os  países enfrentam, num contexto regional e internacional marcado por profundas mudanças económicas, de segurança e geopolíticas.

Reiterou  que a Guiné-Bissau mantém-se comprometida com os princípios da cooperação regional, de solidariedade entre os povos e da prossecução de interesses comuns, respeitando a soberania de cada Estado e as escolhas livremente feitas pelos países membros da União.

“Neste sentido, as mais altas autoridades do nosso país, em primeiro lugar Sua Excelência Horta Inta-A Na Man, Presidente da República,  dedicam especial atenção à qualquer iniciativa comunitária susceptível de contribuir para o reforço da resiliência económica dos nossos Estados, a preservação dos nossos interesses estratégicos e a melhoria das condições de vida das nossas populações,”, frisou.

 

Ilídio Vieira Té sublinhou que os Estados-Membros da União estão sujeitos, desde 2014, a uma revisão anual das reformas, políticas, programas e projetos comunitários, conduzida pela Comissão da UEMOA.

“O principal objetivo da reunião de hoje é, portanto, examinar e validar as conclusões alcançadas durante a fase técnica da edição de 2025, que também resume os resultados da edição de 2024”, afirmou o Primeiro-ministro.

Para  o Presidente da Comissão da UEMOA, Abdoulaye Diop, esta 11ª Edição da reunião de revisão técnica das reformas políticas e projectos comunitários constitui uma “possante iniciativa” para o reforço de integração económica no seio do espaço comunitário.

Disse que permite as instâncias executivas da União  elevar as acções comunitárias ao mais alto nível, visando atender os objectivos do Tratado da UEMOA. ANG/ÂC//SG

 

 

 

Caso Fretamento de Avião/Comentador Júlio de Oliveira  convida Presidente da FFGB a renunciar das suas funções enquanto responde à justiça

Bissau, 15 Mai 26 (ANG) – O comentador  desportivo Júlio de Oliveira vulgo (Júlio Lusa), convidou hoje o atual Presidente  da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB) Carlo Alberto Mendes Teixeira (Caíto), a se renunciar  das suas funções, enquanto o Ministério Público  realiza investigações sobre o     caso de fretamento do voo para o jogo amistoso contra a seleção santomense, em que está envolvido.

Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG), Júlio Lusa  disse serem já um hábito  sucessivas chamadas dos presidentes da FFGB ao Ministério Público (MP).

“Nos últimos 30 anos por aí, todos os presidentes eleitos da FFGB, sem exceção, responderam ao Ministério Público (MP), e em alguns casos houve  condenação. Isso demonstra, claramente, que a instituição que gere o futebol nacional é um berço de corrupção”, disse Júlio de Oliveira

Segundo o comentarista, a medida de caução aplicada pelo Ministério Público (MP) ao atual Presidente da FFGB nunca tinha sido  aplicada à qualquer dos anteriores presidentes da FFGB.

“Sendo assim, cabe agora ao Presidente da FFGB decidir, unilateralmente, se vai ou não renunciar  das suas funções até que a sua ficha seja limpa na justiça”, sublinhou Júlio Lusa.

Caso Carlos Alberto Mendes Teixeira não optar pela renuncia caberá  aos membro da FFGB convocar um congresso extraordinário enquanto Órgão legislador da Instituição, para suspender, por enquanto, as competências do Presidente, até terminar o processo na justiça.

“Apesar de existir ainda as possibilidades de reabilitar a sua postura perante a justiça, a dignidade do Presidente da FFB está totalmente danificada, de momento, porque a ficha de um Presidente da Federação de Futebol deve manter sempre limpa. A única chance que garante a sua continuidade no cargo é provar a justiça a sua inocência sobre o alegado desvio de fundos disponibilizados à FFGB”, disse Júlio.  

Questionado sobre que reação a entidade que gere o futebol mundial FIFA pode ter perante  esta situação, enquanto parceiro e financiador da FFGB, em resposta, Júlio de Oliveira alertou que a FIFA é uma entidade muito rigorosa no que diz respeito a corrupção.

Acrescentou  que, por o caso ainda se encontrar  sob alçada da justiça guineense, acredita que a FIFA estará de longe a observar com muita atenção, o desenrolar do processo  antes de avançar com qualquer medida.

O Presidente da FFGB Carlos Alberto Mendes Teixeira (Caíto), foi interrogado segunda-feira dia 11 de corrente mês, pelo Ministério Público (MP), sobre um montante(mais de 100 milhões de francos cfa), disponibilizado pelo Governo para o transporte da seleção de futebol de São Tomé e Príncipe , para a realização de uma partida amistosa com os “Djurtus”, em Bissau.

Depois da audiência, o Ministério Público (MP), aplicou uma medida de caução ao atual dirigente desportivo guineense, nomeadamente a  proibição de viajar para o exterior  enquanto decorrem as investigações. ANG/LLA//SG    

 

Dia Internacional de Família / Nações Unidas celebra data sob lema: “Famílias, Desigualdades e Bem-Estar Infantil”

Por Queba Coma -  Correspondente  da ANG em Portugal”

Lisboa, 15 Mai 26 (ANG) – O mundo e as Nações Unidas assinalam esta sexta-feira(15) Dia Internacional sobre Família, sob o lema: “Famílias Desigualdades e Bem-Estar Infantil”.

De acordo com uma nota desta organização internacional, à  que a ANG teve acesso, os países devem investir em políticas integradas e voltadas para a família, com vista a reduzir disparidades e apoiar o desenvolvimento saudável de meninas e meninos em todo o mundo.

Apesar do documento considerar “famílias como fundamentais para o progresso social e económico”, refere que muitas enfrentam insegurança de rendimento e acesso desigual à benefícios básicos. 

 Acrescenta que sem apoios adequados, as famílias com crianças pequenas correm maior risco de cair na pobreza, facto que  “tem efeitos duradouros na saúde, educação e bem-estar geral das crianças”.

 Tudo isso, segundo a nota, pode dificultar o desenvolvimento dos menores, particularmente quando é “agravado por desigualdades de género, raça, status migratório ou deficiência”.

Na Guiné-Bissau, por exemplo, conforme o VI inquérito aos indicadores múltiplos(MICS) - 6, publicado em 2021, apesar de algumas melhorias, a situação das crianças revela desafios estruturais “profundos”, em que 28 por cento das mesmas com menos de 5 anos apresentam atraso no crescimento (desnutrição crónica) e, apenas, 13 por cento frequentam o pré-escolar.

A educação e saúde são precárias, com um terço das crianças fora da escola primária e altas taxas de mortalidade infantil”, indica esse documento.

Ao nível global, de acordo com os relatórios de 2025 das organizações como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Organização Internacional de Trabalho (OIT), “mais de 400 milhões de crianças, em todo o mundo, vivem em pobreza severa, enfrentando privações em pelo menos duas necessidades básicas: nutrição e saúde ou casa”.

O dia 15 de Maio foi proclamado pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em Setembro de 1993, para destacar, nomeadamente a importância da família como núcleo principal da sociedade, promover a reflexão sobre direitos e responsabilidades familiares e sensibilizar sobre questões sociais, económicas e demográficas que afetam os lares no mundo.

ANG/QC//SG

 

Etiópia/Agência africana de saúde declara epidemia de ébola no leste da República Democrática do Congo

Bissau, 15 Mai 26 (ANG) - O Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (África CDC) anunciou nesta sexta-feira (15) que uma nova epidemia de ébola está em curso no leste da República Democrática do Congo (RDC), uma região devastada por conflitos armados.

Após exames em laboratório, 13 casos foram confirmados e quatro mortes foram atribuídas ao vírus. O país também registou outros 233 casos suspeitos, 65 deles fatais estão sendo investigados, segundo o África CDC.

"Confirmamos uma epidemia de doença pelo vírus ébola na província de Ituri (...) Quatro mortes foram registadas entre os casos confirmados em laboratório", escreveu na rede social X a agência com sede na Etiópia.

O órgão ainda não tem certeza com qual cepa da doença está lidando, porém, já se sabe que não é a cepa Zaire, que no ano passado provocou uma epidemia no Cassai, província que fica no sul da República Democrática do Congo.

O vírus ébola é mortal em muitos casos, apesar das vacinas e tratamentos recentes. A transmissão entre humanos ocorre por meio de fluidos corporais, tendo como principais sintomas febre, vómitos, sangramentos e diarreia

As pessoas infetads só se tornam contagiosas após o aparecimento dos sintomas, depois de um período de incubação que varia de dois a 21 dias.

Nos últimos 50 anos, a febre hemorrágica altamente contagiosa causou 15 mil mortes na África. O surto mais letal na RDC, registado entre 2018 e 2020, deixou 2.300 mortos de um total de 3.500 pessoas doentes.

O balanço inicial desta nova epidemia no leste da República Democrática do Congo parece bastante grave. A agência de saúde expressou sua "preocupação" com o "alto risco de maior propagação" devido ao contexto urbano da região e à insegurança na área.

Além da crise sanitária, a província de Ituri é afetada por diversos conflitos armados, entre comunidades no território de Djugu, e pela presença do grupo jihadista ADF no território de Irumu. Uma situação de insegurança que pode dificultar a mobilização da resposta médica.

A área afetada é uma região fronteiriça entre a RDC, o Sudão do Sul e Uganda, onde já ocorreram epidemias do vírus. O Sudão do Sul, inclusive, é uma das nações mais pobres do mundo, também devastada por conflitos e carecendo de infraestrutura.

Por enquanto, as autoridades congolesas ainda não se pronunciaram sobre a situação. O tradicional Conselho de Ministros deve ocorrer nesta tarde desta sexta-feira. Já o Africa CDC anuncia, por sua vez, a realização de uma reunião de emergência nacional com as autoridades do Sudão do Sul e de Uganda. Uma coletiva de imprensa está prevista para o final do dia em Adis Abeba, Etiópia. ANG/RFI/ AFP

 

Educação / Conferência Nacional sobre Educação recomenda reformas urgentes e mais investimento no setor educativo

Bissau, 15 mai 26 (ANG) - Os participantes da primeira Conferência Nacional sobre Educação recomendaram reformas profundas do sistema educativo guineense e  um compromisso do Estado para enfrentar os desafios estruturais que afetam o setor.

O encontro decorreu quinta-feira durante todo o dia  sob o lema: “Por uma Educação de Qualidade, Inclusiva e Participativa”, reunindo representantes da Plataforma das Associações Estudantis, diretores de escolas, inspetores e outros atores ligados ao ensino.

No final dos trabalhos, os participantes aprovaram a Declaração Final da Primeira Conferência sobre Educação, documento que apresenta um diagnóstico crítico sobre a situação atual do ensino na Guiné-Bissau e propõe um conjunto de medidas para a refundação do sistema educativo nacional.

Segundo a Declaração Final, o estado atual da educação reflete desafios históricos e estruturais que exigem uma ação urgente e coordenada.

 Os conferencistas identificaram graves desigualdades sociais, regionais e económicas no acesso ao ensino, afetando crianças, jovens, raparigas e estudantes das zonas rurais e de famílias em situação de vulnerabilidade.

Alertaram  para o comprometimento da qualidade do ensino e da aprendizagem, devido  a insuficiência de professores,  escassez de materiais pedagógicos,  instabilidade recorrente do calendário escolar,  fragilidade da fiscalização pedagógica e  limitada valorização social da carreira docente, fatores que, segundo afirmam, contribuem para a desmotivação dos profissionais do setor.

Outro ponto destacado foi a exclusão dos estudantes dos espaços de diálogo e de tomada de decisão sobre as políticas educativas.

Para os conferencistas, apesar de serem os principais beneficiários do sistema, os estudantes continuam sem participação ativa na definição do futuro da educação nacional.

A conferência também identificou  a desconexão entre o sistema educativo e as necessidades reais do mercado de trabalho e do desenvolvimento sustentável, e recomenda  maior aposta na formação técnica e profissional, bem como no empreendedorismo jovem, como forma de impulsionar a transformação económica do país.

Os participantes denunciaram  a corrupção endémica, a má gestão dos escassos recursos destinados ao setor e a persistente instabilidade política como fatores que comprometem qualquer avanço significativo na educação.

Os conferencistas reafirmaram que a educação deve ser encarada como um direito humano fundamental e não como privilégio de uma elite ou instrumento de manipulação política.

Defenderam uma educação inclusiva, assente na igualdade de oportunidades, na justiça social e na qualidade da aprendizagem, alinhada com os princípios e metas globais promovidos pela UNESCO e pelo UNICEF.

Entre as principais recomendações  apresentadas ao Estado guineense constam o aumento progressivo do orçamento destinado ao setor da educação, a implementação imediata de um plano nacional para construção e reabilitação de escolas, a valorização dos professores através de formação contínua e incentivos pedagógicos  e a adoção de mecanismos rigorosos para garantir transparência na gestão dos fundos públicos.

Os participantes pediram o reconhecimento formal das associações estudantis e a sua integração nos espaços de diálogo e de tomada de decisões sobre políticas educativas.

Ao presidir ao encerramento da conferência, o ministro da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica, Mamadu Badji, prometeu trabalhar em parceria com a Plataforma das Associações Estudantis e com os parceiros técnicos e financeiros para responder, a curto, médio e longo prazo, às preocupações levantadas durante o encontro.

Mamadu Badji felicitou os organizadores pela visão estratégica e pelo compromisso cívico demonstrado, destacando que a juventude guineense continua a afirmar-se como uma força transformadora essencial para o desenvolvimento sustentável do país.

O governante sublinhou que a conferência demonstrou que a educação continua a ser uma das principais forças mobilizadoras para a transformação social, o reforço da estabilidade institucional, a promoção do desenvolvimento económico e a consolidação da paz na Guiné-Bissau.

 A abertura da conferencia foi presidida pelo Primeiro-ministro de transição, que na ocasião  prometeu dignificar os profissionais
dos sectores da educação e saúde.

‎‎‎Ilídio Vieira Té disse que o desenvolvimento de qualquer país depende da valorização dos setores sociais, nomeadamente o sector de  educação e da saúde.

‎O chefe do executivo apelara aos participantes da conferência para analisarem de forma séria, sem tabu,  a atual situação do ensino guineense, e declarou  que o Governo aguarda  as recomendações saídas do encontro para  sua  implementação, a medida do possível. ANG/LPG//SG

Festival de Pecixe/Organizadores preveem atrair mais investimento para a ilha   

Bissau, 15 Mai 26 (ANG) – Os Organizadores da 3ºEdição do Festival de Pecixe perspetivarm  atrair mais investimento para a criação de mais infraestruturas na ilha,  nos próximos tempos.

“Digo que perspetivamos atrair maior número de investidores porque a ilha de Pecixe é uma zona estratégica para o turismo. Com a realização de sucessivos festivais vai permitir a divulgação da sua imagem e mostrar ao mundo que a Guiné-Bissau tem zonas agradáveis e que, apesar de tudo, as pessoas podem viver em segurança neste país”, disse Iovanis Augusto Mandami, coordenador do Festival , em entrevista, quinta-feira à ANG.

Iovanis Augusto Mandami considerou  de positivo o balanço da 3ª Edição do Festival de Pecixe encerrado recentemente.

Disse que se houver mais investimento em Pecixe  vai gerar emprego para  juvenis e promoção do progresso  local.

Sobre resultados concretos da iniciativa, destacou que ao  nível local conseguiram ter sucesso de certo modo, uma vez que  durante o festival as mulheres vendedeiras e pequenos comerciantes daquela localidade conseguiram recolher uma receita considerável.

 “O festival serve também para sensibilizar as pessoas no que tem a ver com as medidas preventivas sobre  alterações climáticas, uma vez que a Guiné-Bissau é um país de risco e,  por isso, é preciso se cuidar com a finalidade de evitar catástrofes naturais”, disse Mandami.

Iovanis  Mandami disse que, até ao último momento dos preparativos para realização da 3ª Edição de Festival estavam a e deparar com dificuldades financeiros para fazer certas actividades mas que  graças ao apoio financeiro do  Primeiro-ministro conseguiram ultrapassar essas dificuldades.

A 1ª Edição de Festival do Pecixe decorreu em 2017. Um grupo de jovens realizaram uma atividade, que depois acabou por ser    considerada  a primeira edição, como forma de valorizar os esforços desse grupo de jovens. O 2º em 2019 e a terceira este ano.

Iovanis disse  que, doravante a realização do Festival de Pecixe será anualmente, com a finalidade de atingir mais pessoas e de promover a imagem local para atrair vantagens que possam contribuir no desenvolvimento do país.

Explicou que a iniciativa de realização de festival em Pecixe surgiu em 2018  de um senhor chamado Agostinho.

Disse que  após manterem conversações , no dia seguinte Agostinho apresentou um projecto, que após receber a aprovação de todos os trabalhos para a concretização da iniciativa arrancaram.

Mandami  agradece à  todos que apoiaram para a concretização do Festival de Pecixe.  ANG/AALS//SG

Portugal/ Cooperação académica e científica África-Europa reforçada

Bissau, 15 Mai 26 (ANG) – A cooperação académica e científica entre África e Europa foi reforçada na quinta-feira em Lisboa com a assinatura de um acordo de parceria estratégica entre o Fórum das Associações Africanas de Inteligência Económica (FAAIE), com sede em Dakhla, e a Universidade Católica Portuguesa (UCP).

Este acordo, assinado pelo Presidente do Fórum, Driss Guerraoui, e pela Reitora da UCP, Isabel Capeloa Gil, tem como objetivo estabelecer um quadro institucional de cooperação nas áreas de estudos, pesquisa e atividades científicas de interesse comum, bem como a organização de encontros académicos, conferências e treinamentos especializados, além da troca de publicações e documentos científicos.

Esta parceria representa uma importante oportunidade para especialistas, pesquisadores e atores institucionais que representam os 23 países africanos fundadores do Fórum, dadas as perspectivas promissoras que oferece para o fortalecimento da inteligência estratégica e da governança econômica entre os dois lados do Atlântico.

Tem como objetivo também fortalecer as capacidades dos atores académicos africanos e apoiar os esforços para construir ecossistemas continentais avançados nas áreas de previsão estratégica, inovação e competitividade.

Em declaração à MAP nesta ocasião, a Sra. Capeloa Gil indicou que esta cooperação representa um pilar essencial para aprofundar o entendimento mútuo e consolidar os laços históricos que unem Portugal, Marrocos e todo o continente africano.

A ambição comum é desenvolver estratégias que possam promover um salto qualitativo nos campos económico e científico, bem como estabelecer espaços de pesquisa sustentáveis ​​que liguem a África e a Europa, acrescentou ela.

Por sua vez, o Sr. Guerraoui afirmou que a assinatura deste acordo com a UCP faz parte de uma visão estratégica que visa construir pontes sólidas de conhecimento entre a África e a Europa.

Ele explicou que essa cooperação é fundamental para o desenvolvimento da pesquisa científica e da inovação nas áreas de inteligência estratégica e governança económica, servindo aos interesses comuns do continente africano e de seus parceiros na costa norte do Mediterrâneo.

Criado em 2018 sob a égide da Universidade Aberta de Dakhla, o Fórum das Associações Africanas de Inteligência Económica trabalha para promover as melhores práticas em inteligência económica na África. ANG/Faapa

   

China/ Xi Jinping alerta Trump para risco de ‘conflito’ sobre a questão de Taiwan

Bissau, 15 Mai 26(ANG) - Os presidentes da China e dos Estados Unidos encerraram, quinta-feira (14) ,as conversas da cúpula bilateral, durante a visita de três dias de Donald Trump a Pequim.

Segundo a televisão estatal chinesa, Xi Jinping advertiu que a China e os Estados Unidos poderiam entrar em “conflito” caso Washington conduzisse mal a questão de Taiwan.

O presidente americano foi recebido pelo líder chinês no Palácio do Povo, símbolo do poder em Pequim, ao lado da Praça Tiananmen, decorada com as cores das bandeiras chinesa e americana.

De acordo com jornalistas que acompanham a visita, os dois líderes conversaram por cerca de duas horas e 15 minutos, após uma recepção militar.

No início do encontro, Trump, que acredita fortemente no peso das relações pessoais entre líderes e afirma ter proximidade com Xi, declarou ser uma “honra estar ao (seu) lado” e “uma honra ser (seu) amigo”

Além de Taiwan e da economia, Xi Jining e Donald Trump  discutiram o conflito no Oriente Médio, a guerra na Ucrânia e a situação na península coreana.

“As relações entre a China e os Estados Unidos vão ser melhores do que nunca”, chegou a afirmar Donald Trump.

Sobre Taiwan, o presidente chinês usou um termo em mandarim que não se refere necessariamente a um conflito militar, mas que também pode indicar oposição firme ou confronto diplomático e político.

“A questão de Taiwan é a mais importante nas relações sino-americanas. Se for bem tratada, as relações entre os dois países poderão permanecer globalmente estáveis. Se for mal conduzida, os dois países entrarão em choque, ou até mesmo em conflito”, declarou Xi Jinping.

Em reação, o governo de Taiwan afirmou que a China representa “o único risco”’para a paz regional. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores taiwanês citou como exemplos o “assédio militar” chinês ao redor da ilha e na região, além das chamadas táticas de zona cinzenta – manobras coercitivas que não configuram atos de guerra.

O governo taiwanês também declarou que os Estados Unidos reiteraram, durante o encontro, seu “apoio claro e firme” à ilha democrática.

A China considera Taiwan uma de suas províncias e afirma não ter conseguido “unificá‑la” ao restante do território desde o fim da guerra civil chinesa, em 1949. Pequim defende uma retomada pacífica, mas não descarta o uso da força.

Washington não mantém relações diplomáticas oficiais com Taipé desde 1979, quando reconheceram a República Popular da China como o governo legítimo da China. Apesar disso, os dois lados mantêm uma relação estreita, porém não oficial, baseada em comércio, segurança e intercâmbios culturais.

Esses vínculos são estruturados pela lei americana chamada Taiwan Relations Act, que permite cooperação sem reconhecimento diplomático formal. Os Estados Unidos são os principais fornecedores de armas da ilha, o que desagrada as autoridades chinesas, que veem nessa política uma violação da soberania nacional.

 “O independentismo taiwanês é incompatível com a paz no Estreito de Taiwan”, afirmou Xi Jinping, em referência à faixa marítima que separa a ilha da China continental.

Desde 2016, com a ascensão ao governo de Tsai Ing‑wen em Taipé e, depois, de Lai Ching‑te, em 2024, Pequim intensificou as manobras militares ao redor de Taiwan.

Após as primeiras conversas, Donald Trump visitou o Templo do Céu, sítio histórico inscrito no património mundial da humanidade. Para analistas, a escolha do local teve forte simbolismo: sob as dinastias imperiais, os imperadores chineses iam até o templo para rezar por boas colheitas e reafirmar sua legitimidade.

Os dois líderes voltam a se reunir na sexta-feira (15), quando Xi Jinping tomará chá e almoçará com Donald Trump. ANG/RFI com agências

 

          Quénia/Novo surto de ébola já provocou 65 mortos na RDCongo 

Bissau, 15 Mai 26(ANG) - A República Democrática do Congo (RDCongo) declarou um novo surto de ébola que já fez pelo menos 65 mortos, com mais 246 casos suspeitos, avançou hoje a agência de saúde pública da União Africana (UA).

Em comunicado, o Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças da UA disse que os casos foram registados principalmente nas zonas de Mongwalu e Rwampara, na província de Ituri (leste).

A RDCongo, país vizinho de Angola, sofreu outro surto de ébola entre setembro e dezembro de 2025, que provocou 45 mortes e 64 casos na província de Kasai (centro).

ANG/Inforpress/Lusa

 

China/Trump conclui visita  sem avanços concretos no Golfo e mantém pressão por acordo com o Irã

Bissau, 15 Mai 26 (ANG) - Ao encerrar uma visita de dois dias a Pequim nesta sexta-feira (15), o presidente norte-americano, Donald Trump, elevou o tom contra o Irã e disse estar “perdendo a paciência” com o impasse nas negociações.

A declaração sintetiza o encontro com Xi Jinping: embora EUA e China tenham alinhado posições mínimas sobre temas sensíveis, o conflito no Golfo segue sem solução clara e com efeitos crescentes sobre a economia, apesar dos acordos comerciais bilaterais robustos que Trump afirma ter obtido.

 “É uma visita histórica que ficará marcada”, declarou Xi Jinping no segundo dia do giro de Donald Trump à China, nesta sexta-feira (15). “Firmamos acordos comerciais excelentes, muito positivos para os dois países”, disse Trump, sem dar mais detalhes, durante um novo encontro com o presidente chinês em Zhongnanhai, complexo que abriga a cúpula do poder na China, perto da Cidade Proibida,  vasto complexo de palácios localizado no centro de Pequim.

O presidente norte-americano deixou a capital chinesa nesta sexta-feira no início da manhã.

Do lado chinês, Xi Jinping saudou a criação, entre as duas potências rivais, de uma nova relação de "estabilidade estratégica construtiva", tornada pública pelos chineses na véspera, no primeiro dia da cúpula entre China e Estados Unidos. 

Donald Trump afirma ter obtido vários compromissos económicos importantes por parte da China.

O presidente norte-americano menciona, entre eles, uma encomenda de 200 aviões Boeing de grande porte — a primeira desse nível em quase dez anos —, embora menor do que a compra de 500 aeronaves de corredor único 737 MAX e cerca de 100 aviões de grande porte (787 Dreamliner e 777) mencionada pela imprensa há meses, além do aumento das aquisições chinesas de soja, carne bovina, petróleo e outros produtos agrícolas dos Estados Unidos.

Washington afirma que há negociações em estágio avançado para ampliar o comércio de produtos sem caráter estratégico, com potencial de alcançar várias dezenas de bilhões de dólares.

 A ideia é retomar e ampliar as trocas em áreas menos sensíveis, deixando de lado setores onde há disputa tecnológica e militar mais acirrada. Ao mesmo tempo, Estados Unidos e China tentam criar mecanismos para evitar uma nova escalada comercial, após meses de tensões tarifárias.

Ainda assim, um tema segue especialmente delicado: o das terras raras. Os Estados Unidos reconhecem que houve avanço nas exportações chinesas desses minerais estratégicos — fundamentais para baterias, semicondutores e a indústria de defesa —, embora Pequim continue retardando a liberação de algumas licenças.

Segundo Trump, houve entendimento com o líder chinês de que Teerã não pode desenvolver arma nuclear e precisa restabelecer a livre navegação no Estreito de Ormuz, ponto estratégico por onde passa uma parcela expressiva do petróleo consumido no mundo.

A crise no local, agravada após ataques iniciados no fim de Fevereiro, praticamente interrompeu o tráfego marítimo e provocou uma das maiores desorganizações recentes no fornecimento global de energia.

A convergência entre Washington e Pequim, no entanto, se limita a objetivos gerais.A China evitou comentar diretaente o teor das conversas, mas deixou claro seu desconforto com a escalada militar.

Em nota oficial, o governo chinês afirmou que o conflito “não deveria ter ocorrido” e que sua continuidade é injustificável — posição que reforça a aposta de Pequim em uma saída negociada.

Apesar disso, há sinais de acomodação estratégica. De acordo com a Casa Branca,Xi Jinping se comprometeu a não fornecer equipamentos militares ao Irã e demonstrou interesse em ampliar a compra de petróleo norte-americano. O movimento é interpretado como uma tentativa de reduzir a dependência chinesa do Estreito de Ormuz, hoje sujeito a interrupções e ameaças recorrentes.

Enquanto as potências tentam preservar canais de diálogo, o cenário no Golfo segue volátil. Um episódio recente — o ataque a um navio indiano transportando gado, atingido nas proximidades deOmã e posteriormente desviado para território iraniano — ilustra o nível de risco na região. Relatos de segurança marítima indicam o uso de míssil ou drone, além da atuação de pessoas não autorizadas que assumiram o controle da embarcação.

O ambiente de insegurança alimenta o temor de novas interrupções no comércio global de energia e pressiona governos a buscar rotas alternativas. Nos Emirados Árabes Unidos, autoridades aceleraram planos para expandir a capacidade de exportação por meio de um oleoduto ligado ao terminal de Fujairah, fora da área crítica do estreito.

Os impactos económicos já são visíveis. Mercados financeiros reagem com queda nas bolsas europeias e alta nos rendimentos de títulos públicos, refletindo a expectativa de inflação mais elevada. Investidores avaliam que o encarecimento da energia e a instabilidade geopolítica podem forçar bancos centrais a adotar uma política monetária mais dura.

Na Alemanha, maior economia da Europa, o governo projeta uma desaceleração mais forte no segundo trimestre, depois de um crescimento modesto no início do ano. O diagnóstico oficial aponta uma combinação de preços mais altos, gargalos de abastecimento e perda de confiança de empresas e consumidores.

No mercado de petróleo, a tendência é de alta. A combinação entre oferta ameaçada e tensão geopolítica sustenta os preços e reforça a percepção de risco prolongado. Ainda que o Irã sustente que parte do fluxo marítimo foi mantida, o histórico recente de ataques e apreensões mantém a cautela entre operadores.

No plano diplomático, cresce a pressão internacional por um acordo. A China defende um cessar-fogo duradouro e atua como possível mediadora indireta, enquanto os Estados Unidos endurecem o discurso. Trump sinaliza menor disposição para concessões e cobra avanços rápidos nas negociações, que contam com intermediação do Paquistão, mas seguem travadas.

Ao mesmo tempo, o presidente norte-americano relativizou pontos centrais do contencioso nuclear, sugerindo que a recuperação do eventual estoque de urânio enriquecido iraniano teria mais valor político do que impacto efetivo sobre a segurança — uma declaração que indica margem para barganha, apesar do tom rígido adotado publicamente.

A crise também se desdobra em outras frentes regionais. O Irã pressiona pelo encerramento definitivo dos combates no Líbano, onde Israel mantém operações militares mesmo após o anúncio de uma trégua paralela. Conversas recentes em Washington entre representantes israelenses e libaneses foram classificadas como construtivas, mas ainda sem resultados concretos.

Ao fim da passagem de Trump por Pequim, o quadro que se desenha é o de uma tentativa de coordenação entre as duas maiores potências globais diante de uma crise que afeta simultaneamente segurança, energia e economia. Sem avanços decisivos, porém, o risco é de prolongamento da instabilidade, com efeitos cada vez mais amplos e difíceis de conter. ANG/RFI/ AFP

 

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Ensino/ Plataforma Nacional de Associações Estudantis promove Conferência Nacional sobre qualidade do ensino

Bissau, 13 Mai 26 (ANG) - A Plataforma Nacional  de Associações Estudantis para Educação promove, quinta-feira, a 1ª  Conferência Nacional dedicado à análise do estado atual do sector educativo do país.

De acordo com o programa enviado à  ANG , o evento  decorrerá sob o lema “ Por uma Educação de Qualidade, Inclusiva e Participativa”, e contará com a participação do Primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té.

Parceiros internacionais, Sindicatos, diretores de escolas, estudantes e outros intervenientes do sistema educativo, tomarão igualmente parte na conferência que prevê a identificação dos desafios e definição de estratégias para a melhoria da qualidade do ensino no país.

A sessão oficial de abertura será marcada por discursos do Primeiro-ministro, da UNICEF, do Presidente da Plataforma Nacional de Associações Estudantis, de representantes dos sindicatos dos professores e dos diretores das escolas .

O primeiro painel, será dedicado ao tema: “ Estado da Educação na Guiné-Bissau”, contando com intervenção de técnicos do Ministério da Educação, diretores de escolas e representantes estudantis.

A programação incluiu uma mesa redonda intitulada “Voz dos estudantes” centrada nas experiências reais vividas nas escolas.

No período da tarde, os participantes serão distribuídos em grupos de trabalho para discutir temas como qualidade do ensino, infraestruturas escolares, direito à participação estudantil, emprego jovem e formação profissional.

A conferência vai terminar com a validação do documento final, aprovação das recomendações e compromissos da Plataforma. ANG/LPG/ÂC//SG


Sociedade/Governo e PNUD realizam Diálogo Estratégico de Alto Nível sobre impacto da crise Global e o reforço da resiliência nacional

Bissau, 13 Mai 26 (ANG) - O Governo,  em parceria com as Nações Unidas e os parceiros de desenvolvimento iniciou, esta terça-feira, um encontro de Diálogo Estratégico de Alto Nível sobre o impacto da crise Global e o reforço da resiliência nacional com o foco na promoção de boa governação.



Na cerimónia de abertura do evento, o Diretor-geral de Inclusão e Solidariedade Social, Carlos Tipote pediu soluções viáveis aos participantes para a protecção dos mais vulneráveis.

“Este diálogo tem como objectivo principal reforçar a boa governação,  transparência,  responsabilidade e  protecção social, contribuindo assim, para maior confiança e estabilidade da Guiné-Bissau. Pretende igualmente transformar a preocupação em acção coordenativa”, disse aquele responsável.

Tipote sustentou que, com a referida acção, perspectivam igualmente reforçar a articulação entre o Governo, parceiros de desenvolvimento e diferentes atores nacionais em torno das prioridades claras, recomendações concretas e soluções suscetíveis à promoção do bem comum na Guiné-Bissau.

Durante três dias, os participantes do evento abordarão os impactos da guerra no Médio Oriente sobre os preços dos combustíveis, o custo de vida, a segurança alimentar e a resiliência económica do país bem como soluções para proteger os mais vulneráveis. ANG/AALS//SG

 

 

Líbano/Líder do Hezbollah recusa desarmamento e promete "inferno" a Israel

Bissau, 13 Mai  26(ANG) – O líder do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou hoje que o Líbano discuta o desarmamento do grupo libanês pró-iraniano com Israel e ameaçou transformar o conflito com o exército israelita num inferno.


"As armas e a Resistência não dizem respeito a ninguém fora do Líbano (...) é uma questão interna libanesa que não faz parte das negociações com o inimigo", disse Qassem numa mensagem dirigida aos combatentes do Hezbollah.

"Não nos renderemos e transformaremos a batalha num inferno para Israel", acrescentou, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

A declaração surge numa altura em que o Líbano e Israel deverão realizar uma nova ronda de negociações em Washington, na próxima quinta-feira.

Israel exige ao Governo do Líbano o desarmamento do Hezbollah, entre outras condições para cessar as hostilidades contra o país vizinho.

O Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra no Médio Oriente ao atacar Israel em 02 de março, dois dias depois de o líder iraniano, Ali Khamenei, ter sido morto no início da ofensiva israelo-americana contra Teerão.

Israel alegou que os ataques do Hezbollah constituíam uma violação do cessar-fogo de Novembro de 2024, que tinha interrompido a guerra que ocorria então no sul do Líbano desde Outubro de 2023.

O conflito entre o Hezbollah e Israel remonta a 1982, quando a organização política e paramilitar fundamentalista foi fundada para combater a invasão do Líbano por Israel.

Naim Qassem, o clérigo xiita que sucedeu a Hassan Nasrallah, morto em Beirute num ataque do exército israelita em 27 de Setembro de 2024, rejeitou também a realização de negociações diretas do Líbano com Israel.

"Apelamos à opção por negociações indiretas, em que os trunfos estejam nas mãos do negociador libanês, e ao abandono das negociações diretas, que apenas pressupõem benefícios para Israel e concessões gratuitas por parte das autoridades libanesas", afirmou.

Qassem assegurou que o Hezbollah vai manter a luta armada contra Israel pelo tempo que for necessário.

"Não nos submeteremos nem nos renderemos, e continuaremos a defender o Líbano e o seu povo, por muito tempo que passe e por maiores que sejam os sacrifícios, que são menores do que o preço da rendição", afirmou.

"O inimigo acabará por ceder, tarde ou cedo", acrescentou, também citado pela agência de notícias espanhola EFE.

O Líbano é um dos países mais atingidos pela guerra israelo-americana contra o Irão, com 2.869 mortos desde 02 de Março até segunda-feira, de acordo com um balanço oficial divulgado Ministério da Saúde libanês.

Israel recusou incluir o Líbano no cessar-fogo negociado entre os Estados Unidos e o Irão que entrou em vigor em 08 de Abril, para permitir conversações sob mediação do Paquistão.

Posteriormente, Israel concordou com uma trégua em 17 de Abril para negociar com as autoridades de Beirute o fim do conflito, mas os combates nunca cessaram, com as forças israelitas e o Hezbollah a trocar disparos diariamente.

Os combates têm ocorrido sobretudo no sul do Líbano, onde Israel controla uma faixa com cerca de 10 quilómetros a partir da fronteira.

O Hezbollah tem um braço armado, o Conselho da Jihad, e integra o chamado "Eixo da Resistência", uma coligação de grupos radicais financiada pelo Irão para atuar contra interesses israelitas e norte-americanos na região.

A ala política do Hezbollah, o partido Lealdade à Resistência, conta com 15 deputados (mais três do que em 2018) dos 178 que constituem o parlamento do Líbano. ANG/Inforpress/Lusa