segunda-feira, 24 de agosto de 2026

 

Regiões/ Governadora da região de Cacheu oferece 20 paletes de água ao Clube de Futebol Clube de Canchungo

Cacheu, 24 Ago 26 (ANG) – A Governadora da Região de Cacheu, ofereceu, no fim-de-semana, em Canchungo, 20 paletes de água potável e 01 saco de arroz de 50 quilogramas à Direção do Futebol Clube de Canchungo.

De acordo com o despacho do Correspondente da ANG na Região de Cacheu, a oferta fez-se no quadro de apresentação pública do FC de Canchungo na qualidade de  Campeão Nacional de Futebol da época 2025/2026, numa cerimónia que decorreu no Estádio "Saco Vaz".

Honorina Vasconcelos disse que o objetivo desse gesto é apoiar ao Clube Campeão Nacional de Futebol da 1ª Divisão da Guiné-Bissau, para minimizar as suas dificuldades.

Em nome da direcção do FC  de Canchungo, Humberto Tavares louvou a iniciativa da governante e prometeu um bom uso da água potável e arroz, justificando que o clube e os jogadores precisam desses bens preciosos para o consumo humano. ANG/AG/JD/ÂC//SG

 

 

Regiões/”A infeção respiratória  e  tifoide são  doenças mais frequentes em Biombo”, diz o  Diretor Clínico do Hospital Regional de Biombo

Biombo, 24 Ago 26(ANG) – O Diretor-clínico e igualmente Enfermeiro Chefe do Hospital Regional de Biombo, em Quinhamel, revelou  que a infeção respiratória e tifóide são as doenças mais frequentes naquela localidade, do norte do país.

Julião Cá fez essas revelações  em entrevista exclusiva no passado  fim de semana ao Correspondente regional da  ANG.

“”Realmente as mais frequentes são a infeção respiratória, seguida de febre tifóide que aparecem devido a  falta de condições sanitárias e o consumo de água potável sem  qualidade”, afirmou.

Cá salientou que, para ultrapassar essa situação a população local  deve se cuidar ou prevenir não permitindo que as crianças lavassem cada vez que chove, e que usassem  roupas adequadas nos períodos  frios.

Júlio Cá  recomenda tratamento com lixívia da água para consumo, sendo uma gota de lixívia por cada litro de água. ANG/MN/ÂC//SG

Regioes/CRE de Cacheu incinera materiais eleitorais utilizados nas eleições de 2025

Canchungo, 24 Ago 26 (ANG) - A Comissão Regional de Eleições (CRE) de Cacheu procedeu, no passado fim de semana, em Canchungo, a incineração dos materiais eleitorais utilizados nas eleições gerais realizadas em 23 de Novembro de 2025.

Segundo o Correspondente da ANG para a Região de Cacheu, o ato foi presidido pelo Chefe de Serviço da CRE de Cacheu, Eduino Felipe Baticã Ferreira, em representação do Presidente da referida instituição.

Na ocasião, aquele responsável disse que a iniciativa se enquadra no processo de encerramento das atividades relacionadas com o processo eleitoral do ano passado.

Eduino Felipe Baticã Ferreira considerou a incineração uma etapa importante para o encerramento do processo eleitoral, destacando-a como uma demonstração de transparência e responsabilidade institucional, bem como de respeito pelas normas que regulam a administração eleitoral.

Segundo aquele responsável, o ato constitui igualmente uma oportunidade para reconhecer o trabalho desenvolvido pelos diferentes intervenientes no processo eleitoral, contribuindo para a consolidação da democracia no país.

Entre os materiais incinerados constavam boletins de voto, atas de apuramento dos resultados eleitorais, sínteses constitutivas dos membros das mesas e minutas de protestos apresentados pelos candidatos às eleições presidenciais e legislativas de 23 de Novembro de 2025.ANG/AG/MI/ÂC//SG

CPLP/ Aprovado o estatuto de observador consultivo a 14 entidades dos Estados-membros

 

Bissau, 24 Ago 26(ANG) - O Conselho de Ministros da CPLP aprovou, durante a XXXI Reunião Ordinária, ocorrida em 19 de Agosto em Timor-Leste, a concessão de observador consultivo a 14 entidades dos Estados-Membros, anunciou hoje a organização.

 

"Entre as novas entidades com estatuto de observador consultivo encontram-se organizações de Angola, Brasil, Moçambique, Portugal e Timor-Leste, abrangendo áreas como educação, ambiente, saúde, desporto, comércio exterior, desenvolvimento socioambiental, empreendedorismo e participação associativa", declarou a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), numa nota de imprensa.

 

Concretamente, passam a ter o estatuto "a Associação Internacional das Comunidades Luso-Asiáticas (APCA), de Timor-Leste; a Associação Internacional das Comunidades de Língua Portuguesa (CLPI), a Confederação do Desporto de Portugal, o Panathlon Clube de Lisboa e a Universidade de Lisboa/Colégio Tropical, de Portugal; e a Associação de Educação de Jovens e Adultos de Nampula (ASEJANA) e o Instituto Nacional de Saúde de Moçambique (INS)", começou por referir.

 

De Angola, foram aprovadas a Associação de Mulheres Marítimas e Portuárias e Atividades Conexas de Angola (AMMPACA - WIMANGOLA) e o Fórum Empresarial dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (FE-PALOP), prosseguiu.

 

 

Por fim, do Brasil, "foram aprovadas como observadores consultivos seis entidades: o Centro de Educação Ambiental e Preservação do Património da Universidade Federal do Paraná, o Fórum das ONG/Aids do Estado de São Paulo (FOAESP), o Fundo Brasileiro de Educação Ambiental (FunBEA), a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (FUNCEX) e o Instituto Espinhaço - Biodiversidade, Cultura e Desenvolvimento Socioambiental".

 

A organização lusófona explicou que a decisão tem por base os seus estatutos e o regulamento dos observadores consultivos, "adotado em 2009 e posteriormente alterado em 2016 e 2023". 

"A atribuição desta categoria decorre dos pedidos apresentados pelas entidades e do cumprimento das disposições regulamentares aplicáveis", indicou.

 

A CPLP é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, sendo que este país detém a presidência rotativa da organização desde que as novas autoridades militares retiraram a  Guiné-Bissau  da organização. ANG/Inforpress/Lusa

Venezuela/Dois meses após os terramotos , famílias ainda buscam por parentes desaparecidos em La Guaira

Bissau, 24 Ago 26 (ANG) - Nesta
segunda-feira (24), o terramoto duplo que devastou o estado de La Guaira, na Venezuela, completa dois meses.

Nas áreas mais afetadas, sobraram pilhas de concreto e entulho. O movimento diminuiu, mas algumas localidades ainda mantêm operações de busca por vítimas que permanecem soterradas sob os escombros.

Até o momento, o governo venezuelano indica que a tragédia deixou aproximadamente 6.500 mortos.

Em Caraballeda, um dos municípios mais atingidos pelos sismos de magnitude 7,2  e 7,5, famílias observavam, neste domingo (23), debaixo das sombras das barracas posicionadas às margens das montanhas de concreto que restaram dos edifícios que desabaram, o andamento dos trabalhos.

“Estou buscando minha irmã”, disse Deisy Rodríguez, que há dois meses deixou de procurar emprego para tentar encontrar Carmen Rodríguez, uma das tantas desaparecidas que não são contabilizadas pelos números oficiais divulgados pelo governo Venezuelano.

“Eu venho para cá todos os dias. Chego às seis da manhã e fico até umas seis da tarde. É terrível, mas vou ficar aqui até conseguir o corpo da minha irmã”, relata Deisy.

Não se sabe ao certo quantos corpos ainda permanecem debaixo dos escombros. Neste domingo, Hernán José Paredes, trabalhador vinculado ao Ministério do Poder Popular de Obras Públicas, tentava quebrar o concreto para acessar uma possível vítima.

Ao seu lado, agentes do serviço funerário venezuelano, vestidos com macacão de proteção descartável, aguardavam a remoção de um corpo encontrado mais cedo.

Para José Paredes, que diz estar trabalhando nas operações de busca e resgate desde o início da tragédia, os trabalhos de remoção dos corpos podem durar meses. “Vai levar tempo. Aqui se está retirando laje por laje.

Se a gente entrar com máquina, não vai ser possível reconhecer os corpos”, disse o trabalhador que contou já ter extraído nove corpos de vítimas da tragédia.

Nem todos os corpos localizados, no entanto, são identificados pelas famílias das vítimas.

Na semana passada, os corpos de 40 crianças e adolescentes que estavam no necrotério improvisado montado em uma zona portuária de La Guaira foram encaminhados ao Cemitério da Esperança, onde foram sepultados junto a outras vítimas não identificadas.

Todas as lápides contêm informações que podem ajudar possíveis familiares a reconhecer os corpos posteriormente.

O volume de escombros deixado pelos terramotos de 24 de Junho em La Guaira chega a 2,1 milhões de toneladas, segundo estimativa do ministro do Ecossocialismo, Nelson Rodríguez. A remoção e o processamento desse material poderiam levar cerca de um ano.

“Estimamos que pode ser cerca de um ano de trabalho, de classificação, de trituração, para reduzir o volume [dos escombros]. Cada vez que trituramos reduzimos o volume em cerca de 80%. Fazemos essa estimativa de um ano para poder acabar [todo o trabalho]”, afirmou Rodríguez, em entrevista ao canal estatal VTV, na semana passada.

Segundo o ministro, em 57 dias de operação, mais de 500 mil toneladas foram retiradas dos locais dos desabamentos. Desse total, cerca de 40 mil foram trituradas. A operação recolhe atualmente entre 280 e 300 toneladas de escombros por dia.

Onde as operações de extração de vítimas já terminaram, resta o silêncio e montanhas de concreto. A paisagem é irreconhecível.

Nas primeiras semanas após os terramotos, esses locais eram ocupados por familiares em busca de notícias, equipes de resgate e, depois, máquinas pesadas que retiravam os escombros.

Com o fim das operações, também diminuiu a presença de voluntários e de equipes de assistência. Muitos voluntários que iam diariamente para essas áreas deixaram de aparecer. Até alguns pontos administrados por agências da ONU, onde havia distribuição diária de alimentos, foram desmobilizados.

Famílias que vivem em regiões mais afastadas dos locais dos desabamentos caminhavam todos os dias até os pontos de distribuição de alimentos. Desde os terramotos, parte dos moradores está sem emprego e passou a depender das doações. Com a redução da ajuda, a dificuldade agora é outra: encontrar o que comer. ANG/RFI

 

 

       Guiné/Várias mortes em desabamento de aterro sanitário em Conacri

Bissau, 24 Ago 26 (ANG) - Várias pessoas morreram no domingo em um deslizamento de terra em um aterro sanitário em Dar es Salaam, nos arredores de Conacri, após fortes chuvas, informou a mídia local, citando um funcionário local e testemunhas.

A tragédia ocorreu por volta das 3h da manhã, quando uma grande massa de lixo desabou sobre casas localizadas perto do aterro sanitário, disseram as mesmas fontes.

Segundo a imprensa guineense, 18 corpos foram retirados dos escombros e levados para o necrotério de um hospital na capital.

O Ministro da Administração Territorial e Descentralização, Djenabou Touré, que visitou o local, indicou que um relatório será elaborado ao final das operações de busca.

As equipes de resgate continuam as buscas por possíveis vítimas soterradas sob os escombros, enquanto a polícia foi mobilizada para a área.

O governo da Guiné anunciou nos últimos dias operações para garantir a segurança e evacuar as áreas ao redor do aterro sanitário devido ao risco de deslizamentos de terra. ANG/Faapa

 

Vaticano/Papa pede esforços contra a epidemia de Ébola na RDC, que completa 100 dias ainda fora de controle

Bissau, 24 Ago 26 (ANG) - Neste domingo (23), a epidemia de ébola na República Democrática do Congo (RDC) completou, no domingo, exatamente 100 dias desde que foi oficialmente declarada.

 O papa Leão XIV pediu que a comunidade internacional contribua para conter a propagação do vírus e encerrar o surto mais letal da história do país africano, com 2.557 mortes registadas entre 5.375 casos confirmados, de acordo com o relatório mais recente.

O papa encorajou a intensificação dos esforços contra a epidemia de ébola na República Democrática do Congo após a oração do Angelus, na Praça São Pedro, neste domingo. Ao lembrar que a propagação da doença tem causado muitas vítimas, Leão XIV pediu a ação da comunidade internacional, com o envolvimento das comunidades locais, "para salvar muitas vidas humanas".

A epidemia de ébola é a mais letal da história da RDC. O surto atinge regiões do norte e do leste do país, onde a presença do Estado é limitada, a infraestrutura de saúde é precária e diversos grupos armados atuam há décadas.

A doença continua fora de controle. A marca simbólica de 2.500 mortes foi superada no fim da semana. O balanço dos primeiros 100 dias não é favorável. Ovírus avança mais rapidamente do que a resposta sanitária e continua a se espalhar.

"No dia 15 de Maio, quando declaramos a epidemia, havia apenas uma província e duas zonas afetadas. Neste momento, temos seis províncias atingidas e quase 55 zonas. Isso significa que a propagação do surto é um problema", explicou Jean Kaseya, diretor-geral do Africa CDC, agência de saúde da União Africana.

O fato de a RDC estar mais familiarizada com a cepa Zaire do vírus ajuda a explicar essa progressão acelerada. Atualmente, a cepa Bundibugyo é a mais disseminada na população. Por isso, a epidemia foi identificada tardiamente.

Segundo o diretor do África CDC, a resposta da comunidade internacional especialmente no aspecto financeiro, tem sido compatível com a gravidade da situação.

"Recebemos promessas de financiamento no valor de US$ 1 bilhão. Posso dizer que, neste momento, dos US$ 1 bilhão prometidos, o África CDC já contabilizou quase US$ 700 milhões disponibilizados pelos parceiros", afirmou.

Esses recursos precisam ser direcionados aos profissionais que atuam no terreno, especialmente às ONGs. Sobre a gestão desses fundos, Jean Kaseya cobra transparência e responsabilidade do governo da RDC.

"Essa não é uma tarefa do África CDC. Cabe ao ministro e à sua equipe saber onde os parceiros estão destinando os recursos. Como sempre digo, um governo não reclama, um governo age", declarou.

A mensagem é clara. O governo congolês e o África CDC não estão sozinhos nesse esforço. Eles contam com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em uma publicação na rede social X, no sábado (22), o Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom  Ghebreyesus, afirmou que todos os envolvidos precisam fazer mais para conter e erradicar a epidemia. ANG/RFI/AFP

 

RDC/Movimento Internacional da cruz Vermelha condena violência contra seus funcionários

Bissau, 24 Ago 26 (ANG) – O Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho condenou nesta segunda-feira os ataques contra seus voluntários e funcionários envolvidos na resposta à epidemia de Ébola na República Democrática do Congo, relatando 11 incidentes violentos nos quais 12 voluntários ficaram feridos, ambulâncias foram danificadas, incluindo uma que foi incendiada, e equipamentos de intervenção foram destruídos.

Em uma declaração conjunta, as sociedades da Cruz Vermelha da RDC e de Uganda, a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) e o Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) indicam que a violência ocorreu particularmente em Beni, Kivu do Norte, onde três voluntários que participavam da resposta ao Ébola foram atacados e feridos em 19 de Agosto, e equipamentos foram destruídos.

No dia anterior, dois voluntários ficaram feridos durante um enterro digno e seguro na aldeia de Malikuti, na zona sanitária de Rungu, em Haut-Uélé, e dois veículos foram danificados.

Em 17 de agosto, um comboio da Cruz Vermelha ugandesa, envolvido na resposta transfronteiriça, foi atacado em Aru, Ituri, ferindo gravemente um membro da equipe e causando o apedrejamento e vandalismo de duas ambulâncias.

Organizações humanitárias consideraram esses ataques "inaceitáveis", salientando que eles comprometem a capacidade das equipes de fornecer atendimento e assistência emergenciais às populações afetadas pelo Ébola e outras crises.

Eles apelaram às comunidades, aos líderes locais e a todas as partes interessadas para que respeitem e protejam os voluntários, os profissionais de saúde e o pessoal humanitário, para que possam cumprir a sua missão sem violência, intimidação ou ameaças.

O Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho reafirmou seu compromisso com as comunidades vulneráveis ​​na República Democrática do Congo e sua disposição de continuar prestando assistência humanitária imparcial àqueles que necessitam. ANG/Faapa

    

 

Centenário de Vasco Cabral  /Casa das Letras e Artes – Vasco Cabra inicia cerimónia evocativa do legado literário, político e cultural do poeta

Bissau, 24 Ago 26 (ANG) – A ONG Casa das Letras e Artes-Vasco Cabral (CLAVC) em parceira com União de Escritores e Artistas da Guiné-Bissau (UNAE) iniciou, no passado fim de semana, a cerimónia evocativa da celebração do legado literário, político e cultural de Vasco Cabral .


Segundo uma nota publicada na página do Facebook da Casa das Letras e Artes-Vasco Cabral, as comemorações do centenário do nascimento de Vasco Cabral, uma das mais marcantes figuras da história literária, intelectual e política da Guiné-Bissau, decorreram no Instituto Guimarães Rosa e reúne escritores, artistas, diplomatas e representantes da sociedade civil para homenagear o percurso do poeta, ensaísta, revolucionário e homem de Estado.

A nota salienta que ao longo do ano serão promovidas iniciativas de reflexão, divulgação e valorização da obra de Vasco Cabral, para destacar o seu contributo para a literatura e  a memória cultural e histórica da Guiné-Bissau.

Promovida pela Casa das Artes e das Letras Vasco Cabral, em parceria com a União de Escritores e Artistas da Guiné-Bissau (UNAE), a iniciativa conta com o apoio de Portugal, através do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua Portuguesa.

O documento indica que um dos momentos centrais foi  o painel "Um olhar sobre Vasco Cabral: Poeta, Ensaísta, Revolucionário e Homem de Estado", que contou com a participação do presidente da Sociedade Guineense de Autores, Guilherme Sá Filipe, do escritor e artista plástico Ismael Hipólito Djata, e do secretário nacional da UNAE, Francisco Conduto Pina.

O debate aproximou a obra de Vasco Cabral das novas gerações e destacou o o seu contributo para a identidade cultural guineense.

As celebrações incluem ainda a exibição do documentário "Casa do Poeta", realizado por Jacinto Mango Atchos dos Santos, além de testemunhos da viúva de Vasco Cabral, Teresa Cabral, e da escritora e investigadora Odete Costa Semedo.

A programação foi enriquecida por um momento musical protagonizado pelas Vozes Femininas, com a participação de Juca Delgado.

A mesma nota indica que ao assinalar os 100 anos do nascimento de Vasco Cabral, a Guiné-Bissau reafirma a importância de transmitir à nova geração o legado de uma das vozes mais influentes da sua história, cuja poesia, pensamento e luta continuam a inspirar o presente.

ANG/LPG/ÂC//SG

Referendo 30 de Agosto/Presidente do Conselho Nacional de Transição visita região de Biombo para se inteirar do funcionamento das estruturas locais

Biombo, 24 Ago 26 (ANG) - O Presidente do Conselho Nacional de Transição, Major-General Tomás Djassi, efetuou no domingo uma visita de trabalho à Região de Biombo, onde percorreu os três setores que compõem a região, nomeadamente Quinhamel, Safim e Prábis.

Segundo o despacho do Corresponde regional da ANG  de Biombo, a visita teve como objetivo acompanhar e inteirar-se dos trabalhos desenvolvidos pelas estruturas locais encarregues de preparar o Referendo de 30 de Agosto.

A visita iniciou no setor de Quinhamel, tendo posteriormente passado pela secção de Reino de Tor, Ondame, e seguido para os setores de Safim e Prabis.

Durante a visita, Tomás Djassi elogiou o empenho dos jovens envolvidos nas ações de sensibilização, destacando os esforços realizados no terreno, mesmo perante condições meteorológicas adversas.

O Presidente do Conselho Nacional de Transição felicitou ao Governo pelo apoio disponibilizado pelo Governo para permitir a criação de brigadas  de sensibilização  das populações para o “Voto Sim” no dia 30.

Tomás Djassi ouviu do Governador da região de Biombo, Aldo José Lima, a declaração de  empenhado das autoridades regionais no acompanhamento e fiscalização dos trabalhos de preparação do referendo.

Segundo aquele responsável, a estrutura de acompanhamento integra um coordenador regional, três coordenadores setoriais e respetivos mandatários, que acompanham as atividades desenvolvidas durante a campanha de sensibilização para o Referendo.

"As autoridades regionais esperam uma votação favorável ao Referendo, associando o “voto sim” à paz, à estabilidade e ao bem
do país", disse, Aldo José LimaANG/MN/MI/ÂC//SG

CEDEAO-Saúde/Ateliê sobre Nova Política Regional de Saúde Comunitária recomenda  “advocacia” junto das autoridades competentes para implementação do projecto no país

Bissau, 24 Ago 26(ANG) – Os participantes do ateliê sobre a Nova Política Regional de Saúde Comunitária da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO), recomendam a realização de uma “advocacia” junto das autoridades competentes para a implementação do referido projecto no país.

A Organização Oeste Africana de Saúde (OOAS), realizou entre os dias 19 e 21 do corrente mês, em Bissau, um ateliê que reuniu cerca de 60 responsáveis de diferentes instituições e organizações do sector público e privado, que  debruçaram sobre a Nova Política Regional de Saúde da CEDEAO .

Os participantes recomendaram a elaboração de um projecto Despacho/Decreto que cria o Comité Nacional Multisectorial de Pilotagem(CNMP), para a implementação prática do projecto, bem como a designação de um Ponto Focal Nacional e os Membros do Comité Técnico Nacional.

A condução e a revisão documental nacional das políticas, estratégias e dados sobre Saúde Comunitária, a realização de uma análise institucional e o mapeamento dos actores que irão integrar o projecto, foram outras recomendações dos participantes\ do ateliê.

Pediram igualmente a condução de um mini-diagnóstico comunitário socioepidemiológico, a definição e aplicação dos critérios de seleção de indicadores desfavoráveis nomeadamente a baixa cobertura de Agentes de Saúde Comunitária, acessibilidade e a identificação das regiões/sectores alvos e os grupos vulneráveis.

A documentação e validação das zonas pilotos para a implementação do projecto foram  outras recomendações saída do ateliê sobre a Nova Política Regional de Saúde da CEDEAO.

A Organização Oeste Africana de Saúde(OOAS), escolheu as regiões de Gabu e Oio, como regiões piloto para a implementação do projecto na Guiné-Bissau.ANG/ÂC//SG

 

 

 

 

 

Referendo 30 de Agosto/Comissão Nacional de Eleição recebe 1.056.161 boletins de voto produzidos na INACEP

Bissau, 24 Ago 26 (ANG) - A Comissão Nacional de Eleições (CNE) recebeu, no  fim-de-semana, da INACEP, 1.056.161 (um milhão e cinquenta e seis mil e cento e sessenta e um) que srão utilizados no Refendo sobre a nova Constituição prevista para o próximo dia 30.



Na ato de recepção, a Presidente de CNE, Carmem Isaura Lobo disse que também receberam 10 mil e 686 atas constitutivas, 10 mil e 686 atas de apuramento.

“Recebemos também 28 mil e 496 atas síntese, 7.124 lista própria dos votantes, folha de descarga dos votos obtidos sim 21.372, folha de descarga dos votos obtidos, igualmente 21.372, folha de votantes por sexo 7.124, minutas de protesto e reclamação 21. 372”, revelou aquela responsável.

A Presidente de CNE disse que receberam os  materiais eleitorais com sentido de responsabilidade, e que aquele ato representa um compromisso com a transparência, responsabilidade e rigor no processo de votação do Referendo previsto para 30 de Agosto corrente.

Por outro lado, Carmem Isaura Lobo agradeceu a equipa técnica de Imprensa Nacional (INACEP) pelo esforço no trabalho feito, desejando-lhe sucesso sempre.

O Diretor-geral da INACEP Lesmes Mutna Monteiro, disse tratar-se da 2ª vez que a instituição produz materiais eleitorais, e diz que não é um trabalho fácil mas que com esforço e dedicação dos técnicos conseguiram alcançar o objectivo.

Disse ainda que a INACEP está à altura de produzir  documentos, pelo que  documentos do Estado devem sempre ser produzidos naquela instituição gráfica do país.

“Quando digo que todos os documentos do Estado devem ser produzidos na INACEP, não quero referir apenas a questão monetária, mas sim, para garantir a própria segurança do Estado”, esclareceu Mutna Monteiro. ANG/AALS/ÂC//SG

 

 

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Comunicação Social/Construção de visão comum sobre futuro dos média domina Fórum China/África

Bissau, 21 Ago 26 (ANG) - O 7.º Fórum sobre Cooperação dos Média China/África foi aberto  quinta-feira, 20 de Agosto, em Pequim, com a participação de ministros da Comunicação Social e responsáveis dos órgãos de comunicação social de vários países africanos.

A Guiné-Bissau está representada no encontro pelo ministro da Comunicação Social, Abdurahamane Turé, acompanhado pelo Diretor-geral do Jornal Nô Pintcha, Adulai Djaló, na qualidade de convidados.

Segundo o jornal Nô Pintcha, o ministro guineense está entre os oradores convidados a apresentar uma comunicação aos participantes, após a abertura oficial, e os trabalhos serão desenvolvidos em dois painéis principais.

O primeiro painel será dedicado à inovação de conteúdos e ao reforço da cooperação interpessoal e cultural, enquanto o segundo abordará a cooperação tecnológica entre os média chineses e africanos.

O programa inclui ainda sessões de partilha temática sobre a aplicação integrada da Inteligência Artificial (IA) nos setores da rádio e televisão, com destaque para o seu contributo para o desenvolvimento económico e comercial de África.

Como parte do programa, os participantes deverão efetuar uma visita cultural à Exposição Internacional da Rádio, Televisão e Cinema de Pequim.

Na quarta-feira(19) foi realizada uma sessão de apresentação dos ministros africanos da Comunicação Social às autoridades de Pequim, representadas pelo ministro responsável pela área.

O encontro culminou com um banquete de boas-vindas realizado no Centro de Conferências de Beijing, com a presença do chefe adjunto do Departamento de Informação do Comité Central do Partido Comunista da China e diretor da Rádio e Televisão, Cao Shumin.

Na ocasião, o vice-prefeito de Pequim, Sima Hong, dirigiu palavras de boas-vindas às delegações africanas.

Em nome das delegações africanas, falou a ministra da Comunicação Social do Burundi, país que preside atualmente à União Africana.

A governante agradeceu ao Governo da República Popular da China e à organização do fórum pela receção e hospitalidade.

A ministra destacou igualmente a importância do encontro, sobretudo no processo de construção de uma visão comum sobre o futuro dos médios, num contexto marcado pela transformação tecnológica e pela necessidade de reforço da cooperação entre África e China.

Organizado em conjunto pela Administração Nacional de Rádio e Televisão da China (NRTA), pelo Governo Popular do Município de Pequim e pela União Africana de Radiodifusão, o 7º Fórum sobre Cooperação Midiática China-África reúne autoridades de instituições públicas, profissionais da mídia e do audiovisual, bem como diversas delegações africanas e chinesas.

Esta edição, com o tema "Compartilhando novas oportunidades de desenvolvimento, construindo juntos um novo futuro audiovisual", faz parte da implementação das conquistas da Cúpula de Pequim de 2024 do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC).

Seu objetivo é, em particular, fortalecer os intercâmbios nas áreas de rádio, televisão e mídia audiovisual, promover a cooperação tecnológica e cultural e estimular a interação entre jovens chineses e africanos.  ANG/Nô Pintcha

Comunicação social/ Ex- Diretor-geral da ANG diz estar disponível para apoiar    os trabalhos de modernização do órgão

Bissau, 21 Ago 26 (ABNG) – O ex- Diretor-geral da Agência de Noticias da Guiné (ANG) disse  estar disponível para ajudar a nova direcção nos trabalhos de modernização do órgão.

Salvador Gomes falava, quinta feira, após ser homenageado  pelos 24 anos de exercício do cargo de DG,  no âmbito das comemorações do  51º aniversário da ANG.

Disse que ANG é um órgão  de comunicação social com suas particularidades em relação aos outros , e que  produz notícias para outros órgãos tanto públicos como privados, para além das publicações que faz em sitio próprio.

 “ Não é por acaso que, se houver um acontecimento no país muitas pessoas e instituições  procuram saber o que  a agência de notícias do país diz sobre esse acontecimento. Isso tem a ver com o tratamento factual que as agências fazem dos acontecimentos. Contar o que, de facto, aconteceu, antes de tudo”, disse Gomes

Solicitado a fazer o balanço dos seus 24 anos de DG, Gomes disse que infelizmente não conseguiu o que almejava, porque a ANG ainda  tem uma redação com poucos  recursos humanos, apesar haver um alívio em termos de equipamentos. ”Ainda não satisfazemos os nossos clientes “,disse.

Salvador Gomes destacou que  as agências actualmente produzem vídeos  e que as  televisões recorrem aos seus serviços  para enriquecer os seus blocos de notícias.

Salvador Gomes pede que  governo   invista nesta intuição para poder estar à altura de cumprir melhor a sua missão, à semelhanças de outras agências de notícias .

Gomes disse estar satisfeito por receber reconhecimento dos funcionários e da nova direcção da ANG.

disse que no seu precurso profissional  procurou  sempre ser justo, imparcial, e  equilibrado nos textos que produz .

”Os ouvintes, leitores ou telespectadores não querem saber das dificuldades que enfrentamos para produzir  uma notícia . Avaliam-nos pelo trabalho jornalístico que  produzimos”, disse Gomes. ANG/JD//SG

 

 

 Côte D`Ivoire/ CEDEAO rumo à harmonização dos dados migratórios e macroeconómicos

Bissau, 21 Ago 26 (ANG) – A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) está organizando, de 18 a 22 de agosto em Abidjan, dois workshops regionais com o objetivo de fortalecer a produção, a qualidade e a harmonização de dados migratórios e macroeconómicos na área da comunidade.

Organizadas pela Direção de Pesquisa e Estatística da Comissão da CEDEAO, essas reuniões fazem parte das prioridades regionais para a modernização dos sistemas estatísticos e do Projeto para a Harmonização e Melhoria das Estatísticas na África Ocidental e Central (PHASAOC), conforme indica a organização regional em seu site oficial.

O primeiro workshop, dedicado às estatísticas de migração, acolhe a 6ª Reunião de Coordenação Regional sobre a melhoria da disponibilidade, qualidade e comparabilidade dos dados nacionais relativos aos indicadores regionais de migração.

O trabalho centra-se, em particular, na revisão e validação da terceira edição do Relatório Regional sobre Migração Internacional na África Ocidental, bem como na melhoria da divulgação de estatísticas desagregadas.

O segundo workshop é dedicado ao desenvolvimento de capacidades para membros dos Comitês Nacionais de Coordenação e dos Comités Nacionais de Política Económica (CNC/CNPE), com o objetivo de operacionalizar os marcos regionais comuns para a compilação e publicação de estatísticas macroeconómicas.

Esta iniciativa visa, em particular, consolidar a vigilância multilateral e apoiar a implementação do Pacto de Convergência e Estabilidade Macroeconómica da CEDEAO.

Os participantes também estão analisando a atualização das bases de dados ECOMAC e ECOBASE, bem como a harmonização das estatísticas nacionais referentes ao período de 2000 a 2025, a fim de fortalecer a comparabilidade e a confiabilidade.

Ao discursar nesta ocasião, o Diretor de Pesquisa e Estatística da Comissão da CEDEAO, Félix N'Zué, destacou que estas reuniões fazem parte das ambições da Visão 2050 e da política estatística da organização regional, que reconhece a estatística como um bem público regional essencial para o planeamento e monitorização das políticas públicas.

Ele observou que são necessárias estatísticas harmonizadas, comparáveis ​​e produzidas regularmente para avaliar o progresso dos Estados-Membros, orientar as políticas económicas e sociais e mensurar os efeitos dos programas regionais.

Por sua vez, o presidente do Comité Nacional de Política Económica da Costa do Marfim, Hien Sansan, destacou a importância deste trabalho para promover a apropriação e a implementação efetiva de estruturas regionais para a compilação e publicação de estatísticas macroeconómicas necessárias para a supervisão multilateral.

Estas reuniões reúnem, em particular, os pontos focais nacionais da CEDEAO, membros do grupo de trabalho técnico sobre dados de migração e especialistas da AFRISTAT, AFRITAC-West, Agência Monetária da África Ocidental (WAMA), Instituto Monetário da África Ocidental (WAMI) e Comissão da UEMOA. ANG/Faapa

    

 EUA/ Governo pede apoio da China para ampliar pressão económica sobre o Irã

Bissau, 21 Ago 26 (ANG) - Os Estados Unidos exigiram  quinta-feira (20) que seus aliados e a China se juntem à nova campanha do presidente Donald Trump para isolar a economia iraniana, com o objetivo de provocar "o colapso" do governo de Teerã.

O bloqueio do estreito de Ormuz pelas forças iranianas e a impopularidade da guerra no cenário político norte-americano estão no centro das ações do republicano.

As declarações recentes do secretário do Tesouro, Scott Bessent, ressaltam como Trump está passando de exercer pressão militar para exercer pressão económica sobre Teerã, enquanto sua impopular guerra se aproxima dos seis meses. Em entrevista ao canal CNBC, ele destacou essa Mudança de estratégia do presidente norte-americano.

 

"Vai funcionar no Irã e vai fazer o regime entrar em colapso. Será a maior operação de isolamento económico coordenado da história mundial", prometeu Bessent, lançando um alerta aos aliados: "(Estão) connosco ou contra nós".

Perguntado se os Estados Unidos pressionariam a China, o secretário do Tesouro norte-americano afirmou que "é melhor ter muitas conversas em privado", mas incentivou Pequim a "se juntar ao plano".

Diante da nova abordagem, é menos provável que os EUA voltem a realizar operações militares de grande escala contra o Irã, explicou Bessent. "Se estamos aplicando a máxima pressão económica, isso significa que provavelmente não haverá uma retomada da guerra em grande escala, mas enfatizo que isso é por enquanto", declarou.

Teerã mantém o estratégico Estreito de Ormuz praticamente fechado, enquanto Washington persiste com um bloqueio naval ao Irã.

 

Na quarta-feira (19), em mensagem publicada na rede Truth Social, Trump anunciou que a "operação económica" contra o Irã seria "avassaladora".

O chefe da Casa Branca disse ainda que "qualquer país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais ofereçam qualquer tipo de salvação ao Irã enfrentará tremendas consequências financeiras". Teerã, por sua vez,acusou os Estados Unidos de “terrorismo económico”.

 

"Sem dúvida, as sanções dos EUA contra o Irã, que atacam os direitos humanos fundamentais de cada cidadão iraniano, constituem um caso de 'terrorismo económico' e de 'crimes contra a humanidade'", declarou o Ministério das Relações Exteriores do país.

O comunicado, divulgado pela imprensa estatal, acrescenta que os responsáveis por “essa política merecem ser julgados e punidos por cometer crimes tão atrozes". ANG/RFI