quarta-feira, 18 de março de 2026

Cooperação/Governo e CEDEAO assinam acordo para instalação do Centro de Saúde Animal na Guiné-Bissau

Bissau, 18 Mar 26 (ANG) – O Governo de Transição e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), assinaram esta quarta-feira o Acordo Sede, que estabelece as bases jurídicas e institucionais para a instalação do Centro Regional de Saúde Animal no país.

Segundo a Rádio Sol Mansi(RSM), o acordo foi assinado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, João Bernardo Vieira e da  representante da CEDEAO no país, Ngozi Ukaeje.

A instalação do referido Centro Animal em Bissau, segundo a RSM, representa um marco estratégico para o país, consolidando o seu papel como anfitrião e uma agencia especializada da CEDEAO.

A iniciativa se materializa  no quadro da  visão comum de promover a integração regional, a resiliência sanitária e  desenvolvimento sustentável dos Estados Membros. ANG/MSC/ÂC//SG

 

 

Senegal/ Federação de Futebol   contesta decisão da CAF de retirar seu título de campeão da Copa Africana

Bissau, 18 Mar 26 (ANG) - A Federação Senegalesa de Futebol (FSF) anunciou que vai recorrer ao Tribunal da Fifa para tentar reverter a decisão da Confederação Africana de Futebol.

A entidade resolveu retirar o título de campeão africano do Senegal em favor do Marrocos. 

"A Federação Senegalesa de Futebol denuncia uma decisão arbitrária, sem precedentes e inaceitável, que gera descrédito sobre o futebol africano", reagiu a FSF em um comunicado divulgado na noite de terça-feira (17). "Para defender seus direitos e os interesses do futebol senegalês, a Federação iniciará, o mais rapidamente possível, um processo de apelação junto ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), em Lausanne", reitera a nota.

Dois meses depois da finalda Copa Africana de nações, em 18 de Janeiro, vencida pelo Senegal, o júri de apelação da Confederação Africana de Futebol resolveu retirar o título do Senegal. A decisão se baseou nos artigos 82 e 84 do regulamento da competição, que prevêem derrota e eliminação quando uma equipe abandona o campo antes do fim da partida.

 

Na final em Rabat, em Janeiro, os jogadores senegaleses deixaram o gramado por cerca de quinze minutos, em protesto contra um golo anulado e um penálti marcado para o Marrocos. Apesar disso, a partida foi retomada, o penálti marroquino foi desperdiçado e o Senegal venceu na prorrogação.

Mas o Marrocos recorreu, e o júri anunciou na terça-feira a nova decisão: desclassificação do Senegal e vitória marroquina por 3 a 0. Em comunicado, a Federação Marroquina de Futebol afirmou que sua iniciativa "nunca teve a intenção de questionar o desempenho esportivo das equipes participantes desta competição, mas apenas de solicitar a aplicação do regulamento".

No entanto, para a Federação Senegalesa de Futebol, qualificar como "abandono" ou "interrupção definitiva" a "suspensão temporária" decidida pelo treinador na noite da final é abusivo e viola tanto a soberania do árbitro quanto as regras do jogo. Para a FSF, os artigos 82 e 84 do regulamento não são aplicáveis no caso da final da CAN. 

A entidade argumenta que o jogo foi interrompido por 15 minutos antes de ser retomado. "O pênalti foi cobrado e o resultado foi confirmado ao término da prorrogação", diz a FSF carta enviada à CAF.

No Senegal, a reação é de incredulidade e desgosto após a decisão da CAF. A Federação Senegalesa de Futebol se descreve "atônita" diante da decisão. "O mundo vai nos ouvir", garantiu o secretário‑geral da FSF, Abdoulaye Saydou.

Em Dakar, torcedores entrevistados pela RFI não escondem a revolta. "Sinceramente, estou triste, triste, triste pelo futebol africano. Por trapaça ou seja lá o que for, tiram a Copa do Senegal. Eu não concordo", diz. 

"É inadmissível que hoje ganhemos uma final em campo e que duas ou três pessoas atrás de uma mesa decidam tirar de nós essa bela vitória", diz um outro cidadão. "É mais que loucura. O futebol não faz mais sentido hoje", reitera. 

Um outro torcedor senegalês classifica o caso de escândalo. "Isso quer dizer que podemos ganhar a Copa e, três meses depois, alguém liga para dizer: ‘Olha, vamos pegar a Copa de volta’. Com base em quê? Não dá para entender. Nós ganhamos a Copa!". ANG/RFI

 

Regiões/Liga dos Direitos Humanos de Oio denuncia 11 mortes nos últimos três meses naquela zona

Oio, 18 Mar 26 (ANG) – O representante da Liga dos Direitos Humanos na Região de Oio, norte do país, denunciou , terça-feira, que nos últimos três meses 11 pessoas foram mortas naquela zona.

Júlio Ribeiro Djata fez a revelação em entrevista ao Correspondente da ANG na Regão de Oio.

Disse que algumas das vítimas apresentavam sinais de agressão física e que as causas começam desde  disputas por posse de terra, desentendimento entre membros de uma família , havendo inclusive  confrontações entre elementos  de diferentes comunidades .

Djata salientou que há casos que ainda precisam ser investigados mais profundamente pelas autoridades competentes, para que os culpados sejam responsabilizados criminalmente, para desencorajar mais crimes a sangue frio impunes.

Este defensor dos direitos humanos sublinhou que um dos casos mais recentes, aconteceu na cidade de Mansoa e que envolve a morte de uma criança, quew terá sido,segundo suspeitas, espancada pela própria tia, e o processo já se encontro  sob alçada da justiça.

Além das mortes, Ribeiro Djata denunciou a circulação de armas de fogo nas mãos de civis naquela área, e diz  que algumas dessas armas são usadas nos assaltos, roubos de gados e outros crimes.

Diante deste cenário, Júlio Ribeiro Djata apelou ao Governo da Guiné-Bissau que faça uma operação de recolha de armas de fogo ilegal nas mãos dos populares da região de Oio, com o objetivo de reforçar a segurança e proteger os bens e as  comunidades. ANG/AD/MSC/ÂC//SG

 

Regiões/Tabanca de Madina Aladje, do sector de Gabu enfrenta crise estrutural de acesso à Água Potável desde a independência

Bissau, 18 Mar 26 (ANG) - A tabanca de Madina Aladje, situada nos arredores da cidade de Gabu, no leste do país, enfrenta, há mais de cinco décadas, uma persistente carência de água potável, configurando um dos mais duradouros desafios estruturais da comunidade desde a independência nacional, proclamada em 1973.

Em declarações ao TVBetegb, o chefe da localidade, Bubacar Baldé, disse que a população nunca beneficiou de instalação de uma infraestrutura básica de abastecimento de água,  uma bomba hidráulica, por exemplo.

O líder comunitário sublinhou que os residentes continuam a depender, exclusivamente, de poços não tratados, tais como poços tradicionais e águas superficiais provenientes de lagoas, para suprir as suas necessidades diárias.

“Apesar de múltiplas solicitações dirigidas às autoridades competentes ao longo dos anos, a comunidade permanece sem resposta efetiva”, afirmou Bubacar Baldé.

Informou que a escassez de água potável tem implicações diretas na saúde pública local, e diz que tem afectado  de forma desproporcional mulheres e crianças, principais responsáveis pela coleta de água.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo de água não tratada está associado à propagação de doenças de origem hídrica, constituindo uma das principais causas de morbidade e mortalidade em países em desenvolvimento.

Para além da problemática sanitária, Bubacar Baldé destacou preocupações relacionadas com a educação infantil. O responsável comunitário alertou para a crescente tendência de abandono escolar durante o período da campanha agrícola do caju, e pede aos  encarregados de educação para priorizarem a permanência das crianças nas escolas.

“O rendimento da campanha não compensa os prejuízos a longo prazo causados pela falta de educação”, advertiu, sublinhando a necessidade de uma mudança de mentalidade no seio das famílias.

Face a esse cenário de de falta de água potável  e de abandono das aulas por crianças a mando dos seus encarregados de educação, que se repete anualmente, a comunidade de Madina Aladje pede  intervenção urgente  das autoridades governamentais e parceiros de desenvolvimento, no sentido de garantir o acesso  à água potável e o reforço das condições para a promoção da educação básica, elementos essenciais para o desenvolvimento local sustentável . ANG/JD/ÂC//SG


Regiões/Projeto Boa Governação reforça capacidades de membros do GAL sobre  gestão de conflitos

Canchungo, 18 Mar 26 (ANG) - O Projeto Boa Governação para o Desenvolvimento na Guiné-Bissau promoveu, nos dias 16 e 17 de Março, uma ação de capacitação destinada a 14 membros do Grupo de Ação Local (GAL) da cidade de Canchungo, na região de Cacheu, norte do país.

A formação abordou  matérias ligadas à gestão de conflitos, negociação, mediação e comunicação não violenta, com o objetivo de reforçar as competências dos participantes na resolução de problemas comunitários.

Segundo o despacho do Correspondente da ANG na Região de Cacheu, o consultor e formador do projeto, Fernando Mandinga da Fonseca, destacou a participação ativa, colaborativa e inclusiva dos membros do GAL ao longo dos dois dias de formação, sublinhando a partilha de experiências práticas relacionadas com a resolução de conflitos no quotidiano.

Na ocasião, o formador recomendou aos participantes a aplicação dos conhecimentos adquiridos no seio das famílias, no próprio GAL e nas organizações da sociedade civil, ainda o recurso ao  autoformação  contínuo através de manuais de apoio, redes sociais e internet.

O representante do Grupo de Ação Local de Canchungo, Leandro Pinto Júnior, assegurou que os formandos irão colocar em prática os ensinamentos recebidos, com vista a mitigação de conflitos comunitários, nomeadamente os relacionados com posse de terras, injustiças, roubo de gado, violência doméstica e discriminação racial.

O formando disse ainda que a iniciativa contribuirá para a promoção de um ambiente de harmonia entre a sociedade civil, o poder tradicional e as autoridades religiosas.

A ação de formação se enquadra no plano de atividades do Grupo de Ação Local de Canchungo, sendo financiada pelo Projeto Boa Governação par
a o Desenvolvimento na Guiné-Bissau.ANG/AG/MI/ÂC//SG

    Equador/Luta contra narcotráfico eleva a tensão entre Equador e Colômbia

Bissau, 18 Mar 26 (ANG) - O presidente equatoriano, Daniel Noboa, diz serem "falsas" as acusações feitas por seu homólogo da Colômbia, Gustavo Petro, segundo as quais o Equador foi atingido por  um bombardeio  a partir da fronteira equatoriana, onde operam guerrilheiros e narcotraficantes.

A tensão entre os dois países cresce enquanto aproximadamente 75.000 soldados e policiais são mobilizados em quatro províncias costeiras do Equador para combater traficantes de drogas e gangues armadas.

A operação foi lançada na madrugada de segunda-feira (16), com o apoio dos Estados Unidos, nas províncias de El Oro, Guayas, Los Ríos e Santo Domingo, onde foi imposto um toque de recolher das 23h às 5h.

Enquanto isso, o presidente colombiano, Gustavo Petro, acusou o país vizinho de bombardear um setor de seu território sob o pretexto de combater o narcotráfico.

"Eles estão nos bombardeando do Equador", declarou Gustavo Petro na segunda-feira, acusando seu vizinho, que está envolvido em uma operação de grande escala contra o narcotráfico.

O líder colombiano afirmou que seu governo tinha provas de que uma "bomba" havia sido lançada de um avião equatoriano em território nacional.

O presidente de esquerda afirmou ter pedido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que intercedesse junto ao presidente equatoriano, Daniel Noboa, sobre o assunto. "Pedi a ele que ligasse para o presidente do Equador porque não queremos entrar em guerra", disse, sem especificar quando fez o pedido.

Em 6 de Março, o Equador anunciou ter bombardeado um campo de treinamento de um grupo guerrilheiro suspeito de tráfico de drogas que atuava na fronteira com a Colômbia, como parte de uma operação apoiada pelos Estados Unidos. No domingo (15), o Equador anunciou o início de uma nova operação antidrogas de duas semanas, novamente com apoio americano.

Quito aderiu ao programa "Escudo das Américas", uma aliança de 17 países do continente criada por Donald Trump, da qual a Colômbia, juntamente com outras nações de esquerda, foi excluída. Há muito criticado por Trump, o presidente Gustavo Petro iniciou uma reaproximação com ele e foi recebido na Casa Branca em 3 de Fevereiro.

Colômbia e Equador estão envolvidos em uma guerra comercial desde Fevereiro, quando Daniel Noboa, aliado do presidente americano, impôs tarifas ao seu vizinho, acusando Petro de não fazer o suficiente para combater o narcotráfico.

Outra operação apoiada pelos EUA foi lançada no domingo nas regiões equatorianas mais afetadas pela violência. A "ofensiva muito forte" lançada por Quito, com duração prevista de duas semanas, inclui toque de recolher das 23h às 5h, postos de controle e o destacamento de 75.000 soldados e policiais fortemente armados. O governo relata resultados positivos no primeiro dia, embora muitos especialistas tenham dúvidas.

Além de capturar um dos criminosos mais procurados do país, diversas bases de Grupos Armados Organizados (GAO) foram tomadas pelas autoridades. Duzentas e cinquenta e três pessoas foram presas, principalmente por violarem o toque de recolher.

A jornalista especializada em crime organizado, Maria Belén Arroyo, questiona a eficácia da operação em territórios dominados pela máfia, como o cantão de El Triunfo, próximo a Guayaquil. "Grande parte do cantão era controlada pelo grupo Águias e pelo homem que se autodenominava 'Junior', amigo do traficante local. Todo Natal, ele gastava US$ 64 mil em brinquedos e eletrónicos, e as pessoas faziam fila... E então o Exército chega por 15 dias, e depois?", questiona ela.

Após a morte de Junior em 2023, duas de suas esposas assumiram as operações em um ciclo aparentemente interminável. “As estruturas criminosas estão em constante mudança, muito mais rápido do que os serviços de inteligência conseguem detectar. Esta operação terá um efeito midiático, mas não consequências duradouras no terreno”, acrescenta Maria Belén Arroyo.

O ministro do Interior, Jan Reinberg, indicou que o Estado busca retomar o controle “total” de áreas estratégicas, como Puerto Bolívar, perto de Machala.

Aproximadamente 70% da cocaína produzida em seus vizinhos, Colômbia (ao norte) e Peru (ao sul), os maiores produtores mundiais, transita pelo Equador para exportação através de seus portos no Pacífico. ANG/RFI

 

Cuba/Governo abre portas da ilha para receber investimentos de cubanos que vivem no exterior

Bissau, 18 Mar 26 (ANG) - O governo do país caribenho informou que cubanos residentes fora da ilha poderão investir e administrar empresas em diversos setores da economia. Cuba está em negociações com os Estados Unidos.

O ministro do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro de Cuba, Oscar Pérez-Oliva, afirmou na segunda-feira (16) que “Cuba está aberta a manter uma relação comercial fluida com empresas americanas e também com cubanos e seus descendentes que residem nos Estados Unidos”.

O anúncio foi feito em um momento em que Cuba, sob embargo dos Estados Unidos desde 1962, enfrenta uma crise energética que praticamente paralisou sua economia, após Washington ter cortado o fornecimento de petróleo da Venezuela e ameaçado impor duras sanções a países que possam vir a ser fornecedores de combustível para os cubanos. A ilha de 9,6 milhões de habitantes sofreu um apagão generalizado na segunda-feira; este foi osexto em quase um ano e meio.

A crise energética afeta setores vitais da economia cubana, como turismo e tabaco. Isso obrigou o governo a adotar um plano de contingência, que inclui um racionamento drástico de gasolina, impactando severamente todos os setores.

Em entrevista a uma televisão cubana, Pérez-Oliva explicou que os imigrantes “podem se associar a uma entidade pública ou privada” existente na ilha ou criar empresas privadas. Entre os setores que podem ser fomentados, o ministro cubano citou os bancos de investimento, a agricultura e a produção de energia e alimentos.

“Foram abertos todos os canais que a legislação cubana permite para que os cubanos possam se inserir plenamente no desenvolvimento econômico e social do nosso país”, explicou o ministro.

Ele indicou que a abertura não se aplica apenas a pequenos trabalhos. "Isso vai além da esfera comercial e também se aplica a investimentos; não apenas pequenos investimentos, mas grandes investimentos, particularmente em infraestrutura", disse.

No início do ano, o governo autorizou a associação entre empresas públicas e privadas por 60 anos. Antes, o governo impedia empresários dos Estados Unidos de fazer negócios em Cuba. “Mas agora as portas de Cuba estão abertas”, declarou Pérez-Oliva.

O ministro Pérez-Oliva afirmou que o embargo dos Estados Unidos “é o principal obstáculo ao desenvolvimento de todas as transformações que Cuba está implementando no ambiente econômico”.

“Isso nos priva do acesso a financiamento, acesso à tecnologia, acesso aos mercados e, atualmente, acesso ao combustível”.

De acordo com autoridades do país, nenhum carregamento de petróleo chegou a Cuba em 2026. Esta escassez agravou a crise energética na ilha.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou a repórteres no Salão Oval da Casa Branca que espera “ter a honra de assumir o controle de Cuba”.

O líder norte-americano disse: “Quero libertá-la ou tomá-la. Acho que posso fazer o que quiser”.

O governo Trump pressiona o presidente Miguel Díaz-Canel, de 65 anos, a renunciar, conforme informou o The New York Times. Segundo a publicação, independentemente da saída de Díaz-Canel, que chegou ao poder em 2018, o atual governo comunista permaneceria em exercício.

O jornal de Nova York diz que “os americanos afirmam aos negociadores que o presidente cubano deve sair, mas deixam a decisão sobre como as coisas prosseguirão para o povo de Cuba”.

O presidente Díaz-Canel reconheceu que os dois governos mantêm negociações, embora não tenha revelado o teor dessas conversas. ANG/RFI


Irã/Guarda da Revolução confirma morte de Larijani em novo ataque contra a Telaviv 

Bissau, 18 Mar 26 (ANG)– O Corpo da Guarda da Revolução Islâmica (IRGC) afirmou esta quarta-feira ter lançado um ataque com mísseis contra Telavive, em retaliação pela morte de Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão e conselheiro do líder supremo.

A instituição assegurou num comunicado divulgado pelos meios de comunicação oficiais iranianos que a ofensiva faz parte da “onda 61” da operação “Promessa Cumprida 4” e que utilizou mísseis de vários tipos, nomeadamente “Khorramshahr 4”, “Qadr”, “Emad” e “Kheibar Shekan”, alguns deles com capacidade para ogivas múltiplas.

O Irão associou a operação à morte de Larijani e dos “seus companheiros”, sem fornecer detalhes adicionais sobre as circunstâncias do falecimento.

O IRGC afirmou que os projécteis atingiram “mais de 100 alvos militares e de segurança” e garantiu que os sistemas de defesa aérea israelitas foram ultrapassados durante o ataque.

Além disso, indicou que partes de Telavive teriam sofrido cortes de energia eléctrica e que a resposta dos serviços de emergência foi dificultada.

O serviço de emergências israelita Magen David Adom (MDA) informou que duas pessoas morreram em Ramat Gan, no distrito de Telavive, devido a um impacto num edifício causado pela salva de mísseis lançada pelo Irão.

Estas são as primeiras vítimas mortais dos ataques iranianos reportadas por Israel desde 09 de Março, elevando o número oficial de mortos em território israelita na actual guerra contra o Irão para 14. Já o Irão estima oficialmente um número superior a 230 mortos e feridos.

Para além de Larijani, o IRGC confirmou esta terça-feira a morte do líder da milícia Basij, general Gholamreza Soleimani, que tinha sido anunciada anteriormente pelo exército israelita.

A força ideológica do Irão declarou no seu ‘site’ oficial, Sepah News, que o oficial de alta patente “foi martirizado num ataque terrorista perpetrado pelo inimigo americano-sionista”.

Israel começou por reivindicar a eliminação do comandante do grupo de voluntários da organização paramilitar, num ataque na segunda-feira à noite em Teerão, bem como a de Larijani, antigo presidente do Parlamento iraniano, cuja morte só agora foi confirmada por Teerão.

A Guarda Revolucionária atribuiu a morte de Soleimani a um “ataque terrorista” e elogiou o seu papel “estratégico e incomparável” dentro da milícia Basij, avisando que a organização não cessará a sua missão.

Ao longo do dia de terça-feira, as forças israelitas anunciaram que voltaram a atacar membros e posições da milícia Basij em dez locais de Teerão, numa ofensiva aérea que alvejou “a infra-estrutura de comando” das unidades paramilitares iranianas, que, segundo os militares israelitas, tinham transferido as respectivas operações para novos quartéis-generais, entretanto atacados.

Israel responsabiliza a milícia Basij pelas principais operações de repressão na República Islâmica, nomeadamente contra os manifestantes que realizaram em Janeiro passado amplos protestos contra o regime teocrático, e resultaram em dezenas de milhares de mortos e detidos.

Nos últimos ataques israelitas contra a capital iraniana também terá sido ferido, segundo relatos de várias figuras ligadas ao regime, o filho do anterior líder supremo, Mojtaba Khamenei, que não aparece em público desde a nomeação há mais de uma semana.

Na quinta-feira, o clérigo fez o primeiro discurso à nação, mas foi lido por uma apresentadora na televisão iraniana.

O exército israelita ameaçou esta terça-feira que vai “seguir, encontrar e neutralizar” o filho de Ali Khamenei, depois de ter anunciado a eliminação de vários dirigentes políticos e altas patentes militares iranianos nas últimas duas semanas.

 O Departamento de Estado norte-americano divulgou uma recompensa de 10 milhões de dólares (8,7 milhões de euros) por informações que levem à localização de alguns dos principais líderes iranianos, em particular da Guarda da Revolução, numa lista que inclui o novo líder supremo.

ANG/Inforpress/Lusa

 

               Marrocos/Quarta edição d Gitex África  agendada para Abril

Bissau, 18 Mar 26 (ANG) – A 4ª edição da GITEX AFRICA Marrocos, agendada para ocorrer de 7 a 9 de Abril em Marrakech, terá como foco acelerar a maturidade digital das pequenas e médias empresas (PMEs) africanas e apoiá-las na entrada em mercados internacionais, por meio da organização de uma cúpula dedicada à Inteligência Artificial (IA).

“As PMEs, que constituem a espinha dorsal do tecido económico africano, representam mais de 90% das empresas do continente e desempenham um papel crucial na criação de emprego, na inovação e na diversificação industrial”, afirmou a GITEX AFRICA Marrocos em comunicado, salientando que, numa altura em que a IA e as tecnologias digitais avançadas estão a redefinir a dinâmica da competitividade a nível global, a aceleração da maturidade digital das PMEs surge como uma questão central para apoiar o crescimento sustentável, tanto a nível local como internacional.

Nesse contexto dinâmico, a GITEX AFRICA Marrocos firmou parceria com a Federação de Tecnologia da Informação, Telecomunicações e Offshoring (APEBI) para oferecer o SME AI Summit, um programa específico que acontecerá no âmbito do evento e que foi desenvolvido para apoiar empresas que enfrentam um ambiente tecnológico em constante transformação.

Esta cúpula reunirá decisores políticos, fornecedores de tecnologia, investidores e líderes empresariais para examinar formas de as PME fortalecerem as suas capacidades operacionais, adotarem soluções baseadas em IA e expandirem a sua participação nas cadeias de valor regionais e globais, especifica a mesma fonte.

Esta iniciativa ilustra também o papel crescente de Marrocos como catalisador continental para o desenvolvimento das PME, num contexto em que a adoção de tecnologias se torna cada vez mais uma alavanca estratégica para preparar as empresas para a exportação, melhorar a sua produtividade e reforçar a sua resiliência económica a longo prazo.

Graças a uma dinâmica estruturada de intercâmbio entre atores públicos e privados, este programa visa acelerar a integração das PMEs em uma economia digital africana em rápida transformação, explica o comunicado de imprensa, acrescentando que se espera a presença de várias centenas de PMEs, que terão a oportunidade de interagir com empresas internacionais, parceiros institucionais e importantes agentes de inovação de diversos setores, incluindo fintech, manufatura, logística, saúde, agronegócio e serviços digitais. ANG/Faapa

Congo/Presidente Dinis Sassou Nguesso reeleito para novo mandato de cinco anos

Bissau, 18 Mar 26 (ANG) - O presidente cessante do Congo-Brazzaville, Denis Sassou Nguesso, foi reeleito para um quinto mandato no primeiro turno das eleições presidenciais realizadas no domingo, com 94,82% dos votos, segundo os resultados provisórios anunciados na noite de terça-feira pela televisão nacional.

O Sr. Sassou Nguesso obteve 94,82% dos votos, com uma participação estimada em 84,65%, afirmou o Ministro do Interior, Raymond Zéphyrin Mboulou, ao divulgar os resultados provisórios da eleição presidencial.

Os restantes candidatos, como Joseph Kignoumbi Kia Mboungou, Mabio Mavoungou Zinga, Uphrem Dave Mafoula, Vivien Romain Manangou, Melaine Destin Gavet Elengo e Anguios Nganguia Egambe, obtiveram percentagens inferiores a 2%, segundo a mesma fonte.

Esses resultados provisórios ainda precisam ser validados pelo Tribunal Constitucional do país.

No poder desde 1997, o Sr. Sassou Nguesso (82 anos), candidato do Partido Trabalhista Congolês (PCT), governou o país pela primeira vez de 1979 a 1992, antes de retornar ao poder em 1997, no final de uma guerra civil. ANG/Faapa


terça-feira, 17 de março de 2026

Política /Conselho de Ministros aprova projeto de Decreto sobre os Estatutos da Agência de Emprego e Formação Profissional

Bissau, 17 Mar 26 (ANG) – O Conselho de Ministros reunido  hoje,  em sessão ordinária sob a presidência do Presidente de Transição Horta Inta-a, aprovou com alterações o projeto de Decreto sobre os Estatutos da Agência de Emprego e Formação Profissional.

De acordo com o comunicado final  lido à imprensa pelo  ministro da Comunicação Social Abduramane Turé, o Governo aceitou o pedido de nacionalidade guineense por naturalização aos seguintes indivíduos: Angel Perales Sanchis, Abbas Fakih, Abbas Salameh, Ahmed el Khalil, Ali Nasser e Ali Srour.

No capitulo das nomeações, o Conselho de Ministros deu anuência a que por despacho do Primeiro-ministro, se efetue a movimentação do pessoal dirigente da Administração Pública, nomeadamente no Ministério das Finanças e no Ministério Administração Pública, Trabalho e Segurança Social.

No Ministério das Finanças, o elenco governamental aceitou a nomeação de Malam Sissé como Director-geral das Contribuições e Impostos.

Já no Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, o Executivo indigitou Abubacar Mano para desempenhar as funções do Inspetor Geral da Administração Pública e Trabalho. ANG/LPG/ÂC//SG


Regiões/ Movimento Cívico de Bissorã se congratula com preço de referência da castanha de caju estipulado pelo Governo

Oio, 17 Mar 26 (ANG) – O Coordenador do Movimento Cívico denominado de “Bissorã Rumo ao Desenvolvimento “, afirmou esta segunda-feira estar de acordo com o preço de 410 por cada quilo da castanha de caju junto ao produtor, imposta como preço de referência pelo Governo de Transição para a acompanha de comercialização do ano 2026.

Ussumane Djalo declarou  a sua satisfação numa entrevista ao correspondente da ANG na Região de Oio, norte do país, em que  afirmou que a decisão do Executivo demonstra a determinação de contribuir para a estabilidade económica  da maioria da população do país.

“Estou satisfeito com esta decisão. Imagine, no início da campanha o preço é de 410 francos CFA, quem sabe o que pode acontecer lá para o meio ou final da colheita ? O preço pode subir e isso vai ajudar muito os produtores que são a maioria da população da Guiné-Bissau”, disse Djaló.

Apelou aos populares para  colaborarem com o Governo  fazendo denúncias de contrabando da castanha para os países vizinhos e pediu as autoridades no sentido de apertarem mais na fiscalização nas fronteiras.

ANG/AD/MSC/ÂC//SG



 

Defesa e Segurança/CEMGFA considera preparação militar  renovação de compromisso  com  defesa da soberania nacional

Bissau 17 Mar 26 (ANG) – O Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas (CEMGFA)afirmou hoje que a preparação combativa dos militares simboliza, não apenas o início de um novo ciclo de instrução e treinos, mas, sobretudo, a renovação do compromisso permanente com a defesa da soberania nacional.

Tomás Djassi fez estas afirmações na  cerimónia de abertura do ano de Preparação Combativa.

 “A preparação combativa constitui uns dos pilares estruturantes da prontidão operacional das Forças Armadas (FA) através de um processo contínuo e rigoroso de instrução, treino e avaliação, com  que fortalecemos a nossas capacidades operacionais e consolidamos os valores que sustentam e identificam a identidade militar”, disse.

Segundo Djassi, essa identidade passa pela disciplina, coesão, profissionalismo, bem como o espírito da missão.

O chefe das forças armadas disse   que no decurso deste ano diferentes ramos das FA, o Exercito, a Marinha e a Força Aérea, irão desenvolver um conjunto integral de atividades de instruções, treinos especializados e exercícios operacionais com vista a elevar os níveis de prontidão e eficiência e  capacidade de resposta dos militares guineenses.

Djassi sustentou que num contexto nacional e regional, caracterizado por desafios de segurança, cada vez mais complexos e dinâmicos, torna-se imperativo que as Forças Armadas mantivessem um nível elevado de profissionalismo, modernização e prontidão operacional, para assegurar, com eficácia, a responsabilidade de comprimento das missões atribuídas pela Constituição da República.

“A preparação combativa exige empenho permanente, rigoroso, técnico, espírito de sacrifício e disciplina exemplar. Cada exercício, cada treino, cada atividade de instrução representa oportunidades fundamentais para fortalecer as nossas capacidades institucionais e garantir que estejamos sempre preparados para responder, com prontidão e eficácia, à qualquer ameaça ou desafio à segurança nacional”, disse.

Alertou aos comandantes dos níveis hierárquicos à quem compete a elevada responsabilidade de conduzir este ciclo de preparação,  que o façam com  liderança firme, sentido de dever e muito rigor profissional .

O CEMFA pediu  aos militares para encararem este novo ciclo de preparação com determinação ,disciplina ,honrando, em cada momento, os valores que dignificam a condição militar que são, a honra,  lealdade, coragem e patriotismo.

Djassi desejou que o  ano de Preparação Combativa 2026 seja marcada por elevado nível de desempenho e sucesso nas atividades de treino .

A Preparação Combativa 2026 vai se realizar em duas fases, a primeira começa vai de  Março à 30 de Junho e a segunda de  1 de Setembro à 18 de Dezembro do ano em curso.

A  primeira atividade do género foi realizada em 1975, nos arredores de Ilondé, Região de Biombo,no quadro da CPLP com a participação dos Presidentes Luís Cabral, da Guiné-Bissau, Aristides Maria Pereira de Cabo-Verde e Samora Machel de Moçambique. ANG/MSC//SG

 

 

 

EUA/Deslocamento de 36 mil palestinos em um ano leva ONU a alertar para risco de ‘limpeza étnica’

Bissau, 17 Mar 26 (ANG) - A ONU alertou nesta terça-feira (17) que a expansão acelerada dos assentamentos israelenses na Cisjordânia, somada ao deslocamento forçado de mais de 36 mil palestinos em um ano, indica uma possível política coordenada de transferência populacional nos territórios ocupados — um cenário que reacende temores de “limpeza étnica” em meio à guerra em Gaza e ao agravamento da violência de colonos desde 2023.

Segundo um relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), que cobre o período de Novembro de 2024 a outubro de 2025, “o deslocamento de mais de 36 mil palestinos na Cisjordânia ocupada constitui uma expulsão em massa de uma magnitude sem precedentes”.

O documento aponta que “os deslocamentos na Cijordânia ocupada que coincidem com o deslocamento em massa de palestinos em Gaza, parecem indicar uma política israelense coordenada de transferência forçada em larga escala” nos territórios ocupados, o que levanta “preocupações sobre uma possível limpeza étnica”.

Em 19 de Fevereiro, o Alto Comissariado já havia expressado o temor de uma “limpeza étnica” nos territórios palestinos ocupados, citando ações israelenses como “a intensificação dos ataques, a destruição sistemática de bairros inteiros, a recusa em fornecer ajuda humanitária e as transferências forçadas”.

O relatório registra, no período analisado, “o avanço ou a aprovação, por parte das autoridades israelenses, de 36.973 unidades habitacionais em assentamentos de Jerusalém Oriental ocupada e de outras 27.200 no restante da Cisjordânia”.

Mais de 500 mil israelenses vivem atualmente na Cisjordânia — sem contar Jerusalém Oriental — entre quase três milhões de palestinos, em assentamentos considerados ilegais pela ONU com base no direito internacional.

A violência no território palestino ocupado por Israel desde 1967 aumentou significativamente após o ataque do movimento islamista Hamas contra Israel, em 7 de Outubro de 2023, que deflagrou a guerra na Faixa de Gaza. Essa escalada continuou mesmo após o cessar-fogo em vigor na Faixa desde 10 de outubro.

O ACNUDH relata 1.732 incidentes de violência cometidos por colonos que resultaram em vítimas ou danos materiais, contra 1.400 registrados no período anterior, de Novembro de 2023 a Outubro de 2024.

“A violência praticada por colonos continuou de forma coordenada, estratégica e amplamente impune, com papel central das autoridades israelenses”, afirma o relatório.

O ACNUDH ressalta que a “transferência ilegal” de palestinos “constitui crime de guerra” e que, “em determinadas circunstâncias”, tais atos podem “configurar crime contra a humanidade”.

O chefe do ACNUDH, o austríaco Volker Türk, apelou a Israel para “cessar imediata e completamente a criação e expansão de assentamentos, retirar todos os colonos e pôr fim à ocupação” dos territórios palestinos. Ele também exigiu que Israel “permita o retorno dos palestinos deslocados e acabe com todas as práticas de confisco de terras, expulsões forçadas e demolição de casas”.

O relatório ainda destaca o risco maior de deslocamento enfrentado por milhares de palestinos de comunidades beduínas situadas ao nordeste de Jerusalém Oriental, devido ao avanço de projetos de colonização na região.

ANG/RFI/ AFP


Bélgica/Rede social X é o principal canal de desinformação contra UE e políticos são o maior alvo – relatório

Bissau,  17 Mar 26(ANG) – A rede social X é o principal canal utilizado para actividades de desinformação contra a União Europeia e os políticos são o principal alvo, refere um relatório hoje divulgado pelo serviço diplomático europeu.

Num relatório intitulado “Ameaças de ingerência externa e de manipulação de informação”, o Serviço Europeu de Ação Externa (SEAE) indica que, dos cerca de 43 mil conteúdos relacionados com desinformação que analisou em 2025, 88% passaram pela rede social X, detida pelo magnata norte-americano Elon Musk, muito acima da aplicação de mensagens Telegram (3%) ou do Facebook (2%).

“A presença de redes de comportamento inautêntico coordenado, a facilidade de criação de contas falsas, mas também o acesso mais fácil a dados explica esta concentração. A maioria das grandes plataformas de redes sociais restringe o acesso a dados que permitiriam avaliar a dimensão da manipulação de informação”, explica o SEAE.

Apesar da preponderância do X, o relatório refere que, na maioria das campanhas de desinformação, os protagonistas tendem a procurar operar ao mesmo tempo em várias plataformas, com diferentes contas, combinando publicações nas redes sociais e mensagens em aplicações como o WhatsApp ou Telegram.

“O objectivo é infiltrar-se no espaço de informação para aumentar a visibilidade e credibilidade do conteúdo, ao mesmo tempo que se visam públicos específicos com base em fatores sociodemográficos e geográficos”, refere-se.

De acordo com o relatório, o recurso à inteligência artificial (IA) está a tornar-se cada vez mais premente nas campanhas de desinformação dirigidas contra a UE, verificando-se um aumento de 259% quando comparado com 2024.

“Os actores russos e chineses implementaram totalmente ferramentas de IA para acelerar a produção de conteúdos e aumentar as atividades de ingerência com menos recursos”, lê-se no relatório, em linha com a análise de um responsável europeu que indicou que a IA está a tornar estas operações muito mais baratas.

Na análise que fez a estas campanhas, o SEAE que a maioria dos ataques (66%) é dirigido contra políticos, com destaque particular para os presidentes da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e de França, Emmanuel Macron, o chanceler alemão, Friedrich Merz, ou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

O SEAE aponta que, na maioria dos casos, as campanhas contra estas personalidades são sobretudo “ataques àquilo que um indivíduo representa (como valores democráticos ou princípios)” e uma tentativa de “instrumentalizar a plataforma que têm para alcançar públicos específicos”.

A nível de organizações visadas por estas campanhas, as entidades políticas voltam a estar em primeira linha, com 36% dos ataques, seguidas pelos órgãos de comunicação social (23%) e organizações militares ou de segurança (22%).

“Os sectores políticos e de segurança foram especialmente visados, com o objetivo de minar a confiança nas capacidades de Defesa. Da mesma maneira, os protagonistas destas ameaças identificaram o setor dos media como sendo crucial para a democracia e, por isso, dirigiram-lhe narrativas depreciativas, tentativas de personificação e campanhas directas de difamação”, explica-se no relatório.

Os períodos eleitorais são os contextos mais utilizados para campanhas de desinformação, assim como manifestações populares ou distúrbios, que são explorados para “alimentar perceções de caos, medo e desordem, geralmente contra administrações locais”.

“Momentos de elevada tensão e carga emocional são vistos pelos actores destas ameaças como vulnerabilidades que lhes permitem atingir os seus públicos-alvo, influenciar o seu raciocínio e amplificar preconceitos cognitivos existentes”, refere-se.

O SEAE ressalva que o relatório não deve ser “interpretado como exaustivo” em termos de ameaças de desinformação, uma vez que deriva de uma monitorização que não cobre “todas as regiões e línguas” e “só representa uma porção pequena das atividades destes atores”. ANG/Inforpress/Lusa