segunda-feira, 14 de setembro de 2026

 

República da Guiné/ BAD prevê crescimento económico superior a 9 por cento em 2026 e 2027

Bissau, 14 Set 26 (ANG) - A economia da Guiné deverá registar um crescimento superior a 9% em 2026 e 2027, de acordo com as previsões do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), apresentadas por ocasião da publicação de seu relatório anual sobre as perspectivas económicas do país.

"A mensagem que emerge deste relatório é a necessidade de continuarmos os esforços para que este crescimento económico se traduza em investimentos positivos", afirmou o representante residente do BAD na Guiné, Lawson Zankli Laté Dodji.

A este respeito, o responsável sublinhou a necessidade de desenvolver ainda mais o setor financeiro guineense, em particular através do desenvolvimento de instrumentos financeiros inovadores, incluindo a criação de um fundo soberano, bem como uma melhor mobilização da poupança interna para financiar o programa Simandou 2040.

Por sua vez, a Ministra da Economia, Finanças e Orçamento da Guiné, Mariama Ciré Sylla, destacou a importância de fortalecer a mobilização de recursos internos.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, a Guiné registou um crescimento económico de 7,4% em 2025, em comparação com 5,7% em 2024. ANG/Faapa

    

 

     Nigéria/Seis irmãs sequestradas por homens armados no noroeste

Bissau, 14 Set 26 (ANG) – Seis imãs foram sequestrados no sábado por homens armados no estado de Zamfara, no noroeste da Nigéria, informou a polícia local neste domingo.

As vítimas, que viajavam para a cidade de Talata Mafara, foram interceptadas e sequestradas por assaltantes armados, comumente chamados de "bandidos", que emboscaram o veículo em que estavam, informou a polícia do estado de Zamfara em um comunicado.

As autoridades iniciaram uma operação de busca para localizar e resgatar as vítimas, que estavam a caminho de uma reunião religiosa.

Os sequestros para resgate tornaram-se uma importante fonte de renda para grupos armados na Nigéria, sejam jihadistas presentes principalmente no nordeste, ou gangues criminosas ativas no noroeste e no centro do país. ANG/Faapa

 

     
Senegal
/ Édouard Mendy anuncia aposentadoria da selecção nacional

Bissau, 14 Set 26 (ANG) – O guarda-redes senegalês Édouard Mendy decidiu, aos 34 anos, encerrar sua carreira internacional após 59 jogos com os Leões de Teranga, informou a imprensa local no domingo.

De acordo com a mesma fonte, o goleiro senegalês já comunicou sua decisão a Patrick Vieira, que foi convocado para comandar a seleção nacional.

Tendo ingressado na seleção nacional em 2018, Édouard Mendy consolidou-se gradualmente como o guarda-redes titular dos Leões de Teranga, participando, em particular, da conquista do primeiro título continental do Senegal na Copa Africana de Nações (CAN) de 2021, realizada em Camarões em 2022. Ele também jogou com sua equipe na final da CAN de 2025 contra o Marrocos, em Janeiro de 2026, em Rabat.

O guarda-redes senegalês também participou da Copa do Mundo de 2026, sediada nos Estados Unidos, Canadá e México, depois de já ter jogado na Copa do Mundo de 2022 no Catar.

Em nível de clubes, Mendy joga na Arábia Saudita. Ele vem de uma temporada marcada pela vitória na Liga dos Campeões da Ásia e pelo título de melhor goleiro da Liga Profissional Saudita.

Édouard Mendy também está entre os guarda-redes indicados ao Troféu Yashin, que premia o melhor guarda-redes. ANG/Faapa

 

Ensino/ Inspeção-Geral forma inspectores para assegurar papel de apoio, orientação e melhoria da qualidade de ensino

Bissau 14 Set 26 (ANG) - A cidade de Bissau acolhe de 14 à 18 de Setembro  em curso, uma formação de formadores destinada aos inspectores  da Educação, no âmbito do projeto GSESE-GB.

 A ação formativa foi orçada em 3,5 milhões de euros e visa  o reforço da gestão, supervisão e eficácia do sistema educativo nacional.

De acordo com a Assessoria de Imprensa do Ministério da Educação, Ensino Superior e Investigação Científica, o projeto é financiado em 86 por cento pela União Europeia e em 14 por cento pelo Camões, I.P.

O projeto prevê a introdução de  novas ferramentas de gestão, supervisão e avaliação das instituições de ensino na Guiné-Bissau e  resulta de um processo de articulação iniciado em 2020 e liderado pela Inspeção-Geral da Educação.

A nova abordagem defendida pela liderança da Inspeção-geral da Educação pretende ultrapassar o modelo tradicionalmente centrado na fiscalização e no controlo administrativo, atribuindo à Inspeção-Geral um papel estratégico no apoio, orientação e melhoria contínua da qualidade do ensino.

Nesse âmbito, os inspetores deverão atuar como parceiros das direções das escolas e dos Conselhos Escolares, contribuindo para reforçar a capacidade das instituições na planificação, acompanhamento e avaliação dos seus resultados.

Entre os principais objetivos da formação está o desenvolvimento de competências dos inspetores para apoiar as escolas na elaboração e implementação dos seus Projetos Educativos, bem como na criação de mecanismos de autoavaliação institucional.

A iniciativa pretende ainda ajudar as comunidades escolares a identificar os seus principais problemas, avaliar os resultados alcançados e participar na definição de soluções adaptadas às suas realidades.

O projeto procura responder à desafios como o abandono escolar, as desigualdades de género, as fragilidades na gestão e as limitações existentes no acompanhamento das instituições educativas.

Até 2028, a formação deve abranger as 11 regiões educativas do país, com o objetivo de criar uma rede nacional de profissionais mais preparados para acompanhar o funcionamento das escolas.

Prevê-se que  a digitalização  contribua para melhorar a recolha, o tratamento e a utilização de dados educativos, tornando os processos de supervisão mais eficientes e baseados em evidências.

A estratégia da Inspeção-Geral passa, assim, pela construção de uma nova cultura no sistema educativo guineense, assente na articulação entre supervisão, avaliação, gestão e melhoria da qualidade.

Segundo  Mamadu Banjai, Inspetor-geral , as ações em curso  podem contribuir para antecipar problemas, apoiar os responsáveis escolares e promover uma maior responsabilização das comunidades educativas pelos resultados alcançados.

O projeto GSESE-GB surge, neste contexto, como uma das principais iniciativas para fortalecer institucionalmente a Inspeção-Geral da Educação e consolidar uma visão baseada na excelência, autonomia, responsabilidade e melhoria contínua do sistema de ensino da Guiné-Bissau.ANG/MI/ÂC//SG

 

Desporto-futebol/Ex-Selecionador nacional Baciro Candé é o novo técnico da equipa angolana “Desportivo Sagrada Esperança”

Bissau, 14 Set 16 (ANG) – O ex-selecionador nacional  Baciro Candé foi apresentado no passado fim de semana, como  novo técnico da equipa de futebol angolana da 1ª divisão, o “Desportivo Sagrada Esperança” ,de Lunda Sul.

Segundo as informações divulgadas nas redes sociais, Baciro Candé assinou um contrato válido por duas épocas, e com o direito de renovação, em caso do cumprimento dos objetivos traçados entre os protogonistas do acordo.

Com esta contratação, Baciro Candé regressa ao futebol de clubes, depos de uma passagem pela equipa moçambicana “Costa do Sol”. ANG/LLA/ÂC//SG

 

Desporto-futebol/FC de Canchungo afastado da Liga dos Campeões Africana depois da derrota de 1-0 com o Teungueth FC do Senegal

Bissau, 14 Set 26 (ANG) – O FC de Canchungo foi afastado na tarde de domingo da Liga dos Campeões Africana, depois de sofrer a derrota de 1-0 com o “Teungueth” do Senegal, num jogo a contar para a segunda mão da competição, realizada no solo senegalês.

Segundo a Televisão da Guiné-Bissau(TGB), na primeira mão, disputada no Estádio Nacional 24 de Setembro, em Bissau, a equipa senegalesa  havia vencido por 1-0.

Com duas vitórias alcançadas por Teungueth FC frente do FC de Canchungo, a equipa senegalesa garantiu a sua passagem para a prúxima fase da competição, deixando assim para trás, o campeão em título da Liga Orange Os Lobos de Canchungo. ANG/LLA/ÂC//SG     


Transportes terrestre
/ Criança de quatro anos  morre atropelada por uma viatura em Gã-Mamudo

Bissau, 14 set 26 (ANG) - Uma criança de quatro anos foi atropelada mortalmente por uma viatura no final de semana, na tabanca de Pluba, secção de Gã- Mamudo, sector de Mansoa, na região de Oio, norte do país.

Segundo a rádio Bemba di Malafo que cita o ajudante da viatura envolvida , o veículo seguia de Bambadinca para Bissau quando uma das rodas traseiras começou a perder  ar e foi imobilizada para reparação, enquanto os passageiros aguardavam junto de uma árvore.

Durante esse período, passaram pelo local três camiões carregados de britas. De acordo com o relato do ajudante, o terceiro camião que circula em alta velocidade desviou-se da trajetória e acabou por atropelar duas crianças.

A criança de quatro anos morreu no local, enquanto que o menino de onze anos   sofreu uma fratura na coxa esquerda. Após receber os primeiros cuidados no Centro de Saúde de Gã- Mamudo, foi transferido para o hospital setorial de Mansôa para prosseguir os tratamentos.

Após o acidente, o condutor do camião abandonou o local, em fuga  mas acabou por ser detido no Posto da Polícia de Trânsito de Jugudul.

O ajudante da viatura apelou às autoridades para reforçarem a fiscalização dos camiões que transportam brita, alegando que muitos circulam em excesso de velocidade. ANG/LPG/ÂC//SG

 

Índia/Brics encerram cúpula na Índia com defesa do crescimento global e posição comum sobre Oriente Médio

Bissau, 14 Set 26 (ANG) - Os líderes dos Brics encerraram no  domingo (13), em Nova Délhi, dois dias de reuniões marcados pela defesa do multilateralismo, do crescimento económico inclusivo e da cooperação entre os países do chamado Sul Global.

Reunindo Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e os novos integrantes do bloco, a cúpula também registou um avanço diplomático ao produzir uma posição comum sobre a guerra no Oriente Médio.

No último dia de trabalhos, os chefes de Estado e de governo concentraram as discussões nos desafios da economia mundial, no fortalecimento da cooperação entre os países emergentes e na defesa do sistema multilateral de comércio. Anfitrião do encontro, o primeiro-ministro indiano Narendra Modi destacou o peso crescente do grupo na economia internacional.

“Nossa força está na diversidade e na cooperação”, afirmou Modi, lembrando que os membros do Brics respondem por cerca de 40% da riqueza produzida no planeta.

O líder indiano convidou os parceiros a promoverem um crescimento econômico global mais inclusivo e afirmou que o bloco representa um “ecossistema de soluções” para os desafios contemporâneos.

Criado em 2009 por Brasil, Rússia, Índia e China, aos quais a África do Sul se juntou no ano seguinte, o Brics buscava inicialmente reunir grandes economias emergentes fora das instituições dominadas pelas potências ocidentais.

O grupo ampliou sua influência nos últimos anos com a entrada de novos membros, entre eles Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Ao longo do encontro, os dirigentes defenderam a preservação de um sistema comercial internacional baseado em regras e centrado na Organização Mundial do Comércio (OMC).

O presidente chinês Xi Jinping aproveitou a reunião para condenar o proteccionismo e reforçar o apoio ao multilateralismo económico.

“O Sul Global deve defender o direito internacional e proteger as regras básicas das relações entre os Estados”, declarou Xi. “Um mundo sem regras é como um cruzamento sem semáforo: o caos e a desordem são inevitáveis”, acrescentou.

A mensagem foi interpretada como uma referência indireta à política tarifária adotada pelo presidente americano Donald Trump desde seu retorno à Casa Branca, em Janeiro de 2025. Apesar do discurso favorável à cooperação económica, a crescente presença das exportações chinesas nos mercados dos demais membros continua sendo motivo de desconforto entre alguns parceiros.

O presidente russo Vladimir Putin, por sua vez, afirmou que os Brics se transformaram em uma das principais forças do cenário internacional e contribuem para a construção de uma ordem mundial “mais justa e multipolar”.

O principal resultado político da cúpula, no entanto, havia sido alcançado no sábado (12), quando os líderes conseguiram superar divergências internas e aprovar uma declaração conjunta sobre a guerra no Oriente Médio .

 

No documento final, os países do Brics apelam para que todas as partes envolvidas exerçam “máxima contenção” e expressam “profunda preocupação” com a escalada das tensões na região.

A declaração marca a primeira posição comum do grupo sobre o conflito desde a intensificação das hostilidades.

Nos últimos meses, o tema expôs divisões dentro do bloco. Rússia e China mantiveram suas relações comerciais com o Irã apesar das pressões de Washington, enquanto países como os Emirados Árabes Unidos suspenderam parte de suas relações económicas com Teerã após serem alvo de ataques iranianos.

As divergências eram tão profundas que, em Maio, os ministros das Relações Exteriores do grupo não conseguiram aprovar um comunicado conjunto.

O consenso alcançado em Nova Délhi é, por isso, visto como uma demonstração de coesão política em um momento de forte instabilidade internacional.

A cúpula também foi marcada por avanços nas relações bilaterais entre Índia e China. O encontro entre Narendra Modi e Xi Jinping confirmou a continuidade do processo de reaproximação iniciado após anos de tensão na fronteira do Himalaia.

Seis anos depois dos confrontos mortais entre soldados dos dois países na região disputada, os dois líderes afirmaram a intenção de buscar uma solução negociada para as divergências territoriais.

Segundo a diplomacia indiana, Modi e Xi concordaram em trabalhar por uma solução “honesta, razoável e mutuamente aceitável” para a questão da fronteira. Embora os dois gigantes asiáticos tenham retomado o diálogo e ampliado a cooperação económica, a desconfiança histórica entre Pequim e Nova Délhi continua presente.

Ao fim da reunião, Narendra Modi declarou esperar que a Declaração de Nova Délhi forneça “uma direção clara para a visão compartilhada e para a cooperação futura” do bloco.

A cúpula reforçou o desejo dos Brics de ampliar sua influência na governança internacional e de se apresentar como uma alternativa às instituições dominadas pelas potências ocidentais. ANG/RFI/AFP

 

 

EUA/Dono da Anthropic pede travão na IA após alerta viral de engenheiro sobre 'fim da humanidade em 10 anos'

Bissau, 14 Set 26 (ANG) - O presidente da Anthropic, uma das maiores empresas de inteligência artificial do mundo, defendeu no sábado (12) que o setor precisa reduzir o ritmo de desenvolvimento de modelos avançados.

A declaração ocorre uma semana após a demissão do matemático britânico Jacob Coxon, que viralizou ao afirmar que a IA “pode destruir a humanidade em 10 anos”.

O chefe da Anthropic, Dario Amodei, pediu neste sábado (12) para reduzir a velocidade de desenvolvimento da inteligência artificial, citando a necessidade de controlar melhor a evolução dos sistemas e mencionando o incidente ocorrido em julho na OpenAI.

A mensagem, publicada em seu site pessoal, surge poucos dias depois de Jacob Coxon, pesquisador da Anthropic, anunciar que deixaria a empresa californiana, acusando-a de minimizar o risco existencial que aIA representa para a humanidade.

Em 4 de Setembro, Coxon publicou mensagens nas redes sociais afirmando que modelos avançados de IA poderiam “matar todos os humanos até o fim da década”, acusando empresas do setor de ignorar sinais de comportamento imprevisível.

As declarações viralizaram e transformaram Coxon em figura central do debate global sobre riscos extremos. A repercussão foi imediata, com especialistas discutindo a possibilidade de que modelos avançados possam desenvolver comportamentos não previstos pelos criadores.

Jacob Coxon afirma que modelos avançados de inteligência artificial exibem comportamentos que não foram previstos pelos engenheiros durante o pré‑treinamento, etapa em que sistemas absorvem padrões de linguagem, lógica e tomada de decisão.

Segundo ele, versões sucessivas de modelos apresentam mudanças abruptas de comportamento, sugerindo formas de raciocínio interno que não são transparentes para os criadores.

Coxon descreve episódios em que sistemas contornaram instruções internas, produziram soluções mais eficientes do que as previstas e demonstraram capacidade de propor ajustes no próprio processo de treinamento, o que ele interpreta como sinais de auto-aperfeiçoamento não supervisionado. 

Para o matemático, esse conjunto de comportamentos indica que modelos de grande escala podem desenvolver estratégias próprias para atingir objetivos, inclusive quando esses objetivos não foram definidos pelos engenheiros.

O presidente da Anthropic, Dario Amodei, afirma que o setor vive “uma corrida que não favorece ninguém” e que modelos cada vez mais poderosos estão sendo lançados “sem tempo suficiente para avaliação independente”.

 Ele defendeu que empresas e governos estabeleçam limites temporários para novos lançamentos, permitindo auditorias externas e testes de impacto.

Essas advertências ocorreram após um incidente em que modelos da OpenAI saíram espontaneamente de seu ambiente confinado durante testes, alcançaram a internet e atacaram a plataforma de IA Hugging Face.

Desde então, vários outros episódios em que sistemas da OpenAI e da Anthropic acessaram a internet sem o conhecimento de seus supervisores foram relatados pelas duas empresas.

Em todos os casos, eles envolviam agentes de IA, ou seja, um programa específico construído sobre um modelo e dotado de conhecimentos próprios e objetivos próprios.

As ações e os métodos desses agentes causaram ainda mais preocupação porque mostraram tendência a se coordenar, estabelecer hierarquia entre si, trapacear e apagar rastros de suas ações.

Diante da atual aceleração do desenvolvimento da IA, “receio que, dentro de 6 a 12 meses, um grupo de agentes seja capaz de tomar o controle de toda a internet”, alerta Dario Amodei, o que “poderia causar centenas de bilhões de dólares em danos”.

A Anthropic, fundada por ex-integrantes da OpenAI, é considerada uma das principais concorrentes globais no desenvolvimento de modelos avançados de IA. Claude, seu sistema mais conhecido, é utilizado em setores estratégicos, incluindo pesquisa científica, análise de dados e operações corporativas. 

A declaração ocorre em um momento de tensão global sobre o uso militar de IA, especialmente após episódios recentes envolvendo grupos armados no Oriente Médio.

Para especialistas, o posicionamento público do presidente da Anthropic representa uma mudança significativa no discurso das grandes empresas do setor, que até agora evitavam defender limites explícitos ao desenvolvimento.

Na sexta-feira (11), a Anthropic divulgou um relatório no qual descreve como atores maliciosos usaram seu sistema de inteligência artificial (IA), Claude, para atividades de vigilância patrocinadas por Estados, operações de propaganda e outros fins.

No mesmo dia, 25 ganhadores da Medalha Fields, equivalente ao Nobel de matemática, alertaram em carta, para um possível "efeito destrutivo" da inteligência artificial (IA) nas pesquisas nessa disciplina.

O alerta foi feito dias após a OpenAI anunciar que um de seus modelos de IA resolveu em menos de quatro dias um problema de mais de um século de antiguidade. ANG/RFI/com agências

 

Turquia/Autoridades ampliam repressão e prendem ativistas LGBTQIA+ em operação nacional por 'valores familiares'

Bissau, 14 Set 26 (ANG) - O governo turco prendeu dezenas de pessoas e realizou buscas em seis associações LGBTQIA+ durante uma operação nacional apresentada pelo governo como “defesa da família”.

A ação, parte da campanha “Minha família está segura”, ocorreu em 12 províncias e incluiu bloqueio de sites e contas de organizações de direitos.

No domingo (13), entidades denunciaram que a ofensiva representa discriminação estatal e aprofundamento da repressão à sociedade civil.

A Turquia intensificou, neste fim de semana, uma operação nacional contra organizações LGBTQIA+, com a prisão de 26 pessoas e a realização de buscas em sedes de seis associações.

A ação, conduzida em 12 províncias, foi apresentada pelo governo como parte da campanha “Minha família está segura”, que pretende reforçar valores familiares e combater o que autoridades classificam como “obscenidade” e “prostituição”.

A ofensiva ocorre em um contexto decrescente pressão estatal sobre  grupos ligados à defesa de direitos e à diversidade sexual.

O gabinete do procurador-geral de Istambul informou que as operações miraram 38 suspeitos e resultaram na apreensão de drogas, equipamentos digitais, bebidas alcoólicas contrabandeadas e uma arma de fogo.

A ação, segundo o órgão, integra investigações sobre suposta influência indevida sobre menores em questões de orientação sexual e identidade de gênero.

“Há indícios de que crianças e adolescentes estão sendo expostos a conteúdos inadequados”, afirmou o gabinete em comunicado.

A associação Kaos GL, sediada em Ancara, contestou os números oficiais e afirmou que ao menos 50 ativistas foram detidos, incluindo mais de dez pessoas levadas sob custódia após buscas policiais em suas residências.

“As autoridades bloquearam o acesso a dezenas de sites e contas em redes sociais ligados a organizações LGBTQIA+, militantes e defensores de direitos”, declarou a entidade.

O grupo tem sido alvo frequente de ações policiais desde que o governo intensificou o discurso contra movimentos LGBTQIA+ nos últimos anos.

A campanha “Minha família está segura” foi lançada enquanto o presidente Recep Tayyip Erdogan promove a chamada “década da família e da população”, iniciativa que supostamente busca enfrentar a queda da taxa de natalidade e o envelhecimento demográfico.

O governo tem associado a defesa da família a medidas de restrição contra grupos LGBTQIA+, ampliando o uso de operações policiais e bloqueios digitais.

“O verdadeiro nome desta operação não é ‘Minha família está segura’; trata-se de discriminação de Estado, de uma política do medo e do desmonte da sociedade civil”, afirmou a Associação Turca de Direitos Humanos em publicação no X.

Organizações internacionais de direitos humanos têm acusado o governo turco de adotar políticas cada vez mais restritivas contra a comunidade LGBTQIA+, combinando endurecimento do discurso oficial, proibições de eventos e ações policiais.

A repressão ganhou força após manifestações que ocorreram em diferentes cidades do país nos últimos anos, frequentemente dispersadas com violência.

A Turquia, que já sediou marchas do orgulho de grande porte, passou a proibir desfiles e reuniões públicas relacionadas ao tema.

O ministro da Justiça, Akin Gurlek, afirmou que as investigações coordenadas pelos procuradores de Istambul, Ancara, Izmir, Aydin e Mersin resultaram em processos contra 162 suspeitos, nove associações e 13 empresas distribuídas por 15 províncias.

“Estamos comprometidos em proteger a estrutura familiar e combater práticas ilegais”, disse o ministro.

A amplitude da operação indica que o governo pretende manter a pressão sobre organizações civis, ampliando o alcance das investigações.

A repressão contra grupos LGBTQIA+ na Turquia tem se intensificado desde meados da década passada, acompanhando mudanças no discurso oficial e na estratégia política do governo.

Erdogan e aliados passaram a associar movimentos de diversidade sexual a ameaças à família e à moral pública, criando ambiente favorável a ações policiais e restrições administrativas.

O bloqueio de sites e perfis em redes sociais tornou-se prática recorrente, afetando a comunicação de organizações que atuam na defesa de direitos.

A campanha “Minha família está segura” insere-se nesse contexto mais amplo, combinando operações policiais, investigações digitais e discursos que reforçam a ideia de proteção da família tradicional. Críticos afirmam que a iniciativa busca consolidar apoio entre setores conservadores e ampliar o controle estatal sobre a sociedade civil.

“É uma política de intimidação que tenta silenciar vozes dissidentes”, declarou um ativista que pediu anonimato por segurança.

A repressão também ocorre em meio a tensões políticas internas e a debates sobre direitos civis no país.

A Turquia, que já foi vista como referência regional em políticas de inclusão, tem enfrentado críticas internacionais porretrocesos em direitos, especialmente após a saída da Convenção de Istambul, tratado europeu de combate à violência contra mulheres.

 

A ofensiva contra grupos LGBTQIA+ é interpretada como parte dessa mudança de orientação.

 

Saiba o que significa a sigla LGBTQIA+

·         L — Lésbicas: mulheres que se relacionam afetiva e/ou sexualmente com outras mulheres.

·         G — Gays: homens que se relacionam afetiva e/ou sexualmente com outros homens.

·         B — Bissexuais: pessoas que se relacionam com mais de um género.

·         T — Transgéneros: pessoas cuja identidade de gênero difere do sexo atribuído no nascimento.

·         Q — Queer: quem não se encaixa em categorias tradicionais de género e sexualidade.

·         I — Intersexo: pessoas com variações corporais que não se enquadram nas definições típicas de masculino ou feminino.

·         A — Assexuais: pessoas com pouca ou nenhuma atração sexual.

·         + — Outras identidades: inclui pansexuais, não binárias, demissexuais e outras do espectro.

As operações recentes ampliam o alcance da repressão ao envolver múltiplas províncias e diferentes tipos de organizações, incluindo associações culturais e empresas.

 A justificativa oficial, centrada na proteção de menores e na defesa da família, tem sido contestada por entidades que afirmam que não há evidências que sustentem as acusações.

“É uma tentativa de criminalizar identidades e movimentos sociais”, afirmou a Associação Turca de Direitos Humanos.

O impacto sobre a sociedade civil é significativo, com ativistas relatando medo, autocensura e dificuldades para manter atividades básicas.

 O bloqueio de sites e perfis impede a divulgação de informações e campanhas, enquanto as prisões e buscas domiciliares criam ambiente de insegurança. A repressão também afeta organizações que prestam apoio jurídico e psicológico a pessoas LGBTQ+, dificultando o acesso a serviços essenciais.

A coordenação entre diferentes procuradorias indica que o governo pretende manter a campanha por longo período.

A participação de órgãos de Istambul, Ancara, Izmir, Aydin e Mersin demonstra que a repressão não se limita a grandes centros urbanos, alcançando regiões diversas do país.

O número de suspeitos e entidades investigadas sugere que novas operações podem ocorrer nas próximas semanas.

O discurso oficial, centrado na proteção da família, tem sido reforçado por ministros e parlamentares aliados ao governo. A narrativa busca legitimar ações policiais e ampliar apoio entre setores conservadores, especialmente em regiões onde o governo mantém forte base eleitoral.

A campanha também se insere em debates sobre políticas demográficas, com o governo defendendo medidas para aumentar a natalidade e reforçar valores tradicionais.

Críticos afirmam que a repressão compromete direitos fundamentais e enfraquece a sociedade civil, criando ambiente de medo e insegurança. Organizações internacionais têm pedido que a Turquia revise suas políticas e garanta proteção a minorias sexuais.

A resposta do governo, porém, indica que a campanha deve continuar, com novas investigações e operações previstas.

A ofensiva contra grupos LGBTQ+ reforça a tendência de endurecimento político no país, marcada por restrições a manifestações, controle sobre meios de comunicação e pressão sobre organizações independentes.

A campanha “Minha família está segura” tornou-se símbolo dessa estratégia, combinando discurso moralizante e ações policiais de grande escala. ANG/RFI/AFP

 


Turismo
/Proprietário de “Restaurante-bar Zona Verde” acusa Inspeção Geral de Turismo de  ter decidido o “fecho ilegal” do seu estabelecimento

Bissau, 14 Set 26(ANG) – O proprietário do “Restaurante-bar Zona Verde”, situado no Bairro de Cuntum Madina, em Bissau, acusou a Inspecção Geral de Turismo de ter mandado encerrar, de “forma ilegal” o seu empreendimento comercial.

Em conferência de imprensa realizada no passado fim de semana, Cesário Rodrigues disse que  estão a ser vítimas de falta de consenso entre a Associação dos Operadores Turísticos e o Governo, no que tange ao pagamento do Fundo de Turismo.

“As vezes, a Associação dos Operadores Turístico manda os seus associados para não pagarem o Fundo de Turismo  porque está suspenso, devido as negociações para definição de novos formatos de pagamento, e o Ministério do Turismo faz igualmente a mesma coisa”, disse.

Cesário Rodrigues disse que, nos últimos dias, os Inspectores do Ministério do Turismo foram  ao seu estabelecimento e lhe entregaram uma notificação na qual se informa que já foi retomado o pagamento do Fundo de Turismo.

“Foi neste sentido que dirigimos à sede da Associação dos Operadores Turísticos para apurar as informações que dão conta da retoma do pagamento do Fundo de Turismo e os responsáveis da associação disseram que não devemos pagar porque ainda não há um acordo para o efeito”, salientou.

“Por isso, ficamos pendurados sem saber se devemos ou não pagar o Fundo de Turismo”, disse Cesário.

Aquele responsável disse  que o último pagamento   do Fundo de Turismo foi em Dezembro de 2025, frisando que depois disso, mandaram-lhes suspender os pagamentos enquanto estão em negociações.

“Então os inspetores do Ministério do Turismo, chegaram aqui, há três dias  e encerraram o meu estabelecimento”, afirmou Cesário Rodrigues.

Adiantou que fez várias diligências junto ao Ministério do Turismo no sentido de obter uma resposta para a reabertura do seu restaurante mas que  nada surtiu efeito.

Disse que, no período da noite, mandou três dos seus trabalhadores para entrarem e pernoitarem  no interior do estabelecimento, a fim de vigiarem o restaurante para não ser assaltado por gatunos que atuam  naquela localidade.

Declarou que, volvidos dois dias os inspectores do Turismo voltaram e acusaram-lhe de ter violado e reaberto  o estabelecimento, e que, por isso, mandaram levar 11 colchões e todas as cadeiras do Bar.

“Perante esta situação voltei ao ministério e pedi uma audiência com o Diretor-geral do Turismo, e exigiram-me para pagar a deslocação dos agentes de polícia e dos inspetores que foram apreender os materiais no Restaurante, no valor de 35 mil francos CFA”, disse.

 Aquele responsável disse que pagou o montante a Direção Geral  do Turismo como contrapartida para a recuperação dos seus materiais.

Cesário Rodrigues afirmou que, passando alguns minutos recebeu uma chamada do Director-geral do Turismo a dizer que não era aquele o valor que devia pagar, mas sim, um milhão e meio de francos CFA(1.500.000).

Disse que o próprio Director-geral garantiu-lhe  que esse montante poderia ser  reduzido entre um milhão e quinhentos mil francos CFA.

Rodrigues afirmou que o Director-geral de Turismo informou-lhe  que não ordenou o encerramento de nenhum estabelecimento com pagamento regular, mas sim foram dado um prazo de dez dias para regularizarem as suas situações.

A ANG contactou hoje o Director-geral de Turismo na pessoa de Paulo Alberto para reagir  à acusação do proprietário do Restaurante Bar Zona Verde mas  este afirmou que. recebeu  orientações  do ministro do Turismo para não falar sobre o assunto. ANG/ÂC//SG

Regiões/Associação de Pais e Encarregados de Educação oferecem 50 sacos de cimento a escola do ensino básico unificado de Canchungo

Cacheu, 08 Set 26 (ANG) – A Associação de Pais e Encarregados da Educação dos alunos do setor de Canchungo, ofereceram no passado  fim-de-semana 50 sacos de cimento à escola do Ensino Básico Unificado de Canchungo para conclusão das obras de novo pavilhão com 03 salas, desde muro de vedação reboco e pavimentação.

Segundo o corresponde da ANG na região de Cacheu, a oferta fez-se no quadro da parceria  entre a Associação dos Pais ou Encarregados da Educação dos Alunos do setor de Canchungo e a Direção desta escola.

Em declarações à ANG, o responsável da Associação dos Pais e Encarregados da Educação José Manuel Gomes, disse que o gesto visa a melhoria das condições infraestruturais da escola e para garantir um bom ambiente de trabalho para os professores e estimular os alunos para o estudo.

Por sua vez, o Diretor da Escola do Ensino Básico Unificado de Canchungo,  Didi Impame, enalteceu a importância desta  ajuda da Associação dos Pais para a instituição que dirige, para o melhoramento das condições materiais e bom ambiente de trabalho para os professores e os alunos.

Impame, lembrou que, no passado, a Associação, ofereceu 400.000 francos CFA para as obras de construção do muro de vedação e 200.000 francos CFA para a compra do gerador para o fornecimento da corrente elétrica para o funcionamento do curso noturno.

Em nome da Direção Regional da Educação de Cacheu, o Inspetor Escolar do setor de Canchungo, Apio Otaviano Bomba Gomes louvou a iniciativa da Associação dos Pais, pedindo que o gesto seja estendido para a Escola do Ensino Básico do Bairro Novo, que se encontra num estado avançado de degradação.

A Associação dos Pais e Encarregados da Educação dos Alunos do setor de Canchungo é a entidade  encarregue da gestão dos fundos para a subvenção dos professores das três escolas públicas do setor de Canchungo, nomeadamente, Liceu Regional Ho Chi Minh, Escola do Ensino Básico Unificado e Escola do Ensino Básico do 1 de Junho, nos 4 últimos anos letivos..ANG/AG/JD/ÂC//SG

Regiões/Acidente de viação mata uma mulher e provoca vários feridos em  Clonato, Região de Biombo

Biombo, 14 Set 26 (ANG) – Um morte e vários feridos é o balanço de um acidente de viação registado no passado fim de semana na Secção de Clonato, Setor de Quinhamel, Região de Biombo.

De acordo com o despacho do correspondente da Agência de Notícias da Guiné (ANG), na região de Biombo,  o acidente envolveu uma viatura de transporte misto Bissau/Bijimita, de marca IVECO.

O acidente foi provocado pela avaria da  Vara de direcção da viatura que em consequência provocou o despiste da viatura para fora da estrada.

A vítima mortal era uma senhora de aparentemente 35 anos de idade da secção de  Bijimita,  deixou dois filhos tendo sido sepultada no mesmo dia do acidente.

“Os feridos graves foram evacuados para Bissau uns para o Hospital Militar e outros para o Hospital Nacional Simão Mendes”. disse ao  Repórter da ANG fontes ligadas aos serviços de trânsito.

Os ocupantes da viatura sinistrada eram, na sua maioria, mulheres que traziam produtos hortícolas para venda em Bissau. ANG/M
N/MSC/ÂC//SG