quarta-feira, 8 de julho de 2026

Gâmbia/Primeiro-ministro entrega dez máquinas de lavar roupas  à Associação dos Guineenses na Gâmbia

Bissau, 08 Jul 26(ANG) - O Primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té procedeu esta manhã à entrega formal de dez máquinas de lavar roupas  à Associação dos Guineenses na Gâmbia.

De acordo com informações  publicadas na página de Facebook da Embaixada da Guiné-Bissau na Gâmbia, consultada pela ANG, o ato responde à uma  solicitação do núcleo feminino da referida Associação, feita no encontro que Vieira Té realizou com a comunidade guineense residente em Gâmbia, no passado domingo.

“Com este lote de equipamentos, as mulheres da Associação pretendem implementar uma lavandaria comunitária, estruturando uma atividade económica geradora de rendimento”, refere a nota.

O projeto visa não só promover a autonomia financeira, mas também contribuir, de forma sustentável, para o bem-estar e a integração socioeconómica das famílias guineenses no país de acolhimento.

"Este gesto traduz o compromisso contínuo do Executivo de escutar e responder, prontamente, as aspirações das nossas comunidades no exterior, capacitando-as com ferramentas que dignifiquem o seu esforço migratório", destacou o Chefe de Executivo guineense.

A iniciativa, segundo a embaixada guineense na Gâmbia, reflete a vertente social da diplomacia guineense, focada na valorização e no empoderamento das comunidades na diáspora como parceiras ativas de desenvolvimento.

Antes de regressar a Bissau, o Primeiro-ministro  Ilídio  Te, ainda pude visitar as  instalações da Chancelaria guineense na Gâmbia, situada em Kotu, com o  propósito de constatar, in loco, o quotidiano laboral e as condições de funcionamento daquela representação diplomática.

Acompanhado pelo Chefe da Missão e por funcionários, o Chefe do Governo realizou uma visita guiada às diversas dependências da embaixada e teve a oportunidade de interagir diretamente com o pessoal diplomático
inteirando-se das dinâmicas de trabalho e dos desafios que enfrentam no cumprimento das suas funções.

"A proximidade e o acompanhamento contínuo das nossas missões no exterior são fundamentais para garantir a eficácia da diplomacia guineense e o apoio de excelência à nossa diáspora", sublinhou uma fonte institucional próxima do Executivo.

“Esta visita se enquadra no esforço contínuo do Governo de reforçar a eficácia da política externa e  dignificar as condições de trabalho nas representações diplomáticas da Guiné-Bissau além-fronteiras”, diz a mesma fonte.

Ilídio Vieira Té terminou hoje uma visita de trabalho na Gâmbia onde participou entre os dias 05 e 08  na Reunião Anual dos Governadores Africanos do Fundo Mundial Internacional e Banco Mundial – Caucus 2026.ANG/ÂC//SG 

 

 

Gâmbia/ Vice President Jallow Bids farewell to Guinea Bissau prime minister

Bissau, 08 jul 26 (ANG) – O Vice Presidente Mohammed B.S. Jallow this morning saw off the prime minister of the Republico f guinea Bisau, His excellency Ilidio Vieira Té, at the Banjul Internacional airport, following the conclusion of his workimg visit to Gambia.

The vice presidente, alongside the honourable sering modou Njei,Minister of Foreign Affeirs, international cooperation and Gambians Abroad, accompanied the prime minister to the ffot of the aircraft. The ptime minister shook hands with the vice presidente before climbing aboard, turning to give a warm smile and wave goodbye.

Prime minister Vieira Té arrived en Banjul on Sunday, 5th july 2026, to attend the African Caucus 2026, further strenthening the longstanding ties of fiendship and cooperation betweem The Gambia and Guinea-Bissau.

ANG/ Embaixada da Guinea Bissau of Gambia


Cooperação
/Primeiro-ministro regressa da Gâmbia  após ter participado na  Reunião Anual do African Caucus 2026

Bissau, 08 Jul 26 (ANG) - O Primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té, regressou  hoje a Bissau, proveniente da  República da Gâmbia, onde participou na Reunião Anual do African Caucus 2026.

O evento que decorreu entre  05 e 08 de Julho  reuniu os ministros das Finanças e Governadores dos Bancos Centrais africanos, e representantes do   Fundo Monetário Internacional (FMI) e  Banco Mundial.

Segundo uma nota à imprensa do Gabinete de  Assessoria de Imprensa do Primeiro-ministro, entre as principais conclusões da reunião destacam-se a adoção de uma posição comum africana, a ser defendida nas próximas assembleias anuais do FMI e  Banco Mundial, visando uma reforma do sistema financeiro global, maior flexibilidade no acesso aos mecanismos de financiamento.

A melhor utilização dos Direitos Especiais de Saque (DES), aumento dos recursos concessionais para os países africanos e maior apoio aos investimentos em infraestruturas, inovação, transição energética e adaptação às alterações climáticas, foram  recomendadas no encontro que  decorreu sob o lema “Reforma da Arquitetura financeira Internacional” .

Os  debates da reunião se centraram na mobilização de recursos para acelerar o desenvolvimento económico sustentável em África, reforçar a resiliência das economias africanas e ampliar o acesso dos países do continente a financiamentos concessionais.

A nota acrescenta que  durante os trabalhos, os participantes reafirmaram igualmente a necessidade de um crescimento económico inclusivo, da promoção do investimento privado, da criação de emprego para a juventude e do fortalecimento da cooperação entre as instituições financeiras internacionais e os países africanos.

A  reunião, de acordo com a nota,  ficou ainda marcada pela assunção da presidência do African Caucus pela República da Gâmbia, que se comprometeu a defender, junto dos parceiros multilaterais, uma agenda africana orientada para o aumento do financiamento ao desenvolvimento e para soluções sustentáveis de alívio da dívida dos países do continente.

A  participação do Primeiro-ministro Ilídio Vieira Té reforçou a presença da Guiné-Bissau em  fóruns internacionais de decisão económica.

Vieira Té aproveitou a sua participação nesse evento para  promover a  estratégia nacional de desenvolvimento e consolidar contactos institucionais destinos a mobilizar parcerias e recursos para a implementação das prioridades nacionais de crescimento económico, modernização das infraestruturas e melhoria das condições de vida da população guineense.

ANG/LPG/ÂC//SG

Mundial-2026/Marrocos-única seleção africana nos quartos de final da competição

Bissau, 08 Jul 26 (ANG) – A Copa 2026, organizada nos Estados Unidos, Canadá e México, se aproxima cada vez mais da fase  decisiva para se apurar um campeão de futebol ao nível planetário.

Na quinta-feira vão entrar em acção oito equipa
s sendo que metade delas deve ficar pelo caminho, quer dizer não chegará as meias finais.

O calendário impõe que se medem forças,   França x Marrocos, Espanha x Bélgica, Noruega x Inglaterra, e  Argentina x Suíça

A festa de futebol mundial valoriza Marrocos como única selecção africana ainda em competição, dos 10 participantes africanos. ANG/LLA/AC//SG

Turquia/Pressão de Trump leva Otan a acelerar reforço militar e anunciar contratos bilionários

Bissau, o8 Jul 26 (ANG) - Os líderes da Otan anunciaram, terça‑feira (7), em Ancara, na Turquia, uma série de contratos de armamento que somam dezenas de bilhões de dólares, um esforço para aumentar as capacidades de defesa europeias diante do posicionamento dos EUA.

O presidente americano, Donald Trump, presente no encontro, tem insistido para que os aliados europeus assumam maior responsabilidade por sua própria segurança.

Os novos contratos de armamento, assinados pela Otan, são uma clara tentativa de convencer Trump de que os europeus estão levando a sério o reforço de suas capacidades de defesa, como exigem os Estados Unidos.

No ano passado, o presidente americano conseguiu que europeus e Canadá se comprometessem a destinar ao menos 5% do PIB à segurança. Muitos ainda estão longe desse patamar, mas o secretário‑geral da Otan, Mark Rutte, acredita que pode convencer o republicano de que o movimento já começou.

Nesta terça-feira, Rutte apresentou uma série deiniciativas para ampliar a cooperação militar e industrial entre os aliados. Entre elas, um investimento de US$ 40 bilhões (cerca de R$ 216 bilhões) nos próximos cinco anos em sistemas de combate a drones, além da criação de coalizões multinacionais para compras conjuntas de equipamentos.

A Aliança também anunciou a aquisição de drones de vigilância MQ‑4C Triton, que complementarão a frota de RQ‑4D Phoenix baseada em Sigonella, na Itália, e a formação de uma nova frota estratégica de aviões A400M, além da expansão da de A330 MRTT, já existente.

O secretário-geral destacou que os países europeus da Otan e o Canadá aumentaram seus gastos militares em cerca de 20% em 2025, um acréscimo de US$ 90 bilhões (cerca de R$ 486 bilhões) em relação ao ano anterior, ultrapassando US$ 570 bilhões (aproximadamente R$ 3,08 trilhões).

Os Estados Unidos também discutem com a Alemanha e outros países a criação de linhas de produção conjuntas de mísseis, diante da pressão sobre os estoques americanos causada pelos conflitos na Ucrânia e no Irã.

No fim de Junho, o Comissário Europeu para a Defesa, Andrius Kubilius, afirmou que a Europa precisava substituir rapidamente as capacidades militares que os Estados Unidos vão retirar do continente. Caso contrário, esta retirada representaria “um convite aberto” para o presidente russo, Vladimir Putin, "testar" a capacidade de dissuasão dos aliados europeus.

Fontes disseram à Reuters que Trump pode sinalizar ao presidente turco que está disposto a permitir o retorno da Turquia ao programa dos caças F‑35, do qual o país foi excluído em 2019 após adquirir o sistema russo S‑400.

Ao lado do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, a quem chamou de “amigo”, Trump voltou a criticar os aliados europeus por, segundo ele, não terem apoiado os Estados Unidos na ofensiva contra o Irã.

“Fiquei muito decepcionado com a Otan”, disse, afirmando que talvez nem tivesse comparecido ao encontro se ele não fosse realizado na Turquia.

Apesar das críticas, o presidente americano adotou um tom mais contido do que nas últimas semanas e até elogiou a primeira‑ministra italiana, Giorgia Meloni, após um recente atrito.

Perguntado sobre a Groenlândia, o republicano voltou a afirmar que os Estados Unidos deveriam controlar o território semiautónomo administrado pela Dinamarca.

“Esse território deveria estar sob controle dos Estados Unidos, e não da Dinamarca”, declarou à imprensa durante uma conversa com o presidente Erdogan.

Trump novamente acusou a Dinamarca de não investir o suficiente para garantir a segurança da Groenlândia, repetindo sua alegação de que a ilha estaria “cercada por navios chineses e russos”. Ele também afirmou que essa questão “prejudicou (suas) relações com a Otan”. ANG/RFI/agências

 

Otan/ Trump se diz 'muito irritado' com aliados europeus e volta a fazer pressão pela Groenlândia

Bissau, 08 Jul 26 (ANG) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou nesta quarta-feira (8) seu descontentamento com seus aliados da Otan, com quem se disse "muito irritado".

A declaração foi dada no último dia da cúpula da aliança militar, em Ancara, capital da Turquia. Na ocasião, o líder norte-americano se queixou, entre outras coisas, da postura dos aliados em relação ao Irã, à Groenlândia e à Espanha.

Reiterando críticas já feitas diversas vezes, Trump fez inúmeras reclamações, sentado ao lado do secretário-geral da Otan, Mark Rutte, que havia tentado, algumas horas antes, tranquilizar os aliados preocupados com o compromisso norte-americano com a organização.

"Estou muito irritado com a Otan (...) Não estou satisfeito por causa do que fizeram com a Groenlândia, e não estou satisfeito porque não quiseram nos ajudar contra o principal patrocinador estatal do terrorismo, ou seja, o Irã", declarou.

Na mesma ocasião, o presidente dos EUA afirmou que o cessar-fogo com o Irã ”acabou”, após a retomada de intensos ataques entre os dois lados.

Desde que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã no final de Fevereiro, Donald Trump tem criticado repetidamente seus aliados ocidentais por se distanciarem do conflito.

O presidente dos EUA também expressou sua frustração por não ter conseguido anexar a Groenlândia, que considera um "grande problema". Segundo Trump, "a Groenlândia é muito importante para os Estados Unidos, mas não para a Dinamarca".

Em resposta à pressão do republicano, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, reiterou que "a Groenlândia obviamente não está à venda".

Em relação à Ucrânia, Trump participa de uma reunião com Volodymyr Zelensky durante a cúpula da Otan na Turquia. “Acho que ambos querem chegar a um acordo”, disse o presidente ucraniano na véspera, repetindo o que já havia dito anteriormente.

Na ausência de sinais concretos neste sentido, os europeus querem reafirmar seu compromisso com Kiev. Eles se comprometem, juntamente com o Canadá, a fornecer € 70 bilhões em ajuda militar à Ucrânia em 2026 e 2027.

Horas antes do encontro entre Trump e Zelensky, novos ataques russos contra a Ucrânia deixaram pelo menos sete mortos na madrugada desta quarta-feira (7).

Pouco depois da meia-noite, uma primeira grande explosão foi registada em Kiev, antes do acionamento das sirenes de alerta aéreo, uma falha incomum no sistema que deixou os moradores preocupados.

Entre as diversas declarações, Donald Trump também mirou seu arsenal de queixas contra outro velho conhecido. O presidente dos Estados Unidos criticou duramente a Espanha, e ameaçou deixar de fazer negócios com o país, acusando novamente Madri de não contribuir para os gastos de defesa da Otan. "A Espanha é uma causa perdida. Não queremos mais relações comerciais com eles", disse Trump. "Não participam, não pagam", acrescentou.

Na cúpula da Otan em Haia no ano passado, o país europeu foi o único que não assumiu o compromisso comum de elevar os gastos em defesa para 5% do PIB nacional até 2035, adotado sob pressão de Washington. Desde então, o republicano critica a Espanha e ameaça adotar medidas de retaliação comercial.

Uma fonte do governo espanhol, liderado pelo primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez, disse que o país recebe "com tranquilidade e normalidade" as críticas de Trump. ANG/RFI/AFP

 

Médio Oriente/OMI condena retomada dos ataques em Ormuz e diz que 6 mil marinheiros seguem presos no Golfo Pérsico

Bissau, 08 Jul 26 (ANG) - A Organização Marítima Internacional (OMI) informou nesta quarta-feira (8) que aproximadamente 6 mil marinheiros permanecem retidos no Golfo Pérsico.

Em comunicado, a agência da ONU responsável pela segurança nos mares condenou a retomada das hostilidades na região e no Estreito de Ormuz.

"Esses ataques apenas agravam o medo, a incerteza e o sofrimento psicológico já vivenciados pelos cerca de 6 mil marinheiros que permanecem presos a bordo de navios, sem poder deixar o Golfo em segurança", afirmou o secretário-geral da OMI, Arsenio Dominguez.

Ele também pediu aos diversos atores envolvidos que "evitem expor os marinheiros a perigos desnecessários, fazendo com que seus navios transitem pelo estreito".

As declarações foram feitas pouco depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump declarar o fim do cessar-fogo com o Irã, após intensos ataques aéreos entre os dois lados, incluindo ações contra navios mercantes que transitavam pelo Estreito de Ormuz.

O conflito foi desencadeado em 28 de Fevereiro, quando os EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã. Em resposta, Teerã bloqueou a navegação pelo estreito. Os Estados Unidos reagiram impondo um bloqueio aos portos iranianos.

Após a assinatura, em 17 de Junho, do memorando de entendimento entre Teerã e Washington para encerrar a guerra, as travessias foram retomadas em um ritmo mais constante, embora ainda muito abaixo do registado antes do conflito.

Posteriormente, a OMI lançou um plano de retirada para os 11 mil marinheiros a bordo de 600 navios que permaneciam presos na região. A operação, segundo a organização, deveria levar várias semanas.

No fim de junho, o plano já havia permitido a saída de 115 navios com 2.500 marinheiros. Atualmente, Teerã autoriza apenas uma rota de navegação ao longo de sua costa e, apesar da oposição dos Estados Unidos, descarta qualquer retorno ao cenário anterior ao conflito, quando a passagem pelo estreito era livre.ANG/RFI

Senegal/Fórum Africano sobre Economia Social e Solidária inicia trabalhos com participação de representantes de 33 países

Bissau, 08 Jul 26 (ANG) – A 2ª edição do Fórum Africano sobre Economia Social e Solidária (FORA'ESS) foi inaugurada na terça-feira, em Dakar,no Senegal  com a participação de representantes de 33 países.

Este evento tem como tema "Economia social e solidária: motor de transição, inclusão e convergência em África".

No  discurso inaugural, o primeiro-ministro senegalês, Mouhamadou Al Amine Lo, enfatizou a necessidade urgente de os países africanos coordenarem ainda mais suas políticas para criar um verdadeiro mercado africano para a economia social e solidária, ao mesmo tempo em que defendeu a criação de um Observatório Africano da Economia Social e Solidária (ESS), encarregado de mensurar o progresso alcançado, avaliar o impacto das iniciativas de solidariedade e promover a troca de experiências entre os Estados.

Essa governança conjunta fará da economia social e solidária um pilar da Agenda 2063 da União Africana e um instrumento fundamental para a transformação económica do continente, afirmou ele, apelando aos Estados africanos para que façam da economia social e solidária uma alavanca para a soberania económica, a integração continental e a criação de empregos.

Por sua vez, o embaixador da União Europeia no Senegal, Jean-Marc Pisani, indicou que este Fórum tem a forte ambição de fazer da economia social e solidária um verdadeiro motor de transição, inclusão e convergência à escala do continente africano, especificando que está totalmente integrada na dinâmica africana impulsionada pela Agenda 2063 da União Africana, que visa uma África integrada, próspera e pacífica, baseada na iniciativa dos seus cidadãos.

“A economia social e solidária é uma resposta concreta às expectativas dos jovens, pois permite a criação de crescimento, a estruturação de territórios, o fortalecimento de comunidades e a oferta de empregos enraizados nas realidades locais”, afirmou.

O fórum tem como objetivo principal promover uma melhor compreensão da economia social e solidária (ESS) e fomentar intercâmbios e parcerias entre os seus diversos intervenientes.ANG/Faapa

    

 

                       Gana/13º Simpósio Africano sobre Segurança

Bissau, 08 Jul 26 (ANG) – Os trabalhos da 13ª edição do Simpósio Africano sobre Segurança (ASEC2026) começaram  terça-feira em Acra, sob o tema "Fortalecendo a segurança africana por meio da inovação e inclusão".


Organizado em conjunto com o Departamento de Assuntos Políticos, de Paz e de Segurança (PAPS) da Comissão da União Africana, este evento de três dias (7 a 9 de Julho) tem como objetivo examinar "os desafios mais prementes em matéria de paz e segurança no continente" e explorar "as questões estratégicas, operacionais e emergentes que moldam o panorama da segurança africana", com ênfase em soluções lideradas pela África, colaboração intersetorial e desenvolvimento sustentável de capacidades, segundo os organizadores.

Por meio de mesas redondas de alto nível e intervenções de palestrantes, bem como sessões estruturadas de networking entre os setores público e privado, a ASEC2026 visa produzir resultados concretos e sustentáveis ​​que promovam a estabilidade, a resiliência e o desenvolvimento inclusivo em todo o continente.

O programa desta edição inclui, entre outros, uma série de painéis com foco especial em "Fortalecimento dos marcos de segurança africanos: cooperação regional, inovação e preparação estratégica" e "Combate ao terrorismo e ao extremismo violento: novas abordagens para prevenção, intervenção e resiliência comunitária".

Esses temas incluem também "Garantindo a segurança das fronteiras nacionais e combatendo o crime transnacional: tecnologias, coordenação e aplicação integrada da lei" e "Operações de manutenção da paz das Nações Unidas em transição: aprimorando a eficácia da missão por meio de treinamento, tecnologia e mandatos adaptáveis". ANG/Faapa

 

Comunicação Social / MFWA em parceria com  RSF organizam fórum sobre “Jornalismo Ético e Segurança dos Jornalistas” na Guiné-Bissau

Bissau, 8 jul 26 (ANG) –  Os jornalistas, editores, proprietários de órgãos de comunicação social, autoridades reguladoras e representantes da sociedade civil participam, quinta-feira, no Fórum sobre Jornalismo Ético e Segurança dos Jornalistas.

Segundo uma nota desta fundação, a iniciativa prevê o reforço do profissionalismo, da ética e  proteção dos profissionais da comunicação social na Guiné-Bissau.

O encontro é promovido pela Fundação dos Media para a África Ocidental (MFWA), em parceria com os Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e a Fondation Hirondelle (FH), no âmbito do projeto financiado pela União Europeia denominado "Promover e Proteger a Democracia ao Salvaguardar a Liberdade de Opinião e de Expressão e Combater a Mis/Desinformação na Guiné-Bissau".

Segundo a nota , o setor da comunicação social continua a enfrentar diversos desafios, entre os quais condições precárias de trabalho, intimidação, assédio, violência contra jornalistas e fragilidades na aplicação das normas éticas e profissionais, fatores que afetam a confiança do público aos meios de comunicação.

Durante o fórum serão apresentados os resultados da monitorização dos meios de comunicação social, realizada entre Julho de 2025 e Maio de 2026.

De acordo com a nota, trata-se da avaliação do cumprimento dos princípios éticos e dos padrões profissionais na imprensa escrita, rádio, televisão e plataformas digitais, bem como os principais riscos à segurança dos jornalistas.

Os participantes irão analisar as tendências identificadas ao longo da implementação do projeto, discutir casos recorrentes de violações éticas, como a parcialidade na cobertura jornalística, a insuficiente separação entre factos e opiniões, o uso limitado de fontes diversificadas e credíveis e as fragilidades nos mecanismos de responsabilização editorial.

O fórum servirá igualmente para partilhar experiências e boas práticas, identificar desafios persistentes e debater estratégias destinadas a consolidar um ambiente mediático mais seguro, responsável e alinhado com os valores democráticos. ANG/LPG/ÂC//SG

Regiões/Primeiro-ministro Ilídio Vieira Té preside  cerimónia que marca início do fornecimento de energia elétrica da OMVG à Região de  Gabu

Gabu, 08 Jul 26(ANG) - O Primeiro-ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, se desloca à  Gabu no próximo sábado, para presidir o ato oficial de início de  fornecimento de energia elétrica proveniente da Barragem de Kaleta, na República da Guiné-Conacri à esta região do leste do país.


A informação foi avançada , segunda-feira, pelo Administrador do Setor de Gabu, Mutaro Culubali, em declarações à TV/Rádio Gandal.

Culubali disse  que os preparativos para a receção do Chefe do Governo decorrem sob coordenação do Governo Regional de Gabu.

O administrador explicou ainda que, por orientação da Governadora Regional, todas as estruturas competentes estão mobilizadas para garantir uma receção condigna e assegurar o sucesso do evento, considerado histórico para a região, uma vez que contribuirá para reduzir as dificuldades de acesso à energia elétrica.

De acordo com as autoridades, os consumidores passarão a beneficiar de fornecimento de energia durante 24 horas por dia, com tarifas semelhantes às praticadas pela EAGB em Bissau.

Mutaro Culubali apelou à participação dos delegados dos serviços desconcentrados do Estado, das forças de defesa e segurança, das autoridades tradicionais e religiosas, das organizações da sociedade civil e da população em geral.

O projeto de interligação elétrica da Organização para a Valorização da Bacia do Rio Gâmbia (OMVG) é financiado pelo Banco Mundial e representa um importante passo para o desenvolvimento económico e social da região de Gabu refere a estação televisiva local.ANG/TV/Rádio Gandal.

 

terça-feira, 7 de julho de 2026

                  Tanzânia/CAE adopta plano de segurança alimentar

Bissau, 07 Jul 26 (ANG) - Os Ministros da Agricultura e da Segurança Alimentar dos países membros da Comunidade da África Oriental (EAC) adotaram um conjunto de medidas para fortalecer a segurança alimentar regional e promover sistemas agroalimentares sustentáveis.

Reunidos em Dar es Salaam durante a 19ª sessão do conselho setorial competente, os ministros da África Oriental aprovaram o Plano Regional de Investimento da EAC para Sistemas Agroalimentares, que abrange o período de 2026 a 2035.

Este programa visa aumentar os investimentos em infraestrutura agrícola, resiliência climática, tecnologias digitais, finanças e comércio transfronteiriço para apoiar o crescimento a longo prazo do setor.

O Conselho também aprovou novas medidas para acelerar a implementação da estratégia regional de desenvolvimento do arroz, incluindo o fortalecimento da mecanização, a melhoria dos sistemas de sementes, o envolvimento do setor privado e a redução das barreiras não tarifárias ao comércio regional.

Essas autoridades da África Oriental também aprovaram diversos instrumentos regulatórios relacionados a procedimentos de inspeção de plantações, avaliações de riscos à saúde e ao meio ambiente e ao gerenciamento de pesticidas perigosos.

A organização regional especifica que essas decisões visam consolidar de forma sustentável a segurança alimentar e acelerar a transformação dos sistemas agroalimentares na área da comunidade. ANG/Faapa

   

 

Turquia/Rutte pede “revolução industrial transatlântica” perante Rússia, Irão e China

 

Bissau, 07 Jul 26(ANG) – O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, pediu hoje aos aliados uma verdadeira “revolução industrial transatlântica” na área da Defesa, alertando que Rússia, China, Coreia do Norte e Irão estão a trabalhar em conjunto.

 

Rutte falava no Fórum da Indústria de Defesa da NATO, uma iniciativa que decorre à margem dos trabalhos da cimeira de chefes de Estado e de Governo da Aliança Atlântica, em Ancara, capital da Turquia, e depois de terem sido assinados esta manhã vários contratos no valor de milhares de milhões de dólares.

 

O secretário-geral da Aliança Atlântica começou por alertar que a Rússia já investe quase metade do seu orçamento anual em Defesa, a China continua a modernizar as suas Forças Armadas “sem transparência” e a Coreia do Norte está a expandir o seu programa nuclear e a abastecer a Rússia.

 

Além disto, apesar de “a ação dos EUA ter degradado significativamente” os programas nucleares e de mísseis balísticos do Irão, continuou Rutte, os aliados têm que “permanecer vigilantes”. “Estes países estão a colaborar cada vez mais, o que nos deve preocupar a todos, porque garanto-vos que não têm em mente os nossos melhores interesses”, avisou.

 

Para ultrapassar este desafio, o secretário-geral apelou a uma “revolução industrial transatlântica de Defesa”, considerando que “o zumbido das máquinas tem de se transformar num rugido”.

 

Rutte instou os governos a continuar a assinar contratos de longo prazo nesta área e a eliminarem “burocracias excessivas”.

 

O líder da Aliança Atlântica salientou que desta cimeira sairá, pela primeira vez, um “sinal de procura” público das necessidades industriais dos aliados, realçando que “a procura está lá” e que “isto não é uma anomalia, é uma tendência”.

 

O secretário-geral apontou ainda que desde a última cimeira, em Haia, Países Baixos, na qual os aliados acordaram em investir 5% do PIB em Defesa, os países europeus e o Canadá, reforçaram em 258 mil milhões de dólares o seu investimento na área, combinando os anos de 2025 e 2026. Só no último ano, realçou, “assistimos a um investimento de 37 mil milhões de dólares destinados exclusivamente a reforçar a nossa base industrial de Defesa”.

 

Rutte realçou que durante a manhã, no Fórum Industrial, foram assinados novos contratos “de grande envergadura” que se vão traduzir em “mais sistemas de defesa aérea, mais comunicações por satélite, mais munições, mais drones”.

 

De acordo com as projeções da NATO, até ao próximo ano, a Aliança terá capacidade para produzir cerca de quatro milhões de projéteis de artilharia por ano, “quase o dobro do ano passado”.

Tudo isto, sustentou Rutte, é a demonstração de que os aliados “fizeram progressos reais” e estão a “avançar na direção certa”.

ANG/Inforpress/Lusa

 

 

           
              Turquia
/Cúpula da Otan discute guerras no Irã e na Ucrânia

 Bissau, 07 Jul 26 (ANG) - Os chefes de Estado e de governo dos países da Otan se reúnem hoje e amanhã em Ancara, na Turquia, para a cúpula anual da aliança militar.

Com a presença de Donald Trump confirmada, os aliados discutirão temas como o aumento dos investimentos em defesa, as consequências da guerra com o Irã, a segurança no Estreito de Ormuz e os próximos passos no conflito da Ucrânia.

Apesar de ser uma reunião entre aliados, a expectativa é de que a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) seja marcada por disputas diplomáticas. Donald Trump diverge da maioria dos países-membros em praticamente todos os temas do encontro.

O presidente americano já era um crítico declarado da Otan antes mesmo de voltar à Casa Branca, mas essa relação ficou ainda mais delicada após a guerra com o Irã.

Durante o conflito, países da aliança se recusaram a enviar reforços ou oferecer apoio logístico aos Estados Unidos e a Israel. Os aliados negaram o uso de suas bases aéreas e demonstraram resistência em participar das operações militares para reabrir e patrulhar o Estreito de Ormuz.

A expectativa é que Trump volte a pressionar pelo aumento dos investimentos em defesa. Na cúpula do ano passado, os membros da Otan chegaram a um acordo para elevar esse financiamento para 5% do Produto Interno Bruto (PIB), sendo uma parte destinada à defesa tradicional e outra à infraestrutura e capacidades relacionadas.

Mas, segundo Matt Whitaker, embaixador dos Estados Unidos na Otan, muitos aliados ainda estão atrasados nesse compromisso. Na visão americana, a relação dentro da aliança não é equilibrada e a presença do contingente militar dos Estados Unidos na Europa também deve entrar nas discussões.

Trump tem mencionado repetidamente a possibilidade de deixar a Otan. O governo dos EUA também fala em uma profunda transformação da aliança. O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, mencionou uma "OTAN 3.0", um termo que alimenta questionamentos nas capitais europeias.

Em uma tentativa de preparar o terreno para a cúpula e reduzir as tensões, o secretário-geral da aliança, Mark Rutte, visitou a Casa Branca. Na ocasião, afirmou que a Otan está entrando em uma nova fase, centrada em uma maior responsabilidade europeia, mas mantendo o engajamento dos Estados Unidos.

Outro ponto de atenção nos bastidores da cúpula será o encontro entre Donald Trump e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.

Até pouco tempo atrás, os dois líderes eram considerados próximos por causa da semelhança ideológica, e Meloni era vista como uma das principais interlocutoras europeias do governo republicano.

Mas a relação se deteriorou após a decisão da Itália de negar aos Estados Unidos o uso da base aérea na Sicília como apoio durante a guerra com o Irã.

Trump afirmou que Meloni tem baixa popularidade na Itália por ter recusado ajudar os Estados Unidos e chegou a dizer que a primeira-ministra teria implorado por uma foto ao lado dele.

Meloni respondeu dizendo que esses ataques eram "constantes e gratuitos" e afirmou que sua proximidade com Trump certamente não ajudou sua imagem política.

Uma pesquisa realizada em abril mostrou que 35% dos italianos tinham uma visão favorável da primeira-ministra, enquanto 57% tinham uma visão negativa.

O encontro em Ancara será o primeiro entre os dois líderes desde o início da troca pública de críticas.

A posição de Trump é conhecida: o presidente americano queria mais apoio dos parceiros durante o conflito.

 Já a maioria dos países europeus avalia que Washington tentou arrastar a aliança para uma guerra que não era de interesse dos demais membros e que ainda provocou impactos económicos globais com a alta do preço do petróleo.

Por enquanto, o cessar-fogo foi restabelecido e o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz será gradualmente retomado.

 O objetivo dos aliados agora busca transformar essa trégua temporária em um acordo permanente, evitando uma nova crise energética, além de debater uma estratégia para garantir a segurança da passagem pelo estreito.

Trump, por outro lado, afirmou que pretende chegar a um acordo com o Irã, mas voltou a ameaçar uma ação militar ao dizer que, caso isso não aconteça, os Estados Unidos "teriam que terminar o trabalho".

A guerra na Ucrânia também estará no centro das discussões da cúpula. Existe um grupo, principalmente formado por países europeus, que pretende manter o apoio financeiro, político e logístico à Ucrânia pelo tempo que for necessário.

Trump, no entanto, mantém como prioridade encerrar rapidamente o conflito. O presidente americano deve pressionar por um acordo durante o encontro bilateral que terá com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em Ancara.

Nesta semana, Trump e o presidente russo, Vladimir Putin, também concordaram em conversar por telefone, embora a data da ligação ainda não tenha sido definida.

O presidente americano afirmou recentemente que uma solução para a guerra está mais próxima do que muitos imaginam, mas não apresentou detalhes.

A expectativa é que a busca por um acordo para o conflito continue sendo um dos principais pontos de tensão entre Washington e os aliados europeus.

Como país anfitrião da cúpula, a Turquia pretende usar o evento para reiterar sua importância estratégica. Com o segundo maior exército da Otan, depois do dos Estados Unidos, Ancara ocupa um lugar central na estrutura militar da aliança.

Sua posição geográfica, na encruzilhada da Europa, do Oriente Médio e do Mar Negro, a torna um ator indispensável.

O presidente Recep Tayyip Erdoğan vem buscando um delicado equilíbrio há vários anos. Seu país fornece apoio militar à Ucrânia, ao mesmo tempo que mantém um diálogo estreito com a Rússia, com quem nunca rompeu relações diplomáticas.

Essa capacidade de dialogar com ambos os lados permite que o país mantenha uma influência significativa em importantes questões internacionais. Trump também mantém uma relação de trabalho relativamente tranquila com o presidente turco, o que pode facilitar certas trocas de informações durante a cúpula. ANG/RFI

 

China/Enchentes provocadas por chuvas recordes deixam mortos e milhares de desalojados

Bissau, 07 Jul 26 (ANG) - O número de mortos após as tempestades violentas e chuvas extremas na China subiu para 17 nesta terça‑feira (7), com centenas de feridos e mais de 100 mil pessoas evacuadas.

A situação levou o presidente Xi Jinping a pedir uma mobilização total das equipes de resgate.

Uma gravação impressionante exibida pela TV estatal CCTV mostra uma enxurrada de água barrenta descendo pelas paredes destruídas de uma represa na região de Guangxi, no sul do país, a área mais afetada pelas enchentes.

A emissora também mostrou árvores arrancadas, muros desabados, ruas tomadas pela lama e imagens aéreas revelando vilarejos completamente inundados e cercados pela água.

No total, em Guangxi, as chuvas intensas e as enchentes graves provocadas pelo tufão Maysak já deixaram ao menos seis mortos e 11 desaparecidos, informaram as autoridades regionais em entrevista coletiva.

Foi informado que 130 mil pessoas foram retiradas de suas casas e realocadas desde o início das chuvas, que danificaram quase 13 mil hectares de áreas agrícolas e causaram prejuízos que ainda estão sendo estimados.

 

Equipes de resgate retiraram moradores presos em suas casas usando botes infláveis, distribuíram água e comida, e montaram camas improvisadas em prédios públicos para acolher os deslocados, segundo imagens da CCTV.

Ao todo, 40 rios de Guangxi estão com níveis da água acima do limite de alerta, de acordo com a emissora.

As autoridades de Nanning, capital regional de Guangxi, elevaram ao nível máximo o plano de emergência para enchentes, após danos causados em represas.

Na província de Hubei, no centro do país, “tempestades e ventos violentos” atingiram várias cidades, com tornados em alguns pontos, segundo a agência oficial Xinhua.

Esse evento climático “extremo” deixou ao menos 11 mortos e 331 feridos, informou a agência. Uma pessoa seguia desaparecida, acrescentou a Xinhua, detalhando que cerca de 5 mil casas foram danificadas, sendo que 22 desabaram completamente.

Diante desses episódios, Xi Jinping pediu que “tudo seja feito” para ajudar a população, informou a CCTV.

Catástrofes naturais desse tipo são frequentes na China, especialmente no verão, quando algumas regiões enfrentam chuvas intensas enquanto outras sofrem com calor extremo.

Chuvas torrenciais devem continuar atingindo nesta quarta‑feira (8) áreas costeiras e orientais de Guangxi, além do sudoeste da província vizinha de Guangdong, importante polo industrial, afirmou Li Guoying, ministro dos Recursos Hídricos.

Cheias mais de seis metros acima do nível de alerta são esperadas na noite desta terça na estação hidrológica de Guigang, uma das cidades mais afetadas de Guangxi, acrescentou o ministro. “A segurança dos reservatórios e diques nas áreas atingidas está sob forte pressão”, destacou.

Em outra região da China, um deslizamento de terra ocorrido nesta terça‑feira em um vilarejo da província de Gansu, no noroeste, deixou ao menos cinco mortos, segundo a Xinhua.

 Equipes de resgate ainda buscavam 12 pessoas desaparecidas na pequena comunidade rural da cidade de Longnan, informou a agência.

O governo destinou uma ajuda emergencial de 30 milhões de yuans (quase R$ 23 milhões) para obras de reconstrução na área afetada, segundo a CCTV.

Cientistas alertam que a intensidade e a frequência de fenómenos meteorológicos extremos ao redor do mundo tendem a aumentar conforme o planeta continua a aquecer devido às emissões de combustíveis fósseis

 A China é o maior emissor de gases de efeito estufa do mundo, mas também é uma potência em energias renováveis e pretende tornar sua vasta economia neutra em carbono até 2060.

Em Maio, ao menos 22 pessoas morreram após fortes chuvas atingirem regiões do centro e do sul do país, onde algumas áreas registaram “precipitações recordes”, segundo a mídia estatal.

ANG/RFI/AFP