quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Guerra/Rússia e Ucrânia fazem nova troca de prisioneiros de guerra com mediação de Dubai

Bissau, 20 Ago 26 (ANG) - A Ucrânia e a Rússia realizaram nesta quarta-feira (19) uma nova troca de prisioneiros de guerra, envolvendo 103 pessoas de cada lado, anunciaram os dois países, em uma das poucas áreas de cooperação entre eles.

“Hoje, 103 combatentes ucranianos voltam para casa depois de terem sido mantidos em cativeiro na Rússia”, declarou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Entre eles estão soldados que defenderam Mariupol, cidade portuária ucraniana conquistada pela Rússia no início da invasão, após um longo e sangrento cerco. Outros militares libertados combateram em diferentes setores das frentes Sul e Leste.

“Pensamos em cada homem e cada mulher que continua em cativeiro. Estamos fazendo tudo o que é possível para trazer todos os nossos cidadãos de volta para casa”, afirmou.

Mais cedo, o ministério da Defesa da Rússia havia anunciado a troca de 103 prisioneiros de guerra russos por igual número de ucranianos.

Os militares russos estão atualmente em Belarus, onde recebem atendimento “médico e psicológico”, segundo Moscou. Em seguida, serão transferidos para a Rússia.

O ministério da Defesa russo destacou que os Emirados Árabes Unidos, assim como em trocas anteriores, desempenharam “um papel de mediador” na repatriação.

As trocas de prisioneiros são uma das últimas áreas de cooperação entre Rússia e Ucrânia e o único resultado concreto das negociações entre os dois países.

Segundo Kiev, mais de 15 mil civis ucranianos estão detidos em prisões russas. Em fevereiro, Zelensky afirmou que cerca de 7 mil militares ucranianos também estavam em cativeiro.

Desde o inverno, várias novas trocas de prisioneiros foram realizadas, envolvendo, a cada vez, várias centenas de pessoas dos dois lados.

com AFP

 

 Irão/ Trump anuncia "guerra económica" inédita contra Teerão

 

Bissau, 20 Ago 26(ANG) - O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quarta-feira, 19, uma nova ofensiva económica contra o Irão, classificando-a como a "operação económica mais devastadora alguma vez empreendida contra qualquer país". 

Na sua rede Truth Social, TRump avisou que qualquer país que permita às suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais proporcionar "qualquer tipo de tábua de salvação" ao Irão enfrentará, por sua vez, consequências económicas. 

 

O líder norte-americano precisou que a medida contempla cortar as vias utilizadas para evitar as sanções e manter os fluxos financeiros para o Irão, entre as quais o contrabando de petróleo, as linhas de câmbio de divisas, as transferências de dinheiro vivo, as casas de câmbio, os registos de navios e as empresas-fantasma. 

 

Trump exigiu que todas estas operações "parem AGORA" e avisou que Washington vigiará os países e entidades que permitam a sua manutenção, apresentando a iniciativa como uma nova fase da pressão norte-americana sobre Teerão, após assegurar que as Forças Armadas iranianas ficaram gravemente debilitadas depois dos recentes confrontos e que a sua economia se encontra à beira do colapso. 

 

"Isto será um DIA D económico", afirmou, ao pedir aos aliados dos Estados Unidos que se juntem ao isolamento do Irão e ao reiterar que o seu Governo impedirá que o país obtenha uma arma nuclear. 

 

 

Anteriormente, Trump tinha indicado que "talvez a qualquer altura" Washington e Teerão possam retomar negociações para pôr fim à guerra, embora tenha assinalado que a atual situação no estreito de Ormuz "é muito boa" e que muitos petroleiros o estão a atravessar sem problemas. 

 

"Talvez em algum momento, embora neste preciso momento ache que a situação [no estreito de Ormuz] é muito boa. Mas sim, talvez em algum momento", respondeu Trump na Casa Branca ao ser questionado sobre o estado das conversações depois de o cessar-fogo bilateral assinado em Junho ter expirado esta última segunda-feira. 

 

Após o ataque israelo-americano contra o Irão a 28 de Fevereiro, Teerão retaliou com ataques aos países vizinhos aliados de Washington e bloqueou o estreito de Ormuz, uma via de trânsito estratégica para os hidrocarbonetos. Os Estados Unidos, por sua vez, impuseram um bloqueio aos portos iranianos. 

 

Apesar de uma diminuição recente das hostilidades, as tensões na região permanecem elevadas no sexto mês de conflito, com as negociações diplomáticas num impasse. 

 

"Nenhuma conversa ou discussão está a ter lugar neste momento nem está programada com a República Islâmica do Irão", declarou Donald Trump na terça-feira. 

 

Segundo uma fonte americana contactada pela agência France-Presse, as conversações foram suspensas e Donald Trump pediu à sua equipa para não retomar o diálogo enquanto Teerão não se aproximar das posições americanas. 

 

Contudo Teerão deu poucos sinais nesse sentido, com o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, a declarar que o estreito não será reaberto enquanto Washington não cumprir os compromissos previstos no protocolo de acordo assinado em Junho. 

Esse texto, que estabelecia uma trégua de sessenta dias com vista a uma resolução duradoura, ficou sem efeito com a retoma das hostilidades em Julho. 

 

Mohammad Bagher Ghalibaf, em visita a Bagdad esta quarta-feira, denunciou também a "ingerência estrangeira", num momento em que Washington pressiona o Iraque a desarmar potentes fações armadas apoiadas por Teerão, e apelou ao "reforço regional". 

 

Ao mesmo tempo, o Irão e Omã, países limítrofes do estreito de Ormuz, debatem há várias semanas a futura gestão desta passagem. 

 

O Irão, que ataca navios que tentam atravessar o estreito sem pedir autorização, pretende impor taxas de navegação pelos serviços prestados aos navios em trânsito, algo que os Estados Unidos e alguns países da região recusam terminantemente.  ANG/Inforpress/Lusa

 

 

Espanha/ Governo realoca migrantes em Ceuta e prepara transferência de 500 menores para o continente 

Bissau, 20 Ago 26 (ANG) - O governo espanhol começou nesta quinta-feira (20) a transferir migrantes que permaneciam em acampamentos improvisados ou nas ruas de Ceuta para espaços temporários de acolhimento.

A ação acontece quase três semanas depois da entrada em massa registada nos dias 30 e 31 de Julho.

A primeira operação teve início com as pessoas que estavam na praia de El Trampolín e na região de Loma Colmenar e está sendo realizada de forma voluntária, segundo o Ministério da Inclusão, Segurança Social e Migrações.

Dois espaços foram habilitados nesta primeira fase, em Loma Margarita e El Embolsamiento, com capacidade conjunta para cerca de 1.800 pessoas. A Polícia Nacional, outras forças de segurança do Estado e autoridades de Ceuta participam do dispositivo, cujo objetivo declarado é retirar pessoas que estavam dormindo ao ar livre e oferecer condições de alojamento mais seguras.

Até o fim da manhã, cerca de 1.500 pessoas haviam sido realocadas, segundo a Radiotelevisión Española (RTVE). Durante a operação, os migrantes foram organizados de acordo com o idioma para receber informações, com o apoio de entidades que atuam no acolhimento. Fontes do dispositivo disseram ao El País que a retirada de grupos que estavam em El Trampolín também teve motivação humanitária, já que as pessoas que dormiam ao ar livre estavam expostas ao mau tempo.

A movimentação ocorre depois de semanas em que milhares de pessoas permaneceram espalhadas pela cidade autónoma. Ceuta, território espanhol situado no norte da África e na fronteira com Marrocos, também faz parte da fronteira externa da União Europeia.

 

 As estimativas mais recentes do governo espanhol apontam para cerca de 80 mil entradas nos dias 30 e 31 de Julho.

 

A maior parte dessas pessoas já retornou a Marrocos, mas milhares continuam em Ceuta. Segundo autoridades locais, entre 5 mil e 8 mil migrantes ainda permaneciam na cidade nos últimos dias. 

 

Uma das grandes dificuldades na gestão da crise é determinar quantas crianças e adolescentes ainda permanecem em Ceuta e definir as medidas de proteção para esse grupo. Na terça-feira pela manhã, a Polícia Nacional havia identificado 2.168 menores, segundo dados publicados pela RTVE.

Nesta quinta-feira, porém, o secretário de Estado de Juventude e Infância, Rubén Pérez Correa, apresentou uma referência mais atual e admitiu que o governo não conhece o número exato de menores migrantes que continuam na cidade autónoma. Em entrevista à rede Cadena SER, o secretário afirmou que os dados dos sistemas de proteção indicam entre 2.400 e 2.500 menores, mas ainda haveria outros menores nas ruas que não foram contabilizados.

A ministra da Juventude e Infância Sira Rego já havia chamado a atenção para uma mudança no perfil dos migrantes em comparação com a crise de 2021: desta vez, segundo a ministra, chegaram mais meninas desacompanhadas e também crianças muito pequenas sem acompanhamento adulto.

Dentro desse grupo, o governo trabalha em uma solução específica para os perfis considerados mais vulneráveis. Na quarta-feira, a RTVE, citando fontes do Ministério da Juventude e Infância, informou inicialmente que cerca de 500 menores, meninos e meninas, poderiam ser transferidos com urgência para a Espanha continental.

Outros meios, como a Cadena SER e o jornal El País, noticiam especificamente um plano para cerca de 500 meninas. Nesta quinta-feira, Rubén Pérez Correa confirmou à SER que o Ministério trabalha com o departamento de Infância de Ceuta em um plano para levar meninas à Espanha continental e afirmou que essa transferência é legalmente possível.

A cifra de 500 continua sendo uma referência aproximada, e a fórmula definitiva para a transferência ainda está sendo definida. Entre as alternativas estudadas estão a distribuição entre comunidades autónomas, o acolhimento familiar e o atendimento por organizações especializadas em proteção da infância.

A prioridade declarada pelo Ministério é a reunificação familiar quando ela for possível e compatível com o interesse superior da criança ou adolescente. A ministra Sira Rego defende que qualquer retorno seja feito com garantias, escuta do menor e respeito aos seus direitos, e rejeita a possibilidade de repatriações automáticas ou coletivas.

O plano abriu um confronto direto entre Governo central e o Partido Popular(PP) maior sigla da  oposição .

 

 

 

Em uma aparição conjunta em Ceuta, o líder do PP, Alberto Núñez Feijóo, e o presidente da cidade autónoma, Juan Jesus Vivas, defenderam que as pessoas que entraram irregularmente nos dias 30 e 31 de Julho devem deixar Ceuta, incluindo adultos e menores, e rejeitaram o envio de parte das crianças para a Espanha continental enquanto a situação é resolvida.

 

Há, além disso, uma divergência pública sobre o próprio plano das 500 meninas. Vivas afirmou que não havia recebido uma proposta do governo central para esse traslado. O ministério da Juventude e Infância respondeu que havia mantido a administração local informada sobre as diferentes possibilidades e, nesta quinta-feira, Pérez Correa foi ainda mais explícito e disse que Ceuta “conhece o plano”.

A situação de meninas e mulheres desperta preocupação particular por razões de segurança. O ministério da Igualdade alertou durante a crise para o risco de violência física e sexual e de captação por redes de tráfico e exploração entre as mulheres migrantes que permaneciam nas ruas de Ceuta. A Reuters informou nesta semana que pelo menos 15 denúncias de agressões sexuais foram registradas desde a chegada em massa, a maioria envolvendo menores.

No caso específico das menores, fontes sanitárias disseram à Cadena SER que pelo menos seis meninas receberam atendimento após agressões sexuais. Entre os quatro primeiros episódios divulgados, duas relataram tentativas de estupro e, nos outros dois, foram observados indícios de que as menores haviam sido estupradas.

A permanência de milhares de pessoas em condições precárias também pressionou o sistema sanitário. O Colégio Oficial de Enfermagem de Ceuta considera que existe uma situação de colapso. Em entrevista ao diário Dicen, a presidente da entidade, Rosa María Fuentes Rosas, afirmou que os profissionais estão sustentando o sistema com uma “sobrecarga imensa” e que as equipes de enfermagem já estavam reduzidas antes da crise.

Segundo os registros apresentados por Fuentes Rosas, o Hospital Universitário de Ceuta recebe entre 252 e 356 atendimentos por dia, dependendo do dia da semana. A dirigente afirma que a sobrecarga leva as equipes a ter que concentrar a atenção nos casos mais graves e relata problemas relacionados à administração de medicamentos e à transmissão de informações clínicas entre os turnos.

O periódico El País informa que foram registados mais de 200 casos de gastroenterite aguda, 20 de sarna, 21 de impetigo (infecção bacteriana superficial e muito contagiosa da pele) e quatro de tuberculose. Profissionais que trabalham no terreno também relatam doenças respiratórias e agravamento de condições crónicas, como diabetes e asma.

O ministério da Saúde rejeita a existência de colapso sanitário e afirma que, apesar da forte pressão gerada pela crise, o sistema manteve sua atividade. Entre 31 de Julho e 14 de agosto, o Instituto Nacional de Gestão Sanitária realizou 5.801 atendimentos.

Segundo o ministério, mais de 60 profissionais foram incorporados como reforço e a pressão assistencial caiu 72%, de 1.149 atendimentos em 31 de Julho para 322 em 14 de agosto. Com essa redução, a prioridade passou a ser melhorar as condições fora do hospital, especialmente água, higiene, saneamento e alojamento. ANG/RFI

 

Senegal/Mais de 230 pessoas foram presas durante uma operação contra a mendicância

Bissau, 20 Ago 26 (ANG) - A polícia senegalesa anunciou na quarta-feira a prisão de 234 pessoas em Dakar, no âmbito de uma operação de combate à mendicância e à obstrução de vias públicas.

A operação, que ocorreu durante a noite de terça para quarta-feira em vários distritos da capital, envolveu 58 homens, 66 mulheres e 105 crianças, incluindo 22 bebés, além de cinco pessoas com mobilidade reduzida, informou a polícia em um comunicado.

Segundo a mesma fonte, as pessoas detidas estavam em áreas onde indivíduos praticam a mendicância e costumam passar a noite na rua ou em abrigos improvisados.

A operação visa garantir a ordem, a segurança e a tranquilidade na capital senegalesa, afirmou a polícia, sem fornecer qualquer informação sobre a nacionalidade dos detidos.

Isso ocorre num contexto marcado por diversas operações de despejo e controle realizadas recentemente em Dakar, que envolveram, principalmente, pessoas de nacionalidade estrangeira, suspeitas de pertencerem a redes de mendicância.

Na terça-feira, diversas organizações de direitos humanos apelaram às autoridades para que tomassem medidas em resposta ao que descreveram como um aumento da retórica xenófoba contra as comunidades estrangeiras que vivem no país. ANG/Faapa

Alemanha/ Registado  recorde de 14 mil mortes ligadas ao calor no verão mais letal da história

Bissau, 20 Ago 26 (ANG) - A Alemanha vivenciou o verão mais letal de sua história, com aproximadamente 14 mil mortes associadas à onda de calor sem precedentes, que atingiu a Europa Ocidental nas últimas semanas. A estimativa foi divulgada nesta quinta-feira (20) pelo Instituto Robert Koch (RKI), agência de saúde pública alemã.

O número recorde contabiliza as mortes relacionadas às altas temperaturas estimadas até 9 de Agosto. As ondas de calor estão se tornando cada vez mais intensas e frequentes devido às mudanças climáticas causadas pela atividade humana.

A marca anterior de 8,9 mil óbitos, registada em 2018, foi superada faltando ainda um mês para o início do outono na Alemanha, nação mais populosa da União Europeia, com 82 milhões de habitantes.

De acordo com o RKI, 9,6 mil das 14 mil mortes totais deste ano ocorreram durante a semana de 22 a 28 de Junho, quando o calor foi mais intenso no país. Temperaturas recordes foram registadas nesse período, ultrapassando 41°C em alguns locais.

Assim como em outras nações europeias, as pessoas com 75 anos ou mais foram as mais afetadas na Alemanha, observou o Instituto Robert Koch em seu relatório semanal.

Nesta quinta-feira, a Espanha também divulgou dados sobre mortes relacionadas ao calor, contabilizando 4,5 mil.A França, que também sofreu com o clima externo recentemente, registou 7,3 mil, segundo dados divulgados na quarta-feira (19).

O balanço de óbitos ligados às altas temperaturas é calculado utilizando métodos estatísticos que comparam o número de mortes ocorridas durante as semanas de verão com e sem ondas de calor.

Essa abordagem é necessária porque o calor intenso não pode ser listado como causa do óbito nas certidões e, consequentemente, não aparece nas estatísticas.

Na maioria dos casos, a morte resulta de uma combinação de altas temperaturas e condições preexistentes, como doenças cardiovasculares, pulmonares ou renais. Por esse motivo, elas são classificadas como "mortes relacionadas ao calor". ANG/RFI/AFP

Comunicação Social/ Salvador Gomes homenageado  pelos 24 anos de exercício do cargo de DG sem interrupção no 51º aniversário da ANG

Bissau, 20 Agot 26 (ANG) - O antigo Diretor-geral da Agência de Notícias da Guiné (ANG), o jornalista Salvador Gomes foi homenageado esta quinta-feira, em Bissau, por ocasião das comemorações dos 51 anos da instituição, numa cerimónia que destacou o seu longo percurso profissional e contributo para o jornalismo guineense.

Nascido em 8 de Dezembro de 1964, em Sambacelate, Salvador Gomes viveu, ainda criança, os efeitos do conflito armado, tendo fugido dos bombardeamentos das tropas coloniais portuguesas juntamente com a mãe, Rosa, e a avó, Guilhermina da Silva. A família acabou por se fixar em Bijimita, antes de se deslocar para Bissau.

O seu percurso escolar começou em escolas particulares, tendo posteriormente ingressado no ensino oficial. Em 1971, entrou na então Escola António Oliveira Salazar, atualmente Escola 19 de Setembro, onde prosseguiu os estudos até concluir a quarta classe, em 1974. Mais tarde, frequentou o ensino preparatório e, em 1977, ingressou no Liceu Kuame Nkrumah.

Ainda durante os estudos, Salvador Gomes iniciou a carreira docente na Escola Amizade Guiné-Bissau/Suécia, onde lecionou Ciências Sociais durante nove anos. A entrada no jornalismo surgiu posteriormente, através de concursos públicos.

Depois de uma primeira tentativa de ingresso no jornal Nô Pintcha, onde havia ficado em terceiro lugar num concurso, Salvador Gomes concorreu à Agência de Notícias da Guiné. Foi novamente avaliado e acabou por ser admitido na ANG, em Dezembro de 1986.

Na ANG, construiu uma carreira marcada pela ascensão à diferentes cargos de chefia, até ser nomeado diretor-geral em Janeiro de 2002. Permaneceu no cargo durante 24 anos sem interrupção  até Junho de 2026, quando foi exonerado por atingir a idade de reforma.

Ao longo da carreira, Salvador Gomes participou em diversas ações de formação em jornalismo, incluindo áreas como linguagem de agências de notícias, radiojornalismo e comunicação.

Paralelamente ao trabalho na ANG, colaborou com jornais privados e revistas e exerceu funções de correspondente da BBC em Bissau durante cerca de duas décadas.

Durante a cerimónia dos 51 anos da ANG, a instituição destacou a importância do seu legado, considerando a sua passagem pela Direção-geral como um dos períodos mais longos da história do jornalismo de Estado na Guiné-Bissau.

Na ocasião, O Diretor-geral da ANG Bonifácio Malam Sanha  sublinhou  a necessidade de modernização da ANG, através do investimento na formação, digitalização e meios tecnológicos, mantendo os princípios de rigor, ética, independência e serviço público.

Aproveitou para anunciar projetos de digitalização dos seus serviços e a criação do ANG-Alerta, destinado a facilitar o acesso dos subscritores às notícias nacionais e estrangeiras.

Em representação do ministro da Comunicação Social, o Inspetor geral Ansumane Cassamá transmitiu o reconhecimento do Governo pelo contributo de Salvador Gomes à comunicação social guineense.

 Descreveu a ANG  como um pilar da informação nacional e guardiã da memória coletiva do país.

A homenagem marcou, assim, o encerramento de uma longa etapa da carreira de Salvador Gomes na ANG, deixando para as novas gerações o desafio de preservar e continuar o legado construído ao longo de décadas de dedicação ao jornalismo. ANG/LPG//SG

 Saúde/OOAS lança em Bissau Nova Política Regional de Saúde Comunitária

Bissau, 20 Ago 26 (ANG) – A Organização Oeste Africana de Saúde(OOAS), procedeu quarta-feira, em Bissau, ao lançamento da nova Política Regional de Saúde Comunitária, da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO).

Ao presidir a cerimónia de abertura do evento, o ministro da Saúde Pública, Comodoro Quinhin Nantote, disse que a nova Política Regional de Saúde Comunitária representa o compromisso comum de transformar a saúde comunitária numa verdadeira pedra angular do desenvolvimento sustentável e da melhoria do bem-estar das nossas populações.

Segundo o  governante, a nova Política Regional de Saúde Comunitária assenta em bases sólidas e inspiradas nos princípios e valores que coletivamente têm vindo a defender desde a Declaração de Almata de 1978,  que reafirma que a saúde é um direito fundamental para todos.

“Essa política visa defender as nossas necessidades e ao mesmo tempo preparar as melhores práticas alinhadas com as grandes políticas internacionais e regionais, nomeadamente, no âmbito dos Objectivos do Desenvolvimento Sustentável e da Visão 20-50 da CEDEAO”, disse Quenhin Nantote.

No quadro do lançamento deste novo instrumento de assistência sanitária comunitária, a OOAS promove entre  19 e 21 deste mês em Bissau, um ateliê que reúne  diferentes instituições e organizações do sector público e privado, para analisar a  iniciativa  e recolher contribuições para a melhoria do documento.

Segundo a OOAS a nova política visa promover a intervenção e a cobertura integrada da saúde nas comunidades, focada na prevenção, promoção da saúde e vigilância comunitária, na sua dimensão multe setorial baseada na governação local, através das autoridades locais.

Durante os três dias do ateliê, os participantes abordarão entre outros temas, a “Nova Política Regional de Saúde Comunitária”, “Guia Regional de Orientação para Elaboração e Implementação de uma Estratégia Nacional da Saúde Comunitária”, “Instrumentos Práticos dos Agentes Saúde Comunitária”. ANG/ÂC//SG

 

 

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Gâmbia/ Chefe da Armada guineense visita Embaixada da Guiné-Bissau em Banjul

Bissau, 19  Ago 26 (ANG) — O Chefe do Estado-maior da Armada da Guiné-Bissau, o Contra-Almirante Hélder Nhanque, visitou, terça-feira, as instalações da Embaixada da República da Guiné-Bissau na Gâmbia, à margem da 3.ª Conferência dos Chefes do Estado-maior da Armada e Comandantes da Guarda Costeira da Zona G da CEDEAO.

A visita, de acordo com a nota da Embaixada Guiné-Bissau na Gâmbia, teve como objetivo conhecer o funcionamento e o quotidiano da missão diplomática em Banjul, bem como reforçar a articulação entre a componente de defesa marítima e a representação diplomática guineense na capital gambiana.

Durante o encontro, o responsável máximo da Marinha guineense manteve uma sessão de trabalho e de partilha técnica com o pessoal diplomático, tendo sido abordadas matérias de interesse mútuo relacionadas com a segurança marítima regional e a salvaguarda da soberania costeira.

Hélder Nhanque encontra-se  na República da Gâmbia a participar na . Conferência  dos Chefes das Forças Navais da Zona G da CEDEAO, que decorre de 17 à 20 de Agosto.ANG/LPG//SG

Gâmbia/ Guiné-Bissau participa na Conferência dos Chefes das Forças Navais da Zona G da CEDEAO

Bissau, 19  Ago 26 (ANG)  – O Chefe do Estado-maior da Armada da Guiné-Bissau,o Contra-Almirante Hélder Nhanque, participa  nos trabalhos da 3.ª Conferência dos Chefes do Estado-maior da Armada e Comandantes da Guarda-Costeira da Zona G, da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Segundo uma nota da Embaixada da Guiné-Bissau na Gâmbia, a conferência que decorre de 17 à 20 Agosto  reúne as principais chefias navais da sub-região, com o objetivo de reforçar a cooperação multilateral e consolidar mecanismos conjuntos de combate à criminalidade marítima.

Os trabalhos visam igualmente contribuir para o reforço da segurança e da soberania marítima no Golfo da Guiné.

O evento  é organizado conjuntamente pela Marinha Nacional gambiana e o Centro Multinacional de Coordenação Marítima (MMCC – Zona G).

ANG/LPG//SG

Côte D`Ivoire/ CEDEAO reforça mecanismo de resposta a epidemias

Bissau, 19 Ago 26 (ANG) -  Especialistas da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) expressaram, na terça-feira em Abidjan, seu compromisso em fortalecer a resposta a epidemias e outras emergências de saúde pública na sub-região.

Reunidos para um workshop regional de quatro dias, especialistas em saúde, representantes dos Estados-Membros e parceiros técnicos estão trabalhando na validação técnica do terceiro Plano Estratégico Regional de Preparação e Resposta a Epidemias e Outras Emergências de Saúde Pública do Centro Regional de Vigilância e Controle de Doenças da CEDEAO (RCDSC).

Esta reunião tem como objetivo fornecer à sub-região um novo quadro de ação para o período de 2027-2031, num contexto marcado pela multiplicação de crises sanitárias e pelo surgimento de novas ameaças epidémicas, afirmou o Diretor-Geral de Saúde da Costa do Marfim, Mamadou Samba.

Falando em nome do Ministro da Saúde da Costa do Marfim, o Sr. Samba destacou que a África Ocidental enfrentou crises de saúde excepcionalmente grandes nos últimos anos, observando que a prevenção, a detecção precoce e a resposta eficaz exigem sistemas nacionais robustos e uma coordenação regional estruturada.

Por sua vez, o diretor executivo da CRSCM da CEDEAO, Mamadou Diarrassouba, observou que a sub-região continua a enfrentar diversas ameaças à saúde, incluindo febre amarela, meningite, cólera, sarampo e febres hemorrágicas virais.

Esses desafios são agravados pelos efeitos das mudanças climáticas e pelos riscos associados às zoonoses, ou seja, doenças transmissíveis entre animais e humanos, observou ele.

O futuro plano estratégico também dará grande importância à abordagem "Uma Só Saúde", que leva em consideração as interações entre a saúde humana, a saúde animal e o meio ambiente. ANG/Faapa

 

Desporto/FFGB prevê construção de mais dois estádios de futebol no âmbito do projecto FIFA Arena

Bissau, 19 Ago 26 (ANG) A Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB) vai construir mais dois minicampos sintéticos de futebol de alta qualidade no país, no âmbito do projeto da Federação Internacional de Futebol (FIFA) denominado "FIFA Arena", em parceria com o Governo da Guiné-Bissau.

Segundo uma nota da FFGB, a entidade gestora do futebol nacional vai construir  um dos campos na Região de Biombo e outro na zona insular, no setor de Bubaque, região de Bolama-Bijagós, como forma de criar espaços seguros e inclusivos para crianças e jovens  praticarem o desporto.

O projeto FIFA Arena,  implementado pela Federação de Futebol da Guiné-Bissau, é financiado pela FIFA e visa incentivar o desenvolvimento de base, a inclusão social e a segurança dos jovens na prática desportiva.

Os dois minicampos que serão construídos no país,  nas regiões de Biombo e Bolama-Bijagós, serão lançados em breve e contarão com gramado sintético selecionado pela entidade, além de diretrizes de sustentabilidade e manutenção.

Os dois novos estádios vão perfazer quatro estádios dessa categoria.

Os primeiros foram construídos  nas regiões  de Bafatá, e  Cacheu. ANG/JD//SG

 

 Zâmbia/ Hakainde Hichilema reeleito presidente com aproximadamente 60 por cento dos votos

Bissau, 19 Ago 26 (ANG) – O presidente cessante da Zâmbia, Hakainde Hichilema, foi reeleito com aproximadamente 60% dos votos, anunciou na terça-feira a comissão eleitoral do país (CEZ).


A vitória do chefe de Estado, que está no poder desde 2021, era amplamente esperada. O Sr. Hichilema enfrentou cerca de dez candidatos.

Seu principal concorrente, Brian Mundubile, ex-ministro do governo de Edgar Lungu (2015-2021), obteve quase 38% dos votos, afirmou o presidente da CEZ, Mwangala Zaloumis.

Cinco das 226 circunscrições eleitorais ainda precisam ser contabilizadas, mas Zaloumis disse que os resultados em falta não devem influenciar significativamente o resultado geral desta eleição.

Paralelamente à eleição presidencial, também foram realizadas eleições legislativas e locais. De acordo com dados oficiais da Comissão Eleitoral, 8.786.300 eleitores estão registados nos cadastros eleitorais, distribuídos em 13.529 seções eleitorais em todo o país. ANG/Faapa

 RDC/OMS alerta para alto risco de disseminação do Ébola  para  outros países

 Bissau, 19 Ago 26 (ANG) - O surto de Ébola na República Democrática do Congo (RDC) está avançando mais rapidamente do que qualquer epidemia anterior da doença e corre o risco de se espalhar para outros países, alertou  terça-feira (18) o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Precisamos ser francos: a epidemia está longe de estar sob controle”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante uma reunião de emergência sobre o surto. “Ela teve uma grande vantagem inicial, e ainda estamos tentando alcançá-la.”

A declaração foi feita depois de a RDC informar, na segunda-feira, que o surto havia provocado mais de 2.300 mortes entre quase 5.000 casos, tornando-se o mais letal da história do país.

 

Declarado em 15 de Maio, o 17º surto de Ébola na RDC provavelmente já estava se espalhando havia várias semanas naquele momento.O surto atingiu regiões do norte e do leste do país onde a presença do Estado é limitada, a infraestrutura de saúde é escassa e inúmeros grupos armados atuam há décadas.

 

O surto “está sendo alimentado pela insegurança e pelo deslocamento de pessoas, além da intensa movimentação populacional por estradas, rios e rotas de mineração”, afirmou Tedros, segundo a transcrição de suas declarações.

O vírus, que se espalha pelo contato com fluidos corporais e provoca uma febre hemorrágica, “está avançando mais rapidamente do que qualquer surto anterior de Ebola”, alertou.

Três meses após a declaração do surto, foram registrados na RDC sete vezes mais casos e cinco vezes mais mortes do que nos primeiros três meses do maior surto de Ebola da história, segundo os Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças (Africa CDC).

Aquele surto atingiu a África Ocidental entre 2013 e 2016 e matou mais de 11.300 pessoas, principalmente na Libéria, em Serra Leoa e na Guiné.

Um surto ocorrido na RDC entre 2018 e 2020, até então considerado o mais letal do país, matou 2.299 pessoas entre 3.381 casos confirmados, segundo dados da OMS baseados em informações congolesas.

Esta foi a segunda reunião do comité de emergência da OMS desde que, em Maio, a organização declarou o surto uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, seu segundo nível de alerta mais elevado.

Ainda não estava claro quando o comité divulgaria suas recomendações.

Atualmente, a agência de saúde da ONU classifica o risco para a saúde pública como “muito alto” em nível nacional na RDC, “alto” para Uganda e outros países vizinhos e “baixo” para o restante da África e do mundo.

Até o momento, foram registados casos em seis províncias da RDC, inclusive perto da fronteira com o Sudão do Sul, além de casos no vizinho Uganda. “O risco de uma maior disseminação nacional e internacional continua alto”, insistiu Tedros.

Não existe atualmente uma vacina ou tratamento específico para a cepa Bundibugyo, responsável pelo atual aumento dos casos de Ebola, embora ensaios clínicos estejam em andamento.

O diretor da OMS afirmou que sua maior preocupação é “onde as pessoas estão morrendo: em casa, em suas comunidades, fora dos centros de tratamento e fora das listas de contatos conhecidos”.

“Cada morte desse tipo aponta para uma cadeia de transmissão que ainda não encontramos”, disse, alertando que “até que todas as cadeias sejam encontradas e interrompidas, a epidemia continuará”.

Em uma entrevista coletiva nesta terça-feira, o especialista da OMS Thierno Balde descreveu os esforços para ampliar e descentralizar a resposta, aproximando-a das comunidades onde o vírus está se espalhando.

Entre outras medidas, ele afirmou que a organização busca proteger melhor os moto-taxistas que transportam pacientes e integrá-los ao sistema de vigilância.

“A OMS e seus parceiros esperam observar um impacto da ampliação da resposta nos próximos meses, mas não podem estabelecer um prazo para quando a epidemia estará sob controle”, disse aos jornalistas em Genebra, falando de Bunia. ANG/RFI/AFP

 

 

Regiões/ Jovens de Cacheu, Oio e Bissau defendem mais oportunidades de emprego e formação

Cacheu, 19 Agot 26 (ANG) – Os Jovens provenientes das Regiões de Cacheu, Oio e do Sector Autónomo de Bissau defenderam mais oportunidades de emprego e formação profissional para juventude.

A ideia foi tornada publica no final  de uma Jornada da Juventude da organizada pela  Rede de Juventude, Paz e Segurança da Guiné-Bissau.

A jornada, segundo o despacho do Correspondente regional da ANG de Cacheu, decorreu  sob o lema “Contextos Diferentes e Aspirações Comuns”.

O encontro reuniu cerca de 50 jovens provenientes das regiões de Cacheu, Oio e do Setor Autónomo de Bissau, que durante três dias debateram diferentes problemas que afetam a juventude guineense, com destaque para a falta de emprego, formação profissional, comunicação e oportunidades de empreendedorismo.

No final dos debates, os participantes recomendaram ao Governo, aos parceiros de desenvolvimento e aos próprios jovens, a criação de mais oportunidades de empreendedorismo e emprego autónomo, bem como o investimento na educação, formação profissional e competências digitais.

Os jovens defenderam ainda o apoio às organizações juvenis e comunitárias, o investimento na cultura, arte, desporto e inovação, como formas de reforçar a unidade nacional e a coesão social.

Recomendaram igualmente a criação de mecanismos de diálogo entre os jovens e as autoridades locais e de espaços que permitam a participação juvenil na tomada de decisões.

O Coordenador da Rede de Juventude, Paz e Segurança, Augusto Na M’bim, apelou aos participantes para colocarem em prática os conhecimentos adquiridos durante a jornada, com vista a melhoria das suas condições de vida.

Por sua vez, o Administrador do setor de Canchungo, Albino Camepilim Mendes destacou a importância da iniciativa e exortou os jovens a apostarem na educação e formação profissional, bem como a procurarem apoios financeiros junto do Governo e das organizações não governamentais.

A Coordenadora do Grupo Kumpudur de Paz “Baetchan Plentche”, Djadja Djau, recomendou aos  jovens o abandono da prática de consumo de drogas e álcool e outras práticas relacionadas a delinquência juvenil

Em representação do padrinho do evento, Humberto Tavares defendeu que os jovens devem colocar as suas capacidades físicas e intelectuais ao serviço do desenvolvimento harmonioso e sustentável da Guiné-Bissau.

A jornada realizou-se no quadro das  atividades comemorativas do Dia Internacional da Juventude, assinalado a 12 de Agosto.

 A iniciativa contou com o apoio financeiro da Rede Africana de Construção da Paz na Guiné-Bissau (WANEP-GB). ANG/AG/LPG//SG