sexta-feira, 1 de março de 2024

Cultura/Musico Nelson Bomba pede mais intervenção do Governo no combate à criminalidade  no país

Bissau, 01 Mar 24 (ANG) - O músico guineense Nelson Bomba pediu esta sexta-feira a  intervenção do Governo no  combate à onda de criminalidade verificada com frequência no país, nos últimos tempos.

Nelson Bomba falava em exclusivo à ANG na sequência de agressões   que sofreu, na madrugada do dia 17 de Fevereiro findo, quando estava a sair de uma serenata, em que participou, no bairro de Chão de Pepel/ Varela concretamente na zona de Santo Barato.

“Eu estava a sair da serenata acompanhado do meu primo e estávamos a caminhar e fomos até a entrada de Belém, de repente escutei algo acontecendo com o meu primo, virei para perguntar o que realmente estava a passar, daí que vi  homens encapuzados com catanas nas mãos, e um deles lançou uma pedra que me acertou  na cara, caí e  fiquei inconsciente. O meu acompanhante pediu socorro aos guardas que estavam perto, mas, infelizmente,  não conseguimos ajuda de ninguém”, contou.

Nelson Bomba acrescentou  que, depois de ficar inconsciente no chão o seu primo saiu para procurar um táxi com o objectivo de levá-lo ao Hospital Nacional Simão Mendes, e que no meio disso acabou por despertar, e o seu primo chegou e foram para o Simão Mendes onde receberam a primeira assistência médica.

“Devido a agressão  perdi três dentes e acabei de sair do hospital de Quinhamel para tirar os restantes  dentes, e me disseram que, dentro de três semanas poderei  recolocar outros dentes”, explicou Nelson Bomba.

O  músico disse  que os  assaltantes levaram o seu telefone, um fio de ouro que usava e seu bolchete com outro telefone de uma pessoa, uma quantia de dinheiro no valor de 16.000  francos CFA, um fio de prata, uma nota de 100 dólares, uma nota de moeda moçambicana, nota do antigo dinheiro da Guiné-Bissau que é o peso que ele colecionava.

“Aproveito esta oportunidade para agradecer aos guineenses em geral por solidariedade demonstrada e para agradecer em particular os músicos nacionais que me apoiaram financeiramente através das suas contribuições. Também agradece o jogador Piquete Djassi que me ofereceu. Individualmente. 100.000 francos CFA e ao Zé Braima  que igualmente me enviou a mesma quantia. Sem esquecer do Mc Mário que me enviou 50.000 Francos, entre outros”,disse .

Nelson Bomba diz que de momento está a diligenciar para ir ao estrangeiro fazer tratamento e agradece ao Ministério da Cultura pela disponibilidade de o apoiar por forma a prosseguir tratamento fora do país.

O músico de renome recebeu esta sexta-feira a visita da Diretora-geral da Cultura, Cíntia Cassamá, que se deslocou, em nome do Governo, para se inteirar do estado de saúde do músico e das suas necessidades.

Cíntia Cassamá prometera diligenciar para que o músico possa, o mais rápido possível, realizar o seu desejo de prosseguir tratamento médico no estrangeiro.

Nelson Bomba que anima as noites de Bissau em serenatas e festas particulares ganhou maior notoriedade quando lançou a música “Otcha Mundo i era mel pa mi”(Quando o mundo era mel para mim)ANG/AALS/ÂC//SG


Economia
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Fonte:BCEAO

   China/ Autoridades condenam "veementemente" ataque a palestinianos

Bissau, 01 Mar 24 (ANG) - A China condenou hoje "veementemente" a morte de cerca de uma centena de pessoas durante uma distribuição de ajuda em Gaza, na sequência de disparos israelitas.

Os disparos israelitas contra uma multidão faminta e uma enorme debandada durante uma distribuição de apoio humanitário em Gaza, na quinta-feira, causaram a morte de mais de 110 pessoas, segundo o Hamas, provocando a indignação da comunidade internacional e apelos à responsabilização.

"A China está profundamente triste com este incidente e condena-o veementemente", declarou a porta-voz da diplomacia chinesa, Mao Ning, quando questionada sobre o assunto.

Esta tragédia ocorreu no mesmo dia em que o Hamas palestiniano anunciou que mais de 30.000 pessoas tinham sido mortas em Gaza desde o início da guerra.

A guerra foi desencadeada por um ataque a 07 de Outubro por comandos do Hamas que se tinham infiltrado no sul de Israel a partir da vizinha Faixa de Gaza.

O ataque matou pelo menos 1.160 pessoas, na sua maioria civis, de acordo com uma contagem da agência France Presse baseada em dados oficiais israelitas.

Em represália, Israel prometeu aniquilar o Hamas, considerado terrorista pelos Estados Unidos e pela União Europeia.
Israel está a bombardear sem tréguas a Faixa de Gaza, um pequeno território onde vivem os palestinianos.

"A China exorta as partes envolvidas, em particular Israel, a decretarem um cessar-fogo e a porem imediatamente termo aos combates", acrescentou Mao Ning, apelando a que "garantam seriamente a segurança dos civis e assegurem que a ajuda humanitária possa entrar [em Gaza], a fim de evitar uma catástrofe humanitária ainda maior".

O Governo australiano declarou também hoje estar "horrorizado" com o ataque de Israel contra civis palestinianos que recebiam ajuda humanitária em Gaza.

"A Austrália está horrorizada com a catástrofe em Gaza e com a crise humanitária que provocou", declarou a ministra australiana dos Negócios Estrangeiros, Penny Wong, numa declaração no X, na qual sublinhou a importância de proteger os civis e de defender a ajuda humanitária para aqueles que "dela necessitam desesperadamente".

Penny Wong, que sublinhou que "este tipo de acontecimentos" é a razão pela qual a Austrália apela há meses a "um cessar-fogo humanitário em Gaza", disse também que pediu aos seus funcionários que transmitissem a condenação diretamente ao embaixador de Israel na Austrália, Amir Maimon. ANG/Angop

 


          
Etiópia/ Libertado jornalista francês detido há uma semana

Bissau, 01 Mar 24 (ANG) - O jornalista francês Antoine Galindo, detido há uma semana na Etiópia, foi libertado na quinta-feira e está em viagem para França, anunciou o seu empregador, a publicação especializada África Intelligence.

"Estou bem. Estou com saúde" e "fui muito bem tratado", apesar de condições de detenção difíceis, disse Galindo a um jornalista da AFP antes da sua viagem.

"Antoine Galindo foi libertado, em 29 de Fevereiro, depois de uma semana de detenção e pode sair de Adis Abeba, para Paris", declarou por seu turno Paul Deutschmann, chefe de Redacção da África Intelligence.

Galindo foi detido, em 22 de Fevereiro, quando estava num hotel no centro de Adis Abeba, juntamente com um dirigente da Frente de Libertação Oromo, partido da oposição legalmente registado, com quem tinha um encontro. Este dirigente continua detido.

No dia seguinte, compareceu perante um juiz, que ordenou a sua manutenção em prisão. Na audiência, a Polícia indicou que suspeitava que ele estivesse "a conspirar para criar o caos" na Etiópia.

A África Intelligence classificou estas acusações como "falaciosas", que "não se baseiam em qualquer elemento tangível", e considerou a detenção como "injustificada".

Galindo tinha chegado à Etiópia, em 13 de Fevereiro, para cobrir a cimeira da União Africana (UA), em Addis Abeba, sede da organização pan-africana, que lhe tinha atribuído uma acreditação.

Na quarta-feira, Selamawit Kassa, secretária de Estado da Comunicação etíope, indicaram que o jornalista tinha sido detido por ter excedido a sua acreditação, que, argumentou, apenas o autorizava a cobrir a cimeira da UA, e por ter obtido ilegalmente "informações sobre questões políticas internas" da Etiópia.

A detenção de Galindo também suscitou críticas severas do Comité para a Proteção dos Jornalistas e dos Repórteres sem Fronteiras. ANG/Angop

 

                              Tanzânia/Morreu antigo Presidente

Bissau, 01 Mar 24 (ANG) - O antigo Presidente da Tanzânia, Ali Hassan Mwinyi, que reformou e introduziu a democracia multipartidária neste país da África Oriental, morreu quinta-feira aos 98 anos, anunciou a Presidência.

"É com tristeza que anuncio a sua morte", declarou a Presidente Samia Suluhu Hassan, acrescentando que o antigo chefe de Estado estava a ser tratado de um cancro do pulmão.

Mwinyi tinha sido hospitalizado em Londres em Novembro de 2023, antes de regressar a Dar es Salaam para prosseguir o seu tratamento, acrescentou a Presidente tanzaniana.

O país vai observar sete dias de luto, com as bandeiras nacionais hasteadas a meia haste.

Escolhido pelo herói da independência, Julius Nyerere, para lhe suceder em 1985, Mwinyi, considerado um líder tímido quando chegou ao poder, herdou um país a braços com uma crise económica, após anos de experiências socialistas fracassadas.

Durante 24 anos, Nyerere lançou o país num projeto socialista chamado "Ujamaa" ("irmandade" em suaíli).

À medida que os tanzanianos lutavam para ganhar a vida e as exigências de reforma se tornavam mais prementes, Mwinyi decidiu romper com esta política e liberalizar a economia.

Em particular, abriu o país às importações e levantou as restrições à criação de empresas privadas, o que lhe valeu a alcunha de "Mzee Rukhsa" ("Senhor Permissão" em suaíli).

Nas suas memórias, publicadas em 2020, explicou que a política de "Ujamaa" tinha privado os pequenos comerciantes de rendimentos.

Nascido em 08 de Maio de 1925 na antiga colónia britânica conhecida como Tanganica, Mwinyi mudou-se para Zanzibar para estudar o Islão.

O seu pai esperava que ele se tornasse um líder espiritual, mas o jovem Mwinyi dedicou-se ao ensino, antes de entrar na política na década de 1960, após a libertação do Tanganica.

Após a fusão, em 1964, do Tanganica independente com Zanzibar para formar a Tanzânia, subiu na hierarquia até se tornar embaixador no Egipto e ministro da Saúde, dos Assuntos Internos e dos Recursos Naturais durante a década de 1970 e o início da década de 1980. ANG/Angop

 

Rússia/ Milhares de pessoas desafiam autoridades e assistem a funeral de Navalny

Bissau, 01 Mar 24 (ANG) – Milhares de pessoas desafiaram hoje as autoridades russas
e concentraram-se junto à igreja de Moscovo para assistir ao funeral do ativista Alexei Navalny, apesar dos avisos de que não serão permitidas manifestações ilegais.

Uma fila gigantesca formou-se junto à igreja no sudeste da capital russa, sob forte presença policial, à medida que as pessoas continuavam a chegar, noticiou a agência francesa AFP.

A equipa de Navalny disse que o caixão com o corpo já chegou à igreja.

Muitas das pessoas bateram palmas e gritaram o nome de Navalny à chegada do caixão, segundo a televisão britânica BBC.

O porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, avisou hoje que as autoridades não permitirão manifestações não autorizadas.

“Gostaríamos de lembrar que há uma lei que deve ser respeitada: qualquer reunião não autorizada constituirá uma violação da lei”, disse Peskov.

De acordo com o Serviço Prisional Russo (FSIN), Alexei Navalny morreu em 16 de fevereiro, depois de ter sofrido um colapso súbito na colónia penal do Ártico, onde cumpria uma pena de 19 anos por extremismo.

As circunstâncias exatas da morte permanecem pouco claras e a equipa de Navalny, a sua viúva Yulia Navalnaya e muitos dirigentes ocidentais responsabilizaram o Presidente russo, Vladimir Putin.

ANG/Inforpress/Lusa

 

      França/Pelo menos 66 pessoas detidas num protesto em Paris

Bissau, 01 Mar 24 (ANG) - Pelo menos 66 pessoas foram detidas hoje em
Paris após agricultores terem bloqueado o trânsito em torno do Arco do Triunfo com fardos de palha e tratores, declarou a polícia francesa.

Os agricultores chegaram de trator ao Arco do Triunfo, local de homenagem aos soldados mortos em combate e localizado na famosa avenida de Campos Elísios, por volta das 06:00, no horário local (06:00 em Angola) e interromperam brevemente o trânsito, segundo a polícia.

Mobilizados por todos, os agricultores da (sindicato) Coordenação Rural estão concentrados em Paris.

Uma ação rápida para salvar os nossos 45% de explorações agrícolas em dificuldades financeiras", afirmou a organização sindical nas redes sociais.

O protesto mobilizou cerca de 150 manifestantes, que se reuniram na praça Charles de Gaulle,  conhecida como praça da Estrela, devido à convergência de 12 grandes avenidas da capital francesa e onde se localiza o Arco do Triunfo,  confirmaram fontes da polícia à rádio pública France Info.

Iniciada de madrugada, a manifestação no Arco terminou por volta das 09:40, no horário local (09:40 em Angola), segundo um jornalista da agência de notícias AFP.

Além deste protesto, a Coordenação Rural prevê também hoje cortar algumas estradas, como a A86 e a A4 sudeste de Paris.

Outras ações ocorreram em outros lugares perto de Paris: quatro tratores bloquearam uma saída do anel viário e outros foram posicionados em outro acesso a esta via que circunda a capital, segundo a polícia.

"Um comboio de tratores dirige-se ao Palácio de Versalhes", a poucas dezenas de quilómetros de Paris, onde serão aguardados por uma força da polícia, acrescentou a mesma fonte.

A mobilização deste sindicato, que está associado à direita e à extrema-direita, ocorre após a presença no sábado do Presidente francês, Emmanuel Macron, na Feira Internacional da Agricultura, que se realizou em Paris e é o mais importante evento desse tipo no mundo.

Macron foi à Feira para realizar a sua inauguração, como é tradição dos Presidentes franceses, mas foi recebido com forte rejeição, com vaias e alguns incidentes violentos entre a polícia e os agricultores.

O Presidente que permaneceu por horas no evento, com um forte dispositivo de segurança, reuniu-se com dezenas de representantes do sector da agricultura para explicar as medidas que o seu Executivo planeia e assim tentar acalmar os ânimos.

Macron também acusou o grupo que causou os incidentes mais graves de estar no local por razões políticas, associadas à extrema-direita de Marine Le Pen, e não para defender os interesses do sector, que nos últimos meses tem realizado protestos em França e em outros países europeus. ANG/Angop

 

Saneamento urbano/CMB lança sábado Campeonato de Limpeza de Bissau

Bissau,01 Mar 24(ANG) – A Câmara Municipal de Bissau(CMB) vai proceder sábado,(02) ao lançamento oficial do Campeonato de Limpeza de Bissau , em que, ao longo de quinze meses, 30 bairros de Bissau irão disputar o  estatuto de “Bairro mais Limpo”.

De acordo com a página de Facebok da Delegação da União Europeia no país, o concurso prevê a premiação dos cinco melhores bairros que obterão financiamento para a implementação de projetos de requalificação da cidade de Bissau.

A União Europeia declara que vai cofinanciar a iniciativa da Câmara Municipal de Bissau
, que pretende sensibilizar as populações para preocupações comuns, em particular sobre os  impactos negativos do lixo para o meio ambiente, a saúde humana e a saúde animal.

“Estas preocupações com o ambiente estão, também, alinhadas com o Programa Cidades Verdes e Inclusivas da União Europeia, que apoiará os esforços de melhoria das condições de vida urbana, através de um financiamento de 21 milhões de Euros”, salientou.

O bairro que conquistar o primeiro lugar nesse campeonato deve receber um prémio no valor de  cinco milhões de francos CFA, enquanto que o segundo classificado terá direito a quatro milhões, o terceiro, três milhões,  quarto, dois milhões e o quinto classificado,um milhão de francos cfa.ANG/ÂC//SG

Sociedade/"O país deve  institucionalizar um Instituto para lidar com pessoas com deficiência", diz Paula Saad

Bissau, 01 Mar 24 (ANG) – A Presidente de Mesa da Assembleia Geral das pessoas com deficiência,Paula Saad defendeu hoje a institucionalização de um instituto de apoio à pessoas portadoras de deficiência.

“Se a Guiné-Bissau adotasse  um Instituto para lidar com pessoas com deficiência poderia resgatar  fundos para apoiar associações ligadas a defesa dos deficientes”, disse Paula Saad, quinta-feira, à margem da Assembleia Constituinte da Plataforma Nacional das Organizações  de Pessoas com Deficiência para Desenvolvimento Inclusivo.

Saad acrescenta  que  a criação de um instituto para a defesa das pessoas com deficiência vai permitir suas associações terem  autonomias e poderem participar em conferências internacionais ao nível de CEDEAO, UEMOA e outras.           

"Hoje fui convidada como Presidente da Mesa de Assembleia para podermos validar o nosso estatuto, nosso logotipo e por isso podemos esperar muita coisa”, salientou.

Referiu  que nunca é demais dispor de uma plataforma  para apoiar o Governo e outras instituições, associações ou pessoas individuais, porque “a luta é para a inclusão,  principalmente pessoas com deficiência que é “um grupo muito vulnerável”.

Saad disse que, é preciso ter muita sensibilidade para lidar com a questão da deficiência, porque o momento político no país faz com que, por vezes, por causa de outras razões, as pessoas acabam esquecendo que há uma grande parte da população com deficiência.

Paula Saad disse ter constatado que não se verifica no país tanta descriminação de portadoras de deficiência. “A Guiné-Bissau é um país de boas práticas”, diz.

 A Plataforma Nacional das Organizações de Pessoas com Deficiência para Desenvolvimento Inclusivo, recém-criada, segundo o seu presidente,Domingos Nhaga, tem como objetivo, apoiar as pessoas que vivem com deficiência ao nível nacional para facilitar suas plenas participações na vida social.ANG/MI/ÂC//SG

Política/PR promete diligências para se ultrapassar dificuldades de obtenção de passaportes que emigrantes guineenses enfrentam na Líbia

 Bissau, 01 Mar 24 (ANG) – O Chefe de Estado prometeu, quinta-feira, o envio de uma equipa para instalação  de um centro de produção de passaportes para atendimento de  guineenses residentes na Líbia.

A ANG sabe da promessa através do  áudio recebido do  Gabinete de Comunicação e Relações Públicas da Presidência da República, dando conta da reunião que o chefe de estado efetuou com a comunidade guineense na Líbia, para onde se deslocou em visita oficial de dois dias, quarta e quinta-feiras passadas(28 e 29).

Umaro Sissoco Embaló falava durante o encontro com emigrantes e estudantes guineenses na Líbia, no âmbito da visita de Estado que efectuou aquele país, a convite do Presidente do Conselho Presidencial da Líbia, Muhammad Yunus Al-Manfi.

O porta-voz dos emigrantes, Amído Baldé afirmou que  cerca de 900 guineenses se encontram   na Líbia, pelo que devem ter uma embaixada ou Consulado  a  representar a Guiné-Bissau nesse país, para resolver os seus problemas de documentação.

Ainda pediu ao Presidente da República para emitir um  credencial para   o  Presidente da Associação dos Emigrantes na Líbia Ussumane Sané.

“É ele quem resolve todos os problemas dos cidadãos guineenses na Líbia desde os que estão na cadeia, nos hospitais e outros, principalmente das mulheres que não têm acesso a saúde por falta de documentos”, disse.

Umaro Sissoco Embaló ainda recebeu solicitações  de apoios da parte dos estudantes feita por Tcherno Aliu Embaló.

Os estudantes pediram apoios para que terminado os estudos  possam regressar a Guiné-Bissau  sobretudo com os seus livros.

Aliu Embaló disse que outro problema que os estudantes enfrentam na Líbia é de documentação, nomeadamente a impossibilidade de renovação de passaporte tendo em conta que não dispõe de um  Cônsul para o efeito.

O Gabinete de Comunicação e Relações Publicas da Presidência da República,  refere que esta visita de Estado de Umaro Sissoco Embaló representou  uma oportunidade para o chefe de Estado abordar um conjunto de temas relevantes no plano bilateral e multilateral com o seu homólogo líbio, no quadro do reforço das relações históricas de amizade e cooperação entre os dois países. ANG/JD/ÂC//SG

quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

Cabo Verde/ “Guiné-Bissau deseja importar “know how” de Cabo Verde nas áreas de administração e formação”, diz embaixador Sano

Bissau, 29 Fev 24(ANG) – O novo embaixador da Guiné-Bissau em Cabo Verde disse quarta-feira que o seu país pretende reforçar e diversificar as relações bilaterais com Cabo Verde e importar “know how” do arquipélago nos domínios da administração e da formação.

Ibraima Sano falava à imprensa após apresentar as cartas credenciais ao Presidente da República, José Maria Neves, no Palácio do Povo no Mindelo.

“Cabo Verde é um país com quem nós, como guineenses, temos muito que aprender. Manifestei essa vontade do Governo da Guiné-Bissau no sentido de importarmos algum ‘know how’ daqui de Cabo Verde para a Guiné-Bissau”, explicou o embaixador para quem a Guiné-Bissau observou que Cabo Verde é um país exemplo em termos de administração e de outros saberes sublinhando que em termos de formação já há estudantes que vieram da Guiné-Bissau para fazer a sua formação em Cabo Verde.

Questionado sobre a posição da Guiné-Bissau em relação à instabilidade na Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e do conflito no Senegal, Ibraima Sano afirmou que “são situações preocupantes”.

Particularmente sobre a CEDEAO, o mesmo lembrou que a sua situação “já foi discutida a nível da última cimeira e viu-se que se está a reconsiderar tanto a posição de expulsão dos outros países da CEDEAO como encontrar outras soluções, a fim de trazer os irmãos desavindos para se juntarem novamente à volta da comunidade”.

Sobre o conflito no Senegal, Ibraima Sano considerou, preocupante sobretudo porque a Guiné-Bissau tem fronteira com o Senegal e havendo um problema no Senegal é também um problema na Guiné-Bissau.

“Esperamos que eles possam ultrapassar esses problemas o mais breve possível”, desejou.

Questionado sobre o processo de marcação das eleições na Guiné-Bissau, depois da dissolução do parlamento pelo Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, o embaixador disse que está em andamento pelo que estão a aguardar para a marcação da data das eleições.

Quanto à candidatura de Angola à presidência da União Africana (UA), que já conta com o apoio de Cabo Verde, o embaixador da Guiné-Bissau revelou que essas candidaturas “são vistas no âmbito multilateral”, pelo que, “no âmbito da CPLP a Guiné-Bissau apoia a candidatura de Angola porque é um país que, nos últimos tempos, tem sido campeã da paz”.

Também informou que saber brevemente a Guiné-Bissau vai apresentar a candidatura para a comissão, em 2025, na pessoa de Suzi Carla Barbosa, antiga Ministra dos Negócios Estrangeiros. ANG/Inforpress 

 

      Angola/Ativista angolano "Man Genas" deportado para Angola

Bissau, 29 Fev 24 (ANG) - O ativista angolano Gelson Quintas “Man Gena”, que denunciou há um ano o alegado envolvimento de altas patentes da polícia angolana no narcotráfico, foi deportado a Luanda, onde se encontra detido, depois de ter sido expulso por permanência ilegal de Moçambique.

Man Gena” responde pelos crimes de calúnia e difamação, ultraje ao Estado, Símbolos e Órgãos de soberania. As autoridades moçambicanas expulsaram este domingo, 25 de Fevereiro, o ativista angolano por entrada e permanência ilegal no país. Em 2023, “Man Gena” procurou refúgio com a família em Moçambique, alegando perseguição, depois de ter denunciado, nas redes sociais, o alegado envolvimento de oficiais superiores da polícia nacional numa rede de tráfico de droga.

O porta-voz do Serviço de Investigação Criminal (SIC) de Angola, Manuel Halaiwa, confirmou na quarta-feira, 28 Fevereiro, a detenção imediata de Gelson Quintas “Man Gena”, à chegada a Luanda, acompanhado pela mulher e pelos filhos.

“O Serviço de Investigação Criminal, no quadro da cooperação polícias internacionais da Interpol, PGR (Procuradoria-Geral da República) e também o SME (Serviço de Migração e Estrangeiros), deteve no dia 25, isto no domingo, na República de Moçambique, depois da expulsão por via administrativa, por entrada e permanência ilegal naquele território, o cidadão identificado por Gelson Emanuel Quintas, mais conhecido por “Man Gena”, disse o oficial do Serviço de Investigação Criminal.

O Serviço de Investigação Criminal referiu ainda que, para além dos crimes de ultraje ao Estado, difamação e calúnia, “Man Gena” também vai responder pelos crimes de roubo qualificado e abuso de confiança.

“Pesam dois mandados detenção, por crimes de roubo qualificado e também abuso de confiança. Neste processo, ele está na condição de profícuo, para além, de outros crimes que vai responder por ultraje ao Estado e seus símbolos e órgãos, incitação pública ao crime, difamação, injuria e calunia”, rematou Manuel Halaiwa.

Entretanto, o Serviço de Investigação Criminal informou que a família de Gelson Emanuel Quintas se encontra sob os cuidados de uma igreja a pedido da esposa. ANG/RFI

 

EUA/Direitos e liberdades em perda para um quinto da população mundial

Bissau,29 Fev 24(ANG) – Um quinto da população mundial (52 países) viu os seus direitos políticos e liberdades civis deteriorarem-se no ano passado, enquanto apenas 21 países assinalaram melhorias, segundo o relatório anual divulgado hoje pelo grupo de reflexão Freedom House.

A 51.ª edição do relatório “Freedom in the World” (“Liberdade no Mundo”), hoje lançado pelo ‘think tank’ sedeado em Washington, assinala o declínio da liberdade a nível global pelo 18.º ano consecutivo.

Na base do declínio estão fatores como a “manipulação eleitoral, a guerra, ataques ao pluralismo”, segundo a Freedom House, que dá conta que quase 38% da população mundial vive em países classificados como “não livres”, enquanto 42% está em países “parcialmente livres” e apenas 20% em países “livres”.

Na avaliação anual, o território do Nagorno-Karabakh sofreu a descida mais acentuada, ao perder 40 pontos em 100, depois de quase toda a sua população de 120 mil arménios ter sido forçada a sair por pressão dos militares do Azerbaijão.

Seguiram-se o Níger - que viveu um golpe militar que depôs o governo democraticamente eleito - Tunísia, Peru e Sudão, sendo ainda citado o Equador, que passou da classificação de “livre” para “parcialmente livre” depois de organizações criminosas matarem vários candidatos políticos em época de eleições.

A melhoria mais significativa aconteceu nas Fiji, seguindo-se a Tailândia, Libéria e Nepal. Apenas a Tailândia melhorou o estatuto geral, passando de “não livre” para “parcialmente livre”.

Como exemplos de interferência eleitoral, incluindo violência e manipulação, são citados Camboja, Turquia, Zimbabué, Guatemala e Polónia, embora nestes últimos dois países as tentativas de influenciar não impediram mudanças de governo.

Nos conflitos armados e ameaças de agressão autoritária, foi destacada a invasão russa da Ucrânia, que completou recentemente dois anos e que degradou “ainda mais os direitos básicos nas áreas ocupadas e provocou uma repressão mais intensa na própria Rússia”, assim como a guerra civil em Myanmar.

“A repressão nos territórios disputados foi em grande parte perpetrada por regimes autocráticos, mas os governos democraticamente eleitos de Israel e da Índia foram cúmplices na violação dos direitos básicos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza e em Caxemira, respetivamente”, segundo a Freedom House.

O grupo indicou ainda como “Pequim continuou a reprimir as poucas liberdades disponíveis aos residentes de Hong Kong e do Tibete, enquanto o regime russo avançou nos seus esforços para reprimir as populações vulneráveis na Crimeia e alistar os habitantes na sua guerra de agressão”.

O relatório sublinha ainda que este ano pelo menos 40 países (dois quintos da população mundial) vão às urnas.

As eleições do verão na África do Sul ocorrem entre o aumento de criminalidade violenta, xenofobia, elevado desemprego jovem e insuficiente responsabilização pela corrupção, enquanto na Índia o contexto inclui mais ataques legais a jornalistas e meios de comunicação críticos, desinformação e utilização de sofisticado ‘spyware’ contra repórteres, ativistas e partidos da oposição.

Assédio e intimidação de políticos, administradores eleitorais e juízes são um “sério desafio” nas eleições presidenciais de novembro nos Estados Unidos, onde paira também a sombra de violência depois do ataque de 2021 ao Capitólio, segundo o relatório, que também sublinha a importância das eleições europeias de junho.

“Todas estas votações decorrerão num contexto global que se tornou cada vez mais hostil” quanto ao respeito pela diversidade, segundo o relatório, que nas recomendações acrescentou a necessidade de resposta às tentativas de derrubar governos legitimamente eleitos e proteger ativistas dos direitos humanos.

“Só defendendo princípios inclusivos a nível interno, apoiando aqueles que estão na linha da frente da luta no estrangeiro e construindo parcerias internacionais robustas baseadas em valores partilhados é que as democracias poderão reverter o declínio global da liberdade”, concluiu-se. ANG/Inforpress/Lusa

 

Senegal/PR  vai pedir parecer sobre eleições presidenciais após fim do mandato

Bissau, 29 Fev 24 (ANG) – O Presidente do Senegal, Macky Sall, vai pedir ao Conselho Constitucional um parecer sobre as recomendações de que as presidenciais decorram após o fim do seu mandato, permanecendo em funções até à tomada de posse do sucessor, anunciou quarta-feira a Presidência.

 As eleições, que se deveriam ter realizado no passado domingo, foram adiadas por Macky Sall a horas do início da campanha eleitoral, em 3 de Fevereiro, e marcadas para 15 de Dezembro.

O Presidente "remeterá o assunto ao Conselho Constitucional para que este se pronuncie sobre as conclusões e recomendações do 'diálogo nacional'", evento convocado por Macky Sall e que decorreu na segunda e na terça-feira, lê-se num comunicado de imprensa.

Macky Sall receberá o relatório com as conclusões do "diálogo" na próxima segunda-feira, acrescenta-se no comunicado, que não indica quando é que o chefe de Estado se irá pronunciar sobre estas recomendações, nomeadamente sobre a data das eleições.

O "diálogo nacional" defendeu que o mandato de Sall, que termina em 2 de Abril, deverá ser prolongado até à posse do seu sucessor e os participantes do evento defenderam ainda que não há condições para a convocação das eleições antes do final de mandato.

A oposição boicotou o "diálogo nacional", uma iniciativa presidencial para se tentar chegar a um acordo sobre a data das eleições e tirar o país, considerado um dos mais estáveis da África Ocidental, de uma das mais graves crises das últimas décadas.

A repressão das manifestações de protesto provocou quatro mortos e dezenas de detenções.

No comunicado da Presidência salienta-se ainda que o Governo senegalês aprovou quarta-feira um projeto de lei que amnistia os atos cometidos durante os distúrbios que assolaram o país nos últimos três anos, no meio da crise em torno do adiamento das eleições presidenciais.

Esta medida de amnistia foi proposta por Macky Sall com o propósito de "acalmar o clima político, reconciliar e ultrapassar", segundo a ata do Conselho de Ministros. ANG/Angop

 

Moscovo/”Rússia também tem armas para atingir o Ocidente”, diz Putin

Bissau,  29 Fev 24(ANG) – O Presidente russo, Vladimir Putin, advertiu hoje que a Rússia tem armas capazes de alcançar alvos no Ocidente, ao discursar perante a Assembleia Federal em Moscovo.

“Nós também temos armas capazes de atingir alvos no vosso território”, afirmou Putin, citado pela agência francesa AFP.

Moscovo tem acusado os aliados ocidentais da Ucrânia de estarem a fornecer armas a Kiev capazes de atingir alvos no interior da Federação Russa.

Putin acusou ainda o Ocidente de fazer ameaças contra a Rússia que estão a criar um risco real de um conflito nuclear.

“Tudo o que estão a inventar neste momento, tudo o que estão a assustar o mundo, é uma ameaça real de um conflito que envolve o uso de armas nucleares, o que significaria a destruição da civilização”, afirmou.

Putin considerou disparatadas alegações de que a Rússia pretende atacar a Europa.

“O Ocidente provocou um conflito na Ucrânia, no Médio Oriente e noutras regiões do mundo e continua a mentir”, afirmou, citado pela agência russa TASS.

“Agora, sem qualquer embaraço, dizem que a Rússia tenciona atacar a Europa. Vocês e eu compreendemos que eles estão a dizer disparates”, disse Putin.

O líder russo também advertiu a NATO para as consequências desastrosas se enviar tropas para a Ucrânia, segundo a agência espanhola EFE.

“Começaram a falar sobre a possibilidade de enviar contingentes militares da NATO para a Ucrânia, mas lembramo-nos do destino daqueles que uma vez enviaram tropas para o território do nosso país”, afirmou, aludindo à vitória soviética contra a Alemanha na Segunda Guerra Mundial.

“Mas, agora, as consequências para os potenciais intervencionistas serão muito mais trágicas”, advertiu o líder russo.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, admitiu recentemente a possibilidade do envio de tropas ocidentais para a Ucrânia para ajudar a combater a invasão russa, mas os parceiros da NATO rejeitaram tal possibilidade.

Putin afirmou que o Ocidente está a tentar fazer com que a Rússia cometa o mesmo erro que a União Soviética de se envolver numa corrida aos armamentos.

Referiu que a União Soviética dedicou 13% do Produto Interno Bruto (PIB) à corrida aos armamentos, enquanto a Rússia irá atribuir 6% do PIB à Defesa até 2024.

Disse também que Moscovo tenciona desenvolver o complexo técnico-militar a fim de reforçar o potencial industrial, tecnológico e científico do país.

Putin descreveu como infundadas as acusações dos Estados Unidos de que a Rússia pretende instalar armas nucleares no espaço.

Mas reafirmou que as forças nucleares estratégicas da Rússia estão “em plena prontidão de combate”.

“Sem uma Rússia forte e soberana, não será possível uma ordem mundial forte”, disse.

Putin assegurou também que a Rússia está disposta a dialogar com todos os países para criar um novo contorno de segurança igual e indivisível na Eurásia.  ANG/Inforpress/Lusa