quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

EUA/ONU denuncia que plano de Israel para a Cisjordânia vai acelerar processo de expropriação de palestinos

Bissau, 11 Fev 26 (ANG) - Os projetos de Israel destinados a reforçar seu controle sobre a Cisjordânia ocupada, e que abrem caminho para uma nova expansão das colónias, representam um passo adicional rumo ao fortalecimento de uma anexação ilegal, lamentou nesta quarta‑feira (11) o alto responsável pelos direitos humanos da ONU.

As novas medidas israelenses para a Cisjordânia , anunciadas no fim de semana e criticadas internacionalmente, podem, segundo analistas, acelerar a anexação do território ocupado, facilitar a compra de terras por colonos e empurrar a população palestina para enclaves urbanos.

“Se essas decisões forem implementadas, elas sem dúvida irão acelerar a perda de terras pelos palestinos e seu deslocamento forçado, além de levar à criação de novas colônias israelenses ilegais”, declarou Volker Türk em comunicado.

“É mais um passo das autoridades israelenses para tornar impossível a existência de um Estado palestino viável, em violação ao direito do povo palestino à autodeterminação”, denunciou a  ONU, a Organização das Nações Unidas.

As novas medidas facilitam a compra de terras por colonos israelenses, especialmente ao revogar uma lei de várias décadas que proibia judeus de comprar diretamente terras na Cisjordânia, ocupada por Israel desde 1967.

Essas medidas também devem reforçar o controle de Israel em partes da Cisjordânia onde a Autoridade Palestina, sediada em Ramallah, exerce poder.

“Isso privará ainda mais os palestinos de seus recursos naturais e restringirá o acesso a outros direitos”, criticou Türk. “Isso vai cimentar o controle de Israel e integrar ainda mais a Cisjordânia a Israel, consolidando anexações ilegais.”

As novas medidas também permitem que Israel administre dois importantes locais religiosos no sul da Cisjordânia: o Túmulo dos Patriarcas, local sagrado para as três religiões monoteístas em Hebron, e o Túmulo de Raquel, em Belém. ANG/RFI/AFP

Bélgica/Eurodeputados aprovam mudanças para endurecer regras migratórias na UE

Bissau, 11 Fev26 (ANG) - Os eurodeputados aprovaram nesta terça‑feira (10) uma alteração no direito de asilo da União Europeia (UE), permitindo, entre outras medidas, a rejeição mais rápida de pedidos de asilo ou a transferência dos requerentes para países terceiros.

O texto, que ainda precisa ser aprovado pelos chefes de Estado e de governo dos 27 países do bloco, marca um endurecimento significativo da política migratória da UE, abalada pelo afluxo de mais de um milhão de refugiados e migrantes em 2015 e 2016.

A decisão é duramente criticada por organizações humanitárias. As ONGs temem violações dos direitos humanos e uma contestação ao próprio direito de asilo, que, segundo uma convenção de 1951, proíbe o envio de requerentes para países onde possam estar em perigo.

O Parlamento Europeu aprovou alterações no regulamento sobre os procedimentos de asilo, introduzindo uma lista de países considerados “seguros”, para os quais requerentes rejeitados poderiam ser enviados. Essa lista inclui países como Egito e Tunísia, cujo histórico em matéria de direitos humanos é motivo de preocupação.

Segundo as novas regras, os países da UE podem rejeitar um pedido de asilo se considerarem que o requerente poderia ter obtido proteção em um país classificado como seguro.

As novas regras também permitirão aos 27 países do bloco criar “centros de retorno” fora da UE, como os instalados pela Itália na Albânia.

“Esses textos representam um novo passo na desumanização da política migratória da União Europeia, violando direitos fundamentais e a dignidade das pessoas”, denunciou a deputada europeia Mélissa Camara.

“A lista sobre os países seguros colocará centenas de milhares de pessoas em perigo. Países terceiros serão considerados seguros apesar de uma situação extremamente preocupante em matéria de direitos humanos”, acrescentou a eurodeputada ecologista francesa. ANG/RFI/AFP

Aviação/”Aeroporto Osvaldo Vieira poderá estar operacional até 12 de Março”, garante Ilídio Vieira Té

Bissau, 11 Fev 26 (ANG) – O Primeiro-ministro de Transição anunciou esta quarta-feira que o Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira poderá estar em condições de uso até o próximo dia 12 de Março , de acordo com informações fornecidas pela empresa responsável pela execução das obras.

Ilídio Vieira Té falava hoje à imprensa após uma visita às instalações aeroportuárias, com o objetivo de avaliar o andamento dos trabalhos.

Disse que a  execução da obra se encontra em cerca de 95 por cento e obedece a padrões internacionais de exigência técnica.

Ilídio Vieira Té afirmou que a comitiva que participou na visita ficou satisfeita com a qualidade das infraestruturas. “Vimos um aeroporto que dignifica qualquer filho da Guiné-Bissau, com padrão internacional, quem aqui aterrar saberá que chegou à um país com um aeroporto condigno”, disse o chefe do Executivo.

Para Vieira Té , a continuidade da obra demonstra que o país não parou, apesar do contexto de transição.

Sobre o modelo de gestão, Vieira Té explicou que a empresa construtora, responsável pelo investimento, ficará encarregue da administração do Aeroporto durante o período estipulado no contrato celebrado com o Estado guineense.

Disse que, após o término desse prazo, a gestão será transferida para o Estado da Guiné-Bissau e  assegurou  que o contrato cumpriu todos os trâmites legais, incluindo parecer do Ministério Público e observância das normas administrativas.

O Primeiro-ministro garantiu igualmente que a entrada em funcionamento do novo aeroporto trará mais companhias aéreas ao país, uma vez que a infraestrutura dispõe agora de maior capacidade de check-in e reúne condições técnicas para receber diferentes tipos de aeronaves.

De acordo com Ilídio Vieira Té, a Turkish Airlines já iniciou a venda de bilhetes para a rota Istambul-Dacar-Bissau e vice-versa, e outras companhias internacionais, como a Air France, poderão igualmente operar no país.

O governante disse que, com a conclusão das obras, o Governo espera que o Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira contribua para o reforço da conectividade aérea da Guiné-Bissau e para a dinamização do setor económico nacional.

As obras do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira de Bissau são financiadas por empresas da Turquia. ANG/MI/ÂC//SG

Regiões/Delegacia de Comércio de Cacheu incinera mais de cinco toneladas e meia de produtos fora do prazo de consumo

Cacheu, 11 Fev 26 (ANG) – A Delegacia Regional do Comércio da região de Cacheu, norte do país, incinerou , terça-feira, cinco toneladas e meio de produtos da primeira necessidade fora do prazo de validade, como forma de saneamento básico do mercado local.

Segundo o Correspondente da ANG para a Região de Cacheu que cita a delegada de Comércio da Região ,Cristina Queirós Coiaté Aruth,  foram incinerados  80 sacos de farinha de trigo, 28 caixas de esparguete de marca Eva, 26 de marca Dõga, 12 caixas de cerveja super bock, 08 caixas de sumo, 05 caixas de cerveja breda e 02 caixas de sardinhas.

Cristina Coiaté disse que a prática de venda de produtos fora de prazo reduziu consideravelmente nos últimos seis anos, por força do controle exercido sobre essa prática nefasta a saúde pública.

Indicou que em 2020 foram apreendidos e incinerados 20 toneladas de vários produtos naquela região e que essa cifra baixou sucessivamente para 15, 12 e agora 5,5 toneladas.

Cristina pede aos comerciantes para colaborarem  com os Inspetores do Comércio e as Rádios Comunitárias nas ações de sensibilização, com vista à redução dessa prática, para o bem da saúde pública na região de Cacheu e para o desenvolvimento da Guiné-Bissau. ANG/AG/MSC/ÂC//SG

Cultura/Kudurista angolana Jéssica Pitbul promete encantar o público na abertura do Festival de Música no Carnaval-2026 em Bissau

Bissau, 11 Fev 26 (ANG) – A cantora angolana do estilo “Kuduro” Jéssica Prata Bartolomeu conhecido no mundo da música por (Jéssica Pitbul), prometeu, terça-feira, encantar o público guineense,  na abertura do Festival da Música do Carnaval-2026, prevista para o dia 14 de Fevereiro no espaço  “Plataforma Jomav” em Bissau.

Em declarações à imprensa à  sua chegada ao Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira de Bissau,  Jéssica Pitbul disse que está bastante satisfeita com a receção que teve em Bissau, e diz que a  Guiné-Bissau tem um povo maravilhoso e acolhedor.

“Eu já me sinto em casa, resta agradecer toda a equipa que me acompanhou, e parabenizar o Tuninho e a sua equipa pelo excelente trabalho que fizeram para a minha chegada à Bissau”, disse a cantora.

Segundo o Presidente da Comissão Organizadora do Festival de Música Carnaval-2026, Emílio Costa  evento é organizado com o objetivo de exportar boa imagem do país  ao exterior.

“É um evento que irá juntar os músicos da nova e velha geração,  assim como os músicos internacionais, para poder elevar a nossa  potencialidade cultural ao mais alto nível”, disse o Presidente da Comissão Organizadora.

Por sua vez, o cantor nacional Maio Copé, que também irá atuar neste festival, apelou a presença  massiva  do público na “Plataforma Jomav”, para juntos proporcionarem uma boa recordação do Carnaval.

Para o Rey Hélder, outro Kudurista angolano , convidado para o mesmo Festival da Música do Carnaval-2026  a “Plataforma Jomav” irá vibrar e arder de chamas. Rey Hélder disse   contar com a presença de todos para esta grande festa.

A Empresa guineense de Cultura e Eventos, Mix-Service, em parceria com o Ministério da Cultura, Juventude e Desportos da Guiné-Bissau, promovem um Festival de Música para a abertura do Carnaval-2026 no país.

 Para esta festas , deslocaram-se para Bissau  os  kuduristas angolanos Jéssica Pitbul e o Rey Hélder, os artistas de música moderna guineense, Maio Copé, Don Pina, DJ Alas, Mc Ritch, radicados em Portugal,  entre outros nomes sonantes da música dos Palops.ANG/LLA/ÂC//SG

Desporto-atletismo/ Recordista Usumane Djumo oferece troféu internacional à Federação de atletismo

Bissau, 11 Fev 26(ANG)  - O recordista nacional Usumane Djumo, anunciou a doação do Troféu de Mérito Internacional, atribuído pelo Município de Silves, em Portugal, à Federação de Atletismo da Guiné-Bissau (FAGB).

De acordo com a pagina da Federação de Atletismo da Guiné-Bissau (FAGB), na Facebook,  a distinção internacional surge na sequência da participação do atleta nos Campeonatos Mundiais de Atletismo de Tóquio 2025, onde protagonizou a estreia da Guiné-Bissau na prova dos 110 metros barreiras numa competição desta dimensão.

A presença de Djumo foi interpretada como um marco para o crescimento técnico do atletismo guineense e para o reforço da presença do país no panorama desportivo internacional.

A cerimónia simbólica de entrega do troféu decorreu no Consulado-Geral da Guiné-Bissau no Algarve, sob coordenação da cônsul-geral, Embaixadora Josefina Kosta.

O prémio deverá ser transportado para Bissau e integrado oficialmente no património da Federação de Atletismo.

De acordo com a FAGB, representado pelo mentor em Portugal, Mário Silva, o atleta declarou que a distinção pertence ao povo guineense e deve servir de motivação para jovens praticantes da modalidade.

Segundo o mentor, Djumo pretende que o troféu seja um símbolo de inspiração e demonstração de que é possível alcançar níveis elevados de competição internacional representando a Guiné-Bissau.

A Federação de Atletismo da Guiné-Bissau recebeu a iniciativa com reconhecimento institucional, classificando o gesto como uma demonstração de compromisso com o desenvolvimento do desporto nacional.

A entidade considera ainda que os resultados alcançados pelo atleta reforçam a necessidade de investimentos contínuos na formação e valorização de novos talentos desportivos no país.

O atleta, considerado uma das principais referências do atletismo guineense, tem consolidado o seu nome na história da modalidade ao deter recordes nacionais nas provas de 60 metros barreiras em pista coberta, 110 metros barreiras ao ar livre e, mais recentemente, nos 60 metros rasos, marca alcançada durante uma competição realizada na cidade portuguesa de Braga.

Durante o ano de 2025, os resultados alcançados pelo atleta posicionaram-no entre os melhores do continente africano.


Djumo conquistou a oitava melhor marca africana nos 110 metros barreiras e a quarta melhor marca africana nos 60 metros barreiras. Estes desempenhos colocaram igualmente a Guiné-Bissau entre os quatro países africanos com melhores resultados nessas disciplinas.
ANG/ÂC//SG

 

Regiões/Delegacia Regional de Comércio de Oio incinera produtos fora do prazo de validade

Oio, 11 Fev 26 (ANG) – A Delegacia Regional de Comércio da região de Oio, norte do país, procedeu, terça-feira, no sector de Mansoa, a inceneração de produtos fora de prazo e os que estão em  mau estado  de conservação.

De acordo com o Correspondente da ANG na região de Oio, que cita o Inspetor Regional do Comércio da Região, David António Gomes, os produtos foram apreendidos em cinco sectores que fazem parte da região, no âmbito de um trabalho conjunto entre os inspetores de comércio da área.

O responsável explicou como decorreram os trabalhos e garantiu que as ações de inspeção vão continuar nos mercados da região.

Gomes disse que os produtos  aprendidos são 22 caixas de bolachas, arroz, sumos, Iogurtes e entre outros.

Informou que, para conseguirem apreender estes produtos, fizeram um trabalho muito intenso, tendo pedido a colaboração dos populares a nível da sua área de jurisdição, para denunciar qualquer comerciante que esteja a vender  produtos fora de prazo.

 Em representação do Delegado Regional da Associação dos Consumidores de Bens e Serviços (Acobes)Abel Daniel Dingol elogiou o trabalho da Inspeção Regional de Comércio de Oio no controlo dos produtos  fora de prazo nos mercados de região.

Abel Dingol pediu mais controle por parte da Inspeção Regional de Comércio de Oio por causa de aumento dos preços dos produtos da primeira necessidade no mercado”, disse.

O acto foi testemunhado pelo Administrador de Sector de Mansoa, Aliu Culubali em representação do Governo, que pediu a população local para  trabalharem  com a Delegacia Regional do Comércio no sentido de denunciar os produtos fora do prazo de validade a venda nos mercados daquela zona norte do país.

Culibali alertou aos consumidores de que consumir produtos forta de prazo ou mal conservado, pode causar doenças ou mesmo a morte de quem os conso
me.ANG/AD/MSC/ÂC//SG

Regiões/Projeto PADES capacita camponeses e horticultores da zona sul no domínio da agro-alimentação

Buba, 11 fev 26(ANG) - O Projeto de Apoio ao Desenvolvimento das Regiões do Sul (PADES), está a capacitar camponeses e produtores hortícolas da zona sul do país no domínio da agro-alimentação.


De acordo com a TV “o Pais”, a iniciativa é financiada pelo Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA).

A formação, com a duração de dez dias, reúne participantes provenientes de três regiões do país, nomeadamente Bolama Bijagós, Quinará e Tombali. Durante este período, os formandos irão adquirir conhecimentos e práticas sobre transformação, conservação, embalagem e etiquetagem de produtos agrícolas florestais não lenhosos, bem como de produtos hortícolas.

A ação é direcionada sobretudo às mulheres e aos jovens da zona sul, que não só aprendem técnicas de transformação local e natural para evitar o desperdício dos produtos cultivados, como também reforçar os seus conhecimentos sobre conservação, boas práticas alimentares e nutrição.

No total, 30 mulheres e jovens estão a ser capacitados no domínio da agro-alimentação nas três regiões do sul. Após a formação, estes participantes atuarão como multiplicadores das informações sobre boas práticas alimentares, nutricionais e de higiene alimentar nas suas comunidades.

Esta é a terceira sessão de formação promovida pelo Projeto PADES neste domínio. Em 2024, o projeto formou 50 pessoas e, para este ano, está prevista a capacitação de 55 participantes nesta temática.ANG/TV O País


Regiões/Mulheres horticultores de Biombo apelam ao Governo investimentos na  agricultura para promover progresso nacional  

Biombo, 11 Fev 26 (ANG) - As mulheres horticultores da região Biombo norte do país,  lançaram , segunda-feira, um apelo ao Governo no sentido de investir na agricultura para promover progresso nacional, uma vez que, o mesmo “sector é chave para desenvolvimento de um país”. 

O apelo foi feito pela porta-voz das referidas mulheres, Parterra da Silva em declarações exclusivas ao Correspondente da Agência de Notícias da Guiné para região de Biombo.

“Actualmente, os gados estragam as nossas colheitas porque não temos  condições para  vedar as nossas hortas. Necessitamos de arrame farpado para a vedação das nossas hortas ,  poços de água para facilitar na rega dos  legumes, uma vez que percorremos muitas distâncias a procura de água ”, disse Pantera da Silva.

A porta-voz das mulheres horticultoras de Biombo sustentou que a Guiné-Bissau é um país tão fértil e que por isso precisa apenas de  materiais de trabalho para produzir grande quantidade dos diferentes produtos, que obviamente vai ajudar nas despesas familiar.ANG/MN/AALS/ÂC//SG

 

União Africana: “Só com pan-africanismo poderemos defender os nossos interesses”

Bissau, 11 Fev 26 (ANG) - O ministro das Relações Exteriores de Angola, Téte António, afirmou esta quarta-feira, em Addis Abeba, que a 48.ª Sessão Ordinária do Conselho Executivo da União Africana (UA) acontece “um momento crucial” para o futuro da organização.

 O Conselho Executivo ocupa um
lugar estratégico na arquitectura institucional da União Africana. É neste órgão que se assegura a coerência das políticas continentais, se harmonizam as posições comuns e se preparam decisões estruturantes
”, afirmou.

Téte António defendeu que o papel do Conselho é “decisivo para a credibilidade, eficácia e relevância da organização, tanto no contexto africano como internacional, frisando que essa visão orientou a actuação de Angola durante o seu mandato.

No plano do multilateralismo, o ministro salientou que Angola promoveu uma diplomacia “activa e construtiva, contribuindo para encontros ministeriais e cimeiras internacionais. Entre os marcos referidos estiveram a cimeira realizada em Yokohama, no Japão, e a sétima Cimeira União Africana-União Europeia, acolhida em Luanda.

Segundo o governante, estes eventos reforçaram a voz de África nos fóruns globais e consolidaram parcerias estratégicas baseadas no respeito mútuo e em interesses comuns.

No domínio da paz e segurança, Téte António destacou o envolvimento angolano em várias frentes diplomáticas e políticas. Recordou o mandato de dois anos de Angola no Conselho de Paz e Segurança da UA e o apoio à designação de facilitadores e mediadores em regiões afectadas por conflitos, incluindo o Sahel.

Angola mantém igualmente um papel activo na mediação do conflito entre a República Democrática do Congo e o Ruanda, além de apoiar iniciativas de estabilização e reconciliação em países como a República Centro-Africana, a Somália, o Sudão, o Sudão do Sul e a Líbia.

Estes esforços foram sempre desenvolvidos em estreita colaboração com os Estados-membros, a Comissão da União Africana e as Comunidades Económicas Regionais”, sublinhou.

Téte António reiterou a importância de os Estados-membros apoiarem de forma inequívoca a organização, defendendo a adopção de uma nova escala de avaliação das contribuições.

A escala actualmente em vigor encontra-se totalmente desactualizada, sendo necessária a adopção de um novo modelo assente nos princípios da solidariedade, equidade e capacidade de pagamento”, afirmou.

O ministro reafirmou o compromisso de Angola com o fortalecimento institucional da União Africana, defendendo uma organização mais sustentável, solidária e capaz de responder às prioridades do continente.

No final da intervenção, Téte António apelou ao “engajamento activo”, à flexibilidade e ao diálogo entre os Estados-membros, alertando para a urgência das decisões.

O mundo não vai esperar por nós. Perante a rapidez das transformações globais, apenas com espírito de pan-africanismo poderemos defender cabalmente os nossos interesses colectivos”, concluiu.

Esta quarta-feira, 11 de Fevereiro, em Addis Abeba, arrancou 48.º Conselho Executivo da União Africana (UA), reunião que junta os ministros dos Negócios Estrangeiros dos Estados-membros para preparar a próxima cimeira de chefes de Estado e de Governo, agendada para 14 e 15 de Fevereiro.

A próxima cimeira marca o fim da presidência angolana da União Africana e o início do mandato do Burundi. Évariste Ndayishimiye vai herdar do seu antecessor, João Lourenço, pastas como o conflito entre a República Democrática do Congo e o Ruanda. É a primeira vez que o pequeno país dos Grandes Lagos assume a liderança da União Africana.

conflito no Sudão é um dos maiores desafios da cimeira. Segue-se o reconhecimento da Somalilândia por Israel, a 26 de Dezembro de 2026, aumentando o risco de encorajar movimentos separatistas.

situação política na Guiné-Bissau, suspensa da União Africana na sequência da tomada do poder pelos militares, também deverá ser debatida. Esta cimeira fica ainda marcada pelo fim da suspensão da Guiné-Conacri e do Gabão, que podem assim regressar ao seio da organização.

Além disso, haverá tempo para o balanço do primeiro ano de mandato de Mahamoud Ali Youssouf à frente da Comissão da União Africana.

A cimeira dos chefes de Estado ficará ainda marcada pela presença da presidente do Conselho de Ministros de Itália. Giorgia Meloni deverá discursar na sessão de abertura. A líder italiana desloca-se a Addis Abeba para reforçar o Plano Mattei, destinado a fomentar o investimento em África, lançado em Janeiro de 2024. Nesse sentido, no dia 13 de Fevereiro, sexta-feira, decorre na capital etíope a segunda Cimeira Itália–África.ANG/RFI

 

Rússia/Moscovo diz que continuará a cumprir tratado nuclear se EUA o fizerem

Bissau, 11 Fev 26 (ANG) - O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergue Lavrov, afirmou hoje que Moscovo continuará a cumprir os limites impostos ao seu arsenal nuclear, apesar do recente fim do tratado New START, desde que os Estados Unidos façam o mesmo.

Estas restrições "permanecerão em vigor, mas apenas enquanto os Estados Unidos não ultrapassarem os limites estipulados" no tratado, disse Lavrov numa intervenção feita hoje no parlamento russo.

Moscovo "agirá de forma responsável e ponderada, com base numa análise da política militar norte-americana (...) e numa análise da situação estratégica geral", acrescentou.

A Rússia e os Estados Unidos detêm, de longe, os maiores arsenais nucleares do mundo, mas, desde que o Tratado Novo START expirou, no início deste mês, que não existe qualquer acordo de desarmamento nuclear a ligar as duas potências.

A presidência russa (Kremlin) anunciou na semana passada que Moscovo e Washington concordaram em manter uma "abordagem responsável" e continuar a negociar sobre o assunto.

O tatado, assinado em 2010 entre a Rússia e os Estados Unidos, limitava o número de lançadores de mísseis nucleares para distâncias intercontinentais.

Expirou a 05 de fevereiro, uma vez que o Presidente norte-americano, Donald Trump, não respondeu à proposta de Moscovo para o prolongar.

Donald Trump defendeu um "novo, melhorado e modernizado tratado" com a Rússia, argumentando que o Novo START tinha sido "mal negociado" pela então administração Obama.

Os Estados Unidos também têm tentado incluir a China em discussões futuras, algo que Pequim afasta, argumentando que o seu arsenal nuclear, embora ainda em desenvolvimento, se mantém de pequena escala.ANG/Lusa

 

Suíça/Peritos de defesa recomendam autonomia à Europa face à "nova ordem" de Trump

Bissau, 11 Fev 26 (ANG) - Peritos da Conferência de Segurança de Munique (MSC), que decorre entre sexta-feira e domingo, recomendaram à Europa uma aposta rápida em áreas como a defesa aérea por estar "criticamente dependente" dos Estados Unidos.

era em que a Europa podia confiar nos Estados Unidos como um garante de segurança inquestionável terminou. Os líderes europeus devem aceitar esta realidade e agir em conformidade", justificaram os peritos no relatório de segurança da MSC.

Intitulado "Sob Destruição", o documento divulgado esta semana constitui o ponto de partida das discussões na conferência anual na cidade alemã entre líderes europeus e americanos.

O que está a ser destruído, segundo os peritos, é a ordem internacional de que os Estados Unidos foram um dos principais arquitetos desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945.

O responsável pela "demolição" é Donald Trump, que tem seguidores, e a "obra" está em curso desde que iniciou o segundo mandato presidencial, em 20 de janeiro de 2025, depois da primeira experiência na Casa Branca (2017-2021).

Para descrever a ação do magnata ligado ao imobiliário, os peritos recorreram a termos como "golpes de marreta", "escavadoras, bolas de demolição e motosserra", uma ferramenta popularizada pelo Presidente argentino, Javier Milei, aliado de Trump.

A capa do relatório e o vídeo de promoção da conferência exibem um elefante e, no lançamento da conferência, os promotores justificaram que decidiram abordar diretamente o "elefante na sala".

Os Estados Unidos, sob a presidência do líder dos republicanos, o partido do elefante, "desrespeitam algumas das normas mais básicas do sistema pós-1945", como a integridade territorial e a proibição da ameaça ou do uso da força, denunciaram.

Exemplificaram com a insistência de Trump em adquirir a Gronelândia ou o uso de força contra alvos no Iraque, Irão, Nigéria, Somália, Síria, Venezuela e Iémen.

Tudo isto durante o primeiro ano de mandato, assinalaram.

No relatório, usaram expressões como "ansiedade de abandono" ou "a Europa entre a negação e a aceitação" para descrever um ano de alguma desorientação europeia - e até mesmo global - na forma de lidar com a América de Trump.

"Os líderes europeus evitaram, durante muito tempo, críticas abertas às políticas norte-americanas. Em vez disso, seguiram uma estratégia dual: lutar para manter Washington envolvido a quase qualquer custo, enquanto se preparam cautelosamente para uma maior autonomia", afirmaram.

No caso da Ucrânia, referiram que a "coligação dos voluntários" de mais de 30 parceiros europeus assumiu a responsabilidade de coordenar a ajuda militar e financeira, e de preparar garantias de segurança para o pós-cessar-fogo.

Mas tais esforços "também expuseram a fraqueza estratégica duradoura da Europa: uma forte dependência da liderança dos Estados Unidos e a falta de uma visão independente e coerente para gerir a Rússia e moldar uma paz duradoura na Ucrânia".

Para os autores do relatório, a abordagem de Washington à segurança europeia "é agora vista como instável, oscilando entre garantias, condicionalidades e coerção", pelo que a Europa tenta não hostilizar em demasia enquanto se prepara".

"A longo prazo, isto exigirá não só aumentos sustentados nos gastos de defesa, mas também um acordo rápido sobre prioridades de capacidades partilhadas", consideraram.

Destacaram como áreas mais críticas, por mais dependentes dos Estados Unidos, as da defesa aérea, de mísseis a drones, ou ainda de transporte estratégico, informações e capacidades cibernéticas.

Defenderam ainda que os governos europeus devem reforçar a preparação civil e desenvolver medidas coordenadas para "detetar, combater e dissuadir proativamente a campanha híbrida" da Rússia.

Na região do Indo-Pacífico, a "pax americana" também tem estado em causa, com Trump a exigir aos aliados tradicionais mais gastos em defesa e a usar as tarifas aduaneiras como arma de coerção.

"A China é já o centro de gravidade económico da região", afirmaram os peritos da MSC.

Os autores referiram que muitos intervenientes regionais, como o Japão, a Coreia do Sul ou Taiwan, "responderam a esta mudança de poder e ao agravamento do cenário de segurança" intensificando os próprios esforços de defesa.

Outra consequência da "política de demolição" é o fim das regras que estiveram na base da criação da Organização Mundial do Comércio (OMC).

A administração Trump argumentou que o sistema multilateral permitiu que parceiros comerciais "se aproveitassem" e que rivais, especialmente a China, "utilizassem práticas desleais para minar a base industrial norte-americana".

Como resultado, Washington impôs tarifas sobre quase todos os parceiros comerciais, incluindo aliados próximos, para forçar a renegociação de acordos bilaterais sob termos mais favoráveis.

"A utilização da coerção económica --- através de ameaças de acesso ao mercado e sanções financeiras --- tornou-se o principal instrumento da política externa económica norte-americana", afirmaram os peritos.

Destacaram também que os cortes orçamentais no apoio norte-americano ao desenvolvimento estão já a afetar populações em muitos países de baixo e médio rendimento.

"A incapacidade de responder a desastres e à pobreza extrema nos países do Sul Global alimenta a instabilidade política e os fluxos migratórios descontrolados", alertaram.

Os peritos da Conferência de Munique não estão certos de que a destruição da ordem internacional seja substituída por políticas que aumentem a segurança, a prosperidade e a liberdade das pessoas.

Receiam mesmo uma nova ordem com base no mundo dos negócios, dos interesses privados e em regiões dominadas por potências regionais, em vez de regras e normas internacionais.

"Ironicamente, este seria um mundo que privilegia os ricos e poderosos, e não aqueles que depositaram esperanças na política de demolição", advertiram. ANG/Lusa

 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Política/Governo indigita ministro da Economia para representar o país na Assembleia Geral Constituinte da Sociedade Mista de Transformação da Castanha de Caju

Bissau, 10 Fev 26(ANG) – O Governo deu hoje a sua anuência ao ministro da Economia, Plano e Integração Regional, para representar o país, na qualidade de   acionista, na Assembleia Geral constituinte da Sociedade Mista de Transformação da Castanha de Caju.

A revelação foi feita através do  comunicado final da reunião ordinária do Conselho de Ministros, realizada hoje, lido à imprensa pelo ministro da Comunicação Social, Abduramane Turé.

Na parte deliberativa, o colectivo ministerial, após análises e discussões, aprovou a adesão do país a Convenção Pustilha de Haia relativa a eliminação de exigências de legalização de documentos públicos estrangeiros.

O comunicado refere ainda que o Conselho de Ministros protelou a adopção da Convenção para o estabelecimento da Organização Internacional para a Mediação.

Protelou igualmente a adopção da Convenção sobre o Reconhecimento e a Execução das Sentenças Arbitrárias Estrangeiras celebrada em Nova Yorque, a 10 de Junho de 1958. ANG/ÂC//SG

Regiões/ PCA da UCTB de Canchungo aposta no reforço da capacitação docente para melhorar a qualidade do ensino

Canchungo, 10 Fev 26 (ANG) - O Presidente do Conselho de Administração da Universidade de Ciências e Tecnologias Reino Bassarel(UCTB), defendeu o reforço das capacidades pedagógicas e científicas dos professores como fator determinante para a melhoria da qualidade do ensino básico e superior na região de Cacheu.

Segundo o despacho do correspondente da ANG para região de Cacheu, Francisco Gomes Wambar falava no ato de abertura de uma acção de formação destinada aos professores da Escola do Ensino Básico de Canchungo, centrada no sistema nacional de avaliação, planificação e metodologias de ensino e aprendizagem.

A formação foi organizada pela Direção da Escola do Ensino Básico de Canchungo, em parceria com a Universidade de Ciências e Tecnologias  Reino Bassarel, nos dias 7 e 8 de Fevereiro de 2026.

Na ocasião, Francisco Wambar  declarou a disponibilidade da Universidade de  apoiar as escolas da região de Cacheu, com  iniciativas de formação contínua e  reforço das capacidades profissionais dos docentes.

O Diretor da Escola do Ensino Básico de Canchungo, Didi Impame, reiterou que a formação tem como principal objetivo dotar os professores de melhores competências sobre as áreas abordadas, permitindo-lhes desempenhar as suas funções de forma mais eficaz, em benefício das crianças e do sistema educativo.

Segundo Impame, os participantes já haviam recebido formações noutras áreas de ensino nomeadamente a pedagogia, administração e contabilidade. ANG/AG/MI/ÂC//SG

Alfândegas/Major Tommy Nhaga Cassamá substitui Fernando Cá nas funções de  Comandante da Brigada de Ação Fiscal

Bissau, 10 Fev 26 (ANG) – O Major Tommy Nhaga Cassamá foi nomeado, segunda-feira, novo Comandante da Brigada de Ação Fiscal (BAF), afecto  à Direção-Geral das Alfândegas (DGA), através do Despacho nº 05, de 05 de fevereiro, do Gabinete do Primeiro-ministro de Transição Ilídio Vieira Té e que acumula a pasta das Finanças.

No acto de transferência de poderes  decorrido segunda-feira, Malam Homi Injai, em representação do Secretário-geral do Ministério das Finanças, destacou o desempenho do ex-Comandante do BAF, Fernando Cá, e exortou ao novo titular a pautar a sua liderança pela cooperação, respeito hierárquico, trabalho  de equipa, em prol da eficiência e da transparência.

O Diretor-geral das Alfândegas, Doménico Sanca, assegurou que as movimentações de comando constituem atos administrativos normais,  e  realçar os trabalhos desenvolvidos pelo ex-Comandante da BAF, Fernando Cá.

Sanca disse que a  dedicação e coragem de Fernando Cá  contribuíram significativamente para os resultados alcançados pela DGA nos últimos anos.

Garantiu por outro lado, o seu total apoio institucional ao novo Comandante da BAF, no combate à fraude e à evasão fiscal.

Na sua intervenção, o ex-Comandante da BAF Fernando Cá, agradeceu ao ex-Presidente da República Umaro Sissoco Embaló, e ao atual Primeiro-ministro de transição e Ministro das Finanças Ilídio Vieira Té, pela confiança depositada na sua pessoa, e ainda  ao DGA e aos agentes da Brigada pelo empenho demostrado no trabalho, durante o seu mandato.

O novo comandante do BAF prometeu manter a disciplina, dedicação e o rigor na fiscalização aduaneira,  e basear a sua  atuação na cooperação com todos os agentes, e com o Diretor-geral das Alfândegas, visando o sucesso da instituição fiscal.ANG/LLA/ÂC//SG


França/Vacinas contra gripe podem ser mais eficazes contra transmissão, mostra novo estudo

Bissau, 10 Fev 26 (ANG) -  Uma pesquisa recente publicada na revista Nature Communication, de coautoria do cientista francês Simon Cauchemez, do Instituto Pasteur, em Paris, mostrou que é possível desenvolver no futuro vacinas contra a gripe capazes de reduzir a propagação do vírus.

“O vírus da gripe muta sem parar, evolui e muda todos os anos. Isso faz com que nosso sistema imunológico tenha dificuldade em reconhecê-lo corretamente. Quando somos vacinados, estamos protegidos contra o vírus que está circulando naquele ano, mas esse vírus vai evoluindo progressivamente”, explica o pesquisador em epidemiologia, que coordena a Unidade de Modelagem Matemática de Doenças Contagiosas do Instituto Pasteur.

“De um ano para outro, há vários tipos de vírus da gripe em circulação e diversos alvos terapêuticos possíveis. Às vezes a escolha não é certa. Por isso é difícil desenvolver vacinas que funcionam bem contra todos os vírus gripais que podem nos afetar”, completa.

O estudo do Instituto Pasteur foi realizado em parceria com a Universidade de Michigan, nos EUA, e financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH). De acordo com Simon Cauchemez, a obtenção de imunizantes mais eficientes passa pelo “tipo de resposta imunitária que estamos buscando com a vacina”, que deve ser capaz de identificar diferentes proteínas do vírus para gerar anticorpos.

O vírus da gripe possui duas principais proteínas na superfície: a hemaglutinina (HA), uma glicoproteína que permite que ele se prenda às células, e a neuraminidase (NA), que permite ao micro-organismo se liberar da membrana da célula hospedeira para se replicar.

A pesquisa se concentrou na ação da NA e mostrou que os anticorpos que o corpo desenvolve contra essa proteína podem não só diminuir o risco de contágio, mas também de transmissão.

“Na verdade, dois tipos de impacto nos interessam. O primeiro é: quando temos anticorpos contra uma dessas proteínas, ficamos menos propensos a sermos infectados pela gripe? Ou seja, estamos individualmente protegidos contra a gripe?", questiona. "Essa é uma questão fundamental, claro. Mas, mesmo que a gente acabe se contaminando, será que transmitimos menos a gripe para as pessoas ao nosso redor?”.

De acordo com a pesquisa, seria necessário integrar anticorpos contra a NA nas vacinas. Para chegar a essa conclusão, o cientista francês analisou os dados obtidos pela equipe americana da Universidade de Michigan junto a 171 famílias nicaraguenses e seus 664 contatos, nos anos de 2014, 2016 e 2017.

A maior parte dos participantes nunca tinha sido vacinada contra a gripe, o que permitiu aos pesquisadores observar como ocorria a transmissão após a infecção. Os cientistas identificaram quais anticorpos eram mais eficazes para limitar a propagação, após realizar análises de sangue, testes virológicos e modelagens matemáticas.

“Para cada indivíduo do domicílio, conseguimos ver que tipo de anticorpos ele tinha no início da epidemia e observar em que medida, graças a esse acompanhamento, esses anticorpos protegeram ou não a pessoa da infecção e, caso tenham sido contaminadas, protegeram ou não seus contatos.”

De acordo com o cientista, os dados são raros porque mostram em detalhes como os anticorpos afetam as diferentes proteínas do vírus e de que forma influenciam a infecção e a transmissão.

“O que vemos é que não temos apenas uma medida dos anticorpos contra a gripe de forma geral, mas realmente uma medida que foca em diferentes partes do vírus. Assim, podemos quantificar o efeito de cada um desses anticorpos sobre o risco de infecção e sobre o risco de transmissão. A longo prazo, o objetivo é, obviamente, orientar os esforços para desenvolver vacinas contra a gripe mais eficazes”, conclui o cientista francês.ANG/RFI