segunda-feira, 29 de junho de 2026


Caju
/Ministério de Comércio e Indústria reabastece em géneros alimentares fiscais e inspectores de postos fronteiriços

Bissau 29 Jun 26 (ANG) – O Ministério de Comércio e Industria doou hoje  géneros alimentares, nomeadamente  óleo, produtos enlatados, caldo de galinha e arroz, aos fiscais e inspectores que exercem actividades de combate à fuga da castanha de caju nas  zonas fronteiriças.

Em declarações à imprensa, o Inspector-geral do Comércio, Carlos Manuel Biagué disse tratar-se da segunda vez que dão  produtos de primeira aos agentes colocados nos postos fronteiriços a nível nacional.

Segundo ele, além dos fiscais e inspectores do comércio são também beneficiários dessa acção  agentes da Guarda Nacional, Militares e da Brigada de Ação Fiscal (BAF) que juntos estão a lutar, dia e noite contra contrabando de caju para países vizinhos principalmente para o Senegal.

“Estamos a fazer este gesto com o objectivo de se alimentarem muito bem para poderem trabalhar melhor e para poderem lutar contra a fuga da castanha de caju nas fronteiras. Todos nós sabemos que este produto é considerado o “Ouro “, da Guiné-Bissau. Sendo o principal produto de exportação, tem que ser protegido”, salientou.

Biagué reafirmou  “tolerância zero” contra contrabando, tendo pedido o redobrar dos esforços nas fronteiras e ao Governo para  estar disponível para apoiar no que for necessário.

 “Quem tentar desafiar esta lei será preso,  o produto será confiscado assim como  os meios de transporte utilizados para  levar a castanha”, disse acrescentando que foram apreendidas três toneladas de castanha em Cambadju e cerca de 50 sacos com o mesmo produto em Ingoré.

A ANG apurou junto de fontes do Ministério de Comércio e Indústria que já se encontra em Bissau para exportação 215 mil toneladas de castanha, sendo que  cerca de 70 mil toneladas   já foram exportadas, em parte, graças a drenagem do porto de Bissau que já permite  que dois barcos  atracassem ao mesmo tempo.ANG/MSC//SG

 

 

 

 

 

 

Saúde pública/Coletivo de 399 técnicos estagiários do HNSM anuncia suspensão do serviço por período indeterminado

Bissau, 29 Jun 26 (ANG) - O coletivo de 399 técnicos estagiários do Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM) anunciou no passado fim de semana a suspensão dos serviços que prestavam por período indeterminado.

Segundo o coordenador do coletivo, Amadú Mané, a decisão de suspender actividades representa uma forma de pressão ao Governo de Transição para que regularizasse a situação desses quadros da saúde perante a administração pública nacional.

“Existem estagiários que já fizeram entre dois à  oito anos de serviço e outros  nove meses de serviço, sem qualquer tipo de remuneração, ganho ou benefícios e muito menos uma contratação”, denunciou Baldé em conferência de imprensa.

Disse que já tiveram  encontros com a direcção do HNSM e com a do Ministério de Saúde, mas que, infelizmente, não receberam nenhuma garantia de haver uma  situação que pode lhes assegurar no serviço .

“Por isso, decidimos suspender as actividades por período indeterminado. Não é normal que continuemos a investir os nossos meios no transporte para chegar ao hospital sem qualquer tipo de benefício. Decidimos suspender como forma de pressionar uma contracção, remuneração, entre outras vantagens”, disse Amadú Baldé.

O coordenador do coletivo disse que, actualmente, as escalas de serviços feitas no HNSM são cobertos por estagiários. “Na realidade precisam dos nossos serviços, mais ao mesmo tempo não estão a evidenciar esforços para nos assumir”, disse.

Questionado sobre o seu juramento de salvar vidas, Baldé respondeu que, na verdade têm a missão de salvar vidas, mas que também precisam sobreviver .

Disse que, com a suspensão, de certeza, vários doentes vão ficar sem atendimento médico, o que , segundo diz, vai provocar “consequências indesejáveis”. ANG/AALS/ÂC//SG

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sociedade/AJPDH capacita 150 alunos em Direitos Humanos e Inclusão Social

Bissau, 29 Jun 26 (ANG) - Associação Juvenil para Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (AJPDH), no âmbito do projeto “NÔ DJUNTA MON”, capacitou 150 alunos do Ensino Básico Unificado (EBU) provenientes de três bairros periféricos da cidade de Bissau em matérias de direitos humanos e inclusão social.

A ação de formação foi divulgada na  página de Facebook da AJPDH, e marca a 2ª fase de implementação do Projeto “Nô Djunta Mon Direitos Humanos na Comunidade.

A iniciativa visa a  desmistificação dos conceitos básicos dos Direitos Humanos, de igualdade, respeito pela diferença e solidariedade. “Deve incentivar os formandos a agirem como verdadeiros embaixadores dos Direitos Humanos junto das suas famílias, comunidades e escolas”, refere a comunicação da AJPDH.

“Ao longo das três sessões que foram ministradas nos finais de semana, os 150 alunos participaram em dinâmicas interativas, debates e atividades pedagógicas voltadas ao país”, salienta a nota.

Refere que, com a conclusão desta etapa, o Projeto “Nô Djunta Mon” consolidou o seu papel de relevo na educação para a cidadania na Guiné-Bissau.

Acrescenta que  os multiplicadores de conhecimentos estão agora nas escolas e nas ruas desses três bairros, prontos para partilhar o que aprenderam e ajudar a construir comunidades onde os direitos de todos sejam rigorosamente respeitados.

Disse que, a última sessão formativa foi facilitada pela Rosália Djedjo, ativista Social e Ex-presidente da CONAEGUIB.

O lema escolhido é “ Emponderar e proteger Jovens e Mulheres vulneráveis através da educação em Direitos Humanos, a iniciativa focou-se em dotar aos adolescentes e jovens de ferramentas essenciais para compreenderem, defenderem e promoverem os Direitos Humanos e a Inclusão Social no seu quotidiano.

Na 1ª fase do projeto,  foi realizada três sessões de Djumbais comunitários envolvendo crianças, adolescentes, jovens, mulheres e pessoas com deficiência, servindo de agentes de transformação comunitário.

O projeto foi financiado pela ONG Mani Tesi com os parceiros AIFO, AMIC e FADPD-GB através do projeto Nô ta Geri Mudança! Jovens e Mulheres protagonistas da inclusão na Guiné-Bissau, financiado pela União Europeia. ANG/JD/ÂC//SG

 

 

    Desporto/Cupelum FC derrota Canchungo FC por 2-1 no jogo de 26ª jornada

Bissau,29 Abr 26 (ANG) – O ex-líder isolado da Liga-Orange, FC de Canchungo da zona norte do país, perdeu por 2-1 no passado fim-de-semana com o seu perseguidor direto o Cupelum FC ,no jogo referente a  26ª jornada.

As duas equipas estão agora em igualdade de  51 pontos cada.

As restantes partidas da mesma jornada produziram os seguintes resultados:  Portos de Bissau-2/FC Pelundo-0, Tigres de Fronteira de São Domingos-0/CDR Gabu-1, Arados de Nhacra-2/Flamengo de Pefine-2, FC Cumura-1/FC Cuntum-1.

A  jornada prossegue hoje a tarde com as partidas, União Desportiva Internacional de Bissau (UDIB)/Massaf de Cacine; Os Balantas de Mansôa/Sporting Clube da Guiné-Bissau, e já na terça-feira, a mesma encerra, com o encontro do Sport Bissau e Benfica/Háfia FC de Bafatá.ANG/LLA//SG

Desporto/FFGB felicita UDIB pela obtenção de licença de Clube Masculino CAF

Bissau 29 Jun 26 (ANG) - A Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), através do  Departamento de Comunicação, felicitou , domingo, a equipa da União Desportiva Internacional de Bissau (UDIB) pela obtenção da Licença de Clube Masculino da Confederação Africana de Futebol (CAF).


De acordo com a página da FFGB no Facebook consultada pela ANG, a instituição que dirige o futebol nacional diz que o feito confirma o estatuto da UDIB no âmbito das CAF Interclubs  Masculinas 2026/27.

“Em nome do Presidente, do Comité Executivo e de toda a Estrutura de Licenciamento de Clubes, temos a honra e o prazer de dirigir as suas mais calorosas felicitações à União Desportiva Internacional de Bissau (UDIB) ”,lê-se na nota.

Segundo a federação, esta distinção foi oficialmente concedida no passado dia 27 de Junho de 2026 pelo Órgão de Primeira Instância, sob a responsabilidade do Membro do Comité Felix Sambú e com a gestão técnica do Gestor de Licenciamento Guilherme Dos Santos.

O UDIB, segundo o comunicado da FFGB no Facebook, foi avaliado com a classificação de “Muito Bom”, nas categorias de Informações gerais, critérios desportivos, de Infraestrutura, administração e Jurídicos.

“E obteve a classificação “Bom “,nos Critérios Financeiros, demonstrando, de forma integral, que esta em conformidade com todos os parâmetros normativos exigidos pela CAF”,.

Este resultado é o fruto do trabalho coletivo e da dedicação de dirigentes, técnicos, jogadores e colaboradores do clube, e representa um passo significativo na afirmação do futebol guineense no panorama continental africano.

A FFGB reafirma o seu compromisso de continuar a apoiar os clubes nacionais no cumprimento dos requisitos de licenciamento, contribuindo assim para a elevação dos padrões do futebol da Guiné-Bissau.

“Parabéns, UDIB! Que este reconhecimento seja o impulso para novos e maiores conquistas”, vinca o comunicado da FFGB.

ANG/MSC//SG

 


Regiões
/Governo lança sexta campanha de distribuição de mosquiteiros impregnados em Bolama

Bolama, 28 Jun 26 (ANG) – O Governo , em parceria com organizações nacionais e internacionais, lançou a sexta campanha de distribuição gratuita de mosquiteiros impregnados com inseticida de longa duração (MILDA) na região sanitária de Bolama, com o objetivo de reforçar a prevenção do paludismo, sobretudo entre crianças menores de cinco anos e mulheres grávidas.

Na cerimónia de lançamento, o Secretário Regional Administrativo de Bolama, Quebá Sanhá, em representação do governador da região, apelou à população para utilizarem  devidamente os mosquiteiros.

Sanhá advertiu que os mosquiteiros  são doados gratuitamente e têm uma vida útil estimada de três anos.

Segundo Queba Sanhá, se foram bem utilizados podem reduzir os casos de doenças de paludismo na região.

O delegado  da Região Sanitária de Bolama, Pedro Cuma, destacou, na ocasião,  que o paludismo continua a representar uma das principais ameaças à saúde pública, afetando principalmente crianças e mulheres grávidas.

O responsável destacou que a distribuição dos mosquiteiros deve ser acompanhada de instruções sobre sua utilização correcta , a serem dadas aos  beneficiários pelos técnicos de saúde.

Durante a cerimónia, o enfermeiro Martinho Tobá, membro do Programa Nacional de Luta Contra o Paludismo, revelou que, em 2025, foram registados 13.990 casos de paludismo no país e 227 mortes associadas à doença.

Perante esses  números, Tobá disse ser  indispensável que toda a população utilize regularmente os mosquiteiros para contribuir para a redução da transmissão da doença.

Em representação da UNICEF, N`Dey Soares reafirmou o compromisso da organização de continuar a apoiar técnica e financeiramente o Governo guineense nas ações de combate ao paludismo, destacando que a campanha visa proteger sobretudo as crianças e mulheres grávidas.

N´Dey Soares recomendou  aos líderes comunitários e religiosos que lavassem a cabo acções de sensibilização das populações sobre o uso correcto dos mosquiteiros.

O imame central de Bolama, Bacar Camará, comprometeu-se a mobilizar a comunidade para a correta utilização dos mosquiteiros, alertando para a necessidade de evitar que os mosqueteiros sejam desviados para outros fins, situação que poderá comprometer o apoio dos parceiros internacionais ao país.

Segundo as autoridades sanitárias, a campanha decorre em todo o território nacional, com exceção do setor autónomo de Bissau, onde a distribuição está prevista para Julho.

A iniciativa conta com o apoio de parceiros como a UNICEF, a OMS, o Fundo Global, o PNUD, a Telecel, a Orange e o Programa Nacional de Luta Contra o Paludismo. ANG/LC/MI//SG

 

China/Xi endereça mensagem de condolências à Venezuela pelas mortes provocadas pelos terramotos

Bissau, 29 Jun 26(ANG) – O presidente chinês Xi Jinping enviou , sexta-feira, uma mensagem de condolências à presidente interina venezuelana Delcy Rodríguez devido aos

  terramotos que abalaram o país.

“Ao saber que os poderosos terramotos causaram pesadas baixas e perdas significativas de propriedades,  em nome do governo e do povo da China, lamento os mortos nos terramotos e minhas  sinceras solidariedades às famílias enlutadas e aos feridos”, diz  o presidente chinês na mensagem.

A China, disse Xi, está pronta para fornecer assistência à Venezuela no alívio do desastre e na reconstrução.

O chefe de Estado chinês disse estar confiante de que, sob a liderança do governo venezuelano, o povo venezuelano superará o desastre e reconstruirá seus lares o quanto antes.ANG/ Xinhua

França/Onda de calor na Europa matou 1.300 pessoas desde 21 de Junho - OMS

Bissau, 29 Jun 26(ANG) - O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse hoje que foram registadas desde 21 de Junho "mais de 1300 mortes adicionais" relacionadas com as ondas de calor na Europa.

Em mensagem nas redes sociais, o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o continente “é o que mais aquece na Terra, registrando um aumento de temperatura duas vezes superior à média global”.

Segundo Tedros, 150 milhões de pessoas enfrentam ondas de calor extremas neste momento. 

Ele observou que residências, locais de trabalho e escolas na Europa não foram construídos para suportar essas temperaturas, e que o fenômeno é frequentemente chamado de “assassino silencioso”.

O diretor-geral acrescentou que as ondas de calor, antes raras, se tornaram quase anuais. “Impulsionado pelas mudanças climáticas e pelo aquecimento global, o fenômeno das ondas de calor, que antes ocorria uma vez por geração, agora acontece quase todos os anos”, disse.

Tedros informou que a OMS trabalha com Estados-Membros e parceiros para enfrentar os riscos à saúde, com foco na preparação, na prevenção e no fortalecimento dos sistemas de saúde. 

A entidade incentiva os países europeus a adoptarem planos de ação que vinculem o calor à saúde.

Em pouco mais de uma semana, o calor extremo levou vários países a registarem temperaturas recordes. 

Na França, os termómetros ultrapassaram os 40°C em diversas regiões e a Dinamarca, com 37°C, marcou a maior temperatura desde o início das medições.

Na Itália, a região da Apúlia também sofreu com o calor. Em áreas do interior de províncias como Foggia, os termómetros ultrapassaram os 41°C.

Em cidades como Roma, a intensa onda de calor afecta o sector cultural e algumas das principais atrações turísticas suspenderam a venda de ingressos e restringiram o acesso do público.

ANG/Inforpress/Lusa

 

Venezuela/Socorristas correm contra o tempo para salvar últimos sobreviventes de terramotos

Bissau, 29 Jun 26 (ANG) -  Mais de 72 horas após os tremores de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram o norte da Venezuela na quarta-feira (24), equipes de busca e resgate de pelo menos 17 países atuam em um país em crise, com um sistema de saúde em estado precário.

O tempo é crucial para encontrar sobreviventes: os socorristas sabem que a probabilidade de encontrar pessoas com vida diminui a cada dia.

No norte do país, os tremores deixaram um cenário de devastação, com inúmeros prédios desabados, especialmente em La Guaira. É ali que o gramado do principal estádio de beisebol abriga, desde sexta-feira (26),equipes de resgate do mundo inteiro.

 

Suíça, Colômbia, Alemanha, Espanha: em campo, falam-se todas as línguas, e as Nações Unidas coordenam os trabalhos.

 

“Não podemos esquecer que as pessoas já estão há muito tempo sob os escombros. Com o calor que faz, há todos os problemas de desidratação, entre outros. Estamos realmente correndo contra o tempo”, lembra Fabien Walterio, chefe das operações da equipe suíça.

 

Para apoiar esse trabalho, uma pista do aeroporto de Caracas foi reaberta para receber aviões americanos que transportam ajuda humanitária. 

“Com a chegada de equipes vindas de Miami, os Estados Unidos contam agora com cerca de 250 socorristas civis especializados mobilizados na Venezuela”, informou o Departamento de Estado americano na rede X.

“Em princípio, agora os corpos já não apresentam sinais de vida, mas, graças a Deus, às vezes ainda conseguimos encontrar sobreviventes”, afirmou um socorrista salvadorenho em Playa Grande, em La Guaira, cidade litorânea vizinha a Caracas.

Nas proximidades, um menino de 11 anos foi milagrosamente retirado com vida dos escombros,  em Caraballeda. "Neste momento, cada vida é fonte de esperança para a Venezuela”, escreveu durante a noite na rede X a presidente interina da Venezuela,Delcy Rodriguez, ao compartilhar um vídeo do resgate.

Na véspera, a alegria tomou conta de La Guaira quando moradores salvaram um bebé. Em um vídeo publicado nas redes sociais, um homem se emociona às lágrimas enquanto segura a criança nos braços.

Por enquanto, o último balanço indica 1.430 mortos na tragédia, mais de 3,2 mil feridos e mais de 50 mil desaparecidos, segundo autoridades e a ONU. A organização alerta que esses números devem “aumentar consideravelmente”.

Vários estrangeiros estão entre as vítimas dos terramotos na Venezuela. O balanço inclui 28 portugueses ou luso-descendentes, além de 85 desaparecidos, ao menos nove espanhóis (e 152 desaparecidos), dois brasileiros, sete chineses, um chileno, um uruguaio e um ítalo-venezuelano. Autoridades desses países afirmam prestar assistência consular às famílias.

Apesar da mobilização crescente, a chegada das equipes de resgate atrasou. “O trajeto de Caracas até aqui foi interminável. O Google Maps indica 2h30, mas levamos 7h30. O caos foi causado por pessoas que queriam ajudar e, agora, vemos que a ordem voltou. Há uma espécie de normalidade se restabelecendo”, continua Fabien Walterio.

Paralelamente, a indignação da população cresce. No local, moradores denunciam a falta de apoio ou até a ausência do governo nas operações de resgate. A presidente Delcy Rodríguez foi vaiada na sexta-feira perto de um prédio desabado em um bairro de alto padrão de Caracas.

Voluntários venezuelanos, que chegaram com pás para tentar salvar vidas, tiveram no sábado o acesso negado à área mais afetada.

Como consequência, uma fila enorme se formava diante do Poliedro, a sala de espetáculos onde o governo distribui autorizações para voluntários que desejam acessar a área atingida, enquanto máquinas começam a retirar os escombros. Os danos são estimados em cerca de US$ 7 bilhões, o equivalente a 6% do PIB, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Diante da indignação popular com a gestão da crise, Delcy Rodríguez destacou e agradeceu a ajuda internacional. Vinte e quatro países enviaram 521 toneladas de equipamentos, mais de 2.700 socorristas e 86 equipes com cães treinados para localizar vítimas, detalhou.

Quase sete milhões de pessoas foram afetadas pelos dois terramotos, estimaram as Nações Unidas no sábado.

A Venezuela é um país com risco sísmico, embora nenhum grande terramoto tenha sido registado desde 1997. ANG/RFI

Médio Oriente/EUA e Irã prevêem suspensão de ataques e negociam controle de Ormuz

Bissau, 29 Jun 26 (ANG) - Representantes do Irã e de Omã se reuniram pela primeira vez nesta segunda-feira (29), desde a assinatura do acordo entre Teerã e Washington, para discutir o controle do Estreito de Ormuz, segundo o Ministério iraniano das Relações Exteriores.

Neste domingo (28), os Estados Unidos anunciaram que os ataques com o Irã seriam suspensos e as negociações retomadas.

“Está previsto que as discussões técnicas continuem sobre todos os pontos do protocolo de acordo. As duas partes vão interromper seus taques por enquanto e os navios podem circular livremente” no Estreito de Ormuz e arredores, segundo um responsável americano próximo das negociações.

 

O Irã desaprovou o anúncio de Omã sobre a abertura de uma via de navegação alternativa temporária, apresentada como uma iniciativa coordenada com a ONU para retirar marinheiros e navios bloqueados. A passagem foi utilizada por dezenas de embarcações nesta semana.

 

Desde quinta-feira, dois navios foram atingidos por projéteis de origem desconhecida. Os ataques foram atribuídos a Teerã pelo Exército dos EUA, que respondeu por dois dias consecutivos com bombardeios ao Irã. O regime iraniano reagiu lançando mísseis e drones contra seus vizinhos do Golfo, incluindo o Kuwait e o Bahrein.

O Irã não descarta a imposição de “taxas”, inexistentes antes da guerra,apesar da oposição dos estados Unidos.

 

Para o governo americano, o estreito é uma “via navegável internacional”, embora esteja às margens da costa iraniana e do sultanato de Omã.

 

De acordo com o sultanato, nenhuma “taxa de passagem” estava prevista nos futuros acordos.

O governo de Omã menciona a criação de um “corredor marítimo temporário”, apresentado como uma iniciativa coordenada com a ONU. Negociações devem ocorrer na terça-feira, no Catar, com o objetivo de superar divergências sobre a rota estratégica por onde passa cerca de 20% dos hidrocarbonetos do mundo.

Embora Irã e Omã reivindiquem soberania sobre o estreito, a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), adotada em 1982, garante o direito de “passagem em trânsito” nos estreitos utilizados pela navegação internacional, como o de Ormuz, essencial para conectar o Golfo ao resto do mundo.

O texto, que não foi ratificado por Teerã, estabelece que “todos os navios e aeronaves” cujo objetivo seja o trânsito contínuo e rápido pelo estreito têm liberdade de navegação sem entraves.

 

Ele foi reaberto na semana passada, após ter sido parcialmente bloqueado pelo Irã no início da guerra em Fevereiro. A medida desestabilizou o comércio mundial de hidrocarbonetos e fez disparar os preços do petróleo.

 

Após a conclusão do memorando entre o país e os EUA em 17 de Junho, Teerã autorizou apenas a passagem por um único corredor ao longo de sua costa e ameaça atacar navios que desrespeitem essa regra.

 “Nenhuma outra instituição ou país”, além do Irã, é “responsável” pela gestão do estreito, afirmou no domingo o chefe da diplomacia, Abbas Araghchi. “Qualquer ingerência”, disse, levará a atrasos em sua reabertura e aumentará as tensões.

No Líbano, que Teerã havia exigido incluir no protocolo de acordo com os Estados Unidos, Israel continuou seus ataques no domingo, apesar também da assinatura, na sexta-feira, em Washington, de um acordo para obter a “paz duradoura”.

 

Em um comunicado conjunto, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, anunciaram que o exército destruiu um longo e profundo túnel do Hezbollah no sul do Líbano.

A Agência Nacional de Informação libanesa (ANI, oficial) relatou bombardeios, enquanto o Ministério da Saúde informou dois feridos após o lançamento de uma granada pelo “inimigo israelense” contra uma localidade no sul do país.

O presidente do Parlamento libanês, aliado ao Hezbollah pró-Irã, Nabih Berri, afirmou no domingo que o acordo com Israel “não será adotado” no formato atual. O movimento xiita, que também rejeita esse acordo, declarou que se reserva o direito de “defender sua pátria” após os recentes ataques israelenses.

O acordo condiciona a retirada de Israel do Líbano, onde suas tropas ocupam uma área no sul, ao desarmamento do Hezbollah, uma exigência de longa data que Beirute tem dificuldade em implementar. O país foi arrastado para o conflito no início de março, quando o Hezbollah atacou Israel em apoio a seu aliado iraniano, após a ofensiva americano-israelense contra Teerã.ANG/AFP / Reuters

 

Portugal/ Acordo de mobilidade na CPLP foi comprometido pelos próprios Estados-membros - analistas

Bissau, 29 Jun 26(ANG) - Analistas entrevistados pela Lusa no âmbito dos 30 anos da CPLP reconheceram que o acordo de mobilidade da organização foi comprometido pelos próprios Estados-membros, particularmente por Portugal, apesar de estar em vigor.

Em 17 de julho de 2021, no 25.º aniversário da organização, durante a XIII Conferência de Chefes de Estado e de Governo, em Luanda, Angola, foi adotado o "Acordo sobre a Mobilidade entre os Estados-Membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa [CPLP]".

No entanto, em Portugal, a lei de estrangeiros, aprovada em julho do ano passado, alterou a entrada no país de cidadãos lusófonos, que passam a ter de pedir na origem um visto de trabalho ou de residência para obterem autorização de residência.

O analista português Fernando Jorge Cardoso classifica o acordo de mobilidade da CPLP como a maior realização conseguida dentro da comunidade.

Questionado sobre o recuo de Portugal nesse tema, explicou que essa questão se deveu a uma mudança no partido que governa - o Partido Socialista liderado por António Costa, que governou até 2024, foi um dos grandes defensores do acordo - e pelo facto de essa estar a ser uma corrente política que paira no contexto internacional. 

"Portugal está limitado não só pela sua política interna, como pelas regras do espaço Schengen", explicou.

No entanto, frisou, Portugal não eliminou o acordo. 

O politólogo angolano Almeida Henriques considerou que Portugal "precisa de ser mais visionário" em matéria de mobilidade e que as restrições "não ajudam e desmotivam os cidadãos da comunidade".

Já o presidente da Universidade Lusíada de São Tomé e Príncipe, Liberato Moniz, lamentou que a livre circulação praticamente não tenha sido aplicada no bloco lusófono e que seja sim usada quando há necessidade de mão-de-obra, particularizando o caso português. 

Para Redy Lima, analista cabo-verdiano, o problema é mais estrutural.

"A facilitação de vistos acaba por ser uma ideia neocolonial: Portugal precisa de mão-de-obra e facilita as pessoas para irem trabalhar, mas o cabo-verdiano que quer ir de férias ou visitar a família continua a ter dificuldades", lamentou o sociólogo.

Para si, que se assume como cético da organização, o "projeto CPLP falhou e o acordo de mobilidade espelha a relação desigual entre os Estados-membros".

Elísio Macamo, professor universitário moçambicano na Suíça, relatou que o acordo de mobilidade não impactou de "modo nenhum a sua vida" e que isso seja, "talvez, a parte mais dececionante", pois demonstra "os limites deste mundo lusófono", em que "muitas iniciativas têm encalhado".

Por outro lado, explicou que, por exemplo, Portugal, por pertencer à União Europeia, e o Brasil, por fazer parte do Mercosul, estão limitados naquilo que podem fazer em termos de mobilidade.

"Mesmo do lado africano, não há muita flexibilidade para facilitar a entrada de portugueses ou de brasileiros", reconheceu.

Adriano de Freixo, analista brasileiro de ascendência portuguesa, com dupla nacionalidade, declarou que, a seu ver, a questão da mobilidade não teve impacto e relatou que amigos e colegas seus já lhe descreveram que as filas nos aeroportos portugueses para cidadãos da CPLP são, por vezes, maiores que as filas dos cidadãos de outras nacionalidades.

Redy Lima defendeu que, para a próxima década, a CPLP devia focar-se nesta questão da mobilidade e consolidá-la.

"Avançar com a questão da mobilidade seria meio caminho andado para a CPLP se consolidar. As pessoas têm que sentir a CPLP. Se ela conseguir ultrapassar esse obstáculo, abre outras oportunidades", considerou.

Por seu turno, Almeida Henriques pediu que haja uma "liberalização do ponto de vista da mobilidade no espaço CPLP".

A CPLP, que assinala 30 anos em 17 de julho, é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. ANG/Inforpress/Lusa

 

Côte D`Ivoire/ África alcança melhor desempenho na fase de grupos da Copa do Mundo 2026 com 90 por cento de suas selecções classificadas para fase de 32 avos de final

Bissau, 29 Jun 26 (ANG) – A Confederação Africana de Futebol (CAF) obteve o melhor desempenho na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, classificando nove das suas dez equipes participantes para a fase de 32 avos de final, o que representa uma taxa de classificação de 90%, a mais alta entre as confederações

representadas na competição.

Essa conquista histórica ilustra o progresso do futebol africano no cenário mundial após a primeira Copa do Mundo organizada com o formato expandido de 48 equipes. Com nove representantes das 32 nações ainda na disputa, a África também ocupa o segundo lugar em número de seleções classificadas, atrás da Europa.

A União das Associações Europeias de Futebol (UEFA) continua sendo a confederação mais representada em termos absolutos, com 11 equipes classificadas, representando 34,4% da fase final do torneio. A CAF vem em seguida, com nove nações (28,1%), enquanto a Ásia (AFC), a Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (CONCACAF) e a Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) têm quatro representantes cada, totalizando 12,5% das equipes classificadas. A Oceania (OFC), no entanto, não estará mais representada na fase eliminatória.

As nove seleções africanas classificadas são Costa do Marfim, Marrocos, Egito, Senegal, Argélia, República Democrática do Congo, Gana, Cabo Verde e África do Sul. Apenas a Tunísia não conseguiu avançar da primeira fase.

Além do número de equipes classificadas, o que mais impressiona na CAF é sua taxa de sucesso. Com 90% de suas equipes classificadas, a África supera em muito as outras confederações, confirmando uma ascensão que começou em edições anteriores da Copa do Mundo e foi reforçada pelo desempenho de várias de suas seleções nacionais contra as principais potências do futebol.

A distribuição das 32 equipes classificadas para a fase de 32 avos de final é a seguinte:

Europa (UEFA): 11 equipes (34,4%)
África (CAF): 9 equipes (28,1%)
Ásia (AFC): 4 equipes (12,5%)
CONCACAF: 4 equipes (12,5%)
América do Sul (CONMEBOL): 4 equipes (12,5%)
Oceania (OFC): nenhuma equipe classificada.

O novo formato da Copa do Mundo promoveu uma representação mais diversificada das confederações, mas os resultados registados ao final da fase de grupos também refletem a evolução do equilíbrio de poder no cenário mundial, com a África mais competitiva do que nunca.

Com seus nove representantes, a CAF agora se aproxima da fase de 32 avos de final com a ambição de superar seus melhores desempenhos históricos na competição e ver várias de suas equipes chegarem às quartas de final, ou mesmo às fases finais do torneio. ANG/Faapa

   

Cooperação/China e Bangladesh anunciam  construção de comunidade com futuro compartilhado na nova era

Bissau, 29 jun 26(ANG) - O presidente chinês, Xi Jinping, e o  primeiro-ministro de Bangladesh, Tarique Rahman, anunciaram sexta-feira, após uma reunião, a decisão de construção de uma comunidade-China-Bangladesh com um futuro partilhado, para a elevação das  relações de cooperação bilateral a um nível mais alto.

Xi sublinhou  que a China sempre atribuiu grande importância ao desenvolvimento das relações China-Bangladesh e manteve-se fiel à política de boa vizinhança e amizade para com todo o povo de Bangladesh.

Reiterou que, não importa como o mundo mude, a China não vacilará em seu compromisso com a direção geral das relações amigáveis entre a China e Bangladesh e que sempre será um bom amigo, bom vizinho e bom parceiro de confiança de Bangladesh, disse ele.

"Este ano marca o 105º aniversário do Partido Comunista da China (PCCh). Olhando para trás, ao longo de sua história, o PCCh uniu e liderou o povo chinês para sair da pobreza e da fragilidade e abrir caminho para a modernização da China. A força reside na independência e na autossuficiência, e na manutenção firme do futuro do desenvolvimento e progresso nacionais em nossas próprias mãos", disse Xi.

Ele afirmou que a China apoia Bangladesh na defesa da independência, da soberania nacional e da integridade territorial, bem como na rejeição à interferência estrangeira.

A China apoia o novo governo de Bangladesh em seus esforços de governança e está pronta para trabalhar com Bangladesh a fim de realizar uma cooperação de alta qualidade no âmbito da Iniciativa Cinturão e Rota, disse o presidente chinês.

A China está disposta a elaborar planos sólidos para uma cooperação ordenada em áreas prioritárias com Bangladesh e a explorar o potencial de cooperação em desenvolvimento verde e de baixo carbono, economia digital, tecnologia da informação e inteligência artificial, disse ele.

Xi assinalou que a China está disposta a realizar intercâmbios nas áreas de saúde, cultura e educação, bem como em níveis subnacionais, e a promover o desenvolvimento do Corredor Econômico China-Mianmar-Bangladesh para uma maior conectividade regional.

A China está pronta para fortalecer a comunicação e a coordenação com Bangladesh dentro de estruturas multilaterais, incluindo a ONU, a fim de promover conjuntamente um mundo multipolar equitativo e ordenado e uma globalização econômica universalmente benéfica e inclusiva, bem como defender melhor os direitos legítimos e os interesses comuns dos dois países e os interesses do Sul Global, disse Xi.

Estendendo as congratulações pelo 105º aniversário da fundação do PCCh, Rahman que se encontra de visita à China, afirmou que este país asiático  é um parceiro valioso e de confiança de Bangladesh, e que a modernização chinesa é um exemplo a ser seguido por Bangladesh.

“Bangladesh espera fortalecer os intercâmbios bilaterais entre partidos políticos, promover a cooperação no âmbito da Iniciativa Cinturão e Rota e ampliar a cooperação e os intercâmbios nas áreas de economia e comércio, conectividade, agricultura, tecnologia, energia verde, educação e saúde, a fim de ajudar Bangladesh a alcançar a modernização”, disse Rahman.

O governante do Bangladesh disse que o seu país está firmemente comprometido com o princípio de Uma Só China, que reconhece que Taiwan é parte integrante do território da China,  se opõe a qualquer forma de "independência de Taiwan" e que defende, firmemente, a autoridade da Resolução 2758 da Assembleia Geral da ONU.

A visão de construir uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade e as quatro iniciativas globais apresentadas pelo presidente Xi são importantes para manter a paz e o desenvolvimento do mundo, assim como a equidade e justiça internacionais, disse ele, acrescentando que Bangladesh as apoia totalmente.

Rahman disse que Bangladesh está pronto para fortalecer a coordenação e a colaboração com a China em assuntos internacionais e regionais e para defender os resultados da vitória na Segunda Guerra Mundial e a ordem internacional centrada na ONU. ANG/Xinhua

China/Políticas, abertura e plataformas fortalecem cooperação comercial China-África

Bissau, 29 Jun 26(ANG)   A praça comercial de Changsha, a capital da Província de Hunan, no centro da China, virou atração para milhares de consumidores de  produtos  africanos .

Uma cliente experimenta uma loção corporal feita com manteiga de karité originária do Mali, de textura branca cremosa e fragrância adocicada.

"Graças à política chinesa de tarifa zero, os custos das matérias-primas caíram entre 20% e 25%, e repassamos essa economia diretamente aos consumidores", disse Zuo Dongnan, que há anos atua no comércio entre a China e o Mali. Segundo ele, a empresa importa cerca de 300 mil toneladas de matérias-primas por ano, e o volume continuará crescendo.

Desde 1º de Maio deste ano, a China ampliou o tratamento de tarifa zero para todos os 53 países africanos com os quais  mantêm relações diplomáticas. Para os países africanos de língua portuguesa, essa política abre novas possibilidades.

Na Guiné-Bissau, os produtos como castanha de caju, pescado, e gergelim podem se beneficiar do tratamento tarifário favorável. Segundo Lassana Fati, diretor-geral do Comércio Externo do Ministério do Comércio e Indústria da Guiné-Bissau, como a agricultura é um pilar da economia guineense e está ligada ao sustento de muitas famílias, a ampliação do acesso ao mercado chinês é vista como uma oportunidade para conectar melhor a produção local à demanda chinesa, atrair investimentos, aumentar a competitividade e apoiar a redução da pobreza.

Lassana escreveu em um artigo que a política de tarifa zero da China representa uma medida prática de apoio económico, capaz de ajudar o país a transformar a sua riqueza em recursos, em vantagens de desenvolvimento. Segundo ele, a Guiné-Bissau está disposta a aprofundar a cooperação econômica e comercial com a China e compartilhar oportunidades de desenvolvimento.

Em 8 de junho, durante um encontro entre a embaixadora da China em Moçambique, Zheng Xuan, e o ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas de Moçambique, Roberto Mito Albino, Albino elogiou as relações entre Moçambique e a China e os resultados da cooperação agrícola entre os dois países, agradecendo o apoio de longa prazo da China ao desenvolvimento agrícola de Moçambique e manifestando a disposição de fortalecer o diálogo sobre políticas e a cooperação prática, a fim de promover a entrada de mais produtos moçambicanos de alta qualidade no mercado chinês.

 Para que os benefícios da tarifa zero se convertam efetivamente em comércio, é necessário também reduzir barreiras técnicas e facilitar o acesso dos produtos africanos ao mercado chinês. O comércio internacional de produtos agrícolas envolve exigências de inspeção e quarentena.

Para facilitar a entrada de produtos africanos no mercado chinês, a Província de Hunan lançou sistemas pioneiros de avaliação prévia para alimentos africanos exportados à China. O mecanismo permite que especialistas chineses revisem padrões de produção e processamento antes do embarque, encurtando o período de inspeção e ajudando pequenos exportadores africanos a ajustar processos com antecedência.

Os resultados são visíveis. Em 2025, as importações de Hunan provenientes da África cresceram 27,2%, atingindo 30,92 bilhões de yuans (US$ 4,56 bilhões). Os consumidores chineses agora desfrutam dos abacaxis frescos do Benin, dos grãos de café da Etiópia e dos grãos de cacau de Uganda, enquanto se espera que as importações de nozes de macadâmia da África do Sul e de abacates do Quênia continuem aumentando.


Além da facilitação comercial, a construção de plataformas permanentes de cooperação tornou-se outro fator importante para aprofundar os laços econômicos e comerciais entre China e África. Em Changsha, um pavilhão de exposição permanente no Grande Mercado de Gaoqiao reúne produtos de todos os 53 países africanos com relações diplomáticas com a China. O local abriga também centros de serviços, incluindo um escritório de ligação para instituições empresariais China-África, oferecendo serviços comerciais durante todo o ano.

 Como sede permanente da Exposição Econômica e Comercial China-África (CAETE, em inglês), Hunan facilitou a assinatura de 512 projetos, no valor total de US$ 64,71 bilhões, ao longo de quatro edições do evento. O comércio da província com a África tem se mantido acima de 50 bilhões de yuans há vários anos consecutivos.

 Aproveitando a CAETE e a zona-piloto para cooperação econômica e comercial aprofundada entre a China e a África, a Província de Hunan pretende atingir 100 bilhões de yuans em comércio anual com a África até 2028 e fomentar mais de 150 empresas, cada uma com volume de negócios superior a 100 milhões de yuans no comércio com a África, afirmou Shen Yumou, diretor do Departamento de Comércio da Província de Hunan, durante uma visita a Angola, acrescentando que ele espera que os dois lados reforcem a coordenação em áreas como construção de infraestrutura, desenvolvimento de novas fontes de energia e cooperação agrícola, a fim de explorar em conjunto os modelos de cooperação mutuamente benéficos.

A Província de Hunan fortalecerá a inovação institucional e a integração de políticas, explorará ativamente novas formas, modelos e mecanismos de negócios para a cooperação econômica com a África e ampliará novas formas de comércio de troca, ao mesmo tempo que promoverá o desenvolvimento integrado da produção, do processamento e do comércio, disse Shen Xiaoming, secretário do Comitê Provincial de Hunan do Partido Comunista da China.ANG/ Xinhua