Dia Internacional da Mulher /Administração Pública antecipa celebração da data com realização de jornadas de reflexão sobre situação da mulher
Bissau, 05 Mar
26 (ANG) – O Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social
iniciou hoje, em Bissau, jornadas de
palestras e atividades para assinalar, antecipadamente, o Dia Internacional da
Mulher, que se celebra no próximo domingo, 8 de Março.
Paralelamente
às palestras, a Associação das Mulheres de Atividades Económicas (AMÃE) promove
uma exposição e venda de produtos agrícolas locais transformados por mulheres,
aberta ao público até domingo, 8 de março.
Ao presidir
à abertura das jornadas, a ministra da Administração Pública, Trabalho e
Segurança Soial,Assucénia Donate de Barros disse que não é possível falar de
uma verdadeira reforma do Estado sem a plena valorização da mulher na sociedade
guineense.
Segundo a
governante, historicamente, a
mulher guineense tem desempenhado um papel fundamental na família, economia informal, agricultura, no comércio, na educação dos
filhos e na promoção da coesão social, apesar de continuar a enfrentar
desigualdades estruturais no acesso ao emprego digno, à formação profissional, proteção social e às posições de decisão.
Assucénia
Donate de Barros defendeu a necessidade de haver uma Administração Pública
baseada no mérito, na competência e na igualdade de oportunidades, sublinhando
que o género não deve constituir obstáculo nem privilégio no acesso às
oportunidades profissionais.
No domínio
do emprego e da formação profissional, a ministra assegurou que o Governo está
a trabalhar para ampliar o acesso das mulheres à qualificação técnica, ao
empreendedorismo e aos setores estratégicos da economia, incluindo áreas
tradicionalmente dominadas por homens.
Relativamente
à segurança social, garantiu que o Executivo defende sistemas mais inclusivos,
capazes de proteger mães, trabalhadoras informais, mulheres chefes de família e
mulheres em situação de vulnerabilidade.
“Empoderar
as mulheres não é apenas uma questão social, é uma estratégia de
desenvolvimento nacional”, afirmou.
De acordo
com a ministra, as jornadas devem servir para debater políticas concretas
relacionadas com a igualdade salarial, o combate à discriminação no local de
trabalho, a promoção da liderança feminina, proteção da maternidade, o combate à violência
baseada no género e a inclusão das jovens no mercado de trabalho formal. ANG/LPG/ÂC//SG













