quarta-feira, 11 de março de 2026

Campanha de Caju/ANAG sugere criação urgente de fundos para renovação das plantações de caju

Bissau, 11  Mar 26 (ANG) – A Associação Nacional de Agricultores da Guiné-Bissau (ANAG) sugeriu a criação, urgente, de  fundos destinados à renovação  das plantações de caju no país, com o objetivo de garantir maior produtividade e sustentabilidade do setor.

A sugestão foi apresentada por Mamadu Corca Só, representante do presidente da organização,  na cerimónia oficial de abertura da campanha de comercialização e exportação da castanha de caju da Guiné-Bissau para o ano de 2026, realizada sob o lema “Tolerância Zero ao Contrabando di Nô Cadju”.

Na ocasião, o responsável alertou que vários países africanos produtores de caju estão atualmente preocupados com a renovação das suas plantações, tendo em conta que muitos países compradores estão a desenvolver estratégias para alcançar maior autossuficiência no fornecimento de matéria-prima às suas indústrias.

Segundo explicou, a criação de um fundo específico permitiria apoiar os agricultores na substituição de cajueiros envelhecidos por novas plantas mais produtivas, garantindo assim a continuidade e a competitividade do setor no futuro.

Mamadu Corca Só sublinhou que o caju continua a ser a espinha dorsal da economia guineense, constituindo a principal fonte de rendimento para milhares de famílias que dependem diretamente desta atividade para a sua subsistência.

O representante da ANAG destacou ainda que o trabalho diário dos agricultores tem sido fundamental para sustentar uma parte significativa da economia nacional, razão pela qual considera essencial reforçar políticas públicas que apoiem os produtores.

Disse que, a ANAG pretende investir na renovação das plantações e no fortalecimento da cadeia de valor do caju, e diz que  permitirá aumentar a produção, melhorar os rendimentos dos agricultores e garantir maior estabilidade ao que considera ser o principa
l setor agrícola da Guiné-Bissau. ANG/MI/ÂC//SG

Regiões/Inspector de Educação da Região de Bafatá pede ao  Ministério da Educação  acompanhamento da colocação dos docentes nas regiões

 

Bafatá, 11 Mar 26 (ANG) - O Inspector e Coordenador de Educação da Região de Bafatá, leste do país, pediu esta quarta-feira ao Director-geral dos Recursos Humanos, do Ministério da Educação Nacional que encontrasse uma forma de acompanhar a colocação de professores nas regiões do país.

 

Adama Seide falava  ao Correspondente da Agência de Notícias da Guiné para região de Bafatá  sobre a  insuficiência de professores que se verifica  actualmente nas regiões do país.

 

“A falta de professores afecta as actividades, por isso é importante mudar a estratégia de colocação dos docentes, até porque  existem vários concorrentes que desejam ingressar no sistema educativo, e muitos desses concorrentes são nativos da região: Se forem colocados nas suas zonas de nascença, certamente não vão abandonar o trabalho e nem fugir”, disse Adama Seide.

 

Acrescentou que  é preciso acompanhar no terreno o processo de colocação dos professores para se confirmar e controlar os docentes que já estão a trabalhar após terem sido colocados.

 

“Até  preciso momento, alguns professores apresentaram as suas guias na delegacia regional da educação de Bafatá, mas não se apresentaram aos serviços dos recursos humanos para levantar os seus documentos orientadores e nem se apresentaram nas escolas onde foram colocados”, revelou Adama Seide.

 

Por outro lado, aquele responsável disse que, normalmente, neste período se verificam o aumento de casos de abandono escolar, por motivo da circuncisão e de recolha da castanha do caju.


Seide
 acrescentou  quem essas situações influência negativamente a aprendizagem de crianças do primeiro ciclo das escolas públicas da região de Bafatá.

 

“Para contornar esta tendência é necessário estabelecer uma estreita colaboração dos pais e encarregados de educação ou a adopção de  medidas por parte das escolas para responsabilizar os autores pelo  abandono escolar”, sugeriu.

 

Adama Seide contou que, apesar de vários esforços conjunto das organizações da sociedade civil, em colaboração com os serviços da educação de região de Bafatá, na sensibilização das comunidades  sobre as consequências da circuncisão e da retirada de crianças da escola no período de campanha de comercialização da castanha de caju, ainda não se verifica a mudança de mentalidade desejada. ANG/WP/AALS/ÂC//SG

Telecomunicações/Primeiro-ministro enaltece desempenho da ARN, mas lamenta “falhas” de comunicações em algumas localidades do país

Bissau, 11 Mar 26(ANG) – O Primeiro-ministro de Transição enalteceu as qualidades técnicas da Autoridade Reguladora Nacional das Tecnologias de Informação e Comunicação(ARN-TIC), mas lamentou  as “falhas” de comunicações telefónicas e de internet que ainda se registam em algumas localidades do país.

“Com todas as dificuldades, mas reconheço aqui publicamente  que a ARN tem quadros à altura para responder quaisquer desafios que podem advir .Estão à altura”, disse Ilídio Vieira Té, em declarações à imprensa no final do encontro que manteve com os funcionários daquela instituição.

O chefe do Executivo disse reconhecer o mérito da ARN e os esforços que os seus trabalhadores fazem em prol do desenvolvimento e da economia do país.

“Estou de visita aqui para conhecer esta casa, para se inteirar do seu funcionamento. Como sabem, sou o primeiro chefe do Governo a visitar a ARN desde a sua criação e portanto esta instituição está sob a minha alçada”, disse.

 Ilídio Vieira Té disse  que tinha por obrigação inteirar-se do funcionamento da casa e ouvir as preocupações dos funcionários, as suas dificuldades, porque se trata de uma instituição muito sensível que actua em termos de controlo das  telecomunicações e que dá receitas ao Estado.

Perguntado sobre que preocupações constatou, o Primeiro-ministro afirmou que têm a ver com a situação de garantir a melhor rede telefónica e de internet nas zonas rurais.

“Por exemplo, quando se desloca para as zonas de Carantaba, no leste do país, ou aqui mais próximo, nas zonas de Ilondé na região de Biombo, depara-se logo com problemas de rede”, lamentou o chefe do Governo.

Vieira Té disse que são situações que devem ser superadas pela ARN, através de inspecção e fiscalização junto das operadoras de telecomunicações nomeadamente a Orange e Telecel.ANG/ÂC//SG



Diplomacia / Ministro dos Negócios Estrangeiros manifesta ao  enviado Especial do Presidente dos Estados Unidos de América
Chistian Ehrhardt interesse  de fortalecimento de cooperação  bilateral

Bissau, 11 Mar 26 (ANG) - O ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, João Bernardo Vieira, recebeu hoje ,em audiência, o enviado Especial do Presidente dos Estados Unidos de América, o Sub Secretário do Departamento de Estado  para a População, Refugiados e Migração, Chistian Ehrhardt.

A informação foi publicada na página de Facebook, do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, da Guiné-Bissau consultada hoje pela ANG.

A audiência serviu para os dois governantes aprofundarem o diálogo político e o reforço da cooperação bilateral.

Segundo a publicação,  João Bernardo Vieira manifestou ao responsável norte americano a vontade do Governo da Guiné-Bissau de fortalecer as relações de amizade e desenvolvimento, de parcerias estratégicas com os Estados Unidos de América, em domínios de interesse comum.

À saída da audiência com o chefe da diplomacia guineense, o  Enviado Especial do Presidente dos Estados Unidos não prestou declarações aos jornalistas. ANG/LPG/ÂC//SG


Comércio/”Governo continuará empenhado na promoção da transformação local da castanha de caju para criar emprego jovem”,  diz ministro João Bernardo Vieira

Bissau, 11 Mar 26 (ANG) – O ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, disse que o Governo vai continuar empenhado na promoção da transformação local da castanha de caju, com vista a gerar maior valor acrescentado, criar empregos para os jovens e fortalecer a base produtiva do país.

João Bernardo Vieira, em representação do Primeiro-ministro, falava durante a cerimónia oficial de abertura da campanha de comercialização e exportação da castanha de caju da Guiné-Bissau para do ano em curso, realizada sob o lema “Tolerância Zero ao Contrabando di Nô Cadju”.

Bernardo Vieira  disse que, o objetivo do Executivo é garantir uma campanha mais estruturada, equilibrada e justa para todos os intervenientes da cadeia de valor, desde o produtor até ao exportador.

Afirmou que, para o efeito , o Governo anunciou que o preço mínimo de referência para a compra da castanha de caju ao produtor, na campanha de 2026, foi fixado em 410 francos CFA por quilograma.

Destacou que o setor do caju ocupa um lugar central na economia nacional, sublinhando que a castanha representa a principal fonte de rendimento para centenas de milhares de famílias guineenses e contribui de forma significativa para a estabilidade económica e social do país.

Disse que o contexto internacional atual é marcado por profundas transformações económicas e geopolíticas, e que as guerras e tensões em diferentes regiões do mundo têm provocado perturbações nas cadeias globais de abastecimento, volatilidade nos mercados internacionais e aumento dos custos de transporte.

Perante essa situação, afirmou que economias como a da Guiné-Bissau, fortemente dependentes da exportação de produtos agrícolas, precisam reforçar a sua visão estratégica e capacidade de adaptação.

O representante do Governo prestou ainda homenagem aos agricultores guineenses, homens e mulheres que, segundo disse, com coragem e perseverança, trabalham, diariamente, na produção da castanha que sustenta uma parte significativa da economia nacional.

João Bernardo acrescentou que o Governo continuará empenhado na promoção da transformação local da castanha de caju, com vista a gerar maior valor acrescentado, criar empregos para os jovens e fortalecer a base produtiva do país.

De acordo com governante, o preço agora anunciado resultou de um amplo processo de concertação com os diferentes atores do setor e reflete o compromisso do Governo de proteger o rendimento dos produtores e assegurar maior equilíbrio no mercado.

Na mesma cerimónia, foi igualmente anunciado que 11 de Março de 2026 fica oficialmente decretado como a data de abertura da campanha nacional de comercialização e exportação da castanha de caju.

Os parâmetros que regulam o funcionamento da campanha constam da estrutura de custos aprovada em Conselho de Ministros e anexada ao respetivo decreto.

O Governo apela  à colaboração de todos os intervenientes do setor para que a campanha decorra num clima de responsabilidade coletiva, disciplina comercial e respeito pelas regras estabelecidas, de forma a garantir que os benefícios desta  atividade económica cheguem efetivamente às populações.

O executivo reiterou o reconhecimento aos agricultores guineenses, cujo trabalho continua a afirmar a Guiné-Bissau como um dos maiores produtores mundiais de castanha de caju.

Em 2025 foram exportadas  cerca de 210 mil toneladas de castanhas de caju, volume que ultrapassou, em 10 por cento, a  previsão inicial de exportação

ANG/MI/ÂC//SG

Política/Presidente de CNT confere posse aos três membros do Secretariado Executivo da CNE

Bissau, 11 Mar 26 (ANG) - O Presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT) conferiu, terça-feira, posse aos três membros do Secretariado Executivo da Comissão Nacional de Eleições (CNE), nomeadamente Idrissa Djaló como Secretário Executivo, Felisberta Mora Vaz 1ª secretaria e Telma Bigna Embassa secretária adjunta.

De acordo com uma comunicação do Gabinete de Imprensa do Estado-maior General das Forças Armadas,  à que a Agência de Notícias da Guiné(ANG) teve acesso, no ato de juramento os empossados prometeram  dedicar as suas inteligências e energias ao serviço do povo, exercendo as funções  com total fidelidade à Constituição, nos títulos e capítulos referentes aos princípios fundamentais aos direitos, liberdades, garantias e deveres do Poder Judicial e a da Ordem Jurídica.,

A Presidente da CNE, Carmem Isaura Tavares Batista Lobo  manifestou a sua satisfação enquanto entidade máxima da CNE, pelo que considerou de um privilégio assistir a envergadura da nova instituição eleitoral.

Carmem Lobo afirmou  que os novos membros do Secretariado Executivo da CNE vão reforçar a coesão, enquanto órgão colegial, pelo que estarão em condições de triplicar os desafios que lhes foram inerentes, e  tudo fazer para que os mandatos que lhes são conferidos sejam cumpridos integralmente com  dedicação, competência, profissionalismo e responsabilidade acrescida.

Para o Chefe de Estado-maior General das Forças Armadas e Presidente de CNT, General Tomas Djassi, a orgânica da CNE constitui um dos pilares estruturante da arquitetura institucional do sistema democrático incumbida de assegurar a organização, supervisão e transparência do processo eleitoral.

“O secretário executivo desempenha um papel de natureza eminentemente técnica e administrativa, enquanto responsável pelas orientações emanadas dos órgãos competentes da CNE”, disse Djassi   

Sublinhou que a credibilidade das instituições eleitorais e a confiança dos cidadãos no processo democrático depende do rigor, da imparcialidade e da integridade com que as funções administrativas são exercidas e que, por isso, o desempenho das atribuições deve pautar pelos princípios da legalidade, neutralidade institucional, da transparência e  responsabilidade pública.


As próximas eleições gerais estão marcadas para o dia 06 de Dezembro deste ano.ANG/AALS/ÂC//SG


Saúde Pública / Embaixador de Portugal procede entrega de  material de apoio médico ao Hospital Regional de Bafatá

Bissau,11 Mar 26 (ANG) - O Embaixador de Portugal no país, Miguel Silvestre Cruz, procedeu hoje a entrega de material de apoio médico ao Hospital Regional de Bafatá.

A informação consta na página oficial de Facebook da Embaixada de Portugal na Guiné-Bissau, visitada hoje pela ANG.

 De acordo com a mesma fonte, o material foi disponibilizado pela ONGD portuguesa Instituto Marquês de Valle Flôr e também por particulares, por  iniciativa de uma  enfermeira de nome Maria João Martins.

Os referidos materiais são destinados a reforçar a capacidade de resposta daquela unidade hospitalar, particularmente no tratamento dos feridos do incêndio que deflagrou na sequência da explosão de depósito de combustível recentemente ocorrida em Bafatá. ANG/LPG/ÂC//SG



Itália/Diretor da AIEA diz que risco nuclear persiste no Irã e pede volta de negociações

Bissau, 11 Mar 26 (ANG) - Rafael Mariano Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), concedeu uma entrevista à RFI, terça-feira (10),11° dia dos ataques israelo-americanos contra o Irã, em que  expressou profunda preocupação com o futuro do programa nuclear iraniano e confirmou que os ataques não causaram danos significativos às instalações nucleares do país.


Por isso, Grossi espera a rápida retomada das negociações com Teerã.

Grossi alertou que, no que se refere ao programa nuclear iraniano, o problema que preocupava antes da guerra permanece inalterado. “O estoque de urânio enriquecido a 60%, mais de 440 quilos — suficiente para fabricar uma dúzia de armas nucleares — continua intacto”, salientou o diretor-geral da AIEA.

O material nuclear continua estocado nos mesmos locais, principalmente nos túneis do complexo de Isfahan e, em menor medida, em Natanz. Embora não seja possível afirmar que essas áreas sejam totalmente seguras, Grossi ressalta que um eventual ataque direto contra esse estoque, não provocaria um desastre nuclear clássico. A consequência seria “muito limitada, talvez de intoxicação química”, acredita

O que mais preocupa o diretor-geral da agência é o impacto político e estratégico da guerra contra o Irã Grossi insiste que o risco de desenvolvimento de armas nucleares pelo regime iraniano “não desapareceu” e que, por isso, a única saída é retomar o diálogo.

“Teremos que voltar à mesa de negociações e encontrar uma solução duradoura para essa história que já dura mais de 20 anos”, afirmou.

Ele também reagiu a rumores sobre uma possível operação de forças especiais americanas e israelenses para controlar ou confiscar o estoque iraniano. Grossi classificou a ideia como “difícil”, reforçando que a solução não será militar, mas diplomática.

Em relação aos danos às instalações, Grossi explicou que, ao contrário dos ataques de 2025, os bombardeios atuais não têm como alvo principal os sítios nucleares. Desde o início da ofensiva israelo-americana, houve dois ataques em Isfahan e um em Natanz.

Os bombardeios não alterraram substancialmente a situação, já que esses locais vinham sofrendo danos acumulados há meses. Ele também confirmou que não há vazamentos ou sinais de radiação.

Embora inspetores da AIEA não estejam autorizados a visitar as instalações sensíveis desde junho de 2025, Grossi afirmou que manteve algumas inspeções em locais não-alvo e participou pessoalmente de negociações em genebra.

No entanto, essas conversas fracassaram. Mesmo assim, o contato com autoridades iranianas não foi interrompido, ainda que o contexto de guerra impeça qualquer retomada imediata das negociações.

Grossi teme que os ataques radicalizem alguns setores dentro do Irã que passariam a defender abertamente a fabricação de armas nucleares. “Não podemos descartar essa possibilidade”, disse ele, classificando essa hipótese como especialmente alarmante e algo que deve ser evitado a todo custo.

Por isso, insiste na necessidade de retomar o diálogo: “Precisamos evitar esses cenários. E espero que possamos retomar as negociações em breve”. Ele alertou ainda sobre os efeitos, para além da destruição física, que essa guerra já produziu,como os impactos na economia global e nos preços dos combustíveis fósseis que considera extremamente graves.

Quando questionado sobre a declaração de Donald Trump de que a guerra poderia terminar em breve, Grossi manteve uma postura pragmática. Para ele, independentemente do desfecho militar, o Irã continuará sendo “uma grande nação, com grande população e um país industrializado”.

O diretor-geral da AIEA concluiu afirmando que um cessar-fogo é condição indispensável para a retomada do diálogo: “Não consigo imaginar uma negociação começando sob o som das bombas”. ANG/RFI

 

França/Guerra no Oriente Médio é oportunidade para Rússia no comércio de petróleo e gás

Bissau, 11 Mar 26 (ANG) - Enquanto os ataques contra o Irã continuam, o mundo se preocupa com seus impactos económicos, especialmente por conta da produção de petróleo, gás e fertilizantes no Oriente Médio. Donald Trump ameaçou atacar o país com mais força caso o fornecimento seja afetado.

Como resposta, o Irã prometeu que nenhuma gota do óleo vai deixar a região "até segunda ordem". Por outro lado, a Rússia acompanha de perto os embates, interessada nos insumos e em driblar sanções impostas pelos EUA e Europa.

Em sua primeira entrevista coletiva oficial desde o início dos ataques ao Irã, o presidente norte-americano, Donald Trump foi enfático ao falar sobre o abastecimento mundial de petróleo.

“Enquanto prosseguimos com a Operação 'Epic Fury' (Fúria Épica), também estamos focados em manter o fluxo de energia e petróleo para o mundo. Eu não vou permitir que um regime terrorista mantenha o mundo como refém e tente interromper o fornecimento global de petróleo. Se o Irã fizer algo nesse sentido, será atingido com muito mais força. Vou eliminar os alvos mais fáceis tão rapidamente que eles nunca vão conseguir se recuperar. Jamais”.

A fala do presidente americano gerou forte reação da Guarda Revolucionária iraniana. O exército ideológico do Irã deixou claro que vai continuar a controlar totalmente o Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito, o GNL.

Com o trecho bloqueado – já que o Irã promete atacar os navios que tentarem passar pelo local – quem se aproveita do cenário conturbado é a Rússia, que vai voltar a vender petróleo para a Índia. O diretor do Observatório franco-russo em Moscou, Arnaud Dubien, qvê oportunidades para o país com a guerra no Oriente Médio.

"A curto prazo há os hidrocarbonetos, o petróleo de fato. E o último cenário é a isenção concedida pelos Estados Unidos à Índia, para que ela possa compensar os volumes perdidos no Oriente Médio com petróleo russo. E isso cai muito bem tanto para os russos quanto para os indianos, porque havia numerosos petroleiros ancorados ao largo da costa indiana esperando compradores. Assim, o petróleo russo estava disponível e será vendido com descontos menores do que aqueles praticados há algumas semanas. Isso mostra, no fim das contas, a perfeita complementaridade entre os interesses indianos e russos, e talvez a inutilidade das intenções americanas de enfraquecer esse vínculo", disse.

Segundo o especialista, "a Rússia vai conseguir escoar o petróleo que estava tendo dificuldade de vender e vai fazê-lo em melhores condições financeiras, porque os preços aumentaram. Eles passaram de US$ 60 o barril de Brent no início do ano para cerca de US$ 85 hoje".

Arnaud Dubien acrescenta que a guerra no Oriente Médio também mexe com o cenário de importações e exportações do GNL. O gás natural liquefeito é exportado principalmente pelo Catar, responsável por cerca de 20% do comércio mundial do produto.

Os ataques ao Irã, também devem fortalecer a cooperação entre a Rússia e a China.

"Existe um oleoduto que liga a Sibéria Oriental à China há cerca de quinze anos. Desde 2019, existe também um gasoduto chamado Força da Sibéria. A China, além disso, compra GNL russo, inclusive GNL sujeito a sanções. Em Moscou, muitos acreditam que os chineses vão rever sua política de abastecimento e reavaliar os riscos. Hoje, o fornecimento vindo da Rússia é considerado o menos arriscado e provavelmente o mais barato. Não há fronteira marítima entre a Rússia e a China, e ninguém imagina que a Rússia vá cortar o fornecimento de energia para a China" destacou o especialist

Ele lembrou do projeto do gasoduto Força da Sibéria II, uma infraestrutura planejada há cerca de dez anos e que deverá transportar volumes importantes. Serão "cerca de 50 bilhões de metros cúbicos de gás por ano", calcula.

"Hoje, muitos acreditam que esse projeto finalmente será realizado nos próximos cinco ou seis anos. Ele não permitirá à Gazprom compensar totalmente a perda do mercado europeu, mas vai consolidar essa aliança energética entre Rússia e China por décadas e décadas", finalizou.

Desde o início da guerra no oriente Médio, os preços do petróleo e do gás têm variado intensamente, provocando forte instabilidade nas bolsas de valores pelo mundo. Diante da perspectiva de prolongamento do conflito, o barril chegou a quase US$120 essa semana e as bolsas despescaram. Analistas preveem que a volatilidade vai continuar nos mercados, refletindo as incertezas, as declarações contraditórias e os próximos ataques e invasões.ANG/RFI

 

 

                    Irã/Novo líder supremo “está são e salvo”, diz  Irã

Bissau, 11 Mar 26 (ANG) - O novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, está “são e salvo” apesar de seus ferimentos, afirmou nesta quarta-feira (11) o filho do presidente iraniano, Yousef Pezeshkian,  em sua conta no Telegram.

Segundo Israel, o novo guia foi "levemente ferido" e por isso não apareceu em público. Mojtaba Khamenei, 56, tornou-se no domingo o novo dirigente iraniano após a morte do pai, o aiatolá Ali Khamenei, em 28 de fevereiro — primeiro dia das operações militares dos EUA e de Israel contra o Irã.

Yousef Pezeshkian diz ter “tido acesso a informações de que Mojtaba Khamenei havia sido ferido” e questionou “amigos” que conhece. “Eles me disseram que, graças a Deus, ele estava são e salvo”, escreveu o filho do presidente iraniano em sua mensagem no Telegram. Mojtaba Khamenei é considerado uma personalidade “misteriosa” e raramente foi visto em público.

Segundo o jornal The New York Times, que cita nesta quarta-feira três autoridades iranianas, o novo guia iraniano “foi ferido, especialmente nas pernas, mas está consciente e protegido em um local seguro, com possibilidades de comunicação limitadas”. Ainda de acordo com o jornal, dois oficiais militares israelenses confirmaram os ferimentos. 

Nesta terça-feira (10) um jornalista iraniano perguntou a Esmail Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, se o novo guia já havia assumido o cargo, que inclui o comando das Forças Armadas do país. Baghaei respondeu de maneira enigmática: "aqueles que tinham de receber a mensagem já receberam".

O Irã reivindicou nesta quarta uma nova ofensiva de grande escala e atingiu uma refinaria na Arábia Saudita, situada perto da fronteira com os Emirados Árabes Unidos e crucial para a produção petrolífera saudita. A refinaria explorada pela gigante Aramco — a maior exportadora de petróleo bruto no mundo — já foi alvo do Irã várias vezes desde o início da guerra.

O reino saudita também informou ter interceptado sete mísseis balísticos em ataques separados. Seis deles tinham como alvo a base aérea Prince Sultan, que abriga militares americanos perto de Riad e já havia sido atacada desde o início do conflito.

Cinco drones também foram neutralizados na região de Al-Kharj, onde fica a base Prince Sultan, e dois na região de Hafar Al-Batin, perto da fronteira com o Kuwait, acrescentou o ministério.

Os líderes do G7 devem se reunir por videoconferência nesta quarta-feira para discutir o impacto econômico do conflito, que provoca a disparada do petróleo e pode afetar a economia mundial. O desbloqueio, pelos grandes países, de um volume sem precedentes de suas reservas — superior ao liberado durante a invasão russa da Ucrânia em 2022 — deve ser aprovado ainda hoje, segundo o Wall Street Journal.

Após vários dias de forte alta — chegando a quase US$ 120 por barril na segunda-feira —, os preços do petróleo continuam elevados, em torno de US$ 88 para o Brent.

Em reação aos ataques de Israel e dos EUA, o rã vem bloqueando o estreito de Ormuz, por onde passa boa parte da produção mundial de petróleo, e atingindo infraestruturas energéticas. Um ataque de drone iraniano provocou, na terça-feira (10), por exemplo, o fechamento da refinaria de Ruwais, nos Emirados Árabes Unidos, uma das maiores do mundo.

Diante da alta dos preços, o presidente americano Donald Trump ameaçou o Irã com “consequências militares sem precedentes” caso o país destruísse o estreito de Ormuz, por onde normalmente transita 20% da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito.

O Irã, no entanto, não deu sinais de recuo: durante a noite, a Guarda Revolucionária reivindicou a onda de ataques “mais violenta e mais pesada desde o início da guerra” em toda a região.ANG/RFI/Com agências


Médio Oriente/Israel, Irã e países do Golfo impõem restrições à imprensa em meio à guerra

Bissau, 11 Mar 26 (ANG) - O conflito no Oriente Médio e o aumento das tensões regionais desencadearam uma onda de censura em países da região. Israel, Irã e monarquias do Golfo impõem restrições cada vez mais severas ao trabalho jornalístico e criminalizam a divulgação de imagens dos ataques.

Desde junho de 2025, a censura militar israelense exige autorização por escrito para qualquer reportagem sobre zonas de conflito, sob alegação de que a mídia forneceria inadvertidamente informações a Teerã. 

Com aumento dos lançamentos de mísseis iranianos, as regras para as coberturas foram drasticamente endurecidas. Além disso, as exigências agora são acompanhadas por ameaças de prisão e por um clima de extrema tensão para jornalistas.

Qualquer reportagem em áreas de impacto ou combate deve ser aprovada previamente por escrito. A censura ameaça processar criminalmente qualquer pessoa que documente os danos, enquanto uma lei de emergência em Israel prevê até cinco anos de prisão para a publicação de vídeos não autorizados, especialmente nas redes sociais.

O objetivo declarado do Exército israelense é técnico: impedir transmissões ao vivo, sobretudo por meio de câmaras fixas de agências de notícias. As imagens poderiam ser utilizadas em tempo real pelos serviços de inteligência iranianos para “corrigir os tiros”, alegam os militares.

Na prática, porém, o resultado é mais severo. Os israelenses recebem apenas informações altamente filtradas sobre os danos reais causados pelos ataques do Irã ou do Líbano. O bloqueio vem acompanhado de um ambiente cada vez mais hostil para os repórteres.

As autoridades já não são as únicas que impedem a liberdade de expressão. Militantes de extrema direita atacam fisicamente equipes de jornalistas em locais onde ocorreram impactos de mísseis na região de Tel Aviv.

A censura não dificulta o trabalho jornalístico apenas em Israel. No Irã, o Ministério da Cultura e orientação Islâmica controla a imprensa e qualquer cobertura precisa passar por sua aprovação. Mesmo com permissões, jornalistas correm o risco de detenção. Muitos já foram presos e interrogados pelas forças de segurança.

A mídia estatal iraniana concentra as notícias em vítimas civis e danos materiais, evitando relatar perdas militares. O Ministério da Inteligência proibiu a divulgação de fotos de locais sensíveis, prédios e áreas atingidas. O governo pediu ainda que a população denuncie qualquer pessoa que fotografe essas áreas, e advertiu que os infratores podem ser classificados como “inimigos americano-sionistas”.

Por isso, grande parte das imagens produzidas por agências em Teerã mostra apenas colunas de fumaça vistas à distância. Além da censura, os bombardeios constantes têm impactos físicos e psicológicos sobre os jornalistas, cujo sono é interrompido repetidamente por ataques aéreos noturnos.

As monarquias do Golfo também impuseram limitações severas ao trabalho da imprensa. No Catar, mais de 300 pessoas foram presas por publicar ou compartilhar imagens e “informações enganosas” durante os ataques iranianos. “Elas filmaram e divulgaram vídeos e publicaram informações enganosas e boatos”, declarou o Ministério do Interior.

Nos Emirados Árabes Unidos, o procurador-geral Hamad Saif Al Shamsi alertou contra fotografar, publicar ou divulgar imagens dos danos causados por quedas de bombas ou destroços.

“Divulgar esse tipo de conteúdo ou informações imprecisas pode criar pânico e dar uma falsa impressão da situação real do país”, afirmou.

As autoridades também expressaram preocupação com imagens geradas por inteligência artificial e alertaram que quem divulgar esse tipo de material será punido “sem clemência”.

Na Arábia Saudita, a filmagem de instalações de energia e áreas diplomáticas — principais alvos dos ataques iranianos — já era rigidamente restringida mesmo em tempos de normalidade. A guerra intensificou ainda mais essas limitações. As autoridades costumam se recusar a comentar qualquer assunto além de comunicados oficiais. A assessoria de imprensa do tribunal saudita chegou a pressionar jornalistas a revelar a identidade de suas fontes.ANG/RFI

 

    Quénia/ Acidente rodoviário deixa 14 mortos e 16 feridos no Oeste do país

Bissau, 11 Mar 26 /ANG) – Pelo menos 14 pessoas perderam a vida e outras 16 ficaram feridas em um grave acidente de trânsito na noite de segunda-feira no oeste do Quénia, informaram as autoridades policiais na terça-feira.


O acidente ocorreu por volta das 21h45, horário local (18h45 G
MT), na região de Malaha, na estrada Webuye-Kitale. Segundo informações iniciais, dois motociclistas colidiram frontalmente, resultando na morte instantânea de ambos os condutores.

Enquanto os presentes tentavam ajudar as vítimas, um caminhão que seguia de Kitale para Webuye perdeu o controle e atropelou a multidão. A colisão matou dez pessoas no local. Outras quatro vítimas faleceram posteriormente no hospital em decorrência dos ferimentos, elevando o número de mortos para 14. Os 16 feridos estão em estado grave, segundo informações da equipe médica.

As autoridades observaram que os acidentes de trânsito continuam a representar um desafio significativo no Quênia, com mais de 4.300 mortes por ano, apesar das medidas de segurança rodoviária implementadas pela Autoridade Nacional de Transporte e Segurança e outras agências relevantes. ANG/Faapa


terça-feira, 10 de março de 2026

Política/ Governo fixa preço de referência para compra de caju junto do produtor em  410 fcfa, por quilograma

Bissau, 10 Mar 26 (ANG) – O Governo de Transição anunciou, esta terça-feira, em comunicado,  o preço de referência para a compra da castanha de caju junto do produtor no valor de 410 francos cfa por quilograma e declara “tolerância zero” ao contrabando do produto.

O comunicado final da reunião ordinária do Conselho de Ministros, realizada hoje, foi lido à imprensa  pelo ministro da Comunicação Social Abduramane Turé, porta-voz do Governo.

O Executivo anunciou ainda o valor básico de venda da castanha de  478 francos CFA ao quilo para os intermediários em Bissau, e a base tributária para exportação no valor de 1050 dólares por cada tonelada.

O coletvo ministerial  aprovou nesta reunião  o Projeto de Decreto que estabelece a estrutura da comercialização e  exportação da castanha de caju para 2026.

Segundo o comunicado, o Presidente da República de Transição advertiu aos membros do Governo no sentido de se envolverem, directamente, na fiscalização da campanha de exportação da castanha de caju deste ano, para a valorização deste produto estratégico do país, quer perante a arrecadação  das receitas assim como a melhoria das condições de vida das populações.

No capítulo das nomeações, o Conselho de Ministros deu sua anuência para a  nomeação de Pansau Condé nas funções de  Diretor-geral do Poder Local e de Aldo José Lima, no cargo do Governador da  Região de Biombo, ambos do  Ministério da Administração Territorial e Poder Local. ANG/JD/ÂC//SG



 

    Regiões/Iniciam trabalhos de vedação do Estádio “Nino Vieira” em Ingoré

Bissau 10 Mar 26 (ANG) – As obras de vedação do estádio “Nino Vieira”, de Ingoré, região de Cacheu, norte do país,  decorrem desde o passado dia 7 de Março, sob patrocínio da direcção do Académico de Ingoré Futebol Clube(AIFC).

De acordo com a TV Rádio Comunitária de Bigene, o AIFC diz em comunicado que a iniciativa  representa um momento importante para o crescimento da instituição e para a valorização da infraestrutura desportiva que representa motivo de orgulho para toda a comunidade local.

 “A obra visa melhorar as condições do campo e reforçar a organização do espaço desportivo, contribuindo para o desenvolvimento do futebol local e para criação de melhores condições para atletas, adeptos e dirigentes,” refere a direção do clube nortenho. ANG/MSC/ÂC//SG

 

França/Crise no Golfo dispara preço dos combustíveis nos postos e pressiona países a reagir

Bissau, 10 Mar 26 (ANG) - Enquanto os ataques não cessam no Irã e em outros países do Golfo, o mundo já sente as consequências de uma nova crise energética provocada pela diminuição da produção e exportação de petróleo.

Os combustíveis já estão mais caros na bomba em diversos países, que implementam estratégias para amortecer o choque.

O fechamento do Estreito de Ormuz, por onde circulam 20% da oferta mundial de petróleo e gás, além da ofensiva iraniana contra diversos países produtores, fez os estoques diminuírem e os preços dispararem. Na segunda-feira (9), o barril de petróleo bruto do tipo Brent, negociado na Bolsa e referência mundial, chegou a US$ 119, um nível jamais visto desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022. O WTI, seu equivalente americano, teve alta de 31% em um dia, uma alta histórica.

“A crise do petróleo se materializa”, destaca o jornal francês Le Figaro, ressaltando que, além da escassez do produto e das dificuldades de transporte, o pessimismo crescente com a indicação do novo líder iraniano, da mesma linha conservadora de seu antecessor, não permite acreditar que o fim da guerra esteja próximo. O texto acrescenta que o aumento dos preços dos hidrocarbonetos significa inflação alta. 

O jornal Le Monde traz um levantamento dos estragos provocados pela guerra e que têm impacto direto na crise: no Iraque, a produção já diminuiu 60%, enquanto o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos também tiveram que reduzir a cadência de suas refinarias.

A Arábia Saudita tenta contornar os obstáculos utilizando seus oleodutos para levar o petróleo até o Mar Vermelho, no porto de Yanbu, na costa oeste, mas a capacidade de embarque não é suficiente para suprir toda a demanda.

O jornal Libération explica que os ataques iranianos ameaçam a economia mundial e fragilizam o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já bastante impopular, a oito meses das eleições de meio de mandato.

Muitos países já são obrigados a contornar a crise: a Tailândia e a Coreia do Sul implementaram congelamento de preços, a China proibiu as exportações, e Mianmar e Bangladesh impuseram racionamento.

Os preços dos combustíveis nas bombas também aumentaram significativamente na Espanha, desde o início dos ataques norte‑americanos e israelenses contra o Irã. A alta ultrapassa 22% no valor do diesel, segundo dados do Ministério da Transição Ecológica do país.

Nos postos da França, o diesel ultrapassou na segunda‑feira a barreira simbólica de € 2 por litro. Por isso o governo francês multiplica iniciativas e organiza nesta terça‑feira um “G7 da Energia”. O encontro, que reunirá os ministros de Energia dos países do G7, deve permitir discussões sobre “os impactos da situação atual para o setor energético mundial”, os desafios de abastecimento de petróleo e gás e “suas consequências sobre os preços”, informou o Ministério francês da Economia.

Para o Libé, a “bomba energética se mostra mais perigosa do que o arsenal militar iraniano”. ANG/RFI

 

Guerra/Israel enfrenta atrasos em alertas de mísseis após radar dos EUA no Catar ser danificado

Bissau, 10 Mar 26 (ANG) - Em Israel, o tempo entre o pré-alerta enviado aos celulares e o acionamento das sirenes de ataque aéreo diminuiu drasticamente nos últimos dias.

Segundo a mídia local, a redução estaria ligada à desativação de um radar essencial dos Estados Unidos no Catar, danificado por um drone iraniano.

Os israelenses normalmente são avisados da aproximação de um míssil balístico por meio de um pré-alerta enviado aos celulares. A notificação é emitida assim que o lançamento é detectado — geralmente poucos instantes após o disparo. Cerca de dez minutos depois, as sirenes são acionadas nas áreas com maior probabilidade de serem atingidas.

Nos últimos dias, porém, esse intervalo, que torna o sistema particularmente eficaz, foi drasticamente reduzido para apenas dois ou três minutos. O Exército israelense afirma que não se trata de uma falha técnica. Após pressão, as Forças Armadas divulgaram um comunicado neste fim de semana informando que já não conseguem garantir o envio sistemático do pré-alerta.

De acordo com análises de imagens de satélite divulgadas por vários veículos de comunicação, o regime iraniano tem buscado atingir radares, sensores e sistemas de detecção americanos instalados em países do Golfo. A estratégia é destinada a sobrecarregar os sistemas de defesa antimísseis dos Estados Unidos e de Israel.

O número de mísseis disparados do Irã diminuiu significativamente nos últimos dez dias, segundo o Exército israelense, passando de cerca de 100 por dia para apenas algumas dezenas. O ataque mais recente, que atingiu o centro do país na manhã desta segunda-feira, deixou uma pessoa morta.

Israel anunciou também nesta segunda-feira que está a realizar novos ataque no Irã contra “infraestruturas do regime”. Teerã, por sua vez, continua retaliando com ofensivas na região do Golfo.

Um ataque com drone iraniano no Bahrein feriu 32 civis, quatro deles em estado grave, na ilha de Sitra, segundo o Ministério da Saúde, citado pela imprensa local. Uma refinaria da Bapco, companhia estatal de petróleo do Bahrein, também foi atingida. ANG/RFI