Guerra/Israel enfrenta atrasos em alertas de mísseis após radar dos EUA no Catar ser danificado
Bissau, 10 Mar 26 (ANG) - Em Israel, o tempo entre o pré-alerta enviado aos celulares e o acionamento das sirenes de ataque aéreo diminuiu drasticamente nos últimos dias.
Segundo a mídia local, a redução
estaria ligada à desativação de um radar essencial dos Estados Unidos no Catar,
danificado por um drone iraniano.
Os israelenses
normalmente são avisados da aproximação de um míssil balístico por meio de um
pré-alerta enviado aos celulares. A notificação é emitida assim que o
lançamento é detectado — geralmente poucos instantes após o disparo. Cerca de
dez minutos depois, as sirenes são acionadas nas áreas com maior probabilidade
de serem atingidas.
Nos últimos dias,
porém, esse intervalo, que torna o sistema particularmente eficaz, foi
drasticamente reduzido para apenas dois ou três minutos. O Exército israelense
afirma que não se trata de uma falha técnica. Após pressão, as Forças Armadas
divulgaram um comunicado neste fim de semana informando que já não conseguem
garantir o envio sistemático do pré-alerta.
De acordo com
análises de imagens de satélite divulgadas por vários veículos de comunicação,
o regime iraniano tem buscado atingir radares, sensores e sistemas de detecção
americanos instalados em países do Golfo. A estratégia é destinada a
sobrecarregar os sistemas de defesa antimísseis dos Estados Unidos e de Israel.
O número de mísseis
disparados do Irã diminuiu significativamente nos últimos dez dias, segundo o
Exército israelense, passando de cerca de 100 por dia para apenas algumas
dezenas. O ataque mais recente, que atingiu o centro do país na manhã desta
segunda-feira, deixou uma pessoa morta.
Israel anunciou também nesta segunda-feira que está a realizar novos ataque
no Irã contra “infraestruturas do regime”. Teerã, por sua vez, continua
retaliando com ofensivas na região do Golfo.
Um ataque com drone iraniano
no Bahrein feriu 32 civis, quatro deles em estado grave, na ilha de Sitra,
segundo o Ministério da Saúde, citado pela imprensa local. Uma refinaria da
Bapco, companhia estatal de petróleo do Bahrein, também foi atingida. ANG/RFI

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