Cabo Verde/Mais um turista morre após visita a Cabo Verde. É o 7.º britânico
Bissau, 30 Mar 26 (ANG) - Homem de nacionalidade britânica, que esteve uma semana de férias na ilha do Sal, em Cabo Verde, morreu de problemas gástricos.
A morte acontece depois de
as autoridades do país terem confirmado a presença da bactéria Shigella em
amostras de água de rega de produtos frescos fornecidos a hotéis.
Em três anos, pelo menos sete turistas de
nacionalidade britânica morreram após irem de férias para Cabo Verde, e de
padecerem de problemas gástricos.
Esta última vítima é um homem na casa
dos 50 anos que morreu após uma estadia de uma semana no hotel de cinco
estrelas Riu Palace, em Santa Maria, na ilha do Sal, noticia o The Mirror.
É a sétima pessoa a
morrer desde janeiro de 2023, tendo as primeiras vítimas sido,
alegadamente, Jane Pressley, de 62 anos, Mark Ashley, de 55, ambos
hospedados no mesmo hotel e de Karen Pooley, de 64, que estava no Rio Funana,
pertencente à mesma cadeia.
A notícia surge
depois de Cabo Verde ter detetado a bactéria Shigella em amostras de água de
rega de produtos frescos fornecidos a hotéis, após investigações nas ilhas do
Sal e da Boa Vista, anunciou Hélio Rocha, administrador do Instituto Nacional
de Saúde Pública (INSP).
Os resultados
surgem depois de o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC,
sigla europeia) ter emitido, na quarta-feira, recomendações para viajantes
devido a um "risco moderado" de infeções gastrointestinais em Santa
Maria, ilha do Sal.
O aviso foi feito
por continuarem "a ser reportados casos" e "a origem da
infeção" ainda não ter sido identificada, apontou o ECDC, indicando que,
desde setembro de 2022, "foram detetados mais de 1.000 casos confirmados e
prováveis" de infeções gastrointestinais com origem em Cabo Verde.
Recorde-se que em fevereiro deste ano, o ministro do Turismo e Transportes de Cabo Verde reforçou que não existia evidência de surtos Shigella no país, desvalorizando o impacto dos relatos de turistas publicados no Reino Unido sobre casos de infeções gastrointestinais entre turistas.
O governante
assegurava que o sistema sanitário cabo-verdiano está a realizar uma
"investigação rigorosa" em toda a cadeia produtiva, desde
fornecedores a unidades hoteleiras, "para apurar se há ou não há [um
surto].
"As
informações que temos do nosso sistema de saúde é que não há ainda evidência de
que haja surto de Shigella em Cabo Verde", afirmou o ministro, sublinhando
que "o turismo está vivo em Cabo Verde" e que o país possui
indicadores de saúde "próximos do nível de países desenvolvidos", com
uma expectativa de vida de 75 anos. ANG/Lusa

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