Cuba/ONU propõe plano
de ajuda a ilha que inclui fornecimento de combustível
Bissau, 26 Mar 26(ANG) - As Nações Unidas propuseram um plano de ajuda emergencial a Cuba, que inclui o fornecimento de combustível, no âmbito das discussões com os Estados Unidos sobre a autorização de importações para fins humanitários, indicou a organização.
A
ONU propôs um plano de emergência para Cuba que inclui o fornecimento de
combustível, como parte das discussões com os Estados Unidos sobre a
autorização de importações para fins humanitários, informou nesta quarta-feira
o coordenador das Nações Nações Unidas na ilha, Francisco Pichón.
O
presidente americano, Donald Trump, impôs um embargo petroleiro de fato a Cuba
em janeiro, o que agravou a crise energética e económica na ilha.
Segundo
Pichón, o plano visa a manter os serviços essenciais em funcionamento para a população
mais vulnerável e “salvar vidas”. “Se a situação atual continuar e as reservas
de combustível do país se esgotarem, tememos uma deter mos uma deterioração
rápida, com possível perda de vidas”, declarou.
“A
viabilidade e implementação deste plano de ação dependem, obviamente, de
soluções em matéria de combustível”, destacou o funcionário. A ONU negocia com
Washington para permitir a entrada de combustível com fins humanitários.
Pichón
explicou que o plano de ação e um “modelo de rastreabilidade de combustível”
estavam sendo propostos “como instrumentos para tentar alcançar um acordo, uma
via para ter acesso ao combustível”. “Todas as soluções estão sendo
consideradas, incluindo a colaboração com o setor não estatal.”
No
mês passado, Washington flexibilizou levemente o embargo, para permitir a venda
de petróleo ao pequeno setor privado cubano.
O
plano da ONU é uma ampliação de sua resposta ao furacão Melissa, que atingiu
Cuba em outubro, para incluir o impacto humanitário da crise de energia.
Os
cubanos enfrentam apagões que chegam a durar mais de 20 horas. O presidente
Miguel Díaz-Canel impôs medidas de emergência para economizar combustível,
entre elas um racionamento rigoroso. ANG/Inforpress/Agências

Sem comentários:
Enviar um comentário