segunda-feira, 31 de julho de 2023

Justiça/Presidente da República nomeia Bacarai Biai novo Procurador Geral da República

Bissau, 31 jul 23 (ANG) – O Presidente da República nomeou,através do Decreto número 41 /2023, Barcari Biai como novo Procurador Geral da República da Guiné-Bissau, em sustituição de Edmundo Mendes.

O decreto da nomeação de Bacari, que no passado exerceu essas funções, foi lida hoje à imprensa, pelo Conselheiro politico do Chefe de Estado gueneense Fernando Delfim da Silva.

“ O Presidente da República Decreta, ouvindo o governo,nos termos do art 68 da linha B, conjugado com o art. 125 e septuagéssimo ambos da Constituiçáo da República é o senhor  Barcari Bai como novo Procurador Geral da República da Guiné-Bissau”, refere o Decreto.

Por outro lado o  Presidente da República exonera do cargo de Procurador Geral da República através do Decreto número 40/2023, Edmundo Mendes para o qual havia sido nomeado por  decreto presidencial numero 57/2022 de 22 de Novembro passado. ANG/MI//SG

 

 
Política/Coordenador do MADEM-G15 reitera determinação  do partido de fazer uma oposição construtiva

Bissau, 31 Jul 23 (ANG) – O Coordenador do Movimento para Alternância Democrática (MADEM-G15) reiterou a determinação do  seu partido de fazer uma oposição construtiva, caucionando quaisquer decisões que possam contribuir  para a melhoria de condições dos guineenses.

Foto  Arquivo

Esta reafirmação de Braima Camará consta no comunicado à imprensa produzido no domingo após a reunião da Comissão Permanente da Comissão Política Nacional daquele  partido, à que a Agência de Notícias teve hoje acesso.

De acordo com o mesmo documento, os deputados Braima Camará, Júlio Baldé, Abel da Silva Gomes e Víctor Fernandes Mandinga  foram indicados para integrar a Comissão Permanente da Assembleia Nacional Popular (ANP).

“O deputado da Nação Abdu Mané foi reconduzido no cargo do líder parlamentar do MADEM-G15, cargo que exerceu na Xª Legislatura”, refere o comunicado.

Madem G-15 é a segunda maior força polítca  do país, nas legislativas de 04 de Junho passado conquistou 29 dos 102 lugares parlamentares. ANG/DMG//SG    

 


Deporto-Futebol
/ Treinador guineense na equipa técnica de Olivais e Moscavide

Bissau, 31 jul 23 (ANG) - O treinador guineense Miguel António da Costa (Mister Mendes), integra a equipa técnica do Clube Desportivo dos Olivais e Moscavide (Os Lingueirões), como um dos adjuntos treinadores de Ricardo Barão, para a época 23/24.

Segundo O Golo GB, o anúncio da nova equipa técnica do plantel principal do clube lisboeta foi feito na sexta-feira passada pelo próprio clube nas redes sociais.

Temos o prazer de apresentar a equipa técnica responsável por liderar o nosso projeto sénior, para a época de 23/24”, escreveu o clube luso.

 

O clube dos Lingueirões do Mister Mendes vai atuar no Campeonato da Primeira Divisão da Associação de Futebol de Lisboa (AFL), nesta temporada 23/24.

Na temporada 2012/2013, orientou o Académico de Ingoré, na sua última aparição no futebol guineense.

Além dos estudantes de Ingoré, Mister Mendes treinou Binar FC, Mansabá, o extinto FC Mavegro e Estrela Negra de Bissau (FARP).ANG/ O Golo GB


 
Golpe de estado no Níger/ CEDEAO dá uma semana  aos golpistas para restaurar a ordem constitucional e impõe sanções financeiras

Bissau, 31 jul 23 (ANG) - Os dirigentes da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), reunidos no domingo, em Abuja, fixaram um ultimato de uma semana aos golpistas no Níger para restaurar a ordem constitucional, sublinhando não excluir um "recurso à força". 

A comunidade regional pediu, nomeadamente, "a libertação imediata" do Presidente Bazoum e o "regresso completo à ordem constitucional na República do Níger", segundo as resoluções lidas no final desta cimeira extraordinária presidida pelo Chefe de Estado da Nigéria, Bola Tinubu.

“Se estes pedidos não forem satisfeitos no prazo de uma semana, a CEDEAO tomará todas as medidas necessárias e estas medidas podem incluir o uso da força", de acordo com as resoluções.

A organização regional decidiu igualmente suspender todas as transacções comerciais e financeiras entre os seus Estados-Membros e o Níger.

O congelamento dos bens para os responsáveis militares implicados na tentativa de golpe foi outra sanção decidida.

  Na abertura da cimeira, o presidente nigeriano Bola Tinubu diz tratar-se de um “ataque à democracia no Níger”, acrescentando  que “não é mais hora de enviar sinais de alarme , o tempo é, agora, de acção".

ANG/RFI

 
Moscovo
/Declaração final da cimeira Rússia/África critica "sanções unilaterais e chantagem"

Bissau, 31 Jul 23 (ANG)– A Federação Russa e Estados africanos criticaram sexta-feira as sanções “unilaterais” e a “chantagem” sobre países terceiros, para que as apliquem, na declaração final da cimeira Rússia/África, que decorreu em São Petersburgo.

Os participantes na reunião acordaram em “opor-se ao uso de medidas restritivas unilaterais ilegítimas, incluídas as (sanções) secundárias, assim como prática de congelar as reservas soberanas de ouro e divisas” dos países afectados, segundo o documento, publicado pelo Kremlin.

Reafirmaram também a sua condenação da “chantagem política sobre os líderes de terceiros países para forçar a aplicação” de medidas restritivas.

Foi ainda acordada a continuação da luta “contra a prática do confronto nos assuntos internacionais, contra o desprestígio de Estados por motivos políticos e contra a introdução de medidas restritivas políticas ou económicas com o pretexto de (protecção de) direitos humanos”.

Desta forma, a Federação Russa e os países africanos presentes na cimeira de São Petersburgo prometeram opor-se às intenções de outros usarem “acusações infundadas de violações de direitos humanos como pretexto para interferir nos assuntos internos” de países soberanos.

Durante a cimeira, que durou dois dias e reuniu meia centena de representantes de outros tantos países, Putin disse que a Federação Russa e África se opõem a sanções unilaterais que prejudicam países que seguem um “rumo independente”, e que criam problemas a nível global.

Isolada na cena internacional desde que invadiu a Ucrânia, em 24 de Fevereiro de 2022, Moscovo organizou a segunda cimeira Rússia/África reunindo este ano delegações de 49 países africanos, incluindo 17 chefes de Estado.

A declaração conjunta prevê o reforço da cooperação nos domínios do abastecimento alimentar, da energia e da ajuda ao desenvolvimento.

O texto sinaliza que Moscovo ajudará os países africanos a “obter a reparação dos danos económicos e humanitários causados pelas políticas coloniais ocidentais”, incluindo a “restituição dos bens culturais saqueados”.

Putin disse que ainda tinha de discutir a situação na Ucrânia com os “países africanos interessados” durante a noite.

Putin anunciou que a cimeira Rússia/África se irá realizar a cada três anos e que será criado um “mecanismo de parceria e diálogo” para “questões de segurança”, incluindo a luta contra o terrorismo, a segurança alimentar e as alterações climáticas.

O Presidente russo abordou ainda a passagem progressiva para a utilização das moedas nacionais, incluindo o rublo, nas transacções comerciais entre a Rússia e África.

No primeiro dia de trabalhos, na quinta-feira, Vladimir Putin comprometeu-se com entregas gratuitas de cereais a seis países africanos durante os próximos meses, num contexto de preocupação após o abandono por Moscovo do acordo sobre as exportações agrícolas ucranianas.

Desde há vários anos que a Rússia tem vindo a estreitar os seus laços com África, nomeadamente através dos serviços da utilização de mercenários ao serviço do grupo paramilitar Wagner, apresentando-se como um baluarte contra o “imperialismo” e o “neocolonialismo” ocidentais. ANG/Angop

 

        Níger/Sanções financeiras da CEDEAO “vão fazer mal ao país”

Bissau, 31 Jul 23 (ANG) - O primeiro-ministro do Níger afirmou que as sanções financeiras decretadas domingo, 30 de Julho, pela CEDEAO “vão fazer mal ao país”.

Em entrevista à RFI, Ouhoumoudou Mahamadou, sublinhou, porém, estar confiante com a mediação do Presidente do Chade, Mahamat Idriss Déby Itno.

Durante uma entrevista concedida à RFI, o primeiro-ministro Ouhoumoudou Mahamadou, mostrou-se preocupado com o impacto das sanções financeiras decretadas pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental-CEDEAO.

Reunida em cimeira extraordinária, presidida pelo Chefe de Estado da Nigéria Bola Tinubu, a CEDEAO pediu este domingo  "a libertação imediata" do Presidente Mohamed Bazoum e o "regresso completo à ordem constitucional na República do Níger.

O chefe de executivo nigerino admitiu que o país vive actualmente “uma situação económica frágil” e as consequências das sanções financeiras podem ser desastrosas.

A organização regional admitiu ainda que se os pedidos não "forem satisfeitos no prazo de uma semana", a CEDEAO "tomará todas as medidas necessárias" e "estas medidas podem incluir o uso da força", de acordo com as resoluções.

Ouhoumoudou Mahamadou mostra-se confiante com o posicionamento da CEDEAO e espera que os golpistas reponham a ordem constitucional no país, libertem o Presidente, deixando-o assumir "as responsabilidades e os compromissos que fez diante do povo nigeriano".

O primeiro-ministro do Níger disse ainda que o Presidente Mohamed Bazoum- sequestrado pela guarda presidencial há quatro dias- se encontra bem de saúde. Questionado sobre a mediação do Presidente do Chade, Mahamat Idriss Déby Itno, cujo país não integra a CEDEAO, o responsável político reconheceu que se trata de “um actor externo” que pode, de forma neutra, representar as partes, reconciliá-las, tendo em conta os interesses do país.

Esta segunda-feira, os soldados nigerinos, que derrubaram o Presidente eleito Mohamed Bazoum, acusaram a França de "querer intervir militarmente", um dia depois da cimeira da CEDEAO ameaçar usar da "força".

A pressão sobre os golpistas para que restabeleçam a “ordem constitucional” é cada vez mais forte, vinda dos parceiros ocidentais e africanos do Níger, país que luta contra os ataques de grupos jihadistas. A Rússia também já veio condenar o golpe de Estado, instando os golpistas a reporem a normalidade constitucional no país.ANG/RFI

 

  Nova Iorque/ONU obrigada a cortar ajuda alimentar por falta de fundos 

Bissau, 31 Jul 23 (ANG) – A ONU foi forçada a cortar alimentos, pagamentos em dinheiro e assistência a milhões de pessoas devido a “uma crise de financiamento incapacitante” e a uma queda para cerca de metade, disse um responsável.

O director executivo adjunto do Programa Alimentar Mundial (PAM) afirmou, em conferência de imprensa, que pelo menos 38 dos 86 países, incluindo Afeganistão, Síria, Iémen e África Ocidental, onde o PAM opera já sofreram cortes ou planeiam cortar a assistência em breve, numa altura em que a fome aguda está a atingir níveis recorde.

Carl Skau salientou que o PAM tem uma necessidade operacional de 20 mil milhões de dólares (18,2 mil milhões de euros) para prestar ajuda a todos os necessitados, mas o objectivo é obter entre 10 mil milhões de dólares e 14 mil milhões de dólares (entre nove e 12,7 mil milhões de euros), montantes recebidos nos últimos anos pela agência.

“Continuamos a visar esse objectivo, mas este ano só atingimos metade desse valor, cerca de cinco mil milhões de dólares” [4,5 mil milhões de euros], disse.

Skau disse que as necessidades humanitárias dispararam em 2021 e 2022 devido à pandemia da covid-19 e à guerra na Ucrânia, com implicações globais. “Essas necessidades continuam a crescer, esses factores continuam a existir, mas o financiamento está a diminuir. Por isso, esperamos que 2024 seja ainda mais terrível”.

“A maior crise alimentar e nutricional da história persiste actualmente”, afirmou Skau. “Este ano, 345 milhões de pessoas continuam em situação de insegurança alimentar aguda, enquanto centenas de milhões de pessoas correm o risco de agravar a fome”.

O director executivo afirmou que os conflitos e a insegurança continuam a ser os principais factores de fome aguda em todo o mundo, juntamente com as alterações climáticas, as catástrofes constantes, a inflação persistente dos preços dos alimentos e o aumento da dívida, tudo isto num momento de abrandamento da economia global.

O PAM está a tentar diversificar a base de financiamento, mas também apelou aos doadores tradicionais da agência para que “se aproximem e apoiem neste momento muito difícil”.

Questionado sobre a razão pela qual o financiamento está a diminuir, Skau disse ser preciso perguntar aos doadores.

“Mas é claro que os orçamentos de ajuda, os orçamentos humanitários, tanto na Europa como nos Estados Unidos, (não) estão onde estavam em 2021-2022”, disse.

Em Março, Skau indicou que o PAM foi forçado a cortar as rações de 75% para 50% para as comunidades do Afeganistão que enfrentavam níveis de fome de emergência e, em Maio, foi forçado a cortar os alimentos para oito milhões de pessoas, ou 66% daqueles que estava a ajudar. Actualmente, está a ajudar apenas cinco milhões de pessoas.

Na Síria, 5,5 milhões de pessoas que dependiam do PAM para obter alimentos já estavam a receber rações de 50%, disse Skau. Em Julho, a agência cortou todas as rações a 2,5 milhões delas.

Nos territórios palestinianos, o PAM reduziu a assistência em dinheiro em 20% em Maio, e em Junho e reduziu o número de casos em 60%, ou seja, 200 mil pessoas. E no Iémen, um enorme défice de financiamento vai obrigar o PAM a cortar a ajuda a sete milhões de pessoas, já em Agosto.

Na África Ocidental, onde a fome aguda está a aumentar, a maior parte dos países está a enfrentar grandes cortes nas rações, em especial as sete maiores operações de crise do PAM: Burkina Faso, Mali, Chade, República Centro-Africana, Nigéria, Níger e Camarões, destacou.

“Os cortes nas rações não são claramente o caminho a seguir”, afirmou Skau.

Skau exortou os líderes mundiais a dar prioridade ao financiamento humanitário e a investir em soluções a longo prazo para os conflitos, a pobreza, o desenvolvimento e outras causas profundas da actual crise. ANG/Inforpress/Lusa

 

 Senegal/Ministério Público imputa sete acusações contra Ousmane Sonko

Bissau, 31 Jul 23 (ANG) - No Senegal, o Ministério Público anunciou, sábado, ter imputado sete acusações contra o opositor Ousmane Sonko, e este  anúncio acontece um dia depois de Sonko ter sido detido por alegadamente ter "roubado um telemóvel" a um polícia e ter feito "um apelo subversivo" à população nas redes sociais.


Ousmane Sonko vai responder por sete crimes cometidos desde 2021, entre eles "incitação à insurreição", "associação criminosa" ou "atentado contra a segurança do Estado", de acordo com as informações avançadas por Abdou Diop, procurador de Dacar, capital senegalesa.

Estas acusações foram divulgadas um dia depois de Sonko ter sido detido, num episódio que envolveu o alegado "roubo de um telemóvel" a um elemento das forças de segurança.

opositor de Macky Sall já divulgou, entretanto, a sua versão dos factos, numa publicação feita nas redes sociais. Sonko diz que retirou o referido telemóvel porque os agentes o começaram a gravar. Segundo defende, pediu "à pessoa para desbloquear [o telemóvel] e apagar as imagens que captou", algo que lhe foi recusado.

Ousmane Sonko encontra-se agora em custódia policial e deverá ser presente a juiz ainda esta segunda-feira. As autoridades senegalesas ficaram em alerta após esta detenção, pois temiam que a população pudesse sair às ruas para se manifestar de forma violenta.

Os protestos entre as autoridades e alguns jovens chegeram mesmo a ocorrer na capital e em outras cidades do país, mas sem grande expressão.

Em Junho deste ano, Sonko foi condenado a dois anos de prisão pelo crime de corrupação juvenil, condenação que mergulhou o país no maior clima de convulsão social de sempre. Perto de de duas dezenas de pessoas perderam a vida durante os confrontos, segundo as autoridades.

Sonko defende que está a ser alvo de uma perseguição por parte do sistema judicial, mandatado pelo Presidente Macky Sall, com o objectivo de o impedirem de concorrer às próximas eleições presidenciais de 2024. ANG/RFI

 

    
     Bélgica
/UE apoia medidas da CEDEAO contra golpe de Estado no Níger

Bissau, 31 Jul 23 (ANG) - O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, disse hoje que a União Europeia (UE) vai apoiar todas as medidas acordadas pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que incluem um ultimato aos golpistas no Níger.

"A União Europeia apoia todas as medidas tomadas pela CEDEAO em resposta a este golpe de Estado e apoiá-las-á de forma rápida e decisiva", afirmou Borrell, em comunicado.

O chefe da diplomacia europeia indicou que a União Europeia "associa-se às fortes condenações" expressas pelos chefes de Estado da região contra o "inaceitável golpe de Estado" perpetrado no Níger.

"O Presidente, Mohamed Bazoum, democraticamente eleito, continua a ser o único chefe de Estado do Níger. Nenhuma autoridade para além da sua pode ser reconhecida. Ele deve recuperar, sem demora e sem condições, a liberdade e a plenitude do cargo", afirmou.

Borrell acrescentou ser "importante que a vontade do povo do Níger, tal como expressa nos votos, seja respeitada. (...) Consideramos os golpistas responsáveis por quaisquer ataques contra civis, pessoal ou instalações diplomáticas".

Milhares de pessoas protestaram no domingo em frente à embaixada francesa em Niamey, numa manifestação de apoio ao golpe militar no país, antes de serem dispersadas por bombas de gás lacrimogéneo, segundo a agência de notícias AFP.

No domingo, a CEDEAO lançou um ultimato aos golpistas do Níger, afirmando que não exclui o uso da força se não libertarem e devolverem ao poder o Presidente deposto, no prazo de uma semana.

O Presidente do Níger, Mohamed Bazoum, está detido na sua residência desde quarta-feira. ANG/Angop

 

sexta-feira, 28 de julho de 2023

Comunicação social/Vice Directora de CICG destaca profissionalismo demostrado pelos jornalistas africanos durante seminário em Pequim

Bissau, 28 Jul (ANG) – A vice-diretora do Instituto de Estudos Internacionais e Informação Avançada da China(CICG),  destacou o profissionalismo demostrado pelos jornalistas africanos durante o seminário de capacitação que decorreu entre os dias 12 à 25 do corrente mês em Pequim República Popular da China.

Fang Fen falava no ato de encerramento do seminário dos Oficiais do Jornalismo e Jornalistas dos Países da Língua Portuguesa realizado na China de 12 à 25 de Julho em Pequim Capital Chinesa e patrocinado pelo Ministro de Comércio da República Popular da China.

Acrescentou que, no futuro o CICG vai continuar a realizar eventos com imprensa internacional e que o objetivo fortalecer intercâmbios e aprendizagem mútua entre países, pelo que contam com a participação de todo mundo para a amizade no futuro de forma a permitir a plantação de sementes cujo os seus frutos serão acolhidos no futuro.

 "A ideia era mostrar a China para mundo e vocês também mostraram como é o vosso país para nós e apesar da barreira de idioma, agente consegue sentir a sinceridade, a amizade e profissionalismo de todo mundo e as conversas eram amplas, profundas e promovendo o nosso entendimento, aprendizagem mútua e colaboração prelatícia”, disse.

Por outro lado disse, que um velho ditado na China afirma que,  “estão reunidos no seminário pelo destino e que os chineses gostam de falar pelo destino.

Afirmou que, acreditar no poder que tem é  muito especial no contexto da cultura da China e que para muitos é a primeira vez que estiveram na China e para as pessoas que encontraram durante a viagem também é a primeira vez que falam com alguém dum país da Língua portuguesa.     

Disse esperar que  vão levar para seus países o que viram e ouviram durante essa viagem e que sirva de uma inspiração para produzir mais matérias sobre China atual e histórias amigáveis entre o povo da China e países da língua portuguesa que  encurtou a distância entre os leitores.

"Eu gostaria de partilhar meus sinceros agradecimentos, nos últimos catorze dias, o apoio de vocês ultrapassou as diferenças no estilo de vida e jeito de comunicação e também estamos super abertos para comentários e sugestões para melhorar nosso trabalho” disse.

Por seu turno, o Representante da Delegação da Guiné-Bissau, Bacar Camara disse que aos jornalistas presentes no seminário têm um papel relevante na consolidação e na divulgação de estratégias suscetíveis de combater a pobreza dos seus países assim como disseminar os instrumentos internacionais para construção da paz e o desenvolvimento sustentável, designadamente a iniciativa lançada pelo Presidente da China Xi Jinping, "uma Fixa Uma rota".

Por outro lado, refere que devem sempre levar a memória dos seus povos tudo aquilo que diz respeito ao contributo da China para suas independência e do bem-estar das suas populações.

"Hoje a imagem que se deve ter do mundo deveria emergir duma observação com nossos próprios olhos, melhor com nossos próprios olhos e ouvidos como estamos a testemunhar neste lugar que se chama China”, disse.

Disse que, a responsabilidade dos Jornalistas num mundo caracterizado por excesso de informações falsas “feeck news” é dizer a verdade, ou seja, averiguar a virilidade das notícias veiculadas talvez em grande parte pela imprensa internacional sobre a China e que põe em causa em certas circunstâncias as determinadas civilizações e o caminho escolhidos pelos diferentes povos.

Ainda frisou que, o jornalista deve com rigor observar os contraditórios como seus princípios basilares e essencial para informar o mundo sem preconceitos, sem ingerências como propõe a governança da China.      

O seminário dos oficiais do Jornalismo e Jornalistas contou com a participação de seis jornalistas dos Países da Língua Portuguesa, nomeadamente a Guiné-Bissau, Angola, Portugal, Cabo Verde, Brasil e São Tomé e Príncipe. ANG/MI/ÂC

Cimeira Rússia-África/”Guiné-Bissau prioriza cooperação nas áreas de Educação, Juventude e Desporto”, revela Presidente da República Ùmaro Sissoco Embalo

Bissau, 28 Jul 23 (ANG) - O Presidente da República revelou que a Guiné-Bissau prioriza a cooperação com a Rússia, nas áreas de Educação, Juventude e Desporto, também na  exploração dos recursos naturais em particular os energéticos e na infra estruturação do setor das pescas.

Umaro Sissoco Embaló falava na Cimeira Internacional Rússia-África que decorre na cidade de São Petersburgo de 27 à 28 do Julho em curso.

“A Delegação da Guiné-Bissau está em nesta Cimeira de São Petersburgo com o seu trabalho de casa feito. Como se percebe, não será nesta minha breve intervenção que se tratará dos aspetos operacionais desta agenda de cooperação”, esclareceu Embaló.

O Chefe de Estado sublinhou que, por estes dias, dois eventos internacionais ganharam forma e  conteúdo na cidade de São Petersburgo e que o primeiro, foi o Fórum de Parceria Rússia-África e o seu Plano de Ação orientado para o período de 2023-2026, frisando que,  o segundo é a Cimeira.

“Ambos os eventos, o Fórum  e a Cimeira pretendem, de certa maneira, renovar e ampliar aqueles laços históricos e efetivamente estratégicos que, na segunda metade do século XX marcaram intensamente a marcha dos povos africanos rumo à libertação nacional e independência”, informou Umaro Sissoco.

Salientou que, fica, por conseguinte, o cargo do Governo da Guiné-Bissau na sua articulação bilateral com o Governo da Rússia, mas também vai depender das instâncias multilaterais decorrentes do Plano de Ação do Fórum de Cooperação Rússia-África a responsabilidade última de explorar todas as potencialidades das mencionadas áreas de  cooperação.

“As minhas palavras pretendem expressar um agradecimento profundo ao Presidente Vladimir Putin e ao seu Governo pelo acolhimento caloroso que nos foi reservado, a mim e à delegação que me acompanha à esta bonita e acolhedora cidade de São Petersburgo”, agradeceu aquele Chefe de Estado.ANG/AALS/ÂC

Educação/ Secretário-geral do Ministério pede mais atenção do Governo para sector

Bissau, 28 jul 23 (ANG) – O secretário-geral do Ministério da Educação Nacional pediu mais atenção do Governo para o sector da educação, porque o sistema do ensino não pode continuar  a funcionar só com apoio dos parceiros.


Bernardo Pinto Pereira  qua falava hoje na cerimónia de encerramento do ano lectivo 2022/2023, voltou a defender que o Governo, através do Ministério da Educação não pode continuar a pagar pessoas que não estão a prestar o serviços ao Estado.

Na ocasião, fez um balanço positivo do ano lectivo, por ter terminado sem greve.

Paulo Có, diretor-geral do Ensino Básico e Segundário do Ministério da Educação Nacional, manifestou a sua satisfação com fecho do ano, com pouca interrupção, graças ao diálogo permanente e descreto com sindicatos do sector.

Em termos de perspectiva, Paulo Có disse que pretedem iniciar as aulas no mês de setembro razão pela qual já iniciou o processo de matriculas em todas as escolas que irão decorrer até o meio do mês de agosto.

Para além disso, segundo Paulo Có, estão a trabalhar na melhoria de condições de infraestruturas e algumas escolas que precisam para que possam funcionar em condições normais.

O Presidente da Confederaçâo das Associações Estudantis da Guiné-Bissau(Conaiguib), Rosália  Djedju disse que  o ano foi concluido com grande esforços e sem paralizações.

Disse contudo estar preocupada com a falta de profesores nas escolas e  não conclusão da boa parte dos conteúdos programáticos, porque a educação se faz com o cumprimento dos conteúdos programados para que os alunos possam apreender.

Para o efeito, encoraja a ministra a prosseguir com os trabalhos levados a cabo para elevar qualidade do ensino.

“Propus ao novo Governo no sentido atribuir ou aumentar  a percentagem no orçamento ao sector da educação , porque os 11 por centos são insuficientes para atender as necessidades na ârea”, disse.

O Presidente da Associação dos Pais e Encarregados de Educação das escola públicas, Abu indjai destacou os esforços e os trabalhos que foram desenvolvidos durante o ano letcivo pelas diferentes direções do Ministério e com apoio dos parceiros do sector, tais como a reforma curricular e elaboração de novos manuais de primeiro à quarto ano entre outros.

Abu indjai se congratulou com decisão do Governo, através dos serviços dos Recursos Humanos do Ministério no levantamento do número real  dos quadros em função no terreno e ao serviço de inspeção na identificação das escolas privadas proliferadas em termos de condições ou não para funcionamento.

Pediu aos Pais, no sentido de acompanhar o processo de educação dos seus filhos, porque o professor não pode desempenhar a função de instrutor académico e educador ao mesmo tempo.

O Presidente do Sindicato Nacional dos Professores (SINAPROF), Domingos de Carvalho, disse que a insuficiência das infraestruturas escolares, o fraco investimento dos sucessivos Governo e de pouca capacidade de atrair investimentos no sector, por causa da falta da vontade politica, tem contribuído negativamente para desenvolvimento da educação e um ensino de qualidade gratuito e inclusivo.

“Na Assembleia Geral das Nações Unidas de  2000, os chefes de Estados e de Governo para além de declararem o seus apoios a democracia e aos direitos humanos, fixaram oito objectivos para desenvolvimento e erradicação da pobreza até 20215”, lembrou.

Acrescentou que, era para alcançar a parceria mundial para desenvolvimento, mas infelizmente a Guiné Bissau falhou  e não atingiu a metas, razão pela qual a taxa de analfabetismo continua elevada com 48 por cento.

 Disse que, o objectivo de desenvolvimento sustentável de 2015/2030 está a quem da expectativa na Guiné-Bissau, que ainda depara com a falta das infraestruturas e ausência de um plano de capacitação pedagógica dos professores e falta dos materiais dedáticos para os alunos.

Por isso, pediu as organizações internacionais parceira, no sentido de continuarem a apoiar o sector educativo com vista a responder as exigências impostas pela conjuntura atual para alcançar a meta definida pelos objectivos do desenvolvimento sustentável 2015 2030.

“A elevada taxa de analfabetismo, fraca capacidade dos professores, a degradação avançada da infraestruturas, greves constantes na educação constituiram preocupações das organizações sindicais do sector da educação”, afirmou Domingos de Carvalho.

Disse que, mais de 59 mil crianças de pré-escolar até 12 anos, ficaram sem professores desde outubro de 2022 até julho de 2023.

Por isso, disse ser urgente recrutamento e colocação dos professores de novos ingressos de acordo com vagas existentes, pagamento de todos os atrasados salarial aos professores que trabalharam durante o ano lectivo findo e a conclusão do processo de efetivação de todos os docentes entre outras exigências como forma de melhorar o nivel do ensino guineense.

O Representante do Fundo das Nações Unidas para Infância(Unicef),  wesley Galt, disse que o encerramento do ano lectivo é sempre uma ocasião de celebração por ter finalizado uma etapa, mas também deve servir de reflexão sobre os prinicipais conquistas e particularmente dos desafios.

“Esta análise acontece em diferentes níveis entre alunos, professores e diretores das escolas, é por isso que, com muito prazer que estou aqui para felicitar a todos pelo esforços feitos para conclusão de mais um ano lectivo”, afirmou. 

Disse que os parceiros congratularam-se com os esforços empreendidos para conclusão deste ano e que vão continuar apoiar o sector da educação.

Wesley Galt exortou ao Ministerio da Educação a garantir que todas as crianças tenham acesso a uma educação de qualidade, por forma a garantir que o apreendizagem aconteça sem deixar ninguém para atrás.ANG/LPG/ÂC

Aviação civil/Director Geral da Asecna enaltece reforço da cooperação com a Guiné-Bissau

Bissau,28 jul 23(ANG) – O director geral da Agência de Segurança da Navegação Aèrea em África e Madagascar(Asecna), enalteceu o reforço da cooperação entre a sua organização com o Governo guineense.

Mohamed Mousa falava hoje à imprensa após uma visita de cortesia efectuada ao ministro dos Transportes e Comunicações, Aristides Ocante da Silva, no âmbito da visita de quatro dias à Guiné-Bissau.

“Estou de visita a Guiné-Bissau, à convite da ministra de Estado dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades para a assinatura de um acordo cujo teor será conhecido posteriormente”, disse.

O director Geral da Asecna sublinhou que, foi avistar com o titular da pasta dos Transportes e Comunicações, para passarem em revista, sobre as importantes decisões tomadas durante uma reunião dos peritos da organização, realizada em Brazaville(Congo) à favor do reforço dos estatutos internacionais da Asecna.

Por sua vez, o ministro dos Transportes e Comunicações Aristides Ocante da Silva sublinhou que o director geral da Asecna, Mohamed Mousa, é uma personalidade que tem contribuído para o estreitamento da cooperação entre a Guiné-Bissau e aquela organização continental.

O governante frisou que, o responsável máximo da Asecna encontra-se no país para rubricar um acordo no domínio que será revelado mais tarde.

“No âmbito da nossa cooperação temos muitas perspectivas no que toca com as questões ligadas à segurança aeroportuária e da navegação aérea no quadro das diferentes organizações do sector”, salientou.

Aristides Ocante da Silva disse que, recentemente o Governo inaugurou o projecto de ampiliação e modernização do aeroporto de Bissau, acrescentando que posteriormente irão precisar da sua certificação internacional e para o efeito terão que reunir todas as condições não só de formação de pessoal.

O titular da pasta dos Transportes e Comunicações, disse que, a titulo de exemplo, brevemente deve chegar ao país, 27 jovens quadros formados nos Centros Especializados da Asecna.

Disse que, um dos problemas sérios que o país enfrenta em diferentes domínios de Aviação Civil, tem a ver com os recursos humanos, frisando que, com apoio da Asecna nesse sentido vão aos poucos superar as referidas dificuldades.ANG/ÂC

Tempo/INM-GB prevê possibilidades de ocorrência de chuva fraca acompanhada de trovoadas fracas ocasionais

Bissau, 28 jul 23 ANG – A previsão meteorológica do Instituto Nacional da Meteorologia(INM-GB),  prevê para até 18 horas de hoje as possibilidades de ocorrência de chuva fraca por vezes moderada acompanhada de trovoadas fracas ocasionais.

A informação consta no boletim elaborado esta quinta-feira, 27 de julho e válido até esta sexta-feira 28 do mesmo mês, aponta o vento do quadrante Oeste (W), moderado com a velocidade de 19 km/h no continente, com rajadas que podem atingir 28 km/h e no mar até 33 km/h.

Aponta ainda a visibilidade boa, mas reduzida no momento da chuva.

As temperaturas máximas, de acordo com a previsão meteorológica, nas zonas Centro, Norte e Leste variam de 32ºC (em Bissau), a 35ºC (em Farim) e as mínimas variam de 23ºC (em Buruntuma), à 25ºC (em Bissau).

Nas zonas Sul e Ilhas as temperaturas máximas é de 30ºC (em Bubaque), à 32ºC (em Buba) e as mínimas variam de 24ºC (em Cacine e Buba) e a 26ºC (em Bubaque), segundo aponta o serviço meteorológico no boletim produzido 18 horas de ontem (27 de julho), e válido até 18 hora de hoje (28 de julho). ANG/DMG/ÂC   

      

Níger/ "Os militares golpistas não têm muitas condições e poderão ter que mudar de cenário", diz analista político Daniel Medina

Bissau,28 jul 23(ANG) - Dois dias depois do golpe de Estado no Níger, o Presidente deposto, Mohamed Bazoum, continua detido no palácio presidencial. O Níger, até agora aliado dos países ocidentais, tornou-se o terceiro país da região do Sahel, depois do Mali e do Burkina Faso, a sofrer um golpe de Estado desde 2020. 

O Presidente deposto, Mohamed Bazoum, democráticamente eleito em 2021, continua detido no palácio presidencial e o general Abdurahamane Tchiani, chefe da guarda presidencial, proclamou-se hoje "presidente do Conselho Nacional para a Salvaguarda da Pátria".

O golpe de estado foi condenado pela comunidade internacional e regional. Para Daniel Medina, analista político em Cabo Verdeos golpistas não têm muitas portas de saída e terão que procurar uma forma de negociação.  

[A junta golpista] não tem muitas condições. É considerado um dos países mais pobres do mundo e se a comunidade internacional, através dos canais diplomáticos, não apoiar esta iniciativa militar, poderão ter que mudar de cenário e de discurso.  A própria CEDEAO e os países vizinhos estão a condenar o golpe de Estado e quando os próprios vizinhos dizem não concordar, as coisas ficam mal colocadas para os militares do Níger.

Daniel Medina considera que os militares vão possivelmente "falar de negociações para que as coisas possam alterar-se", mas admite que a tensão irá continuar.

No mesmo dia, no outro lado do mundo, em São Petersburgo decorre a 28 de Julho o último dia da cimeira África-Rússia, onde Vladimir Putin recebe parceiros africanos de 49 países. Segundo o analista político Daniel Medina, a situação no Níger representa uma ocasião que a Rússia não irá perder. 

Moscovo tem um papel extremamente importante. Estando vários representantes africanos reunidos em São Petersburgo, poderão fazer considerações muito determinantes e assertivas, que podem alterar a situação no Níger. E Moscovo não irá perder essa oportunidade, enquanto país que no xadrez geoestratégico das influências em África tem sempre uma palavra a dizer, mesmo que à distância.

Nessa mesma cimeira em São Petersburgo, Vladimir Putin anunciou que Moscovo irá fornecer gratuitamente cereais a seis países africanos, entre os quais o Mali e o Burkina Faso, países que têm vindo a estreitar laços económicos e securitários com a Rússia e a afastar-se do Ocidente. Esta decisão surge depois da saída da Rússia do acordo de exportação dos cereais, tornando-o caduco. 

Quanto a saber se o grupo paramilitar russo Wagner irá estender a sua presença no continente, investindo o Níger, "nada é certo", para Daniel Medina. O analista vê na recente rebelião do líder da Wagner, Evgueni Prigojine, e as consequentes tensões com o Kremlin, um factor de distância, pelo menos temporário, com novos movimentos em África: "Se o grupo Wagner fizer alguma intervenção no Níger será uma coisa muito cautelosa, para não colocar a Rússia em maus lençóis".

O Níger, aliado ocidental, era considerado como um 'estado-tampão', resistindo até agora às tensões no Sahel, região assolada por ataques de grupos ligados ao Estado Islâmico e à Al-Qaeda.ANG/RFI 

 

Cimeira Rússia-África/Putin disse que a Rússia deu armas e treino a mais de 40 países em África

Bissau, 28 jul 23 (ANG) - O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou hoje que já assinou contratos de armamento com mais de 40 países africanos, no âmbito da "cooperação militar e técnico-militar".

"Com o fim de fortalecer a capacidade defensiva dos países do continente, estamos a desenvolver a cooperação nos âmbitos militar e técnico-militar", disse Putin no discurso que proferiu perante dezenas de líderes africanos, no último dia da Cimeira Rússia-África, que terminou hoje em São Petersburgo.

Na intervenção, citada pela agência espanhola de notícias, a EFE, Putin destacou que parte dos fornecimentos foram feitos de forma gratuita, já que o derradeiro objetivo é garantir a soberania e a segurança nacionais.

"A Rússia assinou contratos de cooperação técnico-militar com mais de 40 países de África, aos quais fornecemos uma ampla diversidade de armas e equipamento de defesa", sublinhou o chefe de Estado russo.

Sem chegar aos níveis da antiga União Soviética, a Rússia assinou, desde a anterior cimeira com África, em 2019, contratos no valor de cerca de 10 mil milhões de dólares, o equivalente a perto de 9 mil milhões de euros.

No discurso, Putin disse também que que já perdoou cerca de 23 mil milhões de dólares aos países africanos, anunciando que quer conceder mais 80 milhões de euros para "reduzir o fardo económico" do continente.

"Até agora, a quantidade total de dívida que já cancelámos é de 23 mil milhões de dólares [21 mil milhões de euros] e, depois dos últimos pedidos dos países africanos, vamos alocar mais de 90 milhões de dólares [82 milhões de euros] para o desenvolvimento destes objetivos", disse o chefe de Estado em declarações à agência de notícias estatal russa, a TASS, citada pela homóloga espanhola, a EFE.

"A situação em muitos países africanos é instável, mas isso é o legado do colonialismo", disse o Presidente russo, durante o discurso.

O cancelamento de cerca de 20 milhões de euros surge na sequência de um aumento da dívida pública dos países africanos, confrontados ainda com os efeitos da pandemia de covid-19, mas também com a subida dos preços alimentares e da energia desde a invasão da Ucrânia pela Rússia.

"A situação em muitos países de África é instável, mas isso é o legado do colonialismo", argumentou, vincando que o continente "está a tornar-se num centro de poder" e "uma realidade a ter em conta".

África "está preparada para resolver problemas e, isto, por si mesmo, diz muito, porque antes qualquer iniciativa de mediação estava monopolizada por países pertencentes às chamadas 'democracias desenvolvidas' e esse monopólio terminou", disse Putin, referindo-se à tentativa de mediação do conflito Rússia-Ucrânia por parte de sete países africanos, liderados pela África do Sul.

Passando em revista vários temas importantes para África, Putin disse que o continente devia ter uma voz mais poderosa nas Nações Unidas e garantiu que a Rússia é uma "garantia da segurança económica" do continente.ANG/Lusa