Política/CNT completa constituição da nova Direcção da CNE com eleição do Secretariado Executivo
Bissau, 10 Mar 26(ANG) - O Conselho Nacional de Transição (CNT) elegeu, esta segunda‑feira, por unanimidade, os membros do Secretariado Executivo da Comissão Nacional de Eleições (CNE), mantendo dois elementos da anterior direção liderada por M’Pabi Cabi.
Os conselheiros de transição elegeram Idriça Djaló para o cargo de Secretário Executivo da CNE. Durante a anterior direção, liderada por M’Pabi Cabi, Djaló exercia as funções de 1.º Secretário Executivo da instituição responsável pela gestão do processo eleitoral no país.
A juíza desembargadora Felizberta Maura Vaz, que
desempenhava o cargo de 2.ª Secretária Executiva, foi eleita 1.ª Secretária
Executiva. Para o cargo de 2.ª Secretária Executiva, os conselheiros escolheram
a juíza desembargadora Telma Pigna Embassa.
Com a eleição dos membros do Secretariado Executivo
ficou completo o figurino da nova direção da Comissão Nacional de Eleições,
agora liderada pela juíza conselheira Carmem Isaura Baptista Lobo, eleita
Presidente da CNE no passado dia 20 de fevereiro de 2026.
Após a votação, o presidente do Conselho Nacional de
Transição, Major‑general Tomas Djassi, disse que o Alto Comando Militar decidiu
realizar um “teste” com vista a reforçar a representação feminina na composição
da CNE.
Tomas Djassi agradeceu aos conselheiros por “marcarem
a história no processo de transição”, ao aprovarem, por unanimidade, os membros
do Secretariado Executivo. Disse estar confiante de que o país segue “um bom caminho” para alcançar os
objetivos definidos pelo Alto Comando Militar.
O presidente do CNT destacou igualmente que foi
possível integrar duas personalidades externas no novo Secretariado Executivo —
nomeadamente a presidente da CNE, Carmem Lobo, e a 2.ª Secretária Executiva,
Telma Pigna Embassa — com o objetivo de conjugar novas perspectivas com a
experiência dos anteriores membros da instituição.
“Faremos recomendações, no ato da cerimónia de
empossamento, à todos os membros da Comissão Nacional de Eleições. Por agora,
importa realçar o trabalho desenvolvido pelos conselheiros em prol do bem‑estar
da Guiné‑Bissau”, sublinhou. ANG/O Democrata

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