Irã/Novo líder supremo “está são e salvo”, diz Irã
Bissau, 11 Mar 26 (ANG) - O novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, está “são e salvo” apesar de seus ferimentos, afirmou nesta quarta-feira (11) o filho do presidente iraniano, Yousef Pezeshkian, em sua conta no Telegram.
Segundo Israel,
o novo guia foi "levemente ferido" e por isso não apareceu em
público. Mojtaba Khamenei, 56, tornou-se no domingo o novo dirigente iraniano
após a morte do pai, o aiatolá Ali Khamenei, em 28 de fevereiro — primeiro dia
das operações militares dos EUA e de Israel contra o Irã.
Yousef Pezeshkian diz
ter “tido acesso a informações de que Mojtaba Khamenei havia sido
ferido” e questionou “amigos” que conhece. “Eles me disseram que, graças a
Deus, ele estava são e salvo”, escreveu o filho do presidente iraniano em sua
mensagem no Telegram. Mojtaba Khamenei é considerado uma personalidade
“misteriosa” e raramente foi visto em público.
Segundo o jornal The
New York Times, que cita nesta quarta-feira três autoridades
iranianas, o novo guia iraniano “foi ferido, especialmente nas pernas, mas está
consciente e protegido em um local seguro, com possibilidades de comunicação
limitadas”. Ainda de acordo com o jornal, dois oficiais militares
israelenses confirmaram os ferimentos.
Nesta terça-feira (10) um jornalista iraniano perguntou a Esmail
Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, se o novo guia
já havia assumido o cargo, que inclui o comando das Forças Armadas do país.
Baghaei respondeu de maneira enigmática: "aqueles que tinham de receber a
mensagem já receberam".
O Irã
reivindicou nesta quarta uma nova ofensiva de grande escala e atingiu uma refinaria
na Arábia Saudita, situada perto da fronteira com os Emirados Árabes Unidos e
crucial para a produção petrolífera saudita. A refinaria explorada pela gigante
Aramco — a maior exportadora de petróleo bruto no mundo — já foi alvo
do Irã várias vezes desde o início da guerra.
O reino saudita também informou ter
interceptado sete mísseis balísticos em ataques separados. Seis deles tinham
como alvo a base aérea Prince Sultan, que abriga militares americanos perto de
Riad e já havia sido atacada desde o início do conflito.
Cinco drones também foram neutralizados
na região de Al-Kharj, onde fica a base Prince Sultan, e dois na região de
Hafar Al-Batin, perto da fronteira com o Kuwait, acrescentou o ministério.
Os líderes do G7 devem se reunir por
videoconferência nesta quarta-feira para discutir o impacto econômico do
conflito, que provoca a disparada do petróleo e pode afetar a economia mundial.
O desbloqueio, pelos grandes países, de um volume sem precedentes de suas
reservas — superior ao liberado durante a invasão russa da Ucrânia em 2022 —
deve ser aprovado ainda hoje, segundo o Wall Street Journal.
Após vários dias de forte alta —
chegando a quase US$ 120 por barril na segunda-feira —, os preços do petróleo
continuam elevados, em torno de US$ 88 para o Brent.
Em
reação aos ataques de Israel e dos EUA, o rã vem bloqueando o estreito de Ormuz,
por onde passa boa parte da produção mundial de petróleo, e atingindo
infraestruturas energéticas. Um ataque de drone iraniano provocou, na
terça-feira (10), por exemplo, o fechamento da refinaria de Ruwais, nos
Emirados Árabes Unidos, uma das maiores do mundo.
Diante
da alta dos preços, o presidente americano Donald Trump ameaçou o Irã com
“consequências militares sem precedentes” caso o país destruísse o estreito de
Ormuz, por onde normalmente transita 20% da produção mundial de petróleo e gás
natural liquefeito.
O Irã, no entanto, não deu sinais de
recuo: durante a noite, a Guarda Revolucionária reivindicou a onda de ataques
“mais violenta e mais pesada desde o início da guerra” em toda a região.ANG/RFI/Com
agências

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