Economia/ Governo reafirma compromisso com reformas estruturais na abertura da Jornada de Difusão das Contas Externas 2024
Bissau, 04 Mar
26 (ANG) – O Governo, na voz do Primeiro-ministro reafirmou o compromisso com a
consolidação macroeconómica e transformação estrutural da economia nacional,
na abertura da Jornada de Difusão das
Contas Externas da Guiné-Bissau de 2024.
Ilídio Vieira Té, para responder aos desafios que essa consolidação impõe, revelou que o Governo está a implementar um conjunto de reformas estruturais orientadas para a sustentabilidade das finanças públicas, melhoria do ambiente de negócios, modernização das infraestruturas económicas e reforço da competitividade externa.
Neste
quadro, acrescentou que o programa
trienal apoiado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), ao abrigo da
Facilidade Alargada de Crédito (FEC), tem sido apontado como instrumento
determinante na consolidação orçamental, na melhoria da gestão da dívida
pública e no reforço dos fundamentos macroeconómicos.
Apontou entre os principais projetos estruturantes em
curso, a construção e reabilitação de estradas estratégicas, a expansão da
electrificação nacional no âmbito da OMVG, a modernização do Aeroporto
Internacional Osvaldo Vieira, a implementação do Imposto sobre o Valor
Acrescentado (IVA), a operacionalização do sistema aduaneiro SYDONIA World e o
início dos trabalhos de dragagem do Porto de Bissau.
O chefe de
governo destacou ainda o projecto
estratégico do Porto de Buba, associado a uma futura ligação ferroviária
sub-regional, bem como a construção de um porto comercial e de pesca em Pikil,
no sector de Biombo, iniciativas inseridas numa visão integrada de
transformação estrutural da economia.
Disse que,
as projeções apontam para um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) real na
ordem de 5,5 por cento em 2026, sustentado pela recuperação da actividade
agrícola, aumento do investimento público e privado e reforço da confiança dos
parceiros internacionais.
O Primeiro-ministro
do Governo de Transição agradeceu ao
Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO) pela promoção do evento.
Ilidio
Vieira Té destacou o profissionalismo e
rigor técnico na compilação e divulgação dos dados, bem como o contributo das
instituições públicas e privadas envolvidas na recolha de informações
estatísticas.
Segundo os
dados apresentados pelo Primeiro-ministro, a economia guineense cresceu 4,1 por cento em
2024, abaixo dos 5,8 por cento registados em 2023, e essa desaceleração se deve
, sobretudo, à evolução do sector agrícola e aos constrangimentos externos que
afectaram as exportações.
Ainda assim,
Té
disse que o desempenho ocorreu num
contexto internacional adverso, marcado por tensões geopolíticas, volatilidade
dos preços das matérias-primas e condições financeiras restritivas, num ano em
que a economia mundial cresceu cerca de 3,3 por cento.
No capítulo
da estabilidade de preços, destacou o registou de uma evolução positiva, com a
inflação média anual a desacelerar para 3,5 por cento, contra 7,2 por cento no
ano anterior, contribuindo para aliviar a pressão sobre o rendimento das
famílias.
Relativamente
às contas externas, Ilídio Vieira Té salientou a concentração
nas exportações na castanha de caju, situação que mantém a economia vulnerável
à choques externos de preços e de procura de mercados internacionais, e que
reforça a necessidade de diversificação produtiva e de transformação local da
produção agrícola.
Outro feito
económico destacado pelo PM se relaciona a visita da missão do FMI decorrida entre
3 e 13 de Fevereiro deste ano, no âmbito da 9.ª e 10.ª avaliações do programa
apoiado pela FEC, terminada com acordo
técnico (staff-level agreement) que permitirá a prorrogação do programa por
cinco meses, (até 29 de Dezembro de 2026), assegurando o alinhamento das
políticas económicas com a execução integral do Orçamento do Estado de 2026 e a
preservação da sustentabilidade da dívida pública.
Para Vieira
Té a consolidação macroeconómica, por si
só, não é suficiente, é necessário a redução da vulnerabilidade externa, o aumento do valor acrescentado nacional, o estímulo ao
investimento na produção, em sectores estratégicos tais como oa agro-indústria,
pescas, turismo e serviços logísticos.
ANG/LPG/ÂC//SG

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