Saúde Pública/Bissau acolhe “Reunião Regional” sobre uso de drogas nos países de língua portuguesa
Bissau, 04 Mar 26 (ANG) – Bissau
acolheu hoje, uma “Reunião Regional”, sobre o uso excessivo de drogas, nos países
de Língua Oficial Portuguesa.
O encontro que decorre sob o lema, “Trabalhar em Conjunto para a Saúde Pública. Minimizar os Danos e os Riscos do Uso de Drogas Ilícitas nos Países da Língua Portuguesa, é promovido pela ONG ENDA Santé e o Grupo de Ativistas e Tratamento (GAT).
Ao presidir a cerimónia de
abertura da reunião, o Embaixador de Portugal no país, Miguel Cruz Silvestre
revelou que a experiência de Portugal sobre esta matéria resulta de estudos
efetuados, há mais de duas décadas, e que representam um contributo técnico humano de
especial relevância para reflexão conjunta que irão efetuar.
Miguel Silvestre realçou que a problemática da saúde tem sido, desde muitas décadas, um dos pilares centrais de cooperação
entre Portugal e a Guiné-Bissau.
“E é neste domínio que temos
procurado atuar, de forma consistente e estruturada, com o propósito de
melhorar as condições de vida das pessoas, e fortalecer um sistema de saúde sustentável”, sublinhou o
Embaixador.
Para o Coordenador do
Conselho Nacional do Combate a Droga(CNCD), Francisco Sanha, o assunto da droga
nestes países que participam no encontro
não é apenas uma questão de saúde pública, mas também da segurança, desenvolvimento e justiça
social.
“As drogas ilícitas afetam a
educação, segurança, economia e, sobretudo, os futuros das nossas
juventudes, porque cada vida perdida pela dependência química, representa um
talento desperdiçado, uma família fragilizada e uma comunidade enfraquecida”, alertou
Sanhá.
Acrescenta que a reunião se revela oportuna, na medida
em que vai acordar as autoridades nacionais para a necessidade de incluir nas
suas estratégias e planos emergentes a problemática do consumo de drogas, com vista
a evitar situações de colapsos deste fenómeno muito sensível, que afeta a sociedade
em geral.
Segundo Francisco Sanhá
,
para minimizar o impacto do uso de drogas nos Países da Língua Portuguesa, a
liderança comunitária deve assumir o seu papel tal como se deve privilegiar
realizações de trabalhos em conjunto.
“São as comunidades que
conhecem de perto a realidade, e que percebem os sinais de vulnerabilidade, e
que também podem oferecer apoios imediatos e construir alternativas concretas nesta
matéria”, defendeu Sanhã.ANG/LLA/ÂC//SG

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