Agricultura/Direcção Geral de Florestas e Fauna prevê plantação de 50 mil árvores no presente ano 2026
Bissau,
04 Mar 26(ANG) – A Direção Geral de Florestas e Fauna, do Ministério de
Agricultura e Desenvolvimento Rural, tem em carteira o repovoamento de 50 mil
árvores de diferentes espécies durante o período chuvoso do presente ano 2026.
Aquele
responsável disse que no ano passado, plantaram cerca de 15 mil árvores numa
previsão inicial de 30 mil, quer dizer que não atingiram o objectivo traçado, devido ao
inicio tardio dos trabalhos.
Informou
que, para o presente ano, perspectivam plantar uma quantia de 50 mil árvores,
em conformidade com os campos identificados pelos técnicos do sector, em
diferentes localidades do país.
“Mas,
para o esclarecimento público, o repovoamento das áreas florestais disponíveis não
é tudo. O mais importante tem a ver com o seguimento das áreas repovoadas”, disse.
Aquele
responsável sublinhou que o seguimento é o componente mais importante do
processo de repovoamento e diz que exige a presença dos técnicos de três em
três meses.
“Infelizmente,
na Guiné-Bissau não acontece esse trabalho de seguimento. Seria bom tê-lo tendo
em conta que o país dispõe de superfície muito pequeno em comparação com as
outras partes do mundo”, afirmou.
O
Diretor-geral de Florestas e Fauna referiu após o golpe de Estado de 26 de Novembro
do ano passado, o Alto Comando Militar e o Governo de Transição adoptaram um
Plano para controlar a exploração dos
recursos florestais, para evitar o que aconteceu em 2012, em que as pessoas fizeram
o desmatamento nas florestas de uma
forma desorganizada.
Disse que foram interditas, durante muito
tempo, actividades de cortes de árvores .
“Neste
momento, essas atividades são permitidas apenas à empresas legalmente constituídas e autorizadas
a fazer cortes e exploração de
madeiras”, salientou.
Diamantino
Ortis Quadé disse que atualmente apenas
quatro empresas são autorizadas a operar
,fazendo cortes e exploração de madeiras no país.
Aquele
responsável disse que existem requisitos
que as referidas empresas devem respeitar, dentre os quais, a solicitação da
quantia de metros cúbicos de árvores de que precisa, requisição de corte junto a Direcçáo Geral de
Florestas bem como fazer o pagamento das licenças de corte.
Afirmou
que, por sua vez, a DG das Florestas constitui uma equipa que acompanha a empresa nas matas, desde corte até
carregamento dos contentores.
Ortis Quadé disse que participam no controlo da exploração florestal, representantes da Brigada Nacional de Proteção de Meio Ambiente e Natureza, Polícia Judiciária, Inspeção das Florestas. ANG/ÂC//SG

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