Côte D`Ivoire/CEDEAO inicia consultas regionais para redefinir prioridades de integração
Bissau, 04 Mar 26 (ANG) – A Comissão da Comunidade Económica dos
Estados da África Ocidental (CEDEAO) iniciou, na terça-feira, em Abidjan, uma consulta regional dedicada ao
futuro do comércio, da integração económica e do desenvolvimento sustentável na
África Ocidental.
Com duração prevista até sexta-feira, 6 de Março, esta reunião
serve de prelúdio para a Cúpula Especial sobre o futuro da organização. Seu
objetivo é coletar contribuições dos Estados-membros, do setor privado e da
sociedade civil sobre questões de governança, segurança e transformação económica.
No início dos trabalhos, os participantes apelaram a uma
integração mais concreta e inclusiva.
Falando em nome da Rede de Organizações de Agricultores e
Produtores da África Ocidental (ROPPA), Cheikh Moumouni Sissoko enfatizou que
"os agricultores constituem o maior setor privado da região". Ele
afirmou que os produtores agrícolas fornecem "85% dos investimentos
produtivos, assumem 100% dos riscos e geram quase 60% dos empregos".
Ele defendeu um maior reconhecimento das organizações
camponesas, enfatizando a importância da preservação dos recursos naturais, da
integração das questões ambientais nas políticas regionais e do ensino de
projetos comunitários nas escolas.
Por sua vez, o Ministro Delegado para a Integração Africana e os
Marfinenses no Exterior, Adama Dosso, elogiou "cinquenta anos de um espaço
de liberdade e solidariedade do qual a região pode se orgulhar",
observando, porém, que o comércio intrarregional permanece baixo, em torno de 5
a 7%. Ele mencionou diversos desafios, incluindo a dependência de
matérias-primas e as barreiras não tarifárias, propondo uma agenda com o
objetivo de aumentar o comércio intrarregional para 10% até 2028 e 15% até
2030.
Falando em nome do Parlamento da CEDEAO, a Vice-Presidente
Adjaratou Traoré afirmou que a integração "não pode permanecer uma questão
puramente técnica" e deve refletir-se no quotidiano dos cidadãos. Ela
defendeu um Parlamento Comunitário reforçado com poderes legislativos reais.
Apesar dos progressos em matéria de livre circulação e paz, o comércio intrarregional permanece abaixo de 15%, enquanto as economias da África Ocidental continuam vulneráveis a choques externos. No centro dessas discussões está a Visão 2050, que visa construir uma região pacífica, próspera e plenamente integrada. ANG/Faapa

Sem comentários:
Enviar um comentário