Rússia/Em meio a negociações travadas, Moscou e Kiev realizam troca de prisioneiros de guerra
Bissau, 06 Mar 26 (ANG) - Moscovo anunciou , quinta-feira (5) que Ucrânia e Rússia realizaram uma troca de 200 prisioneiros de guerra de cada lado, a primeira etapa de um acordo firmado durante negociações recentes em Genebra.
O pacto prevê que 500 detidos serão entregues por cada
país até sexta-feira.
“Como
parte dos acordos alcançados em Genebra, uma troca de prisioneiros com a
Ucrânia ocorrerá nos dias 5 e 6 de março. 500 por 500”, escreveu no Telegram o
negociador russo e conselheiro do Kremlin, Vladimir Medinsky.
Pouco antes da declaração, o Ministério
da Defesa russo, citado pela agência TASS, informou que a primeira fase da
operação já havia sido concluída, com a libertação de 200 prisioneiros russos
em troca de 200 soldados ucranianos detidos por Moscou. Em comunicado, o
Ministério das Relações Exteriores da Rússia acrescentou que a segunda etapa,
envolvendo 300 prisioneiros de cada lado, está prevista para esta sexta-feira.
Segundo o governo russo, o acordo é
resultado de um processo de negociação complexo, que contou com a mediação dos
Emirados Árabes Unidos e dos Estados Unidos. As trocas de prisioneiros - e
também de corpos - são um dos poucos resultados concretos das rodadas de
diálogo mantidas entre Kiev e Moscou desde o início da guerra.
Em Fevereiro, uma nova série de discussões ocorreu
em Genebra entre representantes ucranianos,
russos e americanos, mas não produziu avanços diplomáticos capazes de aproximar
o fim do conflito, iniciado após a ofensiva em larga escala lançada pela Rússia
em Fevereiro de 2022.
As conversas seguem travadas,
principalmente devido ao impasse sobre o futuro de Donbas, região industrial
estratégica no leste da Ucrânia. Moscou exige a retirada das forças ucranianas
das áreas ainda controladas por Kiev na província de Donetsk, uma condição que
a Ucrânia rejeita categoricamente.
No
início de Fevereiro, os dois países já haviam efetuado uma troca envolvendo 157
prisioneiros de guerra de cada lado, a primeira desde Outubro de 2025. ANG/RFI/
AFP

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