segunda-feira, 22 de janeiro de 2024


Cumprimento de Ano Novo
/Anciões Balantas pedem tranquilidade para que o país possa produzir

Bissau 22 Jan 24 (ANG) – Um grupo de anciões da etnia Balanta pediram que o ano 2024 seja de tranquilidade, de trabalho, sem interrupções e que seja um ano de descanso para os guineenses.

Almeida Yongana que falava em nome dos homens grandes Balantas durante o encontro de cumprimento de novo ano ao Presidente da República, salientou que um país com todas as condições naturais como Guiné-Bissau, precisa de sossego para poder produzir.

Yongana pediu aos guineenses à unirem para juntos construirem a Guiné-Bissau, por isso segundo ele deve-se mudar a mentalidade e a maneira de comportar, frisando que a arma ou guerra não é o caminho para resolver problemas.

“As perturbações que podem ser obstáculos para o desenvolvimento da Guiné-Bissau não vai ajudar os guineenses por isso a nossa opinião é unânime ou seia quem arranjar problemas que paga pelos seus actos”,avisou.

Almeida yongana disse que o país está a dar sinais de estabilidade que mereceu confiança internacional sob o comando do Sissoco Embalo, dando exemplo da vinda a Bissau de muitos Chefes de Estados, de Governos, das embaixadas entre outros, mostram que o país está num bom caminho, frisando que, agora se isso é verdade deve-se resolver qualquer problema em base de diálogo.

Por seu turno, o Chefe de Estado agradeceu este tipo de encontros frisando que a política não é violência, mas sim, ideologia, avisando que qualquer alguém que quer usar uma étnia nesse caso balanta para ir fazer mal que não aceitem, uma vez que estão a estragar nome de “Bons Balantas”.

“Estou contente com este encontro e que ninguém coloque na vossa cabeça que eu não gosto de vocés ou os papéis não gostam dos balantas não, mas quem fizer mal deve ser chamado o seu nome, por exemplo o Tchami Yala está envolvido em todos os problemas, no dia em que foi encontrado irá para cadeia de acordo com a lei, ninguém vai o matar porque não sou assassino”,disse.

Embalo disse confiar nos anciões balantas, salientando que,  vão fazer trabalho em conjunto que passa por encontro entre outras etnias para lhes mostrar que não são os balantas quem matam as pessoas.

Afirmou que,  por causa da política as pessoas mataram uns aos outros no Burundi e Ruanda por causa das devergências étnicas-.

“O que os políticos fazem aqui, é mandar matar pessoas depois dizem que são os balantas, o que não corresponde a verdade, por isso quem matar deve ser chamado pelo seu nome”, sublinhou Umaro Sissoco Embalo.ANG/MSC/ÂC

 

Cooperação/Presidente da República convidado a visitar a República Popular da China este ano

Bissau, 22 jan 23 (ANG) – O Director dos Assuntos Africanos do Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China convidou o Presidente da Republica Umaro Sissoco Embalo para visitar a China este ano.


 O anúncio feito por Wu Peng em declarações à imprensa à saída de uma audiência com Úmaro Sissoco Embalo, no âmbito da visita a Guiné-Bissau.

“Esperamos que o Presidente da Guiné-Bissau possa efetuar este ano uma visita oficial a China, aproveitando para assistir a Cimeira do Fórum de Cooperação China/África (FOCAC) a ter lugar deste ano, em Pequim”,admitiu Wu Peng.

Disse que, falaram sobre as relações  bilaterais, que diz ser de importância para o desenvolvimento dos dois países e sobretudo para o bem estar da população guineense.

 O Director dos Assuntos Africanos do Ministério dos Negocios Estrangeiros da China, Wu Peng disse apreciar com bastante agrado o apoio da Guiné-Bissau ao principio de uma só China ou seja da sua reunificação.

Em relação Wu Peng afirmou que a China prespectiva alargar a cooperação para áreas do comércio de modo a promover o crescimento económico do país.

“Falaramos também sobre a necessidade da exportação da castanha da Guiné-Bissau para China e nós queremos promover o investimento das empresas privadas da China no país nos dominios da energia, minas e transformação de produtos”, informou Wu Peng.ANG/LPG/ÂC


Política/Presidente da República aponta eleições para "Outubro/Novembro"

Bissau,22 Jan 24(ANG) - O Presidente da República falou, esta sexta-feira, pela primeira vez, desde que dissolveu o Parlamento, a 4 de Dezembro. Umaro Sissoco Embaló disse que “não fechou o parlamento” porque “não é polícia, carcereiro que tem a chave ou portador da chave do parlamento”. Questionado sobre a data das eleições legislativas, apontou para "Outubro/Novembro".

Foi num encontro com jornalistas, antes de partir para a República Democrática do Congo, onde vai participar na tomada de posse do Presidente reeleito, que Umaro Sissoco Embaló falou pela primeira vez sobre a contestada dissolução do parlamento.

“Eu dissolvi o parlamento, é prorrogativa constitucional do Presidente do República. O Presidente da República não fechou o parlamento”, declarou.

A sua decisão de dissolver o Parlamento tem sido contestada e considerada inconstitucional por ter sido tomada antes de decorridos os 12 meses das eleições legislativas previstos na Constituição.

constitucionalista português, que participou na elaboração da Constituição da Guiné-Bissau, Jorge Miranda, disse à RFI, em Dezembro, que a decisão de dissolver a Assembleia Nacional Popular “é anticonstitucional” porque “o artigo 94, número 1, diz que a Assembleia Nacional Popular não pode ser dissolvida nos 12 meses posteriores à sua eleição”. Ora, as eleições legislativas ocorreram a 4 de Junho passado. O artigo 94, número 1, indica que “a Assembleia Nacional Popular não pode ser dissolvida nos 12 meses posteriores à sua eleição, no último semestre do mandato do Presidente da República ou durante a vigência do estado de sítio ou de emergência”.

Esta sexta-feira, o Presidente guineense justificou que dissolveu o parlamento e comparou-se ao Presidente português. De recordar que o primeiro-ministro português, António Costa, apresentou a sua demissão ao Presidente da República devido a ter tido o seu nome envolvido num alegado caso de corrupção e foi na sequência dessa demissão que Marcelo Rebelo de Sousa decidiu dissolver a Assembleia da República e convocar eleições antecipadas para 10 de Março de 2024.

O chefe de Estado guineense dissolveu a Assembleia Nacional Popular, a 04 de Dezembro, e destituiu o Governo da maioria PAI-Terra Ranka, nomeando um executivo de iniciativa presidencial que está a gerir o país, liderado por Rui Duarte Barros.

Desde então, o parlamento está fechado e a 13 de Dezembro de 2023 o líder parlamentar e alguns deputados da maioria liderada pelo PAIGC foram impedidos de entrar nas instalações por forças policiais que lançaram gás lacrimogéneo.

Umaro Sissoco Embaló acrescentou: “Eu sou Presidente da República, o Presidente da República não é polícia, carcereiro que tem a chave ou portador da chave do parlamento”. E insistiu: “Eu não mandei fechar o parlamento, eu dissolvi o parlamento.”

Questionado sobre a convocação de novas eleições legislativas, Sissoco disse que “não é o Presidente que toma a decisão, o Presidente marca as datas”.

O chefe de Estado guineense adiantou que vai “começar consultas com a Comissão Nacional de Eleições” e que depois marcará a data que, segundo disse, deverá ser em "Outubro/Novembro", depois do final da época das chuvas.

De qualquer das formas, vamos encontrar um consenso. O Presidente só marca a data, quem organiza as eleições é o Governo e a Comissão Nacional de Eleições”, afirmou.

Sobre o relatório da Liga Guineense dos Direitos Humanos que concluiu que, entre 2020 e 2022, o Estado de Direito deu lugar na Guiné-Bissau ao autoritarismo e apetência pela ditadura, Umaro Sissoco Embaló declarou: “Se fosse direitos das mulheres, hoje não dormia, mas direitos humanos… a comunidade internacional conhece Umaro Sissoco Embaló.”ANG/RFI

 

Cooperação/Secretário de Estado dos EUA visita Cabo Verde com encontro de alto nível com primeiro-ministro na agenda

Bissau, 22 Jan 24 (ANG) – O secretário de Estado dos Estados Unidos da América (EUA), Antony Blinken, efectua hoje uma visita oficial a Cabo Verde, tendo na agenda um encontro de alto nível com o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva.

Da agenda da visita, segundo nota do Governo, está prevista ainda uma visita ao Porto da Praia, na Cidade da Praia, infra-estrutura que beneficiou do financiamento do Millennium Challenge Corporation (MCC).

Esta primeira visita de um Secretário de Estado norte-americano a Cabo Verde, segundo a mesma fonte, simboliza a “forte amizade e a parceria exemplar entre os dois países”.

Essa parceria, acrescenta, ganha relevância dada a significativa comunidade cabo-verdiana residente nos Estados Unidos da América.

“Cabo Verde e os EUA têm demonstrado um grande compromisso com os valores universais, tais como o Estado de Direito Democrático e o respeito pelos Direitos Humanos”, aponta a nota governativa.

“Esta visita ocorre num momento depois de Cabo Verde ter sido reconhecido pela OMS como um país livre de paludismo e seleccionado para o terceiro compacto do Millennium Challenge Account, um feito notável para o país na sua integração económica regional”, salienta.

Espera-se que esta visita do Secretário do Estado norte-americano, perspectiva o Executivo cabo-verdiano, aprofunde os laços históricos entre Cabo Verde e os Estados Unidos e promova novas parcerias em áreas-chave para o desenvolvimento sustentável do país.

Esta visita enquadra-se numa digressão do governante norte-americano pela África que integra, ainda, passagens pela Costa do Marfim, Nigéria e Angola, de 21 a 26 de Janeiro de 2024.ANG/Inforpress

 

Guerra Médio Oriente/Exército israelita diz ter eliminado células do Hamas no centro e norte da Faixa de Gaza

Bissau, 22 jan 24 (ANG) - O exército israelita disse hoje que eliminou, nas últimas horas, várias “células terroristas” do Hamas no norte e centro da Faixa de Gaza, quando está a intensificar a sua ofensiva militar em torno de Khan Yunis, no sul do enclave.

“No centro da Faixa de Gaza, uma célula terrorista que avançava em direção às forças [israelitas] foi eliminada quando tentava fazer uma emboscada”, informou Israel num comunicado militar.

Esta operação conjunta aconteceu entre as forças terrestres, que identificaram os suspeitos, e a força aérea, que lançou o ataque.

No norte do enclave, as tropas também identificaram outra “célula terrorista armada” e responderam com fogo, matando um dos seus membros.

“Depois, um avião atacou e matou os terroristas restantes. Outro avião de combate israelita atacou o complexo militar onde operava a célula”, acrescentou o exército no comunicado.

Há mais de uma semana que o exército israelita iniciou uma ofensiva de “baixa intensidade” no norte do enclave, embora ainda estejam a ser realizadas operações localizadas, numa altura em que os ataques no centro e no sul na Faixa de Gaza foram intensificados nos últimos dias.

No centro, as tropas conseguiram avançar em direção ao campo de refugiados de Nuserirat.

O ministro da Defesa israelita, Yoav Gallant, antecipou no domingo que a ofensiva em torno de Khan Yunis, no sul, iria expandir-se nos próximos dias, depois de terem conseguido chegar ao flanco mais meridional daquela cidade.

Em Khan Yunis, o exército israelita referiu que encontrou um longo túnel, onde teriam encontrado evidências que reféns estiveram ali escondidos. Também há a suspeita que o líder do Hamas em Gaza, Yahya Sinwar, esteja escondido nos túneis daquela cidade.

O número de mortos na Faixa de Gaza após 108 dias de guerra ultrapassa 25.100 e 62.680 feridos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas.ANG/Lusa

 

Senegal/Conselho Constitucional valida 20 candidaturas para Presidenciais

Bissau,22 Jan 24(ANG) - O Conselho Constitucional do Senegal publicou na noite de 20 de Janeiro, a lista final de candidatos às eleições presidenciais de 25 de Fevereiro. A lista contém 20 candidatos e deixa de fora Karim Wade e Ousmane Sonko.

O Conselho Constitucional senegalês publicou uma lista final de 20 candidatos às eleições presidenciais de 25 de Fevereiro, que não inclui Karim Wade, filho e ministro do antigo Presidente Abdoulaye Wade.

A lista inclui o candidato do campo presidencial, o primeiro-ministro Amadou Ba, os antigos chefes de governo e opositores Idrissa Seck e Mahammed Boun Abdallah Dionne, o antigo presidente da Câmara de Dakar Khalifa Sall e Bassirou Diomaye Diakhar Faye, apresentado como candidato substituto por Ousmane Sonko.

O politólogo guineense Henri Labery não acredita que os senegaleses tenham ficado surpreendidos com a decisão do Conselho Constitucional: "já se desenhava há muito tempo o jogo do poder. Toda a gente sabe que o candidato no poder não tem envergadura e é ele quem controla as eleições. Tudo pode acontecer".

Nos últimos 20 anos tornou-se mais "difícil alterar os resultados das eleições", acrescenta o politólogo que não exclui a possibilidade "de haver manobras que façam acreditar na representatividade do candidato no poder. O Mali, o Burkina Faso e o Níger não querem do Sonko no poder porque ele têm uma visão diferente. Ele poderia acabar com os acordos petrolíferos".

Bassirou Diomaye Diakhar Faye, 43 anos, membro do partido dissolvido de Ousmane Sonko, também está detido, mas ainda não foi julgado. Bassirou Diomaye Diakhar Faye está preso desde Abril de 2023 por “desacato ao tribunal” e “difamação contra pessoa jurídica”, depois de ter publicado uma mensagem no Facebook.

A candidatura de Karim Wade, inicialmente validada, acabou por ser rejeitada devido à sua dupla nacionalidade. Ousmane Sonko também está excluído da corrida. Ousmane Sonko foi considerado culpado, em Junho de 2023, de libertinagem de menor e condenado a dois anos de prisão. O opositor denunciou uma conspiração destinada a impedi-lo de participar nas eleições presidenciais, o que o governo nega.

A lista publicada pelo Conselho Constitucional inclui ainda duas mulheres, Rose Wardini, ginecologista e activista da sociedade civil, e a empresária Anta Babacar Ngom. O opositor Karim Wade, filho e ministro do antigo Presidente Abdoulaye Wade está ausente da lista, o Conselho Constitucional considerou “inadmissível” a candidatura por causa de ter dupla nacionalidade francesa e senegalesa.

"O antigo presidente da Câmara de Dakar Khalifa Sall é uma figura credível e tem um certo apoio. A política nunca foi e nunca será uma ciência exacta. Não sabemos o que é que o eleitorado nos vai reservar nestas eleições, mas tenho impressão que irá haver muitas surpresas", concluiu Henri Laber.

Qualquer candidato à presidência “deve ter nacionalidade senegalesa, gozar dos seus direitos civis e políticos, ter pelo menos 35 anos e no máximo 75 anos no dia das eleições”, indica a Constituição.ANG/RFI

 

 

EUA/Eleições/ Trump quer nomeação republicana já na terça-feira em New Hampshire

Bissau, 22 jan 24 (ANG) – O ex-Presidente dos Estados Unidos Donald Trump disse, no domingo à noite, que quer garantir a nomeação como candidato presidencial republicano já na terça-feira, na primeira das eleições primárias republicanas, em New Hampshire.

Num comício em Rochester, a maior cidade do Estado do nordeste norte-americano, Trump apelou aos apoiantes para votarem em massa e “fixarem novos recordes” na primeira das eleições primárias republicanas, marcada para terça-feira.

O republicano, de 77 anos, voltou a elogiar o governador da Florida, Ron DeSantis, que horas antes se retirou da corrida para as eleições primárias republicanas, apoiando Donald Trump.

“Só quero agradecer a Ron e dar-lhe os parabéns por fazer um excelente trabalho”, disse Trump, no início do comício, descrevendo o rival como “uma pessoa realmente incrível”. “Também estou ansioso para trabalhar com Ron”, acrescentou.

Mas o ex-Presidente passou mais tempo a atacar a única rival que permanece na corrida, Nikki Haley, que nomeou embaixadora junto da ONU em 2017, acusando-a de ser uma fantoche do aparelho político que ele prometeu desmantelar.

Trump descartou a possibilidade de escolher Haley como candidata a vice-presidente: “Ela é inelegível”.

Também no domingo, Haley alegou que Trump está a mostrar sinais de declínio mental, depois do ex-Presidente a ter alegadamente confundido com um político democrata.

“Não está no mesmo nível de 2016. Acho que podemos ver parte desse declínio”, disse Haley à televisão norte-americana CBS, acrescentando que o magnata é “um íman” que atrai “o caos”.

As primárias republicanas vão testar a liderança de Trump num estado em que venceu por uma margem confortável nas primárias de 2016, mas que tem um eleitorado consideravelmente mais moderado do que aquele que lhe proporcionou uma grande vitória nos ‘caucus’ do Iowa, a 15 de janeiro.

Um ‘caucus’ é uma reunião de pessoas com interesses ou objetivos comuns, que pode repetir-se em diversos locais nos estados onde decorrem, com os participantes a discutir assuntos partidários em que indicam a preferência por um candidato presidencial para representar o partido nas eleições de novembro.

Três sondagens alargadas realizadas em New Hampshire, depois do 'caucus' do Iowa, evidenciaram a consistência do favoritismo de Donald Trump face aos oponentes na corrida à indicação republicana, com Haley a posicionar-se como a principal adversária.

Duas sondagens do Boston Globe/NBC-10/Suffolk, assim como outro levantamento feito pelo St. Anselm College, mostram o ex-Presidente a superar a ex-embaixadora da ONU por dois dígitos, dando todas elas 50%, ou mais, dos votos a Trump.

Ainda de acordo com as três sondagens, Haley vence entre os independentes por entre 10 a 20 pontos, enquanto Trump sai vitorioso entre republicanos registados por cerca de 40 pontos.ANG/Lusa

 

  Libéria/Joseph Boakai é hoje empossado na Presidência da República

Bissau, 22 jan 24 (ANG) – O veterano político da Libéria Joseph Boakai é hoje empossado na Presidência, após a vitória na segunda volta das eleições presidenciais, realizada em 14 de novembro de 2023.

Joseph Boakai, de 78 anos, venceu com 50
,64% dos votos, contra 49,36% do até aqui Presidente e antigo futebolista George Weah, com uma vantagem de apenas 20.567 votos num universo de pouco mais de 1,6 milhões de eleitores.

As eleições presidenciais, e legislativas, foram o primeiro ato eleitoral realizado sem a presença da missão da ONU (2003-2018), criada para garantir a paz após as guerras civis que causaram mais de 250 mil mortos entre 1989 e 2003.

Os confrontos durante a campanha causaram várias mortes antes da primeira volta, realizada em 10 de outubro, e fizeram temer a violência pós-eleitoral.

Mais de um quinto da população vive com menos de 2,15 dólares (cerca de 2,04 euros) por dia, de acordo com o Banco Mundial.

A Libéria está classificada em 142.º lugar, entre 180 países, no Índice de Corrupção de 2022 da Transparência Internacional.ANG/Lusa


 

Política/Presidente da República garante que o país vai celebrar centenário do nascimento de Amílcar Cabral

Bissau,22 Jan 24(ANG) – O Presidente da República prestou no Domingo, 21 de Janeiro, a homenagem a Amílcar Cabral com a deposição de coroas de flores na campa do fundador das nacionalidades guineense e caboverdiana, na fortaleza de Amura, onde também funciona o quartel do Estado-Maior General das Forças Armadas.

Em declarações à imprensa, Úmaro Sissoco Embaló pediu aos guineenses no sentido de mobilizarem-se para comemorar o centenário de Amílcar Cabral, que se assinala este ano 2024.

O Presidente da República disse na ocasião que, tem um imenso respeito pela figura de Amílcar Cabral, mas que não vai permitir que haja desrespeito à sua memória.

“Vamos organizar a comemoração do centenário com toda a dignidade e respeito, porque aquele homem merece respeito de todos nós. O mausoléu deve ser reservado para a deposição de coroas de flores de chefes de Estado que visitam a Guiné-Bissau. Por isso, não se pode permitir aos partidos depositarem coroas de flores e isso seria uma desordem que não podemos aceitar”, assegurou.

Disse que Cabral é um líder ímpar, fundador da nacionalidade guineense, uma figura respeitada pelo mundo fora.

Embalo prometeu uma homenagem nacional e do Estado guineense para assinalar os 100 anos de nascimento de Amílcar Cabral, mas só em Setembro para coincidir com a data do seu nascimento.

Uma Delegação do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC), liderada por um dos seu Vice Presidente Geraldo Martins, foi impedida de entrar no Estado Maior General das Forças Armadas, no passado dia 20 de janeiro para prestar homenagem à Amilcar Cabral.

O Partido Africano da Indepenmdência PAIGC, partido fundado por Cabral, pretende organizar uma série de actividades para comemorar o centenário.

O Presidente da República aproveitou a oportunidade para explicar o porquê de ter impedido a entrada de delegação do PAIGC no Estado-Maior para prestar homenagem a Cabral.

Umaro Sissoco Embalo disse que enquanto for Presidente da Guiné-Bissau acabaram-se as "romarias" de partidos à campa de Cabral que afirmou não ser propriedade de nenhum partido, mas sim de todos os guineenses.

Amílcar Cabral, fundador das nacionalidades guineense e cabo-verdiana, foi assassinado a 20 de janeiro de 1973, em Conacri, capital da Guiné-Conacri, onde o partido (PAIGC) tinha a sua base (Secretariado), razão pela qual as autoridades nacionais instituíram 20 de janeiro como o dia dos heróis nacionais para homenagear todos os combatentes que deram a vida para a libertação da Guiné-Bissau do jugo colonial.ANG/ÂC

 

Política/Líder do PAIGC desafia os guineenses à encarrar 2024 como ano de reconquistar o poder e respeitar a vontade do povo

Bissau,22 Jan 24(ANG) - O presidente do Partido Africano da Independência da Guine e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, desafiou os guineenses a encarar o ano 2024 não só como um ano de invocar as “memórias e homenagens”, mas também de renovação de compromissos, com vista a repor a dignidade ao povo, reconquistando o poder para respeitar a vontade expressa pelo povo.

Ao dirigir-se aos militantes do PAIGC em Portugal no ato comemorativo do dia dos heróis nacionais que assinala a morte do líder fundador das nacionalidades guineense e cabo-verdiana, Simões Pereira lembrou que a ANP aprovou uma resolução, na qual o ano 2024 foi dedicado como ano de comemoração do centenário de Amílcar Cabral.

O também Presidente da Assembleia Nacional Popular(ANP), afirmou que aqueles que “sequestraram o poder podem fazer tudo o que quiserem, mas não podem ignorar o centenário de Cabral, ignorar o ano 2024”, desafiando os guineenses a não terem medo de assumir a herança de Amílcar Cabral.

Para Simões Pereira, a população deve renovar o seu compromisso para que o centenário de Cabral não seja esquecido, porque “do contrário seria dizer aos combatentes que não valia a pena irem à luta, ou que a luta contra o jugo colonial foi uma luta em vão”.

“Hoje o nosso país está mergulhado numa nova crise. Uma crise forçada que se quer perpetuar para sequestrar o poder. É chegada a hora de pagarmos o nosso quinhão, fazer os combatentes acreditarem que os seus esforços não foram em vão. Não podemos ter essa luta como um part- time. Devemos levantarmo-nos para conquistar a liberdade” insistiu, afirmando que se registou um retrocesso do estado de direito democrático no país, sequestrado pela corrente de crime organizado.

“Os aviões descem sem controlo, malas sem controlo, se o carro de vidro escuro parar na tua porta, a tua família tem problemas naquele dia, temos que levantarmo-nos e confrontar esse mal. O grande problema de Guiné-Bissau é o problema de complexos. É o complexo que nos faz lembrar que fula não é igual a manjaco, quem tem cor não é igual a quem não tem, quem tem altura é melhor de quem não tem. Porquê?! Porque em termos de substância cultural é um vazio. E como não há nada, vamos preenchê-lo com as nossas diferenças. O que devemos fazer é repor o conteúdo. Por isso, devemos celebrar o Cabral “ disse Simões Pereira.ANG/odemocratagb

 

sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

CAN-2023/”Chegou a hora de mudar toda a Direção Técnica da Federação de Futebol da Guiné-Bissau”, diz Sabino Santos

Bissau, 19 Jan 24 (ANG) – O comentador desportivo guineense Sabino Santos, defendeu ,esta sexta-feira, a mudança de toda a direção da maior instituição que gere o futebol nacional,  devido o mau desempenho que tem demostrado aos amantes de futebol, em sucessivos CAN e outras competições.

Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG), Sabino Santos sustentou que a atual Direção já deu tudo que tinha a dar para aquela institiição Desportiva, acrescentando  que, de alguns tempos para cá  as coisas não têm andado de forma desejada pelos adeptos de futebol nacional e que a única alternativa é mudança de toda a direção da Federação de Futebol da Gguiné-Bissau(FFGB).

“No meu ponto de vista a respeito da quarta participação da Guiné-Bissau nas provas de Campeonato Africano das Nações (CAN-2023), que decorre na Costa de Marfim, o futebol é um processo para os que percebem bem dele, fico um pouco estranho quando vejo os torcedores da turma nacional com tanta expetativa de que a seleção pode trazer algum resultado positivo ao país, em sucessivos CAN em que tem participado”, referiu o analista.

Acrescentou  que,a obtenção de  bom resultado exige a organização e muito trabalho dentro de qualquer estrutura.

“Mas isso é algo que não acontece com a direção da FFGB. Nunca tiramos o tempo para a competição de alto nível, a maioria dos atletas convocados para vir representar a turma nacional, não têm minutos nas equipas em que atuam, e alguns convocados merecem de facto jogar, mas não constituem a opção do técnico Candé. Esses aspectos e outros são dos motivos que refletem a mã prestação dos Djurtus, em sucessivas provas do CAN”, disse Sabino Santos.

Questionado  se concorda ou não com a continuidade do Mister Candé a frente da Seleção Nacional de Futebol,  Sabino Santos diz que o Candé não é o único culpado. Diz que apesar de as coisas não estarem a correr como prevista deve-se recordar que foi o único que conseguiu levar o país, e  pela quarta vez consecutiva, ao CAN.

“Não podemos negar isso porque está claro. Mas, a grande verdade é que quando as coisas não estão a andar bem, algo tem que mudar, por isso a minha resposta relativamente a sua questão o Comité Executivo da FFGB deve ter a ousadia de enfrentar o mister Candé para o demitir, dando oportunidade ao outro técnico, talvéz assim as coisas possam  mudar”, disse  o comentarista.

Sabine Santos fazendo as contas, diz que  o técnico Candé, em todas as provas do CAN em que tem participado até então, realizou 11 jogos sem vencer.

Os Djurtus  devem realizar a última partida do grupo A, no dia 25 contra a Nigéria que na quinta-feira venceu por 1-0 a seleção da Costa do Marfim.
ANG/LLA/ÂC//SG


Centenário de Cabral
/ PAIGC assinala data com várias actividades nacionais e internacionais em homenagem a figura de Amílcar Cabral

Bissau, 19 Jan 24 (ANG) – O Secretário Nacional do Partido Afriacano da Independência de Guiné e Cabo Verde(PAIGC) revelou, esta sexta-feira, que as celebrações dos  100 anos do nascimento e 51 anos de assasinato de Amílcar Cabral arrancam no sábado(20) com a habitual deposição de corôa de flores na Fortaleza de  Amura, em homenagem a figura do fundador das nacionalidades guineense e cabo-veridiano e dos restantes Combatentes da Liberdade da Pátria,em Bissau.

Em declarações exclusivas à ANG, António Patrocínio acrescentou que, para além dessa atividade, as celebrações vão ser prolongadas  até Setembro  com várias outras celebrações .

A deposição de corôa de flores será seguida de  exibição de um filme denominado o “Regresso de Cabral” e apresentação de um projeto  aprovado na sessão do parlamento, sobre o centenário do seu  nascimento.

 António Patrocínio apela ao  envolvimento de todos, sobretudo das autoridades a volta das celebrações dos 100 anos de nascimento e 51 anos da morte da Cabral.

Ainda para sábado, segundo Patrocínio, está prevista a realização de um “Djumbai”, à tarde, às 18 horas, junto a estátua de Amílcar Cabral,  na retunda do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, intitulado “Djumbai ku Cabral”, e que será animado com músicas de luta armada de libertação , declamação de poesia, contos de passagens históricos de Amilcar Cabral e dos Combatentes até as 22 horas.

“Queremos ouvir testenunhos das pessoas que estiveram juntos com Cabral nos eventos internacionais onde discursos, para ver como podemos  aproveitar os ensinamento de Amícar Cabral para o atual desafio político do desenvolvimento que o PAIGC enfrenta ”, enalteceu o Secretário Nacional do PAIGC.

No dia 23 de Janeiro, de acordo com Antônio Patrocínio, dia em que se assinala o início da luta de libertação, haverá atividades para se elevar a memória de Amilcar Cabral e dos Combatentes da Liberdade da Pátria.

Antonio Patrocinio diz que  que o partido tem a responsabilidade, não só de evocar e preservar a imagem de Amilcar Cabral, mas também  de convidar todas as entidades nacionais, quer político, académico e empresarial para se unirem a volta das celebrações dos 100 anos de nascimento e 51 do seu assassinato de Cabral.  

Para o mês de Fevereiro, disse que  o PAIGC vai realizar um encontro de quadros em Cassacá, região de Tombali, sul do país, dia em que se assinala  os 60 anos do primeiro encontro dos quadros, que irá culminar com o lançamento da primeira pedra para a construção de uma escola ideológica Amílcar Cabral.

“Haverá em Março uma conferência Internacional dedicado à figura de Titina Silá e outros combatentes. Uma outra atividade prevista  tem a ver com a construção do memorial  na ilha de Komo, região de Tombali, sul do país e um encontro de politicos comunitários, assinalando os 60 anos da Batalha de Komo.

Aquele responsável informou que, Lugadjol, em Madina Boé, vai acolher em Abril, a Universidade Aberta da Juventude, que deve contar com a participsação  de cerca de 2 mil jovens, não só para evocar obras de Amilcar Cabral, mas também para proceder  ao lançamento do projeto de sustentabilidade da  comunidade de Boé.

Disse que em Maio haverá Festival Internacional da  Juventude e Estudante de Países de Língua  Oficial Portuguesa.

Patrocínio Barbosa disse ainda que em Junho será promovido um torneio  internacional de futebol, em jeito de homenagem a  Cabral enquanto futebolista, bem como todos os jogadores internacionais que de um forma ou outra representaram as cores nacionais.

Para julho, prosseguiu, haverá um Conferência dos guineenses na diáspora, com envolvimento de académicos, politicos empresários para discutir e descobrir as valências de Cabral.

Em Agosto prespectiva-se a inauguração do Centro de Documentação Histórico de Cabral, para que os estudantes e população possa conhecer Amílcar Cabral e a passagem histórica da luta de libertação nacional.

Disse que, em Setembro está prevista o lançamento do projecto de construção do memorial de Amílcar Cabral, na cidade Bafatá, com o  intuíto de internacionalizar essa cidade como da cultura,   história e memórias da luta de libertação e daquilo que é considerado o Pai da nacionalidade guineense.

Acrescentou que  o evento será seguido de um Simpósio internacional, para revisitar, mais uma vez, as obras de Amílcar Cabral e contextualizá-las no actual momento e por último um festival itinerante  nacional de arte e cultura, em todas as regiões do país.

O Secretário Nacional do PAIGC sublinhou que, para esta festa da cultura, está agendada a animação musical, feira de livros sobre  vida e obral de Cabral, gastronomia, miss, exposição fotográfica e feira de artesanato.

O Secretário nacional do PAIGC revelou que irá ser  apresentado o  projeto da casa natalícia de Cabral e a cidade de Bafatá como  património da organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura UNESCO, para valorizar a figura de Cabral.ANG/LPG/ÂC//SG

Etiópia/Mais de 860 pessoas morreram de fome em quatro meses no norte da Etiópia

Bissau, 19 Jan 24(ANG) - Mais de 860 pessoas morreram de fome nos últimos quatro meses do ano passado, no norte da Etiópia, na região do Tigray, devastada pela guerra entre 2020 e 2022, anunciaram hoje as autoridades regionais.

"A fome em Tigray já ceifou mais de 860 vidas",disse à agência de notícias EFE o chefe da Comissão de Gestão de Riscos de Desastres de Tigray, Gebrehiwot Gebre-Egziahber, citando um estudo concluído em Dezembro.

De acordo com Gebrehiwot, o estudo foi realizado por profissionais que seguiram métodos de padrão internacional apoiados por tecnologia GPS, que identificou com precisão cada morte em cada local específico.

Os dados foram enviados para o Centro de Coordenação de Emergência (CCE) da região e para as Nações Unidas (ONU), afirmou.

Mais de dois milhões de pessoas estavam em risco devido à seca que afetou cerca de 57.300 hectares de terra e cerca de 114.400 agregados familiares, segundo o estudo.

Grande parte da região continua sob o controlo de forças externas, nomeadamente das tropas da Eritreia, o que complicou a crise humanitária em Tigray, uma vez que as zonas continuam inacessíveis e fora do alcance de qualquer forma de assistência, referiu o chefe da comissão.

"Dada a situação atual, instámos o Governo federal e a comunidade internacional a responder rapidamente e a ajudar as pessoas afetadas pela fome, mas ainda não recebemos uma resposta", acrescentou Gebrehiwot.

O presidente da Administração Provisória de Tigray, Getachew Reda, em 29 de Dezembro, voltou a pedir ao Governo etíope e à comunidade internacional para responderem rapidamente a "uma nuvem negra de fome e morte" que paira sobre a região, ao declarar que 91% da população em Tigray corria risco de "fome ou morte".

Em 30 de Dezembro, o ministro dos Serviços de Comunicações da Etiópia, Legese Tulu, rejeitou a declaração de Tigray, afirmando que ninguém morreu de fome em nenhuma região da Etiópia, excepto devido à interrupção do fornecimento de ajuda humanitária.

"Não é apropriado relacionar política e ajuda humanitária", criticou Legese.

A Etiópia tem enfrentado inundações e chuvas torrenciais que atingiram partes do sul do país nos últimos meses devido ao fenómeno meteorológico El Niño, bem como uma seca persistente no norte.

A guerra de Tigray começou em 04 de Novembro de 2020, quando o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, ordenou uma ofensiva contra a então governante Frente de Libertação do Povo de Tigray (TPLF), em resposta a um ataque a uma base militar federal e à escalada das tensões políticas.

Pelo menos 600 mil pessoas foram mortas durante a guerra em Tigray, de acordo com o mediador da União Africana, o antigo Presidente nigeriano Olusegun Obasanjo.

Embora Adis Abeba e a TPLF tenham assinado um acordo de paz em 02 de Novembro de 2022, a Human Rights Watch (HRW) e organizações locais alertaram em Novembro de 2023 para o facto de a violência e os abusos continuarem em Tigray por parte de soldados da vizinha Eritreia, um aliado do Governo etíope. ANG/Angop

Nova Iorque/Mais de 300 jornalistas presos por causa do seu trabalho em todo o mundo

Bissau, 19 Jan 24 (ANG) - Cerca de 320 jornalistas em todo o mundo estavam presos devido à sua profissão no final de 2023, de acordo com o Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), que alertou para a tentativa perturbadora de sufocar vozes independentes.

Este é o segundo maior número de jornalistas presos desde que o comité iniciou o seu censo anual, em 1992, tendo, ainda assim, diminuído face aos 367 em 2022, devido principalmente à libertação de muitos no Irão, sob fiança ou enquanto aguardam a sentença, apontou o comité no mais recente relatório divulgado esta quinta-feira.

"A nossa investigação mostra até que ponto o autoritarismo está enraizado a nível mundial, com os governos encorajados a eliminar as reportagens críticas e a impedir a responsabilização pública", sublinhou Jodie Ginsberg, diretora executiva do comité.

Mais de um terço dos jornalistas presos, de acordo com o censo do CPJ de 01 de 
Dezembro de 2023, estavam na China, Mianmar (antiga Birmânia) e Bielorrússia.
Israel está empatado com o Irão no sexto lugar, a classificação mais elevada do país na lista anual do CPJ.

Cada um dos 17 detidos em Israel no momento do censo eram palestinianos presos na Cisjordânia desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, em 07 de Outubro, pode ler-se no relatório.

Doze dos 17 jornalistas 'não locais' que o CPJ afirma estarem presos em todo o mundo estavam detidos na Rússia.

Entre estes estão dois cidadãos dos EUA: Evan Gershkovich, repórter do Wall Street Journal, e Alsu Kurmasheva, da Radio Free Europe/Radio Liberty, ambos mantidos em prisão preventiva. ANG/Angop

 

EUA/Moçambique e Brasil na lista de 50 países ou territórios mais violentos

Bissau, 19 Jan 24 (ANG) - Moçambique e o Brasil são os únicos Estados lusófonos que integram a lista de 50 países ou territórios com os maiores níveis de conflito violento no mundo, divulgado pelo Projeto de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos.

Esta organização não-governamental, com sede nos Estados Unidos, considera que Moçambique melhorou oito posições, figurando agora no 45.º lugar, enquanto o Brasil manteve o 6.º lugar do relatório anterior.

Os três níveis considerados pelo Projeto de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos (ACLED, na sigla em inglês), uma organização não-governamental (ONG) com sede nos Estados Unidos, desde "Extremo" a "Turbulento", passando por "Elevado".

Enquanto Moçambique é caracterizado como um país "Turbulento" o sexto lugar do Brasil coloca-o na classificação de "Extremo".

Segundo o relatório, os conflitos no Brasil são desencadeados pelo crime organizado que, embora não vise o derrube do Governo, nem o controlo de território, está muitas vezes envolvido com as forças policiais. Já os atos violentos visam sobretudo as autoridades locais.

A ONG considera que "os conflitos são agora generalizados e omnipresentes: em 2023, ocorreram mais 12% de conflitos em comparação com 2022 e o ACLED regista um aumento de mais de 40% em comparação com 2020". ANG/Angop

 

            Uganda/Não-Alinhados reúnem-se  sobre segurança

Bissau, 19 Jan 23 (ANG) - O Movimento dos Não-Alinhados (MNA) inicia hoje, no Uganda, a sua 19.ª cimeira, com a segurança global e a luta contra o terrorismo.

Os Não-Alinhados  debaterão ainda as migrações e as crises humanitárias na agenda dos dois dias de trabalhos.


Os representantes dos 120 países membros 53 de África, 39 da Ásia, 26 da América Latina e das Caraíbas e dois da Europa, reúnem-se no Centro de Convenções Speke, no lago Vitória, sob o tema "Aprofundar a Cooperação para uma Riqueza Global Partilhada".

O objetivo é melhorar a cooperação dos Estados-membros face às crises internacionais, com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável a dominar os trabalhos.

O Presidente do Uganda, Yoweri Museveni, assume nesta cimeira a presidência rotativa do Movimento, sucedendo ao homólogo do Azerbaijão, Ilham Aliyev, que a detinha desde 2019.

A reunião de chefes de Estado e de Governo tem início com os discursos de Museveni, Aliyev, do Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, e do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, entre outros.

O MNA, fundado em Belgrado em 1961, no auge da "guerra fria", tem como objetivo principal promover a paz, a independência e a autodeterminação entre seus países membros.

A maioria dos países membros é da África, do sul e do sudeste da Ásia e do noroeste da América do Sul e os 120 Estados juntos compreendem cerca de 4,64 mil milhões de pessoas, ou seja cerca de 58,35% da população mundial. ANG/Angop

 

Reino Unido/ Deputados aprovam diploma que prevê expulsão de migrantes

Bissau, 19 Jan 24 (ANG) - Os deputados britânicos aprovaram , quarta-feira à noite, o controverso projeto de lei que prevê a expulsão de migrantes para o Ruanda.

O projeto de lei terá agora de ser aprovado pelos membros não eleitos da Câmara dos Lordes, que poderão alterá-lo.

Trata-se de um alívio para o primeiro-ministro Rishi Sunak, após dois dias de intensos debates os deputados britânicos aprovaram, em terceira leitura, com 320 votos a favor e 276 contra o diploma que prevê a expulsão de migrantes para o Ruanda.

Este novo texto pretende responder às questões do Supremo Tribunal Britânico, que considerou o projeto ilegal, na versão anterior, por recear, em particular, pela segurança dos requerentes de asilo enviados para o Ruanda.

De acordo com o projeto de lei, os migrantes, independentemente da origem, teriam o processo de pedido de asilo examinado no Ruanda e não poderiam, em caso algum, regressar ao Reino Unido, podendo obter apenas asilo num país africano.

Durante a análise do diploma, dezenas de deputados conservadores apoiaram, alterações destinadas a endurecer o texto, tentando limitar o direito dos migrantes de recorrer a decisões de expulsões.

A tensão também aumentou após a demissão, na terça-feira, de dois vice-presidentes do Partido Conservador, apoiantes de uma linha mais dura, que receberam o apoio do ex-primeiro-ministro Boris Johnson.

Anunciado em Abril de 2022, este projeto emblemático de Boris Johnson nunca tinha conseguido ser implementado. Esta quarta-feira, a agência da ONU para os refugiados (ACNUR) disse que a versão mais recente do projeto “não era compatível” com o direito internacional.

Pouco mais de um ano depois de chegar a Downing Street, Rishi Sunak conta com o sucesso deste projeto para mostrar que é capaz de cumprir uma das suas principais promessas de pôr fim à chegada de barcos migrantes às costas britânicas.

O projeto de lei terá agora de ser aprovado pelos membros não eleitos da Câmara dos Lordes, que poderão alterá-lo. No caso de ser aprovado, antes das eleições legislativas, marcadas para o Outono, o Partido Trabalhista, liderado por Keir Starmer, já prometeu que vai revoga-lo, no caso de vencer o escrutínio. ANG/RFI

Justiça/PGR requer prisão preventiva a cinco indivíduos da Guiné-Conacri por suspeitas de  prática de  assassínio

Bissau 19 Jan 24 (ANG) – A Delegacia do Ministério Público no Tribunal Regional de Cacheu ,em Bissorã,provincia Norte   requereu  prisão preventivade contra cinco indivíduos naturais da  Guiné-Conacri por suspeitas de serem atores morais e materiais da morte, em Dezembro de 2023, de um outro cidadão conacri-guineense, de nome Mamadu Siradjó Djaló, em Ingoré.

De acordo com uma nota à imprensa do gabinete de comunicação da Procuradoria geral da República, Mamadú Djaló  foi degolado em Dezembro, em Ingoré  onde exercia atividades comerciais.

Os suspeitos, ao abrigo da lei, incorrem penas pesadas de até 25 anos de prisão.

Ainda da Região de Cacheu, de acordo com a nota do Ministério Público ,a Delegacia desta instituição judiciária em Bissorã ,já acusou e remeteu para julgamentos  processos sobre crimes de violação e abuso sexuais de duas menores ,por parte dos seus país ,ocorridos  em 2023 ,em São Domingos e Bula. ANG/MSC//SG