quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

    CAN 2023/Completo o quadro das oito melhores seleções africanas

Bissau, 31 Jan 24 (ANG) - Com a realização na noite de terça-feira da última ronda dos oitavas-de-final da 34ª edição do Campeonato Africano de Futebol (CAN`2023), que se disputa na Côte d`Ivoire, fica completo o quadro das melhores oito seleções africanas.

Em função dos resultados, as quartas-de-final, que se iniciam sexta-feira (2), compreendem o seguinte cartaz:

Sexta-feira, dia 2 de Fevereiro, às 18 e 21 horas:

Nigéria-Angola e RDC-Guiné  

Sábado, dia 3 de Fevereiro, às 18 e 21 horas

Mali-Côte d`Ivoire e Cabo Verde -África do Sul

A ronda de terça-feira (oitavas-de-final) ficou marcada pela eliminação de mais uma equipa favorita, desta vez foi Marrocos.

A seleção marroquina, semifinalista no Mundial'2022, era das favoritas a vencer a prova, mas acabou eliminada pela África do Sul, com derrota de 0-2, e juntou-se ao campeão Senegal e ao vice-campeão Egipto, todas fora nos "oitavos".

No entanto, no primeiro jogo do dia, o Mali bateu o Burkina Faso, por 2-1, e também seguiu para a próxima ronda, algo que não acontecia desde 2013.

Em San-Pédro, após uma primeira parte sem golos, a África do Sul colocou-se com surpresa na frente do marcador, aos 57 minutos, através de Makgopa, mas ainda pior acabaria por acontecer depois a Marrocos.

Hakimi, a grande estrela da equipa, falhou uma grande penalidade, quando acertou na barra, aos 85 minutos, e Amrabat viu o vermelho direto, aos 90+4, por interromper uma clara oportunidade de golo.

Logo na jogada seguinte, aos 90+5 minutos, Mokoena selou a surpresa e o apuramento, com um livre directo que não deu hipóteses ao guarda-redes Bono.

Em Korhogo, a equipa maliana chegou à qualificação com golos de Edmond Tapsoba, antigo jogador do Vitória de Guimarães, na própria baliza, e Lassine Sinayoko, aos três e 47 minutos, respetivamente, enquanto o Burkina Faso ainda reduziu de grande penalidade, aos 57, por Bertrand Traoré.

Recorde-se, para chagar aos “quartos”, Angola venceu a Namíbia por expressivos 3-0, com dois golos de Gelson Dala e um de Mabululu. ANG/Angop

 


         
França
/ Nova lei de imigração fomenta “a preferência nacional”

Bissau, 31Jan 24 (ANG) - O Presidente francês promulgou na sexta-feira, 26 de Janeiro, a nova lei da imigração, mas, mais de um terço do documento final foi censurado pelo Conselho Constitucional, acusado pela direita de ter cometido um “golpe de Estado de direito”. 

Isabel Borges Voltine, ativista franco-cabo-verdiana, diz-se “chocada” com o facto de o Governo ter proposto uma lei “típica da ideologia de extrema-direita” e acusa o executivo de fomentar “a preferência nacional”.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, promulgou na sexta-feira da semana passada, 26 de Janeiro, a nova lei da imigração. Mais de um terço do documento final acabou por ser amplamente censurado pelo Conselho Constitucional, acusado pela direita de ter cometido um “golpe de Estado de direito”. 

O texto foi publicado em Diário da República, jornal oficial, neste sábado, 27 de Janeiro. As primeiras indicações para a sua aplicação já tinham sido apresentadas aos diferentes governadores civis franceses. Emmanuel Macron promulgou a lei a partir de Nova Deli, na Índia, onde se encontrava em deslocação oficial.

A lei contempla 86 artigos, 35 deles foram completa ou parcialmente retocados pelo conselho de sábios. Fazem parte das medidas chumbadas novos dispositivos de acesso de estrangeiros a ajudas sociais, novas regras para o reagrupamento familiar ou a instauração de medidas para o regresso de estudantes estrangeiros. 

Sobre a nova lei, o ministro do Interior, Gerald Darmanin sublinhou que “nunca a França teve um texto que prevê tantos meios para expulsar delinquentes e tantas exigências para a integração de estrangeiros”.

A direita e a extrema-direita, favoráveis ao documento e indignadas com a posição do Conselho Constitucional, pedem uma reforma da Constituição para responder aos atuais desafios migratórios. Opção já colocada de lado pelo executivo.

Por outro lado, estes cortes do Conselho Constitucional foram recebidos com “satisfação” pela esquerda, que condena fortemente a nova lei da imigração. 

Isabel Borges Voltine, ativista franco-cabo-verdiana, muito implicada na vida política francesa, diz-se “chocada” com o facto de um Governo “que não é de extrema-direita” ter proposto uma lei “que é a típica das ideologias de extrema-direita”. Acusa o executivo de estar a fomentar “a preferência nacional” numa lei que coloca à margem a divisa francesa de “igualdade e fraternidade”. 

Questionada sobre se um maior controlo da imigração, não poderia levar a uma melhor integração da mesma, Isabel Borges Voltine é peremptória: “Não estou a ver uma melhor integração da imigração quando se vai dificultar o dia-a-dia das pessoas” e defende uma maior fiscalização dos apoios sociais atribuídos, esclarecendo de forma cabal a amálgama que criaram na cabeça das pessoas, dizendo que todo o estrangeiro vem para França aproveitar-se do sistema.”

Eu tenho um passaporte francês, mas acha que, na rua, sou identificada como francesa?

Sinto-me cidadã francesa, porque participo, contribuo, tive filhos para continuar a perpetuar e pago os meus impostos. Mas qual é o respeito que tenho?

Sou Imigrante. Escolhi vir para cá. Mas os meus filhos que nasceram cá, que mantêm esta cor de pele que os faz diferente, quando é que se vão sentir integrados?

Se a integração é pelo trabalho, eu sou um exemplo máximo: trabalho pago os meus impostos, contribuo. Em que momento é que vou ter o carimbo de integrada?

De alguma forma aliviada com a posição do Conselho Constitucional, a ativista franco-cabo-verdiana fala de um sentimento agridoce, na medida em que, neste momento, não há garantias políticas de que, no futuro, medidas mais severas não possam vir a ser adoptadas. ANG/RFI

Nova Iorque/ONU denuncia execuções extrajudiciais de Israel em hospital de Jenin

Bissau, 31 Jan 24 (ANG) - As Nações Unidas denunciaram hoje que a operação israelita realizada na terça-feira no Hospital Ibn Sina, em Jenin, que causou três mortos, "aponta para uma execução extrajudicial planeada".

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUD) afirmou que entre os três palestinianos mortos nesta operação está um jovem de 18 anos com paralisia parcial devido a ferimentos sofridos num ataque aéreo em Jenin, no norte da Cisjordânia, que estava deitado numa das camas do hospital quando foi baleado na cabeça.

O exército israelita justificou que os palestinianos mortos estavam a planear ataques terroristas em Israel para breve.
No seu relatório diário sobre o conflito, o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA) reiterou as dificuldades de envio de ajuda para a Faixa de Gaza, especialmente para a metade norte do enclave, onde as autoridades israelitas negaram o acesso a 29 das 51 missões planeadas para Janeiro.

"A maioria das missões permitidas estavam relacionadas com a distribuição de alimentos, mas as que visavam apoiar hospitais ou unidades de saúde foram, na sua maioria, negadas", lamentou o OCHA.

O OCHA referiu que desde 01 de Dezembro, após o final de uma semana de cessar-fogo, as autoridades israelitas emitiram ordens de retirada da população que afectaram 158 quilómetros quadrados de Gaza, 41% da área do enclave.

Antes do início das hostilidades, 1,38 milhões de palestinianos viviam naquela área e, como resultado do conflito, existiam 161 abrigos com mais de 700 mil pessoas deslocadas internamente.

O relatório destacou que as hostilidades nas últimas 24 horas concentraram-se especialmente na cidade de Khan Yunis, no sul de Gaza, onde ocorrem combates nas proximidades dos hospitais Al-Nasser e Al-Amal.

Neste último, de acordo com o Crescente Vermelho Palestiniano, um deslocado interno que se refugiava no Al-Amal morreu e nove ficaram feridos por estilhaços durante os combates e tanto aquele hospital como os escritórios circundantes da organização humanitária foram invadidos pelos militares israelitas que forçaram a evacuação dos edifícios.

Outro facto que o relatório referiu foi a detenção de um grande número de homens palestinianos num dos postos de controlo de segurança em Khan Yunis, alguns destes posteriormente despidos, vendados e levados para locais não declarados.

O relatório recordou que há poucas horas as diferentes agências das Nações Unidas assinaram uma declaração conjunta na qual pediam aos Estados da ONU que não interrompessem o financiamento da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos (UNRWA).

Com as suspensões da ajuda recentemente decididas por alguns dos principais doadores, na sequência da denúncia da possível colaboração de uma dezena de funcionários da UNRWA com o Hamas, "pode haver consequências catastróficas para a população de Gaza", alertou o comunicado conjunto das agências da ONU.ANG/Angop

 

            Paquistão/Ex-PM  condenado a mais 14 anos de prisão

Bissau, 31 Jan 24 (ANG) - O antigo primeiro-ministro do Paquistão Imran Khan e a mulher foram condenados hoje a 14 anos de prisão por corrupção.

Num processo relativo a presentes recebidos quando estava no poder, anunciaram os “media” locais.

A decisão surge um dia depois de Khan ter sido condenado a dez anos de prisão por divulgar documentos confidenciais e a poucos dias das eleições legislativas e provinciais de 08 de Fevereiro, para as quais já era inelegível.

Imran Khan foi acusado juntamente com a mulher,  Bushra Bibi, com quem casou em 2018, alguns meses antes de se tornar primeiro-ministro de ter recebido presentes enquanto estava no poder e os desvalorizar antes de os vender a um preço elevado.

Todas os presentes devem ser declarados e só os que têm um preço inferior ao estipulado podem ser conservados ou comprados a um valor acordado oficialmente.

Os dois julgamentos tiveram lugar na prisão de Adiala, onde Imran Khan se encontra detido.

Imran Khan é acusado em dezenas de casos e foi declarado inelegível por cinco anos.

A campanha eleitoral tem sido marcada por acusações de fraude e repressão contra o Paquistão Tehreek-e-Insaf, o partido que fundou. ANG/Angop

 

Transparency International / "Maioria dos países fez poucos ou nenhuns progressos"

Bissau, 31 Jan 24 (ANG) -  A organização Transparency International, tal como todos os anos, publicou o seu relatório sobre a luta anti-corrupção a nível mundial.

De acordo com esta entidade, «a maioria dos países fez poucos ou nenhuns progressos no combate à corrupção », sendo que "a média global mantém-se inalterada (43), pelo 12° ano consecutivo, com mais de dois terços dos países a registarem resultados inferiores a 50», o que na sua óptica «indicia graves problemas de corrupção".

Segundo este índice em que foram classificados 180 países de acordo com a percepção do nível de corrupção vigente nas suas respectivas estruturas públicas numa escala de zero (forte corrupção) a 100 (sem corrupção), a Dinamarca (90) lidera pelo 6° ano consecutivo o ranking dos países menos corruptos, seguida pela Finlândia e a Nova Zelândia.

Nesta classificação, a Somália (11), a Venezuela (13), a Síria (13), o Sudão do Sul (13) e o Iémen (16), todos eles afetados por guerras ou crises prolongadas, ocupam os derradeiros lugares.

Classificada em 20º lugar, a França obteve uma pontuação de 71 no Índice de Percepção da Corrupção de 2023, sensivelmente a mesma classificação que em 2013. Apesar de "esta pontuação ter evoluído ligeiramente durante esta década, oscilando entre 69 e 72/100, esta estagnação de dez anos está relacionada com a comunicação governamental que não atribui qualquer prioridade à política de luta contra a corrupção" considera a Transparency International.

No caso de Portugal, a ONG que classifica o país em 34ª posição com 61 pontos, observa que está abaixo do valor médio da sua região (65 pontos) e refere que Portugal é "um dos países da Europa em que se registam falhas ao nível da integridade na política». Neste âmbito, a Transparency International destaca «a necessidade de serem reforçadas as regras relativas aos conflitos de interesses, às normas éticas e à transparência no exercício de funções públicas e nas atividades de lobbying" em Portugal.

No continente africano, a Tranparency International destaca que existem relatos de corrupção, extorsão e interferência política nos sistemas judiciais em países como a Nigéria (25), no Burundi (20) e na República Democrática do Congo (22) e, neste sentido, "apela aos governos para que deem aos sistemas judiciais a independência, os recursos e a transparência necessários para punir eficazmente todos os crimes de corrupção e garantir o equilíbrio entre as instâncias no poder".

A ONG observa que alguns países melhoraram o seu desempenho, nomeadamente Angola, que este ano alcançou 33 pontos, fixando-se no 121° lugar, o que marca uma melhoria de 14 pontos desde 2019. Uma evolução que, segundo o relatório, tem a ver com a adopção de medidas de luta contra a corrupção que aplicou “de forma consistente” para recuperar bens roubados e responsabilizar os alegados autores desses atos.

Segundo a Transparency International, "à excepção de Portugal e de Cabo Verde (que recolhe 64 pontos), que é agora o país com a pontuação mais alta dentro desta Comunidade,(…) todos os países da CPLP têm uma pontuação inferior a 50, correspondendo a nações com sérios problemas de corrupção".

Entre os países da África lusófona, a ONG refere nomeadamente que a Guiné-Bissau, com 22 pontos, é o 160º país mais corrupto entre os 180 países analisados. ANG/RFI

terça-feira, 30 de janeiro de 2024

CCIAS/Novo presidente eleito exorta união no seio dos atores da fileira de caju para sucesso da campanha que se avizinha

Bissau,30 Jan 24(ANG) – O recém eleito Presidente da Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços(CCIAS), apelou a união no seio dos atores da fileira de caju , para o sucesso da campanha de comercialização do produto que se avizinha.

Mama Samba Embaló falava hoje num encontro com o candidato derrotado na Assembleia Geral Extraordinário da CCIAS, realizada no último fim de semana, Ibraima Djaló(Obama).

Embaló defendeu  que o país deve adoptar uma estratégia para  incentivar a transformação local da castanha de caju, e diz que exportar o produto em bruto, significa oferecer uma  riqueza aos outros.

“Penso que isso deve ser o desafio da atual direção da CCIAS, em parceria com todos os atores da fileira de caju e do Governo”, salientou.

Aquele responsável frisou que já dispõe de vários projetos em carteira, dentre os quais a de criação de um fundo de apoio aos operadores do setor privado, de forma a autofinanciar as suas actividades.

Por sua vez, Ibraima Djaló declarou  que está de braços abertos para colaborar com o novo Presidente da CCIAS, de forma a tirar o setor privado guineense da “situação caótica” em que se encontra.

“Estou disponível para apoiar com  estratégias e  ideiais, para colaborar com o Presidente eleito rumo ao desenvolvimento do setor privado guineense”, prometeu Ibraima Djaló.

Mama Samba Embaló foi eleito Presidente da CCIAS, no sábado(27), na Assembleia Geral Extraordinária da organização,  com 267 votos a favor, contra 104 votos de Ibraima Djaló e 08 votos de Antônio Barbosa, seus adversários.

ANG/ÂC//SG

 


Regiões
/Confrontos entre alunos e polícias no liceu de Mansoa causam cinco feridos graves

Bissau, 30 Jan 24 (ANG) – O liceu Quemo Mané, em Mansoa, região de Oio, norte do país, viveu, segunda-feira, momentos de confrontos entre a polícia e alunos que se manifestavam contra o novo diretor indicado pelo Governo, e houve  cinco feridos graves.


A informação foi dada à Lusa, em Bissau, num contacto telefónico com o administrador setorial (a mais alta autoridade do Estado) de Mansoa, Fernando Yalá, testemunha ocular dos confrontos.

“Fui informado que os alunos estavam a protestar no liceu, desloquei-me ao local e eu mesmo vi-me envolvido na situação. Os alunos estavam a atirar pedras e garrafas contra a escola”, disse Yalá.

Os confrontos começaram quando se estava a proceder à passagem de dossiers entre o anterior e o novo diretor do liceu Quemo Mané, indigitado pelo Ministério da Educação guineense.

O novo diretor do liceu de Mansoa é Adulai Djá, um político que já esteve naquele setor como administrador.

Uma fonte da associação de alunos do liceu Quemo Mané, que pediu para não ser identificada, disse à Lusa que “Adulai Dja não tem condições, nem morais, nem académicas para ser diretor”.

De acordo com o administrador Fernando Yalá, os alunos atiraram pedras e garrafas e ainda queimaram pneus dentro das instalações do liceu, interrompendo a cerimónia de transferência de dossiers.

“O novo diretor teve que se barricar no liceu durante mais de duas horas até ser resgatado pelas forças de segurança”, contou Yalá.

Na tentativa de retirar Abulai Djá do liceu, dois alunos e três agentes policiais ficaram feridos, por terem sido atingidos por pedras, acrescentou o administrador, indicando que se encontram em tratamento médico no hospital de Mansoa.

Uma equipa da Polícia de Intervenção Rápida (PIR) saiu de Bissau e encontra-se em Mansoa, onde, relataram os populares, atirou granadas de gás lacrimogéneo nas imediações do liceu Quemo Mané.

Os mesmos relatos indicam que o diretor que estava a ser substituído, Lassana Sanhá, terá sido detido e levado para Bissau.

O liceu Quemo Mané destaca-se na Guiné-Bissau por ser o primeiro estabelecimento do ensino público onde foi iniciada a autogestão, iniciativa que consiste no pagamento do funcionamento da escola por parte dos pais e encarregados de educação dos alunos.

O objetivo é garantir o pagamento de professores, indicados pelo Ministério da Educação, para que não haja a adesão dos mesmos  às greves recorrentes no sistema público de ensino.

Entretanto, de acordo com a rádio CFM, os alunos do Liceu de Háfia, arredores de Bissau, também se manifestaram hoje contra a substituição do Diretor da escola, na pessoa de Mamadu Lamine Mango.

De acordo com a CFM, os agentes da polícia, desta vez, não tiveram uma atitude repressiva.

Os alunos estão a exigir uma escola de qualidade que dizem ser  possível através de uma boa administração. ANG/Lusa/CFM

 

Política/Líderes do PRS e da APU-PDGB negam ter acusado o País de tráfico de drogas

Bissau, 30 Jan 24 (ANG) –Os líderes de Partido da Renovação Social (PRS) e de Assambleia de Povo Unido- Partido Democratico da Guiné-Bissau  (APU-PDGB) negam ter acusado o País de tráfico de drogas, mas que sim alertaram pela sua crescente proliferação nos últimos tempos.

A refutação dos dois líderes dos referidos partidos politicos Fernando Dias e Nuno Gomes Nabian, foi feita através de um comunicado à imprensa à que a Agência de Notícias da Guiné (ANG) teve acesso hoje.

O ministro do Interior e da Ordem Pública, Botché Candé, deu, segunda-feira, uma semana ao Secretário de Estado da Ordem Pública e demais estruturas de seu pelouro, para demonstrarem que, de facto, existem “muita droga” a circular no país, conforme denúncias  do ex-Primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabian,  que deve ser chamado a prestar colaboração as autoridades judiciais.

Nuno Nabian fez a denúncia no sábado, num comício popular organizado conjuntamente pela APU-PDGB e PRS, formações políticas que recentemente firmaram um acordo de estreitamento de estratégias  visando as próximas eleições.

Fernando Dias e Nuno Gomes Nabian defendem  que as diclarações proferidas no comício popular no setor de Bassorá não passam de alerta as autoridades devido a incapacidade do Estado para o combate ao tráfico de drogas.

Falando num comício político em Bissorã, no norte do país, Nuno Nabiam lançou “um vibrante apelo” à comunidade internacional no sentido de ajudar as autoridades nacionais a controlarem a droga no país.

“Hoje existem sinais de que a droga está a circular em abundância no país. Quando eu era primeiro-ministro trabalhei com parceiros internacionais para combater a droga no país”, declarou Nabiam.

Em conferência de imprensa realizada, segunda-feira, perante dirigentes do Ministério do Interior e Ordem Pública e de dezenas de oficiais da polícia guineense, Candé disse serem “muito tristes as declarações de Nuno Nabiam”.

“Não estamos a falar de declarações de uma pessoa qualquer, estamos a falar de alguém que foi primeiro-ministro, primeiro vice-presidente do parlamento e actual Conselheiro Especial do Presidente da República”, observou o ministro

Os  dois líderes, segundo o comunicado, dizem terem sido surpreendidos   com as declarações do ministro do Interior e da Ordem Pública Botché Candé, e dizem que tudo está a ser feito no sentido de desviar a atenção das populações e parceiros da Guiné-Bissau face à esse “grave situação”.  “Quem não deve não teme” o porquê do alarmismo do Botché Candé perguntam.

“A Comunidade Internacional sabe e acompanha com atenção a problemática da proliferação de drogas no país”, reforça o comunicado.

Os dois questionam por outro lado, o porquê da insistência de nomeação de Botché Candé nas funções de ministro do Interior.

De acordo com o mesmo documento, os dois líderes defendem que a política num país democrático faz-se através dos partidos políticos legalmente constituídos e, que, por conseguinte, são eles os legitimos representantes do povo, daí, as lideranças dos partidos políticos terem a suprema responsabilidade de cuidar da situação social e política vigente na Guiné-Bissau .

“As instituições do Estado estão totalmente sequestradas pela Presidência da República, e corre risco de se colapsar socialmente com consequências imprevisíveis”, dizem no comunicado. ANG/LLA//SG     

Sociedade/"Profissão de mecânica é minha paixão e aprendi vendendo sumo nas oficinas", diz Nanucha  Na Mone

Bissau, 30 Jan 24 (ANG) – A jovem mecânica na Empresa Sociedade de Transportes da Guiné-Bissau (STGB) disse que a mecânica é a sua paíxão e que sempre gostou da profissão.

Nanucha  Na Mone, de 21 anos de idade, em entrevista exclusiva à ANG, conta que nunca frequentou aulas sobre mecânica e que apreendeu sobre a profissão graças a sua curiosidade.

Disse que,  quando vendia sumo nas oficinas sempre perguntava sobre o trabalho de mecânico, do nome das peças e para que serviam, até que um dia um jovem da empresa onde trabalha agora lhe viu e perguntou porquê é que não vai trabalhar como mecânica, ao em vez de ficar assim, uma vez que conhece toda a peça de carro e consegue discobrir qualquer avaria.

A jovem disse que respondeu  que nunca foi as aulas de mecânica e  que só ficava  a agendar coisas que lhe contavam sobre a profissão e que depois da conversa com o jovem, ele mesmo  a convidou para ir na empresa apreender mais sobre a profissão, e diz que daí começou a trabalhar e a gostar cada vez mais.

Para aquela jovem rapariga, trabalhar de mecânica não tem nada de difícil, sobretudo nos dias de hoje, em que tudo se faz a base das máquínas e sem necessidade de uso de forças para mover algo, porque existe guincho e outras ferramentas.

Apelou todas as mulheres que gostam deste trabalho para se seguirem em frente, porque não tem nada de difícil, referindo que mesmo sendo a única mulher a trabalhar como mecânica com homens na empresa STGB, não sofre de nenhuma forma de discriminação.

"Me sinto bem e muito à vontade, trabalhando como mecânica, porque é um trabalho como outro qualquer”,  disse.

A Nanucha é   orientada por um  mestre mecânico de nome Mamadu Turé vulgo “Djaló” .

Contou a ANG que, sem  vínculo efetivo com a Sociedade de Transporte da Guiné-Bissau (STGB) Nanucha  trabalha  como ajudante na área mecânica, e que esforça no trabalho e está a aprender bem.

“A Direcção da STGB não se responsabiliza pela Nanucha eu é que lhe oferece dinheiro as vezes, porque ela tem as suas necessidades e está a estudar”, disse Djaló.

Mamadu Turé sublinhou que, se no caso ela veio a dicidir concluir os estudos liceais e  ficar na área mecânica , com certeza deverá ser contratada pela direcção da STGB.

Questionado se existe algo entre eles além da relação profissional e de amizade? Respondeu que não, referindo  que as mulheres também têm capacidade de fazer diferentes tipos de trabalho caso queiram fazé-los.  ANG/MI/ ÂC/AALS//SG

 

Economia/Preços das moedas para terça-feira, 30 de janeiro de 2024

MOEDA

COMPRAR

OFERTA

Euro

655.957

655.957

dólares americanos

602.500

609.500

Yen japonês

4.085

4.145

Libra esterlina

765.750

772.750

Franco suíço

700.750

706.750

Dólar canadense

448.500

455.500

Yuan chinês

83.500

85.250

Dirham dos Emirados Árabes Unidos

163.500

166.500

  Fonte : BCEAO

Nigéria/CEDEAO diz-se determinada em encontrar solução para Burkina Faso, Mali e Níger

Bissau, 30 Jan 24 (ANG) – A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) sublinhou no domingo que “continua determinada a encontrar uma solução negociada para o impasse político” no Burkina Faso, no Mali e no Níger.

Horas antes, as juntas militares não reconhecidas internacionalmente que governam os três países decidiram retirar-se, com efeitos imediatos, da organização que tinha até agora agido como principal mediador numa tentativa de regresso à ordem constitucional.

Num comunicado, a CEDEAO indicou que “ainda não” recebeu diretamente uma notificação formal dos três Estados-membros “sobre a sua intenção de se retirarem da organização”.

No entanto, a organização admitiu que “continua ciente da situação e fará mais declarações mais tarde dependendo da evolução da situação”.

A CEDEAO defendeu o seu trabalho, afirmando que, “de acordo com as instruções recebidas da Assembleia de Chefes de Estado e de Governo, a Comissão da CEDEAO tem trabalhado arduamente com os países envolvidos com vista a restaurar a ordem constitucional”.

No domingo, num comunicado conjunto, os governos do Burkina Faso, Mali e Níger justificaram a saída da organização sub-regional com as sanções impostas e com a condenação dos golpes de Estado.

As juntas militares, “assumindo plenamente as suas responsabilidades perante a história e respondendo às expectativas, preocupações e aspirações das suas populações, decidiram, em plena soberania, retirar sem demora o Burkina Faso, o Mali e o Níger” da CEDEAO, refere o comunicado, que foi lido nos órgãos de comunicação social estatais dos três países.

Os golpes de Estado no Mali (24 de maio de 2021), Níger (26 de julho de 2023), Burkina Faso (06 de agosto de 2023) derrubaram governos eleitos democraticamente e conduziram ao poder juntas militares que acusaram as forças ocidentais, em particular a antiga potência colonial, a França, de ingerência.

Em setembro, os três países, que formaram a Aliança dos Estados do Sahel, acordaram reforçar a cooperação e negociaram acordos de auxílio militar, em caso de intervenção externa.

As juntas militares alegam também estar sob ataque de grupos extremistas islâmicos e acusaram os governos anteriores de terem falhado no combate a este grupo.

As tropas francesas foram expulsas do Burkina Faso, Mali e Níger e tem havido notícias sobre a presença de elementos do grupo de mercenários russo Wagner no terreno.

A CEDEAO tem criticado os governos dos três países e vários governantes admitiram a possibilidade de ações militares no terreno para repor a ordem democrática.

Até há dois anos, Portugal teve militares no Mali, no quadro da cooperação internacional. ANG/Inforpress/Lusa

 

Alemanha/Guiné-Bissau sobe e é 40.º país mais corrupto de África – Transparência Internacional

Bissau, 30 Jan 24(ANG) – A Guiné-Bissau subiu um lugar e é o 40.º país mais corrupto entre os 49 países da África subsaariana analisados no Índice de Percepção da Corrupção (CPI, na sigla em inglês), elaborado pela organização não-governamental (ONG) Transparência Internacional.

No índice global, o país subiu para 160.º – entre 180 países e territórios, alcançando 22 pontos numa escala que vai dos zero aos 100, segundo o relatório da organização hoje divulgado.

A tendência da Guiné-Bissau nos últimos cinco anos traduziu-se numa subida de quatro pontos mas considerando os últimos 11 anos perdeu três.

O CPI foi criado pela Transparência Internacional em 1995 e é, desde então, uma referência na análise do fenómeno da corrupção, a partir da percepção de especialistas e executivos de negócios sobre os níveis de corrupção no setor público.

Trata-se de um índice composto, ou seja, resulta da combinação de fontes de análise de corrupção desenvolvidas por outras organizações independentes, e classifica de zero (percepcionado como muito corrupto) a 100 pontos (muito transparente) 180 países e territórios.

Em 2012, a organização reviu a metodologia usada para construir o índice, de forma a permitir a comparação das pontuações de um ano para o seguinte.

ANG/Inforpress/Lusa

Itália/Governo investe 5,5 mil milhões em nova estratégia de cooperação com África

Bissau, 30 Jan 24 (ANG) – O Governo italiano reuniu 5,5 mil milhões de euros para lançar uma nova estratégia de cooperação com África que ajude a controlar os fluxos migratórios para Itália e para a Europa, anunciou segunda-feira a primeira-ministra, Giorgia Meloni.

O “Plano Mattei” – nome da estratégia em homenagem a Enrico Mattei, fundador da Eni (o gigante estatal italiano da energia), que nos anos 50 defendeu uma relação de cooperação com os países africanos, que passava por ajudá-los a desenvolver os seus recursos naturais – “pode contar com 5,5 mil milhões de euros entre créditos, doações e garantias”, disse Meloni.

Este valor total soma “cerca de 3,0 mil milhões do Fundo Italiano para o Clima e 2,5 mil milhões do Fundo de Cooperação para o Desenvolvimento”, detalhou a a chefe do Governo de Itália.

A chefe do Executivo italiano falava na abertura de uma cimeira que reúne 22 chefes de Estado e de governo africanos, líderes da União Africana (UA), da União Europeia (UE) e das principais organizações multilaterais durante o dia de hoje no Palazzo Madama, sede do Senado italiano, em Roma.

Um grande centro de formação profissional para as energias renováveis em Marrocos, projetos de educação na Tunísia e de acessibilidade sanitária na Costa do Marfim são exemplos de “alguns dos projetos-piloto” do “Plano Mattei”, de acordo com Meloni.

“A partilha é um dos princípios fundamentais do ‘Plano Mattei’ e o trabalho desta cimeira será decisivo para enriquecer esse caminho”, explicou a chefe do Governo de extrema-direita, que mencionou ainda existência de projetos na Argélia, Moçambique, Egito, República do Congo, Etiópia e no Quénia.

A proposta da Itália é “tornar-se um centro natural para o abastecimento energético de toda a Europa”, um “objetivo que, segundo Meloni, pode ser alcançado se a energia for utilizada “como uma chave para o desenvolvimento de todos”.

“O interesse da Itália é ajudar as nações africanas interessadas em produzir energia suficiente para as suas necessidades e exportar o excedente para a Europa, combinando duas necessidades: a necessidade africana de explorar esta produção e gerar riqueza, e a necessidade europeia de garantir novas rotas de abastecimento energético”, esclareceu.

O objetivo do “Plano Mattei” é construir uma nova parceria entre a Itália e o continente africano que se estenda à UE, dando a Roma uma maior influência internacional, nomeadamente na zona do Mediterrâneo, permitindo-lhe um maior controlo da imigração.

A líder de extrema-direita, que durante a campanha eleitoral que a levou ao poder em outubro de 2022 prometeu cortar o fluxo de desembarques em Itália de migrantes provenientes do norte de África, estabeleceu como um dos objetivos do seu mandato reduzir a pressão migratória, que em 2023 estabeleceu um novo recorde, com mais de 157.000 pessoas a chegarem às costas italianas.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) das Nações Unidas – que enviou a Roma a sua diretora-geral, Amy Pope – fez hoje saber, em Genebra, que o número de mortes e desaparecidos nas rotas migratórias do Mediterrâneo central e oriental desde o início de 2024 está já perto de uma centena.

Este número representa o dobro do registado no mesmo período em 2023, um dos anos com mais mortes e desaparecimentos no Mediterrâneo na última década.

O número de mortos e desaparecidos no Mediterrâneo disparou de 2.048 em 2021 para 2.411 em 2022 e 3.041 no ano passado.

Nas últimas seis semanas, três embarcações que transportavam um total de 158 pessoas da Líbia, do Líbano e da Tunísia terão naufragado, e a OIM contabilizou até agora 73 dessas pessoas como desaparecidas.

O problema da migração ocupou o centro do discurso da presidente da Comissão Europeia no Palazzo Madama. Ursula Von der Leyen sublinhou a necessidade de se “travar a trágica perda de vidas ao longo das rotas migratórias”, para o que é essencial “oferecer melhores oportunidades aos jovens” neste momento de “intensa e renovada cooperação entre África e Europa”.

“Não é apenas a geografia que nos une, mas também o compromisso de trazer benefícios mútuos a todos os nossos povos”, afirmou Von der Leyen na abertura desta cimeira Itália-África, em que participa com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, e com a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsuola. ANG/Inforpress/Lusa