quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024


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  Fonte: BCEAO

Senegal/Sete mortos e vários feridos em desabamento de edifício em Dakar

Bissau, 01 Fev 24 (ANG)– Pelo menos sete pessoas morreram e várias ficaram feridas na sequência do desabamento de um edifício em Dakar, declarou hoje o Presidente senegalês, Macky Sall, numa mensagem na rede social X (antigo Twitter).

"Estou profundamente triste com o trágico desabamento de um edifício em Xaar Yalla, que causou sete mortos e feridos graves. Envio as minhas sinceras condolências às famílias das vítimas e desejo uma rápida recuperação aos feridos", escreveu o Presidente daquele país que faz fronteira com a Guiné-Bissau.

O edifício ruiu na noite de segunda-feira às 01:00, disse à agência noticiosa France-Presse (AFP) o comandante da unidade de incêndio e salvamento dos bombeiros de Dacar, Martial Ndione.

O edifício, que era utilizado como habitação, "estava a ser renovado. Parte do edifício desmoronou-se", explicou.

Dacar, em pleno crescimento demográfico e económico, assistiu nos últimos anos a um aumento da construção, por vezes de forma descontrolada e sem autorização oficial.

O desmoronamento de edifícios é um fenómeno frequente em África. Em Julho de 2023, seis pessoas morreram quando um edifício ruiu na Costa do Marfim. ANG/Angop

 

Ensino/Alunos da Unidade Escolar José Ramos Horta de Quelélé exigem reposição do antigo Diretor da escola nas funções

Bissau, 01 Fev 24 (ANG) – Os alunos da Unidade Escolar José Ramos Horta de Quelélé exigiram, quarta-feira, que o antigo Diretor da mesma escola, Arafam Camara, seja de novo, nomeado nas funções ,para poder dar continuidade  aos trabalhos de melhoria das  condições básicas daquele estabelecimento que tem desenvolvido.

Nos protestos de os alunos, Sidi Camará,da Associação dos alunos alegou que dos  vários diretores que passaram por aquela escola, nenhum demonstrou preocupação com a  necessidade melhor as  condições da instituição.

Disse que em dois meses que fez a frente daquele estabelecimento escolar conseguiu construir 182 carteiras e prevê  reparações de casas de banho, que se encontram atualmente em péssimas condições.

“Não vamos aceitar nenhum Director que não é professor desta escola. Porque, os da casa conhecem bem as dificuldades, são os que mais  podem zelar pelo bem de todos, ao  contrário dos outros que preocupam apenas em comer dinheiro que entra na escola”, disse Sidi Camará.

Dionísia Indeque, foi a nova Directora nomeada na Unidade Escolar José Ramos Horta de Quelelé.

A contestação de alunos contra a nomeação de novos directores das escolas públicas, iniciada na Escola 17 de Fevereiro em Bissau, está a alastrar-se para  diferentes cantos do país.

Na quarta-feira, os alunos do Liceu do setor de Empada, região de Quinara, sul do país,  exigiram  a reposição do antigo Diretor nas funções , depois de protestos com o mesmo objetivo,dos alunos do Liceu Regional Quemo Mané de Mansoa na região de Oio e do Liceu de Hafia em Bissau. ANG/AALS/ÂC//SG

Ensino/Alunos do Liceu de Mansoa  detidos segunda-feira na 2ª Esquadra em Bissau já estão em liberdade

Bissau,01 Fev 24(ANG) – Os cinco alunos do Liceu regional “Quemo Mané”, do setor de Mansoa, que tinham sido detidos nas celas da 2ª Esquadra em Bissau, foram postos em liberdade  na noite de quarta-feira.

De acordo com o jornal O Democrata, que cita  o porta-voz da Associação dos Alunos, Braima Camará, os referidos  alunos foram detidos na segunda-feira, 29 de janeiro de 2024, na sequência de uma manifestação contra a nomeação do novo diretor do liceu, Adulai Djá.

A detenção ocorreu nem momentos de confrontos entre a polícia e os alunos que se manifestavam contra o novo diretor indicado pelo Governo, e o incidente registou  dois feridos graves da parte de alunos.

Braima Camará disse que os protestos se devem a alegações de que  o diretor objeto de protestos de alunos não tenha  “desempenhado bem” as suas funções de administrador de Mansoa, cargo que exercia antes de ser nomeado diretor do liceu local

 “Os protestos envolveram não só os alunos, mas também a população em geral que temem que o legado deixado por Adulai Djá venha a prejudicar  a dinâmica do liceu de Mansoa imprimida pelo diretor que deve ser substituido.

Camará disse que os alunos tinham a manifestação controlada até à chegada dos agentes da PIR. “A dado momento, um aluno se envolveu em confronto com um dos polícias, aí as coisas fugiram do controlo e a vandalização tomou conta do terreno”, disse acrescentando que a posição dos alunos mantêm-se inalterável:”pode ser outra pessoa mas Adulai Djá, não”. ANG/O Democrata


Política/Presidente do parlamento guineense diz que PR é fator de instabilidade democrática

Bruxelas, 01 fev 24 (ANG) – O presidente da Assembleia Nacional Popular considerou quarta-feira que o Presidente da República está a ser um fator de instabilidade democrática e acusou-o de decidir em função daquilo que lhe é conveniente.

Questionado pela Lusa sobre se as decisões de Umaro Sissoco Embaló ao arrepio da Constituição do país fazem do Presidente um fator de instabilidade democrática, Domingos Simões Pereira respondeu: “Absolutamente”.

“Isso é uma conclusão a que todo o guineense chega neste momento, mas eu não empolgo muito isso, porque, verdadeiramente, aquele país precisa de paz. Mais do que estarmos nessas afirmações de que é o outro lado e ele dirá que somos nós… Insistimos que o mais importante é tranquilizar a Guiné-Bissau e isso só se faz de duas formas: é respeitando as leis e deixando que as instituições funcionem”, completou o presidente da Assembleia Nacional Popular, em entrevista à Lusa no Parlamento Europeu, em Bruxelas.

Domingos Simões Pereira acusou o Presidente guineense de estar a avaliar as instituições democraticamente eleitas do país “em função daquilo que lhe é conveniente”.

“Nós fomos a eleições e em democracia ainda não se inventou outra forma de auscultar a opinião maioritária que não seja por via das eleições. O povo guineense pronunciou-se, é uma obrigação de todos os atores respeitarem essa vontade expressa”, sustentou.

O presidente do parlamento lembrou que houve eleições em junho de 2023, “que contaram com o apoio da comunidade internacional” e expressaram a vontade da população, por isso, é crítico da decisão de dissolver o parlamento: “Havemos de chegar a um ponto de perguntar para que é que se fazem eleições”.

No início de dezembro, o Presidente da República decidiu dissolver o parlamento, depois de consultar o Conselho de Estado, quando a Constituição define que só o poderia fazer 12 meses após as eleições.

Umaro Sissoco Embaló considerou na altura que houve uma tentativa de subversão da ordem constitucional com o patrocínio da Assembleia Nacional Popular por, na sua interpretação, falhar nas funções de escrutínio ao Governo.

Em seguida, o Presidente demitiu o primeiro-ministro, Geraldo Martins, depois de este recusar formar um Governo de iniciativa presidencial, e nomeou, em substituição, Rui Duarte de Barros, episódios de uma crise que começou a ser desenhada na sequência de confrontos entre militares, nos passados dias 30 de novembro e 01 de dezembro.

O diferendo entre o Presidente guineense e Domingos Simões Pereira, que é também líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), arrasta-se desde as eleições presidenciais de 2019, cuja segunda volta foi disputada por ambos.

A coligação Plataforma Aliança Inclusiva (PAI) – Terra Ranka, liderada pelo PAIGC, venceu as eleições legislativas de junho com maioria absoluta.ANG/Lusa

 

  Sudão/Conflito  provocou "quase 8 milhões" de deslocados, diz ACNUR

Bissau, 01 Fev 24 (ANG) - A guerra vigente no Sudão desde Abril do ano passado entre o exército do general Abdel Fattah al-Burhane e as Forças de Apoio Rápido (FSR, paramilitares) do general Mohammed Hamdane Daglo, antigo número dois do poder militar, provocou "quase 8 milhões" de deslocados, de acordo com o Alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Este conflito que causou mais de 13 mil mortos segundo um balanço do projeto de registo de conflitos ACLED considerado muito aquém da realidade, provocou "quase 8 milhõesde deslocados, disse em comunicado Filippo Grandi, Alto-comissário do ACNUR, atualmente em viagem à Etiópia.

Ao pedir "um apoio urgente (...) para atender às necessidades" da população sudanesa, este responsável considerou que "sem um apoio adicional dos doadores, será extremamente difícil fornecer a ajuda necessária para aqueles que mais precisam".

No passado 21 de Janeiro, o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (Ocha) indicou que o número de pessoas deslocadas era de 7,6 milhões e que cerca de metade eram crianças.

A ONU refere ainda que um dos seis países vizinhos do Sudão, a Etiópia, recebeu desde Abril de 2023 mais de 100 mil sudaneses fugindo das violências que foram juntar-se aos 50 mil refugiados sudaneses já anteriormente presentes no país.

"Na semana passada, o número de recém-chegados ao Chade ultrapassou os 500 mil desde Abril do ano passado e, no Sudão do Sul, uma média de 1.500 pessoas têm atravessado o país diariamente", acrescentou o ACNUR em comunicado.

Os esforços diplomáticos com vista a alcançar a paz, nomeadamente dos Estados Unidos e da Arábia Saudita têm fracassado até ao momento.

Ambos os lados têm sido acusados de crimes de guerra, incluindo crimes contra civis, durante os mais de nove meses de conflito. Ainda ontem, o Tribunal Penal Internacional indicou ter aberto um novo inquérito sobre atrocidades e violências praticadas contra populações no Darfur, o epicentro da guerra civil. ANG/RFI

                Bélgica/Líderes europeus acordam apoio à Ucrânia

Bissau, 01 Fev 24 (ANG) - Os líderes da União Europeia reunidos em Bruxelas nesta quinta-feira, 1 de Fevereiro, chegaram a um acordo sobre um apoio financeiro de 50 mil milhões de euros à Ucrânia, após um retrocesso húngaro.

Dez minutos após o início oficial do Conselho Europeu extraordinário, a decorrer em Bruxelas, os  27 países da UE chegaram a acordo sobre uma ajuda de 50 mil milhões de euros, à Ucrânia, até então bloqueada pelo primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban. O anunciou foi feito pelo presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, que acrescentou que o acordo garante um financiamento estável, previsível e sustentável. a longo prazo para a Ucrânia.

O chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky , afirmou que este acordo é a prova da "forte unidade" dos vinte e sete Estados membros da União Europeia.

 Por seu lado, o primeiro-ministro ucraniano, Denys Chmygal, congratulou-se com a ajuda de 50 mil milhões de euros, considerando-a como uma “contribuição” para uma “vitória comum” sobre a Rússia.

“Os Estados-membros da UE estão mais uma vez a mostrar solidariedade e unidade (...) para ajudar o povo ucraniano a resistir à guerra” com Moscovo, Cada um destes votos é uma contribuição significativa para a nossa vitória comum,” notou.

A Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tinha afirmado  que esta ajuda iria permitir à Ucrânia colmatar o seu défice orçamental, mas também equipar-se, durante os próximos quatro anos na vertente militar, a fim de garantir a defesa aérea e terrestre contra a agressão russa. ANG/RFI


        
Portugal/Madureira e outros 11 detidos em buscas no Porto

Bissau, 01 Fev 24 (ANG) - Mulher do líder dos 'Super Dragões' também foi detida, assim como Vítor Catão, adepto do FC Porto e antigo presidente do São Pedro da Cova. Porsche e BMW de Fernando Madureira foram apreendidos.

Mais de uma dezena de buscas domiciliárias a vários elementos dos 'Super Dragões' foram hoje levadas a cabo na zona do Grande Porto, culminando na detenção de 12 pessoas, entre as quais Fernando Madureira, líder da claque do FC Porto, a mulher deste e Vítor Catão, adepto do FC Porto e antigo presidente do São Pedro da Cova.

Em comunicado, o Ministério Público (MP) revela quais os crimes em causa. "Está em causa a prática dos crimes de ofensa à integridade física no âmbito de espetáculo desportivo ou em acontecimento relacionado com o fenómeno desportivo, coação agravada, ameaça agravada, instigação pública a um crime, arremesso de objeto ou de produto líquidos e atentado à liberdade de informação, lê-se na nota .

O MP confirmou as 12 detenções, "fora de flagrante delito", no âmbito da abertura de um "inquérito" em que se investigam "os incidentes na assembleia geral do Futebol Clube do Porto", de 13 de novembro de 2023, "que corre termos no DIAP da Procuradoria da República do Porto [Porto, 4.ª secção]" e revelou que "apresentará os detidos para primeiro interrogatório judicial, promovendo a aplicação de medidas de coação".

Também a Polícia de Segurança Pública (PSP) confirmou, em comunicado, que, no âmbito da Operação Pretoriana, realizou "12 detenções no âmbito do combate aos crimes de ofensas à integridade física qualificadas, coação agravada, ameaça agravada, instigação pública à prática de crime e atentado à liberdade de informação" e deu cumprimento a 11 mandados de busca domiciliária

"O dispositivo da Polícia de Segurança Pública do Comando Metropolitano do Porto (COMETPOR), através da Divisão de Investigação Criminal, com o apoio da Unidade Especial de Polícia e demais valências policiais, no dia de hoje, desencadeou uma operação policial que visou a identificação e detenção dos autores dos ilícitos em foco, bem como apreensão de meios de prova", indicou a autoridade.

Na operação, que culminou na detenção de 11 homens e uma mulher, foi possível apreender "equipamentos eletrônicos e demais documentos de interesse para a investigação em causa, estupefacientes vários, nomeadamente cocaína e haxixe, três veículos automóveis e vários milhares de euros, uma arma de fogo, artefatos pirotécnicos e mais de uma centena de ingressos para eventos desportivos".

Na nota, a autoridade sublinhou que, após o início da investigação ao ocorrido na AG do FC Porto, "determinou uma ação conjugada no sentido de devolver às instituições e aos cidadãos a sua liberdade de decisão e, promover ainda, que o sentimento de impunidade e insegurança seriam restaurados no âmbito desta realidade desportiva e não só".

Ainda de acordo com a PSP, os detidos serão presentes hoje, quinta-feira, junto das autoridades judiciais competentes para primeiro interrogatório judicial de arguido detido.

Segundo a Lusa, entre os detidos estará também um funcionário do FC Porto, o oficial de ligação aos adeptos. Além das detenções, a PSP terá apreendido também carros, entre os quais um Porsche e um BMW do líder dos Super Dragões.

O que está em causa é a Assembleia Geral (AG) do FC Porto que decorreu em 13 de novembro e as eventuais ameaças feitas ao candidato à presidência do clube André Villas-Boas.

No dia seguinte à realização da AG (14 de novembro), o MP anunciou a abertura de um inquérito aos incidentes ocorridos na sessão magna do clube.

"Tendo em conta os acontecimentos sucedidos na AG do FC Porto, que teve início em 13 de novembro, amplamente divulgados na comunicação social e suscetíveis de integrarem infrações criminais de natureza pública, foi determinada a instauração de inquérito, que corre termos no DIAP [Departamento de Investigação e Ação Penal] da Procuradoria da República do Porto", dava conta a Procuradoria-Geral Distrital do Porto, em comunicado.

O presidente da Mesa da Assembleia Geral (MAG) dos dragões, José Lourenço Pinto, suspendeu os trabalhos na sequência de uma AG agitada e com confrontação entre sócios, que incidia na deliberação dos novos estatutos dos vice-campeões nacionais de futebol, mas, face à forte afluência, mudou de local à última hora. ANG/Notícias ao minuto

        Arménia/Rússia vê com hostilidade a adesão do país ao TPI

Bissau, 01 fev 24 (ANG) - A Arménia tornou-se formalmente Estado-parte no Tribunal Penal Internacional, uma decisão que a Rússia, tradicional aliado, considerou hostil.

A notícia foi avançada pelo representante arménio para os assuntos jurídicos, Yegishe Kirakosyan, à Agência France Press.

 "O Estatuto de Roma entrou oficialmente em vigor na Arménia nesta quinta-feira, 1 de Fevereiro", uma decisão que as autoridades russas já tinham descrito como hostil.

Em Março, o Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia, emitiu um mandado de detenção contra o Presidente Vladimir Putin por organizar ou autorizar a deportação ilegal de crianças ucranianas para a Rússia.

As autoridades de Erevan são agora obrigadas a deter o Presidente russo se pisar no seu território. Yerevan é agora obrigado a prender o presidente russo se ele pisar no seu território.

Em Outubro, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, considerou que a Arménia tomou "uma má decisão" ao ratificar o estatuto de Roma. O primeiro-ministro arménio, Nikol Pashinyan, tentou acalmar os receios do Kremlin, garantindo que a decisão não era dirigida contra a Rússia.

“Ao aderir ao TPI, a Arménia está a equipar-se com ferramentas sérias para prevenir crimes de guerra e crimes contra a humanidade no território”, assegurou”, Yegishe Kirakosyan.

A decisão Arménia ilustra o fosso que está a aumentar entre Moscovo e Yerevan, com a Arménia a criticar a Rússia pela inação no conflito de longa data entre a Arménia e o vizinho Azerbaijão.

Em Setembro, as forças do Azerbaijão invadiram Nagorno-Karabakh, onde as forças de manutenção da paz russas foram destacadas, numa ofensiva relâmpago e garantiram a rendição das forças separatistas arménias que controlavam a região durante décadas.

A Arménia assinou o Tratado de Roma em 1999, mas não o ratificou, alegando contradições com a constituição do país. Em Março, o  Tribunal Constitucional afirmou que os obstáculos tinham sido ultrapassados,  depois de a Arménia ter adoptado uma nova constituição em 2015.

Em Outubro, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, saudou a ratificação do Estatuto, declarando que “o mundo está a encolher para o autocrata do Kremlin”.

O Tribunal Penal Internacional -criado em 2002- conduz investigações e, quando apropriado, julga acusados ​​dos crimes mais graves que afetam toda a comunidade internacional: genocídio, crimes de guerra, crimes contra a humanidade e crimes de agressão. ANG/RFI

 

quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Legislativas antecipadas/”PR pede parecer da CNE para realização do processo à 31 de Março do ano em curso”, diz Npabi Cabi

Bissau, 31 Jan 31 (ANG) - O Presidente da República solicitou a CNE um parecer sobre as possibilidades de realização das eleições  legislativas antecipadas a 31 de  Março próximo.

O pedido de parecer foi esta quarta-feira revelada pelo presidente interino da da CNE,Npabi, à saida de uma audiência com o Chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló.

“A ideia do Presidente da República é de marcar as eleições a curto prazo, ou seja daqui à 31 de Março do ano em curso. Só que, mostramos que o Governo precisa de ter meios financeiros para fazer face às diferentes situações, caso contrário será difícil “disse aquele responsável.

Acrescentou  que, para a realização de eleições num período de três ou quatro meses, a CNE precisa entrar em ação desde já, e que se não houver meios para tal, será impossível cumprir a data prevista.

“Também temos outro problema, que é o de atualização de Caderno Eleitoral. Porque, os cidadãos guineenses que acabaram de completar 18 anos têm o direito de exercer os seus deveres cívicos. Por isso, decidimos que  a atualização será feita anualmente a partir de mês de Janeiro à Março de modo a facilitar o processo”, referiu Npabi Cabi.

Questionado sobre qual é a data apropriada para realização das eleições do ponto de vista da CNE, Cabi respondeu que, na realidade não podem pronunciar sobre a data mas  que só querem que haja condições que lhes permitirão realizar o processo na data anunciada pela entidade competente.

A Constituição da República determina que dissolvida a Assembleia Nacional Popular novas eleições deverão realizar-se num período de 90 dias. E o parlamento foi dissolvido em Outubro passado.ANG/AALS/ÂC//SG

Circulação de drogas/PCA da Agência de Aviação Civil e Diretor-geral da APGB dizem que duvidam das denúncias de Nuno Nabiam

Bissau,31 Jan 24(ANG) – O Presidente do Conselho de Administração(PCA) da Agência de Aviação Civil da Guiné-Bissau, e o Diretor-geral da Administração dos Portos de Bissau(APGB), dizem que duvidam das denúncias  de circulação de muita droga” no país, feita recentemente pelo líder da APU-PDGB, Nuno Gomes Nabiam.

José António Có e Felix Nandunguê reagiam assim hoje em conferência de imprensa, às recentes denúncias do líder da Assembleia do Povo Unido Partido Democrático da Guiné-Bissau(APU-PDGB), Nuno Gomes Nabiam que diz existir  sinais de que a droga está a circular em abundância no país tendo pedido à comunidade internacional para  ajudar as autoridades nacionais a controlarem o seu tráfico  no país.

O PCA da Agência de Aviação Civil da Guiné-Bissau considerou  de “muito complexa”, o processo de controlo de pessoas e cargas em todos os Aeroportos do mundo.

José António Có referiu que,  em termos de funcionamento, o aeroporto dispõe de várias entidades que nele intervêm e que cada qual tem as suas competências próprias.

Aquele responsável disse que no Aeroporto de Bissau existem dois tipos de voos: os regulares de passageiros e cargas e os voos particulares(especiais).

Adiantou que, no que toca aos voos particulares que pretendem aterrar no país, devem fazer um pedido de autorização à Agência a Aviação Civil para sobrevoar o espaço aéreo e aterrar no território nacional.

“No que toca aos voos regulares de passageiros e cargas, existem todo um conjunto de entidades que intervêm no sentido de facilitar os passageiros nos seus embarques e desembarques e das suas bagagens”, frisou.

José António Có salientou que as referidas entidades trabalham no sentido de assegurar que os passageiros não transportassem nada de ilícito, em termos aduaneiros ou fiscais, de contrafação e perigoso para o país.

Informou que essas entidades, apesar de estarem no Aeroporto não dependem e nem integram a estrutura orgânica da Agência de Aviação Civil da Guiné-Bissau.

“Temos os casos da Brigada Fiscal da Alfândegas que depende do Ministério das Finanças, temos Polícia Judiciária do Aeroporto, Serviços de Migração e Fronteiras, Serviços de controle de transporte de animais e plantas, que pertence ao Ministério de Agricultura, entre outros e constituem várias estruturas orgânicas   que têm como papel saber o que uma aeronave trouxe e vai levar”, disse.

Afirmou que a única competência da Agência de Aviação Civil  é garantir a segurança da navegação aérea e não o controle de mercadorias e de produtos proibidos.

Perguntado sobre os mecanismos de controle de malas diplomáticos, António Có respondeu que  não é controlado, mas diz existirem canais  que podem detectar se estão munidos de objetos ilícitos ou armas.

“No caso de controlo de pessoas e bagagens, em todos os Aeroportos do mundo se deparam com a mesma situação da Guiné-Bissau, porque é difícil e complexa controlar o movimento das pessoas e dos traficantes”, salientou.

Aquele responsável considerou, contudo, de “muito frágil”, o sistema de controlo do Aeroporto de Bissau, e a título de exemplo, disse que atualmente as bagagens de mãos não são controlados nos canais próprios mas sim através das Alfândegas, e que atualmente não dispõe de aparelho de Raio X de embarque.

Por sua vez, o Diretor-geral da Administração dos Portos da Guiné-Bissau(APGB),  alega existir igualmente  no Porto de Bissau diferentes entidades que trabalham no controlo e segurança das mercadorias, nomeadamente a Polícia Judiciária, Serviços de Migração e Fronteiras, Alfândegas entre outros.

Felix Nandunguê disse que ficaram preocupados com as denúncias do líder da APU-PDGB, mas que, enquanto responsável daquela instituição, nunca ouviu  que  drogas teriam entrado do Porto de Bissau.

Disse que as referidas informações não correspondem a verdade, porque ativaram os serviços de segurança portuária mas que nada  foi detectado.

O ex-primeiro-ministro que atualmente desempenha a
s funções de Conselheiro do Presidente da República e membro do Conselho de Estado fez a denúncia no sábado num comício popular em Bissorã, norte da Guiné-Bissau.ANG/ÂC//SG

Desporto-futebol/Empresas de Telecomunicação “MTN” e “Orange” patrocinam o campeonato da 1ª e 2ª divisão em futebol

Bissau, 31 Jan 24 (ANG) – As empresas de telecomunicações, MTN e Orange Bissau, que operam há anos no país , são novos patrocinadores do campeonato nacional da primeira e segunda divisão em futebol na Guiné-Bissau.

O acordo para o efeito foi assinado, no fim-de-semana, entre a Liga Guineense dos Clubes de Futebol e os  responsáveis das respeitivas empresas.

No ato de assinatura, o Presidente da Liga Guineense dos Clubes de Futebol Dembo Sissé disse que o referido acordo vai ajudar na melhoria de alguns aspectos nos clubes.

“Após 50 anos da independência, os nossos campeonatos, pela primeira vez, terão patrocinadores oficial, que pelo menos, vão ajudar a melhorar alguns aspectos que dificultam os clubes”, disse Sissé.

O responsável máximo da Liga Guineense dos Clubes de Futebol (LGCF), declarou que devido ao acordo alcançado entre as partes, a primeira liga de futebol, anteriormente  denominada  “Guiness-Liga”, passa a ser designada  de “Liga Orange”, enquanto que a Segunda-Liga, que era chamada de Guines-Bola passa a ser “Liga MTN”.

Segundo Dembo Sissé, as duas empresas se comprometeram a apoiar os clubes de futebol com doações de  equipamentos de balneários, instalação internet para a transmissão dos jogos, requalificação da sede de Liga dos Clubes, e disponibilização de alguns valores em dinheiro aos 38 clubes que atuam na primeira e segunda liga de futebol.

“O acordo prevê também um retorno para as empresas em causa, por parte do do Estado Guineense, no domínio de utilização de  seus produtos no país”, sustentou Sissé. ANG/LLA/ÂC//SG   

   


Economia
/Compra de moedas de quarta-feira, 31 janeiro de  2024

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 Fonte: BCEAO

Kampala/Centenas de etíopes morreram à fome e milhões precisam de ajuda alimentar

Kampala – Pelo menos 400 pessoas morreram de fome nas regiões de Tigray e Amhara, na Etiópia, nos últimos meses, afirmou hoje o Provedor de Justiça nacional, uma rara admissão de mortes relacionadas com a fome de um organismo federal.


As autoridades locais já tinham comunicado anteriormente a ocorrência de mortes por fome nos seus distritos, mas o Governo federal da Etiópia tem insistido que esses relatos estão "completamente errados".

O gabinete do Provedor de Justiça da Etiópia enviou peritos para as regiões que são afectadas pela seca e ainda estão a sofrer as consequências de uma guerra civil devastadora que terminou oficialmente há 14 meses.

Os peritos concluíram que 351 pessoas morreram de fome em Tigray nos últimos seis meses, tendo havido mais 44 mortes em Amhara.

Apenas uma pequena fracção das pessoas necessitadas em Tigray recebem ajuda alimentar, de acordo com um memorando de ajuda a que a Associated Press teve acesso, mais de um mês depois de as agências de ajuda terem retomado as entregas de grãos após uma longa pausa devido a roubo.

Apenas 14% dos 3,2 milhões de pessoas visadas para ajuda alimentar por agências humanitárias em Tigray este mês a receberam até 21 de Janeiro, de acordo com o memorando do Tigray Food Cluster, um grupo de agências de ajuda co-presidido pelo Programa Alimentar Mundial da ONU e por funcionários etíopes.

O memorando insta os grupos humanitários a "aumentar imediatamente" as suas operações, alertando que "a falta de acção rápida agora resultará em grave insegurança alimentar e desnutrição durante a estação de escassez, com possível perda das crianças e mulheres mais vulneráveis da região".

As Nações Unidas e os Estados Unidos suspenderam a ajuda alimentar a Tigray em meados de Março do ano passado, depois de terem descoberto um esquema "em grande escala" para roubar cereais para fins humanitários.

A suspensão foi estendida ao resto da Etiópia em Junho.

As autoridades norte-americanas acreditam que o roubo pode ser o maior desvio de cereais de sempre e os doadores responsabilizaram funcionários do Governo etíope e os militares pela fraude.

A ONU e os EUA levantaram a suspensão em dezembro, depois de introduzirem reformas para travar o roubo, mas as autoridades de Tigray dizem que os alimentos não estão a chegar aos que deles necessitam.

Dois trabalhadores humanitários disseram à AP que o novo sistema - que inclui a instalação de localizadores GPS nos camiões de alimentos e a colocação de códigos QR nos cartões de racionamento - tem sido dificultado por problemas técnicos.

As agências de ajuda estão também a debater-se com a falta de fundos.

Um terceiro trabalhador humanitário disse que a suspensão na ajuda alimentar e a sua lenta retoma significam que algumas pessoas em Tigray não recebem ajuda alimentar há mais de um ano.

Os trabalhadores humanitários falaram com a AP sob condição de anonimato porque não estavam autorizados a falar com a imprensa.

Cerca de 20,1 milhões de pessoas em toda a Etiópia necessitam de ajuda alimentar humanitária devido à seca, aos conflitos e à economia em recessão.

Tigray, onde vivem 5,5 milhões de pessoas, foi o centro de uma guerra civil devastadora de dois anos que matou centenas de milhares de pessoas e se espalhou pelas regiões vizinhas.

Um painel da ONU acusou o Governo da Etiópia de usar "a fome como método de guerra" ao restringir a ajuda alimentar a Tigray durante o conflito, que terminou em Novembro de 2022 com um acordo de paz. ANG/Angop