quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

Senegal/ONU pede inquérito independente sobre repressão e mortes de manifestantes

Bissau, 14 Fev 24 (ANG) - O Alto-Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH), disse na terça-feira estar “profundamente preocupado” com a grave crise política no Senegal, gerada pelo anúncio do adiamento das eleições presidenciais, denunciando um “recurso inútil e desproporcional à força contra os manifestantes e, crescentes restrições do espaço cívico”.

Segundo declarações da porta-voz da ACNUDH, Liz Throssell, durante uma conferência de imprensa em Genebra: "Pelo menos três homens jovens foram mortos durante as manifestações que até aqui ocorreram e, foram detidas pelo menos 266 pessoas em todo o país, incluindo jornalistas."

A mesma porta-voz acrescentou que: "Devem ser rapidamente conduzidos inquéritos aprofundados e independentes e, os responsáveis têm de prestar contas."

Soube-se por outro lado que a internet móvel foi suspensa no Senegal esta terça-feira, num dia em que estava prevista uma manifestação mas que, foi entretanto proibida pela segunda vez desde o início desta crise política, pelas autoridades governamentais.

O governo do Senegal justificou tal proibição por via de um comunicado do Ministério das Telecomunicações e do Digital, dizendo que Devido às mensagens de ódio de carácter subversivo, que já provocaram manifestações violentas, a internet móvel de dados foi suspensa , terça-feira, 13 de Fevereiro”.

ANG/RFI

 

         Rússia/Putin manda confiscar bens de quem criticar exército

Bissau, 14 Fev 24 (ANG) – A Rússia vai passar a confiscar o dinheiro e bens de pessoas condenadas pela divulgação de “informações falsas” sobre o exército russo, segundo uma lei promulgada hoje pelo Presidente Vladimir Putin.

Moscovo proibiu as críticas ao exército pouco depois de ter lançado a ofensiva contra a Ucrânia, em 24 de Fevereiro de 2022.

RússiaO novo texto foi aprovado no final de Janeiro pela Duma, a câmara baixa do parlamento russo, e no início de Fevereiro pelo Conselho da Federação, a câmara alta, de acordo com a agência francesa AFP.

Sem surpresa, o decreto presidencial assinado por Putin foi publicado hoje, numa nova ilustração da repressão contra os críticos do Kremlin (presidência), dois anos após o início do ataque à Ucrânia.

Putin, no poder há mais de 20 anos, vai candidatar-se a um novo mandato nas eleições marcadas para Março.

O regime endureceu a repressão dos opositores e dos que contestam a guerra contra a Ucrânia, que Moscovo designa oficialmente como uma "operação militar especial".

A repressão levou ao encerramento de órgãos de comunicação social considerados hostis pelo Kremlin e à fuga de muitos críticos e activistas para o estrangeiro.

Outros, como Alexei Navalny e Vladimir Kara-Murza, cumprem pesadas penas de prisão na Rússia.

De acordo com a organização não-governamental OVD-Info, que documenta a repressão política na Rússia, 19.855 pessoas foram detidas no país desde a invasão da Ucrânia, de que resultaram 871 processos-crime. ANG/Angop

 

Tailândia/Homem condenado a 36 anos de prisão por criticar monarquia no Facebook

Bissau, 14 Fev 24 (ANG) - Um tribunal tailandês condenou um homem a 36 anos de prisão por publicar nas redes sociais mensagens que violam as leis de lesa-majestade e de crimes cibernéticos do país, disseram hoje fontes judiciais.

A organização não-governamental (ONG) Advogados pelos direitos humanos tailandeses (TLHR, na sigla em inglês), disse que o homem, identificado como Wut, foi inicialmente condenado a 36 anos de prisão, mas a pena foi reduzida para 18 anos por ter confessado e cooperado com as autoridades.

O homem, de 51 anos, que trabalhava como guarda de segurança numa fábrica no distrito de Minburi, nos arredores de Banguecoque, está detido desde Março de 2023 e viu o pedido de fiança negado "repetidamente", disse a TLHR num comunicado.

As acusações remontam a 2021, quando as autoridades denunciaram Wut por publicar, entre Março e Novembro daquele ano, na rede social Facebook, mensagens e imagens que incluíam "insultos, calúnias, difamação e expressões de malícia" contra o rei da Tailândia e membros da família real.

O arguido, cuja identidade permanece sob sigilo judicial, foi condenado por violar a lei de lesa-majestade, que pune as ofensas contra a família real com 15 anos de prisão, e por crime cibernético.

O TLHR relatou um aumento deste tipo de casos na Tailândia desde Novembro de 2020, quando o Governo retomou a aplicação da lei de lesa-majestade para reprimir em tribunal o movimento pró-democracia liderado pela estudantes universitários em 2020 e 2021.

De acordo com os dados mais recentes da entidade, até Dezembro, pelo menos 1.938 pessoas foram processadas por expressões políticas desde Julho de 2020, incluindo 286 menores de 18 anos.ANG/Angop

França/Ataques russos a jornalistas na Ucrânia causaram 11 mortos e dezenas de feridos

Bissau,  14 Fev 24(ANG) – Pelo menos, 100 jornalistas foram atacados por militares russos na Ucrânia desde o início da invasão deste país, da qual passam dois anos no próximo dia 24, conflito que já custou a vida a 11 profissionais da informação.

A informação foi avançada terça-feira pela organização não-governamental (ONG) Repórteres sem Fronteiras (RSF).

A ONG denunciou que “jornalistas e meios de comunicação estão na mira das forças armadas russas” e aplaudiu “a coragem” dos “milhares” que continuam a cobrir o conflito, “apesar de um contexto de segurança que só piora”.

A RSF tem documentados mais de 50 ataques contra mais de 100 jornalistas, que resultaram em mortes, ferimentos, sequestros, tortura ou traumas causados pelos bombardeamentos.

Para mais, nas zonas ocupadas “as vozes independentes locais foram reduzidas a nada”.

A responsável da RSF para a Europa, Jeanne Cavelier, indicou que “os meios são vítimas diretas da invasão russa da Ucrânia. Desgraçadamente, em 2023, como em 2022, jornalistas que trabalhavam no terreno pagaram o seu trabalho com a vida”.

No último ano, morreram dois jornalistas na Ucrânia, o franco-bósnio Arman Soldin, da AFP, vítima de uma ‘chuva’ de morteiros, em 09 de maio, quando cobria o conflito perto de Bakhmout, e o ucraniano Bohdan Bitik, que colaborava com o correspondente do diário italiano La Republica, perto de Kherson, onde foi abatido por um ‘sniper’ russo.

Antes, durante o primeiro ano de guerra foram mortos nove jornalistas e feridos outros 35.

A RSF denunciou disparos contra torres de televisão, locais de redações ou lugares habitualmente frequentados por jornalistas.

Expôs ainda que pelo menos 12 jornalistas estão detidos nas regiões ocupadas e o desaparecimento de Victoria Roshchyna, colaboradora da Ukrainska Pravda, cujo paradeiro se ignora desde 04 de agosto, e Dmytro Khyliuk, que trabalhava para a agência noticiosa em linha Unian, que se suspeita esteja detido na Federação Russa.

A ocupação russa, o quase desaparecimento do mercado publicitário, a falta de trabalhadores e a destruição de material são algumas das razões que explicam o encerramento de 233 meios ucranianos desde o início da invasão russa, ainda segundo a ONG.

A RSF já apresentou oito queixas por crimes de guerra no Tribunal Penal Internacional e na justiça ucraniana, além de outros dois junto da justiça francesa. ANG/Inforpress/Lusa

 

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

Turismo/Péssimas condições da estrada “ensombram” destino turístico da vila de Bruce, em Bubaque

Bissau,12 Fev 24(ANG) – As péssimas condições da estrada que liga o setor de Bubaque à povoação de Bruce, no Arquipélago dos Bijagós, uma  distância de 18 quilómetros, ensombram o destino turístico daquela localidade.

Régulo de Bruce
A principal “estrada branca”,  feita com conchas(combés), atualmente em avançado estado de degradação  e com muitos buracos, foi mandado construir  pelo primeiro Presidente da Guiné-Bissau, Luís Severino de Almeida Cabral, para quem Bruce era a localidade ideal para se passar um fim de semana,nos primeiros anos da independência do país,

 Em declarações à ANG, o Régulo de Bruce,
Arsene Barbosa disse que desde o golpe de Estado que derrubou o Presidente Luís Cabral à 14 de Novembro de 1980, é que aquela localidade foi votada ao esquecimento e que a referida estrada nunca foi reabilitada.

Mesmo assim, os turistas continuam a frequentar a vila de Bruce, viajando em moto-carros ou em motorizadas, com o objetivo de conhecer a Praia de Bruce, tida como o mais afamado areal de Bubaque  e um dos mais frequentados dos Bijagós.

Arsene Barbosa disse que, com todas as dificuldades com que a vila se depara, as suas praias continuam a ser as mais  procuradas pelos turísticas que viajam para o Arquipélagos de Bijagós, oriundos dos Estados Unidos, Europa e Ásia.

Afro Americana
Aquele chefe tradicional informou que a povoação de Bruce tem actualmente uma escola que leciona do 1º ao 6º ano e que não dispõe de nenhum Centro de Saúde, para uma população de cerca de 500 habitantes.

Numa viagem efectuada, este fim de semana a povoação de Bruce, no sector de Bubaque,  o repórter da ANG visitou o Hotel “Dakosta Eco Retreat”, um empreendimento turístico com mais de 30 quartos, com praia de areia branca, com água tépida e  ginásio.

No local o repórter da ANG registou as presenças de alguns turististas , entre eles  a jornalista português, Fúlvia Almeida Baião, que diz ser a primeira vez que goza dias de descanso em Bruce.

“Fui parar ali, porque alguns amigos meus me falaram do proprietário do empreendimento o Adelino Da Kosta, da sua vida e o conceito do Hotel e o espaço que é magnifico para o retiro, e logo comecei a pesquisá-lo nas redes sociais, nomeadamente no Instagram e achei tudo super-bonito, as fotografias e vídeos e acabei por vir, e, porque tinha na cabeça que tinha mesmo que estar aqui, e agora gostei de tudo”, disse Fúlvia .

A jornalista salientou que, pelo o que viu durane os dois
dias de estada,  “tudo é impecável”.

Estrada de Bruce
“Cheguei na sexta-feira e gostei logo. durante o percurso entre o Bubaque e o Hotel e depois quando vi a placa dizer Dakosta, notei logo que vou entrar num paraíso e foi mesma essa sensação que tive quando vi as casinhas típicas guineenses e fui recebida e bem tratada por uma equipa super-boa”, disse.

O repórter da ANG, falou igualmente com três turistas Afro-Americanas, nomeadamente o Siphiwe Baleka, que diz ser da etnia Balanta, segundo resultados de exames de  ADN feitos, a Felícia Brewuington, que igualmente afirma ser “Americana-Balanta”, Stephanie Gaule que  afirma ser “Americana-Fula”.

As três  foram unânimes em afirmar que gostam do sítio mas que o maior estrangulamento tem a ver com a  degradação das estradas. Mas dizem que, apesar disso,  prometem voltar mais vezes.ANG/ÂC//SG


Economia/
Preços das moedas para segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

MOEDA

COMPRAR

OFERTA

Euro

655.957

655.957

dólares americanos

604.000

611.000

Yen japonês

4.045

4.105

Libra esterlina

764.250

771.250

Franco suíço

692.250

698.250

Dólar canadense

448.000

455.000

Yuan chinês

83.500

85.250

Dirham dos Emirados Árabes Unidos

164.000

167.000

  Fonte: BCEAO

Carnaval 2024/Comissário da POP ameaça apreender quem violasse as  regras de segurança durante os festejos  

Bissau, 12 Fev 24 (ANG) - O Comissário Nacional de Polícia da Ordem Pública (POP) ameaçou no fim-de-semana apreender quem violasse as regras  de segurança adoptadas para os quatro dias de  manifestações de Carnaval, a maior festa cultural da Guiné-Bissau.

Salvador Soares anunciava   à imprensa as regras  de segurança estabelecidas para os festejos de Carnaval 2024, com a finalidade de evitar a desordem pública

“Vamos estar de olhos abertos no que concerne as pessoas que provavelmente vão querer impor  situações de desordem durante o festejo de Carnaval. Já colocamos os nossos agentes em todo o território para que possam manter a ordem e disciplina”, avisou aquele responsável.

Soares disse que as viaturas sem Livre Trânsito não são permitidas  circular depois das 15 horas e que só vão estar em condições de  retomar as suas movimentações depois das 21 horas, para possibilitar que os manifestantes possam movimentar sem risco de serem atropelados.

Acrescentou que, os que têm Livre Trânsito podem circular sim, mas apenas com a orientação dos agentes da POP, uma vez que a aglomeração  das pessoas exige bastante cuidado.

“Vimos bastante circulação das motos no primeiro dia de Carnaval. Mas, os nossos agentes estão no terreno para dar  orientações no sentido de evitarem a circulação, caso desobedecerem a Lei, obviamente serão presos”, avisou  Salvador Soares.

Por outro lado, aquele responsável pediu a colaboração de todos no sentido de serem tolerantes e de procederem na base de civismo de modo à  permitir que a maior festa cultural do país decorre num ambiente de paz e tranquilidade.

Os festejos do Carnaval 2024 vão decorrer entre os dias 10 e 13 do corrente mês sob o lema “Para o encontro e promoção de culturas”.ANG/AALS/ÂC//SG


Carnaval 2024/Comissão organizadora do evento considera de posítivo o desfile do primeiro dia apesar de alguns constrangimentos logísticos

Bissau 12 Fev 23 (ANG) – O Presidente da Comissão Nacional Organizadora do Carnaval 2024 considerou, domingo, de posítivo o desfile do primeiro dia do evento, apesar de alguns constrangimentos em termos da organização, mas que esperam superar no segundo dia.

Leonardo Cardoso, citado pelo jornal o Democrata, falava após o desfile dos oito grupos participantes e reconheceu o atraso do inicio do desfile, marcado para 16H00 mas veio a ser possível as 18H00.

 Questionado das ausências de muitos convidados de honra sobretudo os membros do Governo, com exceção do ministro da Juventude, Cultura e Desportos, Cardoso lamentou o que considerou de “falta de conhecimento do valor da cultura e o que ela representa para um país “, tendo exortado aos dirigentes guineenses a trabalharem seriamente na  valorização das atividades culturais, enquanto “setor vital para o desenvolvimento de qualquer Nação”.

Perguntado se a fraca apresentação dos grupos participantes  tem a ver com a não premiação dos mesmos, Leonardo Cardoso, disse que não, frisando que tem tudo a ver com a flexibilidade de cada grupo ou região na apresentação da diversidade cultural que faz parte do mosaico étnico do país.

A maior festa popular  da Guiné-Bissau tem como lema este ano “Para o encontro e promoção de culturas”, e no primeiro dia do desfile marcaram a presença oito  grupos nomeadamente Chão de Papel Varela, IPNOVE, Grupo Cultutral de Bairro de Missira, Netos de Bandim, Grupo Cultural de Plack-02  e os Grupos das regiões de Quinará, Gabú e  Bolama/Bijagós. ANG/MSC/ÂC//SG

 

 

                        Desporto//Costa do Marfim vence CAN 2024

Bissau, 12 Fev 24 (ANG) - A Costa do Marfim sagrou-se Campeã Africana, ao vencer, no domingo(11),na final a Nigéria por 2-1 no Estádio Olímpico de Ebimpé em Abidjan, a capital económica marfinense.

A seleção nigeriana, que tinha vencido na fase de grupos por 1-0 a Costa do Marfim, voltou a apostar no mesmo onze inicial para tentar repetir a história.

E foi quase o que aconteceu. Os marfinenses pressionaram nos primeiros minutos, tiveram as melhores oportunidades, mas não conseguiram abrir o marcador.

Quem marcou em primeiro foi a Nigéria. No primeiro remate à baliza, os nigerianos marcaram. Num canto, após um primeiro ressalto, foi a vez do capitão dos ‘Super Eagles’, William Troost-Ekong, cabecear para o fundo da baliza do guarda-redes martinense, Yahia Fofana.

No intervalo, e contra as estatísticas, a Nigéria estava na frente.

Os marfinenses estiveram a perder frente ao Senegal nos oitavos, antes de venceram por 5-4 na marcação das grandes penalidades após o empate a uma bola, e também estiveram a perder perante o Mali nos quartos, antes de vencer por 2-1 no prolongamento. Isto significa que a equipa da casa nunca desiste.

É preciso também lembrar que os ‘Elefantes’ estiveram perto de serem eliminados na fase de grupos. Os marfinenses terminaram com três pontos no terceiro lugar no Grupo A, apurando-se para os oitavos devido ao facto que foram um dos quatro melhores terceiros em seis grupos. Na fase de grupos, a Costa do Marfim tinha perdido por 1-0 frente à Nigéria e por 4-0 perante  Guiné Equatorial.

Aliás, o percurso dos marfinenses foi caótico, visto que após a fase de grupos, o seleccionador francês Jean-Louis Gasset, deixou o cargo, substituído pelo adjunto martinense Emerse Faé. No entanto, a Federação Martinense tentou obter o empréstimo de Hervé Renard, que tinha vencido o CAN em 2015 e que é actualmente o seleccionador da Selecção Feminina francesa de futebol, mas a França decidiu recusar essa proposta. Emerse Faé acabou por ser o obreiro deste ‘milagre’ como dizem os adeptos marfinenses.

Na segunda parte da final, para a qual os marfinenses apuraram-se ao derrotar a RDC por 1-0 com um golo de Sébastien Haller, a Costa do Marfim continuou a atacar até conseguir marcar.

A defesa nigeriana, com cinco elementos, cedeu uma primeira vez aos 62 minutos com um golo de cabeça de Franck Kessié, após um canto. Um golo muito semelhante ao tento apontado pelos nigerianos.

O encontro estava empatado a uma bola e a Nigéria, comandada pelo português José Peseiro, não conseguia sair do seu meio campo.

Sob a pressão, a defesa nigeriana vai sofrer um segundo tento apontado pelo avançado Sébastien Haller que colocou a bola no fundo da baliza de Stanley Nwabali.

Sébastien Haller acabou por ser o herói dos dois últimos encontros da Costa do Marfim.

Os ‘Elefantes’ venceram pela terceira vez a prova após 1992 e 2015, juntando-se à Nigéria que continuou com três troféus, no entanto os nigerianos já perderam cinco finais. 

Os marfinenses sucedem aos senegalesas que tinham vencido em 2022 o Egipto por 4-2 na marcação das grandes penalidades após o empate sem golos no fim do tempo regulamentar e do prolongamento. De notar que o Egipto era comandado, na altura, pelo português Carlos Queiroz, e que este ano a Nigéria foi dirigida pelo técnico luso José Peseiro, no entanto os dois treinadores lusófonos foram derrotados.

De referir ainda que a África do Sul terminou no terceiro lugar após ter derrotado a República Democrática do Congo por 6-5 na marcação das grandes penalidades, visto que as duas equipas empataram sem golos no fim do tempo regulamentar e do prolongamento. ANG/RFI

 

Quénia/Kelvin Kiptum, recordista mundial de maratona, morre em acidente de viação

Bissau, 12 Fev 24 (ANG) - Kelvin Kiptum, jovem maratonista queniano de 24 anos, morreu hoje num acidente de viação que vitimou também mortalmente o seu treinador.


Kiptum era uma das maiores esperanças para a desafiante prova da maratona nos Jogos Olímpicos de Paris.

Um acidente entre as cidades de Kaptagat e Eldoret, no Quénia, de onde era orginário, matou Kelvin Kiptum, maratonista de 24 anos, e o seu treinador Gervais Hakizimana. Este violento acidente deixou ainda uma mulher gravemente ferida, passageira também do carro onde seguia Kiptum.

Os ocupantes terão perdido o controlo da viatura que acabou por embater numa árvore, segundo as autoridades. As duas vítimas mortais tiveram morte imediata no local.

Desde Outubro de 2023 que Kelvin Kiptum detinha o recorde mundial da maratona, uma prova que implica correr 42,195 quilómetros. Este feito foi conquistado em Chicago, com um tempo de 02:00:35, menos 34 segundos que o seu compatriota e estrela da modalidade Eliud Kipchoge.

Antes desta prova, Kelvin Kiptum tinha ganho as maratonas de Valencia e de Londres e era a grande esperança dos Jogos Olímpicos de Paris, as primeiras Olimpíadas em que participaria. Kiptum tinha anunciado recentemente que estava pronto a quebrar a mítica barreira das duas horas para a conclusão desta prova.

As homenagens têm-se sucedido, com Kipchoge a dizer estar "profundamente triste" com a morte desta estrela "em ascensão", e com o Presidente do Quénia, William Ruto a descrever Kelvin Kiptum como "um dos melhores desportistas do Mundo" que quebrou barreiras para marcar um novo recorde na maratona. ANG/RFI

 

Portugal/Bispos e líderes africanos repudiam bênção de casais homossexuais

Bissau,12 Fev 24 (ANG) – A bênção proposta pelo papa Francisco aos casais homossexuais mereceu o repúdio de bispos católicos e líderes africanos, com a maioria dos países lusófonos a reagir também negativamente.

Foi o caso dos bispos católicos moçambicanos, angolanos e de São Tomé e Príncipe. Se em Maputo a Conferência Episcopal de Moçambique anunciou ter decidido “não se dê bênção” às “uniões irregulares e uniões do mesmo sexo”, em Luanda os bispos de Angola e São Tomé manifestaram mesmo “perplexidade” com as bênçãos a “casais irregulares”, determinando que não sejam realizadas nestes países porque “criariam um enorme escândalo e confusão entre os fiéis”.

Em Cabo Verde, enquanto se aguarda por uma nota conjunta das duas dioceses do arquipélago, o bispo Ildo Fortes adiantou que ambas acompanham a posição do Papa Francisco, baseados no princípio da misericórdia. E procurou explicar, deixando ao mesmo tempo claro que não se trata de uma aprovação: “Até para sair do caminho errado onde possam estar, até para quem está no pecado, é preciso uma bênção, uma luz”, afirmou, lançando uma pergunta: “Se nós abençoamos os campos, os animais, porque é que não havemos de abençoar as pessoas?”.

A posição assumida pelo papa em 18 de dezembro último no "Fiducia Supplicans", o texto publicado pela Congregação para a Doutrina da Fé, que propõe a bênção da Igreja aos casais considerados "irregulares", incluindo os casais do mesmo sexo, mereceu dos bispos africanos um distanciamento expresso formal, autorizado por Francisco, em que explicaram que a “doutrina da Igreja sobre o casamento cristão e a homossexualidade” se mantém inalterada, e que não consideravam “apropriada” a bênção proposta por Roma.

"Dentro da família da Igreja de Deus em África, a declaração causou uma onda de choque, semeou equívocos e inquietação nas mentes de muitos fiéis leigos, pessoas consagradas e até mesmo pastores, e suscitou fortes reações", fez saber o Simpósio das Conferências Episcopais Nacionais Africanas em janeiro.

Tais bênçãos - segundo o mesmo texto, assinado pelo cardeal congolês Fridolin Ambongo, arcebispo de Kinshasa, em nome do simpósio - não podem ser realizadas porque "no contexto [africano], isso causaria confusão e estaria em contradição direta com o ‘ethos’ cultural das comunidades africanas".

Segundo Ambongo, a declaração do simpósio constituiu "resumo consolidado" das posições adotadas por cada uma das conferências episcopais africanas, e recebeu o "acordo" do papa, assim como do responsável pelo gabinete de doutrina do Vaticano, o cardeal Victor Manuel Fernández.

Com efeito, duas semanas depois do simpósio, o papa Francisco reconheceu a excecionalidade africana, alegada pelos seus prelados, admitindo em entrevista com o diário italiano La Stampa que África é “especial” no que diz respeito às bênçãos extra litúrgicas propostas para casais do mesmo sexo.

"A homossexualidade é algo 'feio' do ponto de vista cultural" para os africanos, disse o sumo pontífice, que admitiu uma resistência particular em África à bênção de casais do mesmo sexo, por questões culturais, mas disse confiar que, “pouco a pouco”, todos se apercebam da importância da inclusão e não resulte num cisma.

O exemplo mais vivo da fealdade referida por Francisco veio do Burundi, cujo Presidente, Evariste Ndayishimiye, sugeriu a erradicação dessa “maldição” por “apedrejamento” dos seus praticantes.

"Se querem atrair uma maldição para o país, aceitem a homossexualidade", disse Ndayishimiye aos jornalistas duas semanas depois da publicação do "Fiducia Supplicans".

"Penso mesmo que estas pessoas, se as encontrarmos no Burundi, é melhor levá-las a um estádio e apedrejá-las. E isso não pode ser um pecado", disse Ndayishimiye, descrevendo a homossexualidade como importada do Ocidente.

Esta semana, ainda que sem qualquer referência geográfica, cultural ou pessoal, o papa insistiu no tema, depois de várias tentativas para distinguir as bençãos sacramentais da benção extra-litúrgica.

"Ninguém se escandaliza se eu der a minha bênção a um homem de negócios que talvez explore as pessoas, e isso é um pecado muito grave. Mas escandalizam-se se eu as der a um homossexual", disse Francisco à revista católica italiana Credere. "Isto é hipocrisia", acrescentou.

ANG/Inforpress/Lusa

 

Portugal/Amílcar Cabral e Zeca Afonso juntos no filme "Bissau Vila Morena"

Bissau, 12 Fev 24 (ANG) - O documentário "Bissau Vila Morena", realizado por Manuel Loureiro, mostra como o Teatro do Oprimido, na Guiné-Bissau, agarrou no tema de Zeca Afonso, Grândola Vila Morena, e o adaptou ao ritmo Tina.

Bissau Vila Morena é o documentário que nos mostra como uma canção pode unir dois povos. A curta-metragem, que tem como referência duas grandes figuras comprometidas com a luta pela liberdade, Amílcar Cabral e Zeca Afonso, já iniciou o circuito dos festivais de cinema e arrebatou o galardão máximo no Portugal Indie Film Festival.

A película, produzida pela Associação Ser Mudança, tem a força de um documento poético sobre a coesão entre as diferentes etnias guineenses e também nos pode remeter para a possível consonância entre o 25 de Abril português e o 24 de Setembro guineense. 

A origem de Bissau Vila Morena, o resgate da cultura e identidade guineenses, os próximos projetos documentais, um sobre mutilação genital feminina e outro sobre a história da música da Guiné-Bissau, são alguns dos temas da entrevista com o realizador Manuel Loureiro e com o presidente da Associação Ser Mudança, Roger Mor.ANG/RFI


África/ Conferência dos Ministros das Finanças debate financiamento da transição para economia verde

Bissau, 12 Fev 24 (ANG) - A cidade de Victoria Falls, Zimbabué, acolhe de 28 de Fevereiro a 5 de Março, a Conferência dos Ministros Africanos das Finanças, Planeamento e Desenvolvimento Económico, que este ano debate a questão da transição para economia verde em África.

Tendo como tema “Financiar a transição para economia verde em África: imperativos, possibilidades e meios de ação", o evento é organizado pela Comissão Económica das Nações Unidas para a África (CEA).

A anteceder a conferência dos ministros, o Escritório Sub-Regional da CEA para a África Ocidental realiza, no dia 13 de Fevereiro, em formato virtual, um diálogo interativo de alto nível, com o tema “Financiamento da transição para economias verdes inclusivas: imperativos, desafios e oportunidades para os países da África Ocidental”.

O objetivo, de acordo com a organização, é de estimular a reflexão e identificar os desafios, imperativos e oportunidades, incluindo financeiros, dos países da África Ocidental, para uma transição para economias verdes.

A economia verde atualmente é vista como um novo paradigma do crescimento económico que considere atitudes amigáveis ao ecossistema da Terra e que contribua para alívio da pobreza. ANG/Inforpress

 

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024


Política/
Conselho de Ministros protela Projeto de Decreto relativo ao Estatuto Geral do Emigrante

Bissau, 09 Fev 24 (ANG) - O  Conselho de Ministros protelou na quinta-feira o Projeto de Decreto relativo ao Estatuto Geral do Emigrante e Estratégia Nacional do envolvimento da diáspora no processo de desenvolvimento nacional.

A informação consta no Comunicado do Conselho de Ministros à que Agência de Notícias da Guiné teve acesso hoje.

No capítulo das nomeações, o Conselho de Ministros deu anuência a que, por Despacho do Primeiro-ministro, se efetue a movimentação do pessoal dirigente da Administração Pública conforme se indica: para o Ministério da Educação Nacional Ensino Superior e Investigação Ciêntífica Bernardo Pinto é nomeado Secretário Geral, Mamadu Banjai Inspetor Geral e  Moisês da Silva Diretor dos Recursos Humanos.

Ainda no mencionado Ministério,  Ali Djau é o novo Diretor Geral da Educação Inclusiva, Maria Augusta Gomes Embaló Diretora de Assuntos Sociais e Cantina Escolar, Mame Leonilde Nascimento Lopes Diretora Geral de Alfabetização e Educação Não Formal, Herculano Arlindo Mendes Reitor da Universidade Amílcar Cabral (UAC), Alcides Gomes Reitor da Faculdade de Direito de Bissau (FDB) e Quecói Sani Diretor Geral da Escola Nacional de Administração (ENA).

De acordo com o mencionado documento, igualmente para o Ministério da Educação Nacional Amadu Cabá Djaló Diretor Geral de Ensino Superior, Alberto Francisco Gomes Diretor Geral da Agência Nacional de Formação Técnico-Profissional (ANAFOR), Paulo Có Diretor Geral do Ensino Básico e Secundário, Jorge de Nascimento Nonato Otinta Diretor Geral de Ciência e Investigação Ciêntífica e Nelson António Pereira Diretor Geral da Editora Escolar.

No Ministério de Comércio e Indústria Lucas Na Sanhá é nomeado Inspetor Geral, Isabel Gomes Pereira Diretora Geral de Indústria e Abdulai Mané Diretor Geral de Comércio Interno.

Para o Ministério da Comunicação Social Mama Saliu Sané é nomeado legalmente como Diretor Geral. Já para o Ministério da Cultura, Juventude e Desportos Ussumane Sadjo é o novo Presidente do Instituto da Juventude.

No Ministério dos Recursos Naturais Luís Insumbonhe é o nomeado Diretor Geral da Empresa Nacional de Furos de Água (ENAFUR) e Celedónio Plácido Vieira Diretor Geral de Empresa Guineense de Petróleo e Hidrocarbonetos  (PETROGUIN). Já para o Ministério do Turismo e Artesanato Diamantino Hortiz Quadé é o novo Diretor Geral de Artesanato.

No Ministério da Energia Emílio Ano Mendes é nomeado Inspetor Geral, Alfredo Malú Presidente do Conselho de Administração da Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB) e Domingas Nhunca Silá Vogal da mesma instituição. ANG/AALS

 

Cooperação/Portugal reforça com mais 20 ME cooperação com a Guiné-Bissau

Bissau,09 Fev 24(ANG) - Portugal decidiu reforçar com mais 20 milhões de euros o Programa Estratégico de Cooperação com a Guiné-Bissau, que passa de 40 para 60 milhões, anunciou quinta-feira o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.

Francisco André iniciou quinta-feira uma visita de dois dias ao país para avaliar, com as autoridades guineenses, a execução do programa que está em curso desde 2021 até 2025.

No primeiro encontro que teve, em Bissau, com o Presidente da República guineense, Umaro Sissoco Embaló, o secretário de Estado anunciou que o Governo português decidiu aumentar o financiamento a este programa de 40 para 60 milhões de euros.

O governante português considerou que se trata de "um programa fundamental para as relações entre os dois países" e que o reforço se deve à "execução bastante elevada" que se verifica por parte da Guiné-Bissau.

"Os dados da execução até ao final de 2023 indicam uma execução muito acima da média, uma execução muito positiva. As autoridades da Guiné-Bissau têm conseguido executar este programa estratégico de cooperação, ultrapassando em muito os objetivos a que nos tínhamos proposto", afirmou o secretário de Estado.

Francisco André disse que "os níveis de cooperação entre a Guiné-Bissau e Portugal são muito bons" que há "uma relação excelente" entre os dois países e que a Guiné-Bissau "é um excelente parceiro de cooperação".

Daí, a decisão de a dotação financeira ser aumentada em 20 milhões de euros até ao final do ano de 2025.

Segundo explicou, o programa abrange setores como a cultura, educação, saúde, o reforço do Estado de Direito, ou o apoio às atividades económicas.

Na avaliação que as autoridades dos dois países fazem, o programa "tem tido resultados bastante positivos, sobretudo nas áreas da educação e da saúde", apontou.ANG/Lusa

 

  Filipinas/Criança resgatada  quase 60 horas após deslizamento de terras

Bissau, 09 fev 24 (ANG) - Uma criança foi resgatada hoje, quase 60 horas depois de um deslizamento de terras ter matado pelo menos 11 pessoas numa área mineira no sul das Filipinas, deixando mais de uma centena de pessoas desaparecidas.

A menina foi encontrada por socorristas que escavavam com as mãos e pás em busca de sobreviventes na aldeia de Masara, no sul da ilha de Mindanau, disse à agência de notícias France-Presse (AFP) o diretor da agência de gestão de catástrofes da província de Davau de Oro, Edward Macapili.

"Dá esperança às equipas de salvamento. A capacidade de resistência de uma criança é geralmente inferior à dos adultos e, no entanto, a criança sobreviveu", notou Macapili.

O deslizamento de terras, provocado por fortes chuvas, ocorreu na terça-feira à noite, destruindo casas e deixando soterrados três autocarros e um veículo que ia buscar trabalhadores a uma mina de ouro.

As equipas de salvamento continuam a trabalhar hoje, uma dia de chuva, para encontrar outros possíveis sobreviventes na lama.

Os deslizamentos de terras são comuns em grande parte do arquipélago do Sudeste Asiático, devido ao terreno montanhoso, às fortes chuvas e à desflorestação causada por exploração mineira, agricultura de corte e queima e abate ilegal de árvores.

As fortes chuvas registadas nas últimas semanas em algumas zonas de Mindanau, a segunda maior ilha das Filipinas, provocaram dezenas de deslizamentos de terras e inundações, obrigando milhares de pessoas a refugiarem-se em abrigos de emergência.ANG/Lusa