quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024


Economia
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  Fonte:BCEAO

Mogadíscio/Forças navais turcas vão defender as águas da Somália durante dez anos

Bissau, 22 Fev 24 (ANG) - A Somália aprovou quarta-feira um acordo de cooperação económica e defesa com a Turquia no qual se prevê o envio de forças navais turcas para defender as águas do país africano durante dez anos, anunciou o Governo somali.


"Hoje (quarta-feira), o Governo aprovou o acordo de cooperação económica e de defesa entre o nosso país e o Governo dos nossos irmãos da Turquia", declarou o primeiro-ministro, Hamza Abdi Barre, na rede social X (antigo Twitter), qualificando o pacto de histórico.

O acordo colocará "fim ao medo do terrorismo, dos piratas, da pesca ilegal (...), dos abusos e das ameaças do estrangeiro", afirmou o primeiro-ministro.

O parlamento somali, com 213 votos a favor, aprovou o pacto pelo qual a Turquia receberá 30% das receitas da zona económica marinha do país e se compromete a reconstruir e equipar a marinha somali.

As autoridades somalis salientaram que o acordo representa um passo em frente na salvaguarda da soberania.

"Numa ocasião importante, o Conselho de Ministros aprovou um pacto de parceria no domínio da defesa entre a Somália e a estimada República da Turquia, membro da NATO e aliado próximo", declarou o Ministro da Informação, Cultura e Turismo da Somália, Daud Aweis, nas redes sociais.

"Este pacto histórico de 10 anos irá reforçar significativamente os esforços do Governo para salvaguardar a sua soberania", sublinhou Aweis.

A Turquia é um importante aliado que tem apoiado a Somália em setores como a educação, as infra-estruturas e a saúde, além de prestar ajuda humanitária e militar.

O pacto surge num momento em que se verifica uma escalada de tensões diplomáticas com a Etiópia.

As tensões começaram a 01 de Janeiro, quando as autoridades etíopes e a Somalilândia, uma região somali autoproclamada independente, assinaram um memorando de entendimento para garantir o acesso da Etiópia ao Mar Vermelho.

O pacto permitiria a Adis Abeba obter uma base naval permanente e um serviço marítimo comercial no Golfo de Aden através de um acordo de arrendamento de 20 quilómetros de costa por 50 anos.

Em troca, segundo o líder da Somalilândia, Muse Bihi Abdi, a Etiópia reconheceria internacionalmente o território como um país independente, embora Adis Abeba tenha afirmado que ainda não avaliou este pedido.

O Presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, considerou o pacto ilegal e anulou-o.

A Somalilândia não é reconhecida internacionalmente, embora tenha a sua própria constituição, moeda, Governo e um desenvolvimento económico e estabilidade política com melhores indicadores do que os da Somália.

A região declarou a sua separação da Somália, uma antiga colónia italiana, em 1991, quando o ditador somali Mohamed Siad Barré foi derrubado. ANG/Angop

 

            Eleições/ PR promete legislativas para antes de Junho

Bissau, 22 Fev 24 (ANG) - O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, prometeu hoje marcar novas eleições legislativas para antes da época das chuvas, que começa em Junho, insistindo que as presidenciais se realizarão em Novembro de 2025.

O Presidente dissolveu o parlamento em Dezembro e ainda não há data concreta para novas eleições, que disse queria "que fossem em Março ou em Abril", sem adiantar uma data concreta.

"Mas não é possível não organizarmos as eleições antes da época das chuvas (Junho)", afirmou, à margem de uma visita ao Mercado Central de Bissau.

O chefe de Estado descartou "juntar, em simultâneo, as eleições legislativas e presidenciais", voltando a referir a data de Novembro de 2025 para as presidenciais, contestada por aqueles que defendem que devem ocorrer no final de 2024, antes de terminar o atual mandato presidencial em Fevereiro de 2025.

Sissoco Embaló disse que tem pronto o decreto para marcar a data das legislativas e que aguarda apenas que a Comissão Nacional de Eleições (CNE) conclua a actualização dos cadernos eleitorais e proponha uma data.

O Presidente indicou, ainda, que está "a falar com a comunidade internacional para pedir ajuda financeira" para o novo ato eleitoral, resultado da dissolução do parlamento com maioria da coligação PAI- Terra Ranka, liderada pelo PAIGC.

Alguns dos partidos da coligação já fizeram novas alianças, assim como o partido do Presidente da República, o MADEM- G15, que se juntou à Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), do antigo primeiro-ministro Nuno Nabiam, que pediu a demissão de Conselheiro Especial do Presidente.

"Não se esqueçam que eu sou o Presidente do Madem, que tem um coordenador, mas eu é que sou o presidente do Madem de facto. Tenho uma autoridade moral no Madem, um partido que ajudei a criar", avisou quarta-feira Umaro Sissoco Embaló.

O Presidente da República lamentou "constatar" que o partido esteja "numa guerrilha interna".

"Não podem imaginar a tristeza que me vai na alma nesta altura. Eu penso que qualquer problema que tivessem, a começar pelo coordenador do Madem, enquanto Presidente da República e Presidente de honra, deviam falar comigo, ou com outros veteranos do partido", afirmou.

"Se me dissessem que o Madem, partido de Umaro Sissoco Embaló, iria chegar a este nível não ia acreditar. Constatar que o nosso maior opositor, o PAIGC, se ri de nós", acrescentou.

O chefe de Estado comentou ainda as denúncias de ataques e ameaças aos jornalistas, respondendo que "deviam ter orgulho do Presidente da República que têm".

"Ontem (Terça-feira) fui recebido pelo Presidente francês, falei com vários presidentes que me pediram para ir a Israel e Gaza. Têm que ter orgulho disso. No dia que deixar de ser Presidente é que vão saber qual é o valor de Umaro Sissoco Embalo", declarou. ANG/Angop

 

RDC/Conselho Segurança da ONU aplica sanções a líderes de grupos armados

Bissau, 22 Fev 24 (ANG) - O Conselho de Segurança da ONU decidiu,  terça-feira, aplicar sanções a seis líderes de grupos armados que operam no leste da República Democrática do Congo, país da África central.

Nas últimas semanas, a população do leste da República Democrática do Congo viu-se confrontada com um intensificar dos confrontos nesta região do país. Por um lado, está o grupo rebelde M23, que se suspeita que seja apoiado pelo vizinho Ruanda. Do outro, o exército oficial da RDC.

Esta terça-feira, o Conselho de Segurança da ONU decidiu aplicar sanções a seis líderes de grupos armados que operam no país. As sanções contemplam, por exemplo, o congelamento de bens ou até mesmo proibição de viajar.

Entre os visados está Willy Ngoma, porta-voz do M23, que se torna o quinto líder deste grupo a ser sancionado pelas Nações Unidas. Na lista está ainda, por exemplo, o nome de Apollinaire Hakizimana, das Forças Democráticas pela Libertação do Ruanda.

Estes membros sancionados são acusados de serem o cérebro ou até mesmo de terem cometido eles próprios atos que constituem "violações dos direitos humanos ou do direito humanitário internacional", de acordo com as Nações Unidas.

Apesar das sanções aplicadas, peritos e estudiosos internacionais consideram que estas sanções não terão grande impacto na vida destes líderes.

França apelou, esta terça-feira, ao Ruanda para "cessar todo o apoio ao M23" e pediu a Kigali que "se retire do território congolês". 

É importante não esquecer que só recentemente é que Paris conseguiu retomar relações diplomáticas serenas com Kigali. Este braço-de-ferro deveu-se à postura francesa durante o genocídio no Ruanda.

Ainda assim, Paris aponta agora, pela primeira vez, o dedo a Kigali, no que diz respeito à instabilidade no leste da República Democrática do Congo.

Apesar disso, França não coloca, para já em cima da mesa, a opção de aplicar sanções contra o Ruanda, segundo Christophe Lemoine, um dos porta-vozes do Ministério dos Negócios Estrangeiros de França. ANG/RFI

Artes-exposição/Revolução e fim da Guerra Colonial em "Liberdade - Portugal, lugar de encontros"

Bissau, 22 fev 24 (ANG) - No ano em que se assinalam 50 anos da revolução de 25 de Abril de 1974, "Liberdade - Portugal, lugar de encontros" é a exposição que reúne o trabalho de 28 artistas contemporâneos oriundos dos países de língua oficial portuguesa.

A exposição tem curadoria de João Pinharanda e está patente na sede da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) e no Centro Cultural de Cabo Verde, em Lisboa.

A  exposição reflete a multiplicidade de encontros só possíveis com o derrube da ditadura em Portugal e o fim da Guerra Colonial.


Pintura, fotografia, escultura, serigrafia, azulejo e tapeçaria são as técnicas utilizadas para a produção de obras que partem de uma circunstância histórica concreta mas que se tornam universais. ANG/RFI

Nova Iorque/Trump quer adiar por 30 dias pagamento de 338 milhões de euros por fraude

Bissau, 22 fev 24 (ANG) – O ex-Presidente dos Estados Unidos Donald Trump pediu na quarta-feira um adiamento de 30 dias para pagar uma multa de 364 milhões de dólares (337,7 milhões de euros) por fraude bancária.

De acordo com um documento judicial, citado pela agência de notícias Associated Press, a defesa de Trump apresentou o pedido num tribunal de Nova Iorque, a Arthur Engoron, o juiz que na sexta-feira considerou o empresário culpado de fraude.

Com juros, Trump deve ao Estado norte-americano quase 454 milhões de dólares (419,1 milhões de euros), um valor que aumenta 87.502 dólares (80.775 euros) por cada dia que passe.

A procuradora-geral de Nova Iorque, Letícia James, disse à televisão ABC News na terça-feira que irá tentar confiscar alguns dos bens do ex-Presidente, incluindo arranha-céus, campos de golfe e outras propriedades, se não pagar a multa.

“Se ele não tiver fundos para pagar a sentença, então procuraremos mecanismos de execução da sentença no tribunal e pediremos ao juiz que confisque os seus bens”, disse James, afiliada ao Partido Democrata.

Engoron emitiu a decisão após um julgamento de dois meses e meio, estando em causa a acusação contra Trump de enganar os bancos com demonstrações financeiras que inflacionavam a sua riqueza.

Esta decisão sem precedentes é acompanhada por uma proibição de três anos para o ex-Presidente dos Estados Unidos de qualquer gestão empresarial no estado de Nova Iorque.

Os filhos do empresário, Eric Trump e Donald Trump Jr., que também exerciam funções na Trump Organization, foram proibidos de exercer cargos de representação ou direção em empresas de Nova Iorque, durante dois anos, disse ainda Engoron.

A pena severa foi uma vitória para Letícia James, que acusou Donald Trump por anos de práticas enganosas enquanto construía a multinacional que o tornou famoso e o ajudou a chegar à Casa Branca.

Os advogados de Trump já tinham dito, antes mesmo da sentença, que iriam recorrer. Mas o político republicano enfrenta mais casos na justiça norte-americana.

Em 15 de Fevereiro, um tribunal de Nova Iorque decidiu que o julgamento do ex-Presidente dos Estados Unidos sobre o alegado pagamento a uma ex-atriz pornográfica para ocultar um caso extramatrimonial vai arrancar conforme programado, em 25 de Março.

O juiz Juan Manuel Merchan aproveitou um atraso num outro processo judicial - que decorre em Washington, em que Trump é acusado de conspirar para anular os resultados das presidenciais de 2020 e que ficou suspenso por causa de um recurso da defesa – para justificar o não adiamento deste julgamento.

A decisão anunciada significa que este caso será o primeiro de quatro processos criminais em que Trump está envolvido a seguir para julgamento, num total de 91 acusações. ANG/Inforpress/Lusa

Etiópia/UA ganha novo complexo laboratorial do Centro Pan-Africano de Vacinas Veterinárias

Bissau, 22 Fev 24 (ANG)- Pelo menos 56 milhões de dólares  é a verba disponibilizada pela Agência de Redução de Ameaças da Defesa dos EUA (DTRA) para a construção do novo complexo laboratorial do Centro Pan-Africano de Vacinas Veterinárias da União Africana, confirmou quarta-feira, em Adis Abeba, a comissária da organização, Josefa Correia Sacko.

A diplomata, que avançou estes dados durante a cerimónia de lançamento da primeira pedra, disse que a nova infra- estrutura vai garantir que todas as atividades sejam devidamente implementadas de acordo com as melhores práticas em matéria de biossegurança e biosseguridade, bem como estará adequada às normas internacionais.

“Hoje (quarta-feira) é, portanto, um dia especial na história do Centro Pan-Africano de Vacinas Veterinárias da União Africana (AU-PANVAC, sigla em inglês), porque estamos a avançar com o lançamento do novo complexo laboratorial, que irá aumentar a capacidade do centro para apoiar o controlo das doenças animais”, sublinhou.

A responsável garantiu que as atuais instalações não permitem que o AU-PANVAC cumpra adequadamente com o seu verdadeiro papel devido ao aumento constante da procura de serviços por parte dos Estados Membros, sobretudo no controlo de qualidade dos lotes de vacinas, no apoio técnico, na formação e no conjunto de diagnóstico a produzir.

Na sua óptica, a produção pecuária em África enfrenta muitos desafios por imperativo das doenças que afetam os animais e ameaçam a saúde pública, os meios de subsistência e a segurança alimentar em África.

“No contexto africano, a vacinação é a escolha mais adequada para o controlo e a erradicação das doenças animais. É, por isso, muito importante que as vacinas administradas aos animais para o controlo das doenças sejam de elevada qualidade”, assegurou a comissária da UA. ANG/Angop

 

Obituário/Morreu  Francisca Pereira, destacada dirigente do PAIGC

Bissau,22 Fev 24(ANG) - A veterana de luta armada pela independência da Guiné e Cabo Verde e dirigente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC),  Francisca Pereira, morreu , quarta-feira, (21), em Bissau, disseram fontes partidárias.

Francisca Lucas Pereira Gomes, nasceu em Bolama em 1942, e sua família era originária de Bolama e de Cachéu. 

Aos 17 anos, em 1959, juntou-se ao Movimento de Libertação da Guiné-Bissau (Movimento para Independência Nacional da Guiné Portuguesa, mais tarde PAIGC). Ela começou por trabalhar no Secretariado do PAIGC em Conakry. 

Em 1965, com apenas os estudos secundários, foi enviada para Kiev na ex-URSS para estudar enfermagem. 

Dois anos mais tarde, em 1967, assume o cargo de vice-diretora da Escola Piloto em Conakry, um centro de formação criado pelo PAIGC para acolher órfãos e refugiados da guerra na Guiné-Bissau. 

Algum tempo depois é enviada para os territórios conquistados às forças coloniais portuguesas. Durante alguns meses, trabalha como enfermeira no hospital do PAIGC em Ziguinchor no Senegal. Torna-se num dos ombros direitos de Amílcar Cabral e assume a responsabilidade sobre as questões de saúde das forças que lutam pela independência. 

Entre 1970 e 1975, representou a ala feminina do PAIGC em várias conferências, nomeadamente com a filósofa Angela Davis que foi activista dos Black Panthers. Após a independência da Guiné-Bissau, obtida em 1974  desempenha vários cargos políticos.

Em 1977 é a única representante  feminina em assuntos do governo. Foi governadora da região de Bolama-Bijagós, e 1981 a 1988 é presidente da União Democrática das Mulheres da Guiné-Bissau (UDEMU), entidade que ajudou a fundar em 1961, sucedendo a Carmen Pereira. 

Entre 1990 e 1994 é Ministra dos Assuntos da Mulher e da Criança.. Vinte anos após a independência, ocorrem as primeiras eleições presidenciais e legislativas multipartidárias da Guiné-Bissau. 

João Bernardo Vieira é eleito presidente e ela torna-se na Primeira Vice-Presidente da Assembleia Nacional. De 1997 a 1999 é Ministra do Interior, mas é obrigada a abdicar devido a uma rebelião militar que culmina numa guerra civil, breve, mas violenta. Novas eleições que têm lugar em 2000 e em 2002 é nomeada Ministra de Estado encarregue dos assuntos políticos e da diplomacia.ANG/ÂC//SG


Regiões
/Oito idosos morrem em Sâo Domingos por terem sido obrigados a ingerir  medicamentos tradicionais para se confirmar se são ou não feiticeiros

Bissau,22 Fev 24(ANG) - Oito idosos acusados de feitiçaria, na sua maioria mulheres, morreram, quarta-feira, (21)  em Coladje, setor de São Domingos, região de Cacheu, no norte do país, por terem sido obrigados a beber medicamentos tradicionais, para  confirmar se são ou não feiticeiros.

A informação foi avançada ao O Democrata pelo Administrador do setor de São Domingos, Carlos Sadjo,que diz que  21 pessoas que beberam aquele medicamento tradicional doados por um vidente estão a receber assistência médica no hospital Bacar Mané, em São Domingos.

“Esta é a segunda vez que esse ato  acontece na seção de Suzana. Aconteceu em Suzana e o assunto foi gerido como foi gerido. Tivemos a informação de que o assunto se encontra no tribunal, mas desconhecemos o seu desfecho”. Disse Sadjo.

Acrescentou que desta vez, o caso se repetiu  em Coladje.

“Eu estava a caminho de São Domingos, ligaram-me, informando-me do sucedido. Registaram-se 8 mortos. Neste momento, 21 pessoas estão a ser atendidas em São Domingos. É triste e lamentável. Acho que é chegado o momento de pormos ponto final a este assunto”, referiu.

O administrador de São Domingos pede justiça e diz tratar-se de um recurso a violência contra idosos.

“Não se pode admitir que os idosos sejam submetidos a um tratamento tradicional, porque são frágeis. É urgente que a justiça seja feita para desencorajar estes tipo de atos de feitiçaria” insistiu Carlos Sadjo.

Segundo O Democrata, que cita uma fonte que não identificou o vidente em causa,  mais de três dezenas de idosos foram submetidos a uma prática tradicional, na tarde de quarta-feira,  para se  descobrir se eram ou não feiticeiros, mas a intenção não foi bem sucedida. 

Em entrevista aos jornalistas, o diretor clínico do hospital Bacar Mané de São Domingos, N’Ghala Nawaie, informou que, das 21 pessoas, 19 estão fora de perigo e que duas (2)  ainda estão em perigo de morte. 

O jornal On line de O Democrata relata que outra fonte revelou  a presença das autoridades policiais em Coladje, na tarde de quarta-feira, mas  que não conseguiram deter o vidente, por não se encontrar na tabanca.

A acusação de prática de feitiçaria tem sido um fenómeno recorrente um pouco por toda parte na Guiné-Bissau. ANG/O Democrata

Política/Presidente de República diz lamentar a publicação da carta de pedido de demissão por Nuno Nabiam

Bissau, 22 Fev 24 (ANG) - O Presidente de República reagiu quarta-feira à demissão do seu conselheiro Especial, Nuno Gomes Nabiam e diz lamentar o fato deste ter tornado público a carta de pedido de demissão.

Sissoco Embaló falava, quarta-feira, à margem da visita que efetuou ao Mercado Central(Feira de Praça).

“Nuno não precisava tornar público a carta de pedido de demissão ,  uma vez que tem acesso direto à mim. Posso dizer que a nossa relação não é de hoje, porque,  eu fui  uma das  primeiras pessoas que ele contou de que pretendia candidatar para as presidenciais de 2014”,disse Embaló.

O Presidente da República acrescentou que, ele e Nuno Gomes Nabiam trabalharam sempre em colaboração e que pretende que continuassem a caminhar juntas.

Questionado se vai aceitar o pedido de demissão de Nuno Gomes Nabiam, o chefe de Estado guineense respondeu que tem a sua forma de relacionar com ele e que vão dialogar para encontar uma solução.

Na carta dirigida a Sissoco Embaló, o antigo primeiro-ministro começa por agradecer a confiança política na nomeação para o cargo, mas concluiu que "já não existem condições morais e políticas" para continuar nas funções de Conselheiro Especial do PR com direitos e regalias semelhates ao  de Primeiro-ministro.

Sobre as declarações de Nuno Nabiam em que diz haver sinais de que haja muita droga a circular no país,Umaro Sissoco Embaló revelou que tem em mãos e que ainda não a despachou, uma  carta do Ministério Público em que se pede que o Nuno Nabiam seja ouvido, devido as suas declarações.

O Presidente da República disse que o motivo da visita ao Mercado de Praça se prende com as queixas que tem recebdio, segundo as quais algumas pessoas se recusaram a vender no interior do mercado conforme determinado, e que preferem permanecer e vender nos passeios como anteriormente.

“Estou aqui para tentar resolver a situação. Por isso, a partir da próxima semana todos vão entrar no recinto do mercado, porque não é justo continuar a vender nos passeios”,disse o Chefe de Estado Sissoco Embaló.ANG/AALS/ÂC//SG

 

Política/Conselheiro Especial do Presidente da República pede demissão

 Bissau,22 Fev 24(ANG) - O antigo primeiro-ministro, Nuno Nabiam, pediu demissão do cargo de Conselheiro Especial do Presidente, alegando discordância com a atuação do chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló.

Segundo a Lusa,Nuno Gomes Nabiam apresentou a renúncia ao cargo numa missiva com data de 16 de fevereiro,  em que justifica a decisão pela "falta de diálogo" e "constantes interferências", assim como pela "tentativa de politizar e sequestrar as forças de segurança" por parte do Presidente.

Na carta dirigida a Sissoco Embaló, o antigo primeiro-ministro começa por agradecer a confiança política na nomeação para o cargo, mas concluiu que "já não existem condições morais e políticas" para continuar.

Nuno Nabiam aponta a necessidade de marcação de eleições depois da dissolução da Assembleia Nacional Popular, em dezembro, e considera que o Presidente "não se mostrou aberto ao diálogo para a criação de condições para uma governação pacífica e estável do país".

Nabiam refere, também, entre as razões para a demissão, "as constantes interferências" do Presidente "no funcionamento das instituições democráticas do país", nomeadamente nos órgãos de soberania como o parlamento, Governo, Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas, Procuradoria-geral da República e partidos políticos.

Aponta ainda a Umaro Sissoco Embaló "a tentativa de sequestrar e politizar as forças de segurança do país, apenas para cobrir interesses eleitorais, agindo como senhor absoluto".

Nabiam referiu, também, "discursos de intimidação e ofensa da moral pública" e "reiteradas violações dos direitos humanos cometidas pelas forças palacianas contra as populações, sem direito de reivindicação".

"Factos estes, entre outros, que não se coadunam com a minha personalidade e modo de fazer a política ao serviço do povo da Guiné-Bissau", acrescenta.


Nuno Nabiam chegou à conclusão de que já não tem mais condições de desempenhar as funções de Conselheiro Especial, no âmbito das responsabilidades políticas que tem perante o eleitorado e o povo guineense em geral, enquanto presidente da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB).
ANG/Lusa

 

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

Turismo/”Governo deve tirar proveito do Arquipélago dos Bijagós como um dos maiores destinos turísticos do mundo”, diz Adelino da Kosta

Bissau,21 Fev 24(ANG) – O Presidente dos Operadores do sector privado da região de Bolama Bijagós, Adelino da Kosta defende que o Governo deve fazer tudo no sentido de tirar proveito do Arquipélago dos Bijagós, enquanto destino turístico do mundo.

Em entrevista exclusiva concedida hoje à ANG, o igualmente proprietário do  empreendimento hoteleiro “Dakosta Eco Retreat”situado na povoação de Bruce, setor de Bubaque, disse que, eles os operadores turísticos já estão a fazer o “eco”, faltando o Executivo cumprir a sua parte.

“Por isso, exorto as autoridades competentes a iniciarem a sua atuação de forma muito directa e simples, de forma a tirar  proveito da identificação  do Arquipélago de Bijagós como um dos maiores destinos turíscos do mundo”, disse.

A título de exemplo, Adelino da Kosta destacou como um dos estrangulamentos para os turistas que vão para as Ilhas de Bijagós, o estacionamento de um navio avariado, há muito tempo, junto ao Porto de Bissau, frisando que devia ser removido para a sucata.

Aquele responsável lamentou ainda a degradação da estrada que liga Bubaque à Bruce, numa distância de 21 quilómetros, para se chegar à uma das melhores praias da sub-região,  frequentado pelos turistam para ver  a natureza e o pôr-de-sol, entre outras atrações.

“Para se chegar à esta localidade, os turistas levam cerca de uma hora, devido as más condições da estrada, depois de um percurso de quatro horas de tempo de barco entre Bissau e Bubaque”, disse.

Da Kosta criticou ainda as tarifas praticadas para aluguer de vedetas aos turistas, considerando-as de  exageradas. As vedetas para as ilhas são alugadas por  350.000, fcfa.

“São coisas simples que devem ser melhoradas de forma a incentivar a vinda de turistas para o país”, frisou.

Como solução, aquele responsável disse que o Governo deve criar mecanismos para que os operadores turísticos disponham de  vedetas privadas e  facilitar na aquisição de combustíveis num preço acessível.

“Queremos ver reabilitada a estrada que liga Bubaque à Bruce, mesmo que seja apenas pavimentada em terra batida com areia vermelha, porque isso representa o sangue dos nossos antepassado.Isso pode atrair os turistas, e evitar que se percorra uma  distância de 21 quilómetros numa hora”, afirmou.

Adelino da Kosta criticou ainda a falta de infraestruturas de comunicação, nomeadamente redes telefónicas e internet na referida localidade, muito frequentada pelos turístas.

“Estou a falar de um dos elementos fundamentais de segurança, não só dos turistas, como dos cidadãos nacionais que preferem passar fins de semanas nas ilhas e que ficam incomunicável com o resto do país”, referiu. ANG/ÂC//SG

  UA/ África quer lugar no Conselho de Paz e Segurança das Nações Unidas

Bissau, 21 Fev 24 (ANG) - A 37a cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Africana terminou na manhã de segunda-feira,( 19), em Addis Abeba.


Na sessão de encerramento, o Presidente da Mauritânia e novo presidente da União Africana, Mohamend Ould Cheikh El Ghazouani, afirmou que a obtenção de um lugar permanente no Conselho de Paz e Segurança das Nações Unidas é uma das prioridades do continente em 2024.

O último dia de trabalhos da 37ª cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Africana foi uma verdadeira maratona, com a sessão de encerramento a ter lugar pela  manhã, de segunda-feira,às 7:30, hora local em Addis Abeba.

O novo presidente da União Africana anunciou a adopção do segundo capítulo de dez anos com vista à implementação da agenda 2063, fazendo ainda referência à Educação, tema desta cimeira, insistindo na necessidade dos líderes africanos lhe acordarem mais importância, de forma a preparar as novas gerações para os futuros desafios.

Mohamend Ould Cheikh El Ghazouani disse ainda que África precisa de ser auto-suficiente em matéria de alimentos, finanças e desenvolvimento, acrescentando que é urgente restaurar o clima de segurança e estabilidade no continente.

As questões de segurança foram abordadas pelo embaixador Bankole Adeoye-que ocupa o cargo de comissário dos assuntos políticos do Conselho de Paz e Segurança-que reiterou a preocupação dos chefes de Estado e de Governo com o clima de instabilidade que se vive no continente, nomeadamente com os golpes de Estado militares e com a intenção de três países, Burkina Faso, Níger e Mali, saírem da CEDEAO.

Uma mini-cimeira terá lugar neste sábado, 24 de Fevereiro, em Abuja, Na Nigéria, para examinar a “situação política e de segurança na sub-região”, após o Burkina Faso, Níger e Mali manifestarem intenção de sair da CEDEAO.

Em entrevista à RFI, durante a cimeira da União Africana, em Addis Abeba, o chefe de Estado de Cabo Verde, José Maria Neves, considerou que o diálogo entre as partes é a única solução: "temos de fazer um esforço para revalorizar estrategicamente a CEDEAO, eventualmente isto tem a ver com a reforma da União Africana”. ANG/RFI

Economia/Preços das moedas para quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

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Fonte:BCEAO

        Brasil/Arranca reunião do G20 para resolver conflitos internacionais

Bissau, 21 Fev 24 (ANG) - Os chefes da diplomacia das 20 maiores economias do mundo reúnem-se hoje na cidade brasileira do Rio de Janeiro num primeiro dia focado na resolução dos conflitos israelo-palestinianos e da invasão da Rússia à Ucrânia.


O Brasil, que assumiu a presidência do G20 a 01 de Dezembro de 2023, vai ser o anfitrião de uma cimeira de dois dias que vai albergar no mesmo espaço os máximos responsáveis diplomáticos das 20 maiores economias do mundo.

O secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Zacarias da Costa, marcará presença a convite do Brasil.

O dia de hoje está reservado para as discussões sobre a atual situação mundial, incluindo as guerras na Ucrânia e em Gaza, explicou o secretário de Assuntos Económicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores e Sherpa do G20 do Brasil, embaixador Maurício Lirio, na terça-feira.

O mesmo diplomata garantiu que as polémicas declarações do Presidente do Brasil sobre o Estado de Israel não vão contaminar as reuniões dos chefes da diplomacia do G20.

Israel considerou Lula da Silva 'persona non grata' depois do chefe de Estado brasileiro ter comparado, no fim de semana, as ações israelitas em Gaza ao Holocausto cometido pelos nazis contra os judeus.

A acrescentar, com a presença de Sergei Lavrov e Josep Borrell o tema da invasão da Ucrânia por parte da Rússia ganha uma forte dimensão na cimeira.

As prioridades da presidência brasileira para o mandato são o combate à fome, à pobreza e à desigualdade, o desenvolvimento sustentável e a reforma da governança global, nomeadamente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, algo que tem vindo a ser defendido por Lula da Silva desde que tomou posse como Presidente do Brasil, denunciando o défice de representatividade e legitimidade das principais organizações internacionais. ANG/Angop