terça-feira, 27 de fevereiro de 2024


Política
/”É mentira associar-me aos eventos de 01 de Fevereiro”, diz Braima Camará

Bissau,27 Fev 24(ANG) – O coordenador do Movimento para Alternância Democrática Madem G15, Braima Camará afirmou que  é mentira associar-lhe aos eventos de 01 de fevereiro, frisando que nunca tratou com os miliares.

“Nunca me tratei com os militares, nem sequer vou às casas de militares. Há militares com os quais tratamo-nos como irmãos, apenas neste fórum.  Se estivesse envolvido nesse caso, porque só agora resolveram associar-me a este caso”, disse Braima Camará, em declarações à imprensa, na segunda-feira, à saída de um encontro com o ministro do Interior e da Ordem Pública, Botche Candé, na qual se abordou a situação dos dirigentes do  partido, que diz estarem a ser perseguidos pelas autoridades policiais.

O coordenador do Madem G15 sublinhou que fez a campanha das eleições legislativas, percorreu todo o país e os guineenses ouviram o seu discurso tendo questionado o porquê só agora é que alguém decidiu associar o seu  nome ao caso da tentativa de golpe de Estado.

“Porque alguém tem alguma estratégia de eliminação física do Braima Camará”, diz.

O Coordenador Nacional do Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G 15), revelou que está a ser acusado de ser o primeiro responsável pela alegada tentativa de golpe de Estado, ocorrida a 01 de Fevereiro de 2022, razão pela qual , diz, está a ser perseguido .

“Eu não sou um homem violento e o povo guineense conhece-me. Quero aproveitar esta ocasião para deixar um pedido. Se houver um militar, guineense ou estrangeiro, branco ou preto, dentro e fora ou civis que tenham informações do meu envolvimento ou se algum dia perpetuei atos de violência, que apareça e faça denuncia, publicamente”, salientou.

Aquele político disse que no dia 01 de fevereiro estava em Toulouse (França).

A alegada tentativa de golpe de Estado de 01 de fevereiro foi perpetrada por um grupo de homens armados que atacaram o Palácio do Governo, onde se encontrava o Chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló, a presidir uma reunião do Conselho de Ministros.

 O caso levou à prisão  cerca de 40 militares e civis. De entre os presos, estão o antigo Chefe de Estado-maior da Armada, o Contra-almirante José Américo Bubu Na Tchuto, o ex-Chefe de Quadros do Estado-Maior General das Forças Armadas, o Brigadeiro-general Júlio Nhaté, e o Comandante Adjunto da Brigada Mecanizada,o Tenente Coronel, Júlio Mam M’Bali.

Segundo fontes partidárias, um grupo de dirigentes do MADEM-G 15 está a monte e receia que seja detido pelas forças de segurança, por alegada  organização de  manifestações políticas e  denúncias contra  um determinado político que apresentou queixas contra elelementos do grupo.

Braima Camará disse que o ministro do Interior e da Ordem Pública deu orientações aos elementos do seu gabinete para pôr cobro à situação, tendo avançado que os dirigentes notificados deverão ir ao Ministério do Interior e da Ordem Pública acompanhados dos seus advogados para prestar  declarações.

O coordenador do MADEM G15 ainda criticou que as autoridades tenham proibido reuniões e manifestações políticas de um determinado grupo e deixado outros promoverem manifestações políticas por todo o país.ANG/ÂC//SG

 

Desporto-futebol/Farinha recomenda melhor preparação dos Djurtus para próximo CAN

Bissau,27 Fev 24(ANG) - O antigo Diretor Técnico Nacional da Federação do Futebol da Guiné-Bissau, o português Guilherme Farinha, que foi substituído no cargo pelo francês Erick Maré,diz sentir triste pela prestação dos Djurtus no CAN 23, na Costa do Marfim pelo que recomenda melhor preparação para o próximo CAN.

“Sinto muito triste por aquilo que aconteceu com a Seleção Nacional da Guiné-Bissau. Eu pensava que a Guiné-Bissau podia fazer mais, mas, infelizmente, não aconteceu e agora resta a seleção dos Djurtus preparar melhor para a próxima edição.

Guilherme Farinha, falava à imprensa no fim de semana, em Bissau, à margem da abertura do torneio de sub-20 em futebol, organizado pelo clube canadense de Vancouver FC.

“Para próxima edição é preciso corrigir os erros cometidos nesta edição e  se organizar melhor”, disse.

Guilherme Farinha pediu aos guineenses para respeitarem o selecionador Baciro Candé por aquilo que  fez no comando técnico dos Djurtus, e que permitiram a Guiné-Bissau estar presente, pela quarta vez  consecutiva, no Campeonato Africano das Nações.

“Neste momento sei que os cidadãos guineenses estão muito descontentes com a prestação da Seleção Nacional da Guiné-Bissau no último CAN Costa de Marfim 2023, principalmente na pessoa do selecionador nacional Baciro Candé, que está a ser fortemente criticado quase por toda a sociedade guineense. Peço aos guineenses para respeitarem Baciro Candé pelo brilhante trabalho que realizou à frente dos Djurtus, não é  fácil qualificar a Seleção da Guiné-Bissau pela quarta vez consecutiva para CAN”, disse.

A Federação de Futebol da Guiné-Bissau já anunciou que não vai renovar o contrato  do selecionador nacional Baciro Candé, cujo vínculo contratual  termina no dia 15 de Março de 2024.

O português Guilherme Farinha se encontra em Bissau nestes dias para assistir à realização do torneio Sub’20, organizado pelo Vancouver FC de Canadá, na qualidade de Director Técnico de três pólos da Academia de FC Vancouver na Guiné-Bissau.ANG/O Golo GB

 

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Guerra Israel-Palestina/Sinjotecs observa minuto de silêncio em memória dos profissionais de comunicação social falecidos em Gaza

Bissau, 26 Fev 24 (ANG) – O Sindicato Nacional do Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social(Sinjotecs),observou hoje um minuto de silêncio em memoria dos jornalistas que perderam a vida em Gaza no conflito entre Israel e Palestina.

Falando à imprensa depois  da cerimónia organizada para o efeito, e que representou a  manifestação de repúdio do Sinjotecs a situação em que os profissionais exercem atividades na Faixa de Gaza, a Presidente do Sinjotecs disse que desde o início do conflito entre as partes  morreram mais de 100 jornalistas ou profissionais da comunicação social , outros tantos feridos,alguns em fuga e perdidos com a família.

Indira Correia Baldé salientou que esses profissionias de comunicação social estão a morrer porque estão a exercer as suas missões de formar,informar  e de fazer o mundo saber o que, realmente, está a passar ,mostrando os horrores da guerra.

“Queremos mostrar com essa ação que apesar de estarmos longe, estamos pertos para mostrar-lhes que não estão só nesta luta, para que haja segurança para os jornalistas e a paz em geral para o Médio Oriente “,disse.

Acrescentou que neste momento de dor e consternação a Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ)pediu a cada sindicato dos jornalistas em diferentes países, para observarem   hoje um minuto de silêncio em memoria dos camaradas na Faixa de Gaza .

Correia Baldé pediu as autoridades de Israel e Palestina para pensarem nos seus povos e em particular nos profissionais da comunicação social, que estão já, há quatro meses,  a exercerem suas profissões num ambiente muito hostil.

No ato, os profissionais da comunicação social da Guiné-Bissau exibiam cartazes onde se pode ler “segurança para jornalistas em Gaza,basta da guerra ,paz em Gaza ,protecção aos jornalistas” entre outros dizeres. ANG/MSC//SG

Abuja/CEDEAO  reitera  necessidade urgente de operacionalização da Força de Prontidão para combater terrorismo na região

Bissau, 26 Fev 24 (ANG)- A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) reiterou, sábado em comunicado, a urgência de operacionalizar a Força de Prontidão em modo cinético para lutar contra o terrorismo na região, incluindo os elementos da Força-Tarefa Conjunta Multinacional (MNJTF) e da Iniciativa de Acra, conforme instruído pela Autoridade.

A informação foi divulgada  através do   Comunicado Final da Sessão Extraordinária da cimeira de Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO que decorreu sábado(24) em Abuja,Nigéria, sob a presidência de Bola Ahmed TINUBU, Presidente da República Federal da Nigéria e Presidente desta organização sub-regional e consagrada  a situação política,  paz e  segurança na África Ocidental.

Os chefes de Estados e de Governos participantes do encontro recomendaram a  Comissão da organização a convocação, o mais depressa  possível, de uma reunião dos Ministros das Finanças e da Defesa para propor modalidades de financiamento e equipamento da força antiterrorista.

Em relação a decisão de retirada da organização tomada por três países, a cimeira fez saber que a retirada de Burkina Faso, Mali e Níger na CEDEAO, afetará a cooperação em matéria de segurança em termos de partilha de informações e participação em iniciativas regionais de luta contra o terrorismo, tais como a Iniciativa de Acra e o Grupo de Trabalho Conjunto Multinacional.

O comunicado acrescenta que essa decisão de retirada dos três pode  levar ao isolamento diplomático e político na cena internacional, onde os países obtiveram o apoio do bloco para os seus candidatos e candidaturas na disputa por posições internacionais dentro da União Africana, das Nações Unidas e de órgãos similares.

“Os três Estados-Membros representam 17,4% dos 425 milhões de habitantes da região. Embora representem 10% do PIB da região, a sua saída constituirá uma redução do tamanho do mercado da CEDEAO. O comércio intracomunitário também pode ser perturbado, especialmente o comércio de bens não transformados, como gado, peixe, plantas, produtos agrícolas, produtos minerais e produtos artesanais tradicionais, bem como produtos industriais de origem comunitária”, lê-se no  Comunicado.

A saída pretendida dos três ainda terá consequências junto das populações destes países, na medida em que afetará, automaticamente, o estatuto de imigração dos cidadãos, uma vez que poderão ser obrigados a obter visto para viajar pela região. “Os cidadãos podem já não poder residir ou criar empresas ao abrigo dos acordos da Organização e podem estar sujeitos a diversas leis nacionais. A Conferência observa que a retirada terá implicações políticas, socioeconómicas, financeiras e institucionais para os três países, bem como para a CEDEAO como um grupo”, refere.

A cimeira ainda indica  que, no âmbito da cooperação regional contra o terrorismo, o extremismo violento e o crime organizado, os três países (Níger, Burquina e Mali) beneficiaram de 100 milhões de dólares mobilizados pela UEMOA no contexto do Plano de Acção da CEDEAO contra o terrorismo. Benefiaciaram também de  algumas dotações do Fundo (7,5 milhões de dólares) foram destinados à aquisição de equipamento para ajudar na  luta contra o terrorismo.

Esta cimeira de Abuja  apelou  a  libertação imediata do Presidente Mohamed Bazoum ( antigo Presidente da República do Níger), bem como da sua família e presos políticos.

Sobre o  Senegal, a Conferência tomou nota sobre o fim de mandato do Presidente Macky Sall, em 2 de Abril de 2024, e elogia-o pelo que considera de “enormes conquistas em infra-estruturas e desenvolvimento económico” que alcançou como Presidente da República  e pela sua “inestimável liderança em África e no mundo”.

A cimeira dirigiou um apelo as  partes interessadas senegalesas para que dessem prioridade ao diálogo com vista a preservar as conquistas democráticas, através de realização de eleições presidenciais livres, inclusivas e transparentes.

Sobre Desenvolvimento, Soberania e Unidade Africana, a Conferência apela a todos os Parceiros para que respeitem a soberania e independência dos Estados Africanos e se abstenham de interferências e intromissões que desestabilizem os Estados-Membros e tenham um impacto negativo na unidade regional. Apela  ainda a uma parceria global eficaz para o desenvolvimento socioeconómico da região através do comércio justo e da justiça climática.

Presentes na cimeira estiveram os presidentes,  Patrice TALON, do Benin, Alassane OUATTARA da Costa do Marfim, Nana Addo Dankwa AKUFO-ADDO do Ghana, Umaro Sissoco EMBALO  da Guiné Bissau,  Bola Ahmed TINUBU  da Nigéria, Macky SALL do Senegal,  Julius Maada BIO  da Serra Leoa e  Faure Essozimna GNASSINGBE do Togo. ANG/AALS//SG

 

Eleições/"Atualização de cadernos eleitorais vai racionalizar os recursos", diz Fodé Carambá Sanhá

Bissau, 26 Fev 24 (ANG/ - O Presidente do Movimento da Sociedade Civil para Paz, Democracia e Desenvolvimento disse que a atualização de cadernos eleitorais vai racionalizar os recursos disponibilizados e fazer com que as pessoas em idade de votar não ficassem  de fora, tanto no país assim como  na diáspora.

Fodé Carambá Sanhá falava falava à imprensa no Domingo,  após o  anúncio  da atualização dos cadernos eleitorais  programada para decorrer entre 25 de Março e 25 de Maio, em todo o território nacional, e 25 de Abril à 25 de Junho  na diáspora.

"Depois de eleições de 1994 até a data presente nunca aconteceu a atualização de cadernos eleitorais, porque o país sempre tem feito o recenseamento de raiz, que acarreta muitos custos para país e parceiros internacionais. Hoje estamos perante um cenário que pensamos que não vai ter muito custo ”, disse Carambá Sanhá.

Sanhá diz ser um  arranque que o Movimento da Sociedade Civil aguardava com muita expectativa  peloque pede  que toda a cartografia seja respeitada para que todos os cidadãos com  idade de recenseamento sejam registadas   e que processo nunca seja interrompido. ANG/MI/ÂC//SG   

 

Eleições/Governo prevê  atualização de cadernos eleitorais para 25 de Março à 25 de Maio

 Bissau,26 Fev 24(ANG) - O ministro de Administração Territorial e do Poder Local, anunciou no Domingo, que os trabalhos de atualização dos cadernos eleitorais deverão decorrer  de 25 de Março à 25 de Maio em todo o território nacional e na diáspora entre  25 de Abril a 25 de Junho.

Marciano Silva Barbeiro falava numa cerimónia decorrida num dos hoteis de Bissau disse que o Governo vai disponibilizar mais de 02 mil milhões de ffancos cfa para o efeito.

Na ocasião, Silva Barbeiro lembrou que depois da abertura Democrática em 1994, com a realização das primeiras eleições no país, até a presente data, apesar da imposição legal, nenhum governo conseguiu cumprir o artigo 5° da lei de recenseamento eleitoral concernente à atualização de cadernos eleitorais, que deveria decorrer de Janeiro à Março de cada ano.

O titular da pasta da Administração Territorial e Poder Loca assegurou que o Executivo decidiu dar  continuidade aos trabalhos anteriormente iniciados com vista a concretização desse desiderato.

Desafiou  o Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE) a trabalhar dia e noite para assegurar a parte técnica do processo.

Silva Barbeiro disse que o governo encarou este processo como uma das suas prioridades, razão pela não vai poupar esforços para criar as condições para que, pela primeira vez,  sejam atualizados o registo dos eleitores.

Acrescentou que durante o processo, os brigadistas vão cadastrar ou atualizar os dados dos eleitores que se movimentaram de uma zona para outra, aqueles que completaram ou vão completar 18 anos até a data do fim do processo, tanto a nível nacional como na diáspora, África e Europa, e os que perderam os seus cartões.

Por seu lado, o Diretor-geral do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE), Gibril Baldé disse que a partir do anúncio feito pelo Governo, o relógio começou a contagem decrescente para o fim dp processo de atualização dos cadernos eleitorais e pediu  aos técnicos a  arregaçarem as mangas, trabalhando arduamente para que no dia 25 de Março se inicie o processo em todo território nacional.

O responsável do GTAPE disse que o objetivo do governo é eliminar o recenseamento de raiz feito em todas as eleições. 

Afirmou que o país tem a base de dados da última eleição credível e aceite pelos atores políticos, tanto a nível nacional como na diáspora.

“Estamos a trabalhar para integrar as duas bases eleitorais e do registo civil para que o país possa caminhar, a fim de ter  Cartão  único do cidadão, aliviando o Orçamento Geral do Estado”, disse.

O Director-geral do GTAPE assegurou aos jornalistas que o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) vai assumir a parte do valor global da comunicação, através de uma campanha de informação e sensibilização para melhor enquadrar os cidadãos sobre quem pode ou deve atualizar os seus dados.

As legislativas antecipadas ainda não têm data de realização mas o Chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló admitiu que possa ocorrer antes de Junho.ANG/ÂC//SG

 

 

Caju/Presidente da ANAG considera de “aceitável“ preço de 300 francos CFA por quilograma junto ao produtor

Bissau,26 Fev 24(ANG) - O presidente da Associação Nacional dos Agricultores Guineense (ANAG), Jaime Boles Gomes, diz que é aceitável o preço base de 300fcfa, o quilo, anunciado pelo Executivo para a compra da castanha de caju este ano junto ao produtor.

Em declarações ao O Democrata, Boles disse contudo que pode haver mais procura da castanha guineense, o que poderá provocar a subida do preço, se houver estabilidade política e governativa na Guiné-Bissau. 

“O preço base fixado é aceitável, mas para nós o mais importante é o cumprimento do preço base, para que não seja violado, comprando a castanha a um preço inferior. Em 2023, o preço era de 375 fcfa. Um preço muito superior ao que foi anunciado para este ano, mas no ano passado o preço fixado não foi cumprido e o caju foi comprado no valor de 150 francos cfa, o que foi muito negativo para os lavradores”, disse o presidente da ANAG.

Acrescentou que o preço da castanha do caju pode aumentar, mas que tudo dependeria da estabilidade política e governativa. “Um investidor não colocará o seu dinheiro onde há fogo”, disse. 

O governo anunciou, em comunicado, após uma reunião extraordinária do Conselho de Ministro, realizada sexta-feira(23) que o preço de referência da castanha do caju por quilograma é de 300 francos cfa, tendo decidido ainda que a base tributária é fixada em 800 dólares por tonelada e anunciou  o dia 15 de Março próximo, como  data de abertura oficial da campanha de comercialização e exportação da castanha de cajú para este ano.

O caju é o principal produto de exportação da Guiné-Bissau e representa quase 90 por cento dos produtos exportados.

A Guiné-Bissau exportou, em 2023, 170 mil toneladas da castanha de caju que saíram oficialmente do Porto de Bissau, uma quantidade  inferior à do 2022, embora a previsão de exportação fosse de 225 mil toneladas.ANG/ODemocrata

 

 


Economia
/Preços das moedas para segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

MOEDA

COMPRAR

OFERTA

Euro

655.957

655.957

dólares americanos

602.000

609.000

Yen japonês

3.995

4.055

Libra esterlina

764.000

771.000

Franco suíço

684.500

690.500

Dólar canadense

444.500

451.500

Yuan chinês

83.250

85.000

Dirham dos Emirados Árabes Unidos

163.500

166.250

  Fonte:BCEAO

      Burkina Faso/Atentado durante missa faz pelo menos 15 mortos

Bissau, 26 Fev 24 (ANG) - Um atentado durante uma missa católica na
localidade de Essakane, no Burkina Faso, fez  domingo pelo menos 15 mortos, informou o portal Vatican News, que cita o bispo da diocese de Dori, Laurent Bifuré Dabire.

Os atacantes fizeram 12 vítimas mortais no local, ao passo que outras três pessoas morreram na sequência dos ferimentos causados, posteriormente, no Centro de Saúde e Promoção Social. Há, ainda, dois feridos.

"Convidamos todos a rezar pelo repouso eterno daqueles que morreram na fé, pela cura dos feridos e pelo consolo dos corações em luto. Também rogamos pela conversão daqueles que continuam a semear a morte e a desolação em nosso país. Que nossos esforços de penitência e oração durante este período de Quaresma tragam paz e segurança ao nosso país, Burkina Faso", escreveu o bispo em comunicado.

A comunidade católica da aldeia de Essakane foi vítima de um "atentado terrorista, quando se encontrava reunida para as orações dominicais", escreveu o vigário-geral da mesma diocese, num comunicado enviado à agência noticiosa francesa AFP, com um balanço provisório de "15 fiéis mortos".

O ataque terá sido realizado por homens armados, que entraram na igreja católica de Essakane, aldeia situada na chamada zona das "três fronteiras", nas fronteiras do Burkina Faso, do Mali e do Níger, onde atacam frequentemente os grupos 'jihadistas'.

Desde 2015, o Burkina Faso tem sido confrontado com uma violência 'jihadista' atribuída a movimentos armados afiliados à Al-Qaida e ao grupo Estado Islâmico, que já causou cerca de 20 mil mortos e mais de dois milhões de deslocados internos.

Estes ataques têm por vezes como alvo as igrejas do país, onde os raptos de clérigos cristãos também aumentaram.

Desde Abril de 2019 diversos ataques em igrejas católicas e protestantes em vários pontos do país resultaram num total de 39 mortos e 18 feridos.

O Burkina Faso, o Mali e o Níger têm sido todos confrontados com uma violência 'jihadista' recorrente e mortífera, situação agravada pela instabilidade política testemunhada nos três países, onde os governos civis foram derrubados por sucessivos golpes de Estado militares desde 2020.

ANG/Angop

                  Nigéria/CEDEAO levanta sanções contra Guiné e Mali

Bissau, 26 Fev 24 (ANG) - A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) declarou no domingo o levantamento de sanções financeiras contra a Guiné-Conakry e restrições ao Mali, após ter anunciado, no sábado, o levantamento de grande parte das sanções ao Níger.

De acordo com um comunicado publicado hoje, e citado pela AFP, a CEDEAO declara "levantar as sanções financeiras e económicas direcionadas à República da Guiné" e "levantar as restrições ao recrutamento de cidadãos à República do Mali para postos no seio das instituições da CEDEAO".

O Burkina Faso, que faz parte dos quatro Estados dirigidos por regimes militares desde 2020, também submetido a sanções da Comunidade, não é mencionado no comunicado final da organização regional.

A CEDEAO tinha convocado, no sábado, uma cimeira extraordinária para discutir "a política, a paz e a segurança na República do Níger", bem como "os recentes desenvolvimentos na região".

O levantamento de sanções contra a Guiné e o Mali não tinha sido precisado na alocução final do presidente da Comissão da CEDEAO, Omar Alieu Touray, no final de sábado.

Na Guiné, o bloco de países da África Ocidental tinha interditado as transações financeiras com as suas instituições-membros, um ano após a chegada ao poder do coronel Mamadi Doumbouya, que retirou da governação o Presidente Alpha Conde, em Setembro de 2021.

Na segunda-feira, o chefe da junta militar anunciou por decreto a dissolução do Governo em funções desde Julho de 2022.

No Mali, que conheceu dois golpes de Estado em 2020 e 2021, o bloco regional tinha imposto sanções económicas e financeiras que levantou, em Julho de 2022, quando a junta no poder anunciou um calendário de transição.

A CEDEAO "decidiu levantar com efeito imediato" as sanções mais pesadas impostas ao Níger desde a tomada do poder, em Niamey, de um regime militar que destituiu o Presidente eleito Mohamed Bazoum em Julho, tinha anunciado Omar Alieu Touray no sábado.

As fronteiras e o espaço aéreo nigerino serão reabertos, as transacções financeiras entre os países da CEDEAO e o Níger novamente autorizadas, e os bens do Estado nigerino descongelados "por razões humanitárias", declarou o representante.

Os dirigentes militares de Niamey estão também novamente autorizados a viajar, mas mantêm-se "as sanções individuais e políticas", segundo Omar Alieu Touray.

Estas decisões marcam um passo da CEDEAO em direção à retomada do diálogo com os três regimes militares, enquanto o Níger, o Mali e o Burkina Faso - que se distanciaram de França e se aproximaram da Rússia - anunciaram em Janeiro a sua intenção de abandonar a CEDEAO.

Os três países formaram uma Aliança de Estados do Sahel (AES), criada em Setembro de 2023/ANG/Angop

Índia/Autoridades anunciam libertação de vários cidadãos alistados no exército russo

Bissau, 26 Fev 24 (ANG0 - A Índia anunciou hoje a libertação, após negociações entre Nova Deli e Moscovo, de vários cidadãos indianos que viajaram para ajudar o exército russo em tarefas secundárias e foram alegadamente forçados a combater na Ucrânia.


"Todos e cada um dos casos assinalados" pelo Governo de Nova Deli foram analisados pelas autoridades russas e "consequentemente vários indianos foram libertados", indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros indiano, em comunicado, sem precisar um número.

Esta declaração surgiu uma semana depois de o jornal indiano The Hindu ter noticiado que vários cidadãos, que viajaram para a Rússia sob a promessa de trabalhar como ajudantes do exército, longe da linha da frente, foram enviados para combater na Ucrânia, de onde não conseguiam sair.

O Ministério insistiu que o Governo vai examinar "todos os casos relevantes de cidadãos" na Rússia "para que possam deixar o exército russo".

O líder do partido islâmico All India Majlis-e-Ittehad-ul Muslimeen (AIMIM), Asaduddin Owaisi, indicou que, na sequência de contatos mantidos com familiares de quem se encontra naquela situação, pelo menos 12 indianos viajaram para a Rússia para "trabalhar como seguranças em edifícios e foram enganados e levados para a frente de batalha".

Desde o início da guerra na Ucrânia, em Fevereiro de 2022, a Índia evitou condenar a invasão russa.

A Rússia é um aliado histórico de Nova Deli e um dos principais fornecedores de equipamento militar. Apesar das sanções internacionais, a Índia continuou a comprar crude a Moscovo.

A Índia pediu também aos cidadãos para se manterem à margem do conflito, apesar de cerca de 500 terem pedido para se juntarem à Legião Internacional para a Defesa da Ucrânia, nos primeiros meses de guerra, de acordo com meios de comunicação social indianos.

No entanto, a lei indiana proíbe os cidadãos de participarem em conflitos armados em outros territórios ou países com os quais Nova Deli esteja em paz.

Ao abrigo do Código Penal da Índia, quem não cumprir esta norma "será castigado com pena de privação de liberdade, de qualquer tipo, por um período que pode estender-se a sete anos". ANG/Angop

 

Moçambique/Mortes, ataques e medo deixam aldeia de 11 mil pessoas deserta

Bissau, 26 Fev 24 (ANG) - Mmala, aldeia moçambicana em Cabo Delgado, tinha mais de 11 mil pessoas, mas dois ataques dos terroristas levaram a população a fugir nos últimos dias com crianças ao colo, carregando à cabeça o pouco que escapou à destruição.

“Primeiro passaram e mataram duas pessoas, passaram em redor da aldeia, passou um dia, no dia seguinte passaram de novo e mataram seis pessoas e queimaram um cubículo do hospital e da escolinha”, descreve à Lusa Lourenço Ancuara, o chefe da aldeia.

Face a isto, a solução tem sido fugir à pressa, nomeadamente para a vila de Chiùre, hoje o último reduto de alguma segurança nas proximidades. Ainda assim, uma viagem de três dias a pé, por campos agrícolas e estradas, num movimento de milhares de pessoas em simultâneo.

Mmala situa-se no posto administrativo de Chiùre-Velho, o mais afectado pelos ataques terroristas na província de Cabo Delgado nos últimos dias, e dista 50 quilómetros de Pemba, capital provincial, percurso que leva mais de três horas a percorrer de carro, numa estrada em permanente ameaça de novos ataques.

Lourenço Ancuara, acabado de chegar à vila de Chiùre, conta que a aldeia ficou deserta: “Ninguém, todos nós abandonámos lá (…) Tenho lá 11.014 habitantes. E não está ninguém lá, abandonaram. Ninguém trouxe nada, saímos só assim mesmo”.

Chegam a pé, de bicicleta, algumas crianças de poucos anos ainda a dormir, depois de noites de medo.

Os ataques ao longo da última semana deixaram a aldeia, onde todos, nas várias comunidades, se dedicam às machambas da agricultura, vazia.

Por agora, ainda não há esperança de regresso e o chefe da aldeia só pede ajuda para os milhares que fugiram de Mmala para outras povoações: “Ainda não temos apoio, não sei se vão nos dar”.

Em Mujipala, comunidade da aldeia de Mmala, vivia Sousa Américo, um camponês de 40 anos. Ao fim de três dias de caminhada com os cinco filhos e centenas de outras pessoas, chegou a Chiùre.

“Lá não mataram ninguém, só que queimaram as 47 casas. Está tudo vazio (…) Chegámos aqui sem nada, estamos a sofrer de fome e a pedir apoio”, desabafa, ainda à entrada de Chiùre, antes de partir para um dos três campos de reassentamento provisórios em escolas que, segundo dados da autarquia, já recebem atualmente 13.000 deslocados na vila, além dos que procuram abrigo em casas de amigos e familiares.

“Lá ninguém está mais. Está tudo vazio”, descreve, receoso com o futuro, enquanto pede apoio.

“A população de lá está aqui sem nada. Estamos quase no alto mar”, lamenta ainda Sousa Américo.

Mustafa Emílio, de 45 anos, também acaba de chegar a Chiùre, que antes desta onda de deslocados contava com 75 mil habitantes. Chegou à espera de refúgio numa casa de familiares.

“Não conseguimos trazer nada. Saímos sem nada”, desabafa.

Pelo menos, diz-se tranquilo por ter conseguido trazer, numa caminhada de mais de três dias de muitos medos, a mulher, os filhos e as irmãs.

Só não percebe porquê: “Eu não sei o que esses malfeitores precisam. Só nos fazem sofrer”.

Após vários meses de relativo regresso à normalidade nos distritos afetados pela violência armada, a província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, tem registado há algumas semanas novas movimentações e ataques de grupos rebeldes, provocando novas vagas de deslocados.

Na quinta-feira, o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, disse, numa visita a Cabo Delgado, que as novas incursões rebeldes resultam de tentativas de grupos armados de recrutar novos membros, considerando que no mês passado a província registou “muita movimentação de terroristas”.

“Eles não conseguem mais fazer recrutamentos nesta província por muitas razões, a consciência [das populações] e então eles querem ver se furam para trazer outros membros para aqui (…) Eles queriam levar crianças e jovens e não foram felizes”, declarou Filipe Nyusi, momentos após orientar uma reunião do Governo em Pemba, capital provincial.

O primeiro-ministro de Moçambique, Adriano Maleiane, admitiu, entretanto, a necessidade de apoio adicional a Cabo Delgado face à fuga de dezenas de pessoas devido aos novos ataques registados naquela província, situação que está a criar “problemas de alimentação”.

A nova vaga de violência armada na província de Cabo Delgado dominou hoje os discursos de reinício das sessões plenárias do parlamento, com a oposição exigindo que o executivo encontre mecanismos de diálogo com os insurgentes.

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou nas últimas semanas vários ataques e vítimas mortais, sobretudo no sul da província de Cabo Delgado.

A província enfrenta há seis anos alguns ataques reivindicados pelo EI, o que levou a uma resposta militar desde Julho de 2021, com apoio do Ruanda e da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), libertando distritos junto aos projetos do gás. ANG/Inforpress/Lusa

 

França/Trégua entre Hamas e Israel está em "fase avançada", confirma Egipto

Bissau, 26 Fev 24(ANG) - O Egipto, um dos principais mediadores no conflito de Gaza, confirmou que as negociações em Paris para uma trégua entre Israel e o Hamas "tiveram um resultado positivo".


E segundo eles, estão "numa fase avançada", disseram hoje fontes egípcias à agência EFE.

"As conversações chegaram a um resultado positivo e a um ponto de encontro durante o qual será declarada uma trégua relativamente longa, de até seis semanas", disseram as fontes, que pediram para não ser identificadas.

O acordo inclui, numa primeira fase, a libertação de 30 reféns detidos pelo Hamas desde o ataque do grupo a Israel, em 7 de Outubro, em troca de 300 prisioneiros palestinianos nas prisões israelitas.

"Além disso, nesta primeira fase, haverá um cessar-fogo completo e a retirada das forças israelitas de Gaza (...) depois seguir-se-ão outras fases (das negociações) até à libertação de todos os reféns detidos pelo Hamas", acrescentaram.

Sublinharam também que durante esta primeira fase da trégua "as negociações abordarão questões como o futuro de Gaza, a solução de dois Estados e o relançamento das negociações de paz israelo-palestinianas".

As fontes atribuíram o "desenvolvimento positivo" às "concessões feitas pelos representantes do Hamas relativamente a muitas das suas exigências".

Meios de comunicação israelitas revelaram sexta-feira "progressos significativos" nas conversações de Paris que envolveram representantes de Israel, dos Estados Unidos, do Egipto e do Qatar, mas avisaram que ainda há um longo caminho a percorrer.

O conselheiro de segurança nacional de Israel, Tzachi Hanegbi, confirmou à imprensa israelita no sábado que o gabinete de guerra de Israel será informado nas próximas horas sobre o que foi discutido em Paris e disse que também que "será possível fazer progressos". ANG/Angop

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

 Cultura/ Sana Na Nhada lança sábado longa metragem denominada “Nome”

Bissau,23 Fev 24(ANG) – O cineasta guineense Sana na NHada lança sábado(24)no Centro Cultural Franco-Bissau Guineense,em Bissau, seu novo trabalho cinematográfico intitulado “Nome”, anunciou à ANG o próprio.

Trata-se de uma longa metragem que retrata a história de um indivíduo, neste caso do Nome, que deixou a sua aldeia para se juntar aos guerrilheiros do PAIGC, na violenta guerra contra o colonialismo português, em 1969.

Anos depois, o Nome regressa como herói mas o júbilo depressa dá lugar a amargura e ao cinismo.

Sana Na Nhada, cineasta nascido a 26 de Maio de 1950, em Enxalé, apresenta assim a terceira longa metragem, depois de Kadjike(a madeira sagrada) e  Xime.

O seu percurso cinematográfico regista várias obras de documentários e prémios internacionais, nomeadamente prémio RDP-Àfrica para melhor documentário no Festival de Imagens em 2005, prémio especial de júri no Festival Internacional de cinema  de Amiens, em 1994.ANG/ÂC//SG