terça-feira, 27 de maio de 2025

Comunicação Social/ Ministro Florentino destaca aproximação entre Bissau e Banjul como um dos propósitos da visita de seu homólogo gambiano

Bissau, 27 Mai 25 (ANG) – O ministro da Comunicação Social , Florentino Fernando Dias reiterou segunda-feira que a visita do seu homólogo gambiano visa também a aproximação dos dois povos e países.

Florentino  Dias discursava  num Jantar Oficial oferecido ao seu hóspede, ministro de Informação, Media e Serviços de Radiodifusão da República da Gâmbia. Ismaila Ceeasy e a delegação que o acompanha.

Na ocasião,  presenteou o governante gambiano com o tradicional panu de Pinti com a cara de  Amílcar Cabral, sublinhando que precisam se conhecer e elevar confiança que têm para poder relacionar e cooperar mais em diversos sectores.

Sublinhou  que o panu Amílcar Cabral tem duplo significado, na tradição guineense e  que representa a satisfação que sente para uma pessoa, para além de ser um panu de um pana-africanista, quem lutou ao longo de toda a vida para aproximar a África e unir os africanos.

"Decidimos em honra do ministro gambiano compartilhar esta confraternização, um momento onde vamos nos sentir mais próximos, para conversar sem preocupação de tempo, estamos contentes por ter o senhor ministro no nosso país, por isso agradeço o fato de ter aceite o convite que nós formulamos e decidiu fazer esta visita de trabalho à Guiné-Bissau”, salientou Florentino Fernando Dias.

Acrescentou tratar-se de uma visita  histórica porque vai concretizar um trabalho que se fez ao longo do tempo, e que deve agora evoluir-se  para fase efetiva e de implementação dos acordos e memorandos assinados em Fevereiro deste ano.

Por sua vez, ministro de Informação, Media e Serviços de Radiodif
usão da República da Gâmbia, retribuiu  ao Florentino Dias o seu gesto com dois presentes, entre os quais um quadro.

Para além de agradecer a  hospitalidade que marcou a sua visita, Ismaila Ceeasy, que declarou ser ele também um defensor do africanismo, diz ter a certeza que os acordos assinados com o seu homólogo serão implementados, para o benefício do sector e dos dois países irmãos.

Ismaila Ceeasy cumpre hoje a sua agenda de dois dias de estada em Bissau com um encontro com o Primeiro-ministro, Rui Duarte Barros, e visitas à Radiodifusão Nacional, a Agência de Notícias da Guiné(ANG) e ao Jornal Nô Pintcha, para depois, com o seu homólogo, Dias, assinar o Plano de Ação para implementação dos  compromissos assumidos no quadro do acordo e do Memorando de Entendimento  no domínio de Comunicação Social.

As partes prevêm trocas de conteúdos radiofónicos e televisivos, instalações de Correspondentes e formação de quadros do sector.

ANG/MI/ÂC//SG

 

Comunicação Social/Fundação dos Media para África Ocidental e parceiros lançam projecto sobre “Promoção da Democracia a Liberdade de Opinião e de Expressão na Guiné-Bissau”

Bissau, 27 Mai 25 (ANG) – A Fundação dos Media para África Ocidental (MFWA), Repórteres Sem Fronteira(RSF)e Fondation Hirondelle(FH), lançaram , segunda-feira, o projecto “Promover e Proteger a Democracia ao Salvaguardar a Liberdade de Opinião e de Expressão e Combater a Mis/Desinformação na Guiné-Bissau”.


O projecto financiado pela União Europeia com duração de 18 meses tem como objectivo reforçar a ética no jornalismo ,a segurança dos jornalistas e a independência dos media, através do fortalecimento dos mecanismos de autorregulação ,do reforço das capacidades dos profissionais da comunicação social e da sensibilização dos jovens e do público em geral sobre as oportunidades oferecidas pelos media e os riscos associados a mis/desinformação.

Falando no acto de lançamento , a Presidente do Sindicato Nacional dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (Sinjotecs), disse que o projecto se reveste de uma importância crucial para a Guiné-Bissau uma vez que visa reforçar a ética do jornalista ,garantir a segurança e promover a independência dos meios da comunicação social.

Indira Correia Baldé salientou que a medida que o país se aproxima das eleições, período em que, historicamente, se intensifica os discursos de ódio, capazes de fragilizar a paz social e a convivência harmoniosa entre os guineenses, torna-se imperativo que os profissionais da comunicação social assumam um papel proativo na promoção de um jornalismo ético e transparente.

Baldé recomenda aos profissionais da média a experimentarem espaços legítimos de debates entre os actores políticos e a sociedade civil, contribuindo assim para a desconstrução de discursos de ódios,  denunciar  eventuais violações dos direitos humanos e registar à todas as formas de pressão, censura, desinformação, em defesa   do pluralismo informativo enquanto pilar da democracia.

“Este projecto  financiado pela União Europeia em reconhecimento ao sucesso registado na implementação da primeira fase representa  um importante marco que reforça o nosso compromisso colectivo com a construção de uma comunicação social responsável, ética e com as melhores condições de trabalho para os seus profissionais,  por isso agradecemos à todos os parceiros", salientou.

O evento contou com as presenças de  organizações da sociedade civil ,entidades  governamentais e membros do corpo diplomático acreditados no país.ANG/MSC/ÂC//SG

Desporto- Futebol/Luís Boa Morte divulga  lista dos 25 convocados para  amistosos  com Gabão e Burundi com duas novidades no plantel

Bissau, 27 Mai 25 (ANG) – O selecionador nacional de futebol, Luís Boa Morte, divulgou no último fim de semana, a lista dos 25 convocados para os jogos amistosos frente ao Gabão e Burundi, com duas novidades no plantel, nomeadamente os médios Renato Nhaga do Casa Pia, da primeira liga portuguesa, e Dai Baldé dos Sub-23 do Rio Ave.

As duas partidas amistosas serão disputados no solo marroquino, concretamente em Casablanca, onde a Guiné-Bissau no dia 06 de junho, efetuará o seu primeiro encontro com o Burundi, e logo no dia 09 do mesmo mês, fará o seu segundo encontro com o Gabão.

Confira a lista dos 25 convocados do técnico Luís Boa Morte para os dois encontros amistosos contra o Gabão e Burundi:

Guarda Redes: Fernando Nbadjé, Manuel Issufe Djalo e Ricardo Mário Té.

Defesas: Jeferson Encada, Fali Candé, Mancone Soriano Mané (Sori), Augusto Dabó, Vitor Rofino, Gilberto Batista, Sene Camara e Mário Júnior
.

Médios: Euciodalcio Gomes (Dalcio), Edson Silva, Jorge Braima Nogueira (Bura), Mamadi Camara, Panutchi Camara, Renato Nhaga e Dai Baldé.

Avançados :Zidane Banjaqui, Mauro Teixeira, Tambles Ulisses, Vando Felix, Marciano Samca Tchami, José Correia (Zé Turbo)e Franculino Djú.

A concentração dos 25 atletas convocados por Luís Boa Morte para os amistosos , será no próximo dia 02 de junho, em Casablanca, Marrocos.ANG/LLA/ÂC//SG

Cooperação /Presidente da República do Tchad chega hoje à Bissau para uma visita de dois dias

Bissau, 27 Mai 25 (ANG) - O Presidente da República do Tchad chega hoje  à Guiné-Bissau, num voo especial, para uma visita de Estado de dois dias à convite do seu homólogo guineense Umaro Sissoco Embaló.

De acordo com o programa de visita à que a ANG teve acesso, a chegada do voo ao Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, que transporta o Mahamat Idriss Deby Itno, está prevista para as 13 horas de Bissau.

 O programa indica que Mahamat Idriss Deby Itno vai ser recebido pelo seu homólogo guineense Umaro Sissoco Embaló, seguido de  comprimentos às autoridades, chefias militares, Embaixadores e Representantes das Organizações Internacionais residente na Guiné-Bissau.

No inicio da visita, o Presidente da República do Tchad será recebido no Palácio da República pelo Presidente  Umaro Sissoco Embaló,  numa cerimónia oficial de boas vindas, com prestação de honras militares, entoação dos hinos nacionais dos dois países, em simultâneo com o disparo de 21 salvas de canhão, sessão fotográfica e a entrega da chave da cidade de Bissau ao Presidente do Tchad pelo presidente da Câmara Municipal de Bissau, José Medina Lobato.

A visita contara com encontros restritos entre os dois Chefes de Estado, e bilateral alargado as duas delegações, seguido da Declaração Conjunta à imprensa e de um almoço.

Segundo o programa, a visita inclui a deposição de coroa de flores no Mausoléu de Amílcar Cabral e  João Bernardo Vieira, em homenagem aos heróis nacionais de luta da independência.

No dia 28, o Presidente  da República do Tcad e a delegação  visita  a fábrica de transformação de castanha de caju, do Grupo Santy Comercial, sito na zona industrial de Brá, acompanhado pelo primeiro-ministro  Rui Duarte Barros, ministro do Comércio e Indústria  Orlando Mendes Viegas e do Administrador do Grupo Santy Comercial. ANG/ LPG/ÂC//SG

                    Sociedade/Libertados ativistas detidos em Bissau

Bissau, 27 Mai 25(ANG) - Os ativistas detidos pela polícia, no domingo, em Bissau, foram libertados na noite de segunda-feira, informou a Lusa citando fonte da Frente Popular.

Esta organização, junto com o movimento "Po de Terra" (Pau da Terra), convocou uma manifestação que não se realizou, mas alguns elementos foram detidos.

A Frente Popular informou, nas redes sociais, que os companheiros foram libertados na última noite, concretizando que eram quatro detidos, depois de, no domingo, ter avançado que eram seis e a polícia confirmar três.

A organização indica ainda que um dos detidos, que estará hospitalizado, "recebe alta hoje, sem concretizar o motivo da hospitalização.

A manifestação estava convocada para as primeiras horas da manhã e nas ruas foi visível apenas o habitual aparato policial sempre que são anunciados protestos, sem a presença de manifestantes. ANG/Lusa

   

Venezuela/Nicolás Maduro alcança maioria nas legislativas após aproveitar boicote

Bissau, 27 Mai 25 (ANG) - O Presidente venezuelano aproveitou o boicote da oposição nas eleições legislativas e regionais e cobriu a vermelho, cor do chavismo, o mapa da Venezuela, alcançando ainda 256 dos 285 lugares parlamentares, anunciou o presidente da Assembleia Nacional.


partido do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, venceu 23 dos 24 cargos de governador e, de acordo com um anúncio não oficial de Jorge Rodriguez, um dos homens mais poderosos do país, a coligação vai ocupar 256 dos 285 lugares no Parlamento.

Presidente da Assembleia, chefe da campanha eleitoral do Governo e principal negociador da Venezuela com Washington, Rodríguez sublinhou, ao fim da tarde (noite em Lisboa) de segunda-feira, que "a oposição" venceu os restantes 29 lugares, sem fornecer mais detalhes.

"O chavismo ganhou 256 deputados num total de 285, ou seja, 90% dos deputados na Assembleia Nacional são do Gran Polo Patriotico Simon Bolivar", acrescentou Rodríguez no programa televisivo Con Maduro+.

A líder da oposição, Maria Corina Machado, e Edmundo González, candidato da oposição nas eleições presidenciais do ano passado, tinham apelado ao boicote do escrutínio, considerando que as regras do jogo foram distorcidas.

Com esta vitória esmagadora, Maduro reforçou o controlo sobre as instituições do país, dez meses após a contestada reeleição como Presidente, marcada por distúrbios e detenções em larga escala.

As eleições de domingo ficaram também marcadas pela detenção de cerca de 70 pessoas, incluindo Juan Pablo Guanipa, da oposição, acusado de tentar desestabilizar a votação.

Mais de 400.000 membros das forças de segurança foram destacados para as eleições, com patrulhas de polícias encapuzados e armados.

Maduro pode agora avançar tranquilamente com a reforma da Constituição, sobre a qual há poucas informações, mas da qual tem falado frequentemente nos últimos meses.

"Hoje demonstrámos o poder do chavismo! Esta vitória é a vitória da paz e da estabilidade", exultou Maduro após o anúncio dos resultados no domingo.

Maria Corina Machado tinha apelado à população para que não participasse nas eleições, considerando-as uma farsa e afirmando que a fraca afluência às assembleias de voto seria um protesto silencioso contra a reeleição de Maduro como Presidente em julho passado.

Para o grupo da oposição que participou no escrutínio, o resultado foi pouco substancial. O Governo deixou-lhe apenas migalhas: um punhado de deputados e o Governo do estado de Cojedes (centro-oeste).

"Apesar de previsível, o resultado tem implicações importantes: o chavismo reforçado no seu controlo institucional, uma oposição dividida e com representação limitada e uma maioria social [da população] desmobilizada", considera o analista político Luis Vicente Leon.

Maria Corina Machado, que vive na clandestinidade, voltou a apelar, na segunda-feira, ao exército para que atue contra um Governo considerado ilegítimo. Mas as forças armadas, pedra angular do Executivo, têm jurado repetidamente lealdade a Maduro.

Quanto à oposição, "a abstenção (...) só piora a sua situação", avalia o politólogo Pablo Quintero. "Gera um processo de desinteresse político, desilusão e resignação por parte do povo".

Henrique Capriles foi eleito deputado e vai liderar um grupo de cerca de quinze membros eleitos na Assembleia, de acordo com as estimativas de Leon. Um número reduzido, mas "não insignificante", avalia o analista.

"Atingiram parcialmente o objetivo de manter uma presença institucional e evitar o desaparecimento total", sublinha.

Stalin Gonzalez, na oposição e eleito deputado, defendeu a participação e criticou a posição de Machado: "Essa teoria de dar espaço ao Governo, ao 'madurismo', e acreditar que basta deslegitimar o processo não participando para que ele [Maduro] vá embora... Que esse é o caminho para trazer a democracia de volta. Não estamos convencidos desse caminho".

Quintero acredita que o custo é elevado e que "a oposição precisa de sangue novo".ANG/Lusa

 

              
            Suíça/ONU acusa Israel de ultrapassar direito à autodefesa

Bissau, 27 Mai 25 (ANG) - O alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos acusou hoje o exército israelita de agir fora do direito internacional de autodefesa e não respeitar os princípios fundamentais da humanidade na Faixa de Gaza.


“É claro que Israel pode e deve defender o seu povo", admitiu Volker Türk à rádio pública austríaca ORF, referindo-se ao ataque terrorista perpetrado a 7 de outubro de 2023 pelo grupo islamita palestiniano Hamas contra Israel, que provocou mais de 1.100 mortos e 251 sequestrados.

Israel respondeu com uma ofensiva militar massiva que ainda está em curso, matando cerca de 54 mil pessoas, a maioria das quais civis palestinianos, e que se intensificou nas últimas semanas.

Segundo Türk, o que Israel está a fazer atualmente já não é justificável pelo direito à legítima defesa.

"Quando são realizadas ações militares, aplicam-se as leis internacionais da guerra, que também são vinculativas para Israel, mas o que temos visto nos últimos meses já não reflete o respeito pelos princípios fundamentais da humanidade", afirmou o diplomata austríaco.

"Não consigo encontrar mais palavras" para descrever a "situação catastrófica" enfrentada pela população civil de Gaza, sujeita a repetidas deslocações forçadas e sem ajuda humanitária há oito semanas, uma vez que o pouco que chegou nos últimos dias está muito aquém do volume necessário, sublinhou.

Além disso, acrescentou, dado que quase 80% da Faixa de Gaza é agora território militar onde ninguém tem permissão para permanecer, "devemos falar de expulsão forçada, o que é profundamente preocupante".

O alto-comissário, jurista de formação, que deverá reunir-se hoje em Viena com membros do Governo e do parlamento austríacos, acredita que os "países amigos" de Israel, como a Áustria, devem pressionar o Governo liderado pelo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, para que cumpra o direito internacional.

No início deste mês, Türk já tinha apelado a uma maior ação por parte da comunidade internacional para travar a atual ofensiva israelita, considerando-a "equivalente a uma limpeza étnica".

"Por detrás da destruição sistemática de bairros inteiros e da negação de ajuda humanitária, parece haver uma tentativa de provocar uma mudança demográfica permanente em Gaza, desafiando o direito internacional", referiu Türk na altura.ANG/Lusa

 

    Argentina/Governo vai "blindar" 25 quilómetros de fronteira com Brasil

Bissau, 27 Mai 25 (ANG) - O governo argentino lançou segunda-feira o denominado plano de segurança Guaçurari, cujo objetivo é "blindar" a fronteira com o Brasil, através do reforço dos controlos na zona limítrofe.

Não permitiremos que nenhum milímetro do território argentino seja possuído pelo delito", asseverou a ministra de Segurança Nacional argentina, Patrícia Bullrich, ao apresentar o plano.

Como anunciado, vão ser "blindados" 25 quilómetros de fronteira terrestre entre a província argentina de Missiones, no noroeste, e o Brasil, zona que o Ministério da Segurança Nacional argentino qualificou em comunicado como "epicentro do contrabando e de delitos transacionais".

O plano contempla a intensificação dos controlos nas estradas e postos fronteiriços.

Bullrich sustentou que a fronteira com o Brasil tem estado "abandonada" e "sem uma estratégia clara", o que "permitiu que o crime organizado se instale, gerando violência, contrabando, tráfico de droga e narcotráfico e assassinos contratados".

Bullrich assegurou que desde fevereiro as forças argentinas intensificaram as ações na fronteira com o Brasil, "conseguindo aumentar exponencialmente as apreensões de droga e produtos que afetam a economia nacional".

Contudo, avisou que esta "ofensiva gerou reações violentas, com atentados, ameaças e intimidações diretas" contra membros da polícia de fronteira.ANG/Lusa

 

Timor-Leste/Presidente quer ex-deputado filipino acusado de assassínio fora do país

Bissau, 27 Mai 25 (ANG) - O Presidente timorense, José Ramos-Horta, disse hoje que, por razões de interesse nacional, Timor-Leste não quer no país o ex-deputado filipino Arnolfo Teves Jr., acusado pelas autoridades das Filipinas do assassínio de 10 pessoas.


"Independentemente de todas as considerações de ordem legal, constitucional, há uma questão que todos os países do mundo observam, o interesse nacional", afirmou o chefe de Estado, em conferência de imprensa no Palácio da Presidência, em Díli.

"O interesse nacional é que impõe, é que determina e, neste caso, não nos interessa alguém dessa natureza, para evitar que Timor-Leste se torne o paraíso para todos os que cometem crime na região", disse José Ramos-Horta.

O Tribunal de Recurso de Timor-Leste decidiu em março não proceder à extradição do deputado Arnolfo Teves Jr. para as Filipinas.

O filipino foi detido o ano passado em Díli pela Polícia Científica de Investigação Criminal de Timor-Leste, na sequência de um mandado de captura da Interpol, emitido a pedido das autoridades de Manila.

Arnolfo "Arnie" A. Teves Jr., político e antigo deputado filipino, é acusado pelas autoridades filipinas de ser responsável pelo assassínio de 10 pessoas, mas o político nega qualquer envolvimento e critica os opositores pelas acusações.

Em maio de 2023, Timor-Leste rejeitou o pedido de asilo político a Arnolfo Teves Jr. por considerar que não cumpria os requisitos, dando-lhe cinco dias para sair do país.

"O caso de não extradição está ultrapassado, o senhor não é elegível para asilo político. Se não é elegível para asilo, se há mandado da Interpol, se há solicitação das autoridades Filipinas para executarmos o mandato da Interpol, seria uma grave irresponsabilidade deste país de não cumprir com o pedido da Interpol e das autoridades Filipinas", salientou o chefe de Estado.

"Quero ver hoje o que a justiça e as agências que têm de apoiar a justiça vão fazer", acrescentou o Presidente timorense, sem avançar mais pormenores.

As relações das Filipinas com Timor-Leste têm registado alguma tensão nos últimos tempos, depois de o Tribunal de Recurso timorense ter recusado proceder à extradição do antigo deputado filipino.

Em março, o secretário da Justiça filipino, Jesus Crispin Remulla, afirmou à imprensa que a recusa de extradição podia pôr em risco a candidatura de Timor-Leste à Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), lembrando que as Filipinas são um membro fundador da organização.

Na quinta-feira passada, as Filipinas manifestaram oficialmente apoio à adesão plena de Timor-Leste à ASEAN.

Na cimeira de chefes de Estado da organização, realizada segunda-feira, em Kuala Lumpur, na Malásia, foi acordado que a adesão plena de Timor-Leste à organização se vai concretizar em outubro.ANG/Lusa

     ONU/OMS pré-aprova hastear de bandeira da Palestina na sua sede

Bissau, 27 Mai 25 (ANG) - A Organização Mundial de Saúde (OMS) aprovou hoje um projeto de resolução para hastear na sua sede a bandeira do Estado da Palestina, atualmente um Estado observador não-membro, num passo simbólico para integrar a comunidade internacional.

 

Fontes da OMS citadas pela agência de notícias Europa Press (EP) explicaram que a Comissão B da 78.ª Assembleia Mundial da Saúde aprovou por votação um projeto de resolução sobre o hastear da bandeira palestiniana que será apresentado ao plenário na terça-feira para aprovação formal pelo órgão máximo de decisão da organização.

A resolução obteve o apoio de 95 países, a oposição de quatro - Israel, Hungria, República Checa e Alemanha -- e a abstenção de 27, segundo a agência noticiosa palestiniana WAFA.

O representante permanente do Estado da Palestina junto das Nações Unidas e de outras organizações internacionais na Suíça, Ibrahim Jrashi, afirmou, num discurso perante a Assembleia: "A resolução é simbólica e um passo único, mas mostra que [somos] parte da comunidade internacional que contribui para o apoio às questões de saúde".

"Esperamos obter em breve o estatuto de membro de pleno direito da OMS e de todas as instituições das Nações Unidas", declarou, citado pela WAFA.

Por outro lado, em relação a Israel, argumentou que "é apropriado reconsiderar a adesão do Estado ocupante", após "19 meses de genocídio do povo palestiniano".

Israel declarou a 07 de outubro de 2023 uma guerra na Faixa de Gaza para "erradicar" o Hamas, horas depois de este ter realizado em território israelita um ataque de proporções sem precedentes, matando cerca de 1.200 pessoas, na maioria civis, e sequestrando 251.

A guerra naquele território palestiniano fez, até agora, quase 54.000 mortos, na maioria civis, e mais de 120.000 feridos, além de cerca de 11.000 desaparecidos, presumivelmente soterrados nos escombros, e mais alguns milhares que morreram de doenças, infeções e fome, de acordo com números atualizados das autoridades locais, que a ONU considera fidedignos.

A situação da população daquele enclave devastado pelos bombardeamentos e ofensivas terrestres israelitas agravou-se mais ainda pelo facto de a partir de 02 de março, e durante mais de dois meses, Israel ter impedido a entrada em Gaza de alimentos, água, medicamentos e combustível, que estão a entrar agora a conta-gotas.

Há muito que a ONU declarou a Faixa de Gaza como estando mergulhada numa grave crise humanitária, com mais de 1,1 milhões de pessoas numa "situação de fome catastrófica", a fazer "o mais elevado número de vítimas alguma vez registado" pela organização em estudos sobre segurança alimentar no mundo.

E, no final de 2024, uma comissão especial da ONU acusou Israel de genocídio naquele território palestiniano e de estar a utilizar a fome como arma de guerra - acusação logo refutada pelo Governo israelita, mas sem apresentar quaisquer argumentos.

Após um cessar-fogo de dois meses, o Exército israelita retomou a ofensiva na Faixa de Gaza a 18 de março e apoderou-se de vastas áreas do território.

No início de maio, o Governo de Netanyahu anunciou um plano para "conquistar" Gaza, que Israel ocupou entre 1967 e 2005. ANG/Lusa

 

segunda-feira, 26 de maio de 2025

Cooperação/Guiné-Bissau e Senegal assinam  acordo no domínio  cultural

Bissau, 26 mai 25 (ANG) – A Guiné-Bissau e o Senegal assinaram hoje quatro acordos no domínio cultural, designadamente, acordo de cooperação cultural,  convenção de cooperação cinematográfico, programa executivo do acordo cultural e acordo de produção e de intercâmbio cinematográfico.

Os acordos foram assinados pelos chefes das diplomacias dos dois países.

Após o ato e em declarações conjunta à imprensa, o chefe de Estado guineense considerou de histórica a visita do seu homólogo senegalês .

Umaro Sissoco Embaló disse que Bassirou Diomaye Faye é o primeiro Presidente senegalês  a fazer   uma visita de Estado à Guiné-Bissau.

Destacou  que as relações da Guiné-Bissau com o Senegal são históricos e de longa data, desde a luta para a libertação do país, liderada pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

Admitiu que os problemas da Guiné-Bissau podem também preocupar as autoridades senegalesas, e indicou, a titulo de exemplo, o caso do conflito politico militar  de 1998, em que quase todos os guineense se refugiaram no  Senegal e foram bem acolhidos e vice versa.

O chefe de Estado guineense disse que  esta visita é muito importante, tanto para o povo guineense e assim como para  povo senegalês.

Destacou a coabitação que existe entre muçulmanos e cristãos na Guiné-Bissau,  um pais laico e lusófono

O chefe de Estado senegalês Bassirou Diomaye Faye agradeceu o seu homólogo guineense  pela receção fraternal que lhe reservou desde  a sua chegada à Bissau.

Afirmou que as inúmeras visitas do Presidente Embaló ao Senegal são testemunhas das excelentes relações que existe entre os dois países.

“Com o Presidente Embaló comprometemos  consolidar ainda mais e reforçar as relações de cooperação entre Senegal e Guiné-Bissau, no domínio da Defesa, Segurança, Educação e formação, Saúde, Agricultura e Pescas”, disse Bassirou Diomaye Faye.

Informou que, os ministros dos Negócios Estrangeiros da Gâmbia, Guiné-Bissau e Senegal abordaram no quadro da união tripartida, a questão da defesa e segurança, gestão das fronteiras, livre circulação e conetividade,  comercio e transformação de produtos.

Esta iniciativa, de acordo com Chefe de Estado Senegalês  constituiu um factor de reforço da integração dos países no espaço da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental.

Diomaye Faye declarou  que o Senegal estará sempre ao lado da Guiné-Bissau nas acções de reforço de segurança e da estabilidade sub-regional.

Olhando para a atualidade, disse que os objectivos são comuns, relativamente a estabilidade e integração na Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) pelo que os dois países
devem  trabalhar, em conjunto, para combater  o terrorismo e as mudanças climáticas.

De seguida, o Presidente senegalês depositou Coroa de flores no Mausoléu dos Antigos combatentes da liberdade da pátria, nomeadamente Amílcar Cabral e João Bernardo Vieira (Nino).

O presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, iniciou esta segunda-feira uma visita de dois dias à Guiné-Bissau,  a primeira de um  chefe de Estado do Senegal ao país, e, de acordo com o Programa da visita, à que a ANG teve acesso, vai  ser condecorado com a medalha Amílcar Cabral, a mais alta distinção do país.

ANG/LPG/ÂC//SG

Comunicação Social/Ministro  Dias diz que visita do seu homólogo gambiano vai elevar o nível da relação  entre os dois países

Bissau, 26 Mai 25 (ANG) – O ministro da Comunicação Social considerou de “histórico” a visita ao país do seu homólogo gambiano, Ismaila Ceesy e garante que vai permitir a elevação do nível de relacionamento no sector da Comunicação Social entre os dois países com implicação noutros sectores.

Florentino Fernando Dias falava à imprensa ,esta segunda-feira, após um encontro com seu homólogo, o ministro de Informação e Media e Serviços de Radiodifusão da República de Gâmbia

Ismaila Ceesy iniciou hoje  uma visita de trabalho de dois dias.

“A cooperação entre países é aconselhável, quanto mais se trata dos países que têm muitas coisas em comum. A Guiné-Bissau e Gâmbia partilham muitas coisas, nomeadamente a mesma sub-região e ambos são países de África e partilham inclusive muitas organizações”, disse.

O governante guineense afirmou que  pode-se dizer, com algum orgulho,  que os dois  países gozam duma boa relação.

“Os Presidentes, Luís Almeida Cabral, e Dauda Cairaba Djaura trocaram visitas, o Presidentes Yaya Jameh e Nino Vieira consultaram-se um aos outros para tomar decisões com implicações políticas internacionais. E  temos que admitir hoje que a nossa relação elevou-se de nível, porque os Presidentes Umaro Sissoco Embaló e Adama Buaro emprestaram suas influências pessoais e institucionais para estreitar, cada vez mais, os laços de cooperação dos dois países," disse.

Florentino Dias disse existir agora  condições políticas favoráveis, porque  Umaro Sissoco Embaló e Adama Buaro estão a trabalhar cada vez mais para que a relação entre a Gâmbia e a Guiné-Bissau suba de nível, através de trocas de visitas a vários níveis.

Sublinhou que a visita do ministro de Gâmbia vai ser o concretizar de um processo que começou já há algum tempo, que identificou  as áreas prioritárias da cooperação, tanto assim que já havia sido assinado dois instrumentos de cooperação, nomeadamente um acordo e um memorando.

No fim desta visita, segundo Florentino Dias, vai ser assinado  um Plano de Ação que vai permitir a execução e implementação no  terreno desse acordo, nos mais variados aspetos , nomeadamente a  troca de correspondentes para se conhecer melhor uns aos outros.

Destacou  que há cidadãos da Gâmbia que vivem na Guiné-Bissau e vice versa e que têm interesses em saber o que passa nos dois países sobretudo porque os dois país têm estado a  receber reformas estruturais,  nos últimos anos.

O ministro acrescentou  que a implementação dos dois instrumentos
vai ainda permitir a partilha de experiências. “A Gâmbia tem todo o interesse em conhecer a experiência da Guiné-Bissau no domínio da Agência de Notícias, porque não dispõe ainda de uma  agência de notícias”, disse.

O Plano de Ação prevê troca de conteúdos radiofónicos e televisivos, e formação contínua/superação .ANG/MI/ÂC//SG

        Cultura/Guiné-Bissau sem museu para regresso de obras de arte

Bissau, 26 Mai 25 (ANG) -  O regresso dos bens culturais africanos ao continente esteve em debate na reunião anual da CEDEAO, em Acra, no Gana.

Entre avanços e desafios, destacou-se o caso da Guiné-Bissau, onde falta um museu para receber as suas próprias peças. Mamadu Jao, membro do comité regional de seguimento para retornos de bens culturais aos países de origem da CEDEAO, lançou o alerta: “É falta de vontade política”.

Entre os dias 19 e 22 de Maio, Acra foi palco de uma reunião que quer fazer história no regresso do património cultural africano aos seus países de origem. No centro dos debates esteve o Comité Regional da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), que reuniu especialistas e representantes governamentais para avaliar o que já foi feito, o que falta fazer no quadro do plano de acção 2025–2029.

A iniciativa, liderada pela direção da cultura do departamento de capital humano e assuntos sociais da CEDEAO, procura reforçar os mecanismos de cooperação entre os Estados membros no processo de devolução de bens culturais que se encontram, na sua maioria, em museus e instituições fora do continente africano.

Entre os participantes, destacou-se Mamadu Jao, antigo director do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP) da Guiné-Bissau e actual membro do comité regional de seguimento para retornos de bens culturais aos países de origem da CEDEAO.

Para Mamadu Jao, o debate sobre os bens culturais é também um espelho das falhas internas na preservação do património.

“Penso que é falta de sensibilidade dos governantes ao longo dos anos”, lamentou, referindo-se à ausência de um museu etnográfico na Guiné-Bissau. “Durante o período colonial existia um. Desapareceu com o conflito militar e nunca mais houve qualquer esforço sério para o recuperar", acrescentou.

Segundo o investigador, muitas das peças que pertencem à história da Guiné-Bissau estão encaixotadas em armazéns:  “Guardadas em sacos de 50 kg, sem qualquer exposição, invisíveis. É uma questão de vontade política”; sublinha.

Mamadu Jao acredita que a recuperação dos bens culturais deve envolver mais do que governos: “Todos falam da diversidade cultural como riqueza. Mas essa riqueza precisa de ser visível:  nos museus, nas escolas, nos programas educativos. As crianças têm o direito de conhecer a sua história”, defende.

A Bienal de Arte e Cultura que está a decorrer este mês na Guiné-Bissau foi destacada como um passo na direcção certa e,  segundo Mamadu Jao, “é uma iniciativa louvável que pode mostrar que a cultura é também identidade nacional. A Bienal pode ter um papel importante na visibilidade da nossa diversidade”.

A reunião de Acra permitiu fazer um ponto de situação sobre o que já foi conseguido desde 2024 e delinear novas metas no âmbito do plano até 2029. Entre as recomendações está a necessidade de garantir que os países que recebem de volta os bens tenham condições adequadas para os conservar; desde legislação e infraestruturas até à formação de técnicos especializados.

Mamadu Jao aponta exemplos encorajadores: “Países como a Nigéria, o Benim e o Senegal já deram passos importantes. Mas o regresso das peças não pode ser simbólico. É preciso preparar o terreno”, afirma. ANG/RFI

 

   Israel/Fonte israelita diz que país rejeitou proposta de cessar-fogo dos EUA

Bissau, 26 Mai 25 (ANG) - Israel terá rejeitado hoje a mais recente proposta dos EUA para um cessar-fogo de dois meses em Gaza em troca de 10 reféns vivos, disse à agência Efe fonte israelita que preferiu o anonimato.


mesma fonte indicou que recusa se deve ao facto de "o [movimento islamita palestiniano] Hamas não ter qualquer desejo real de avançar com um acordo".

O Governo israelita terá rejeitado assim a mais recente proposta que tinha sido acordada pelo mediador palestiniano-americano, Bishara Bahbah, e pelo enviado especial dos EUA para o Médio Oriente, Steve Witkoff.

A proposta inclui um cessar-fogo de 60 dias e a libertação de 10 reféns israelitas vivos, enquanto o Hamas exigiu um cessar-fogo de 70 dias em troca da libertação de 10 prisioneiros - cinco vivos e cinco mortos - em duas rondas.

"O primeiro lote (de cativos) seria libertado no primeiro dia de entrada em vigor do acordo, enquanto o segundo sairia no sétimo dia com a chegada de mil camiões de ajuda diariamente", explicou a autoridade israelita.

A Faixa de Gaza continua a sofrer de uma grave escassez de alimentos, medicamentos e ajuda humanitária em geral, uma vez que a carga dos poucos camiões que entram - após um cerco que durou quase três meses - é descarregada e reexaminada no lado palestiniano do enclave, onde pode permanecer detida pelas autoridades israelitas.

A proposta inclui ainda um compromisso israelita de negociar o fim da guerra durante o período de cessar-fogo, com a garantia pessoal do Presidente norte-americano, Donald Trump, bem como uma promessa do movimento islamita Hamas e das fações palestinianas de não ameaçar a segurança de Israel.ANG/Lusa

 

EUA/Donald Trump diz que Putin "está louco" após novo ataque que matou 13 ucranianos

Bissau, 26 Mai 25 (ANG) - O Presidente dos Estados Unidos afirmou no domingo que "não estava contente" com Vladimir Putin, escrevendo depois na sua rede social que Putin "está louco". A Rússia voltou a atacar a Ucrânia este fim de semana fazendo pelo menos 13 mortos e batendo o recorde de drones enviados contra o país. 

"Eu não estou nada contente com o que o Putin anda a fazer, está a matar muita gente e eu não sei o que lhe aconteceu", exaltou-se Donald Trump no Domingo, em declarações à imprensa. Horas mais tarde, na sua rede social, o Presidente norte-americano, que até aqui mostrava alguma complacência com o líder russo, disse mesmo que Putin "está louco".

No Domingo, a Ucrânia mergulhou num clima de terror, sofrendo um dos piores ataques de drones desde o início da guerra em 2022, com apenas 45 dos 266 frones a serem interceptados. Os ataques áereos afectaram várias regiões e chegaram mesmo a Kiev. Este ataque sem precedentes terá morto pelo menos 13 pessoas, incluindo três crianças. 

Perante o impasse das negociações, o Presidente ucranianos, Volodymyr Zelensky, voltou a lembrar que "sem uma pressão forte, a brutalidade contra o seu país não vai acabar". Zelensky disse mesmo que o silêncio até agora dos Estados Unidos encorajava Putin a continuar os ataques contra a Ucrânia.

Face ao endurecimento das palavras de Trump, o Kremlin esclareceu que Vladimir Putin "apenas defende a Rússia" e que o ataque em larga escala foi apenas uma "represália" face aos ataques ucranianos junto da fronteira entre os dois Estados.ANG/RFI