segunda-feira, 2 de março de 2026

Líbano/Ataques do Hezbollah contra Israel provocam retaliação e arrastam Líbano para conflito

Bissau, 02 Mar 26 (ANG) - Bombardeios israelenses no Líbano mataram dezenas de pessoas nesta segunda-feira (2). O ataque ocorreu em retaliação a uma ofensiva do Hezbollah contra Israel, realizada em solidariedade ao Irã, arrastando o Líbano para o conflito regional.

Pela primeira vez desde o início da guerra, o Hezbollah lançou foguetes contra Israel. O sistema de defesa israelense utilizou com sucesso uma nova tecnologia a laser para interceptar os projéteis. O envolvimento da milícia xiita libanesa torna a situação regional ainda mais complexa.

O grupo armado pró-Irã havia prometido “confrontar a agressão israelense-americana, após o assassinato do aiatolá Ali Khamenei. A milícia cumpriu a ameaça ao afirmar, na segunda-feira, ter lançado mísseis e drones em direção à região de Haifa, no norte de Israel, pela primeira vez neste conflito, em uma ação que classificou como tentativa de “vingar” o líder iraniano.

“O Hezbollah vai pagar um preço alto”, declarou o chefe do Estado-maior do Exército israelense, Eyal Zamir.

Em resposta, forças israelenses bombardearam diversos pontos do sul do Líbano e também o bairro de Dahieh, em Beirute, considerado reduto do Hezbollah na capital.

Segundo o Ministério da Saúde libanês, 31 pessoas morreram e 149 ficaram feridas no balanço inicial dos ataques realizados nos subúrbios da capital e no sul do país.

Veículos da imprensa árabe confirmaram que os bombardeios israelenses mataram vários membros de alto escalão do Hezbollah, entre eles Haad Mohammed Raad, líder do bloco parlamentar do grupo e o número dois na hierarquia, subordinado apenas ao secretário-geral Naim Qassem.

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, condenou a ação da milícia xiita ao afirmar que os disparos de foguetes contra Israel “colocam em risco a segurança” do país e oferecem aos israelenses o “pretexto” para continuar atacando o território libanês.

Ao longo da madrugada, o Irã manteve o lançamento de mísseis balísticos contra Osrael, acionando sirenes em todo o país. Pela primeira vez nesta guerra, o Irã mirou Jerusalém, deixando cinco feridos.

No total, segundo a Estrela de David Vermelha, 12 pessoas morreram em Israel, a maioria em um ataque contra uma sinagoga que também funcionava como abrigo público em Beit Shemesh, cidade localizada a 20 quilómetros a oeste de Jerusalém.

No Irã, de acordo com a Sociedade do Crescente Vermelho, o número de mortos ultrapassa 200, e há cerca de 750 feridos. ANG/RFI

China/ Governo pede cessar de operações militares e destaca importância estratégica de Ormuz

Biissau, 02 Mar 26(ANG) – Pequim instou hoje ao cessar imediato das operações militares após a ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, alertando para o risco de escalada e defendendo que a segurança do estreito de Ormuz é de interesse comum.

A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou em conferência de imprensa que os ataques iniciados a 28 de Fevereiro “não contaram com autorização do Conselho de Segurança” das Nações Unidas e “violam o direito internacional”, apelando à prevenção de uma nova escalada.

Relativamente às advertências iranianas sobre o trânsito marítimo no Golfo Pérsico, Mao declarou que “o estreito de Ormuz e as suas águas circundantes são canais internacionais importantes para o comércio de bens e energia”.

“Salvaguardar a segurança e a estabilidade nesta região serve os interesses comuns da comunidade internacional”, acrescentou.

A porta-voz expressou ainda a preocupação de Pequim com um eventual “alastramento” dos combates a países vizinhos e sublinhou que a soberania, a segurança e a integridade territorial dos Estados do Conselho de Cooperação do Golfo “devem ser plenamente respeitadas”.

Questionada sobre o papel da China enquanto membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, Mao indicou que Pequim e Moscovo promoveram uma reunião de emergência do órgão e apoiam a continuação do seu papel na manutenção da paz e da segurança internacionais.

A responsável acrescentou que a China “não foi informada com antecedência” sobre as ações militares norte-americanas.

No domingo, Pequim condenou a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, classificando-a como uma grave violação da soberania do Irão e dos princípios da Carta das Nações Unidas.

ANG/Inforpress/Lusa


Irão/Morte de Ali Khamenei provoca onda global de reações e acelera transição no Irã

Bissau, 02 mar 26 (ANG) - O Irã decretou 40 dias de luto neste domingo (1º), após a morte de seu Líder Supremo, o aiatolá Ali Khamenei, assassinado no sábado (28) no ataque israelense-americano.


Teerã retaliou com ataques de mísseis contra Israel e Estados do Golfo e afirmou que sua resposta é “legítima”. A morte do líder provocou reações de governos e grupos armados em várias partes do mundo, enquanto o processo sucessório dentro do regime já foi acionado.

Alireza Arafi, clérigo e membro da Assembleia de Peritos e da Guarda Revolucionária Islâmica, foi nomeado neste domingo para compor o triunvirato responsável por conduzir a transição “o mais rápido possível” após a morte de Khamenei.

O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, declarou que vingar p Líder Supremo é um “direito e dever legítimo” da República Islâmica. Em discurso transmitido pela TV estatal, classificou a morte da “mais alta autoridade política do Irã e proeminente líder do xiismo” como uma “declaração de guerra contra os muçulmanos, e em particular contra os xiitas, em todo o mundo”.

A Guarda Revolucionária condenou “os atos criminosos e terroristas” atribuídos aos governos dos Estados Unidos e de Israel.

O Hamas lamentou a morte do líder iraniano, chamando o ataque de “abominável”. Já o Hezbollah afirmou que irá “confrontar a agressão” dos EUA e de Israel. Segundo Naim Qassem, chefe do grupo libanês pró-Irã, “quaisquer que sejam os sacrifícios, não abandonaremos o caminho da resistência”. O grupo, no entanto, não interveio desde o início da ofensiva americana e israelense no sábado.

No Iraque, o líder xiita Moqtada al-Sadr anunciou três dias de luto oficial e lamentou o “martírio” de Khamenei. Em Bagdá, manifestantes tentaram invadir a área da embaixada dos EUA, mas foram contidos pela polícia.

O presidente russo, Vladimir Putin, condenou o assassinato e enviou uma carta ao presidente iraniano oferecendo suas condolências. Ele classificou o ataque como uma violação “cínica” da moralidade humana e do direito internacional.

A China também condenou veementemente, no domingo, o assassinato do Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, reiterando seu apelo por "uma suspensão imediata das ações militares". Segundo Pequim, essa morte constitui "uma grave violação da soberania e segurança do Irã, um atropelamento dos propósitos e princípios da Carta da ONU e das normas básicas das relações internacionais", afirmou o Ministério das Relações Exteriores chinês, em um comunicado.

Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou a morte do aiatolá em sua rede social, chamando Khamenei de “uma das pessoas mais perversas da história” e afirmando que sua morte representa justiça para vítimas no Irã e no exterior.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que “a justiça foi feita” e que o “eixo do mal sofreu uma derrota esmagadora”, prometendo continuar agindo com firmeza para proteger o país.

Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, declarou que com a morte de Khamenei “a República Islâmica efetivamente chegou ao fim” e seria “relegada à lata de lixo da história”. Segundo ele, qualquer tentativa de sustentar o regime atual está condenada ao fracasso.

No Reino Unido, o secretário de Defesa, John Healey, afirmou que “poucas pessoas lamentarão” a morte do aiatolá e classificou o regime iraniano como “uma fonte de maldade”. Ele alertou que teme uma retaliação iraniana “cada vez mais indiscriminada”, possivelmente atingindo alvos civis.

O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, também afirmou que a morte de Khamenei “não será lamentada”. Ele responsabilizou o aiatolá pelos programas nucleares e de mísseis balísticos do regime, pelo apoio a grupos armados e pela violência cometida contra a população iraniana.

A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou neste domingo que a morte do Líder Supremo Ali Khamenei em ataques aéreos conjuntos entre EUA e Israel no Irã constitui um "momento decisivo" na história do país, enquanto a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a considerou tanto uma "esperança" quanto um "risco de instabilidade que poderia mergulhar a região em uma espiral de violência". 

A França só pode "saudar" a morte do Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, porque ele era "um ditador sanguinário", disse a porta-voz do governo francês, Maud Bregeon, neste domingo. "O aiatolá Khamenei oprimia seu povo, degradava mulheres, jovens e minorias, e é responsável pela morte de milhares de civis em seu país e na região", declarou ao programa Grand Jury, da RTL/M6/Le Figaro/Public Sénat. ANG/RFI/AFP

 

Vaticano/Papa apela ao fim da "espiral de violência" no no Médio Oriente

Bissau, 02 Mar 26 (ANG). - O Papa Leão XIV apelou hoje ao fim da “espiral de violência” no Médio Oriente, após os ataques lançados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que ripostou com ataques aéreos.

“Perante a possibilidade de uma tragédia de enormes proporções, exorto as partes envolvidas a assumirem a responsabilidade moral de parar esta espiral de violência antes que ela provoque uma fratura irreparável”, disse o Papa perante milhares de fiéis presentes na Praça de São Pedro, no Vaticano, onde assistiram ao Angelus.

“Acompanho com profunda preocupação tudo o que está a acontecer no Médio Oriente e no Irão nestas horas dramáticas. A estabilidade e a paz não se constroem com ameaças recíprocas nem com armas que semeiam destruição, dor e morte”, disse o papa norte-americano da janela do Palácio Apostólico.

A estabilidade, sublinhou, só pode ser construída “através de um diálogo razoável, autêntico e responsável”.Assim, Leão XIV apelou aos países envolvidos nesta crise, sem os citar expressamente, para que assumam a “responsabilidade moral” de terminarem a escalada bélica.

“Que a diplomacia encontre o seu papel e promova o bem dos povos que anseiam por uma coexistência pacífica baseada na justiça”, disse o Papa, que em seguida pediu orações pela paz.

O apelo do pontífice ocorreu um dia após o ataque com o qual os Estados Unidos e Israel procuram derrubar o regime iraniano e que resultou na morte, entre outros, do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, após 36 anos no poder da República Islâmica.

Em Teerão, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, advertiu que o Irão responderá aos atacantes com uma contundência “nunca antes vista”.

 

Por seu lado, o Presidente norte-americano Donald Trump avisou que atacarão o Irão com “uma força nunca antes vista” se este cumprir a sua ameaça de responder à ofensiva para vingar o líder assassinado.

A Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) anunciou ataques contra 27 bases militares dos Estados Unidos no Médio Oriente e alvos de Israel.

Da mesma forma, o Irão atacou os Emirados Árabes Unidos, o Qatar, o Bahrein, o Kuwait e o Curdistão iraquiano, entre outros, aliados dos Estados Unidos e onde este país tem bases militares.

ANG/Inforpress/Lusa

 

Irã/Pelo menos 555 mortos no Irão desde o início da guerra - Crescente Vermelho iraniano

Bissau, 02 Mar 26 (ANG) - Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques aéreos dos Estados Unidos e Israel, no sábado, afirmou hoje a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano.

Depois dos ataques “realizados em várias regiões, 131 cidades foram atingidas e, infelizmente, 555 dos nossos compatriotas foram mortos”, afirmou a organização, numa mensagem publicada nas redes sociais.

Face ao cenário, a Organização Mundial de Saúde pediu já que civis e instalações de saúde sejam poupados no Médio Oriente, apesar de o conflito estar a escalar e a abranger vários países e locais da região.

“A proteção dos civis e da saúde deve ser absoluta”, escreveu um dos responsáveis da organização, Hanan Balkhy, nas redes sociais.

“Todas as partes devem garantir que as instalações médicas se mantêm protegidas”, instou

Os Estados Unidos e Israel lançaram no sábado uma ofensiva militar de grande envergadura contra o Irão, que respondeu com ataques aos países vizinhos, sobretudo os que têm bases norte-americanas.

Na primeira onde de ataques contra Teerão, as forças conjuntas mataram dezenas de dirigentes iranianos, incluindo Ali Khamenei, de 86 anos, no poder desde 1989.

Estados Unidos e Israel alegaram ameaças iminentes do Irão para a ofensiva, apesar de estar a decorrer um processo de negociações entre Washington e Teerão sobre o programa nuclear iraniano.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, sugeriu que a ofensiva visava o derrube do regime da República Islâmica e apelou aos iranianos para que assumissem o poder após o fim da intervenção militar.

Teerão respondeu à ofensiva dos EUA e de Israel com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

Os Estados árabes do Golfo alertaram que podiam retaliar contra o Irão após os ataques que atingiram locais importantes e mataram pelo menos cinco civis, enquanto a França, a Alemanha e o Reino Unido admitiram poder juntar-se às forças norte-americanas. ANG/Inforpress/Lusa


Conflito Médio Oriente/CEDEAO preocupada com escalada de violência na região do Golfo

Bissau, 02 Mar 26 (ANG) - A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO),  associa-se à declaração da Comissão da União Africana que expressa profunda preocupação face à escalada das hostilidades na região do Golfo.

A informação consta num comunicado da organização sobre Desenvolvimentos recentes na Região do Golfo, à que a ANG teve acesso, através do gabinete de comunicação da Comissão da CEDEAO em Abuja(Nigéria).

O documento refere que  o Presidente da Serra Leoa e em exercício da CEDEAO,  Julius Maada, mostrou que a  intensificação das ações militares corre o risco de ampliar a instabilidade no Médio Oriente, com sérias consequências para a paz e a segurança internacionais em geral , e , em particular, para os mercados globais de energia,  comércio e as cadeias de abastecimento alimentar, especialmente para África e outras regiões vulneráveis.

Na nota a CEDEAO apela, por conseguinte, à todas as partes para que exerçam a máxima contenção e atuem em plena conformidade com a Carta das Nações Unidas e o Direito Internacional, em particular com os princípios da soberania, da integridade territorial e da resolução pacífica de litígios.

A organização regional oeste africana defendeu na missiva, a proteção das vidas civis e das infraestruturas críticas como prioridade absoluta, e apela  renovação dos esforços diplomáticos no âmbito dos mecanismos internacionais e regionais existentes, com vista a promoção do diálogo,  redução das tensões e ao restabelecimento da estabilidade.

“A CEDEAO endossa plenamente as declarações da União Africana sobre esta evolução e reafirma o compromisso da África Ocidental com o multilateralismo e com a resolução pacífica de conflitos”, lê-se no comunicado.. ANG/MSC//SG

EUA/Trump defende ataques ao Irã e sinaliza mais mortes de soldados americanos em meio à escalada

Bissau,02 Mar 26 (ANG) - No terceiro dia da operação militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, o conflito se estende ao Líbano e a outros países da região que abrigam bases militares americanas.

Essas localidades passaram a ser alvo de retaliações do regime islâmico e de aliados como o Hezbollah. No domingo (1), Donald Trump tentou justificar os ataques ao Irã, criticados por um terço dos americanos, afirmando que a ofensiva aérea busca garantir a segurança de longo prazo dos Estados Unidos.

Trump também preparou o terreno para a possibilidade de novas mortes de militares americanos e prometeu reagir às primeiras baixas. Em entrevista ao New York Times, o presidente declarou ter “três boas opções” para direcionar o Irã, sem revelar quais seriam. Em outra entrevista, à CBS News, afirmou que os bombardeios foram eficazes e abriram espaço para a diplomacia. Segundo ele, um acordo agora seria “muito mais fácil” porque, em suas palavras, o Irã estaria sendo “duramente atingido”. O presidente classificou os ataques como “um grande dia para os Estados Unidos e para o mundo” e disse que os iranianos demonstraram interesse em dialogar.

Teerã, porém, descarta qualquer negociação com Washington para encerrar o conflito. O chanceler Abbas Araqchi rebateu a narrativa americana, afirmando à Al Jazeera que o Irã sempre esteve aberto ao diálogo, mas acusou os Estados Unidos de atacarem justamente durante negociações em andamento. Ele lembrou que, em 2015, Teerã firmou um acordo nuclear com grandes potências globais, posteriormente abandonado por Washington. Segundo Araqchi, esse histórico coloca em dúvida a credibilidade dos EUA quando se trata de negociações.

O governo americano informou que o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine,concederão uma entrevista colectiva nestea segunda-feira pela manhã em Washington para detalhar a operação militar contra o Irã. A coletiva ocorrerá às 8h (10h no horário de Brasília).

Na terça-feira, Hegseth e Caine se reunirão com parlamentares do Congresso, acompanhados do secretário de Estado Marco Rubio e do diretor da CIA John Ratcliffe, para prestar esclarecimentos sobre os ataques. Rubio, inclusive, cancelou uma viagem que faria a Israel nesta semana devido à escalada do conflito.

Além dos protestos contrários à ação militar americana, ocorreram manifestações em apoio à ofensiva e à morte do líder supremo do Irã. No sábado, iranianos-americanos foram às ruas em cidades como Los Angeles e Nova York para celebrar a morte do aiatolá Ali Khamenei, atribuída a ataques conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel. Para parte da diáspora iraniana, o episódio representa um momento histórico que pode abrir caminho para uma mudança profunda no regime em Teerã.

Em Los Angeles, manifestantes exibiram bandeiras da era monárquica, cartazes agradecendo Donald Trump e slogans pedindo a libertação do Irã. Em Nova York, centenas se reuniram perto da sede da ONU e marcharam até a Times Square. Muitos relataram emoção e esperança de que a morte do líder supremo marque o início de uma nova fase política no país.

O governo britânico confirmou no domingo que autorizou os Estados Unidos a utilizarem bases militares do Reino Unido para ações de defesa contra o Irã. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro Keir Starmer, que afirmou que a medida busca impedir o lançamento de mísseis iranianos, proteger civis e evitar riscos a vidas britânicas e de países não diretamente envolvidos no conflito.

Pouco depois, o Ministério da Defesa do Reino Unido informou que um drone suspeito atingiu a base aérea de RAF Akrotiri, no Chipre, principal centro de operações britânico na região. Não houve vítimas. O secretário da Defesa, John Healey, declarou que mísseis balísticos teriam sido disparados em direção ao Chipre, informação negada pelo governo cipriota.

O impacto mais imediato ocorreu no mercado de petróleo. Diante do temor de interrupções no Estreito de Hormuz — rota de cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente — o barril do Brent chegou a subir 13%, ultrapassando US$ 82, o maior nível em mais de um ano.

A tensão também atingiu os mercados financeiros. As bolsas asiáticas abriram em queda nesta segunda-feira, com investidores reagindo ao risco de um conflito prolongado no Oriente Médio, após Trump declarar que os ataques podem continuar por semanas. ANG/RFI

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026


Ambiente
/"Comunicação Social é parceiro estratégico para um Estado ambientalmente consciente",diz Welena Silva

Bissau, 27 Fev 2026 (ANG) – O Diretor-geral da Autoridade de Avaliação Ambiental Competente (AAAC), Welena Silva, encara  a comunicação social como um parceiro estratégico para a construção de uma sociedade ambientalmente consciente.

Welena Silva que falava no  encerramento do Workshop de Sensibilização e Reforço de Capacidades dos Técnicos da Comunicação Social sobre Avaliação Ambiental e Social, sublinhou  que essa construção  depende, em grande medida, da forma como a informação é transmitida ao público.

Welena  destacou que jornalistas bem informados contribuem para maior transparência e participação pública nas decisões de desenvolvimento.

“A avaliação ambiental e social não constitui apenas um requisito técnico, mas também um instrumento estratégico para garantir que projetos, programas e políticas públicas, privadas ou comunitárias respeitem as pessoas,  comunidades e o ambiente”, disse, acrescentando que esse processo permite identificar riscos e promover benefícios sociais, sem exclusão de quem quer que seja..

Durante o encontro, que decorreu ao longo de dois dias(25 e 26), os participantes partilharam conhecimentos, debateram desafios e reforçaram o compromissos com um modelo de desenvolvimento responsável, inclusivo e sustentável.

O Diretor-geral salientou que as questões ambientais deixaram de ser um tema restrito à especialistas e passaram a ocupar um lugar central no futuro do país.

Welena Silva destacou ainda que a proteção do ambiente,  gestão sustentável dos recursos naturais,  preservação dos ecossistemas e o respeito pelos direitos das comunidades locais são hoje temas fundamentais, sobre os quais a disseminação por jornalistas  desempenha um papel decisivo.

De acordo com o responsável, a imprensa  contribui para a formação de opinião, orientação de decisões, fiscalização das políticas públicas e aproximação dos cidadãos aos grandes desafios nacionais.

O workshop  ainda abordou temas como os fundamentos legais e institucionais da avaliação ambiental e social,  técnicas de comunicação para uma difusão responsável da informação ambiental. Os participantes também analisaram casos práticos e debateram sobre o papel dos media na promoção de uma cultura de responsabilidade ecológica.

No encerramento, Welena Silva agradeceu a participação dos formandos e afirmou que o término da formação marca o início de uma nova fase de responsabilidade, encorajando os participantes a aplicarem na prática os conhecimentos adquiridos, em prol de uma Guiné-Bissau ambientalmente sustentável e socialmente justa.

A Autoridade de Avaliação Ambiental Competente reafirmou o compromisso de continuar a promover formações, sessões de capacitação e iniciativas de cooperação com diferentes setores da sociedade, incluindo os órgãos de comunicação social.

O Diretor-geral concluiu que a proteção do ambiente não é responsabilidade de uma única instituição, mas sim um compromisso nacional que exige conhecimento, responsabilidade e transparência para a construção do país desejado. ANG/MI/ÂC//SG

 

        Literatura/ Poetas da CPLP lançaram Antologia poética “ Chão do Mar”

Bissau, 27 Fev 26 (ANG) - Poetas da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP) lançaram a antologia poética Chão do Mar, uma obra que reúne 35 vozes da lusofonia contemporânea e afirma a poesia como território comum da língua portuguesa.

De acordo com a informação divulgada na página de Facebook da ONG Casa das Letras e Artes–Vasco Cabral, o evento foi organizado pelo escritor Francisco Conduto de Pina.

A antologia integra autores de sete países da CPLP - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, num total de 160 poemas que atravessam geografias, memórias e diferentes sensibilidades estéticas.

Informou que a diversidade temática e estilística presente na obra evidencia a vitalidade da criação poética no espaço lusófono e reforça o papel da língua portuguesa como instrumento de encontro e diálogo entre culturas.

A sessão de apresentação esteve a cargo da escritora angolana Ana Paula Tavares, distinguida com o Prémio Camões em 2025, cuja intervenção conferiu à cerimónia um profundo simbolismo.

Adiantou que, com a sua reconhecida autoridade literária, destacou a importância de projetos coletivos que promovem a circulação de vozes e consolidam pontes culturais dentro da comunidade de língua portuguesa,  sublinhando ainda que a poesia continua a ser um espaço de resistência, memória e reinvenção identitária.

O ambiente da sessão foi marcado por momentos de leitura e reflexão, num diálogo entre autores e público que reforçou o espírito do festival literário.

A Casa das Letras e Artes–Vasco Cabral, disse que o lançamento de Chão do Mar confirmou-se, assim, como um dos momentos altos desta edição do Correntes d’Escritas, consolidando-se como um gesto de celebração da palavra poética e da pluralidade que caracteriza o universo lusófono.

Mais do que uma simples coletânea, Chão do Mar afirma-se como um manifesto literário de convergência um chão comum onde o mar da língua portuguesa une margens, histórias e futuros possíveis. ANG/JD/ÂC

Regiões/Governadora de Gabu ordena encerramento de postos de combustíveis ilegais após tragédia em Bafatá

Gabú, 27 Fev 26 (ANG) - A governadora da região de Gabu, leste do país, anunciou, quarta-feira, o encerramento de todos os postos de venda de combustível que operam em condições precárias naquela localidade.

De acordo com TV Bantabá, a medida  representa o cumprimento de uma decisão do Governo central de cessação das  actividades de postos de abastecimento informais em todo o território nacional, na sequência do acidente com um depósito de combustíveis em Bafatá, que terá causado até quarta-feira nove mortos e  mais de 163 feridos, alguns em estado considerado grave.

Numa reunião com os responsáveis dos postos de abastecimento de combustíveis naquela cidade,  Eliza Maria Tavares Pinto justificou a decisão com a necessidade de reduzir os riscos para a população.

"O que ficou claro neste encontro é que os trabalhos de fiscalização vão prosseguir. vamos inspeccionar todas as unidades e encerrar imediatamente as que não oferecerem condições mínimas de segurança", afirmou.

Segundo ela, mesmo antes do sucedido em Bafatá, sempre viviam sob ameaça constante devido à forma como muitos postos de combustível funcionam naquela zona leste do país.

Lassana Sanhá, em representação dos vendedores de combustíveis locais, garantiu que os operadores irão adequar-se às novas exigências das autoridades

"Comprometemo-nos a cumprir as orientações das autoridades e se, algum posto não tiver capacidade para se regularizar, aceitaremos a aplicação da lei,   seu encerramento", declarou Sanhá.

O Comandante dos Bombeiros de Gabu, Mamadú Aliu Djaló, elogiou a postura do governo regional, explicando que a tragédia em Bafatá sensibilizou todos os guineenses no que tange a  existência de postos de venda de combustíveis sem condições mínimas de segurança .

O incêndio em Bafatá, cujo balanço mais recente aponta para nove mortos e mais de 163 feridos com queimaduras de segundo e terceiro grau, motivou uma revisão das políticas de controlo de combustíveis no país.

ANG/MSC/ÂC//SG

 

França/Relatório expõe racismo estrutural enfrentado por jovens imigrantes e negros

Bissau, 27 Fev 26 (ANG) - Um relatório publicado  quinta-feira (26), na França, revela que um quarto dos jovens imigrantes, descendentes de imigrantes ou nascidos no exterior sofreu discriminação com base na cor da pele, origem ou nacionalidade nos últimos cinco anos, inclusive em instituições do Estado, como escolas e universidades.

Segundo o documento, essas discriminações são “cumulativas e estr
uturais” e devem ser tratadas como prioridade pelo Estado.

De acordo com o relatório Jeunesses et discriminations fondées sur l’origine: répondre à l’impératif d’égalité (Juventude e discriminação com base nas origens: respondendo ao imperativo da igualdade, em tradução livre), elaborado pela Defensória dos Direitos – autoridade administrativa independente que tem entre suas funções combater discriminações e o racismo institucional – as ocorrências aparecem em diferentes momentos da vida: na escola, no ensino superior, no acesso à moradia, ao emprego, à saúde e nas interações com instituições públicas.

A análise se apoia em queixas formais recebidas pela instituição, além de relatos de jovens afetados e de profissionais que os acompanham (educadores, trabalhadores sociais etc.). Também foram utilizados dados estatísticos disponíveis, análises qualitativas de práticas discriminatórias e exemplos de casos reais relatados.

O relatório, de 103 páginas, salienta que as discriminações começam já na infância, pois a escola é permeada por elas, “frequentemente inconscientes e sistémicas”. Elas se manifestam pela falta de mixidade social, escolhas de orientação influenciadas pela origem, estigmatização e até violências físicas.

O documento reconhece que as discriminações na escola, na França, “parecem ser um tabu”. Segundo o relatório, “a escola francesa se inscreve historicamente em uma perspectiva de igualdade herdada da tradição republicana, que exige neutralidade, universalidade e tratamento idêntico para todos os alunos”.

Porém, “o reconhecimento das discriminações confronta essa concepção ideal da escola francesa. (...) Ao limitar a discriminação a atos individuais e isolados, em vez de compreendê-la como parte de um fenómeno sistémico, essa interpretação tende a permanecer focada em estudantes ou em alguns poucos funcionários, apresentados como exceções raras e lamentáveis”, explica o documento.

“Frequentemente me confundiam com outras meninas negras na sala de aula e presumiam que eu tinha laços familiares com outros alunos negros, quando isso não era verdade”, diz o testemunho de uma jovem de 21 anos citado no relatório.

“Uma professora de francês, na décima série, nos disse sem rodeios para não continuarmos os estudos gerais (recomendando os profissionalizantes) porque éramos estrangeiros e nunca teríamos sucesso, mesmo depois de eu lhe dizer que meu sonho era ser piloto e que minha amiga queria ser advogada”, relata outra jovem de 19 anos.

Os atos racistas tiveram um aumento acentuado nas escolas, passando de 870 casos relatados em 2022–2023 para 1.960 em 2023–2024 (+125%), diz o documento.

No ensino superior, as discriminações não diminuem e podem inclusive piorar, devido à estrutura que privilegia a autonomia e tem menos intervenções educacionais. De acordo com o relatório, as políticas de combate às discriminações até existem, mas seu impacto é limitado.

Os jovens enfrentam barreiras já no acesso aos cursos universitários, e as desigualdades persistem no cotidiano, afetando a integração, a construção de uma rede social e as oportunidades.

“Na minha universidade, no segundo ano, alguns dos meus colegas franceses alegaram que não queriam estar no mesmo grupo que eu e outros estudantes negros porque não queriam se misturar connosco, e isso sem qualquer consequência, diante de professores que nos obrigavam a nos virar sozinhos na formação dos grupos”, relata uma jovem de 22 anos.

A importância do diploma para a inserção profissional na França agrava o problema, salienta o relatório. Posteriormente, jovens imigrantes ou descendentes de imigrantes são confrontados com recusas discriminatórias desde a busca por estágios até o mercado de trabalho. Esse acúmulo afeta oportunidades económicas e trajetórias profissionais

As barreiras também são significativas no acesso à habitação, um dos campos onde a discriminação é mais documentada na França.

Ela ocorre em várias fases da locação: na triagem dos candidatos, na escolha dos bairros e nas práticas de agentes imobiliários e proprietários.

“Com perfis económicos estritamente equivalentes (dois funcionários públicos, um percebido como francês e o outro como norte-africano), candidatos de minorias recebem significativamente menos ofertas de visitas ou propostas de aluguel”, diz o relatório.

 “Embora uma candidatura financeiramente sólida possa reduzir a extensão das disparidades, ela não é suficiente para eliminar o tratamento diferenciado”, complementa.

Os casos mais frequentemente relatados dizem respeito a proprietários ou agentes imobiliários que, ao se depararem com um candidato negro ou de origem estrangeira, anunciam repentinamente que o imóvel já está alugado e se recusam a mostrá-lo.

Muitos jovens descrevem mudanças imediatas de atitude durante o encontro presencial: tom mais ríspido, frieza repentina, comentários intrusivos ou condescendentes. Esse tipo de situação acaba levando jovens a adotar estratégias para evitar discriminação durante a análise da candidatura – como não enviar foto, mudar o nome ou ocultar o local de residência.

As mesmas estratégias são frequentemente usadas na elaboração do currículo e no mercado profissional.

O relatório sublinha que essa discriminação tem impactos múltiplos na vida social e profissional destes jovens.

O relatório inclui um capítulo específico sobre saúde: há obstáculos discriminatórios no acesso ao sistema de cuidados.

A taxa de negligência em relação à saúde, que está em ascensão na população em geral, é particularmente alta entre os jovens: 74% dos jovens de 18 a 24 anos relataram ter deixado de procurar atendimento médico nos últimos 12 meses.

No caso dos imigrantes, descendentes de imigrantes e negros, preconceitos e estereótipos influenciam comportamentos e práticas de profissionais de saúde, resultando em desigualdades e deterioração dos cuidados e da saúde, especialmente quando se trata de mulheres.

“Tive muitas experiências desagradáveis com profissionais de saúde. Primeiro, desde muito jovem, com meu clínico geral, que constantemente minimizava minha dor e prescrevia medicamentos genéricos para se livrar de mim.

Finalmente, aos 25 anos, fui diagnosticada com uma doença autoimune no estômago, depois de trocar de clínico e lutar para ser levada a sério”, relata uma jovem de 25 anos.

Embora os jovens sejam o segmento da população que mais reconhece e denuncia a discriminação, são também os que menos conhecem seus direitos de recurso.

 “Para essa faixa etária, marcada por múltiplas fragilidades e vulnerabilidades, a discriminação tende a corroer não apenas suas trajetórias de vida, mas também seu senso de pertencimento, sua confiança nas instituições e na promessa republicana, que são o alicerce de nossa coesão social”, lamenta o documento, que também apresenta recomendações.

Entre elas estão: tornar obrigatórias as formações sobre preconceitos raciais destinadas a professores e profissionais, reavaliar o sistema de alocação escolar para reduzir a segregação, intensificar ações de sensibilização no mercado imobiliário e melhorar a medição e o acompanhamento das denúncias. ANG/RFI

Coreia do Norte/Para Kim Jong‑un, 'boas relações' com EUA dependem de reconhecer Coreia do Norte como potência nuclear

Bissau, 27 Fev 26 (ANG) - O líder norte‑coreano Kim Jong‑un afirmou que Pyongyang poderia “ter boas relações” com os Estados Unidos caso Washington reconheça o país como potência nuclear.

A informação foi divulgada nesta quinta‑feira (26) pela mídia estatal norte-coreana.

Se Washington “respeitar o status atual de potência nuclear do nosso país, conforme estipulado na Constituição e abandonar sua política hostil, não há razão para que não possamos nos dar bem com os Estados Unidos”, declarou Kim Jong‑un, segundo a agência oficial KCNA.

 

Em 2021, Kim designou os EUA como o “maior inimigo” de sua nação durante o congresso do partido, mas o presidente americano Donald Trump vem multiplicando elogios ao líder norte‑coreano. Durante uma viagem pela Ásia no ano passado, Trump afirmou estar “100% aberto” a um encontro com Kim Jong‑un e chegou a admitir que a Coreia do Norte é, “de certa forma, uma potência nuclear”.

Há especulações sobre a possibilidade de uma reunião entre ambos à margem da visita de Trump à China, prevista para abril. Em seu primeiro mandato, o presidente americano se encontrou três vezes com Kim Jong‑un na tentativa de alcançar um acordo de desnuclearização, sem sucesso.

Kim passou a considerar a vizinha Coreia do Sul como seu “pior inimigo”. No fim do 9º congresso do Partido dos Trabalhadores, que terminou na noite de quarta‑feira (25), Kim Jong‑un rejeitou as ofertas de diálogo de Seul, aliada de Washington em segurança.

 

A Coreia do Norte “não tem absolutamente nada a ver com a Coreia do Sul, seu inimigo mais hostil, e excluirá para sempre a Coreia do Sul da categoria de compatriotas”, afirmou Kim, segundo a KCNA. O presidente sul‑coreano Lee Jae Myung trabalha, desde sua posse em junho, para retomar o diálogo bilateral — até agora sem resposta do regime norte‑coreano.

Em janeiro, Pyongyang anunciou ter abatido um drone vindo do sul perto da cidade de Kaesong, próxima da fronteira entre os dois países, e cobrou explicações de Seul. Lee condenou o episódio, alertando que ações desse tipo podem desencadear uma guerra entre países que nunca assinaram um tratado de paz após o conflito de 1950–1953.

A Coreia do Norte, que possui armas nucleares, é alvo de várias séries de sanções por seus programas militares. Pyongyang produz, inclusive, material nuclear suficiente para montar até 20 armas atômicas por ano, segundo estimativas da presidência sul‑coreana divulgadas em Janeiro.

Fontes diplomáticas sul‑coreanas afirmam que o Comitê de Sanções da ONU sobre a Coreia do Norte planejava conceder isenções para projetos de ajuda humanitária — medida que permitiria a Washington e Seul retirar o pretexto usado por Pyongyang para evitar o diálogo, segundo analistas.

Pyongyang alterou sua Constituição em 2024 para definir a Coreia do Sul como um “Estado hostil”, pela primeira vez. O congresso do partido único, que ocorre tradicionalmente a cada cinco anos, começou em 19 de fevereiro. É o evento político mais importante da Coreia do Norte, destinado a reforçar a autoridade do regime.

Kim Jong‑un foi reconduzido por unanimidade ao posto máximo de secretário‑geral do partido, que dirige o país comunista desde os anos 1940. Altos oficiais do Exército prestaram a ele “um juramento de lealdade”, segundo a agência estatal. A influente Kim Yo Jong, irmã de Kim Jong‑un, foi promovida pelo partido durante o congresso quinquenal, tornando‑se diretora de departamento plena — e não mais diretora‑adjunta.ANG/RFI/Agências