quarta-feira, 29 de abril de 2026

EUA/Copa nos Estados Unidos vira desafio de orçamento para torcedores: 'está todo o mundo revoltado'

Bissau, 29 Abr 26 (ANG) - Assistir aos jogos de uma Copa do Mundo nunca foi barato, mas o Mundial nos Estados Unidos parece estar extrapolando  os limites. Ingressos que podem chegar à casa dos milhões de dólares, custos elevados para conseguir um visto, conforme o país de origem, e agora a gota d’água são os valores do transporte público para chegar aos estádios, que podem chegar a US$ 100, ou mais de R$ 500.


Para o público brasileiro, a Copa nas Américas – com jogos também no México e no Canadá – facilita em relação às sedes das últimas competições.

O preço de passagens aéreas é menor do que foi para o Catar e a Rússia. Entretanto, todo o resto da conta corre o risco de sair mais alto: hospedagens, transportes e restaurantes, além da tradicional gorjeta nos serviços, que chega a 20% nos Estados Unidos. Muitos torcedores desistiram da viagem.

“Quando é uma pessoa sozinha, ela se vira, vai no amor e fica no sofá de alguém. Mas quando é para quatro pessoas, a gente viu que muita gente não vai conseguir ir porque o custo aumentou muito”, afirma Fernanda Zaguis, consultora em planejamento e gestão do Movimento Verde e Amarelo, que desde 2008 organiza a ida de brasileiros para as Copas.

Ao contrário de 2022 e 2018, quando o transporte público para os estádios era gratuito, desta vez os gastos com o trajecto terão de ser considerados. Em Boston, o valor do trem para o Estádio Gillette, em Foxborough, a cerca de 50 quilômetros da metrópole, estará quase 10 vezes mais caro que o normal, num total de US$ 80. A viagem de ida e volta no ônibus Express, reservado para portadores de ingressos, custará US$ 95.

Em Nova York, o valor é semelhante (US$ 100 ida e volta) para ir de Manhattan ao MetLife Stadium, em East Rutherford. “Está todo mundo revoltado. Acho que vai ser até mais caro do que no Catar, que era um país caro, mas a gente não tinha que ficar mudando de lugar. Não tinha voos internos e economizamos nisso”, lembra Zaguis. “Estamos juntando a galera para chegarmos ao máximo de pessoas possível e reduzir o preço.”

Os ingressos são outro problema. A partida final, em 19 de Julho, não sai por menos de US$ 11 mil (R$ 54 mil) na plataforma oficial da Federação Internacional de Futebol (Fifa).

Os mais caros disparam para US$ 2,3 milhões).Essa tem sido a realidade desde que a entidade adotou um sistema de preços dinâmicos para aumentar os seus lucros, explica Pim Verschuuren, especialista em gestão do esporte e professor-associado da Universidade de Rennes 2, na França.

“Quatro anos de futebol são financiados em um mês de Copa do Mundo, mas existe o problema de manchar o discurso da FIFA de que o futeboldeve ser o desporto mais popular do mundo, universal”, pondera. “É verdade que essas tarifas excessivas permitem financiar o futebol, mas também financiam a própria Fifa, onde temos problemas antigos de governança.

O dinheiro infelizmente não vai todo para os praticantes de futebol e a todos os que se envolvem com o desporto”, constata.

 

Outro ponto delicado é a própria entrada nos Estados Unidos, que preocupa os torcedores dos países pobres e em desenvolvimento, alvos prioritários da polícia anti-imigração americana nos últimos meses.

Restrições de entrada são aplicadas a países como Haiti, Senegal e Costa do Marfim, mas podem ser contornadas com o pagamento de uma caução que vai de US$ 5 mil a US$ 10 mil.

O Brasil não está nesta lista, que inclui 47 países, a maioria africanos. Mas, mesmo assim, o torcedor que precisa de visto teve de desembolsar a quantia de US$ 435 para a obtenção do documento – e ainda muitos tiveram o pedido recusado.

“Muita gente teve o visto negado. Muita mesmo, principalmente músicos, profissionais liberais, e já estavam com tudo comprado, passagem, voo”, aponta Fernanda Zaguis. “Não teve o que fazer.”

O maior sindicato do estádio de Los Angeles exige garantias de que todos os torcedores com ingressos poderão cruzar as fronteiras americanas – do contrário, ameaça fazer greve durante as competições.

“É um jogo político, e a Fifa está presa na sua própria armadilha porque o seu modelo económico depende de os países anfitriões administrarem todos os aspetos de segurança e hospitalidade, enquanto as receitas vão diretamente para os cofres da Fifa”, indica Verschuuren. “Infelizmente, agora este modelo está sendo desafiado porque a federação não tem controle real sobre o que é feito.”

O receio de enfrentar problemas na imigração e a perspectiva de gastos afetam os planos de torcedores pelo mundo, inclusive nos países ricos. Na França, uma pesquisa divulgada pela BetFirst apurou que para assistir aos três primeiros jogos dos “bleus” na Copa, é preciso gastar em média € 4,8 mil.

Em Março, a Organização dos Torcedores Europeus (FSE, na sigla em inglês), entrou com uma queixa contra a Fifa para denunciar os preços “exorbitantes” do Mundial, além de um procedimento considerado “opaco e desleal” de venda de ingressos. ANG/RFI

 

Desporto/Ex-internacional  Zezinho assina pela UDIB e promete colocar experiência adquirida no futebol europeu ao serviço do clube

Bissau,29 Abr 26 (ANG) – O ex-internacional guineense pelo “Djurtus” José Luís Mendes Lopes vulgo (Zezinho), acaba de assinar terça-feira um contrato para representar  a União Desportiva Internacional de Bissau (UDIB).

Zezinho prometeu colocar a experiência adquirida no futebol europeu ao serviço do clube guineense.

Em declarações à imprensa desportiva, após a assinatura do contrato o centro campista guineense  disse que está muito contente por estar de regresso ao futebol guineense onde deu os seus primeiros passos, antes de partir para o futebol europeu.

“O meu sonho era terminar a minha carreira no meu país, onde iniciei como futebolista. Agradeço à UDIB e  todas as pessoas que tornaram este sonho  uma realidade, Aproveito ainda o momento para manifestar a minha indignação face aos comentários desmotivadores que tenho acompanhado nas redes socias, sobre a minha decisão de terminar a carreira na Liga-Orange do meu país”, disse o futebolista.

Zezinho garante que, irá representar o clube com dedicação, carinho e profissionalismo.

“A escolha de assinar pela UDIB se deve, sobretudo, ao facto de ter sido o único clube guineense que desde 2022, demostrou interesse do meu regresso ao futebol nacional”, revelou Zezinho.

Segundo os dados estatísticos divulgados pelo Portal Fut 245, o ex-internacional guineense  teve a sua última passagem pelo futebol nacional, na época (2007/2008), ao serviço do Sporting Clube da Guiné-Bissau (SCGB), antes da sua ida para Portugal.

A UDIB que milita na primeira liga guineense de futebol, ocupa actualmente a  8ª posição da tabela classificativa do campeonato nacional da época 2025/2026 e já sagrou-se campeão nacional de futebol por 04 vezes.

O mais recente título, foi conquistado nas épocas de 2003/2019, e os dois anteriores, foram nas temporadas do ano de 1976/85  ANG/LLA/ÂC//SG  

 

Segurança no Trabalho/ Ministra da Administração Pública diz que prevenção de acidentes de trabalho e doenças é prioridade permanente

Bissau, 29 Abr 26 (ANG) – A ministra Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, disse, terça-feira, que a prevenção de acidentes de trabalho e doenças profissionais deve ser  “prioridade permanente” para todos os intervenientes: Governo, empregadores, trabalhadores e a sociedade em geral.


Assucénia Donate de Barros fez esta declaração em mensagem aos trabalhadores, por ocasião do Dia Mundial da Segurança e Saúde no trabalho, assinalado terça-feira, 28 de Abril.

A governante  defendeu que se  deve reforçar a importância da promoção de ambientes laborais seguros, saudáveis e dignos.

Acrescentou que  a segurança e a saúde no trabalho não são apenas obrigações legais, mas também valores fundamentais que contribuem para o desenvolvimento sustentável, o aumento da produtividade e a valorização do capital humano.

“Investir na prevenção é salvar vidas, reduzir custos sociais e fortalecer as instituições”, frisou.

Assucénia Barrosl reafirmou o compromisso do Governo de  continuar a implementar políticas públicas eficazes, fortalecer os mecanismos de fiscalização e promover campanhas de sensibilização que incentivem uma cultura de prevenção e responsabilidade partilhada.

“Neste Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, apelamos à todos os cidadãos e entidades para que redobrem os esforços na construção de locais de trabalho mais seguros e inclusivos”, disse. ANG/JD/ÂC//SG

OPEP/Saída dos Emirados Árabes Unidos amplia instabilidade do mercado do petróleo

Bissau, 29 Abr 26 (ANG) - Os Emirados Árabes Unidos anunciaram nesta terça‑feira (28) sua saída da OPEP e também da OPEP+, em um movimento que representa um duro golpe para os dois principais grupos de países exportadores de petróleo e, em particular, para a Arábia Saudita, que lidera a organização.


 A decisão ocorre em um momento delicado, marcado por um choque energético histórico provocado pela guerra no Oriente Médio e por crescentes sinais de instabilidade na economia global.

Membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo desde 1967, os Emirados Árabes Unidos participaram durante quase seis décadas da estratégia coletiva de controle da oferta.

A saída surpresa pode aprofundar divisões internas e enfraquecer o cartel, que tradicionalmente busca projetar uma frente unida, mesmo diante de divergências recorrentes — que vão de disputas geopolíticas a desacordos sobre cotas de produção.

O anúncio ocorre em um contexto particularmente sensível para os países produtores do Golfo. As exportações de petróleo da região enfrentam sérias dificuldades desde o fechamento efectivo do Estreito de Ormuz pelo Irã, logo após o início da guerra lançada pelos Estados Unidos e por Israel, em 28 de fevereiro.

Por essa faixa marítima estratégica, situada ao longo da costa iraniana, transitam normalmente cerca de 20% do petróleo bruto e do gás natural liquefeito consumidos no mundo.

O bloqueio transformou o estreito em um dos principais focos de tensão do conflito, fez os preços do petróleo dispararem e lançou uma forte incerteza sobre as perspectivas económicas globais.

A saída dos Emirados Árabes Unidos da OPEP também representa uma vitória política para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, crítico histórico do cartel. O líder americano acusou repetidamente a organização de “roubar o resto do mundo” ao manter artificialmente elevados os preços do petróleo.

Aliado estratégico de Washington e centro comercial regional, Abu Dhabi vinha demonstrando crescente descontentamento com a postura de outros países árabes diante dos ataques iranianos sofridos desde o início da guerra. A crítica se tornou pública na véspera do anúncio.

Durante uma sessão do Fórum de Influenciadores do Golfo, na segunda‑feira (27), o conselheiro diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos, Anwar Gargash, classificou como fraca a resposta coletiva do mundo árabe e do Golfo.

“Os países do Conselho de Cooperação do Golfo se apoiaram logisticamente, mas, do ponto de vista político e militar, acho que essa foi a posição mais frágil de sua história”, afirmou. “Eu já esperava essa postura da Liga Árabe, mas não a do Conselho de Cooperação do Golfo”, acrescentou.

O ministro da Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail bin Mohammed Al Mazrouei, afirmou à Reuters que a saída da OPEP e da OPEP+ dá ao país maior margem de manobra, já que Abu Dhabi deixa de ter compromissos formais com o grupo. Segundo ele, a decisão foi tomada sem consultas diretas a outros membros, incluindo a Arábia Saudita.

Analistas veem o gesto como um ponto de inflexão para o mercado de petróleo. Para Jorge Leon, da consultoria Rystad, os Emirados Árabes Unidos estão entre os poucos membros da OPEP que, ao lado da Arábia Saudita, dispõem de significativa capacidade ociosa — uma ferramenta fundamental para a influência do cartel sobre os preços.

“Embora o impacto imediato possa ser limitado, dadas as interrupções atuais no Estreito de Ormuz, a implicação de longo prazo é um enfraquecimento estrutural da OPEP”, avalia.

Fora da organização, diz o analista, os Emirados Árabes Unidos têm tanto a motivação quanto a capacidade para aumentar sua produção, o que levanta dúvidas sobre a sustentabilidade do papel saudita como principal estabilizador do mercado.

Sem a força coletiva da OPEP para absorver choques de oferta, o mercado global de petróleo pode se tornar ainda mais volátil — em um momento em que a energia já se tornou um dos principais vetores de instabilidade econômica e geopolítica no mundo. ANG/RFI/AFP

 

Comércio inter-regional/ Mercado Comum de alimentos da CEDEAO movimenta quase 10 bilhões de dólares

 

Bissau, 29 Abr 26 (ANG) – O comércio de alimentos na Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental ( CEDEAO) é estimado em quase US$ 10 bilhões, dos quais aproximadamente 85% estão no setor informal, revelaram os participantes da reunião conjunta de alto nível entre a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico ( OCDE) e a CEDEAO, que teve início na terça-feira, 28 de Abril de 2026, em Abidjan.

 

Realizada sob o tema "Construindo o Mercado Comum da CEDEAO: Fortalecendo o Comércio Intrarregional de Produtos Alimentares na África Ocidental", esta reunião destaca tanto o dinamismo do comércio regional quanto a necessidade de eliminar as restrições estruturais que impedem seu pleno desenvolvimento.

Ao abrir os trabalhos em nome do governo da Costa do Marfim, o Ministro Jean Louis Moulot , representando seu colega responsável pela Integração Africana, lembrou os progressos alcançados pela CEDEAO em termos de integração, em particular através do protocolo sobre a livre circulação de pessoas, do regime de liberalização comercial e da tarifa externa comum.

 

Ele enfatizou a necessidade de fortalecer a coerência entre as políticas comerciais, os investimentos, a segurança alimentar, a proteção do consumidor, o meio ambiente e a mobilidade. "O comércio intrarregional, particularmente no setor de alimentos, continua sendo a expressão mais tangível de integração para o nosso povo", afirmou.

A Costa do Marfim, empenhada em modernizar seus corredores e digitalizar os procedimentos alfandegários, pretende fazer do comércio regional uma alavanca para a resiliência econômica e a criação de empregos, acrescentou ele.

Falando em nome do Presidente da Comissão da CEDEAO , a Comissária para os Assuntos Econômicos e Agricultura, Kalilou Sylla , destacou que o mercado regional constitui "um seguro" contra as incertezas globais, ao mesmo tempo que oferece oportunidades para mulheres e jovens.

Ele, no entanto, destacou o paradoxo da produção recorde de cereais, estimada em 80 milhões de toneladas, contrastando com as recorrentes crises alimentares na região. Considerou essa situação "inaceitável" dado o potencial existente, e apelou para uma ação coordenada entre os estados, as instituições regionais e os parceiros.

A diretora do Clube do Sahel e da África Ocidental (SWAC) da OCDE , Nana Touré , observou que a parceria entre sua instituição e a África Ocidental remonta a várias décadas. Ela afirmou que o mercado comum da CEDEAO já é uma realidade, defendendo reformas aceleradas, maior disponibilidade de dados e aumento do investimento.

A vice-chefe de cooperação da Embaixada da Alemanha na Costa do Marfim, Danja Bergman , identificou diversos obstáculos persistentes, incluindo barreiras não tarifárias, déficits de infraestrutura, acesso limitado a financiamento e insuficiência de dados confiáveis ​​e harmonizados.

Ela saudou as iniciativas empreendidas no âmbito do programa EAT da OCDE/SWAC, que visam fortalecer a produção de dados e orientar as políticas públicas.

Paralelamente a esta reunião, estão sendo realizadas em Abidjan diversas sessões técnicas e ministeriais sobre temas como investimento regional, meio ambiente, gestão de fronteiras e proteção do consumidor. Espera-se que essas discussões resultem em um plano de ação operacional para fortalecer o mercado comum, um dos pilares da Visão 2050 da CEDEAO. ANG/Faapa


Médio Oriente/Iranianas desafiam o regime e circulam sem véu nas ruas após cessar-fogo

Bissau, 29 Abr 26 (ANG)-, Imagens de mulheres nas ruas de Teerã sem cobrir a cabeça se multiplicam, desde que foi estabelecido um cessar-fogo entre os Estados Unidos, Israel e o Irã.

O desafio ao uso obrigatório do véu, um dos pilares da República Islâmica, levanta questionamentos: trata‑se de um momento passageiro de tolerância, de uma ilusão de mudança ou do sinal de uma transformação mais profunda no país? 

Nas ruas da capital iraniana, a vida voltou a ocupar o espaço público. Vendedores ambulantes e músicos retomaram as calçadas, enquanto homens armados e postos de controle praticamente desapareceram, com exceção de algumas praças estratégicas.

Mas o que mais chama a atenção é a presença crescente de mulheres sem véu muitas vestindo roupas com estilo ocidental. Para várias delas, há uma sensação inédita de liberdade — ainda que frágil.

Ziba, iraniana de cerca de 40 anos, é uma delas. Ela conversou com a RFI sobre o fenómeno.

“O véu nos foi imposto em 1979 como um valor externo. Com o tempo, entendemos que não era um valor nosso. Para rejeitá‑lo e conquistar o que queremos, pagamos um preço muito alto. Isso é uma grande vitória. E vamos defendê‑la com unhas e dentes. Não vamos abrir mão dela.”

Durante os protestos de 2022, desencadeados pela morte de Mahsa Amini — presa por não usar o véu “de forma adequada” —, muitas mulheres adotaram a estratégia de carregar um lenço sobre os ombros, caso fossem repreendidas pela polícia. Agora, até esse gesto preventivo desapareceu. As autoridades parecem tolerar a situação e demonstram relutância em intervir.

Essa aparente flexibilização, porém, não convence a todas. É o caso de uma pintora iraniana, contatada de Paris, que pediu anonimato.

“Isso não é, de forma alguma, um sinal de mudança do governo. Não houve nenhum avanço real nos direitos das mulheres.”

Segundo ela, que vive em Teerã, a realidade continua a mesma:

“Apesar das aparências, não houve mudança concreta nas liberdades individuais.”

A obrigatoriedade do véu segue prevista em lei e permanece como um dos pilares da teocracia iraniana. O que mudou foi a aplicação da regra, agora menos rigorosa — ao menos em alguns bairros de Teerã e em certas cidades do país.

Essa tolerância já havia sido observada durante a guerra de Junho de 2025 contra Israel e se manteve nos protestos de Dezembro contra o alto custo de vida. Também persiste no contexto da guerra entre Estados Unidos e Israel, atualmente suspensa por um cessar‑fogo considerado frágil.

“Há três anos, isso era inimaginável”, diz Zahra, de 57 anos, moradora de Isfahan, no centro do Irã.

“Não uso mais o véu, mas gostaria de ter vivido algo assim na juventude”, conta.

Apesar disso,o hijab não desapareceu do cotidiano. As temidas vans brancas da polícia da moralidade quase não patrulham mais as ruas, mas mulheres sem véu ainda podem ser abordadas. Em bancos, universidades e prédios administrativos, o uso continua sendo exigido.

Por trás das imagens que circulam nas redes sociais — mulheres sem véu em cafés e espaços públicos — há também custos e punições. Negin, gerente de um café em Teerã, lembra que a exposição cobrou seu preço. “Pagamos muito caro por isso”, afirma. “Fomos tratadas com brutalidade durante anos, e isso continua. Nosso estabelecimento já foi fechado várias vezes, recebemos multas e fomos forçadas a pagar subornos.”

O que mais a revolta é o discurso oficial. “Quando dizem que isso é ‘liberdade’ e que as mulheres hoje são mais livres, isso me enfurece”, diz a jovem de 34 anos.

De fato, os direitos das mulheres seguem severamente limitados no Irã. O governo reprimiu com mãos de ferro os protestos de dezembro e janeiro, com dezenas de milhares de prisões. Durante o conflito mais recente, milhares de pessoas também foram detidas, segundo organizações de direitos humanos.

A ONG Anistia Internacional avalia que a “resistência generalizada” à essa obrigação pressionou as autoridades nos últimos anos. Hoje, imagens de mulheres sem véu aparecem até na televisão estatal — desde que elas demonstrem lealdade ao regime e denunciem os inimigos da República Islâmica.

Para Sahrzad, dona de casa de 39 anos, isso não representa uma mudança real.

“Todos os dias, mais mulheres vencem o medo e saem sem hijab. Esse movimento está se espalhando”, diz. “Mas não vejo nenhuma transformação no sistema.”

Ela é categórica:

“Nada mudou, exceto os vídeos exibidos na TV estatal de jovens sem véu gritando: ‘Meu líder, meu líder, eu daria minha vida por você’.”

A realidade, no entanto, não é homogénea. A situação varia de região para região, e ninguém sabe dizer por quanto tempo essa relativa tolerância vai durar. ANG/RF


                  Gâmbia/Criado Centro Regional contra desinformação

Bissau, 29 Abr 26 (ANG) - A Gâmbia estabeleceu recentemente um centro regional para combater a disseminação de informações falsas na região, com o apoio da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Segundo as autoridades gambianas, este centro, inaugurado em Banjul na presença de funcionários do governo e representantes da organização regional, tem a missão de detectar, analisar e combater a disseminação de conteúdo enganoso, promovendo, ao mesmo tempo, informações confiáveis ​​e verificadas.

Apresentado como o primeiro do género na África Ocidental, este centro regional insere-se num contexto marcado pela ascensão de campanhas de desinformação que podem afetar a estabilidade social e as instituições democráticas na sub-região.

As autoridades indicaram que esse sistema deverá ajudar a fortalecer a resiliência digital, melhorar a comunicação estratégica e apoiar os esforços para prevenir crises relacionadas à manipulação de informações.

Por sua vez, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental acolheu favoravelmente uma iniciativa que deverá servir de modelo para outros países da região.ANG/Faapa

   

  Cuba/Queda de 48% no turismo afeta moradores e agrava crise económica

Bissau, 29 Abr 26 (ANG) - Com menos voos, escassez de combustível e redução no número de visitantes, Cuba perde uma de suas principais fontes de receita e agrava dificuldades de trabalhadores que dependiam do setor.

Entre Janeiro e Março, a ilha recebeu 298.057 visitantes estrangeiros, 48% a menos que no mesmo período de 2025, segundo números divulgados pelo Escritório Nacional de Estatística e Informação.

A queda do turismo tem ampliado os efeitos da crise económica em Cuba e afetado a rotina de moradores da ilha. A redução no número de visitantes atinge empregos, diminui a circulação de dólares e impacta setores que dependiam diretamente da presença de estrangeiros. Em Março, apenas 35.561 turistas chegaram ao país, um dos níveis mais baixos dos últimos anos.

O turismo é a segunda fonte de receitas em divisas e até janeiro empregava mais de 300 mil pessoas na ilha de 9,6 milhões de habitantes.

Em Havana Velha, no centro histórico da capital do país, que costumava ficar cheia de turistas, o cenário mudou. Restaurantes continuam abertos, mas agora recebem poucos clientes. Bares tradicionalmente frequentados por turistas operam com movimento reduzido. Lojas de souvenirs permanecem vazias durante boa parte do dia.

 

O turismo ganhou importância estratégica para Cuba nos anos 1990, depois do colapso da ex-União Soviética, quando o país enfrentou uma grave crise econômica conhecida como Período Especial. Naquele momento, a entrada de divisas por meio de visitantes estrangeiros se tornou uma das principais fontes de receita da ilha e também uma alternativa para muitos moradores enfrentarem as dificuldades quotidianas.

Nos anos seguintes, o turismo manteve papel estratégico para a economia cubana. Desde a pandemia, porém, o número de visitantes começou a cair. Agora, a retração se aprofundou. No início de fevereiro, o governo cubano anunciou que não conseguiria mais abastecer aeronaves nos aeroportos da ilha. A medida levou algumas companhias aéreas a suspender operações.

Segundo um funcionário de um hotel no centro histórico de Havana, após o cancelamento dos voos, turistas que já tinham viagens marcadas entraram em contato para cancelar reservas.

Com a baixa ocupação, parte dos hotéis administrados pelo Estado foi fechada para concentrar hóspedes nos estabelecimentos que permaneceram abertos.

A queda atingiu todos os principais mercados emissores. O Canadá, historicamente o maior fornecedor de turistas à ilha, registrou 124.794 visitantes no trimestre, 54,2% a menos que um ano antes. As chegadas da Rússia caíram 37,5%, enquanto as da comunidade cubana residente no exterior, em sua maioria radicada nos Estados Unidos, diminuíram 42,8%.

O trabalhador rural Calisto Aguilar, que vive entre Havana em uma propriedade localizada a quarenta quilômetros da capital, aluga quartos na casa que mantém no centro da cidade. Ele afirma que a procura praticamente desapareceu.

“Há alguns anos, havia gente na rua procurando lugar para ficar e não tinha vaga. Depois que Donald Trump chegou à Casa Branca, tudo isso acabou”, afirma.

Calisto diz que o turismo já havia sido afetado durante o primeiro mandato do republicano. Em 2019, o governo norte-americano proibiu cruzeiros dos Estados Unidos para Cuba, medida que desfez a abertura promovida durante o governo de Barack Obama

“A entrada de cruzeiros foi interrompida e, de forma geral, o turismo parou. Todas as medidas que tinham sido planejadas desde o governo Obama foram interrompidas. Lembro que via cruzeiros desembarcando em Havana pela manhã quando saía para trabalhar.”

A redução no número de turistas afeta também quem dependia das vendas diretas aos visitantes. O professor aposentado Rafael Rosa afirma que a pensão mensal que recebe do governo não é suficiente para comprar alimentos no mercado privado, uma das alternativas diante do desabastecimento nos estabelecimentos subsidiados pelo Estado. Para complementar o orçamento, ele passou a vender souvenires nas ruas.

Rafael relata que, quando consegue vender alguma peça, o dinheiro costuma ser usado para comprar comida. “Tenho essa atividade que, às vezes, quando tenho sorte, me rende algum dinheiro para a comida.”

Ao falar com a reportagem, Rafael disse que não conseguia vender nada havia duas semanas.

“Cada vez me sinto mais cansado, porque preciso caminhar horas atrás de turistas para que comprem de mim. Sorrio muito pouco porque minha mãe está velha e fico triste com o que está acontecendo comigo. Estou doente e ainda não encontrei solução para o meu problema”, lamentou.

Na avaliação de CALISTO Aguiar, a situação de Cuba não deve melhorar tão cedo. Ele reconhece que a recuperação será lenta, mas afirma que ainda mantém esperança, sobretudo por causa dos filhos.

 

“Se você analisar o panorama, percebe que as coisas não vão mudar de um dia para o outro. Isso demora anos. Mas tenho esperança, sempre. Quem tem filhos precisa ter esperança.”

Sem combustível, com menos voos e com a forte redução no número de visitantes, Cuba vê desaparecer uma importante fonte de receita. Durante décadas, o turismo ajudou o país a atravessar períodos difíceis. Hoje, com o setor esvaziado, a ilha ainda procura caminhos para reagir a uma das mais duras crises de sua história. ANG/RFI

terça-feira, 28 de abril de 2026

    Politica/ Governo aprova proposta de lei do Ordenamento Territorial e Urbano

Bissau, 28 Abr 26 (ANG) - O Conselho de Ministros aprovou hoje, com alterações, a Proposta de Lei do Ordenamento Territorial e Urbano do país.

A informação consta no comunicado do Conselho de Ministros, reunido hoje em Sessão Ordinária, presidido pelo Presidente da República de Transição Horta Inta-á.

O colectivo governamental informou que foi igualmente criada uma Comissão Interministerial encarregue de analisar e introduzir ajustamentos ao diploma, envolvendo vários Ministérios, incluindo Obras Públicas, Administração Territorial, Transportes, Economia, Agricultura e Turismo.

O Conselho de Ministros autorizou ainda a implementação do Sistema Integrado para Monitorar o Escoamento e Exportação da Castanha de Caju (SICOM), com modificações resultantes do debate entre os membros do Governo.

No capítulo das nomeações, segundo o comunicado
,  foi aprovada a constituição do Conselho de Administração da Empresa Nacional de Pesquisa e Exploração Petrolíferas (PETROGUIN), liderado por Florentino Fernando Dias, bem como a nomeação de Mário Imbana para o cargo de Diretor-Geral dos Desportos.

Informou que, em consequência destas decisões, cessaram funções os anteriores titulares dos referidos cargos.

Durante a reunião, o Primeiro-Ministro apresentou um balanço da sua recente visita oficial à República da Guiné-Conacry destacando resultados considerados globalmente positivos.

O documento referiu que  a deslocação do governante permitiu relançar as relações de amizade e cooperação entre os dois países, com destaque para o consenso alcançado em torno da retoma da Comissão Mista Guiné/Guiné-Bissau.

“A cooperação bilateral deverá concentrar-se em cinco eixos prioritários: energia, infraestruturas e integração económica; segurança e cooperação fronteiriça; recursos naturais e mineração; e ainda juventude, cultura e desportos”,lê-se no documento.

ANG/LPG/ÂC

Sociedade/”A Conferência de Prevenção do Radicalismo e do Extremismo Violento visa promover um espaço de partilha de reflexão, em torno do flagelo no país”, diz Bubacar Turé

Bissau, 28 Abr 26 (ANG) – O Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) afirma que a realização de uma Conferência Nacional, sobre a “Prevenção do Radicalismo e do Extremismo Violento, visa promover um espaço de partilha, de reflexão, crítica e de compromisso coletivo, em torno da prevenção deste flagelo no país.

Bubacar Turé falava hoje na cerimónia de abertura, de uma Conferência Nacional, sobre a “Prevenção do Radicalismo e do Extremismo Violento na Guiné-Bissau, que terá a duração de um dia.

Na ocasião, o Presidente da LGDH e igualmente o Coordenador do Projeto Observatório da Paz “Nô Cudji Paz”, acrescentou por outro lado que, o mesmo encontro, pretende igualmente contribuir, para a apropriação nacional de estratégia para o reforço de uma arquitetura de prevenção multissetorial inclusiva e sustentável, alinhada com o objetivo de desenvolvimento sustentável, que assegura Paz, justiça e Instituições Eficazes.

“Ao longo dos últimos quatros anos, o Observatório da Paz Nô Cudji Paz, desenvolveu ações consistentes e de elevado impacto neste domínio, e entre essas acções, destaca-se a elaboração do Plano Estratégico de Prevenção do Radicalismo e do Extremismo Violento”, disse.

Aquele responsável sublinhou que, o referido Plano Estratégico de Prevenção do Radicalismo e do Extremismo Violento será implementado  através de uma abordagem holística, integra dimensões sociais, económicas, educativas e institucionais, promovendo respostas coordenadas e sustentáveis.

A Administradora Executiva do Instituto Marquês de Vale Flor (IMVF), Carolina Quina, apelou a união de todos, na luta para a prevenção do Radicalismo e do Extremismo Violento na Guiné-Bissau.

“A hora é de agir e de não baixar os braços, e não confiar apenas que a sociedade guineense é pacífica, e convive num contexto de inclusão social, pretendo alertar que, é hora de prevenir a crise nas fronteiras, e privilegiar o diálogo, e sobre a problemática, é preciso ir para além do diálogo, criando estratégias, e pactos sociais alargadas de uma dimensão de segurança”, aconselhou Carolina Quina.

Segundo o Embaixador de Portugal na Guiné-Bissau, Miguel Cruz Silvestre, nenhum país está imune as pressões transnacionais, as redes criminosas e extremismo violento que atravessa a África Ocidental e do Sahel, seja ela étnica, religiosa ou política.

O diplomata acrescentou por outro lado que, essa prática só pode ser reduzida com processo transparentes, pelas autoridades guineenses, contando com o apoio dos seus parceiros.

“Onde existe a não igualdades profundas, perspetivas para os jovens, e demais algos singulares, é aí que o flagelo extremismo ganha força sobre os jovens, para tal, é necessário que as autoridades competentes da Guiné-Bissau trabalham com franqueza neste aspeto, para prevenir que a prática atinge a sua fronteira e começa a trazer impactos negativos a sua sociedade”, aconselhou o Embaixador.

Durante a Conferência sobre a “Prevenção do Radicalismo e do Extremismo na Guiné-Bissau”, serão debatidos os temas “Os papéis estratégicos de jovens, e assim como das mulheres e dos medias na prevenção da referida prática.ANG/LLA/ÂC  

              

Desporto/Ex- jornalista guineense Califa Soares Cassamá lidera nova modalidade desportiva denominada “Mini-Futebol” nacional

Bissau, 28 Abr 26 (ANG) - A ex-jornalista guineense Califa Soares Cassamá vai liderar uma nova modalidade desportiva e em progressão a nível mundial denominada Mini-Futebol.

De acordo com a informação enviada hoje à ANG pelo próprio Califa Soares Cassama, ele foi designado para a referida função pelo Presidente da Confederação Africana de Mini-Futebol como responsável para o efeito, através de uma Nota Informativa datada de 14 de Abril em curso.

“É uma nova modalidade desportiva e em progressão a nível mundial chegou à Guiné-Bissau e o seu líder vai ser um quadro guineense dinâmico e com uma larga experiência na organização e na administração”, refere a nota.

A Nota salienta que Cassamá tem um período de três meses para apresentar à Confederação Africana de Mini-futebol os documentos oficiais para a criação da organização que irá zelar pela promoção e organização da modalidade na Guiné-Bissau.

Informa que o Mini Futebol é uma vertente de futebol tradicional, mas que é jogado em campos menores e com número reduzido de jogadores em cada equipa.

“Ao contrário do futebol tradicional que é jogado com 11 jogadores de cada lado, o Mini- Futebol é jogado com 05 a 09 jogadores de cada lado dependendo do tamanho de campo do jogo”, frisou o documento.ANG/AALS/ÂC

UEMOA/Bissau acolhe Workshop de apresentação do Projecto de Plataforma Electronica de trocas de documentos comerciais no espaço comunitário

Bissau, 28 Abr 26(ANG) – A capital Bissau, acolhe entre os dias 28 e 29 do corrente mês, de um Workshop de Consciencialização sobre Directiva de 16 de Junho de 2023, da União Económica e Monetária Oeste Africana(UEMOA), relativa a desmaterialização dos procedimentos aduaneiros e apresentação do projecto de uma Plataforma Eletrónica de Trocas de Documentos Comerciais.

Ao presidir a cerimónia de abertura do evento, o director geral do Comércio Externo, Lassana Fati em representação do ministro do Comércio e Indústria, disse que a importância da facilitação do comércio para o desenvolvimento socioeconómico dos nossos países, é inegável.

Adiantou que, ajuda a promover as barreiras técnicas e a simplificar o comércio em benefício das populações.

Aquele responsável frisou que, todos estão conscientes de enormes barreiras que limitam esforços das autoridades em matéria de integração regional, nomeadamente, procedimentos administrativos complexos, longos tempos de espera no trânsito de mercadorias, coordenação insuficiente entre administrações nacionais e agências sub-regionais.

Face à estes desafios, o director geral do Comércio Externo afirmou que, é imperativo adoptar as nossas instituições de ferramentas modernas e eficientes que garantam uma gestão eficaz das operações transfronteiriças.

Por sua vez, em nome da representante residente da Comissão da UEMOA no país, Laurinha Kati Camara disse que a realização deste workshop, dá seguimento à recomendação feita pelos especialistas de outros Estados-Membros da organização, no ateliê regional sobre a referida Directiva número 02/2023/CM/UEMOA, de 16 de Junho de 2023, realizado por vídeo conferência entre 14 e 17 de Maio de 2024.

Afirmou que, no final dessa reunião os participantes recomendaram a organização de workshops nacionais para divulgar a Directiva ao público em geral e aprofundar as trocas de informações com as principais partes interessadas.

Disse que, o encontro de Bissau faz parte da segunda série de quatro workshops que teve início em Niamey(Níger), no dia 20 de Abril de 2026 e terminará no dia 06 de Maio de 2026.ANG/ÂC

 

Regiões /Presidente do Comité para Abandono de Práticas Nefastas de Oio defende aplicação das leis em vigor no país para desmotivar prática

Oio, 28 Abr 26 (ANG) - O presidente das atividades do Comité Nacional para o Abandono de Práticas Nefastas na região de Oio, norte do país,  Alfa Umaro Djaló, defendeu a aplicação rigorosa das leis em vigor no país, como forma de desencorajar fenómenos como o fanado e o casamento infantil.

A posição foi expressa recentemente, em Mansoa, durante um encontro realizado no âmbito do processo de elaboração da Política Nacional para o Abandono de Práticas Nefastas.

A iniciativa, de acordo com o despacho do correspondente da ANG, na região de Oio,  conta com assistência técnica e financeira da União Europeia e é implementada pela organização Wocater Internacional.

Na ocasião, Alfa Umaro Djaló alertou que o país continua a registar um baixo índice de denúncias relacionadas com estas práticas, devido aos fortes laços familiares e comunitários que inibem muitas vítimas de apresentarem queixas.

Além disso, o responsável considerou ainda que a impunidade tem contribuído para a persistência do fanado e do casamento infantil, defendendo uma atuação mais firme das autoridades na aplicação das leis existentes.

Os participantes no encontro, entre os quais Papa Danfa Siaca Cissé, manifestaram satisfação com o debate e comprometeram-se a atuar como multiplicadores nas suas comunidades, promovendo ações de sensibilização contra estas práticas.

No final, os organizadores apelaram à continuidade do projeto, sublinhando a importância de manter as ações em curso para garantir mudanças efetivas na Guiné-Bissau. ANG/AD/LPG/ÂC

Regiões/ ONG Manitese realiza campanha se sensibilização sobre isenção
das taxas hospitalares  das vitimas de violência doméstica

Cacheu, 28 Abr 26(ANG) – A ONG Italiana Manitese, através do Projeto "Nô ta Geri Mudança" em colaboração com o Coletivo dos Filhos e Amigos Dinâmicos da Região de Cacheu-COFADREC, realizou, no último fim de semana, uma campanha de sensibilização sobre isenção das taxas de cobranças das vítimas de violência domésticas nos Hospitais, Centros de Saúde e nas Esquadras de Polícias.

De acordo com o despacho do correspondente da ANG na região de Cacheu, a referida campanha, foi levada a cabo através da Lei contra à Violência Doméstica, que pode ser física, psicológica, patrimonial, económica, abuso e violação sexual.

Informou que, a campanha decorreu no dia 25 de Abril de 2026, no sector de Canchungo, através de  um Djumbai Comunitário com os jovens e os agentes da Esquadra da Polícia de Ordem Pública-POP local sobre as cobranças ilícitas nas instituições públicas e privadas.

Segundo a Coordenadora Regional de Manitese de Cacheu, Iris Babilónia Semedo Wil, o objetivo desta campanha, é informar as populações locais sobre a isenção das vitimas de violência doméstica, de pagamento taxas nos hospitais, Centros de saúde e nas Esquadras de Polícias.

Disse que, as populações locais devem conhecer os seus direitos e deveres para que possam exigir os recebidos comprovativos de qualquer que seja pagamento de taxas nas instituições públicas e privadas na região de Cacheu.

De salientar que esta campanha de advocacia contra as cobranças ilícitas nas instituições públicas e privadas levada a cabo pela Manitese, esteve em São Domingos, Bigene, Bula, Cacheu e Canchungo. ANG/AG/JD/ÂC