Burquina Faso/Perpétua para 13 pessoas envolvidas em atos de terrorismo
Bissau, 12 Ago 25 (ANG) - Treze pessoas envolvidas em "atos de terrorismo" foram condenadas à prisão perpétua no Burkina Faso e cerca de 60 receberam penas de até 21 anos de prisão, noticia hoje a agência de notícias France-Presse (AFP), citando fontes oficiais.
"Treze pessoas foram condenadas a prisão
perpétua" e "63 pessoas foram condenadas a penas de prisão que variam
entre 10 e 21 anos", segundo um comunicado do departamento judicial
especializado na repressão de atos terroristas, do Ministério da Justiça do
Burkina Faso, consultado hoje pela AFP.
Outras duas pessoas foram condenadas a um e três anos de prisão,
em várias sessões judiciais realizadas de janeiro a julho, pelo departamento
especializado.
O Burkina Faso é atingido há cerca de 10 anos por ataques
terroristas recorrentes que o regime militar no poder tem dificuldade em
conter.
Em 02 de março de 2018, um duplo ataque visou o Estado-Maior das
Forças Armadas e a Embaixada da França.
O ataque contra o Estado-Maior causou oito mortes entre os
militares, enquanto o ataque contra a embaixada resultou na morte de quatro
terroristas que não conseguiram entrar no recinto diplomático.
Segundo o procurador Lafama Prosper Thiombiano, "seis
arguidos foram condenados nestes processos, três deles a prisão perpétua e os
outros três a penas de prisão de 21 anos cada".
Os três primeiros arguidos foram condenados a prisão perpétua,
em primeira instância, pelo duplo ataque em março de 2018, que causou oito
mortos e 85 feridos.
Eles foram processados por "atos terroristas",
"cumplicidade em assassínios" e "cumplicidade em tentativas de
assassínios".
Embora a capital Ouagadougou não tenha sido mais alvo de ataques
desde então, o Burkina Faso continua a enfrentar violência terrorista em grande
parte do seu território.
A ONG ACLED, que regista as vítimas de conflitos em todo o
mundo, relata mais de 26. 000 mortos, civis e militares, desde 2015 no Burkina
Faso, mais de metade dos quais nos últimos três anos, apesar da chegada ao
poder, em setembro de 2022, da junta do capitão Ibrahim Traoré, que fez do
restabelecimento da segurança a sua prioridade.ANG/Lusa

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