China/Xi Jinping encoraja Putin a melhorar relações com Estados Unidos
Bissau, 08 Ago 25 (ANG) - O presidente chinês, Xi Jinping, encorajou hoje ao telefone o homólogo russo, Vladimir Putin, a melhorar as relações com Washington para solucionar a crise na Ucrânia, noticiou a televisão estatal chinesa CCTV.
"A China gostaria que a Rússia e os Estados
Unidos mantivessem contactos, melhorassem as relações e promovessem uma solução
política para a crise na Ucrânia", disse Xi a Putin, segundo a CCTV,
citada pela agência de notícias France-Presse (AFP).
A televisão chinesa referiu que a conversa telefónica partiu da
iniciativa de Putin, segundo a agência russa Ria Novosti.
As agências russas noticiaram o contacto telefónico entre os
dois líderes, mas sem qualquer informação por parte de Moscovo, usando como
fonte a CCTV.
"Os líderes dos dois países apreciaram muito o elevado
nível de confiança política e de cooperação estratégica entre a China e a
Rússia", escreveu a agência TASS.
Xi e Putin concordaram "em fazer avançar conjuntamente as
relações entre os dois países para um maior desenvolvimento", acrescentou,
citando a CCTV.
Em relação à Ucrânia, Xi afirmou que não existem soluções
simples para questões complexas e que a China continuará a promover a paz e as
negociações, de acordo com a mesma fonte citada pela Ria Novosti.
Putin também manteve hoje conversações telefónicas com os
presidentes do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev, e do Uzbequistão, Shavkat
Mirziyoyev, com quem falou sobre a reunião com o enviado especial dos Estados
Unidos, Steve Witkoff, acrescentou a Ria Novosti.
Após a reunião com Witkoff na quarta-feira, a Rússia anunciou
que Moscovo e Washington tinham concordado na realização de um encontro nos
próximos dias entre Putin e o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Putin admitiu mais tarde que a reunião poderá realizar-se nos
Emirados Árabes Unidos.
A audiência a Witkoff ocorreu dois dias antes de terminar um
ultimato que Trump tinha dado a Putin para suspender os ataques contra a
Ucrânia, sob pena de enfrentar sanções duras dos Estados Unidos.
A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, mergulhando a
Europa naquela que é considerada a mais grave crise de segurança desde a II
Guerra Mundial (1939-1945).
O conflito causou dezenas de milhares de mortos, segundo várias
fontes, mas o número exato de vítimas é desconhecido. ANG/Lusa

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