Venezuela/
Delcy Rodríguez assume presidência interina
Bissau, 05 jan 26(ANG) - O Supremo Tribunal da
Venezuela ordenou neste sábado, 3 de Janeiro, à vice-presidente Delcy Rodríguez
que assuma a presidência interina. A decisão acontece após a incursão militar
dos EUA no país, que resultou na detenção do Presidente Nicolas Maduro.
A Câmara Constitucional do Tribunal
decidiu Delcy Rodríguez deve assegurar todos os deveres, responsabilidades e
poderes inerentes ao cargo de Presidente da República da Venezuela, “a fim de garantir a continuidade administrativa
e a defesa integral da nação".
Os juízes ainda não declararam a
ausência permanente de Nicolás Maduro, o que deverá desencadear eleições
antecipadas em 30 dias.
A decisão acontece após a incursão
militar dos EUA no país, que resultou na detenção do Presidente venezuelano,
com Donald Trump a anunciar que os Estados Unidos iriam "liderar" a
Venezuela, um país com 30 milhões de habitantes, até uma transição "segura".
A Casa Branca divulgou na manhã de
domingo, imagens de Nicolás Maduro nos escritórios da Administração de Combate
à Droga dos EUA (DEA) em Nova Iorque. Maduro que passou a noite numa prisão
federal em Brooklyn.
O Departamento de Justiça
norte-americano acusa o Presidente venezuelano de “participar, perpetuar e proteger uma cultura de corrupção”,
alegando que as elites venezuelanas terão enriquecido através do narcotráfico e
da protecção das redes de tráfico de droga.
A acusação envolve igualmente Cilia
Flores, o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, e o filho único
do Presidente, Nicolás Maduro Guerra. Segundo o Departamento de Justiça, o
chefe de Estado venezuelano estaria ligado a cartéis de narcotráfico e a “grupos narcoterroristas violentos” que
se financiariam através dos lucros do comércio de cocaína.
Em conferência de imprensa, Donald Trump
indicou que o homólogo colombiano, Gustavo Petro, deveria "estar atento" após a captura
do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
"Ele
possui fábricas onde produz cocaína. (...) produz cocaína e envia-a para os
Estados Unidos, por isso tem mesmo de estar atento", disse.
A Columbia que reforçou que mobilizou
tanques e soldados para proteger a fronteira com a Venezuela. Sob ordens do
Presidente Gustavo Petro as tropas convergiram para pontos-chave da fronteira
com a Venezuela, temendo migrações em massa ou que gangues criminosas
explorassem o caos.
Mais tarde, na mesma conferência de imprensa,
o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que o Governo
cubano deveria estar preocupado após esta operação.
"Se
vivesse em Havana e fizesse parte do Governo, estaria pelo menos um pouco
preocupado", acrescentando que "Cuba é um desastre" e que o país é "governado por
homens incompetentes e senis".
O Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel,
apelou aos países da América Latina para "reforçar as fileiras" após a operação
militar norte-americana e o "rapto" do presidente Nicolás Maduro na
Venezuela, um aliado fundamental de Havana.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros
da China declarou que os Estados Unidos deveriam libertar imediatamente o líder
venezuelano Nicolás Maduro e a sua mulher, Cilia Flores, e resolver a situação
na Venezuela através do diálogo e da negociação.
Também a Coreia do Norte denunciou a
captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos, como
uma "grave violação da
sua soberania".
O recém-eleito presidente da Câmara de Nova Iorque também reagiu. Zoran Mamdani denunciou "um acto de guerra" da administração de Donald Trump contra a Venezuela. Em conferência de imprensa, o autarca disse que teve uma conversa telefónica"franca e directa" com Donald Trump, a quem transmitiu o seu desacordo face à "insistência numa mudança de regime" na Venezuela.ANG/RFI

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