sexta-feira, 3 de julho de 2015

Mensagem à Nação



Presidente da República afirma que em nenhum momento falou da  queda do Governo

Bissau,03 Jul 15(ANG) - O Presidente da República afirmou que em nenhuma circunstancia se pronunciou-se sobre a queda ou não do Governo liderado pelo Domingos Simões Pereira.

Em mensagem à Nação pronunciada hoje perante os deputados na Assembleia Nacional Popular, José Mário Vaz disse que os últimos 12 meses decorridos foram marcados por momentos políticos e sociais que deram azo à vários posicionamentos, interpretações, comentários, enviados especiais do exterior e inúmeras delegações à Presidência da República.

O chefe de Estado sublinhou que à volta disso muitas coisas foram ditas, tantas especulações, muitas insinuações são lançadas minutos a minutos e todos os dias.

"Enquanto Presidente da República quero garantir-vos que estes rumores são infundados à luz do que tem sido a minha actuação até aqui. Aliás, em todas as minhas intervenções públicas nunca demonstrei tal intenção, antes pelo contrario, tenho chamado a atenção para a necessidade das instituições desempenharem as suas funções com competência e no estrito cumprimento do está estabelecido constitucionalmente com vista a proporcionar a nossa população melhores condições de vida", esclareceu.

 Mário Vaz disse que enquanto primeiro magistrado da nação, não se move por rumores, especulações e nem tão pouco por insinuações.

Declarou que, quem o fez saberá as motivações que o levou a tal posicionamento, pois a "hora é de acção e não de palavras".

O Presidente da República sublinhou que a sua mensagem à Nação e à Assembleia Nacional Popular visa sobretudo estancar a referida hemorragia de boatos, e especulações, desbloqueando assim o país e imprimindo uma maior dinâmica às instituições da República.

Revelou que o povo espera muito deles e com toda a legitimidade.

"Por isso, nestas horas difíceis, renovo a minha habitual exortação para que nos concentremos mais no trabalho, como costumo dizer, para as meter mãos na lama", explicou.

O chefe de Estado fez questão de referir que insiste em dizer que os guineenses trabalham muito pouco e, “talvez por isso têm tido tempo para boatos, especulações e rumores”.

"Não conheço nenhum país onde se trabalha apenas 3 a 4 horas por dia e 15 a 20 horas por semana e que tenha conseguido pôr a economia a crescer e o país a desenvolver", criticou o Presidente da República.

A mensagem do Presidente da República à Nação acontece devido as divergências que se tem sido revelado em discursos dos principais titulares dos órgãos de soberania.

ANG/ÂC/SG

Paludismo




Novo apelo para uso de mosquiteiros impregnados

Bissau, 03 Jul 15 (ANG) – O uso de mosquiteiro impregnado constitui um dos melhores meios de combate ao paludismo, disse quinta-feira o Coordenador do Programa Nacional de Luta Contra a referida doença (PNLCP).

 Paulo Djata que falava em exclusivo à Agência de Notícias da Guiné (ANG) recomendou à população guineense a utilização de tendas impregnadas, disponíveis no âmbito da prevenção do paludismo na Guiné-Bissau.

Sublinhou que o paludismo é mais frequente na época das chuvas, por causa de lixos e águas estagnas, pelo que aconselhou aos guineenses, em especial aos cidadãos da Capital, a procederem a limpeza das suas residências e o ambiente em que vivem.

Interrogado sobre a região de maior prevalência, Paulo Djata apontou as regiões de Bafatá, Gabu e o Sector Autónomo de Bissau como sendo as de maior prevalência do paludismo no país.

Esta situação, segundo o Coordenador deve-se as condições climáticas que favorecem a produção de mosquitos nestas regiões, ao passo que a cidade de Bissau tem a ver com elevado número da população, a existência de lixos acumulados um pouco por todas as artérias da cidade e de águas estagnadas ao redor das habitações.

Por isso, Djata recomenda o uso de mosqueteiros como forma da prevenção e redução do seu impacto negativo na Guiné-Bissau. 

Paulo Djata reafirmou que o diagnóstico e tratamento do paludismo são gratuitos em todos os centros e estruturas sanitárias da Guiné-Bissau.

Para combater o paludismo, de acordo com Paulo Djata é preciso ter em conta um ambiente saudável, que passa pelo saneamento básico, que significa acabar com lixos amontoados a céu aberto e que facilitam a reprodução dos mosquitos.

Segundo Coordenador do PNLCP, os lixos domésticos constituídos por restos de alimentos, cascas de legumes, latas e pneus contribuem para prevalência de muitas doenças, entre os quais o paludismo.

 Solicitou a Câmara Municipal de Bissau no sentido de redobrarem os esforços na remoção dos lixos, apesar da sua incapacidade por falta de materiais para remoção diária dos lixos em todos os bairros periféricos da Cidade de Bissau.

Paulo Djata pediu igualmente aos técnicos da saúde para cumprirem com as orientações do Governo, através do Ministério da Saúde, na realização de um diagnóstico e tratamento gratuito de casos de paludismo. 

ANG/LPG/JAM/SG

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Economia



Ministros da economia e finanças da UEMOA reunidos em Bissau

Bissau,02 Jul 15(ANG) – Os ministros da área económica e financeira  dos oito países membros da União Económica e Monetária Oeste Africana(UEMOA) estão reunidos em Bissau no âmbito da sua segunda reunião ordinária.

 A cerimónia de abertura do evento que decorre até amanhâ, nas instalações do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO), foi presidida pelo ministro das Finanças da Republica do Níger e igualmente Presidente do Conselho de Ministros da UEMOA.

Na sua intervenção, Saidou Sidibé revelou que os países da UEMOA conseguiram este ano um crescimento do seu Produto Interno Bruto na ordem de 7,2 por cento contra 6,6 por cento  do ano passado, graças a performance do sector terciário e da produção industrial.

Disse que a manutenção da referida performance passa pela garantia de estabilidade sociopolítica e de segurança no espaço comunitário.

Em declarações à imprensa, à margem da reunião, o ministro da Economia e  Finanças da Guiné-Bissau disse que o encontro é realizado trimestralmente e rotativamente  nos  Estados membros da organização.

Geraldo Martins disse tratar-se de reuniões para discutir as questões económicas, financeiras e monetárias nos oito Estados membros da UEMOA.

O ministro das Finanças da Guiné-Bissau disse que existem ainda outros pontos inscritos na Ordem do Dia da Reunião do Conselho de Ministros da UEMOA, nomeadamente a questão da Lei Uniforme sobre o Branqueamento de Capitais, o Programa Estatístico Regional da organização para o ano 2015/20 bem como o reforço dos dispositivos para as crises no sector bancário no espaço comunitário.

Geraldo Martins disse que a situação económica da organizaçâo é boa, acrescentando que a organização está a porta-se bem do ponto de vista económico.

Declarou que a taxa de crescimento económica no ano passado foi de 5 por cento e que estima-se que os países do espaço UEMOA vão continuar a crescer na ordem de 6 à 7 por cento.

"A Guiné-Bissau que é um país cuja economia não crescia em média dos países da UEMOA, também cresceu entre 4 e 5 por centos", explicou.
Geraldo Martins sublinhou que apesar de todas as crises que está a afectar vários países mais desenvolvidos, os países da UEMOA estão a portar-se bem do ponto de vista económico.

Instado a dizer sobre o que espera da reunião de Bissau, Geraldo Martins frisou que é, acima de tudo, um espaço de solidariedade entre os países membros da UEMOA, salientando que são Estados que partilham a mesma moeda e políticas comuns em vários sectores nomeadamente, o monetário e fiscal.

"Esperamos que as decisões que vão ser tomadas no encontro reforcem  ainda mais a coesão na organização e sobretudo a sua solidariedade entre os povos", disse.

ANG/ÂC/SG

Balanço anual




Deputados satisfeitos com empenho do governo

 Bissau, 02 Jul 15 (ANG) – Alguns deputados expressaram hoje sua satisfação pelos trabalhos levados a cabo pelo governo de Domingos Simões Pereira em apenas 12 meses de actividades.

Por exemplo, questionado pela Agência de Noticias da Guiné (ANG), Mário Fambé, do Partido da Renovação Social considerou de positivo os trabalhos feitos, pelo que pediu a todos para apoiarem o executivo nas suas acções.

Fambé desdramatiza alegada tensão reinante actualmente entre os órgãos de soberania, pois classificou-a de normal.

” Em qualquer parte de mundo esse tipo de situação acontece, mas a maior solução é saber geri-la para que mais tarde não venha a pôr em causa o país”, sublinhou o Deputado de PRS.

Por sua vez, Mãe Sissé, da bancada parlamentar do PAIGC manifestou-se satisfeito com o desempenho da equipa governamental, tal como o seu colega do PRS, Djana Sané que reconheceu ainda que logo no primeiro ano do seu mandato não terá sido fácil para o governo resolver todos os problemas que o país enfrenta.

“Mas estou surpreso com os trabalhos realizados até hoje por este governo no curto espaço de tempo”, confessou Sané que cita como exemplo, a resolução de problemas em sectores como energia eléctrica e melhoria na campanha de comercialização da castanha de caju. 

O Deputado dos Libertadores Luís Jesus Leopoldo, disse que os guineenses devem compreender e apoiar ao governo, pois ao assumir o cargo o executivo teria herdado grandes problemas deixado pela equipa que assegurou a transição, depois do Golpe de Estado de 12 de Abril.

 ANG/LLA/JAM/SG
     
       

Ambiente




Movimento Acção Cidadã preocupado com abate de árvores nas ruas de Bissau

Bissau, 02 Jul 15 (ANG) - A organização cívica,  “Movimento Acção Cidadã” e o colectivo de “Cidadãos por Bissau” manifestaram uma “grande preocupação sobre a forma como se tem vindo a abater e podar as árvores das ruas da capital sobretudo, nas principais avenidas”.

Numa “Carta Aberta” dirigida ao Presidente da Câmara Municipal de Bissau (CMB) à que a ANG teve acesso hoje, estas duas organizações questionaram se existe algum plano de replantação das árvores  derrubadas, tendo em conta nomeadamente, a sua importância na minoração da poluição e na atenuação do clima pela quantidade de vapor de água que emite para o ambiente nos seus processos fisiológicos.

Segundo o “Movimento Acção Cidadã e colectivo “Cidadãos por Bissau”, caso não existir este plano,  é “inaceitável levar a cabo uma ação de devastação das árvores nesta cidade, sem um plano concreto e credível de replantação”.

“A arborização urbana é, por tudo isto, essencial à qualquer planeamento urbano e tem  funções importantíssimas: propiciar sombra, purificar o ar, atrair aves (que controlam insectos), diminuir a poluição sonora, constituir factor estético e paisagístico, diminuir o impacto das chuvas, contribuir para o balanço hídrico, valorizar a qualidade de vida local, assim como economicamente”, acrescentam as duas entidades não governamentais.

Por isso, as mesmas dizem aproveitar esta missiva pública dirigida ao Adriano Ferreira  para “reivindicar e propor que sejam  tomadas medidas para  uma comunicação mais aberta e direta da Câmara Municipal de Bissau com os habitantes da Capital para, segundo elas, favorecer, por um lado, uma governação transparente e democrática da cidade e, por outro lado, um exercício pleno de cidadania dos habitantes de Bissau. 


ANG/QC/JAM/SG