segunda-feira, 6 de julho de 2015

RESOPE




Munira Jawad eleita presidente da UMECON-GB

Bissau,06 Jul 15 (ANG) – A candidata Munira Jawad foi eleita, por unanimidade, na sexta-feira presidente de União das Mulheres Operadoras Económicas da Guiné-Bissau (UMECON-GB), no final da assembleia para a criação desta organização.

Jawad foi a única candidata concorrente e que mereceu a confiança das 52 colegas presentes na sala, para dirigir a antena guineense desta organização que automaticamente se filiou na Rede sub-regional das mulheres operadoras económica.

Em declarações à imprensa, a representante da recém-eleita Iracema do Rosário agradeceu a assembleia pela escolha, sublinhando que a candidata reúne todas as condições exigida pela RESOPE.

Prosseguindo Iracema do Rosário disse que a mulher guineense tem uma larga percentagem na produção agrícola e força de trabalho, e que nos centros urbanos tem uma participação relevante no sector informal.

 Iracema do Rosário enalteceu a relevância da mulher no seio família, onde ela cada vez mais vem assumindo o papel de chefe da família mesmo assim continua a ser discriminada.

Por sua vez, a directora-geral da Família, Maria Ângela Costa Pereira disse que a iniciativa surgiu no quadro da visita da Ministra da Mulher Família e Coesão Social ao Mali.

“Todos os países membros da UEMOA têm Rede de Mulheres Operadoras Económicas (RESOPE). A Guiné-Bissau e o Senegal eram os únicos que não possuíam a antena. Agora estamos filiados na rede através da Antena Nacional UMECON-GB/RESOPE”, explicou Fátima Costa.

Maria Ângela disse que a Guiné-Bissau a partir de hoje vai poder participar nas feiras internacionais ou sub-regionais.

Directora-geral da Família aconselhou as recém-eleitas para trabalharem afincadamente para representar melhor o país nas feiras internacionais.

ANG/JD/JAM/SG

Ramadão


Governo doa 6500 sacos de açúcar à comunidade muçulmana
 
Bissau, 06 Jul 15 (ANG) – O Primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira procedeu dia 03 a entrega de 6500 sacos de açúcar à Comunidade muçulmana, partidos políticos, órgãos da soberania e  sociedade civil no quadro do Ramadäo, mês de jejum  do calendário muçulmano.

Durante a cerimônia de entrega dos donativos, o chefe do executivo disse que o gesto feito pelo governo é realizado em nome de todas as autoridades guineenses.

Domingos Simões Pereira considerou o gesto como de solidariedade num período de sacrifício para os fiéis muçulmanos.

“Ramadão é um período sagrado. Penso que é bonito quando a sociedade em geral está a manifestar a sua solidariedade para com os nossos irmãos (muçulmanos) que estão no período de jejum”, afirmou.

O chefe do governo disse que deseja que esse don sirva para unir toda a familia guineense numa oraçäo pela paz , estabilidade e desenvolvimento.

Na ocasiäo, o representante da comunidade islâmica ,Alanso Fati  agradeceu o gesto do governo.

 Fati pediu   uma distribuição equitativa dos donativos ao nível de todas as mesquitas do país por forma a se evitar as ondas de reclamações surgidas no passado.

Por fim, o Imame pediu entendimento entre os guineenses em matéria de governação.

O referido donativo vai ser distribuido em diferentes instituições do país nomeadamente a Presidência da República, a Assembleia Nacional Popular, partidos políticos, sociedade Civil, Estado Maior General das Forças Armadas, o Ministério da administração Interna, Associação Nacional de Imames, Conselho Nacional Islâmico, Conselho Superior Islâmico e todas as regiões do país. 

ANG/FGS/SG

Economia



Preços de produtos de consumo no pais baixam no 1º trimestre

Bissau, 06 Jul 15 (ANG) - Os preços dos produtos de consumo corrente na Guiné-Bissau registaram no primeiro trimestre uma redução de 1,6% comparativamente aos três últimos meses de 2014, informou o director-geral do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Suandé Camará, citado pelo jornal “Nô Pintcha” na sua edição de sexta-feira, justificou a baixa de preços no período acima mencionado com o abastecimento suficiente nos mercados de produtos alimentares, sobretudo da produção agrícola local, nomeadamente legumes.

No primeiro trimestre verificou-se igualmente o abastecimento suficiente de pescado ao mercado e, consequentemente, a diminuição do preço, concretamente de mariscos, devido ao aumento de captura pela pesca artesanal, adiantou o director-geral durante a cerimónia de apresentação do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor.

No entanto, o INE antecipa que no segundo trimestre – Abril, Maio e Junho – deverá ter-se registado um aumento dos preços dos produtos de consumo corrente, devido ao facto de a maior parte da população ter-se envolvido na campanha de comercialização da castanha de caju, em detrimento de outras actividades económicas geradoras de rendimento.

Camará relacionou ainda a “provável” alta de preços com factores internos, caso da introdução de algumas taxas pelo governo e, externos, nomeadamente o aumento do custo de petróleo no mercado internacional.

A recolha de dados em que se baseou o presente cálculo efectuou-se em 12 mercados da capital, Bissau, e de algumas das maiores cidades do interior.

ANG/JAM

Cooperação



PM de Portugal visita  hoje a Guiné-Bissau

Bissau, 06 Jul 15 (ANG) - O primeiro-ministro português inicia hoje em Bissau uma visita oficial no decurso da qual será assinado o Programa Estratégico de Cooperação entre Portugal e a Guiné-Bissau para 2015/2020, noticiou a imprensa portuguesa.

Antes de Bissau, o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho esteve na Praia, a fim de participar nas comemorações do 40º aniversário da independência de Cabo Verde, fazendo-se acompanhar nestas deslocações pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete e pelo ministro da Saúde, Paulo Macedo.

O Acordo Estratégico de Cooperação entre Portugal e a Guiné-Bissau 2015/2020 será assinado no final de uma reunião entre os primeiros-ministros português e guineense, que darão uma conferência de imprensa conjunta.

Em Março, realizou-se em Bruxelas uma conferência internacional de doadores para a Guiné-Bissau, para consolidar a democracia, reforçar o Estado de direito, acelerar a retoma económica deste país e melhorar as condições de vida dos guineenses.

Na altura, Portugal comprometeu-se com um apoio de aproximadamente de 40 milhões de euros, a concretizar através de um novo Programa Estratégico de Cooperação com a Guiné-Bissau para os próximos anos, a assinar até Junho.

No sábado, o ministro da Economia e Finanças da Guiné-Bissau, Geraldo Martins expressou em Bissau o desejo de ver mais investimentos portugueses para a criação de mais postos de trabalho e consequente desenvolvimento do país.

O ministro, que falava na cerimónia da abertura da delegação da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) na capital guineense, afirmou que esta instituição vai proporcionar mais oportunidades aos empresários portugueses na Guiné-Bissau. 

ANG/JAM

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Mensagem presidencial à Nação




Chefe da Missão da ONU diz que o gesto dá mais confiança à comunidade internacional

Bissau, 03 Jul 15 (ANG)- O Chefe do Gabinete  das Nações Unidas de Apoio a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau(UNIOGBIS) disse que o discurso  à nação do Presidente da República vai  oferecer “mais confiança à comunidade internacional” na sua assistência ao país.

Miguel Trovoada que falava à imprensa, momentos depois do Presidente Mário Vaz ter pronunciado a sua mensagem no parlamento, acrescentou que a mesma “fundamentalmente”, dá crédito ao investimento privado que considera de “essencial” para mais emprego, com vista ao desenvolvimento económico e social.

O antigo Presidente da República de São Tomé e Príncipe afirmou que, de acordo com o discurso do José Mário Vaz, a alegada queda do actual governo liderado pelo PAIGC, “não passa de rumores”.

E ainda diz concordar com o Presidente da Republica ao pedir que “ todos olhassem para a Guiné-Bissau e o futuro do seu povo”, pondo de lado, as questões  que possam “dividir, se forem levadas a extremo”.

Trovoada  apela a união dos guineenses, e  assegurou  que a comunidade internacional está ao lado do país, para dar “apoio maciço à Guiné-Bissau, para  “romper com o ciclo de instabilidade” que ela viveu e criar as condições para um futuro melhor.

O Presidente da República, José Mário Vaz faz este discurso à nação  numa altura em que se veicula um eventual derrube do governo, por alegado desentendimento entre os dois órgãos de  soberania em relação a governação do país.

Na ocasião, Mário Vaz afirmou que em nenhuma circunstância disse que irá derrubar o executivo liderado por Domingos Simões Pereira, contudo, mostrou que descorda com certos aspectos da governação do país.

Durante esta sessão especial, para além dos deputados e chefe do UNIOGBIS, estiveram igualmente presentes, o Primeiro-ministro e membros de governo, representantes da sociedade civil e confissões religiosas,  dos corpos diplomáticos dos países e organizações sedeadas no país, entre outros. 

ANG/QC/SG