quinta-feira, 16 de julho de 2015

Visita PM Cabo Verde





"Vim agradecer ao povo pelo contributo dado à independência
de Cabo-Verde", diz José Maria Neves

Bissau,16 Jul 15 (ANG) - O Primeiro-ministro de Cabo-Verde que hoje iniciou uma visita oficial de quatro dias à Guiné-Bissau, disse que se encontra no país para agradecer ao Governo e povo guineense pelo “enorme contributo dado à independência de Cabo-Verde”.

José Maria Neves que falava à imprensa após o primeiro encontro que manteve com o seu homologo guineense, Domingos Simões Pereira, disse que os dois países fizeram uma luta comum pela libertação, sob a condução de Amílcar Cabral e que permitiu que hoje Cabo-Verde esteja livre e independente.

"Esta minha visita visa igualmente manifestar a nossa satisfação e podermos felicitar ao Primeiro-ministro da Guiné-Bissau pelos ganhos que o país tem tido nos últimos meses", enalteceu.

Maria Neves sublinhou que é extremamente importante recuperar a confiança e a credibilidade da Guiné-Bissau no plano internacional, acrescentado que, para o efeito, têm acompanhado os esforços do Governo e das autoridades do país no sentido de resgatar a credibilidade do povo guineense e dar um forte contributo para o seu desenvolvimento.

"Queremos ainda felicitar ao Primeiro-ministro pela realização da Mesa Redonda de Bruxelas e os resultados que foram obtidos e que mostram que a Guiné-Bissau está no bom caminho no sentido do seu desenvolvimento", explicou.

José Maria Neves reafirmou o comprometimento do Governo de Cabo Verde no sentido de reforçar as relações de amizade e cooperação intergovernamental, económica e empresarial entre os dois povos.

"Espero que até ao final desta visita que conseguiremos assinar os acordos necessários para que estas relações reforcem e se consolidem", afirmou.

Por sua vez, o Primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira disse que  a visita do seu homólogo cabo-verdiano representa  sobretudo um momento para  a realização das  oportunidades que se abrem e confirmar vários acções que já tinham sido abordadas e tratadas pelas estruturas dos dois países.

Simões Pereira disse que as comemorações do 05 de Julho, festa de Independência de Cabo Verde, com ganhos concretos faz-lhe pensar que, de facto, as autoridades da Guiné-Bissau estão interessados em inspirar de exemplos positivos de Cabo Verdes para construir um percurso de amizade e cooperação para o desenvolvimento.

ANG/ÂC/JAM/SG

Visita de PM de Cabo Verde




“Melhor forma de homenagear Amílcar Cabral é reforçar a cooperação entre Guiné-Bissau e Cabo-Verde” defende José Maria Neves

Bissau 16 Jul15 (ANG) - O Primeiro-ministro cabo-verdiano defendeu hoje que a melhor forma de homenagear Amílcar Cabral é reforçar os laços de cooperação para o desenvolvimento da Guiné-Bissau e Cabo Verde.

José Maria Neves que falava à imprensa depois de ter depositado coroas de flores junto a campa  de Amílcar Cabbral, fundador das nacionalidades da Guiné e de Cabo-Verde, no Mausoléu da Amura, lembrou que Cabral dizia que a independência é muito mais que ter  umo hino e  uma bandeira. 

“A independência deve significar melhoria da qualidade de vida e sobretudo a dignidade das pessoas.  É  nessa linha que temos de trabalhar reforçando as relações para que Cabo Verde e Guiné-Bissau possam se desenvolver para que os seus cidadãos vivessem com mais nobreza “disse o Primeiro-ministro de Cabo Verde.

José Maria Neves declarou que a sua expectativa em relação a esta visita é muito elevada e, disse que  têm a obrigação de fazer muito mais para o reforço das relações de amizade e  cooperação  entre os dois governos nos mais variados  domínios, desde administração pública, da reforma do estado, governação eletrónica, o domínio da segurança social, agricultura, comercio .

“Dentro das nossas possibilidades, eu e o Primeiro-ministro da Guiné, Domingos Simões Pereira com seu governo e as autoridades da Guiné-Bissau, vamos  tudo fazer para reforçar essas relações. Já temos as ligações aéreas e vamos ver agora as ligações marítimas para reforçar as trocas “ referiu o Chefe do governo cabo-verdiano.

 Neves confirmou o apoio do seu país em relação ao processo de reformas no país, salientando que independente do apoio no quadro da CEDEAO, o seu país disponibilizou um fundo para a reforma das forças armadas e de segurança,e que  também está disponível para apoiar a reforma na administração pública e a reforma do estado, designadamente a segurança social dos funcionários públicos .

“ Estamos disponíveis a receber jovens guineenses nas nossas escolas de formação profissional, nas áreas do turismo,  energias renováveis, de transformações de produtos agrícolas, e isso tudo pode acontecer já no próximo ano escolar ou seja no mês de Outubro próximo” garantiu José Maria Naves. 

O Primeiro-ministro de Cabo-Verde disse que colocar coroas de flores em homenagem a Amílcar Cabral na sua terra natal, é também homenagear o povo da Guiné-Bissau, por tudo que fez pela independência de Cabo-verde.

“Comemoramos este ano os nossos 40anos de independência, e temos uma enorme dívida para com o povo guineense, pelos contributos e sacrifícios consentidos para a nossa liberdade e estamos aqui para agradecer todo esses apoio ,e homenageando Amílcar Cabral estamos também a fazer o mesmo com esta grandiosa luta pela liberdade dos nossos dois países “ vincou José Mária Naves.

José Maria Neves chegou à Bissau esta madrugada para uma visita de quatro dias que o leva à algumas cidades do interior da Guiné-Bissau. 

ANG/MSC/JAM/SG

Ensino




Governo recebe 15 escolas construídas com fundos do Japão

Bissau, 16 Jul 15 (ANG) - A Ministra da Educação Nacional, Maria Odete Semedo presidiu quarta-feira a cerimónia de entrega de 15 escolas de ensino básico unificado construídas através do financiamento do governo japonês.

São no total 118 salas de aulas, 15 blocos sanitários e 8 gabinetes para directores. 

“O governo vai assumir a vedação, electrificação e canalização das águas nas escolas construídas, porque um ensino de qualidade passa necessariamente pela construção das infra-estruturas de qualidade, com equipamentos adequados”, disse a ministra.

Acrescentou que a acção do Ministério da Educação Nacional em parceria com o governo do Japão permitirá o alargamento da rede escolar a nível nacional.  

Por sua vez, o Director regional de Ensino no Sector Autónomo de Bissau, Causo Mané lançou um apelo aos populares no sentido de contribuírem para a conservação dos edifícios construídos para que os financiadores possam conceder mais ajudas.

Mané disse que ao nível do Sector Autónomo de Bissau vão ser realizadas visitas periódicas à essas escolas com a finalidade de controlar e de tornar pública as escolas que estão a colaborar na conservação das mesmas e as que não estão.

As referidas escolas construídas com financiamento do Japão no valor de quatro mil milhões de francos cfa vão beneficiar mais 10 mil alunos do ensino básico unificado. 

ANG/AALS/JAM

Guinetel e Guine-Telecom




Trabalhadores responsabilizam governo pela inoperacionalidade das duas empresas públicas

Bissau,15 Jul 15 (ANG) - O Presidente do Sindicato de base das empresas pública Guinetel (rede Móvel) e Guiné-Telecom (rede fixa) acusou hoje o governo de estar a agir com má-fé em relação ao processo de restruturação e relançamento das duas empresas.

 David Mingo que falava numa conferência de imprensa disse que durante os 12 meses de mandato, o executivo não se manifestou sobre o futuro dessas empresas, cujos trabalhadores enfrentam sofrimentos enormes.

Mingo referiu que o Primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira nomeou em Setembro de 2014 uma comissão de gestão e restruturação para finalizar o processo iniciado em 2009, mas que tudo continua na mesma.

O presidente do sindicato de base da GTM/GT disse que têm 18 meses de salários em atraso, e que apesar destas dificuldades os funcionários nunca baixaram os braços, tendo conseguido produzir documentos para o relançamento das duas empresas.

 David Mingo afirmou que as duas empresas estão equipadas de materiais de última geração, desde 2011.

“ Estamos com problemas e precisamos de ajuda, mas o secretário de Estado ao invés de se preocupar com a restruturação da GTM/GT deu prioridade à empresa GUIPORT tendo  já agendado uma reunião do  Conselho de Ministros para a  sua alienação. Isto mostra claramente as intensões de que querem ver a degradação das duas empresas para depois justificar que não tem condições para funcionar, ” disse David Mingo.

Referindo-se ao despedimento de 100 trabalhadores dessas empresas, David Mingo disse que o governo alegou dificuldades económicas para justificar esses despedimentos.

As duas empresas contam agora com menos de 90 funcionários e David Mingo revelou que pretendem organizar uma marcha de protesto, se até a próxima segunda-feira, dia 20, o governo não atender as suas preocupações. 

As duas empresas públicas de telecomunicações estatais chegaram de liderar o mercado.
Com o aparecimento de duas outras empresas da área não aguentaram a concorrência e a situação económica sobretudo das duas empresas piorou gradualmente até ao fecho completo.

ANG/JD/JAM/SG

Autarquias





Presidente da UPG protesta a não extensão do debate à todos os actores políticos

Bissau,16 Jul 15(ANG) - O Presidente do partido União Patriótica Guineense(UPG), contesta a aprovação da lei das autarquias sem que houvesse um debate que envolva todos os actores políticos do pais.

Ao reagir, em entrevista à ANG sobre a recente aprovação pela Assembleia Nacional Popular da Lei das Autarquias, Fernando Vaz  disse que todos os actores políticos do país serão concorrentes as próximas eleições municipais independentemente de terem ou não um assento parlamentar.

"É um direito que nos assiste. Quando se instituiu a democracia na Guiné-Bissau, criou-se a Comissão Multipartidária de Transição e todos os partidos deram o seu contributo para que a nossa democracia fosse hoje uma realidade", recordou o lidar da UPG, acrescentando que  deve-se proceder da mesma forma em relação às autarquias tendo em conta que é uma coisa nova.

Fernando Vaz sublinhou que os partidos sem assento parlamentar foram simplesmente excluídos.

"Os partidos com representações na ANP fizeram um fato às suas medidas. Portanto, começamos mal. Prepararam as autarquias as suas medidas e aquilo que irá servir à eles. Não podemos concordar com isso e naquilo que é a política geral do país à que temos direito", criticou.

O Presidente da UPG disse que a questão das autarquias é extremamente complicada e séria. Adiantou que não é um problema apenas  de Cipriano Cassamá e outras pessoas, mas sim de todos os partidos políticos legalizados.

Abordado sobre a situação de alguns  membros do actual executivo que estão à braços com a justiça, Fernando Vaz respondeu que naturalmente num país  onde existe o mínimo de ética, ao existir esta situação o governo já seria demissionário.

"O Governo não  pode refugiar-se na presunção de inocência. Para um político não é preciso que se prove a inocência. Mas sim, apenas que haja suspeição para se demitir e esperar para provar a sua inocência", explicou.
Vaz declarou que, com esta situação, parece que os membros do governo visados estão a entender o contrário e a espera para que houvesse uma sentença do Tribunal.

"É uma vergonha para todos nós o que está a acontecer. Mas quero dizer que pelo menos o poder judicial, já começa a funcionar, coisa que sempre reclamamos. Penso que deve ser assim, quem faltou deve responder", vincou a concluir.

ANG/ÂC/JAM/SG