segunda-feira, 20 de julho de 2015

Desenvolvimento regional




Cidadãos consideram pertinente realização de eleições autárquicas 

Bissau, 20 Jul 15 (ANG) – Alguns cidadãos guineenses consideram de pertinentes a realização urgente das eleições autárquicas no sentido de impulsionar o  desenvolvimento do pais e principalmente das regiões, em particular. 

Numa auscultação feita hoje pelo repórter da Agência de Notícias da Guiné (ANG), o funcionário público, Martinho Jorge Pereira, mostrou-se confiante no que diz respeito a realização das eleições autárquicas pretendida pelo governo nos próximos dois anos e acredita que terão efeitos positivos para o país. 

“Espero bem que  os guineenses vão ficar mais orgulhosos com a realização das autarquias, porque é uma coisa nova na historia da democracia no país”, disse Martinho Jorge Pereira.

Acrescentou, por outro lado, que as autarquias para além de ser um modelo que alivia o desempenho do governo , lança novos desafios entre os governadores das regiões e as respectivas populações.

Por sua vez, o Gestor de Projectos, Saibana Baldé, disse que as eleições autárquicas que provavelmente irão acontecer em 2017 no país, é mais um passo para a descentralização do poder assim como para levar o desenvolvimento da pátria de Amílcar Cabral à outros patamares evitando que tudo se centralize em Bissau.

Afirmou que é necessário saber se realmente o país está preparado para entrar no sistema das Autarquias, de forma a evitar as consequências futuras ou  seja “entrar num modelo sem estarmos preparados, como aconteceu durante a entrada do país no sistema multipartidário”.

De acordo com a estudante universitária, Jane Pereira, o método de descentralizar o poder, vai ajudar bastante o governo em termos da execução dos seus planos de desenvolvimento. 

“Com as realização das autarquias, os governadores das regiões vão querer trabalhar em termos de competições para desenvolver as suas respectivas áreas de jurisdição e as vantagens de tudo isso permitirá que os populares das regiões atingissem outro nível de desenvolvimento e se aliviem de muitos problemas que afectam as suas comunidades”, revelou Jane Pereira.     

A Gestora de Empresa, Miriam da Silva, afirmou que o governo foi muito feliz em pensar implementar as autarquias no país. 

“Hoje em dia, Cabo-Verde cresceu bastante em termos de desenvolvimento, graças a essa política. O momento é certo para que o nosso governo aposte no mesmo modelo a fim de arrancar verdadeiramente o país ”, Afirmou.   

ANG/LLA/SG

Visita PM Cabo Verde




Chefe do governo cabo-verdiano  exorta guineenses a preocuparem mais com  futuro do país

Bissau,20 Jul 15 (ANG) - O Primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, exortou aos guineenses a se preocuparem mais com o futuro em vez de se centrar as preocupações na reconciliação com o passado.

O dirigente cabo-verdiano que falava em Bissau quando orava uma palestra no Instituto Nacional de Saúde (INASA) na qual  apresentou  a Agenda de Transformação de Cabo Verde.

Na ocasião, José Maria Neves afirmou que o passado serviu apenas para estabelecer as bases, mas que, para os cabo-verdianos, o mais importante sempre foi a construção do futuro.

"A Guiné-Bissau devia preocupar-se mais em construir o futuro do que reconciliar-se com o seu passado", observou José Maria Neves.

Segundo referiu, a Guiné-Bissau, nos dias que correm, podia valer-se do seu passado glorioso, forjado na luta pela independência, e ainda no prestígio da sua actual liderança, para promover a transformação.

José Maria Neves destacou a "experiência e o prestígio internacional" do Primeiro-Ministro guineense, Domingos Simões Pereira, acumulados enquanto Secretário Executivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

"Quando eu cheguei ao cargo de Primeiro-ministro em 2001 não tinha a experiência de governação que o meu amigo Domingos Simões Pereira hoje tem", concluiu José Maria Neves, apelando aos guineenses para confiarem no seu país e nos seus dirigentes.
 ANG/Angop

Meio ambiente




“Parque Natural de Lagoas de Cufada ameaçado pela população da zona”, diz  o seu Director

Buba, 20 Jul 15 (ANG)- O Director do Parque Natural das Lagoas de Cufada, na região de Quinara (Sul) afirmou  que esta reserva da biosfera  está a ser ameaçada pelo crescimento rápido da população daquela localidade.

“Este local ecológico e de reserva da biosfera está a ser ameaçada, devido ao crescimento da população da zona e o acesso fácil  ao parque  por parte das pessoas do interior e das localidades vizinhas”, disse Joãozinho Mané, em entrevista à ANG. 

 Joãozinho Mané referiu que para fazer face a esta ameaça que considera  de “natural ”, os habitantes em causa, apesar de precisarem de, por exemplo de mais terras para lavrar, são orientados para não porem em causa, aquilo que é o “essencial” para a sua manutenção.

Segundo Mané, as populações vizinhas à esta área protegida (sobretudo as da cidade de Buba)  “constituem a maior ameaça ao mesmo”.

Outro problema, segundo este perito, se deve a valorização económica de Buba, que disse ser uma “cidade com boas perspectivas de desenvolvimento no futuro”, facto que está a provocar um grande fluxo migratório de pessoas de outras localidades do país e do estrangeiro, como Guiné-Conacri para esta cidade.

E este fenómeno, conforme as suas palavras, levam as pessoas habitantes do parque a, por exemplo, “venderem” os espaços desta área protegida à terceiros que passam a ter pontas e hortas no seu interior do parque.

De acordo com Joãozinho Mané, as ameaças agravam-se com os anunciados projectos de construção do chamado “Porto de Águas Profundas de Buba” e de via-férrea entre esta cidade e o sector de Boé para o transporte dos jazigos de bauxite que, de acordo com os estudos especializados, existe nesta localidade leste do país.

“Se há parques ameaçados na Guiné-Bissau, este é um deles, dada as suas características geográficas de não ser um parque marinho como o de João Vieira e Poilão nas Ilhas de Bijagós. É um parque que se encontra na zona continental, e de rápido e fácil acesso ”, reforçou.

Este responsável explicou que, diferentemente de outros países, na sua política de conservação, a Guiné-Bissau se optou pelo chamado “Parque-População”, em que  as populações se habitam no parque.

 Em vez de serem desalojadas são sensibilizadas à não destruírem o ecossistema para o “seu próprio bem”, pautando assim, pela exploração racional dos recursos naturais”. Por exemplo, um habitante do parque pode cortar cibe para a sua casa, mas não para comercializar em Bissau ou noutra localidade fora da zona”, explicou.

Para equilibrar a conservação e a exploração racional dos recursos, informou que se criou a chamada “tipologia do Parque”, que o dividiu em três zonas, ou seja, a de desenvolvimento de actividade tradicional de  população, onde, nomeadamente, é admitida a lavoura de culturas como  mancara , milho e  caju, e ainda actividades de caça.

Joãozinho Mané queixou que   as populações locais, nas suas práticas agrícolas, vão para além, atingindo inclusive, as chamadas “zona de conservação integral”.

Segundo Mané, estas situações acontecem quando se fazem as chamadas culturas de arroz de Npampam , normalmente antecedida de desmatação e incêndio da zona a ser lavrada. 

Face a tudo isto e para manter aquilo que muitos chamam de um dos “pulmões” da Guiné-Bissau em termos ecológicos, Joãozinho Mané assegurou que está em curso o processo da nova definição e ampliação do Parque Natural de Lagoas de Cufada. 

O Parque Natural de Lagoas de Cufada é uma área protegida continental que se encontra localizada no sul da Guiné-Bissau, entre o ecossistema de Rio Corubal e o Rio Grande de Buba. Abrange, em termos administrativos, os sectores de Buba e Fulacunda e tem uma superfície total de oitenta e nove mil hectares, com 5118 habitantes distribuídos em 33 tabancas.

ANG/QC/JAM/SG















Buba




Adolescente de 17 anos põe termo à vida 

Buba, 20 Jul 15 (ANG) - O suicídio duma adolescente de 17 anos, de nome Deusa Mendes, esta semana no bairro de “Holanda”, em Buba, “surpreendeu” os habitantes deste sector do sul do país.

Residência da malograda
De acordo com os relatos feitos domingo à ANG por um professor local, Bacar Bassi Djassi , amigo da família da malograda, tudo terá começado através duma discussão desta com o irmão mais novo, tendo os pais criticado  a conduta do irmão mais novo.

Apesar dessa intervenção dos pais a malograda Deusa Mendes disse aos pais que o irmão mais novo “sucessivamente” discutia com ela, por permissão e cumplicidade deles.

“De seguida, foi chamada ao almoço com a família, por volta das 14 horas, ao que respondeu que não ia comer”, explicou Djassi que cita os pais, acrescentando que depois ela foi a dispensa, na zona traseira da casa, onde se enforcou com uma corda amarrada no tecto.

De acordo com vários testemunhos recolhidos pelo enviado da ANG à Buba, a família se encontrava num estado de “choque” sobretudo, a mãe que também fez tentativas para se suicidar. 

O repórter  da ANG que se encontrava naquela cidade ainda apurou junto duma fonte local que a malograda estudava 9ª classe, participou e foi a melhor atleta da região de Quinara nos Jogos Escolares que decorreram recentemente em Bissau, tendo sido premiada com um Certificado de Mérito.

O poço em que a mae ensaiou o suicidio
Segundo uma prima da vítima, a família levou o cadáver para a vila de Canhob, sector de Canchungo (norte), na localidade natal dos pais, onde foi sepultada.

De acordo com um residente em Buba, um caso do género aconteceu há quatro anos neste concelho, onde uma mulher que aparentava ter mais de 40 anos se enforcou, no bairro “Alto”, por razões desconhecidas.

A mulher, segundo esta fonte, era vendedeira de vinho e morava nomeadamente, com um filho que já atingia a maioridade.

O Sector de Buba, capital da região de Quinara e da Província Sul, dada a sua importância económica, está a registar um crescimento populacional “rápido”, contando  actualmente com  pouco mais de vinte e um mil habitantes. 

ANG/QC/JAM/

SG