terça-feira, 25 de agosto de 2015

Dificuldades financeiras


Presidente Mario Vaz pede mais trabalho à   entidades nacionais e Comunidade Internacional 
 
Bissau 25 Ago 15 (ANG) – O Presidente da República recebeu hoje, em audiência conjunta, o novo Primeiro-ministro, representantes da classe castrense,  sociedade civil, do sector Privado (Bancos) e o representante do Secretário-Geral da ONU assim como do Corpo Diplomático acreditado no país tendo com ambos analisado o  futuro do país.

A saída do encontro, o representante do Secretário-Geral das Nações Unidas (RSG/ONU) no país disse que o Presidente da República manifestou-lhes  a sua confiança sobre o futuro do país assim como a necessidade de se implementar uma tónica no trabalho, para se ultrapassar as dificuldades financeiras e economicas que o pais enfrenta.

“O Presidente da República disse que está a contar com a Comunidade Internacional para ajudar a Guiné-Bissau no seu percurso para o desenvolvimento estável”, revelou Miguel Trovoada. 

Trovoada reiterou a disponibilidade da Comunidade Internacional em apoiar a Guiné-Bissau através das suas autoridades legitimas. 

Quanto a  apresentação do relatório sobre a situação do país no conselho de segurança da ONU agendada para este mês, disse que o acto terá lugar ainda este mês mas na ausência do Presidente da República que não poderá tomar parte, como previsto, no encontro com o Secretário-geral das Nações Unidas devido a actual situação politica do país.

O RSG/ONU reconheceu que o país está a atravessar um momento difícil e que não é altura para a Comunidade Internacional baixar os braços nem deixar o povo guineense de lado.

Trovoada referiu que a Comunidadade Internacional deve estar a acompanhar e a sensibilizar as partes em conflito sobre a necessidade de encontrar um clima de paz e estabilidade através do diálogo com vista a conduzir o povo à via do desenvolvimento almejado.

Por sua vez, o diretor nacional do  Banco Central dos Estados da Africa Ocidental (BCEAO) disse que o encontro serviu para a  partilha das  preocupações sobre o desenvolvimento do pais com o Presidente da Republica  nos vários sectores especialmente no campo produtivo que constitui o fator de criação de riquezas.

“Significa que haverá mais emprego, melhor distribuição e melhor condição de vida para as populações”, assegurou El Haj Mamadu Fadia.

Garantiu que o Banco Central vai disponibilizar aos bancos comerciais financiamentos na ordem de e 1.200.000.000fcfa (um bilião e  duzentos milhões de francos cfa) semanalmente, para sustentar as necessidades de financiamento do sector economico.

Mamadu Fadia disse que o sector bancário do país está de boa saúde porque tem liquidez do banco Central onde participaram com cerca de 50 por cento no financiamento de títulos da dívida pública retida pelo governo.

O economista referiu que o nível de financiamento da economia por parte do sector privado ronda os 68 mil milhões de francos cfa.

ANG/FGS/SG

Comunicação Social

Directores-gerais  da TGB e  RDN  exonerados das suas funções

Bissau, 25 Ago 15 (ANG) – O Director-geral da Rádio Difusão Nacional (RDN),Muniro Conté e a directora-geral da Televisão Nacional (TGB), Paula Silva Melo foram exonerados  segunda-feira das suas funções através de um despacho produzido  pelo novo Primeiro-ministro.

 Baciro Djá acusou a Directora-geral da TGB, Paula Melo e o Director-geral da RDN, Muniro Conté de “ um tratamento parcial da crise política”, na sequência da  demissão, no passado dia 12 de Agosto, do Governo de Domingos Simões Pereira, que estava em funções há 14 meses.

O mesmo despacho acrescenta  que o actual Primeiro-ministro “ proibiu” igualmente a retransmissão dos debates da Assembleia Nacional Popular que eram feitas pela Radiodifusão Nacional.

“ Tendo em conta a necessidade de imprimir novas orientações aos Órgãos Públicos de Comunicação Social e tendo em consideração que os actuais responsáveis não se adequaram as orientações emitidas, não se apresentam em condições de liderar os respectivos órgãos nesta nova fase”, refere o despacho .

O Primeiro-ministro criticou a transmissão dos debates no parlamento, tendo considerando que não foram respeitada as orientações para a manutenção de um clima de paz  no pais.

Para as funções de coordenador da RDN e TGB, foram nomeados provisoriamente, os jornalistas, Califa Soares Cassama e Eusébio Nunes respectivamente, sendo que os dois já haviam exercido essas funções nesses órgãos. 

A NG/LLA/SG

Crise política

Deputados pedem exoneração do novo Primeiro-ministro

Bissau 25 Ago 15 (ANG) – Os deputados recomendaram segunda-feira a exoneração de Baciro Djá ,o novo Primeiro-ministro nomeado pelo Decreto Presidencial nº 06/ 2015, e a nomeação de   um novo chefe do executivo indicado pelo PAIGC, partido vencedor das últimas eleições legislativas.

Após os debates realizados no âmbito de uma sessão extraordinária, os parlamentares declararam  apoio e colaboração institucional ao Governo legitimo do PAIGC e apelam à todos os órgãos de soberania e  instituições do Estado a enveredarem pelo diálogo e concertação permanente, propondo, para o efeito, a  assinatura de um Pacto de Estabilidade, a fim de assegurar a governabilidade do país até ao fim da legislatura e do mandato presidencial.

 Os parlamentares votaram ainda com 77 votos a favor zero contra e 02 abstenções,  a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar a veracidade das acusações de corrupçäo e exploração dos recursos naturais da Guiné-Bissau, feitas contra o governo liderado por Domingos Simões Pereira.

 Os parlamentares recomendarem as lideranças dos partidos políticos representados na Assembleia Nacional Popular a continuarem a envidar esforços no sentido de, em conjunto, avançarem com propostas de solução ao Presidente da República.

Intervindo no acto de encerramento o Presidente da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassama considera a  actuação dos deputados  de “sinal de maturidade democrática”.

Cassama  disse que apesar das suas diferenças, os deputados são capazes de trabalhar em conjunto na procura de soluções para o bem do país.

Essa sessão extraordinária dedicada ao debate sobre a situação politica vigente realizou-se na sequência de uma reunião da Comissão Permanente da ANP cuja resoluções condenaram a decisão presidência de nomear Baciro Djá, novo Primeiro-ministro, sem que essa nomeação seja por indicação do PAIGC, vencedor das últimas eleições legislativas. 

ANG/MSC/SG

Salários

Novo Primeiro-ministro garante pagamento de salário à 25 de cada mês

Bissau, 25 Ago 15 (ANG) - O novo Primeiro-ministro, Baciro Djá garantiu  segunda-feira o pagamento regular do salário à 25 de cada mês, aos servidores do Estado.

Em declarações à imprensa no final de uma reunião com os representantes das instituições bancárias do país, Baciro Dja confirmou que há insuficiência de verbas para o pagamento de   salários do corrente mês.

Acrescentou que se chegou ao entendimento  com os bancos comerciais no sentido de efectuarem  a cobertura do remanescentes de forma a que se possa se efecuar o pagamento de salários hoje, 25 de Agosto.

 Sublinhou que os responsáveis dos bancos só estavam a espera das orientações do novo Primeiro-ministro para efectuar o pagamento regular do salário aos servidores do Estado.

“O pagamento regular do salário aos funcionários públicos vai tornar o povo guineense mais tranquilo para que juntos possamos procurar o melhor para Guiné-Bissau”, referiu .
Baciro Djá prometeu para breve o anuncio do  elenco governamental que irá dirigir o país nos próximos tempos. 

O novo primeiro-ministro pretende com a iniciativa voltar aos tempos em que o actual Presidente da Republica, José Mário Vaz era ministro das finanças. 

ANG/AALS/SG

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Crise Política

Bureau Politico do PAIGC condena decreto presidência que nomeia novo Primeiro-ministro

Bissau 24 Ago 15 (ANG) – O Presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC), reclama que o direito de formação do governo e de governação é da competência do seu partido.

Domingos Simões Pereira, em declarações a imprensa, à saída da reunião do Bureau  Político daquele partido decorrido no ultimo fim-de-semana, considera que é importante manter as linhas de diálogo de maneira a ultrapassar a crise política vigente no país, tendo afirmado que a nomeação do terceiro vice-presidente do PAIGC ao cargo do Primeiro-ministro é inconstitucional.

Afirmou que o Presidente da República, deve rever essa situação, outorgando ao PAIGC a competência de  fazer uso de numa prerrogativa que lhe é atribuída por força  de sua vitoria eleitoral
O presidente dos libertadores disse que durante a reunião, o Bureau Político analisou o comportamento de alguns militantes e dirigentes que afligiam as regras do partido e chama a atenção sobre o facto de, se não reconsiderarem as posições, incorrerem na aplicação de sanções, conforme os articulados do PAIGC.

O Bureau Politico do PAIGC reunido entre os dias 21 e 22 do corrente mês e durante  cerca de 16 horas,  condenou o Decreto Presidencial nº 06/2015, que nomeia Baciro Djá ao cargo do Primeiro-ministro da Guiné-Bissau, a revelia da Constituição e dos estatutos do partido vencedor das últimas eleições legislativas.

O Bureau Político exortou ao terceiro vice-presidente do PAIGC a assumir a atitude de militante, facilitando o processo de diálogo demitindo-se do cargo para que  fora nomeado e empossado inconstitucionalmente e sem o necessário aval do partido .

Este órgão do PAIGC lamentou o facto de três moções de confiança ao governo de PAIGC  aprovados, por unanimidade, pela Assembleia Nacional Popular, não terem merecido nenhuma consideração por parte do Presidente da República antes de tomar a decisão de exonerar Domingos Simões Pereira.

Encoraja ao Conselho Nacional de Jurisdição do PAIGC a prosseguir a sua acção disciplinar contra todos os militantes que infringem os estatutos do partido. ANG/MSC/SG

Novo PM/reacçöes

Parlamento condena nomeação de Baciro Djá

Bissau 24 Ago. 15 (ANG) – A Comissão Permanente da Assembleia Nacional Popular condenou no ultimo-fim-de-semana a nomeação de Baciro Djá pelo Presidente da República, Mário Vaz nas funções de novo Primeiro-ministro.

Os deputados, em resolução final, depois de uma analise da decisão consideraram que a mesma  não respeita a Constituição da Republica que determina que o primeiro-ministro é nomeado segundo resultados eleitorais das legislativas.

No comunicado a que a ANG teve acesso a Comissão Permanente da ANP  reafirma a sua fidelidade aos princípios constitucionais, ao diálogo e concertação como instrumentos de resolução de diferendos políticas institucionais entre os órgãos da soberania.

O comunicado apela ao Presidente da República no sentido de reconsiderar a sua posição e promover, no quadro constitucional, uma solução para a crise vigente no país.

A Comissão Permanente da ANP afirma ainda a sua disponibilidade para, num quadro concertado com todas as forças vivas da nação, procurar uma solução politica e constitucional para a crise.

Em cumprimento as deliberações dessa reunião da  Comissão Permanente da Assembleia Nacional Popular, os deputados iniciaram esta segunda-feira uma sessão extraordinária destinada ao debate da situação politica resultante das decisões presidências de nomeação de novo Primeiro-ministro.

O Bureau Politico condenou igualmente a decisão tendo solicitado ao recém nomeado Primeiro-ministro, Baciro Djá  a se demitir  do cargo. 

ANG/MSC/SG

Segurança Presidencial

Presidência da República nega que Mário Vaz tenha pedido mais “Gendermeries” para sua proteção

Bissau, 24 Ago 15 (ANG) - A Presidência da República considerou de falsa a notícia avançada pelo Jornal Senegalês “Le Témoin” segundo a qual o chefe de Estado guineense pediu o seu homólogo senegalês, Macky Sall, o envio de um destacamento do Grupo de Intervenção da Gendarmaries Nacional (GIGN) para sua protecção pessoal.

A informação foi dada à imprensa este fim-de-semana pelo Conselheiro e Porta-voz da Presidência da República, Fernando Mendonça.

“Essa notícia é o mar de especulação montada. O jornal cita como a fonte da notícia o canal diplomático, é fácil dizê-lo porque nunca se vai saber qual é o canal diplomático. Conhecemos a forma de fazer passar esse tipo de notícias. Nós somos jornalistas de profissão”, disse Fernando Mendonça.

O porta-voz da Presidência lembrou ainda que está na Guiné-Bissau o contingente militar da ECOMIB (da CEDEAO) para apoiar a estabilização política, pelo que, segundo sustentou, não faz nenhum sentido a notícia avançada pela imprensa senegalesa sobre o pedido de uma força de Gendarmaries para proteger o Chefe de Estado guineense.

“Essa notícia é totalmente falsa e sem fundamento. Para já a Guiné-Bissau tem as suas forças da defesa e segurança que são reforçadas pela força da ECOMIB. Então qual é a razão de pedir uma outra força?, questionou.
Mendonça disse que Senegal faz parte da referida força da ECOMIB que está no país, e questionou do porquê de pedir mais a presença de uma outra força militar senegalesa.
Aquele responsável admite ainda existir “muitos guineenses que não gostam deste país, tanto aqueles que vivem na Guiné-Bissau como no estrangeiro”.
O jornal senegalês “Le Témoin” publicou na sexta-feira uma notícia que dava conta que o Presidente da República da Guiné-Bissau solicitou ao seu homólogo senegalês, Macky Sall o envio de um destacamento do Grupo de Intervenção da Gendarmaries Nacional (protecção estreita e luta contra terrorismo e crime organizado), para sua protecção pessoal. 

ANG/Jornal O Democrata

Comunicação Social

Conselho Nacional encoraja órgãos a informarem na base das normas do jornalismo

Bissau, 24 Ago 15 (ANG) - O Conselho Nacional da Comunicação Social (CNCS) encoraja  aos órgãos da Comunicação Social  a prosseguirem com a missão de informar e formar a opinião pública com base no respeito pelas normas que regulam actividades do jornalismo.

A informação consta numa nota à imprensa produzida no dia 20 do mês corrente pelo Conselho Nacional da Comunicação Social tendo em conta ao actual momento político conturbado em virtude da demissão do governo liderado por Domingos Simões Pereira.

De acordo com a nota, o Conselho Nacional da Comunicação Social ameaça instaurar processos administrativos contra os que violem o quadro legal da imprensa, podendo acarretar entre outros a retirada de licença de funcionamento.

Recomenda a sinalização de casos de indícios de prática de crimes de abuso de liberdade de imprensa e denúncias dos responsáveis pelos referidos actos ao Ministério Publico para efeitos de procedimento criminal.

O CNCS apelou aos órgãos da comunicação social públicos e privados a escrupulosa observância das normas que regulam o exercício da sua actividade nomeadamente a auto-regulação, rigor e pluralismo de informação de modo a não servir de instrumento de propaganda político e partidário, refere o documento.

 Apelou igualmente aos jornalistas ao estrito respeito pelos deveres legais e os princípios ético e deontológicos que regem a sua profissão, designadamente a isenção e objectividade.

O comunicado refere que o  Conselho Nacional da Comunicação Social visa com as recomendações feitas a manutenção do clima de paz e tranquilidade social prevalecente até então enquanto se procura  uma solução constitucional da crise política prevalecente no país.

ANG/AALS/SG

Novo PM/reacçôes

PCD condena  nomeação de novo PM pelo Presidente da República

Bissau 24 Ago 15 (ANG) – O Partido da Convergência Democrática (PCD) condenou hoje a decisão do Presidente da República, de nomear um novo Primeiro-ministro,alegando que a mesma não se conforma com a “legalidade” constitucional do país.

Num comunicado à que a ANG teve acesso, o PCD acusa José Mário Vaz de total desrespeito e inobservância aos conselhos constitucionais ao nomear um Primeiro-ministro à revelia do Partido Africano para Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC), que ganhou as eleições legislativas de 2014, com  maioria absoluta.

“Em face do sucedido, o Presidente da República colocou o país em resultado do golpe de Estado constitucional cujas consequências são imprevisíveis imputando-o a sua total responsabilidade pelo que daí possa advir”, avisou a nota.

A Comissão Política do PCD imputou a responsabilidade ao José Mário Vaz pelos eventuais impasses políticos e desmandos que venham a ocorrer no país e pela eventual infuncionalidade das estruturas do Estado e do governo, e por quaisquer convulsões sociais que venham a resultar desse acto de nomeação de Baciro Djá ao cargo de Primeiro-ministro.

Aquela formação política repudiou a decisão resultante do que conseira  “golpe palaciano perpetrado pelo Presidente da República” a quem o partido pede para reponderar e  retroceder assumindo as suas responsabilidades na qualidade de primeiro magistrado da nação, para garantir a paz e a estabilidade no país.

Por último, a Comissão Permanente do PCD exorta à todos os guineenses e aos seus militantes e simpatizantes para estarem preparados para um novo combate politico tendente a reposição da legalidade. 

ANG/ FGS/SG

Nações Unidas

Conselho de Segurança debate situação da Guiné-Bissau no dia 28 deste mês, diz Miguel Trovoada

Bissau, 24 Ago 15 (ANG) - O Chefe do Escritório Político das Nações Unidas de Apoio a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS) afirmou hoje que o Conselho de Segurança vai reunir no dia 28 deste mês em Nova Yorque, para debater a situação sócio- política no país.

A saída de audiência com o Presidente de Assembleia Nacional Popular, Miguel Trovoada disse que essa reunião vai avaliar o desempenho das Nações Unidas nos primeiros seis meses .

Abordado se a recente crise política será objecto de análise dos 15e países membros do Conselho, este Representante Especial do Secretário-geral da ONU confirmou que será “um dos aspectos”.

Trovoada acrescentou que outro assunto “fundamental” que vai ser discutido neste encontro internacional de alto nível, se relaciona a Resolução 2048 do Conselho sobre o “regime de sanções”, decretado na sequência do golpe de Estado de 12 de Abril de 2012.

Recentemente, o Conselho de Segurança prorrogou o mandato do UNIOGBIS no país até Fevereiro do próximo ano, com a missao de levar a cabo acções com vista a estabilidade política e  paz duradoira na Guiné-Bissau.

ANG/QC/SG

Crise política

Presidente da Nigéria lamenta nomeação do novo PM antes da chegada da missão da CEDEAO

Bissau, 24 Ago 15 (ANG) – O Presidente da Nigéria lamentou na última sexta-feira (21 do corrente), a nomeação e tomada de posse do novo Primeiro-ministro da Guiné-Bissau, antes da chegada ao país da Missão da Comunidade Económica de Estados África Ocidental(CEDEAO) que vinha  ajudar a resolver a crise política vigente.
Presidente da Nigéria


"É lamentável que o Presidente Mário Vaz tenha nomeado e dado posse a um novo Primeiro-ministro numa altura em que a  missão chefiada por Olosegum Obasanjo (antigo presidente da Nigéria), estava reunido com o Presidente Macky Sall, do Senegal, para posteriormente se seguir rumo à Bissau, referiu Buhari durante uma comunicação sobre a situação política da Guiné-Bissau, citado pela Tvi24.

Na sua declaração, o Presidente nigeriano apelou à calma e pediu às lideranças políticas guineenses para que tenham a "máxima moderação" de modo a garantir a manutenção da lei e da ordem enquanto se continuam a envidar esforços com vista a resolução da actual crise política que o país atravessa.

A Nigéria é o principal financiador da missão militar da CEDEAO no país a Ecomib, uma força de estabilização composta por militares e polícias da sub-região, destacados para a Guiné-Bissau desde o golpe de Estado de Abril de 2012, e que ainda se permaneceram no país, por se considerar que ainda há ameaças à paz na Guiné-Bissau.

A comitiva que na quinta-feira devia ter chegado à Bissau para ajudar a resolução da crise tinha sido organizada no âmbito da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e integrava ainda a comissária da organização para os Assuntos Políticos, Paz e Segurança, Salamatu Hussaini.

Os enviados que viajavam da Nigéria para Guiné-Bissau fizeram uma paragem em Dacar (Senegal) onde se reuniram com o líder senegalês foi quando souberam da escolha de Baciro Djá como novo chefe do executivo guineense.


Na Guiné-Bissau, a nomeação de Baciro Djá motivou protestos do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), maior formação politica do país, e de organizações da sociedade civil guineense que consideram a decisão do Presidente da República de inconstitucional. 

ANG/Tvi24

sexta-feira, 21 de agosto de 2015


Novo PM/Reabres

 

Aliança Nacional pela Paz e Democracia pretende mover acção judicial para destituir Presidente da República
 

Bissau 21 Ago 15 (ANG) – A recém-criada Aliança Nacional pela Paz e Democracia que junta diversas organizações da Sociedade Civil da Guiné-Bissau, promete intentar uma acção judicial visando a destituição do Presidente da República, José Mário Vaz.

Luís Vaz Martins
Numa reacçäo   ao Decreto Presidencial que nomeia Baciro Dja novo Primeiro-ministro, a organização liderada pela Liga Guineense dos Direitos Humanos acusa o Presidente da República José Mário Vaz de "estar à mais" na sociedade guineense.

Citado pela Lusa, Luís Vaz Martins, o Porta-voz da referida Aliança acusa o chefe de Estado guineense de uma série de factos que dizem ser contrários à Constituição do país, nomeadamente, um alegado desrespeito pelos símbolos nacionais e um "golpe de Estado institucional".

 As organizações agrupadas na Aliança Nacional pela Democracia consideram inconstitucional a decisão de José Mário Vaz em nomear Baciro Djá Primeiro-ministro, pelo que vão atacá-lo no Supremo Tribunal de Justiça (STJ).

Questionado como pensam actuar na Justiça para pedir a destituição do chefe de Estado, Luís Vaz Martins, antigo Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, disse que o assunto será tratado por uma equipa de juristas do país.

 Prometeu iniciar hoje um processo de desobediência civil no país que passará  pela paralisação dos transportes e ainda por um apelo aos funcionários públicos para ficarem em casa.

As organizações da sociedade civil responsabilizam ainda o Presidente guineense pelas "consequências imprevisíveis" da nomeação de um "Governo inconstitucional" e receiam ainda que este acto possa "levar a uma intervenção militar".

 Acusam o José Mário Vaz de não ter ouvido os apelos de todos os quadrantes da sociedade guineense e "até do secretário-geral das Nações Unidas" no sentido de não demitir o Governo de Domingos Simões Pereira.

De acordo com o porta-voz da Aliança Nacional pela Paz e Democracia a Plataforma que congrega partidos políticos, sindicatos e associações patronais, apela à adesão das igrejas e líderes tradicionais.

 "O país caminha para uma situação muito perigosa que pode conduzir a mais uma intervenção dos militares", afirmou Luís Vaz Martins.

ANG/Lusa

Novo PM/Reacções

PAIGC considera de "ilegal e inconstitucional" nomeação de Baciro Dja

 Bissau, 21 Ago 15 (ANG) - O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC) considerou esta quinta-feira de ilegal e inconstitucional a nomeação do novo Primeiro-ministro.
O Porta-voz do PAIGC no centro

"Isso pode ser considerado um golpe contra a Constituição da República, e pode trazer  consequências gravíssimas para a Guiné-Bissau", disse em declarações à imprensa o porta-voz do partido, João Bernardo Vieira, a saída de uma reunião do Bureau Politico do PAIGC.

Afirmou que a nomeação do novo Primeiro-Ministro não é de conhecimento do partido.

O porta-voz do PAIGC, lamentou o facto de o Presidente da República “ter insistido em querer projectar o país para o caos e o abismo” numa altura em que se aguardava a vinda de uma importante delegação da CEDEAO para mediar a crise.

 Acrescentou que, os esforços empreendidos pela “ altas esferas” da Comunidade Internacional, nomeadamente pelo Secretario Geral da ONU e por outros chefes de Estado, nomeadamente do Senegal e da Guiné-Conakry não surtiu efeito e que o acto acima referido demonstra que da parte do  Presidente da República existe de facto “ má fé”.

 João Bernardo Vieira sublinhou ainda que existe a intenção de pôr em causa os resultados das últimas eleições legislativas e de retirar da governação o PAIGC, partido vencedor por maioria absoluta.

“Nesta conformidade, o PAIGC imputa total  responsabilidade ao Presidente da República por todo e qualquer impasse político, socioeconómico, marasmo, tensão, retrocesso nomeadamente o atraso no inicio do ano escolar, falta de salários, de luz, água, medicamentos nos hospitais, e outros serviços”, refere porta-voz do PAIGC.


Sublinhou que o PAIGC irá igualmente convocar os seus órgãos superiores para aquilatar a resposta adequada a aportar assim como desencadear todos os mecanismos legais que lhe assistem para a correcção das ilegalidades cometidas.

“Não querer que o Presidente do PAIGC seja o Primeiro-ministro invocando razões de incompatibilidade e outras, não significa que o chefe de Estado deve impor ao PAIGC uma escolha sua,mesmo que essa figura seja do nosso Partido. Essa competência cabe exclusiva e estatutariamente ao PAIGC”, disse João Bernardo Vieira.

O porta-voz do PAIGC alertou a Comunidade Internacional pela “grave crise” provocada pelo Presidente da República e de forma intencional e deliberada .

" Agora agravada com a decisão de nomear um Primeiro-ministro, por iniciativa própria, fora do quadro legal e constitucional". disse.
Sublinhou que, essa decisão, contrária aos esforços internos e internacionais de promoção do diálogo e do bom senso, acaba de projectar o país para uma crise política e social com graves consequências futuras,  incluindo os resultados da Mesa-Redonda de Bruxelas e consequentemente os projectos e programas de desenvolvimento, bem como as reformas já engajadas.
Confirmou que o PAIGC condena veementemente e sem reservas as medidas ora tomadas pelo Presidente da República, apelando a todos militantes, dirigentes e simpatizantes, aos partidos políticos que partilham desta visão da governação na base da lei para a  defesa da democracia, legalidade e da verdade.

O PAIGC exorta às forças da ordem no sentido de assegurarem a ordem pública no estrito respeito da lei, sem prejuízo do direito de manifestação que a lei confere aos cidadãos.

O Presidente da Republica nomeou quinta-feira Baciro Dja, Primeiro-ministro, uma semana após ter demitido o governo de inclusão que era chefiado por Domingos Simões Pereira.ANG/AALS/SG


 
Novo PM/Recções

 

"O Presidente da República será responsabilizado por qualquer impacto político", avisa presidente do PAIGC

 Bissau,21 Ago 15(ANG) - O ex. Primeiro-ministro e presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira disse  que o seu partido  vai responsabilizar José Mário Vaz por qualquer impacto político derivado da nomeação de Baciro Djá como novo chefe do executivo.

Ex. Primeiro-Ministro
 "Vamos responsabiliza-lo não só politicamente, mas também judicialmente por este conjunto de elementos que consubstanciam uma vontade inequívoca de repor o país em situações de dificuldades e de conflitos. Ele próprio dizia na sua comunicação ao país uma situação potencial de guerra civil", afirmou Domingos Simões Pereira em declarações à RDP-África.

 O Presidente do PAIGC disse que desde a tomada de posse do seu Governo, o chefe de Estado sempre posicionou como sua oposição e tem "insistidamente" procurado elementos para provocar uma crise.

 "Na ausência de seus objectivos, escolheu esta forma de colocar a Guiné-Bissau mais uma vez numa situação de dificuldade o que é muito lamentável", frisou.

 Simões Pereira reagia a nomeação do novo Primeiro-ministro na pessoa de Baciro Djá, que a dado momento se demitiu do governo liderado por Domingos Simões Pereira alegando quebra de confiança.

ANG/ÂC/SG

Novo Primeiro-ministro

Baciro Dja investido nas funções pelo Presidente da República

Bissau,21 Ago 15(ANG) - O Presidente da República , José Mário Vaz, disse quinta-feira que nomeou Baciro Dja para as funções de Primeiro-ministro na qualidade de um dos vice-presidentes do PAIGC, vencedor das ultimas eleições legislativas..

Baciro Dja
Mário Vaz falava na cerimónia de investidura de Baciro Dja, terceiro vice-presidente do PAIGC, entretanto suspenso do partido por alegadas práticas anti estatutárias, situação que terá sido anulada por decisão do Tribunal Regional de Bissau, na sequência de uma providência cautelar.

O PAIGC teria proposto  para estas funções o seu presidente, Domingos Simões Pereira , que havia sido demitido das funções.

Ao discursar no acto o chefe de Estado fez questão de salientar  que devolveu o poder ao PAIGC enquanto legítimo vencedor das últimas eleições legislativas.

José Mário Vaz reconheceu no entanto a imprevisibilidade da situação política do país, dizendo que não contava que a evolução dos acontecimentos lhe obrigasse a nomear um novo chefe do Governo, há pouco mais de um ano.

Disse que a dinâmica da condução dos assuntos do Estado impõe a tomada de decisões nem sempre agradáveis em nome dos mais sagrados interesses e aspirações legítimos do povo guineense.

Baciro Dja de 42 anos, considerou a sua escolha de  “constitucional” .

Djá reconheceu a “necessidade de criação de condições para o desenvolvimento almejado”, tendo interpelado os políticos,  militares e a sociedade civil para a assunção das responsabilidades face ao país.

O novo chefe do Governo prometeu eleger o diálogo franco, honesto e sincero para a busca de soluções concertadas e duradouras para ultrapassar a crise em curso.  ANG/ÂC/SG