terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Futebol


                     Guineenses  apelam  recepção calorosa dos Djurtus

Bissau,24 Jan 17 (ANG) -  Alguns guineenses sentem-se orgulhosos dos “Djurtus”,  apesar da eliminação da equipa nacional no Campeonato Africano da Nações CAN 2017, e apelam uma recepção calorosa aos jogadores, alegando serem heróis nacionais.
 
Ouvidos hoje pela Agência de Notícias da Guiné- ANG, o comerciante  Braima Mané, o condutor de transporte misto Tony Cá, Milena Sá Nogueira e Ana Rosa Benante elogiaram o empenho dos jogadores na competição.

O comerciante Braima Mané considerou de bom a participação, porque a “ nossa selecção é uma equipa que veio quase do nada e desputou bem todos os jogos com as selecções com mais experiência na competição”.

Em relação as derrotas nos jogos frente a equipa dos Camarões e Burquina Faso indicou a falta de ritmo competitivo dos jogadores e de experiência.

*Por exemplo, no jogo contra os Camarões em que a equipa nacional começou bem o jogo, mas na segunda parte o factor  fraca competição contou mais*, referiu.

Contudo, Braima Mané manifestou a sua insatisfação por não alinharem o ex. Capitão da equipa nacional, Bucundji Cá, mas disse no entanto que  não tenciona  contrariar o trabalho da equipa técnica liderado por Baciro Cande.

O condutor de transporte misto, Tony Cá disse estar satisfeito com o empenho dos jogadores no CAN2017 apesar da eliminação na prova e sustenta  ser a primeira vez que a equipa nacional participa na maior competição desportiva do continente africano.

“Encorajo os adeptos e aos guineenses no sentido de continuarem a apoiar a equipa a preparar melhor para o próximo campeonato de 2019”, disse.

Quanto as alegadas falhas cometidas pelo seleccionador nacional , Tony Cá disse que as pessoas devem agradecer o trabalho de Baciro Candé pela alegria que deu ao povo.

Milena Sá Nogueira disse estar orgulhosa pelo desempenho dos “Djurtus” e pela sua participação no campeonato Africano das Nações em curso no Gabão desde 14 de Janeiro até 05 de Fevereiro de 2017.

“A presença da selecção no CAN, para mim já é uma vitória, porque o hino nacional foi entuado três vezes e a bandeira foi também hasteada igualmente três vezes ao mais alto nível no continente”, afirmou Milena Nogueira.

Pediu aos guineenses para apoiarem a equipa nacional e não desistir porque fizeram tudo para ganhar os jogos que disputaram e não conseguiram.

Por sua vez, Ana Rosa Benante elogiou igualmente a participação da selecção nacional no CAN, apesar do seu afastamento da prova.

Acredita que os jogadores podem trazer mais alegria ao povo se continuarem a competir e participar nas grandes provas internacionais, pelo que merecem ser recebidos e apoiados por  todos os guineenses.
ANG/LPG/ÂC/SG



sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

CAN Gabao 2017


Guiné-Bissau perde com Camarões

Libreville, Gabão, 19 Jan 17 (ANG) - A selecção nacional de futebol vergou-se quarta-feira perante a sua congênere de Camarões por 2-1, isso depois de estar a vencer durante todo a primeira metade do jogo disputado no estádio "Amitie".

O conjunto guineense surpreendeu o mundo ao estar em vantagem no marcador durante toda a primeira parte, devido ao tento apontado pelo avançado, Piqueti que, sozinho, driblou a partir do meio campo do adversário uma muralha de três adversários camaroneses, para depois desferir forte no fundo das malhas defendidas por Joseph Ebogo.

O golo deu azo a uma ensurdecedora gritaria de centena e meia de adeptos guineenses, de guiné-conacri e senegalés, presentes no Estádio "Amitie" de Libreville, bem como de gaboneses que tanto torceram pela vitória da turma nacional.

São casos, por exemplo, de Yves, um gabonês acompanhado do seu amigo da Republica Democrática do Congo, de nome Patrice que manifestou sua desilusão pelo resultado, mas mostrou-se confiante na vitória dos Djurtus no terceiro e ultimo jogo do grupo A,  contra o Burkina-Faso.

"Não te entristeces, meu amigo, vocês merecem. Éh a voça primeira presença numa competição desta envergadura e olha a humilhação que vocês mostraram aos camaroneses", dizia Yves, o tal gabonês tentando consolar o repórter da ANG. O seu amigo interrogava-se apenas sobre a opção feita pelo treinador guineense de tirar o autor do golo do retângulo do jogo.

Já na sala de imprensa e questionado se o resultado era justo, "mister" Baciro Cande respondeu negativamente tendo argumentado que durante toda a primeira metade do encontro, os seus pupilos dominaram por completo "Os Leões Indomáveis" e aos 15 minutos, por pouco, não dilataram a vantagem quando o avançado Frederic Mendy tentou dar chapéu ao guarda-redes de Camarões. 

Respondendo ainda a um jornalista camaronês se este resultado se deve a uma eventual má estratégia usada ou se foi a falta de motivação dos jogadores, Cande respondeu negativamente e argumentou que a turma nacional jogou "taco a taco" perante uma "das grandes seleções africanas".

"A Guiné-Bissau nunca se impressionou diante desta potencia africana em futebol", negou o "mister" que olha para o jogo contra os burkinabes, no próximo Domingo, em Franceville, a 600 quilómetros da capital gabonesa, como a derradeira chance para o apuramento dos Djurtus, "isso teoricamente falando".

Ao longo da partida o treinador guineense procedeu a duas substituições nomeadamente, o autor do golo, Piqueti que cedeu lugar a Idy Computador, isso aos 50 minutos da partida e depois do primeiro golo camaronés que ocorreu aos 60 minutos, por entremédio do avançado Siane, cinco minutos depois, trocou Sami por Toni Sá Brito.

Infelizmente, para os guineenses, a estratégia não surtiu efeito e a equipa dos Camarões consolidou a sua vitória aos 77 minutos depois do "tiro" potente do médio Mandjeck.

Eis a composição das duas equipas:

Guiné-Bissau: Jonas, Tomas Dabo, Rudy, Juari, Mamadu Cande, Zezinho (Capitão), Santos, Nanissio, Toni Silva, Piqueti, Frederic Mendy.

Suplentes: Emanuel Mendy, Lassana Camara, Eridson, Abel Camara, Bocundji Ca, Papa N'baye, Agostinho Soares, Sami, Joao Mario Idy Computador e Aldair Rui Dabo.
Treinador: Baciro Cande

Camarões: Joseph Ebogo, Adolphe Kamgang, Ngadeu Michel, Ypongo Ambroise, Benjamin Moukandjo (Capitao), Aboubakar Aboubakar, Chrisntian Bassogoug, George Mandjeck, Sebastian Siani e Fai Suiri.

Suplentes: Ernest Massoussi, Nicolas Nkolou, Zoua Jacques, Edgar Salli, Franck Boya, Goda Jules, Suntchuin Arnaud, Robert Ndip Tambe, Karl Ekambi, Djetei Mohamed, Joseph Ngwien II e Bokwe Georges.
Treinador: Hugo Boss.

José Augusto Mendonça, enviado especial da ANG ao CAN Total Gabão 2017 em Gabão

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Sociedade Civil



Fórum das mulheres guineenses, gambianas e senegaleses exorta Jammeh a respeitar decisão popular  

Bissau, 19 Jan 17 (ANG) – O Fórum da Plataforma  política  das mulheres guineenses, gambianas e senegaleses , exortou hoje ao ex-Presidente da República de Gâmbia, Yahya Jammeh  a respeitar a vontade  do seu povo expressa nas urnas.

Segundo a  Rádio Sol Mansi, em conferência de Imprensa esta quarta-feira em Bissau, a Vice-presidente do Fórum , Aissato Injai disse estar preocupada com a situação na Gâmbia, razao pela qual pede a resolução pacífica da crise despoletada por Jammeh ao recusar os resultados eleitorais que dão vitória ao seu rival nas presidencias de Dezembro, Adama Barrow.

 Aissato Injai apela por outro lado as forças de defesa gambianas a permanecerem  isentas tal como fizeram desde  o escrutinio até presentemente, para demonstrar a sua maturidade, em nome da paz e do progresso.

A Vice-presidente do Fórum da Plataforma política das mulheres guineenses, gambianas e senegalesas declarou o apoio incondicional da organizacao ao povo gambiano.  

Segundo o embaixador da Gâmbia em Bissau, Adama Barrow toma posse esta tarde na embaixada da Gâmbia no Senegal.
ANG/ PFCSG

Política


        Renovadores se assumem como alternativa ao poder mais viável 

Bissau,19 Jan 17(ANG) – O Partido da Renovação Social (PRS) se assume como a mais viável  e consistente alternativa ao poder na Guiné-Bissau, declarou hoje o seu Secretário-geral, Florentino Mendes Pereira.
 
Mendes Pereira falava aos militantes e dirigentes do partido numa conferencia realizada no quadro das comemorações dos 25 anos da criação do partido.

“Temos vindo a dar provas de que o PRS é um partido responsável, amadurecido e capaz de, quando chamado, contribuir para a salvação do povo”, salientou.

O político disse  que o PRS é uma grande casa aberta a discussão e resolução de grandes problemas e vícios que têm afetado sistematicamente a governação do país em geral.

“Todos são bem vindos a nossa casa para comungarem do novo conceito positivo de governação . Nunca seremos demais em pensar e contribuir  para o progresso e desenvolvimento deste martirizado povo que se viu privado, durante muito tempo, do  mais elementar direito ao progresso”, disse.

Mendes Pereira declarou que o PRS sempre esteve e estará humildemente disponível quando se trata da salvação, reconstrução e renovação social.

  Na Conferência  subordinada ao tema” PRS em Defesa da Legalidade Democrática e Unidade Nacional”, representou ao governo o ministro de estado do Interior, Botche Candé.
O governante enalteceu a decisão dos renovadores de aceitar fazer parte do actual governo, para, segundo disse, * garantir a sobrevivência dos guineenses, a  escola e saúde às crianças*.  
ANG/ÂC/SG


Economia mundial


             FMI prevê expansão de 3,4 por cento em 2017 e 3,6 em 218

Bissau, 19 Jan 17 (ANG) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) espera que a economia mundial cresça 3,4 por cento este ano e 3,6 em 2018, no quadro de um optimismo gerado, em parte, pelo provável impacto dos estímulos planeados pelo Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, o qual adverte não ser suficiente para rever em alta as previsões que fez em Outubro.
 
Poucos são os detalhes conhecidos dos planos de Donald Trump para a economia norte-americana, mas os estímulos esperados naquela que é a maior economia do mundo já são suficientes para aumentar o optimismo do FMI para a economia norte-americana, cujo crescimento esperado é revisto em alta em uma décima este ano e em quatro décimas em 2018, anunciou a instituição financeira.

A incerteza ainda é imensa, pelo que o Fundo avisa que é preciso esperar para perceber qual é o plano do próximo Presidente dos Estados Unidos e que impacto ele pode ter na economia daquele país e nas restantes. A China, a segunda maior economia do mundo, também está a crescer mais e deve continuar a melhorar as suas perspectivas em 2017, ano em que o FMI espera que o crescimento atinja os 6,5 por cento, mais três décimas que o previsto em Outubro.

O crescimento acima do esperado em Outubro é também, no caso da China, resultado de estímulos económicos decididos pelo Governo. Mas os estímulos prolongados à economia chinesa, diz o FMI, podem estar a criar desequilíbrios e deixar a China mais exposta a choques repentinos, como uma deslocalização dos fluxos de capital para outras economias em caso de instabilidade externa. Reino Unido, Espanha e Japão também tiveram revisões em alta do crescimento esperado, sendo que no caso de Reino Unido e Espanha se devem a resultados melhores ainda em 2016 (no terceiro trimestre, os dados mais recentes).

A melhoria das perspectivas nas economias desenvolvidas e na China não chega para melhorar a previsão para a economia mundial, porque as economias emergentes não estão a acompanhar o movimento, em especial algumas economias da América Latina que já estão em recessão, casos da Argentina e do Brasil. 

O México também viu as previsões feitas pelo FMI serem revistas em baixa, devido aos receios do impacto nos países vizinhos das políticas de Donald Trump, que disse publicamente que pretende tributar de forma elevada as empresas norte-americanas que deslocalizarem a produção para o México, assim como rever o NAFTA, o acordo de comércio com os países da América do Norte, que inclui o México.

A Turquia também deve crescer menos nas contas do FMI, resultado da queda do turismo, uma importante receita do país que é alvo de sucessivos ataques terroristas, concentrados em Istambul e na capital Ancara.

Por tudo isto, o FMI não muda as suas previsões e também não altera a receita para resolver o problema. As economias com margem orçamental devem investir, em especial em infra-estruturas, a política monetária deve continuar flexível e a usar todos os instrumentos necessários, convencionais ou não, e os países cujas economias já estão a crescer no máximo do seu potencial devem colocar os olhos no futuro e fazer investimentos em infra-estruturas de alta qualidade e remodelar os impostos de forma equitativa. 

A directora-geral do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, afirmou terca-feira que a instituição que dirige despertou tarde para o agravamento das desigualdades no mundo, mas procura agora respostas para o problema.

“Quando temos uma crise ou recebemos sinais muito fortes, como temos recebido dos eleitores que dizem ‘não’, é o momento de vermos as políticas que estão a ser seguidas e o que podemos fazer mais”, afirmou Christine Lagarde num debate no Fórum de Davos. 

Segundo Lagarde, o FMI “apercebeu-se agora da maneira mais difícil da importância” desta questão e também da “importância de a estudar e encontrar respostas”. A organização internacional Oxfam divulgou um relatório referindo que as oito pessoas mais ricas do mundo acumulam a mesma riqueza que a metade mais pobre da população mundial.
ANG/JA

Gâmbia


                     Jammeh sem legitimidade pode ser obrigado a sair

Bissau, 19 Jan 17 (ANG) -A crise política na Gâmbia, que desde terça-feira está em Estado de Sítio por decreto de Yahya Jammeh, cujo mandato legítimo terminou quarta-feira, é até agora o maior teste para a política de prevenção de conflitos que o novo Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, e a União Africana querem privilegiar.

Perante o Conselho de Segurança , António Guterres disse recentemente que a organização gasta muito tempo e recursos na resposta às crises, sublinhando que as pessoas pagam um preço alto demais e defendendo “uma nova abordagem” baseada na mediação de conflitos e na “diplomacia pela paz” e mais empenho “para prevenir a guerra e apoiar a paz ao invés de nos concentrarmos em responder aos conflitos”.

O mundo espera de António Guterres um papel mais activo na tentativa de resolução dos problemas internacionais e acredita, como afirmou recentemente o Presidente angolano José Eduardo dos Santos, que o novo Secretário-Geral da ONU vai dar um “notável impulso a uma nova abordagem dos problemas internacionais”. 

O conflito na Gâmbia, por conseguinte, é a oportunidade para António Guterres demonstrar uma diplomacia preventiva mais actuante que busque soluções efectivas para os conflitos actuais e evite novos conflitos, rompendo deste modo com o consulado de Ban Ki-moon, muito criticado pela sua inacção. 

Para a União Africana, é uma oportunidade para que possa adoptar um novo paradigma e enviar uma clara mensagem aos líderes africanos sedentos de poder, a de que já não vai permitir que líderes depostos pela vontade do povo manifestada nas urnas governem à revelia da soberania popular. A crise na Gâmbia ainda não resvalou para uma guerra civil, mas o evoluir da situação caminha para tal, a menos que a ONU e a União Africana invertam o percurso. 

A organização mundial e a entidade regional, que defendem o mesmo “modus operandis” e cooperam em matéria de paz e segurança, também serão marcados, pela positiva ou pela negativa, sobretudo o mandato de António Guterres e a actuação da União Africana. 

A France Press noticiou, citando um site de informação marroquino, que Marrocos promove “uma mediação discreta” na Gâmbia para convencer Yahya Jammeh a abandonar o poder. De acordo com a fonte, que cita “meios diplomáticos concordantes”, o ministro marroquino dos Negócios Estrangeiros, Nasser Bourita, e Yassine Mansouri, chefe dos serviços de inteligência externa, “cumprem há alguns dias” uma “missão delicada em Banjul” para o agora Presidente ilegítimo “ceder o poder e aceitar a derrota nas eleições com a eventualidade de uma retirada dourada em Marrocos”. 

Solicitado pela France Press para confirmar essas informações, o Governo marroquino recusou-se a comentar. Rabat mantém boas relações com a Gâmbia.

 Vários meios de comunicação sociais noticiaram esta semana, citando fontes do Governo e do Exército nigeriano, que a Comunidade Económica de Desenvolvimento da África Ocidental (CEDEAO) prepara uma intervenção militar na Gâmbia, caso Yahya Jammeh continue a recusar abandonar o poder.  

Entre os países implicados na acção destacam-se a Nigéria e o Senegal, que têm uma força conjunta para desdobrar em território gambiano. “Tomou-se a decisão de não permitir que o Presidente cessante da Gâmbia permaneça no poder e isso vai ocorrer através de uma intervenção militar, a menos que Yahya Jammeh renuncie”, disse uma fonte militar citada pela Prensa Latina.

“Vamos mobilizar-nos muito rápido para Dacar, no Senegal”, disse outra fonte, citada pela France Press, que mencionou o envio de “pilotos, técnicos e pessoal de manutenção dos aviões” relacionado “com os acontecimentos em curso na Gâmbia”. Especialistas militares convergem na ideia de que as Forças Armadas gambianas “não têm capacidade de enfrentar uma eventual força regional” se avançar a intervenção militar.

No plano interno, o Presidente cessante está cada vez mais isolado. Quatro novos ministros deixaram o Governo já assolado por uma série de demissões, noticiou na terça-feira a agência de notícias France Press citando fonte próxima do poder.

Os últimos ministros a demitir-se são o dos Negócios Estrangeiros, Neneh Macdoual-Gaye, das Finanças, Abdou Colley, do Comércio, Abdou Jobe e do Turismo, Benjamin Roberts, disse uma fonte próxima do governo cessante, que pediu anonimato. 

Benjamin Roberts foi nomeado na segunda-feira para as Finanças, em substituição de Abdou Colley, mas permaneceu menos de 24 horas no cargo. Os ministros da Informação e dos Desportos tinham sido substituídos na semana passada.

Mudanças também ocorreram no Exército, onde oficiais que se recusam a apoiar Yahya Jammeh contra o Presidente eleito Adama Barrow, como solicitado pelos comandantes da Guarda republicana, que garante a protecção do agora Chefe de Estado ilegítimo, foram detidos domingo, segundo fontes dos serviços de segurança e da oposição.
Esta última reclama pela libertação imediata dos militares detidos.
Yahya Jammeh decretou o estado de emergência na terça-feira, justificando a medida com “um nível de ingerência estrangeira excepcional e sem precedentes” no processo eleitoral do país - em pronunciamento transmitido pela televisão e no qual lamentou “a atmosfera hostil injustificada que ameaça a soberania, a paz e a estabilidade”. 

O agora Presidente ilegítimo diz querer permanecer no cargo até que a Justiça se pronuncie sobre o recurso apresentado por si. 

A Constituição da Gâmbia estabelece que o estado de emergência dura sete dias a partir do decreto, mas pode ser prorrogado por até 90 dias com a aprovação do Parlamento, que já deu sinal verde para tal. 

O estado de emergência, refere, vigora até o Tribunal Supremo se pronunciar em relação a uma reivindicação do partido de Yahya Jammeh sobre alegadas irregularidades na votação.
O Tribunal Supremo devia ter decidido o caso no dia 10, mas adiou a decisão para Maio, por alegada falta de juízes para uma deliberação.
ANG/JA

Crise na Gâmbia


               Movimento Bambaram-GB apoia refugiados e retornados

Bissau, 19 Jan 17 (ANG) – O Recém-criado Movimento “Bambaram-GB” vai apoiar os retornados e refugiados  da República da Gâmbia, disse hoje seu coordenador.

Queba Coma
Em entrevista exclusiva à  ANG, Queba Coma disse  que a sua organização pretende que os cidadãos guineenses residentes, colaborem no acolhimento em seus lares das pessoas ou famílias vindos da Gâmbia e contribuírem  na reintegração efetiva dos retornados.

Disse que neste momento a organização está a ultimar as fichas de inscrição dos refugiados ou retornados da Gâmbia e dos acolhedores conforme as confissões  religiosas.

Informou que foram criadas estruturas locais na zona norte para acolhimento dos mesmos, adiantando que alguns retornados já se encontram junto dos seus familiares, em Farim e Mansoa.

A titulo de exemplo, Queba Coma revelou que  um cidadão morador no bairro de Missira acolheu mais de trinta pessoas em seu lar.

Prometeu que dentro de 15 dias  essa organização vão percorrer todo o território nacional para dar apoio necessário aos refugiados e retornados.

Queba Coma realçou a existência de ligações  sanguíneas entre a Guiné-Bissau e Gâmbia, dando como exemplo a existência na Gâmbia de pessoas pertencentes as  etnias mandinga, manjaca, balanta, felupe e outras, todas elas com  familiares na Guiné-Bissau. “Temos a obrigação de ajudá-las”, disse.  

 “ Vamos ter um encontro com a comunidade gambiana residente no país a fim lhes pedir colaboração no apoio e acolhimento aos refugiados e retornados, “frisou.

  Queba Coma apela ao governo, a comunidade internacional e as organizações não-governamentais para apoiarem o movimento no cumprimento dessa missão de assistência humanitária.

O Movimento Bambaram-GB tem como objetivo contribuir para a pacificação do mundo e  promoção da solidariedade entre os seres humanos, sobretudo  os mais vulneráveis.
ANG/JD/SG

Gâmbia


           Adama Barrow toma posse como novo presidente no Senegal

Bissau,19 Jan 17 (ANG) – Adama Barrow,candidato vencedor das eleições presidências gambianas de 1 de Dezembro último, com 45,5 por cento de votos contra os 36,6 por cento de Yahya Jammeh, toma posse hoje na Embaixada de Gâmbia no Senegal como Presidente da República deste País.
 
O acto foi  hoje anunciado à imprensa pelo Embaixador de Gâmbia na Guiné-Bissau, Abdou Jarju, que sustentou que essa  embaixada representa a extensão do território do seu  país.

O diplomata gambiano disse que  a maioria dos juízes do Supremo Tribunal da Gâmbia se encontra exilado no Senegal, o que facilitou ao presidente eleito em termos de juramento de respeito à Constituição e às normas  gambianas perante um Juiz.

Quanto a alegada intervenção militar da Comunidade Económica dos Estados Africa Ocidental, CEDEAO disse que só  é possível  após a investidura do novo presidente, que de imediato passa a ser o Comandante em Chefe das Forças Armada da Gâmbia.

“Já nessa  condição o novo Presidente da República pode pedir a intervenção da comunidade. Se assim não for, a CEDEAO poderá ser processado por ingerência em assuntos internos de um país”, explicou Jarju.

O embaixador gambiano em Bissau disse entretanto acreditar numa solução pacífica para a crise.

Em relação aos refugiados gambianos que se encontram na Guiné-Bissau, Abdou Jerju solicita aos  seus concidadãos foragidos a dirigirem-se para os serviços consulares da embaixada para se inscreverem e consequentemente beneficiar de um eventual apoio, em caso da necessidade.    

Revelou que até  ao  momento, a Embaixada registou apenas 12 pessoas de nacionalidade gambiano, mas  admitiu que o número possa ser maior, por que muitos têm familiares na Guiné-Bissau.

“Sabemos que os refugiados gambianos na Guiné-Bissau não vão se concentrar num único lugar, antes pelo contrário vão exilar-se junto de familiares, e isso vai acarretar custos para essas famílias. Por essa razão devem dirigir-se aos serviços consulares para se inscreverem e assim a embaixada poderá comparticipar para a redução das despesas dessas famílias de acolhimento”, disse.
ANG/LPG/SG

CAN-2017


Guineenses ainda acreditam na passagem dos “Djurtus” a fase seguinte  apesar da derrota  de quarta-feira

Bissau, 19 Jan 17 (ANG) – Alguns citadinos guineenses ainda acreditam na passagem da Seleção Nacional de Futebol “Os Djurtus”, à fase seguinte  do Campeonato Africano das Nações (CAN-2017), apesar da  derrota frente à seleção Camaronesa por 2-1, na quarta-feira.
 
Em declarações a Agência de Notícias da Guiné (ANG), o funcionário publico António Sabali sustentou que os Djurtus estiveram muito bem na primeira parte do jogo, jogando no campo do adversário e acabando por marcar o primeiro golo.

Para António Sabali, os guineenses devem conformar com os resultados conseguidos pela Seleção Nacional de Futebol, por se tratar de uma seleção em construção que pela primeira vez tomou parte numa competição de alto nível ao continental.

“Os rapazes merecem o nosso total apoio por tudo o que tem demostrado ao longo do tempo até a data presente. Perder ontem não implica que já estamos eliminado no torneio, vamos continuar a dar força aos Djurtus e a nós mesmos”, disse António Sabali.

Por seu turno, o docente Francisco Gil Correia considera que, por mais gigante que a Seleção Camaronesa for , no jogo de ontem o resultado devia ser 1-0 ou mesmo 2-0, a favor da Guiné-Bissau.

Francisco Correia considera ainda que faltou ambição ao técnico nacional, Baciro Candé.

”Candé devia apostar no ataque em vez de se preocupar mais a jogar na defesa. Quem tem Zezinho, Piquete, Toni Sá Brito tem golos para seguir a frente”, disse.

A estudante Mirna de Jesus, manifestou o seu descontentamento face a derrota dos Djurtus frente a Camarões, mas reconhece nem tudo esta perdido.

Convida a todos os guineenses a aplaudir o mister Candé com toda a sua equipa pelo desempenho e respeito pelas cores nacional.

Ismael Mendes, disse que não é momento para as criticas, porque –acrescenta-*todos sabem em que condições os Djurtus viajaram o CAN*.

A Guiné-Bissau perdeu quarta-feira com os camarões no segundo jogo do CAN e havia empatado o primeiro por uma bola, contra o Gabão.

O terceiro jogo dos Djurtus realiza-se no próximo domingo contra a  turma de Burquina Faso. Trata-se de um jogo decisivo para a manutenção das aspirações dos rapazes de Candé de passar a fase seguinte da eliminatória.  
ANG/LLA/SG