quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

OMVG



Produção hidroelétrica na Guiné-Bissau vai ser avaliada com novos estudos

Bissau,25 Jan 17(ANG) - A produção hidroelétrica na Guiné-Bissau, até agora inexistente, vai ser avaliada em novos estudos de viabilidade, anunciou hoje a Organização para a Valorização do Rio Gâmbia (OMVG, sigla inglesa) em comunicado.
 
A organização abriu concurso para a realização de estudos de viabilidade, impacto ambiental e engenharia, entre outros, para a instalação de uma central hidroelétrica de 20 megawatt (MW) na zona de Saltinho, no rio Corubal, no centro da Guiné-Bissau.

Os trabalhos vão suportar as propostas finais para realização da obra que está inserida na estratégia da OMVG, uma rede que engloba a produção de energia e interligação em quatro países: Gâmbia, Guiné-Bissau, Guiné-Conacri e Senegal.

Os estudos para a zona de Saltinho contam com apoio técnico e financeiro do Banco Africano de Desenvolvimento (através do Fundo de Energia Sustentável), do Fundo das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial, da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e do Banco Austríaco de Desenvolvimento.

O desenvolvimento dos estudos deve ser adjudicado em abril, anunciou a OMVG.

A organização foi criada em 1978 e junta entidades da região para responder às necessidades de energia, segurança alimentar e comunicações dos quatro países envolvidos.
ANG/Lusa

Pescas

“Presidente da República quer acabar com insuficiência de peixes no mercado nacional”, diz chefe de gabinete

Bissau, 25 Jan 17 (ANG) – O Presidente da República, José Mário Vaz pretende acabar com a insuficiência de peixe que se verifica no mercado nacional e tornar esse produto essencial para a dieta alimentar mais acessível aos consumidores guineenses.

Segundo a Radiodifusão Nacional, esse desejo do chefe de Estado foi anunciado terça-feira pela chefe do seu gabinete, Igilda Lobo de Pina, a margem de uma visita que o Presidente da República efetuara as instalações do Centro de Monotorização de Navios dos Serviços de Fiscalização e Controlo de Actividades de Pesca(FISCAP).

Igilda Lobo de Pina disse que o Presidente da República está preocupado com autossuficiência alimentar da população, não só em relação ao  arroz, mas também relativamente ao pescado, não obstante  o país ser rico em recursos haliêuticos, e que o chefe de Estado tem questionado sempre sobre o porquê dos custos elevados de pescado praticado no mercado nacional.

 “A visita permitiu-nos conhecer um pouco a realidade da fiscalização marítima, ao nível da pesca artesanal e industrial”, salientou.

Revelou que um dos objectivos do Presidente da República e do executivo é de baixar o preço de peixe no mercado.

Enquanto isso, o ministro das Pescas Orlando Mendes Viegas disse estar satisfeito com a visita do chefe de Estado e deixa a promessa de trabalhar para abastecer o mercado nacional em peixes.

Em relação a falta de peixe no mercado nacional, o ministro das Pescas disse  que no quadro do protocolo assinado com o Ministério das Finanças existem condicionalismos que serão cumpridos.

Entretanto o Coordenador do FISCAP, Mário Fambé disse igualmente que a visita do chefe de Estado demonstra a importância deste departamento nas actividades de fiscalização da Zona Económica Exclusiva.

“Neste  momento precisamos de pelo menos três embarcações, uma para zona norte, outra para centro e outro no sul  para  estancar as manobras de tráfico e pirataria no nosso mar”, afirmou Mário Fambé.
ANG/LPG/ÂC/SG

CAN 2017



                                     Burkina Faso pôs fim ao sonho dos "Djurtus"

Franceville, 25 Jan 17 (ANG) - A seleção nacional de futebol da Guiné-Bissau perdeu frente a sua congénere de Burkina Faso por 0-2 no seu terceiro jogo do grupo A que teve lugar na noite de 22 na cidade de Franceville, a mais de 700s quilómetros de Libreville, capital do Gabão.

Os pupilos do "mister" Baciro Candé, mostraram-se cansados e com muita pouca experiência ao longo de todo o encontro, tal como o reconheceu o próprio treinador no fim do jogo. Entretanto, a equipa guineense desperdiçou várias oportunidades de marcar.

Aos 11 minutos teve lugar o primeiro tento dos burkinabés através de um auto-golo, num corte mal feito pela defesa guineense, Rudy, o qual traiu o guarda-redes, Jonas, acabando o esférico por parar no fundo das malhas, apesar do enorme esforço feito pelo seu colega, Tomás Dabo.

Ante esta desvantagem, os "Djurtus" imprimiram uma nova dinâmica ao longo de toda a primeira parte da partida, com o fito de repor a igualdade mas em vão, pois a muralha defensiva do adversário não abria brecha.

Por exemplo, o avançado Piqueti, numa das suas habituais arrancadas súbitas, driblou a defesa contrária e rematou forte, mas a bola passou a poucos centímetros da baliza do Burkina Faso defendida por Kouakou Koffi.

Foi neste avalanche de ofensivas efetuadas pelo conjunto guineense, que numa jogada rápida de contra-ataque os burkinabés voltaram a apontar , e pela segunda vez, no minuto 57, por intermédio do seu capitão, Bertrand Traouré.

Aos 62 minutos, Baciro Candé fez sair o médio, Nanísio fazendo entrar no seu lugar Lassana Camará,  para dois minutos depois trocar o avançado Piqueti pelo médio, Aldair, mas a partida não sofreu nenhuma alteração em termos de golo.

No final, o treinador guineense reconheceu o mérito do adversário como "justo" ganhador, por ter desmonstrado muita experiência e maturidade, ao contrário do selecionado nacional que ainda por cima perdeu muitas oportunidades.

"Fizemos de tudo para contrariar o resultado, mas, infelizmente, faltou-nos experiência", reconheceu Baciro Candé que acrescentou que a ambição do conjunto era ir o mais longe possível nesta competição, "mas quis o destino que seja diferente..."

Prometeu mais trabalho e dedicação para ter um grupo "mais lúcido, amadurecido, organizado e com muita experiência" para marcar presença no próximo CAN, a ter lugar em 2019, nos Camarões. 

Eis o onze inicial da Guiné-Bissau:
Defesas: Jonas, Tomas DaboRudy, Juary e Mamadu Candé; Médios: Zezinho, Santos, Nanísio, Toni Brito e Piqueti Djassi; Avançado: Frederic Mendy

Suplentes: Emmanel Mendy, Lassana Camará, Eridson, Abel Camará, Bocundji Cá, Papa M'baye, Agostinho Soares, Sami, João Mãrio, Idy Computador, Aldair e Rui Dabo

Trio de arbitragem formado por Bamlak Tessema Weyesa da Etiopia, Abel Baba da Nigéria e Mohammed Ibrahim do Sudão.
José Augusto Mendonça, enviado especial da ANG

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Finanças pública


Ministro do Interior pede mais empenho de guarda-fiscais na arrecadação de receitas

Bissau,24 Jan 17(ANG) – O ministro de Estado do Interior, Botche Candé apelou aos elementos da Brigada de Acção Fiscal da Guarda Nacional  maior empenho na arrecadação de receitas.

“Se dantes arrecadavam por mês um montante de cerca de quatro mil milhões de francos CFA, exorto-vos a arregaçar as mangas para atingirem mais de quatro mil milhões”, exortou Botche Candé durante a visita que efectuou hoje às instalações da Direcção Geral das Alfândegas, na companhia do Secretário de Estado do Orçamento e Assuntos Fiscais.

O governante disse que a forma como vão trabalhar para fazer aumentar as receitas fiscais é das suas inteiras responsabilidades, afirmando que tem a plena consciência de que têm conhecimentos e coragem para o efeito.

“Devemos fazer aumentar as nossas receitas fiscais para permitir mais dinheiro no tesouro público e tirar o país da dependência exterior”, disse.

Candé apelou a diminuição do números de elementos da Briagada de Acção Fiscal nos serviços de acompanhamento dos contentores de mercadorias e que em contrapartida recebem mais de quinze mil francos CFA  cada.

“Se vinte agentes escoltaram um contentor e receberam em contrapartida quinze mil francos CFA cada, os comerciantes vão recompensar os montantes pagos nas mercadorias que vendem nos mercados e isso só prejudica as nossas populações”, destacou Botche Candé.

Disse que essa prática deve acabar, afirmando que os agentes que acompanham as mercadorias não devem ultrapassar o número de três pessoas.

O titular da pasta do Interior visitou igualmente a Esquadra de Polícia de Bandim tendo inteirado  in loco do seu funcionamento.
ANG/ÂC/SG

Gâmbia


                                      Yahya Jammeh exilado em Malabo

Bissau, 24 Jan 17 (ANG) - Yahya Jammeh deixou finalmente o poder depois de mais de 22 anos de reinado naquele países  anglófonos da África Ocidental.
 
Foi a bordo de um jato fretado pelo Presidente da Guiné-Conacri, Alpha Condé que o presidente gambiano deposto abandonou a capital Banjul. 

Após uma curta escala em Conacry, Yahya Jammeh seguiu para Malabo, capital da República da Guiné-Equatorial.

A saída de Jammeh ocorreu na sequência de um acordo estabelecido com a CEDEAO, e negociado pelo presidente da Guiné-Conacry, Alpha condé e da Mauritânia, Mohamed Oul Abdel Aziz, ambos mandatados pela Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental.

As grandes linhas de acordo estipulam que Yahya Jammeh mantem o estatuto de antigo chefe de estado, usufruindo de regalias incluindo salários inerentes a esse estatuto, e que as  Nações Unidas e a CEDEAO garantem  segurança à ele e   sua família.

Ainda ao âmbito desse acordo ficou estabelecido que os membros do seu regime não serão objeto de qualquer tipo de perseguição. Um trabalho para a reconciliação nacional deverá ser levado a cabo pelos novos governantes.

O acordo, finalmente, determinou a proteção dos bens de Yahya Jammeh na Gâmbia assim como os de sua família e de seus colaboradores.

O seu exilio foi referido no acordo como *temporário*, pois ficou acordado que jammeh pode regressar a Gâmbia quando quiser.

Segundo a RFI, foi esse o ponto determinante para que o ex-presidente gambiano aceitasse abandonar o pais e o poder. 

A CEDEAO não cedeu entretanto sobre a possibilidade de Jammeh ser amnistiado.
Segundo posições da  CEDEAO, as garantias de segurança que lhe foram dadas nas significam que o ex-presidente não pode ser levado à justiça.

« Pode haver queixas contra ele, assegurou o presidente da Comissão da CEDEAO, Marcel Alain de Souza.

 *Ninguém pode nem deve garantir-lhe uma amnistia*, referiu  a RFI citando uma  fonte da mediação entretanto não identificada.
ANG/site deguena.com

União Africana


      Chefes de estados e de governo elegem novo presidente da Comissão

Bissau, 24 Jan 17 (ANG) – os trabalhos da 28.ª Sessão Ordinária da Conferência de Chefes de Estado e de Governo  da União Africana, dedicada ao tema “Aproveitamento do Dividendo Demográfico, Investindo na Juventude”, vai  decorrer de 30 a 31 deste mês, na cidade de Addis-Abeba, Etiópia.
 
Segundo o jornal de Angola, que cita um comunicado da  Embaixada de Angola na Etiópia, a sessão vai ser orientada pelo Presidente da República do país que assume a Presidência da União Africana, a partir do próximo dia 30.

No âmbito da rotatividade geográfica, explica o comunicado, cabe  à região da África Ocidental indicar o novo presidente, devendo a escolha recair para Alpha Condé, da República da Guiné.

O evento vai contar com a presença do novo Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, e do Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud-Abbas. O encontro é marcado pela realização de eleições para a presidência e vice-presidência da UA, bem como para os postos de comissários da organização.

Para o cargo de Presidente da Comissão da União Africana, a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) endossou a candidatura de Pelonomi Venson-Moitoi, ministra dos Negócios Estrangeiros do Botswana.

Concorrem igualmente à sucessão de Nkosazana Dlamini Zuma, Agapito Mba Mokuy, ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné Equatorial, Amina Mohammed, ministra dos Negócios Estrangeiros e do Comércio Internacional do Quénia, Moussa Faki Mahamat, ministro dos Negócios Estrangeiros do Chade, e Abdoulaye Bathily, candidato do Senegal.

Para os principais postos, de Comissário para a Paz e Segurança, Assuntos Políticos e Energia e Infra-estruturas, os maiores contribuintes (Angola, Argélia, Egipto e Nigéria) submeteram candidaturas.

 Assim, a ex-secretária-geral da Organização Inter-Africana do Café, a angolana Josefa Sacko, é proposta para o cargo de Comissária para Economia Rural e Agricultura.

Na mesma senda, o representante da União Africana junto da ONU, embaixador Tete António, concorre ao cargo de Comissário para os Assuntos Políticos da União Aficana.

 No encontro vão estar em foco questões da actualidade africana, sendo a Integração Regional, o Plano Decenal no âmbito da implementação da Agenda 2063, a situação de Paz e Segurança no continente, situação no Médio Oriente, a Agenda de Desenvolvimento Pós-2015, análise do Orçamento, Direitos Humanos, Reformas Estruturais e a Arquitectura de Governação Africana. A cimeira   é antecedida pela 33.ª Sessão Ordinária dos Representantes Permanentes (de 24 a 25) e pela 30.ª Sessão Ordinária do Conselho Executivo (de 27 a 28 próximos).

O programa prevê que os Chefes de Estado e de Governo aprovem, à porta fechada, a agenda de trabalhos tendo, entre outras questões, a Governação (Arquitectura Africana de Governação e Eleições) e Integração (Livre circulação de pessoas, bens e serviços).

O regresso  de Marrocos à União Africana é outro assunto de destaque para os debates, assim como a Migração, ponto sobre o qual se aguarda  que os Chefes de Estado proponham medidas visando estancar os fluxos migratórios ilegais para o sul da Europa, com particular ênfase para o combate às redes de tráfico no Mediterrâneo.

Terrorismo, Extremismo Radical e a Resposta de África é outro tema cuja preocupação recai sobre as acções da Al Shabab, no Quênia, do Boko Haram, na Nigéria e países do Lago do Chade e do Estado Islâmico na Líbia, vistos como grande e séria ameaça à estabilidade do continente.

A sessão de abertura será predominada pelo discurso de boas-vindas do primeiro-ministro da Etiópia, Hailemariam Desalegn, e pela intervenção do presidente cessante da União Africana, o Chefe do Estado    do Chade Idriss Deby.

Também estão previstas declarações da presidente cessante da Comissão da UA, Nkosazana Dlamini Zuma, do novo Secretário-Geral da ONU, António Guterres, e do Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud-Abbas.  
ANG/JA

Política


        PRID critica políticos  por  falta de capacidade para resolução da crise

Bissau, 24 Jan 17 (ANG) – o Presidente do Partido Republicano da Independência para o Desenvolvimento (PRID) criticou segunda-feira os actores políticos guineenses por falta de capacidade para a resolução da crise interna que assolou o país há mais de dois anos.
 
Citado pela Rádio Nossa, Afonso Té manifestou esta indignação numa cerimónia  de apresentação de  cumprimentos de novo ano organizada por militantes e dirigentes do PRID.

Disse que a única maneira dos actores políticos desavindos puderem resolver os seus problemas é sentar-se a mesma mesa para conversar. 

Té acrescentou que, os problemas políticos devem ser resolvidos pelos políticos é não pela via judicial através dos tribunais.  

O Presidente do PRID revelou que o poder judicial foi convocado pelas autoridades competentes para resolver a crise política interna no país, mas infelizmente até hoje nenhuma solução foi conseguida.    

"Nós  podemos arranjar soluções para resolver os nossos problemas internos, mas, infelizmente, não fomos prestado a atenção pelas partes desavindas da crise", lamentou.
ANG/ PFC/SG

Política


PAIGC protesta contra impedimento de deposição de coroas de flores no mausoléu Amílcar Cabral

Bissau, 24 Jan 17 (ANG) - O Secretariado Nacional do Partido Africano para Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) manifestou, em comunicado, o seu descontentamento em relação ao impedimento de entrada de uma delegação do partido no aquartelamento de Amura para a deposição de coroas de flores, no dia dos heróis nacionais, 20 de Janeiro.

“A jornada de glorificação dos heróis nacionais transformou-se em revanchismo e prepotência”, lê-se no comunicado em que os libertadores acusaram o chefe de estado de  “prepotente e traidor do partido de Cabral".

 “O chefe de Estado desrespeitou a consideração por aqueles que outrora possibilitaram aos guineenses serem homens livres, com uma pátria, uma bandeira e um hino”, disse o PAIGC no comunicado.

Segundo o comunicado, os libertadores procederam antecipadamente a respetiva solicitação endereçada ao chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, como tem sido hábito e prática ao longo de quatro décadas para depositar coroas de flores no Mausoléu do fundador da nacionalidade guineense.

“O pedido  mereceu um despacho favorável daquela instituição e que no dia 20 de Janeiro a delegação do partido foi impedida de entrar nas instalações de Amura”, refere o comunicado.

Os libertadores chamaram a atenção dos seus militantes, simpatizantes e o povo guineense, em geral para este “facto inédito”, que diz juntar-se  a “tantas outras provocações de que os libertadores tem sido alvo por parte do Presidente da República e seus acólitos*.
ANG/JD/SG

Política


  “PAIGC não tem espaço para pessoas desleais”, diz Domingos Simões Pereira

Bissau, 24 Jan 17 (ANG) – O Presidente de Partido Africano da Independecia da Guine-Bissau e Cabo-verde (PAIGC), afirmou que  já não existe espaço no partido para  pessoas infiéis aos sues princípios e estatutos.
 
Domingos Simões Pereira que falava num comício popular na vila de Cassaca, sector de Cacine, região de Tombali,  na comemoração de mais um aniversário do início da luta armada de libertação nacional, disse que os libertadores já tinha vivido antes momentos de desentendimento e desrespeito ao partido.

“Foi por esta razão que   Amílcar Cabral, pai e fundador da nacionalidade guineense, decidiu convocar o congresso em Cassaca, de forma a poderem dialogar e estruturar melhor o partido”, recordou, afirmando que é exatamente o que estão a fazer hoje neste mesmo local histórico.

O Presidente do PAIGC acrescentou  que o percurso realizado quatro dias na zona sul do país concretamente nos sectores de Catió, Guiledje e Cassaca, serve para o partido efetuar e resgatar os seus militantes residentes naquela localidade.

Simões Pereira afirma ainda que 2017 será de vitória para o PAIGC, frisando  para tal que uma das responsabilidade do partido, é de descobrir os verdadeiros militantes e simpatizantes alegando que muitos se aproveitam do partido para servir os seus interesses.

“Disciplinar o partido é um processo que começamos e não voltaremos àtras, sem que o respeito ao nosso estatuto  seja cumprido na íntegra pelos militantes e simpatizantes assim como aos seus dirigentes”, disse Simões Pereira.

O líder da maior formação partidária do país destacou  que o respeito a Constituição é uma obrigacão de todos, sem excepção. 

Aquele político apelou, por outro lado, a Comunidade internacional à assumir as suas responsabilidades, no que toca com a crise política vigente no país. 

 O Presidente do PAIGC disse ainda que durante o seu mandato como Primeiro-ministro, o seu governo trabalhou muito no sentido da Seleccão Nacional de Futebol “Djurtus” conseguir “sete” pontos que lhe permaneceu no grupo dos que disputavam  o apuramento para a maior prova de Futebol africana (CAN-2017).

“Vimos hoje que os outros assumiram o total protagonismo de que a  ida ao CAN2017 se deve aos seus esforços e querem afastar-nos  da Seleção de todos nós. Mas isso não nos interessa e apelo a todos aqui presentes e aos  guineenses em geral é de  sairmos à rua para receber aqueles grandes heróis que deram os seus máximos no Gabão para defender a nossa pátria em termos de futebol”, exortou o Presidente de PAIGC. ANG/LLA/ÂC/SG

Política


Presidente da ANP acusa chefe de Estado de estar a perseguir  dirigentes do PAIGC

Bissau, 24 Jan 17 (ANG) – O Presidente da Assambleia Nacional Popular (ANP), acusou segunda-feira o chefe de Estado, José Mário Vaz, de estar a  perseguir  alguns dirigentes de Partido Africano da Independência da Guiné-Bissau e Cabo-verde (PAIGC).

Cipriano Cassama que falava, no dia 23 de Janeiro, em Cassaca, sector de Cacine, região de Tombali, sul do país  no acto comemorativo do início da luta de libertação nacional, afirmou que o Presidente da República, José Mário Vaz devidiu a sociedade guineense assim como a bancada parlamentar do PAIGC.

“Mas somos os promotores da chegada de José Mário Vaz à cadeira da presidência da República, por isso jamais conseguirá derrotar-nos”, disse Cipriano Cassama.

De acordo com aquele responsavel, uma das  razões da ida do PAIGC a Cassaca, é resgatar a memória dos falecidos combatentes, entre os quais Amilcar Lopes Cabral, Nino Vieira, Canhe na Ntungué, Osvaldo Vieira, Carmem Pereira. 

Cassama exortou o José Mário Vaz para por fim a instabilidade política que nos últimos tempos assola o país.

“Vencemos as eleições com a maioria absoluta e grupinhos de pessoas entendem que devem retirar o poder ao PAIGC para atribui-lo ao Partido da Renovação Social (PRS). Não é possível e jamais aceitaremos isso”, disse o líder do parlamento, acrescentado que, por isso, apela a todos para manterem a  confiança em Domingos Simões Pereira.

O Presidente da ANP referiu que durante o mandato de Domingos Simões Pereira o governo era de inclusão nacional , integrando  alguns partidos políticos entre os quais o Partido da Renovação Social (PRS), União Para Mudança (UM), Partido da Nova Democracia (PND), Partido da Convergência Democrática (PCD) e tudo era aprovado pela unanimidade no hemiciclo.

“O Programa de governação apresentado pelo Presidente do PAIGC ao parlamento foi aprovado por unanimidade, a construção da estrada Buba/Catió e demais accoes para o sul do país assim como das outras regiões do país, foram igualmente aprovados por unanimidade*, destacou.

Cipriano Cassama sublinhou que foi com esta inclusão que se conquistou a confiança da Comunidade Internacional, e que  garantiu mais de mil milhões e meio de dólares  na mesa redonda de Bruxelas. 

*Derrubaram o governo de Simões Pereira, a fim de impedir o sucesso da sua governação”,disse Cassama.

Aquele responsável apelou ainda a Comunidade Internacional, a assumir as suas responsabilidade, porque o PAIGC não quer ver mais o país a mergulhar em nenhum tipo de conflito.

“Durante o encontro de Conacri participaram  as parte  envolvidas na crise, assim como a Comunidade Internacional Por isso o que foi assinado lá, deve ser respeitado doa a quem doer”, disse o presidente de ANP.

Cassama afirmou que o governo tem o direito de mandar as seguranças para a ANP, mas exorta que tem que ser com  conhecimento do Presidente da referida instituição, caso contrário, pode ser qualificado de intenção de poder aprovar o seu programa. 

Cipriano Cassama terminou o discurso apelando o Presidente de PAIGC a prosseguir com os princípios de Cassaca que é de pôr fim aos desvios de procedimentos e de fazer respeitar a  disciplina no seio de partido.

Entretanto em representação do presidente do partido Assembleia de Povo Unido (APU-APGB), Marciano Indi declarou que o seu partido está disposto a juntar esforços com o PAIGC para desenvolver o país, a fim de tirar o povo guineense do  sofrimento em que se encontra.
ANG/LLA/ÂCSG