terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Óbito




Bitchofla Na Fafe é “símbolo da nação” diz Sissoco Embalo

Bissau, 31 Jan 17 (ANG) – O Primeiro-ministro, Umaro Sissoko Embalo considerou sábado o antigo combatente da liberdade da pátria, Bitchofla Na Fafe,  falecido no dia  25,  “símbolo da nação”.

Foto arquivo
Segundo a Rádio Jovem, Sissoco Emabalo que falava na cerimónia fúnebre do malogrado, acrescentou que o Na Fafe marcou a sociedade guineense de uma forma positiva e realçou os seus feitos durante a luta de libertação nacional, a qual aderiu ainda muito jovem .

 Embalo disse que Bichofila Na Fafe revelou competência enquanto Comissariado Geral da Polícia e Ordem , no Ministério do Interior, o que contribuiu muito para o desenvolvimento do país. 

Por sua vez, Arafan Mane, um dos colega do malogrado e também antigo combatente da liberdade da pátria apelou a unidade, o respeito, a disciplina e a subordinação no seio das Forças Armadas da Guiné-Bissau como forma de honrar Bitchofla Na Fafe.

Adiantou que, chegou o momento de se fazer as reformas nas Forças Armadas guineense para permitir a modernização dos recursos humanos no referido ministério. 

Bichofila Na Fafe falecido na quarta-feira a noite foi sepultado na sua casa em Bissau, na presença de  familiares, membros do governo, Chefias militares e políciais.
 ANG/ PFC/JAM/SG

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

UA


País que recebeu africanos "como escravos" proíbe agora os seus refugiados – diz Dlamine Zuma

Bissau, 30 Jan 17 (ANG) -  A presidente da Comissão da União Africana (UA), Nkosazana Dlamini-Zuma, lamentou hoje que “o mesmo país que recebeu como escravos” muitos africanos, em referência aos Estados Unidos, tenha agora proibido a entrada de refugiados deste continente.

Dlamini-Zuma denunciou a política de imigração do Presidente norte-americano, Donald Trump, contra cidadãos de sete países de maioria muçulmana, que qualificou como “um dos maiores desafios à união e solidariedade” de África, durante a uma intervenção na cimeira anual da UA, que hoje começou na capital da Etiópia.

“O mesmo país que recebeu como escravos muita da nossa gente durante o comércio transatlântico de escravos decidiu agora proibir a entrada de refugiados de alguns dos nossos países. O que é que vamos fazer em relação a isto?", perguntou a presidente da Comissão da UA aos chefes de Estado presentes no evento.

Numa das suas últimas intervenções como dirigente executiva da organização, que hoje elege a sua sucessora, Dlamini-Zuma reconheceu que estes são tempos “muito turbulentos” para o continente.

Na mesma linha de argumento, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, presente na cimeira, recordou que os países africanos acolhem a maior população de refugiados do mundo.

“As fronteiras africanas continuam abertas para todos os refugiados que necessitam de protecção, enquanto as fronteiras em muitos outros países, incluindo nas zonas mais desenvolvidas do mundo, estão a ser fechadas”, afirmou Guterres, que recebeu os aplausos do plenário.

Donald Trump assinou na passada sexta-feira um decreto polémico que suspende a entrada nos Estados Unidos a todos os refugiados durante 120 dias, assim como a concessão de vistos durante 90 dias a sete países de maioria muçulmana – Líbia, Sudão, Somália, Síria, Iraque, Iémen e Irão – até que se estabeleçam novos mecanismos de segurança.  

ANG/ Lusa/Inforpress



Falta de luz


“EAGB se depara com problemas de combustível”, diz fonte da empresa

Bissau, 30 Jan 17 (ANG) – “A falta de água e energia eléctrica, que se verifica nos últimos tempos em Bissau, no período do dia,  se deve a  insuficiência de combustível na Empresa de Electridade e Água da Guiné-Bissau (EAGB)”.

Em declarações ao repórter da Agência de Noticias da Guiné (ANG), uma fonte ligada à esta empresa pública assegurou que as difuldades nos fornecimentos da energia e água à capital, registados desde sexta-feira última, “poderão ser ultrapassadas ainda esta semana”.

De acordo com essa fonte, actualmente a EAGB gasta 95 mil litros de gasóleo para alimentar os 19 grupos de geradores que dão água e luz ao Sector Autónomo de Bissau (SAB).

“Com estes grupos geradores, de há um mês à esta parte, passamos a produzir entre 12 e 13 Megawatts, que minimamente abastecem Bissau”, acrescenta.

Os referidos 19 grupos geradores, segundo a fonte, têm capacidade para produzir 15 Megas, apesar de “nesta fase experimental” estar a produzir menos.

Estudos feitos anteriormente pela Empresa de Electricidade e Água da Guiné-Bissau (EAGB) revelam que as necessidades de luz param Bissau estão avaliados em entre 25 e 30 Megawatts.


ANG/QC/SG

Dia das mulheres guineenses


Governo reconhece papel da mulher na fundação da Nacionalidade guineense

Bissau, 30 Jan 17 (ANG) – O Ministro da Mulher Família e Solidariedade Social disse hoje que o Governo reconhece o importante papel das mulheres na luta pela fundação da nacionalidade guineense, salientando quem a questão do género ainda continuam a suscitar grandes debates em vários pontos do mundo.

Carlos Kenedy que falava no acto coemorativo de mais um aniversário da morte de Titina Sila, dia da mulher guineense, disse que a questão de género continua a suscitar divergências no mundo actual, mas que  algumas mulheres africanas ocupam altos cargos socio administrativas em todo o Globo Terrestre.

“Exemplo disso vimos Dlamine Zuma a frente da União Africana (UA),Ellen Johnson na Presidência da Libéria e Fatou Bensouda na Tribunal Penal Internacional (TPI) “, disse.

Para o governante, a atribuição  as mulheres de mesmos direitos e oportunidades que os homens tem  constitui um factor fundamental para o reforço do cumprimento dos objectivos do Desenvolvimento Sustentável e da Agenda de Desenvolvimento 2063 da União Africana.

Carlos Kenedy lembrou que a Guiné-Bissau sendo um país africano comprometido com  usos e costumes tradicionais, também não poderia escapar esta triste realidade, tendo garantido que na qualidade de responsável da área vai prosseguir  com os esforços imprimidos até aqui com vista a consolidar as bases viáveis para a valorização e autonomia da mulher guineense.

“ O nosso pais nunca conseguirá atingir a paz e o progresso almejado se continuar a marginalizar a participação e contribuição das mulheres. Elas devem merecer um lugar por excelência em todas as esferas da tomada de decisão social“,disse tendo garantido  que vai associar -se  as mulheres  na luta pela igualdade de género .

O governante adiantou que,  nesse quadro, está em curso o processo da validação e legislação da Politica Nacional de Igualdade de Género, a Politica Nacional de Família, entre outras, salientando que os pacotes dos documentos em causa constituem instrumentos para o crescimento económico e social das mulheres.

Kenedy agradeceu às mulheres guineenses pelas contribuições dadas na luta pela independência do país e nos sucessivos processos da consolidação da paz e estabilidade nacional.

 *Basta de preconceito de superioridade face às mulheres. Elas devem ser dadas o espaço que merecem em todos os domínios da convivência social*disse.

O Ministro da Mulher Família e Solidariedade Social, referindo ao Relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), lembrou que o continente africano continua a perder mais de 15 milhões de dólares por ano, devido a ineficácia no aproveitamento da potencialidade da camada feminina.

Por seu turno, a filha da heroina  Titina Sila, Eva Sila Nandigna pediu a união entre os guineenses principalmente as mulheres. Eva sustentou que as mulheres,inxlusive a sua mãe, lutaram e sacrificaram  as suas vidas para que um dia os seus filhos posam viver em paz e liberdade dentro do seu país.

Para alem da realizacao de um parada militar feminina, tomaram  parte na cerimónia as associações que defendem os direitos das mulheres.

ANG/MSC/SG
  


quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Função Pública


         Presidente da República considera de insuportável massa salarial

Bissau,26 Jan 17(ANG) - O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, considerou de insuportável a massa salarial dos funcionários públicos e pediu ao primeiro-ministro «reformas urgentes».

Num discurso perante o Governo na terça-feira no acto de cumprimentos de ano novo  ao chefe de Estado, José Mário Vaz pediu ao primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló, que avance com reformas e que ponha os guineenses a trabalhar mais.

O Presidente guineense recorreu à sua experiência pessoal enquanto antigo ministro das Finanças para sustentar a convicção de que será difícil ao Estado continuar a suportar a atual massa salarial da função pública.

A massa salarial que pagou em 2012, enquanto ministro das Finanças, rondava «2,1 mil milhões de francos CFA, dois anos depois, a massa salarial situa-se na ordem de quatro mil milhões de francos CFA», afirmou José Mário Vaz.

O chefe do Estado guineense defendeu que o país «não tem condições de continuar a suportar» tais valores.

O Presidente guineense disse, dirigindo-se ao primeiro-ministro, que aceitaria o aumento da massa salarial se os serviços públicos e as condições de trabalho dos funcionários fossem melhoradas.

José Mário Vaz considerou que apenas a reforma e o trabalho podem levar o Estado a ter melhor desempenho e a atender às necessidades da população.

Afirmou ainda que, na atual situação, todo o dinheiro arrecadado pelo Governo serve apenas para o pagamento de salários dos funcionários públicos.

«É chapa ganha, chapa gasta», defendeu o Presidente guineense, que quer ver o Governo a promover reformas na Função Pública em 2017.
ANG/Lusa

Política


Direcção da ANP justifica sua ausência na cerimónia de cumprimentos de ano novo ao Presidente da República

Bissau 26 Jan 17 (ANG) – A Assembleia Nacional Popular emitiu hoje um comunicado em que justifica  a sua ausência na cerimónia de apresentação de cumprimentos do ano novo ao chefe de estado, realizada terca-feira, com alegada  *ilegalidade de alguns deputados.

A nota do Gabinete do Presidente da ANP à que a ANG teve acesso, informa que previamente os serviços  protocolares do Estado e a Presidência da República foram comunicados sobre essa ausência determinada por uma deliberação  da Comissão Permanente.

A nota refere que em termos regimentais, o Presidente da ANP representa a instituição parlamentar e na sua ausência ou impedimento o hemiciclo é representado pela pessoa por ele designado.

“A intervenção do autodenominado representante da suposta maioria absoluta na ANP composto pelos deputados do Partido da Renovação Social e os do grupo dos 15 deputados expulsos do PAIGC, não vincula a ANP , que se encontra preocupada com a sua segurança e preservação do funcionamento dos seus órgãos “ lê-se no documento.

A notificação lembra ainda que os órgãos internos da ANP estão a funcionar normalmente, com exceção do Plenário devido a crise politica instalada naquela instituição, motivada pela divisão criada pelo Chefe de Estado no seio dos deputados, pelo que não colhe o argumento de que os deputados recebem salários sem trabalhar.

No comunicado, o Presidente da ANP disse estar concentrado em encontrar solução para implementação do Acordo de Conacri, instrumento que reflete o equilíbrio e o retorno a normalidade institucional do país, pelo que convida ao presidente José Mário Vaz  a enveredar pela mesma via , ao invés de constituir, permanentemente, factor de divisão e de instabilidade , no seio da sociedade guineense.  
ANG/MSC/ÂC/SG

Política


Partidos do “Fórum de Concertação Política” condenam  alegada violação do gabinete do presidente da ANP

Bissau,26 Jan 17 (ANG) -  Os partidos políticos membros do Fórum de Concertação Política dos Partidos Democráticos da Guiné-Bissau e na Diáspora/Portugal condenaram a alegada violação das instalações da Assembleia Nacional Popular (ANP),  “roubo” e  vandalização do gabinete de trabalho do seu Presidente, Cipriano Cassama.

Em comunicado à imprensa à que Agência de Notícias da Guiné- ANG teve acesso hoje, as referidas  formações politicas, nomeadamente o PAIGC, PCD, UM, PUN, MP e PST responsabilizam o chefe de Estado guineense  pelas consequências políticas e institucionais que poderão advir deste acto que consideram *vergonhoso e que visa desestabilizar e minar o supremo órgão do poder legislativo do Estado, bem como a integridade física do seu titular*.

Na nota  responsabilizam criminalmente o Primeiro-ministro e ministro de Estado do Interior, respetivamente, pela alegada violação das instalações da ANP, e pelo roubo dos documentos e pela vandalização do gabinete do Presidente da ANP.

 Por outro lado, conforme o documento, os partidos exigem o retorno imediato à procedência do corpo de segurança unilateralmente colocado pelo Ministro do Interior na sede da ANP por manifesta incapacidade de garantir a proteção das instalações do parlamento guineense.

Solicitaram ainda ao Ministério do Interior o cumprimento escrupuloso de uma das suas competências que consiste em garantir a proteção das instalações dos órgãos de soberania da República da Guiné-Bissau.

Os partidos integrantes desse forum apelam ao povo guineense, aos deputados do PAIGC, do PCD e da UM e aos militantes dos partidos membros do referido espaço à saírem em defesa da ANP e das suas instalações contra o alegado vandalismo do governo inconstitucional, ilegal e de iniciativa presidencial.

Pediram às forças de ECOMIB/CEDEAO instaladas na Guiné-Bissau para, em cumprimento da sua missão principal, garantir a proteção das instalações da ANP para que esta possa funcionar em condições de segurança, e para que seja exigido   ao José Mário Vaz, o cumprimento escrupuloso do Acordo de Conacri nomeando, o Primeiro-ministro consensualmente escolhido pelas partes signatárias, na pessoa   de Augusto Olivais e a formação de um governo de inclusão proporcional a representação dos partidos no parlamento guineense.

Ainda no comunicado as referidas formacoes politicas apelaram às autoridades políticas portuguesas e europeias, às organizações da sociedade civil de Portugal e da Europa e à comunidade internacional, em geral, para continuarem atentas com a evolução da situação política na República da Guiné-Bissau.  
ANG/LPG/ÂC/SG


Gâmbia


            Barrow escolhe uma mulher vice-Presidente da República

Bissau, 26 Jan 17 (ANG) - O porta-voz revelou que o Presidente Adama Barrow escolheu Fatoumatta Tambajang, antiga diplomata na Organização das Nações Unidas e ex-ministra da Saúde, como Vice-Presidente da República, e que o resto do elenco governativo é anunciado posteriormente.
Adama Barrow à esquera

O anúncio foi feito terça-feira pelo porta voz do presidente Gambiano, Halifa  Salla.
“Acolhemos de braços abertos a nomeação de Fatoumatta Jallow Tambajang como Vice-Presidente da República da Gâmbia. Saudamos a posição da Coligação, que reconhece a participação política das mulheres na III República e desejamos muito que a nossa irmã e mãe desempenhe este papel importante”, disse Isatou Touray, membro da coligação política vencedora das eleições presidenciais de Dezembro de 2016.

 Fatoumatta Tambajang é reconhecida como uma dinâmica activista dos direitos humanos e das mulheres e é apontada como a principal responsável pela criação da coligação da oposição que levou à derrota de Yahya Jammeh, ao mobilizar os partidos da oposição para estabelecerem uma união credível e equilibrada para concorrer às presidenciais. Ela anunciou, após a vitória de Adama Barrow, que Yahya Jammeh seria julgado pelos alegados crimes cometidos durante os 22 anos de poder.

 Após estas declarações, Yahya Jammeh anunciou que não ia aceitar os resultados eleitorais, dando início à crise pós-eleitoral recentemente terminada.

 O Parlamento de Gâmbia levantou na terça-feira o estado de emergência decretado há uma semana pelo então Chefe de Estado gambiano Yahya Jammeh, noticiaram ontem os meios de comunicação sociais.

Segundo o portal “Seneweb”, os deputados aprovaram uma lei que põe um fim ao estado de emergência declarado a 17 de Janeiro por um período de três meses, a 48 horas da tomada de posse do Presidente eleito, Adama Barrow. A medida não impediu a cerimónia de tomada de posse de Adama Barrow, realizada na data prevista na Embaixada de Gâmbia em Dakar, capital do Senegal.

Numa conferência de imprensa realizada na terça-feira, um porta-voz do Presidente gambiano Adama Barrow disse que o estado de emergência era uma tentativa de impedir a posse do novo Presidente. “O estado de emergência não faz sentido, já que não há distúrbios em Gâmbia, onde a população cumpriu com as palavras de ordem da oposição, que pediu calma e tranquilidade e para o povo não responder às provocações”, afirmou.
 
Halifa Sallah anunciou que o novo Chefe de Estado voltava à Gâmbia  hoje e que Yahya Jammeh foi autorizado a levar para o exílio a sua colecção de 13 automóveis de luxo, que devem ser transportados por um avião cargueiro para a Guiné-Equatorial, país onde o antigo Presidente gambiano Yahya Jammeh está exilado. 

A decisão das novas autoridades gambianas, justificou, visa reduzir a possibilidade de eventuais visitas de Yahya Jammeh à Gâmbia. 

“Partiu com todos os seus bens de maneira a não ter a possibilidade de fazer vai e vem para os recuperar”, esclareceu o porta-voz.

O porta-voz do Governo da Guiné Equatorial confirmou na terça-feira que o Presidente  Obiang Nguema “informou ao Conselho de Ministros a decisão do Estado de receber como exilado político o ex-chefe de Estado da Gâmbia,Yahya Jammeh” após convencê-lo “a evitar qualquer situação de confrontação armada”.

Yahya Jammeh “aceitou vir à República da Guiné Equatorial como país irmão que lhe oferece todas as garantias de segurança e estâncias pacíficas”. Partidos da oposição na Guiné Equatorial criticaram nos últimos dias a decisão do Governo de acolher Yahya Jammeh, que deixou a Gâmbia depois de 22 anos no poder.

Pelo menos 8.000 refugiados que abandonaram à Gâmbia por receio de uma guerra no país voltaram desde a partida para o exílio de Yahya Jammeh, anunciou na terça-feira o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR). 

“Milhares de pessoas regressaram à Gâmbia desde que Yahya Jammeh cedeu o poder e os movimentos de regresso continuam”, diz o ACNUR num texto publicado no seu “site” regional.
ANG/JA

Economia


BAD disponibiliza 5,2 milhões de euros para produção de arroz na Guiné-Bissau

Bissau,26 Jan 17(ANG) - O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) vai atribuir 5,2 milhões de euros ao governo da Guiné-Bissau para desenvolver um projeto de produção de arroz ao longo de quatro anos, anunciou hoje a organização em comunicado.

A decisão foi tomada numa reunião da administração do banco realizada na segunda-feira, em Abidjan, na Costa do Marfim, e prevê o aumento da produção nas regiões de Oio e Bafatá, no centro da Guiné-Bissau.

O BAD vai comparticipar 93 por cento do Projeto de Desenvolvimento da Cadeia de Produção de Arroz, cabendo o restante «ao governo guineense e parceiros», refere o banco.

«Vão ser criadas infraestruturas e tratados 470 hectares de terrenos, construídos sete quilómetros de estradas, dois mercados rurais, entre outras estruturas», anuncia o BAD.

No final espera-se que a população da Guiné-Bissau tenha maior acesso a arroz, base da dieta alimentar do país, mas que muitos agregados familiares ainda têm dificuldade em comprar devido aos elevados níveis de pobreza.

«O país regista anualmente um défice de 80 mil toneladas de arroz», que têm que ser importadas, assinala o BAD.

As regiões de Oio e Bafatá ocupam um terço do território guineense e têm cerca de 500 mil habitantes, um terço da população do país.
ANG/Lusa

Reconciliação Nacional


Adiado para fevereiro simpósio da ONU inicialmente previsto para esta sexta-feira
  
Bissau,26 Jan 17(ANG) – O Simpósio sobre a reconciliação nacional na Guiné-Bissau que devia ser organizado a partir desta sexta-feira pela ONU foi adiado para Fevereiro, anunciou hoje a organização, em comunicado.
Padre Domingos da Fonseca
Por questões de agenda de vários participantes, o simpósio vai decorrer de 8 a 11 de fevereiro, anunciou a missão da ONU na Guiné-Bissau.

«Enfrentar o passado para construir a Guiné-Bissau de amanhã» é o título do evento que pretende ajudar o país a sarar feridas entre dirigentes guineenses e a pôr fim aos ciclos de instabilidade.

Como reflexo da situação, só nesta legislatura, iniciada há dois anos e meio, o país já conheceu cinco governos.

O evento deve contar  com a presença do ex-presidente de Timor-Leste, José Ramos Horta, como convidado de honra, e deve  partilhar com as instituições guineenses a experiência timorense de reconciliação.
Ramos Horta  regressa a Bissau depois de, em 2014, ter terminado uma missão como representante especial das Nações Unidas em solo guineense.

O simpósio internacional é organizado por uma comissão que desde 2009 está a preparar a Conferência Nacional «Caminhos para Paz e Desenvolvimento».

O trabalho foi interrompido em 2012 com um golpe de Estado e retomado em 2015 com o apoio das Nações Unidas e do governo de Timor-Leste.

A comissão já ouviu três mil pessoas em todo o território da Guiné-Bissau para organizar a conferência que permita «escolher um mecanismo de reconciliação nacional para a Guiné-Bissau», indica a organização.

Pretende-se «atacar as causas de conflito e escrever a história comum dos guineenses para que o país possa virar a página e avançar para o desenvolvimento», sem que a política seja o reflexo de desavenças perpetuadas entre gerações.

O simpósio tem como objetivos «ajudar manter o impulso dos preparativos para a conferência nacional» e despertar cada vez mais cidadãos para o assunto.
ANG/Lusa

Regresso dos Djurtus


          Presidente da República satisfeito com união dos guineenses

Bissau, 26 Jan 17 (ANG) - O Presidente da República (PR) disse quarta-feira que a participação da Selecção Nacional de Futebol “Djurtus” no Campeonato Africano das Nações (CAN-2017), uniu o povo guineense sem distinção da cor, raça e religião.
Foto arquivo

José Mário Vaz que falava num jantar de recepção da comitiva da selecção nacional que quarta-feira regressou ao país, salientou que o povo guineense deu, mais uma vez, provas pela forma ordeira como saiu as ruas para receber a equipa nacional  sem lembrar que foi eliminada na prova.

“Os guineenses se emocionaram tanto com o desempenho dos “Djurtus” sem lembrar se pertencem ao Partido da Renovação Social (PRS), Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) ou outra formação política, ou seja que ninguém sabia que pertencia a religião cristã, muçulmana ou animista, porque o objectivo era único defender as cores nacionais”, disse José Mário Vaz.

O chefe de estado disse  que aplicou  rigorosidade na gestão dos fundos destinados a  participação dos Djurtus no CAN-2017, em Gabão, mas que  muitos não ficaram satisfeitos.

O Presidente da República, apelou aos atletas a não desanimarem nos seus trabalhos e que continuem a representar o país sempre que forem chamados.

Entretanto, o ex-Capitão da Selecção Nacional de Futebol, Bocundji Cá, disse que o mais importante é o fato de a  Guiné-Bissau ter conseguido  marcar presença, pela primeira vez, na maior prova Africana de Futebol.

“Fui ao CAN motivado e regressei motivado, porque o essencial é a Guiné-Bissau que está acima de todos. É importante saber o nosso trabalho e fazer unir os guineenses através de futebol”, afirmou a concluir Bocundji Cá.

O ex-capitão da seleção nacional não foi, em nenhuma partida, a opção do selecionador nacional Baciro Candé, facto que motivou criticas de muitos adeptos.

Mudando de assunto, o Presidente da República disse  que é triste saber que a pesca ilegal praticada pelas pirogas estrangeira nas águas do país ultrapassam a percentagem do Produto Interno Bruto da Guiné-Bissau (PIB).

De acordo com José Mário Vaz, as referidas pirogas pescam anualmente no país, qualquer coisa como “450 milhões de dólares” valor que podia ser destinado para criar empregos a  188 mil guineenses.

“É triste estamos a brincar com a nossa terra, razão pela qual, estarmos hoje onde estamos e uma das prioridade do meu mandato, e garantir o emprego aos jovens guineenses, assim como criar riquesas para resolver os problemas no sector da educação, saúde, das infraestruturas e ao sector desportivo, disse Jomav.
ANG/LLA/ÂC /SG

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Telecomunicações


Trabalhadores da GT e GTM exortam “relançamento urgente” destas empresas estatais

Bissau, 25. Jan. 17 (ANG) – O Sindicato dos Trabalhadores das Empresas Públicas Guiné-Telecom (GT) e Guiné Telecom Móvel (GTM) pedem ao governo, no sentido efectivar o “relançamento urgente” das duas empresas, em prol da segurança nacional e de aumento das receitas ao Estado.
 
Em declarações a Agência de Noticias da Guiné (ANG), o seu Presidente, David Mingo, afirmou que “por uma questão de soberania, a Guiné-Bissau deve voltar a ter uma empresa do Estado no sector, para controlar todas as entradas e saídas de chamadas (tráfego internacional).

“ Por exemplo, é o acontece em todos os países: no Senegal é através da SONATEL, a GAMTEL na Gambia, a SOGUITEL na Guiné Conacri, a CV Telecom em Cabo Verde e em Portugal, através da sua empresa pública, a Portugal Telecom (PT) ”, explicou.

O sindicalista que realça as acções do Primeiro-ministro e do Ministro da tutela, na resolução dos seus problemas, garante que a retoma do funcionamento destas empresas dará segurança comunicativa ao país e proporcionará mais receitas ao Estado.

“ A nossa visão é que o Estado procure um parceiro credível ou injecte um fundo nessas empresas, porque são rentáveis economicamente e os seus lucros podem ajudá-lo no cumprimento das suas obrigações”, aconselhou.

 Actualmente, sabe a ANG através duma fonte, que 38 empresas estão interessadas na parceria com o Estado da Guiné-Bissau, com vista a retomar o funcionamento da GT e GTM.

Em relação a situação salarial dos trabalhadores, o Presidente dos Trabalhadores da GT e GTM afirma que a situação “mantém-se na mesma”,  encontrando-se os trabalhadores com 38 meses de ordenados em atraso.

Por isso, David Mingo pede ao governo, no sentido de, pelo menos, pagar três meses de salário aos trabalhadores destas duas empesas estatais, por forma a minorar o seus sofrimentos.

A Guiné-Telecom e a Guiné Telecom Móvel têm, no total, 200 trabalhadores, entre  efectivos e contratados, com uma massa salarial de 33 milhões de Francos cfa por mês. Montante que David Mingo considera de “insignificante” se estas empresas funcionassem normalmente. 

As Empresas Públicas Guiné Telecom (GT) e Guiné Telecom Móvel (GTM) funcionavam normalmente até 2009. Já em 2010, com a saída da parceira portuguesa, a Portugal Telecom, as duas firmas estatais de comunicações foram a falência.
ANG/QC/SG

ANP


         Gabinete do Presidente assaltado por pessoas desconhecidas

Bissau, 25 Jan 17 (ANG) – O gabinete do Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP) Cipriano Cassama, foi alvo de violação no último fim-de-semana por indivíduos não identificados, revelou hoje uma nota à imprensa daquela instituição.
 
Segundo a nota que não indica os prejuízos causados pelo alegado assalto,  a Polícia Judiciária já está a investigar o caso. 

O mesmo comunicado revela ainda que o referido assalto ocorreu logo depois do Ministério do Interior, ter mudado o corpo de segurança do Presidente da ANP.

“A ANP numa nota endereçada ao Ministro do Interior Botche Cande, reagiu demonstrando as ilegalidades em que ocorre as decisões de mudar o corpo de segurança do presidente da ANP que em fim se resume num crime de violação das instalações daquela Instituição, cuja inviolabilidade está previsto no Artigo 3, n 1, do Regimento da ANP”, lê-se no documento.

O documento refere ainda que relativamente ao violação do gabinete de Cipriano Cassama acontecido do dia 23 de janeiro”, a Direcção da ANP sob a orientação do seu Presidente pondera a possibilidade de dispensar o serviço de segurança fornecido pelo governo, até que sejam observadas as leis sobre a matéria.

De acordo com a mesma nota, a ANP sustenta que para a defesa do seu poder constitucional de autorregulação das suas instalações,  reserva-se ao parlamento o direito de recorrer à todos os meios legais a sua disposição para estancar *esta flagrante violação das leis vigente no país, que integram um intencional plano para destorcer a ordem democrática instalada pelo povo guineense*.

A alegada violação terá ocorrido num feriado, e numa altura em que Cipriano Cassamá, numa delegação do seu partido, o PAIGC, se encontra no interior do pais, nas comemorações do dia dos Combatentes da Liberdade da Pátria, realizadas em Cassacá, Sul da Guiné-Bissau.
ANG/LLA/ÂC/SG  

Política


PAIGC acusa Ministro do Interior de pretender desestabilizar Assembleia Nacional Popular

Bissau, 25 Jan 17 (ANG) – O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-verde (PAIGC), acusou hoje o ministro de Estado do Interior de tentativa de desestabilização da Assembleia Nacional Popular (ANG), ao ter procedido a mudança do corpo de segurança do hemiciclo sem anuência do Presidente daquela instituição, como manda a lei.
 
De acordo com uma nota de imprensa dos libertadores, à que a ANG teve acesso, logo após a execução da referida ilegalidade, o Gabinete de Cipriano Cassama foi violado tendo supostamente sido retirados alguns documentos.

No comunicado o PAIGC acusa Botche Candé e o Governo de Umaro Sissoco de tentar desestabilizar a ANP, órgão de soberania, cuja a intervenção no processo político actual tem sido irrepreensível.

“O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-verde, como ganhador das ultimas eleições gerais de 2014 que elegeu o actual Presidente da ANP, e por ter a maioria absoluta, não pode ficar indiferente  a mais uma manobra ilegal do poder instalado por José Mário Vaz”, lê-se na missiva.

O comunicado ainda refere que o PAIGC condena e de uma forma enérgica mais uma tentativa, a juntar a outras tantas, de referir impunemente a Constituição , bem como o exercício constitucional e regimental dos órgãos de soberania.

Os paigecistas consideram o  ocorrido uma provocação  e violação levadas a cabo no quadro de uma tentativa de se instaurar um regime ditatorial no país.
ANG/MSC/ÂC/SG

Política


Presidente da República critica que deputados recebem salários sem estar a trabalhar

Bissau, 25 Jan 17 (ANG)O Presidente da República criticou terça-feira que é impossível os deputados da nação continuarem a receber os seus salários sem trabalhar.  

Segundo a Rádio Jovem, José Mário Vaz fez esta crítica aos deputados da Nação no tradicional cumprimento do ano novo decorrido no Palácio da República.

Acrescentou que os deputados não devem fechar a casa do povo, porque não têm direito de o fazer.

Por isso, o chefe de Estado guineense pediu aos parlamentares para usarem todas as suas influências para que a casa do povo seja reaberta, *porque representam a confiança a da população que lhe elegeram.

"Estamos num momento muito crucial em termos de viragem da história da nossa terra basta um bocadinho de entendimento. Dentro de 6 meses se alguém chegar à este país não vai acreditar”, afirmou, José Mário Vaz, frisando que nada se faz sem a coragem e determinação, e que se não eles não iriam conseguir chegar onde estão.

Perante esta situação, o chefe de Estado reconheceu que durante os dois anos de sua governação o país passou por momentos muito difícil da sua história.

Em nome dos deputados da nação, o primeiro secretário da Mesa da ANP, Serifo Baldé reconheceu o esforço prestado pelo Presidente da República, e disse que os deputados continuam a redobrar esforços para que haja estabilidade e paz douradora no país, face aos novos desafios que o país lhes colocou e os compromissos de servir cada vez mais o povo. 

Acrescentou que, a mudança da situação que a Guiné-Bissau vive, deve passar necessariamente pela implementação da política do Estado que favorece a reforma na administração pública, tão indispensável para a prestação de bom serviço às populações.
ANG/ PFC/ÂC/SG

Cinema


                Guineense-húngaro prepara-se para lançar “O Cidadão”

Bissau, 25 Jan 17 (ANG) – Um cineasta guineense com nacionalidade húngara prepara-se para colocar no mercado um filme intitulado*O cidadão*, uma  longa-metragem que conta as dificuldades de um homem africano para se integrar na sociedade húngara.
Marcelo Cake-Baly, antigo imigrante oriundo da Guiné-Bissau, desempenha o papel principal. Apesar de ter a nacionalidade húngara há mais de vinte anos, o ator continua a sentir-se rejeitado pela sociedade húngara.

“Sinto-me húngaro, mas quando ando na rua pareço africano. As pessoas não sabem há quanto tempo vivo na Hungria, não sabem que tenho uma família, trabalho aqui e pago impostos. Isso não está escrito na minha testa. As pessoas na rua vêm-me como um imigrante”, afirmou Marcelo Cake-Baly.

Em 2016, a Hungria aprovou uma nova lei para deter e expulsar refugiados. Todos os migrantes que sejam encontrados num raio de oito quilómetros da fronteira com a Sérvia são escoltados para o lado de lá do muro.

“Vivemos atualmente uma psicose coletiva que tem a ver com o medo. O medo faz parte da natureza. As pessoas têm medo da multidão sem rosto a que chamamos imigrantes. Penso que é preciso respeitar esse medo. Não devemos ter uma atitude cínica em relação a esse medo. Apesar de tudo,acredito que os cidadãos europeus são seres humanos e percebem que essas pessoas precisam de ajuda”, frisou o realizador húngaro Roland Vranik.

A longa-metragem “O cidadão” chega esta semana às salas de cinema húngaras.
ANG/pt.euronews.com

Saúde/Nutrição


                A comida picante pode ser o segredo para a longevidade

Bissau, 25 Jan 17 (ANG) – Cientistas da Universidade de Vermont, nos EUA revelam que o consumo de picante reduz em 13 por cento o risco e morte.
 
"É apreciador de picante? Se sim, pode ter a sorte de viver mais tempo",dizem.

Os especialistas analisaram os dados do Questionário Nacional que examina a Saúde e Nutrição recolhidos a mais de 16 mil norte-americanos entre 1988 e 1994. Durante esse tempo, cerca de 34% dos homens morreu, mas entre os homens que consomem regularmente malaguetas, o número desce para os 22%.

Mustafa Chopan e Benjamin Littenberg examinaram as características dos inquiridos e descobriram que os 13% de menor risco de morte podem estar relacionados com o componente principal nas malaguetas, a capsaicina”, que é usada no tratamento de outras doenças como a artrite.

“Embora o mecanismo pelo qual as pimentas possam atrasar a mortalidade esteja longe de ser certo, os Receptores de Potencial Transiente (TRP), que são receptores primários para compostos como a capsaicina e podem ser responsáveis por esse fenômeno”, dizem os autores do estudo publicado na Plos One.

Os especialistas acreditam que a capsaicina desempenha um papel fundamental nos mecanismos celulares e moleculares que impedem a obesidade e modulam o fluxo sanguíneo coronário, e também possui propriedades antimicrobianas que “podem afetar indiretamente o hospedeiro, alterando a flora intestinal”.

No entanto, os especialistas destacam que há maneiras mais fáceis e mais benéficas de melhorar a sua saúde do que fazer uma dieta apenas à base de malaguetas.
ANG/ZAP