terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Identificação Civil


*São emitidos 200 bilhetes diariamente*, diz  Director Nacional

Bissau 31 Jan 17 (ANG) – São produzidos diariamente 200 Bilhetes de Identidade(BI), revelou hoje à ANG o  director do Serviço Nacional de produção de Bilhete de Identidade, Cherno Sano Jaló.

 Segundo jaló, actualmente há capacidades para a produção de 500 BI/dia, só não se atinge essa cifra porque as solicitações baixaram.

«Anteriormente atingíamos 500, que é o número máximo e muitas das vezes tínhamos dificuldades para  atender a multidão que se aglomerava aqui”, explicou justificando que naquela ocasião decorriam matrículas em estabelecimentos de ensino, pelo que havia muitos alunos interessados na obtenção do seu BI.

Aquele responsável disse que o serviço que dirige já abriu agências nas diferentes regiões do país, mas que as impressões dos bilhetes  são efectuadas em Bissau.

«Temos dificuldades no que concerne a materiais de trabalho, mas faremos de tudo para que o nosso serviço consiga no mínimo satisfazer os necessitados», prometeu Jaló.

Cherno Jaló apela  aos que ainda não têm  Bilhete de Identidade no sentido de se deligenciarem para  ter essa peça importante de identificação.

ANG/AALS/JAM/SG





Política


Inspector de Luta Contra Corrupção qualifica de “ muito triste” o quadro político do país

Bissau,31 Jan 17 (ANG ) - O Inspector  Superior de Luta Contra a Corrupção considerou este segunda-feira de * muito triste* a actual situação política que diz ter sido criada pelo  Presidente da República, José Mário Vaz.

Segundo a  Rádio Sol Mansi, Francisco Benante, disse que o Presidente da República está a escamotear a verdade, frisando que o país nunca conheceu uma pessoa deste tipo, enquanto primeiro magistrado da Nação.

"Assistimos os tempos dos  presidentes Luís Cabral, João Bernardo Vieira vulgo Nino, Malam Bacai Sanha, Kumba Yala, Serifo Nhamajo, Henrique Pereira Rosa e outros, mas nunca sucedeu uma situação política  igual a esta", disse Benante.

Acrescentou  que, as vezes, acontecem um mal-entendido mas nunca atingiu este grau de “desordem política tão preocupante”.               

O responsável Superior de Luta Contra a Corrupção aproveitou esta oportunidade para exortar a Procuradoria-Geral da República no sentido de realçar mais a imagem do país, actuando de forma imparcial na aplicação das leis sobretudo no que se refere à assuntos políticos.

Por outro lado, Francisco Benante acusou  ao Presidente da República de ter medo de participar na cimeira dos Chefes de Estados da União Africana (UA) que está a decorrer em Adis Abeba, capital da Etiópia, por isso indigitou o seu Primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embalo para tomar parte nesse encontro, porque sabe que vai ser questionado sobre o cumprimento do Acordo de Conacri.  

ANG/PFC/SG
     


Política


UDEMU realiza  5º Congresso Ordinário em Fevereiro

Bissau, 31 Jan 17 (ANG) – A União Democrática das Mulheres (UDEMU), organiaçao femenina do PAIGC, vai realizar o seu quinto Congresso Ordinário a 17 de Fevereiro próximo, em Buba, região de Quinará, disse hoje à  ANG, sua coordenadora.

Bilony Nhama N´Tamba na Nhassé disse que a direcção da UDEMU possui mais de 500 delegadas oriundas de todas as regiões do país que irão participar no referido congresso.

A coordenadora adiantou  que já se perfilam duas candidatas para o cargo de secretária-geral da organização nomeadamente, Fanta Dahaba e a ela própria, Bilony Nhama Nhassé.

Segundo Bilony Nhassé, as conferências de bases nas secções, sectores e das zonas já foram feitas, faltando apenas as regionais que terão lugar nos primeiros dias  de Fevereiro..
“As conferências regionais terão lugar entre 4 e 10 de  Fevereiro  e a Comissão 
Permanente da UDEMU vai reunir-se no dia 11,de seguida a comité executivo de 12 a 14”, sublinhou a Coordenadora. 

ANG/ JD/JAM/SG


Ensino público


Sindeprof elogia postura do Governo em relação ao cumprimento do Memorando de entendimento

Bissau, 31 Jan 17 (ANG) – O vice-presidente do Sindicato Democrático dos Professores (SINDEPROF),disse hoje que o Governo esta a cumprir o acordo que rubricou com os dois sindicatos da área da educação e que levou ao levantamento das greves que vinha decorrendo no ensino publico guineense.

Em declarações a ANG, Eusébio Có disse que além do cumprimento parcial do Memorando de Entendimento assinado entre as partes, o governo através do Ministério da Educação mostrou-se aberto a resolução do problema da carga horária e decidiu perdoar os professores que aos quais haviam sido retirados os horários, por terem aderido a “uma greve ilegal”.

“Foi criado um espaço de concertação denominado “Focal Educação“ que congrega todos os intervenientes do sector da educação e já tivemos dois encontros onde identificamos todos os problemas da educação e em conjunto veremos a solução, para o bem do ensino guineense “, disse.

Segundo o sindicalista, os processos estão a encaminhar dentro da normalidade, tendo salientado que agradecem ao Executivo pelo passo dado e que mereceu congratulação dos parceiros, nomeadamente da Confederação dos Estudantes da Guiné-Bissau (CONAIGUIB), e da Associação de Pais e Encarregados de Educação.

O vice-presidente do Sindeprof frisou que o novo espaço criado vai permitir resolver os problemas do ensino nacional, salientando que, com uma colaboração saudável será fácil encontrar uma solução.

“A parceira dos sindicatos com o Governo deve estar de boa saúde e de franqueza onde cada uma das partes irá expor claramente as suas ideias em busca de um consenso porque todos nos estamos interessados em que as aulas funcionem e que as crianças sejam bem formadas para que possam ter qualidade para enfrentar e competir com os jovens da sub-região “,disse Eusébio Có.

O Memorando de Entendimento rubricado entre os sindicatos da classe docente e o governo determinava que entre outros pontos fossem feitas a classificação e efetivação dos professores, o pagamento de salários em atraso de 2012 e 2016 aos professores novos ingressos e a implementação da Careira Docente.

ANG/MSC/SG




30 de Janeiro




UDEMU assinala a data com deposição de coroas de flores na estátua de Titina Silla

Bissau, 31 Jan 17 (ANG) – A União Democrática das Mulheres (UDEMU), organização feminina do PAIGC comemorou hoje 30 de Janeiro, dia da mulher guineense com deposição de coras de flores na estátua da heroína nacional, Titina Silá. 

Na ocasião, a secretária-adjunta da UDEMU, Bilony Nhama na Nhassé disse que a data serve para homenagear também outros combatentes que tombaram durante a luta de libertação e as da geração presente.

Por sua vez, o Secretário Nacional do PAIGC, Aly Hijazi disse que a situação política que se vive no país não favorece, em nada, o partido e acusou o Presidente da República, José Mário Vaz de não cumprir o Acordo de Conacri.

De acordo com este político, a actual legislatura já leva cinco governos, pois o actual “por ser ilegal, esta prestes a ser derrubado”.

Hijazi pediu ao Presidente da República para reconsiderar a sua decisão e cumprir o Acordo de Conacri. 
ANG/JD/JAM/SG


Política




PAIGC e PRS divergem quanto a declaração do Chefe de Estado guineense

Bissau, 31 Jan 17 (ANG) -  Os líderes da bancada parlamentar do Partido Africano da Independencia da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e do Partido da Renovação Socia (PRS) se divergem  sobre as recentes declarações do Chefe de Estado guineense, segundo as quais  os Deputados não podem continuar a usufruir dos seus salários sem trabalhar.

Califa Seidi
Em declarações a ANG o líder da bancada do PAIGC, Califa Seidi disse que o Chefe de Estado pode não estar bem informado do papel dos deputados, que não se resume apenas na aprovação do Programa e Orçamento Geral do Estado,mas sim  muito mais do que isso.
 Seidi fez questão de enumerar  que os Deputados  têm três funções fundamentais, entre as quais,   estar em contacto permanente com os eleitores,   e fiscalizar a acção governativa.

 Para além disso, informou que as comissões especializadas, da  revisão da Constituição, Reconciliação e permanente estão sempre em função e a maioria dos deputados faz  parte das  referidas comissões. 

Califa seidi alega que  pelo facto da plenária não estar a funcionar não significa que os deputados não estão a trabalhar, e que se as comissões não trabalharem a plenária também não funciona,porque todo o que vai ser debatido na plenária é preparado pelas respetivas comissões.

“Os deputados têm direito a receber os seus salários, independentemente do funcionamento da pelnária, porque isto está plasmado na nossa Constituiução,mesmo se a  assembleia for dissolvida os deputados continuarão a receber os seus salários“,afirmou.

O dirigente do PAIGC sustenta que a  plenária nao está  a funcionar devido a crise provocada pelo próprio Presidente da República ao demitir o governo liderado por Domingos Simões Pereira, não obstante os apelos internos e externos feitos no sentido de não demitir esse governo.

“ A plenária não está a funcionar porque há choques de maiorias, isto é o Chefe de Estado  acha  que existe no parlamento uma maioria para apoiá-lo, contando  com os 15 e mais 41 deputados do PRS, mas esqueceu-se  que todos os órgãos de Assembleia Nacional Popular são  constituidos pela maioria em função dos resultados eleitorais, como por exemplo a Comissão permanente constituido de   15 elemnetos e 9 dos quais são do  PAIGC e 6 do PRS.

Por seu lado,  o Director de informção do PRS, Joaquim Batista Correia se congratula com a declaração do Presidente da República,alegando falta de produtividade dos deputados.
Disse que ANP é um órgão de fiscalização por exelencia e que deve ser na base do funcionamento,porque as tarefas das comissões especializadas corecem de relatórios a serem submetidos à plenária.

Disse que  tudo está inativo, ou os trabalhos são feitos a meio gás ou não são feitos. Acrescenta que as leis, as deliberações  não estão a ser produzidas.

Joaquim Correia considera que não  é necessário  entrar  em  choque com o Presidente da República que é responsavel para o cumprimento da lei ,e que não se pode estar, no momento em que não se faz nada, a dizer que se está a produzir.

Joaquim Baptista defende que a influencia deve ser exercida para que o parlamento volte a funcionar em pleno.

“Em Democracia ganhar  eleições não significa governar. Antes tens que apresentar e ter no hemiciclo o Programa e Orçamento Geral de Estado aprovados pelos deputados eleitos pelo povo“, disse.

ANG/LPG/JAM/SG